BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA: 10 MEDIDAS ANTIFASCISTAS

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BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

Estes últimos dias comprovamos como o fascismo age com absoluta impunidade no Estado espanhol.
Constatamos como as organizaçons fascistas reivindicam a ditadura franquista, e a terrível repressom contra o povo trabalhador durante quatro décadas.
Como ocupam as ruas e os espaços públicos as bandeiras do pistoleirismo falangista, das entidades e grupos da extrema-direita, responsáveis diretos das perto de 10.000 execuçons contra o melhor do povo galego entre julho de 1936 e 1977.

Perante o avanço da hidra fascista, a esquerda revolucionária galega reitera a necessidade histórica de construir um espaço de luita visado para dar xaque ao regime de 78, levantando umha muralha antifascista, nom para defender a democracia liberal burguesa e sim a alternativa socialista.

Olhar para o lado, como se nada passasse, é umha irresponsabilidade que já pagamos muito cara na década dos anos trinta e quarenta.

É necessário constituir um bloco popular antifascista dotado de um programa de classe e um acionar de denúncia e mobilizaçom, com a rua como centro de gravidade, para frear o avanço das diversas variantes da reaçom.

Vertebremos um frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho.

10 MEDIDAS ANTIFASCISTAS


1- Desfascistizar a Galiza. Eliminar dos espaços públicos até o último vestígio simbólico e iconográfico da ditadura.


2-
Nacionalizaçom de todo o património da família Franco, resultado do acumulado no saqueio praticado na ditadura, e devoluçom do património incautado a entidades, associaçons e particulares.

3- Ilegalizaçom de todas os partidos e organizaçons que nom condenam o franquismo e reivindicam a ditadura: PP, C´s, Vox, as diversas Falanges, as fundaçons Francisco Franco, José Antonio Primo de Rivera, Yagüe, Pro-Infancia Queipo de Llano, Blas Piñar, Serrano Súñer, Ramiro Ledesma Ramos, Millán Astray, a UME [Uniom Militar Espanhola], etc.

4- Proibiçom da exibiçom de qualquer simbologia fascista.

5- Clausura de todas as publicaçons, editoras e meios de “comunicaçom” [emissoras de rádio e TV] que realizam apologia do franquismo.

6- Anulaçom da amnistia de 1977 que permite a impunidade a todos aqueles que participárom no franquismo e depuraçom integral da administraçom, exército e corpos repressivos.

7- Anulaçom de todas as condenas e juízos realizados durante o período 1936-1977 e reparaçom das vítimas e familiares.

8- Criaçom de um Instituto Nacional de Recuperaçom da Memória Histórica, dotado de recursos económicos necessários, centrado no estudo da opressom do Povo Galego ao longo da história, visada para reabilitar e dignificar todas as vítimas dessa repressom, começando polas vítimas da guerra de classes de 1936-39 e o franquismo.

9- Exigência à Igreja católica dumha condena pública da sua participaçom no golpe fascista e posterior legitimaçom do franquismo.

10- Derrogaçom de todas as leis que perseguem e limitam a liberdade de expressom, assim como aqueles artigos do Código Penal que colidem frontalmente com os princípios democráticos básicos, concretamente o de humilhaçom [artigo 578] reformado pola LO 2/2015, e o de ódio (artigo 510), aprovado pola LO 1/2015, ambas de 30 de março.