Comunicado nº 141. “PLANTOM” ANTIFASCISTA ÀS ELEIÇONS TRAMPA DE 12 DE JULHO

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“PLANTOM” ANTIFASCISTA ÀS ELEIÇONS TRAMPA DE 12 DE JULHO

Pola excepcionalidade que padecemos, nom existem as “mínimas condiçons democráticas” para realizar as eleiçons autonómicas, convocadas para 12 de julho por Alberto Nuñez Feijó.
Assim o manifestamos há duas semanas. Os posteriores movimentos do PP constatam e ratificam a necessidade de um “plantom”.

A crise sanitária em curso, os graves problemas socioeconómicos derivados dos ERTEs, dos despedimentos, do fechamento de grandes empresas como Alcoa, o estado de shock derivado do confinamento, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, unido à desestabilizaçom golpista que Feijó nom condena, impossibilita que a pre-campanha e a campanha eleitoral, se podam celebrar garantindo as “mínimas condiçons democráticas”, na lógica do parlamentarismo burguês.

Som umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que de partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

As propostas lançadas pola maquinária eleitoral do PP, restringindo o período e o modelo de campanha, solicitando o voto nos domicílios sem presença de interventores e apoderados, as dificuldades de movimento para aceder aos colégios eleitorais, nom só endurecem e adulteram as já de por si restritivas condiçons habituais, som a crónica de um “pucheiraço” anunciado.

As eleiçons de 12 de julho estám amanhadas. Serám umha monumental fraude que facilitarám 4 anos mais de políticas antipopulares e antigalegas por parte da camarilha fascista empoleirada no aparelho de dominaçom autonómico.

Participar nesta farsa é sinónimo de entregar em bandeja de prata a Feijó a perpetuaçom do seu projeto reacionário.

Agora Galiza-Unidade Popular apela à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas, a nom apresentar candidatura para desmontar o engano em curso.

Nestas condiçons, a única posiçom coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom participar nesta trampa eleitoral.

Apelamos ao conjunto das forças antifascistas galegas a nom avalar a trampa eleitoral com a que o PP pretende perpetuar-se. Um “plante” da oposiçom impossibilitaria as eleiçons de 12 de julho.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

Na Pátria, 29 de maio de 2020

CHAMAMENTO PERANTE A EMERGÊNCIA SANITÁRIA INTERNACIONAL Covid-19

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Agora Galiza-Unidade Popular suscreve documento que denúncia os bloqueios e as guerras imperialistas. 

Galiza representada no manifesto internacional assinado por dúzias de partidos comunistas e operários de todo o mundo.

CHAMAMENTO PERANTE A EMERGÊNCIA SANITÁRIA INTERNACIONAL Covid-19

Os Partidos Comunistas e Obreiros que subscrevemos este CHAMAMENTO dizemos:

O agravamento da situaçom internacional, derivada da imparável crise capitalista mundial, que hoje se expressa no colapso dos sistemas sanitários que se extende polos distintos países, require de umha decidida acçom política e social que sitúe no primeiro plano as necessidades da classe obreira internacional e dos distintos povos, as necessidades da Humanidade no seu conjunto.

Os insuficientes recursos científicos disponíveis, e o espólio dos sistemas sanitários nos países capitalistas, como consequência da aplicaçom das políticas neoliberais de ajustamento em interesse do grande capital mundial, que aplicam FMI, BM, UE, etc., fam mais difíceis as necessárias e urgentes medidas para defender a saúde e a vida da classe obreira e dos povos.

A mesma degradaçom das sociedades capitalistas, que se sustentam nos valores do individualismo, o consumismo e o darwinismo social, acrescenta ainda maiores dificuldades para gerir esta crise sanitária, que require de valores de solidariedade, reparto e justiça social, que sim som valores que caraterizam os nossos projetos políticos revolucionários cujos objetivos som o socialismo-comunismo.

O capitalismo apresta-se nestes dias a utilizar esta crise sanitária internacional como coartada para lançar um novo ataque contra a classe obreira e contra os povos, fortalecendo o capital financeiro e os monopólios, e reduzindo os salários e os direitos da classe obreira. As pugnas inter-imperialistas geram umha dinâmica de violência e depredaçom social, que terminam pagando os povos e os trabalhadores.

A classe obreira internacional e os povos tenhem que reagir perante esta situaçom, hoje hegemonizada por umha oligarquia mundial, porque a emergência sanitária terá consequências terríveis a curto prazo. Fai-se necessário deixar em evidência o esgotamento histórico da formaçom capitalista na sua fase imperialista, e a necessidade urgente da construçom socialista para, assim, confrentar o início de umha nova etapa histórica, que o extraordinário desenvolvimento das forças produtivas está exigindo com força.

Por todo isso fazemos um CHAMAMENTO a pôr em marcha quantas iniviativas sejam possíveis para que a classe obreira e os povos levantem as bandeiras de luita:

Polo cessamento imediato de todos os bloqueios impostos polo imperialismo e o sionismo, a Cuba, Venezuela, República Popular Democrática de Coreia, Irám, Palestina, Líbano, Nicarágua.

