TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO

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TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO


A deriva autoritária da segunda restauraçom bourbónica é consequência direta do pacto da Transiçom entre as forças que sustentárom o franquismo, as organizaçons da esquerda reformista [PSOE PCE] e a burguesia nacionalista catalana e basca.


A reforma política implementada entre 1975 e 1982, dirigida e tutelada pola Casa Branca e as principais potências europeias, procurava basicamente blindar e perpetuar a acumulaçom de capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como manter intata a unidade e integridade territorial do Estado espanhol, o mercado de expansom e acumulaçom do bloco de classes oligárquico.


A aprovaçom da lei de ponto final, denominada eufemisticamente lei de amnistia [outubro de 1977], procurava a imunidade e impunidade de todos os responsáveis polas 4 décadas de ditadura, dos seus crimes e delitos: roubo e incautaçom ilegal das propriedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.


A monarquia bourbónica foi e é a pedra angular do novo regime emanado do ignominioso pacto que só maquilhou de “democrático” o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista, perpetuando assim a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar de abril de 1939.


No 40 aniversário desta metamorfose, perante o desafio promovido polo independentismo catalám, o regime optou por deixar cair parte da sua máscara “democrática”, monstrando sem eufemismos a sua natureza profundamente reacionária, abandonando as falsas, como eficaces políticas de consenso [simples pactos e muros de silêncio] que provocárom o fenómeno do desencanto e a desativaçom do movimento operário.


A multicrise que o regime de 78 arrasta desde há praticamente umha década pretende ser superada mediante um novo pacto entre as forças centrais do regime [PP, PSOE e C´s] consistente numha nova recentralizaçom.


Para a sua estabilizaçom é imprescindível evitar que a classe trabalhadora e os setores populares se organicem. Nada melhor que a ideologia chauvinista para desviar a atençom dos verdadeiros problemas e ocultar os responsáveis da situaçom de depauperaçom de amplos setores populares, da corrupçom geralizada dumha elite de bandidos e criminais, do saqueio dos fundos das pensons, para criar cortinas de fumo que permitam implementar as políticas de ajustamentos pendentes, que reclama a UE e o FMI.


O conjunto de reformas do Código Penal dos últimos anos e a “lei mordaça”, o uso da repressom contra toda forma de disidência, está sendo determinante para conter os protestos, para gerar um clima desmobilizador de autocensura, e disciplinar ainda mais a classe operária.


Estes fatores estám sendo determinantes para ir criando um clima reacionário, antesala do fascismo, atualmente a ideologia hegemónica nos meios de [des]informaçom burgueses e do poder judicial, que como núcleo duro do Estado franquista nom foi depurado.


A “normalidade democrática” que carateriza a prática diária das forças da “esquerda” institucional só contribui a reforçar o regime de 78. Nem o novo nem a velho reformismo pretendem, nem procuram, tombar o regime de 78, tam só no melhor dos casos realizar reformas democraticistas para situar as suas elites nas ilegítimas instituiçons emanadas do pacto da Transiçom, que a esquerda independentista e socialista galega nunca legitimou nem legitimará.


Perante a brutal ofensiva do Capital, envolvido na bandeira franquista e no supremacismo imperialista espanhol, é imprescindível construirmos um muro antifascista nos centros de trabalho e ensino, com a rua como centro de gravidade.


Levantarmos um antifascismo genuíno, de inequívoco componente anticapitalista e socialista, é umha tarefa prioritária. Mas nom para defender a “democracia burguesa” ameaçada, com o apoio do PSOE, polo PP franquista e o neofalangismo de C´s, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente esta ditadura burguesa em deriva autoritária.


Eis as razons polas que Agora Galiza apresenta a campanha central de 2018.