Comunicado nº 138: 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. Nom aos novos “Pactos da Moncloa”. SÓ A CLASSE OBREIRA SALVA A CLASSE OBREIRA

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1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

Nom aos novos “Pactos da Moncloa”

SÓ A CLASSE OBREIRA SALVA A CLASSE OBREIRA

A efeméride internacional da nossa classe tem lugar numha conjuntura terrivelmente adversa para a maioria do povo trabalhador. A pandemia global do coronavírus está facilitando a implementaçom acelerada dos planos mais abjetos e depredadores da burguesia.

Os gansters da CEOE e o conjunto da oligarquia, querem aproveitar o confinamento ao que está submetido umha parte do proletariado e do povo trabalhador, para realizar despedimentos massivos, fechar empresas, reduzir salários, precarizar as condiçons laborais, para disciplinar ainda mais a nossa classe, endurecendo a exploraçom a que nos vemos submetidos polo Capital.

A pandemia está demonstrando que é só a classe trabalhadora quem produz e portanto quem gera riqueza, que somos nós quem fazemos funcionar o país. A burguesia só se apropria da maisvalia da venda da nossa força de trabalho.

É a classe trabalhadora nos hospitais quem está contribuindo para salvar vidas; é a classe trabalhadora quem sementa e recolhe da terra o que comemos; é a classe trabalhadora quem transporta e distribui os alimentos que consumimos nos supermercados.

Neste estado de shock, a burguesia só quer incrementar ainda mais os obscenos lucros que obtém da exploraçom e dominaçom à que estamos submetidos como classe.

Nestas semanas de confinamento, muitas companheiras e companheiros, constatárom como aos ricos, aos patrons, à burguesia em definitiva, a nossa saúde literalmente nom lhes importa nada. O sistema sanitário público, extenuado polas políticas do PSOE e do PP, de cortes e deterioramento das suas infraestruturas, carente de suficiente pessoal, submetido a baixos salários e contratos precários, estivo à beira do colapso e sem meios para impossibilitar centenares de mortes evitáveis.

Nestas semanas de confinamento constatamos como o lucro prevalece sobre a saúde e a vida da classe obreira. Eis polo que seguindo as diretrizes do Ibex 35, o governo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias obrigou o proletariado daqueles setores nom essenciais, ir trabalhar sem meios de proteçom, arriscando as suas vidas e as das suas famílias.

Mas se somos os únicos que fazemos funcionar as fábricas, os portos, a construçom civil, o comércio, o conjunto do setor serviços, o transporte de mercadorias e de trabalhadores, significa que temos umha enorme potencialidade e capacidade para conquistarmos o poder político que os donos do Capital usurpam sob a forma de “democracia parlamentar”.

EVITEMOS CAIR NOVAMENTE NOS HABITUAIS ENGANOS

Os novos “Pactos da Moncloa” que PSOE/Unidas Podemos oferta às social-democracias soberanistas [ERC, EH-Bildu, BNG], às burguesias do PNB e de JxC, mas também às três forças fascistas [PP, Vox e C´s], só pretendem ganhar tempo para estabilizar o regime postfranquista, salvar a monarquia, injetar oxigênio à falsa “normalidade democrática”, consensuar mecanismos eficaces para anestesiar a imensa capacidade de luita operária. A oligarquia quer que a classe trabalhadora paguemos as devastadoras consequências da crise económica e da crise sanitária.

Levamos décadas comprovando empiricamente como os pactos sociais, a política de concessons, de “negociaçons”, “consensos”, e acordos entre as cúpulas burocráticas do sindicalismo entreguista, o patronato e os governos de turno, só se tem traduzido em mais derrotas, mais retrocessos, mais perdas de direitos, liberdades e condiçons laborais.

Nom podemos voltar a permitir o que lográrom em 1977, nom podemos mansamente deixar que os desalmados Amancios Ortegas, Anas Botins, toda essa canalhada sem escrúpulos, de vampiros e sanguesugas, multipliquem ainda mais as suas indecentes fortunas, a custa do nosso suor, das nossas lágrimas e do nosso sangue.

Com o fascismo sem disfarces de Vox, com o neofalangismo de C´s, e com a extrema direita do PP, nada há que dialogar e ainda menos negociar. Simplesmente deve ser isolado, denunciado, ilegalizado e esmagado! Branqueá-lo com o jogo institucional burguês só contribui para reforçá-lo.

