8º Comunicado conjunto do Manifesto Internacionalista de Compostela: SOLIDARIEDADE ACTIVA COM OS TRABALHADORES DO DOURO

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[8º Comunicado conjunto do Manifesto Internacionalista de Compostela]

SOLIDARIEDADE ACTIVA COM OS TRABALHADORES DO DOURO

No dia 15 de dezembro, no Porto, um grupo de trabalhadoras e trabalhadores do turismo fluvial do rio Douro tomaram firme a decisom de criar umha ferramenta de luita no seu setor. Avançarom decididos a romper com o reformismo e o oportunismo reinante, e anunciam agora a criaçom da Comissom de Trabalhadores do Turismo Fluvial do rio Douro (CT-TFD).

As organizaçons abaixo-assinadas afirmam o seu compromisso de apoiar a luita das trabalhadoras e trabalhadores do turismo fluvial do rio Douro.

Afirmamos ainda a nossa solidariedade com o camarada Gonçalo, a braços com três processos em tribunal pola justa luita que tem levado a cabo. A solidariedade de classe é imparável – estas tentativas de intimidaçom nom passarám!

Força Gonçalo! Nem um passo atrás!
Viva a luita dos trabalhadores e trabalhadoras do Douro!


8 de março de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]
BOLTXE [País Basco]
COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]
CUP [Países Cataláns]
INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]
NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]
PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 81 da Direçom Nacional: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega Piloto, Amador, Daniel presentes! A LUITA ANTIFASCISTA CONTINUA

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega
Piloto, Amador, Daniel presentes!

A LUITA ANTIFASCISTA CONTINUA

O regime herdeiro do franquismo, governado pola mesma oligarquia que em 1965 assassinou o Piloto, e posteriormente em 1972 matou Daniel Niebla e Amador Rei, é responsável direto polo empobrecimento e a precarizaçom que carateriza as condiçons de vida e trabalho da maioria da classe obreira e camadas populares galegas.

Neste Dia da Classe Obreira Galega é necessário reivindicar a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga “Piloto”, um dos últimos combatentes da resistência político-militar ao fascismo, vilmente abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada.

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate antifascista, na articulaçom do movimento popular que na década de setenta se desenvolvia sob um programa ruturista em prol dos direitos sociais e plenas liberdades sociais e nacionais.

Lamentavelmente a desorganizaçom na que está instalada a classe trabalhadora e as tendências amórficas que promovem as práticas interclassistas e cidadanistas, facilitam a ofensiva burguesa contra nós, povo trabalhador galego.

As reformas laborais, o deterioramento da sanidade e educaçom pública, a queda de salários e pensions, a perda de poder adquisitivo polo aumento do custo da vida, a emigraçom juvenil, nom se podem deslindar do corte de direitos e liberdades, do incremento da censura e da repressom.

Hoje opinar criticamente no Reino de Espanha é um delito que se castiga com penas de prisom e com censura.

Que lho perguntem aos rapeiros da “Insurgência” condenados pola “Audiência Nacional”, a Valtònyc por cantar umha verdade como punhos: “Os bourbons som uns ladrons”, a Carlos Santiago por um pregom satírico e transgressor no entrudo compostelano, a Anna Gabriel por defender com firmeza a liberdade da Catalunha, a Nacho Carretero, o autor do livro “Farinha” sequestrado por ordem judicial, a Santiago Sierra cuja exposiçom fotográfica em ARCO foi retirada por denunciar a existência de pres@s polític@s no Estado espanhol …

Hoje protestar e reivindicar está sancionado pola lei mordaça e polo Código Penal em reforma permanente. Que lho perguntem aos sindicalistas vigueses Carlos e Serafim, às dúzias de pessoas identificadas por protestar contra o despejo do centro social compostelano Escárnio e Maldizer, a Aida, a Emílio Cao, …

Mas a deriva autoritária do regime bourbónico nom é responsabilidade do PP. É umha decisom adotada polo grande capital visada para anestesiar o povo trabalhador e dissuadir os setores mais combativos da classe trabalhadora da impossibilidade de mudar o sistema, para poder seguir endurecendo a exploraçom e disciplinando a classe obreira.

Os chamados poderes fáticos tenhem decidido que o neofalangista C´s substitua o desprestigiado partido de M ponto Rajói para ocupar o governo desta ditadura de fachada democrática. Os tempos que venhem serám ainda mais difíceis e perigosos!

Perante este cenário as forças que se autodefinem de “esquerda” seguem instaladas na falsa “normalidade democrática”, alimentando o ilusionismo eleitoral e o cretinismo parlamentar, gerando fraudulentas expetativas de poder conquistar direitos em base a um programa de remendos do capitalismo.

