COMUNICADO Nº 74 da Direçom Nacional: 20N. ALERTA ANTIFASCISTA. Unidade, firmeza e coerência para derrotar o regime do 78

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20N. ALERTA ANTIFASCISTA

Unidade, firmeza e coerência para derrotar o regime do 78

O atual regime espanhol é herdeiro direto dos 40 anos de ditadura franquista emanados do golpe de estado militar fascista de 18 de julho de 1936.

O lifting do franquismo promovido polas principais fraçons da burguesa espanhola, tuteladas polo imperialismo, permitírom a implementaçom dumha reforma política conhecida como “Transiçom”, reinstaurando a ilegítima monarquia bourbónica, que tinha sido tombada polo povo trabalhador em abril de 1931.

Um pacto consistente num acordo entre os setores do bloco de classes oligárquico espanhol com as forças da esquerda reformista [PCE E PSOE], e os partidos nacionalistas burgueses da Catalunha e o País Basco [CiU e PNB].

A estratégia gatopardista de mudar algo para que todo siga igual, permitiu manter intata a acumulaçom de capital facilitada pola ditadura terrorista durante 4 longas décadas de sobreexploraçom da classe trabalhadora, das mulheres e das naçons oprimidas polo Estado espanhol.

Em troca da legalizaçom do PCE e de garantias de incorporaçom das suas elites e da burocracia sindical às migalhas institucionais, o carrilhismo renunciou à rutura, legitimou o rei nomeado por Franco e permitiu a lei de ponto final de 1977 [lei de “amnistia”] que impossibilitou julgar e condenar os crimes do franquismo. Nom houvo a mais mínima depuraçom dos aparelhos repressivos do regime [Exército, Guarda Civil, polícia, sistema carcelário, aparelho judicial], nem da sua mastodóntica administraçom.

O falangismo inicialmente mutou na UCD e Aliança Popular, tingindo de azul joseantoniano o PSOE. O resultado foi a perpetuaçom do franquismo sem Franco, agora sob a fachada de democracia pluripartidista.

Os pactos da Moncloa hipotecárom e domesticárom o movimento operário, e a limitada descentralizaçom administrativa do “Estado das Autonomias” neutralizou as luitas de libertaçom nacional da Galiza e das naçons oprimidas, incorporando assim as suas elites na distribuiçom da “tarta”.

A repressom foi um ingrediente imprescindível para consolidar o postfranquismo. Centenares de trabalhadores/as, de militantes das forças políticas e sociais que nom se incorporárom aos acordos, fôrom assassinados polos corpos policiais e polos grupos paramilitares.

A operaçom respaldada polos Estados Unidos e as principais potências da Uniom Europeia logrou umha incompleta consolidaçom entre permanentes turbulências, sempre questionada polas dissiências operárias e as esquerdas independentistas.

Porém, o desafio independentista catalám está sendo catalisador do endurecimento repressivo no que está instalado o Estado espanhol.

A possibilidade real de colapso a consequência da combinaçom de múltiplos factores que aceleram a sua multicrise estrutural, a oligarquia opta por agitar o fantasma do fascismo.

Perante o perigo que corre o regime, a oligarquia facilita a eclosom do franquismo sem máscara democrática-burguesa. A ditadura mediática e judicial tenhem gerado um clima social que facilita a involuçom em curso.

A ativaçom do artigo 155 contra a Catalunha dissolvendo a Generalitat, a detençom do Govern, e as ameaças de intervençom militar para esmagar o exercício do direito de autodeterminaçom, com apoio aberto do PP, C´s e PSOE, constatam a natureza autoritária do regime do 78.

O chauvinismo espanhol sobre o que se oculta a brutal ofensiva oligárquica contra os direitos laborais e sociais, que permite a implementaçom de leis de excepçom que recortam ou suprimem liberdades e direitos básicos, só é possível pola desvirtuaçom das forças populares e a sua incorporaçom à lógica sistémica.

O povo trabalhador leva praticamente umha década padecendo as duras consequências das políticas de austeridade e cortes, justificadas sob a coartada da crise capitalista. Temos sido nós, a classe trabalhadora e as camadas populares, as vítimas da ofensiva burguesa contra as conquistas e os direitos adquiridos pola luita organizada do movimento operário.

Porém, a letal combinaçom da dramática ausência de organizaçons revolucionárias com dimensom de massas, e a hegemonia dumha pseudoesquerda de salom, hipotecada no eleitoralismo, tenhem facilitado os planos depredadores da burguesia.

A frustraçom de amplos segmentos populares perante a impossibilidade de cumprimento das promessas derivadas do ilusionismo eleitoral, e a cumplicidade das suas elites com os pactos de Estado sobre os que se construiu o atual regime, facilitam a expansom do fascismo.

É pois necessário vertebrar um frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho. Mas nom para defender a democracia burguesa e sim para articular a alternativa socialista. O antifascismo deve ter um inequívoco componente anticapitalista.

