Comunicado nº 124: Agora Galiza-Unidade Popular denúncia política criminalizadora contra independentismo galego

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Agora Galiza-Unidade Popular denúncia política criminalizadora contra independentismo galego

A decisom da Fiscalia da “Audiência Nacional” de solicitar 102 anos de prisom aos independentistas galegos detidos em 2015, assim como a dissoluçom de Causa Galiza e Ceivar, som mais umha expressom da involuiçom política do Estado espanhol.

A acusaçom de “pertença a organizaçom criminosa para a comissom de delitos de enaltecimento do terrorismo”,promovida polos aparelhos judiciais do postfranquismo, só pretende injetar medo e dissuadir ao povo trabalhador galego de luitar polos direitos e liberdades conculcadas polo capitalismo e o projeto imperialista espanhol.

A vulneraçom de direitos básicos carateriza o agir do Estado espanhol, à margem de quem administre o seu governo. Perseguir politicamente a quem questiona e combate o postfranquismo é a razom da existência do maquilhado Tribunal de Ordem Público fascista.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta a solidariedade da esquerda revolucionária galega com todas as pessoas encausadas, e denunciamos a tentativa de ilegalizar organizaçons independentistas galegas.


Stop à repressom espanhola!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 12 de novembro de 2019

Comunicado nº123: RESULTADOS ELEITORAIS EXPRIMEM NECESSIDADE HISTÓRICA DE ARTICULAR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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Resultados eleitorais de 10 de novembro confirmam o processo de involuiçom política em curso no Estado espanhol.

Afastados de leituras superficiais e simplistas sobre blocos, o taboleiro institucional do posfranquismo nom sofre alteraçons substanciais.

1- A pírrica “vitória” eleitoral do social-liberalismo após forçar esta convocatória, exprime o fracasso da operaçom de Pedro Sánchez por sair reforçado das urnas. O endurecimento da linha mais chauvinista e agressiva contra o direito de autodeterminaçom do povo catalám, e o funeral de Estado no que transformou a exumaçom dos restos de Franco, fôrom capitalizados polo fascismo sem complexos. A estratégia inspirada na doutrina do shock de sementar sensaçom de ingovernabilidade, nom tivo efeitos no reforçamento do PSOE.

2- O auge de Vox é resultado da fraudulenta política “antifascista” promovida polo PSOE para concentrar votos progressistas. Porém, a duplicaçom de escanos atingida polos herdeiros políticos sem complexos da ditadura franquista, som resultado mecánico da reconfiguraçom do campo político fascista. O descalabro do neofalangismo laranja provocou umha transferência quase matemática dos votos perdidos por Albert Rivera e Inés Arrimadas aos de Abascal.

3- O PP de Casado nom logra remontar nem atingir os seus objetivos de ser o partido mais votado. A sua taticista viragem “moderada” em relaçom ao relato hegemónico na campanha de abril, nom logrou recuperar os votos que paulatinamente se tinham fugado para C´s. Porque contrariamente ao que a esquerdinha tem defendido, Ciudadanos representava o projeto do glamour fascistizante das camaradas intermédias, agora fascinados pola ausência de complexos do discurso de Vox.

4- A nova socialdemocracia podemita segue lentamente debilitando-se. Podemos, após dinamitar a luita de massas até lograr a sua plena institucionalizaçom, retirando o conflito das ruas, perdeu a capacidade de incidência. Por muito que Pablo Iglesias continue implorando um governo “progressista” com um partido reacionário, um eventual acordo com o PSOE nom alterará a involuçom em curso que promove o grande capital.

5- O autonomismo galego recupera presença nas Cortes, e como já anunciou durante a campanha, está disposto a apoiar Pedro Sánchez em troques de que se transfiram as competêncais da AP-9 a Galiza. A sua carência de ambiçom é paralela a sua natureza inofensiva e perfil sistémico.

6- O independentismo catalám no seu conjunto avança eleitoralmente, mantendo a sua relativa capacidade de condicionar quem ocupa a Moncloa. A entrada da CUP nas Cortes, a custa da perda de dous deputados de ERC, exprime o processo de mudanças internas na correlaçom de forças do soberanismo catalám.

7- O reforçamento das forças de ámbito basco também consolida a histórica capacidade da burguesia bascongada de vender-se ao melhor postor em Madrid a custa de negociar concessons.

Neste cenário, todo indica que o PSOE de Pedro Sánchez procurará como primeiro cenário um acordo com o PP, tal como quer o Ibex 35 e o grande capital transnacional.

Dependerá da vontade de negociaçom e encaixe das primas donnas das duas forças centrais do regime da terceira restauraçom bourbónica.

Nom som horas de negociaçons nem de componendas para articular a quimera de um governo “progressista”. Sem reconstruir a esquerda revolucionária e as ferramentas defensivas da classe operária, nom é possível reverter a derrota estratégica na que estamos instalados.

Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare ao povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital.

Devemos preparar política, ideológica e psicologicamente à classe operária e ao povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polo PSOE e as esquerdinhas, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a besta fascista.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 11 de novembro de 2019

Comunicado nº 122: PSOE APROFUNDA NA FASCISTIZAÇOM DO ESTADO ESPANHOL

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PSOE APROFUNDA NA FASCISTIZAÇOM DO ESTADO ESPANHOL

O governo em funçons do PSOE, encabeçado por Pedro Sánchez, nom so nom cumpriu absolutamente nada do que prometeu. Seguindo a folha de rota marcada pola oligarquia e o IBEX 35, o social-liberalismo está preparando novas agressons contra os direitos e conquistas da classe trabalhadora.

Nom derrogou a Lei Mordaça, nem a reforma laboral, nem a LOMCE, apoiou o 155 contra Catalunha, permitiu que a exumaçom do genocida Franco se converte-se num ato de exaltaçom da ditadura, mostrou o seu apoio sem complexos ao governo criminal de Lenín Moreno no Equador e ao fascismo venezuelano, refugiando ao terrorista Leopoldo López na embaixada espanhola em Caracas.

Fai uns días também conheciamos o documento que o governo remitiu a UE para a implementaçom das políticas neoliberais da chamada “mochila austríaca”, um novo atentado aos direitos, destinado a empobrecer ainda mais o povo trabalhador.

Além de todo isto, com a entrada em prisom dos líderes independentistas do Procés, as protestas e a legítima viôlencia popular ou criminalizaçom contra o CDR na Catalunha, como pretexto, o governo do PSOE justifica e continua aprofundizando na fascistizaçom do Estado com medidas cada vez mais reacionárias e antidemocráticas.

Amparando-se na “segurança pública e proteçom civil” foi aprovado um Real Decreto “in extremis” à passada sexta-feira, 1 de novembro, polo Conselho de ministros do governo de Pedro Sánchez.

O escandaloso decreto oUtorga ao executivo um poder extraordinário sobre o controlo das redes e páginas web. Permite o feche de qualquer serviço de comunicaçons electrónicas -público ou privado- em caso de umhas “supostas amenaças graves para a ordem pública”, entre outras medidas, sem a necessidade de umha sentença judicial. Justificam a sua aprovaçom entre outras razons, “polos recentes e graves acontecimentos que sucedérom em parte do território espanhol”.

Embora já se podía ordenar o cessamento de urgência de forma cautelar de qualquer tipo de comunicaçom digital, agora com esta nova “barbaridade eleitoral” as “razons” som muito mais amplas.

Esta nova medida de controlo da rede, em resposta principalmente ao independentismo catalám, nom so afetaria à Generalitat, também ao resto de administraçons do Estado, toda a informaçom e comunicaçom digital estaria supeditada aos interesses e autorizaçom do governo central.

Qua a internet seja controlada e supervisada totalmente polo governo do Estado espanhol supom umha clara vulneraçons dos direitos e liberdades mais elementares. Umha medida que poderia implementar perfeitamente qualquer organizaçom de ultradireita.

A censura na rede junto a todas as falsas promessas promovidas polo social-liberalismo seriam motivo suficiente como para organizar mobilizaçons operárias combativas e de caráter continuado por todo o Estado.

Reafirmamos-nos em que PSOE é um partido de direita disfarçado, com umha linguagem e falsa fachada progressista. É umha força funcional ao postfranquismo, representante de umha fraçom da oligarquia, umha força essencial para manter o funcionamento da alternância parlamentar, que efectua idênticas políticas que a ultra-direita espanhola.

A cada vez mais preocupante ameaça fascista nom se derrota nas instituiçons do inimigo, nem votando ao PSOE, nem às forças reformistas galegas ou espanholas que somente optam por parasitar nas instituiçons burguesas e formar governo com a direita “progressista” a cabeça.

De Agora Galiza-Unidade Popular inssistimos que é nas ruas, sem concessons nem negociaçons, com persistente mobilizaçom e unidade de classe, onde se atinguem melhoras para a classe trabalhadora e se logram tombar medidas reacionárias como as estabelecidas polo PSOE ou PP.

A criaçom de um bloco Popular Antifascista somado à luita combativa e contundente nas ruas e centros de trabalho contra os partidos do regime que promovem e aprofundizam na deriva reaccionária do estado espanhol, é umha necessidade indispensável!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de novembro de 2019

Comunicado nº 121: Legislativas de 10 de novembro de 2019. Votes o que votes ganham eles. Abstençom

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Legislativas de 10 de novembro de 2019

Votes o que votes ganham eles

Abstençom

Novamente a ditadura burguesa espanhola convoca-nos a votar. Após meio ano ensaiando carência de vontade política para constituir Governo, aplicando a receita do caos controlado da doutrina do shock, Pedro Sánchez optou por convocar novas eleiçons na procura de modificar a correlaçom de forças nas Cortes em prol do PSOE, e portanto dos interesses do Capital.

A profunda multicrise que padece o regime de 78, combinada e inserida na crise estrutural do capitalismo crepuscular, pretende ser “superada” ou cando menos reduzida, mediante a restauraçom paulatina do monopartidarismo bicéfalo.

Os poderes reais do postfranqusimo exigem novas medidas visadas para disciplinar ainda mais o conjunto do povo trabalhador, mediante umha nova reforma laboral, e avançar na privatizaçom do sistema público de pensons, tal como solicita o FMI e o Banco Central Europeu. Mais austeridade para incrementar o ganho da burguesia às portas de umha nova “recessom económica” mundial.

Os poderes fáticos encabeçados polo ilegítimo bourbon, exigem esmagar a vontade de ser República da Catalunha rebelde que nom se dobrega nem ajoelha, pretendem recuperar competências mediante um processo de recentralizaçom. Há que manter a toda custa a unidade territorial de Espanha como mercado onde acumular e expandir capital.

Na atual conjuntura histórica, em plena ofensiva reacionária, de marasmo e amorfismo do movimento operário, de involuçom ideológica e derrotismo, de enorme debilidade orgánica e ideológica da esquerda revolucionária, nom existem as mínimas condiçons objetivas nem subjetivas para dar batalha com êxito no ámbito eleitoral, frente aos diversos oportunismos que desputam o espaço da denominada “esquerda”.

Mas tampouco a classe operária consciente, a juventude rebelde, o povo trabalhador galego que nom se deixa manipular polos meios de [des]informaçom da burguesia espanhola e da lumpemburguesia autótone, podem mais umha vez emprestar o seu voto aos partidos que optam por atingir escanos onde situar as suas elites, reforçando assim a falsa normalidade democrática do postfranquismo.

Em abril diziamos que sem luitar pouco vale votar, que tampouco existia nengumha candidatura que defendesse coerente e dialeticamente os interesses da classe trabalhador a e os da naçom galega. Meio ano depois, nom se tenhem produzido mudanças que nos recomendem alterar o diagnóstico.

Tanto a sucursal galega de Unidos/Podemos como o BNG partem de duas premissas falsas.

A sua tática eleitoral baseia-se numha dupla equaçom falaz.

1º- Nom existe democracia no Estado espanhol. Portanto a luita pola defesa e recuperaçom dos direitos e conquistas que paulatinamente nos fôrom suprimindo, nom se logra exercendo parlamentarismo convencional. Os exemplos da França onde a contundente resposta dos coletes amarelos freou o incremento dos combustíveis anunciada por Macron; no Equador onde a rebeliom popular de indígenas e da classe trabalhadora tombou o pacote neoliberal do FMI; e no Chile onde em poucos dias o levantamento popular provocou a retirada do aumento do preço do bilhetes dos metro, constatam que só mediante a luita maciça, unitária e combativa nos centros de trabalho e nas ruas se logram vitórias populares e derrotas aos planos da burguesia.

2º- O PSOE nom é um partido progressista. É umha força social-liberal e reacionária. É o partido central da arquitetura jurídico-política do postfranquismo, a pedra angular da partitocracia que sostem esta cárcere de povos chamada Espanha e a corruta monarquia imposta por Franco. Mais de quatro décadas com presença no governo espanhol, na Comunidade Autónoma Galega, nos governos municipais, avalam que é um partido contrário aos interesses da maioria, cam guardiam dos ricos e poderosos.

É um grande engano, umha monumental farsa que a sucursal galega de Unidos/Podemos e o BNG sigam alimentando a ilusom de configurar umha maioria aritmética que facilite um governo pogressista versus um governo conservador encabeçado polo PP. Nom nos deixemos enganar!

