Comunicado nº 87 de Agora Galiza: Perante a sentença imposta a “La Manada”

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Perante a sentença imposta a “La Manada”

A Audiência de Nafarroa deu a conhecer hoje a ridícula sentença imposta a cinco integrantes de “La Manada”, acusados de violar umha jovem em julho de 2016.

Nom é qualquer surpresa que a justiça espanhola mostre sem ambages a estreita colaboraçom com o patriarcado que sempre tivo em casos similares, onde o grau de violência e a gravidade dos factos semelha estar determinada se a agressom acaba em assassinato.

Custa entender como se pode falar de “abuso” sem violência e intimidaçom perante umha agressom sexual cometida sem consentimento entre cinco homens num portal, resultando especialmente nojenta a cousificaçom que mais umha vez se fai do corpo das mulheres, como se foramos quem de suportar todo tipo de ataques e vejaçons, de permanecermos inertes e fazer que nom passa nada, ou de que o nosso corpo nom oponha resistência e que isso signifique consentimento.

É absolutamente intolerável que a responsabilidade das violaçons recaia sempre nas mulheres, em ser quem de nos proteger, em ter que submeter-nos para evitar males maiores.

Igualmente lamentável é o papel dos meios de comunicaçom do sistema e como a opiniom pública se encarregou nos últimos meses de questionar a veracidade da denúncia interposta pola jovem.

José Ángel Prenda, Ángel Boza Florido, Jesús Escudero Domínguez, Afonso Jesús Cabezuelo e Antonio Manuel Guerrero Escudero, entre os que há um soldado e um guarda civil, som apenas cinco das dúzias de violadores aos que lhes sae demasiado barato cometer agressons sexuais.

Falha a prevençom, falham os procedimentos e também falham as soluçons. Nom existe praticamente educaçom afetivo-sexual nas escolas, nom se ensina aos filhos a nom dar por feito que o corpo das mulheres é da sua propriedade, nom interessa entender que para muitos a sexualidade está baseada no que aprendem vendo porno, nom se tomam medidas porque as instituiçons nom querem que se faga.

As feministas nom ficaremos caladas, sairemos à rua para denunciar este novo ataque à nossa liberdade e inadmisível cumplicidade institucional. Só um feminismo organizado e de classe será quem de mudar a estratégia e começar a transformar este sistema patriarco-burguês.

Agora Galiza, no dia de hoje, apelam a participar nas concentraçons convocadas polo movimento feminista galego em várias vilas e cidades do país.

Avante a luita feminista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Comunicado nº9 do Manifesto Internacionalista de Compostela: LIBERDADE JESÚS SANTRICH

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9º comunicado do Manifesto Internacionalista de Compostela

LIBERDADE JESÚS SANTRICH

A detençom do Jesús Santrich pola Procuradoria, a petiçom dos Estados Unidos, pretende voar o Acordo de Paz assinado pola insurgência fariana e o Estado colombiano.

A acusaçom de narcotráfico da DEA é uma patranha sem a mais mínima consistência, visada para a justificar o incumprimento polo governo de Juan Manuel Santos do Acordo de Havana assinado em setembro de 2016.

Seusis Pausias Hernández, mais conhecido como Jesús Santrich, é um comandante guerrilheiro com décadas de compromisso e entrega à causa da classe trabalhadora, do campesinhado e o povo pobre colombiano, um militante comunista com umha vida ao serviço da Revoluçom Colombiana e a Pátria Grande Latinoamericana sonhada por Bolívar e Martí.

Dirigente do partido Força Alternativa Revolucionária do Comum [FARC], membro da  Comissom de Impulso e Verificaçom da Implementaçom dos Acordos [CSIVI], atualmente está detido na prisom de máxima segurança de La Picota de Bogotá à espera de umha possível extradiçom aos Estados Unidos.

O Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC] manifesta a solidariedade internacionalista com Jesús Santrich, quem leva duas semanas em greve de fame para denunciar a sua detençom e evitar a sua extradiçom.

O Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC] solicita a imediata liberdade de Jesús Santrich e de tod@s @s prisioneiros polític@s colombian@s, e o cessamento dos assassinatos de militantes das FARC por parte do paramilitarismo promovido e amparado polos aparelhos do Estado colombiano.

A solidariedade é a ternura dos povos!

25 de abril de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]

CUP [Paisos Cataláns]

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. Classe Obreira em Pé!

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Publicamos editorial do Rebeliom Popular n°4.

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

Classe Obreira em Pé!

O êxito eleitoral do novo reformismo tem contribuído para a desmobilizaçom popular. As ruas, as empresas e os centros de trabalho, voltárom a ficar em silêncio. A conflituosidade em ascenso da altura deu passo à pax social das promessas, declaraçons para a galeria sem percurso algum.

As grandes manifestaçons da mudança de década, estavam fraguando umha nova geraçom militante na luita de classes, movimentado amplos setores sociais na defesa dos direitos e conquistas atingidas, incrementando o nível de consciência socialmente compartilhado. O lento, mas tangível processo de radicalizaçom popular às políticas neoliberais do governo de Zapatero primeiro, e posteriormente de Rajói, foi substituido polo inofensivo parlamentarismo e os debates televisivos de sensacionalismo banal.

Porque o relato da “nova política” é um simples déjà vu, que sintetiza o mais adulterado discurso da socialdemocracia, fundido com as metafísicas modas imperantes post daquelas correntes de fachada esquerdista que negam os princípios medulares da causa obreira.

A classe trabalhadora como sujeito da transformaçom foi substituída polo inócuo e asséptico “cidadanismo” que nega a contradiçom antagónica entre proletariado/classe obreira/povo trabalhador e burguesia.

A organizaçom classista em espaços genuinamente operários e populares, foi substituída por falsas “unidades populares” que aglutinam as diversas fraçons das camadas intermédias e os aparelhos burocráticos desses microespaços políticos.

A estratégia a longo prazo de luita e confrontaçom com o inimigo, apoiada numha rede de estruturas que combinem o seu caráter aberto e de massas, com a existência de um partido revolucionário de vanguarda, foi substituída polo ilusionismo eleitoral que alimenta o imediatismo e a falsa normalidade democrática.

Porque embora tentem aparentar ser qualitativamente diferentes, tanto a nova política como o tradicional reformismo coincidem no essencial. Para ambos a mobilizaçom social é um mero recurso inserido numha estratégia de simples competência eleitoral que possibilite aceder à gestom das instituiçons burguesas e espanholas, para que as suas elites implementem umhas mornas políticas que remendem e paliem aquelas aristas mais agressivas do capitalismo. Simples alternáncia política sem questionar o quadro jurídico-político. Estratégia que só consolida a dominaçom e afasta a alternativa de ruptura com o regime de 78.

As consequências desta tendência tenhem sido nefastas para o povo trabalhador galego e para o projeto de libertaçom nacional da Galiza.

Debilidade do movimento operário

A crise do capitalismo senil, fundida com a multicrise do Estado espanhol, nom tem sido aproveitada como umha magnífica oportunidade polas organizaçons revolucionárias para alargarmos a nossa base de apoio, para crescer e desputarmos aos reformismos influência e hegemonias.

Mais bem todo o contrário, a crise tem golpeado a esquerda revolucionária galega, provocando o seu retrocesso até o residualismo atual. Negá-lo ou maquilhá-lo nom vai contribuir para a nossa recomposiçom e o processo de reconstruçom.

Somos conscientes que na Galiza de 2018 nom existe umha alternativa política anticapitalista de classe com capacidade de intervençom. Mas para avançar com êxito neste objetivo estratégico, cumpre evitar reproduzirmos alguns dos erros da nossa génesse há vinte anos, responsáveis pola posterior implosom.

