Comunicado nº 146. A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

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A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

A medida que se aproxima a dia 12 de julho, confirmam-se todos os prognósticos que levamos manifestando desde o mês de maio, quando Feijó impujo data das eleiçons autonómicas.

O processo eleitoral está adulterado desde o minuto zero. Som umhas eleiçons amanhadas pois carecem das exigíveis condiçons sanitárias e socio-económicas que permitam um processo com mínimas “garantias”.

O brote de Covid 19 na Marinha, e a resposta do aparelho de dominaçom do PP impondo de forma seródia um confinamento express de tam só 5 dias, limitando os direitos básicos dos habitantes de 14 concelhos da comarca norte-oriental da Galiza, confirma lamentavelmente a análise da esquerda revolucionária galega.

A Marinha reflite em estado puro o ”pucheiraço” que Feijó tem desenhado para assegurar por todos os meios possíveis a sua maioria absoluta.

Mas, perante este cenário, a resposta da oposiçom institucional dos partidos da “esquerdinha”, é vergonhenta, morna e claramente oportunista.

Denunciam o apagom informativo e o controlo goebbeliano da CRTVG, o lavado de maos de Feijó desatendendo as suas responsabilidades e cedendo as competências da Junta da Galiza aos Concelhos, a gravíssima perturbaçom democrática do processo eleitoral. Porém, carecem da coragem política para aplicar a única resposta democrática possível: forçar o adiamento eleitoral.

Os espúreos interesses dos aparelhos burocráticos de Galicia em Comum e do BNG, a indissimulada cumplicidade do PSOE à hora de facilitar a vitória de Feijó, prevalecem sobre os interesses objetivos do povo trabalhador galego. Afirmam querer sacar Feijó de Sam Caetano, mas facilitam que revalide a sua quarta maioria absoluta.

Denunciam o avanço do fascismo, mas branqueam a legitimam os criminais de Vox participando com absoluta normalidade em debates com os herdeiros do holocausto galego iniciado no verao de 1936.

As forças antifascistas nom podem seguir colaborando no lavado de cara do “pucheiraço” de Feijó. Inicialmente legitimárom a data, posteriormente renunciárom forçar um adiamento do processo eleitoral mediante um “plantom”, e agora -com dezenas de milhares de compatriotas com os seus direitos conculcados-, mantenhem com normalidade um processo eleitoral viciado, e sem as mínimas garantias exigíveis na lógica do parlamentarismo burguês.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas que também apresentam listagens, a retirar-se do processo eleitoral para forçar o adiamento das Autonómicas 2020.

Do contrário, todas candidaturas que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas.

Tal como já manifestamos, de nada servirám no 13 de julho os hipócritas lamentos, os cínicos diagnósticos, e a irrespeituosa desqualificaçom sobre os comportamentos eleitorais do nosso povo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 7 de julho de 2020

Reflexom eleitoral de Lenine

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Na brochura “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, Lenine questiona com sólidos argumentos, a estrategia dumha parte da Terceira Internacional, especialmente os camaradas ingleses e alemans, acusando-os de seguir umha desviaçom face posiçons de extrema esquerda, por defender como princípio o boicote aos processos eleitorais burgueses.

Como é natural, para os comunistas da Alemanha o parlamentarismo ‘caducou politicamente’; mas, trata-se exatamente de nom julgar que o caduco para nós tenha caducado para a classe, para a massa. Mais uma vez, constatamos que os “esquerdistas” nom sabem raciocinar, nom sabem conduzir-se como o partido da classe, como o partido das massas. Vosso dever consiste em nom descer ao nível das massas, ao nível dos setores atrasados da classe. Isso nom se discute. Tendes a obrigaçom de dizer-lhes a amarga verdade: dizer-lhes que suas ilusons democrático-burguesas e parlamentares nom passam disso: ilusons. Ao mesmo tempo, porém, deveis observar com serenidade o estado real de consciência e de preparaçom de toda a classe [e nom apenas de sua vanguarda comunista], de toda a massa trabalhadora [e não apenas dos seus elementos avançados]”.

