MANIFESTO INTERNACIONALISTA DE COMPOSTELA

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A crise que arrasta o capitalismo na sua fase senil é de caráter estrutural. Porém, este sistema atualmente hegemónico a escala global nom vai derruir por si só. Só o acionar da classe trabalhadora, das mulheres e dos povos logrará superar umha das piores etapas da história da humanidade.

A involuiçom reacionária e autoritária do Estado espanhol é consequência do retrocesso das luitas, do desarme ideológico da “esquerda” institucional, e antesala do fascismo que emanará das frustraçons do populismo em curso.

A luita organizada, dotada dumha alternativa revolucionária de caráter socialista, é o único caminho para avançar na construçom dumha sociedade com justiça social, liberdades plenas e paz.

Atualmente o capitalismo está agudizando o caos geralizado em amplas zonas planetárias, mediante a brutalidade do militarismo, para assim garantir e aprofundar o saqueio dos recursos naturais, energéticos e a sobre-exploraçom dos povos trabalhadores que permita alargar a sua dominaçom crepuscular.

No 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique e no meio século do assassinato do Che na Bolívia, o imperialismo é um monstro que sementa devastadoras guerras de rapina por toda a parte.

Esta crise estrutural do capitalismo coincide com a específica crise económica, política e institucional do regime postfranquista no Estado espanhol.

Lamentavelmente a deslegitimaçom popular do fraudulento sistema “democrático”, emanado da constituiçom espanhola de 1978, tem sido canalizado polo ilusionismo eleitoral promovido polos populismos socialdemocratas que prometem “transformaçons” e “mudanças” empregando as instituiçons.

Umha “segunda transiçom” que assegure umha recomposiçom controlada e limitada do regime, mediante maquilhagens constitucionais e reformas cosméticas, é simplesmente umha nova fraude.

Só umha estratégia de luita operária, popular e nacional de caráter rupturista, visada para a tomada do poder, poderá assegurar cumprir as reivindicaçons e demandas da maioria social e dos povos.

Com a rua como centro de gravidade, temos que contribuir para criar as condiçons subjetivas para articular umha saída política à crise do regime, frente à via eleitoral que só tem desmovimentado as luitas operárias, das mulheres, da juventude, das naçons oprimidas, gerando expetativas inviáveis de cumprir.

Nom podemos deixar-nos arrastar pola interessada perspetiva de acreditarmos que desbancando o PP das instituiçons se recuperarám os direitos, conquistas e liberdades cercenadas e suprimidas pola organizaçom criminal dirigida por Mariano Rajói.

A prioridade é articular nas nossas respetivas naçons, e concretas formaçons sociais, alternativas rupturistas revolucionárias, de genuíno caráter anticapitalista e socialista.

A linha divisória entre reforma e ruptura no Estado espanhol passa inelutivelmente polo reconhecimento do direito de autodeterminaçom das naçons oprimidas polo imperialismo hispano.

Se a equaçom Independência/Socialismo é o eixo central do programa revolucionário das naçons oprimidas, o respeito escrupuloso polo exercício do direito de autodeterminaçom e ruptura do atual regime, é pedra angular do conjunto das organizaçons revolucionárias. Nem o capitalismo, nem o patriarcado, nem Espanha, nem a UE se podem reformar.

As organizaçons e partidos abaixo assinantes manifestamos o nosso firme compromisso com a ruptura do atual regime espanhol e da Uniom Europeia, mediante a abertura de processos constituíntes.

É imprescindível vertebrar umha Internacional que contribua para coordenar as luitas da classe operária, das mulheres e dos povos a escala mundial. Eis o nosso compromisso, contribuirmos modestamente para avançarmos nessa direçom.

A luita é o único caminho!

Compostela, Galiza, 24 de julho de 2017

Andoni Baserrigorri
BOLTXE [País Basco]

Francisco García Cediel
INICIATIVA COMUNISTA [Madrid]

Rosa Gómez
COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]

Miguel Lopes
PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Carlos Ríos
NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

Anna Gabriel
CUP [Países Catalans]

Carlos Morais
AGORA GALIZA [Galiza]

Entrevista a Carlos Morais publicada polo portal anticapitalista LaHaine contrainfo.

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O membro da Direçom Nacional de Agora Galiza debulha a situaçom sociopolítica galega e os reptos e desafios do independentismo socialista e feminista.

Estamos às portas de um novo 25 de Julho, Dia da Pátria Galega, e estamos em conhecimento da intençom de Agora Galiza, organizaçom revolucionária e independentista galega, de organizar um mitim internacionalista esse dia em Compostela.

Sobre esta e outras questons conversamos com Carlos Morais, da Direçom Nacional de Agora Galiza.

 LH- O primeIro, para que a gente de fora da Galiza saiba quem sodes, que é Agora Galiza? Existe umha continuidade de AGZ com a desaparecida NÓS-UP?

Somos resultado dumha derrota, do traumático e fulgurante processo de implossom ao que se viu submetida a esquerda independentista e socialista galega entre 2014 e 2015.

Frente à grave crise gerada artificialmente no seio de NÓS-UP, que simplesmente perseguia a sua dissoluçom e enterro, um setor minoritário de militantes e simpatizantes contrários a arriar as bandeiras da Revoluçom Galega decidimos o mesmo dia da sua liquidaçom formal, em julho de 2015, fundar Agora Galiza. Com esta decisom tildada naquele momento de precipitada e carente de percorrido algum, logramos evitar a discontinuidade orgánica e sentamos as bases do atual processo de reconfiguraçom.

Embora só temos dous anos de vida nom emergemos da nada, assumimos como próprios, com todos os seus erros e acertos, a rica experiência e açom teórico-prática, a trajetória e o legado de NÓS-UP, da que somos pois a sua continuidade, a sua prolongaçom natural.

Agora Galiza define-se como organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional e sobre estes três eixos radica o projeto de construçom em curso.

 LH- Um pouco como vedes o panorama do independentismo galego de classe, visto desde afora da Galiza como dividido, confrontado …

A corrente marxista do independentismo com a que nos identificamos promoveu todos os processos e iniciativas, sem excepçom, de unidade de açom e orgánica que se ensaiárom no nosso país desde 1999.

