Comunicado nº 127: Feliz 2020! Luitando há vitórias

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Feliz 2020!

Luitando há vitórias

Os resultados dos diversos processos eleitorais que sucedérom ao longo do ano que finaliza, constatam a grave situaçom de desmobilizaçom operária e popular, e os avanços na recomposiçom do regime de 78.

Contrariamente ao falso triunfalismo da “esquerda” sistémica, o cenário de um provável governo encabeçado polo PSOE com ministros da nova socialdemocracia, nom vai mudar substancialmente as condiçons de vida da nossa classe, nem reverter a crise estratégica que padece o projeto nacional galego.

2019 foi novamente um ano negativo para as condiçons de vida da maioria social, para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza. Afirmarmos o contrário seria falsear a realidade. E a verdade sempre é revolucionária!

Mas 2019 também foi um ano de retrocessos das cada vez mais precárias bases materiais e imateriais da Naçom galega, submetida polo Estado imperialista espanhol e a UE.

Lamentavelmente o ano no que comemoramos o centenário da fundaçom da III Internacional, foi mais umha vez desaproveitado pola classe trabalhadora galega, para articular um bloco operário e popular socialista, patriótico e feminista.

Carentes de umha vanguarda consistente e preparada, com capacidade de liderato, direçom e intervençom, seguiremos desarmados e instalados na derrota.

Sem darmos passos tangíveis para avançarmos na reorganizaçom da esquerda revolucionária galega nom poderemos fazer frente à ofensiva do Capital e do projeto imperialista da oligarquia espanhola. É pois urgente e necessário proseguir nesta tarefa.

O ilusionismo eleitoral promovido polo reformismo autótone e o foráneo, só contribui para reforçar o postfranquismo e a bloquear a imprescindível ofensiva de luita sem a qual só seguiremos retrocedendo em direitos, conquistas e liberdades.

Seguir acreditando em inofensivas maiorias aritméticas ao PP, depositar esperanças em governos alternativos a Feijó, é a mais eficaz receita para esterilizar as imensas potencialidades e capacidade de combate e vitória da classe operária.

Governe quem governe, ocupe quem ocupe a Moncloa ou Sam Caetano, apliquem políticas mais reacionárias ou mais progressistas, só derruvando o regime de 78 se podem sentar as bases da emancipaçom.

Nada pois devemos aguardar do tandem PSOE-Podemos, mais alá de remendinhos, maquilhagens, atrativas declaraçons, brindes ao sol e gestos para a galeria desprovistos de conteúdo. No cerne, seguirám as políticas continuistas das últimas quatro décadas, agravadas pola ausência de ferramentas defensivas e pola plena claudicaçom da esquerdinha sistémica.

Frente aos silêncios cúmplices e os calculados oportunismos, prognosticamos que o possível Governo PSOE-Podemos, vai ser umha estafa, um monumental engano.

A carência de entusiasmo popular exprime o que se pode aspirar de umha falsa alternativa às políticas do PP. Mais alá da retórica e de mornas medidas neokeynesianas, nom derrogará a reforma laboral, a lei mordaça, a LOMCE, nom cessará no reforçamento do chauvinismo espanhol frente ao legítimo e necessário exercício da autodeterminaçom.

Sob formas e estilos mais suaves, implementarám sob discurso progre aquelas medidas exigidas polo Ibex 35 e a UE para dar novas voltas de porca visadas para disciplinar o movimento operário.

Aqui encontramos a chave que nos permite compreender o avanço e recomposiçom do fascismo sem complexos, cada dia mais reforçado, e portanto mais perigoso. Em vez de fazer frente a esta ameaça, a “esquerdinha” opta por branqueá-lo, por alternar com ele.

Deste jeito reforça o confusionismo que facilita o desencanto e a frustraçom, caldo de cultivo do avanço da demagogia populista fascista.

A pequena-burguesia covarde e pactista, empoleirada na direçom da pseudoesquerdinha, segue alimentando expetativas sobre a falsa via para conquistarmos a nossa emancipaçom.

Mas o capitalismo nom se pode reformar, nem a democracia burguesa serve para poder sentar as bases de umha nova sociedade, presidida pola igualdade e a liberdade.

Mas frente às alternativas promovidas polo sistema, frente o capitalismo verde e o capitalismo lilás, a única alternativa ao caos no que estamos instalados, e à cada vez mais imediata catástrofe ecológica a que nos conduz a depredaçom da burguesia, só há umha saída: a Revoluçom Socialista.

Mas esta nom será resultado de urnas, de post, de tuiters ou relatos edulcorados e politicamente corretos, de exercer normalidade democrática. As grandes transformaçons no século XXI serám resultado das barricadas, dos confrontos diretos com as forças repressivas do Capital, de insurreiçons e rebelions populares, do exercício do poder operário e popular, da expropriaçom dos meios de produçom, do lume purificador … da luita organizada e unitária do povo trabalhador e empobrecido.

