Comunicado nº 124: Agora Galiza-Unidade Popular denúncia política criminalizadora contra independentismo galego

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Agora Galiza-Unidade Popular denúncia política criminalizadora contra independentismo galego

A decisom da Fiscalia da “Audiência Nacional” de solicitar 102 anos de prisom aos independentistas galegos detidos em 2015, assim como a dissoluçom de Causa Galiza e Ceivar, som mais umha expressom da involuiçom política do Estado espanhol.

A acusaçom de “pertença a organizaçom criminosa para a comissom de delitos de enaltecimento do terrorismo”,promovida polos aparelhos judiciais do postfranquismo, só pretende injetar medo e dissuadir ao povo trabalhador galego de luitar polos direitos e liberdades conculcadas polo capitalismo e o projeto imperialista espanhol.

A vulneraçom de direitos básicos carateriza o agir do Estado espanhol, à margem de quem administre o seu governo. Perseguir politicamente a quem questiona e combate o postfranquismo é a razom da existência do maquilhado Tribunal de Ordem Público fascista.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta a solidariedade da esquerda revolucionária galega com todas as pessoas encausadas, e denunciamos a tentativa de ilegalizar organizaçons independentistas galegas.


Stop à repressom espanhola!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 12 de novembro de 2019

Comunicado nº123: RESULTADOS ELEITORAIS EXPRIMEM NECESSIDADE HISTÓRICA DE ARTICULAR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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Resultados eleitorais de 10 de novembro confirmam o processo de involuiçom política em curso no Estado espanhol.

Afastados de leituras superficiais e simplistas sobre blocos, o taboleiro institucional do posfranquismo nom sofre alteraçons substanciais.

1- A pírrica “vitória” eleitoral do social-liberalismo após forçar esta convocatória, exprime o fracasso da operaçom de Pedro Sánchez por sair reforçado das urnas. O endurecimento da linha mais chauvinista e agressiva contra o direito de autodeterminaçom do povo catalám, e o funeral de Estado no que transformou a exumaçom dos restos de Franco, fôrom capitalizados polo fascismo sem complexos. A estratégia inspirada na doutrina do shock de sementar sensaçom de ingovernabilidade, nom tivo efeitos no reforçamento do PSOE.

2- O auge de Vox é resultado da fraudulenta política “antifascista” promovida polo PSOE para concentrar votos progressistas. Porém, a duplicaçom de escanos atingida polos herdeiros políticos sem complexos da ditadura franquista, som resultado mecánico da reconfiguraçom do campo político fascista. O descalabro do neofalangismo laranja provocou umha transferência quase matemática dos votos perdidos por Albert Rivera e Inés Arrimadas aos de Abascal.

3- O PP de Casado nom logra remontar nem atingir os seus objetivos de ser o partido mais votado. A sua taticista viragem “moderada” em relaçom ao relato hegemónico na campanha de abril, nom logrou recuperar os votos que paulatinamente se tinham fugado para C´s. Porque contrariamente ao que a esquerdinha tem defendido, Ciudadanos representava o projeto do glamour fascistizante das camaradas intermédias, agora fascinados pola ausência de complexos do discurso de Vox.

4- A nova socialdemocracia podemita segue lentamente debilitando-se. Podemos, após dinamitar a luita de massas até lograr a sua plena institucionalizaçom, retirando o conflito das ruas, perdeu a capacidade de incidência. Por muito que Pablo Iglesias continue implorando um governo “progressista” com um partido reacionário, um eventual acordo com o PSOE nom alterará a involuçom em curso que promove o grande capital.

5- O autonomismo galego recupera presença nas Cortes, e como já anunciou durante a campanha, está disposto a apoiar Pedro Sánchez em troques de que se transfiram as competêncais da AP-9 a Galiza. A sua carência de ambiçom é paralela a sua natureza inofensiva e perfil sistémico.

6- O independentismo catalám no seu conjunto avança eleitoralmente, mantendo a sua relativa capacidade de condicionar quem ocupa a Moncloa. A entrada da CUP nas Cortes, a custa da perda de dous deputados de ERC, exprime o processo de mudanças internas na correlaçom de forças do soberanismo catalám.

7- O reforçamento das forças de ámbito basco também consolida a histórica capacidade da burguesia bascongada de vender-se ao melhor postor em Madrid a custa de negociar concessons.

Neste cenário, todo indica que o PSOE de Pedro Sánchez procurará como primeiro cenário um acordo com o PP, tal como quer o Ibex 35 e o grande capital transnacional.

Dependerá da vontade de negociaçom e encaixe das primas donnas das duas forças centrais do regime da terceira restauraçom bourbónica.

Nom som horas de negociaçons nem de componendas para articular a quimera de um governo “progressista”. Sem reconstruir a esquerda revolucionária e as ferramentas defensivas da classe operária, nom é possível reverter a derrota estratégica na que estamos instalados.

Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare ao povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital.

Devemos preparar política, ideológica e psicologicamente à classe operária e ao povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polo PSOE e as esquerdinhas, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a besta fascista.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 11 de novembro de 2019

Comunicado nº 122: PSOE APROFUNDA NA FASCISTIZAÇOM DO ESTADO ESPANHOL

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PSOE APROFUNDA NA FASCISTIZAÇOM DO ESTADO ESPANHOL

O governo em funçons do PSOE, encabeçado por Pedro Sánchez, nom so nom cumpriu absolutamente nada do que prometeu. Seguindo a folha de rota marcada pola oligarquia e o IBEX 35, o social-liberalismo está preparando novas agressons contra os direitos e conquistas da classe trabalhadora.

Nom derrogou a Lei Mordaça, nem a reforma laboral, nem a LOMCE, apoiou o 155 contra Catalunha, permitiu que a exumaçom do genocida Franco se converte-se num ato de exaltaçom da ditadura, mostrou o seu apoio sem complexos ao governo criminal de Lenín Moreno no Equador e ao fascismo venezuelano, refugiando ao terrorista Leopoldo López na embaixada espanhola em Caracas.

