Comunicado nº 86 de Agora Galiza: 1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário. Classe obreira em pé!

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1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário Classe obreira em pé!

A passividade perante as agressons em curso e perante as novas medidas ultraliberais de cortes e austeridade anunciadas, possibilita que ano após ano, perdamos direitos e liberdades.

A “crise” capitalista tem sido aproveitada pola burguesia para lançar a maior ofensiva contra o mundo do Trabalho nas últimas décadas, tem sido aproveitada para amassar grandes fortunas a custo da miséria e o empobrecimento de amplos setores do povo trabalhador.

O desenho final da involuiçom que promove o Capital pretende impor um cenário sociolaboral similar ao da primeira revoluçom industrial.

Enquanto a classe obreira galega siga acreditando nas possibilidades de mudar o rumo dos acontecimentos mediante o simples apoio eleitoral aos partidos interclassistas e pactistas, que se autodefinem como de “esquerda”, “progressistas”, e mesmo “ruturistas”, a derrota está assegurada.

Enquanto a classe obreira e o povo empobrecido da Galiza continuemos apoiando sindicatos amarelos e sigamos delegando a defesa dos nossos interesses nas burocracias sindicais, a derrota está assegurada.

Enquanto a classe obreira galega acreditemos que só com procissons laicas poderemos parar a ofensiva do inimigo, a derrota definitiva é mera questom de tempo.

Sem reagirmos, sem implicar-nos ativamente na defesa dos nossos direitos, das nossas liberdades, sem luitarmos de forma organizada e coletiva por recuperarmos o perdido e melhorar a nossa situaçom, cada ano recuaremos mais.

A luita concreta por manter o poder aquisitivo, por melhores salários, por umhas pensons de qualidade, por emprego estável, na defesa da sanidade e educaçom pública, contra a emigraçom, deve estar enquadrada na superaçom do sistema capitalista e em tombar o regime de 78.

Estamos numha conjuntura em que o fascismo mostra sem rubor as suas gadoupas. Nos meios de [des]informaçom, no aparelho judicial, na podre e corruta casta política empoleirada nas instituiçons, dia a dia constatamos como o fascismo emerge mediante a conculcaçom dos mais elementares direitos democráticos, na perseguiçom da liberdade de expressom, na censura, na criminalizaçom permamente de quem luita.

Nom podemos continuar assim, sem reagir, acreditando em falsas saídas eleitorais, nas remudas de partidos que promove a oligarquia para fortalecer mediante a alternáncia esta ditadura burguesa disfarçada de democracia.

Seguir incidindo em que todo se arranja deslocando o PP da Moncloa e de Monte Pio é outro engano mais.

A classe obreira tem o dever histórico e a necessidade presente de dirigir o movimento popular, de focá-lo na deslegitimaçom e superaçom do regime postfranquista, em procurar a convergência das luitas sociais, em implementar umha estratégia de luita permanente e encadeada.

Só umha Revoluçom Socialista de caráter antipatriarcal assegura o nosso futuro. E a construçom dumha sociedade socialista na Galiza só é possível dotando-nos de um Estado próprio, de caráter operário, recuperando a independência e a soberania nacional conculcada por Espanha.

A greve geral é umha ferramenta eficaz se está concebida como ponto de inflexom para abrir umha nova fase na luita, mas se é unicamente empregue com finalidade eleitoralista, simplesmente é mais um engano dos partidos oportunistas à classe obreira.

Neste 1º de Maio de 2018, Agora Galiza transmite a sua solidariedade internacionalista à classe operária de todo o mundo e aos povos como o sírio, palestiniano, iraquiano, iemenita, catalám, cubano, venezuelano, do Dombass que resistem e combatem as embestidas do imperialismo.

Viva a luita operária!

Viva a classe operária galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Independência e Pátria Socialista!

