Comunicado nº 46. Só a independência garante o nosso futuro

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Só a independência garante o nosso futuro

A imensa maioria dos problemas que nos afetam como classe e como povo derivam diretamente da carência de soberania nacional da Galiza.

A opressom, dominaçom e exploraçom à que naçom galega está submetida por Espanha é a causa do nosso atraso e dependência.

Sem um Estado galego, sem recuperarmos a independência política como passo imprescindível para atingir a soberania, nom temos hipótese algumha de alterar o rol que o imperialismo -tanto Espanha como a UE-, nos tem asignado na divisom internacional do trabalho. País periférico do que extrair matérias primas, energia e mao de obra barata, onde implantar indústrias de enclave altamente contaminantes.

O atual regime espanhol é simples continuidade natural do franquismo. A “reforma política” da segunda metade da década de setenta tam só legitimou o golpe fascista de 1936 e perpetuou mediante a monarquia bourbónica a exploraçom da classe trabalhadora, o saqueio e empobrecimento da nossa pátria.

Agora Galiza -seguindo a reivindicaçom histórica da corrente do independentismo socialista da que somos herdeiros-, manifestamos a nossa categórica oposiçom à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, estampatada na constituiçom do 78 e no posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

Nom esqueçamos que esta constituiçom ilegítima foi imposta ao nosso povo frente à vontade maioritária das galegas e dos galegos, pois no referendo da altura apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Eis polo que a reivindicaçom do movimento de libertaçom nacional galego nom deve ser nunca pretender reformar este instrumento legal que ano após ano comemoram a 6 de dezembro as forças políticas do regime que padecemos.

As diversas expressons do reformismo, tanto o autótone como espanhol, tam só pretendem fazer mudanças cosméticas do regime visadas para umha democratizaçom e regenaraçom que nom questiona a esência do sistema capitalista nem a específica forma que adota a dominaçom e exploraçom do povo trabalhador e da naçom galega.

Com diversos matizes mas coincidindo no cerne, tanto a estrategia do BNG, como a de Podemos/IU e as suas confluências, nom pretendem superar o sistema capitalista.

Só um processo de rutura revolucionária visado para a construçom dumha sociedade socialista permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A pequena-burguesia hegemónica nas direçons dos partidos reformistas carece da mínima vontade política para confrontar com este Estado terrorista, contra este Estado criminal. Mais alá da atrainte oca retórica que podam empregar praticam políticas conciliadoras e contemporizadoras com a burguesia espanhola e da UE.

Reduzem o conflito a deslocar o PP dos governos de Madrid como da sua sucursal na Galiza por meio da alternáncia política emanada do inofensivo e estéril jogo eleitoral burguês.

Eis polo que hoje a tarefa prioritária do povo trabalhador e empobrecido da Galiza e reconstruir as ferramentas revolucionárias de luita e combate, acompanhada de batalha ideológica que desmascare tanto farsante para podermos impulsionar umha estratégia de combate popular.

Neste 6 de dezembro nada temos que celebrar e muito que repudiar e condenar. E mais quando à medida que a crise sistémica do capitalismo senil se aprofunda o atual regime postfranquista acelera a sua deriva facistizante e mafiosa até extremos recente de eliminar sem pudor algum provas físicas da rede criminal e bandida na que se convertérom as elites dos dous principais partidos sistémicos.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 28 de novembro de 2016