Polo cesamemto das agressons militares imperialistas e sionistas contra Afeganistám, Síria, Yemen, Mali, Irám, Iraque, Líbia.

Polo cessamento das ocupaçons e pola recuperaçom da soberania nacional dos territórios da República Árabe Saaraui Democrática, Palestina, Porto Rico.

Polo cessamento imediato da repressom das mobilizaçons populares que se estám dando no Chile, Bolívia, Colômbia, Honduras.

Polo direito da classe obreira e o povo trabalhador da cidade e do campo ao pleno exercício da liberdade e a organizaçom sindical, à negociaçom coletiva, à greve, a estabilidade laboral e salários suficientes para viver dignamente.

Pola socializaçom dos grandes e estratégicos meios de produçom, financeiros e de serviços essenciais para a sociedade, com exercício do controlo social obreiro, campesinho e popular.

Finalmente fazemos um CHAMAMENTO a avançar na coordenaçom de todas as luitas e forças obreiras, campesinhas e populares anti-imperialistas numha ampla frente mundial, que organice a mobilizaçom social e política para a defesa da soberania dos povos perante a crise imperialista e os bloqueios, e por umha ordem social e económica internacional para a maioria social, para toda a Humanidade, nas condiçons do atual desenvolvimento das forças produtivas que som capaces de dar soluçom às grandes demandas de hoje.

As organizaçons que subscrevemos estes CHAMAMENTOS trabalharemos para somar as nossas forças e avançar nos objetivos aqui enunciados.

POLA HUMANIDADE, POLA CLASSE TRABALHADORA!
POLA PAZ E A JUSTIÇA SOCIAL!
POLO SOCIALISMO-COMUNISMO!

PP, VOX e C´s FLERTEAM COM O GOLPE DE ESTADO

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PP, VOX e C´s FLERTEAM COM O GOLPE DE ESTADO

O cessamento do coronel da Guarda Civil, Pérez de los Cobos-, por parte do governo “pogre”, chega tarde e está sendo implementado de forma chafalheira e sem a mais mínima firmeza.
Marlaska nega “relaçom” entre o seu fulminante cessamento a e manipulaçom de testemunhas no informe interno elaborado por Pérez de los Cobos, para apoiar o relato reacionário de que as manifestaçons do 8M em Madrid fôrom um dos principais focos do contágio do Covid 19.
Hoje, nas Cortes espanholas, as três forças fascistas, cruzárom as raias vermelhas do parlamentarismo burguês, apelando à rebeliom dos seguidores do Duque de Ahumada, e portanto o golpe de estado, modelo lawfare.
A resposta dos partidos do governo foi tam morninha e comedida, que dava lástima!
PSOE e Unidas Podemos levam semanas jogando com lume, permitindo que o fascismo se salte o Estado de alarma, e com absoluta impunidade implemente a atmósfera golpista que já temos denunciado.
A estratégia de Marlaska, Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, para enfriar o ambiente golpista das Casas Quartéis e das Salas de bandeiras, foi dar luz verde ao infame incremento de 20% dos salários das forças repressivas, previamente acordado polo PP. É infame tentar neutralizar assim os movimentos desestabilizadores golpistas, enquanto umha parte importante da classe trabalhadora está em ERTE, ameaçada de perder o seu emprego. Um guarda civil ganhará 720€ mais mensalmente, e um polícia 521€!! E os fascistas questionam o claramente insuficiente aumento do SMI e a aprovaçom do ingresso mínimo vital para paliar as elevadas taxas de pobreza e miséria.

Lavando a cara do corpo militar ao que pertenciam Tejero e o general Galindo, pretendem legitimar e dar credibilidade “democrática” a mais de um século e meio dedicado à reprimir a sangue e lume as demandas e luitas da classe trabalhadora e dos setores populares.

PÉREZ DE LOS COBOS; UMHA BIOGRAFIA FASCISTA
O cessado coronel da guarda civil, nom é um funcionário exemplar e honrado, dedicado à causa pública, como falsamente pretendem fazer-nos acreditar PP, Vox e C´s. Diego Pérez de los Cobos tem um intenso currículo dedicado à causa da reaçom. De camisa azul, com tam só 17 anos, apresentou-se como voluntário no quartel da Benemérita de Yeclas, no autogolpe de estado do 23 F de 1981. Posteriormente, na década dos noventa, já no seio da Guarda Civil, foi acusado de torturas a militantes bascos. Mais recentemente, foi comissionado polo governo de Mariano Rajói para impossibilitar o referendo de 1 de outubro de 2017 na Catalunha.
Embora tinha cumprido tarefas de livre designaçom e altas responsabilidades nos governos de Felipe González, Aznar, Zapatero e Mariano Rajói, estamos perante umha das peças chave da reaçom profascista no seio da Guarda Civil.

URGENTE UNIDADE ANTIFASCISTA
O fascismo só se pode combater com firmeza e coragem. As atitudes pusilánimes e permissivas do governo espanhol de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, só os está envalentonando cada vez mais.
PP, Vox e C´s, som três organizaçons criminais que deveriam estar ilegalizadas e as suas direçons julgadas e condenadas por apologia do fascismo.
Só a classe operária, organizada e movimentada, poderá derrotar a ameaça fascista.

