[COMUNICADO N° 5 do Manifesto Internacionalista de Compostela]. A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE MARCA-NOS O CAMINHO NA NECESSIDADE DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DA VIA REVOLUCIONÁRIA

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A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE MARCA-NOS O CAMINHO NA NECESSIDADE DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DA VIA REVOLUCIONÁRIA

A cem anos da Revoluçom de Outubro, a cinquenta anos do assassinato do Che Guevara, sem esquecer que há 150 anos se escreveu O Capital, queremos reafirmar-nos neste Lenine Eguna 2017 no nosso compromisso com a libertaçom dos povos e classes oprimidas, com a libertaçom das mulheres que sofrem a tripla opressom, com o ecologismo e com o internacionalismo proletário.

Passárom quatro meses desde que os coletivos que conformamos o Manifesto Internacionalista de Compostela figémos público o documento fundacional. Em ele afirmávamos que o capitalismo nom pode ser reformado, que as trabalhadoras e os povos nom temos futuro dentro dos Estados burgueses da Península, nem dentro de qualquer país capitalista, da Uniom Europeia ou da OTAN. Em ele afirmávamos também que a classe obreira deve caminhar ao frente do processo, superar as vias reformistas e eleitoralistas, e asumir a crueza do reto que tenhem por frente.

O nosso futuro encontra-se na autodeterminaçom dos povos para a construçom do socialismo, na posta em prática dumha ecologia que permita perdurar o ecosistema e na emancipaçom das mulheres acabando com o sistema patriarcal

Perante os avanços na exploraçom a que nos submete o capital reafirmamo-nos na necessidade e urgência destes objetivos.

Em estes últimos messes temos visto como em alguns ámbitos as luitas começam a se reativar, mesmo chegando a se desbordar. A luita do povo catalám, que tem desbordado as previsons da fraçom burguesa que dirige o processo, cara a sua independência, demonstra que quem tem maior interesse no exercício do direito de autodeterminaçom som as classes populares, o povo trabalhador catalám, e confirma ao mesmo tempo a atualidade da construçom da independência e o socialismo

Desde este manifesto queremos reconhecer nom só a República de Catalunha, senom também a luita do povo trabalhador catalám, os Comités de Defesa da República (CDR) e todas as organizaçons obreiras, estudantis e populares que estám a levar adiante a luita pola libertaçom de Catalunha. A sua luita é a nossa.

Por sua vez queremos denunciar todas essas “esquerdas” chauvinistas que preferírom defender o projeto imperialista espanhol por cima do necessário internacionalismo com o povo trabalhador catalám. Escolhérom defender os barrotes da cadeia de povos e das classes trabalhadoras em vez de ativar as luitas populares para acabar com o Estado bourbónico, que nom só nega os povos senom que espreme ao máximo os trabalhadores submetidos ao sistema de exploraçom capitalista

O Estado espanhol tem mostrado, novamente, a sua violenta natureza autoritária aplicando o artigo 155 na Catalunha, levando a cabo umha brutal repressom e reativando o fascismo para impedir que a Catalunha tome qualquer caminho que rompa com os interesses da oligarquia que impera no Estado espanhol, que fai parte dessa Uniom Europeia que defende os interesses do capitalismo. A mesma que vira as costas umha e outra vez aos povos e classes trabalhadoras para que nom disminua, nem um ápice, o seu benefício

Os povos e classes oprimidas já conheciamos e tinhamos sufrido a extrema violência dos Estados capitalistas, a existência durante décadas de presos e presas políticas, o uso da tortura, o feche de meios de comunicaçom e a ilegalizaçom de candidaturas populares… agora aplicam-se todos estes métodos de maneira mais intensiva para impedir a emancipaçom dos povos, primeiro do catalám, mas estando conscientes de que ao resto dos povos oprimidos polo Estado espanhol nos esperam as mesmas condiçons.

O nosso carinho é a solidariedade, a nossa exigência de amnistia para todas as presas e presos políticos, para os que se tenhem sumado nas últimas semanas, parte do Govern catalám, os detidos e condenados por publicar opinions em twiter, por participar nas greves, escrever raps e, já agora, para todos os e as militantes revolucionárias retaliadas que há décadas sofrem nas cadeias espanholas

Temos clara a necessidade de avançar na organizaçom internacionalista e ainda que estejamos nos primeiros passos, temos avançado na nossa coordenaçom e atividade. Reafirmamos o nosso compromisso na construçom deste novo espaço em que continuaremos a trabalhar.

Articular nas nossas respetivas naçons, formaçons sociais, alternativas ruturistas revolucionárias, de genuíno carater anticapitalista e socialista, antipatriarcais e ecologistas e com prespetiva internacionalista, é a tarefa em que estamos imersos e em ela temos de continuar.

Para terminar, a nossa homenagem a todas as trabalhadoras e trabalhadores que luitárom, nom só há cem anos, em qualquer etapa e em qualquer parte do mundo, para acabar com a exploraçom e conseguir a emancipaçom humana.

A luita é o único caminho

País Basco, 9 de novembro de 2017

Agora Galiza [Galiza]

Boltxe [País Basco]

Comunistas de Castilla [Castela]

CUP [Paisos Catalans]

Iniciativa Comunista [Estado espanhol]

Nación Andaluza [Andaluzia]

Platafoma Laboral e Popular [Portugal]