Comunicado nº 149: “LEI DA MEMÓRIA DEMOCRÁTICA”, NOVA ESTAFA DA “ESQUERDINHA” PARA LEGITIMAR O REGIME DE 78

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LEI DA MEMÓRIA DEMOCRÁTICA”, NOVA ESTAFA DA “ESQUERDINHA” PARA LEGITIMAR O REGIME DE 78

A aprovaçom 15 de setembro do “Anteprojeto de Lei da Memória Democrática” polo Conselho de Ministros do governo espanhol, tem provocado umha reaçom histriónica polas organizaçons situadas no campo do fascismo.

A desmesura retórica habitual empregue polos herdeiros do terrorismo falangista responsáveis polo holocausto galego nos mais de 40 anos de longa noite de pedra, contribui para maquilhar de “progressista” o atual governo social-liberal do PSOE e a sua associada incrustraçom social-democrata de Unidas-Podemos.

Assim devemos interpretar a disparatada sobreatuaçom mediante diversas declaraçons de Vox, denunciando a vulneraçom de direitos fundamentais, apelando para a defesa da “Santa Cruz do Val dos Caidos”, ameaçada por um governo “liderado polos comunistas que perdeu umha guerra civil após sequestrar e destruir a democracia”. Ou afirmando “Querem ganhar o que perdérom no campo de batalha”.

Em linha similar, há que entender as do general na reserva Juan Chicharro Ortega, atual presidente da fundaçom “Francisco Franco”, apelando demagogicamente ao “exercício da liberdade de expressom” verteu graves acusaçons contra o governo “comunista”.

Nestes cada dia menos anómalos parámetros que caraterizam a democracia burguesa postfranquista, devemos avaliar o “Anteprojeto de Lei da Memória Democrática”, como um tímido avanço respeito à Lei da Memória Histótrica vigorante [Lei 52/2007 publicada no BOE 310 de 27 de dezembro de 2007].

Porém, tal como caraterizou a esquerda independentista e socialista galega na altura, se a lei de Zapatero era “limitada, insuficiente e procura reforçar a lógica institucional do postfraquismo”, o atual anteprojeto segue hipotecado às limitadas margens dos pactos ignominiosos da arquitetura jurídica-política que vernizou o regime de 1936 na atual monarquia parlamentar.

Treze anos após a sua entrada em vigor, poucas cousas tenhem mudado. A simbologia fascista segue inçando os espaços públicos perante a calculada ambigüidade da sua redaçom, que nom obriga a sua retirada em determinados casos pontoais, aos que se acolhe o franquismo que particamente está presente em quase todos os partidos do arco institucional.

Milhares de compatriotas assassinados polo pistoleirismo franquista seguem em fossas comuns.

A apologia do franquismo em particular, e do fascismo em geral, segue permitida num Estado no que umha boa parte dos meios de [desinformaçom] realizam com total impunidade lavado de cara do fascismo.

Entidades fascistas, com destaque para as fundaçons Francisco Franco, José Antonio Primo de Rivera, Yagüe, Pro-Infancia Queipo de Llano, Blas Piñar, Serrano Suñer, Ramiro Ledesma Ramos, Las Hijas de Millan Astray y Capitán Cortés, seguem legalizadas, e mesmo subsidiadas e financiadas polas instituiçons do regime de 78.

Seguem funcionando nos quarteis de forma semiclandestina, organizaçons fascistas como a UME [Unión Militar Española], que logrou a adesom em 2018 de mais de 1.000 oficiais das Forças Armadas espanholas a um manifesto intitulado “Declaraçom de respeito e desagravo ao general Francisco Franco Bahamonde”.

Associaçons gremiais, incorretamente definidas como sindicais, de caráter fascista, som hegemónicas no seio das forças policiais e da Guarda Civil, corpos repressivos que nunca fôrom depurados, e muito menos dissolvidos nos pactos da “Transiçom”.

O partido fascista Vox, mas também vozes destacadas do PP e de C´s, tenhem apelado nos últimos meses, de forma implícita, mas também explícita, para o golpe de estado contra o governo de Pedro Sánchez, sem que tenha intervido a Fiscalia Geral do Estado. Há uns dias um mamarracho como Abascal, qualificou desde a tribuna das Cortes -e nom desde a prisom na que deveria estar encarcerado-, o governo de Pedro Sánchez como “o pior dos últimos 80 anos”. A sua obscena apologia do fascismo nom tivo consequências penais de tipo algum!

Nesta excecional conjuntura, onde a crise sanitária e económica derivada da Covid-19, mantém o povo trabalhador anestesiado e atemorizado pola pánico inoculado deliberadamente polos meios de comunicaçom burgueses, o governo PSOE/Unidas-Podemos, aprova o “Anteprojeto de Lei da Memória Democrática”.

À margem da clara intencionalidade de recuperar credibilidade “progressista” entre os cada vez maiores setores populares defraudados, tentar cortar ou polo menos reduzir a hemorragia de desafeçom pola sua polÍtica económica continuista ao serviço da oligarquia e dos monopólios, este anteprojeto ainda tem um longo percorrido no que padecerá amputaçons, até a sua publicaçom definitiva no BOE.

A esquerda revolucionária galega nom pode apoiar um anteprojeto que pretende instaurar 31 de outubro -data da aprovaçom da atual constituiçom postfranquista, como o “dia da lembrança e homenagem a todas as vítimas”. Estamos pois perante umha nova burla da farsa da “Transiçom”, promovida quatro décadas depois polas mesmas forças políticas [PSOE e PCE/IU] que atraiçoárom o combate contra o franquismo, que renunciárom a reinstaurar a lelgaidade republicana, pactuando com a oligarquia esta falsa democracia cujo cerne é a corruta e criminal monarquia bourbónica imposta por Franco.