[LENINE “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”,1920]

Em base a umha análise concreta dumha situaçom concreta -a Galiza de 2020 após 12 anos de governos de Feijó-, a esquerda revolucionária galega organizada em Agora Galiza-Unidade Popular, nesta ocasiom “nem participa nem apoia nengumha das candidaturas, mas tampouco solicitamos exercer o legítimo direito de abstençom que tem definido nos últimos anos a nossa posiçom.

Compartilhamos os anelos e desejos da imensa maioria do povo trabalhador galego da urgência de retirar o PP do governo autonómico exercendo o seu voto 12 de julho.

Mas também sabemos que no hipotético caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se pudesse configurar, nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo de “cara amável”, similar ao de PSOE/Unidas Podemos, que incumprirá entre sorrisos e boas palavras os compromissos adquiridos.

A alternativa operária e popular, patriótica e socialista, que a Galiza necessita, só pode ser construída ao calor da luita unitária nas ruas, empregando as instituiçons burguesas como simples caixa de resonáncia, onde exercer pedagogia de massas para demonstrar a impossibilidade de legislar ao serviço das maiorias sem superarmos o capitalismo.

Portanto, a militáncia e simpatizantes de Agora Galiza-Unidade Popular, adotará a decisom mais coerente e consequente com a linha política revolucionária do projeto de classe e patriótico que com perserverança estamos construíndo”.

DENUNCIAMOS A CUMPLICIDADE DO GOVERNO ESPANHOL COM O TERRORISMO NA VENEZUELA

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DENUNCIAMOS A CUMPLICIDADE DO GOVERNO ESPANHOL COM O TERRORISMO NA VENEZUELA

Após 2 meses da frustrada incursom marítima promovida polo governo terrorista dos EUA e o fascismo venezuelano, conhecida como “Operaçom Gedeón”, para sequestrar e assassinar o presidente da República Bolivariana de Venezuela, Nicolás Maduro, o jornal “The Wall Street Journal” publicou que Leopoldo López -terrorista venezuelano refugiado na embaixada espanhola em Caracas desde o 30 de Abril de 2019-, foi o principal responsável de dirigir esta tentativa golpista contra o governo bolivariano.

O passado 26 de junho, o Ministro de Comunicaçom da Venezuela, Jorge Rodríguez, assegurou que a planificaçom da incursom militar armada dirigida por Leopoldo López, realizou-se na embaixada do governo espanhol em Caracas.

O ministro exigiu responsabilidades tanto ao embaixador Jesús Silva, como ao governo espanhol, pola sua cumplicidade com os planos terroristas promovidos polo fascismo venezuelano à hora de permitir que na sua sede poida debater-se e preparar atentados para assassinar autoridades do governo bolivariano.

Leopoldo López foi condenado a quase 14 anos de prisom pola sua implicaçom na violência promovida polas “guarimbas” nas manifestaçons de 2014, saldadas com mortos, feridos e grandes destroços. Refugiou-se na Embaixada espanhola em Caracas após ser “libertado” do seu arresto domiciliário por forças dirigidas por Juan Guaidó, com o que participou numha tentativa de levantamento militar contra o governo bolivariano 30 de abril de 2019.

Como pode o mal chamado governo “progressista” de Pedro Sánchez proteger e permitir com total impunidade que o fascismo venezuelano debata e organize açons terroristas contra um governo legitimo?

Unidas Podemos e o vice-presidente Pablo Iglesias nom tenhem nada que dizer sobre isto?

Nicolás Maduro também anunciou esta segunda-feira a expulsom da embaixadora da Uniom Europeia, Isabel Brilhante, após as sançons decretadas por parte de Bruxelas a 11 dirigentes da Assembleia Nacional.

Desde a esquerda revolucionária galega manifestamos novamente a nossa solidariedade com a Revoluçom Bolivariana, condenamos rotundamente as açons desestabilizadoras e a tentativa golpista dos EUA e da UE contra o governo de Nicolás Maduro.

Exigimos ao governo espanhol que cesse a sua cumplicidade com o fascismo venezuelano, e entregue imediatamente ao terrorista Leopoldo López às autoridades venezuelanas.

Viva a Revoluçom Bolivariana!

Indepedência e Pátria Socialista!

Galiza-Venezuela, solidariedade!