ALERTA ANTIFASCISTA NA GALIZA!

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ALERTA ANTIFASCISTA NA GALIZA!

A Delegaçom do Governo espanhol autorizou a convocatória de manifestaçons fascistas nas principais cidades da Galiza, sábado 23 de maio, às 12 h. Semanas antes o Tribunal Superior de Justiça e o Tribunal Constitucional posteriormente, proibiu a caravana de veiculos convocada pola CUT em Vigo para comemorar 1º de Maio.

A cumplicidade do Governo “progre” com o fascismo é evidente. Enquanto enchem de polícias e militares os bairros, proibem manifestaçons e concentraçons de caráter operário, exercem a repressom ou detenhem trabalhadores de maneira totalmente injustificada, a passividade e confraternizaçom das unidades policiais adscritas ao ministério de Grande-Marlaska perante os protestos fascistas é mais que preocupante.

A permissividade do Governo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias é o caldo de cultivo perfeito para o fascismo. A escória reacionária age com total impunidade, violando o estado de alerta sanitária para ocupar as ruas, fomentar o ódio e fazer apologia do terrorismo fascista sem nengum tipo de consequências legais.

Perante este intolerável cenário, a esquerda revolucionária galega apela os setores e organizaçons antifascistas a denunciar a presença do fascismo nos espaços públicos e plantar cara às hordas de reacionários que estes dias invadem as nossas ruas.

Nom podemos olhar cara outro lado como se nada acontecesse, o fascismo deve ser combatido de frente com organizaçom e contundência!

Nom passarám!

BNG E PSOE COMPRAM PERIGOSAS PISTOLAS ELÉTRICAS PARA A POLÍCIA MUNICIPAL

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BNG E PSOE COMPRAM PERIGOSAS PISTOLAS ELÉTRICAS PARA A POLÍCIA MUNICIPAL

Há umhas semanas denunciávamos que o Governo espanhol implementou, perante a crise sanitária, várias medidas visadas para aumentar o controlo da populaçom como a geolocalizaçom de dispositivos ou o reforçamento do aparelho repressivo para reprimir futuras luitas e protestos.

Ao enorme e desproporcionado dispositivo policial e militar despregado nestes dias, sob a justificaçom de “garantir a segurança da populaçom”, há que somar a decisom do Ministério de Interior dirigido por Grande-Marlaska, de anunciar perante a reclamaçom das forças policiais, a adquisiçom de 1.200 pistolas elétricas.

Estas medidas começam já a implementar-se em vários Concelhos da Galiza.

Em Moanha ou Carvalho, a policía municipal já estava dotada de pistolas elétricas. No caso do Concelho de Moanha desde fevereiro, e em Carvalho, a policía já as tinha o ano passado, e já fôrom utilizadas.

Ambos municípios estám governados por Leticia Santos [Moanha] e Evencio Ferrero [Carvalho], ambos filiados do reformismo autonomista [BNG].

Também o governo municipal da capital da Pátria acava de comprar este armamento para a sua polícia municipal, tal como informa o alcaide Sánchez Bugalho

Os própios fabricantes, como a companhia texana Taser, advertem sobre os severos danos que podem chegar a causar destas armas, alertando do grave perigo que implica a sua utilizaçom.

É intoléravel a cumplicidade por parte dos concelhos governados polo BNG à hora de adquirir este tipo de armamento, inecessário perante as baixíssimos índices de criminalidade. Em realidade este tipo pistolas só serve para reprimir a populaçom!

A esquerda revolucionária galega rejeita contundemente a sua adquisiçom e utilizaçom. Denunciamos a contribuiçom dos governos muncipais do PSOE e do BNG no reforçamento e militarizaçom das forças policiais visadas exclusivamente para exercer repressom sobre o povo trabalhador galego.

Solidariedade Internacionalista. Denunciamos ameaças contra o preso político basco Patxi Ruiz

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SOLIDARIEDADE COM O PRESO POLÍTICO BASCO PATXI RUIZ

O preso político basco, Patxi Ruiz, perante as ameaças dos carcereiros da prisom Murcia II, exigindo melhores condiçons para os presos, iniciou há vários dias umha greve de fame e sede, cumprindo hoje o oitavo dia.

Perante o silêncio dos meios e partidos do regime, a esquerda revolucionária galega manifesta a solidariedade internacionalista com os patriotas e revolucionários bascos.

Denunciamos a cumplicidade do governo espanhol com a acossa e vulneraçom de direitos que sofrem os presos políticos na cadeia, e exigimos o fim das políticas terroristas de dispersom assim como a imediata posta em liberdade.

A solidariedade internacionalista é a ternura dos povos!
Amnistia total para todos os presos políticos!

Comunicado nº 140. UNIDADE ANTIFASCISTA PARA DESLEGITIMAR A FARSA ELEITORAL DE 12 DE JULHO

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UNIDADE ANTIFASCISTA PARA DESLEGITIMAR A FARSA ELEITORAL DE 12 DE JULHO

Hoje Alberto Nuñez Feijó, tal como já tinha manifestado nas últimas semanas, convocou eleiçons autonómicas para 12 de julho.

