Comunicado nº48. Posiçom de Agora Galiza sobre o discurso de natal do rei espanhol. 13 minutos de tópicos imobilistas inçados de ausências, manipulaçons e falsidades.

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13 minutos de tópicos imobilistas inçados de ausências, manipulaçons e falsidades.

A tradicional mensagem de Natal do “chefe do Estado espanhol” imposto por Franco é novamente um insulto bourbónico ao povo trabalhador e empobrecido, à Naçom galega e às mulheres.

Felipe VI desde as luxosas instalaçons do palácio da Zarzuela de Madrid ignorou boa parte dos principais problemas que padecemos as imensas maiorias.

O monarca que representa os interesses depredadores do Ibex 35, das multinacionais e da troika, nom realizou a mais mínima mençom às receitas de austeridade e cortes das que se despreendem os baixos salários, as dificuldades para chegar a fim de mês, os contratos precários e eventuais, o desemprego, a emigraçom, as pensons de miséria, a privatizaçom e deterioramento da sanidade da educaçom públicas, dos serviços sociais, o aumento da pobreza e exclusom social.

Nem um só gesto com as vítimas do terrorismo machista, da violência patriarcal.

Nem umha só palavra sobre a corrupçom geralizada que carateriza esta segunda restauraçom bourbónica, sobre a rapina do capitalismo mafioso e gansteril que nacionaliza bancos e negócios falhidos como as autoestradas para -após “resgatá-los”-, vendê-los a preço de saldos à casta de bandidos com vínculos familiares ou de amizade com as camarilhas políticas.

O rei espanhol tam só reproduziu os mantras do falaz discurso da burguesia sobre a “recuperaçom económica”, a recuperaçom da “estabilidade política e a tranquilidade social” derivada da imposiçom do segundo governo Rajói após quebrar o PSOE mediante o golpe institucional de finais de setembro.

Felipe VI reproduziu o desgastado relato do consenso postfranquista, da “coesom social” como gerador de “progresso e benestar”.

Centrou boa parte do seu discurso na defesa intransigente da unidade de Espanha, do quadro de acumulaçom e expansom de capital chamado Espanha, mediante veladas ameaças contra os movimentos de libertaçom nacional e os setores sociais que na Galiza e outras naçons oprimidas defendemos a alternativa independentista.

A coroa espanhola -depositária do pior chauvinismo espanhol-, seguindo a sua tradiçom reacionária de intoleráncia e exclusom, da negaçom do outro, contrária a qualquer convivência, respeito e consideraçom polo diverso, lançou umha clara mensagem de intimidaçom às aspiraçons de liberdade nacional como mecanismo para a mudança social.

Eis o aviso que do seu gabinete de marfim o vozeiro do grande capital arrojou aos que considera os seus súbditos: “vulnerar as normas que garantam a nossa democracia e liberdade só leva a tensons e confrontos estéreis que nada resolvem”.

O filho do caçador de elefantes e amigo da criminal família real saudita dedicou boa parte dos 13 minutos a enfantizar que “nom som tempos para fraturas, para divisons internas” e sim de por o “acento no que nos une”.

Numha indiscutível monstra do empobrecimento moral da arcaica e antidemocrática instituiçom que encabeça, Felipe VI nom só exigiu respeito às leis do capitalismo espanhol, solicitando que “ninguém agite velhos rancores ou abra feridas fechadas”, insultou as dezenas de milhares de famílias cujos seres queridos fôrom reprimidos por defender a legalidade republicana e posteriormente as liberdades cercenadas polo fascismo.

Ao independentismo socialista galego nom nos surprendem as avaliaçons aduladoras dos tradicionais partidos sistémicos [PP e PSOE], nem do novo neofalangismo [C´s], como tampouco as banais e mornas críticas do novo populismo chauvinista socialdemocrata [Podemos].

Assim mesmo nom nos surpreendem a acomplexada e anacrónica defesa da plurinacionalidade do Estado espanhol realizada pola Marea e o BNG. Novamente os reformismos operantes na Galiza optam pola centralidade na sua crítica do regime, renunciando à reivindicaçom e defesa da independência nacional, a única alternativa viável par conquistarmos um futuro digno e derrubarmos este cárcere de povos chamado Espanha.

Unicamente umha estratégia político-social ruturista de caráter anticapitalista cujo eixo gravite na defesa da independência e o socialismo poderá lançar à história este regime e este sistema.

Galiza nom tem rei!

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 26 de dezembro de 2016