Alerta antifascista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Galiza, 19 de abril de 2018

Comunicado nº 85: AGORA GALIZA MANIFESTA O SEU TOTAL APOIO AO POVO SÍRIO E AO GOVERNO LEGÍTIMO E ANTI-IMPERIALISTA DE BASHAR AL-ASSAD

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AGORA GALIZA MANIFESTA O SEU TOTAL APOIO AO POVO SÍRIO E AO GOVERNO LEGÍTIMO E ANTI-IMPERIALISTA DE BASHAR AL-ASSAD

Nestes 7 anos de guerra na Síria as forças imperialistas, encabeçada polos USA, comprovárom como todos os seus planos para tombar o governo de Bashar Al Assad fracassárom. As eficazes operaçons militares efetuadas polo Exército Árabe Sirio, em colaboraçom com os seus aliados Rússia, Irám e Hezbollah, libertárom os territórios controlados polos “rebeldes moderados” -chamados assim polos meios de desinformaçom capitalistas-, que em realidade som grupos terroristas radicais islamistas próximis a Alqaeda e ao wahabismo saudi e qatari.

Após a tentativa de financiar os terroristas (Exército Livre Sírio, Al-Nusra, DAESH) para desestabilizar o país, o imperialismo optou por implementar umha brutal campanha de manipulaçom contra o governo de Al-Assad, umha campanha que embora fosse promovida no início do conflito, incrementou-se ao ver como o Governo sírio ganhava a guerra.

Há várias semanas o exército sírio junto aos seus aliados lançam umha operaçom militar para libertar a Ghouta Oriental, onde milhares de sírios e sírias levavam anos sequestradas polos terroristas. No transcurso da operaçom militar a inteligência russa e síria alertavam de que os terroristas preparavan un ataque químico para acusar Damasco de ser o responsável, e de que se tratava dumha manobra mais para legitimar umha invassom militar no país.

Os“Capazetes Brancos”, conhecidos também coma Proteçom Civil Síria e que atuam nas zonas controladas polos grupos “rebeldes” afíns a AlQaeda, anunciavam 8 de abril um suposto ataque químico na zona de Douma muito perto de Ghouta. Nesse momento ativou-se umha brutal campanha de histéria mediática nos meios de desinformaçom capitalistas na que começárom a difundir o comunicado dos Capacetes Brancos sem contrastá-lo.

O embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari, desmentiu o suposto ataque químico e afirmou que nom existe nengumha prova de que as tropas de Assad atacáram o seu povo com armas químicas, senom que se trata dumha falsa acusaçom para que os USA invadissem o país árabe. Nom tém nengum sentido que as tropas de Al Assad ataquem a sua populaçom com armas químicas após libertar esses territórios do controlo dos terroristas.

Assim mesmo o embaixador assegura que o ataque efetuado 14 de abril polas tropas dos USA, Reino Unido e a França foi em vingança pola derrota dos terroristas em Ghout. Também assegurou que esta agressom imperialista foi “umha mensagem dirigida aos terroristas para animá-los a que estes armacenem e utilizem armas químicas no futuro”.

Este suposto ataque químico por parte de Al-Assad lembra-nos as armas de destruçom maciça no Iraque que nunca aparecérom. Ao igual que aconteceu com o Iraque trata-se dumha falsa justificaçom para invadir, saquear e arrasar a Síria por parte do imperialismo.

A Síria nom será outro Iraque, nem outro Afeganistám!

Toda a nossa solidariedade com o povo sírio e com o governo de Al-Assad!

A Síria vencerá!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 15 de abril de 2018

Comunicado nº 84 da Direçom Nacional: GALIZA COM SANTRICH

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GALIZA COM SANTRICH

Agora Galiza soma-se ao clamor pola liberdade do comandante insurgente colombiano Jesús Santrich.

Condenamos a montagem fabricada nos laboratórios do imperialismo ianque para vincular o revolucionário fariano com o tráfico de drogas.

A acusaçom da DEA nem se sostém nem tem a mais mínima credibilidade. Santrich tem toda umha vida dedicada à causa dos explorados, das oprimidas, da independência e soberania nacional da Colómbia, da Pátria Grande e o Socialismo.