Sabemos que nom existem atalhos, nem fórmulas mágicas. Devemos sermos um projeto genuinamente de classe, crescer entre o proletariado, as mulheres e a juventude operária e popular. Só alimentando-nos de classe operária, recrutando povo trabalhador para as nossas fileiras, estaremos em condiçons para evitarmos ser devorados polo vírus das políticas conciliadoras e pactistas que historicamente acompanham o desenvolvimento e intervençom do movimento obreiro.

Tarefas imediatas

Neste 1º de Maio temos que reafirmar sem complexos os princípios fundacionais do marxismo na aposta pola luita operária e popular como espaço prioritário de acumulaçom de forças, na alternativa socialista frente ao caos capitalista, na defesa intransigente do direito de autodeterminaçom.

Sem conquistarmos a República Galega, sem abandonarmos o Estado imperialista espanhol, sem um coerente feminismo de classe frente o poder patriarcal, nom é possível emancipar-nos, libertar-nos, sentar as bases para edificar umha nova sociedade.

Só a classe operária pode salvar-se a sim mesma. Organizada em forças políticas e sindicatos de classe. A nossa independência frente os difusos espaços interclassistas é umha necessidade indiscutível, umha reivindicaçom inegociável. Nom podemos delegar na pequena-burguesia “progressista”, nem nas suas castas burocráticas que levam décadas esterilizando o movimento popular galego em troques de perpetuar os seus privilégios.

Confrontar e deslindar com a “velha” e a “nova política” reformista é imprescindível para abrir caminho. A persistência e os princípios som as nossas melhores armas para inverter a resignaçom, o derrotismo e o marasmo da classe operária.

Até a vitória sempre!

Comunicado nº 86 de Agora Galiza: 1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário. Classe obreira em pé!

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1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário Classe obreira em pé!

A passividade perante as agressons em curso e perante as novas medidas ultraliberais de cortes e austeridade anunciadas, possibilita que ano após ano, perdamos direitos e liberdades.

A “crise” capitalista tem sido aproveitada pola burguesia para lançar a maior ofensiva contra o mundo do Trabalho nas últimas décadas, tem sido aproveitada para amassar grandes fortunas a custo da miséria e o empobrecimento de amplos setores do povo trabalhador.

O desenho final da involuiçom que promove o Capital pretende impor um cenário sociolaboral similar ao da primeira revoluçom industrial.

Enquanto a classe obreira galega siga acreditando nas possibilidades de mudar o rumo dos acontecimentos mediante o simples apoio eleitoral aos partidos interclassistas e pactistas, que se autodefinem como de “esquerda”, “progressistas”, e mesmo “ruturistas”, a derrota está assegurada.

Enquanto a classe obreira e o povo empobrecido da Galiza continuemos apoiando sindicatos amarelos e sigamos delegando a defesa dos nossos interesses nas burocracias sindicais, a derrota está assegurada.

Enquanto a classe obreira galega acreditemos que só com procissons laicas poderemos parar a ofensiva do inimigo, a derrota definitiva é mera questom de tempo.

Sem reagirmos, sem implicar-nos ativamente na defesa dos nossos direitos, das nossas liberdades, sem luitarmos de forma organizada e coletiva por recuperarmos o perdido e melhorar a nossa situaçom, cada ano recuaremos mais.

A luita concreta por manter o poder aquisitivo, por melhores salários, por umhas pensons de qualidade, por emprego estável, na defesa da sanidade e educaçom pública, contra a emigraçom, deve estar enquadrada na superaçom do sistema capitalista e em tombar o regime de 78.

Estamos numha conjuntura em que o fascismo mostra sem rubor as suas gadoupas. Nos meios de [des]informaçom, no aparelho judicial, na podre e corruta casta política empoleirada nas instituiçons, dia a dia constatamos como o fascismo emerge mediante a conculcaçom dos mais elementares direitos democráticos, na perseguiçom da liberdade de expressom, na censura, na criminalizaçom permamente de quem luita.