O governo de Pedro Sánchez, que se apresentou como o PSOE genuíno de “esquerda” frente ao felipismo, nom cumpriu nengumha das suas promessas eleitorais que permitírom a sua vitória em abril. Nem derrogou a reforma laboral, nem a lei mordaça, nem a LOMCE. Nom procurou umha saída política às demandas de autodeterminaçom da Catalunha rebelde, apostando na repressom e amagando com a aplicaçom de um novo 155. Apoiou o golpe de Estado de Guaidó na Venezuela, o criminal governo de Lenín Moreno no Equador, as políticas do imperialismo contra os povos e a classe trabalhadora. É um dos principais agentes da espanholizaçom da Galiza, de assimilaçom da nossa língua e cultura, do nosso atraso e dependência.

O PSOE é um partido de direita!!, recuberto com umha linguagem e máscara falsamente progressista. Essencial para o funcionamento da alternância parlamentar, eixo da ditadura burguesa, entre as duas fraçons da burguesia, antes partido conservador e liberal, e agora PSOE e satélites versus PP e forças à sua direita.

Perante este cenário, Agora Galiza-Unidade Popular apela a nom votar o dia 10 de novembro. Apostamos abertamente pola ABSTENÇOM.

A totalidade das forças do regime e o conjunto dos partidos sistémicos coincidem na necessidade de votar para legitimar a exploraçom e dominaçom que padecemos como classe e como povo.

Idênticos argumentos a participar na “festa da democracia” empregam aquelas forças que cinicamente afirmam pretender transformar o sistema.

Igual de falaz argumento é afirmar que nom votar favorece a direita. Nom votar é umha arma que na atualdade facilita desconetar com o a lógica sistémica, deixar de legitimar esta farsa.

Nom estamos em fevereiro de 1936, nom existe movimento operário organizado e em ofensiva, nom existe umha alternativa política ampla e plural de forças populares e operárias que possibilitem abrir um cenário político que facilite construir poder operário e popular visado para a superaçom do capitalismo e a conquista da liberdade nacional da Galiza.

A cada vez mais clara ameaça fascista nom se derrota nas instituiçons do inimigo, nem votando PSOE. É nas ruas, sem concessons nem negociaçons, com persistente mobilizaçom, campanhas pedagógicas, unidade e contundência, como se levanta um muro antifascista que permita isolá-lo e esmagá-lo.

Votemos o que votemos 10 de novembro ganha o Capital e a Espanha de Felipe VI, de Pedro Sánchez, de Casado, Rivera, Abacsal, da CEOE, da Conferência Episcopal e do mesmo exército que ganhou a guerra de classes de 1936-39.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 26 de outubro de 2019

[Comunicado nº 120] Nom nos deixemos enganar nem manipular! A JORNADA MUNDIAL DE 27-S EM DEFESA DO CLIMA, É UMHA FARSA!

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Nom nos deixemos enganar nem manipular!

A JORNADA MUNDIAL DE 27-S EM DEFESA DO CLIMA, É UMHA FARSA!

A ilimitada voracidade do capitalismo na sua fase senil, está conducindo irreversivelmente à destruiçom planetária. A visom curto-prazista da burguesia de obter o máximo lucro a toda custa, também assume como efeito colateral a destruiçom da vida.

A crise climática que a esquerda revolucionária socialista/comunista, os movimentos ecologistas e a comunidade científica, levamos anos denunciando, já é umha realidade tangível. Embora ainda sigam existindo vozes destacadas instaladas no negacionismo, ano após ano constatamos as consequências letais sobre a vida, provocadas por um modo de produçom baseado no ganho mediante a exploraçom da classe trabalhadora e da natureza.

Esta agressom capitalista já foi analisada por Marx no “Capital” [1867] quando denunciava que “Todo progreso da agricultura capitalista nom é só um progresso na arte de reduzir ao obreiro, senom à vez na arte de esquilmar o solo; todo avanço no acrescentamento da fertilidade de um periodo dado, é um avanço no esgotamento das fontes duradeiras dessa fertilidade. A produçom capitalista, por conseguinte, nom desenvolve a técnica e a combinaçom do processo social de produçom senom socavando, ao mesmo tempo, os dous mananciais de toda riqueza: a terra e o trabalhador”.

Cada vez existe umha maior consciência popular sobre a gravísima situaçom meio-ambiental.

Perante a impossibilidade de ocultá-la a burguesia opta por implementar diversas estratégicas, todas elas visadas para impossibilitar, neutralizar ou atrasar a configuraçom de um amplo movimento popular que identifique capitalismo com destruiçom da vida.

1- As cimeiras e conferências internacionais promovidas pola ONU fracassam umha após outra, polos vetos e negativas das principais potências imperialistas em implementar medidas tendentes a reduzir a contaminaçom e iniciar mudanças estruturais no consumo e na produçom.

2- Umha legiom de ONG´s, promovidas e financiadas por multinacionais com discurso verde, pretendem fazer-nos acreditar que é possível combater a desflorestaçom ou contribuir a salvar o planeta, mediante a reciclagem individual, a reduçom do consumo energético, sem alterarmos os interesses da indústria e das multinacionais agro-gandeiras, sem mudarmos a divisom internacional do Trabalho que procura um Ocidente descontaminado a custa de sobre-explorar e destruir o Terceiro Mundo.

3- Promovendo mobilizaçons em defesa do clima e da natureza que nom questionam o capitalismo, centradas na forma de consumir, nunca na de produzir. Basicamente reivindicam mudanças cosméticas, inofensivas para o Capital, fazendo corrsponsável ao povo trabalhador da catástrofe à qual nos conduz o capitalismo.

A convocatória do dia 27 de setembro de umha greve mundial em defesa do clima, aparentemente é umha bem intencionada iniciativa espontánea fomentada por umha adolescente sueca. Mas está promovida polos responsáveis da destruiçom do planeta.

27-S, seguindo os Friday for future, tam só é umha manobra de distraçom para evitar/atrasar a configuraçom de um verdadeiro movimento que questione a catástrofe ecológica a que nos está conduzindo o capitalismo. Greta Thunberg é umha marioneta das trasnacionais, que a patrocinam e financiam.

A convocatória está sendo divulgada polos meios de comunicaçom sistémicos. E conta com o apoio de importantes lobbies capitalistas vinculados a multinacionais mineiras, agro-gandeiras, de fracking, e a grandes empresas que dia a dia destroem a terra, contaminam a água e envenenam o ar.

Nom som os campesinhos, nem os indígenas expulsos das suas terras, nem as povoaçons deslocadas pola indústria energético-mineira e agro-gandeira, quem promovem esta falsa jornada de “luita”, quem convocam o protesto. A iniciativa parte de um opaca convocatória que conta com o apoio da rede dos meios de [des]informaçom global. ALGO NOM ENCAIXA!

A convocatória carece de um programa coerente, nom questiona a mercantilizaçom e apropriaçom da natureza por umha ínfima minoria. Está inçada de boas palavras, declaraçons de intençons sem percorrido algum, brindes ao sol, medidas que nos culpabilizam do que o capitalismo mais voraz está fazendo com o planeta. Se estamos a ponto de perder um braço ou um olho nom se pode paliar com umha simples “tirita”!

E como se Ence-Elnosa concova umha jornada em defesa da ria de Ponte Vedra e contra o monocultivo do eucalito na Galiza; como se a Coren convoca unha jornada em defesa da água na Límia. Umha autêntica farsa!

APELO À JUVENTUDE TRABALHADORA GALEGA E AO PROFESSORADO
Apelamos à juventude trabalhadora galega, maioritária nos centros de ensino, a nom deixar-se instrumentalizar e manipular polos responsáveis da catástrofe que já se divisa com precisom no horizonte e que alterará a vida no planeta.

Apelamos à juventude trabalhadora galega, maioritária nos centros de ensino, a luitar contra a destruiçom meio-ambiental da Galiza, contra a monocultura de eucalitos e coníferas e a indústria do lume, contra a megamineria, a indústria agrotóxica e as macros exploraçons gandeiras que contaminam a terra e a água, em defesa do rural, a incorporar-se à luita anticapitalista e de libertaçom nacional.

Apelamos ao professorado de ensino primário a nom manipular as crianças, evitando somar-se a umha jornada farsa que só beneficia os interesses do que se afirma combater.

Menos papanatismo e mais leituras críticas da realidade!

SÓ A REVOLUÇOM SOCIALISTA EVITARÁ CONSUMAR A CATÁSTROFE EM CURSO
Nengumha classe opressora opta voluntariamente polo seu suicídio! A burguesia é consciente da situaçom, mas considera possuir mecanismos que lhe garantam nom ser arrastada pola catástrofe.

Nom manifesta a mais mínima vontade por alterar e/ou corrigir o modo de produçom hegemónico. A decandência do capitalismo em plena crise estrutural, converte-o em mais perigoso e lessivo para as maiorias sociais e a natureza.

Perante este cenário nom há mais alternativa que a luita organizada e unitária do povo trabalhador e pobre contra o Capital, em defesa de umha economia democráticamente planificada, ao serviço da imensa maioria social, que desenvolva novas tecnologias para a nossa emancipaçom e liberdade, que force umha mudança de modelo e paradigma, para evitar a destruiçom da natureza. E isto só é possível luitando polo Socialismo.

Marx, nos Manuscritos de 1844, refere-se ao comunismo como a “verdadeira soluçom do conflito que o homem sostem com a natureza e com o próprio homem… é a unidade essencial plena do homem com a natureza, a verdadeira resurreiçom da natureza, o naturalismo consumado do homem e o humanismo consumado da natureza”.

Agora Galiza-Unidade Popular nom se soma ao apoio oportunista a esta falsa jornada de luita, tal como fai a esquerdinha da Galiza, que por miseráveis cálculos eleitorais renúncia a desmascarar a jornada.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 19 de setembro de 2019

 

14º comunicado do Manifesto Internacionalista de Compostela: MANIFESTO INTERNACIONALISTA DE COMPOSTELA CONCLUI A SUA TRAJETÓRIA COMO ESPAÇO INTERNACIONALISTA

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MANIFESTO INTERNACIONALISTA DE COMPOSTELA CONCLUI A SUA TRAJETÓRIA COMO ESPAÇO INTERNACIONALISTA

24 de Julho de 2017 era assinado o Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC] por parte de distintas organizaçons e entidades de naçons sem Estado da Península Ibérica [Agora Galiza, Boltxe, Candidatura d’Unitat Popular, Comunistas de Castilla e Nación Andaluza], a Plataforma Laboral e Popular de Portugal e a organizaçom estatal Iniciativa Comunista [IC].

Desde a constituiçom de este espaço internacionalista temos discutido a propósito dos distintos quadros nacionais de luita no Estado espanhol -as tarefas das organizaçons nacionais que neles estamos implantadas- e como conjugá-los com a participaçom de umha organizaçom de ámbito estatal como Iniciativa Comunista.

A pesar de ter tentado salvar esta contradiçom apostando neste espaço e trabalho internacionalista compartilhado polas distintas forças políticas no MIC, desde o passado mês de maio o Manifiesto está em via morta a causa da decisom de Iniciativa Comunista de assumir na prática o quadro estatal espanhol fazendo exercícios de implantaçom em quadros nacionais de outras forças participantes no MIC.

O debate sostido no Manifesto durante os passados meses de maio e junho a propósito de esta decisom de IC tem servido para evidenciar umha vez mais que dita contradiçom é insalvável e por tanto impede um trabalho internacionalista no seio do Manifesto Internacionalista de Compostela com umha organizaçom estatalista.

Desde entom as organizaçons abaixo assinadas -que a dia de hoje integramos o MIC- temos concluído que nom podemos enfrascar-nos em perdas de tempo e energias [que devemos e necessitamos empregar na organizaçom da classe trabalhadora nos nossos respetivos quadros nacionais] para alongar este debate que, por outra parte, consideramos já superado.

Assumimos que a contradiçom entre os nossos quadros nacionais de organizaçom e luita proletária e a participaçom no MIC de umha organizaçom de ámbito estatal que -a pesar de soster de forma retórica a defesa do direito à autodeterminaçom- conculca na prática o direito à auto-organizaçom do povo trabalhador galego, catalám, basco ou andaluz, é irresolúvel.

Será o calor da luita de classes que acharemos umha síntese superadora da mesma: a solidariedade obreira internacionalista entre as distintas repúblicas socialistas andaluza, basca, catalana, portuguesa ou galega.

Por todo isto, desde as organizaçons assinantes damos por dissolvido o Manifesto Internacionalista de Compostela, embora continuemos trabalhando de maneira conjunta e com mais sujeitos políticos no quadro dos acordos atingidos na Conferência Internacional celebrada em Compostela o passado 24 de julho.

23 de agosto de 2019

Plataforma Laboral e Popular
Nación Andaluza
Herritar Batasuna
Agora Galiza-Unidade Popular

Tese apresentada por Carlos Morais na Conferência Internacional (galego e inglês)

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CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

Reconstruirmos a esquerda revolucionária para promover a Revoluçom Socialista/Comunista

Por umha coerente açom teórico-prática para defender e resgatar o marxismo das leituras manipuladas e práticas esterilizadas

·Carlos Morais [Agora Galiza-Unidade Popular]

«Totalmente ao contrário do que acontece na filosofia alemá, que descende do céu sobre a terra, aqui ascende-se da terra ao céu. É dizer, nom se parte do que os homens dim, se representam ou se imaginam, nem tampouco do homem predicado, pensado, representado ou imaginado, para chegar, arrancando de aqui, ao homem de carne e osso; parte-se do homem que realmente atua e, arrancando do seu processo de vida real, expom-se também o desenvolvimento dos reflexos ideológicos e dos ecos de este processo de vida».

