ZÉLTIA ENVENENOU DURANTE DÉCADAS COM LINDANO POVO TRABALHADOR DO VAL DA LOURINHA COM CUMPLICIDADE INSTITUCIONAL

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(Comunicado nº 2 de Agora Galiza da Lourinha)

ZÉLTIA ENVENENOU DURANTE DÉCADAS COM LINDANO POVO TRABALHADOR DO VAL DA LOURINHA COM CUMPLICIDADE INSTITUCIONAL

As instituiçons som o motel onde as empresas privadas e a casta política fam os seus suculentos negócios de costas ao povo.

O caso do lindano no Val da Lourinha é umha monstra de este proceder infame e criminal.
Há meses umhas obras desenterrárom parte do perigoso material tóxico, produzido durante décadas [1947-1964], na planta da empresa Zéltia, no polígono de Torneiros, em Porrinho.

Mais de 1.000 toneladas deste pesticida fôrom deliberadamente disseminadas na comarca, enterradas nuns terrenos municipais sobre os que foi construído em 1975 o polígono habitacional de vivendas sociais de Torneiros, e em 1990 um circuito de cicloturismo, tentando assim ocultar o gigatesco depósito de resíduos tóxicos.

A filtración do lindano nas águas também afecta o concelho de Mós.

A desinformaçom provocou que durante anos o lindano tenha sido confundido com caolim e portanto empregue na construçom de vivendas, e que mesmo o Concelho de Porrinho tenha asfaltado caminhos com este pesticida mortal.

Zéltia durante a ditadura fabricou o tóxico que se utilizou nos inseticidas que se comercializárom até praticamente finais da década de setenta, sendo posteriormente proibido o seu uso por ser cancerígeno por indicaçons da Organizaçom Mundial da Saúde [OMS].

É puro terrorismo do Capital ter construido vivendas de proteçom oficial desprezando a saúde do povo trabalhador e o meio ambiente.

Esta barbaridade leva condenando centos de trabalhadoras e trabalhadores que ali vivem à exposiçom de um produto cancerígeno dia após dia, provocando problemas muito graves de saúde. Há incluso famílias inteiras com doenças.

A lamentável situaçom em que vive a classe trabalhadora galega é um impedimento mais para muitos dos afectados na zona, que carecem dos meios económicos suficientes para poder abandonar o lugar e refazer a suas vidas.

Os alcaides Gonzalo Ordonhez Pérez e José Manuel Barros som responsáveis diretos por ter completado o traslado e soterramento deste veneno nos bairros operários do Porrinho e concelhos da contorna.

Mas o silêncio e ocultamento institucional continuou com os máximos responsáveis que ocupárom as Casas do Concelho, com estratagemas próprias de quem nom quere lidar com este problema. Tanto PP, como PSOE e BNG, mantivérom um cúmplice silêncio administrativo, umha prática de negaçom de informes e análises, de infravalorizar e subestimar a dimensom desta catástrofe.

A pataca quente do lindano é um problema que foi passando de corporaçom em corporaçom, e que por falta de valentia política ninguém se atreve a encarar.

Atualmente os respetivos governos municipais, no Porrinho encabeçado por Eva Garcia do PSOE, e em Mós por Nídia Arévalo do PP, nom só nom minimizam o problema, senom que incluso chegam a agravá-lo.

Há escasos dous meses voltou-se a repetir o mesmo sucesso no bairro de “O contrasto”, em Porrinho, quando as obras de saneamento efectuadas numha zona afectada destapárom o lindano, deixando-o ao ar livre, provocando a natural alarma na populaçom.

A alcaldesa solicitou desculpas assegurando que foi umha descoordenaçom do governo, como se isso fosse umha justificaçom suficiente quando está em perigo a saúde do povo trabalhador. Se tivesse um mínimo de decência Eva Garcia demitiria de imediato.

Nom estamos perante um simple despejo, é um envenenamento massivo feito com consciência por umha empresa que aplica a lógica perversa e depredadora do capital: procura do máximo lucro a custa de explorar a classe operária, desprezar a sua saúde e a das suas famílias, e destruir a natureza.

Nom há mais que lembrar o proceder destes criminais: movimento de camions aproveitando a noite, valados de vários metros para ocultá-lo, etc, e todo contando com a proteçom das instituiçons do regime postfranquista.

Este jeito de agir nom é exclusivo do Val da Lourinha, também está constatando que nom é um modo de proceder isolado.

A burguesia sempre encontra nas instituçons ajuda para socializar perdas, receber subsídios, usar terrenos públicos para facilitar os seus negócios, e em troques financiam os partidos sistémicos que agem como simples testaferros dos seus interesses de classe.

Atualmente é a vezinhança quem leva a iniciativa para que se adotem as medidas precisas e se arranje o grave problema de saúde que representa.

Tem que avaliar-se que consequências tivo para saúde dos afetados o contato direto com o pesticida, mas é urgente o encapsulado, retirada e limpeza de todas as zonas contaminadas, mas também determinar as responsabilidades politicas, jurídicas e económicas, evitando que se imponha a impunidade.

Agora Galiza respalda as reivindicaçons da vizinhança de Torneiros e do Contrasto, e exige que se depurem responsabilidades polílticas.

Nom só devemos movimentar-nos no terreno institucional com denúncias, as ruas som determinantes para evitar que a lousa do silêncio, do esquecimento e impunidade ganhe a batalha.

Os protestos populares devem ser protagonistas das luitas porque ja está demonstrado que a pressom é a única linguagem que entendem.

Agora Galiza da Lourinha

Na Lourinha, 28 de julho de 2018

A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTAÉ A TERNURA DOS POVOS. Saudaçons ao Dia da Pátria Galega enviadas por doce partidos e organizaçons amigas

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A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA É A TERNURA DOS POVOS
Reproduzimos integramente as mensagens de solidariedade e apoio à luita de libertaçom nacional da Galiza, enviada por doce partidos e organizaçons amigas, que fôrom divulgadas na concentraçom-ato político do Dia da Pátria.

Que cem flores desabrochem [BRASIL]
Camaradas da Organização Socialista e Feminista Galega de Libertação Nacional Agora Galiza.