Fai uns días também conheciamos o documento que o governo remitiu a UE para a implementaçom das políticas neoliberais da chamada “mochila austríaca”, um novo atentado aos direitos, destinado a empobrecer ainda mais o povo trabalhador.

Além de todo isto, com a entrada em prisom dos líderes independentistas do Procés, as protestas e a legítima viôlencia popular ou criminalizaçom contra o CDR na Catalunha, como pretexto, o governo do PSOE justifica e continua aprofundizando na fascistizaçom do Estado com medidas cada vez mais reacionárias e antidemocráticas.

Amparando-se na “segurança pública e proteçom civil” foi aprovado um Real Decreto “in extremis” à passada sexta-feira, 1 de novembro, polo Conselho de ministros do governo de Pedro Sánchez.

O escandaloso decreto oUtorga ao executivo um poder extraordinário sobre o controlo das redes e páginas web. Permite o feche de qualquer serviço de comunicaçons electrónicas -público ou privado- em caso de umhas “supostas amenaças graves para a ordem pública”, entre outras medidas, sem a necessidade de umha sentença judicial. Justificam a sua aprovaçom entre outras razons, “polos recentes e graves acontecimentos que sucedérom em parte do território espanhol”.

Embora já se podía ordenar o cessamento de urgência de forma cautelar de qualquer tipo de comunicaçom digital, agora com esta nova “barbaridade eleitoral” as “razons” som muito mais amplas.

Esta nova medida de controlo da rede, em resposta principalmente ao independentismo catalám, nom so afetaria à Generalitat, também ao resto de administraçons do Estado, toda a informaçom e comunicaçom digital estaria supeditada aos interesses e autorizaçom do governo central.

Qua a internet seja controlada e supervisada totalmente polo governo do Estado espanhol supom umha clara vulneraçons dos direitos e liberdades mais elementares. Umha medida que poderia implementar perfeitamente qualquer organizaçom de ultradireita.

A censura na rede junto a todas as falsas promessas promovidas polo social-liberalismo seriam motivo suficiente como para organizar mobilizaçons operárias combativas e de caráter continuado por todo o Estado.

Reafirmamos-nos em que PSOE é um partido de direita disfarçado, com umha linguagem e falsa fachada progressista. É umha força funcional ao postfranquismo, representante de umha fraçom da oligarquia, umha força essencial para manter o funcionamento da alternância parlamentar, que efectua idênticas políticas que a ultra-direita espanhola.

A cada vez mais preocupante ameaça fascista nom se derrota nas instituiçons do inimigo, nem votando ao PSOE, nem às forças reformistas galegas ou espanholas que somente optam por parasitar nas instituiçons burguesas e formar governo com a direita “progressista” a cabeça.

De Agora Galiza-Unidade Popular inssistimos que é nas ruas, sem concessons nem negociaçons, com persistente mobilizaçom e unidade de classe, onde se atinguem melhoras para a classe trabalhadora e se logram tombar medidas reacionárias como as estabelecidas polo PSOE ou PP.

A criaçom de um bloco Popular Antifascista somado à luita combativa e contundente nas ruas e centros de trabalho contra os partidos do regime que promovem e aprofundizam na deriva reaccionária do estado espanhol, é umha necessidade indispensável!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de novembro de 2019

Comunicado nº 121: Legislativas de 10 de novembro de 2019. Votes o que votes ganham eles. Abstençom

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Legislativas de 10 de novembro de 2019

Votes o que votes ganham eles

Abstençom

Novamente a ditadura burguesa espanhola convoca-nos a votar. Após meio ano ensaiando carência de vontade política para constituir Governo, aplicando a receita do caos controlado da doutrina do shock, Pedro Sánchez optou por convocar novas eleiçons na procura de modificar a correlaçom de forças nas Cortes em prol do PSOE, e portanto dos interesses do Capital.

A profunda multicrise que padece o regime de 78, combinada e inserida na crise estrutural do capitalismo crepuscular, pretende ser “superada” ou cando menos reduzida, mediante a restauraçom paulatina do monopartidarismo bicéfalo.

Os poderes reais do postfranqusimo exigem novas medidas visadas para disciplinar ainda mais o conjunto do povo trabalhador, mediante umha nova reforma laboral, e avançar na privatizaçom do sistema público de pensons, tal como solicita o FMI e o Banco Central Europeu. Mais austeridade para incrementar o ganho da burguesia às portas de umha nova “recessom económica” mundial.

Os poderes fáticos encabeçados polo ilegítimo bourbon, exigem esmagar a vontade de ser República da Catalunha rebelde que nom se dobrega nem ajoelha, pretendem recuperar competências mediante um processo de recentralizaçom. Há que manter a toda custa a unidade territorial de Espanha como mercado onde acumular e expandir capital.

Na atual conjuntura histórica, em plena ofensiva reacionária, de marasmo e amorfismo do movimento operário, de involuçom ideológica e derrotismo, de enorme debilidade orgánica e ideológica da esquerda revolucionária, nom existem as mínimas condiçons objetivas nem subjetivas para dar batalha com êxito no ámbito eleitoral, frente aos diversos oportunismos que desputam o espaço da denominada “esquerda”.

Mas tampouco a classe operária consciente, a juventude rebelde, o povo trabalhador galego que nom se deixa manipular polos meios de [des]informaçom da burguesia espanhola e da lumpemburguesia autótone, podem mais umha vez emprestar o seu voto aos partidos que optam por atingir escanos onde situar as suas elites, reforçando assim a falsa normalidade democrática do postfranquismo.

Em abril diziamos que sem luitar pouco vale votar, que tampouco existia nengumha candidatura que defendesse coerente e dialeticamente os interesses da classe trabalhador a e os da naçom galega. Meio ano depois, nom se tenhem produzido mudanças que nos recomendem alterar o diagnóstico.