[Marx-Engels: “A Ideologia Alemá”]

Ser radical é tomar o assunto de raíz. Mas, a raíz para o homem é o homem mesmo».

[Marx: “Crítica à filosofia do direito de Hegel”]

Todo é ilusom, menos o poder».

[Lenine]

Partimos da premissa, bem constatada na denúncia dos “pais fundadores” e pola realidade incontestável da luita de classes, que já praticamente desde as primeiras décadas da elaboraçom e configuraçom da teoria marxista, da fundamentaçom do materialismo histórico e da dialética materialista, já dá início polos seus “seguidores” o processo de esterilizaçom e deturpaçom.

Ainda vivos Karl Marx e Friedrich Engels, a pequena-burguesia radicalizada tenta apropriar-se deste método científico de análise e interpretaçom da realidade. A gravidade da desfiguraçom em curso provocou que Marx se visse obrigado a declarar a tantas vezes deliberadamente mal interpretada expressom lapidária “Eu nom sou marxista”.

Com a sua fina ironia, o barbudo de Tréveris lançava umha indiscutível mensagem de advertência, a quem alterava o cerne de um sistema de pensamento e de umha filosofia transformadora, de umha guia para a açom revolucionária visada para a superaçom do modo de produçom capitalista e construçom de umha nova sociedade sem exploraçom.

Em carta datada a 11 de novembro de 1882, dirigida ao seu amigo da alma Engels, afirmava encolerizado sobre os seus genros «Que se vaiam ao demo Longuet, o último proudhoniano, e Lafargue, o último bakunista».

Anos depois, o próprio Engels voltou transmitir a Paul Lafargue, também via epistolar, datada a 27 de outubro de 1890, a sua contrariedade e desgosto por tanto arribista que tinha tomado o partido socialdemocrata alemám:

«Estudantes, literatos e outros jovens burgueses desclassados tenhem-se lançado ao partido, tenhem chegado a tempo para ocupar a maioria dos postos de redatores nos novos jornais que pululam e, como de costume, consideram a universidade burguesa como umha escola de Saint Cyr socialista que lhes da direito de entrar nas fileiras do partido com o título de oficial, se nom de general. Estes senhores praticam todos o marxismo, mas da espécie que se conhece na França desde há dez anos, e do que Marx dizia: “Todo o que sei é que eu nom sou marxista”. E provavelmente diria de estes senhores o que Heine dizia dos seus imitadores: “Sementei dragons e colheitei pulgas”».

Os dous revolucionários fôrom pois, bem conscientes da tergiversaçom, errónea leitura e incorreta interpretaçom das suas teses, polos que afirmavam definir-se como os seus “correligionários”.

O marxismo é ante todo umha conceçom científica do mundo realizada desde a ótica dos oprimidos. Um conjunto articulado, sistemático e coerente de ideias filosóficas, económicas, políticas e sociais elaboradas inicialmente por Marx e Engels, e mais tarde desenvolvidas por um conjunto diverso de seguidores, que procura denunciar a exploraçom da classe trabalhadora e promover como alternativa a Revoluçom Socialista/Comunista.

Mas ainda vivos os dous autores do “Manifesto do Partido Comunista”, deu inicio a transformaçom do marxismo num dogma, fossilizando a sua dialética, convertendo-o numha etiqueta enganosa que nom se corresponde com o que afirma ser e querer fazer.

O mecanicismo e economicismo que hoje define boa parte das correntes e forças que se reclamam marxistas também já foi denunciado em setembro de 1890 por Engels em carta a Joseph Bloch:

«Desgraçadamente, acontece con farta frequência que se considera ter entendido totalmente e que se pode manejar sem mais umha nova teoria polo mero feito de ter-se assimilado, e nom sempre exatamente, as suas teses fundamentais. De este reproche nom se acham exentos muitos dos novos “marxistas” e assim se explicam muitas das cousas peregrinas que tenhem achegado…».

Lamentavelmente esta tendência, salvo exceçons, tem sido a tónica dominante nos cento trinta, cento quarenta anos posteriores, e atualmente é dominante.

A mutuaçom foi desenvolvendo-se ao longo do século XX e segue sendo a dia de hoje o principal repto e desafio do comunismo revolucionário para recuperar os princípios fundacionais, sem os quais nom é viável reconstruir a linha discursiva, e basicamente, o acionar do movimento revolucionário marxista-leninista, em plena deriva fascistizante da fase superior imperialista do capitalismo monopolista.

O marxismo foi despreendido do seu conteúdo profundamente subversivo, transformando-se numha marca enganosa onde o prestígio de Marx e o rigor do método científico do seu método analítico, vai acompanhado de umha fraudulenta política socialdemocrata, afastada e contrária aos objetivos fundacionais, o derrocamento pola via revolucionária do capitalismo.

As posiçons defendidas polo revisionista Eduard Bernstein e o renegado Karl Kautsky -coautores junto com August Bebel do Programa de Erfurt e destacados membros do que poderiamos considerar segunda geraçom marxiana-, que tanto dano provocárom ao marxismo, som lamentavelmente a dia de hoje a linha hegemónica, tanto no ámbito académico como no político.

Progressiva mutaçom. Do rubra intenso ao vermelho descolorido, da fouce e martelo à rosa de aroma socialdemocrata

Após a catástrofe mundial gerada polo processo de implossom que cristaliza com a queda do muro de Berlim [9 de novembro de 1989] e a posterior dissoluçom da URRS [26 de dezembro de 1991], boa parte dos partidos que se reclamavam herdeiros da tradiçom política promovida pola Revoluçom bolchevique, nom optárom exatamente pola deserçom e pola claudicaçom, pois esta já se tinha produzido décadas antes. O que realmente figérom foi reconhecer sem complexos o que já realmente eram: organizaçons socialdemocratas e progressistas, que só aspiravam a umha gestom “social” do capitalismo. Culminava assim um dilatado e contraditório processo degenerativo.

A “paradigmática” mutaçom socialdemocrata do PCI -cristalizada em 1991 com a sua reconversom em Partito Democratico della Sinistra [PDS]-, já se tinha iniciado décadas antes, num longo processo que vai do Giro de Salerno [Svolta di Salerno] implementado por Palmiro Togliatti em 1944, até a política do “compromisso histórico” promovido por Enrico Berlinguer três décadas depois.

As soluçons ao nó gordiano que nos permita explicar, entender e fundamentalmente corrigir o amorfismo no que se acham instalados os restos dos partidos e organizaçons das diversas correntes “marxistas”, que na atualidade se reclamam herdeiras da sua heroica tradiçom, vamo-las achar em Marx, Engels, Lenine e o Che.

Sabemos que a renúncia aos eixos e fundamentos ideológicos, à desfiguraçom da sua praxe e objetivos políticos, nom é umha deformaçom genética do marxismo. É umha patologia inoculada nos partidos comunistas por direçons com umha composiçom de classe alheia ao proletariado e setores explorados do povo trabalhador.

Desviaçom que disfarça viragens estratégicas, acionares possibilistas, alianças amplas nas que se renuncia à procura da hegemonia operária, em aras de quebrar o “isolamento”, de facilitar a “implantaçom social”, “ganhar adeptos”, sempre sob a justificaçom da errónea interpretaçom da “flexibilidade tática leninista”.

Nestes mais de 150 anos de marxismo ou de marxismo[s], a lúcida setença do revolucionário alemám de que «a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa», tem sido umha constante no desenvolvimento da luita e combate por «tomar o céu por assalto».

O naufrágio continua. Lamentavelmente ainda seguimos assistindo à transformaçom de organizaçons que afirmavam ter como objetivo a Revoluçom Socialista, em inofensivas forças que só procuram a alternância parlamentar na ditadura da burguesia.

A lastimosa situaçom na que se acha o movimento revolucionário comunista a escala mundial, é diretamente consequência desta doença parasita que vem acompanhando praticamente desde o seu início um sistema teórico aberto, um método de análise e interpretaçom do presente que necessita ser permanentemente contrastado pola realidade dos factos históricos, sociais, políticos, económicos e culturais em permanente movimento e constante relaçom dialética. Que mantém um vínculo inseparável com o conteúdo subversivo e visom insurgente dumha praxe eminentemente revolucionária.

Salvo exceçons destacadas, Lenine e o Che, a maioria dos dirigentes do que vulgarmente podemos definir como marxistas, ou a mais acaída categorizaçom de marxianos, tam só contribuírom com o seu acionar teórico-prático, para desfigurar o marxismo como bússola do conjunto da classe operária, como GPS dos povos explorados e humilhados, na sua legítima e necessária luita permanente contra toda forma de dominaçom e opressom.

O combate sem trégua, as duras e incansáveis polémicas, que durante décadas Lenine travou com toda a sua brilhante veemência e afiado verbo contra a deturpaçom socialdemocrata, devem fazer parte da preocupaçom dos legítimos herdeiros políticos e ideológicos de Marx e Engels, perante a grotesca desnaturalizaçom imposta no seio do movimento operário.

Nom temos que preocupar-nos por agradar os diferentes reformismos, por procurar a sua simpatia. A nossa prioridade nom passa por influir no seu corpo de quadros e na su militáncia. O nosso objetivo é aproximar classe trabalhadora ao campo do marxismo revolucionário, organizá-la e movimentá-la, e simultaneamente combater as falsas leituras do que deve ser a implementaçom da linha comunista.

Sem recurrir a este arsenal imprescindível para separarmos a palha do trigo, para deslindar o campo reformista do revolucionário, estamos condenados a continuar enlodados e sem capacidade de manobra que nos permita sair do poço.

Diversos e diferentes tipos de reformismos

Obviamente nom podemos meter no mesmo saco o conjunto de partidos que se reclamam marxistas-leninistas. Nom é o mesmo o reformismo eurocomunista do PCE, um vulgar e degenerado partido socialdemocrata e chauvinista espanhol, corresponsável direto da consolidaçom do regime postfranquista, que as forças centristas.

O “Anti-Dimitrov. 1935/1985 – meio século de derrotas da revoluçom”, umha obra insuficientemente conhecida do melhor marxismo mais contemporáneo, define o centrismo como «forma original do oportunismo “comunista” do século XX, produto típico da era do imperialismo, que tivo em Bukarine, Dimitrov, Estaline, Mao, Gramsci, os seus ideólogos e chefes políticos de maior projeçom. O centrismo como expressom de umha corrente intermédia operário-pequeno-burguesa e por isso obrigada a proteger a sua incoerência política e ideológica com uma armadura “férrea”: despotismo “revolucionário”, “para defender a ditadura do proletariado”, organizaçom monolítica, “para defender a unidade do Partido”, paralísia ideológica, “para defender a pureza da doutrina”. O centrismo, como artífice do revisionismo que mais tarde veio a tomar o comando do movimento operário. O centrismo, enfim, como parteiro de um regime social novo na História, o capitalismo de Estado, último reduto da burguesia, à qual permite renascer das cinzas sob umha nova forma “socialista”».

A involuiçom fascistizante que diversas fraçons da burguesia estám promovendo, perante a incapacidade do modelo liberal de estabilizar-se polas permanentes turbulências económicas e políticas geradas pola crise estrutural do capitalismo crepuscular, deve ser combatida com coragem e determinaçom, mas nom empregando as falhidas ferramentas frentepopulistas ensaiadas inicialmente no período de entreguerras e posteriormente inspiradoras de processos falhidos como a Unidade Popular chilena de Salvador Allende ou o sandinismo.

Em Francisco Martins Rodrigues acharemos chaves cognoscitivas no que diz respeito a princípios definidores de umha coerente linha comunista que com intrepidez e audácia saiba que o “unitarismo democrático e popular” bloqueia a revoluçom proletária, pois alinha o povo polo nível mais moderado, comum a todos, ou seja, pom de lado os objetivos revolucionários da classe operária, que, obviamente nom som comuns.

O hipócrita e enganoso apelo para a “unidade” que define o acionar do reformismo entreguista da UPG no BNG, ou os espaços “unitários” da nova socialdemocracia [Unidas-Podemos, Mareas, confluências municipalistas, etc], som de «umha certa unidade: unidade em torno das reivindicaçons límitadas da pequena-burguesia, comuns a todo o povo, sacrificando para tal as reivindicaçons revolucionárias da corrente operária».

As Frentes Populares som o modelo organizativo idóneo onde a hegemonia pequeno-burguesa integra e limita as posiçons operárias na defesa da democracia e no combate ao fascismo.

Lenine, tal como afirma o revolucionário português, considerava necessários compromissos e manobras táticas, luitas por reformas, mas apenas desde que favorecessem em cada momento a elevaçom da consciência revolucionária do proletariado, a preparaçom para o combate definitivo.

«a questom está em saber aplicar esta tática de modo a elevar e nom baixar o nível de consciência geral do proletariado, o seu espírito revolucionário, a sua capacidade de luitar e de vencer».

Mas nom devemos obviar que a pequena-burguesia é um ramo auxiliar do sistema capitalista de exploraçom do proletariado e semiproletariado.

