6D. Contra a constituiçom postfranquista. INDEPENDÊNCIA PARA A GALIZA

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COMUNICADO Nº 76 da Direçom Nacional]

6 D. Contra a constituiçom postfranquista

INDEPENDÊNCIA PARA A GALIZA

O atual regime espanhol é umha maquilhagem da ditadura franquista imposta polo golpe de estado e posterior guerra promovida em 1936 polo bloco de classes oligárquicas.

A atual unidade de mercado que conhecemos como Espanha, é a pedra angular do capitalismo espanhol que nega o exercício de autodeterminaçom dos povos.

Após quatro décadas de relativa “estabilidade” política e institucional, onde a burguesia logrou fabulosas taxas de lucro endurecendo a exploraçom à que submete o povo trabalhador, as mulheres e as naçons oprimidas como a Galiza, a crise estrutural do capitalismo senil tem contribuido para desgastar e debilitar a II restauraçom bourbónica.

Perante este cenário de questionamento das políticas antipopulares promovidas polos governos de turno, o exercício do direito de autodeterminaçom do povo catalám foi contestado da única maneira que Espanha conhece, mediante o uso da repressom e a violência.

A luita independentista voltou a constatar que é o elo fraco da cadeia da dominaçom capitalista no Estado espanhol, mas também que sem direçom operária e orientaçom socialista está condenada a fracassar.

A determinaçom de construir umha República catalana facilitou que os partidos do Ibex 35 [PP, PSOE e C´S], assim como esse difuso espaço que pretende regenerar o discurso socialdemocrata [Podemos, IU, e as forças satelitais a escala nacional], tivessem que abandonar a careta. Todos, sem exceçom, com diversos ritmos e matizaçons, mas ao fim e ao cabo todos, defendem a unidade indivisível de Espanha, construída violando com a força das baionetas os direitos básicos das naçons oprimidas e vulnerando as conquistas dos povos trabalhadores.

O discurso chauvinista espanhol, de caráter supremacista, apoia-se na defesa dumha legalidade ilegítima plasmada na constituiçom do 78, que a maioria do povo galego nom apoiou, pois no referendo realizado há 4 décadas apenas 44% do recenseamento eleitora votou afirmativamente.

Só a independência garante o nosso futuro. A prática totalidade dos problemas e desafios que nos afetam como classe e como povo derivam diretamente da carência de soberania nacional da Galiza.

A opressom, dominaçom e exploraçom à que naçom galega está submetida por Espanha é a causa do nosso atraso e dependência. Sem um Estado galego de caráter operário, sem recuperarmos a independência política como passo imprescindível para atingir a soberania, seguiremos caminhando face o nosso suicídio como povo e naçom.

Para abandonarmos o rol ao que nos condenada o imperialismo país periférico do que extrair matérias primas, energia e mao de obra barata, onde implantar indústrias de enclave altamente contaminantes-, as luitas em defesa dos direitos laborais e sociais, contra a privatizaçom da sanidade e a educaçom, contra a assimilaçom cultural, tenhem inexoravelmente que conveger com a reivindicaçom de umha Pátria livre e soberana.

Agora Galiza manifesta a categórica oposiçom do independentismo socialista e feminista galego à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, à constituiçom do 78 e posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

A recente histórica da Autonomia Galega tem demonstrado que a estratégia de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, é umha via morta.

É umha fraude continuar a defender a viabilidade de reformas da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Simplesmente Espanha é irreformável. Só a luita independentista sob direçom e orientaçom obreira e popular logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

Neste ano que finaliza constatamos que a pequena-burguesia hegemónica nas direçons das forças da “esquerda” institucional [Marea, BNG, Podemos, IU], mais alá de retórica oca, carecem da mínima vontade política para confrontar com este Estado terrorista. Continuam instalados nas políticas conciliadoras e contemporizadoras com a burguesia espanhola e a UE. A presença dos seus líderes nos reacionários e antigalegos prémios Fernández Latorre, ou nos foros oligárquicos, demonstram que som forças esterilizadas para encabeçar a rebeliom popular.

Quando as gadoupas do fascismo eclosionam sem pudor no poder judicial e nos meios de [des]informaçom, nos discursos das forças políticas herdeiras do falangismo [PP e C´s], quando os grupos de extrema-direita e nazis agem com total impunidade nas ruas, é objetivo prioritário do povo trabalhador e empobrecido da Galiza reconstruir as ferramentas revolucionárias de luita e combate.

Para garantir o seu sucesso esta tarefa deve ir acompanhada de batalha ideológica que desmascare tanto farsante para podermos impulsionar umha estratégia de combate popular. Neste 6 de dezembro nada temos que celebrar e sim muito que denunciar e reivindicar.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1 de dezembro de 2017