Após um prolongado e profundo debate, a inícios da atual década, chegamos à conclusom que nom tinha sentido seguir promovendo processos “unitários” porque nom existiam as condiçons objetivas, como tampouco subjetivas, para o seu desenvolvimento e posterior êxito.

As diferenças políticas e ideológicas entre as forças, organizaçons e grupos que aparentemente nos situamos no mesmo campo, som profundas e reais, nom responden a personalismos como muitas vezes se tentava deliberadamente fazer acreditar.

Se a isto acrescentamos a carência de vontade para chegar a acordos, e sobre todo para cumprí-los por parte de quem convertia o “unitarismo” numha arma política, o resultado é evidente.

Agora Galiza é firme partidária da unidade do povo trabalhador galego sob um programa de luita. Mas consideramos negativos os acordos de superestruturas que só responden às fraquezas coletivas de quem os promovem e portanto som fruto do oportunismo, nom resultado de acordos concretos em base a similares leituras analíticas e de coincidências de intervençom nas luitas.

Tal como levamos fazendo desde a mudança de século, defendemos amplas unidades sob um programa avançado, nom unidades estreitas com programa minimalista. Este segue sendo o nosso gps, a nossa bússola.

O pluralismo político e ideológico que carateriza o povo trabalhador nom deve ser ocultado por espúreos interesses políticos nos que realmente prevalece a vontade de aniquilar o “adversário”. Esta é a nossa experiência das últimas duas décadas, e francamente hoje nom se vislumbram mudanças qualitativas que recomendem centrar energias e recursos em unidades orgánicas.
Sim unidades pontoais de geometria variável a escala setorial, local, comarcal e mesmo de ámbito nacional.

Respeito ao que definides como divisom do independentismo de classe consideramos que nom existe por umha razom muito simples. O único independentismo classista na Galiza é o que se articula em Agora Galiza. O resto de forças e difusos espaços defendem e/ou praticam unidades patrióticas com programas interclassistas dirigidos pola pequena-burguesia, ou tenhem vocaçom de ser um simples apêndice radicalizado do nacionalismo autonomista.

A conciliaçom de classes é um cancro que deve ser erradicado do movimento obreiro porque só serve para amortecer as contradiçons, desviar a atençom dos objetivos, desarmar o povo trabalhador, ocultar a ausência real de querer destruir o capitalismo e o resto das opresons a ele associadas.

LH- E a situaçom socio-política na Galiza….. Como a valorizades?

A nossa pátria leva décadas governada polo setor mais reacionário da burguesia autótone, pola direita neofranquista encistada nas instituiçons autonómicas e numha significativa parte das provinciais e municipais.

Contrariamente à imagem que se quer transmitir da Galiza ao exterior, por essa “esquerda” eleitoral quando é incapaz de vencer o PP nas urnas, o partido de Feijó só é votado por um de cada quatro galegos e galegas. Os dados estatísticos som inquestionáveis!

O PP nom só é essa organizaçom criminal que saqueia as arcas públicas para financiar as suas campanhas eleitorais, umha banda de delinquentes cujos dirigentes se enriquecem a custa do povo trabalhador. A sua sucursal galega é umha franquícia cuja única funcionalidade é aplicar as diretrizes políticas de Madrid e Bruxelas que procuram a destruçom definitiva da Galiza, a nossa asimilaçom como povo e naçom.

O PP, assim como o PSOE, som os responsáveis diretos de implementar o rol que o imperialismo nos tem asignado na divisom internacional do trabalho. País produtor de matérias primas, território onde instalar indústrias de enclave altamente contaminantes, de onde extrair mao de obra barata. De forma acelerada caminhamos a converter-nos num imenso eucalital para alimentar a indústria de celuloses, submetido a pavororos incêndios florestais, numha pilha para iluminar Espanha, cumhas taxas de contaminaçom superior à média dos países mais industrializados da Europa, num parque temático para um modelo de turismo agressivo.

A meados da década dos oitenta do passado século, a incorporaçom forçada da Galiza à atual UE polo governo do PSOE, provocou a destruçom dos nossos setores produtivos estratégicos. Esta decisom é causa da crítica situaçom que padecemos, dos atuais níveis de desemprego, precaridade laboral, emigraçom, dos índices de sinistralidade no trabalho, pobreza, mais elevados do Estado espanhol e da própria UE.

A sobre-exploraçom combinada do capitalismo e a dependência nacional é a causa de que classe trabalhadora galega tenha jornadas laborais com mais horas por menor salário e as pensons mais baixas do Estado.

O PP é o responsável direto de que a nossa continuidade como povo nom esteja assegurada. A hecatombe demográfica, um autêntico galicidio, tem convertido o país dos mil rios e os cinco mil castros num imenso geriátrico, com centenares de aldeias abandonadas, do que emigram anualmente mais de 15 mil jóvens procurando um futuro, um país no que semana a semana perde populaçom.

Respeito à sucursal galega do PSOE, está mui debilitada pola permanente crise interna derivada dos confrontos entre as fraçons do aparelho polo seu controlo. Segue sendo um partido sem projeto autónomo, sem iniciativa, sem liderato definido, submetido aos vaivens de Madrid e aos delírios populistas.

 LH- E a esquerda?

Dous espaços políticos pugnam pola hegemonia eleitoral no campo da “esquerda” institucional.

O BNG aparenta viver umha estabilidade interna após um longo processo de turbulências e crises concatenadas que provocou umha hemorragia de cisons e a perda das duas terceiras partes do teito eleitoral atingido a finais dos anos noventa. O seu posterior lavado de cara nom foi acompanhado pola consolidaçom da “viragem soberanista” da que fazia gala. Continua instalado na defesa do direito de autodeterminaçom, mas cumha prática autonomista com ligeiro verniz soberanista.

A sua mais destacada cisom do último quinquênio, protagonizada polos seguidores de Beiras, optou pola renúncia ao princípio de auto-organizaçom. Esta mutaçom facilitou primeiro umha exitosa aliança eleitoral com IU, posteriormente alargada a Podemos e outros grupos menores, que possibilitou converter-se na segunda força institucional no parlamento autonómico e gerir as alcaldias de três das mais importantes cidades.