Nom podemos continuar assim, sem reagir, acreditando em falsas saídas eleitorais, nas remudas de partidos que promove a oligarquia para fortalecer mediante a alternáncia esta ditadura burguesa disfarçada de democracia.

Seguir incidindo em que todo se arranja deslocando o PP da Moncloa e de Monte Pio é outro engano mais.

A classe obreira tem o dever histórico e a necessidade presente de dirigir o movimento popular, de focá-lo na deslegitimaçom e superaçom do regime postfranquista, em procurar a convergência das luitas sociais, em implementar umha estratégia de luita permanente e encadeada.

Só umha Revoluçom Socialista de caráter antipatriarcal assegura o nosso futuro. E a construçom dumha sociedade socialista na Galiza só é possível dotando-nos de um Estado próprio, de caráter operário, recuperando a independência e a soberania nacional conculcada por Espanha.

A greve geral é umha ferramenta eficaz se está concebida como ponto de inflexom para abrir umha nova fase na luita, mas se é unicamente empregue com finalidade eleitoralista, simplesmente é mais um engano dos partidos oportunistas à classe obreira.

Neste 1º de Maio de 2018, Agora Galiza transmite a sua solidariedade internacionalista à classe operária de todo o mundo e aos povos como o sírio, palestiniano, iraquiano, iemenita, catalám, cubano, venezuelano, do Dombass que resistem e combatem as embestidas do imperialismo.

Viva a luita operária!

Viva a classe operária galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Independência e Pátria Socialista!

Alerta antifascista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Galiza, 19 de abril de 2018

Comunicado nº 85: AGORA GALIZA MANIFESTA O SEU TOTAL APOIO AO POVO SÍRIO E AO GOVERNO LEGÍTIMO E ANTI-IMPERIALISTA DE BASHAR AL-ASSAD

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AGORA GALIZA MANIFESTA O SEU TOTAL APOIO AO POVO SÍRIO E AO GOVERNO LEGÍTIMO E ANTI-IMPERIALISTA DE BASHAR AL-ASSAD

Nestes 7 anos de guerra na Síria as forças imperialistas, encabeçada polos USA, comprovárom como todos os seus planos para tombar o governo de Bashar Al Assad fracassárom. As eficazes operaçons militares efetuadas polo Exército Árabe Sirio, em colaboraçom com os seus aliados Rússia, Irám e Hezbollah, libertárom os territórios controlados polos “rebeldes moderados” -chamados assim polos meios de desinformaçom capitalistas-, que em realidade som grupos terroristas radicais islamistas próximis a Alqaeda e ao wahabismo saudi e qatari.

Após a tentativa de financiar os terroristas (Exército Livre Sírio, Al-Nusra, DAESH) para desestabilizar o país, o imperialismo optou por implementar umha brutal campanha de manipulaçom contra o governo de Al-Assad, umha campanha que embora fosse promovida no início do conflito, incrementou-se ao ver como o Governo sírio ganhava a guerra.

Há várias semanas o exército sírio junto aos seus aliados lançam umha operaçom militar para libertar a Ghouta Oriental, onde milhares de sírios e sírias levavam anos sequestradas polos terroristas. No transcurso da operaçom militar a inteligência russa e síria alertavam de que os terroristas preparavan un ataque químico para acusar Damasco de ser o responsável, e de que se tratava dumha manobra mais para legitimar umha invassom militar no país.

Os“Capazetes Brancos”, conhecidos também coma Proteçom Civil Síria e que atuam nas zonas controladas polos grupos “rebeldes” afíns a AlQaeda, anunciavam 8 de abril um suposto ataque químico na zona de Douma muito perto de Ghouta. Nesse momento ativou-se umha brutal campanha de histéria mediática nos meios de desinformaçom capitalistas na que começárom a difundir o comunicado dos Capacetes Brancos sem contrastá-lo.

O embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari, desmentiu o suposto ataque químico e afirmou que nom existe nengumha prova de que as tropas de Assad atacáram o seu povo com armas químicas, senom que se trata dumha falsa acusaçom para que os USA invadissem o país árabe. Nom tém nengum sentido que as tropas de Al Assad ataquem a sua populaçom com armas químicas após libertar esses territórios do controlo dos terroristas.

Assim mesmo o embaixador assegura que o ataque efetuado 14 de abril polas tropas dos USA, Reino Unido e a França foi em vingança pola derrota dos terroristas em Ghout. Também assegurou que esta agressom imperialista foi “umha mensagem dirigida aos terroristas para animá-los a que estes armacenem e utilizem armas químicas no futuro”.

Este suposto ataque químico por parte de Al-Assad lembra-nos as armas de destruçom maciça no Iraque que nunca aparecérom. Ao igual que aconteceu com o Iraque trata-se dumha falsa justificaçom para invadir, saquear e arrasar a Síria por parte do imperialismo.

A Síria nom será outro Iraque, nem outro Afeganistám!

Toda a nossa solidariedade com o povo sírio e com o governo de Al-Assad!

A Síria vencerá!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 15 de abril de 2018

Comunicado nº 84 da Direçom Nacional: GALIZA COM SANTRICH

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GALIZA COM SANTRICH

Agora Galiza soma-se ao clamor pola liberdade do comandante insurgente colombiano Jesús Santrich.

Condenamos a montagem fabricada nos laboratórios do imperialismo ianque para vincular o revolucionário fariano com o tráfico de drogas.

A acusaçom da DEA nem se sostém nem tem a mais mínima credibilidade. Santrich tem toda umha vida dedicada à causa dos explorados, das oprimidas, da independência e soberania nacional da Colómbia, da Pátria Grande e o Socialismo.

Agora Galiza, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, manifesta e tarnsmite a solidariedade internacionalista galega com Trichi, demandamos a sua imediata liberdade e condenamos o governo oligárquico de Juan Manuel Santos que incumprindo os acordos de Havana, pretende extraditá-lo, entregando Santrich às autoridades de Washington.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 14 de abril de 2018

Comunicado nº 82: Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

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Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

A doutrina económica neoliberal galopa desbocada como o cavalo de Atila, arrasando todas as áreas socio-económicas susceptíveis de sustraer lucro.

A realidade que define a situaçom socio-laboral galega carateriza-se polo submetimento à disciplina capitalista da exploraçom, o deslocamento de setores produtivos, a precarizaçom dos que ficam maximizando os benefícios, a destruiçom dos direitos operários atingidos em décadas de luita protagonizadas polo conjunto d@s asalariad@s, a paulatina pauperizaçom que nos conduz a umha vida de miséria, a emigraçom maciça que expulsa da Galiza à juventude mais preparada, …

Este retrocesso histórico, fruto da desmovimentaçom da classe operária, significa que no dia a dia de umha parte cada vez mais ampla do povo trabalhador galego as dificuldades nom param de aumentar para pagar recibos da luz, do aquecimento, dos alugueres, dos impostos, etc. Condenam-nos a viver sem segurança laboral e sem perspetivas de futuro.

No Estado espanhol os governos do PP e PSOE som cúmplices e mans executoras desta doutrina. Responsáveis pola sua implementaçom em conivência com as elites económicas, os sindicatos e o conjunto dos partidos politicos com representaçom institucional, independentemente da descorida bandeira ideológica.

Cada corte cometido polo governo corrupto e mafioso de turno no Estado espanhol, nom é mais que um trasvasse de fundos do público às contas privadas da burguesia da Uniom Europeia.

Os 60.000 milhons de euros com os que contava a caixa das pensons nom tivérom distinto percorrido. O governo de M ponto Rajói vaziou-a através de engenheria financieira, com a autocompra de dívida pública.