A segunda metade de 2019 mostrou-nos no Equador, no Chile, na Catalunha, na França a sua viabilidade, e o terror que provoca nos poderosos. Mas também novamente os sucessos da Bolívia nos ensinárom a incapacidade da via progressista para poder consolidar avanços e conquistas, e qual é o verdadeiro rostro do terror imperialista.

Conscientes das dificuldades e do cenário adverso nom nos resignamos nem claudicamos

Em Agora Galiza-Unidade Popular temos claro que em 2020, continuaremos a travessia polo deserto, com escasas margens de manobra e intervençom, sem aliados nem perspetivas de avanços destacados.

Só contamos com a companhia e o arroupe das bandeiras da rebeliom, com a firmeza nos princípios e o optimismo da vontade. Porém, seguiremos estando presentes nas luitas e batalhas da nossa classe, defendendo com coragem e decisom que a única alternativa frente a tanto falabarato, é o horizonte estratégico da Revoluçom Socialista Galega.

A independência de classe e a firmeza ideológica som os únicos antídotos para evitar desviaçons e mutaçons em difusos apêndices ou triviais satélites do reformismo.

Com todas as dificuldades inimagináveis, seguiremos trabalhando na configuraçom de um bloco popular antifascista. Porque tal como nos ensina a memória da luita de classes, o fascismo deve ser denunciado e combatido sem contemplaçons nem panos quentes, com unidade, coragem, firmeza e determinaçom.

Continuaremos defendendo a necessidade de organizar a insurgência global, de promover o internacionalismo prolétário, combatendo sem trégua toda tentativa de confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos polo Estado espanhol.

Frente a este cenário ou claudicamos ou resistimos. Agora Galiza-Unidade Popular nom duvida qual é a única alternativa. Eis polo que apelamos à juventude trabalhadora galega a implicar-se ativamente na tarefa histórica de reconstruir as ferramentas de combate e vitória que necessita a nossa classe e a nossa naçom.

Sabemos que sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons, que sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social permanente e encadeada, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá disputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Queremos ser como aqueles vagalumes que ainda resistem nos muros. Embora mermados e cada vez mais difíceis de encontar, seguem emanando luz entre a oscuridade.

Nom queremos despedir-nos sem transmitir umha sincera saudaçom revolucionária a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza-Unidade Popular representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, tod@s @s represaliad@s, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2019 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo equatoriano, chileno, sírio, catalám, palestiniano, colombiano, iraquiano, afgao, venezuelano, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de dezembro de 2019

Comunicado nº 126: O SHOW DA CIMEIRA CLIMÁTICA FRACASSA UMHA APÓS OUTRA

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O SHOW DA CIMEIRA CLIMÁTICA FRACASSA UMHA APÓS OUTRA

A 25º ediçom da última conferência da ONU sobre a mudança climática 2019 (COP25), celebrou-se em Madrid, capital do Estado espanhol. Perante os contundentes protestos e mobilizaçons promovidas polo povo trabalhador contra o reacionário e terrorista governo de Piñera no Chile, as élites políticas optárom por trasladá-la.

Nesta nova cimeira, organizada entre o dia 3 ao 13 de dezembro, constatou-se de novo a falta de vontade das grandes potências económicas mundiais para estabelecer medidas contundentes para frear a mudança climática e a cada vez mais visível catástrofe ecológica cara a que caminha o planeta.

Mas em todas as cimeiras e conferências promovidas pola ONU, nom há interesse em denunciar o principal responsável da mudança climática e da destruçom do planeta, o capitalismo.

Estes shows internacionais promovidos polo imperialismo, limitan-se a fazer mornas declaraçons, tecer inconsistentes acordos e estabelecer medidas de caráter superficial, que nom afeta nem o mais mínimo à raíz do problema. Desviam a questom, culpando e responsabilizando a maioria da populaçom, de sermos cúmplices da situaçom na que está sumida o planeta, como se adotando medidas de caráter individual no ámbito de consumo, sem questionar os paradigmas e mudar o sistema e o modo de produçom, fosse suficiente.

Esta última conferência sobre a mudança climática, na que estivo presente Greta Thunberg, títere do capitalismo verde, e na que participárom mais de 200 países, de novo contou com a cobertura maciça dos méios de des-informaçom burgueses, interessados em dar a este tipo de atos a maior repercussom social.

Ao igual que aconteceu nas 24 ediçons anteriores, esta nova conferência voltou a fracassar. Os continuos vetos e negativas promovidos polas principais potências imperialistas à hora de implementar medidas tendentes a reduzir a contaminaçom e iniciar mudanças estruturais no consumo e na produçom, impossibilitárom atingir acordos concretos e tangíveis para fazer frente à ameaça climática que tanto a esquerda revolucionária, como os movimentos ecologistas ou a comunidade científica, levamos anos denunciando.