Tanto a sucursal galega de Unidos/Podemos como o BNG partem de duas premissas falsas.

A sua tática eleitoral baseia-se numha dupla equaçom falaz.

1º- Nom existe democracia no Estado espanhol. Portanto a luita pola defesa e recuperaçom dos direitos e conquistas que paulatinamente nos fôrom suprimindo, nom se logra exercendo parlamentarismo convencional. Os exemplos da França onde a contundente resposta dos coletes amarelos freou o incremento dos combustíveis anunciada por Macron; no Equador onde a rebeliom popular de indígenas e da classe trabalhadora tombou o pacote neoliberal do FMI; e no Chile onde em poucos dias o levantamento popular provocou a retirada do aumento do preço do bilhetes dos metro, constatam que só mediante a luita maciça, unitária e combativa nos centros de trabalho e nas ruas se logram vitórias populares e derrotas aos planos da burguesia.

2º- O PSOE nom é um partido progressista. É umha força social-liberal e reacionária. É o partido central da arquitetura jurídico-política do postfranquismo, a pedra angular da partitocracia que sostem esta cárcere de povos chamada Espanha e a corruta monarquia imposta por Franco. Mais de quatro décadas com presença no governo espanhol, na Comunidade Autónoma Galega, nos governos municipais, avalam que é um partido contrário aos interesses da maioria, cam guardiam dos ricos e poderosos.

É um grande engano, umha monumental farsa que a sucursal galega de Unidos/Podemos e o BNG sigam alimentando a ilusom de configurar umha maioria aritmética que facilite um governo pogressista versus um governo conservador encabeçado polo PP. Nom nos deixemos enganar!

O governo de Pedro Sánchez, que se apresentou como o PSOE genuíno de “esquerda” frente ao felipismo, nom cumpriu nengumha das suas promessas eleitorais que permitírom a sua vitória em abril. Nem derrogou a reforma laboral, nem a lei mordaça, nem a LOMCE. Nom procurou umha saída política às demandas de autodeterminaçom da Catalunha rebelde, apostando na repressom e amagando com a aplicaçom de um novo 155. Apoiou o golpe de Estado de Guaidó na Venezuela, o criminal governo de Lenín Moreno no Equador, as políticas do imperialismo contra os povos e a classe trabalhadora. É um dos principais agentes da espanholizaçom da Galiza, de assimilaçom da nossa língua e cultura, do nosso atraso e dependência.

O PSOE é um partido de direita!!, recuberto com umha linguagem e máscara falsamente progressista. Essencial para o funcionamento da alternância parlamentar, eixo da ditadura burguesa, entre as duas fraçons da burguesia, antes partido conservador e liberal, e agora PSOE e satélites versus PP e forças à sua direita.

Perante este cenário, Agora Galiza-Unidade Popular apela a nom votar o dia 10 de novembro. Apostamos abertamente pola ABSTENÇOM.

A totalidade das forças do regime e o conjunto dos partidos sistémicos coincidem na necessidade de votar para legitimar a exploraçom e dominaçom que padecemos como classe e como povo.

Idênticos argumentos a participar na “festa da democracia” empregam aquelas forças que cinicamente afirmam pretender transformar o sistema.

Igual de falaz argumento é afirmar que nom votar favorece a direita. Nom votar é umha arma que na atualdade facilita desconetar com o a lógica sistémica, deixar de legitimar esta farsa.

Nom estamos em fevereiro de 1936, nom existe movimento operário organizado e em ofensiva, nom existe umha alternativa política ampla e plural de forças populares e operárias que possibilitem abrir um cenário político que facilite construir poder operário e popular visado para a superaçom do capitalismo e a conquista da liberdade nacional da Galiza.

A cada vez mais clara ameaça fascista nom se derrota nas instituiçons do inimigo, nem votando PSOE. É nas ruas, sem concessons nem negociaçons, com persistente mobilizaçom, campanhas pedagógicas, unidade e contundência, como se levanta um muro antifascista que permita isolá-lo e esmagá-lo.

Votemos o que votemos 10 de novembro ganha o Capital e a Espanha de Felipe VI, de Pedro Sánchez, de Casado, Rivera, Abacsal, da CEOE, da Conferência Episcopal e do mesmo exército que ganhou a guerra de classes de 1936-39.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 26 de outubro de 2019

14º comunicado do Manifesto Internacionalista de Compostela: MANIFESTO INTERNACIONALISTA DE COMPOSTELA CONCLUI A SUA TRAJETÓRIA COMO ESPAÇO INTERNACIONALISTA

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MANIFESTO INTERNACIONALISTA DE COMPOSTELA CONCLUI A SUA TRAJETÓRIA COMO ESPAÇO INTERNACIONALISTA

24 de Julho de 2017 era assinado o Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC] por parte de distintas organizaçons e entidades de naçons sem Estado da Península Ibérica [Agora Galiza, Boltxe, Candidatura d’Unitat Popular, Comunistas de Castilla e Nación Andaluza], a Plataforma Laboral e Popular de Portugal e a organizaçom estatal Iniciativa Comunista [IC].

Desde a constituiçom de este espaço internacionalista temos discutido a propósito dos distintos quadros nacionais de luita no Estado espanhol -as tarefas das organizaçons nacionais que neles estamos implantadas- e como conjugá-los com a participaçom de umha organizaçom de ámbito estatal como Iniciativa Comunista.

A pesar de ter tentado salvar esta contradiçom apostando neste espaço e trabalho internacionalista compartilhado polas distintas forças políticas no MIC, desde o passado mês de maio o Manifiesto está em via morta a causa da decisom de Iniciativa Comunista de assumir na prática o quadro estatal espanhol fazendo exercícios de implantaçom em quadros nacionais de outras forças participantes no MIC.

O debate sostido no Manifesto durante os passados meses de maio e junho a propósito de esta decisom de IC tem servido para evidenciar umha vez mais que dita contradiçom é insalvável e por tanto impede um trabalho internacionalista no seio do Manifesto Internacionalista de Compostela com umha organizaçom estatalista.