A IMENSA FORÇA DA CLASSE OBREIRA

Sem forças genuinamente operárias na sua composiçom, linha discursiva, açom teórico-prática e orientaçom, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista.

Afortunadamente a memória histórica do mundo do Trabalho custódia e ratifica que todas as conquistas e avanços, sem exceçom, fôrom atingidos na luita nas fábricas, nos centros de trabalho e nas ruas. Nengum dos grandes avanços históricos da classe operária e dos povos se atingírom defendendo remendinhos nos parlamentos burgueses.

Só vertebrando iniciativas operárias, classistas, poderemos evitar que a indignaçom, o descontentamento, os protestos, as explosons sociais, sejam capitalizadas pola demagogia fascista.

Só promovendo espaços de unidade e luita classista, estaremos em condiçons de pressionar, de evitar mais retrocessos, de frear a anunciada ofensiva do Capital.

Nos vindouros meses um setor mui importante da classe obreira galega, dos setores intermédios, veram-se irremediavelmente arrastados face a depauperaçom relativa e/ou absoluta. A miséria e a fame voltará a ser umha realidade tangível na Galiza de Feijó.

A crise sanitária do coronavírus constata a urgente necessidade de superar o paradigma do modo de produçom capitalista, de abandonar as políticas de remendinhos, das falsas alternativas do “capitalismo humanista” e outros farrapos de gaita similares, nos que segue instalada a “esquerdinha”.

O Socialismo/Comunismo é a única alternativa frente ao caos ao que nos conduz a acumulaçom ilimitada de lucro burguesa. A revoluçom Socialista é umha necessidade ineludível se nom queremos perecer no colapso ecológico ao que transitamos a curto prazo.

HORAS DE LUITAR

Nom podemos seguir instalados na resignaçom e no conformismo. Nom podemos acreditar ingenuamente nas falsas promessas da casta política assalariada da oligarquia, dos capatazes das multinacionais, a banca e o capitalismo monopolista.

Nom podemos confiar, e muito menos conformar-nos, com as insuficientes e curtoprazistas medidas adotadas polo governo “progre”. Nom passam de migalhas concedidas para amortecer as contradiçons entre Capital-Trabalho para atrasar e evitar o estalido social.

Basta de aplausos teledirigidos, basta de seguidismo alienante, basta de participarmos em domesticadas válvulas de escape para reduzir as enormes tensons e ansiedade perante um futuro incerto, acumuladas em semanas de confinamento. Basta de aplaudir os cans que numhas semanas vam malhar-nos nas ruas quando reclamemos trabalho, pam e liberdades.

Som horas de sacudir o marasmo, som horas de despreender-se do amorfismo, som horas de erguer o punho, som horas de alçar a voz, som horas de reclamar, som horas de de exigir, de organizar luitas e batalhas para conquistarmos o futuro e evitarmos que novamente nos imponham o passado. Nom nos podemos deixar enganar. Só a classe trabalhadora salva a classe trabalhadora!

Após o desconfinamento chegou a hora de luitar de verdade, sem concessons, nem timoratismos. As trabalhadoras e trabalhadores que 10 de novembro passado, sem entusiasmo algum, mas alarmados pola ameaçante besta fascista, favorecérom um governo de coaligaçom alternativo ao PP/Vox/C´s, sabem que o crédito no governo “porgre” já está praticamente amortizado, ja está à beira de finalizar.

O apoio a Pedro Sánchez e Pablo Iglesias deriva do pánico que gera a “alternativa” de psicópatas empoleirados nos aparelhos do Estado postfranquista, dos nostálgicos do pistoleirismo falangista, da possibilidade de padecermos um sincrético governo azul, verde e laranja, com incrustraçons magentas.

Temos que preparar-nos para participar ativamente, sem delegaçons nem tutelagens nas imprescindíveis dinámicas de luita, combate e mobilizaçom, para evitarmos caminhar como ovelhas face o confinamento permanente de direitos e liberdades. Nada nos foi regalado em balde! Os direitos nom fôrom concessons gratuítas do nosso inimigo irreconciliável.

SÓ A CLASSE OBREIRA PODE VENCER

Sem forças operárias na sua composiçom, sem um movimeto popular com linha discursiva, assentado numha açom teórico-prática classista, cumha orientaçom operária, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista.