O fracasso pom de manifesto a pugna e conflituosidade que há trás cada cimeira climática: os interesses das duas classes históricamente antagónicas. O interesse da classe trabalhadora e dos povos que sofrem todas as consequências da mudança climática em contraposiçom com os privilêgios da burguesia, grandes corporaçons empresariais e políticos lacaios. Como é evidente, prevalecem os interesses dos segundos, principais responsavéis pola contaminaçom, destruçom da natureza e do planeta.

Estas hipócritas iniciativas internacionais, que fracassam umha após outra, nom manifestam nem a mais mínima vontade por alterar e mudar o depredador modo de produçom capitalista. A decandência do sistema capitalista em plena etapa de crise estrutural é, para as maiorias sociais e povos, o inimigo mais perigoso.

A oligarquia nom está interessada em abordar de maneira eficaz o problema da emergência climática já que afetaria diretamente os seus privilêgios, aos que nom estám dispostos a renunciar.

É consciente da gravidade da situaçom, consideram necessário promover eventos e conferências com a finalidade de desviar a atençom do verdadeiro problema que desencadeia a castástrofe climática, gerando umha falsa consciência e inquietude na populaçom. Mas também necessita de determinadas ferramentas e mecanismos que lhe permitam manter-se no poder e garantir a sua hegemonia mundial.

Desde a esquerda revolucionária galega acreditamos na luita organizada e unitária do povo trabalhador, oprimido e explorado contra o Capital, em defesa de um sistema político, social e económico onde os méios de produçom nom estejam controlados pola burguesia, nem ao serviço desta, senom ao serviço da imensa maioria social.

Isto só se pode lograr mediante a revoluçom socialista. A única alternativa é a luita polo socialismo e a toma do poder, só assim a classe trabalhadora poderá implementar medidas eficazes para construir umha sociedade igualitária e justa, frear a nossa dessapariçom como espécie, e reverter a destruçom da natureza e do planeta.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 21 de dezembro de 2019

Comunicado nº 125: 6 de dezembro. Nem Espanha nem UE. REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA

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6 de dezembro
Nem Espanha nem UE
REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA

A constituiçom espanhola de 1978 representa a cristalizaçom institucional do postfranquismo.

Considerada durante décadas como um texto sagrado, irreformável, de obrigada veneraçom, foi resultado da claudicaçom do eurocomunismo e da socialdemocracia espanhola perante os partidos derivados da dissoluçom do “Movimiento Nacional”.

Porém, foi modificada de forma express, com noturnidade e alevosia, quando foi necessário adatá-la às imposiçons marcadas polos organismos imperialistas aos que está aderido o Estado espanhol.

Em 1992 os partidos do regime de 78 [PSOE, PP, IU/PCE, CiU, PNB e outras forças autonomistas e regionalistas] adatarom-na às necessidades do Tratado de Maastricht. Mais recentemente, em 2011, os dous partidos centrais da III restauraçom bourbónica, mudárom-na para submeter-se à ditadura orçamental de Bruxelas.

A esquerda revolucionária galega nada tem que celebrar dia 6 de dezembro. Rejeitamos este texto que consagra a exploraçom capitalista, a opressom nacional da Galiza, a monarquia, o patriarcado.

A constituiçom de 1978 é ilegítima, pois a maioria do povo trabalhador galego nom a apoiou no referendo realizado há 4 décadas, quando apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Contrariamente ao que difundem as diversas “esquerdinhas, é umha fraude continuar a defender a viabilidade de mudanças “progressistas” da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Espanha e o atual regime oligárquico é irreformável. Nom existe possibilidade algumha de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

Portanto, qualquer proposta de reformar a chave da bóveda da arquitetura jurídico-política vigente, ou releituras de “esquerda” perante a “ameaça fascista”, está inevitavelmente condenada a reforçar o sistema.

Em plena involuiçom e deriva reacionária, perante as ilusons de um falso governo “progressista”, perante o avanço do fascismo sem complexos, cumpre apostar em construir ferramentas defensivas e combativas, articuladas à volta de umha alternativa estratégica, que só é possível fora de Espanha e da UE, construindo umha República Socialista Galega.

Tal como vimos teimudamente defendendo, Agora Galiza-Unidade Popular apela aos setores mais avançados da nossa classe e do nosso povo a quebrar com as lógicas políticas sistémicas e a dar passos firmes na articulaçom de um bloco popular antifascista, nom para defender e restaurar os fundamentos da democracia burguesa “ameaçada”, e sim para avançar na articulaçom de um movimento operário e popular com direçom e linha genuinamente anticapitalista e socialista.

Tanto a estratégia que promove o autonomismo socialdemocrata galego de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, como mudar o modelo de estado monárquico por umha república federal que perpetua o projeto chauvinista espanhol, é simplesmente umha via morta.

Só a luita independentista e socialista, sob direçom e orientaçom obreira e popular, logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A luita é o único caminho!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 5 de dezembro de 2019

Comunicado nº 124: Agora Galiza-Unidade Popular denúncia política criminalizadora contra independentismo galego

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Agora Galiza-Unidade Popular denúncia política criminalizadora contra independentismo galego

A decisom da Fiscalia da “Audiência Nacional” de solicitar 102 anos de prisom aos independentistas galegos detidos em 2015, assim como a dissoluçom de Causa Galiza e Ceivar, som mais umha expressom da involuiçom política do Estado espanhol.