28 DE JUNHO -DIA INTERNACIONAL DA LUITA POLA EMANCIPAÇOM LGTBI

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28 DE JUNHO -DIA INTERNACIONAL DA LUITA POLA EMANCIPAÇOM LGTBI

Neste 28 de junho queremos reivindicar com orgulho, que foi a bandeira vermelha do primeiro Estado obreiro da história, quem implementou umha boa parte das reivindicaçons e demandas de liberdade sexual, que hoje se reclamam aplicar nas legislaçons dos países capitalistas.

Frente tanta amnésia deliberadamente imposta, frente tanta trivializaçom, devemos lembrar que foi a Revoluçom bolchevique de 1917 o primeiro Estado que legislou em prol da livre liberdade sexual de mulheres e homens.

A mercantiliaçom e banalizaçom que define o atual movimento gay oculta este facto histórico, pois está hegemonizado polo pensamento burguês e nom questiona o modo de produçom capitalista.

Só no Socialismo se sentarám as bases para atingir a plena liberdade e emancipaçom sexual.

[MEMÓRIA ANTIFASCISTA] 88 aniversário da apresentaçom pública da organizaçom antifascista Antifaschistische Aktion

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[MEMÓRIA ANTIFASCISTA]

88 aniversário da apresentaçom pública da organizaçom antifascista promovida principalmente polo Partido Comunista Alemam (KPD) para evitar o avanço do fascismo.

26 de junho de 1932 Antifaschistische Aktion realiza um multitudinário mitim em Berlim.

Hoje, em pleno agravamento da crise estrutural do capitalismo senil, o fascismo “renovado” é umha das alternativas promovidas pola burguesia para garantir e perpetuar a sua supervivência, e dissuadir à classe operária de luitar pola Revoluçom Socialista/Comunista.

O fascismo nom é umha ameaça do passado, é umha realidade tangível na Europa e em outros pontos do globo.

É necessário vertebramos umha frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho. Mas nom para defender a democracia burguesa e sim para articular a alternativa socialista. O antifascismo deve ter um inequívoco componente anticapitalista.

Pola criaçom de um Bloco Popular Antifascista!

No 89 aniversário da proclamaçom da 1ª República galega publicamos texto “Os novos símbolos da nova galiza”

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27 de junho, 89 aniversário da proclamaçom da 1ª República galega

ANTIFASCISTA E OBREIRA

Na publicaçom antifascista “Nova Galiza”, dirigida por Rafael Dieste e publicada em Barcelona [Catalunha] entre 1937 e 1938, Castelao publica o texto “Os novos símbolos da nova Galiza”.

No texto editado no nº 6 da revista, de 1 de julho de 1937, o patriota galego apresenta o novo escudo nacional da Galiza. Um emblema popularmente conhecido hoje como “A Sereia”, de claro caráter laico e antifascista.

Eis o escudo do futuro Estado Galego.

OS NOVOS SÍMBOLOS DA NOVA GALIZA

[…]

O escudo tradicional deve trocar-se por outro. Seríamos parvos se acreditassemos que pode subsistir depois da guerra o escudo tradicional da Galiza com o seu emblema eucarístico, pois ainda que lhe atribuíssemos umha altíssima significaçom poética, identificando-o com o Santo Grial, nom seria respeitado polos supervivintes galegos depois do sacrílego proceder da Igreja católica no nosso país. Acatemos, pois, a realidade e criemos um novo escudo.

O debuxo que acompanha estas linhas pode aforrar toda explicaçom; mas nom estará de mais umha defesa antecipada deste projeto.

O emblema comunista -fouce e martelo cruzados- que representa a uniom dos obreiros e camponeses atrai a nossa atençom, porque quigeramos dar com um símbolo igualmente afortunado que represente a uniom dos labregos e marinheiros da Galiza.

Cruzar umha fouce cumha âncora? Seria um plágio desafortunado. Também se poderiam cruzar dous frutos do trabalho galego. Um peixe e umha espiga? Resulta antiartístico. Seria perferível recurrir aos emblemas tradicionais que lembrassem a grandeza espiritual ou social da Galiza.

Figem provas para combinar a estrela com umha concha e além de nom deixar-me satisfeito resultava umha rememoraçom das peregrinagens jacobeas e nom umha lembrança da nossa universalidade.

