Comunicado nº 96: O “Valle de los caidos” deve ser dinamitado

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O “Valle de los caidos” deve ser dinamitado

A iniciativa de exumar os restos do genocida Francisco Franco, depositados no mausuleu fascista do “Valle de los caidos”, nas proximidades de Madrid, que promove o governo de Pedro Sánchez, é um novo engano do postfranquismo “progre”.

Apelando às emoçons e sentimentos, o PSOE com esta operaçom pretende vertebrar à sua volta a desorganizada maioria social antifascista, e reforçar no aspeto do imaginário simbólico o irreal eixo esquerda-direita com PP e C´s.

A operaçom mediática tem como fim último reforçar-se eleitoralmente, recuperando assim a sua desencantada base social migrada a Podemos ou à abstençom.

Nom existe motivaçons antifascistas neste calculado gesto propagandístico que basicamente pretende desmascarar o caráter franquista do PP de Pablo Casado e Alberto Nuñez Feijó, e de C´s de Albert Rivera e Inés Arrimadas.

Porém, após 43 anos da morte do ditador na cama de um hospital, o PSOE tam só pretende exumar os seus restos e entregá-los a sua família.

A fraude da operaçom está clara quando descarta desmontar e desfascistizar o val de Cuelgamuros. A infame construçom inaugurada em 1958 e edificada com a mao de obra escrava dos presos políticos, é um mostra palpável do caráter reacionário e ilegítimo do atual regime de 78, como continuador dos quarenta anos de franquismo emanados do golpe de estado de 18 de julho de 1936.

Caraterizar ao fundador de Falange como “vítma da guerra civil” exprime que o PSOE é umha das pedras angulares do regime continuador do franquismo. José Antonio Primo de Rivera era o chefe de umha organizaçom terrorista e criminal que inçou de milhares de cadáveres as valetas da Galiza, sementando dor, desolaçom e miséria no nosso país. Os seus restos nom pode estar num panteom, num lugar de culto para ser honrado polos seus seguidores.

A única alternativa democrática é exumar e entregar às suas famílias todos os restos de cadáveres depositados neste monumento, e posteriormente dinamitá-lo.

Mas de momento isto nom vai acontecer pois o franquismo segue sendo hegemónico nos poderes fácticos do Estado espanhol, nas forças policiais, no exército, no poder judicial, nos meios de desînformaçom, nas universidades, entre as poderosas fraçons da oligarquia que orientam e condicionam o agir dos partidos sistémicos que representam os seus intereses de classe. E o PSOE conforma parte desta engranagem.

Mas também polo timoratismo e temor no combate ao renovado fascismo que define o agir das incorretamente denominadas forças de “esquerda”.

Só movimentos populares auto-organizados e ativos, com iniciativa e capacidade de pressom, com presença nos diversos povos do Estado espanhol, de caráter republicano e antifascista, poderá forçar a rutura com o regime de 78 que possibilite a desfascistizaçom pendente.

Num cenário de involuçom política e ideológica, de descomplexado deslizamento fascista do establishment e da casta cleptocrática dos profissionais da política institucional, nom se pode olhar para outro lado, cair na inaniçom e parálise, subestimar os contínuos gestos e movimentos das organizaçons franquistas e neofranquistas como se nada se passasse. É hora de agir com coragem e contundência.

Hoje o novo fascismo, de cara amável e branqueados sorrisos, de formas suaves de comunicaçom, encabeça o discurso do supremacismo e chauvinismo espanholista da bandeira franquista e bourbónica, e o falso “patriotismo” dos que saqueam arcas públicas, desviam as suas fortunas a paraísos fiscais e nom pagam impostos, no relato xenófobo e o racista do “combate” à emigraçom.

É necessário adotar um conjunto de medidas políticas democráticas e antifascistas:

1- Desfascistizar a Galiza eliminando dos espaços públicos até o último vestígio simbólico e iconográfico da ditadura.

2- Nacionalizaçom de todo o património da família Franco, resultado do acumulado no saqueio praticado na ditadura.

3 Ilegalizaçom de todas os partidos e organizaçons que nom condenam o franquismo e reivindicam a ditadura: PP, C´s, Vox, as diversas Falanges, as fundaçons Francisco Franco, José Antonio Primo de Rivera, Yagüe, Pro-Infancia Queipo de Llano, Blas Piñar, Serrano Súñer, Ramiro Ledesma Ramos, Millán Astray, a UME [Uniom Militar Espanhola], etc.

4– Proibiçom da exibiçom de qualquer simbologia fascista.

5- Clausura de todas as publicaçons, editoras e meios de “comunicaçom” [emissoras de rádio e TV] que realizam apologia do franquismo.

6- Criaçom de um Instituto Nacional de Recuperaçom da Memória Histórica, centrada no estudo da opressom do Povo Galego ao longo da história, visada para reabilitar e dignificar todas as vítimas dessa repressom, começando polas vítimas da guerra de classes de 1936-39 e o franquismo.

7- Derrogaçom de todas as leis que perseguem e limitam a liberdade de expressom, assim como aqueles artigos do Código Penal que colidem frontalmente com os princípios democráticos básicos, concretamente o de humilhaçom [artigo 578] reformado pola LO 2/2015, e o de ódio (artigo 510), aprovado pola LO 1/2015, ambas de 30 de março.

A pouco mais de um mês, no Dia da Pátria, Agora Galiza manifestou a sua disponibilidade a construir um espaço de luita visado para dar xaque ao regime de 78, levantando umha muralha antifascista, nom para defender a democracia liberal burguesa e sim a alternativa da República Socialista Galega, sabe que estamos prontos para contribuir a dar-lhe forma e conteúdo.

Hoje, após a publicaçom ao longo de agosto dos manifestos fascistas de militares e figuras das diversas esferas do ámbito académico, judicial, político, jornalístico, apelamos para sentar as bases para levantar um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista. Esmagarmos o fascismo é umha tarefa histórica!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 5 de setembro de 2018

ZÉLTIA ENVENENOU DURANTE DÉCADAS COM LINDANO POVO TRABALHADOR DO VAL DA LOURINHA COM CUMPLICIDADE INSTITUCIONAL

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(Comunicado nº 2 de Agora Galiza da Lourinha)

ZÉLTIA ENVENENOU DURANTE DÉCADAS COM LINDANO POVO TRABALHADOR DO VAL DA LOURINHA COM CUMPLICIDADE INSTITUCIONAL

As instituiçons som o motel onde as empresas privadas e a casta política fam os seus suculentos negócios de costas ao povo.