A acusaçom de “pertença a organizaçom criminosa para a comissom de delitos de enaltecimento do terrorismo”,promovida polos aparelhos judiciais do postfranquismo, só pretende injetar medo e dissuadir ao povo trabalhador galego de luitar polos direitos e liberdades conculcadas polo capitalismo e o projeto imperialista espanhol.

A vulneraçom de direitos básicos carateriza o agir do Estado espanhol, à margem de quem administre o seu governo. Perseguir politicamente a quem questiona e combate o postfranquismo é a razom da existência do maquilhado Tribunal de Ordem Público fascista.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta a solidariedade da esquerda revolucionária galega com todas as pessoas encausadas, e denunciamos a tentativa de ilegalizar organizaçons independentistas galegas.


Stop à repressom espanhola!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 12 de novembro de 2019

Comunicado nº123: RESULTADOS ELEITORAIS EXPRIMEM NECESSIDADE HISTÓRICA DE ARTICULAR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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Resultados eleitorais de 10 de novembro confirmam o processo de involuiçom política em curso no Estado espanhol.

Afastados de leituras superficiais e simplistas sobre blocos, o taboleiro institucional do posfranquismo nom sofre alteraçons substanciais.

1- A pírrica “vitória” eleitoral do social-liberalismo após forçar esta convocatória, exprime o fracasso da operaçom de Pedro Sánchez por sair reforçado das urnas. O endurecimento da linha mais chauvinista e agressiva contra o direito de autodeterminaçom do povo catalám, e o funeral de Estado no que transformou a exumaçom dos restos de Franco, fôrom capitalizados polo fascismo sem complexos. A estratégia inspirada na doutrina do shock de sementar sensaçom de ingovernabilidade, nom tivo efeitos no reforçamento do PSOE.

2- O auge de Vox é resultado da fraudulenta política “antifascista” promovida polo PSOE para concentrar votos progressistas. Porém, a duplicaçom de escanos atingida polos herdeiros políticos sem complexos da ditadura franquista, som resultado mecánico da reconfiguraçom do campo político fascista. O descalabro do neofalangismo laranja provocou umha transferência quase matemática dos votos perdidos por Albert Rivera e Inés Arrimadas aos de Abascal.

3- O PP de Casado nom logra remontar nem atingir os seus objetivos de ser o partido mais votado. A sua taticista viragem “moderada” em relaçom ao relato hegemónico na campanha de abril, nom logrou recuperar os votos que paulatinamente se tinham fugado para C´s. Porque contrariamente ao que a esquerdinha tem defendido, Ciudadanos representava o projeto do glamour fascistizante das camaradas intermédias, agora fascinados pola ausência de complexos do discurso de Vox.

4- A nova socialdemocracia podemita segue lentamente debilitando-se. Podemos, após dinamitar a luita de massas até lograr a sua plena institucionalizaçom, retirando o conflito das ruas, perdeu a capacidade de incidência. Por muito que Pablo Iglesias continue implorando um governo “progressista” com um partido reacionário, um eventual acordo com o PSOE nom alterará a involuçom em curso que promove o grande capital.

5- O autonomismo galego recupera presença nas Cortes, e como já anunciou durante a campanha, está disposto a apoiar Pedro Sánchez em troques de que se transfiram as competêncais da AP-9 a Galiza. A sua carência de ambiçom é paralela a sua natureza inofensiva e perfil sistémico.

6- O independentismo catalám no seu conjunto avança eleitoralmente, mantendo a sua relativa capacidade de condicionar quem ocupa a Moncloa. A entrada da CUP nas Cortes, a custa da perda de dous deputados de ERC, exprime o processo de mudanças internas na correlaçom de forças do soberanismo catalám.

7- O reforçamento das forças de ámbito basco também consolida a histórica capacidade da burguesia bascongada de vender-se ao melhor postor em Madrid a custa de negociar concessons.

Neste cenário, todo indica que o PSOE de Pedro Sánchez procurará como primeiro cenário um acordo com o PP, tal como quer o Ibex 35 e o grande capital transnacional.

Dependerá da vontade de negociaçom e encaixe das primas donnas das duas forças centrais do regime da terceira restauraçom bourbónica.

Nom som horas de negociaçons nem de componendas para articular a quimera de um governo “progressista”. Sem reconstruir a esquerda revolucionária e as ferramentas defensivas da classe operária, nom é possível reverter a derrota estratégica na que estamos instalados.

Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare ao povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital.