Paradoxalmente esta musculatura eleitoral constrasta com a sua inconsistência orgánica. Marea padece umha grave crise interna, umha prolongada e laberíntica guerra intestina polo seu liderato, que impossibilita a sua consolidaçom e a optimizaçom dos seus destacados espaços de gestom e presença institucional.

Pola sua parte o movimento popular que mantinha umha dinámica iniciativa, desenvolvendo múltiplas luitas de resistência contra as políticas ultraliberais do PP, contra as agressons do Capital e de Espanha, atualmente se acha numha fase de refluxo. O ilusionismo eleitoral converteu-se numha metástase que o paralisou, burocratizou e desmobilizou progressivamente.

Assim se interpreta que o ano 2016 foi o de menos greves e conflitos laborais das últimas décadas.

O fetichismo das urnas e a falaz crença de poder atingir mudanças estruturais articulando umha maioria eleitoral ao PP, que propugnam as direçons pequeno-burguesas, tem calado com muita intensidade entre os setores mais avançados e comprometidos do povo trabalhador. O tumor eleitoralista tem desarmado a classe obreira e basicamente a juventude com inquedanças de compromisso político e social, gerando umha magmática atmósfera de combinaçom de promiscuidade amórfica com cleticismo inócuo que a fagocita e fascina para postulados inofensivos disfarçados de radicalismo estético e retórico.

As consequências destas dinámicas som evidentes, a crise estrutural do capitalismo senil e as suas especificidades no Estado espanhol, nom tenhem sido aproveitadas polas forças populares para acumular forças ruturistas. Todo o contrário, a crise capitalista debilitou as forças revolucionárias.

LH- A que te referes?

O regime emanado do lifting franquista, perante o incremento das luitas e a sua radicalizaçom nos primeiros anos da atual década, optou por aplicar um conjunto de medidas arriscadas, mas muito audazes, que se demonstrárom altamente eficazes para desmovimentar e cooptar à lógica institucional boa parte dos dirigentes populares.

Facilitando a abertura de válvulas de escape lográrom rebaixar a tensom, evitando que a indignaçom popular transitasse a formas mais avançadas de rebeliom popular. Assim entendemos a criaçom do 15M primeiro e posteriormente de Podemos.

Desta forma a casta cleptocrática, tutelada polo Ibex 35 e as elites da UE, evitárom que a crise económica poidesse evoluir num questionamento global do fraudulento modelo político e institucional imposto na Transiçom franquista.

Perante este panorama tam desalentador fai-se cada dia mais urgente e necessário reorganizar o campo da esquerda revolucionária galega.

A dependência nacional que padecemos como povo, e portanto a açom teórico-prática do princípio de auto-organizaçom, e a combinaçom ativa e permanente da reivindicaçom de independência e soberania nacional com mudança social, é a linha divisória entre as forças políticas e sociais revolucionárias e reformistas.

 LH- Após dous anos de pouca actividade, considerades com este Dia da Pátria dar um salto qualitativo na vossa organizaçom?

Seria absurdo ocultar a situaçom de extrema debilidade na que nos encontramos como consequência direta da detonaçom padecida há um par de anos. Mas após interiorizar e digerir lentamente esta crise, após passar a inicial e natural etapa de luto e posteriormente a de alívio, atualmente as nossas condiçons subjetivas som bem distintas.

Embora seguimos instalados na indigência organizativa, graças à perserveráncia logramos metabolizar o nosso recente passado, dotando-nos progressivamente de vontade para abrir umha nova etapa.

Até agora temos centrado basicamente as nossas energias e recursos em consolidar o núcleo militante que com enorme valor e coragem mantivo alçadas as banderas vermelha, lilas e azul, branca e rubra da Revoluçom Galega, frente às pressons ativas e passivas do derrotismo e oportunismo dos nossos antigos camaradas e companheiras de trincheira.

Estivemos dedicados à batalha ideológica, a demarcar com claridom o que somos e fundamentalmente o que pretendemos construir e ser. Temos estado mui volcados em deslindar política e ideologicamente o que deve ser a esquerda revolucionária galega para o século XXI, de toda forma de deturpaçom do marxismo por essas organizaçons que se declaram de “esquerda”. Ainda nos fica muito caminho para licuar tantas inércias, para depurar muitas ideias força, para encontrar o antídoto que nos vacine do desencanto e as tendências oportunistas, essas piruetas políticas de quem pretende “avançar” renunciando a os princípios. Porque nesta luita nom existem atalhos, há que fazer integramente todas as fases do caminho.

Passar de ser um grupo militante mais virtual que real é o nosso desafio imediato. Ganhar a suficiente referencialidade para começar a acumular forças organizadas sob o nosso programa para a rutura, sempre encaminhado à tomada do poder para edificar umha sociedade socialista de mulheres e homens emancipados.

Seguimos sendo um coletivo militante excessivamente vulnerável, com enormes carências em todos os ámbitos, mas temos a firme decisom de superar a situaçom presente, de intervir, de apreender com a nossa classe e o nosso povo nas luitas, de evitar cometer os erros do passado, de corrigir as nossas deficiências congénitas.

Como nunca fuimos, como nom somos, nem seremos, apêncide nem satélite de ninguem, nem tampouco cópia, consideramos que era necessário dar um salto qualitativo como bem apontades e convocar o Dia da Pátria. Convocar umha mobilizaçom com um projeto de perfil bem definido do que somos.

Previamente, o 1º de Maio ensayamos con certo êxito a necessidade de intervir coletivamente nas mobilizaçons populares. O tempo e os resultados confimarám se estamos no caminho correto.

 LH- Em que vai consistir basicamente o que tendes programado para o Dia da Pátria?

Numha das mais emblemáticas praças da Compostela reivindicativa convocamos umha concentraçom e ato político às 12 da manhá do 25 de Julho.

Como somos umha força genuinamente patriótica de libertaçom nacional, mas também internacionalista, optamos por dar voz às seis forças de outros territórios da Península Ibérica que nos acompanham.

Posteriormente realizaremos um jantar de confraternizaçom num parque próximo.

