1870-2020. 150 aniversário do nascimento: LENINE, PROMOTOR DO COMUNISMO, A CAUSA DO AMOR E A BELEZA

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1870-2020. 150 aniversário do nascimento
LENINE
PROMOTOR DO COMUNISMO, A CAUSA DO AMOR E A BELEZA


Neste 150 aniversário do nascimento de Lenine, a esquerda revolucionária galega quer comemorar esta data, para continuar incidindo na imprescindível batalha de ideias que contribua a resgatar o projeto emancipador e libertador que representa o marxismo, do sequestro ao que está submetido polos diversos reformismos, no ámbito institucional e académico.
Reivindicamos Lenine nom desde postulados nostálgicos ou folclóricos. Sim desde o fragor da luita de classes e a insurgência socialista/comunista.
Lenine elaborou as leis fundamentais da Revoluçom Socialista, deslindando sem ambiguidades os objetivos e tarefas da classe operária.
Elaborou o modelo de partido de vanguarda. Plenamente vigente e mais necessário que nunca frente ao amorfismo cidadanista da nova socialdemocracia.
Lenine estudou em profundidade, e com rigor analítico caraterizou a atual fase imperialista do capitalismo crepuscular.
Lenine defendeu a independência de classe, a direçom operária e um programa genuinamente classista, frente os adulterados modelos interclassistas dirigidos pola pequena-burguesia, que transformárom os partidos comunistas em maquinárias eleitorais para desputar à burguesia a gestom do capitalismo. A classe operária e os seus aliados deve configurar umha força social própria com disposiçom subjetiva e consciente, visada estrategicamente ao confronto. “Todo é ilusom menos o poder!”
Lenine, e portanto o leninismo, demonstrou que os grandes problemas da vida dos povos só se resolvem pola força.
Lenine elaborou a intransigente defesa da autodeterminaçom dos povos, nom como um direito formal, mas sim como umha necessidade que deve ser exercitada frente ao imperialismo e chauvinismo.
Lenine resituou o internacionalismo no eixo da estratégia revolucionária do proletariado.
Lenine nom cansou de demonstrar que o Estado nom é neutral, combatendo a ingenuidade política de acreditar que defende a “todos por igual”, que Governo nom é sinónimo de poder, que nom há revoluçom possível sem mudar o regime social, sem confrontaçom para a tomada do poder.
Frente as grotescas tendências hegemónicas na esquerdinha: pacifismo, eleitoralismo, timoratismo, covardia, conforto institucionalista, pactismo, conciliaçom, unitarismo sem princípios, Lenine é o melhor antídoto para combater sem trégua a banalizaçom e esterilizaçom do projeto anticapitalista polo reformismo e o revisionismo que caraterizam as forças denominadas “comunistas”.
Para reconstruirmos e recuperarmos as bases fundacionais do marxismo, encontraremos em Lenine as ferramentas que nos permitem avançar nesta tarefa essencial.
A imensa obra teórico-prática de Vladímir Ilich Uliánov é o melhor antídoto contra a deturpaçom, os muros de contençom e a fraudulenta claudicaçom revestida de marxismo, que carateriza o agir da “esquerdinha”, essa prolongaçom “progressista” do pensamento burguês.
Lenine representa o mais aperfeiçoado conteúdo rebelde e subversivo do fio condutor e motor da História dos explorados e opimidas.

 

Comunicado nº 129. Sobre o “Acordo de investidura BNG e PSOE”

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Sobre o “Acordo de investidura BNG e PSOE”

O autonomismo socialdemocrata galego justifica o voto afirmativo do seu único deputado, na investidura de Pedro Sánchez, como resultado do “beneficioso acordo para Galiza”, atingido na negociaçom com o PSOE.
Porém, a realidade do pactuado nos 13 pontos que conformam o acordo assinado 3 de janeiro, que comprometeu o voto favorável do BNG na investidura de Pedro Sánchez, está mui afastada dos interesses e das necessidades imediatas do povo trabalhador e
empobrecido da Galiza.
Tal como já manifestamos na nossa posiçom e caraterizaçom realizada sobre o novo governo espanhol, nom depositamos a mais mínima expetativa no novo inquilino da Moncloa.
A coaligaçom PSOE-Unidas Podemos configura um governo social-liberal com incrustraçons socialdemocratas. Abre umha breve paréntese que permita ganhar tempo, desmovimentar
ainda mais a classe trabalhadora e setores populares, para posteriomente poder implementar as agressons pendentes que exige o Ibex 35 e o Banco Central Européu, imprescindíveis para manter e multiplicar a taxa de ganho da burguesia.
Palavras bonitas, gestos e atitudes “progressistas”, apariências e talantes dialogantes, ocultarám o continuismo da etapa do PP, e maquilharám a supeditaçom às macropolíticas
económicas ao serviço do grande capital.
O “Acordo de investidura BNG e PSOE”, é basicamente um conjunto de brindes ao sol e linhas mestras de um programa neodesenvolvementista, carente de ambiçom, que favorece os interesses do capital autótone e as aspiraçons da pequena-burguesia nacional, que sonha
em incrementar a sua talhada nas migalhas da gestom institucional que lhe concede o bloco oligárquico.
Boa parte das propostas que se plasmam nos 13 pontos, extraídas dos programas eleitorais do BNG e do PSOE, e nalguns casos de acordos consensuados no parlamentinho autonómico, carecem de orçamento e de prazos de execuçom. Aparentemente alguns deles semelham umha boa melodia, mas nom há instrumentos musicais nem orquestra para tocá-la!
1- Transferir todas as competências contempladas no Estatuto de Autonomia da Galiza e mesmo algumhas delas já consensuadas entre todas as forças políticas representadas no
Hórreo, depende basicamente da vontade política do atual presidente da Junta da Galiza. Portanto, é umha declaraçom de intençons que só se pode aplicar se o PP quer.
2- Assegurar manter o idêntico estatus de dependência nacional da Galiza, similar ao Catalunha e o País Basco, perante umha improvável mudança na estrutura territorial do Estado, nom passa de ser umha ingénua e enganosa declaraçom. O PSOE, como pedra angular do postfranquismo, só pretende evitar a toda custa o exercício de autodeterminaçom, e o BNG só procura um melhor encaixe da Galiza no quadro jurídico-político da III restauraçom bourbónica.
3- As três medidas concretas de “apoio à lingua galega”, som mornas, inconexas e superficiais. Mais apariência e propaganda, que um conjunto articulado e coerente de medidas de choque que contribuam para alterar e reverter o processo de destruiçom dos sinais de identidade da Galiza, dos que o PSOE é um dos instrumentos destacados.