A decisom nom está consensuada com a oposiçom institucional, mas sim implicitamente avalada polo Governo espanhol, que contou com a abstençom do PP para aprovar a prórroga do Estado de Alarma vigorante em troques de facilitar a convocatória de eleiçons no País Basco e na Galiza.

A decisom adotada hoje polo chefe do PP na Galiza é umha “jogada mestra” politicamente falando. A oposiçom institucional leva toda a pandêmia em game over, e o PP é consciente desta conjuntura tam favorável.

Justifica a convocatória em plena crise sanitária, apelando a valores democráticos e de legitimidade. Com todo o cinismo e hipocrisia que o carateriza, Feijó manifesta que nom está disposto a seguir na presidência finalizado o prazo legal da legislatura.

E apresentando um conjunto de informes sanitários e jurídicos, que “avalam” a idoneidade da data, perante um provável rebrotamento da pandêmia derivada da avalancha de turistas espanhóis nas nossas costas no verao, logra que se convoquem eleiçons em pleno estado de shock social, sem garantir os já de por si enormes défices democráticos das convocatórias eleitorais burguesas.

Nom existem as condiçons mínimas sanitárias e democráticas para umha convocatória eleitoral.

A maquinária de [des]informaçom do PP autonómico logrou nestes tês meses de crise sanitária e socio-económica, incrementar o controlo absoluto dos meios de comunicaçom públicos [CRTVG] fundidos com o grupo “La Voz de Galicia”. A censura e manipulaçom goebbeliana situa a oposiçom institucional fora de jogo.

As luitas e demandas da classe trabalhadora no combate ao Covid-19, na denúncia das consequências de perda de postos de trabalho e abusos patronais, simplesmente nom existem para a censura.

A política timorata e acomplexada da oposiçom institucional no parlamentinho de cartom e das organizaçons sociais sob a sua influência, só tem facilitado entregar em bandeja de prata umha vitória eleitoral a Feijó ao estilo Fraga.

Nestas condiçons a única posiçom coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom participar na farsa eleitoral a que nos convoca hoje o amigo de narcos.

Apelamos para o conjunto das forças antifascistas galegas a nom avalar a trampa eleitoral com a que o PP pretende perpetuar-se. Um plante da oposiçom impossibilitaria as eleiçons de 12 de julho.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 18 de maio de 2020

Comunicado nº 139: ACORDO ENTRE GOVERNO ESPANHOL, PATRONATO E SINDICALISMO AMARELO PARA PROLONGAR OS ERTEs É UMHA ESTAFA

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ACORDO ENTRE GOVERNO ESPANHOL, PATRONATO E SINDICALISMO AMARELO PARA PROLONGAR OS ERTEs É UMHA ESTAFA

Após início da crise do coronavírus, o Governo espanhol anunciou a agilizaçom dos expedientes de regulaçom temporária de emprego [ERTEs] como umha medida de proteçom para os trabalhadores, mas a realidade é bem diferente.

Os ERTE som um resgate às empresas, permitindo-lhes aforrar custos deixando de pagar salários, enquanto os trabalhadores e trabalhadoras sofrem umha situaçom de desemprego temporária cobrando polo Estado umha prestaçom 30% inferior do seu salário.

18.000 milhons de euros foi destinada para os ERTE. Também devemos ter em conta 2.200 milhons de euros que o Estado nom percebeu em reduçons de quotas à Segurança Social dos empresários para os trabalhadores incluidos neste tipo de expediente.

Um negócio redondo para as grandes empresas enquanto as arcas públicas se vaziam. No Estado espanhol o número de trabalhadores que sofrem um ERTE ascende a 4.5 milhons.

Com este novo acordo o governo de coaligaçom PSOE-Unidas Podemos demonstra mais umha vez a total submissom aos interesses do patronato [CEOE] e do capitalismo monopolista [Ibex35]. Umha série de medidas visadas para alargar o resgate às empresas e facilitar posteriormente endurecer ainda mais as graves condiçons que sofre o povo trabalhador.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, os vice-presidentes Pablo Iglesias e Nadia Calviño, a ministra de Trabalho, Yolanda Díaz, chefes do patronato CEOE e Cepyme, Antonio Garamendi e Gerardo Cuerva, e os secretários-gerais dos sindicatos amarelos CC.OO e UGT, Unai Sordo e Pepe Álvarez, cenificárom segunda-feira 11 de maio na Moncloa o acordo para prolongar os ERTEs derivado da pandemia do COVID19.

Quarta-feira, 13 de maio, foi publicado no BOE. Porém, a redaçom opaca e confusa pretende dificultar deliberadamente a sua compreensom, esconder as verdadeiras intençons que há trás o acordado: salvaguardar os privilêgios da classe exploradora a custa de expremer cada vez mais os direitos ao povo trabalhador.