É um deleznável insulto às geraçons de antifascistas que desde os centros de trabalho e as montanhas, durante décadas luitárom pola justiça social e a liberdade da Galiza. É umha mofa contra os perto de dez mil galegos vítimas da repressom, contra as dezenas de milhares de torturados e encarcerados, instaurar este dia como o da lembrança das vítimas.

A início de 2021, no melhor dos casos, constataremos se realmente se declararám nulas todas as condenas e sançons ditadas polo ilegítimo governo de Burgos e o franquismo; se a Administraçom Geral do Estado buscará os que seguem esquecidos em fossas comuns mediante exumaçons; se poderám ser consultados sem restriçons os arquivos públicos e privados, boa parte dos quais seguem “custodiados” polo Exército vencedor na guerra de 1936-39; se obrigará à eliminaçom de toda a iconografia da ditadura; se retirará os títulos, distinçons, nomeamentos, condecoraçons concedidos polo regime franquista; se proibirá a exaltaçom ou enaltecimento do golpe de estado de 18 de julho, da guerra civil e da posterior ditadura; se dissolverám as fundaçons franquistas; se dotará o sistema educativo de conteúdos antifascistas, …

Nom podemos depositar expetativas democratizadoras e antifascistas num Estado cujo ordenamento jurídico emana diretamente do franquismo. Estamos pois perante um novo episódio do confusionismo programado que só procura um lavado de cara da “esquerdinha” timorata e covarde, que apresenta como grandes avanços um tímido conjunto de medidas tendentes a estabilizar e legitimar a terceira restauraçom bourbónica.

Estamos perante um novo brinde ao sol, de atrativas declaraçons de intençons que nom se implementarám, perante a estafa da venda de água choca como água mineral de máxima qualidade.

O “caminho de justiça para os heróis e heroinas espanholas que luitárom pola nossa democracia”, sintetiza os limites metabólicos consubstanciais a umha legislaçom que nom poderá reparar, dignificar e honrar todas as vítimas do golpe fascista de 18 de julho de 1936 e da posterior ditadura franquista, sem umha rutura com o atual regime.

Agora Galiza-Unidade Popular continuará retirando a simbologia fascistas das nossas praças e ruas, continuaremos contribuíndo para vertebrar um movimento antifascista galego unitário e plural, seguiremos participando nas homenagens populares às vítimas do fascismo, com firmeza e coragem seguiremos fazendo frente à escória fascista, desmascarando os seus verdadeiros objetivos visados para disciplinar a classe obreira.

O fascismo deve ser combatido sem trégua até lograrmos esmagá-lo!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 18 de setembro de 2020

MAIS 4 ANOS DE DESFEITA

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MAIS 4 ANOS DE DESFEITA

A investidura de Nuñez Feijó como presidente da Junta da Galiza, é resultado da maioria absoluta do PP no parlamentinho autonómico.

Os discursos das duas forças da oposiçom institucional na Cámara do Hórreo fôrom mornos, timoratos, inçados de ofertas para atingir consensos e acordos “polo interesse do país”.

A alternativa de pleno desenvolvimento do Estatuto de Autonomia de 1981, de atingir o máximo teito competencial, é umha falsa e enganosa receita.

A única forma de evitar, de frearmos as políticas anti-populares e anti-galegas do governinho de Feijó, dependerá basicamente da capacidade de auto-organizaçom e luita unitária e contundente do povo trabalhador galego.

É nas ruas onde se pode derrotar a plena entrega da Galiza às multinacionais energéticas e mineiras.

É nas ruas onde lograremos frear e reverter o processo de privatizaçom da sanidade e do ensino.

É nas ruas onde conquistaremos mais direitos, melhores condiçons laborais, serviços públicos de qualidade.

É nas ruas onde lograremos fracassar a estratégia de desgaleguizaçom, de assimilaçom espanholista, de destruicom do nosso idioma e cultura.

É nas ruas onde pararemos a involuiçom reacionária, e esmagaremos o fascismo.

É nas ruas onde avançaremos em alargarmos espaços de soberania, em acumular forças visadas na necessidade de lograrmos umha Pátria livre e socialista.

O movimento popular galego deve confiar nas imensas potencialidades de um povo unido, consciente e mobilizado.

A luita e a rebeliom popular é o único caminho!

FASCISMO E FARSA DEMOCRÁTICA ESPANHOLA

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FASCISMO E FARSA DEMOCRÁTICA ESPANHOLA

Todos o ex-presidentes do Governo espanhol vivos, e ex-secretários gerais de COOO UGT, encaminhárom infames cartas públicas de apoio a Rodolfo Martín Villa.

Nom nos deve surpreender esta adesom incondicional a umha das peças chave da repressom fascista e postfascista contra a classe operária e os setores populares.

As principais figuras públicas da casta política e do sindicalismo amarelo, tentam evitar que prospere a querela argentina contra este criminal.

Felipe González, José María Aznar, José Luis Rodríguez Zapatero e Mariano Rajói por umha banda, e Nicolás Redondo, Cándido Méndez, Antonio Gutiérrez e José María Fidalgo, pola outra, exprimem assim a grande farsa sobre o caráter democrático do atual regime bourbónico.