O caso do lindano no Val da Lourinha é umha monstra de este proceder infame e criminal.
Há meses umhas obras desenterrárom parte do perigoso material tóxico, produzido durante décadas [1947-1964], na planta da empresa Zéltia, no polígono de Torneiros, em Porrinho.

Mais de 1.000 toneladas deste pesticida fôrom deliberadamente disseminadas na comarca, enterradas nuns terrenos municipais sobre os que foi construído em 1975 o polígono habitacional de vivendas sociais de Torneiros, e em 1990 um circuito de cicloturismo, tentando assim ocultar o gigatesco depósito de resíduos tóxicos.

A filtración do lindano nas águas também afecta o concelho de Mós.

A desinformaçom provocou que durante anos o lindano tenha sido confundido com caolim e portanto empregue na construçom de vivendas, e que mesmo o Concelho de Porrinho tenha asfaltado caminhos com este pesticida mortal.

Zéltia durante a ditadura fabricou o tóxico que se utilizou nos inseticidas que se comercializárom até praticamente finais da década de setenta, sendo posteriormente proibido o seu uso por ser cancerígeno por indicaçons da Organizaçom Mundial da Saúde [OMS].

É puro terrorismo do Capital ter construido vivendas de proteçom oficial desprezando a saúde do povo trabalhador e o meio ambiente.

Esta barbaridade leva condenando centos de trabalhadoras e trabalhadores que ali vivem à exposiçom de um produto cancerígeno dia após dia, provocando problemas muito graves de saúde. Há incluso famílias inteiras com doenças.

A lamentável situaçom em que vive a classe trabalhadora galega é um impedimento mais para muitos dos afectados na zona, que carecem dos meios económicos suficientes para poder abandonar o lugar e refazer a suas vidas.

Os alcaides Gonzalo Ordonhez Pérez e José Manuel Barros som responsáveis diretos por ter completado o traslado e soterramento deste veneno nos bairros operários do Porrinho e concelhos da contorna.

Mas o silêncio e ocultamento institucional continuou com os máximos responsáveis que ocupárom as Casas do Concelho, com estratagemas próprias de quem nom quere lidar com este problema. Tanto PP, como PSOE e BNG, mantivérom um cúmplice silêncio administrativo, umha prática de negaçom de informes e análises, de infravalorizar e subestimar a dimensom desta catástrofe.

A pataca quente do lindano é um problema que foi passando de corporaçom em corporaçom, e que por falta de valentia política ninguém se atreve a encarar.

Atualmente os respetivos governos municipais, no Porrinho encabeçado por Eva Garcia do PSOE, e em Mós por Nídia Arévalo do PP, nom só nom minimizam o problema, senom que incluso chegam a agravá-lo.

Há escasos dous meses voltou-se a repetir o mesmo sucesso no bairro de “O contrasto”, em Porrinho, quando as obras de saneamento efectuadas numha zona afectada destapárom o lindano, deixando-o ao ar livre, provocando a natural alarma na populaçom.

A alcaldesa solicitou desculpas assegurando que foi umha descoordenaçom do governo, como se isso fosse umha justificaçom suficiente quando está em perigo a saúde do povo trabalhador. Se tivesse um mínimo de decência Eva Garcia demitiria de imediato.

Nom estamos perante um simple despejo, é um envenenamento massivo feito com consciência por umha empresa que aplica a lógica perversa e depredadora do capital: procura do máximo lucro a custa de explorar a classe operária, desprezar a sua saúde e a das suas famílias, e destruir a natureza.

Nom há mais que lembrar o proceder destes criminais: movimento de camions aproveitando a noite, valados de vários metros para ocultá-lo, etc, e todo contando com a proteçom das instituiçons do regime postfranquista.

Este jeito de agir nom é exclusivo do Val da Lourinha, também está constatando que nom é um modo de proceder isolado.

A burguesia sempre encontra nas instituçons ajuda para socializar perdas, receber subsídios, usar terrenos públicos para facilitar os seus negócios, e em troques financiam os partidos sistémicos que agem como simples testaferros dos seus interesses de classe.

Atualmente é a vezinhança quem leva a iniciativa para que se adotem as medidas precisas e se arranje o grave problema de saúde que representa.

Tem que avaliar-se que consequências tivo para saúde dos afetados o contato direto com o pesticida, mas é urgente o encapsulado, retirada e limpeza de todas as zonas contaminadas, mas também determinar as responsabilidades politicas, jurídicas e económicas, evitando que se imponha a impunidade.

Agora Galiza respalda as reivindicaçons da vizinhança de Torneiros e do Contrasto, e exige que se depurem responsabilidades polílticas.

Nom só devemos movimentar-nos no terreno institucional com denúncias, as ruas som determinantes para evitar que a lousa do silêncio, do esquecimento e impunidade ganhe a batalha.

Os protestos populares devem ser protagonistas das luitas porque ja está demonstrado que a pressom é a única linguagem que entendem.

Agora Galiza da Lourinha

Na Lourinha, 28 de julho de 2018

A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTAÉ A TERNURA DOS POVOS. Saudaçons ao Dia da Pátria Galega enviadas por doce partidos e organizaçons amigas

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A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA É A TERNURA DOS POVOS
Reproduzimos integramente as mensagens de solidariedade e apoio à luita de libertaçom nacional da Galiza, enviada por doce partidos e organizaçons amigas, que fôrom divulgadas na concentraçom-ato político do Dia da Pátria.

Que cem flores desabrochem [BRASIL]
Camaradas da Organização Socialista e Feminista Galega de Libertação Nacional Agora Galiza.