Enquanto a “esquerda” acovardada e timorata renúncia a organizar e luitar, o franquismo eclosiona sem complexos. Arroupado sob o mais reacionário e supremacista chauvinismo espanhol, a oligarquia e os partidos ao seu serviço, pretendem desviar a atençom e preocupaçons do povo explorado e empobrecido com guerras de bandeira, com demagógicos discursos contra a justa luita pola independência das naçons oprimidas.

Resulta paradoxal que a medida se aprofunda a ofensiva burguesa o sindicalismo se instala no amarelismo e na pior prática conciliadora e pactista.

Perante este estado de cousas, ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Viva a classe obreira galega!
Independência e Pátria Socialista!
Venceremos!

Na Pátria, 7 de março de 2018

7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela: COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

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7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela

COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

A via repressiva com a que o Estado espanhol pretende esmagar a justa e necessária causa da República Catalana, só se derrota com firmeza, dignidade e persistência.

A companheira Anna Gabriel encarna estes valores. Hoje teria que comparecer perante o aparelho judicial do postfranquismo. Decidiu nom ir a Madrid e desde a Suiça seguir internacionalizando a luita por umha Catalunha livre, socialista e feminista.

A solidariedade entre os Povos constitui um dos sinais mais importantes das forças revolucionárias.

Hoje Anna Gabriel nom só representa o sentir de milhons de mulheres e homens dos Países Catalans, hoje Anna também representa a milhons de vozes e coraçons de Andaluzia, de Castela, do País Basco, da Galiza, de Portugal, do conjunto dos povos do Estado espanhol, e do mundo, que sabemos que só umha estratégia política e social de rutura com o regime de 78 logrará levantar um muro antifascista frente a deriva autoritária da oligarquia espanhola.

Só com luita poderemos atingir umhas sociedades sem exploraçom nem opressons, a plena liberdade das nossas naçons, e contribuir assim a mudar o mundo.

As organizaçons promotoras do Manifesto Internacionalista de Compostela, queremos manifestar a nossa solidariedade com Anna Gabriel e a CUP numha luita que fazemos plenamente nossa.

Frente aos falsos consensos e as políticas de conciliaçom, a experiência histórica da luita das trabalhadoras e os povos contra o capitalismo e o imperialismo ensinou-nos que a luita é o único caminho. Bravo Anna!

Viva Catalunha livre!

Pola independência dos povos e um mundo socialista!

Tod@s somos Anna Gabriel!

21 de fevereiro de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]

BOLTXE [País Basco]

COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]

NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 80: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. A REBELIOM É UMHA NECESSIDADE. 100 aniversário da revolta proletária e feminista de Trasancos

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Comunicado nº 80

8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

A REBELIOM É UMHA NECESSIDADE

100 aniversário da revolta proletária e feminista de Trasancos

Galiza nom ficou à margem da estela rebelde que abriu a Revoluçom Bolchevique, quando a classe trabalhadora marcou o caminho a seguir, conquistado o poder na Rússia, inaugurando umha nova era que mudou o mundo de base.

As lamentáveis condiçons de vida do povo trabalhador galego de há exatamente 100 anos, nom deixavam de agravar-se pola agressiva especulaçom e acaparamento implementada pola burguesia comercial, perante os fabulosas taxas de lucro dos boiantes negócios derivados da neutralidade do Estado espanhol na Primeira Guerra mundial.

O incremento dos preços dos produtos de primeira necessidade estava golpeando a precária situaçom das famílias trabalhadoras. Perante o acaparamento de trigo e o abusivo incremento dos preços do pam e da farinha, na primavera de 1918 o proletariado feminino de Trasancos iniciou umha revolta.

9 de março as operárias da indústria têxtil de Júvia apedreárom estabelecimentos comerciais, cortárom vias de comunicaçom, impossibilitárom a circulaçom de estradas e caminhos, assaltárom comboios, bloqueárom os mercados, saírom às ruas a denunciar a fame e os seus responsáveis.

A resposta do inimigo foi imediata. A burgesia utilizou a violência estatal para tentar sufocar a revolta. Duas pessoas falecérom nos protestos. O movimento, dirigido por obreiras e labregas, logrou de imediato a solidariedade do conjunto do proletariado desta regiom nortenha, de Valdovinho, passando por Ferrol, Neda e Narom, até Pontedeume.

O Estado empregou a força bruta para esmagar a revolta, temeroso do contagio bolchevique. Os principais núcleos fabris de Trasancos e do Eume paralisárom, aderindo à greve geral. Oficialmente 9 pessoas caírom abatidas polas balas da repressom em Sedes, embora a censura impossibilitou conhecer o alcance real de mortes e ferid@s.