PSOE e PP compartilham o apoio e defesa do regime de 78, tentando maquilhar de “democratas” aos criminais involucrados em delitos de lesa humanidade, apoiando a sua impunidade.

Defender ou tombar este regime é a linha divisória entre as forças antifascistas, republicanas, revolucionárias, democráticas, e as que simplesmente nom o som.

NEM UNIDADE “NACIONAL” NEM FALSOS CONSENSOS: LUITA OPERÁRIA CONTRA O CAPITAL

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NEM UNIDADE “NACIONAL” NEM FALSOS CONSENSOS: LUITA OPERÁRIA CONTRA O CAPITAL

Ontem, o presidente do governo espanhol cenificou a verdadeira linha política do falso governo “progre”.

Pedro Sánchez impartilhou a conferência ’España puede. Recuperación, transformación, resiliencia’, arroupado pola imensa maioria dos ministros do governo PSOE-Unidas Podemos, diante da “flor e nata” da oligarquia depredadora -Ana Botín [Santander], Carlos Torres [BBVA], Pablo Isla [Inditex], José María Álvarez-Pallete [Telefónica], Florentino Pérez [ACS], Antoni Brufau [Repsol], José Manuel Entrecanales [Acciona], Isidre Fainé [La Caixa], Ignacio Sánchez Galán [Iberdrola], José Ignacio Goirigolzarri [Bankia]-, do presidente da CEOE, dos capos do sindicalismo pactista, de artistas e inteletuais orgánicos, e diretores dos meios de [des]informaçom burgueses.

Pedro Sánchez, num discurso retórico, carente de medidas políticas concretas, tam só procurou margens de confiança ao seu governo polo grande capital.

Ontem ficou claro que a resposta à profunda crise económica e social agravada pola pandemia do Covid 19, será novamente paga polos de abaixo, polo povo trabalhador e empobrecido.

Nada se deve aguardar dos que hoje ocupam a Moncloa.

Som horas de preparar a luita unitária e organizada, para evitarmos a depauperaçom absoluta a que nos condena o grande capital e os seus capatazes.

O governo PSOE-Unidas Podemos é um governo ao serviço do capitalismo parasita, inimigo da classe trabalhadora.

 

Comunicado n° 148: A MORNA “OPOSIÇOM” DO REFORMISMO SÓ REFORÇA O FASCISMO

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A MORNA “OPOSIÇOM” DO REFORMISMO SÓ REFORÇA O FASCISMO

Desde a esquerda revolucionária galega vimos alertando de maneira sistemática que o avanço do fascismo no Estado espanhol nom é um fenómeno passageiro. Todo o contrário, se nom denunciamos e combatemos com contundência esta ameaça, tornará-se com maior ferocidade e perigosidade contra o movimiento operário.

A falta de medidas em defesa da classe trabalhadora do mal chamado governo progressista PSOE-Unidas Podemos perante a pandemia do Covid-19, está sendo aproveitada polo fascismo para incrementar a sua atividade e agir com total impunidade nas ruas.

Nestes últimos dias a acometida do fascismo contra os dirigentes reformistas do governo espanhol, constata a necessidade de combaté-lo em todos os frentes que sejam necessários, principalmente nas ruas.

Estamos perante um cenário extremadamente alarmante para o movimento antifascista e mais quando a esquerda revolucionária das diferentes naçons do Estado nom conta ainda com a suficiente força e organizaçom.

O patetismo e cinismo do reformismo desarma totalmente ao movimento operário. Para além de nom enfrentar o fascismo nas instituiçons burguesas, criminalizam os setores antifascistas que o combatem contundentemente nas ruas, acreditando que isso reforça as suas posiçons, enquanto por luitar com consequência exponhem-se a repressom, sançons ou no pior dos casos, à cadeia.

Como se o fascismo fosse a desaparecer por sim só ou morrer por inaniçom, quando a oligarquia que o financia e fomenta continua intata.

E nom somente isso, também som responsáveis por lavar a imagem das instituiçons do postfranquismo. Normalizando a bandeira espanhola monárquica, defendendo a uniom territorial imposta, fechando fileiras com a monarquia bourbónica, permitindo a fugida do gángster Juan Carlos I, incrementando o salário às forças policiais e exército, democratizando os dirigentes de partidos fascistas como Vox, etc.

Agora que o fascismo ataca os cabeças visíveis, os reformistas manifestam a sua preocupaçom quando som em parte, responsáveis por outorgar-lhe espaços nas ruas e desmovimentar o antifascismo e setores populares.

Se a familia de dous dos ministros do governo espanhol, Pablo Iglesias e Irene Montero, tenhem que abandonar as suas férias polo acosso de Vox por que o serviço de segurança nom pode garantir totalmente a sua proteçom, que é o que lhe espera aos setores mais avançados e conscienciados da nossa classe perante o fascismo?

Que é o que lhe espera ao movimento operário que nom conta com ese tipo de proteçom?

Como pode continuar o setor social-democrata do governo espanhol acreditando nas instituiçons burguesas herdeiras da ditadura, no aparelho judicial ou policial, quando som cúmplices de informar dos seus movimentos ao fascismo?

Do mesmo modo acontece no panorama internacional, a “nova” social-democracia espanhola, demonstra umha vez mais a sua total submissom ao imperialismo, sem questionar nem o mais mínimo as posiçons injerencistas dos EUA, NATO, FMI e UE.