Desde entom as organizaçons abaixo assinadas -que a dia de hoje integramos o MIC- temos concluído que nom podemos enfrascar-nos em perdas de tempo e energias [que devemos e necessitamos empregar na organizaçom da classe trabalhadora nos nossos respetivos quadros nacionais] para alongar este debate que, por outra parte, consideramos já superado.

Assumimos que a contradiçom entre os nossos quadros nacionais de organizaçom e luita proletária e a participaçom no MIC de umha organizaçom de ámbito estatal que -a pesar de soster de forma retórica a defesa do direito à autodeterminaçom- conculca na prática o direito à auto-organizaçom do povo trabalhador galego, catalám, basco ou andaluz, é irresolúvel.

Será o calor da luita de classes que acharemos umha síntese superadora da mesma: a solidariedade obreira internacionalista entre as distintas repúblicas socialistas andaluza, basca, catalana, portuguesa ou galega.

Por todo isto, desde as organizaçons assinantes damos por dissolvido o Manifesto Internacionalista de Compostela, embora continuemos trabalhando de maneira conjunta e com mais sujeitos políticos no quadro dos acordos atingidos na Conferência Internacional celebrada em Compostela o passado 24 de julho.

23 de agosto de 2019

Plataforma Laboral e Popular
Nación Andaluza
Herritar Batasuna
Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 119: Luitamos para vencer. MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

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Luitamos para vencer

MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

No 44 aniversário do assassinato de Moncho Reboiras pola polícia espanhola, a esquerda revolucionária galega reivindica a sua figura, referente e inspiraçom da luita por umha Pátria Socialista.

José Ramom Reboiras Noia, “Ken Sabe”, “Licho”, “Pepe”, “Rianjo”, Moncho Reboiras, conformam um todo integral, representam as diversas etapas de umha vida consagrada à causa da Independência da Galiza e da Revoluçom Socialista. 

Em mangas de camisa atravessando um campo de milho, com bigode e peruca para evitar ser detetado polo inimigo, com pano vermelho combatente, Moncho fai parte das mais profundas entranhas do imaginário coletivo do povo trabalhador galego que nom se conforma nem se resigna.


Nom se pode segregar o jovem ativista cultural, o organizador operário e o guerrilheiro comunista que morreu em combate.


Neste 12 de agosto, a esquerda socialista e independentista galega, estaremos no cemitério de Sam Joám de Lainho, na paróquia de Imo, em Dodro, para honrar, homenagear e assumir integralmente, umha curta, mas intensa vida, dedicada à causa da classe trabalhadora e a liberdade da Galiza.

Nom iremos ao seu panteom em processom laica, porque Moncho nom é para nós um santinho, umha estampilha nem umha relíquia.

Afastados de leituras folclóricas, a sua figura rebelde, é inassumível polo status quo que mantem o seu povo na precariedade, pobreza e exploraçom, e a sua Pátria submetida e oprimida.

Nom estaremos de romaria, para num despreciável exercício de cinismo e hipocrisia, maquilhar o guerrilheiro comunista galego, mutando-o em simples ativista cultural e sindicalista.

Para Agora Galiza-Unidade Popular, Moncho Reboiras é o mais destacado emblema contemporáneo da luita de libertaçom nacional e social, um ícone nacional insurgente.

Estamos conscientes que posteriormente à nossa sincera homenagem diante dos seus restos, as esquerdinhas que se reclamam herdeiras do seu legado, a atual caricatura do partido no que militou, e umha das suas cissons, representarám a sua anual comédia.

Discursarám sem o mais mínimo pudor, reivindicarám sem rubor algum a sua luita. Ocultarám as suas tarefas e responsabilidades militantes, para assim justificar a sua atual prática, simplesmente antagónica com o Moncho abatido covardemente por disparos na rua da Terra de Ferrol naquele fatídico 12 de agosto de 1975.

Moncho Reboiras fazia parte dessa geraçom de jovens galegos e galegas que considerava necessário construir organizaçons revolucionárias dirigidas pola classe operária para orientar o movimento de libertaçom nacional no horizonte dumha Pátria Socialista, que sabiam que isto que hoje padecemos nom se muda com urnas e moçons parlamentares.

Hoje, os partidos e organizaçons que se reclamam genuínos continuadores do seu projeto, nom passam de mesquinhas e patéticas maquinárias eleitoralistas, enlamados em lavar com detergente progre a cara do postfranquismo.

A esquerda revolucionária galega reivindica o Moncho Reboiras cujo nome está cincelado em letras de aço proletário da melhor história contemporánea.


O Moncho rebelde e combativo, o Moncho insignia da nossa classe, o Moncho emblema, referente e orgulho do povo trabalhador.


Falamos do Moncho Reboiras que nom pode ser abduzido polo regime, que nom pode ser incorporado polo capitalismo espanhol, que nom pode ser integrado no patético relato dos claudicantes partidos da “esquerdinha” reformista, que nom pode ser fagocitado polo “politicamente correto” das misérias eleitorais e institucionais.


Moncho Reboiras representa a classe operária galega que nom arria as bandeiras da Revoluçom Socialista/Comunista, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza que nom se resigna nem se ajoelha.


MONCHO, com maiúsculas, representa o degrau mais elevado da espécie humana em palavras do Che. MONCHO REBOIRAS é um guerrilheiro comunista do nosso tempo.

Moncho Reboiras, a luita continua!

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Rebeliom popular!

Independência e Patria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de agosto de 2019

MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

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MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA


As trajetórias biográficas dos individuos nom som linhais. A madurez que habitualmente atingem com o passo do tempo, permite interpretar, entender e explicar as mudanças que se vam operando ao longo de vidas dilatas e intensas.


José Ramom Reboiras Noia, “Ken Sabe”, “Licho”, “Pepe”, “Rianjo”, Moncho Reboiras, conformam um todo. Representam as diversas etapas de umha vida consagrada à causa da Independência da Galiza e da Revoluçom Socialista.