Claro que devemos participar em espaços amplos de reivindicaçons concretas e parciais, pois o comunismo revolucionário nom pode isolar-se do movimento político real das massas, mas tampouco «subordinar-se à sua dinámica reformista espontánea, mas penetrar nele para fazer emerger a linha proletária e conduzí-lo através dos ziguezagues da luita de classes no caminho da revoluçom».

Lembremos que nos alvores da Primeira Guerra Mundial, em outubro de 1914, numha carta dirigida a Alexandre Chliapnikov, Lenine afirmava: “Em adiante ódio e desprezo a Kautsky mais que a ninguém, pola sua vil, suja e autosatisfeita hipocrisia».

Um século, mais um quinquénio, após desta magistral caraterizaçom sobre um dos pais do reformismo, no ano no que se comemora a criaçom da III Internacional que houvo que fundar sobre as cinzas da Segunda -estourada polas contradiçons geradas pola infeçom chauvinista-, continuamos combatendo a corrente socialdemocrata, agora maioritária entre os partidos que ainda se denominam “comunistas”.

Há uns meses, no aniversário da capitulaçom do Berlim nazi perante o Exército Vermelho, foi divulgada umha declaraçom apoiada por dez partidos comunistas latinoamericanos.

O manifesto assinado em Montevideo [Uruguai], cujo título “Pola solidariedade anti-imperialista, pola paz, a democracia e o socialismo”, já da pistas do seu claro conteúdo reformista e socialdemocratom. O documento é um conjunto de ideias força em matéria tática e estratégica que vam da defesa intransigente das experiências dos governos social-liberais do Frente Amplo uruguaio, do Brasil de Lula e Dilma Rousseff, do México de López Obrador, passando pola legitimaçom da via pacífica ao socialismo e dos brindes ao sol na exigência do cumprimento dos acordos de paz na Colômbia, até a reafirmaçom no modelo frentista dimitroviano. A declaraçom provocou umha ajeitada, embora incompleta, resposta do Partido Comunista de México.

Que dizer de um heroico e glorioso partido comunista em armas que assina umha capitulaçom em toda regra sob a justificaçom de acordo de paz, e que de forma meteórica transita de propugnar a Revoluçom Socialista e a Pátria Grande bolivariana, a defender a reconciliaçom nacional, a democracia e a paz.

Na primavera de 1990, Francisco Martins Rodrigues, um dos teóricos comunistas que mais achegas tem realizado às reflexons que nos convoca esta Conferência Internacional, escreveu um sintético e certeiro artigo intitulado “Nom querem o marxismo? Ficamos com ele!” do que extraimos a sua conclusom.

«Vivemos ao longo do último meio século umha exasperante agonia, durante a qual o movimento operário veio rebaixando a sua identidade, os seus valores, as suas ambiçons, amarrado ao lento afundamento dos revisionistas, que lhes garantiam que cada capitulaçom era para passar mais depressa e mais suavemente ao socialismo. O movimento operário foi assim reduzido a um esfregom, sem confiança em si mesmo, sem ódio ao inimigo. A partir de agora, perante a consumaçom desta grande traiçom histórica, vai ser forçado a procurar de novo o seu caminho. E nessa altura, o marxismo e o leninismo que vostedes agora nos deixam com tanto desprezo tornará-se de novo numha arma demolidora».

Periodizaçom do processo de sequestro do marxismo

Além da natural degeneraçom, que sem lugar a dúvidas tem sido e dialeticamente será umha inerente companheira de viagem do movimento operário até atingirmos o «último desenlace», o marxismo foi sequestrado por leituras ecléticas que o convertérom num dogma petrificado ao que citar, mas nom aplicar.

Este processo de deturpaçom e contaminaçom, tal como defendemos, começa a tomar corpo simultaneamente ao seu processo fundacional, praticamente com as suas origens.

Poderiamos periodizá-lo em quatro grandes fases ou etapas:

1º- Período imediatamente posterior à publicaçom do “Manifesto do Partido Comunista” [1847] até a fundaçom e desapariçom da AIT ou I Internacional [1864-1876].

2º- Da II Internacional [1876] à Revoluçom bolchevique [1917] e posterior fundaçom da III Internacional [1919].

3º- Da etapa posterior à morte de Lenine [1924] até a implossom da URSS [1991].

4º- Da etapa postsoviética até a atualidade.

Um período tam longo, trepidante e complexo, que abrange a segunda metade do século XIX, a totalidade do XX e as duas primeiras décadas do século XXI, nom se pode esquematizar facilmente, sem inçar a sua análise de centos de matizes e explicaçons em notas de rodapé que optamos por prescindir para facilitar a tese que queremos defender e divulgar.

A prática totalidade das tentativas e processos revolucionários inspirados no marxismo, que tivérom lugar ao longo deste intervalo histórico, onde como nom podia ser de outro jeito se desenvolvérom ciclos de profundas transformaçons, mas também de involuiçons e retrocessos, estivérom condicionadas pola adulteraçom que acompanha o legado teórico-prático assentado por Karl Marx e Friedrich Engels.

Da Comuna de Paris [1871] até a Revoluçom Cubana de janeiro de 1959, nom lográrom consolidar-se o conjunto de convulsons que questionárom a [des]ordem social global paulatinamente imposta pola burguesia e as relaçons imperialistas.

A maioria dos principais processos estivérom inspirados na Revoluçom de Outubro de 1917, e promovidos por organizaçons e forças diretamente vinculadas ao universo da Komintern. Das imediatas tentativas insurrecionais ensaidas na Alemanha [1918], Hungria [1919], biennio rosso italiano [1919-1920], passando pola guerra de classes de 1936-1939 no Estado espanhol, aos posteriores triunfos da Revoluçom chinesa [1949], vietnamita [1975], nicaraguana [1979], até o processo bolivariano do “Socialismo do século XXI”, atualmente agonizante na Venezuela, existe um invisível fio condutor, que nos permite compreender as causas do fracasso em sentar as bases sólidas de umha sociedade socialista, como período de transiçom face o comunismo.

A carência de umha genuína ideologia proletária, ausência de umha direçom e orientaçom basicamente operária pola sua hegemónica composiçom de classe pequeno-burguesa, dificulta no melhor dos casos, quando nom impossibilita, implementar um programa revolucionário.

A maioria destes processos optárom deliberadamente por fórmulas intermédias de modelos socio-económicos mistos, que nom questionam os alicerces da economia de mercado e portanto nom desmontam a superestrutura política e ideológica da dominaçom burguesa.

A imensa maioria dos partidos européus denominados “comunistas”, mas também de boa parte do resto do planeta, continuam estando dirigidos praticamente desde a década de sessenta do passado século por quadros de origem pequeno-burguês, que bloqueiam ou impossibilitam manter umha açom teórico-prática anticapitalista.

Como forças interclassistas transformarom-se basicamente em maquinárias eleitorais, optam por defender mudanças graduais empregando as instituiçons das “democracias burguesas”.

Nom é casualidade que a Conferência Internacional que convoca Agora Galiza-Unidade Popular 24 de julho em Compostela, esteja ilustrada sobre um globo terráqueo presidido por bandeiras vermelhas e as efígies de Marx, Lenine e o Che. Claro que se poderiam ter incorporado mais referentes, mas nengum deles teria um grau de coerência como a dos escolhidos para esta importante e necessária iniciativa.

Parte da teoria marxista continua inédita

Umha parte das suas monumentais obras está oculta ou intencionalmente ainda nom foi divulgada e publicada. Nom esqueçamos que a “Ideologia Alemá”, escrita entre 1845-1846, nom foi publicada até 1932 polo Instituto Marx-Engels de Moscovo dirigido por David Riazanov, cujo desconhecimento por Lenine tinha causado umha errónea utilizaçom do conceito de ideologia no “Que fazer? Problemas candentes do nosso movimento” [1902].

Em novembro de 2018, Agora Galiza-Unidade Popular promoveu um conjunto de iniciativas visadas para reivindicar a vigência e a necessidade do marxismo. Acompanhados de Néstor Kohan, tivemos a oportunidade de apresentar e divulgar na Galiza a antologia “Comunidad, nacionalismos y Capital. Marx 200 años”, um compêndio de textos inéditos de Karl Marx, recompilados polo vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Lineras, e acompanhado por um estudo preliminar do revolucionário e teórico marxista argentino.

É necessario que os comunistas realizemos umha leitura sistemática e crítica do marxismo, indo às fontes, sem a qual nom será possível o avanço e triunfo das Revoluçons socialistas no século XXI.

Sem ler e estudar a fundo Alexandra Kollontai nom poderemos fazer frente ao feminismo liberal pequeno-burguês, mas também ao amorfismo esquerdista, que pretende susbtituir a contradiçom de classe pola disparatada contradiçom de género; sem ler e estudar a fundo Marx e a Engels nom podemos fazer frente ao descrescimento, mais umha disparatada e falsa alternativa anticapitalista da metafísica post; sem ler e estudar a fundo Lenine nom podemos fazer frente ao chauvinismo hegemónico nos partidos “comunistas” ocidentais que se negam a aplicar os três conceitos centrais da base teórica do marxismo [as naçons som produtos históricos, nem naturais nem eternas; umha naçom que oprime a outra nom pode ser livre; a libertaçom da naçom oprimida é premissa para a revoluçom socialista na naçom dominante], e a posterior elaboraçom estratégicade Lenine para o movimento operário fundamentada no direito de autodeterminaçom.

Insistimos, nos milhons de litros de tinta publicadas, mas também das incompletas obras dos pais do marxismo, acharemos as soluçons.

Neste debate vital, as proféticas palavras dirigidas a Palmiro Togliatti por Ignazio Silone, um dos fundadores do PCI -embora posteriormente evolua face posiçons liquidacionistas, adquirem máxima relevância-: «a luita final será entre comunistas e ex-comunistas».

De facto, também nós, o novo comunismo galego que se organiza a meados da década de noventa do século XX, somos corresponsáveis, por ter contribuído por ativa e basicamente por passiva, de alimentar algumhas das falácias instaladas no seio do “marxismo”, e deliberadamente divulgadas acriticamente durante décadas, no que diz respeito das suas carências e limitaçons.

Se o marxismo nom se preocupou da questom feminina e da específica opressom que padecem as mulheres trabalhadoras …, se o marxismo subestimou a crise ecológica …, se o marxismo nom emprestou atençom ao direito de autodeterminaçom dos povos … um conjunto de “verdades” falazes que som facilmente desmontadas acedendo às fontes, simplesmente estudando e debatendo os seus textos.

Dous anos antes da sua morte, após ter sido capturado em combate na Bolívia, já o Che advertira:

«Consideramos importante a tarefa porque a investigaçom marxista no campo da economia está marchando por perigosos derroteiros. Ao dogmatismo intransigente da época de Estaline tem sucedido um pragmatismo inconsistente. E, o que é trágico, isto nom se refere só a um campo determinado da ciência; sucede em todos os aspectos da vida dos povos socialistas, criando perturbaçons já enormemente daninas, mas cujos resultados finais som incalculáveis (…) A nossa tese é que as mudanças producidas a raíz da NEP tenhem calado tam fundo na vida da URSS que tenhem marcado com o seu signo toda esta etapa. E os resultados som desalentadores: a superestrutura capitalista foi influindo cada vez em forma mais marcada as relaçons de produçom, e os conflitos provocados pola hibridaçom que significou a NEP estam-se resolvendo hoje a favor da superestructura. Está-se regressando ao capitalismo».

O economicismo que carateriza o agir do sindicalismo realmente inexistente na Galiza, no conjunto dos países ocidentais, mas também na maior parte das formaçons sociais da periferia, que carateriza o programa político das formaçons da autodenominada “esquerda marxista”, é um dos cancros que dificulta acumular forças visadas para a Revoluçom Socialista/Comunista, pois gera expetativas sobre as possibilidades de atingir melhoras empregando os limitados mecanismos “democráticos” que permite a burguesia, e alimentam o ilusionismo eleitoral que hipoteca a reorganizaçom da esquerda revolucionária marxista-leninista.

Fetichismo parlamentar, covardia congénita e batalha ideológica

O respeito supersticioso à legalidade imperante que define o acionar dos diversos reformismos, dos “comunistas” abduzidos polo falso brilho do cretinismo parlamentar, com todas as matizaçons que queiramos acrescentar, é umha das expressons mais nítidas da incapacidade por trascender e despreender-se do virus eleitoralista que anestesia e desvirtua umha açom teórico-prática revolucionária.

Em 1919 a Terceira Internacional definia sem eufemismos que as “democracias burguesas” som umha «máquina para a repressom da massa de trabalhadores por um punhado de capitalistas». Um século depois desta lúcida leitura, a maioria dos que se reclamam marxistas, socialistas e comunistas, obviam esta caraterizaçom.

Previamente Lenine tinha manifestado que «A democracia na sociedade capitalista nunca pode ser mais do que umha democracia truncada, miserável, falsa, umha democracia apenas para os ricos, para a minoria».

A renúncia à batalha ideológica pola esquerda hegemónica, assumindo acriticamente os limites impostos polo nosso inimigo de classe, o terror às campanhas difamatórias e manipulaçons dos seus meios de [des]informaçom maciços, só contribui para a progressiva perda de posiçons e avanço da falsa consciência necessária, da “ideologia” reacionária, que ao contrário do que propugnam as esquerdinhas acomplexadas e timoratas, afirma com claridom o que som e pretedem fazer.