O dia anterior teremos umha reuniom com as organizaçons amigas convidadas de Andaluzia, Castela, Catalunha, País Basco, Madrid e Portugal para intercambiar análises e aprofundizar em iniciativas conjuntas.

LH- Um pouco tendes chamado a organismos e coletivos de marcado cariz e perfil comunista …

Nom exatamente. Mantemos praticamente intatas as relaçons internacionais que já tinhamos como NÓS-UP. Temos alargado outras e simultaneamente reativado vínculos com forças independentistas e partidos revolucionários com as que até o momento mantinhamos um perfil mais baixo.

A nossa firmeza ideológica como organizaçom independentista, socialista e feminista galega permite coincidir mais com aquelas forças marxistas comprometidas com a defesa intransigente do direito de autodeterminaçom frente aos independentismos socialdemocratas e etnicistas.

Agora Galiza sem ser um partido comunista, mas sim umha força marxista de libertaçom nacional, inspira-se nos exemplos e as achegas da Revoluçom Bolchevique dirigida por Lenine e na experiência do Che.
Ambos som insumos imprescindíveis que sempre nos acompanham na nossa mochila de combate.

 LH- Para finalizar… após do Dia da Pátria, o dia 26, 27, os próximos meses … Como os abordades?

A operaçom liquidacionista que provocou a voadura do movimento de libertaçom nacional galego há dous anos tem responsabilidades diretas na atual ausência dumha alternativa de luita com projeçom de massas, provocando um retrocesso de décadas na acumulaçom de forças atingida entre 2001 e 2014. Superar esta adversa situaçom é um repto que lograremos alcançar se conseguimos acertar polIticamente formando umha nova geraçom militante entregada à causa da Revoluçom Galega.

Para lograr estes objetivos é imprescindível aprofundar na batalha ideológica e confrontar sobre o terreno com os diversos reformismos, demonstrando a superioridade das propostas e alternativas do campo revolucionário.

Porque frente ao possibilismo e pragmatismo imperante, incapaz de aplicar as suas promessas eleitorais, nom pretendemos vertebrar umha maioria aritmética eleitoral que dispute ao PP o governo autonómico, tampouco articular umha aliança com o social-liberalismo e as forças pequeno-burguesas autonomistas e espanholistas que competem polo espaço à “esquerda” do PSOE, para que as suas elites desloquem a máfia do partido de Feijó das instituiçons burguesas.

O nosso objetivo nom é maquilhar nem regenerar o capitalismo, tampouco buscar um encaixe da Galiza na Espanha, nem alargar umha legislaçom aparentemente igualitária que nom questiona as bases do patriarcado das que emana a dominaçom que sofre a maioria do povo trabalhador, as mulheres.

Nom queremos reformar a constituiçom espanhola, nem submeter à monarquia imposta por Franco ao “controlo democrático”, tampouco que oligarcas como Amáncio Ortega maquilhem a evasom de impostos e as draconianas condiçons de exploraçom infantil com esmolas à sanidade pública.

Nom queremos enganar ninguém, nom temos vocaçom de ser umha força para remendar nada. Queremos transformar este presente conquistando o futuro.

Concebemos a rebeliom popular como umha ferramenta que possui o povo trabalhador e empobrecido na sua estrategia para gerar as condiçons subjetivas que permitam desputar a hegemonia a quem atualmente nos explora, oprime e repreme.

Numha naçom que sofre a opressom nacional por parte dumha metrópole instalada em Madrid, qualquer processo de transformaçom social está indisoluvelmente vinculado com a recuperaçom da independência e a soberania nacional conculcada polo Estado imperialista espanhol.

A equaçom independência/socialismo é o eixo do programa da Revoluçom Galega cujos três objetivos som libertar a pátria da opressom nacional de Espanha, da Uniom Europeia e os Estados Unidos, sentar as bases da edificaçom do socialismo, e emancipar às mulheres do patriarcado.

Sem socialismo nom é viável a soberania nacional.
Sem independência e mecanismos reais de decisom nom é posível edificar o socialismo.

Desenvolver e aperfeiçoar o programa para a Rebeliom Popular elaborado pola esquerda independentista antes da sua crise, é um dos desafios que temos que ir progressivamente implementando. A nossa alternativa ao atual caos do capitalismo e a destruçom das bases materiais e imateriais da Naçom Galega é articular forças rebeldes para tomar o poder e instaurar um governo obreiro e popular, patriótico e feminista.

Sabemos que esta tarefa de reconstruir ideologicamente a esquerda revolucionária é um objetivo muito ambicioso, para o que nom estamos preparados nem temos as condiçons. Restaurar os fundamentos do anticapitalismo é umha tarefa a escala internacional.

 LH- Nom queremos finalizar estas perguntas sem pedir-vos umha pequena valorizaçom da situaçom mundial, prebélica quase se pode dizer …

O capitalismo na sua fase senil está sementando o caos em amplas regions planetárias para apropriar-se das riquezas minerais e energéticas que lhe permitam atrasar o inevitável desenlace da sua crise sistémica.

Simultaneamente a pugna interimperialista entre os Estados Unidos e as potências que pretendem substituí-lo na hegemonia da economia mundo, alimenta o militarismo e as guerras de destruçom maciça em amplas áreas.

Estas breves pinceladas estariam incompletas sem mencionar que o movimiento popular, as organizaçons revolucionárias de caráter operário, de libertaçom nacional, as forças guerrilheiras e os partidos comunistas em armas, a nível global, vivemos um profundo processo de refluxo, umha crise de identidade sem precedentes.

A involuçom ideológica que potencia a ofensiva burguesa é responsável da domesticaçom e capitulaçom de luitas referenciais, contribuindo assim para reforçar a dominaçom do capitalismo na sua fase imperialista.

A falta de iniciativas salientáveis para comemorar o centenário da Revoluçom Bolchevique e a gesta guevarista, é expressom deste clima tam desfavorável para a causa da classe trabalhadora, os povos e as mulheres.