Camaradas galegos:
É com imensa alegria que o nosso coletivo, Cem Flores do Brasil, saúda o Dia da Pátria Galega, no próximo 25 de julho.
Nos sentimos profundamente integrados e solidários à causa nacional galega, à vossa luta pela libertação nacional e emancipação social. Essa integração e solidariedade tem como princípio o fato de que lutamos contra o mesmo inimigo e por um objetivo comum.
Lutamos contra o imperialismo, a fase apodrecida e final do modo de produção capitalista, que oprime os povos do mundo inteiro, que suga o sangue e o suor da classe operária e dos trabalhadores de todos os países. Imperialismo que, nessa profunda crise em que está mergulhado, amplia todas as formas de dominação e exploração das classes dominadas na Galiza, no Brasil e em todo o mundo.
Estamos juntos também porque lutamos por uma nova sociedade, livre dessa exploração e dominação. Lutamos pela revolução proletária e pelo socialismo, objetivos que nos colocam na mesma trincheira de combate. Lutamos pela retomada da principal arma de luta de nossa classe, sua posição teórica e prática independente e revolucionária, e pela construção de seu principal instrumento de combate, o Partido do Proletariado.
Fronteiras e mares não nos separam nessa luta. Como já afirmamos aos camaradas galegos em 2017, somos um só povo, proletários de todo mundo, galegos e brasileiros, a construir juntos um novo futuro.

Viva o Dia da Pátria Galega!
Cem Flores
Brasil, 14 de julho de 2018

Coordinadora Simon Bolivar [VENEZUELA]
Boa tarde.

Recebam umha saudaçom revolucionária, bolivariana, patriota, latinoamericana, caribenha e anti-imperialista, da Pátria de Bolívar, de Freddy Parra, de Ilich Ramírez Sánchez, do Comandante “Elias” Baltazar Ojeda Negretti, e do Comandante Hugo Chávez, de parte dos irmaos e irmás camaradas todos, da Coordenadora Simón Bolívar.
Hoje 25 de julho de 2018 quando se celebra o Dia da Pátria Galega queremos parabenizar todo o povo, pola sua luita pola autodeterminaçom, a soberania, a Independência Nacional e o Socialismo, pola mobilizaçom do povo na rua reclamando o seu reconhecimento.
Numha data tam importante como esta, fazemo-nos presente para apoiar a sua causa, que é nossa e para dizer-lhe que os filhos e filhas de Bolívar somos consecuentes com a Solidariedade para com os povos que luitam pola sua libertaçom e a construçom de um mundo melhor e o Socialismo.

Juan Contreras
Coordenadora Simón Bolívar

A única luita que se perde é a que se abandona!
Só a luita nos fará livres!
Em Bolívar encontramo-nos todos!

Herritar Batasuna [PAÍS BASCO]
Dia da Pátria Galega
A Revoluçom é o únco caminho

Para Herritar Batasuna, é um motivo de orgulho poder assistir e participar no Dia da Pátria Galega, jornada de mobilizaçom pola libertaçom social e nacional do Povo Trabalhador Galego, pola República Socialista Galega independente, solidária com o resto das naçons trabalhadoras em luita.
Todas e todos devemos preparar-nos para derrotar e vencer a monarquia neofranquista, que por meio da Segunda Restauraçom tem prolongado por outros quarenta anos o domínio absoluto da oligarquia espanholista que nos anos 1934-1939 massacrou sem misericordia obreiros e camponeses para reinstaurar a sua ditadura de classe, sob a forma de um fascismo nacional-católico específico, o franquismo.
Esta oligarquia, que leva séculos oprimindo os povos trabalhadores do que foi o Impêrio Espanhol, ve cada vez más preocupada a crise e o fim do seu domínio. O chamado Regime de 78 está esgotado, por muito que todos os reformistas socialdemocratas, do PSOE até EHBildu, tentem escorá-lo com governos pretendidamente progressistas.
A revoluçom é o único caminho para conseguir a liberdade, é dizer, a independência, o socialismo e a destruçom do patriarcado para os Povos Trabalhadores galego, catalám, basco, andaluz, castelhano, canário e do resto de naçons do Estado espanhol e de todo o mundo.
Só a organizaçom, a formaçom e a luita em todos os frentes nos levará à vitória. Do País Basco trazemos-vos um abraço fraterno e a vontade de construir um frente comum de todos os povos trabalhadores do Estado espanhol para derrotar de umha vez por todas a oligarquia espanholista e iniciar o caminho da transiçom socialista face à sociedade sem classes, sem Estado e sem patriarcado.
A primeira etapa nesta dura luita será a Uniom de Repúblicas Socialistas, soberanas e solidárias.

Viva o Povo Trabalhador Galego!
Viva a República Socialista Galega!

Coordenadora Nacional de Herritar Batasuna

Iniciativa Comunista [ESTADO ESPANHOL]
Iniciativa Comunista saúda as companheiras e companheiros de Agora Galiza com motivo do 25 Julho, Dia da Pátria Galega.

Neste ano no que se completa o 40 aniversário da Constituiçom postfranquista de 1978, que supujo a culminaçom de um processo de pactos e renúncias por parte da esquerda reformista com os representantes do fascismo, exprimimos o nosso desejo de que as nossas organizaçons avancem na colaboraçom para conquistar um futuro sem exploraçom de classe e sem exploraçom patriarcal nem nacional.

Viva o internacionalismo proletário!
Viva a luita da classe operária!

Manifiesto Internacionalista de Compostela
Com a Revoluçom Galega

Neste 25 de Julho, Dia da Pátria Galega, o Manifesto Internacionalista de Compostela saúda a classe obreira galega na luita pola independência e o socialismo.
Com o Povo Trabalhador Galego defendemos o caráter irrenunciável do direito de autodeterminaçom. Apontamos a saída revolucionária para as aspiraçons nacionais e sociais e prepararmos o terreno para o embate com o regime de 78.
Frente a um cenário político de involuçom reacionária e frente ao retorno da espanholismo na sua versom mais cavernícola, plantamos-lhe cara sem medo e nom baixamos a guarda.
A soluçom nom passa por claudicar perante o reformismo espanholista senom por apostar agora mais que nunca nas repúblicas dos povos em chave socialista e popular.
Com a memória de Moncho Reboiras, do Piloto, de Henriqueta Outeiro e de toda a Galiza combatente, tomamos a sua força e o exemplo para seguir adiante.

Viva Galiza Ceive!
República Socialista Galega!