O substituto na liderança do partido de M ponto Rajói em plena campanha eleitoral afirmou sem vacilaçons que o PP reinstauraria os acordos atingidos previamente polo sindicalismo pactista, o patronato e o o Governo em matéria do SMI.

Temos que ter sempre presente as palavras do guerrilheiro heroico e grande pensador marxista:“O socialismo económico sem a moral comunista nom me interessa. Luitamos contra a miséria, mas ao mesmo tempo luitamos contra a alienaçom”.

O Che tinha claro que nom era possível economia sem política, como tampouco era possível política sem economia, mas também defendeu com claridom que a política estivesse ao mando do leme da economia e nom viceversa. O mesmo que para as questons militares, umha das que mais urticária gera entre os diversos reformismos e revisionismos que a dia de hoje controlam a prática totalidade das forças e organizaçons “comunistas”. Embora, parafraseando a Mao, o “poder está na ponta do fusil, a política sempre deve estar ao mando do acionar militar revolucionário, e nom ao invês.

Se Marx e Engels tenhem sido “facilmente” manipulados, e a desvirtuada efígie do Che convertida em merchandising, todo o que representa Lenine é inassumível para o Capital e a imensa maioria do reformismo.

Contrariamente ao que se poda pensar, a maior ameaça que padece o leninismo -como continuidade, desenvolvimento e aperfeiçomento do marxismo-, nom procede do exterior do campo político que se reclama “comunista”.


Todas as tentativas do imperialismo por manipular e criminalizar a sua coerente açom teórico-prática nom lográrom evitar que Lenine siga sendo referente da luita operária.


Porém, o verdadeiro perigo é a adulteraçom dos fundamentos do leninismo que pratica a imensa maioria das forças e partidos que se reclamam “comunistas”.


Cumpre resgatá-lo do amorfismo e da folclorizaçom que pratica a socialdemocracia disfarçada de comunista, depurar a mais mínima banalizaçom do seu legado, e reivindicar com orgulho e decisom o seu projeto anticapitalista e revolucionário. Lenine é inspiraçom e guia da luita proletária mundial, e d@s comunistas galeg@s contra a exploraçom capitalista e a libertaçom nacional da nossa Pátria.

Lenine afirmou que o marxismo é exato porque é dialético. Embora semelha um exemplo clássico de contradiçom aparente, exprime umha coerência admirável: a exatidom da dialética radica na própria dialética, sujeita a mudanças, evoluçons e a um desenvolvimento infinito e perpétuo.

A “esquerda” eleitoral esqueceu no seu acionar que a democracia burguesa é a forma mais branda da ditadura do Capital. Mediante umha combinaçom de funambulismo político e amnésia segue defendendo que o capitalismo é reformável. A sua obsessom quando gere as instituiçons burguesas é demonstrar que é capaz de fazé-lo melhor, com maior eficácia, de forma mais honesta, que as organizaçons reacionárias. Fugindo da essencial pedagogia política, esquecendo organizar povo trabalhador, de movimentá-lo, contribui para reforçar o contrário do que o marxismo defende. Em vez de incrementar as contradiçons amortece-as em aras de provar que “sim se pode” mudar cousas utilizando a institucionalidade do inimigo. Umha falácia que consolida a lógica sistémica, absorve energias, desvia atençons e impossibilita acumular forças rebeldes.

Promover umha nova Internacional

Estamos conscientes da tarefa hercúlea que isto supom, da sua complexidade, mas sabemos que só será viável abrir caminho a escala internacional. Eis polo que a construçom de espaços de coordenaçom e debate internacionalista entre organizaçons e partidos revolucionários segue sendo -ao igual que em 1919 com a fundaçom em março da Komintern-, umha das principais tarefas.

Atualmente existem um conjunto de espaços que tentam agir como algo similar a umha Internacional. Porém, ou bem som as fragmentadas IV Internacionais trostquistas, caraterizadas por um radicalismo vácuo no plano teórico e um ilimitado oportunismo político.

Ou bem som as coordenadoras dos restos dos partidos comunistas da corrente maoista como o Movimento Internacional Revolucionário, ou do hoxhaismo representado na Conferência Internacional de Partidos e Organizaçons Marxistas-Leninistas [CIPOML]. 

O mais “similar” ao embriom de umha nova internacional continuadora das teses do VI Congresso [1935] da Terceira Internacional, pola composiçom dos seus partidos integrados e linha política dimitroviana, é o Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários [EIPCO], fundada em 1998, que aglutina entre enormes tensons algo mais de meio cento de organizaçons que sobrevivírom ao naufrágio do “socialismo” soviético.

Com outro caráter e dimensom nom estritamente comunista, devemos citar o Movimento Continental Bolivariano [MCB], refundado em dezembro de 2009 em Caracas, Venezuela, como continuaçom da Coordenadora Continental Bolivariana [2002]. Espaço mui vinculado à insurgência comunista fariana, atualmente em processo de reativaçom.

Já num plano muito mais modesto e em fase embrionária também cumpre citar o Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC], criado 24 de julho de 2017 na capital da Galiza, que aglutina um feixe de núcleos, partidos e organizaçons revolucionárias da Península Ibérica.

Propostas finais

·Devemos assumir que nos aproximamos ao olho do furacám da mais devastadora etapa de refluxo ideológico das últimas décadas. É pois necessário configurar umha insurgência global com as especificidades e singularidades a escala local.

·Cumpre interiorizarmos que o panorama de involuçom fascista nom tem visos de mudar a curto prazo. Devemos preparar-nos para umha colisom inevitável na pugna inter-imperialista.

Haverá que resistir e haverá que resistir nom só resistindo senom atacando, haverá que construir umha consciência de luita, e haverá que estar dispostos, haverá que estar treinados, haverá que estar listos para quando o momento surja, para quando a oportunidade apareça…”. [Justo de la Cueva, agosto de 2011].

·É prioritário depurar o marxismo-leninismo das deturpaçons que o tenhem transformado num projeto amórfico, grotesco e inofensivo polas mais diversas variantes do reformismo e revisionismo.

Sem lograr este objetivo, o proletariado seguirá incapacitado para derrotar a burguesia, os povos oprimidos nom atingirám a sua liberdade, e o capitalismo senil seguirá avançando na destruiçom do planeta e da humanidade.

Enquanto a imensa maioria dos que se declaram “comunistas” sigam instalados no eleitoralismo, alimentando o cretinismo parlamentar, agindo de muro de contençom da rebeldia, esterilizando as luitas populares, condenando a sua combatividade, a Revoluçom Socialista nom será viável.


·A batalha ideológica é pois essencial para despreender-nos deste virus que se apoderou do marxismo, até converté-lo numha prolongaçom “progressista” do pensamento burguês.


·A reconstruçom dumha nova corrente socialista/comunista na Galiza e a escala internacional, exige fugirmos da nostálgia paralisante, de leituras fossilizadas, de falsos antídotos frente à claudicaçom socialdemocrata, do conforto das inércias que só nos conduzem à derrota.

·Nesta tarefa devemos incorporar Lenine , pois representa o marxismo mais genuíno, a plena vigência da mais elaborada análise do capitalismo na sua fase imperialista, simboliza o direito à rebeliom de explorados e oprimidas, e a necessidade da insurreiçom operária como estratégia para a tomada do poder pola classe trabalhadora visada para a destruiçom do capitalismo e edificaçom da sociedade socialista.

Cumpre evitar que a “esquerda” pequeno-burguesa se apróprie da sua açom teórico-prática, esvaziando o seu conteúdo subversivo.

·A reconstruçom da esquerda revolucionária para promover a Revoluçom Socialista/Comunista nom é umha operaçom cosmética, nem um conjunto de remendos. É um processo complexo e difícil, onde nom existem atalhos.

Sabemos onde queremos ir e como fazê-lo. Também sabemos bem o que nom queremos e os caminhos que nunca devemos colher. Temos que recrutar efetivos imprescindíveis para atingir com êxito o objetivo.

·Seguindo um processo de maduraçom teórica e implementaçom prática ensaida nos três quinquénios prévios, 5º Congresso de Primeira Linha [2010] definiu com claridom as caraterísticas, o processo de acumulaçom de forças, os objetivos estratégicos da Revoluçom Galega, as suas fases e etapas, as tarefas e o rol da classe operária no desenvolvimento da Insurreiçom Nacional Operária e Popular [INOP]. VI e VII Assembleia Nacional de NÓS-UP [2011 e 2013 ]desenvolvérom taticamente a linha da nova esquerda independentista e socialista galega, alicerçada na independência de classe e na articulaçom de um espaço socio-político claramente diferenciado das posiçons essencialistas e etnicistas, das reinvindicaçons identitárias desconetadas da luita de classes que definem o agir do nacionalismo galego e dos seus satélites.

·Devemos afastar-nos da charlatanaria dos telepredicadores que prometendo milagres, tenhem sido altamente funcionais para a consolidaçom desta segunda transiçom postfranquista, ainda em curso e com muitos cabos abertos, mas onde se tem constatado a capacidade de recomposiçom da terceira restauraçom bourbónica.

·Cumpre deslindar campos frente à nova socialdemocracia que só tem contribuído para estabilizar o regime, conduzindo o movimento de massas a um longo período de refluxo alimentando o ilusionismo eleitoral que tem congelado as luitas populares, as greves, a conflituosidade social.

Mas também desmascarar o aparecimento de grupos que reclamando-se do marxismo pretendem ocupar e organizar a esquerda revolucionária desde a nostalgia. Por mui boas intençons que manifestem parte das pessoas que os promovem, estes grupos estám de partida esterilizados para consolidar-se como força subversiva, como vanguarda revolucionária.

Por um lado reproduzem similar paradigma espanhol da burguesia que afirmam combater. Embora evoquem, e mesmo recolham no seu programa o direito de autodeterminaçom, nada fam para que se exercite. Este direito aparece desde os primeiros anos da sua fundaçom no programa do PCE e das suas cisons dos sessenta, setenta e oitenta do século passado, como umha mera formalidade democrática que a sua prática nega diariamente, agindo como agentes da assimilaçom espanhola que promove a oligarquia.

A negaçom da Galiza como quadro nacional de luita de classes, portanto nom aplicando o princípio de auto-organizaçom da classe obreira galega num partido comunista próprio e em espaços mais amplos, constata as limitaçons congénitas do seu chauvinismo espanhol, ideologia antagónica com os interesses objetivos da classe operária e do conjunto do povo trabalhador.

A carência de umha formaçom ideológica sólida, alicerçada no estudo e reflexom da teoria de Marx e Lenine, da trágica evoluçom da Revoluçom bolchevique, das suas deformaçons e degeneraçons, provoca que frente à linha conciliadora eurocomunista instalada no “comunismo” espanhol, da sua consabida prática socialdemocrata e colaboracionista, optem por identificar o estalinismo como a vacina frente ao processo de acelaraçom da coexistência pacífica, renúncia à luita revolucionária emanada do XX Congresso do PCUS, e as suas nefastas consequências nos partidos comunistas tradicionais. Como se a orientaçom do PCUS desde os anos trinta seja um exemplo a seguir! Lembremos que Lenine já em 1921 definiu a URSS como um “estado operário burocraticamente degenerado”.

·Sem lugar a dúvidas é necessário resituar a luita de classes na centralidade da política galega, desmascarar sem trégua o cancro do “cidadanismo”, da transversalidade e dos “interesses da gente”. A classe trabalhadora é a força motriz, a única classe potencialmente revolucionária.

·A totalidade da esquerda reformista, e mesmo a denominada esquerda ruturista, tem interiorizado as categorias e conceitos do Capital, empregando idêntica terminologia que a burguesia, reproduzindo assim a ideologia dominante no movimento popular, domesticando a classe operária, desarmando o seu potencial antagónico, exercendo de muro de contençom das reivindicaçons e luitas, canalizando-as pola fracassada via eleitoralista. A mais mínima expressom de rebeliom, de exercício da autodefesa, é imediatamente abafada e condenada por questionar os “mecanismos democráticos”. Esta é a esquerda que necessita a direita para perpetuar sob a fachada democrática a exploraçom e dominaçom da maioria social.

·Descartar as perversas tendências ao “unitarismo”, essa adulteraçom senil do movimento operário e popular, tam atrativa e fascinante, mas também inevitavelmente condenada a repetir os seus fracassos históricos.

·A fórmula de Frente Única segue plenamente vigente. Devemos promover unidades táticas, sem descartar acordos estratégicos, entre as organizaçons e partidos de classe.

Frente única contra o fascismo, contra o capitalismo e o imperialismo, pola libertaçom nacional da Galiza, combinando dialeticamente a tática de “golpearmos juntos, marcharmos separados”. Cada organizaçom proletária deve defender e promover o seu próprio programa político, mas no momento da açom trabalhar em equipa.

·A vigência da açom teórica de Marx, Lenine e o Che Guevara deve lançar ao lixo da História os Laclaus, Jeremy Corbyns, Varoufakis, Bernies Sanders, Errejons e especímenes similares, promovidos polos laboratórios “ideológicos” do imperialismo.

·Somos plenamente conscientes das enormes limitaçons que arrastamos e possuimos, mas sem realizarmos umha rutura completa nom lograremos contribuir para a tarefa que com modéstia e determinaçom temos traçado.