4- Os pontos 4, 5, 6 e 7, som medidas que basicamente só favorecem o processo de acumulaçom do capital autótone, os interesses das grandes companhias e empresas multinacionais radicadas na Galiza. Medidas que nom reportam benefícios e melhoras nas condiçons de vida da imensa maioria do
povo trabalhador e empobrecido da Galiza.
A transferência da AP-9, e gratuidade para os usuários da teleportagem que realizem ida e volta no memo dia, é umha medida que erroneamente o BNG pretende capitalizar como um
êxito de umha demanda histórica do povo galego, mas que na realidade só beneficia um reduzido segmento. A intensidade média diária [IMD] atingida nesta autoestrada no verao de
2019, foi de 29.249 veículos. Embora suponha o recorde da última década, segue por debaixo das cifras de 2007, constatando o reduzido alcance desta medida. Audasa deve ser
simplesmente nacionalizada e a AP-9 gratuíta.
A modernizaçom da rede ferroviária galega é um clássico dos programas eleitorais, mas contraditória e antagónica com o rol asignado polo PSOE à Galiza na divisom internacional do
Trabalho. A aposta no AVE e o seu apoio a um modelo de “Corredor Atlántico” no que a Galiza ficou excluída, definem quais som as linhas mestras do PSOE. Completar a conexom ferroviária com os portos exteriores da Corunha e Ferrol som medidas que demandam as empresas, mas que nom beneficiam diretamente a classe trabalhadora galega.
No compromisso de saneamento e regeneraçom das Rias constata-se a ausência de concreçom orçamentária. Retrocesso e ambiguidade definem a posiçom acordada na demanda histórica de impedir a continuidade de Ence na Ria de Ponte Vedra. O BNG renuncia a anular a prórroga concedida ilegalmente polo governo em funçons de Mariano Rajói e a decretar a sua extinçom. Opta pola fórmula ambígua do traslado desta planta de eminente factura colonial a outro lugar
do país, em vez de apostar pola suspensom definitiva da licença. Nom se contempla umha alternativa viável para garantir os postos de trabalho que gera a fatoria. Nada se menciona, e
portanto se acorda, sobre o modelo florestal que segue transformando o país num imenso eucaliptal, nem na imprescindível alteraçom da política agrária que está despovoando e desertificando o campo para converté-lo em fácil presa das gadoupas depredadoras da indústria elétrica, mineira e florestal.
5- A política de remendos, carente de ambiçom e coragem, à hora de adotar medidas estratégicas visadas para articular um novo modelo económico industrial, ecologicamente
sustentável e respeituoso com o nosso meio, fica patente nas medidas que afetam o processo de descarbonizaçom. O acordo BNG-PSOE é palha, que só procura paliar em base a ajudas da
UE o impacto do encerramento das centrais térmicas. Pretender compaginar os antagónicos interesses de Endesa com os do povo trabalhador das Pontes e Cerceda, nom passa de ser
simples malabarismo político.
Nom se define um plano tangível de reindustrializaçom das comarcas afectadas polo processo de descarbonizaçom, nem das golpeadas polas reconversom industrial [Vigo e Trasancos],
decididas em Madrid e Bruxelas, e implementadas polos governos do PSOE da década de ´80 do século passado.

6- A reduçom da fatura elétrica das empresas eletrointensivas e medidas compensatórias polos custos indiretos nas emisons de CO2, só favorece os interesses da burguesia autótone e das multinacionais. O acordo assinado polo BNG com o PSOE está pensado para satisfazer as demandas dos donos de Alcoa, de Megasa, de Finsa, Intasa, Ferroatlántica, SLG Carbom, Celsa
Atlantic, Ence, Inditex.
7- Simples palavras bonitas no referido à “agenda industrial galega”, carente de objetivos concretos, adiados às decisons que podam adotar mesas tripartitas configuradas polo
sindicalismo burocrático do regime, empresários e Administraçons.
8- A modificaçom da “Lei integral contra a violência de género “ e a “Lei Orgánica do Poder Judicial”, reforça o fetichismo promovido polo feminismo liberal e pequeno-burguês, que no
quadro do capitalismo e o patriarcado pode ser combatida com eficácia a violência machista. A ilusom de poder transformar consciências sem alterar as relaçons socio-económicas, o modelo de ensino, a publicidade consumista e o papel alienante dos meios de [des]informaçom de
massas.
9- Ausência de ambiçom à hora de pactuar um plano de choque que reforce os serviçospúblicos de atençom à dependência

10- Os brindes ao sol atingem o seu paroxismo no ponto 13, no referente às derrogaçons da legislaçom lesiva implementada contra as maiorias sociais. A sua ambiguidade calculada,
impossibilita saber se a derrogaçom da reforma laboral se circunscreve a do PP, ou também se aplica à de Zapatero.
Perante as falsas leituras que promove o BNG, Agora Galiza-Unidade Popular é consciente que o acordo que facilitou a investidura de Pedro Sánchez, nom passa de ser papel molhado, por muito que o autonomismo socialdemocrata o apresente como um êxito para os
interesses do povo galego.
Nem se vai aplicar, nem no caso de fazélo, vai beneficiar as imensas maiorias sociais, pois boa parte das medidas assinadas só servem para incrementar a acumulaçom de Capital dos donos deste país, das famílias Ortega, Castelo, Tojeiro, Jove, Freire, García Baliña, Fernández Somoza.