Um século depois duns factos tam destacados na luita de classes da Galiza, pola dimenssom e caraterísticas do movimento, com destaque pola sua direçom e composiçom feminina, é determinante que o movimento feminista galego contribua para resgatar da amnésia coletiva este episódio da nossa rebeldia como classe e como género.

Mas, enquanto a hegemonia pequeno-burguesa na sua direçom continue determinando a sua orientaçom, o movimento feminista nom cumprirá a sua funçom de organizar e movimentar as mulheres trabalhadoras, divulgar as suas reivindicaçons, incrementar a sua consciência e tingir de lilás o conjunto da luita operária, popular e nacional.

Resulta paradoxal que se apoie a convocatória da greve mundial de mulheres no 8 de Março, quando se continua ocultando as origens da data e se desvirtuem os objetivos desta jornada reivindicativa, tal como foi instaurada em 1910, em Copenhaga, polas mulheres bolcheviques, como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.

As conquistas neste ámbito, adotadas polo governo bolchevique dirigido por Lenine e Alexandra Kollontai, plasmadas no Código Civil de 1918, continuam a ser, um século depois ocultadas polo feminismo burguês.

A imensa maioria destes direitos ou bem som parciais, ou meramente formais, ou nom se aplicam de facto, ou nem estám incorporados na tabela reivindicativa deste feminismo. Referimo-nos ao aborto livre e gratuíto na rede sanitária pública, à discriminalizaçom da homossexualidade e do adultério, à igualdade salarial, proteçom a maes e crianças polo Estado, ou na inexistência dumha rede de infantários, lavandarias públicas, cantinas, centros de dia, cozinhas coletivas.

Enquanto o prioritário esteja centrado em facilitar a cómoda presença no movimento de forças sistémicas e reacionárias como o PSOE, contrárias à plena emancipaçom da mulher trabalhadora e corresponsável direto pola sua situaçom; enquanto se centre em tecer um artificial e disfuncional “unitarismo” oco; enquanto se continue a alimentar a ilusom de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo, o patriarcado e a dependência nacional, as mulheres trabalhadoras galegas continuaremos sem capacidade real de emancipaçom.

Agora Galiza quer lembrar neste 8 de Março Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, todas elas mulheres comunistas, pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo da luita operária e popular contra o capitalismo.

Nom cansaremos de repetir que 8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita para exigir a plena igualdade de direitos em todos os espaços. Umha data com eminente conteúdo de classe pois somos as mulheres trabalhadoras as que padecemos no ámbito laboral, familiar, social, a sobre-exploraçom e discriminaçom do capitalismo. Que nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional e Agora Galiza

Na Pátria, 19 de fevereiro de 2018

Comunicado nº 79. Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

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Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

As políticas ultraliberais implementadas na última década polos governos de Zapatero e de M ponto Rajói, seguindo as instruçons da oligarquia espanhola e os diktames da UE, nom só tenhem provocado a depauperaçom de amplos setores populares.

Tenhem ido acompanhadas por umha bateria de reformas legais visadas para incrementar a repressom, a censura e o corte das raquíticas liberdades e direitos conquistados na luita polo povo trabalhador.

As contínuas modificaçons do Código Penal, a “Lei de Segurança Cidadá”, popularmente conhecida como “lei mordaça”, a reediçom do velho “pacto antiterrorista” sob a nova denominaçom de “pacto antiyihadista”, a “Lei de enjuiçamento criminal”, a criminalizaçom dos conflitos e reivindicaçons operárias e populares polos meios de [des]informaçom burgueses, a cadeia perpétua disfarçada sob a fórmula eufemística de “prisom permamente revisável”, o rearme, incremento e modernizaçom do aparelho repressivo do Estado espanhol, o aumento dos gastos militares, a constante acusaçom de “delito de ódio” contra quem questiona o regime de 78, a conculcaçom permanente da sua legalidade, formam parte de um todo, som diversas peças da estratégia repressiva que procura combater toda forma de dissidência para impor a pax bourbónica e blindar o regime oligárquico.

Boa parte dos processos repressivos estám baseados em acusaçons falsas contra quem legitimamente protesta e exerce o direito à rebeldia, som montagens policiais que procuram esmagar os setores mais combativos com a finalidade de intimidar e provocar um efeito dissuasório.

Os resultados desta estratégia repressiva que acompanha a deriva fascistizante do postfranquismo, é evidente. O atual refluxo e desmovimentaçom é consequência da incorporaçom à lógica institucional de forças e setores populares que participavam ativamente a inícios da década no ciclo de luitas, mas também do temor à repressom derivado do endurecimento do regime e a aplicaçom destas leis de excepçom.

A justiça espanhola é basicamente umha justiça burguesa. Benévola com os ricos e poderosos, e brutal com as pobres e oprimidas.