Neste novo aniversário da morte de Franco e de José António Primo de Rivera, ícone do fascismo espanhol, a esquerda independentista e socialista galega apela à necessidade de darmos coletivamente passos tangíveis e coerentes para dotar ao povo trabalhador galego de um muro de contençom antifascista.

Galiza, 19 de novembro de 2017

Direçom Nacional de Agora Galiza

[COMUNICADO N° 5 do Manifesto Internacionalista de Compostela]. A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE MARCA-NOS O CAMINHO NA NECESSIDADE DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DA VIA REVOLUCIONÁRIA

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A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE MARCA-NOS O CAMINHO NA NECESSIDADE DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DA VIA REVOLUCIONÁRIA

A cem anos da Revoluçom de Outubro, a cinquenta anos do assassinato do Che Guevara, sem esquecer que há 150 anos se escreveu O Capital, queremos reafirmar-nos neste Lenine Eguna 2017 no nosso compromisso com a libertaçom dos povos e classes oprimidas, com a libertaçom das mulheres que sofrem a tripla opressom, com o ecologismo e com o internacionalismo proletário.

Passárom quatro meses desde que os coletivos que conformamos o Manifesto Internacionalista de Compostela figémos público o documento fundacional. Em ele afirmávamos que o capitalismo nom pode ser reformado, que as trabalhadoras e os povos nom temos futuro dentro dos Estados burgueses da Península, nem dentro de qualquer país capitalista, da Uniom Europeia ou da OTAN. Em ele afirmávamos também que a classe obreira deve caminhar ao frente do processo, superar as vias reformistas e eleitoralistas, e asumir a crueza do reto que tenhem por frente.

O nosso futuro encontra-se na autodeterminaçom dos povos para a construçom do socialismo, na posta em prática dumha ecologia que permita perdurar o ecosistema e na emancipaçom das mulheres acabando com o sistema patriarcal

Perante os avanços na exploraçom a que nos submete o capital reafirmamo-nos na necessidade e urgência destes objetivos.

Em estes últimos messes temos visto como em alguns ámbitos as luitas começam a se reativar, mesmo chegando a se desbordar. A luita do povo catalám, que tem desbordado as previsons da fraçom burguesa que dirige o processo, cara a sua independência, demonstra que quem tem maior interesse no exercício do direito de autodeterminaçom som as classes populares, o povo trabalhador catalám, e confirma ao mesmo tempo a atualidade da construçom da independência e o socialismo

Desde este manifesto queremos reconhecer nom só a República de Catalunha, senom também a luita do povo trabalhador catalám, os Comités de Defesa da República (CDR) e todas as organizaçons obreiras, estudantis e populares que estám a levar adiante a luita pola libertaçom de Catalunha. A sua luita é a nossa.

Por sua vez queremos denunciar todas essas “esquerdas” chauvinistas que preferírom defender o projeto imperialista espanhol por cima do necessário internacionalismo com o povo trabalhador catalám. Escolhérom defender os barrotes da cadeia de povos e das classes trabalhadoras em vez de ativar as luitas populares para acabar com o Estado bourbónico, que nom só nega os povos senom que espreme ao máximo os trabalhadores submetidos ao sistema de exploraçom capitalista

O Estado espanhol tem mostrado, novamente, a sua violenta natureza autoritária aplicando o artigo 155 na Catalunha, levando a cabo umha brutal repressom e reativando o fascismo para impedir que a Catalunha tome qualquer caminho que rompa com os interesses da oligarquia que impera no Estado espanhol, que fai parte dessa Uniom Europeia que defende os interesses do capitalismo. A mesma que vira as costas umha e outra vez aos povos e classes trabalhadoras para que nom disminua, nem um ápice, o seu benefício

Os povos e classes oprimidas já conheciamos e tinhamos sufrido a extrema violência dos Estados capitalistas, a existência durante décadas de presos e presas políticas, o uso da tortura, o feche de meios de comunicaçom e a ilegalizaçom de candidaturas populares… agora aplicam-se todos estes métodos de maneira mais intensiva para impedir a emancipaçom dos povos, primeiro do catalám, mas estando conscientes de que ao resto dos povos oprimidos polo Estado espanhol nos esperam as mesmas condiçons.

O nosso carinho é a solidariedade, a nossa exigência de amnistia para todas as presas e presos políticos, para os que se tenhem sumado nas últimas semanas, parte do Govern catalám, os detidos e condenados por publicar opinions em twiter, por participar nas greves, escrever raps e, já agora, para todos os e as militantes revolucionárias retaliadas que há décadas sofrem nas cadeias espanholas

Temos clara a necessidade de avançar na organizaçom internacionalista e ainda que estejamos nos primeiros passos, temos avançado na nossa coordenaçom e atividade. Reafirmamos o nosso compromisso na construçom deste novo espaço em que continuaremos a trabalhar.

Articular nas nossas respetivas naçons, formaçons sociais, alternativas ruturistas revolucionárias, de genuíno carater anticapitalista e socialista, antipatriarcais e ecologistas e com prespetiva internacionalista, é a tarefa em que estamos imersos e em ela temos de continuar.