Agora Galiza, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, manifesta e tarnsmite a solidariedade internacionalista galega com Trichi, demandamos a sua imediata liberdade e condenamos o governo oligárquico de Juan Manuel Santos que incumprindo os acordos de Havana, pretende extraditá-lo, entregando Santrich às autoridades de Washington.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 14 de abril de 2018

Comunicado nº 83: Prisom permanente revisável, mais umha medida para reforçar a deriva autoritária do Estado espanhol

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Prisom permanente revisável, mais umha medida para reforçar a deriva autoritária do Estado espanhol

Após o assassinato de Gabriel Cruz, gerou-se nas redes sociais e nos meios de [des]informaçom burgueses muito ruído mediático à volta da aplicaçom da cadeia perpétua para crimes deste calibre.

Ademais, pudo-se comprovar como a ultradireita além da cadeia perpétua, solicita inclusive a pena de morte, convertendo este tema numha das principais reivindicaçons das posiçons mais reacionárias no Estado espanhol.

No Congresso dos Deputados debateu-se a derrogaçom da cadeia perpétua (prisom permanente revisável) aprovada em solitário polo governo reacionário e mafioso do PP.

Neste debate o partido de M ponto Rajói, junto ao neofalangismo de C´s, posicionavam-se em contra da sua derrogaçom, aproveitando o sofrimento e a dor dos familiares de Gabriel e de outras vítimas, para tirar rédito político e assim justificar a sua implantaçom.

A burguesia espanhola para justificar a deriva repressiva e autoritária que está tomando o Estado contra o povo trabalhador, apoia-se nos meios de comunicaçom, utilizando casos como o de Gabriel, para criar alarma social, essa falsa sensaçom na populaçom de que é necessário aumentar as penas e mao dura, convertendo a repressom num fetiche e criminalizando quem se oponha.

A cadeia perpétua nom serve para evitar crimes, nem ajuda tampouco a que estes disminuam. O impacto que tem o endurecimento das penas neste tipo de delitos é praticamente nulo. Nos Estados onde existe pena de morte, o índice de criminalidade nom diminui, como no caso dos Estados Unidos.

Chega com analisar a história penal espanhola: nem a aboliçom da cadeia perpétua na ditadura de Primo de Rivera, nem a da pena de morte após a constituiçom de 1978, tivérom impato algum no incremento de delitos violentos.

O Estado espanhol é um dos Estados da UE com maior número de presos e presas a pesar de nom ter as taxas de criminalidade mais altas, polo que a aplicaçom da cadeia perpétua nom só seria ineficaz para resolver este problema, tampouco ajudaria a prever estes delitos.

A cadeia perpétua é umha medida para reforçar aínda mais o poder da burguesia espanhola. Como em todo Estado burguês as leis som em benefício da classe que está no poder, a burguesia, e em contra da classe oprimida e explorada, a classe operária.

Os partidos burgueses nom vam apoiar nengumha lei que suponha umha ameaça para os seus interesses. Se assim fosse, Aznar, Zapatero ou o ex-Chefe do Estado Maior de Defesa, Julio Rodríguez, seriam condenados a cadeia perpétua por crimes de guerra, já que um dos casos nos que se pode aplicar esta lei é por delitos de lesa humanidade, genocidio ou por em perigo a vida de chefes de Estado de outros países.

O maior perigo é, que a causa da manipulaçom e intoxicaçom promovida polos meios de comunicaçom da burguesia, o povo trabalhador acabe por acreditar que nom há mais alternativa ao crime que a reaçom. O pior que podemos fazer, pior inclusive que perder a batalha, seria renunciar a dá-la.

Contra a deriva autoritaria do régime do 78 a luita é o unico caminho!

Viva a luita da classe trabalhadora!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 28 de março de 2018

Comunicado nº 82: Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

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Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

A doutrina económica neoliberal galopa desbocada como o cavalo de Atila, arrasando todas as áreas socio-económicas susceptíveis de sustraer lucro.

A realidade que define a situaçom socio-laboral galega carateriza-se polo submetimento à disciplina capitalista da exploraçom, o deslocamento de setores produtivos, a precarizaçom dos que ficam maximizando os benefícios, a destruiçom dos direitos operários atingidos em décadas de luita protagonizadas polo conjunto d@s asalariad@s, a paulatina pauperizaçom que nos conduz a umha vida de miséria, a emigraçom maciça que expulsa da Galiza à juventude mais preparada, …

Este retrocesso histórico, fruto da desmovimentaçom da classe operária, significa que no dia a dia de umha parte cada vez mais ampla do povo trabalhador galego as dificuldades nom param de aumentar para pagar recibos da luz, do aquecimento, dos alugueres, dos impostos, etc. Condenam-nos a viver sem segurança laboral e sem perspetivas de futuro.