Assim devemos entender as desproporcionadas e disparatadas solicitudes de prisom e multas contra as pessoas identificadas e detidas por exercerem solidariedade contra a repressom policial no despejo do centro social Escárnio e Maldizer, contra os 12 rapeiros do coletivo “A Insurgência”, contra Aida Vasques, ativista do centro social Gomes Gaioso, contra Emílio Cao, da organizaçom juvenil Xeira.

Só procuram a exemplaridade repressiva, para impor a resignaçom paralisante e lograr a plena domesticaçom do povo trabalhador galego.

Mas a única forma de combater com êxito a escalada autoritária e a legislaçom de excepçom que aplicam a quem defende os seus direitos individuais e também os coletivos, é precisamente incrementar os protestos e gerar condiçons para desbordar a maquinária repressiva da oligarquia espanhola.

Só mediante a auto-organizaçom operária, popular e nacional, promovendo umha estratégia de luita que desafie e desobedeça a ditadura burguesa espanhola nos centros de trabalho e ensino, utilizando a rua como espaço preferencial, poderemos avançar.

A luita é o único caminho!

Denantes mort@s que escrav@s!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 31 de janeiro de 2018

Curso de formaçom política e ideológica. Quarta jornada. O nosso feminismo é galego e de classe.

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No mês de fevereiro tem lugar a quarta jornada dos cursos de formaçom política e ideológica que organiza Agora Galiza.


Sábado 17 será impartilhado o curso “O nosso feminismo é galego e e de classe”.
Nom é casualidade que ilustremos o cartaz com umha fotografía de Alexandra Kollontai. A revolucionária bolchevique foi a primeira mulher que ocupou a direçom de um ministério no novo governo soviético, e fundadora da Jienodtel, o primeiro departamento feminino governamental do mundo.


Pioneira na luita polos direitos das mulheres, conquistas consagradas no Código Civil aprovado em 1918. Da proteçom a maes e crianças polo Estado, passando pola legalizaçom do divórcio e o aborto, até a criaçom dumha rede de infantários, lavandarias públicas, cantinas, centros de dia, cozinhas coletivas

TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO

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TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO


A deriva autoritária da segunda restauraçom bourbónica é consequência direta do pacto da Transiçom entre as forças que sustentárom o franquismo, as organizaçons da esquerda reformista [PSOE PCE] e a burguesia nacionalista catalana e basca.


A reforma política implementada entre 1975 e 1982, dirigida e tutelada pola Casa Branca e as principais potências europeias, procurava basicamente blindar e perpetuar a acumulaçom de capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como manter intata a unidade e integridade territorial do Estado espanhol, o mercado de expansom e acumulaçom do bloco de classes oligárquico.


A aprovaçom da lei de ponto final, denominada eufemisticamente lei de amnistia [outubro de 1977], procurava a imunidade e impunidade de todos os responsáveis polas 4 décadas de ditadura, dos seus crimes e delitos: roubo e incautaçom ilegal das propriedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.


A monarquia bourbónica foi e é a pedra angular do novo regime emanado do ignominioso pacto que só maquilhou de “democrático” o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista, perpetuando assim a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar de abril de 1939.


No 40 aniversário desta metamorfose, perante o desafio promovido polo independentismo catalám, o regime optou por deixar cair parte da sua máscara “democrática”, monstrando sem eufemismos a sua natureza profundamente reacionária, abandonando as falsas, como eficaces políticas de consenso [simples pactos e muros de silêncio] que provocárom o fenómeno do desencanto e a desativaçom do movimento operário.


A multicrise que o regime de 78 arrasta desde há praticamente umha década pretende ser superada mediante um novo pacto entre as forças centrais do regime [PP, PSOE e C´s] consistente numha nova recentralizaçom.


Para a sua estabilizaçom é imprescindível evitar que a classe trabalhadora e os setores populares se organicem. Nada melhor que a ideologia chauvinista para desviar a atençom dos verdadeiros problemas e ocultar os responsáveis da situaçom de depauperaçom de amplos setores populares, da corrupçom geralizada dumha elite de bandidos e criminais, do saqueio dos fundos das pensons, para criar cortinas de fumo que permitam implementar as políticas de ajustamentos pendentes, que reclama a UE e o FMI.


O conjunto de reformas do Código Penal dos últimos anos e a “lei mordaça”, o uso da repressom contra toda forma de disidência, está sendo determinante para conter os protestos, para gerar um clima desmobilizador de autocensura, e disciplinar ainda mais a classe operária.


Estes fatores estám sendo determinantes para ir criando um clima reacionário, antesala do fascismo, atualmente a ideologia hegemónica nos meios de [des]informaçom burgueses e do poder judicial, que como núcleo duro do Estado franquista nom foi depurado.