Novo Pacto Social perjudicial para a classe trabalhadora
Quatro décadas de pactos sociais, entre os governos da burguesia [UCD, PSOE, PP], patronato e sindicalismo amarelo, só servirom para desmovimentar a classe obreira e impor retrocessos em direitos e conquistas.

O acordo assinado polo governo PSOE/Unidas-Podemos com o patronato e os sindicatos vendeobreiros, representa os prolegómenos da reediçom dos novos Pactos da Moncloa. O acordado é “flexibilizar” ainda mais os despedimentos.

O acordo permite extender até 30 de junho os ERTEs de força maior, seja por força maior total [sem reinício de atividade] ou parcial [recuperaçom de parte da atividade].

Este novo acordo é mais do mesmo! mantem vigentes as vantagens para as empresas. A regulaçom de março sobre ERTEs por força maior estabelece umha exençom das quotizaçons de 75% para as empresas que o 29 de fevereiro de este ano tivessem mais de 50 trabalhadores em alta na Segurança Social, e de 100% para as que tivessem menos de 50 trabalhadores.

Estas exençons continuarám em maio e junho para ERTEs de força maior total. No caso de ERTE de força maior parcial, a empresa beneficiaria-se dumha exençom de 85% polos trabalhadores que voltem à atividade, e de 70% em junho sempre que o 29 de fevereiro o seu quadro de pessoal fosse inferior a 50 trabalhadores. Se contava com mais de 50 na mesma data, a exençom alcançará 60% en maio e 45% em junho.

No caso dos trabalhadores que continuem com contratos suspensos desde a data a efectos da renúncia do ERTE, a exençom empresarial será do 60% em maio e de 45% em junho para empresas de menos de 50 trabalhadores, e de 45% en maio e do 30% em junho para as que tenhan mais de 50 empregados. Todas estas exençons poderám ser prorrogadas nos mesmos termos se o Conselho de Ministros decide ou ser extendidas a ERTEs baseados “em causas objetivas”.

O novo acordo permite às empresas finalizar os ERTE de forma progressiva, é dizer, reincorporar os trabalhadores quando a empresa os “necessite”. Com esta medida o patronato tem total liberdade à hora de “remodelar” o seu quadro de pessoal.

Também estabelece que as empresas com sede em paraísos fiscais nom poderam acolher-se a ERTEs de força maior. Mas só as empresas com “sede”, nom as que tenham filiais, ou seja todas as empresas do ibex35 menos 4, poderám perceber ajudas.

Se a situaçom já era grave com o acordado em março com o patronato, agora o Governo cede ainda mais. Além de agilizar os ERTEs, nom anulárom os despedimentos por causas de força maior, económicas, técnicas, organizativas ou produçom, simplesmente converterom-nos em improcedentes. É dizer só se encareceu o despedimento.

Com este novo acordo flexibiliza-se mais as condiçons para fazer despedimentos, principalmente nos setores com alta estacionalidade como a hotalaria ou turismo, do mesmo jeito acontece com as empresas que aleguem estar em situaçom de “quebra”.

A regulaçom de mediados de março vinculava as exoneraçons de quotas dos ERTEs com a condiçom de que as empresas mantivessem o emprego durante 6 meses desde a data de reanudaçom da atividade. Agora o governo ”valorizará o compromisso de mantimento do emprego em relaçom às caraterísticas específicas da empresa”.

O compromisso de nom despedir nos 6 meses seguintes ao ERTE, só se aplicará a ERTEs por força maior, nom por causas objetivas, os 6 meses começam a contar quando se reincorpora do ERTE a primeira pessoa, nom a última e permite-se a extinçom de contratos temporários.

A elevada quantidade de despedimentos efetuados durante o confinamento, soma-se às denúncias de milhares de trabalhadores sobre o atraso do pagamento da prestaçom por desemprego. O Serviço Público de Emprego Estatal [SEPE] informou estes dias que muitos trabalhadores nom cobrarám até junho.

Junta da Galiza contra a classe obreira
Na Galiza as cifras nom param de medrar, ainda que os informes oficias seguem ocultando o número total de trabalhadores e trabalhadoras afectadas por um ERTE, superam já as 200.000. O SEPE situa o número total de pessoas desempregadas em 191.629, 17.148 mais que no mês de março.

Quase 400.000 trabalhadores, a terceira parte da populaçom ativa, está desempregada ou em ERTE após o incremento de 9,83% registrado nas cifras de desemprego o passado mês de abril. Se o prazo estabelecido pola administraçom do Estado espanhol à hora de tramitar os ERTES já é longo e nom o cumprem, o governo da Junta amplia-o ainda mais até duplicá-lo.

Nos vindouros meses segmentos da classe obreira e o conjunto do povo trabalhador galego veram-se arrastados à depauperaçom a medida que se vai restabelecendo a “normalidade económica”.

Perante este cenário já acontecerom as primeiras reaçons por parte dos trabalhadores. Comprovamos como nas primeras semanas organizarom-se greves, fábricas inteiras paravam a produçom perante a negativa dos operários a trabalhar sem EPIs.