Se os nacionalistas alemans -por considerarem-se ários- nom roubáram para si a “ikurrinha” basca teríamos nós um emblema genuinamente galego: a esvástica de três braços curvos encerrados num círculo, ou trisquel, que representaria o sol -pai de toda fecundidade-.

A esvástica dos alemans, com os braços dobrados em ángulo reto, já nom é ária, senom adataçom dum velho emblema cruziforme ao cristianismo.

Na Europa só os bascos tinham direito a usar este símbolo -por ser tardicional no País Basco- e usaro-no muito antes que os alemans como distintivo nacionalista. A esvástica galega, que tam arreio aparece na época castreja e que por tanto celta, seria um magnífico emblema nacional para a Galiza. Os alemans roubárom a “ikurrinha” basca e figérom impossível o trisquel galaico.

Nom nos ficava mais que a fouce de ouro sobre um fundo azul e a estrela vermelha, como emblemas do Trabalho e da Liberdade. Ourelando o escudo cumpria deixar patente o martírio da Galiza. E a sereia que pertence à heráldica galega, como símbolo marinho que fale do engado atlântico, origem das nossas aventuras.

Nada mais. E perdoade-me que aborde este tema com tanta antecipaçom. Quiçás seja esquecer as angústias presentes”.

Comunicado nº 145: POSIÇOM DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA PERANTE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DE 12 DE JULHO

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POSIÇOM DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA PERANTE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DE 12 DE JULHO

Parte das forças políticas que apresentam candidatura nas eleiçons autonómicas de 12 de julho, tenhem reconhecido de forma explícita e implícita, a inexistência de condiçons mínimas sanitárias e democráticas para umha convocatória eleitoral.

Porém, tanto as quatro forças da oposiçom com representaçom institucional no parlamentinho de cartom, como o resto dos partidos que formalizárom as suas candidaturas, descartárom realizar um “plantom”. A renúncia pública a apresentar candidatura teria contribuído para desmontar o engano destas eleiçons amanhadas polo PP, nas que à partida já está praticamente garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A renúncia a exercer um “plantom” de eminente caráter antifascista teria evitado as eleiçons trampa de 12 de julho, pois pola excepcionalidade que padecemos, nom existem as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês, para realizar as eleiçons autonómicas. Forçando assim o PP adiar as eleiçons, pactuando umha nova data, após superarmos o estado de shock no que segue instalado umha parte considerável do povo trabalhador polos efeitos da pandémia.

Nestas condiçons a única posiçom mais coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom alimentar a monumental fraude que facilitará 4 anos mais de políticas antipopulares e antigalegas por parte da camarilha fascista empoleirada no aparelho de dominaçom autonómico.

Todas as candidaturas, sem exceçom, que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas, absolutamente adulteradas, do “pucheiraço” de Feijó.

Agora Galiza-Unidade Popular nem participa nem apoia nengumha das candidaturas, mas tampouco solicitamos exercer o legítimo direito de abstençom que tem definido nos últimos anos a nossa posiçom.

Compartilhamos os anelos e desejos da imensa maioria do povo trabalhador galego da urgência de retirar o PP do governo autonómico exercendo o seu voto 12 de julho.

Mas também sabemos que no hipotético caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se pudesse configurar, nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo de “cara amável”, similar ao de PSOE/Unidas Podemos, que incumprirá entre sorrisos e boas palavras os compromissos adquiridos.

A alternativa operária e popular, patriótica e socialista, que a Galiza necessita, só pode ser construída ao calor da luita unitária nas ruas, empregando as instituiçons burguesas como simples caixa de resonáncia, onde exercer pedagogia de massas para demonstrar a impossibilidade de legislar ao serviço das maiorias sem superarmos o capitalismo.

Portanto, a militáncia e simpatizantes de Agora Galiza-Unidade Popular, adotará a decisom mais coerente e consequente com a linha política revolucionária do projeto de classe e patriótico que com perserverança estamos construíndo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 26 de junho de 2020

27 de junho, 89 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega. ANTIFASCISTA E OBREIRA

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27 de junho, 89 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega.

ANTIFASCISTA E OBREIRA

A menos de três meses da instauraçom do regime republicano -que no Estado espanhol susbtitui a corrupta e criminal monarquia bourbónica-, nom demorárom as novas autoridades em agravar a Galiza.

