Comunicado nº 91 de Agora Galiza: Sentença da Gürtel confirma caráter criminal do PP e do regime bourbónico

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Sentença da Gürtel confirma caráter criminal do PP e do regime bourbónico

A condena a prisom de 19 altos responsáveis do PP e empresários, promotores da trama de financiamento ilegal mediante ajudicaçons de contratos por comissons, confirma umha evidência inquestionável: o partido de Rajói e Feijó é umha organizaçom criminal.

Porém, Agora Galiza nom se soma ao coro de apluasos. Com esta sentença -aparentemente exemplar, a “Audiência Nacional” procura basicamente dous objetivos:

1º- Legitimar o regime da segunda restauraçom bourbónica perante a profunda crise de legitimidade que arrasta.

A superestrutura do Estado espanhol pretende com estas operaçons de marqueting transmitir a falaz existência de divisom de poderes e a ”independência” do poder judicial do poder político.

2º- Acelerar o recâmbio do PP por Ciudadanos. As fraçons hegemónicas da oligarquia necessitam com celeridade substituir o desgastado e desacreditado PP polo novo falangismo de Albert Rivera. Esta sentença contribui para dinamitar o PP e promover o travasse de quadros para o partido laranja.

Os meios de [des]informaçom da burguesia -tanto os claramente reacionários comos os pseudoprogressistas-, insistem no caráter exemplar da condena. Mas a realidade é bem distinta do que nos pretende transmitir.

As “duras” penas que nalguns casos superam o meio século, ficarám em pouco mais de dez anos para a prática totalidade dos 19 condenad@s.

A política de indultos e reduçom de condenas para os ricos e fraçons de apoio, fai parte do caráter intrinsicamente classista da justiça que padecemos: umha justiça burguesa, patriarcal e chauvinista espanhola.

A sentença confirma a existência da caixa B de financiamento do PP, reconhece o seu caráter criminal, mas deliberadamente evita iniciar o processo de ilegalizaçom do PP.

A sentença vem precedida pola detençom de Eduardo Zaplana  -ex-porta-voz do PP nas Cortes espanholas, ex-ministro do Governo de Aznar e ex-presidente da Generalitat Valenciana-, e pola detençom de familares diretos de Juan Cotino, ex-diretor da Polícia espanhola, quem também está sendo investigado na trama de branqueio de capitais.

A intencionalidade da sentença pretende exculpar o regime da corrupçom geralizada desta cloaca chamada Espanha, busca proteger as elites económicas, financieiras e políticas do postfranquismo, basicamente a Casa Real, para ganhar tempo que permita a consolidaçom da recomposiçom reacionária em curso.

Com a aprovaçom ontem dos orçamentos gerais do Estado polos votos do Partido Nacionalista Basco [PNB], M ponto Rajói e o seu governo de bandidos tem margens para continuar.

Nem Espanha nem o capitalismo se podem reformar. As forças da esquerda institucional continuam hipotecadas polo eleitoralismo e o cretinismo parlamentar, alimentando a falsa alternativa de termos que escolher entre PP/C´s ou PSOE/Podemos.

Essa estratégia só contribui para gerar falsas ilusons entre a classe obreira e o povo trabalhador, em acreditar que se podem realizar transformaçons ocupando as instituiçons do inimigo, e mediante um processo de mudanças paulatinas democratizar o regime e implemantar políticas ao serviço das maiorias.

A segunda restauraçom bourbónica só pode ser derruvada desde o exterior das suas entranhas, com um povo trabalhador organizado, ativo, unido e movimentado, mediante umha estratégia de confrontaçom e convergência assentada na luita operária, nacional e feminista.

A greve geral do vindouro 19 de junho é umha magnífica ocasiom para gerar espaços de luita, para realizar um treino de massas que permita superar o amorfismo da classe obreira, iniciar a sua recomposiçom, a recuperaçom do seu protagonismo e direçom, deslocando as políticas timoratas e acomplexadas que caraterizam as orientaçons hegemónicas da esquerda institucional.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 24 de maio de 2018