Eis no caso do apoio ao terrorismo fascista na agressom imperialista que sofre a Venezuela Bolivariana, ou fechando fileiras com a oposiçom e setores neonazis do “Euromaidan” bielorrusso, condenado cinicamente a “repressom” e questionando as eleiçons ganhadas polo legitimo governo de Lukashenko.

Além de nom denunciar e combater o fascismo no Estado espanhol, apoiam sem nengum pudor a oposiçom bielorrussa que porta bandeiras nazis e lança consignas fascistas contra o governo? Que classe de antifascismo é o da social-democracia espanhola?

Chega com lembrar a atitude do vice-presidente Pablo Iglesias de brincadeira com o dirigente de Vox, Iván Espinosa de los Monteros. Essa é a alerta antifascista que o líder de Unidas-Podemos defende?

Perante esta dramática situaçom, tanto a nivel internacional coma no Estado espanhol, Agora Galiza-Unidade Popular insiste na necessidade de organizarmos um bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontarmos o fascismo. Nom podemos, nem devemos esperar nada do reformismo nas suas diferentes formas, nem muito menos contar com a proteçom das instituiçons do Estado espanhol para defendernos perante a ameaça fascista.

Nom podemos subestimá-lo, quanto mais tardemos em agir de maneira eficaz e combativa, mais complicada será a situaçom para a nossa classe. Só o povo trabalhador com auto-organizaçom antifascista nas ruas pode enfrentar e frear o fascismo.

Urge vertebrar um muro antifascista e anticapitalista em defesa dos interesses do povo trabalhador galego!

O fascismo deve ser esmagado com combate sem trégua nas ruas!

Na Pátria, 27 de agosto de 2020

GALIZA PRESENTE EM DEBATE INTERNACIONAL PROMOVIDO POLA VENEZUELA

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Ciclo Internacional A Nossa América nos Planos do Imperialismo.

A Classe Trabalhadora na Unidade Anti-imperialista.

6 e 7 de agosto.

PROGRAMA
Quinta-feira, 6 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1. Hino da Internacional.

2. Intervençons:
☆Geraldina Colloti. [Jornalista. Rede de Inteletuais. Itália].
☆Marcelo Abdala. [PIT-CNT. Uruguai].
☆Esteban Silva. [Partido Socialista Allendista. Chile].
☆Francisco Torrealba. [Vice-Presidente do
PSUV.Venezuela].

3. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Sexta-feira, 7 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1.Intervençons.
☆Martín Guerra. [Partido Esquerda Socialista. Peru].
☆Carlos Morais [Agora Galiza-Unidade Popular. Galiza].
☆Najeeb Amado. [Partido Comunista Paraguaio].
☆Jesús Faría. [Vice-Presidente de Economia do PSUV. Venezuela].

2. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Metodologia:
Cada relator realizará umha exposiçom de dez minutos um dos dous dias. Ao final de cada jornada abrirá-se um turno de palavra onde poderám intervir todos os relatores assim como os conferencistas que nos acompanhárom nas jornadas anteriores.

DISCURSO DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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DISCURSO DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

[Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2020]

Nunca nos daremos por vencidos! Nunca abandonaremos o compromisso e juramento adquirido quando logramos transitar da intuiçom juvenil à explicaçom e compreensom consciente das leis científicas da luita de classes; nom pregamos velas, jamais arriaremos as duas bandeiras que sintetizam o mundo que queremos conquistar e construir: a vermelha da classe obreira e a tricolor republicana galega; nunca atraiçoaremos os mais sublimes objetivos do ser humano, a beleza e o amor, sintetizados na sociedade de felicidade e plena harmonia chamada Comunismo.

Mas tampouco somos ingénuos! Somos plenamente conscientes das imensas dificuldades para reconstruir a esquerda revolucionária galega, para desenvolver organicamente a alternativa socialista e patriótica galega. Mas contra toda lógica mercantil e postmoderna, teimamos com perserverância continuarmos o caminho traçado há um quarto de século.

Ainda nom logramos atingir os objetivos da primeira fase da construçom do imprescindível e insubstituível destacamento militante da causa nacional e de classe que a Galiza necessita. Sabemo-lo bem!

Toneladas de entulho ideológico ocultam os carreiros abertos há mais de 150 anos por Marx, desenvolvidos magistralmente por Lenine e o Che, e aplicados de forma criativa por Benigno Álvares e Moncho Reboiras em duas etapas históricas determinadas, a terceira e sétima década do século XX.

À desmemória coletiva imposta polo Capital, devemos acrescentar a deliberada amnésia e transfuguismo dos que nalgum momento afirmavam querer edificar as ferramentas políticas e sociais galegas e de classe, visadas para desputar o cancro da hegemonia reformista no campo operário e popular.

Sempre guiados polas rubras estrelas que evitam cairmos na oscuridade e extraviar-nos nos caminhos, novamente aqui estamos! para proclamar que só a classe obreira salva a classe obreira. Da necessidade ineludível de dotar-se de espaços próprios de organizaçom, mobilizaçom e luita. O confinamento derivado do Covid-19 deixou bem claro quem mexe o mundo, quem o fai rodar, quem produz, quem salva as vidas, as infinitas potencialidades do mundo do Trabalho, o imenso poder da classe obreira, da sua invencibilidade.

Mas também, a importáncia do fator subjetivo, antídoto para vencer o letal vírus do amorfismo e a disgregaçom que carateriza o estado atual da nossa classe. Sem povo trabalhador organizado e movimentado nom há avanços, conquistas e vitórias.