Para terminar, a nossa homenagem a todas as trabalhadoras e trabalhadores que luitárom, nom só há cem anos, em qualquer etapa e em qualquer parte do mundo, para acabar com a exploraçom e conseguir a emancipaçom humana.

A luita é o único caminho

País Basco, 9 de novembro de 2017

Agora Galiza [Galiza]

Boltxe [País Basco]

Comunistas de Castilla [Castela]

CUP [Paisos Catalans]

Iniciativa Comunista [Estado espanhol]

Nación Andaluza [Andaluzia]

Platafoma Laboral e Popular [Portugal]

[COMUNICADO Nº 73 da Direçom Nacional]. ALERTA ANTIFASCISTA Legítimo Governo catalám detido polo regime oligárquico espanhol

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[COMUNICADO Nº 73 da Direçom Nacional]

ALERTA ANTIFASCISTA

Legítimo Governo catalám detido polo regime oligárquico espanhol

Há uns minutos um auto da juíza Carmen Lamela, do novo Tribunal de Ordem Público franquista, a “Audiência Nacional”, dava ordem de prisom para o vicepresidente Oriol Junqueras e outros 7 Consellers do legítimo Governo catalám dispersando-os em sete prisons madrilenas.

Também cursa ordem de busca e captura internacional [Ordem Europeia de Detençom e Entrega, OEDE] contra o Presidente Carles Puigdemont e os outros quatro Consellers que o acampanham em Bruxelas.

Com esta gravíssima decisom o regime oligárquico espanhol confirma a sua deriva fascistizante.

A involuiçom política que promove PP e C´s com o apoio do PSOE, e a complacência de Podemos e IU, permite um novo capítulo do golpe de Estado ao que deu luz a Casa Real imposta por Franco com o discurso de Felipe VI de 3 de outubro.

Vivimos momentos excecionais, nos que ou bem contestamos com unidade e contundência ao golpe reacionário contra o povo trabalhador da Catalunha, mas também contra o conjunto dos povos trabalhadores do Estado espanhol, e dobregamos os poderes fáticos que tutelam os partidos desta ditadura de fachada democrática, ou pereceremos numha nova “longa noite de pedra”.

A decisom da “Audiência Nacional” confirma as erróneas previsons e caraterizaçom do atual regime no que segue instalada a esquerda parlamentar, convencida que com umha gestom transparente e mais eficaz das instituiçons do regime do 78 se podem realizar transformaçons profundas. Espanha é simplesmente irreformável, e fará todo o possível para perpetuar-se.

Perante este cenário, urge a mobilizaçom social. Apelamos para a classe obreira e conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza a nom deixar-se enganar nem manipular polo discurso chauvinista da oligarquia que volatilizou os nossos direitos e liberdades, que permite que umha organizaçom criminal que só nos empobreceu e precarizou, siga governando em Madrid e na Junta da Galiza.

É hora de iniciar a construçom dum frente antifascista para defender-nos perante as embestidas que o bloco de classes oligárquicas espanholas está preparando.

Manifestamos a nossa solidariedade internacionalista com o legítimo Governo catalám e o conjunto dos presos políticos independentistas da Catalunha, para os que exigimos a sua imediata liberdade.

Visca a República catalá!

Espanha é a nossa ruína!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de novembro de 2017

 

Regime espanhol consuma golpe de estado contra a Catalunha e contra os direitos dos povos

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[4º COMUNICADO CONJUNTO DO MANIFESTO INDEPENDENTISTA DE COMPOSTELA]

Regime espanhol consuma golpe de estado contra a Catalunha e contra os direitos dos povos

O Estado espanhol decidiu consumar nestes dias o golpe de estado contra a Catalunha com a aplicaçom do artigo 155 da constituiçom postfranquista, acordando destituir todo o Govern da Generalitat, e tomando o controlo dos Mossos de Esquadra, meios de comunicaçom e limitando as funçons do Parlament da Catalunha.

À ocupaçom militar do território que começou coom o despregamento das forças repressivas da Polícia Nacional e a Guarda Civil 1 de outubro, seguiu-lhe o reforçamento das unidades do exército espanhol despregadas na Catalunha, e agora, consoma-se a operaçom de ocupaçom militar com a suspensom da Autonomia e das instituiçons autonómicas.

Nom podia caber outra reaçom de um Estado governado polos herdeiros ideológicos do fascismo golpista do 36, da direita espanhola mais reacionária e sanguinária, a mesma que torturou e fusilou o President Lluís Companys, a mesma que massacrou e fijo desaparecer centos de milhares de pessoas. Esta mesma direita poria no pelotom de fusilamiento todo o Povo da Catalunha se pudesse. De momento aplica a sua lei com a brutalidade que carateriza um Estado fascista, encarcelando Jordi Sánchez e Jordi Cuixart, líderes da ANC e Ómnium Cultural, assim como outras pessoas que defendérom as urnas no referendo de 1 de outubro.