Camaradas galegos:
É com imensa alegria que o nosso coletivo, Cem Flores do Brasil, saúda o Dia da Pátria Galega, no próximo 25 de julho.
Nos sentimos profundamente integrados e solidários à causa nacional galega, à vossa luta pela libertação nacional e emancipação social. Essa integração e solidariedade tem como princípio o fato de que lutamos contra o mesmo inimigo e por um objetivo comum.
Lutamos contra o imperialismo, a fase apodrecida e final do modo de produção capitalista, que oprime os povos do mundo inteiro, que suga o sangue e o suor da classe operária e dos trabalhadores de todos os países. Imperialismo que, nessa profunda crise em que está mergulhado, amplia todas as formas de dominação e exploração das classes dominadas na Galiza, no Brasil e em todo o mundo.
Estamos juntos também porque lutamos por uma nova sociedade, livre dessa exploração e dominação. Lutamos pela revolução proletária e pelo socialismo, objetivos que nos colocam na mesma trincheira de combate. Lutamos pela retomada da principal arma de luta de nossa classe, sua posição teórica e prática independente e revolucionária, e pela construção de seu principal instrumento de combate, o Partido do Proletariado.
Fronteiras e mares não nos separam nessa luta. Como já afirmamos aos camaradas galegos em 2017, somos um só povo, proletários de todo mundo, galegos e brasileiros, a construir juntos um novo futuro.

Viva o Dia da Pátria Galega!
Cem Flores
Brasil, 14 de julho de 2018

Coordinadora Simon Bolivar [VENEZUELA]
Boa tarde.

Recebam umha saudaçom revolucionária, bolivariana, patriota, latinoamericana, caribenha e anti-imperialista, da Pátria de Bolívar, de Freddy Parra, de Ilich Ramírez Sánchez, do Comandante “Elias” Baltazar Ojeda Negretti, e do Comandante Hugo Chávez, de parte dos irmaos e irmás camaradas todos, da Coordenadora Simón Bolívar.
Hoje 25 de julho de 2018 quando se celebra o Dia da Pátria Galega queremos parabenizar todo o povo, pola sua luita pola autodeterminaçom, a soberania, a Independência Nacional e o Socialismo, pola mobilizaçom do povo na rua reclamando o seu reconhecimento.
Numha data tam importante como esta, fazemo-nos presente para apoiar a sua causa, que é nossa e para dizer-lhe que os filhos e filhas de Bolívar somos consecuentes com a Solidariedade para com os povos que luitam pola sua libertaçom e a construçom de um mundo melhor e o Socialismo.

Juan Contreras
Coordenadora Simón Bolívar

A única luita que se perde é a que se abandona!
Só a luita nos fará livres!
Em Bolívar encontramo-nos todos!

Herritar Batasuna [PAÍS BASCO]
Dia da Pátria Galega
A Revoluçom é o únco caminho

Para Herritar Batasuna, é um motivo de orgulho poder assistir e participar no Dia da Pátria Galega, jornada de mobilizaçom pola libertaçom social e nacional do Povo Trabalhador Galego, pola República Socialista Galega independente, solidária com o resto das naçons trabalhadoras em luita.
Todas e todos devemos preparar-nos para derrotar e vencer a monarquia neofranquista, que por meio da Segunda Restauraçom tem prolongado por outros quarenta anos o domínio absoluto da oligarquia espanholista que nos anos 1934-1939 massacrou sem misericordia obreiros e camponeses para reinstaurar a sua ditadura de classe, sob a forma de um fascismo nacional-católico específico, o franquismo.
Esta oligarquia, que leva séculos oprimindo os povos trabalhadores do que foi o Impêrio Espanhol, ve cada vez más preocupada a crise e o fim do seu domínio. O chamado Regime de 78 está esgotado, por muito que todos os reformistas socialdemocratas, do PSOE até EHBildu, tentem escorá-lo com governos pretendidamente progressistas.
A revoluçom é o único caminho para conseguir a liberdade, é dizer, a independência, o socialismo e a destruçom do patriarcado para os Povos Trabalhadores galego, catalám, basco, andaluz, castelhano, canário e do resto de naçons do Estado espanhol e de todo o mundo.
Só a organizaçom, a formaçom e a luita em todos os frentes nos levará à vitória. Do País Basco trazemos-vos um abraço fraterno e a vontade de construir um frente comum de todos os povos trabalhadores do Estado espanhol para derrotar de umha vez por todas a oligarquia espanholista e iniciar o caminho da transiçom socialista face à sociedade sem classes, sem Estado e sem patriarcado.
A primeira etapa nesta dura luita será a Uniom de Repúblicas Socialistas, soberanas e solidárias.

Viva o Povo Trabalhador Galego!
Viva a República Socialista Galega!

Coordenadora Nacional de Herritar Batasuna

Iniciativa Comunista [ESTADO ESPANHOL]
Iniciativa Comunista saúda as companheiras e companheiros de Agora Galiza com motivo do 25 Julho, Dia da Pátria Galega.

Neste ano no que se completa o 40 aniversário da Constituiçom postfranquista de 1978, que supujo a culminaçom de um processo de pactos e renúncias por parte da esquerda reformista com os representantes do fascismo, exprimimos o nosso desejo de que as nossas organizaçons avancem na colaboraçom para conquistar um futuro sem exploraçom de classe e sem exploraçom patriarcal nem nacional.

Viva o internacionalismo proletário!
Viva a luita da classe operária!

Manifiesto Internacionalista de Compostela
Com a Revoluçom Galega

Neste 25 de Julho, Dia da Pátria Galega, o Manifesto Internacionalista de Compostela saúda a classe obreira galega na luita pola independência e o socialismo.
Com o Povo Trabalhador Galego defendemos o caráter irrenunciável do direito de autodeterminaçom. Apontamos a saída revolucionária para as aspiraçons nacionais e sociais e prepararmos o terreno para o embate com o regime de 78.
Frente a um cenário político de involuçom reacionária e frente ao retorno da espanholismo na sua versom mais cavernícola, plantamos-lhe cara sem medo e nom baixamos a guarda.
A soluçom nom passa por claudicar perante o reformismo espanholista senom por apostar agora mais que nunca nas repúblicas dos povos em chave socialista e popular.
Com a memória de Moncho Reboiras, do Piloto, de Henriqueta Outeiro e de toda a Galiza combatente, tomamos a sua força e o exemplo para seguir adiante.