Mais alá da retórica folclórica e das modas imperantes que venhem e vam, dos sucedáneos e das fraudulentas franquícias multicoloridas, das velhas políticas vernizadas de “novas”, o nosso é um combate acrisolado em décadas de reflexom e estudo, em décadas de aplicaçom teórico-prática, forjados em sensabores e contratempos permanentes, entre as amarguras das derrotas.

A diferença da casta política da “esquerdinha”, de tanto falabarato de feira, nós nom prometemos comodidades militantes, nem distribuímos postos bem remunerados, nem ofertamos fulgurantes avanços e vitórias.

Nom queremos enganar ninguém! A quem honestamente se queira enrrolar na causa da Galiza proletária, na causa da República Galega, na causa da Revoluçom Socialista, só podemos prometer suor, lágrimas e sangue. Agirmos coerentemente como militantes da causa do amor e da beleza paradoxalmente vai acompanhado polo fel e o ferro do isolamento e da incompreensom. Mas das mais fedorentas esterqueiras agromam as mais aromáticas roseiras.

O fácil é somar-se aos grandes espaços que aparentando querer mudar o presente, na realidade agem como muro de contençom, como via de escape das enormes potencialidades rebeldes e combativas que latentes na nossa classe, seguem ai esperando a sua erupçom.

Eis polo que nom formamos parte de espaços interclassistas sob as fórmulas de frente patriótico ou frente popular, e sim defendemos a necessidade de constituir amplas alianças de unidades populares, dotadas de programas avançados, de frentes únicas de composiçom, orientaçom e programa genuinamente obreiro.

Sem resituar no centro do tabuleiro político galego e internacional, a contradiçom Capital-Trabalho, seguiremos sendo incapazes de avançar, continuaremos enredados nos inofensivos e funcionais relatos cidadanistas e eleitoralistas.

Acreditamos no nosso povo, e somos conhecedores dos invisíveis e cada vez mais sofisticados mecanismos de alienaçom a que nos vemos submetidos polos que só pretendem mansedume e resignaçom.

Eis polo que após finalizar um processo eleitoral para escolher os deputados de um parlamentinho sem soberania, nom estamos nem em estado de shock, nem tampouco eufóricos. Consciente e inconscientemente, um considerável setor do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, ratificou o continuismo em Sam Caetano. Obviamente com este cenário, nom lançamos foguetes, mas tampouco estamos de luto.

Nesta conjuntura nunca acreditamos na tangibilidade de derrotarmos nas urnas o capataz que eficazmente melhor representa os poderes do Capital no nosso país.

E nom viamos possível este anelo, compartilhado com a maioria do povo trabalhador da Galiza, porque tenhamos umha varinha mágica, nem umha bola de cristal. Figemo-lo guiados polo método científico de análise e interpretaçom da realidade que nos proporciona o marxismo. Polo conhecimento profundo do grau de praticamente absoluta carência de consciência de umha parte significativa dos setores populares e empobrecidos da Galiza. Pola ausência de um projeto e um liderato capaz de ativar a resignaçom e a ausência de perspetivas, na que está instalada umha parte considerável dos centenares de milhares de mulheres e homens que subsistem entre a precariedade, os baixos salários e as ajudas institucionais.

Porque ia despertar do seu longo letargo um povo desorganizado, carente de ferramentas defensivas, de espaços comunitários de sociabilidade mais alá do desporto espetáculo, das festas patronais desenhadas polas grandes empresas do embrutecimento?

Mais alá de creenças metafísicas, de bons desejos, de inspiraçons divinas, de ilusons infundadas e promessas fraudulentas, lamentavelmente na Galiza de 2020 nom é possível, sem umha mudança profunda de rumo das forças situadas no campo do antifascismo, lograrmos o bye bye Feijó.

As possibilidades de atingí-lo eram mínimas, e basicamente a alternativa de um “tripartito” entre os partidos que governam Madrid e a socialdemocracia autonomista, carece das mais mínimas margens para alterar a golpe de DOG as tendências aniquiladoras do nosso povo e da nossa terra, que o imperialismo tem perfeitamente desenhado na divisom internacional do Trabalho.

Os resultados nom fôrom tam diferentes ao que prognosticamos. Umha nova maioria absoluta de Feijó –exemplar maioral de Ence, Iberdrola, Zara-Inditex, das multinacionais mineiras-, nom significa mecanicamente que já nom existam possibilidades nem margens reais para frear as políticas ultraliberais de privatizaçons, corte de direitos e supressom das conquistas da classe trabalhadora, a aniquilaçom da nossa identidade e cultura, o expólio das nossas riquezas naturais, da nossa diversidade meio-ambiental.

Camaradas, nom esqueçamos que as grandes conquistas nom se atingírom nunca nas instituiçons do inimigo, nos templos da falsa democracia burguesa. E no caso concreto da Galiza, a carência de soberania nacional por sermos um pais oprimido polo Estado imperialista espanhol e a UE, ter maioria aritmética no parlamentinho colonial do Hórreo, é como querer fazer umha grande viagem num automóvel sem motor nem combustível.

Até lograrmos alterar a correlaçom de forças no campo da causa popular e nacional, seguiremos hipotecados polo cancro do eleitoralismo. Estes dias diversas plataformas comarcais em defesa da sanidade pública “dececionadas” perante a vitória do PP nas suas zonas de atuaçom, acordárom dissolver-se! Que grande disparate e incapacidade de compreensom da complexa -mas nom por isso irreal-, dicotomia existente entre apoio popular a umha reivindicaçom concreta e opçom eleitoral.