Um Estado espanhol que mantém em liberdade, protegido no seu exílio dourado um membro da Casa real dos Bourbons condenado por corruçom, e a centenares de políticos profissionais que roubárom e seguem roubando todo o que podem amparados pola sua condiçom de políticos do sistema. Este Estado que nos diz às classes e povos oprimidos que temos que cumprir a mesma lei que eles mesmos ditam e nom cumprem, e cujo máximo representante, Felipe VI, se apresenta como o maior dos patriotas, quando está amparando o enriquecimento duns poucos e aa evasom de capitais a paraísos fiscais.

Um Estado espanhol que quer dobregar a vontade do povo da Catalunha utilizando além da força bruta, a chantagem económica, provocando a fuga do território da Catalunha de empresas e bancos, provocando umha verdadeira guerra económica e encontrando a inestimável colaboraçom dumha oligarquia catalana que sempre foi afim ao capitalismo espanhol contra os interesses do povo trabalhador catalám.

Mas na sua consumaçom do golpe de estado constitucional, o Partido Popular nom está só. Os partidos do sistema tenhem fechado fileiras à volta da constituiçom postfranquista e a coroa. O PSOE volta a monstrar cada vez que tem oportunidade, e nesta nom podia ser menos, a sua submissom aos interesses da oligarquia espanhola e à Casa dos Bourbons, apoiando incondicionalmente o governo do PP na aplicaçom de medidas antidemocráticas contra o povo da Catalunha. A História volta a por ao PSOE perante o espelho, um partido que faI parte do entramado institucional das forças reacionárias. Na prática PP-PSOE e Ciudadanos tenhem conformado um governo de “unidade nacional” junto ao Bourbom pola salvaçom do projeto histórico de Espanha.

E frente a toda a maquinária em marcha da reaçom espanhola, o povo da Catalunha mantém com dignidade a sua luita pola autodeterminaçom e a independência com um exemplo de movimentaçom permanente como reflexo da vontade firme de um Povo de construir o seu futuro de maneira soberana. E nessa luita além de sortear toda a brutalidade repressiva do Estado, também tenhem que superar a indefiniçom, morneza e falta de concreçom duns partidos burgueses que nom acabam de romper amarras com o capitalismo espanhol dentro e fora do território catalám.

O povo da Catalunha reclama a aplicaçom do mandado emanado das urnas no referendo de autodeterminaçom celebrado 1 de outubro, que nom é outro que a proclamaçom da República Catalana e a construçom de um Estado independente. A ambigüidade da declaraçom de Puigdemont de 10 de outubro, proclamando a independência mas “suspendendo os seus efeitos”, foi umha va tentativa de recabar apoios entre o “clube de Estados” que representa a UE, e demonstrou o seu estrepitoso fracasso. A reaçom dos governos da UE nom podia ser outra: respaldar o governo espanhol, defender a unidade territorial do Estado e rejeitar a independência da Catalunha. A reaçom dos Estados da UE corresponde-se com a essência do projeto imperialista que a UE representa. Nom é umha uniom de povos, é umha uniom de capitais e interesses de classe.

Por todo isto e frente ao golpe de estado do governo espanhol contra o povo da Catalunha nom cabe outra via que a proclamaçom de um Estado independente, da República catalana. Isso é o que votárom os catalans e catalanas 1 de outubro e a cumprir esse mandado estám obrigados os representantes institucionais do Govern.

O povo da Catalunha nom será dobregado pola força. Tem iniciado o caminho da independência e nom haverá quem o pare.

As organizaçons do Manifesto Internacionalista de Compostela monstramos todo o nosso apoio sem fisuras a essa luita e a essa vontade popular, monstramos a nossa mais decidida solidariedade com a CUP, com a esquerda independentista e com as organizaçons populares catalanas postas no ponto de mira do Estado e sinaladas como culpáveis.

Exigimos a posta imediata em liberdade dos líderes da ANC e Ómnium cultural, Jordi Sánchez e Jordi Cuixart, e a saída de todos os corpos repressivos do território da Catalunha, assim como o levantamento de todas as medidas coercitivas postas em marcha polo Estado espanhol.

As forças e partidos que conformamos o Manifesto Internacionalista de Compostela como entidades internacionalistas que somos, comprometemo-nos a continuar as mobilizaçons de solidariedade nas nossas respetivas naçons, e apelamos aos nossos Povos a solidarizar-se com a Catalunha, solidariedade que forma parte indisolúvel dos nossos próprios processos socialistas de libertaçom nacional. Como dizia o Che Guevara, e fazendo-nos eco do seu legado no 50 aniversário do seu assassinato, a solidariedade é a ternura dos povos!

Frente ao golpe de estado do regime espanhol, solidariedade com a Catalunha!

Pola proclamaçom da República Catalana!