Nom se pode segregar o jovem ativista cultural, o organizador operário e o guerrilheiro comunista que morreu em combate.


A esquerda revolucionária galega reivindica o Moncho Reboiras cujo nome está cincelado em letras de aço proletário da melhor história contemporánea.


O Moncho rebelde e combativo, o Moncho insignia da nossa classe, o Moncho emblema, referente e orgulho do povo trabalhador.


Falamos do Moncho Reboiras que nom pode ser abduzido polo regime, que nom pode ser incorporado polo capitalismo espanhol, que nom pode ser integrado no patético relato dos claudicantes partidos da “esquerdinha” reformista, que nom pode ser fagocitado polo “politicamente correto” das misérias eleitorais e institucionais.


Moncho Reboiras representa a classe operária galega que nom arria as bandeiras da Revoluçom Socialista/Comunista, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza que nom se resigna nem se ajoelha.


MONCHO, com maiúsculas, representa o degrau mais elevado da espécie humana em palavras do Che.

 

MONCHO REBOIRAS é um guerrilheiro comunista do nosso tempo.

 

DECLARAÇOM INTERNACIONAL Pola reconstruçom do movimento revolucionário socialista/comunista

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DECLARAÇOM INTERNACIONAL

Pola reconstruçom do movimento revolucionário socialista/comunista

A crise estrutural do capitalismo senil confirma os prognósticos de Marx e Engels sobre a sua incapacidade para resolver os problemas da humanidade.

A fase imperialista do capitalismo só provoca miséria e fame, desemprego, baixos salários e precariedade laboral, conflitos étnicos e guerras de saqueio, e está conduzindo ao Planeta a umha crise ecológica de incalculáveis consequências que pom em perigo a nossa espécie.

Frente a este cenário, as políticas de reformas derivadas de maiorias artitméticas parlamentares “progressistas”, tenhem-se constatado incapaces de solucionar os desafios em curso, para frear as agressons que padece a classe operária e o conjunto do povo trabalhador.

As estratégias eleitoralistas que caraterizam o agir dos reformismos, nom contribuem para elevar o nível de consciência das massas, a movimentar e a luitar de forma organizada e unitária contra a exploraçom e as dominaçons e opressons que padecemos polo modo de produçom capitalista.

É necessário reorganizar as ferramentas de luita e combate que historicamente empregou a classe operária e o conjunto do povo trabalhador e empobrecido, com as quais logrou as conquistas e direitos que o capitalismo tem ido desmantelando progressivamente nas últimas décadas, e com as que atingiu vitoriosas revoluçons de caráter anti-imperialista e socialista ao longo de todo o século XX.

No 100 aniversário da fundaçom da III Internacional, as organizaçons, partidos e forças políticas, assim como as pessoas abaixo assinadas manifestamos:

1- A necessidade de restaurar os fundamentos teórico-práticos do marxismo, libertá-lo das suas leituras esterilizadas e inofensivas, recuperar mediante umha coerente praxe o seu caráter subversivo.

2- Estudar a fundo a imensa obra teórica de Marx, Engels, Lenine e o Che, assim como todas aquelas achegas que empregando o materialismo histórico e a dialética materialista, tenhem contribuído para a emancipaçom de classe, nacional e de género. A formaçom política e ideológica é a peça chave para reconstruir o movimento revolucionário socialista/comunista.

3- Aprofundar na coordenaçom tática e estratégica das nossas organizaçons mediante a criaçom de umha revista teórica e a convocatória de umha Conferência Internacional periódica.

4- Sentar as bases que permitam promover umha nova Internacional Proletária, que aglutine o maior número de organizaçons, forças e partidos, cujo objetivo seja organizar a Revoluçom Socialista/Comunista nas suas específicas formaçons sociais, como parte indivisível da Revoluçom Socialista/Comunista mundial.

Compostela, Galiza, 24 de julho de 2019

Agora Galiza-Unidade Popular [Galiza]
•Herritar Batasuna [País Basco]
•Nación Andaluza [Andaluzia]
•Plataforma Laboral e Popular [Portugal]
•Néstor Kohan, Cátedra Che Guevara [Argentina]
•Narciso Isa Conde, Coordenador do Movimento Caamañista [República Dominicana]


 

INTERVENÇONS DE PAULO VILA E CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2019

Mais um ano mais desde a esquerda revolucionária e patriótica galega organizamos este ato, na Praça 8 de Março, para reivindicar e luitar polo cumprimento dos nossos objetivos: A Independência Nacional e o Socialismo.

De Agora Galiza-Unidade Popular insistimos na necessidade de que tem que ser o povo trabalhador quem dirija a luita com o objetivo de construir umha Galiza antifascista, livre e vermelha.

A única alternativa a este Estado mafioso que vulnera constantemente os direitos e as liberdades democráticas mais elementares, é a República Socialista Galega.
Somos conscientes da nefasta situaçom na que se acha a esquerda revolucionária, nom só na Galiza, também no resto do Estado espanhol. A farsa do parlamentarismo burguês e o jogo institucional som mecanismos mui eficaces com os que a burguesia controla a populaçom e legitima o regime de 78.

O reformismo, espanholista e autonomista galego, é umha ferramenta burguesa altamente funcional para adormecer o povo trabalhador e eliminar toda consciência de classe. Sem o reformismo, à burguesia nom lhe seria tam fácil exercer a sua dominaçom e exploraçom sobre a classe trabalhadora.
A crise pola que atravessa o reformismo, tanto na Galiza como no resto do Estado espanhol, demonstra a ineficácia de estas forças políticas para defender os interesses da classe trabalhadora e lograr tombar o atual regime postfranquista.

É necessário reconstruir a esquerda revolucionária galega.

Umha esquerda para luitar e combater, umha esquerda sem complexos, afastada das práticas conciliadoras e pactistas.
Eis a razom pola que reafirmamos a nossa linha tática: Confrontar, deslindar, organizar e acumular.