Nom somos um país “anormal”, nem os galegos somos “burros” e “ignorantes”, um povo reacionário, conservador, ou temos o que nos merecemos! Nom, camaradas!!

Nom podemos justificar nem apoiar esta falta de respeito contra o nosso povo. Este tipo de leituras profundamente reacionárias é fruto da frustraçom e incapacidade da pequena-burguesia “progre” para entender a luita de classes. Do desconhecimento e profundo desprezo polo povo galego e a nossa Pátria, por esses poços sépticos de tertulianos e comentaristas de pacotilha da metrópole, mas também por essa casta política da velha e nova política.

Galiza nom é um país mais conservador ou mais reacionário que o País Basco, a Catalunha, Andaluzia ou qualquer dos territórios espanhóis. Ou pensades que Urkullu, Torra, García Page ou Lambán, som menos reacionários que Feijó ou Baltar?

Nom nos deixemos arrastar polos tópicos elaborados polo supremacismo espanhol, polas tendências fabricadas no Ground zero de todas as pandemias e vírus que levam séculos sementando de desgraças, pragas e devastaçom, a nossa Pátria.

A maioria absoluta atingida há menos de 15 dias polo PP autótone, é, em termos absolutos, completamente relativa. Feijó só logrou revalidar o apoio de 1 de cada 4 galegos com direito a exercer o seu voto. Nem mais nem menos!!!

Concebemos a frente eleitoral como um mecanismo tático num processo de acumulaçom de forças estratégicas para a tomada do poder, nom para demonstrarmos que podemos gerir com mais eficácia e honradez o capitalismo, para decretar remendinhos mal cossidos, que se bem podem aliviar temporariamente as graves condiçons de vida dos setores populares mais vulneráveis, habitualmente nom servem para organizá-los, para elevar o seu nível de consciência, nem para ir aligeirando os profundos mecanismos de alienaçom.

Só um povo trabalhador organizado e movimentado, que despute no campo da cultura e a ideologia a hegemonia reacionária, que nom aceite o monopólio da violência do Estado burguês, convencido e orgulhoso da sua causa, tem capacidades de conquistar o futuro.

A luita é o único caminho! O resto som farrapos de gaita, simples palha!, palavras tam bonitas como infundadas. A luita de classes e de libertaçom nacional nom depende de análises idealistas, nem de bons desejos, depende da capacidade e vontade, livre e conscientemente decidida de desputar a dominaçom burguesa por parte dos de baixo, dos que pouco ou nada tenhem que perder a nom ser as suas cadeias. E para poder atingir este estado de cousas, é imprescindível centrar a maioria dos recursos e energias na formaçom, no combate ideológico. É necessário abandonar o cancro das práticas conciliadoras e pactistas.

Este modesto destacamento militante da causa nacional e de classe chamado Agora Galiza-Unidade Popular, sabe perfeitamente que sem derrubar o regime de 78 articulado à volta da monarquia nomeada por Franco, sem quebrar o Ibex 35, sem confiscar o império do senhor de Arteijo, sem esmagar a ameaça fascista que umha fraçom da oligarquia alimenta e apoia como grupo de choque perante as grandes convulsons sociais que se divisam no horizonte, seguiremos enlamados em batalhas cujo destino é a derrota da classe trabalhadora e a plena assimilaçom da Galiza polo projeto supremacista da oligarquia espanhola.

As falsas ilusons de atingir a independência mediante maciças mobilizaçons cívicas e pacíficas, dotadas de um discurso interclassista e “europeista”; as falsas ilusons de conquistar o céu por assalto, promovidas pola nova socialdemocracia, já vimos como finalizárom.

Tanto as forças independentistas que governam a Generalitat, como o governo “progre” de Madrid, fôrom domesticados e disciplinados pola lógica do Capital que realmente nunca questionárom.

Camaradas! nascimos, reformulamo-nos, agimos, luitamos, para organizar a Revoluçom Galega. Eis a razom da nossa existência.

Sabemos que a tarefa é imensa, mas nom por isso procuramos falsos atalhos que só conduzem nengures. A Espanha bourbónica nom se pode reformar nem democratizar, nom é possível regenerá-la ou democratizá-la. O capitalismo tampouco se pode remendar. A construçom de um mundo novo só é possível sobre as cinzas do atual. Todo parto é doloroso. É pura lei de vida!

Tal como já manifestamos aqui, há agora exatamente 365 dias, sabemos que esta viagem necessita de configurar umha gigantesca caravana bem pertrechada, com expertos chóferes e mecánicos. Nós só somos umha minúscula parte mais de um complexo e diverso conjunto de peças que devem ser ensambladas.

Ainda que o nosso país seja o único território do Estado espanhol onde o matonismo fascista nom logrou entrar nas instituiçons burguesas, nom podemos nem devemos baixar a guarda.

A necessidade de constituir entre as forças de caráter operário um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista, segue sendo a dia de hoje a principal prioridade da classe operária e do povo trabalhador galego.

Até a vitória sempre!

Antes mortos que escravos!

Viva Galiza ceive e socialista!

Viva a Revoluçom Galega!

INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

[Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2020]

A esquerda revolucionária galega organizada em Agora Galiza Unidade Popular, organiza mais um ano este ato, na Praça 8 de Março, para reivindicar e luitar polos nossos objetivos: A Independência Nacional e o Socialismo.

Perante a pandemia de coronavírus, o mal chamado governo progresista PSOE-Unidas Podemos nom implementou medidas para proteger o povo trabalhador. As medidas fôrom adotadas seguindo instruçons da CEOE e Ibex35.