Perante esta situaçom nom somos neutrais, apoiamos a luita da Síria, do Iemem, do Iraque, do Afeganistám, para evitar ser destruídos polo imperialismo tal como fijo na Líbia. Apoiamos a causa palestiniana e catalana, a luita do povo trabalhador venezuelano para afiançar a sua segunda e definitiva independência, a insurgência colombiana, o conjunto das luitas dos povos contra toda forma de dominaçom e dependência.

Pois nada, graças por atender-nos e oxalá seja exitosa a jornada do Dia da Pátria.

Comunicado nº 64: Rebeliom contra a conculcaçom da liberdade de expressom em Compostela.

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Rebeliom contra a conculcaçom da liberdade de expressom em Compostela

Resulta inadmisível que o governo municipal da capital da Pátria reative umha ordenança municipal de indiscutível caráter represssivo que conculca o direito fundamental à liberdade de expressom.

Resulta inadmisível que, nas jornadas prévias ao Dia da Pátria, o alcaide de Compostela, Martinho Noriega, emita um bando municipal ameaçando com sançons económicas que oscilam entre os 1.501 e os 3.000€ à vizinhança que divulgue no coraçom da cidade [“a zona velha”] propaganda anunciando as jornadas patrióticas do 25 de Julho.

Embora a legislaçom vigorante é da etapa dos bipartidos do PSOE-BNG, é inadmisível que o governo de Compostela Aberta, que define à nossa capital como “cidade rebelde”, amague por implementar a política de ameaças e intimidaçons praticada por Conde Roa e o seu governo de delinquentes e fascistas.

Solicitamos a Martinho Noriega que reconsidere esta decisom antidemocrática, contrária aos valores que afirma defender, anulando este bando, evitando assim um artificial conflito com quem realmente amamos e defendemos o património da cidade histórica.

Lembramos ao governo de Compostela aberta que há umhas semanas podia ter evitado a agressom ao noso património histórico no edifício da Algália de Cima após o despejo do centro social Escárnio e Madizer, mas optou por deixar fazer.

Agora Galiza considera que dous anos de legislatura som mais que suficientes para ter derrogado esta ordenança que atenta contra os direios democráticos mais básicos, umha autêntica lei mordaça de ámbito municipal.

Agora Galiza, tal como a esquerda independentista e socialista galega tem historicamente feito perante as políticas repressivas dos governos de Bugalho e os bipartidos com o BNG, nom vai acatar nem submeter-se a esta vulneraçom de direitos democráticos.

Como o exercício de liberdade de expressom é um princípio indiscutível, apelamos a desobedecer o bando do governo municipal de Compostela Aberta, porque é legítimo o direito à rebeliom frente a decisons injustas.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 13 de julho de 2017

HOJE É O NOSSO SEGUNDO ANIVERSÁRIO!

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HOJE É O NOSSO SEGUNDO ANIVERSÁRIO!

Há exatamente dous anos, um grupo de militantes e simpatizantes de NÓS-UP contrários a sua dissoluçom, decidimos continuar com o projeto sócio-político do independentismo socialista e feminista galego.
Decidimos chamar-nos Agora Galiza.
A intençom era evitar a discontinuidade orgánica e reconfiguar o projeto revolucionário galego dumha ótica classista, feminista e patriótica.
Nestes dous anos logramos evitar que as bandeiras vermelha, lilás, e azul, branca com estrela rubra, da Revoluçom Socialista Galega fosse definitivamente arriada.
Constatamos que o processo de reconstruçom da esquerda independentista é um processo laborioso, lento, complexo e difícil, mas com persistência e decisom demonstramos que sim é possível, assim como cada dia mais neccessário.
A convocatória deste Dia da Pátria é expoente desta firme vontade de avançarmos na reconstruçom da ferramenta organizativa que contribua às luitas do povo trabalhador galego visada à rutura com o Capital, Espanha e o patriarcado.
Hoje, 4 de julho de 2017, Agora Galiza está pois de aniversário!
Somos ainda um projeto mui modesto, mas cumha longa trajetória de luita, com um sólido legado político e ideológico, mas basicamente cumha tenaz decisom de avançar abrindo caminho.
Necessitamos mulheres e homens que com generosidade contribuam com os seu talento, inteligência e energia a acelerar este processo de reconstruçom do socialismo independentista.
As nossas portas estám abertas de par em par a quem queira luitar!

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!
A luita é o único caminho!

COMUNICADO Nº 63: 25 de Julho, Dia da Pátria REBELIOM POPULAR. Independência e Pátria Socialista.

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25 de Julho, Dia da Pátria 
REBELIOM POPULAR
Independência e Pátria Socialista

Espanha é um Estado autoritário em deriva fascistizante. O capitalismo um sistema socioeconómico injusto que gera exploraçom, desigualdade e miséria. O patriarcado um sistema que perpetua a discriminaçom, dominaçom e opressom da maioria social, as mulheres.

Este quadro tam adverso só pode ser transformado mediante um processo revolucionário de orientaçom socialista dirigido pola classe trabalhadora. Sem a auto-organizaçom e a mobilizaçom permanente do povo trabalhador nom será viável a necessária ruptura.

Nem Espanha, nem o capitalismo, nem o patriarcado som reformáveis. Estes som os inimigos reais da nossa classe, da nossa naçom e das mulheres.

A alternativa populista à multicrise do regime espanhol postfranquista, que se agudiza de forma paralela à crise estrutural do capitalismo, só conduz à derrota porque as suas deficiências congénitas tendem à conciliaçom e o pacto e porque nom questiona o paradigma centralista do chauvinismo espanhol.

O aparente sucesso da via eleitoral tem anestesiado o movimento popular, tem desmobilizado à classe trabalhadora, tem constringido a luita de libertaçom nacional da Galiza, tem abduzido e esterilizado a capacidade combativa de importantes segmentos populares.

A alternativa ao regime bourbónico emanado do lifting franquista, nom emergerá de moçons de censura nem de maiorias aritméticas eleitorais. A rua é o espaço onde se forjará e reconfigurará a alternativa operária e popular frente este presente de miséria carente de um futuro melhor.

A crise capitalista nom só provocou a perda de direitos laborais, corte de liberdades, a assimilaçom e agudizaçom da opressom nacional, reforçamento do machismo e do patriarcado; a crise capitalista também provocou a implosom das forças revolucionárias galegas. E sem estas ferramentas nom é possível transitar da indignaçom à revolta, da luita espontánea ao combate organizado. Eis polo que a dia de hoje é tarefa prioritária reconstruí-las.