Perante este cenário, de ausência de medidas concretas para criar condiçons subjetivas que permitam acumular forças visadas para transitar face um governo operário e popular,
patriótico e feminista, na linha das 502 medidas que conformam o Programa Tático para a Rebeliom Popular [PTRP], apresentado pola esquerda independentista e socialista galega em maio de 2013, manifestamos a nossa radical oposiçom.
Acreditarmos nas “bondades” do acordo, só contribui para gerar falsas expetativas, caldo de cultivo da frustraçom que abre as portas e facilita o avanço do populismo fascista.
Sabemos que a “esquerdinha” domésticada, implicada diretamente, ou apoiante do novo Governo, mais os aparelhos burocráticos sindicais e a aristrocracia operária, cumprirám o rol de muro de contençom dos protestos populares.

Eis polo que Agora Galiza-Unidade Popular apela aos setores mais avançados da classe operária e do povo trabalhador a configurar um pólo patriótico e classista que combata o fascismo e desenmascare o fraudulento governo do tandem Pedro Sánchez/Pablo Iglesias.

Nom podemos facilitar que a extrema-direita capitalice a frustraçom e a indignaçom popular que nos vindouros meses gerará este governo.
A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular
Na Pátria, 31 de janeiro de 2020

Comunicado nº 128. Governo PSOE-Unidas Podemos, mais do mesmo!

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Governo PSOE-Unidas Podemos, mais do mesmo!

O acordo entre PSOE e Unidas Podemos para conformar governo abre um novo capítulo na crise política-institucional do regime postfranquista.

O novo governo presidido por Pedro Sánchez, com presença de cinco ministros das duas expressons orgánicas da socialdemocracia [Podemos e IU/PCE], tem provocado umha dupla reaçom errónea.

Por um lado, amplos setores populares depositam expetativas e umha ingénua confiança no novo governo, acreditando na sua “vontade” transformadora, ou polo menos reformadora, fazendo táboa rasa do passado recente dos governos do PSOE.

No Estado espanhol o eixo ideológico está tam escorado para a extrema-direitra, que boa parte dos meios de [des]informaçom de massas, e as três expresons políticas do fascismo espanhol [PP, Vox e C´s], cinzelam umha falsa caraterizaçom sobre o governo de coaligaçom, definindo-o de frentepopulista ou socialcomunista, debuxando um panorama apocalíptico guerracivilista.

Ambas perceçons som falsas e disparatadas. O governo do tandem Pedro Sánchez-Pablo Iglesias é um governo social-liberal com incrustraçons socialdemocratas, carente de ambiçom transformadora, dotado de um morninho programa neokeynesiano que vai incumprir, obediente aos diktados da Uniom Europeia, e submisso ao patronato e grande Capital.

O acordo assinado 30 de dezembro polos dous máximos dirigentes do PSOE e Unidas-Podemos, está mui afastado dos interesses e das necessidades imediatas do povo trabalhador e empobrecido.

A imensa maioria dos pontos que configuram o conteúdo programático pactuado nas 50 páginas da “Coaligaçom Progressista. Um novo acordo para Espanha”, nom passam de ser inconsistentes declaraçons de intençons vernizadas de “direitos sociais, liberdades e toleráncia”, ao gosto da pequena-burguesia progre e da aristocracia operária.

Porém, a realidade é bem diferente. O novo governo nom vai cumprir praticamente nengumha das principais reivindicaçons que tem movimentado nas ruas de forma maciça o povo trabalhador no último quinquénio. Embora prometa derrogar a reforma laboral, a lei mordaça, a Lomce, nada disso vai fazer.

Nem quer, nem pode fazé-lo sem confrontar diretamente com os poderes fácticos. Nem Pedro Sánchez nem Pablo Iglesias vam colidir com a Banca, a CEOE e a Igreja Católica. Nom passarám de artificiais escaramuças dialéticas que beneficiam a imagem “progressista” do governo e a sesgada e manipulada caraterizaçom que deliberadamente desenha dele a reaçom.

Agora Galiza-Unidade Popular nom deposita a mais mínima expetativa no novo inquilino da Moncloa, e desde o primeiro minuto após a investidura, manifestamos que nom daremos trégua no combate a um governo que só contribuirá para desmovimentar ainda mais a classe operária, que provocará umha profunda frustraçom popular que só beneficiará o avanço do fascismo.

A recente experiência da catastrófica gestom da Syriza na Grécia, atraiçoando integramente o seu programa de governo, é o melhor espelho para entender o que vai acontecer no Estado espanhol com o governo de colaigaçom PSOE-Unidas Podemos.

Nestas poucas semanas de gestom, já estamos assistindo à monumental fraude e engano que nos pretendem impor, tanto por parte da oposiçom fascista, como por parte do conjunto da “esquerdinha” institucional que apoiou a sua investidura.

