Comunicado nº 87 de Agora Galiza: Perante a sentença imposta a “La Manada”

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Perante a sentença imposta a “La Manada”

A Audiência de Nafarroa deu a conhecer hoje a ridícula sentença imposta a cinco integrantes de “La Manada”, acusados de violar umha jovem em julho de 2016.

Nom é qualquer surpresa que a justiça espanhola mostre sem ambages a estreita colaboraçom com o patriarcado que sempre tivo em casos similares, onde o grau de violência e a gravidade dos factos semelha estar determinada se a agressom acaba em assassinato.

Custa entender como se pode falar de “abuso” sem violência e intimidaçom perante umha agressom sexual cometida sem consentimento entre cinco homens num portal, resultando especialmente nojenta a cousificaçom que mais umha vez se fai do corpo das mulheres, como se foramos quem de suportar todo tipo de ataques e vejaçons, de permanecermos inertes e fazer que nom passa nada, ou de que o nosso corpo nom oponha resistência e que isso signifique consentimento.

É absolutamente intolerável que a responsabilidade das violaçons recaia sempre nas mulheres, em ser quem de nos proteger, em ter que submeter-nos para evitar males maiores.

Igualmente lamentável é o papel dos meios de comunicaçom do sistema e como a opiniom pública se encarregou nos últimos meses de questionar a veracidade da denúncia interposta pola jovem.

José Ángel Prenda, Ángel Boza Florido, Jesús Escudero Domínguez, Afonso Jesús Cabezuelo e Antonio Manuel Guerrero Escudero, entre os que há um soldado e um guarda civil, som apenas cinco das dúzias de violadores aos que lhes sae demasiado barato cometer agressons sexuais.

Falha a prevençom, falham os procedimentos e também falham as soluçons. Nom existe praticamente educaçom afetivo-sexual nas escolas, nom se ensina aos filhos a nom dar por feito que o corpo das mulheres é da sua propriedade, nom interessa entender que para muitos a sexualidade está baseada no que aprendem vendo porno, nom se tomam medidas porque as instituiçons nom querem que se faga.

As feministas nom ficaremos caladas, sairemos à rua para denunciar este novo ataque à nossa liberdade e inadmisível cumplicidade institucional. Só um feminismo organizado e de classe será quem de mudar a estratégia e começar a transformar este sistema patriarco-burguês.

Agora Galiza, no dia de hoje, apelam a participar nas concentraçons convocadas polo movimento feminista galego em várias vilas e cidades do país.

Avante a luita feminista!

Direçom Nacional de Agora Galiza