A “normalidade democrática” que carateriza a prática diária das forças da “esquerda” institucional só contribui a reforçar o regime de 78. Nem o novo nem a velho reformismo pretendem, nem procuram, tombar o regime de 78, tam só no melhor dos casos realizar reformas democraticistas para situar as suas elites nas ilegítimas instituiçons emanadas do pacto da Transiçom, que a esquerda independentista e socialista galega nunca legitimou nem legitimará.


Perante a brutal ofensiva do Capital, envolvido na bandeira franquista e no supremacismo imperialista espanhol, é imprescindível construirmos um muro antifascista nos centros de trabalho e ensino, com a rua como centro de gravidade.


Levantarmos um antifascismo genuíno, de inequívoco componente anticapitalista e socialista, é umha tarefa prioritária. Mas nom para defender a “democracia burguesa” ameaçada, com o apoio do PSOE, polo PP franquista e o neofalangismo de C´s, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente esta ditadura burguesa em deriva autoritária.


Eis as razons polas que Agora Galiza apresenta a campanha central de 2018.

 

Comunicado nº 78. Agora Galiza deseja feliz 2018 e República Socialista Galega.

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Agora Galiza deseja feliz 2018 e República Socialista Galega

Lamentavelmente o balanço do ano que agora finaliza nom pode ser positivo para o nosso povo e para a nossa classe. Em 2017 assistimos mais umha vez, a umha bateria de agressons e retrocessos nas conquistas e direitos do povo trabalhador e empobrecido da Galiza. A ofensiva contra as bases materiais e imateriais da Naçom galega, promovidas polo Estado imperialista espanhol e a UE, fôrom umha constante nos 365 dias que nos precedem.

Paralelamente a estes golpes, o ano do que agora nos despedimos foi desaproveitado polo povo trabalhador galego para avançar na reorganizaçom operária e popular, sem a qual estamos hipotecados a seguir sendo vítimas desarmadas e reféns da burguesia, carne de canhom da oligarquia.

Até que a Galiza do Trabalho supere o estado de marasmo, até que o povo trabalhador galego nos despreendamos da abduçom coletiva que nos paralisa mediante o medo e os mais variados métodos invisíveis de alienaçom, e optemos por constituir verdadeiras ferramentas defensivas com vocaçom de vencer, seguiremos sofrendo um após outro, os golpes das depredadoras receitas neoliberais dos cortes e da austeridade, impostas polo capitalismo senil para que sigamos sendo nós, entre suor e sangue, quem paguemos a sua crise.

2017 reafirmou umha constataçom empírica, constatou que a via do ilusionismo eleitoral promovido polo reformismo no nosso país [Marea e BNG], visada para articular maiorias aritméticas ao PP, nom só é umha via morta. Cada vez gera menos entusiasmo, e tem imensas responsabilidades em contribuír a desmovimentar o povo trabalhador por retirar o conflito dos centros de trabalho e ensino, das ruas, substituindo o protagonismo dos setores populares pola delegaçom nos cargos institucionais hegemonizados pola pequena-burguesia.

Sem superarmos as limitaçons congénitas da via institucional e a renúncia permanente da “esquerda” eleitoral à batalha ideológica, que obstaculiza e freia podermos abrir um novo ciclo de organizaçom e mobilizaçom social, 2018 será no melhor dos casos um ano similar ao que agora finalizamos.

O desencanto e a frustraçom popular gerada polos governos da “nova política” por nom implementar medidas progressistas perante os enormes obtáculos objetivos, mas também pola sua covardia intrínseca, está facilitando o avanço das alternativas populistas de natureza fascista.

O capitalismo nom se pode reformar, nem na democracia burguesa é viável que as forças populares podam ganhar umhas eleiçons ou de lograr desenvolver o seu programa. Nom temos que retrotraer-nos a 1936 ou ao Chile de Salvador Allende. Os sucessos em curso nas Honduras assim o confirmam. A vigência desta lei da luita de classes a escala internacional continua intata, onde às mais mornas e inofensivas alternativas socialdemocratas nom se lhes permite gerir o capitalismo.

O espírito e as limitadas iniciativas das comemorçaons do 100 aniversário da Revoluçom bolchevique, assim como dos atos de homenagem ao Che a meio século do seu assassinato polo imperialsimo na Bolívia, verificam a derrota estratégica na qual nos achamos. É urgente e necessário superarmos as práticas erróneas que nos conduzírom ao atual estado de esterilizaçom do movimento operário e popular.