Manifesto Internacionalista de Compostela
24 de Julho de 2018

Movimiento Patriótico Manuel Rodríguez – MPMR [CHILE]

Caros companheiros:
Recebam as fraternais saudaçons dos Rodriguistas chilenos no Dia da Pátria Galega.
Os homens e as mulheres temos o dever de buscar a construçom dumha pátria mais justa, em independência e soberania.
O povo galego sofre a imposiçom invasora do Estado espanhol, como latinoamericanistas queremos transmitir a nossa solidariedade, desde este lugar do mundo que tem sofrido por séculos a invasom e intromisom imperial. Primeiro foi contra os nossos povos originários, onde os espanhóis banhárom de sangue a terra de Lautaro, Katari, de Juana Azurduy, mas posteriormente seguiu a luita de libertaçom, Bolívar, Sucre, Martí, Maceo e Sandino por
nomear alguns, e seguimos com Allende, Victor Jara. Temos umha história de luita contra o invasor que compartilhamos com o povo galego.
Hoje como ontem a luita continua, hoje o inimigo é mais difuso, trata-se de confundir com os bons, o inimigo disfarça-se de justo, quer-nos fazer acreditar que existe um colonialismo mais suave, que podemos viver no capitalismo mais humano.
Os Rodriguistas creemos que esta socialdemocracia é cúmplice da permanência da injustiça social, que só busca atrasar a derrota definitiva da opressom.
Neste dia saudamos-vos com especial carinho e emoçom, porque sabemos que a pesar da distância, temos irmaos que ao igual que nós, luitam por mudanças profundas e definitivas onde o ser humano será o centro.

Irmaos de Agora Galizia, recebam um sincero abraço.

Nación Andaluza [ANDALUZIA]
Nación Andaluza com o Povo Trabalhador Galego no seu dia nacional.

De Andaluzia, no 25 de Julho, DIa da Pátria Galega, queremos saudar o combativo Povo Trabalhador Galego no seu dia nacional.
Galiza, como Andaluzia, sofre umha tripla opressom; nacional, de classe e patriarcal. Para libertar-se desses três eixos de opressom, a classe obreira galega precisa de elementos revolucionários que sirvam como ferramentas de conscienciaçom, organizaçom e transformaçom.
Agora Galiza, como organizaçom irmá com a que compartilhmos espaços de trabalho internacional, reune o caráter ruturista, socialista, feminista e independentista que as necessidades históricas da Galiza e o seu Povo Trabalhador requirem.
Por isso, neste dia de luita e reivindicaçom nacional, social e feminista que é o Dia da Pátria Galega, encaminhamos o nosso apoio e solidariedade internacionalista com a causa da classe obreira galega.

Denantes mortas que escravas!
Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Partido Comunista Paraguayo [PARAGUAI]
Caros e caras camaradas,

Dirigimo-nos a vocês, e a todos os e as camaradas de Agora Galiza e a todo o povo da Pátria Galega aos efeitos de saudá-los no dia da Pátria Galega, reivindicando a sua palavra de ordem “Xaque ao Regime de 78. República Socialista Galega!”.
Som tempos difíceis e complexos que reclamam umha praxe arraigada no estudo e a aplicaçom dumha estratégia revolucionária que combine as singularidades dos nossos povos com os elementos comuns da luita de classes, e a necessidade de derrocar o modo de produçom capitalista.
Forjar e tomar o poder para construir juntas, juntos, a sociedade onde caibamos todas e todos com a garantia de que as nossas potencialidades podam desenvolver-se e enriquecer-se permanentemente, é o mais belo desafio que podemos assumir as mulheres e os homens que pretendemos um mundo que garanta a vida, o pam e a paz à que chegaremos construíndo o socialismo e a sociedade comunista.
A intençom do Partido Comunista Paraguaio é promover, estimular, afortalar a imperiosa necessidade de desenvolver a integraçom das luitas populares com umha crescente orientaçom revolucionária. É por isso, que manifestamos a nossa mais profunda solidariedade com a luita do povo irmao galego.
Os comunistas paraguaios e as comunistas paraguaias estamos orgulhosos e orgulhosas do independentismo revolucionário de Agora Galiza e de que o povo irmao da pátria galega se mantenha em pé de luita pola sua libertaçom nacional, levantando as bandeiras do socialismo e o feminismo revolucionários.

Asunción, 25 de julho de 2018
Comité Central

Plataforma Laboral e Popular [PORTUGAL]
Aos camaradas de Agora Galiza,

Calorosas e fraternas saudações revolucionários neste Dia da Pátria Galega. Já faz tempo desde que assumimos compromisso pelos objetivos que nos unem. Foi em Compostela, há exatamente um ano. Agora é boa oportunidade para reafirmar a validade da estratégia revolucionária. Em Compostela criámos uma plataforma para a rebelião popular. Uma plataforma que ponha as classes com potencial revolucionário à cabeça dos processos de libertação nacional e social, em confronto contra o inimigo. Mais uma vez, os recentes eventos na Catalunha demonstram à saciedade a necessidade deste trabalho e da caixa de ferramentas que o capacite. Na Catalunha vimos na locomotiva as classes que deveriam ir sentadinhas na última carruagem do comboio. Vimos constantes manobras de desanuviamento e distensão política que diluíram qualquer potencial de confronto. A burguesia e as classes intermédias apostaram tudo numa negociação que obviamente não podia existir. E eles sabiam disso. O inimigo não negoceia a sua própria existência.
A aprendizagem prática do processo dá-nos força para avançar.
Neste Dia da Pátria reafirmamos o nosso apoio ao projeto revolucionário, independentista, socialista e feminista galego. Une-nos a solidariedade da luta pelos direitos nacionais e sociais, a nossa comunidade de língua, a luta pela reintegração do galego e a revolução socialista.

Saibam que aqui em Portugal ninguém baixa a guarda!
Saibam que estaremos sempre convosco! Contem connosco!
Viva Galiza Ceive!

25 de julho de 2018, Plataforma Laboral e Popular

UnidadPopular Ecuador [EQUADOR]
Saudaçom ao Dia da Pátria Galega

A Unidade Popular que tem vindo acompanhando a luita do povo galego de há alguns anos atrás, solidário com a causa nacional galega, manifestamos a nossa saudaçom este 25 de Julho, Dia da Pátria Galega.
A luita polo socialismo tece a nossa irmandade, acreditamos firmemente na libertaçom e autodeterminaçom dos povos.
Desde a metade do Mundo, o Equador, livramos batalhas contra os falsos revolucionários, contra o capitalismo e os seus maquilhadores.
Os povos equatoriano e galego, temos como objetivo fazer a revoluçom socialista, é nessa linha que sempre contarám com o nosso respaldo.
Extendemos o nosso abraço fraternal e anticapitalista a todas as organizaçons sociais e populares da Galiza.