No ano que comemoramos o 150 aniversário do nascimento de Lenine, devemos aplicar as suas ensinanças históricas. Só venceremos se agimos sob as premissas da independência de classe, a direçom operária e um programa genuinamente classista.

Ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza-Unidade Popular tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho. Há que desconfinar a rebeldia. A rebeliom nom só é um direito, é umha necessidade.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para os setores mais avançados da classe operária e do povo trabalhador galego, a configurar um pólo classista e patriótico, que combata o fascismo e desmascare o fraudulento governo do tandem Pedro Sánchez/Pablo Iglesias.

QUE FAZERMOS NESTE 1ª DE MAIO?

Sob a justificaçom de assegurar a saúde da populaçom, o governo conculca o direito de manifestaçom.


No Dia Internacional da nossa classe nom podemos ficar calados, nem passivos. Temos que denunciar as agressons em curso e as que estám preparando contra os nossos direitos básicos.

Eis polo que Agora Galiza-Unidade Popular, conjuntamente com as organizaçons irmás Herritar Batasuna e Nación Andaluza, solicitamos à classe trabalhadora da Galiza, do País Basco e da Andaluzia, engalanar janelas e varandas com a bandeira vermelha, símbolo internacional do proletariado, e às 12 horas do 1º de Maio, fazer soar a Internacional.

Viva a classe obreira galega!

Viva o proletariado mundial!

Independência e Pátria Socialista!

Na Pátria, 26 de abril de 2020

[174 aniversário da Revoluçom Galega de 1846]

174 ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇOM GALEGA DE ABRIL

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174 ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇOM GALEGA DE ABRIL

Derrrotado o exército galego 23 de abril de 1846 na batalha de Cacheiras, as tropas repregárom para resistir nas ruas de Compostela.
Perante a desfavorável correlaçom de forças, o Estado Maior refugiado em Sam Martinho Pinário, optou pola rendiçom.

A Revoluçom Galega de Abril 1846 era esmagada sem compaixom pola monarquia bourbónica de Isabel II.

Dia 26 sobrevinha o trágico desenlace com o fusilamento em Carral do marechal Miguel Solis e os oficiais leais, e o caminho do exilio e o desterro para evitar a pena capital.

A Revoluçom Galega de 1846 foi a cenificaçom do choque entre as forças transformadoras dos setores sociais que atesouravam no seu seio potencial revolucionário polas suas condiçons materiais ou por diferenças ideológicas manifestas, e os estamentos privilegiados do regime monárquico e centralista espanhol, que representavam a reaçom.

No 174 aniversário da Revoluçom Galega de 1846 reivindicamos desta heroica experiência combativa do nosso povo a importáncia, vigência e necessidade do direito à rebeliom, mas também como um referente, semente do que posteriormente foi o desenvolvimento do movimento de libertaçom nacional galego.

Hoje, neste abril de 2020, levantamos a espada insurreta do marechal Miguel Solis e a pena sublevada de Antolim Faraldo, para mais umha vez proclamar e atualizar a declaraçom revolucionária de 1846 de que nom estamos dispost@s, 174 anos depois, a que a Galiza caminhe inexoravelmente face a sua assimilaçom polo imperialismo espanhol e o da UE.

Só um povo trabalhador unido, organizado e insurreto evitará a nossa derrota como naçom e como classe.

A luita é o único caminho!
Independência e Pátria Socialista!
Venceremos!

A CONFERÊNCIA INTERNACIONAL NO 1º DE MAIO

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A CONFERÊNCIA INTERNACIONAL NO 1º DE MAIO
Em vista da situaçom excecional que estamos vivindo fruto da pandemia do Covid-19, desde a Conferência Internacional -que agrupa as forças políticas Agora Galiza-Unidade Popular, Herritar Batasuna e Nación Andaluza entendemos que este 1º de Maio, Dia Internacional da Classe Obreira, nom pode passar desapercibido a pesar das dificuldades para a mobilizaçom que teremos este ano.

Por isso apelamos a engalanar todas as varandas dos fogares trabalhadores das nossas respetivas naçons- Andaluzia, País Basco e Galiza- com a

bandeira vermelha, assim como fazer soar a Internacional justo o meiodia.

Desde a

Insurgencia Global Proletari. Revista teórica Conferencia Internacional queremos reivindicar assim este dia fundamental na história da classe obreira e o papel protagónico do proletariado para o funcionamento da sociedade, agora mais evidente que nunca. E basicamente o seu rol dirigente para organizar a Revoluçom Socialista.