Implementárom os ERTEs, nom proibirom os despedimentos, nom nacionalizárom setores estratégicos, nom exigírom à banca a devoluçom dos 65 mil milhons de euros, nem impostos progressivos às grandes empresas, a renda mínima nom passa de ser migalhas insuficientes. A falta de medidas piora as condiçons para a classe trabalhadora.

Na Galiza, a pandemia desmascara as desigualdades entre ricos e pobres. O governo da Junta encabeçado por Feijóo, além da sua lamentável gestom, logrou manter a maioria absoluta na farsa eleitoral do 12 de julho, deixando fora de jogo a oposiçom.

Por muito que melhorasse o resultado eleitoral do autonomismo (BNG), segue sendo umha força encabeçada por umha direçom de burócratas pequeno-burgueses incapaces de ir mais longe que de “reclamar” maiores competências para Galiza. O reformismo autonomista nom está disposto a quebrar regime de 78.

O reformismo, seja autonomista ou umha sucursal do progressismo espanholista nom pode defender o povo trabalhador galego. É incapaz de quebrar com a lógica do parlamentarismo burgués, a falta de confrontaçom deixa indefesa a classe trabalhadora perante a acometida do fascismo que ocupa cada vez mais espaços nas ruas.

A péssima situaçom na que vive a juventude galega, a emigraçom, o terrorismo machista, o desemprego, ou o saqueio dos nossos recursos, nom se revertérom com o governo de coaligaçom do PSOE- UP. Nem está, nem se o espera!

Todos estes problemas som conseqûencia da opressom que padece Galiza por parte do Estado espanhol, pola UE e polo capitalismo.

Eis polo que inssistimos na necessidade de que tem que ser o povo trabalhador quem dirija a luita pola independência e o socialismo. Isto só é possível mediante a via revolucionária, mediante um partido de vangarda que tenha como objetivo a toma do poder por assalto.

Somos conhecedores da debilidade da esquerda revolucionária na Galiza e resto do Estado, mas nom claudicamos. Sabemos que as nossas conviçons revolucionárias som a única alternativa, eis polo que mantemos e defendemos com firmeza os nossos princípios seja qual for a situaçom!

Continuamos com a tarefa de reconstruirmos umha organizaçom revolucionária para luitar e combater contra a burguesia, afastada das tendências pacifistas e conciliadoras.

A corrupçom da monarquia postfranquista, o chauvinismo espanhol promovido por VOX, PP e C´s, presente no aparelho judicial, aparelho repressivo e no éxercito, os assassinatos e torturas da forças policiais nas prisons, as privatizaçons, a exploraçom, o paro, a miséria, a continua vulneraçom de direitos e liberdades, ou a impunidade do fascismo que avança, só se podem reverter com luita e combate nas ruas.

Denunciamos a situaçom que muitos dos presos políticos revolucionários sofrem nas prisons, eis polo que exigimos mais um ano, a amnistia e liberdade dos presos políticos na Galiza e no Estado espanhol, seja qual for o método de luita empregado.

Desde a esquerda revolucionária galega inssistimos na criaçom dum bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontar com contundência o fascismo. O terrorismo fascista devem ser combatido sem negum tipo de remordimento, deve ser combatido com contundència e sem trégua.

Nom podemos olhar cara outro lado perante esta grave ameaça, o fascismo deve ser esmagado empregando qualquer método, inclusive a utilizaçom da violência se for necessário!

Eis polo que devemos manternos firmes na reconstruçom da esquerda revolucionária, so assim lograremos tombar este regime e o sistema capitalista que o sustenta para lograr plena independência e emancipaçom da nossa naçom e a nossa classe.

A única alternativa a este sistema e Estado terrorista é a proclamaçom da República Socialista Galega.

O fascismo combate-se nas ruas!

Viva Galiza Ceive e socialista!

Viva a República Socialista Galega!

 

ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA REITEROU NO DIA DA PÁTRIA CONSTITUIR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA REITEROU NO DIA DA PÁTRIA CONSTITUIR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

Agora Galiza-Unidade Popular realizou por quarto ano consecutivo em Compostela umha concentraçom-ato político para comemorar o Dia da Pátria.

Desenvolvido na praça 8 de Março, entre um enorme despregamento policial, intervírom Paulo Vila e Carlos Morais.

Num contundente discurso, o camarada Paulo Vila manifestou que só a classe operária pode “dirigir a luita pola independência e o socialismo. Isto só e possível mediante a via revolucionária, mediante um partido de vanguarda que tenha como objetivo a toma do poder por assalto”.

Respeito ao incremento da atividade fascista, alertou que “Nom podemos olhar cara outro lado perante esta grave ameaça, o fascismo deve ser esmagado empregando qualquer método, inclusive a utilizaçom da violência se for necessário!”.

Sobre a nova maioria absoluta do PP nas eleiçons autonómicas, Carlos Morais afirmou que “após finalizar um processo eleitoral para escolher os deputados de um parlamentinho sem soberania, nom estamos nem em estado de shock, nem tampouco eufóricos. Consciente e inconscientemente, um considerável setor do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, ratificou o continuismo em Sam Caetano. Obviamente com este cenário, nom lançamos foguetes, mas tampouco estamos de luto”.