25 de outubro de 2017

AGORA GALIZA [Galiza]

BOLTXE [País Basco]

COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela] 

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol] 

NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 72: Alerta nacional perante vaga incendiária. PP continua avançando na destruiçom planificada da Galiza.

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Alerta nacional perante vaga incendiária.

PP continua avançando na destruiçom planificada da Galiza.

As altas temperaturas derivadas da mudança climática global facilitam a propagaçom dos incêndios florestais e dificultam o seu combate.

Porém, as causas da vaga incendiária que arrasa milhares de hetáreas do nossa naçom, com destaque para as comarcas do sul, respondem às depredadodaras políticas aplicadas por Espanha e a Uniom Europeia nas últimas décadas.

A destruiçom do mundo rural derivada da entrada da Galiza na Europa dos mercaderes, imposta por Espanha, tem provocado o despovoamento, o êxodo e envelhecimento de imensas áreas geográficas.

A susbtituiçom da agricultura e gandaria por enormes plantaçons de pinheiros e eucaliptos, permite explicar as principais razons de porque levamos mais de 50 anos assistindo a devastadores incêndios que destroem o ecossistema, arrasam com a nossa riqueza etnográfica e arqueológica, perante a passividade criminal das autoridades.

Nom podemos desconsiderar que interesses madereiros e urbanísticos também som responsáveis dos incêndios. Porêm, para podermos explicar porque nos últimos dez dias ardem as joias naturais da Galiza, porque o lume consome o Jurês, os Ancares e o Caurel, nom podemos evitar denunciar a existência de um deliberado plano que pretende destruir os seus ecossistemas para assim fazer desaparecer os obstáculos legais que os protegem do assalto das empresas da minaria extrativa e das eólicas.

Se desaparece a riqueza ecológica a proteger, os terrenos podem ser requalificados e portanto instaladas minas, parques eólicos, plantaçons industriais de espécies pirófitas, para o enriquecimento das empresas, muitas delas vinculadas com a máfia do PP.

A Junta da Galiza que há umha semana despediu a vários centenares de brigadistas, fala de mais de oitenta incêndios, mas a realidade constata que som muitos mais os focos que nestes momentos geram angústia e pánico na área metropolitana de Vigo, nas aldeias da Límia, do Jurês e do Caurel, do Condado e a Paradanta, do Carvalinho e Chantada, de Sárria e da Terra de Lemos, nas estradas e vias de comunicaçom, pola destruiçom da natureza, de vivendas e propriedades, pondo em perigo a vida de centenares de vizinhas e vizinhos.

Perante esta situaçom a máfia pirómana instalada em Sam Caetano carece de um plano de contigência eficaz por falta de meios suficientes e basicamente de interesse. Os seus estreitos vínculos e cumplicidades com as empresas privadas que se lucram do combate aos incêndios, aos intereses dos complexos de pasta de papel de Ence-Elnosa, das empresas de aerogeradores, som determinantes nos acontecimentos em curso.

Agora Galiza transmite a sua solidariedade com todos aqueles compatriotas que nestes momentos estám sofrendo perante o avanço do lume, com as famílias e amizades das duas primeiras vítimas falecidas em Nigrám.

A esquerda independentista e socialista galega solicita a imediata demissom de Ángeles Vázquez Mejuto, a Conselheira De Meio Rural, assim como de Alberto Nuñez Feijó, pola suas indiscutíveisresponsabilidades nesta tragédia nacional.

Apelamos ao conjunto do povo trabalhador galego a secundar as mobilizaçons que amanhá se desenvolverám nos principais núcleos urbanos do país, sabendo que os que estes dias penduram em fachadas ou passeiam polas ruas a bandeira da ditadura espanhola, nom estarám denunciando aos responsáveis desta catástrofe nacional.

Nom podemos permitir que os instintos suicidas instalados em segmentos detacados do nosso povo facilitem que a Galiza se converta num gigantesco monocultivo de ecucaliptos, numha mina a céu aberto, numha pilha de eólicos, que só provocarám a nossa miséria como povo.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 15 de outubro de 2017

Comunicado nº70: AGORA GALIZA AVALIA DISCURSO DO REI ESPANHOL

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AGORA GALIZA AVALIA DISCURSO DO REI ESPANHOL

O discurso telegráfico do regime, na voz do Bourbon, fecha qualquer possibilidade de negociaçom e empurra a acelerar a declaraçom de independência da Catalunha.

A coroa espanhola, seguindo a sua tradiçom contrária às liberdades e aos direitos dos povos e das maiorias trabalhadoras, nom reconheceu o direito de autodeterminaçom, nem condenou a brutal repressom policial contra o o povo catalám.

Nada se podia aguardar de quem foi escolhido a dedo “Chefe do Estado” pola sua consanguinidade com o anterior rei imposto por Franco.

O discurso de Felipe VI nom só é umha declaraçom de guerra disfarçada, exprime a profunda crise que abala o regime oligárquico do 78.

Viva a República catalana!
Viva a República Galega!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 3 de outubro de 2017

Comunicado nº 69: 50 aniversário do assassinato do Che. Até a vitória sempre!