Viva Galiza Ceive!
República Socialista Galega!

Manifesto Internacionalista de Compostela
24 de Julho de 2018

Movimiento Patriótico Manuel Rodríguez – MPMR [CHILE]

Caros companheiros:
Recebam as fraternais saudaçons dos Rodriguistas chilenos no Dia da Pátria Galega.
Os homens e as mulheres temos o dever de buscar a construçom dumha pátria mais justa, em independência e soberania.
O povo galego sofre a imposiçom invasora do Estado espanhol, como latinoamericanistas queremos transmitir a nossa solidariedade, desde este lugar do mundo que tem sofrido por séculos a invasom e intromisom imperial. Primeiro foi contra os nossos povos originários, onde os espanhóis banhárom de sangue a terra de Lautaro, Katari, de Juana Azurduy, mas posteriormente seguiu a luita de libertaçom, Bolívar, Sucre, Martí, Maceo e Sandino por
nomear alguns, e seguimos com Allende, Victor Jara. Temos umha história de luita contra o invasor que compartilhamos com o povo galego.
Hoje como ontem a luita continua, hoje o inimigo é mais difuso, trata-se de confundir com os bons, o inimigo disfarça-se de justo, quer-nos fazer acreditar que existe um colonialismo mais suave, que podemos viver no capitalismo mais humano.
Os Rodriguistas creemos que esta socialdemocracia é cúmplice da permanência da injustiça social, que só busca atrasar a derrota definitiva da opressom.
Neste dia saudamos-vos com especial carinho e emoçom, porque sabemos que a pesar da distância, temos irmaos que ao igual que nós, luitam por mudanças profundas e definitivas onde o ser humano será o centro.

Irmaos de Agora Galizia, recebam um sincero abraço.

Nación Andaluza [ANDALUZIA]
Nación Andaluza com o Povo Trabalhador Galego no seu dia nacional.

De Andaluzia, no 25 de Julho, DIa da Pátria Galega, queremos saudar o combativo Povo Trabalhador Galego no seu dia nacional.
Galiza, como Andaluzia, sofre umha tripla opressom; nacional, de classe e patriarcal. Para libertar-se desses três eixos de opressom, a classe obreira galega precisa de elementos revolucionários que sirvam como ferramentas de conscienciaçom, organizaçom e transformaçom.
Agora Galiza, como organizaçom irmá com a que compartilhmos espaços de trabalho internacional, reune o caráter ruturista, socialista, feminista e independentista que as necessidades históricas da Galiza e o seu Povo Trabalhador requirem.
Por isso, neste dia de luita e reivindicaçom nacional, social e feminista que é o Dia da Pátria Galega, encaminhamos o nosso apoio e solidariedade internacionalista com a causa da classe obreira galega.

Denantes mortas que escravas!
Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Partido Comunista Paraguayo [PARAGUAI]
Caros e caras camaradas,

Dirigimo-nos a vocês, e a todos os e as camaradas de Agora Galiza e a todo o povo da Pátria Galega aos efeitos de saudá-los no dia da Pátria Galega, reivindicando a sua palavra de ordem “Xaque ao Regime de 78. República Socialista Galega!”.
Som tempos difíceis e complexos que reclamam umha praxe arraigada no estudo e a aplicaçom dumha estratégia revolucionária que combine as singularidades dos nossos povos com os elementos comuns da luita de classes, e a necessidade de derrocar o modo de produçom capitalista.
Forjar e tomar o poder para construir juntas, juntos, a sociedade onde caibamos todas e todos com a garantia de que as nossas potencialidades podam desenvolver-se e enriquecer-se permanentemente, é o mais belo desafio que podemos assumir as mulheres e os homens que pretendemos um mundo que garanta a vida, o pam e a paz à que chegaremos construíndo o socialismo e a sociedade comunista.
A intençom do Partido Comunista Paraguaio é promover, estimular, afortalar a imperiosa necessidade de desenvolver a integraçom das luitas populares com umha crescente orientaçom revolucionária. É por isso, que manifestamos a nossa mais profunda solidariedade com a luita do povo irmao galego.
Os comunistas paraguaios e as comunistas paraguaias estamos orgulhosos e orgulhosas do independentismo revolucionário de Agora Galiza e de que o povo irmao da pátria galega se mantenha em pé de luita pola sua libertaçom nacional, levantando as bandeiras do socialismo e o feminismo revolucionários.

Asunción, 25 de julho de 2018
Comité Central

Plataforma Laboral e Popular [PORTUGAL]
Aos camaradas de Agora Galiza,

Calorosas e fraternas saudações revolucionários neste Dia da Pátria Galega. Já faz tempo desde que assumimos compromisso pelos objetivos que nos unem. Foi em Compostela, há exatamente um ano. Agora é boa oportunidade para reafirmar a validade da estratégia revolucionária. Em Compostela criámos uma plataforma para a rebelião popular. Uma plataforma que ponha as classes com potencial revolucionário à cabeça dos processos de libertação nacional e social, em confronto contra o inimigo. Mais uma vez, os recentes eventos na Catalunha demonstram à saciedade a necessidade deste trabalho e da caixa de ferramentas que o capacite. Na Catalunha vimos na locomotiva as classes que deveriam ir sentadinhas na última carruagem do comboio. Vimos constantes manobras de desanuviamento e distensão política que diluíram qualquer potencial de confronto. A burguesia e as classes intermédias apostaram tudo numa negociação que obviamente não podia existir. E eles sabiam disso. O inimigo não negoceia a sua própria existência.
A aprendizagem prática do processo dá-nos força para avançar.
Neste Dia da Pátria reafirmamos o nosso apoio ao projeto revolucionário, independentista, socialista e feminista galego. Une-nos a solidariedade da luta pelos direitos nacionais e sociais, a nossa comunidade de língua, a luta pela reintegração do galego e a revolução socialista.

Saibam que aqui em Portugal ninguém baixa a guarda!
Saibam que estaremos sempre convosco! Contem connosco!
Viva Galiza Ceive!