Geovanni Atarihuana
Diretor Nacional da Unidade Popular

Quito, 20 de julho de 2018

 

INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

(Divulgamos discurso do camarada Carlos Morais no ato político convocado por Agora Galiza neste 25 de Julho, na praça 8 de Março, de Compostela.)

* * *

Por segundo ano consecutivo tenho a honra de intervir no Dia da Pátria convocado por Agora Galiza. Vou ser breve, mas muito claro!

Agora Galiza é a expressom organizativa de umha corrente sociopolítica cujas origens emamam das três derrotas concatenadas, padecidas nas últimas décadas, pola classe obreira e o conjunto do povo trabalhador.

Somos o resultado de três reveses consecutivos de caráter catastrófico, sem os quais nom é possível compreendermos a atual fase de refluxo e carência de perspetivas de vitória, que define a luita de classes que se desenvolve no nosso país e a escala internacional.

Fase de retrocesso e desmobilizaçom, de desarme ideológico, de abandono do imaginário simbólico, de incapacidade política para construir ferramentas de combate e defesa.

Derrota perante o fascismo em 1936. Na Galiza, no fatídico verao de há agora exatamente 82 anos, venceu o golpe militar promovido pola oligarquia e a Igreja católica com apoio das democracias liberais europeias. A causa da derrota foi a inaniçom e timoratismo das autoridades pequeno-burguesas republicanas, negando-se armar o proletariado e campesinhado por temor a que tomasse o poder. Com a queda da cidade de Tui no sul-ocidente, e da Gudinha no sul-oriente, a 27 de julho de 1936 Franco apodera-se da nossa naçom, dando início ao holocausto que eliminou fisicamente, ou forçou ao exílio, o melhor da nosa classe e do nosso povo.

A capitulaçom do reformismo perante a maquilhagem do franquismo na segunda metade da década de setenta, legitimando a monarquia bourbónica como pedra angular do novo regime, foi a segunda derrota que permite explicar boa parte dos acontecimentos em curso.

A definitiva implosom em 1991 da Uniom Soviética e simultánea vitória do imperialismo a escala mundial, foi a terceira severa grande derrota.

O triunfo do capitalismo na sua forma neoliberal, e o mundo unipolar da guerra permanente contra os povos, as mulheres e a classe trabalhadora, acelerou e radicalizou a ofensiva da burguesia contra os direitos, as conquistas e as liberdades, atingidas pola classe obreira em décadas de suor, sangue e lágrimas.

Obviar os letais efeitos das três derrotas consecutivas só nos conduz à derrota final.

E a pesudoesquerda institucional, tanto a espanhola como a autótone, praticam autismo político, pretendem agir com essa irresponsabilidade da mal denominada “normalidade institucional”.

Aparentam desconhecer essa realidade paralela onde som adotadas as decisons que afetam todo o referente às nossas vidas: os conselhos de administraçom, os jantares em reservados de luxo, os clubes secretos, as salas de bandeiras dos quartéis, as embaixadas das potências.

Decisons, que em forma de decretos-lei e resoluçons, som imediatamente implementadas polas cloacas, tanto as institucionais, como as opacas e ocultas.

Nom nos estranha, pois só pretendem situar as suas elites nos limitados espaços de gestom que lhe concede o sistema.

Na esquerda revolucionária galega estamos plenamente conscientes que nas três derrotas mencionadas, e na prática legalista e sistémica da mal chamada esquerda política e social, radicam as causas que facilitam a involuçom política que vivemos.

Camaradas, companheiras e companheiros: o panorama, nom o podemos negar, é dessolador.

Negá-lo, subestimá-lo ou coloreá-lo, é contrarevolucionário! Só contribui para impossibilitar encontrarmos os caminhos que facilitem criar as condiçons subjetivas que permitam a reorganizaçom, reconstruçom e rearme político e ideológico, sem o qual nom é possível superarmos o estado de amorfismo e disgregaçom do povo trabalhador e empobrecido da Galiza.

Nom nos podemos resignar a vivermos como escravos, nem a que nos roubem o nosso futuro e o das geraçons vindouras!

Todo o contrário, temos o dever e a necessidade de promovermos umha açom teórico-prática de insubmissom, de inconformismo e de rebeldia! Que ninguém se confunda. Nom arriamos as bandeiras, nom procuramos acomodo nem nos aggiornamos!!

A teoria marxista que nos guia, sempre em relaçom dialética com a experiência da luita de classes a escala global, esse fio vermelho condutor do que devemos apreender, tem-nos ensinando que nom existem atalhos.

A saída e as alternativas à perda permanente de direitos e liberdades, nom se acha em urnas e aritméticas parlamentares, em referendos e movimentos transversais interclassistas e pacifistas, incapaces de quebrar com o supersticioso respeito com a lógica liberal.

A saída nom a vamos encontrar na gestom das instituiçons do inimigo.

Tampouco a vamos encontrar em articular anémicos e desnutridos espaços de convergência de todas as expressons da nova socialdemocracia, do eurocomunismo e das diversas metafísicas post, tampouco em agir de satélites do reformismo autótone, circunflexo e incapaz de superar o minimalismo acomplexado do soberanismo de fim de semana.

A conquista do futuro passa pola tomada do poder. E este só se logra empregando, utilizando, ensaiando as vias que conduzirom aos avanços e saltos qualitativos da humanidade explorada e oprimida ao longo da história. Nada temos que inventar. Só necessitamos manter o rumo, agir com criatividade e firmeza ideológica.

Seguir transmitindo que é viável reformar este regime, que é possível regenerá-lo e democratizá-lo, é o melhor favor que lhe podemos fazer à oligarquia criminal, à máfia burguesa e aos seus testaferros políticos.

Identificar e reduzir o inimigo à organizaçom criminal denominada PP, é simplesmente enganar o povo trabalhador.

Gerar expetativas entre a classe obreira no governo de Pedro Sánchez é umha monumental estafa.

Gerar ilusons no governo do PSOE é continuar receitando analgésicos que só paliam momentaneamente a dor, mas nom permitem a cura.