No Estado espanhol os governos do PP e PSOE som cúmplices e mans executoras desta doutrina. Responsáveis pola sua implementaçom em conivência com as elites económicas, os sindicatos e o conjunto dos partidos politicos com representaçom institucional, independentemente da descorida bandeira ideológica.

Cada corte cometido polo governo corrupto e mafioso de turno no Estado espanhol, nom é mais que um trasvasse de fundos do público às contas privadas da burguesia da Uniom Europeia.

Os 60.000 milhons de euros com os que contava a caixa das pensons nom tivérom distinto percorrido. O governo de M ponto Rajói vaziou-a através de engenheria financieira, com a autocompra de dívida pública.

A demagogia do neofascismo [PP e C´s] e dos seus acompanhantes do PSOE nom tem limites. Afirmam que nom há dinheiro para assegurar as pensons, porém, há recursos suficientes para salvar a banca, as autoestradas previamente privatizadas, para o incremento dos gastos militares, para manter a parasita Casa Real, para aumentar os obscenos salários da casta cleptrocrática e das forças repressivas.

Na Galiza, governados pola sucursal da organizaçom criminal sediada na rua madrilena de Génova 13, levamos décadas castigados polos planos económicos ditados desde os centros de poder do Ibex 35 e da UE.

Os governinhos submissos assomen com inteira complacência o desmantelamento de todos os setores produtivos e deslocamento das grandes empresas, facilitando com estas medidas que na Galiza tenhamos os salários e as pensons mais baixas do Estado espanhol, a taxa de temporalidade mais elevada, batamos recordes em sinistralidade num mercado laboral onde a precarizaçom é a nota dominante, forçando a emigraçom da juventude.

As conquistas do falso Estado de benestar é um dos doces caramelos nos que estas avespas insaciáveis querem incar o seu venenoso aguilhom.

A paulatina destruçom dos serviços públicos é ja um feito, o seu deterioramento é julgado com parámetros de empresa capitalista que nom da benefício, e por tanto há que fechá-los ou entregar a sua gestom a maos privadas.

O que até o de agora era a tábua de salvaçom económica de muitas famílias que contavam com as pensons dos seus maiores como umha contribuiçom para quadrar as contas mensais, estám padecendo um brutal ataque pola burguesia.

O coletivo de pensionistas ao longo de quase umha década tem visto mermar o seu limitado poder adquisitivo. Primeiro polo seu congelamento e o paralelo incremento dos preços de boa parte de bens de consumo de primeira necessidade: alimentaçom, medicamentos, eletricidade, combustíveis para o aquecimento, etc, provocando que chegar a fim de mês seja um desafio de ansiedade.

Na Galiza 300.000 pensionistas vivem por baixo do umbral da pobreza, 39,2% nem combinando as pensons laborais e de viudedade chegam aos 8.400€ anuais, cifra estimada como umbral da miséria.

As mulheres trabalhadoras som o coletivo mais castigado. 6 de cada 10 som mulheres, que nom chegam aos 639€ mensais, percebendo um complemento de 206€ congelado desde 2011 pola franquícia autonómica de Feijó.

A miséria a que somos empurradas por estes delincuentes a cara descuberta nom afeta só o ámbito estritamente económico.

É pisada a dignidade d@s pensionistas e reformad@s após trabalhar toda umha vida para enriquecer empresários. Aumenta o recurso à beneficiência, aos comedores populares, banco de alimentos, reduzir e mesmo deixar de tomar medicamentos, recurrir a métodos obsoletos para escorrentar o frio.

É o pior está ainda por chegar, se nom se fream estas políticas depredadoras perpetradas pola mais reacionária fraçom da burguesia -a financieira-, com o esvaciamento da caixa das pensons e a deliberada intençom de contratar planos privados.