A demagogia do neofascismo [PP e C´s] e dos seus acompanhantes do PSOE nom tem limites. Afirmam que nom há dinheiro para assegurar as pensons, porém, há recursos suficientes para salvar a banca, as autoestradas previamente privatizadas, para o incremento dos gastos militares, para manter a parasita Casa Real, para aumentar os obscenos salários da casta cleptrocrática e das forças repressivas.

Na Galiza, governados pola sucursal da organizaçom criminal sediada na rua madrilena de Génova 13, levamos décadas castigados polos planos económicos ditados desde os centros de poder do Ibex 35 e da UE.

Os governinhos submissos assomen com inteira complacência o desmantelamento de todos os setores produtivos e deslocamento das grandes empresas, facilitando com estas medidas que na Galiza tenhamos os salários e as pensons mais baixas do Estado espanhol, a taxa de temporalidade mais elevada, batamos recordes em sinistralidade num mercado laboral onde a precarizaçom é a nota dominante, forçando a emigraçom da juventude.

As conquistas do falso Estado de benestar é um dos doces caramelos nos que estas avespas insaciáveis querem incar o seu venenoso aguilhom.

A paulatina destruçom dos serviços públicos é ja um feito, o seu deterioramento é julgado com parámetros de empresa capitalista que nom da benefício, e por tanto há que fechá-los ou entregar a sua gestom a maos privadas.

O que até o de agora era a tábua de salvaçom económica de muitas famílias que contavam com as pensons dos seus maiores como umha contribuiçom para quadrar as contas mensais, estám padecendo um brutal ataque pola burguesia.

O coletivo de pensionistas ao longo de quase umha década tem visto mermar o seu limitado poder adquisitivo. Primeiro polo seu congelamento e o paralelo incremento dos preços de boa parte de bens de consumo de primeira necessidade: alimentaçom, medicamentos, eletricidade, combustíveis para o aquecimento, etc, provocando que chegar a fim de mês seja um desafio de ansiedade.

Na Galiza 300.000 pensionistas vivem por baixo do umbral da pobreza, 39,2% nem combinando as pensons laborais e de viudedade chegam aos 8.400€ anuais, cifra estimada como umbral da miséria.

As mulheres trabalhadoras som o coletivo mais castigado. 6 de cada 10 som mulheres, que nom chegam aos 639€ mensais, percebendo um complemento de 206€ congelado desde 2011 pola franquícia autonómica de Feijó.

A miséria a que somos empurradas por estes delincuentes a cara descuberta nom afeta só o ámbito estritamente económico.

É pisada a dignidade d@s pensionistas e reformad@s após trabalhar toda umha vida para enriquecer empresários. Aumenta o recurso à beneficiência, aos comedores populares, banco de alimentos, reduzir e mesmo deixar de tomar medicamentos, recurrir a métodos obsoletos para escorrentar o frio.

É o pior está ainda por chegar, se nom se fream estas políticas depredadoras perpetradas pola mais reacionária fraçom da burguesia -a financieira-, com o esvaciamento da caixa das pensons e a deliberada intençom de contratar planos privados.

Com esta operaçom entregará-se um suculento recurso de acumulaçom à fraçom mais parasita, saqueadora e carronheira do capital, que nom só condena o coletivo de pensionistas atuais, hipoteca o futuro das geraçons que hoje som condenadas a trabalho precário,salários de miséria e inestabilidade laboral.

Só a auto-organizaçom socio-política à margem dos partidos institucionais e dos sindicatos entreguistas, a luita organizada e constante, logrará parar os pés a estas políticas antipopulares e antioperárias.

Os direitos conquistados que nos querem substrair devem ter as ruas como principal suporte dos nossos reclamos.

Som o espaço prioritário e imprescindível para recuperarmos os nossos direitos como trabalhadores, estudantes, mulheres e pensionistas. Esta é umha luita de tod@s porque somos ou seremos reformad@s.