Frente às inofensivas caldeiradas supeditadas à metrópole disfarçadadas de unidades populares, frente ao nacionalismo autonomista de fino verniz soberanista, frente ao independentismo sucursalista, Agora Galiza tem a firme determinaçom de seguir reconstruindo passo a passo a esquerda independentista, socialista e feminista galega. Nom claudicamos, nom repregamos nem arriamos as bandeiras.

Consideramos essencial dotar à classe trabalhadora, à Pátria e às mulheres dumha força política e social para luitar. Para combatermos eficazmente contra o sistema e o regime, nom só contra umha das suas expressons, o PP. Fazemo-lo afastados do fetichismo da alternáncia eleitoral, da política espetáculo, da charlatanaria caudilhista, do quadro autonómico, das instituiçons burgueses.

40 anos de “democracia burguesa espanhola” constatam a necessidade de dinamitar os alicerces do sistema e do regime, e a impossibilidade de regenerá-lo.

Fazemo-lo sem solicitarmos autorizaçom a ninguém, afastados das inércias e as comodidades, armad@s de audácia e ambiçom revolucionária, legitimad@s pola nossa indiscutível trajetória de combate, avalados por décadas ao serviço do povo trabalhador galego. Eis polo que apelamos a quem queira contribuir com o seu talento e força de vontade, com o seu suor e energia, a reforçar as nossas fileiras, que tem as portas abertas. Nada prometemos nem nada damos em troca, salvo fé na vitória popular e na Revoluçom Socialista, e a satisfaçom do dever cumprido.

O direito à rebeliom deve ser o eixo e a guia da prática do movimento de libertaçom nacional galego e a equaçom Independência/Socialismo a centralidade tática e estratégica do nosso horizonte, seguindo os exemplos da Revoluçom Bolchevique e do Che Guevara.

Neste Dia da Pátria manifestamos o nosso compromisso para libertar à Galiza da opressom nacional que padece por Espanha e a UE, tarefa inexoravelmente ligada à superaçom do capitalismo, mediante a construçom dumha sociedade socialista.

A luita é o único caminho!
Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Solidariedade Internacionalista: LIBERDADE E AMNISTIA PARA @S PRISIONEIR@S POLÍTIC@S COLOMBIAN@S.

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[Solidariedade Internacionalista]

LIBERDADE E AMNISTIA PARA @S PRISIONEIR@S POLÍTIC@S COLOMBIAN@S

O flagrante incumprimento da libertaçom do conjunto das presas e presos políticos, tal como está acordado nos acordos de Havana, constata as enormes limitaçons do “processo de paz” em curso e a natureza terrorista do Estado colombiano.
Perante esta situaçom, o dia 26 de junho, 1.775 prisioneiros e prisioneiras políticas dos 2.577 encarcerados em 19 centros penitenciários, iniciárom umha greve para exigir a sua imediata liberdade.
A dia de hoje já som mais de 1.446 o número que decidírom aderir à greve de fame para exigir a sua amnistia.
Destacar que já som 45 o número de revolucionários que decidírom suturar a sua boca como medida de pressom.
Saudamos a greve de fame de apoio iniciada polo comandante Jesús Santrich, destacado membro do Estado Maior Central das FARC-EP que formou parte da delegaçom que negociou com o Estado colombiano em Havana.
Agora Galiza -organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional-, manifesta a solidariedade com o conjunto das revolucionárias e revolucionários colombianos encadeados para os que reclama a sua imediata liberdade.

Camaradas, forte abraço da Galiza rebelde e combativa!
A luita é o único caminho!

DIA DA PÁTRIA 2017. A esquerda independentista galega recupera a iniciativa no Dia da Pátria.

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DIA DA PÁTRIA 2017

A esquerda independentista galega recupera a iniciativa no Dia da Pátria.

Agora Galiza organiza o 25 de Julho umha concentraçom e ato político sob a legenda REBELIOM POPULAR. Independência e Pátria Socialista.


A iniciativa que se desenvolverá às 12 horas na praça 8 de Março de Compostela, vai precedida dumha intensa campanha de agitaçom e propaganda que se inícia hoje mesmo, concebida como ponto de partida para impulsionar o projeto revolucionário do socialismo independentista.


Nos vindouros dias iremos informando do formato concreto do ato polítco que contará com a presença de seis organizaçons e partidos independentistas e revolucionários que nos acompanharám presencialmente na emblemática praça da capital da Galiza.

Comunicado nº 62.: 27 de junho, 86 aniversário da República Galega. A POLA SEGUNDA!

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27 de junho, 86 aniversário da República Galega

A POLA SEGUNDA!

Há agora 86 anos umha greve geral de orientaçom revolucionária promovida polo proletariado galego, proclama em Compostela a 1ª República Galega. Uns dia antes na Póvoa de Seabra e em Ourense também se tinha produzido um movimento similar.

A paralisaçom das obras do caminho de ferro Corunha-Compostela-Ourense-Samora, polo recem estreado governo da II República espanhola, estava na origem da indignaçom popular que percorria a Galiza.

Porém, foi na capital galega na tarde do 27 de junho de 1931, paralisada por umha greve, quando umha multidom que tinha realizado um grande comício na Alameda ocupou a praça do Obradoiro e as instalaçons municipais do paço de Rajói para nomear Alonso Rios como presidente da Junta Revolucionária da República Galega.

Este facto ocultado pola historiografia oficial e praticamente desconhecido até nom há muitos anos polo nosso povo possui umha indiscutível releváncia histórica.

Embora a proclamaçom da nossa independência nacional foi efémera pola hábil decisom do governo republicano espanhol de reinicar as obras do ferrocarril, desativando assim o desenvolvimento do movimento insurrecional, trascende ser umha simples declaraçom simbólica.

A recuperaçom da nossa independência e soberania nacional é o cerne da luita de classes na Galiza. Sem recuperarmos a soberania conculcada por Espanha e a UE nom há a mais mínima possibilidade de implementar um programa de reformas visadas para melhorar as condiçons de vida, recuperar e alargar os direitos sociais e as liberdades do conjunto do povo trabalhador.