25 de julho de 2018, Plataforma Laboral e Popular

UnidadPopular Ecuador [EQUADOR]
Saudaçom ao Dia da Pátria Galega

A Unidade Popular que tem vindo acompanhando a luita do povo galego de há alguns anos atrás, solidário com a causa nacional galega, manifestamos a nossa saudaçom este 25 de Julho, Dia da Pátria Galega.
A luita polo socialismo tece a nossa irmandade, acreditamos firmemente na libertaçom e autodeterminaçom dos povos.
Desde a metade do Mundo, o Equador, livramos batalhas contra os falsos revolucionários, contra o capitalismo e os seus maquilhadores.
Os povos equatoriano e galego, temos como objetivo fazer a revoluçom socialista, é nessa linha que sempre contarám com o nosso respaldo.
Extendemos o nosso abraço fraternal e anticapitalista a todas as organizaçons sociais e populares da Galiza.

Geovanni Atarihuana
Diretor Nacional da Unidade Popular

Quito, 20 de julho de 2018

 

INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

(Divulgamos discurso do camarada Carlos Morais no ato político convocado por Agora Galiza neste 25 de Julho, na praça 8 de Março, de Compostela.)

* * *

Por segundo ano consecutivo tenho a honra de intervir no Dia da Pátria convocado por Agora Galiza. Vou ser breve, mas muito claro!

Agora Galiza é a expressom organizativa de umha corrente sociopolítica cujas origens emamam das três derrotas concatenadas, padecidas nas últimas décadas, pola classe obreira e o conjunto do povo trabalhador.

Somos o resultado de três reveses consecutivos de caráter catastrófico, sem os quais nom é possível compreendermos a atual fase de refluxo e carência de perspetivas de vitória, que define a luita de classes que se desenvolve no nosso país e a escala internacional.

Fase de retrocesso e desmobilizaçom, de desarme ideológico, de abandono do imaginário simbólico, de incapacidade política para construir ferramentas de combate e defesa.

Derrota perante o fascismo em 1936. Na Galiza, no fatídico verao de há agora exatamente 82 anos, venceu o golpe militar promovido pola oligarquia e a Igreja católica com apoio das democracias liberais europeias. A causa da derrota foi a inaniçom e timoratismo das autoridades pequeno-burguesas republicanas, negando-se armar o proletariado e campesinhado por temor a que tomasse o poder. Com a queda da cidade de Tui no sul-ocidente, e da Gudinha no sul-oriente, a 27 de julho de 1936 Franco apodera-se da nossa naçom, dando início ao holocausto que eliminou fisicamente, ou forçou ao exílio, o melhor da nosa classe e do nosso povo.

A capitulaçom do reformismo perante a maquilhagem do franquismo na segunda metade da década de setenta, legitimando a monarquia bourbónica como pedra angular do novo regime, foi a segunda derrota que permite explicar boa parte dos acontecimentos em curso.

A definitiva implosom em 1991 da Uniom Soviética e simultánea vitória do imperialismo a escala mundial, foi a terceira severa grande derrota.

O triunfo do capitalismo na sua forma neoliberal, e o mundo unipolar da guerra permanente contra os povos, as mulheres e a classe trabalhadora, acelerou e radicalizou a ofensiva da burguesia contra os direitos, as conquistas e as liberdades, atingidas pola classe obreira em décadas de suor, sangue e lágrimas.

Obviar os letais efeitos das três derrotas consecutivas só nos conduz à derrota final.

E a pesudoesquerda institucional, tanto a espanhola como a autótone, praticam autismo político, pretendem agir com essa irresponsabilidade da mal denominada “normalidade institucional”.

Aparentam desconhecer essa realidade paralela onde som adotadas as decisons que afetam todo o referente às nossas vidas: os conselhos de administraçom, os jantares em reservados de luxo, os clubes secretos, as salas de bandeiras dos quartéis, as embaixadas das potências.

Decisons, que em forma de decretos-lei e resoluçons, som imediatamente implementadas polas cloacas, tanto as institucionais, como as opacas e ocultas.

Nom nos estranha, pois só pretendem situar as suas elites nos limitados espaços de gestom que lhe concede o sistema.

Na esquerda revolucionária galega estamos plenamente conscientes que nas três derrotas mencionadas, e na prática legalista e sistémica da mal chamada esquerda política e social, radicam as causas que facilitam a involuçom política que vivemos.

Camaradas, companheiras e companheiros: o panorama, nom o podemos negar, é dessolador.

Negá-lo, subestimá-lo ou coloreá-lo, é contrarevolucionário! Só contribui para impossibilitar encontrarmos os caminhos que facilitem criar as condiçons subjetivas que permitam a reorganizaçom, reconstruçom e rearme político e ideológico, sem o qual nom é possível superarmos o estado de amorfismo e disgregaçom do povo trabalhador e empobrecido da Galiza.

Nom nos podemos resignar a vivermos como escravos, nem a que nos roubem o nosso futuro e o das geraçons vindouras!

Todo o contrário, temos o dever e a necessidade de promovermos umha açom teórico-prática de insubmissom, de inconformismo e de rebeldia! Que ninguém se confunda. Nom arriamos as bandeiras, nom procuramos acomodo nem nos aggiornamos!!

A teoria marxista que nos guia, sempre em relaçom dialética com a experiência da luita de classes a escala global, esse fio vermelho condutor do que devemos apreender, tem-nos ensinando que nom existem atalhos.

A saída e as alternativas à perda permanente de direitos e liberdades, nom se acha em urnas e aritméticas parlamentares, em referendos e movimentos transversais interclassistas e pacifistas, incapaces de quebrar com o supersticioso respeito com a lógica liberal.

A saída nom a vamos encontrar na gestom das instituiçons do inimigo.

Tampouco a vamos encontrar em articular anémicos e desnutridos espaços de convergência de todas as expressons da nova socialdemocracia, do eurocomunismo e das diversas metafísicas post, tampouco em agir de satélites do reformismo autótone, circunflexo e incapaz de superar o minimalismo acomplexado do soberanismo de fim de semana.