Devemos preparar política, ideológica e psicologicamente à classe operária e ao povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polo PSOE e as esquerdinhas, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a besta fascista.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 11 de novembro de 2019

Comunicado nº 122: PSOE APROFUNDA NA FASCISTIZAÇOM DO ESTADO ESPANHOL

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PSOE APROFUNDA NA FASCISTIZAÇOM DO ESTADO ESPANHOL

O governo em funçons do PSOE, encabeçado por Pedro Sánchez, nom so nom cumpriu absolutamente nada do que prometeu. Seguindo a folha de rota marcada pola oligarquia e o IBEX 35, o social-liberalismo está preparando novas agressons contra os direitos e conquistas da classe trabalhadora.

Nom derrogou a Lei Mordaça, nem a reforma laboral, nem a LOMCE, apoiou o 155 contra Catalunha, permitiu que a exumaçom do genocida Franco se converte-se num ato de exaltaçom da ditadura, mostrou o seu apoio sem complexos ao governo criminal de Lenín Moreno no Equador e ao fascismo venezuelano, refugiando ao terrorista Leopoldo López na embaixada espanhola em Caracas.

Fai uns días também conheciamos o documento que o governo remitiu a UE para a implementaçom das políticas neoliberais da chamada “mochila austríaca”, um novo atentado aos direitos, destinado a empobrecer ainda mais o povo trabalhador.

Além de todo isto, com a entrada em prisom dos líderes independentistas do Procés, as protestas e a legítima viôlencia popular ou criminalizaçom contra o CDR na Catalunha, como pretexto, o governo do PSOE justifica e continua aprofundizando na fascistizaçom do Estado com medidas cada vez mais reacionárias e antidemocráticas.

Amparando-se na “segurança pública e proteçom civil” foi aprovado um Real Decreto “in extremis” à passada sexta-feira, 1 de novembro, polo Conselho de ministros do governo de Pedro Sánchez.

O escandaloso decreto oUtorga ao executivo um poder extraordinário sobre o controlo das redes e páginas web. Permite o feche de qualquer serviço de comunicaçons electrónicas -público ou privado- em caso de umhas “supostas amenaças graves para a ordem pública”, entre outras medidas, sem a necessidade de umha sentença judicial. Justificam a sua aprovaçom entre outras razons, “polos recentes e graves acontecimentos que sucedérom em parte do território espanhol”.

Embora já se podía ordenar o cessamento de urgência de forma cautelar de qualquer tipo de comunicaçom digital, agora com esta nova “barbaridade eleitoral” as “razons” som muito mais amplas.

Esta nova medida de controlo da rede, em resposta principalmente ao independentismo catalám, nom so afetaria à Generalitat, também ao resto de administraçons do Estado, toda a informaçom e comunicaçom digital estaria supeditada aos interesses e autorizaçom do governo central.

Qua a internet seja controlada e supervisada totalmente polo governo do Estado espanhol supom umha clara vulneraçons dos direitos e liberdades mais elementares. Umha medida que poderia implementar perfeitamente qualquer organizaçom de ultradireita.

A censura na rede junto a todas as falsas promessas promovidas polo social-liberalismo seriam motivo suficiente como para organizar mobilizaçons operárias combativas e de caráter continuado por todo o Estado.

Reafirmamos-nos em que PSOE é um partido de direita disfarçado, com umha linguagem e falsa fachada progressista. É umha força funcional ao postfranquismo, representante de umha fraçom da oligarquia, umha força essencial para manter o funcionamento da alternância parlamentar, que efectua idênticas políticas que a ultra-direita espanhola.

A cada vez mais preocupante ameaça fascista nom se derrota nas instituiçons do inimigo, nem votando ao PSOE, nem às forças reformistas galegas ou espanholas que somente optam por parasitar nas instituiçons burguesas e formar governo com a direita “progressista” a cabeça.

De Agora Galiza-Unidade Popular inssistimos que é nas ruas, sem concessons nem negociaçons, com persistente mobilizaçom e unidade de classe, onde se atinguem melhoras para a classe trabalhadora e se logram tombar medidas reacionárias como as estabelecidas polo PSOE ou PP.

A criaçom de um bloco Popular Antifascista somado à luita combativa e contundente nas ruas e centros de trabalho contra os partidos do regime que promovem e aprofundizam na deriva reaccionária do estado espanhol, é umha necessidade indispensável!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de novembro de 2019

Comunicado nº 121: Legislativas de 10 de novembro de 2019. Votes o que votes ganham eles. Abstençom

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Legislativas de 10 de novembro de 2019

Votes o que votes ganham eles

Abstençom

Novamente a ditadura burguesa espanhola convoca-nos a votar. Após meio ano ensaiando carência de vontade política para constituir Governo, aplicando a receita do caos controlado da doutrina do shock, Pedro Sánchez optou por convocar novas eleiçons na procura de modificar a correlaçom de forças nas Cortes em prol do PSOE, e portanto dos interesses do Capital.

A profunda multicrise que padece o regime de 78, combinada e inserida na crise estrutural do capitalismo crepuscular, pretende ser “superada” ou cando menos reduzida, mediante a restauraçom paulatina do monopartidarismo bicéfalo.