Mugueimes, Val do Límia, 2 de julho de 2019

[VERSOM EM INGLÊS]

INTERNATIONAL CONFERENCE

Rebuilding the revolutionary left to promote the Socialist / Communist Revolution

For a coherent theoretical-practical action to defend and rescue Marxism from manipulated readings and sterilized practices

Carlos Morais [Agora Galiza-Unidade Popular]

«Completely contrary to what happens in German philosophy, which descends from heaven on earth, here one ascends from earth to heaven. That is to say, one does not start from what men say, represent or imagine, nor from the man preached, thought, represented or imagined, in order to reach the man of flesh and blood; one starts from the man who really acts and who, departing from his real life process, is also exposed to the development of ideological reflections and the echoes of this life process».

                                                              [Marx-Engels: “The German Ideology”]

«To be radical is to take the issue at its roots. But the root for man is man himself».

           [Marx: “Critique of Hegel’s Philosophy of Law”]

«Everything is illusion, but power».

                                             [Lenin]

We start from the premise, well established both in the denunciation of the “founding fathers” and by the incontestable reality of the class struggle, that almost since the first decades of the elaboration and configuration of the Marxist theory, since the foundation of historical materialism and materialist dialectics, the process of sterilization and deturpation was begun by its “followers”.

Being Karl Marx and Friedrich Engelsstill alive, the radicalized petty-bourgeoisie tries to appropriate this scientific method of analysis and interpretation of reality. The seriousness of the ongoing disfigurement forced Marx to declare the many times deliberately misinterpreted lapidary expression: “I am not a Marxist”.

With his fine irony, the bearded man of Trier launched an indisputable message of warning to those who altered the core of a system of thought, a transforming philosophy, and a guide for revolutionary action with the objective of both the overcoming the capitalist mode of production and the construction of a new society without exploitation.

In a letter dated November 11, 1882, addressed to his soul friend Engels, he said angrily about his sons-in-law: “The hell with Longuet, the last Proudhonian, and with Lafargue, the last Bakunist”.

Years later, Engels himself conveyed to Paul Lafargueyet again, also via letter, dated October 27, 1890, his disappointment and disgust for so many a careerist who had taken over the German Social Democratic party:

“Students, literati and other declassed young bourgeois have jumped at the party and have arrived in time to fill most of the posts of editors in the new newspapers that swarm and, as usual, consider the bourgeois university as a school of Saint Cyr Socialist, which gives them the right to enter the ranks of the party with the title of official, if not general. These gentlemen all practice Marxism, but of the kind that has been known in France for ten years, and of which Marx said: “All I know is that I am not a Marxist.” And he would probably say of these gentlemen what Heine said of his imitators: “I planted dragons and harvested fleas”.

The two revolutionaries were therefore well aware of the misrepresentation, misreading and incorrect interpretation of their theses, by those who claimed to define themselves as their “coreligionists”.

Marxism is first and foremost a scientific conception of the world carried out from the perspective of the oppressed. An articulated, systematic and coherent set of philosophical, economic, political and social ideas elaborated initially by Marx and Engels, and later developed by a diverse set of followers, which seeks to denounce the exploitation of the working class and promote the Socialist/Communist Revolution as an alternative.

But being the two authors of the “Manifesto of the Communist Party”still alive, the transformation of Marxism into a dogma, thus fossilizing its dialectics,had already began, turning it into a deceptive label that does not correspond to what it claims to be and wants to do.

The mechanicism and economism that defines nowadays a great part of the currents and forces that claim to be Marxist was also denounced in September 1890 by Engels in a letter to Joseph Bloch:

Unfortunately, it happens with great frequency that a new theory is considered to have been fully understood and that it can be handledby the mere fact of having only its fundamental theses assimilated, andnot always exactly. Many of the new “Marxists” are not exempt from this reproach and this explains many of the odd and weird things they have contributed…».

Regrettably, this trend, with some exceptions, has been the dominant one in the 130/140 years since, and it is currently dominant.

The mutation was developed throughout the 20th century and it is still nowadays the main challenge of revolutionary communism to recover the founding principles, without which it is not viable to reconstruct the discursive line, and basically, the actions of the Marxist-Leninist revolutionary movement, which is in a full fascistizing drift, so characteristic of the upper imperialist phase of monopoly capitalism.

Marxism has been detached from its deeply subversive content, becoming a deceptive brand where the prestige of Marx and the rigor of the scientific method of his analytical method is accompanied by a fraudulent social-democratic policy, worlds apart and contrary to its founding objectives, being, as they are, the overthrow of capitalism through the revolutionary path.

The positions defended by the revisionist Eduard Bernstein and the renegade Karl Kautsky – coauthors, along with August Bebel, of the Erfurt Program – as well as by prominent members of what we could consider the second Marxian generation – that caused so much damage to Marxism – are unfortunately today the hegemonic line, both in the academic and in the political realms.

Progressive mutation: from the intense red to the colorless red, from the sickle and the hammer to the pink of social-democratic aroma

After the world catastrophe generated by the process of implosion that crystallizes with the fall of the Berlin Wall [November 9, 1989] and the subsequent dissolution of the USSR [December 26, 1991], a large part of the parties that claimed to be the heirs of the political tradition promoted by the Bolshevik Revolution, did not opt for desertion and claudication, since this had already occurred decades earlier.

What they really did was to shamelessly recognize what they really were: social-democratic and progressive organizations, which only aspired to a “social” management of capitalism. This was just the cherry on top of a long and contradictory degenerative process.

The “paradigmatic” social-democratic mutation of the PCI -crystallized in 1991 with its conversion into Partito Democratico della Sinistra [PDS] -, had already begun decades earlier, in a long process that goes from the Giro de Salerno [Svolta di Salerno] implemented by Palmiro Togliatti in 1944, until the policy of “historical commitment” promoted by Enrico Berlinguer three decades later.

The solutions to the Gordian knot that will allow us to explain, understand and fundamentally correct the amorphism in which the remnants of the parties and organizations of the various “Marxist” currents are located, which today claim to be heirs of their heroic tradition, are to be found in Marx, Engels, Lenin and Che.

We know that the renunciation of the axes and ideological foundations, as well as the disfigurement of their praxis and political objectives, are not a genetic deformation of Marxism. It is a pathology inoculated into the communist parties by administration departments with a class composition alien to the proletariat and exploited sectors of the working people.

This is a deviation that disguises strategic turns, possibilist acting and broad alliances in which the quest for workers’ hegemony is renounced in order to break the “isolation”, to facilitate the “social implantation”, “to gain followers”, always under the justification of the erroneous interpretation of “Leninist tactical flexibility”.

In these more than 150 years of Marxism, or Marxism(s), the brilliant judgment of the German revolutionary that: “history repeats itself, the first time as a tragedy and the second as a farce” has been a constant reality in the development of the fight and struggle to “take the sky by assault”.

The shipwreck continues. Regrettably, we are still witnessing the transformation of organizations that claim to aim at the Socialist Revolution, into harmless forces that only seek parliamentary alternation in the dictatorship of the bourgeoisie.

The pitiful situation in which the communist revolutionary movement is found on a world scale, is a direct consequence of this parasitic disease that has been accompanying,practically since its inception, this open theoretical system, this method of analysis and interpretation of the present that needs to be permanently contrasted by the reality of historical, social, political, economic and cultural events in permanent movement and constant dialectical relationship. All this maintains an inseparable link with the subversive content and insurgent vision of an eminently revolutionary praxis.

With some notable exceptions, namely Lenin and Che, the majority of the leaders of what we can vulgarly define as Marxists, or more recently Marxians, has only contributed with their theoretical-practical action to disfigure Marxism as a compass of the whole working class, as a GPS for the exploited and humiliated peoples in their legitimate and necessary permanent struggle against any and all forms of opression and domination.

The relentless combat andthe harsh and tireless polemics which for decades Lenin addressed with all his brilliant vehemence and sharp speech against the social democratic deturpation, must be part of the concern of the legitimate political and ideological heirs of Marx and Engels, when facing the grotesque denaturalization imposed within the labor movement.

We do not have to worry about pleasing the different reformisms, nor to seek their liking. Our priority is not to influence their cadres or rank and file. Our goal is to bring the working class closer to the field of revolutionary Marxism, organize it and mobilize it, while simultaneously combat the false readings of what the implementation of the communist line should be.

Without resorting to this essential arsenal that allows us to sort wheatfromchaff, to tell the reformist field apart from the revolutionary, we are condemned to continue muddled and without the maneuvering capacity that will allow us to climb out of the pit.

Different and diverse types of reformisms

Obviously,we can not lump together the entire set of parties that claim to be Marxist-Leninist. The Eurocommunist reformism of the PCE (Spanish Communist Party), a vulgar and degenerate Spanish social democratic and chauvinist party, direct correspondent of the consolidation of the post-Franco regime, is not the same as that of the centrist forces.

The work: “Anti-Dimitrov. 1935/1985 – half a century of defeats of the revolution“, an insufficiently known work of the best contemporary Marxism, defines centrism as the: «original form of “communist” opportunism of the 20th century, a typical product of the era of imperialism, which had inBukarin, Dimitrov, Stalin, Mao or Gramsci its ideologues and most renown political leaders. Centrism as an expression of an intermediate worker-petty-bourgeois current, therefore obliged to protect its political and ideological incoherence with an “iron” armor, made up of: a “revolutionary” despotism, “to defend the dictatorship of the proletariat,” a monolithic organization, “to defend the unity of the Party”, and an ideological paralysis, “to defend the purity of the doctrine”. Centrism, as the architect of revisionism that later came to take over the workers’ movement. Centrism, in short, as a midwife of a new social regime in history, State Capitalism, the last redoubt of the bourgeoisie, which allows it to be reborn out of the ashes under a new “socialist” form».

The fascist involution that various fractions of the bourgeoisie are promoting-given the inability of the liberal model to be stabilized by the permanent economic and political turbulence generated by the structural crisis of twilight capitalism- must be fought with courage and determination, but not by using the failed tools that front-populists initially tested in the interwar period and that later inspired failed processes such as Salvador Allende’s Chilean Popular Unity or Sandinismo.

In Francisco Martins Rodrigues we will find cognitive keys regarding principles defining a coherent communist line that boldly and audaciously asserts that “democratic and popular unitarism” blocks the proletarian revolution, since it aligns the people down with the most moderate common lowest denominator. That unitarism puts aside the revolutionary objectives of the working class, which obviously are not common.

The hypocritical and misleading appeal to the “unity” that defines the actions of the UPG’s reformism inside the BNG (Bloque Nacionalista Galego), or the “unitary” spaces of the new social democracy [United-Podemos, Mareas, municipalist confluences, etc.] revolve around «a certain unity: a unity around the limited demands of the petty-bourgeoisie, common to all the people, sacrificing thus the revolutionary demands of the working class».

The Popular Fronts are the ideal organizational model where the petty-bourgeois hegemony integrates and limits the workers’ positions in their defense of democracy and in their fight against fascism.

Lenin, as affirmed by the aforementioned Portuguese revolutionary, considered compromises, tactical maneuvers, and struggles for reforms, necessary,but only since they favored in each moment the elevation of the revolutionary consciousness of the proletariat; the preparation for the ultimate combat.

The question is to know how to apply this tactic in order to elevate and not to lower the level of general consciousness of the proletariat, its revolutionary spirit, its capacity to fight and to win”.

But we must not forget that the petty-bourgeoisie is an auxiliary branch of the capitalist system of exploitation of the proletariat and semi-proletariat

 

Of course, we must participate in ample spaces of concrete and partial demands, because revolutionary communism can not isolate itself from the real political movement of the masses, but neither can it «subordinate itself to its spontaneous reformist dynamics, but it must be able to penetrate into them to bring up the proletarian line and lead it through the zigzags of the class struggle on the road to revolution».

Recall that at the dawn of First World War, in October 1914, in a letter to Alexander Chliapnikov, Lenin said: “Henceforth I hate and despise Kautsky more than anyone, for his vile, dirty and self-satisfied hypocrisy».

A hundred and five years later, after this masterful depiction of one of the fathers of reformism, in the year in which we celebratethe creation of the 3rd International, which had to be founded on the ashes of the 2nd International-blown up by the contradictions generated by the chauvinist infection-, we continue fighting the social-democratic current, now majority among the parties that are still called “communist”.

A few months ago, on the anniversary of the capitulation of Nazi Berlin before the Red Army, a statement supported by ten Latin American communist parties was released.

The manifesto, signed in Montevideo [Uruguay], whose title is: “For anti-imperialist solidarity, for peace, democracy and socialism”, already hints at its clear reformist and social democratic content. The document is a set of guidelines in tactical and strategic matters ranging from the uncompromising defense of the experiences of the liberal-social governments of the Uruguayan Frente Amplio, of Lula and Dilma Rousseff´sBrazil, of López Obrador´sMexico, to the legitimization of the peaceful transition to socialism or the pointless gestures demanding for compliance with the peace agreements in Colombia, up to the reaffirmation in the Dimitrovian front model. The statement provoked an adequate, albeit incomplete, response from the Communist Party of Mexico.

What to say of a heroic and glorious communist party in arms that signs a wholesale capitulation under the justification of a peace agreement, and that, in a jiffy, gives up advocating the Socialist Revolution and the Patria Grande Bolivariana (the Bolivarian Great Homeland), just to defend national reconciliation, democracy and peace.