Simplesmente é impossível iniciar a edificaçom dumha sociedade socialista sem conquistarmos a independência nacional da Galiza.

Carece de percorrido algum toda aquela estratégia que, reivindicando mudanças e transformaçons sociais, nom se incardina na defesa intransigente dumha Pátria soberana. Sem proclamarmos a 2ª República Galega nom podemos construir um País com justiça social.

A defesa do direito de autodeterminaçom, sem condiçons nem restriçons, é o eixo de qualquer programa que se reivindique de esquerda.

A independência nacional da Galiza, e do resto das naçons oprimidas polo Estado imperialista espanhol, é a melhor contribuiçom das naçons e povos trabalhadores como o galego para o debilitamento do bloco de classes oligárquico, e portanto para o processo histórico que favorece também a conquista do poder polo proletariado espanhol.

Negar este direito básico desde postulados aparentemente “progressistas” é umha caraterística histórica das forças da denominada esquerda espanhola, hipotecadas para qualquer processo de ruptura com o regime postfranquista até se libertarem do seu chauvinismo, do seu compromisso com o paradigma burguês da indivisibilidade do mercado denominado Espanha.

Espanha naçom de naçons”, “Estado plurinacional”, “Federalismo” e similares formulaçons que atualmente defendem Podemos, IU e o PSOE, som simples enganos para neutralizar com promessas de reformas da Constituiçom de 1978 a vontade do povo catalám de decidir livremente o seu destino.

Com outra retórica e outras formas coincidem com o PP e o neofalangismo laranja de C´s na perpetuaçom da opressom nacional da Galiza, na negaçom dos nossos direitos como povo.

Frente a este cenário nom cabem meias tintas. Ou se está por manter o status quo imposto há quarenta anos nos pactos da Transiçom de converter a Naçom galega numha simples “Comunidade Autónoma” sem competências nem soberania real, ou se aposta sem complexos nem timoratismos na defesa da independência nacional.

O BNG por muito lifting que se faga continua instalado no autonomismo radical de verniz soberanista, que renúncia à conquista do Estado Galego, e portanto esterilizado para articular um movimento popular visado para a libertaçom nacional. Nom se trata de termos “voz própria” em Madrid para condicionar o governo espanhol e facilitar o encaixe da Galiza em Espanha, e sim de dotar-nos dumha institucionalidade plenamente soberana.

O “soberanismo” de Anova é similar ao do BNG, hipotecado pola sua aliança com o espanholismo e a renúncia ao princípio da auto-organizaçom caraterístico dumha política patriótica e de esquerda.

Neste 86 aniversário da proclamaçom da 1ª República Galega, Agora Galiza manifesta que só umha República Galega de caráter socialista pode abrir o caminho a umha nova Galiza com justiça social, liberdades e plenos direitos. A pola Segunda!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 24 de junho de 2017

Comunicado nº 61. Solidariedade com o centro social Escárnio e Maldizer. Fora a UIP de Compostela!

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Solidariedade com o centro social Escárnio e Maldizer

Fora a UIP de Compostela!

Na zona velha de Compostela há centenares de casas vazias, muitas delas em estado ruinoso. Utilizar prédios abandonados para converté-los em espaços abertos para atividades diversas, visadas para divulgar cultura e lezer sem subsídios nem ajudas institucionais, nom só é legítimo, é umha iniciativa positiva de auto-organizaçom popular que contribui para articular o tecido social e a frear um modelo de cidade que pretende converter as nossas ruas e praças num gigantesco parque temático para o turismo.

Mas o Capital nom permite o questionamento da propriedade privada, epicentro de um modelo socio-económico construído sobre a lógica da exploraçom e a desigualdade, fonte permanente de injustiças.

Embora Agora Galiza é mui crítica com a gestom do atual governo municipal e a morna oposiçom de Compostela Aberta a Santiago Villanueva -o chefe das forças policiais espanholas na Galiza-, na clausura e metodologia empregue no despejo do centro social Escárnio e Maldizer, também somos conscientes que as forças mais obscurantistas, os poderes mais reacionários da capital da Galiza, com apoio da Delegaçom do Governo espanhol, estám conjurados para desgastar o alcaide Martinho Noriega.

A campanha sistemática de injúrias e calúnias da imprensa canalha contra o coletivo que geria o espaço ocupado na rua da Algália de Baixo, som paradigma de até onde está disposto a chegar o PP e os meios de [des]informaçom que subsídia para recuperar o governo da cidade.

Com a clausura do CS Escárnio e Maldizer sem prévia comunicaçom ao Concelho, os poderes fáticos pretendem basicamente deslegitimar a autoridade do alcaide. Procuram criar umha artificial atmósfera de caos mediante o emprego da brutalidade e ocupaçom policial da cidade polas unidades de élite, especializadas na intimidaçom, repressom e violaçom dos mais elementares direitos individuais e coletivos à expressom e manifestaçom.

Assim o povo trabalhador compostelano levamos mais de dez dias padecendo umha campanha de mentiras por parte do PP e dos mal chamados meios de “comunicaçom” ao seu serviço. Sim, Agustín Hernández e o seu pitbull Alejandro Sánchez Brunete, em perfeita sincronizaçom com “El Correo Gallego” e “La Voz de Galicia”, manipulam a realidade do que aconteceu dia 30 de maio na Algália, intoxicam sobre os legítimos protestos e criminaliza quem defendemos umha Compostela viva, dinámica, auto-organizada, ao serviço da vizinhança.

É hora de chamar as cousas polo seu nome, sem eufemismos nem maquilhagens! Demetrio Peláez, Xurxo Melchor, Carlos Luis Rodriguez, Roberto Blanco Valdés, só por citar alguns nomes, nom som jornalistas!, som simples sinistros mercenários ao serviço do seu amo, especialistas em especular e deformar a realidade.