Nestes dous meses de governo postPP, o PSOE deixou bem claro que é umha das colunas medulares do postfranquismo. Mais alá da retórica, dos gestos, do estilo, é um governo ao serviço do Ibex 35, da UE do Capital, do FMI, e pregado ao imperialismo ianque.

Pedro Sánchez submeteu-se perante Trump, comprometendo-se aumentar os gastos militares!

Pedro Sánchez pregou-se perante a oligarquia nom publicando a lista da amnistia fiscal!

Pedro Sánchez pregou-se perante o filho do caçador de elefantes, impossibilitando investigar um segredo a vozes. A fortuna dos Bourbons é resultado da depredadora praxe comisionista do conhecido cliente de lupanares de luxo.

Que importa que o número de ricas no conselho de ministros seja maior que o número de ricos?

Que importa a orientaçom sexual do novo chefe do aparelho da repressom?

A realidade é que Borrell colocou de embaixadores toda a equipa do Ministério de Assuntos Exteriores do PP, e que o PSOE vai proseguir com a política chauvinista e supremacista que só procura a plena assimilaçom da Galiza e das naçons oprimidas, porque aqui radica a chave da exploraçom e dominaçom capitalista no Estado espanhol.

Mas nada do que está acontecendo surpreende a esquerda socialista, feminista e patriótica galega.

Eis polo que denunciamos o grave erro de ter anulado a greve geral que o sindicalismo galego tinha convocada para 19 de junho.

Eis polo que nom confiamos o mais mínimo, nem damos margem algum a um governo que só vai aumentar a resignaçom, desencanto e frustraçom, ingredientes imprescindíveis para agir de caldo de cultivo do fascismo.

Sim, camaradas, companheiras e companheiros, amigas e amigos, o plano B que maneja o bloco de classes dominante espanhol é umha involuiçom reacionária, umha saída autoritária do regime perante a sua falta de legitimidade e a multicrise que o carcome.

Um novo tipo de fascismo que assegure a unidade territorial do mercado chamado Espanha, e discipline com maior rigor a força de trabalho.

A bandeira e o imaginário do nacionalismo espanhol é elemento destacado desta estratégia em que a Coroa é o eixo central.

Eis polo que a disjuntiva PP ou PSOE é um engano!, eis polo que converger com alternativas socialdemocratas 2.0, ou com forças pseudosoberanistas bem instaladas nas prebendas do sistema, está descartado por Agora Galiza.
Nom temos cordom umbilical com ninguém nem estamos dispostos a ser satélites de ninguém.

Somos umha força socialista e independentista, umha força que leva impregando no seu ADN a emancipaçom da mulher, nom como moda nem como elemento decorativo.

Queremos derruvar o regime de 78, construir na Galiza umha sociedade socialista de mulheres e homens livres e emancipados, um país sem machismo nem patriarcado, solidário com todos os povos do mundo.

É isto só é possível luitando em todos os ámbitos. No plano ideológico, no político, no social, no cultural e no simbólico.

Confrontar, deslindar, organizar e acumular som os nossos eixos. Poderemos demorar anos ou décadas, mas estamos convencidos que este é o único caminho.

Quem com sinceridade e honestidade esteja disposto a construir um espaço de luita visado para dar xaque ao regime de 78, levantando umha muralha antifascista, nom para defender a democracia liberal burguesa e sim a alternativa da República Socialista Galega, sabe que estamos prontos para contribuir a dar-lhe forma e conteúdo.

A ameaça laranja, a viragem de extrema-direita do PP, os desacomplexados e descarados movimentos táticos do franquismo hegemónico no aparelho judicial, do falangismo que domina o relato dos meios de [des]informaçom burgueses, das forças repressivas, da administraçom, do exército, é umha realidade incontestável.

Olhar para o lado, como se nada passasse, é umha irresponsabilidade que já pagamos muito cara na década dos anos trinta e quarenta.

Neste Dia da Pátria de 2018, com a imprescindível solenidade que a causa require, mas com toda a modéstia e humildade revolucionária, apelamos para sentar as bases para levantar um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista.

Até a vitória sempre!
Viva Galiza ceive!
Viva Galiza feminista!
Viva Galiza Socialista!
Viva a Revoluçom Galega!

PSOE PROMOVE INVOLUIÇOM REACIONÁRIA E MILITARIZAÇOM SOCIAL

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PSOE PROMOVE INVOLUIÇOM REACIONÁRIA E MILITARIZAÇOM SOCIAL
Ministério de Defesa e a Federaçom Espanhola de Municípios e Províncias [FEMP] assinam protocolo para que militares se incorporem à polícia municipal e passem assim a patrulhar as ruas das cidades e vilas galegas. 
Margarita Robles e Abel Caballero som os artífices desta proposta, justificada na necessidade de “paliar défice de polícias municipais”, mas realmente visada a militarizar o país para disciplinar povo trabalhador.
Agora Galiza alerta e condena umha decisom enquadrada na estratégia fascistizante de mais repressom e corte de liberdades, promovida pola oligarquia.

https://www.farodevigo.es/…/ayuntamientos-pali…/1934905.html

Comunicado nº 95: 1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos! Esmaguemos o fascismo

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1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos!

Esmaguemos o fascismo

Passárom 82 anos, mas as consequências do golpe de Estado fascista executado polo exército, e apoiado pola bloco oligárquico conformado pola burguesia industrial, financieira e terratenente, a aristocracia e a hierarquia católica, continuam pleamente vigentes na sociedade galega de 2018.

Na Galiza atual continuam governando os netos dos que promovérom o holocausto iniciado no verao de 1936, os que matárom perto de 10 mil compatriotas, os que violárom milhares de mulheres, vejárom e torturárom com sanha todo aquele que nom comungasse com o projeto totalitário franquista, incautárom bens para o seu enriquecimento pessoal, forçárom o exílio do melhor do nosso povo e da nossa classe, prendérom e encadeárom dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores inçando o país de prisons e campos de concentraçom, os que destruírom as tímidas conquistas, direitos e liberdades, os que sementárom fame, doenças, dor e emigraçom, os que provocárom um retrocesso de décadas no desenvolvimento económico e social do nosso país.

Na Galiza de 2018 continuam governando os mesmos que com sangue, balas, masmorras, óleo de ricino, incautaçom e repressom, cerceárom o processo de auto-organizaçom social e política do povo trabalhador galego.