Umha onda de indignaçom operária e popular percorreu a coluna medular da Pátria. No Ourense de Jesusa Prado e António Fernández Carnicero, na Compostela de Carnero Valenzuela, Eduardo Puente “O Nécoras” e Pedro Campos Couceiro, o Carvalhinho de Ernesto Atanásio “O Corcheiro”, na Póvoa de Seabra, milhares de trabalhadores e trabalhadoras saírom as ruas perante a aldraje centralista que tinha paralisado as estratégicas e vitais obras do caminho de ferro Corunha-Compostela-Ourense-Samora.

Em Ourense foi dia 25, e na capital da Galiza dous dias depois -27 de junho de 1931-, quando umha greve geral de orientaçom revolucionária de inspiraçom proletária, proclama a 1ª República Galega.

Umha massa de homens e mulheres da Compostela do Trabalho, após terem assistido a um grande comício na Alameda, dirigem-se à praça do Obradoiro para posteriormente ocuparem as instalaçons municipais do paço de Rajói.

Antom Alonso Rios é nomeado primeiro presidente da Junta Revolucionária da República Galega numha jornada de indiscutível releváncia histórica, que a historiografia espanhola e autonomista deliberadamente continuam ocultando.

Mas umha hábil e veloz manobra do governo espanhol, reiniciando as obras do ferrocarril, desativa o desenvolvimento do movimento insurrecional.

Embora a proclamaçom da nossa independência nacional foi efémera, 27 de Junho deve ser umha data fundamental do calendário galego, que trascende a simples declaraçom simbólica e anedótica.

Hoje, quando o fascismo age com impunidade, é umha fraude qualquer programa que desde o campo da “esquerda” defenda umha sociedade justa e livre, sem renúncia a tombar o regime de 78 e favorecer o exercício do direito de autodeterminaçom, sem condiçons nem restriçons.

Depositar esperanças e expetativas no governo “progre” de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, nom passa de meras ilusons, que só provocarám frustraçom e desmobilizaçom popular.

Sem recuperarmos a soberania conculcada por Espanha e a UE, nom há a mais mínima possibilidade de implementar um programa de reformas visadas para melhorar as condiçons de vida, recuperar e alargar os direitos sociais e as liberdades do conjunto do povo trabalhador galego.

Carece de percorrido algum toda aquela estratégia que, reivindicando mudanças e transformaçons sociais, nom se incardina na defesa intransigente dumha Pátria soberana. Sem proclamarmos a 2ª República Galega nom podemos construir um País com justiça social.

Só umha República Galega de caráter socialista pode abrir o caminho a umha nova Galiza com justiça social, liberdades e plenos direitos. A pola Segunda!

Comunicado nº 144. Nem Juan Carlos nem Felipe VI, pola II República Galega

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Nem Juan Carlos nem Felipe VI, pola II República Galega

A constituiçom postfranquista de 1978, e o conjunto da arquitetura jurídica vigorante, procurou deixar todoatado y bien atado”, tal como sinalou o ditador meses antes de morrer na cama de um hospital.

A Lei de Amnistia impossibilita julgar os crimes do franquismo, e o execrável artigo 56 da Constituiçom, concede “inviolabilidade jurídica” aos Borbons.

Juan Carlos I amassou umha imensa fortuna de mais de 2.000 milhons de dólares segundo a revista Forbes, mediante cobro ilegal de comissons, presentes de magnates e grandes empresas, operaçons financieiras de fundaçons opacas e sociedades ‘off shore’ como Lucum e Zagatka, e todo tipo de negócios ilícitos. A maioria deste património está a nome de testaferros [amigos íntimos e familiares como o seu primo Álvaro de Orleans] em paraísos fiscais ou em contas no estrangeiro, com destaque para a Suiça.

Desde 2014, o Estado espanhol asignou-lhe umha obscena pensom vitalícia de 187.356 euros anuais, em qualidade de “rei emérito”.

Com a sua abdicaçom forçada em junho de 2014, o regime pretendeu aparentar que implementava mudanças “democráticas” visadas para estabilizar a profunda crise de legitimidade, e evitar que a indignaçom transsitasse face a rebeliom.