A conquista do futuro passa pola tomada do poder. E este só se logra empregando, utilizando, ensaiando as vias que conduzirom aos avanços e saltos qualitativos da humanidade explorada e oprimida ao longo da história. Nada temos que inventar. Só necessitamos manter o rumo, agir com criatividade e firmeza ideológica.

Seguir transmitindo que é viável reformar este regime, que é possível regenerá-lo e democratizá-lo, é o melhor favor que lhe podemos fazer à oligarquia criminal, à máfia burguesa e aos seus testaferros políticos.

Identificar e reduzir o inimigo à organizaçom criminal denominada PP, é simplesmente enganar o povo trabalhador.

Gerar expetativas entre a classe obreira no governo de Pedro Sánchez é umha monumental estafa.

Gerar ilusons no governo do PSOE é continuar receitando analgésicos que só paliam momentaneamente a dor, mas nom permitem a cura.

Nestes dous meses de governo postPP, o PSOE deixou bem claro que é umha das colunas medulares do postfranquismo. Mais alá da retórica, dos gestos, do estilo, é um governo ao serviço do Ibex 35, da UE do Capital, do FMI, e pregado ao imperialismo ianque.

Pedro Sánchez submeteu-se perante Trump, comprometendo-se aumentar os gastos militares!

Pedro Sánchez pregou-se perante a oligarquia nom publicando a lista da amnistia fiscal!

Pedro Sánchez pregou-se perante o filho do caçador de elefantes, impossibilitando investigar um segredo a vozes. A fortuna dos Bourbons é resultado da depredadora praxe comisionista do conhecido cliente de lupanares de luxo.

Que importa que o número de ricas no conselho de ministros seja maior que o número de ricos?

Que importa a orientaçom sexual do novo chefe do aparelho da repressom?

A realidade é que Borrell colocou de embaixadores toda a equipa do Ministério de Assuntos Exteriores do PP, e que o PSOE vai proseguir com a política chauvinista e supremacista que só procura a plena assimilaçom da Galiza e das naçons oprimidas, porque aqui radica a chave da exploraçom e dominaçom capitalista no Estado espanhol.

Mas nada do que está acontecendo surpreende a esquerda socialista, feminista e patriótica galega.

Eis polo que denunciamos o grave erro de ter anulado a greve geral que o sindicalismo galego tinha convocada para 19 de junho.

Eis polo que nom confiamos o mais mínimo, nem damos margem algum a um governo que só vai aumentar a resignaçom, desencanto e frustraçom, ingredientes imprescindíveis para agir de caldo de cultivo do fascismo.

Sim, camaradas, companheiras e companheiros, amigas e amigos, o plano B que maneja o bloco de classes dominante espanhol é umha involuiçom reacionária, umha saída autoritária do regime perante a sua falta de legitimidade e a multicrise que o carcome.

Um novo tipo de fascismo que assegure a unidade territorial do mercado chamado Espanha, e discipline com maior rigor a força de trabalho.

A bandeira e o imaginário do nacionalismo espanhol é elemento destacado desta estratégia em que a Coroa é o eixo central.

Eis polo que a disjuntiva PP ou PSOE é um engano!, eis polo que converger com alternativas socialdemocratas 2.0, ou com forças pseudosoberanistas bem instaladas nas prebendas do sistema, está descartado por Agora Galiza.
Nom temos cordom umbilical com ninguém nem estamos dispostos a ser satélites de ninguém.

Somos umha força socialista e independentista, umha força que leva impregando no seu ADN a emancipaçom da mulher, nom como moda nem como elemento decorativo.

Queremos derruvar o regime de 78, construir na Galiza umha sociedade socialista de mulheres e homens livres e emancipados, um país sem machismo nem patriarcado, solidário com todos os povos do mundo.

É isto só é possível luitando em todos os ámbitos. No plano ideológico, no político, no social, no cultural e no simbólico.

Confrontar, deslindar, organizar e acumular som os nossos eixos. Poderemos demorar anos ou décadas, mas estamos convencidos que este é o único caminho.

Quem com sinceridade e honestidade esteja disposto a construir um espaço de luita visado para dar xaque ao regime de 78, levantando umha muralha antifascista, nom para defender a democracia liberal burguesa e sim a alternativa da República Socialista Galega, sabe que estamos prontos para contribuir a dar-lhe forma e conteúdo.

A ameaça laranja, a viragem de extrema-direita do PP, os desacomplexados e descarados movimentos táticos do franquismo hegemónico no aparelho judicial, do falangismo que domina o relato dos meios de [des]informaçom burgueses, das forças repressivas, da administraçom, do exército, é umha realidade incontestável.

Olhar para o lado, como se nada passasse, é umha irresponsabilidade que já pagamos muito cara na década dos anos trinta e quarenta.

Neste Dia da Pátria de 2018, com a imprescindível solenidade que a causa require, mas com toda a modéstia e humildade revolucionária, apelamos para sentar as bases para levantar um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista.

Até a vitória sempre!
Viva Galiza ceive!
Viva Galiza feminista!
Viva Galiza Socialista!
Viva a Revoluçom Galega!

PSOE PROMOVE INVOLUIÇOM REACIONÁRIA E MILITARIZAÇOM SOCIAL

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PSOE PROMOVE INVOLUIÇOM REACIONÁRIA E MILITARIZAÇOM SOCIAL
Ministério de Defesa e a Federaçom Espanhola de Municípios e Províncias [FEMP] assinam protocolo para que militares se incorporem à polícia municipal e passem assim a patrulhar as ruas das cidades e vilas galegas. 
Margarita Robles e Abel Caballero som os artífices desta proposta, justificada na necessidade de “paliar défice de polícias municipais”, mas realmente visada a militarizar o país para disciplinar povo trabalhador.
Agora Galiza alerta e condena umha decisom enquadrada na estratégia fascistizante de mais repressom e corte de liberdades, promovida pola oligarquia.

https://www.farodevigo.es/…/ayuntamientos-pali…/1934905.html

[VÍDEO] Minutos finais da intervençom de Carlos Morais no ato politico do Dia da Pátria, convocado por Agora Galiza

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[VÍDEO]Minutos finais da intervençom de Carlos Morais no ato politico do Dia da Pátria, convocado por Agora Galiza.

