Comunicado nº123: RESULTADOS ELEITORAIS EXPRIMEM NECESSIDADE HISTÓRICA DE ARTICULAR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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Resultados eleitorais de 10 de novembro confirmam o processo de involuiçom política em curso no Estado espanhol.

Afastados de leituras superficiais e simplistas sobre blocos, o taboleiro institucional do posfranquismo nom sofre alteraçons substanciais.

1- A pírrica “vitória” eleitoral do social-liberalismo após forçar esta convocatória, exprime o fracasso da operaçom de Pedro Sánchez por sair reforçado das urnas. O endurecimento da linha mais chauvinista e agressiva contra o direito de autodeterminaçom do povo catalám, e o funeral de Estado no que transformou a exumaçom dos restos de Franco, fôrom capitalizados polo fascismo sem complexos. A estratégia inspirada na doutrina do shock de sementar sensaçom de ingovernabilidade, nom tivo efeitos no reforçamento do PSOE.

2- O auge de Vox é resultado da fraudulenta política “antifascista” promovida polo PSOE para concentrar votos progressistas. Porém, a duplicaçom de escanos atingida polos herdeiros políticos sem complexos da ditadura franquista, som resultado mecánico da reconfiguraçom do campo político fascista. O descalabro do neofalangismo laranja provocou umha transferência quase matemática dos votos perdidos por Albert Rivera e Inés Arrimadas aos de Abascal.

3- O PP de Casado nom logra remontar nem atingir os seus objetivos de ser o partido mais votado. A sua taticista viragem “moderada” em relaçom ao relato hegemónico na campanha de abril, nom logrou recuperar os votos que paulatinamente se tinham fugado para C´s. Porque contrariamente ao que a esquerdinha tem defendido, Ciudadanos representava o projeto do glamour fascistizante das camaradas intermédias, agora fascinados pola ausência de complexos do discurso de Vox.

4- A nova socialdemocracia podemita segue lentamente debilitando-se. Podemos, após dinamitar a luita de massas até lograr a sua plena institucionalizaçom, retirando o conflito das ruas, perdeu a capacidade de incidência. Por muito que Pablo Iglesias continue implorando um governo “progressista” com um partido reacionário, um eventual acordo com o PSOE nom alterará a involuçom em curso que promove o grande capital.

5- O autonomismo galego recupera presença nas Cortes, e como já anunciou durante a campanha, está disposto a apoiar Pedro Sánchez em troques de que se transfiram as competêncais da AP-9 a Galiza. A sua carência de ambiçom é paralela a sua natureza inofensiva e perfil sistémico.

6- O independentismo catalám no seu conjunto avança eleitoralmente, mantendo a sua relativa capacidade de condicionar quem ocupa a Moncloa. A entrada da CUP nas Cortes, a custa da perda de dous deputados de ERC, exprime o processo de mudanças internas na correlaçom de forças do soberanismo catalám.

7- O reforçamento das forças de ámbito basco também consolida a histórica capacidade da burguesia bascongada de vender-se ao melhor postor em Madrid a custa de negociar concessons.

Neste cenário, todo indica que o PSOE de Pedro Sánchez procurará como primeiro cenário um acordo com o PP, tal como quer o Ibex 35 e o grande capital transnacional.

Dependerá da vontade de negociaçom e encaixe das primas donnas das duas forças centrais do regime da terceira restauraçom bourbónica.

Nom som horas de negociaçons nem de componendas para articular a quimera de um governo “progressista”. Sem reconstruir a esquerda revolucionária e as ferramentas defensivas da classe operária, nom é possível reverter a derrota estratégica na que estamos instalados.

Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare ao povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital.

Devemos preparar política, ideológica e psicologicamente à classe operária e ao povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polo PSOE e as esquerdinhas, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a besta fascista.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 11 de novembro de 2019