Hoje, mutados em “democratas” de toda a vida, presentes em todos os partidos sistémicos do regime postfranquista, defendem a perpetuaçom dos idênticos interesses económicos que provocárom a guerra de classes de 1936-1939, que na Galiza foi umha autêntica guerra de extermínio, um genocídio.

A pedra angular do regime continuador de 18 de julho de 1936 é a monarquia bourbónica imposta por Franco em 1969. Primeiro na figura do neto do rei expulso polas massas em abril de 1931, e atualmente o filho do caçador de elefantes e multimilionário a custa da sua atividade criminal.

A absoluta impunidade da prática delitiva da família real espanhola é a metáfora mais nítida da ilegitimidade do atual regime, mas também da impossibilidade de transformá-lo empregando as cartas trucadas do cretinismo parlamentar e a conciliaçom institucional, inerente à pseudoesquerda hegemónica no movimento popular.

A cultura política falangista impregna a prática totalidade das forças com representaçom parlamentar de caráter estatal, na sua defesa intransigente do chauvinismo e supremacismo espanhol e o feroz combate ao direito de autodeterminaçom dos povos.

No 82 aniversário da infame vitória do terrorismo fascista, a esquerda revolucionária galega quer homenagear o povo trabalhador galego que nas cidades, aldeias e montanhas, desde os primeiros dias resistiu com as armas na mao o golpe, e que posteriormente, na luita clandestina em fábricas, campos e centros de trabalho, em combinaçom com a forma de luita guerrilheira, combateu sem trégua o fascismo.

Quem a partir da década de sessenta do século XX sentou as bases da reorganizaçom operária, nacional e popular, quem até a atualidade mantém ao vento que a luita é o único caminho, quem nom se deixa arrastar polas políticas conciliadoras e pactistas com os responsáveis da perpetuaçom do ilegítimo Reino de Espanha.

Agora Galiza nom pode deixar de homenagear quem desde o exílio mantivo incólume a dignidade e legitimidade da Naçom Galega durante décadas, sem capitular nem arriar bandeiras, sem conciliar com o inimigo.

Todas elas, todos eles, som exemplos heróicos e inexcusáveis referentes da luita pola Revoluçom Galega.

Hoje, quando a involuiçom reacionária avança no Estado espanhol, e o fascismo revive em média Europa, a luita antifascista de orientaçom anticapitalista e socialista recupera plena vigência e atualidade.

Xaque ao regime de 78!

República Socialista Galega!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 16 de julho de 2018

Comunicado nº 94: Supremacismo espanhol dificulta processo de legalizaçom de Agora Galiza

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Supremacismo espanhol dificulta processo de legalizaçom de Agora Galiza

Processo de legalizaçom de Agora Galiza como força política, está sendo dificultado polo regime de 78.

Ministério espanhol de Interior, concretamente a Subsecretaria Geral de Política Interior, tem bloqueada a tramitaçom do expediente no Registo de partidos políticos até que lhe remitamos a documentaçom traduzida para espanhol.

Ministério de Interior, atualmente dirigido polo juíz Grande-Marlaska, qualifica de “deficiência” cuja “subsanaçom é necessário realizar para continuar com a tramitaçom do expediente”, que tanto a ata notarial como os Estatutos de Agora Galiza estejam redigidos em idioma galego.

Afirma a administraçom espanhola que até remitirmos traduzida para espanhol a documentaçom da legalizaçom, nom é possível tramitá-la “já que nom poderemos saber se os estatutos contemplam todo” o conteúdo que exige a legislaçom

É umha autêntica burla, umha mostra da prepotência e despreço com a que age Espanha, manifestar incapacidade para traduzir e entender o idioma galego por carência de pessoal capacitado.

Estamos pois perante umha vulneraçom dos direitos coletivos do povo trabalhador galego, do direito a empregarmos o nosso idioma.

Esta expressom descarada do assimilacionismo espanhol constata o inerente caráter chauvinista e imperialista do projeto espanhol, a impossibilidade algumha de regenaraçom e democratizaçom de umha administraçom e de um Estado simples prolongaçom do regime franquista.

As políticas uniformizadoras visadas para destruir o idioma nacional da Galiza só podem ser derrotadas com coragem e firmeza política, mas também com habilidade para sortear os contratempos da maquinária burocrática de um Estado anacrónico que deve ser tombado se queremos ter oportunidade algumha de conquistarmos o futuro como povo e como classe.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 10 de julho de 2018

Comunicado 25J 2018: XAQUE AO REGIME DE 78. República Socialista Galega!

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XAQUE AO REGIME DE 78

República Socialista Galega!

A monarquia bourbónica é a pedra angular do atual regime espanhol. A monarquia foi imposta por Franco em 1969 para perpetuar a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar do fascismo em abril de 1939.

A monarquia foi posteriormente legitimada polos partidos sistémicos no ignominioso pacto da denominada “transiçom”, que maquilha entre 1975-1982 o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista.

A chamada “reforma política espanhola” nom foi legitimada polo povo trabalhador galego, que nom ratificou nem a constituiçom de 1978 nem posteriormente o Estatuto de Autonomia de 1981 que perpetua a nossa dependência nacional.

Na reforma promovida polo bloco de classes oligárquico foi blindada a acumulaçom de Capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como a unidade territorial “indivisível” do Estado espanhol.

Umha modificaçom legislativa em muitos casos meramente superficial e epidérmica, ratificou a metamorfose do franquismo, nesta “democracia” burguesa tutelada polos mesmos poderes fácticos que promovérom, apoiárom e se beneficiárom do regime fascista: a burguesia industrial, financieira e terratenente, a Igreja católica, a casta militar e a aristocracia parasita.

Para blindá-la, nom só impugérom a atual Constituiçom e umha tímida descentralizaçom administrativa que nega o direito de autodeterminaçom dos povos, também aprovárom a lei de amnistia em outubro de 1977 [autêntica lei de ponto final] dotando de imunidade e impunidade todos os responsáveis de quatro décadas de crimes e delitos: roubos e incautaçom ilegal de propiedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.

Para poder lográ-lo contárom com a cumplicidade dos principais partidos da “esquerda” reformista [PSOE e PCE] e da burguesia basca e catalana [PNB e CiU].

Porém,o atual regime emanado do franquismo padece umha profunda multicrise no ámbito institucional, político e económico, que pretende ser superada mediante umha nova involuçom reacionária similar à imposta com o autogolpe de estado de 1981.