Nem o miserável incremento de 0,9% das pensons [oscilando entre um aumento de 1,8€ a 23.94€ na jubilaçom mais alta], nem do SMI de 900 a 950€, pactuado de forma fulgurante com o patronato e o sindicalismo amarelo de CCOO e UGT, servirá para paliar a perda de poder aquisitivo e a depauperaçom progressiva de boa parte do povo trabalhador, com destaque para a juventude, pensionistas e mulheres trabalhadoras.

É pura propaganda e apariência, que contrastada com as selvagens políticas neoliberais dos governos de Manriano Rajói, semelham “grandes” avanços, quando nom passam de esmolinhas para satisfazer conformistas e paliar a desesperaçom popular.

Nom podemos deixar-nos enganar polas boas palavras, gestos agradáveis e atitudes “progressistas”. As apariências e talantes dialogantes que conformam a folha de rota comunicacional, ocultarám que as suas maquilhadas políticas macroeconómicas, serám continuidade das implementadas polo PP, do agrado dos representantes do grande capital com a que os falsos ministros postcomunistas afirmam manter um bom feeling pessoal.

O governo social-liberal com incrustraçons socialdemocratas, nom vai reconhecer o direito de autodeterminaçom da Galiza, nem contribuir para reverter o processo de destruiçom planificada das bases materiais da Naçom Galega. O processo de assimilaçom espanholista que padece a nossa pátria continuará mediante sofisticados, sibilinos e menos agressivos métodos, mas continuará com este governo.

Perante este novo cenário, nom som horas de dar cheques em branco, conceder cem dias de graça, nem deixar-se arrastar pola ingenuidade, por ilusons e pola fantasia. Som horas de preparar-se para contribuir para desmascarar a farsa em curso, mediante pedagogia de massas e rigorosas análisies concretas da situaçom concreta, evitarmos que os setores populares se deixem abduzir polo populismo fascista.

Sabemos, porque a experiência dos governos de Zapatero, ou de Tourinho/Quintana assim o confirmam, que nada se pode aguardar dos governos falsamente progressistas, mais alá de palavrório.

A alternância política reforça a ditadura burguesa denominada democracia, e neste caso concreto é altamente funcional para criar as condiçons subjetivas que permitam posteriomente poder implementar as agressons pendentes que exige o Ibex 35 e o Banco Central Européu, imprescindíveis para manter e multiplicar a taxa de ganho da burguesia.

Perante este cenário, a esquerda revolucionária galega manifestamos a nossa radical oposiçom ao governo do PSOE-Unidas Podemos.

Sabemos que a “esquerdinha” domesticada, implicada diretamente, ou apoiante do novo Governo, mais os corrutos aparelhos burocráticos sindicais e a aristrocracia operária, cumprirám o rol de muro de contençom dos legítimos e necessários protestos populares, criminalizando a nossa insubornável posiçom em defesa da classe trabalhadora e do projeto nacional galego.

Nom podemos facilitar que a extrema-direita capitalice a frustraçom e a indignaçom popular que nos vindouros meses gerará este governo. Agora Galiza-Unidade Popular apela para os setores mais avançados da classe operária e do povo trabalhador a configurar um pólo patriótico e classista que combata o fascismo e desenmascare o fraudulento governo do tandem Pedro Sánchez/Pablo Iglesias.

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de janeiro de 2020

INAUGURADO ENCONTRO ANTI-IMPERIALISTA DE CARACAS

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INAUGURADO ENCONTRO ANTI-IMPERIALISTA DE CARACAS


Paralelamente à cimeira terrorista de Bogotá, na que o lacaio de Guaidó foi receber instruçons de Mike Pompeo para continuar desestabilizando a Venezuela Bolivariana, e da cimeira de Davos [Suiça], onde a oligarquia mundial traça os seus planos para agudizar a exploraçom e dominaçom das imensas maiorias, em Caracas foi inaugurado o Encontro Mundial contra o imperialismo.
Centenares de delegad@s dos cinco continentes, ateigárom as instalaçons do hotel Alba para manifestar a solidariedade internacionalista com a Revoluçom Bolivariana, e debater sobre a peremptória necessidade de articular umha ampla aliança anti-imperialista.


A esquerda revolucionária galega está participando ativamente no Encontro, divulgando a causa independentista galega e a necessidade de construir umha insurgência global de caráter e programa socialista.


Carlos Morais, portavoz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular, participou em diversos foros, mantivo reunions e contatos com forças políticas e sociais, e foi entrevistado por vários meios de comunicaçom.

Comunicado nº 127: Feliz 2020! Luitando há vitórias

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Feliz 2020!

Luitando há vitórias

Os resultados dos diversos processos eleitorais que sucedérom ao longo do ano que finaliza, constatam a grave situaçom de desmobilizaçom operária e popular, e os avanços na recomposiçom do regime de 78.

Contrariamente ao falso triunfalismo da “esquerda” sistémica, o cenário de um provável governo encabeçado polo PSOE com ministros da nova socialdemocracia, nom vai mudar substancialmente as condiçons de vida da nossa classe, nem reverter a crise estratégica que padece o projeto nacional galego.

2019 foi novamente um ano negativo para as condiçons de vida da maioria social, para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza. Afirmarmos o contrário seria falsear a realidade. E a verdade sempre é revolucionária!

Mas 2019 também foi um ano de retrocessos das cada vez mais precárias bases materiais e imateriais da Naçom galega, submetida polo Estado imperialista espanhol e a UE.

Lamentavelmente o ano no que comemoramos o centenário da fundaçom da III Internacional, foi mais umha vez desaproveitado pola classe trabalhadora galega, para articular um bloco operário e popular socialista, patriótico e feminista.

Carentes de umha vanguarda consistente e preparada, com capacidade de liderato, direçom e intervençom, seguiremos desarmados e instalados na derrota.