In the spring of 1990, Francisco Martins Rodrigues, one of the communist theorists who has made the most contributions to the reflections convened by this International Conference, wrote a synthetic and accurate article entitled: “Don´t they want Marxism? We´ll back it up!”, from which we draw his conclusión:

During the last half century, we have lived through an exasperating agony, during which the workers´ movement has reduced its identity, its values, its ambitions, tied as it has been, to the slow collapse of the revisionists, who asserted that each capitulation was being done in order to transition more quickly and more gently to socialism. The labor movement has thus been reduced to a rubbish, without confidence in itself, without hatred of the enemy. From now on, before the consummation of this great historical treason, the labor movement will be forced to seek its way again. And at this point, the Marxism and Leninism that you now leave with so much contempt will again become a devastating weapon“.

Staging of the kidnapping process of Marxism

In addition to the natural degeneration, which undoubtedly has been and dialectically will be an inherent travel companion of the workers’ movement until it reaches the “ultimate outcome”, Marxism has been sequestered by eclectic readings that have turned it into a petrified dogma to be cited, but not to be applied.

This process of deturpation and contamination, as we are showing, began taking shape from its very founding process, almost since its origins.

We could divide it in four major phases or stages:

1st –The Period going from right after the publication of the “Manifesto of the Communist Party” [1847] until the foundation and disappearance of the AIT, or 1st International [1864-1876].

2nd- Fom the 2nd International [1876] to the Bolshevik Revolution [1917] and the foundation of the 3rd International [1919].

3rd- From after Lenin´sdeath [1924] to the implosion of the USSR [1991].

4th – From the post-Soviet moment to the present.

A period so long, hectic and complex, covering the second half of the 19th century, the entire 20th and the first two decades of the 21st century, can not be easily schematizedwithout plaguing its analysis with hundreds of nuances and footnote explanations. We have thereforedecided to put this analysis aside in order to better focus onthethesis we want to defend and disseminate.

Almost all the revolutionary attempts and processes inspired by Marxism which have taken place throughout this historical interval -where, as it couldn´t be otherwise, there were cycles of profound transformations, but also of involutions and setbacks-have been conditioned by the adulteration that accompanies the theoretical-practical legacy settled by Karl Marx and Friedrich Engels.

From the Paris Commune [1871] to the Cuban Revolution of January 1959, all the convulsions that questioned thegradually imposed by the bourgeoisie and imperialist relationsworld social (dis)order, failed to consolidate.

Most of the main processes were inspired by the October Revolution of 1917, and promoted by organizations and forces directly linked to the universe of the Comintern. From the immediate insurrectional attempts tried in Germany [1918], Hungary [1919], or the Italian biennio rosso [1919-1920], through the class war of 1936-1939 in Spain, to the subsequent triumphs of the Chinese [1949], Vietnamese [1975] and Nicaraguan revolutions [1979], up to the Bolivarian process of “Socialism of the 21st century”, currently agonizing in Venezuela, there is an invisible thread that allows us to understand the causes that have led to the failure to lay the solid foundations of a socialist society, as a period of transition towards communism.

The lack of a genuine proletarian ideology and the absence of a worker´s orientation and leadership -due to the hegemonic composition of petty-bourgeois class members- makes it difficult at best, if not impossible, to implement a revolutionary program.

Most of these processes deliberately opted for intermediate formulas of mixed socio-economic models, which do not question the bases of the market economy and therefore do not smash the political and ideological superstructure of bourgeois domination.

Not only the vast majority of the so-called European “communist”parties, but also much of the rest of the planet, has been run, almost since the 1960´s, by cadres of petty-bourgeois origin, which block or make it impossible to maintain an anti-capitalist theoretical-practicalaction.

As inter-class-forces-turn-into-electoral machineries, they choose to defend gradual changes using the institutions of the “bourgeois democracies”.

It is no coincidence that the International Conference convened by Agora Galiza-Unidade Popular on July 24, 2019, in Compostela is illustrated with a globe dominated by red flags and the effigies of Marx, Lenin and Che. Of course, more references could have been incorporated, but none of them would have a degree of coherence as those chosen for this important and necessary initiative.

Part of the Marxist theory continues unpublished

A part of Marx´s monumental work is still hidden or has intentionallynot been disclosed and publishedyet. Let us not forget that “The German Ideology“, written between 1845-1846, was not published until 1932 by the Marx-Engels Institute of Moscow, led by David Ryazanov, whose lack of knowledge about Lenin gave way to an erroneous use of the concept of ideology in: “What to do? Hot issues of our movement” [1902].

In November 2018, Agora Galiza-Unidade Popular promoted a set of initiatives aimed at reclaiming the validity and necessity of Marxism. Accompanied by Néstor Kohan, we had the opportunity to launch and disseminate in Galiza the anthology work: “Comunidad, nacionalismos y Capital. Marx 200 años“, a compendium of unpublished texts by Karl Marx, compiled by the vice-president of Bolivia, Álvaro García Lineras, and introduced by a preliminary study by the ArgentinianMarxistrevolutionary, theoretician and academician Néstor Kohan.

It is necessary for communists to carry out a systematic and critical source-basedreading of Marxism, without which the advance and triumph of the Socialist Revolutions in the 21st century will not be possible.

Without reading and studying in depth Alexandra Kollontai, we will not be able to confront the petty-bourgeois liberal feminism, but neither will we be able to confront the leftist shapelessness, which aims to replace the class contradiction with the absurd contradiction of gender.

Without reading and thoroughly studying Marx and Engels, we will not be able to face the “decrease”, another more absurd and false anti-capitalist alternative by the post-metaphysics.

Without reading and thoroughly studying Lenin, we will not be able to face the hegemonic chauvinism in the Western “communist” parties that refuse to apply the three central concepts of the theoretical basis of Marxism: a) nations are historical products, neither natural nor eternal; b) a nation that oppresses another can not be free; c) the liberation of the oppressed nation is the premise for the socialist revolution in the dominant nation. As a consequence, these parties refuse to also apply Lenin’s subsequent strategic elaboration for the labor movement based on the right to self-determination.

Let us insist:we will find the solutions on the millions of liters of published ink, but also on the incomplete works of the parents of Marxism.

In this vital debate, the prophetic words addressed to Palmiro Togliatti by Ignazio Silone -one of the founders of the PCI, although he would later evolve towards liquidationist positions-bear maximum relevance: «the final struggle will be between communists and excommunists».

In fact, we, too, the new Galician communism organized in the mid-1990´s, are co-responsible, for having directly or indirectly contributed to feed some of the fallacies installed within “Marxism”; fallaciesdeliberately and uncritically diseminated for decades, with all their shortcomings and limitations.

Marxism did not care aboutthe feminist question and the specific oppression suffered by working women… Marxism underestimated the ecological crisis… Marxism did not pay attention to the right of self-determination of peoples… all these are just but a string of fallacious “truths” that are easily dismantled simplyby accessing the sources, simply by studying and debating their texts.

Two years before his death, once captured in combat in Bolivia, Che had already warned:

We consider the task important because Marxist research in the field of economics is going down dangerous paths. Inconsistent pragmatism has superseded the intransigent dogmatism of Stalin’s time. And, what is tragic, this does not refer only to a certain field of science; it happens in all aspects of the life of the socialist peoples, creating already enormously harmful disturbances, but whose final results are incalculable (…) Our thesis is that the changes produced by the NEP (New Economic Policy) have penetrated so deep in the life of the USSR, that they have marked all this stage. And the results are discouraging: the capitalist superstructure got to influence more and more the relations of production, and the conflicts provoked by the hybridization that the NEP meant are being resolved today in favor of the superstructure. Capitalism is slowly back».

The economism that characterizes the actions of trade unionism, a trade unionism non existant not only in Galiza or in the whole of Western countries, but also in most of the social formations of the periphery, characterizes the political program of the formations of the self-styled “Marxist Left”, and is one of the cancers that makes it difficult to accumulate forces geared up to the Socialist/Communist Revolution, because it generates expectations about the possibilities of achieving improvements using the limited “democratic” mechanisms that the bourgeoisie allows, and because they feed the electoral illusionism that mortgages the reorganization of the revolutionary Marxist-Leninistleft.

Parliamentary fetishism, congenital cowardice and ideological battle

The superstitious respect for the prevailing legality that defines the actions of the various reformisms, as well as of the “communists” abducted by the false brilliance of parliamentary cretinism, with all the nuances that we may add, is one of the clearest expressions of the inability to transcend and to get rid of the electoralist virus that anesthetizes and distorts a revolutionary theoretical-practical action.

In 1919, the 3rd International asserted without euphemisms that the “bourgeois democracies” are a “machine for the repression of the mass of workers by a handful of capitalists”. A century after this lucid reading, most of those who claim to be Marxists, socialists and communists, ignore and put off this characterization.

Previously, Lenin had stated that: “Democracy in a capitalist society can never be more than a truncated, miserable, false democracy, a democracy just for the rich, for the minority.”

The renunciation of the ideological battle by the hegemonic left, uncritically assuming the limits imposed by our class enemy, as well as the terror of defamatory campaigns and manipulations byour class enemy´s means of mass (dis)information, only contributes to the progressive loss of positions and to the advancement of the false consciousness, of the reactionary “ideology”, which, contrary to what the self-conscious and timorous leftists say, clearly states what it is and wants to do.

 

The substitute leader of the M.Rajói partyaffirmed without hesitations in the heat of the last Spanish electoral campaign that the PP party would reinstate the agreements previously reached by the pactist unionism, by the Spanish Employer’s Association and by the Spanish Government in all the mattershaving to do with the SMI (Sueldo Mínimo Interprofesional – National Minimum Wage).

We must always bear in mind the words of the heroic guerrilla fighter and great Marxist thinker: “Economic socialism without communist morality does not interest me. We fight against misery, but at the same time we fight against alienation”.

Che was clear that no economy was possible without politics, nor was politics possible without an economy, but he also clearly defended that politics was in command of the economy and not vice versa. The same applies to military issues, which are the ones that generatethe most itching and hivesamong the various reformisms and revisionisms that today control almost all “communist” forces and organizations. Paraphrasing Mao: “power is at the tip of the gun“; politics should always be in charge of revolutionary military action, and not the other way around.

If Marx and Engels have been “easily” manipulated, and the distorted effigy of Che turned into merchandising, everything that Lenin represents is unaffordable for Capital and the immense majority of reformism.

Contrary to what one might think, the greatest threat to Leninism -as continuity, development and perfection of Marxism- does not come from outside the political field that claims to be “communist”.

All attempts of imperialism to manipulate and criminalize its coherent theoretical and practical action have failed to prevent Lenin from continuing to be a reference for the workers’ struggle.

In fact, the real danger is the adulteration of the foundations of Leninism practiced by the vast majority of forces and parties that claim to be “communist”.

It is necessary to rescue him from the shapelessness and folklorization practiced by the social democracy disguised as communism, to purge the slightest banalization of his legacy, and to defend with pride and determination his anti-capitalist and revolutionary project. Lenin is the inspiration and guide of the world´s proletarian struggle, and of the Galician communists against the capitalist exploitation and in favor of the national liberation of our Homeland.

Lenin affirmed that Marxism is accurate because it is dialectical. Although it seems a classic example of apparent contradiction, it expresses an admirable coherence: the dialectics accuracy lies precisely in dialectics itself, subject to changes, evolutions and an infinite and perpetual development.

The electoral “left” forgot in its actions that bourgeois democracy is the softest form of the dictatorship of Capital. Through a combination of political tightrope walking and amnesia,this left defends on the idea that capitalism is reformable. Its obsession when managing bourgeois institutions is to demonstrate that it is capable of doing things better, more effectively and more honestly than the reactionary organizations. Fleeing the essential political pedagogy, forgetting to organize working people, to move it, this left only contributes to reinforcing the opposite of what Marxism defends. Instead of increasing contradictions, this left cushions them for the sake of proving that it is posible, “yes, you can” change things using the institutionality of the enemy. A fallacy that consolidates the system logics, absorbs energy, diverts attention and makes it impossible to accumulate rebel forces.

Promoting a new International

We are aware of the Herculean task that this entails, and of its complexity, but we know that only at an international scale it will be viable to open a path. This is why the construction of internationalist coordination and debate spaces between organizations and revolutionary parties continues to be – as in 1919 with the founding of the Comintern in March – one of the main tasks.

Currently there is a set of spaces that are trying to act as something similar to an International. However, they are either the fragmented Trostquist 4th International, characterized by an empty radicalism on the theoretical plane and an unlimited political opportunism, or they are coordinators of the remnants of the communist parties of the Maoist current, such as the International Revolutionary Movement, or of the Hoxhaism represented at the International Conference of Marxist-Leninist Parties and Organizations [ICPMLO].

The most “similar” to the embryo of a new international continuation based on the theses of the 4th Congress [1935] of the 3rd International, given the composition of its integrated parties and their Dimitrovian political line, is the International Meeting of Communist and Workers’ Parties [IMCOP], founded in 1998, which brings together, amongst enormous tensions, more than fifty organizations that survived the collapse of Soviet “socialism”.