Viva o 1º de Maio!
Viva o internacionalismo proletário!

Comunicado nº 137: Governo espanhol “progre” incrementa controlo social e repressom

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Governo espanhol “progre” incrementa controlo social e repressom

A oligarquia aproveita a pandemia mundial do coronavírus para estabelecer medidas visadas para endurecer mais a exploraçom, a dominaçom, aumentar o controlo e a obediência social do conjunto da populaçom.

Na Galiza a crise do coronavírus desmascara as grandes desigualdades existentes entre classe. As carências, negligência, improvisaçom, inéficacia e erratismo do Governo de Madrid e da Junta de Galiza para fazer frente à pandemia, e a supeditaçom às diretrizes da oligarquia, só agravam as consequêncais da divisom classista, a fenda entre ricos e pobres.

Estas semanas de confinamento obrigatório, estám sendo acompanhadas pola aprovaçom de umha série de medidas decretadas polo governo de coaligaçom PSOE-Unidas Podemos, medidas que principalmente beneficiam a oligarquia. A agilizaçom dos ERTES promovidos polo patronato, os despedimentos, feches de empresas e a falta de medidas de proteçom sociais e econômicas de longo alcance, só contribuem para agravar mais a situaçom da classe trabalhadora.

Sob o pretexto de combate à pandemia, a brutal ofensiva da oligarquía contra o proletariado e o conjunto do povo trabalhador continua. O incremento progressivo da intoxicaçom mediática, de cortes nas liberdades e direitos, o lavado de imagem das forças repressivas, as arengas fascistas dos militares nos meios de des-informaçom, o aumento do controlo social e da repressom policial, som algumhas das medidas visadas para preparar o terreno para a crise socio- económica em curso.

Este novo cenário, consequência da alerta sanitária, junto com os problemas já existentes, despedimentos, despejos, extrema-pobreza e desemprego, privatizaçons e deterioramento dos serviços públicos promovidos polo PP e PSOE, brutal exploraçom, submissom dos diferentes governos perante o patronato e o IBEX 35, terrorismo machista, o conflito na Catalunha ou os continuos escándalos da corruta monarquia postfranquista, podem converter-se em caldo de cultivo para novas luitas obreiras, nacionais e populares.

Eis polo que o Estado espanhol recorre aos novos “Pactos da Moncloa” promovidos polos partidos burgueses e as élites empresariais, como saída para evitar luitas, controlar a populaçom e salvaguardar os privilêgios do grande capital.

Mas também está a armar-se até os dentes, por se é necessário exercer a repressom contra todos aqueles setores mais conscienciados e organizados da nossa classe.

Neste últimos dias o governo espanhol em vez de fortalecer os serviços públicos e assim fazer mais efectiva a luita contra a pandemia, anuncia que vam a empregar maiores recursos e investimento para reforçar ainda mais o aparelho repressivo.

Prova disto é o enorme e desproporcionado dispositivo policial e militar despregado nestes dias sob a justificaçom de garantir a segurança da populaçom durante o confinamento. Som cada vez mais numerosas as denúncias populares perante as atitudes injustificadas, intimidaçons, agressons e violência das forças repressivas.

O Ministério do Interior dirigido polo ex-juiz da “Audiência Nacional” Fernando Grande-Marlaska, condenado seis vezes polo Tribunal de Estrasburgo por nom investigar torturas, anunciou perante a reclamaçom dos corpos policiais, a intençom de dotar a Policía Nacional e a Guarda Civil com 1.200 pistolas elétricas, um carregamento que nom é precisamente para combater o vírus.

Além do reforçamento do aparelho policial, o Estado também incrementa o controlo das massas com medidas como a geolocalizaçom de dispositivos, anunciada há umhas semanas pola Vicepresidenta Nadia Calviño, um passo mais face à deriva autoritária.

O ministro Grande-Marlaska também assegurou que o Governo nom descarta a implementaçom da geolocalizaçom com fins policiais, para controlar os deslocamentos e manter-se alerta perante “possíveis aglomeraçons ou situaçons de tensom”.

Todas estas medidas implementadas nom vam ser de caráter temporârio. A oligarquia é consciente de que esta nova crise socio-económica que, somada à crise institucional e política que o regime do 78 leva anos arrastando, pode agir como mecanismo de reativaçom das luitas e protestos das camadas populares nas ruas.