Confrontar o sistema, mediante umha açom teórico-prática que permita deslindar com forças que só procuram reformar o Estado. Só assim poderemos organizar o povo trabalhador para acumular forças que nos permitam tomar o poder.

Descartamos a nossa integraçom nas frentes interclassistas. Essa mistura de forças chauvinistas espanholas, socialdemocratas, trotskistas, autonomistas galegas, é um auténtico fiasco.

As frentes como En Marea, articuladas num espaçom comum institucional, carentes de umha linha anticapitalista e de classe, nom só nom confrontárom o PP nem denunciáron a natureza reacionária do Estado, ademais maquilhárom o PSOE convertendo-o num aliado.

O PSOE, contrariamente ao que afirma a esquerda domesticada, nom é mais que direita revestida com umha carcaça progressista. Umha organizaçom afim aos interesses do IBEX 35 que efetuou privatizaçons, políticas contra a classe trabalhadora, nega o direito de autodeterminaçom, apoia invasons imperialistas e o terrorismo de estado.
Nom existe diferença substâncial entre o PSOE de Pedro Sánchez e o do terrorista Felipe González.

Seja o governo do PP ou do PSOE, a deriva reacionária do Estado continua. O avanço e impunidade do fascismo, o chauvinismo espanhol presente em todas as forças do regime, as políticas de cortes em direitos, a repressom contra o povo trabalhador ou as detençons, torturas e montagens policiais contra ativistas políticos som umha prova de todo isto.

Há uns meses o independentismo galego sofreu de novo a repressom por parte do Estado com novas detençons injustificadas sob o pretexto de pertença a umha organizaçom armada inexistente.

Eis polo que reclamamos mais um ano o fim do encadeamento d@s militantes independentistas galeg@s, o fim das políticas terroristas de dispersom e exigimos a sua imediata posta em liberdade.

A péssima situaçom na que vive a juventude galega, a emigraçom, o terrorismo machista, o desemprego, ou o saqueio dos nossos recursos, som conseqûencia da opressom que padece Galiza por parte do Estado Espanhol, pola UE e polo capitalismo.

Camaradas, companheiras e companheiros, nom podemos deixar-nos enganar polo fetichismo eleitoral, nem na via institucional que promove a esquerda domesticada. Estes partidos nom suponhem nengum perigo para o Estado, já que nom estám dispostos a quebrar com o atual quadro jurídico-político do regime de 78.

Perante esta situaçom também consideramos necessário o estabelecimento de relaçons com outras organizaçons anticapitalistas e revolucionárias para poder chegar a acordos e alianças táticas. A Conferência Internacional que ontem promovimos e à que assistirom várias das organizaçons aqui presentes, foi encaminhada a contribuir na tarefa de restaurar e de defender a causa dos fundamentos do marxismo e do anticapitalismo.

A saída nunca poderá chegar unicamente desde as instituçons burguesas, senom luitando nos nossos centros de trabalho e nas ruas. Nom está na reforma de esta cárcere de povos chamada Estado espanhol, nem em sacar do governo o PP ou o PSOE.

A alternativa está em derrubar a unidade de Espanha, unidade de mercado que só beneficia a oligarquia, oprimindo, saqueando e explorando os trabalhadores das diferentes naçons do Estado.

Desde a esquerda revolucionária galega defendemos a criaçom de um bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontar com contundência o fascismo e o regime postfranquista.

É necessário tombar este regime putrefacto e o sistema capitalista que o sustenta para podermos construir umha sociedade justa e igualitária para a classe trabalhadora galega.

A rebeliom popular é o caminho!
Viva Galiza antifascista, livre e vermelha!
Viva a República Socialista Galega!

INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA


Dim que à terceira vai a vencida. Novamente, e vam já três ediçons!, este modesto destacamento militante da causa nacional e de classe, organizamos este ato político no Dia da Pátria desta milenária naçom trabalhadora chamada Galiza, para reivindicar sem matizes a Independência Nacional e o Socialismo.

Nom somos independentistas de fim de semana! Nom passeamos a estrela vermelha, a fouce e o martelo, símbolos imperecedeiros da emancipaçom operária, nas jornadas litúrgicas!

Agimos exatamente como o que somos e procuramos construir: umha Galiza antifascista, livre e vermelha!

Há exatamente 365 dias, deste esta mesma tribuna, afirmávamos que somos expressom organizativa de umha corrente sociopolítica cujas origens emamam das três derrotas concatenadas, padecidas nas últimas décadas, pola classe obreira e o conjunto do povo trabalhador.

Mas nem a derrota na guerra de classes de 1936-39 perante o fascismo. Nem a capitulaçom do reformismo perante a maquilhagem do franquismo na segunda metade da década de setenta, nem a definitiva implosom em 1991 da Uniom Soviética e simultánea vitória do imperialismo a escala mundial, nos conduzírom a arriar bandeiras, transitando face o amável e inofensivo espaço das patéticas “esquerdinhas” lights que tanto gosta o Ibex 35 e os donos do mundo.

Era a opçom mais fácil e cómoda!, mas temos princípios e ética revolucionária, polo que optamos polo que a consciência exigia, polo caminho tortuoso e minado, o único que nos conduz à emancipaçom e a libertaçom.

Afastados de derrotismos e claudicaçons, tam só queríamos, como seguimos querendo, transmitir com honradez a nossa leitura do presente. Nom queremos enganar o nosso povo, nem embelezar a realidade.

Eis polo que longe dos discursos triunfalistas dos partidos sistémicos e das forças que tam só pretendem remendar o postfranquismo, colocando esparadrapo nas profundas desigualdades sociais e injustiças inerentes ao capitalismo, temos o dever revolucionário de reconhecer que novamente se divisa umha nova derrota no horizonte.

O regime de 78 tem logrado avançar na sua estabilizaçom política, incorporando à sua lógica sistémica boa parte das forças que aparentemente pretendiam a sua superaçom.