A crise socio-económica e a depauperaçom das camadas populares vai incrementar o nível de protestos e luita nas ruas, eis polo que nom devemos ceder nas nossas reivindicaçons e desmascarar a farsa progressista. Nom podemos seguir instalados na resignaçom e no conformismo, as migalhas e medidas adotadas polo governo “progre” tenhem como objetivo atrasar e evitar o estalido social.

Nom podemos permitir que a demagogia fascista tente capitalizar o legítimo e necessário descontentamento popular contra a perda de conquistas e direitos laborais.

Após o desconfinamento chega a hora da luita sem trégua, sem concessons. Os direitos nom fôrom nunca outorgados gratuitamente polo nosso inimigo de classe, atingirom-se com organizaçom, unidade, luita e combatividade!

Nem governo progre, nem alternativa fascista! Revoluçom socialista!
Só o povo trabalhador salva o povo trabalhador!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 15 de maio de 2020

Quatro décadas de isolacionismo

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[OPINIOM]

Quatro décadas de isolacionismo

Divulgamos artigo de opiniom do camarada Anjo Formoso Varela, membro da Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

A fala da Galiza, o português de Portugal, o português de Brasil, e os outros português dos distintos territórios lusófonos formam um único diassistema lingüístico, conhecido entre nós popularmente como galego e internacionalmente como português”. [Ricardo Carvalho Calero]

Mais um ano vemo-nos na obriga de defender o nosso idioma perante a dramática situaçom na que se acha a língua da Galiza, o galego. Defender o galego como o que é, um idioma internacional. Nom é umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza.

Quarenta anos de acordos normativos e ortográficos, redigidos desde o isolacionismo e impulsionados desde o poder político espanhol, onde tivérom no ILG, entidade estremamente setária e anti-reintegracionista, o seu máximo representante.

Após quarenta anos da imposiçom do modelo lingüístico-cultural isolacionista, os dados objetivos falam de umha grave deterioraçom do idioma e dos seus respetivos falantes. A imposiçom de um modelo lingüístico e cultural a partir do espanhol nom serviu nem serve para favorecer a implantaçom do galego nem a identificaçom do nosso povo com o mesmo.

Ao contrário, cada vez mais galegos e galegas se instalam na espanholidade. Enquanto sigam pondo límites ao galego como língua internacional, caminharemos inexoravelmente cara ao nosso suicídio como povo com cultura e língua milenária.

A dia de hoje, observamos o confronto entre duas cosmovisons completamente antagónicas: a progressiva assimilaçom ao projeto nacional espanhol ou a construçom de um projeto nacional próprio.

Neste confronto, a sociedade galega tem que pôr todos os meios para umha planificaçom da normalizaçom do idioma em todos os ámbitos, e o rol das forças sociais e políticas comprometidas com a Naçom galega deve ser determinante.

É necessário traçar umha clara linha divisória com o projeto cultural espanhol para reforçarmos o projeto de soberania cultural e recuperarmos a memória e identidade históricas.

Para isso, achamos que tornarmos o reintegracionismo em ferramenta normalizadora é de primeira necessidade, confluirmos com o tronco comum com o resto de países do mundo que usam o galego-português. O reintegracionismo defende que o hoje em dia definido como galego fai parte de um único diassistema lingüístico, conhecido internacionalmente como português.

A fala da Galiza, o português de Portugal, do Brasil, e os outros português, som variantes de umha mesma língua. O reintegracionismo nom quer que mudes o galego que falas para falar português, senom que o galego que estás a falar agora mesmo, sem mudar absolutamente nada, é a mesma língua que falam no Porto ou no Rio de Janeiro, cada umhacom as suas variantes lógicas e normais.

As cousas claras. Nom funciona o modelo “normalizador” institucional pactuado entre todas as forças com representaçom no Parlamento Autonómico. A estratégia do nacionalismo galego no ámbito político e social nom tem dado resultados tangíveis nestas quatro décadas. O trágico balanço é de perda progressiva de galegofalantes e paulatina espanholizaçom da sociedade galega, especialmente entre a juventude e o povo trabalhador.

Cada dia que passa, está mais claro que o reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom à qual o nosso idioma está submetido pola abafante influência do espanhol. Pola experiência de muitos centros sociais e associaçons culturais espalhadas por todo o nosso país (que lográrom tecer umha ampla rede na defesa do galego internacional), afirmamos que o reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da intoxicaçom e crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

O facto de tornar-se reintegracionista fai que muita gente se preocupe pola suposta “perda da galeguidade”. Porém, achamos que ganhamos em consciência nacional e que o reintegracionismo luita pola conservaçom da nossa língua e do nosso povo.

A recuperaçom do galego por parte do povo trabalhador está indissoluvelmente ligado à conquista da independência nacional para recuperarmos a soberania. Só um Estado galego plenamente independente e soberano poderá normalizar o galego como a língua nacional da Galiza e de fazer frente às agressons do projeto espanhol na sua estratégia de se instalar de vez na nossa terra.

Um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaços sociais, fundamentado na defesa intransigente do reintegracionismo lingüístico e do monolingüismo social, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos castros e mil rios.