A Coroa é a chave do processo em curso que pretende impor umha nova recentralizaçom que derrote as reivindicaçons nacionais da Galiza e do resto de povos oprimidos, e domesticar a classe trabalhadora com um conjunto de medidas excecionais visadas para discipliná-la e anulá-la como sujeito histórico.

O discurso chauvinista que empapa o relato dos principais partidos sistémicos [PP, PSOE, Podemos/IU e Cs] contribui para desviar a atençom dos problemas reais e ocultar as causas e responsáveis da depauperaçom de amplos setores populares, o saqueio do fundo de pensons, e a preparaçom de um clima de desmobilizaçom social que permita implementar sem grandes resistências as novas reformas laborais e cortes em direitos e liberdades que reclama o Ibex 35, o FMI e a UE.

A corruçom geralizada que carateriza a elite de bandidos e criminais que nos governa alimenta o populismo reacionário, a repressom contra toda forma de disidência, geram o clima de involuçom política e social da antesala do fascismo.

Perante este cenário, a “normalidade democrática” com a que agem as forças da “esquerda” institucional [Mareas, BNG, Podemos/IU] só contribui para reforçar o regime de 78.

Mais alá da pura retórica sem praxe coerente, estas forças nom pretendem nem procuram tombar o regime de 78. Alimenta esse ilusionismo de que é factível reformar e regenerar o sistema mediante maiorias aritméticas eleitorais nas instituiçons burguesas.

A teimuda realidade constata e verifica que é intrascendente que PP ou PSOE, com ou sem os seus aliados, se responsabilicem de gerir o regime de 78.

Nom se trata de sacar o PP do governo para substituí-lo polo PSOE e aliados, sem tombarmos o regime de 78 todo seguirá sem variaçons substanciais e modificaçons tangíveis.

Perante este cenário tam adverso,é imprescindível avançar na reconstruçom da esquerda revolucionária galega.

Perante este cenário tam preocupante, é fundamental levantar um muro antifascista de inequívoco componente anticapitalista e socialista, nom para defender a “democracia ameaçada”, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente a esta ditadura burguesa em deriva autoritária capitaneada pola monarquia bourbónica.

Eis polo que Agora Galiza, sob a legenda XAQUE AO REGIME DE 78. República Socialista Galega!, convocamos vindouro 25 de Julho, no Dia da Pátria umha concentraçom e ato político.

Será às 13 horas na praça 8 de Março de Compostela.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de julho de 2018

Comunicado nº 1 de Agora Galiza da Lourinha: NOM ARRUGAMOS FRENTE AMEAÇAS FASCISTAS DO PP DE MÓS E DOS COLABORACIONISTAS DA “PSEUDOESQUERDA” SISTÉMICA

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NOM ARRUGAMOS FRENTE AMEAÇAS FASCISTAS DO PP DE MÓS E DOS COLABORACIONISTAS DA “PSEUDOESQUERDA” SISTÉMICA

A maioria absoluta do PP no Concelho de Mós, da que desfruta desde que em 2009 promoveu umha moçom de censura com um transfuga do PSOE, vai acompanhada por umha prática chulesca e despótica, por parte de alguns dos seus mais destacados concelheiros.

A aprovaçom de umha moçom apresentada polo PP no Pleno do Concelho de Mós, na segunda-feira 25 de junho, contra umhas presuntas “ameaças, calúnias e insultos” contra Óscar Soto Abadim, só procura desviar a atençom dos verdadeiros problemas do Concelho e das responsabilidades da alcaldesa Nídia Arévalo na ruína das arcas municipais.

A política espetáculo, com apoio aberto dos meios de [des]informaçom, está especializada em gerar realidades virtuais que perpetuem a dominaçom alienante do povo trabalhador e fechem qualquer perspetiva de emancipaçom coletiva.

Para lográ-lo devem domesticar e integrar no seu jogo a “pesudoesquerda” institucional, e criminalizar quem verdadeiramente luita sem mais satisfaçom que o dever de cumprir com os anseios da maioria social.

O PP é umha organizaçom criminal, com um pouso ideológico fascista, herdeiro do golpe de estado de 1936 que ainda se nega a condenar. É o partido que nom apoia a ilegalizaçom da Fundaçom Francisco Franco e a retirada do ditador do Val dos Caídos, que nom aplica a lei da Memória Histórica.

O PP é o partido da Gürtel, da Lezo, de Nóos, de Bárcenas, da Operaçom Zeta, da Púnica, da Palma Arena, da Patos, etc, de centenares de cargos e dirigentes presos e encausados polo roubo sistemático do património público, responsável pola aplicaçom das receitas económicas neoliberais que só provocam desemprego, precariedade laboral, emigraçom, pobreza e miséria.

É o partido da Lei Mordaça e da repressom, da manipulaçom dos meios de comunicaçom, da censura, das mentiras goebbelianas.

O PP é o partido do rascismo e a xenofobia, o partido do despreço do nosso idioma e cultura, da assimilaçom espanhola da Galiza.

O PP é o partido do “patriotismo espanhol” especializado em defraudar impostos e desviar o roubado a paraisos fiscais.

Que legitimidade pode ter o PP condenando violências abstratas quando apoia entusiasticamente todas as guerras de rapina promovidas pola OTAN e o imperialismo? Quanto cinismo e hipocrisia!

Como pode pois, o PSOE, o BNG e os dous concelheiros tránsfugas de Mós, apoiarem a moçom do PP?

É umha burla à classe trabalhadora que bem intencionadamente apoiou estas forças, que à hora da verdade lhe fagam a cama a Nídia Arévalo e ao resto da máfia dos poderes fáticos de empresários, especuladores, promotores imobiliários, que configuram o PP de Mós, atualmente centrados em expropriar terras para instalar a cidade desportiva do dono do Celta, num “macropelotaço” urbanistico de manual.

É deleznável que GañaMós se abstenha, e solicite tramitar denúncia nas forças repressivas a quem exercita o direito inalienável à liberdade de expressom. Quanto oportunismo canalha!

Paulo Vila e Paulo Peres Lago som dous vizinhos de Mós sobradamente conhecidos polo seu compromisso insubornável na defesa dos interesses e necessidades do povo trabalhador.

A franquia do PP de Génova em Mós pode promover moçons delirantes, com apoio ativo e passivo da oposiçom vitrtual que a nível municipal prefire fechar fileiras com os fascistas em falsas unidades populares justificadas no “bem comum”, em vez de denunciá-los como responsáveis da desfeita que supom para o Concelho a A-55

Umha domesticada oposiçom que prefire lavar a cara da organizaçom mafiosa de Lídia Arévalo e Óscar Soto nas responsabilidades do PP na violência machista, ou no fechamento da empresa “Maderas Iglesias”.