Os poderes reais do postfranqusimo exigem novas medidas visadas para disciplinar ainda mais o conjunto do povo trabalhador, mediante umha nova reforma laboral, e avançar na privatizaçom do sistema público de pensons, tal como solicita o FMI e o Banco Central Europeu. Mais austeridade para incrementar o ganho da burguesia às portas de umha nova “recessom económica” mundial.

Os poderes fáticos encabeçados polo ilegítimo bourbon, exigem esmagar a vontade de ser República da Catalunha rebelde que nom se dobrega nem ajoelha, pretendem recuperar competências mediante um processo de recentralizaçom. Há que manter a toda custa a unidade territorial de Espanha como mercado onde acumular e expandir capital.

Na atual conjuntura histórica, em plena ofensiva reacionária, de marasmo e amorfismo do movimento operário, de involuçom ideológica e derrotismo, de enorme debilidade orgánica e ideológica da esquerda revolucionária, nom existem as mínimas condiçons objetivas nem subjetivas para dar batalha com êxito no ámbito eleitoral, frente aos diversos oportunismos que desputam o espaço da denominada “esquerda”.

Mas tampouco a classe operária consciente, a juventude rebelde, o povo trabalhador galego que nom se deixa manipular polos meios de [des]informaçom da burguesia espanhola e da lumpemburguesia autótone, podem mais umha vez emprestar o seu voto aos partidos que optam por atingir escanos onde situar as suas elites, reforçando assim a falsa normalidade democrática do postfranquismo.

Em abril diziamos que sem luitar pouco vale votar, que tampouco existia nengumha candidatura que defendesse coerente e dialeticamente os interesses da classe trabalhador a e os da naçom galega. Meio ano depois, nom se tenhem produzido mudanças que nos recomendem alterar o diagnóstico.

Tanto a sucursal galega de Unidos/Podemos como o BNG partem de duas premissas falsas.

A sua tática eleitoral baseia-se numha dupla equaçom falaz.

1º- Nom existe democracia no Estado espanhol. Portanto a luita pola defesa e recuperaçom dos direitos e conquistas que paulatinamente nos fôrom suprimindo, nom se logra exercendo parlamentarismo convencional. Os exemplos da França onde a contundente resposta dos coletes amarelos freou o incremento dos combustíveis anunciada por Macron; no Equador onde a rebeliom popular de indígenas e da classe trabalhadora tombou o pacote neoliberal do FMI; e no Chile onde em poucos dias o levantamento popular provocou a retirada do aumento do preço do bilhetes dos metro, constatam que só mediante a luita maciça, unitária e combativa nos centros de trabalho e nas ruas se logram vitórias populares e derrotas aos planos da burguesia.

2º- O PSOE nom é um partido progressista. É umha força social-liberal e reacionária. É o partido central da arquitetura jurídico-política do postfranquismo, a pedra angular da partitocracia que sostem esta cárcere de povos chamada Espanha e a corruta monarquia imposta por Franco. Mais de quatro décadas com presença no governo espanhol, na Comunidade Autónoma Galega, nos governos municipais, avalam que é um partido contrário aos interesses da maioria, cam guardiam dos ricos e poderosos.

É um grande engano, umha monumental farsa que a sucursal galega de Unidos/Podemos e o BNG sigam alimentando a ilusom de configurar umha maioria aritmética que facilite um governo pogressista versus um governo conservador encabeçado polo PP. Nom nos deixemos enganar!

O governo de Pedro Sánchez, que se apresentou como o PSOE genuíno de “esquerda” frente ao felipismo, nom cumpriu nengumha das suas promessas eleitorais que permitírom a sua vitória em abril. Nem derrogou a reforma laboral, nem a lei mordaça, nem a LOMCE. Nom procurou umha saída política às demandas de autodeterminaçom da Catalunha rebelde, apostando na repressom e amagando com a aplicaçom de um novo 155. Apoiou o golpe de Estado de Guaidó na Venezuela, o criminal governo de Lenín Moreno no Equador, as políticas do imperialismo contra os povos e a classe trabalhadora. É um dos principais agentes da espanholizaçom da Galiza, de assimilaçom da nossa língua e cultura, do nosso atraso e dependência.

O PSOE é um partido de direita!!, recuberto com umha linguagem e máscara falsamente progressista. Essencial para o funcionamento da alternância parlamentar, eixo da ditadura burguesa, entre as duas fraçons da burguesia, antes partido conservador e liberal, e agora PSOE e satélites versus PP e forças à sua direita.

Perante este cenário, Agora Galiza-Unidade Popular apela a nom votar o dia 10 de novembro. Apostamos abertamente pola ABSTENÇOM.

A totalidade das forças do regime e o conjunto dos partidos sistémicos coincidem na necessidade de votar para legitimar a exploraçom e dominaçom que padecemos como classe e como povo.

Idênticos argumentos a participar na “festa da democracia” empregam aquelas forças que cinicamente afirmam pretender transformar o sistema.