Sem darmos passos tangíveis para avançarmos na reorganizaçom da esquerda revolucionária galega nom poderemos fazer frente à ofensiva do Capital e do projeto imperialista da oligarquia espanhola. É pois urgente e necessário proseguir nesta tarefa.

O ilusionismo eleitoral promovido polo reformismo autótone e o foráneo, só contribui para reforçar o postfranquismo e a bloquear a imprescindível ofensiva de luita sem a qual só seguiremos retrocedendo em direitos, conquistas e liberdades.

Seguir acreditando em inofensivas maiorias aritméticas ao PP, depositar esperanças em governos alternativos a Feijó, é a mais eficaz receita para esterilizar as imensas potencialidades e capacidade de combate e vitória da classe operária.

Governe quem governe, ocupe quem ocupe a Moncloa ou Sam Caetano, apliquem políticas mais reacionárias ou mais progressistas, só derruvando o regime de 78 se podem sentar as bases da emancipaçom.

Nada pois devemos aguardar do tandem PSOE-Podemos, mais alá de remendinhos, maquilhagens, atrativas declaraçons, brindes ao sol e gestos para a galeria desprovistos de conteúdo. No cerne, seguirám as políticas continuistas das últimas quatro décadas, agravadas pola ausência de ferramentas defensivas e pola plena claudicaçom da esquerdinha sistémica.

Frente aos silêncios cúmplices e os calculados oportunismos, prognosticamos que o possível Governo PSOE-Podemos, vai ser umha estafa, um monumental engano.

A carência de entusiasmo popular exprime o que se pode aspirar de umha falsa alternativa às políticas do PP. Mais alá da retórica e de mornas medidas neokeynesianas, nom derrogará a reforma laboral, a lei mordaça, a LOMCE, nom cessará no reforçamento do chauvinismo espanhol frente ao legítimo e necessário exercício da autodeterminaçom.

Sob formas e estilos mais suaves, implementarám sob discurso progre aquelas medidas exigidas polo Ibex 35 e a UE para dar novas voltas de porca visadas para disciplinar o movimento operário.

Aqui encontramos a chave que nos permite compreender o avanço e recomposiçom do fascismo sem complexos, cada dia mais reforçado, e portanto mais perigoso. Em vez de fazer frente a esta ameaça, a “esquerdinha” opta por branqueá-lo, por alternar com ele.

Deste jeito reforça o confusionismo que facilita o desencanto e a frustraçom, caldo de cultivo do avanço da demagogia populista fascista.

A pequena-burguesia covarde e pactista, empoleirada na direçom da pseudoesquerdinha, segue alimentando expetativas sobre a falsa via para conquistarmos a nossa emancipaçom.

Mas o capitalismo nom se pode reformar, nem a democracia burguesa serve para poder sentar as bases de umha nova sociedade, presidida pola igualdade e a liberdade.

Mas frente às alternativas promovidas polo sistema, frente o capitalismo verde e o capitalismo lilás, a única alternativa ao caos no que estamos instalados, e à cada vez mais imediata catástrofe ecológica a que nos conduz a depredaçom da burguesia, só há umha saída: a Revoluçom Socialista.

Mas esta nom será resultado de urnas, de post, de tuiters ou relatos edulcorados e politicamente corretos, de exercer normalidade democrática. As grandes transformaçons no século XXI serám resultado das barricadas, dos confrontos diretos com as forças repressivas do Capital, de insurreiçons e rebelions populares, do exercício do poder operário e popular, da expropriaçom dos meios de produçom, do lume purificador … da luita organizada e unitária do povo trabalhador e empobrecido.

A segunda metade de 2019 mostrou-nos no Equador, no Chile, na Catalunha, na França a sua viabilidade, e o terror que provoca nos poderosos. Mas também novamente os sucessos da Bolívia nos ensinárom a incapacidade da via progressista para poder consolidar avanços e conquistas, e qual é o verdadeiro rostro do terror imperialista.

Conscientes das dificuldades e do cenário adverso nom nos resignamos nem claudicamos

Em Agora Galiza-Unidade Popular temos claro que em 2020, continuaremos a travessia polo deserto, com escasas margens de manobra e intervençom, sem aliados nem perspetivas de avanços destacados.

Só contamos com a companhia e o arroupe das bandeiras da rebeliom, com a firmeza nos princípios e o optimismo da vontade. Porém, seguiremos estando presentes nas luitas e batalhas da nossa classe, defendendo com coragem e decisom que a única alternativa frente a tanto falabarato, é o horizonte estratégico da Revoluçom Socialista Galega.

A independência de classe e a firmeza ideológica som os únicos antídotos para evitar desviaçons e mutaçons em difusos apêndices ou triviais satélites do reformismo.

Com todas as dificuldades inimagináveis, seguiremos trabalhando na configuraçom de um bloco popular antifascista. Porque tal como nos ensina a memória da luita de classes, o fascismo deve ser denunciado e combatido sem contemplaçons nem panos quentes, com unidade, coragem, firmeza e determinaçom.

Continuaremos defendendo a necessidade de organizar a insurgência global, de promover o internacionalismo prolétário, combatendo sem trégua toda tentativa de confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos polo Estado espanhol.

Frente a este cenário ou claudicamos ou resistimos. Agora Galiza-Unidade Popular nom duvida qual é a única alternativa. Eis polo que apelamos à juventude trabalhadora galega a implicar-se ativamente na tarefa histórica de reconstruir as ferramentas de combate e vitória que necessita a nossa classe e a nossa naçom.