É necessária a convocatória dumha contundente e combativa greve geral que paralise todos os setores produtivos para defender as nossas pensions e os serviços públicos, umha greve geral que abra um novo ciclo de luitas, onde a classe operária demonstre a sua imensa força e capacidade para condicionar o presente e consquistar o futuro.

A luita é o único caminho!

Viva a luita da classe trabalhadora!

Na Pátria, 23 de março de 2018

8º Comunicado conjunto do Manifesto Internacionalista de Compostela: SOLIDARIEDADE ACTIVA COM OS TRABALHADORES DO DOURO

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[8º Comunicado conjunto do Manifesto Internacionalista de Compostela]

SOLIDARIEDADE ACTIVA COM OS TRABALHADORES DO DOURO

No dia 15 de dezembro, no Porto, um grupo de trabalhadoras e trabalhadores do turismo fluvial do rio Douro tomaram firme a decisom de criar umha ferramenta de luita no seu setor. Avançarom decididos a romper com o reformismo e o oportunismo reinante, e anunciam agora a criaçom da Comissom de Trabalhadores do Turismo Fluvial do rio Douro (CT-TFD).

As organizaçons abaixo-assinadas afirmam o seu compromisso de apoiar a luita das trabalhadoras e trabalhadores do turismo fluvial do rio Douro.

Afirmamos ainda a nossa solidariedade com o camarada Gonçalo, a braços com três processos em tribunal pola justa luita que tem levado a cabo. A solidariedade de classe é imparável – estas tentativas de intimidaçom nom passarám!

Força Gonçalo! Nem um passo atrás!
Viva a luita dos trabalhadores e trabalhadoras do Douro!


8 de março de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]
BOLTXE [País Basco]
COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]
CUP [Países Cataláns]
INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]
NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]
PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 81 da Direçom Nacional: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega Piloto, Amador, Daniel presentes! A LUITA ANTIFASCISTA CONTINUA

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega
Piloto, Amador, Daniel presentes!

A LUITA ANTIFASCISTA CONTINUA

O regime herdeiro do franquismo, governado pola mesma oligarquia que em 1965 assassinou o Piloto, e posteriormente em 1972 matou Daniel Niebla e Amador Rei, é responsável direto polo empobrecimento e a precarizaçom que carateriza as condiçons de vida e trabalho da maioria da classe obreira e camadas populares galegas.

Neste Dia da Classe Obreira Galega é necessário reivindicar a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga “Piloto”, um dos últimos combatentes da resistência político-militar ao fascismo, vilmente abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada.

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate antifascista, na articulaçom do movimento popular que na década de setenta se desenvolvia sob um programa ruturista em prol dos direitos sociais e plenas liberdades sociais e nacionais.

Lamentavelmente a desorganizaçom na que está instalada a classe trabalhadora e as tendências amórficas que promovem as práticas interclassistas e cidadanistas, facilitam a ofensiva burguesa contra nós, povo trabalhador galego.

As reformas laborais, o deterioramento da sanidade e educaçom pública, a queda de salários e pensions, a perda de poder adquisitivo polo aumento do custo da vida, a emigraçom juvenil, nom se podem deslindar do corte de direitos e liberdades, do incremento da censura e da repressom.

Hoje opinar criticamente no Reino de Espanha é um delito que se castiga com penas de prisom e com censura.