Com esta operaçom entregará-se um suculento recurso de acumulaçom à fraçom mais parasita, saqueadora e carronheira do capital, que nom só condena o coletivo de pensionistas atuais, hipoteca o futuro das geraçons que hoje som condenadas a trabalho precário,salários de miséria e inestabilidade laboral.

Só a auto-organizaçom socio-política à margem dos partidos institucionais e dos sindicatos entreguistas, a luita organizada e constante, logrará parar os pés a estas políticas antipopulares e antioperárias.

Os direitos conquistados que nos querem substrair devem ter as ruas como principal suporte dos nossos reclamos.

Som o espaço prioritário e imprescindível para recuperarmos os nossos direitos como trabalhadores, estudantes, mulheres e pensionistas. Esta é umha luita de tod@s porque somos ou seremos reformad@s.

É necessária a convocatória dumha contundente e combativa greve geral que paralise todos os setores produtivos para defender as nossas pensions e os serviços públicos, umha greve geral que abra um novo ciclo de luitas, onde a classe operária demonstre a sua imensa força e capacidade para condicionar o presente e consquistar o futuro.

A luita é o único caminho!

Viva a luita da classe trabalhadora!

Na Pátria, 23 de março de 2018

8º Comunicado conjunto do Manifesto Internacionalista de Compostela: SOLIDARIEDADE ACTIVA COM OS TRABALHADORES DO DOURO

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[8º Comunicado conjunto do Manifesto Internacionalista de Compostela]

SOLIDARIEDADE ACTIVA COM OS TRABALHADORES DO DOURO

No dia 15 de dezembro, no Porto, um grupo de trabalhadoras e trabalhadores do turismo fluvial do rio Douro tomaram firme a decisom de criar umha ferramenta de luita no seu setor. Avançarom decididos a romper com o reformismo e o oportunismo reinante, e anunciam agora a criaçom da Comissom de Trabalhadores do Turismo Fluvial do rio Douro (CT-TFD).

As organizaçons abaixo-assinadas afirmam o seu compromisso de apoiar a luita das trabalhadoras e trabalhadores do turismo fluvial do rio Douro.

Afirmamos ainda a nossa solidariedade com o camarada Gonçalo, a braços com três processos em tribunal pola justa luita que tem levado a cabo. A solidariedade de classe é imparável – estas tentativas de intimidaçom nom passarám!

Força Gonçalo! Nem um passo atrás!
Viva a luita dos trabalhadores e trabalhadoras do Douro!


8 de março de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]
BOLTXE [País Basco]
COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]
CUP [Países Cataláns]
INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]
NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]
PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 81 da Direçom Nacional: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega Piloto, Amador, Daniel presentes! A LUITA ANTIFASCISTA CONTINUA

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega
Piloto, Amador, Daniel presentes!

A LUITA ANTIFASCISTA CONTINUA

O regime herdeiro do franquismo, governado pola mesma oligarquia que em 1965 assassinou o Piloto, e posteriormente em 1972 matou Daniel Niebla e Amador Rei, é responsável direto polo empobrecimento e a precarizaçom que carateriza as condiçons de vida e trabalho da maioria da classe obreira e camadas populares galegas.

Neste Dia da Classe Obreira Galega é necessário reivindicar a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga “Piloto”, um dos últimos combatentes da resistência político-militar ao fascismo, vilmente abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada.

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate antifascista, na articulaçom do movimento popular que na década de setenta se desenvolvia sob um programa ruturista em prol dos direitos sociais e plenas liberdades sociais e nacionais.

Lamentavelmente a desorganizaçom na que está instalada a classe trabalhadora e as tendências amórficas que promovem as práticas interclassistas e cidadanistas, facilitam a ofensiva burguesa contra nós, povo trabalhador galego.

As reformas laborais, o deterioramento da sanidade e educaçom pública, a queda de salários e pensions, a perda de poder adquisitivo polo aumento do custo da vida, a emigraçom juvenil, nom se podem deslindar do corte de direitos e liberdades, do incremento da censura e da repressom.

Hoje opinar criticamente no Reino de Espanha é um delito que se castiga com penas de prisom e com censura.