O elo fraco da sua principal contradiçom irresoluta, -a reivindicaçom de liberdade nacional- segue intacto. Porém, logrou domesticar os brios independentistas da burguesia catalana, quebrar o bloco pequeno-burguês falsamente ruturista, catapultar às suas instituiçons a umha força genuinamente fascista visada para ameaçar e dissuadir a reorganizaçom da classe operária, agir de muro de contençom deste cárcece de povos chamado Espanha, cujo pedra angular é a monarquia bourbónica imposta por Franco.

Atiçando a ameaça do fascismo, o principal partido do regime logrou conjunturalmente superar a sua crise interna que ciclicamente o situa num período de turbulências que facilita a alternância política com o PP, eixo desta falsa democracia.

Umha parte considerável do povo trabalhador galego voltou a deixar-se enganar, reforçando eleitoralmente o PSOE da família Caballero, vulgar sucursal e franquícia autótone da fraçom oligárquica espanhola que representa o fraudulento Pedro Sánchez e o aparelho de Ferraz.

O longo ciclo eleitoral no que seguimos instalados, é o mais útil e eficaz mecanismo da ditadura burguesa sob a forma de democracia parlamentar, para manter adormecidas as potencialidades revolucionárias da classe operária e do povo trabalhador.

Na atual fase da luita de classes e de libertaçom nacional da Galiza, a frente eleitoral nom é umha prioridade para a esquerda revolucionária galega. As nossas principais tarefas e reptos som combater a desmobilizaçom, o desarme ideológico, o abandono do imaginário simbólico, sem as quais nom é viável reconstruir as ferramentas de combate e defesa que a nossa classe e a nossa naçom necessitam, para evitarmos assim transitar inexoravelmente face à derrota final.

Quando em julho de 2015, após a implossom artificialmente inoculada polos que hoje som comparsinhas do autonomismo socialdemocrata, iniciamos a reconstruçom da esquerda independentista e socialista galega, sabíamos que era um objetivo mui difícil.

O punhado de militantes que nom claudicamos nem abraçamos a derrota, nem optamos polos cómodos refúgios do neopinheirismo reintegracionista, ou por susbtituir a contradiçom Capital-Trabalho polo disparatada confrontaçom de género promovida polos think tanks do imperialismo, sabíamos que era umha tarefa complexa, para a que era necesssário combinar doses de paciência, perserverância e habilidade. Figemos balanço autocrítico, mas também intervirmos com coragem e decisom, despreendendo-nos de falsos complexos.

A dia de hoje, podemos afirmar que estamos perto de lograrmos consolidar-nos como um modesto e coeso núcleo militante revolucionário, conseguindo basicamente atingir os dous objetivos prioritários que traçamos:

1-Situar-nos como um projeto socio-político revolucionário, autónomo e independente do regime, evitando sermos satélite ou apêndice de nengum dos dous pólos reformistas que pugnam pola hegemonia eleitoral da margem “esquerda” da partitocracia.

2- Avançarmos na depuraçom ideológica que com urgência necessita a esquerda que nos reclamamos do marxismo e pretendemos cumprir um rol destacado e protagónico na organizaçom e triunfo da Revoluçom Socialista/Comunista.

A Conferência Internacional que onte promovimos, para contribuirmos para a tarefa de restaurar os fundamentos basilares do anticapitalismo socialista/comunista, deve ser avaliada positivamente e analisada com perspetiva histórica.

Logramos um grau de elevado acordo com organizaçons amigas peninsulares sobre a necessidadade de expurgar a teoria científica alicerçada por Marx e Engels, das leituras amórficas e práticas antagónicas com o seu caráter subversivo.

Contamos com destacadas contribuiçons teóricas de camaradas da América Latina insurgente.

Avançamos na demostraçom de que é possível e necessário gerar pensamento próprio na Galiza, afastado do patético papanatismo e seguidismo mesetário de uns, e das parciais e inofensivas leituras identitárias de prática folclorizante que carateriza o acionar político da pequena-burguesia autonomista.

Reafirmamos que a nossa luita deve ser travada prioritária, mas nom exclusivamente, nesta trincheira que denominamos Galiza, mas sempre fazendo parte de umha causa a escala mundial. Somos umha força patriótica galega, mas também somos umha organizaçom genuinamente internacionalista. Nom o praticamos desde a abstraçom metafísica, e sim desde umha realidade material concreta e determinada.

Só combinando ambas concepçons poderemos contribuir para a causa que há agora 100 anos deu lugar à fundaçom em Moscovo da III Internacional, de cujo espírito profundamente insurrecional nos reclamamos e com orgulho reivindicamos.

* * *

Camaradas, companheiras e companheiros: aqui estamos e aqui seguimos!!

Frente à mal denominada “normalidade institucional” que carateriza o agir da “esquerdinha” covarde e acomplexada desta gigantesca cloaca denominada Estado espanhol, dessa “esquerdinha” que só aspira situar as suas elites nas instituiçons do inimigo, a razom da nossa existência é reorganizarmos a esquerda revolucionária galega, formar e enssamblar a nova geraçom militante que tem a responsabilidade histórica de conduzir com êxito a luita por umha Galiza livre e vermelha, onde o patriarcado seja plenamente abolido.

Somos conscientes das nossas limitaçons conjunturais, mas também sabemos que só é questom de tempo a eclosom das potencialidades de um projeto revolucionário como o nosso.

Eis polo que para superarmos o estado de amorfismo e disgregaçom no que se acha instalado o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, é necessário fugir de leituras acarameladas, de prometer soluçons fáceis, de alimentar ilusons, de falsas expetativas.

Todo o que as geraçons que nos precedérom lográrom, todas as conquistas atingidas em direitos e liberdades, fôrom resultado de suor, sangue e lágrimas, vertidas pola classe operária, os povos oprimidos e as mulheres trabalhadoras.