Que lho perguntem aos rapeiros da “Insurgência” condenados pola “Audiência Nacional”, a Valtònyc por cantar umha verdade como punhos: “Os bourbons som uns ladrons”, a Carlos Santiago por um pregom satírico e transgressor no entrudo compostelano, a Anna Gabriel por defender com firmeza a liberdade da Catalunha, a Nacho Carretero, o autor do livro “Farinha” sequestrado por ordem judicial, a Santiago Sierra cuja exposiçom fotográfica em ARCO foi retirada por denunciar a existência de pres@s polític@s no Estado espanhol …

Hoje protestar e reivindicar está sancionado pola lei mordaça e polo Código Penal em reforma permanente. Que lho perguntem aos sindicalistas vigueses Carlos e Serafim, às dúzias de pessoas identificadas por protestar contra o despejo do centro social compostelano Escárnio e Maldizer, a Aida, a Emílio Cao, …

Mas a deriva autoritária do regime bourbónico nom é responsabilidade do PP. É umha decisom adotada polo grande capital visada para anestesiar o povo trabalhador e dissuadir os setores mais combativos da classe trabalhadora da impossibilidade de mudar o sistema, para poder seguir endurecendo a exploraçom e disciplinando a classe obreira.

Os chamados poderes fáticos tenhem decidido que o neofalangista C´s substitua o desprestigiado partido de M ponto Rajói para ocupar o governo desta ditadura de fachada democrática. Os tempos que venhem serám ainda mais difíceis e perigosos!

Perante este cenário as forças que se autodefinem de “esquerda” seguem instaladas na falsa “normalidade democrática”, alimentando o ilusionismo eleitoral e o cretinismo parlamentar, gerando fraudulentas expetativas de poder conquistar direitos em base a um programa de remendos do capitalismo.

Enquanto a “esquerda” acovardada e timorata renúncia a organizar e luitar, o franquismo eclosiona sem complexos. Arroupado sob o mais reacionário e supremacista chauvinismo espanhol, a oligarquia e os partidos ao seu serviço, pretendem desviar a atençom e preocupaçons do povo explorado e empobrecido com guerras de bandeira, com demagógicos discursos contra a justa luita pola independência das naçons oprimidas.

Resulta paradoxal que a medida se aprofunda a ofensiva burguesa o sindicalismo se instala no amarelismo e na pior prática conciliadora e pactista.

Perante este estado de cousas, ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Viva a classe obreira galega!
Independência e Pátria Socialista!
Venceremos!

Na Pátria, 7 de março de 2018

7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela: COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

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7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela

COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

A via repressiva com a que o Estado espanhol pretende esmagar a justa e necessária causa da República Catalana, só se derrota com firmeza, dignidade e persistência.

A companheira Anna Gabriel encarna estes valores. Hoje teria que comparecer perante o aparelho judicial do postfranquismo. Decidiu nom ir a Madrid e desde a Suiça seguir internacionalizando a luita por umha Catalunha livre, socialista e feminista.

A solidariedade entre os Povos constitui um dos sinais mais importantes das forças revolucionárias.

Hoje Anna Gabriel nom só representa o sentir de milhons de mulheres e homens dos Países Catalans, hoje Anna também representa a milhons de vozes e coraçons de Andaluzia, de Castela, do País Basco, da Galiza, de Portugal, do conjunto dos povos do Estado espanhol, e do mundo, que sabemos que só umha estratégia política e social de rutura com o regime de 78 logrará levantar um muro antifascista frente a deriva autoritária da oligarquia espanhola.

Só com luita poderemos atingir umhas sociedades sem exploraçom nem opressons, a plena liberdade das nossas naçons, e contribuir assim a mudar o mundo.

As organizaçons promotoras do Manifesto Internacionalista de Compostela, queremos manifestar a nossa solidariedade com Anna Gabriel e a CUP numha luita que fazemos plenamente nossa.

Frente aos falsos consensos e as políticas de conciliaçom, a experiência histórica da luita das trabalhadoras e os povos contra o capitalismo e o imperialismo ensinou-nos que a luita é o único caminho. Bravo Anna!

Viva Catalunha livre!

Pola independência dos povos e um mundo socialista!

Tod@s somos Anna Gabriel!

21 de fevereiro de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]

BOLTXE [País Basco]

COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]

NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]