Sabemos que sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons, que sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social permanente e encadeada, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá disputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Queremos ser como aqueles vagalumes que ainda resistem nos muros. Embora mermados e cada vez mais difíceis de encontar, seguem emanando luz entre a oscuridade.

Nom queremos despedir-nos sem transmitir umha sincera saudaçom revolucionária a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza-Unidade Popular representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, tod@s @s represaliad@s, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2019 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo equatoriano, chileno, sírio, catalám, palestiniano, colombiano, iraquiano, afgao, venezuelano, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de dezembro de 2019

Comunicado nº 126: O SHOW DA CIMEIRA CLIMÁTICA FRACASSA UMHA APÓS OUTRA

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O SHOW DA CIMEIRA CLIMÁTICA FRACASSA UMHA APÓS OUTRA

A 25º ediçom da última conferência da ONU sobre a mudança climática 2019 (COP25), celebrou-se em Madrid, capital do Estado espanhol. Perante os contundentes protestos e mobilizaçons promovidas polo povo trabalhador contra o reacionário e terrorista governo de Piñera no Chile, as élites políticas optárom por trasladá-la.

Nesta nova cimeira, organizada entre o dia 3 ao 13 de dezembro, constatou-se de novo a falta de vontade das grandes potências económicas mundiais para estabelecer medidas contundentes para frear a mudança climática e a cada vez mais visível catástrofe ecológica cara a que caminha o planeta.

Mas em todas as cimeiras e conferências promovidas pola ONU, nom há interesse em denunciar o principal responsável da mudança climática e da destruçom do planeta, o capitalismo.

Estes shows internacionais promovidos polo imperialismo, limitan-se a fazer mornas declaraçons, tecer inconsistentes acordos e estabelecer medidas de caráter superficial, que nom afeta nem o mais mínimo à raíz do problema. Desviam a questom, culpando e responsabilizando a maioria da populaçom, de sermos cúmplices da situaçom na que está sumida o planeta, como se adotando medidas de caráter individual no ámbito de consumo, sem questionar os paradigmas e mudar o sistema e o modo de produçom, fosse suficiente.

Esta última conferência sobre a mudança climática, na que estivo presente Greta Thunberg, títere do capitalismo verde, e na que participárom mais de 200 países, de novo contou com a cobertura maciça dos méios de des-informaçom burgueses, interessados em dar a este tipo de atos a maior repercussom social.

Ao igual que aconteceu nas 24 ediçons anteriores, esta nova conferência voltou a fracassar. Os continuos vetos e negativas promovidos polas principais potências imperialistas à hora de implementar medidas tendentes a reduzir a contaminaçom e iniciar mudanças estruturais no consumo e na produçom, impossibilitárom atingir acordos concretos e tangíveis para fazer frente à ameaça climática que tanto a esquerda revolucionária, como os movimentos ecologistas ou a comunidade científica, levamos anos denunciando.

O fracasso pom de manifesto a pugna e conflituosidade que há trás cada cimeira climática: os interesses das duas classes históricamente antagónicas. O interesse da classe trabalhadora e dos povos que sofrem todas as consequências da mudança climática em contraposiçom com os privilêgios da burguesia, grandes corporaçons empresariais e políticos lacaios. Como é evidente, prevalecem os interesses dos segundos, principais responsavéis pola contaminaçom, destruçom da natureza e do planeta.

Estas hipócritas iniciativas internacionais, que fracassam umha após outra, nom manifestam nem a mais mínima vontade por alterar e mudar o depredador modo de produçom capitalista. A decandência do sistema capitalista em plena etapa de crise estrutural é, para as maiorias sociais e povos, o inimigo mais perigoso.

A oligarquia nom está interessada em abordar de maneira eficaz o problema da emergência climática já que afetaria diretamente os seus privilêgios, aos que nom estám dispostos a renunciar.

É consciente da gravidade da situaçom, consideram necessário promover eventos e conferências com a finalidade de desviar a atençom do verdadeiro problema que desencadeia a castástrofe climática, gerando umha falsa consciência e inquietude na populaçom. Mas também necessita de determinadas ferramentas e mecanismos que lhe permitam manter-se no poder e garantir a sua hegemonia mundial.

Desde a esquerda revolucionária galega acreditamos na luita organizada e unitária do povo trabalhador, oprimido e explorado contra o Capital, em defesa de um sistema político, social e económico onde os méios de produçom nom estejam controlados pola burguesia, nem ao serviço desta, senom ao serviço da imensa maioria social.

Isto só se pode lograr mediante a revoluçom socialista. A única alternativa é a luita polo socialismo e a toma do poder, só assim a classe trabalhadora poderá implementar medidas eficazes para construir umha sociedade igualitária e justa, frear a nossa dessapariçom como espécie, e reverter a destruçom da natureza e do planeta.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 21 de dezembro de 2019

Comunicado nº 125: 6 de dezembro. Nem Espanha nem UE. REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA

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6 de dezembro
Nem Espanha nem UE
REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA

A constituiçom espanhola de 1978 representa a cristalizaçom institucional do postfranquismo.

Considerada durante décadas como um texto sagrado, irreformável, de obrigada veneraçom, foi resultado da claudicaçom do eurocomunismo e da socialdemocracia espanhola perante os partidos derivados da dissoluçom do “Movimiento Nacional”.

Porém, foi modificada de forma express, com noturnidade e alevosia, quando foi necessário adatá-la às imposiçons marcadas polos organismos imperialistas aos que está aderido o Estado espanhol.

Em 1992 os partidos do regime de 78 [PSOE, PP, IU/PCE, CiU, PNB e outras forças autonomistas e regionalistas] adatarom-na às necessidades do Tratado de Maastricht. Mais recentemente, em 2011, os dous partidos centrais da III restauraçom bourbónica, mudárom-na para submeter-se à ditadura orçamental de Bruxelas.