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50 aniversário do assassinato do Che

Até a vitória sempre!

 

Há 50 anos na Bolívia foi assassinado Ernesto Guevara, popularmente conhecido como o Che. Após ser capturado ferido na Quebrada del Churo, no seu último combate contra as forças imperialistas, foi executado ao dia seguinte por ordens diretas de Washington.

Embora lhe cortassem as maos, e durante décadas os seus restos estivérom ocultos numha fossa comum, o seu exemplo rebelde segue vivo nas luitas da classe trabalhadora e dos povos pola sua emancipaçom e libertaçom.

O Che é um dos paradigmas do coerente militante revolucionário, do ser humano altruista e solidário, austeiro e humilde, leal e criativo, dos que nunca se arrugam perante adversidades e contratempos, entregado à causa da justiça social e da liberdade, referente do ser humano novo a construirmos para edificar o Socialismo.

Afastados da caricaturizaçom da sua figura polo imperialismo, da mercantilizaçom da sua imagem, da banalizaçom e inofensiva interpretaçom da sua trajetória polas posiçons conciliadoras e pactistas do reformismo, a esquerda revolucionária independentista e socialista galega queremos reivindicar o melhor da exemplar açom teórico-prática do Che, o “degrau mais elevado da espécie humana”.

A perserveráncia na luita e a pedagogia do exemplo, a superioridade da ética e da moral revolucionária, o intransigente apoio ao direito de autodeterminaçom dos povos, a defesa do socialismo, o amor à humanidade oprimida, o anti-imperialismo e a solidariedade internacionalista, a complementaçom criativa de todas as formas de luita para conquistar o poder, som algumhas das ensinanças do seu marxismo revolucionário, que Agora Galiza incorporou na sua mochila de combate para contribuir para a vitória da Revoluçom Galega.

O Che nom é alheio a Galiza, como a Galiza nom lhe foi alheia ao Che. Dúzias de galegas e galegos de geraçons anteriores combatérom com ele no vitorioso Exército Rebelde e no Movimento 26 de Julho na Cuba de Fidel, posteriormente centenares de compatriotas seguírom a estela do seu exemplo no DRIL de Pepe Velo e do comandante Soutomaior, nas guerrilhas das países latinoamericanos de acolhida como Vitor Fernandes Palmeiro, Fernando Hoyos ¨Comandante Carlos” ou Maria Seoane Toimil, nos combates por umha Pátria Socialista na Galiza postfranquista.

Sabemos que “o caminho é longo e está cheio de dificuldades”, mas quando estes dias estamos constatando a brutalidade do imperialismo espanhol para esmagar o direito de autodeterminaçom da Catalunha, quando padecemos as letais consequências das políticas ultraliberais assimilacionistas do governinho Feijó, a destruiçom planificada das bases materiais da naçom e do idioma com que Carme Árias também lhe falava a Ernesto Guevara, nos ratificamos em que “todos os dias há que luitar para que esse amor à humanidade vivinte se transforme em factos concretos, em atos que sirvam de exemplo, de mobilizaçom”.

Hoje, 50 anos após a fracassada tentativa do imperialismo por acalar o Che, o povo trabalhador galego explorado e empobrecido polo capitalismo e Espanha, a juventude operária e popular, tem a necessidade e o dever de levantar a sua bandeira e portar a adarga no braço para impulsionar a nossa luita e vencer. Eis a melhor homenagem que se lhe pode fazer neste 50 aniversário!!

A luita é o único caminho!

A rebeliom é um direito e umha necessidade!

Pátria Socialista ou morte! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 3 de outubro de 2017

Comunicado nº 68: Galiza com a Catalunha. DESOBEDIÊNCIA – INDEPENDÊNCIA

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Galiza com a Catalunha

DESOBEDIÊNCIA · INDEPENDÊNCIA


A medida que se aproxima a “hora dos fornos” o Estado espanhol monstra sem complexos a sua natureza autoritária e repressiva como regime continuador do franquismo. 

A implementaçom do estado de exceçom na Catalunha constata a enorme fraude alimentado nas últimas quatro décadas polo conjunto das forças políticas espanholas e polos partidos regionalistas e nacionalistas que representam os interesses das burguesias periféricas. A ausência de rutura e o ilusionismo democraticista que alimentárom e seguem alimentando os partidos de “esquerda” permite que agora se constate novamente que em 1975 todo ficou “atado e bem atado”.

Perante a firmeza do povo trabalhador catalám Espanha finalmente optou por aplicar de facto o artigo 155 da constituiçom postfranquista, elaborada seguindo os ditames do exército fascista emanado da vitória militar de 1936-39.