Publicada por Agora Galiza en Miércoles, 25 de julio de 2018

INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

Divulgamos discurso do camarada Paulo Vila no ato político convocado por Agora Galiza neste 25 de Julho.

Um pracer ter a oportunidade de intervir de novo no ato político organizado por Agora Galiza no Dia da Pátria.

Desde a esquerda revolucionária galega articulada à volta de Agora Galiza, insistimos na necessidade de que tem que ser o povo trabalhador galego quem decida o seu futuro.

Deve ser o povo trabalhador qum dirija a luita pola independência nacional e a construçom da República Socialista Galega, como única alternativa a este Estado corruto que condena a inmensa maioria da populaçom à precariedade, miséria e exclusom.

O Estado espanhol -um Estado herdeiro do franquismo-, que mantivo a sua estrutura intata após a farsa da “transiçom”, nega de maneira sistemática os direitos mais básicos da maioria da populaçom, e protege a burguesia com a força da legislaçom e das armas, enquanto esta aumenta a sua riqueza a custa da nossa sobre-exploraçom.

O regime bourbónico aposta por umha deriva claramente reacionária por mor da profunda multicrise que padece. A continua repressom contra manifestantes, a impunidade da ultradereita, o discurso ultranacionalista espanhol presente em todas as forças do regime, ou as políticas de cortes em direitos e liberdades que se aplicam polo Governo do Estado espanhol -for do PP ou do PSOE-, que provocam desemprego, desesperaçom e pobreza, som umha mostra de todo isto.

As detençons e as montagens policiais contra aqueles que falam alto e claro som cada vez mais habituais.

Reclamamos o fim do encadeamento d@s militantes independentistas galeg@s, o fim das políticas terroristas de dispersom que provocam sofrimento nom só ao presos, também aos seus familiares, e exigimos a sua imediata posta em liberdade.

A juventude galega temos cada vez mais problemas para sair adiante tanto no ámbito laboral, académico ou incluso no ámbito pessoal.

Somos as vítimas prioritárias destas nefastas políticas, os cortes na educaçom, a reforma laboral e a brutal exploraçom, condena-nos a emigrar como alternativa para procurar um futuro minimamente digno.

A juventude devemos assumir responsabilidades no combate polos direitos que nos nega o capitalismo. É de máxima importáncia organizarmo-nos e mobilizar-nos para procurar alternativas a este sistema e assim poder melhorar as nossas vidas.

O terrorismo machista e a legislaçom patriarcal continua a ser um grave problema para as mulheres trabalhadoras. A impunidade com a que contam os violadores e maltratadores para cometer estes crimes nom seria tal se nom contassem com umha “justiça” patriarcal que consinte e absolve aos responsáveis.

Somado a isto, a legislaçom patriarcal provoca que as mulheres trabalhadores sofram dumha maneira mais clara a precariedade laboral, o desemprego, a pobreza e a exclusom social.

Companheiras e companheiros, nom podemos deixar-nos enganar polo fetichismo eleitoral, nem pola via institucional que promovem as forças reformistas e socialdemocratas. Estes partidos nom suponhem nengum perigo para o Estado já que nom estám dispostos a quebrar com o atual quadro jurídico-político do regime de 78.

A mudança nunca poderá chegar unicamente desde as instituçons burguesas, senom luitando nos centros de trabalho e nas ruas.

A alternativa nom está na reforma dum Estado que nom se pode democratizar, nem em sacar do governo ao PP ou ao PSOE, a saída está em derrubar o Estado na sua totalidade.

Camaradas, devemos ir a raíz do problema, e luitar polo cumprimentos dos nossos objetivos.

De Agora Galiza apostamos pola unidade do conjunto do povo trabalhador galego na luita por quebrar o quadro político e económico, reclamar a nossa independência nacional, para criar umha nova Galiza, soberana e justa.

Devemos por fim dumha vez aos modelos antipopulares e fracassados, como o autonómico atualmente vigorante, que legitimam e permitem a opressom e contínuo saqueio por parte do Estado espanhol.

Queremos derrubar o regime de 78 e construír umha República socialista onde os homens e as mulheres sejamos livres, um país onde exista igualdade real, sem machismo nem patriarcado, um país que seja solidário com todos os povos do mundo.

A rebeliom popular é o caminho!

Abaixo o regime de 78!

Viva Galiza ceive, feminista e socialista!

AGORA GALIZA RECLAMOU RUTURA DO REGIME DE 78 E UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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(ATO DIA DA PATRIA) AGORA GALIZA RECLAMOU RUTURA DO REGIME DE 78 E UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

Por segundo ano consecutivo a esquerda revolucionária galega comemorou o Dia da Pátria com umha concentraçom-ato político realizado na praça 8 de marco de Compostela, Frente à processom do autonomismo, e as diversas “competências” da esquerda pseudoruturista, Agora Galiza defendeu a alternativa revolucionária do independentismo socialista e feminista galego.
No ato fôrom divulgadas as saudaçons recebidas de forças e partidos amigos de Andaluzia, Brasil, Chile, Equador, Estado espanhol, País Basco, Paraguai, Portugal, da República Dominicana e da Venezuela, assim como do MIC [Manifesto Internacionalista de Compostela].

No ato fôrom divulgadas as saudaçons recebidas de forças e partidos amigos de Andaluzia, Brasil, Chile, Equador, Estado espanhol, País Basco, Paraguai, Portugal, da República Dominicana e da Venezuela, assim como do MIC [Manifesto Internacionalista de Compostela].


O ato político foi aberto por Paulo Vila quem defendeu frentre o eleitoralismo e parlamentariamo, a estratégia de luita obreira e popular, dirigida pola classe trabalhadora galega como a única via para conquistar o futuro.


O encerramento do ato correspondeu a Carlos Morais, quem analisou as causas da situaçom de desfeita do movimento popular galego, e manifestou que frente à deriva reacionária do regime é necessário levantar um bloco popular antifascista.