A esquerda revolucionária galega nada tem que celebrar dia 6 de dezembro. Rejeitamos este texto que consagra a exploraçom capitalista, a opressom nacional da Galiza, a monarquia, o patriarcado.

A constituiçom de 1978 é ilegítima, pois a maioria do povo trabalhador galego nom a apoiou no referendo realizado há 4 décadas, quando apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Contrariamente ao que difundem as diversas “esquerdinhas, é umha fraude continuar a defender a viabilidade de mudanças “progressistas” da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Espanha e o atual regime oligárquico é irreformável. Nom existe possibilidade algumha de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

Portanto, qualquer proposta de reformar a chave da bóveda da arquitetura jurídico-política vigente, ou releituras de “esquerda” perante a “ameaça fascista”, está inevitavelmente condenada a reforçar o sistema.

Em plena involuiçom e deriva reacionária, perante as ilusons de um falso governo “progressista”, perante o avanço do fascismo sem complexos, cumpre apostar em construir ferramentas defensivas e combativas, articuladas à volta de umha alternativa estratégica, que só é possível fora de Espanha e da UE, construindo umha República Socialista Galega.

Tal como vimos teimudamente defendendo, Agora Galiza-Unidade Popular apela aos setores mais avançados da nossa classe e do nosso povo a quebrar com as lógicas políticas sistémicas e a dar passos firmes na articulaçom de um bloco popular antifascista, nom para defender e restaurar os fundamentos da democracia burguesa “ameaçada”, e sim para avançar na articulaçom de um movimento operário e popular com direçom e linha genuinamente anticapitalista e socialista.

Tanto a estratégia que promove o autonomismo socialdemocrata galego de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, como mudar o modelo de estado monárquico por umha república federal que perpetua o projeto chauvinista espanhol, é simplesmente umha via morta.

Só a luita independentista e socialista, sob direçom e orientaçom obreira e popular, logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A luita é o único caminho!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 5 de dezembro de 2019

Comunicado nº 124: Agora Galiza-Unidade Popular denúncia política criminalizadora contra independentismo galego

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Agora Galiza-Unidade Popular denúncia política criminalizadora contra independentismo galego

A decisom da Fiscalia da “Audiência Nacional” de solicitar 102 anos de prisom aos independentistas galegos detidos em 2015, assim como a dissoluçom de Causa Galiza e Ceivar, som mais umha expressom da involuiçom política do Estado espanhol.

A acusaçom de “pertença a organizaçom criminosa para a comissom de delitos de enaltecimento do terrorismo”,promovida polos aparelhos judiciais do postfranquismo, só pretende injetar medo e dissuadir ao povo trabalhador galego de luitar polos direitos e liberdades conculcadas polo capitalismo e o projeto imperialista espanhol.

A vulneraçom de direitos básicos carateriza o agir do Estado espanhol, à margem de quem administre o seu governo. Perseguir politicamente a quem questiona e combate o postfranquismo é a razom da existência do maquilhado Tribunal de Ordem Público fascista.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta a solidariedade da esquerda revolucionária galega com todas as pessoas encausadas, e denunciamos a tentativa de ilegalizar organizaçons independentistas galegas.


Stop à repressom espanhola!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 12 de novembro de 2019

Comunicado nº123: RESULTADOS ELEITORAIS EXPRIMEM NECESSIDADE HISTÓRICA DE ARTICULAR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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Resultados eleitorais de 10 de novembro confirmam o processo de involuiçom política em curso no Estado espanhol.

Afastados de leituras superficiais e simplistas sobre blocos, o taboleiro institucional do posfranquismo nom sofre alteraçons substanciais.

1- A pírrica “vitória” eleitoral do social-liberalismo após forçar esta convocatória, exprime o fracasso da operaçom de Pedro Sánchez por sair reforçado das urnas. O endurecimento da linha mais chauvinista e agressiva contra o direito de autodeterminaçom do povo catalám, e o funeral de Estado no que transformou a exumaçom dos restos de Franco, fôrom capitalizados polo fascismo sem complexos. A estratégia inspirada na doutrina do shock de sementar sensaçom de ingovernabilidade, nom tivo efeitos no reforçamento do PSOE.

2- O auge de Vox é resultado da fraudulenta política “antifascista” promovida polo PSOE para concentrar votos progressistas. Porém, a duplicaçom de escanos atingida polos herdeiros políticos sem complexos da ditadura franquista, som resultado mecánico da reconfiguraçom do campo político fascista. O descalabro do neofalangismo laranja provocou umha transferência quase matemática dos votos perdidos por Albert Rivera e Inés Arrimadas aos de Abascal.

3- O PP de Casado nom logra remontar nem atingir os seus objetivos de ser o partido mais votado. A sua taticista viragem “moderada” em relaçom ao relato hegemónico na campanha de abril, nom logrou recuperar os votos que paulatinamente se tinham fugado para C´s. Porque contrariamente ao que a esquerdinha tem defendido, Ciudadanos representava o projeto do glamour fascistizante das camaradas intermédias, agora fascinados pola ausência de complexos do discurso de Vox.

4- A nova socialdemocracia podemita segue lentamente debilitando-se. Podemos, após dinamitar a luita de massas até lograr a sua plena institucionalizaçom, retirando o conflito das ruas, perdeu a capacidade de incidência. Por muito que Pablo Iglesias continue implorando um governo “progressista” com um partido reacionário, um eventual acordo com o PSOE nom alterará a involuçom em curso que promove o grande capital.