Nom esqueçamos que umha das peças essenciais do atual regime é o monopólio da [des]informaçom mediante umha ditadura mediática que exclui o pluralismo político e ideológico, que difama e combate sem trégua a luita operária, nacional e popular. A realidade da imprensa “galega” som empresas quebradas, que como “El Correo Gallego” endivida meses e meses de salários ao seu quadro de pessoal, com dívidas milionárias com bancos e proveedores, que simplesmente só continua aberto graças as “ajudas” institucionais do governo autonómico do PP.

Sem a injeçom de milhons de euros da Junta de Galiza ou da Deputaçom de Ourense possivelmente “La Voz de Galicia” ou a “La Región” também estariam fechados.

Alarmismo, exageraçom e burdas mentiras, definem os seus relatos, sempre do lado dos poderosos, dos que nos condenam ao desemprego, a salários e pensons de miséria, à precariedade laboral, a cortes e deterioramento da educaçom e a sanidade, à emigraçom.

Nengum destes meios informa que a imobiliária “La Rosaleda”, quem comprou a casa da Algália, é  umha construtora fraudulenta e especuladora, que adivida salários aos seus trabalhadores e milhares de euros a fornecedores.

Estes som os falsos paladins da liberdade de expressom. Os que convertem o que deviam ser jornais informativos em simples boletins policiais, em panfletos elaborados nos mais profundos sumidouros do regime postfranquista.

Quem sementa as ruas da cidade de violência, quem aterroriza à vizinhança, que impom a lei da impunidade e brutalidade policial, é a Delegaçom do Governo mediante a ocupaçom das ruas pola UIP.

Perante este cenário nom podemos ser neutrais. O governo municipal de Compostela nom estivo à altura da circunstáncias, deveria ter paralisado in situ o ilegal tapiado de portas e janelas do prédio ocupado. Martinho Noriega e os seus concelheir@s acompanhados pola polícia Municipal deveriam ter paralisado este atentado contra o património da cidade, pois nom conta com as autorizaçons administrativas pertinentes.


A indecisom e o timoratismo só reforça as forças reacionárias
. Condenar o legítimo direito ao exercício da autodefesa frente a violência policial, só contribui para legitimar a repressom policial. Compostela Aberta, mas também o BNG, som incapaces de superar as limitaçons genéticas da sua natureza pacifista pequeno-burguesa.

Os seus posicionamentos respeito à repressom policial contra as manifestaçons de apoio ao CS Escárnio e Maldizer fraco favor lhe fam à luita popular.

Só contribuem para reforçar as posiçons intoxicadoras e criminalizadoras do PP, do PSOE e da imprensa canalha, situadas na extrema-direita!

O PP, que mais que umha força política é umha organizaçom criminal, e as suas comparsas mal chamadas meios de [des]informaçom, pretendem aproveitar esta conjuntura para esmagar o direito ao protesto e à rebeliom, para impor o seu modelo social de falsa ordem inspirada no franquismo, para injetar medo na vizinhança, para disciplinar o movimento social. Mas por muito que se ensanhem connosco nom o lograrám!

Ilegalizaçom do PP!

A luita é o único caminho!

Rebeliom popular!

Direçom Nacional de Agora Galiza


Na Pátria, 8 de junho de 2017

Comunicado nº 60: Ence-Elnosa fora da ria de Ponte Vedra e da Galiza!

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Ence-Elnosa fora da ria de Ponte Vedra e da Galiza!

O complexo de Ence-Elnosa é o melhor paradigma do rol que a Galiza tem asignado polo imperialismo na divisom internacional do trabalho.

Para a UE e para Espanha a nosso país simplesmente é umha “regiom” onde instalar indústrias de enclave, portanto mui contaminantes e com o ciclo produtivo incompleto.

Assim a Galiza, ano após ano, caminha a converter-se num enorme eucaliptal para alimentar os dous monstros instalados no nosso território nacional: na ria de Ponte Vedra e em Návia, na comarca nororiental do Návia-Eu.

A fábrica do Louriçam foi imposta manu militari em 1956 frente à oposiçom popular quando o franquista Filgueira Valverde era presidente da Cámara de Ponte Vedra.

Ence leva pois mais de seis décadas provocando a destruiçom da ria, ameaçando a saúde e a segurança da populaçom de Marim e Ponte Vedra, gerando um impacto ambiental letal para a biodiversidade do que foi um paraíso natural, impossibilitando o desenvolvimento económico da comarca.

O complexo privatizado a início da década de 90 está atualmente em maos da oligarquia espanhola vinculada com o PP, facto que lhe permite incumprir boa parte das normativas medioambientais, lograr constantes prórrogas para a sua permanência na ria mediante a concesom de autorizaçons ambientais ilegais feitas à medida desta empresas poluente.

Perante este cenário segue sendo imprescindível a resistência e a luita popular para erradicar Ence de Ponte Vedra, para evitar mais agressons por parte dos planos predadores do capitalismo espanhol.

A esquerda independentista e socialista galega defende o integral desmantelamento deste complexo industrial contaminante, mas também a implementaçom e desenvolvimento dum plano de reindustrializaçom para a comarca, compatível com o respeito ambiental e que permita a recolocaçom dos quadros de pessoal de ENCE e ElNOSA.

Porém, somos conscientes que a luita por umha Pátria ecologicamente sustentável, respeituosa com a nossa riqueza, que free a degradaçom do País dos mil rios, deve enquadrar-se numha estratégia visada para a recuperaçom da independência e a soberania nacional.

Sem superarmos o quadro autonómico que permite o expólio dos recursos da Galiza e a sobre-exploraçom do povo trabalhador galego por Bruxelas e Madrid, nom lograremos acabar com as permanentes agressons ambientais que padecemos.

Mas também sem quebrarmos com a lógica destruidora e esbanjadora do capitalismo na sua fase mais avançada, nom será possível construirmos umha Galiza sem exploraçom e com justiça social.

A equaçom Independência-Socialismo deve ser o eixo estratégico do movimento popular que reclama e luita com persistência por umha Pátria sem contaminaçom.

Agora Galiza apoia a Marcha contra o complexo Ence-Elnosa que sábado 3 de junho partirá às 19.30h das alamedas de Ponte Vedra e Marim.

Espanha é a nossa ruína!

Desmantelamento de Ence-Elnosa!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Galiza, 24 de maio de 2017