Só a Catalunha tem contribuído para abrir umha profunda fenda no regime postfranquista. A proclamaçom da República catalana tem servido para retirar a máscara democrática que maquilhou durante décadas a reforma do fascismo, e a sua substituiçom por esta ditadura democrática sob fachada de monarquia constitucional.

Mas também tem servido para constatar que a “nova” e velha “esquerda” espanhola está esterilizada para luitar contra o capitalismo, pois compartilha boa parte do seu ADN chauvinista. Umha “esquerda” “republicana” que condena a República catalana e defende a monarquia bourbónica imposta por Franco, resume com nitidez o panorama que facilita a recomposiçom política do regime à volta de 4 patas: os dous partidos centrais da oligarquia [PSOE e PP], mais Podemos e C´s como forças substitutas ou de apoio das suas versons progressista e reacionária.

Perante este cenário tam adverso, Agora Galiza tem claro que em 2018 seguiremos na travessia polo deserto, só com a companhia e o arroupe das bandeiras da rebeliom. Porém, seguiremos agindo com coerência tática, mas sem renunciarmos ao horizonte estratégico da Revoluçom Galega, ao projeto socialista e feminista de libertaçom nacional que é a essência da nossa constituiçom como força política em julho de 2015.

Em Agora Galiza estamos plenamente conscientes que só assim, sem arriar bandeiras nem aggiornar o nosso programa, será possível alicerçar bases sólidas que permitam reconstruir e reimpulsionar o independentismo socialista e feminista galego.

A firmeza ideológica permite-nos nom claudicar, seguirmos agindo como vagalumes nas noites sem lua. Sem este feixe de luz brilhante, embora ainda muito débil, nom poderíamos deslindar politicamente, preâmbulo para organizar povo trabalhador e acumular forças rebeldes.

Tal como acertadamente afirmavamos o ano passado, “neste contexto convulso de profunda crise do regime de 78, de crise estrutural do modo de produçom capitalista, de caos e guerra global imperialista, é onde vamos que ter que continuar a agir”.

O atual refluxo da luita de massas permite entender que sigamos contribuindo a fazer multimilionários os donos de Audasa mediante o saqueio das portagens na AP-9; permite compreender que as elétricas mantenham umha estratégia de incrementos permanentes das tarifas; que calemos perante a burla do “incremento” de 28.7€ do SMI; que nom incendiemos as ruas contra o desemprego e os salários de miséria, o aumento das taxas de precariedade, da pobreza, exclusom social e emigraçom juveni; que vivamos com “normalidade” termos as taxas de sinistralidade mais elevadas do Estado com umha vítima semanal; que nom radicalizemos os protestos contra o deterioramento da sanidade e educaçom, derivada da sua privatizaçom; que nos resignemos a seguir governados pola casta cleptocrática instalada na impunidade da corrupçom e do saqueio dos bens públicos; que nom nos rebelemos perante as informaçons nunca desmentidas de que o PP esvaziou as reservas das pensions e nom esteja garantido o seu pagamento a meio prazo; que o terrorismo machista siga agindo com impunidade; que os sinais medulares da Naçom sigam em queda livre com a perda de galegofalantes emanada da estratégia assimilacionista provocada pola dupla pressom do projeto imperialista espanhol e da UE contra a Galiza; que o nosso território se siga degradando polos incêndios florestais consubstancias à eucaliptizaçom e ao despovoamento do mundo rural traçado pola franquícia regional espanhola dirigida polo presidente Feijó; que nom nos rebelemos perante a perda de populaçom, o trágico galicídio que observamos mês a mês; que nom reajamos com contundência contra a involuiçom nos direitos e liberdades, frente o incremento da repressom, a censura, o controlo social e o avanço do estado policial e a ditadura mediática e judicial; que se permitam o luxo de informar que vam incrementar em mais de 80% os gastos militares, tal como solicita a NATO.

O golpe do 155 contra a Catalunha e as ameaças de intervençom financieira contra as mornas políticas keynesianas de governos municipais, evidência que ou bem há umha mudança radical de rumo, ou estamos facilitando que o reino da Espanha do ibex 35 e de Felipe VI se convirta na Turquia da Península Ibérica.

Mas perante este cenário de excepcionalidade, a “normalidade democrática” preside o agir das forças políticas da “esquerda” institucional, que seguem assistindo aos eventos, foros, entrega de prémios e homenagens, promovidas polos oligopólios, as grandes empresas, a imprensa fascista, ou bem polo próprio regime como o aniversário da constituiçom postfranquista, que cinicamente afirmam querer derrubar. Semelha que à política espetáculo pretende conviver sem grandes turbulências com a deriva autoritária da monarquia bourbónica .