Que lho perguntem aos rapeiros da “Insurgência” condenados pola “Audiência Nacional”, a Valtònyc por cantar umha verdade como punhos: “Os bourbons som uns ladrons”, a Carlos Santiago por um pregom satírico e transgressor no entrudo compostelano, a Anna Gabriel por defender com firmeza a liberdade da Catalunha, a Nacho Carretero, o autor do livro “Farinha” sequestrado por ordem judicial, a Santiago Sierra cuja exposiçom fotográfica em ARCO foi retirada por denunciar a existência de pres@s polític@s no Estado espanhol …

Hoje protestar e reivindicar está sancionado pola lei mordaça e polo Código Penal em reforma permanente. Que lho perguntem aos sindicalistas vigueses Carlos e Serafim, às dúzias de pessoas identificadas por protestar contra o despejo do centro social compostelano Escárnio e Maldizer, a Aida, a Emílio Cao, …

Mas a deriva autoritária do regime bourbónico nom é responsabilidade do PP. É umha decisom adotada polo grande capital visada para anestesiar o povo trabalhador e dissuadir os setores mais combativos da classe trabalhadora da impossibilidade de mudar o sistema, para poder seguir endurecendo a exploraçom e disciplinando a classe obreira.

Os chamados poderes fáticos tenhem decidido que o neofalangista C´s substitua o desprestigiado partido de M ponto Rajói para ocupar o governo desta ditadura de fachada democrática. Os tempos que venhem serám ainda mais difíceis e perigosos!

Perante este cenário as forças que se autodefinem de “esquerda” seguem instaladas na falsa “normalidade democrática”, alimentando o ilusionismo eleitoral e o cretinismo parlamentar, gerando fraudulentas expetativas de poder conquistar direitos em base a um programa de remendos do capitalismo.

Enquanto a “esquerda” acovardada e timorata renúncia a organizar e luitar, o franquismo eclosiona sem complexos. Arroupado sob o mais reacionário e supremacista chauvinismo espanhol, a oligarquia e os partidos ao seu serviço, pretendem desviar a atençom e preocupaçons do povo explorado e empobrecido com guerras de bandeira, com demagógicos discursos contra a justa luita pola independência das naçons oprimidas.

Resulta paradoxal que a medida se aprofunda a ofensiva burguesa o sindicalismo se instala no amarelismo e na pior prática conciliadora e pactista.

Perante este estado de cousas, ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Viva a classe obreira galega!
Independência e Pátria Socialista!
Venceremos!

Na Pátria, 7 de março de 2018

7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela: COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

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7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela

COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

A via repressiva com a que o Estado espanhol pretende esmagar a justa e necessária causa da República Catalana, só se derrota com firmeza, dignidade e persistência.

A companheira Anna Gabriel encarna estes valores. Hoje teria que comparecer perante o aparelho judicial do postfranquismo. Decidiu nom ir a Madrid e desde a Suiça seguir internacionalizando a luita por umha Catalunha livre, socialista e feminista.

A solidariedade entre os Povos constitui um dos sinais mais importantes das forças revolucionárias.

Hoje Anna Gabriel nom só representa o sentir de milhons de mulheres e homens dos Países Catalans, hoje Anna também representa a milhons de vozes e coraçons de Andaluzia, de Castela, do País Basco, da Galiza, de Portugal, do conjunto dos povos do Estado espanhol, e do mundo, que sabemos que só umha estratégia política e social de rutura com o regime de 78 logrará levantar um muro antifascista frente a deriva autoritária da oligarquia espanhola.

Só com luita poderemos atingir umhas sociedades sem exploraçom nem opressons, a plena liberdade das nossas naçons, e contribuir assim a mudar o mundo.

As organizaçons promotoras do Manifesto Internacionalista de Compostela, queremos manifestar a nossa solidariedade com Anna Gabriel e a CUP numha luita que fazemos plenamente nossa.

Frente aos falsos consensos e as políticas de conciliaçom, a experiência histórica da luita das trabalhadoras e os povos contra o capitalismo e o imperialismo ensinou-nos que a luita é o único caminho. Bravo Anna!

Viva Catalunha livre!