Igual de falaz argumento é afirmar que nom votar favorece a direita. Nom votar é umha arma que na atualdade facilita desconetar com o a lógica sistémica, deixar de legitimar esta farsa.

Nom estamos em fevereiro de 1936, nom existe movimento operário organizado e em ofensiva, nom existe umha alternativa política ampla e plural de forças populares e operárias que possibilitem abrir um cenário político que facilite construir poder operário e popular visado para a superaçom do capitalismo e a conquista da liberdade nacional da Galiza.

A cada vez mais clara ameaça fascista nom se derrota nas instituiçons do inimigo, nem votando PSOE. É nas ruas, sem concessons nem negociaçons, com persistente mobilizaçom, campanhas pedagógicas, unidade e contundência, como se levanta um muro antifascista que permita isolá-lo e esmagá-lo.

Votemos o que votemos 10 de novembro ganha o Capital e a Espanha de Felipe VI, de Pedro Sánchez, de Casado, Rivera, Abacsal, da CEOE, da Conferência Episcopal e do mesmo exército que ganhou a guerra de classes de 1936-39.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 26 de outubro de 2019

14º comunicado do Manifesto Internacionalista de Compostela: MANIFESTO INTERNACIONALISTA DE COMPOSTELA CONCLUI A SUA TRAJETÓRIA COMO ESPAÇO INTERNACIONALISTA

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MANIFESTO INTERNACIONALISTA DE COMPOSTELA CONCLUI A SUA TRAJETÓRIA COMO ESPAÇO INTERNACIONALISTA

24 de Julho de 2017 era assinado o Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC] por parte de distintas organizaçons e entidades de naçons sem Estado da Península Ibérica [Agora Galiza, Boltxe, Candidatura d’Unitat Popular, Comunistas de Castilla e Nación Andaluza], a Plataforma Laboral e Popular de Portugal e a organizaçom estatal Iniciativa Comunista [IC].

Desde a constituiçom de este espaço internacionalista temos discutido a propósito dos distintos quadros nacionais de luita no Estado espanhol -as tarefas das organizaçons nacionais que neles estamos implantadas- e como conjugá-los com a participaçom de umha organizaçom de ámbito estatal como Iniciativa Comunista.

A pesar de ter tentado salvar esta contradiçom apostando neste espaço e trabalho internacionalista compartilhado polas distintas forças políticas no MIC, desde o passado mês de maio o Manifiesto está em via morta a causa da decisom de Iniciativa Comunista de assumir na prática o quadro estatal espanhol fazendo exercícios de implantaçom em quadros nacionais de outras forças participantes no MIC.

O debate sostido no Manifesto durante os passados meses de maio e junho a propósito de esta decisom de IC tem servido para evidenciar umha vez mais que dita contradiçom é insalvável e por tanto impede um trabalho internacionalista no seio do Manifesto Internacionalista de Compostela com umha organizaçom estatalista.

Desde entom as organizaçons abaixo assinadas -que a dia de hoje integramos o MIC- temos concluído que nom podemos enfrascar-nos em perdas de tempo e energias [que devemos e necessitamos empregar na organizaçom da classe trabalhadora nos nossos respetivos quadros nacionais] para alongar este debate que, por outra parte, consideramos já superado.

Assumimos que a contradiçom entre os nossos quadros nacionais de organizaçom e luita proletária e a participaçom no MIC de umha organizaçom de ámbito estatal que -a pesar de soster de forma retórica a defesa do direito à autodeterminaçom- conculca na prática o direito à auto-organizaçom do povo trabalhador galego, catalám, basco ou andaluz, é irresolúvel.

Será o calor da luita de classes que acharemos umha síntese superadora da mesma: a solidariedade obreira internacionalista entre as distintas repúblicas socialistas andaluza, basca, catalana, portuguesa ou galega.

Por todo isto, desde as organizaçons assinantes damos por dissolvido o Manifesto Internacionalista de Compostela, embora continuemos trabalhando de maneira conjunta e com mais sujeitos políticos no quadro dos acordos atingidos na Conferência Internacional celebrada em Compostela o passado 24 de julho.

23 de agosto de 2019

Plataforma Laboral e Popular
Nación Andaluza
Herritar Batasuna
Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 119: Luitamos para vencer. MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

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Luitamos para vencer

MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

No 44 aniversário do assassinato de Moncho Reboiras pola polícia espanhola, a esquerda revolucionária galega reivindica a sua figura, referente e inspiraçom da luita por umha Pátria Socialista.

José Ramom Reboiras Noia, “Ken Sabe”, “Licho”, “Pepe”, “Rianjo”, Moncho Reboiras, conformam um todo integral, representam as diversas etapas de umha vida consagrada à causa da Independência da Galiza e da Revoluçom Socialista. 

Em mangas de camisa atravessando um campo de milho, com bigode e peruca para evitar ser detetado polo inimigo, com pano vermelho combatente, Moncho fai parte das mais profundas entranhas do imaginário coletivo do povo trabalhador galego que nom se conforma nem se resigna.