Com a queima de umha figura tamanho natural de Felipe VI, finalizou o ato organizado promovido por Agora Galiza.


Posteriormente tivo lugar no parque de Bonaval um jantar de confraternizaçom.

(video da queima da figura do Felipe VI)

[VÍDEO]25 de Julho, Dia da Pátria Xaque ao regime de 78.República Socialista Galega!

Publicada por Agora Galiza en Miércoles, 25 de julio de 2018

Comunicado nº 95: 1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos! Esmaguemos o fascismo

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1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos!

Esmaguemos o fascismo

Passárom 82 anos, mas as consequências do golpe de Estado fascista executado polo exército, e apoiado pola bloco oligárquico conformado pola burguesia industrial, financieira e terratenente, a aristocracia e a hierarquia católica, continuam pleamente vigentes na sociedade galega de 2018.

Na Galiza atual continuam governando os netos dos que promovérom o holocausto iniciado no verao de 1936, os que matárom perto de 10 mil compatriotas, os que violárom milhares de mulheres, vejárom e torturárom com sanha todo aquele que nom comungasse com o projeto totalitário franquista, incautárom bens para o seu enriquecimento pessoal, forçárom o exílio do melhor do nosso povo e da nossa classe, prendérom e encadeárom dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores inçando o país de prisons e campos de concentraçom, os que destruírom as tímidas conquistas, direitos e liberdades, os que sementárom fame, doenças, dor e emigraçom, os que provocárom um retrocesso de décadas no desenvolvimento económico e social do nosso país.

Na Galiza de 2018 continuam governando os mesmos que com sangue, balas, masmorras, óleo de ricino, incautaçom e repressom, cerceárom o processo de auto-organizaçom social e política do povo trabalhador galego.

Hoje, mutados em “democratas” de toda a vida, presentes em todos os partidos sistémicos do regime postfranquista, defendem a perpetuaçom dos idênticos interesses económicos que provocárom a guerra de classes de 1936-1939, que na Galiza foi umha autêntica guerra de extermínio, um genocídio.

A pedra angular do regime continuador de 18 de julho de 1936 é a monarquia bourbónica imposta por Franco em 1969. Primeiro na figura do neto do rei expulso polas massas em abril de 1931, e atualmente o filho do caçador de elefantes e multimilionário a custa da sua atividade criminal.

A absoluta impunidade da prática delitiva da família real espanhola é a metáfora mais nítida da ilegitimidade do atual regime, mas também da impossibilidade de transformá-lo empregando as cartas trucadas do cretinismo parlamentar e a conciliaçom institucional, inerente à pseudoesquerda hegemónica no movimento popular.

A cultura política falangista impregna a prática totalidade das forças com representaçom parlamentar de caráter estatal, na sua defesa intransigente do chauvinismo e supremacismo espanhol e o feroz combate ao direito de autodeterminaçom dos povos.

No 82 aniversário da infame vitória do terrorismo fascista, a esquerda revolucionária galega quer homenagear o povo trabalhador galego que nas cidades, aldeias e montanhas, desde os primeiros dias resistiu com as armas na mao o golpe, e que posteriormente, na luita clandestina em fábricas, campos e centros de trabalho, em combinaçom com a forma de luita guerrilheira, combateu sem trégua o fascismo.

Quem a partir da década de sessenta do século XX sentou as bases da reorganizaçom operária, nacional e popular, quem até a atualidade mantém ao vento que a luita é o único caminho, quem nom se deixa arrastar polas políticas conciliadoras e pactistas com os responsáveis da perpetuaçom do ilegítimo Reino de Espanha.

Agora Galiza nom pode deixar de homenagear quem desde o exílio mantivo incólume a dignidade e legitimidade da Naçom Galega durante décadas, sem capitular nem arriar bandeiras, sem conciliar com o inimigo.

Todas elas, todos eles, som exemplos heróicos e inexcusáveis referentes da luita pola Revoluçom Galega.

Hoje, quando a involuiçom reacionária avança no Estado espanhol, e o fascismo revive em média Europa, a luita antifascista de orientaçom anticapitalista e socialista recupera plena vigência e atualidade.

Xaque ao regime de 78!

República Socialista Galega!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 16 de julho de 2018

Comunicado nº 94: Supremacismo espanhol dificulta processo de legalizaçom de Agora Galiza

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Supremacismo espanhol dificulta processo de legalizaçom de Agora Galiza

Processo de legalizaçom de Agora Galiza como força política, está sendo dificultado polo regime de 78.

Ministério espanhol de Interior, concretamente a Subsecretaria Geral de Política Interior, tem bloqueada a tramitaçom do expediente no Registo de partidos políticos até que lhe remitamos a documentaçom traduzida para espanhol.

Ministério de Interior, atualmente dirigido polo juíz Grande-Marlaska, qualifica de “deficiência” cuja “subsanaçom é necessário realizar para continuar com a tramitaçom do expediente”, que tanto a ata notarial como os Estatutos de Agora Galiza estejam redigidos em idioma galego.

Afirma a administraçom espanhola que até remitirmos traduzida para espanhol a documentaçom da legalizaçom, nom é possível tramitá-la “já que nom poderemos saber se os estatutos contemplam todo” o conteúdo que exige a legislaçom

É umha autêntica burla, umha mostra da prepotência e despreço com a que age Espanha, manifestar incapacidade para traduzir e entender o idioma galego por carência de pessoal capacitado.

Estamos pois perante umha vulneraçom dos direitos coletivos do povo trabalhador galego, do direito a empregarmos o nosso idioma.

Esta expressom descarada do assimilacionismo espanhol constata o inerente caráter chauvinista e imperialista do projeto espanhol, a impossibilidade algumha de regenaraçom e democratizaçom de umha administraçom e de um Estado simples prolongaçom do regime franquista.

As políticas uniformizadoras visadas para destruir o idioma nacional da Galiza só podem ser derrotadas com coragem e firmeza política, mas também com habilidade para sortear os contratempos da maquinária burocrática de um Estado anacrónico que deve ser tombado se queremos ter oportunidade algumha de conquistarmos o futuro como povo e como classe.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 10 de julho de 2018