Comunicado nº 68: Galiza com a Catalunha. DESOBEDIÊNCIA – INDEPENDÊNCIA

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Galiza com a Catalunha

DESOBEDIÊNCIA · INDEPENDÊNCIA


A medida que se aproxima a “hora dos fornos” o Estado espanhol monstra sem complexos a sua natureza autoritária e repressiva como regime continuador do franquismo. 

A implementaçom do estado de exceçom na Catalunha constata a enorme fraude alimentado nas últimas quatro décadas polo conjunto das forças políticas espanholas e polos partidos regionalistas e nacionalistas que representam os interesses das burguesias periféricas. A ausência de rutura e o ilusionismo democraticista que alimentárom e seguem alimentando os partidos de “esquerda” permite que agora se constate novamente que em 1975 todo ficou “atado e bem atado”.

Perante a firmeza do povo trabalhador catalám Espanha finalmente optou por aplicar de facto o artigo 155 da constituiçom postfranquista, elaborada seguindo os ditames do exército fascista emanado da vitória militar de 1936-39.

A intervençom económica da Generalitat, o controlo dos Mossos d’Esquadra por um alto oficial da Guarda Civil de passado falangista com denúnicas por torturas, a detençom de altos funcionários do governo autónomo, a censura de meios de comunicaçom, a manipulaçom dos meios de [des]informaçom, as ameaças e intimidaçom permanentes, a restriçom de direitos e liberdades fundamentais, a concentraçom de mais de 10 mil efetivos das forças repressivas, som o prelúdio da saída policial com que a oligarquia espanhola pretende impossibilitar o referendo de 1 de outubro e esmagar a vontade do povo trabalhador catalám de decidir livremente o seu futuro como povo e naçom.

Na Catalunha está-se produzindo umha revoluçom nacional-democrática que nom só logrará conquistar umha República independente e soberana, acelerará a profunda crise do regime do 78, gerando condiçons que poderám facilitar cenários favoráveis à libertaçom das naçons oprimidas como o galega, mas também à emancipaçom do conjunto da classe trabalhadora e do povo empobrecido.

Perante esta situaçom a “esquerda” espanhola, tanto a institucional como a de ámbito extraparlamentar, coincidem com o bloco de classes oligárquico na defesa da unidade do Estado espanhol.

Podemos e PCE/IU som incapaces de despreender-se do chauvinismo que carateriza o conjunto do progressismo hispano, situando-se de facto no mesmo lado que Confederaçom de Empresarios da Galiza [CEG], assim como do PP, PSOE e C´s, na intransigente defesa do paradigma espanhol.

Agora Galiza sauda que por primeira vez de forma nítida a classe operária catalana emerge com voz própria, desafiando as limitaçons de um processo legalista, carregado de enormes doses de ingenuidade, dirigido pola pequena e mediana burguesia catalana.

A decisom dos estivadores de nom colaborar com as forças de ocupaçom, e a greve geral convocada a partir de 3 de outubro polos sindicatos de classe cataláns, catalisarám umha nova fase acorde com a situaçom de inevitável confronto sem o qual nunca se poderá conquistar a independência nacional.

Espanha e a oligarquia que controla com mao de ferro o seu corrupto aparelho estatal nunca permitirá que a Catalunha e a Galiza conquistemos de forma pacífica e negociada a nosa liberdade.

Só o povo trabalhador catalám movimentado na rua derrotará a repressom do Estado espanhol. Só o povo trabalhador catalám movimentado na rua poderá exercer o direito de autodeterminaçom e declarar a independência. Só o povo trabalhador catalám em rebeldia e movimentado na rua logrará que a nova República esteja ao seu serviço, abrindo um processo constituinte para avançar face umha Catalunha soberana, socialista e feminista.

Agora Galiza apela ao povo trabalhador galego para manter umha solidariedade ativa com a luita catalana que fazemos nossa, a repudiar as falácias e manipulaçons sobre a causa catalana, mas também apelamos a comunidade galega na Catalunha a implicar-se no referendo do dia 1 de outubro e nas jornadas de luita posteriores.

Visca Catalunya lliure, socialista e feminista!

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

A solidariedade internacionalista é a ternura dos povos!

Venceremos!

Na Pátria, 27 de setembro de 2017

[42 aniversário dos últimos 5 combatentes fusilados polo franquismo]