With another character and dimension, not strictly communist, we must mention the Continental Bolivarian Movement [CMB], re-founded in December 2009 in Caracas, Venezuela, as a continuation of the Bolivarian Continental Coordinator [2002]. This is a space very much linked to Farian communist insurgency, currently in the process of reactivation.

Already in a much more modest and embryonic phase we must also cite the Compostela Internationalist Manifesto [CIM], created on July 24, 2017 in the capital of Galiza, which brings together a group of parties and revolutionary organizations from the Iberian Peninsula.

Final proposals

We must assume that we are approaching the eye of the hurricane in the most devastating stage of ideological ebb in recent decades. It is therefore necessary to configure a global insurgency with local specificities and singularities.

We must internalize that the panorama of fascist involution has no sign of changing in the short term. We must prepare for an inevitable collision in the inter-imperialist struggle.

We will have to resist and we will have to resist not only by resisting but by attacking, we will have to build an awareness of struggle, and we will have to be willing, we will have to be trained, we will have to be ready for when the moment arises, for when the opportunity appears…” [Justo de la Cueva, August 2011].

It is a priority to rid Marxism-Leninism of the deturpations carried out bythe most diverse variants of reformism and revisionism, that have transformed it into ashapelessgrotesque and inoffensive project.

Without achieving this goal, the proletariat will remain incapable of defeating the bourgeoisie, the oppressed peoples will not achieve their freedom, and senile capitalism will continue advancing in the destruction of the planet and of humanity.

As long as the vast majority of those who declare themselves “communist” continue feeding electoralism, feeding parliamentary cretinism, acting as a wall of contention for the rebellion, sterilizing popular struggles, condemning their combativeness… the Socialist Revolution will not be viable.

The ideological battle is therefore essential to get rid of this virus that has seized Marxism, turning it into a “progressive” extension of bourgeois thought.

The reconstruction of a new Socialist/Communist current both in Galiza and at an international level demands fleeing from paralyzing nostalgia, from fossilized readings, from false antidotes to social democratic claudication, from the comfort of inertias that only lead us to defeat.

In this task we must incorporate Lenin, because it represents the most genuine Marxism, the full validity of the most elaborate analysis of capitalism in its imperialist phase; because it symbolizes the right to rebellion of the exploited and oppressed, and the need for the workers’ insurrection as a strategy for the seizure of power by the working class aimed at the destruction of capitalism and the building of a socialist society.

It is necessary to prevent the petit-bourgeois “left” from appropriating Marxist theoretical-practical action, thus hollowing out its subversive content.

The reconstruction of the revolutionary left to promote the Socialist/Communist Revolution is not a cosmetic operation, nor a set of patches. It is a complex and difficult process, where there are no shortcuts.

We know where we want to go and how to do it. We also know well what we do not want and the paths we should never take. We have to recruit essential forces to successfully achieve the objective.

Following a process of theoretical maturity and practical implementation tested in the three previous five-year periods, the 5th Congress of Primeira Linha [2010] clearly defined the characteristics, the process of accumulation of forces, the strategic objectives of the Galician Revolution, its phases and stages, as well as its tasks and the role of the working class in the development of the National Workers’ and Popular Insurrection [NWPI]. The 6th and 7th National Assemblies of NÓS-UP [2011 and 2013] tactically developed the line of the new Galician independence and socialist left, based on class independence and the articulation of a socio-political space worldsapartfrom the essentialist positions and ethnicisms,andfrom the identity claims disconnected from the class strugglethat define the actions of Galician nationalism and its satellites.

We must separate ourselves from the quakery of the TV preachers that, having promised miracles, have been highly functional to the consolidation of this second post-Franco transition, still in progress and with many open ends, but where the ability to recompose the 3rd Bourbon restoration has been verified.

It is necessary to set the limits to confront the new social democracy that has only contributed to stabilize the regime, leading the mass movement to a long period of ebb, fueling the electoral illusion that has frozen popular struggles, strikes and social conflict.

But it´s also necessary to unmask the emergence of groups that, claiming to be Marxist, only seek to occupy and organize the revolutionary left around nostalgia. Despite the very good intentions expressed by some of the people who promote them, these groups are sterile and unablein the firt place to turn intoa subversive force, into a revolutionary vanguard.

On the one hand, they reproduce a similar Spanish paradigm of the bourgeoisie that they claim to fight. Even if they evoke, and also include in their political program the right to self-determination, they do nothing to exercise it. This right appears, from the first years of its foundation, in the program of the PCE (Spanish Communist Party) and its divisions of the 1960s, 70s and 80s, as a mere democratic formality whose practice they dailydeny. They have thus acted as agents of the Spanish assimilation that the oligarchypromotes.

On the other hand, they deny Galiza as a national framework of class struggle, and therefore they don´t applythe principle of self-organization of the Galician working class in its own communist party and in wider spaces, confirming the congenital limitations oftheir Spanish chauvinism, an ideology opposed to the objective interests of the working class and the working people as a whole.

Their lackof a solid ideological formation based on the study and reflection of the theory of Marx and Lenin, of the tragic evolution of the Bolshevik Revolution, and of its deformations and degenerations, makes them identify Stalinism -when facing the conciliatory Eurocommunist line inside Spanish “communism”, famous for its well-known social-democratic and collaborationist practice- as the vaccine against peaceful coexistence, accepting the abandonment of the revolutionary struggle which was stated in the 20th Congress of the CPSU, with all its disastrous consequences in the traditional communist parties. The orientation of the CPSU since the 1930s has never been example to follow! Just recall how in 1921 Lenin defined the USSR as a “bureaucratically degenerate workers´ state.”

Undoubtedly, it is necessary to resituate the class struggle at the core of Galician politics. It is necessary to unmask without respite the cancer of concepts such as “citizenship”, “transversality” and the “interests of the people”. The working class is the driving force, the only potentially revolutionary class.

The totality of the reformist left, and even the so-called rupturist left, has internalized the categories and concepts of Capital, using the same terminology as the bourgeoisie, thus reproducing the dominant ideology in the popular movement, taming the working class, taking away its antagonistic potential, and so acting as a wall of contention for its demands and struggles, channeling them through the failed electoral path. The slightest expression of rebellion, the slightest exercise of self-defense, is immediately drowned and condemned for questioning the “democratic mechanisms”. This is precisely the left that the right needs to perpetuatethe exploitation and domination of the social majority under a democratic façade.

It is necesssary to discard the perverse tendencies towards “unitarism”, that senile adulteration of the workers’ and popular movement, so attractive and fascinating, but also inevitably condemned to repeat its historical failures.

The Single Front formula remains fully in force. We must promote tactical units, without ruling out strategic agreements, between organizations and class parties.

Single Front against fascism, against capitalism and imperialism, for the national liberation of Galiza, dialectically combining the tactic of “hitting together, marching apart”. Each proletarian organization must defend and promote its own political program, but when it´s time for action, work as a team.

The validity of the theoretical action of Marx, Lenin and Che Guevara should throw all Laclaus, Jeremy Corbyns, Varoufakis, Bernies Sanders, Errejons and similar specimens, promoted by the “ideological” laboratories of imperialism, into the rubbish of History.

We are fully aware of the enormous limitations that we carry and have, but without making a complete break we will not be able to contribute to the task that we have modestly and determinedly set.

Mugueimes, Val do Límia, July 2, 2019

Intervençom de Carlos Morais na homenagem a Moncho Reboiras, no 44 aniversário do seu assassinato pola polícia espanhola.

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Intervençom de Carlos Morais na homenagem a Moncho Reboiras, no 44 aniversário do seu assassinato pola polícia espanhola.Cemitério de Sam Joám de Lainho, Imo [Dodro], 12 de agosto de 2019.

Publicada por Agora Galiza-Unidade Popular en Lunes, 12 de agosto de 2019

Cemitério de Sam Joám de Lainho, Imo [Dodro], 12 de agosto de 2019.

Comunicado nº 119: Luitamos para vencer. MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

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Luitamos para vencer

MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

No 44 aniversário do assassinato de Moncho Reboiras pola polícia espanhola, a esquerda revolucionária galega reivindica a sua figura, referente e inspiraçom da luita por umha Pátria Socialista.

José Ramom Reboiras Noia, “Ken Sabe”, “Licho”, “Pepe”, “Rianjo”, Moncho Reboiras, conformam um todo integral, representam as diversas etapas de umha vida consagrada à causa da Independência da Galiza e da Revoluçom Socialista. 

Em mangas de camisa atravessando um campo de milho, com bigode e peruca para evitar ser detetado polo inimigo, com pano vermelho combatente, Moncho fai parte das mais profundas entranhas do imaginário coletivo do povo trabalhador galego que nom se conforma nem se resigna.


Nom se pode segregar o jovem ativista cultural, o organizador operário e o guerrilheiro comunista que morreu em combate.


Neste 12 de agosto, a esquerda socialista e independentista galega, estaremos no cemitério de Sam Joám de Lainho, na paróquia de Imo, em Dodro, para honrar, homenagear e assumir integralmente, umha curta, mas intensa vida, dedicada à causa da classe trabalhadora e a liberdade da Galiza.

Nom iremos ao seu panteom em processom laica, porque Moncho nom é para nós um santinho, umha estampilha nem umha relíquia.

Afastados de leituras folclóricas, a sua figura rebelde, é inassumível polo status quo que mantem o seu povo na precariedade, pobreza e exploraçom, e a sua Pátria submetida e oprimida.

Nom estaremos de romaria, para num despreciável exercício de cinismo e hipocrisia, maquilhar o guerrilheiro comunista galego, mutando-o em simples ativista cultural e sindicalista.

Para Agora Galiza-Unidade Popular, Moncho Reboiras é o mais destacado emblema contemporáneo da luita de libertaçom nacional e social, um ícone nacional insurgente.

Estamos conscientes que posteriormente à nossa sincera homenagem diante dos seus restos, as esquerdinhas que se reclamam herdeiras do seu legado, a atual caricatura do partido no que militou, e umha das suas cissons, representarám a sua anual comédia.

Discursarám sem o mais mínimo pudor, reivindicarám sem rubor algum a sua luita. Ocultarám as suas tarefas e responsabilidades militantes, para assim justificar a sua atual prática, simplesmente antagónica com o Moncho abatido covardemente por disparos na rua da Terra de Ferrol naquele fatídico 12 de agosto de 1975.

Moncho Reboiras fazia parte dessa geraçom de jovens galegos e galegas que considerava necessário construir organizaçons revolucionárias dirigidas pola classe operária para orientar o movimento de libertaçom nacional no horizonte dumha Pátria Socialista, que sabiam que isto que hoje padecemos nom se muda com urnas e moçons parlamentares.

Hoje, os partidos e organizaçons que se reclamam genuínos continuadores do seu projeto, nom passam de mesquinhas e patéticas maquinárias eleitoralistas, enlamados em lavar com detergente progre a cara do postfranquismo.

A esquerda revolucionária galega reivindica o Moncho Reboiras cujo nome está cincelado em letras de aço proletário da melhor história contemporánea.


O Moncho rebelde e combativo, o Moncho insignia da nossa classe, o Moncho emblema, referente e orgulho do povo trabalhador.


Falamos do Moncho Reboiras que nom pode ser abduzido polo regime, que nom pode ser incorporado polo capitalismo espanhol, que nom pode ser integrado no patético relato dos claudicantes partidos da “esquerdinha” reformista, que nom pode ser fagocitado polo “politicamente correto” das misérias eleitorais e institucionais.


Moncho Reboiras representa a classe operária galega que nom arria as bandeiras da Revoluçom Socialista/Comunista, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza que nom se resigna nem se ajoelha.


MONCHO, com maiúsculas, representa o degrau mais elevado da espécie humana em palavras do Che. MONCHO REBOIRAS é um guerrilheiro comunista do nosso tempo.

Moncho Reboiras, a luita continua!

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Rebeliom popular!

Independência e Patria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de agosto de 2019

MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

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MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA


As trajetórias biográficas dos individuos nom som linhais. A madurez que habitualmente atingem com o passo do tempo, permite interpretar, entender e explicar as mudanças que se vam operando ao longo de vidas dilatas e intensas.


José Ramom Reboiras Noia, “Ken Sabe”, “Licho”, “Pepe”, “Rianjo”, Moncho Reboiras, conformam um todo. Representam as diversas etapas de umha vida consagrada à causa da Independência da Galiza e da Revoluçom Socialista.


Nom se pode segregar o jovem ativista cultural, o organizador operário e o guerrilheiro comunista que morreu em combate.


A esquerda revolucionária galega reivindica o Moncho Reboiras cujo nome está cincelado em letras de aço proletário da melhor história contemporánea.


O Moncho rebelde e combativo, o Moncho insignia da nossa classe, o Moncho emblema, referente e orgulho do povo trabalhador.


Falamos do Moncho Reboiras que nom pode ser abduzido polo regime, que nom pode ser incorporado polo capitalismo espanhol, que nom pode ser integrado no patético relato dos claudicantes partidos da “esquerdinha” reformista, que nom pode ser fagocitado polo “politicamente correto” das misérias eleitorais e institucionais.


Moncho Reboiras representa a classe operária galega que nom arria as bandeiras da Revoluçom Socialista/Comunista, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza que nom se resigna nem se ajoelha.


MONCHO, com maiúsculas, representa o degrau mais elevado da espécie humana em palavras do Che.

 

MONCHO REBOIRAS é um guerrilheiro comunista do nosso tempo.