Agora Galiza da Lourinha respalda os nossos camaradas que estám padecendo umha campanha de perseguiçom polos fascistas locais, de criminalizaçom, sinalamento e linchamento, similar a que no verao de 1936 sofrérom polos falangistas centos de mulheres e homens de Mós, por defenderem as liberdades e as conquistas sociais e laborais atingidas no período republicano.

Por muito que ladre Óscar Soto e os seus matons, nom calarám a esquerda independentista galega de Mós, que nom cansaremos de caraterizar o PP como umha perigosa banda fascista.

Agora Galiza da Lourinha

Na Lourinha, 28 de junho de 2018

COMUNICADO nº 93 de Agora Galiza: 27 de junho, 87 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega. VERMELHA E SOBERANA

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27 de junho, 87 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega
VERMELHA E SOBERANA

A menos de três meses da instauraçom do regime republicano -que no Estado espanhol susbtitui a corrupta e criminal monarquia bourbónica-, nom demorárom as novas autoridades em agravar a Galiza.

Umha onda de indignaçom operária e popular percorreu a coluna medular da Pátria. A Póvoa de Seabra, o Ourense de Jesusa Prado e António Fernández Carnicero, a Compostela de Carnero Valenzuela, Eduardo Puente “O Nécoras” e Pedro Campos Couceiro, o Carvalhinho de Ernesto Atanásio “O Corcheiro”, saírom as ruas perante a aldraje centralista que tinha paralisado as estratégicas e vitais obras do caminho de ferro Corunha-Compostela-Ourense-Samora.

Era 27 de junho de 1931, quando na capital da Galiza umha greve geral de orientaçom revolucionária promovida polo proletariado galego, proclama a 1ª República Galega.

Umha massa de homens e mulheres da Compostela do Trabalho, após terem assistido a um grande comício na Alameda, dirigem-se à praça do Obradoiro para posteriormente ocuparem as instalaçons municipais do paço de Rajói.

Antom Alonso Rios é nomeado primeiro presidente da Junta Revolucionária da República Galega numha jornada de indiscutível releváncia histórica, que a historiografia espanhola e autonomista deliberadamente continuam ocultando.

Mas umha hábil e veloz manobra do governo espanhol, reiniciando as obras do ferrocarril, desativa o desenvolvimento do movimento insurrecional.

Embora a proclamaçom da nossa independência nacional foi efémera, 27 de Junho deve ser umha data fundamental do calendário galego, que trascende a simples declaraçom simbólica e anedótica.

Hoje, quando o postfranquismo procura a sua estabilizaçom e legitimaçom mediante a aplicaçom da alternância política do “bipartidarismo a quatro”, é umha fraude qualquer programa que desde o campo da “esquerda” defenda umha sociedade justa e livre, se renúncia a tombar o regime de 78 e favorecer o exercício do direito de autodeterminaçom, sem condiçons nem restriçons.

Para os interesses da classe trabalhadora, das mulheres e da juventude, para o futuro da Naçom galega, é pouco mais que irrelevante que PP ou PSOE ocupem o palácio da Moncloa.

O Conselho de Ministros do novo governo espanhol do PSOE está configurado à medida dos interesses do Grande Capital e das políticas reacionárias e antipopulares da UE.

Vai manter similares políticas às aplicadas por M ponto Rajói, embora maquilhadas com umha retórica “progre”.

Depositar esperanças e expetativas no governo neoliberal e chauvinista de Pedro Sánchez nom passa de meras ilusons, que só provocarám frustraçom e desmobilizaçom popular, facilitando assim a chegada do neofalangismo representado por C´s.

Sem recuperarmos a soberania conculcada por Espanha e a UE, nom há a mais mínima possibilidade de implementar um programa de reformas visadas para melhorar as condiçons de vida, recuperar e alargar os direitos sociais e as liberdades do conjunto do povo trabalhador galego.

Carece de percorrido algum toda aquela estratégia que, reivindicando mudanças e transformaçons sociais, nom se incardina na defesa intransigente dumha Pátria soberana. Sem proclamarmos a 2ª República Galega nom podemos construir um País com justiça social.

Neste 87 aniversário da proclamaçom da 1ª República Galega, Agora Galiza quer contribuir para dignificar a figura de Antom Alonso Rios [Silheda 1887-Buenos Aires 1980], primeiro presidente republicano galego e último presidente do Conselho da Galiza, o nosso legítimo governo no exílio durante a “longa noite de pedra”.

Antom Alonso Rios representa a coerência e resistência nacional, a luita antifascista, a Galiza rebelde, republicana e combativa, que nom claudica nem capitula.

Só umha República Galega de caráter socialista e feminista pode abrir o caminho a umha nova Galiza com justiça social, liberdades e plenos direitos. A pola Segunda!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 23 de junho de 2018

10º comunicado do Manifesto Internacionalista de Compostela: ANDALUZIA ACOLHEU 2º PLENÁRIO DO MIC

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ANDALUZIA ACOLHEU 2º PLENÁRIO DO MIC

Reafirmar e reforçar o Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC], como espaço de articulaçom internacional de forças, coletivos e partidos políticos anticapitalistas e revolucionários, é umhas das principais decisons adotadas no Plenário realizado sábado 9 de junho em Andaluzia.

O Centro Andaluz do Povo Blas Infante de Granada acolheu o segundo Plenário do MIC, no que se ratificárom as ideias força de que “só umha estratégia de luita operária, popular e nacional de caráter ruturista, encaminhada à tomada do poder, poderá assegurar cumprir as reivindicaçons e demandas da maioria social e dos povos”.

Na reuniom foi realizado um balanço do 11 meses de andaina e aprovado um protocolo organizativo.

Com a aprovaçom dos Estatutos, o Plenário o MIC dotou-se de um Comité Executivo que a partir de agora tem encomendadas as tarefas de dinamizar e coordenar as atividades e iniciativas conjuntas.

Nos próximos dias o MIC dotará-se de meios de comunicaçom próprios na rede, para divulgar o espaço internacionalista que representamos, e iniciará um conjunto de contatos políticos para alargá-lo com a integraçom de novas organizaçons.


11 de junho de 2018