A intervençom económica da Generalitat, o controlo dos Mossos d’Esquadra por um alto oficial da Guarda Civil de passado falangista com denúnicas por torturas, a detençom de altos funcionários do governo autónomo, a censura de meios de comunicaçom, a manipulaçom dos meios de [des]informaçom, as ameaças e intimidaçom permanentes, a restriçom de direitos e liberdades fundamentais, a concentraçom de mais de 10 mil efetivos das forças repressivas, som o prelúdio da saída policial com que a oligarquia espanhola pretende impossibilitar o referendo de 1 de outubro e esmagar a vontade do povo trabalhador catalám de decidir livremente o seu futuro como povo e naçom.

Na Catalunha está-se produzindo umha revoluçom nacional-democrática que nom só logrará conquistar umha República independente e soberana, acelerará a profunda crise do regime do 78, gerando condiçons que poderám facilitar cenários favoráveis à libertaçom das naçons oprimidas como o galega, mas também à emancipaçom do conjunto da classe trabalhadora e do povo empobrecido.

Perante esta situaçom a “esquerda” espanhola, tanto a institucional como a de ámbito extraparlamentar, coincidem com o bloco de classes oligárquico na defesa da unidade do Estado espanhol.

Podemos e PCE/IU som incapaces de despreender-se do chauvinismo que carateriza o conjunto do progressismo hispano, situando-se de facto no mesmo lado que Confederaçom de Empresarios da Galiza [CEG], assim como do PP, PSOE e C´s, na intransigente defesa do paradigma espanhol.

Agora Galiza sauda que por primeira vez de forma nítida a classe operária catalana emerge com voz própria, desafiando as limitaçons de um processo legalista, carregado de enormes doses de ingenuidade, dirigido pola pequena e mediana burguesia catalana.

A decisom dos estivadores de nom colaborar com as forças de ocupaçom, e a greve geral convocada a partir de 3 de outubro polos sindicatos de classe cataláns, catalisarám umha nova fase acorde com a situaçom de inevitável confronto sem o qual nunca se poderá conquistar a independência nacional.

Espanha e a oligarquia que controla com mao de ferro o seu corrupto aparelho estatal nunca permitirá que a Catalunha e a Galiza conquistemos de forma pacífica e negociada a nosa liberdade.

Só o povo trabalhador catalám movimentado na rua derrotará a repressom do Estado espanhol. Só o povo trabalhador catalám movimentado na rua poderá exercer o direito de autodeterminaçom e declarar a independência. Só o povo trabalhador catalám em rebeldia e movimentado na rua logrará que a nova República esteja ao seu serviço, abrindo um processo constituinte para avançar face umha Catalunha soberana, socialista e feminista.

Agora Galiza apela ao povo trabalhador galego para manter umha solidariedade ativa com a luita catalana que fazemos nossa, a repudiar as falácias e manipulaçons sobre a causa catalana, mas também apelamos a comunidade galega na Catalunha a implicar-se no referendo do dia 1 de outubro e nas jornadas de luita posteriores.

Visca Catalunya lliure, socialista e feminista!

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

A solidariedade internacionalista é a ternura dos povos!

Venceremos!

Na Pátria, 27 de setembro de 2017

[42 aniversário dos últimos 5 combatentes fusilados polo franquismo]

Comunicado nº 67: Solidariedade ativa com a luita pola liberdade e independência da Catalunha.

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Solidariedade ativa com a luita pola liberdade e independência da Catalunha

Hoje o Estado espanhol deu um salto qualitativo na repressom contra os direitos fundamentais da Naçom catalana e contra a vontade maioritária do seu povo trabalhador.

O governo do PP, com apoio das principais forças sistémicas [PSOE e C´s], e os brindes ao sol do populismo socialdemocrata sob o fraudulento carimbo de “nova política”, implementou um conjunto de medidas repressivas saldadas com a detençom de 14 responsáveis do governo da Generalitat, e o assalto à sede central da CUP em Barcelona.

Esta escalada repressiva do regime oligárquico espanhol contra as instituiçons autónomas catalanas, e contra as forças independentistas, constata a firme determinaçom do governo de Mariano Rajói de impossibilitar que 1 de outubro o povo catalám poda exercer o direito de autodeterminaçom.

As medidas repressivas em curso som um golpe de estado contra Catalunha. A suspensom de facto da autonomia catalana é umha realidade, e a aplicaçom do estado de exceçom irá-se endurecendo em funçom do nível de resistência e capacidade de luita do povo trabalhador catalám.

A medida que se aproxima a “hora dos fornos” o Estado espanhol monstrará sem complexos a sua natureza autoritária e repressiva como regime continuador da ditadura fascista. Se as forças policiais e judiciais nom logram parar para o processo em curso, Espanha nom duvidará em empregar os tanques para esmagar a revoluçom nacional-democrática em marcha na Catalunha.

O ilegítimo regime do Ibex 35, sob a tutelagem da UE e da NATO, sabe que a proclamaçom da República catalana provocará umha ferida mortal na segunda restauraçom bourbónica. Eis polo que vai empregar todos os meios dos que dispom para evitá-lo!