A atual evoluiçom política estatal confirma que o regime do 78 pretende religitimar-se envolto nas cores vermelha e “gualda” da bandeira franquista, desse ultrareacionário relato chauvinista tam útil para disciplinar @s oprimid@s, desviando-@s das suas verdadeiras tarefas e prioridades, tam eficaz para confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos ao Estado espanhol, ocultando assim as práticas gansteris das elites políticas.

A oligarquia espanhola pretende a curto prazo aproveitar esta conjuntura para acelerar o processo de recentralizaçom administrativa, recuperar boa parte das transferências cedidas às Autonomias, religitimar o seu projeto imperialista, continuar com o plano de ajustamentos e reformas laborais que solicita o FMI e o Banco Central Européu, esmagar a Catalunha rebelde, e domesticar definitivamente as forças enquadradas na “nova política”.

Frente a este dilema, nom cabe mais opçom que ou claudicar ou resistir. Nós, com toda modéstia revolucionária seguimos insistindo que a imensa maioria dos problemas que padecemos como povo trabalhador e empobrecido, derivam do atraso e dependência que o capitalismo nos tem asignado na divisom internacional do Trabalho.

Sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons.

E sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá desputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Nom queremos despedir 2017 sem denunciar e lembrar as três compatriotas brutalmente assassinadas polo terrorismo machista.

Queremos transmitir umha sincera saudaçom socialista e patriótica a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, familiares e amizades, tod@s @s represaliad@s pola lei mordaça, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2017 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo sírio, catalám, palestiniano, curdo, iraquiano, afgao, hondurenho, venezuelano, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

No novo ano que agora finaliza seguiremos construindo caminho na luita sob a estela e o legado da Revoluçom Bolchevique e do comandante Che Guevara. Para Agora Galiza a Revoluçom de Outubro e o exemplo guevarista som fonte permanente de inspiraçom na luita de libertaçom nacional galega porque os seus objetivos e fins seguem mais vigentes que nunca neste século XXI.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 29 de dezembro de 2017

Comunicado nº 77. A OBSCENIDADE DOS 28,4€

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Comunicado nº 77

A OBSCENIDADE DOS 28.4€

Aparentemete o anúncio de incremento de 4% do Salário Mínimo Interprofissional [SMI] soa bem. Os seus promotores apresentam o acordo como se de um presente de Natal se tratasse.

Porém, é um novo engano promovido polo governo bandido de M. ponto Rajói com a cobertura do patronato e de CCOO e a UGT.

Segundo o pactuado, o SMI passará dos 706.7€ atuais a 736€ em 2018, quer dizer, um incremento de 28.4€!!

O documento assinado marca como objetivo atingir os 850€ em 2020, sempre que o PIB do Estado espanhol incremente 2,5% anualmente, e a Segurança Social logre umha média de 459.000 novos cotizantes.

Estamos assistindo portanto, nom só a umha nova infámia da oligarquia para maquilhar as suas agressivas políticas contra o povo trabalhador e empobrecido. O acordado é umha obscenidade do resucitado “sindicalismo” amarelo espanhol que constata que é umha máfia com dezenas de milhares de burócratas que vivem de vender e atraiçoar a classe operária.

A instantánea do presidente do governo espanhol e a ministra de emprego Fátima Bañez, acompahados por Unai Sordo [CCOO], Josep Maria Álvarez [UGT], Juan Rosell [CEOE] e Antonio Garamendi [CEPYME], é a foto da conciliaçom e o pacto social que a oligarquia e o “sindicalismo” vem praticando desde os Pactos da Moncloa de 1977, cerne da atual desmobilizaçom e derrota do movimento operário.

Umha considerável parte do povo trabalhador e empobrecido tem ingressos inferiores ao atual SMI tal como denúncia a Confederaçom Intersindical Galega. “As trabalhadoras e trabalhadores que ingressam menos de metade do SMI é de 18,1% na Galiza e o coletivo que nom atinge ingressos anuais iguais ao SMI é de quase 31% do total”.

Tal como se recolhe nas “502 medidas concretas para um Governo obreiro e popular, patriótico e feminista” plasmadas no PTRP [Programa Tático para a Rebeliom Popular], elaborado pola esquerda independentista e socialista galega em 2013, qualquer SMI inferior aos 1.200€ só perpetua a sobre-exploraçom da força de trabalho e a depauperaçom dos setores mais vulneráveis do povo trabalhador.

Perante este cenário, o acordo assinado consolida a pobreza estrutural.

736€ é o valor da maioria das garrafas de vinho que bebem os ricos nas suas ceias, é pouco mais do que oficialmente ganha diariamente o monarca espanhol.

