Comunicado nº 50. Políticos bandidos governam para empresas depredadoras.  Nacionalizaçom das companhias elétricas

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Políticos bandidos governam para empresas depredadoras

Nacionalizaçom das companhias elétricas

O disparatado incremento da energia elétrica em mais de 30% em plena vaga de frio ártico exprime a determinaçom da burguesia por incrementar obscenamente as suas taxas de ganho a custa de depauperar o povo trabalhador.

Temos a energia elétrica mais cara de toda a OCDE [Organizaçom para a Cooperaçom e o Desenvolvimento Económico] porque o governo bandido de Rajói, Feijó e a sua camarilha, está ao serviço de magnates e oligarcas.

Os oligopólios elétricos [Gás Natural Fenosa, Iberdrola, Endesa, Rede Elétrica de Espanha, Abengoa, Acciona, etc] tenhem vínculos diretos com as principais forças burguesas que defendem nas instituiçons os seus interesses em troca da posterior incorporaçom dos seus dirigentes aos seus conselhos de administraçom.

A casta política cleptocrática do PSOE, PP, PNV, PCDE [ex CiU] permite este saqueio contra a maioria social pois Felipe González, Aznar, Josep Borrell, Rodolfo Martín Villa, Elena Salgado, Pedro Solbes, Angel Acebes, Javier Solana, Miguel Roca, Josu Jon Imaz, Ana Palacio, Marcelino Oreja, etc, formam parte das diretivas dos oligopólios ganhando centenares de milhares de euros anuais. Ainda ontem foi anunciada a incorporaçom de Fernández de Mesa, ex-Diretor Geral da Guardia Civil, ao conselho de administraçom de Rede Elétrica de Espanha com um salário de mais de 150 mil euros.

A proibiçom do autogeraçom de energia solar exprime claramente qual é a natureza política do atual regime: empobrecer o povo trabalhador para enriquecer as suas elites. Assim na Galiza só 2% da populaçom possui um património superior a mais da metade dos habitantes do País.

O aumento do preço da energia unido ao da botija de gás e da gasolina constata a grande fraude da ditadura da burguesia: nas campanhas eleitorais nem umha só palavra sobre o incremento de preços de serviços básicos.

Galiza leva mais de meio século sendo assolada polas políticas de inspiraçom neocolonial da burguesia espanhola inçando a nossa Pátria de barragens que só acelerárom a destruiçom de comarcas inteiras provocando a sua inviabilidade económica e emigraçom.

Mais de meio centenar de barragens salpicam o conjunto da geografia nacional que destruiu rios e vales fazendo da Galiza um país excedentário em produçom elétrica, mas cujo preço da luz no mercado é superior o da média espanhola. Eis a política de economia de enclave que Espanha e a UE nos impom.

Paralelemanente o chefe da franquícia de Madrid no nosso país, Alberto Nuñez Feijó, inaugura o alargamento do complexo hidroelétrico dos Peares num passo mais da devastaçom económica e meio-ambiental provocada por Iberdrola na bacia do Minho-Sil.

Novos projetos como umha linha de alta tensom atravessando as fragas de Catasós [Deça] ou a ligaçom mediante umha macrocanalizaçom subterránea entre os encoros das Conchas e o Salas [parque natural da Baixa Límia] confirmam o desprezo polos habitantes e a biodiversidade da Galiza polos oligopólios elétricos, neste caso por Gás Natural Fenosa.

A Galiza já pagou com creces a portagem imposta por Madrid e Bruxelas de um modelo de pseudodesenvolvimento esbanjador dos nossos recursos que só nos trouxo pobreza, contaminaçom e despovoamento. Um modelo contra a imensa maioria do povo trabalhador que só enriquece os oligopólios e a casta política de bandidos e corruptos.


Tombar estas políticas antipopulares nom se decide nas urnas, com pactistas e inofensivas cortesias parlamentares e estrategias eleitoralistas. Levamos 40 anos votando e o saldo som 4 décadas de perda paulatina de conquistas e direitos.


Só na rua a classe trabalhadora organizada e movimentada logrará conquistar o nosso futuro. Em fevereiro de 2013 caiu o governo húngaro por um incremento do preço da luz mui inferior ao implementado estes dias polas elétricas espanholas.

Sem umha estratégia de mobilizaçom operária e popular promovida pola auto-organizaçom do povo trabalhador galego seguiremos retrocedendoo em diretos e conquistas sociais e laborais.

Mas aqui a “esquerda” institucional e o sindicalismo pactista e burocrático carecem da mais mínima vontade para quebrar o processo de resignaçom e desmobilizaçom social que as estratégias eleitoralistas provocárom, e só proponhem medidas superficiais que paliem as agressons em curso.

A tarifa elétrica galega, a reduçom do IVA de 21 a 4%, subsídios e moratórias no pagamento das tarifas elétricas polas famílias mais pobres ou supressom dos obstáculos legais ao autoconsumo, que defendem a Marea e o BNG, som simples remendos momentáneos se nom se aposta pola nacionalizaçom das companhias elétricas e um novo modelo de desenvolvimento.

Embora esta medida é fatível no quadro da dependência nacional e da economia de mercado nom se vai a produzir porque a “esquerda” institucional carece de vontade e coragem política pois as suas elites pequeno-burguesas estám cómodas gerindo as migalhas que o sistema permite.

Só lograremos superar este longo ciclo de agressons permanentes contra as nossas condiçons de vida articulando o bloco histórico operário e popular sob umha estratégia de luita visada para recuperar a independência nacional e construir umha sociedade socialista.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1 de fevereiro de 2017