Sabemos bem que só tomando o poder lograremos ensaiar esse mundo novo que a imensa maioria da humanidade sonhou nalgum momento da sua vida. Essa sociedade presidida pola felicidade, harmonia e paz que hoje semelha ser umha utopia, mas que algum dia a espécie humana logrará fazé-la realidade.

E o caminho para lográ-lo nom o vamos achar nos parlamentinhos nem apresentando moçons, queixas e alternativas seguindo a perversa logica das instituiçons dos que nos oprimem e exploram.

Apreendemos as leiçons históricas, nom esquecemos que ao igual que na Rússia de 1917, na Cuba de 1959, no Portugal de 1974, na Nicarágua de 1979, ou na Venezuela de 1992, o céu só se toma por assalto.

Bem sabemos que nom podemos pretender que os que hoje convertérom o planeta num lugar apocalíptico para centenares de milhons de trabalhadores e trabalhadoras, nos abram amigavelmente as portas do seu particular paraíso e nos convidem hospitalariamente a compartilhar os seus privilégios, pois estes emanam diretamente da nossa miséria.

A III restauraçom bourbónica nom se pode reformar nem democratizar, este regime nom é possível regenerá-lo e democratizá-lo, o capitalismo nom se pode remendar. Há que construir um mundo novo sobre as cinzas do atual. Todo parto é doloroso. É pura lei de vida!

* * *

Camaradas, companheiras e companheiros:
Nunca cansaremos de repetir que nom podemos reduzir o inimigo às três expressons do tripartido reacionário e fascista representado polo PP, C´s e Vox.

O PSOE, contrariamente ao que afirma a sua casta burocrática, os sus meios de [des]informaçom, e basicamente polo aval que lhe concedem os partidos da “esquerdinha” sistémica, nom é umha força progressista. Aqui radica umha das falácias mais funcionais da arquitetura jurídico-política do postfranquismo: lavar a cara do PSOE, alimentar o seu falso perfil de partido de “esquerda”.

Gerar expetativas entre a classe obreira no novo governo de Pedro Sánchez, quando os nove meses na Moncloa fôrom continuidade do ciclo reacionário de M. Ponto Rajói, esmolar um governo de coaligaçom, é seguir alimentando o engano das últimas quatro décadas, receitando analgésicos que só paliam momentaneamente a dor, mas nom permitem a cura.

Tal como já prognosticamos no passado Dia da Pátria, mais alá da retórica, dos gestos, do estilo, o governo de Pedro Sánchez é um governo ao serviço do Ibex 35, da UE do Capital, do FMI, pregado ao imperialismo ianque.

Agora Galiza-Unidade Popular rejeita o frentismo anti-PP que só lava a cara do PSOE.

Agora Galiza-Unidade Popular defende a necessidade de constituir entre as forças de caráter operário um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista. Levantar umha muralha antifascista segue sendo a dia de hoje a principal prioridade da classe operária e do povo trabalhador galego.

Queremos derruvar o regime de 78, construir na Galiza umha sociedade socialista de mulheres e homens livres e emancipados, um país sem machismo nem patriarcado, solidário com todos os povos do mundo.

Até a vitória sempre!
Viva Galiza ceive e socialista!
Viva a Revoluçom Galega!

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL. Reconstruirmos a esquerda revolucionária para promover a Revoluçom Socialista/Comunista. Compostela, Galiza, 24 de julho de 2019

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CONFERÊNCIA INTERNACIONAL
Reconstruirmos a esquerda revolucionária para promover a Revoluçom Socialista/Comunista

Compostela, Galiza, 24 de julho de 2019

Coincidindo com o 100 aniversário da fundaçom da III Internacional, Agora Galiza-Unidade Popular, convoca umha Conferência Internacional de forças e partidos revolucionários socialistas e comunistas para analisarmos e refletirmos coletivamente sobre 3 temas.

1-OBJETIVOS

1º- Avaliar a situaçom internacional: agravamento da crise do capitalismo senil, incremento da ofensiva imperialista, retrocesso da luita de classes, avanço do fascismo e das alternativas autoritárias no quadro das democracias burgueses em plena involuiçom reacionária.

2º- Urgente necessidade de depurar o marxismo da grotesca desnaturalizaçom e contaminaçom que arrasta, desmascarando a hegemonia pequeno-burguesa nos partidos e organizaçons que se reclamam seguidoras de Marx e Lenine, causante de agirem como eficazes e funcionais muros de contençom das rebeldias, corresponsáveis das derrotas populares, da esterilizaçom e adulteraçom das revoluçons de inspiraçom socialista nos séculos XX e XXI.

Contribuir a detetar as origens, examinar e estudar as causas que provocam a impossibilidade de implementar a via revolucionária e socialista, porque a prática totalidade das forças revolucionárias renunciárom aos objetivos fundacionais, adatando-se à lógica parlamentar burguesa e à estratégia gradualista de remendos do capitalismo, provocando os demoledores estragos ideológicos do presente.

É necessário restaurar os fundamentos do anticapitalismo de inspiraçom socialista/comunista.

O marxismo deve ser expurgado das amórficas leituras e das deturpadas implementaçons das diversas formas de reformismo e revisioninismo que esvaziárom o seu conteúdo subversivo.

3º- Assentar as bases teórico-práticas que permitam contribuir à reconstruçom da esquerda revolucionária socialista/comunista nas nossas respetivas formaçons sociais, mas também a escala internacional.

Vigência e atualidade do internacionalismo proletário. Necessidade da coordenaçom internacionalista da luita obreira e do povos pola sua soberania e independência nacional, pola Revoluçom Socialista/Comunista.

2-DATA E HORÁRIOS

Quarta-feira 24 de julho

Sessom manhá: 11h a 14.30.
•Recesso para jantar 14.30 a 16.30.
•Sessom de tarde: 16.30 a 20.30.

3- METODOLOGIA

•Prazo máximo de apresentaçom de teses e comunicaçons: 14 de julho.

Devem ser encaminhadas a agoragaliza@gmail.com