Juan Carlos de Bourbom perdeu a imunidade da que goçou durante décadas. Mas também a sua impunidade e negócios criminais começárom a ser deliberada e parcialmente conhecidos e divulgados. Ensujar Juan Carlos I para branquera Felipe VI. Eis a arriscada equaçom sobre a que gira a estratégia do regime.

As “provas” que possui um fiscal suiço, dos delitos fiscais e branqueio de capitais, poderiam abrir um inédito processo de investigaçom contra a peça chave da bóveda do regime postfranquista.

Centos de milhons de dólares cobrados em comissons polas obras do Ave na Arábia Saudita, poderiam provocar o seu julgamento. Porém, os delitos tivérom lugar em 2008 quando ainda gozava da proteçom e impunidade constitucional.

Mas nom prescreveu a obrigaçom do pagamento de impostos polas milionárias somas, nem a o seu branqueamento e corruçom mediante as transaçons comerciais internacionais da burguesia que pagou comissons para lograr a ajudicaçom das obras públicas com o governo feudal saudita.

Só calculados interesses de “Estado” facilitarám que o “Tribunal Supremo” espanhol investigue o caçador de elefantes por branqueio e delito fiscal. A Fiscalia da Suiça indaga uma “doaçom” de 100 milhons de dólares a uma fundaçom panamenha cujo primeiro beneficiário é Juan Carlos, realizada 8 de agosto de 2008 polo rei saudita Abdullah bin Abdulaziz Al Saud.

Um consórcio de empresas espanholas [ADIF, Renfe Operadora, INECO, Talgo, Cobra, Consultrans, Copasa, Dimetronic, Inabensa-Abengoa, Imathia, Indra e OHL], e sauditas [Al Shoula Group e Al Rosan Contracting] lográrom, mediante umha rebaixa de 30% do custo da oferta, o concurso da construçom do Ave de Medina à Meca frente aos ferrocarris estatais franceses [SNCF] e à multinacional Alstom.

Operaçom para salvar a monarquia postfranquista

A prioridade da operaçom de Estado em curso, procura salvar Felipe VI a custa de sacrificar ao seu pai, mediante umha soluçom que evite o julgamento e condena, e um apanho mediante um exílio dourado na República Dominicana que facilite retirá-lo “discretamente” do cenário.

Para evitar um maior desligitimaçom da monarquia, quando se divulgou na imprensa internacional os negócios sujos dos Borbons, 15 de março Felipe VI usou umha argúcia sobre os seus vínculos económicos com o seu pai: emitiu um comunicado renunciando à herdança. Mas segundo a legislaçom espanhola vigorante, toda renúncia é nula até o falecimento de Juan Carlos I.

O palácio da Zarzuela mentiu descaradamente. A pandemia do Covid 19 e os meios de [de]informaçom de massas, contribuírom temporariamente a amortecer o engano.

Polas características criminais do Estado espanhol, todo pode ficar resolvido mediante umha grotesca e estrambólica sentença dos tribunais inçados de fascistas, combinadas cumhas hipócritas declaraçons televisivas entre falsas lágrimas de arrependimento. “Lo siento, me he equivocado y no volverá a ocurrir”.

A imensa maioria dos partidos com representaçom institucional nas Cortes espanholas, tanto os “progressistas” como as fascistas, farám todo o possível por salvar Juan Carlos I e Felipe VI. Por salvar aos parásitos e corrutos Bourbons.

A classe obreira galega e o conjunto do povo trabalhador deve ligar a luita polas conquistas sociais e os direitos laborais que nos querem arrebatar, à mudança de regime e de sistema.

Nom é possível conquistarmos um país com justiça social e amplas liberdades, sem tombar o regime de 78, e portanto sem a queda da monarquia bourbónica e o sistema capitalista.

Seguirmos instalados no ilusionismo eleitoral, no amorfismo, só perpetua o sofrimento, depauperaçom e miséria à que nos condena o bloco de classes oligárquico espanhol, profundamente monárquico e franquista.

Basta de conformismo e resignaçom, basta de acreditarmos em falsas promessas e esperanças, som horas de organizaçom,mobilizaçom e luita.

Só a classe obreira salva a clase obreira!

Unidos venceremos, divididos pereceremos!