Galiza, 14 de maio de 2020

Comunicado nº 138: 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. Nom aos novos “Pactos da Moncloa”. SÓ A CLASSE OBREIRA SALVA A CLASSE OBREIRA

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1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

Nom aos novos “Pactos da Moncloa”

SÓ A CLASSE OBREIRA SALVA A CLASSE OBREIRA

A efeméride internacional da nossa classe tem lugar numha conjuntura terrivelmente adversa para a maioria do povo trabalhador. A pandemia global do coronavírus está facilitando a implementaçom acelerada dos planos mais abjetos e depredadores da burguesia.

Os gansters da CEOE e o conjunto da oligarquia, querem aproveitar o confinamento ao que está submetido umha parte do proletariado e do povo trabalhador, para realizar despedimentos massivos, fechar empresas, reduzir salários, precarizar as condiçons laborais, para disciplinar ainda mais a nossa classe, endurecendo a exploraçom a que nos vemos submetidos polo Capital.

A pandemia está demonstrando que é só a classe trabalhadora quem produz e portanto quem gera riqueza, que somos nós quem fazemos funcionar o país. A burguesia só se apropria da maisvalia da venda da nossa força de trabalho.

É a classe trabalhadora nos hospitais quem está contribuindo para salvar vidas; é a classe trabalhadora quem sementa e recolhe da terra o que comemos; é a classe trabalhadora quem transporta e distribui os alimentos que consumimos nos supermercados.

Neste estado de shock, a burguesia só quer incrementar ainda mais os obscenos lucros que obtém da exploraçom e dominaçom à que estamos submetidos como classe.

Nestas semanas de confinamento, muitas companheiras e companheiros, constatárom como aos ricos, aos patrons, à burguesia em definitiva, a nossa saúde literalmente nom lhes importa nada. O sistema sanitário público, extenuado polas políticas do PSOE e do PP, de cortes e deterioramento das suas infraestruturas, carente de suficiente pessoal, submetido a baixos salários e contratos precários, estivo à beira do colapso e sem meios para impossibilitar centenares de mortes evitáveis.

Nestas semanas de confinamento constatamos como o lucro prevalece sobre a saúde e a vida da classe obreira. Eis polo que seguindo as diretrizes do Ibex 35, o governo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias obrigou o proletariado daqueles setores nom essenciais, ir trabalhar sem meios de proteçom, arriscando as suas vidas e as das suas famílias.

Mas se somos os únicos que fazemos funcionar as fábricas, os portos, a construçom civil, o comércio, o conjunto do setor serviços, o transporte de mercadorias e de trabalhadores, significa que temos umha enorme potencialidade e capacidade para conquistarmos o poder político que os donos do Capital usurpam sob a forma de “democracia parlamentar”.

EVITEMOS CAIR NOVAMENTE NOS HABITUAIS ENGANOS

Os novos “Pactos da Moncloa” que PSOE/Unidas Podemos oferta às social-democracias soberanistas [ERC, EH-Bildu, BNG], às burguesias do PNB e de JxC, mas também às três forças fascistas [PP, Vox e C´s], só pretendem ganhar tempo para estabilizar o regime postfranquista, salvar a monarquia, injetar oxigênio à falsa “normalidade democrática”, consensuar mecanismos eficaces para anestesiar a imensa capacidade de luita operária. A oligarquia quer que a classe trabalhadora paguemos as devastadoras consequências da crise económica e da crise sanitária.

Levamos décadas comprovando empiricamente como os pactos sociais, a política de concessons, de “negociaçons”, “consensos”, e acordos entre as cúpulas burocráticas do sindicalismo entreguista, o patronato e os governos de turno, só se tem traduzido em mais derrotas, mais retrocessos, mais perdas de direitos, liberdades e condiçons laborais.

Nom podemos voltar a permitir o que lográrom em 1977, nom podemos mansamente deixar que os desalmados Amancios Ortegas, Anas Botins, toda essa canalhada sem escrúpulos, de vampiros e sanguesugas, multipliquem ainda mais as suas indecentes fortunas, a custa do nosso suor, das nossas lágrimas e do nosso sangue.

Com o fascismo sem disfarces de Vox, com o neofalangismo de C´s, e com a extrema direita do PP, nada há que dialogar e ainda menos negociar. Simplesmente deve ser isolado, denunciado, ilegalizado e esmagado! Branqueá-lo com o jogo institucional burguês só contribui para reforçá-lo.

A IMENSA FORÇA DA CLASSE OBREIRA

Sem forças genuinamente operárias na sua composiçom, linha discursiva, açom teórico-prática e orientaçom, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista.

Afortunadamente a memória histórica do mundo do Trabalho custódia e ratifica que todas as conquistas e avanços, sem exceçom, fôrom atingidos na luita nas fábricas, nos centros de trabalho e nas ruas. Nengum dos grandes avanços históricos da classe operária e dos povos se atingírom defendendo remendinhos nos parlamentos burgueses.

Só vertebrando iniciativas operárias, classistas, poderemos evitar que a indignaçom, o descontentamento, os protestos, as explosons sociais, sejam capitalizadas pola demagogia fascista.