Pola independência dos povos e um mundo socialista!

Tod@s somos Anna Gabriel!

21 de fevereiro de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]

BOLTXE [País Basco]

COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]

NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 80: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. A REBELIOM É UMHA NECESSIDADE. 100 aniversário da revolta proletária e feminista de Trasancos

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Comunicado nº 80

8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

A REBELIOM É UMHA NECESSIDADE

100 aniversário da revolta proletária e feminista de Trasancos

Galiza nom ficou à margem da estela rebelde que abriu a Revoluçom Bolchevique, quando a classe trabalhadora marcou o caminho a seguir, conquistado o poder na Rússia, inaugurando umha nova era que mudou o mundo de base.

As lamentáveis condiçons de vida do povo trabalhador galego de há exatamente 100 anos, nom deixavam de agravar-se pola agressiva especulaçom e acaparamento implementada pola burguesia comercial, perante os fabulosas taxas de lucro dos boiantes negócios derivados da neutralidade do Estado espanhol na Primeira Guerra mundial.

O incremento dos preços dos produtos de primeira necessidade estava golpeando a precária situaçom das famílias trabalhadoras. Perante o acaparamento de trigo e o abusivo incremento dos preços do pam e da farinha, na primavera de 1918 o proletariado feminino de Trasancos iniciou umha revolta.

9 de março as operárias da indústria têxtil de Júvia apedreárom estabelecimentos comerciais, cortárom vias de comunicaçom, impossibilitárom a circulaçom de estradas e caminhos, assaltárom comboios, bloqueárom os mercados, saírom às ruas a denunciar a fame e os seus responsáveis.

A resposta do inimigo foi imediata. A burgesia utilizou a violência estatal para tentar sufocar a revolta. Duas pessoas falecérom nos protestos. O movimento, dirigido por obreiras e labregas, logrou de imediato a solidariedade do conjunto do proletariado desta regiom nortenha, de Valdovinho, passando por Ferrol, Neda e Narom, até Pontedeume.

O Estado empregou a força bruta para esmagar a revolta, temeroso do contagio bolchevique. Os principais núcleos fabris de Trasancos e do Eume paralisárom, aderindo à greve geral. Oficialmente 9 pessoas caírom abatidas polas balas da repressom em Sedes, embora a censura impossibilitou conhecer o alcance real de mortes e ferid@s.

Um século depois duns factos tam destacados na luita de classes da Galiza, pola dimenssom e caraterísticas do movimento, com destaque pola sua direçom e composiçom feminina, é determinante que o movimento feminista galego contribua para resgatar da amnésia coletiva este episódio da nossa rebeldia como classe e como género.

Mas, enquanto a hegemonia pequeno-burguesa na sua direçom continue determinando a sua orientaçom, o movimento feminista nom cumprirá a sua funçom de organizar e movimentar as mulheres trabalhadoras, divulgar as suas reivindicaçons, incrementar a sua consciência e tingir de lilás o conjunto da luita operária, popular e nacional.

Resulta paradoxal que se apoie a convocatória da greve mundial de mulheres no 8 de Março, quando se continua ocultando as origens da data e se desvirtuem os objetivos desta jornada reivindicativa, tal como foi instaurada em 1910, em Copenhaga, polas mulheres bolcheviques, como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.

As conquistas neste ámbito, adotadas polo governo bolchevique dirigido por Lenine e Alexandra Kollontai, plasmadas no Código Civil de 1918, continuam a ser, um século depois ocultadas polo feminismo burguês.

A imensa maioria destes direitos ou bem som parciais, ou meramente formais, ou nom se aplicam de facto, ou nem estám incorporados na tabela reivindicativa deste feminismo. Referimo-nos ao aborto livre e gratuíto na rede sanitária pública, à discriminalizaçom da homossexualidade e do adultério, à igualdade salarial, proteçom a maes e crianças polo Estado, ou na inexistência dumha rede de infantários, lavandarias públicas, cantinas, centros de dia, cozinhas coletivas.

