Comunicado nº 105: PATÉTICO SHOW DA NOVA SOCIALDEMOCRACIA

Padrão

PATÉTICO SHOW DA NOVA SOCIALDEMOCRACIA

A rutura interna cenificada em Podemos, coincidindo com o quinto aniversário da sua fundaçom, é o último episódio da crise orgánica estrutural que padece o novo reformismo espanhol.

Podemos apareceu na cena política como umha força ruturista que ia “mudá-lo todo”. Mas a realidade constata que é um partido convencional, altamente funcional para estabilizar e perpetuar o regime postfranquista espanhol.

Retirar a raiva e o conflito das ruas, canalizando-o pola via eleitoralista, renuncia paulatina ao seu programa político fundacional, apoio a UE do Capital e ao militarismo da NATO, ambiguidade calculada perante o golpe de estado em curso contra a Venezuela bolivariana, ou branqueio do PSOE, som umha pequena mostra da farsa que supóm a nova socialdemocracia para a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza.

A socialdemocracia podemita está cumprindo com o seu papel histórico de “pata esquerda da burguesia”, despojando o povo trabalhador de toda consciência de classe, só beneficiam os setores mais reacionários do Estado, som um caldo de cultivo para o fascismo.

O patético episódio protagonizado pola confrontaçom entre dous dos principais impulsores de Podemos, denota o caráter claramente oportunista dos diferentes setores que o encabeçam.

O II congresso em Vistalegre supujo a rutura definitiva entre eles. As recentes deserçons de destacados digirentes em Podemos, demonstram a inconsistência de umha força política ineficaz e estéril para defender os interesses da classe trabalhadora e quebrar o regime postfranquista.

A hipoteca eleitoralista e lógica institucional que fagocita as forças que carecem de umha linha combativa e operária, de umha direçom e composiçom maioritariamente classista, provocam que estas organizaçons realizem viragens de 180º, e renunciem ao que for por um punhado de votos e os privilégios atingidos polas suas elites.

Todas as manobras para perpetuar-se nos espaços de gestom institucional, somado aos fracassos eleitorais como o acontecido na Andaluzia, geram confusom e descontentamento entre a classe trabalhadora que com esperança, mas também com ingenuidade, considerava que era umha força nova sem ataduras, visada na transformaçom da terceira restauraçom bourbónica.

Na Galiza, as desputas internas entre o diferentes setores pequeno-burgueses no seio de “En Marea”, estám provocando umha reaçom mui semelhante entre o povo trabalhador galego.

As frentes interclassistas e as “mareas municipalistas”, caldeiradas ideológicas que aglutinan desde forças chauvinistas e populistas espanholas, socialdemocratas, trotskistas, eurocomunistas, centristas, até forças autonomistas galegas, som um auténtico fiasco.

Tal como a esquerda revolucionária galega vem denunciando, as “inovadoras” formas orgánicas e as ferramentas de participaçom “assembleares” e “democráticas”, promovidas pola “nova política”, resultam ser umha estafa que permitírom desativar o processo de radicalizaçom e desmobilizaçom das massas, e valeirar o conflito político e social das ruas.

A alternativa perante a falsa via que promovem e alimentam estas forças para paliar as aristas mais agressivas do capitalismo, da opressom nacional e da dominaçom patriarcal, tampouco a vamos encontrar no nacionalismo autonomista e interclassista do BNG, nem no independentismo essencialista, mero satélite do autonomismo.

A profunda crise de Podemos e da Marea, constata que os ensaios promovidos com regularidade em nome da mudança pola pequena-burguesia, som simples modas passageiras, que só reforçam a ditadura burguesa.

Perante a frustraçom e a desilusom que geram, a única alternativa é continuar com perserverância e paciência na reorganizaçom da esquerda revolucionária galega, na configuraçom de um movimento operário e popular dotado de um programa e umha linha de classe visado para a tomada do poder, na superaçom do sistema capitalista e da atual democracia burguesa. Um projeto socialista e feminista galego de libertaçom nacional.

O fracasso da nova socialdemocracia espanhola, e os experimentos ensaiados na Galiza de falsas unidades populares e renúncia ao princípio de auto-organizaçom, constata que nom existem atalhos, nem fórmulas milagreiras visadas para superar o capitalismo e derruvar o regime oligárquico espanhol.

Sem auto-organizaçom operária e popular, sem mobilizaçom e luita permenente e encadeada, sob um programa tático de acumulaçom de forças rebeldes para configurar um governo galego de transiçom de caráter obreiro e popular, patriótico e feminista, todo o que os diversos reformismos prometem é umha monumental falácia.

A luita é o único caminho para a nossa emancipaçom como classe e para atingir a libertaçom nacional. Só a Revoluçom Socialista Galega logrará sentar as bases para construir umha sociedade igualitária, de mulheres e homens livres.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de janeiro de 2019