Nom se pode segregar o jovem ativista cultural, o organizador operário e o guerrilheiro comunista que morreu em combate.


Neste 12 de agosto, a esquerda socialista e independentista galega, estaremos no cemitério de Sam Joám de Lainho, na paróquia de Imo, em Dodro, para honrar, homenagear e assumir integralmente, umha curta, mas intensa vida, dedicada à causa da classe trabalhadora e a liberdade da Galiza.

Nom iremos ao seu panteom em processom laica, porque Moncho nom é para nós um santinho, umha estampilha nem umha relíquia.

Afastados de leituras folclóricas, a sua figura rebelde, é inassumível polo status quo que mantem o seu povo na precariedade, pobreza e exploraçom, e a sua Pátria submetida e oprimida.

Nom estaremos de romaria, para num despreciável exercício de cinismo e hipocrisia, maquilhar o guerrilheiro comunista galego, mutando-o em simples ativista cultural e sindicalista.

Para Agora Galiza-Unidade Popular, Moncho Reboiras é o mais destacado emblema contemporáneo da luita de libertaçom nacional e social, um ícone nacional insurgente.

Estamos conscientes que posteriormente à nossa sincera homenagem diante dos seus restos, as esquerdinhas que se reclamam herdeiras do seu legado, a atual caricatura do partido no que militou, e umha das suas cissons, representarám a sua anual comédia.

Discursarám sem o mais mínimo pudor, reivindicarám sem rubor algum a sua luita. Ocultarám as suas tarefas e responsabilidades militantes, para assim justificar a sua atual prática, simplesmente antagónica com o Moncho abatido covardemente por disparos na rua da Terra de Ferrol naquele fatídico 12 de agosto de 1975.

Moncho Reboiras fazia parte dessa geraçom de jovens galegos e galegas que considerava necessário construir organizaçons revolucionárias dirigidas pola classe operária para orientar o movimento de libertaçom nacional no horizonte dumha Pátria Socialista, que sabiam que isto que hoje padecemos nom se muda com urnas e moçons parlamentares.

Hoje, os partidos e organizaçons que se reclamam genuínos continuadores do seu projeto, nom passam de mesquinhas e patéticas maquinárias eleitoralistas, enlamados em lavar com detergente progre a cara do postfranquismo.

A esquerda revolucionária galega reivindica o Moncho Reboiras cujo nome está cincelado em letras de aço proletário da melhor história contemporánea.


O Moncho rebelde e combativo, o Moncho insignia da nossa classe, o Moncho emblema, referente e orgulho do povo trabalhador.


Falamos do Moncho Reboiras que nom pode ser abduzido polo regime, que nom pode ser incorporado polo capitalismo espanhol, que nom pode ser integrado no patético relato dos claudicantes partidos da “esquerdinha” reformista, que nom pode ser fagocitado polo “politicamente correto” das misérias eleitorais e institucionais.


Moncho Reboiras representa a classe operária galega que nom arria as bandeiras da Revoluçom Socialista/Comunista, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza que nom se resigna nem se ajoelha.


MONCHO, com maiúsculas, representa o degrau mais elevado da espécie humana em palavras do Che. MONCHO REBOIRAS é um guerrilheiro comunista do nosso tempo.

Moncho Reboiras, a luita continua!

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Rebeliom popular!

Independência e Patria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de agosto de 2019

MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

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MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA


As trajetórias biográficas dos individuos nom som linhais. A madurez que habitualmente atingem com o passo do tempo, permite interpretar, entender e explicar as mudanças que se vam operando ao longo de vidas dilatas e intensas.


José Ramom Reboiras Noia, “Ken Sabe”, “Licho”, “Pepe”, “Rianjo”, Moncho Reboiras, conformam um todo. Representam as diversas etapas de umha vida consagrada à causa da Independência da Galiza e da Revoluçom Socialista.


Nom se pode segregar o jovem ativista cultural, o organizador operário e o guerrilheiro comunista que morreu em combate.


A esquerda revolucionária galega reivindica o Moncho Reboiras cujo nome está cincelado em letras de aço proletário da melhor história contemporánea.


O Moncho rebelde e combativo, o Moncho insignia da nossa classe, o Moncho emblema, referente e orgulho do povo trabalhador.


Falamos do Moncho Reboiras que nom pode ser abduzido polo regime, que nom pode ser incorporado polo capitalismo espanhol, que nom pode ser integrado no patético relato dos claudicantes partidos da “esquerdinha” reformista, que nom pode ser fagocitado polo “politicamente correto” das misérias eleitorais e institucionais.


Moncho Reboiras representa a classe operária galega que nom arria as bandeiras da Revoluçom Socialista/Comunista, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza que nom se resigna nem se ajoelha.


MONCHO, com maiúsculas, representa o degrau mais elevado da espécie humana em palavras do Che.

 

MONCHO REBOIRAS é um guerrilheiro comunista do nosso tempo.