5- O autonomismo galego recupera presença nas Cortes, e como já anunciou durante a campanha, está disposto a apoiar Pedro Sánchez em troques de que se transfiram as competêncais da AP-9 a Galiza. A sua carência de ambiçom é paralela a sua natureza inofensiva e perfil sistémico.

6- O independentismo catalám no seu conjunto avança eleitoralmente, mantendo a sua relativa capacidade de condicionar quem ocupa a Moncloa. A entrada da CUP nas Cortes, a custa da perda de dous deputados de ERC, exprime o processo de mudanças internas na correlaçom de forças do soberanismo catalám.

7- O reforçamento das forças de ámbito basco também consolida a histórica capacidade da burguesia bascongada de vender-se ao melhor postor em Madrid a custa de negociar concessons.

Neste cenário, todo indica que o PSOE de Pedro Sánchez procurará como primeiro cenário um acordo com o PP, tal como quer o Ibex 35 e o grande capital transnacional.

Dependerá da vontade de negociaçom e encaixe das primas donnas das duas forças centrais do regime da terceira restauraçom bourbónica.

Nom som horas de negociaçons nem de componendas para articular a quimera de um governo “progressista”. Sem reconstruir a esquerda revolucionária e as ferramentas defensivas da classe operária, nom é possível reverter a derrota estratégica na que estamos instalados.

Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare ao povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital.

Devemos preparar política, ideológica e psicologicamente à classe operária e ao povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polo PSOE e as esquerdinhas, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a besta fascista.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 11 de novembro de 2019

Comunicado nº 122: PSOE APROFUNDA NA FASCISTIZAÇOM DO ESTADO ESPANHOL

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PSOE APROFUNDA NA FASCISTIZAÇOM DO ESTADO ESPANHOL

O governo em funçons do PSOE, encabeçado por Pedro Sánchez, nom so nom cumpriu absolutamente nada do que prometeu. Seguindo a folha de rota marcada pola oligarquia e o IBEX 35, o social-liberalismo está preparando novas agressons contra os direitos e conquistas da classe trabalhadora.

Nom derrogou a Lei Mordaça, nem a reforma laboral, nem a LOMCE, apoiou o 155 contra Catalunha, permitiu que a exumaçom do genocida Franco se converte-se num ato de exaltaçom da ditadura, mostrou o seu apoio sem complexos ao governo criminal de Lenín Moreno no Equador e ao fascismo venezuelano, refugiando ao terrorista Leopoldo López na embaixada espanhola em Caracas.

Fai uns días também conheciamos o documento que o governo remitiu a UE para a implementaçom das políticas neoliberais da chamada “mochila austríaca”, um novo atentado aos direitos, destinado a empobrecer ainda mais o povo trabalhador.

Além de todo isto, com a entrada em prisom dos líderes independentistas do Procés, as protestas e a legítima viôlencia popular ou criminalizaçom contra o CDR na Catalunha, como pretexto, o governo do PSOE justifica e continua aprofundizando na fascistizaçom do Estado com medidas cada vez mais reacionárias e antidemocráticas.

Amparando-se na “segurança pública e proteçom civil” foi aprovado um Real Decreto “in extremis” à passada sexta-feira, 1 de novembro, polo Conselho de ministros do governo de Pedro Sánchez.

O escandaloso decreto oUtorga ao executivo um poder extraordinário sobre o controlo das redes e páginas web. Permite o feche de qualquer serviço de comunicaçons electrónicas -público ou privado- em caso de umhas “supostas amenaças graves para a ordem pública”, entre outras medidas, sem a necessidade de umha sentença judicial. Justificam a sua aprovaçom entre outras razons, “polos recentes e graves acontecimentos que sucedérom em parte do território espanhol”.

Embora já se podía ordenar o cessamento de urgência de forma cautelar de qualquer tipo de comunicaçom digital, agora com esta nova “barbaridade eleitoral” as “razons” som muito mais amplas.

Esta nova medida de controlo da rede, em resposta principalmente ao independentismo catalám, nom so afetaria à Generalitat, também ao resto de administraçons do Estado, toda a informaçom e comunicaçom digital estaria supeditada aos interesses e autorizaçom do governo central.

Qua a internet seja controlada e supervisada totalmente polo governo do Estado espanhol supom umha clara vulneraçons dos direitos e liberdades mais elementares. Umha medida que poderia implementar perfeitamente qualquer organizaçom de ultradireita.

A censura na rede junto a todas as falsas promessas promovidas polo social-liberalismo seriam motivo suficiente como para organizar mobilizaçons operárias combativas e de caráter continuado por todo o Estado.

Reafirmamos-nos em que PSOE é um partido de direita disfarçado, com umha linguagem e falsa fachada progressista. É umha força funcional ao postfranquismo, representante de umha fraçom da oligarquia, umha força essencial para manter o funcionamento da alternância parlamentar, que efectua idênticas políticas que a ultra-direita espanhola.

A cada vez mais preocupante ameaça fascista nom se derrota nas instituiçons do inimigo, nem votando ao PSOE, nem às forças reformistas galegas ou espanholas que somente optam por parasitar nas instituiçons burguesas e formar governo com a direita “progressista” a cabeça.

De Agora Galiza-Unidade Popular inssistimos que é nas ruas, sem concessons nem negociaçons, com persistente mobilizaçom e unidade de classe, onde se atinguem melhoras para a classe trabalhadora e se logram tombar medidas reacionárias como as estabelecidas polo PSOE ou PP.

A criaçom de um bloco Popular Antifascista somado à luita combativa e contundente nas ruas e centros de trabalho contra os partidos do regime que promovem e aprofundizam na deriva reaccionária do estado espanhol, é umha necessidade indispensável!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de novembro de 2019