Agora Galiza denúncia esta burla contra a nossa classe e apela para a imprescindível mobilizaçom para respostar a esta nova agressom.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 27 de dezembro de 2017

6D. Contra a constituiçom postfranquista. INDEPENDÊNCIA PARA A GALIZA

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COMUNICADO Nº 76 da Direçom Nacional]

6 D. Contra a constituiçom postfranquista

INDEPENDÊNCIA PARA A GALIZA

O atual regime espanhol é umha maquilhagem da ditadura franquista imposta polo golpe de estado e posterior guerra promovida em 1936 polo bloco de classes oligárquicas.

A atual unidade de mercado que conhecemos como Espanha, é a pedra angular do capitalismo espanhol que nega o exercício de autodeterminaçom dos povos.

Após quatro décadas de relativa “estabilidade” política e institucional, onde a burguesia logrou fabulosas taxas de lucro endurecendo a exploraçom à que submete o povo trabalhador, as mulheres e as naçons oprimidas como a Galiza, a crise estrutural do capitalismo senil tem contribuido para desgastar e debilitar a II restauraçom bourbónica.

Perante este cenário de questionamento das políticas antipopulares promovidas polos governos de turno, o exercício do direito de autodeterminaçom do povo catalám foi contestado da única maneira que Espanha conhece, mediante o uso da repressom e a violência.

A luita independentista voltou a constatar que é o elo fraco da cadeia da dominaçom capitalista no Estado espanhol, mas também que sem direçom operária e orientaçom socialista está condenada a fracassar.

A determinaçom de construir umha República catalana facilitou que os partidos do Ibex 35 [PP, PSOE e C´S], assim como esse difuso espaço que pretende regenerar o discurso socialdemocrata [Podemos, IU, e as forças satelitais a escala nacional], tivessem que abandonar a careta. Todos, sem exceçom, com diversos ritmos e matizaçons, mas ao fim e ao cabo todos, defendem a unidade indivisível de Espanha, construída violando com a força das baionetas os direitos básicos das naçons oprimidas e vulnerando as conquistas dos povos trabalhadores.

O discurso chauvinista espanhol, de caráter supremacista, apoia-se na defesa dumha legalidade ilegítima plasmada na constituiçom do 78, que a maioria do povo galego nom apoiou, pois no referendo realizado há 4 décadas apenas 44% do recenseamento eleitora votou afirmativamente.

Só a independência garante o nosso futuro. A prática totalidade dos problemas e desafios que nos afetam como classe e como povo derivam diretamente da carência de soberania nacional da Galiza.

A opressom, dominaçom e exploraçom à que naçom galega está submetida por Espanha é a causa do nosso atraso e dependência. Sem um Estado galego de caráter operário, sem recuperarmos a independência política como passo imprescindível para atingir a soberania, seguiremos caminhando face o nosso suicídio como povo e naçom.

Para abandonarmos o rol ao que nos condenada o imperialismo país periférico do que extrair matérias primas, energia e mao de obra barata, onde implantar indústrias de enclave altamente contaminantes-, as luitas em defesa dos direitos laborais e sociais, contra a privatizaçom da sanidade e a educaçom, contra a assimilaçom cultural, tenhem inexoravelmente que conveger com a reivindicaçom de umha Pátria livre e soberana.

Agora Galiza manifesta a categórica oposiçom do independentismo socialista e feminista galego à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, à constituiçom do 78 e posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

A recente histórica da Autonomia Galega tem demonstrado que a estratégia de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, é umha via morta.

É umha fraude continuar a defender a viabilidade de reformas da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Simplesmente Espanha é irreformável. Só a luita independentista sob direçom e orientaçom obreira e popular logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

Neste ano que finaliza constatamos que a pequena-burguesia hegemónica nas direçons das forças da “esquerda” institucional [Marea, BNG, Podemos, IU], mais alá de retórica oca, carecem da mínima vontade política para confrontar com este Estado terrorista. Continuam instalados nas políticas conciliadoras e contemporizadoras com a burguesia espanhola e a UE. A presença dos seus líderes nos reacionários e antigalegos prémios Fernández Latorre, ou nos foros oligárquicos, demonstram que som forças esterilizadas para encabeçar a rebeliom popular.

Quando as gadoupas do fascismo eclosionam sem pudor no poder judicial e nos meios de [des]informaçom, nos discursos das forças políticas herdeiras do falangismo [PP e C´s], quando os grupos de extrema-direita e nazis agem com total impunidade nas ruas, é objetivo prioritário do povo trabalhador e empobrecido da Galiza reconstruir as ferramentas revolucionárias de luita e combate.

Para garantir o seu sucesso esta tarefa deve ir acompanhada de batalha ideológica que desmascare tanto farsante para podermos impulsionar umha estratégia de combate popular. Neste 6 de dezembro nada temos que celebrar e sim muito que denunciar e reivindicar.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1 de dezembro de 2017