Enquanto o prioritário esteja centrado em facilitar a cómoda presença no movimento de forças sistémicas e reacionárias como o PSOE, contrárias à plena emancipaçom da mulher trabalhadora e corresponsável direto pola sua situaçom; enquanto se centre em tecer um artificial e disfuncional “unitarismo” oco; enquanto se continue a alimentar a ilusom de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo, o patriarcado e a dependência nacional, as mulheres trabalhadoras galegas continuaremos sem capacidade real de emancipaçom.

Agora Galiza quer lembrar neste 8 de Março Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, todas elas mulheres comunistas, pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo da luita operária e popular contra o capitalismo.

Nom cansaremos de repetir que 8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita para exigir a plena igualdade de direitos em todos os espaços. Umha data com eminente conteúdo de classe pois somos as mulheres trabalhadoras as que padecemos no ámbito laboral, familiar, social, a sobre-exploraçom e discriminaçom do capitalismo. Que nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional e Agora Galiza

Na Pátria, 19 de fevereiro de 2018

Comunicado nº 79. Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

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Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

As políticas ultraliberais implementadas na última década polos governos de Zapatero e de M ponto Rajói, seguindo as instruçons da oligarquia espanhola e os diktames da UE, nom só tenhem provocado a depauperaçom de amplos setores populares.

Tenhem ido acompanhadas por umha bateria de reformas legais visadas para incrementar a repressom, a censura e o corte das raquíticas liberdades e direitos conquistados na luita polo povo trabalhador.

As contínuas modificaçons do Código Penal, a “Lei de Segurança Cidadá”, popularmente conhecida como “lei mordaça”, a reediçom do velho “pacto antiterrorista” sob a nova denominaçom de “pacto antiyihadista”, a “Lei de enjuiçamento criminal”, a criminalizaçom dos conflitos e reivindicaçons operárias e populares polos meios de [des]informaçom burgueses, a cadeia perpétua disfarçada sob a fórmula eufemística de “prisom permamente revisável”, o rearme, incremento e modernizaçom do aparelho repressivo do Estado espanhol, o aumento dos gastos militares, a constante acusaçom de “delito de ódio” contra quem questiona o regime de 78, a conculcaçom permanente da sua legalidade, formam parte de um todo, som diversas peças da estratégia repressiva que procura combater toda forma de dissidência para impor a pax bourbónica e blindar o regime oligárquico.

Boa parte dos processos repressivos estám baseados em acusaçons falsas contra quem legitimamente protesta e exerce o direito à rebeldia, som montagens policiais que procuram esmagar os setores mais combativos com a finalidade de intimidar e provocar um efeito dissuasório.

Os resultados desta estratégia repressiva que acompanha a deriva fascistizante do postfranquismo, é evidente. O atual refluxo e desmovimentaçom é consequência da incorporaçom à lógica institucional de forças e setores populares que participavam ativamente a inícios da década no ciclo de luitas, mas também do temor à repressom derivado do endurecimento do regime e a aplicaçom destas leis de excepçom.

A justiça espanhola é basicamente umha justiça burguesa. Benévola com os ricos e poderosos, e brutal com as pobres e oprimidas.

Assim devemos entender as desproporcionadas e disparatadas solicitudes de prisom e multas contra as pessoas identificadas e detidas por exercerem solidariedade contra a repressom policial no despejo do centro social Escárnio e Maldizer, contra os 12 rapeiros do coletivo “A Insurgência”, contra Aida Vasques, ativista do centro social Gomes Gaioso, contra Emílio Cao, da organizaçom juvenil Xeira.

Só procuram a exemplaridade repressiva, para impor a resignaçom paralisante e lograr a plena domesticaçom do povo trabalhador galego.

Mas a única forma de combater com êxito a escalada autoritária e a legislaçom de excepçom que aplicam a quem defende os seus direitos individuais e também os coletivos, é precisamente incrementar os protestos e gerar condiçons para desbordar a maquinária repressiva da oligarquia espanhola.

Só mediante a auto-organizaçom operária, popular e nacional, promovendo umha estratégia de luita que desafie e desobedeça a ditadura burguesa espanhola nos centros de trabalho e ensino, utilizando a rua como espaço preferencial, poderemos avançar.

A luita é o único caminho!

Denantes mort@s que escrav@s!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 31 de janeiro de 2018