Porém, nom nos surpreende o que agora mesmo está passando na Catalunha, pois constata as limitaçons intrínsecas de um processo independentista que deposita a sua vitória nas urnas, atrapado no fetichismo democraticista, no legalismo institucional, carregado de enormes doses de ingenuidade, dirigido pola pequena e mediana burguesia nacional.

Só a luita popular maciça, dirigida pola classe operária, pode assegurar a vitória para proclamar umha República catalana.

Apelamos ao povo trabalhador galego a participar nas mobilizaçons solidárias com a Catalunha que hoje se desenvolverám nos principais núcleos urbanos do nosso país.

Apelamos à importante comunidade galega na Catalunha a participar ativamente nas mobilizaçons em defesa dos direitos nacionais cataláns e contra a repressom espanhola.

Hoje, o independentismo socialista e feminista galego, transmite a sua profunda solidariedade internacionalista com a luita catalana. A sua vitória também é a nossa vitória, a do conjunto dos povos do mundo.

Visca Catalunha lliure, feminista e socialista!

A luita é o único caminho!

Até a vitória sempre!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 20 de setembro de 2017

SOLIDARIEDADE PERANTE A REPRESSOM AO MOVIMENTO INDEPENDENTISTA CATALÁM. A AUTODETERMINAÇOM É UM DIREITO DOS POVOS.

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COMUNICADO CONJUNTO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA.

 

À medida que se aproxima 1 de outubro, dia de celebraçom do referendo na Catalunha, a escalada repressiva por parte do Estado espanhol e as suas forças no ámbito político, judicial, policial, informativo, vai em aumento.

Às ameaças pessoais a mais de 700 alcaides e alcaidesas eleitas, assim como a Deputad@s do Parlamento autonómico e a funcionários, tem seguido a clausura de páginas web que davam informaçom sobre el referendo, o registo de locais públicos buscando urnas, o registo de tipografias para impedir que se imprimam as listas eleitorais e as papeletas de votaçom, incautaçom de propaganda, a proibiçom de atos públicos, as ameaças anónimas e públicas a dirigentes da CUP.

Perante esta situaçom as organizaçons políticas baixo assinadas queremos manifestar:

  • A utilizaçom do poder judicial espanhol na escalada repressiva deixa em evidência o seu caráter subordinado aos interesses políticos da oligarquia, atuando como muro de contençom das demandas populares e deixando ao descuberto a sua vinculaçom com o franquismo sociológico e ideológico. A separaçom de poderes nunca existiu no Estado espanhol. A ausência de uns mínimos democráticos no Estado aparece agora como umha realidade cada vez mais contrastável e contratastada.

  • Consideramos que a carência de liberdades básicas neste Estado nos translada a um cenário que se amplia mais alá do Direito a decidir dos povos. Estamos num cenário de luita pola independência do povo catalám que entronca com a defesa das já mermadas liberdades básicas, entre las que se acham o direito de reuniom, o direito de manifestaçom, o direito de opiniom e o direito dos povos à autodeterminaçom. A luita nom se pode circunscrever exclusivamente ao território catalám. Catalunha é a ponta de lança da luita popular polas liberdades coletivas e individuais da classe trabalhadora e dos povos submetidos ao jugo do Estado espanhol.

  • Expressamos a nossa repulsa perante o aumento da repressom do Estado, cujas práticas coercitivas contra a populaçom para impedir o direito à autodeterminaçom do povo catalám som inadmisíveis em qualquer Estado que queira situar-se nuns parámetros minimamente democrático-burgueses. O Estado espanhol, apoiado por partidos e inteletuais espanholistas, está aplicando de facto o estado de exceçom sem atrever-se a declará-lo oficialmente.

  • A proposta da pseudoesquerda espanhola -tam pouco “ruturista” como muito chauvinista- por promover umha saída negociada de caráter institucional entre a Generalitat e o Governo espanhol mendiante um inverosímil “referendo patuado” é umha artimanha que tam só pretende ganhar tempo para evitar o exercício do direito de autodeterminaçom da Catalunha e desmovimentar ao seu povo. Os direitos conquistam-se luitando, nom se adquirem pola “benevolência” dos opressores.

  • O direito à autodeterminaçom é um direito irrenunciável dos povos. Entendemos que a repressom do Estado vai encaminhada a violentar este direito que poria em xaque o Regime do 78, a monarquia bourbónica como garante e o Estado espanhol como quadro de acumulaçom de capital, e abriria um caminho que outras naçons poderiamos transitar num futuro próximo.

  • Também expressamos com rotundidade a nossa solidariedade com o povo catalám e com a CUP, sublinhando a legitimidade do próximo Referendo de autodeterminaçom do dia 1 de outubro, e a nossa defesa de um resultado positivo que abra o caminho face umha Catalunha independente que permita a libertaçom dos Países Cataláns.

Abaixo o imperialismo!

Viva Catalunha livre!

Pola independência dos povos e um mundo socialista!

20 de setembro de 2017

AGORA GALIZA [Galiza]

BOLTXE [País Basco]

COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela] 

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol] 

NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]