O porta-voz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular manifestou que “nom esqueçamos que as grandes conquistas nom se atingírom nunca nas instituiçons do inimigo, nos templos da falsa democracia burguesa. E no caso concreto da Galiza, a carência de soberania nacional por sermos um pais oprimido polo Estado imperialista espanhol e a UE, ter maioria aritmética no parlamentinho colonial do Hórreo, é como querer fazer umha grande viagem num automóvel sem combustível”.

Neste 25 de Julho a esquerda revolucionária galega insistiu na necessidade ineludível de situar a classe operária no tabuleiro político, de superar o amorfismo e a disgregaçom que impossibilita defender os seus direitos, descartando participar nas falsas alternativas interclassistas e cidadanistas.

Comunicado nº 147. ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

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ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

Os resultados das eleiçons autonómicas de 12 de julho, constatam as trágicas carências estruturais que acompanham a realidade da imensa maioria do povo trabalhador galego.

A ausência de auto-organizaçom operária e popular, a desmobilizaçom, o amorfismo e marasmo do povo explorado e empobrecido, nom podem por arte de mágia gerar umha superaçom da alienaçom a que nos vemos submetidos.

Os discursos hegemónicos na “esquerdinha”, alimentando o ilusionismo eleitoral, a falta de coragem discursiva para por meio do debate ideológico quebrar as lógicas do consenso e a concilaçom, só contribuem para reforçar a lógica sistémica.

Os resultados de ontem, nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem para o futuro da nossa naçom.

A esquerda revolucionária galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom institucional, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

Mas tampouco estamos surpreendidos polo veredito das urnas. Levamos meses alertando que nom se davam as mais mínimas condiçons democráticas para poder realizar um processo eleitoral, que estava viciado. E agora, a dia 13, já é tarde para lamentar-nos. Simplesmente as forças que pretendiam derrrotar Feijó deveriam ter optado polo “plantom”, por forçar um adiamento eleitoral. O estado de shock derivado do postconfinamento e o medo ao Covid-19, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, impossibilitárom umhas eleiçons com as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês.

Tal como manifestamos umha e outra vez, eram umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que a partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A grandes rasgos os resultados de ontem constatam:

1- A contundente vitória de Feijó, logrando revalidar umha quarta maioria absoluta consecutiva do PP. Por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita reacionária, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado, recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa e mais que preparada. Tam só perdeu pouco mais de 50 mil votos, passando dos 676.676 atingidos em setembro de 2016 [47.53%], a 625.182 [47.98%].

2- O BNG nom só certificou a quebra da sua longa agonia e hemorragia eleitoral iniciada há dias décadas. Tal como já se tinha manifestado timidamente em novembro recuperando representaçom nas Cortes espanholas, concentrou o voto útil contra o PP, absorvendo e engolindo o desgastado espaço da desacreditada “nova política”. Logrou praticamente triplicar os 118.982 sufrágios [8.36%] de 2016. Os 310.137 votos [23.8%] som um recorde histórico numhas eleiçons autonómicas, logrando novamente o sorpasso sobre o PSOE atingido em 1997.

3- Um PSOE com candidato anodino, e sem vontade real de derrotar Feijó, mantém praticamente intato o seu quarto de milhom de apoios eleitorais, freando a curva descendente, retrocedendo tam só 2.000 sufrágios, passando dos 254.552 [17.88%] a 252.537 [19.38%].

4- “Galicia en Común”, a nova marca do espaço de “confluência” entre Anova com o postcarrilhismo e Podemos, fracassou estrepitosamente. A catastrófica fuga de mais de 220 mil votos, fecham um ciclo mais artificial que real no sistema político institucional galego. O canibalismo interno e as deserçons que tem caraterizado a legislatura, a carência de um liderado carismático e um projeto definido, dérom como resultado transitar dos 271.418 votos [19.07%] de 2016 a tam só atingir 51.223 [3.93%], ficando fora do parlamentinho de cartom.

5- Descalabro do matonismo fascista, perdendo mais do 75% dos apoios eleitorais atingidos nas eleiçons legislativas de 10 de novembro de 2019. Os exíguos 26.485 votos [2.03%] de Vox, constatam a enorme capacidade da maquinária do PP autonómico, e a carência de umha fraçom destacada da burguesia nacional interessada em alimentar a representaçom institucional do terrorismo fascista. As singularidades da estrutura de classes galega provoca que simplesmemte nom tenha a dia de hoje a mais mínima funcionalidade.

6- C´s passa dos 48.303 votos [3.38%] de apoios atingidos em 2016, a obter uns resultados residuais, nom atingindo os cinco dígitos, com tam só 9.719 votos [0.75%].

7- Marea Galeguista assinou a sua ata de defunçom com 2.863 votos [0.22%], após umha grande projeçom mediática, e um investimento económico completamente desproporcionado para os resultados obtidos.

8- A abstençom subiu significativamente, passando de 817.702 [36.25%] em 2016 a 918.799 [41.12%], tendo em conta a queda de meio milhom de pessoas no censo, como resultado da sangria demográfica.

9- Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar facilmente nas urnas. A pax social, derivada da desmobilizaçom operária e popular, e do vírus do fetichismo parlamentar, som fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

10- Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permita iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real. Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando o povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

11- O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Os resultados devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 625.182 de 2.258.589 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

12- Agora Galiza-Unidade Popular, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuam alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

Seguir construíndo novas ferramentas de organizaçom, mobilizaçom e combate popular, é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos. Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare o povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital e que Feijó implementará de forma obediente.

Devemos prepararmos política, ideológica e psicologicamente a classe operária e o povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polas “esquerdinhas”, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a oligarquia.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 13 de julho de 2020