Só promovendo espaços de unidade e luita classista, estaremos em condiçons de pressionar, de evitar mais retrocessos, de frear a anunciada ofensiva do Capital.

Nos vindouros meses um setor mui importante da classe obreira galega, dos setores intermédios, veram-se irremediavelmente arrastados face a depauperaçom relativa e/ou absoluta. A miséria e a fame voltará a ser umha realidade tangível na Galiza de Feijó.

A crise sanitária do coronavírus constata a urgente necessidade de superar o paradigma do modo de produçom capitalista, de abandonar as políticas de remendinhos, das falsas alternativas do “capitalismo humanista” e outros farrapos de gaita similares, nos que segue instalada a “esquerdinha”.

O Socialismo/Comunismo é a única alternativa frente ao caos ao que nos conduz a acumulaçom ilimitada de lucro burguesa. A revoluçom Socialista é umha necessidade ineludível se nom queremos perecer no colapso ecológico ao que transitamos a curto prazo.

HORAS DE LUITAR

Nom podemos seguir instalados na resignaçom e no conformismo. Nom podemos acreditar ingenuamente nas falsas promessas da casta política assalariada da oligarquia, dos capatazes das multinacionais, a banca e o capitalismo monopolista.

Nom podemos confiar, e muito menos conformar-nos, com as insuficientes e curtoprazistas medidas adotadas polo governo “progre”. Nom passam de migalhas concedidas para amortecer as contradiçons entre Capital-Trabalho para atrasar e evitar o estalido social.

Basta de aplausos teledirigidos, basta de seguidismo alienante, basta de participarmos em domesticadas válvulas de escape para reduzir as enormes tensons e ansiedade perante um futuro incerto, acumuladas em semanas de confinamento. Basta de aplaudir os cans que numhas semanas vam malhar-nos nas ruas quando reclamemos trabalho, pam e liberdades.

Som horas de sacudir o marasmo, som horas de despreender-se do amorfismo, som horas de erguer o punho, som horas de alçar a voz, som horas de reclamar, som horas de de exigir, de organizar luitas e batalhas para conquistarmos o futuro e evitarmos que novamente nos imponham o passado. Nom nos podemos deixar enganar. Só a classe trabalhadora salva a classe trabalhadora!

Após o desconfinamento chegou a hora de luitar de verdade, sem concessons, nem timoratismos. As trabalhadoras e trabalhadores que 10 de novembro passado, sem entusiasmo algum, mas alarmados pola ameaçante besta fascista, favorecérom um governo de coaligaçom alternativo ao PP/Vox/C´s, sabem que o crédito no governo “porgre” já está praticamente amortizado, ja está à beira de finalizar.

O apoio a Pedro Sánchez e Pablo Iglesias deriva do pánico que gera a “alternativa” de psicópatas empoleirados nos aparelhos do Estado postfranquista, dos nostálgicos do pistoleirismo falangista, da possibilidade de padecermos um sincrético governo azul, verde e laranja, com incrustraçons magentas.

Temos que preparar-nos para participar ativamente, sem delegaçons nem tutelagens nas imprescindíveis dinámicas de luita, combate e mobilizaçom, para evitarmos caminhar como ovelhas face o confinamento permanente de direitos e liberdades. Nada nos foi regalado em balde! Os direitos nom fôrom concessons gratuítas do nosso inimigo irreconciliável.

SÓ A CLASSE OBREIRA PODE VENCER

Sem forças operárias na sua composiçom, sem um movimeto popular com linha discursiva, assentado numha açom teórico-prática classista, cumha orientaçom operária, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista.

No ano que comemoramos o 150 aniversário do nascimento de Lenine, devemos aplicar as suas ensinanças históricas. Só venceremos se agimos sob as premissas da independência de classe, a direçom operária e um programa genuinamente classista.

Ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza-Unidade Popular tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho. Há que desconfinar a rebeldia. A rebeliom nom só é um direito, é umha necessidade.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para os setores mais avançados da classe operária e do povo trabalhador galego, a configurar um pólo classista e patriótico, que combata o fascismo e desmascare o fraudulento governo do tandem Pedro Sánchez/Pablo Iglesias.

QUE FAZERMOS NESTE 1ª DE MAIO?

Sob a justificaçom de assegurar a saúde da populaçom, o governo conculca o direito de manifestaçom.


No Dia Internacional da nossa classe nom podemos ficar calados, nem passivos. Temos que denunciar as agressons em curso e as que estám preparando contra os nossos direitos básicos.

Eis polo que Agora Galiza-Unidade Popular, conjuntamente com as organizaçons irmás Herritar Batasuna e Nación Andaluza, solicitamos à classe trabalhadora da Galiza, do País Basco e da Andaluzia, engalanar janelas e varandas com a bandeira vermelha, símbolo internacional do proletariado, e às 12 horas do 1º de Maio, fazer soar a Internacional.

Viva a classe obreira galega!

Viva o proletariado mundial!

Independência e Pátria Socialista!

Na Pátria, 26 de abril de 2020

[174 aniversário da Revoluçom Galega de 1846]