Viva o povo trabalhador galego!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de junho de 2020

Comunicado nº 143. BENIGNO E MONCHO, INSEPARÁVEIS COMPANHEIROS E BÚSSOLAS DA REVOLUÇOM GALEGA

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BENIGNO E MONCHO, INSEPARÁVEIS COMPANHEIROS E BÚSSOLAS DA REVOLUÇOM GALEGA

Todo projeto político genuinamente transformador, portanto revolucionário, deve contar com um imaginário coletivo próprio.

A desputa pola hegemonia operária frente à burguesa, é umha batalha permanente a desenvolver em todos os ámbitos sociopolíticos, sem exceçons.

A construçom de umha organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, nom só necessita de um programa político tático flexível, de uns sólidos princípios ideológicos, de umha estratégia visada para a tomada do poder, de um discurso sedutor. Exige possuir umha cosmovisom cultural, antagónica à do inimigo de classe e do seu imperialista projeto nacional.

Mas também, no processo de edificaçom da força revolucionária, devemos emprestar recursos e energias a deslindar linha política, frente os diversos reformismos e oportunismos, com destaque para aqueles de fachada socialista, que exercem de muro de contençom da luita popular, inserindo calculadas doses anestesiantes e falsos tratamentos analgésicos.

Somos umha organizaçom marxista e revolucionária, polo que reivindicamos Marx e Lenine.

Somos um destacamento operário cujo específico quadro nacional de luita se desenvolve na periferia do centro capitalista. O nosso objetivo estratégico é contribuir para organizar a Revoluçom Socialista Galega como parte indissociável da Revoluçom Socialista mundial. Somos portanto umha organizaçom internacionalista. Eis polo que reivindicamos o Che Guevara.

Somos umha força patriótica e socialista galega. Luitamos por umha Galiza sem exploraçom capitalista, nem patriarcado, por umha Galiza dotada de um Estado operário plenamente soberano. Eis polo que bebemos da melhor tradiçom do marxismo autótono, do que tentou implementar umha açom teórico-prática desde a nossa singular morfologia de classes. Desse marxismo capaz de ver com olhos próprios o nosso país, de interpretar mediante a dilatética materialista a nossa história, de pensar com cabeça própria. Do marxismo sem adulteraçons, capaz de despreender-se das tutelagens assimilacionistas da metrópole madrilena, e das dependências sucursalistas.

Eis polo que reivindicamos as figuras de Benigno Álvarez e de Moncho Reboiras, sem maquilhagens nem manipulaçons.

Ambos formam parte do mais aperfeiçoado frontispício metalúrgico da épica rebelde proletária. Fam fonte de inspiraçom que emana das mais profundas entranhas do povo oprimido que nunca se resignou a ser submisso e servil.

Benigno e Moncho, representam a mais elaborada vocaçom, a mais firme decisom de construírmos um movimento revolucionário galego, dirigido pola classe operária, com programa e direçom operária, sintetizando a luita pola emancipaçom de classe com a libertaçom nacional desta parte do universo chamada Galiza.

Ainda somos modestas crisálidas, porém, fazemos parte da semente da sua heroica entrega, da sua exemplar perserverância.

O mesmo flagelo fascista que agora volta a ameaçar-nos com a prepotência e a arrogância putrefacta da pior escória, fracassou em 1937 e 1975, quando pensou que mediante a sua perseguiçom e aniquilaçom física, lograriam estirpá-los da história e da memória coletiva.

O imenso latejar do coraçom de Benigno e de Moncho, a genial inteligência de Moncho e de Benigno, estam permanentemente vivos na nossa mochila de combate, flamejam nas nossas rubras bandeiras, bulem com intensidade nos nossos sonhos e anelos de conquistarmos um mundo novo.

Por muito que irritem às leituras canónicas da charlatanaria, que só pratica funambulismo eleitoralista e cretinismo parlamentar, desde hoje, os campos de milho de Maceda e de Imo, a serra de Sam Mamede e as veigas do Sar, ficam eternamente geminadas por Benigno e por Moncho, solenemente complementadas para forjar a vitória.

Honra e glória para ambos!

Independência e Pátria Socialista!

Antes mortos que escravos!

Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

8 de junho de 2020