Eis polo que incidem no aumento da repressom, necessária para implementar futuras medidas visadas para salvaguardar os seus privilêgios, em base a exploraçom, apropiaçom de mais-valia e depauperaçom da imensa maioria da populaçom.

A esquerda revolucionária galega apela ao povo trabalhador galego a nom deixar-se intimidar, a estar alerta perante este novo cenário.

Após o confinamento devemos exigir responsabilidades pola falta de medidas eficaces, polo elevado número de mortos. Temos que defender os postos de trabalho, os direitos e liberdades, uns serviços públicos de qualidade e combater com firmeza o fascismo e a deriva reacionária.

Organizemos-nos e luitemos, denunciemos e exijamos o restabelecimento dos nossos direitos e liberdades restringidos. Após a superaçom do estado de alarma chega a hora de luitar sem trégua contra os inimigos da nossa classe, do nosso povo e da nossa naçom.

A luita é o único camino!

Só o povo trabalhador salva o povo trabalhador!

Por umha saída operária e popular, patriótica e socialista!

Na Pátria, 16 de abril de 2020

 

Comunicado nº 136: SEM GARANTIAS QUE ASSEGUREM A NOSSA SAÚDE NOM DEVEMOS ACUDIR AOS POSTOS DE TRABALHO

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SEM GARANTIAS QUE ASSEGUREM A NOSSA SAÚDE NOM DEVEMOS ACUDIR AOS POSTOS DE TRABALHO

A decisom adotada polo governo “progre” de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias decretando que amanhá, segunda-feira 13 de abril, se reanude a atividade nas empresas de bens e serviços nom essenciais, é umha irerresponsabilidade.

Voltar o cenário prévio ao 30 de março, é mais um despropósito da errónea gestom da crise sanitária e socioeconómica, caraterizada pola improvisaçom e decisons erráticas.

Seguindo os critérios do grande Capital, PSOE-Unidas Podemos anteponhem os interesses económicos do patronato e da burguesia à saúde da classe trabalhadora.

Os termos do “Real Decreto 487/2020, de 10 de abril”, respondem exclusiva e claramente aos desejos da CEOE. Prevale a lógica depredadora do lucro sobre os critérios científicos dos expertos no combate à pandemia.

Se as crianças levam mais de um mês confinadas nas suas casas, se nom é possível passear nem deslocar-se para visitar familiares e amizades, como é possível obrigar o proletariado da construçom ou de toda a indústria nom vinculada à produçom de materiais sanitários e alimentares, a ter que incorporar-se aos seus postos de trabalho sem assegurar previamente a saúde?

Nom se sostem esta decisom, que poderá provocar um rebrote dos contágios, o colapso de um sistema sanitário que após 5 semanas de crise segue sem meios suficientes e à beira do colapso. Podemos definir o “Real Decreto 487/2020, de 10 de abril” como o decreto que provocará mais mortes entre a nossa classe.

Com esta medida os partidos do Ibex 35, tanto os que ocupam a Moncloa como a oposiçom fascista, estám enviando ao matadeiro dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores galegos.

Que o próprio Governo publique umha “Guia de boas práticas nos centros de trabalho”, visadas para a prevençom dos contágios do coronavírus, estabelecendo pautas organizativas às empresas [planificaçom das entradas e saídas, distâncias de segurança de 2 metros, aprovisionamento de material de proteçom (mascarilhas e luvas), ventilaçom e desinfeçom das instalaçons], recomendaçons à classe trabalhadora afectada, medidas higiénicas, gestom de resíduos, etc, constata que nom existem nestes momentos condiçons objetivas para reanudar a atividade e produçom nas empresas de bens e serviços nom essenciais.

O Capital e a casta política assalariada que gere como bons capatazes a sua dominaçom e exploraçom, aproveita esta pandemia, nom só para condenar-nos à depauperaçom, conculcar os nossos direitos e tímidas liberdades que “desfrutávamos”. Agora sem o mais mínimo pudor manifestam que nom lhe importa o mais mínimo a nossa saúde. Só lhes importa o lucro empresarial. Eis a lógica do capitalismo.

O governo espanhol segue sem adotar as medidas básicas para assegurar a saúde do povo trabalhador, para garantir as necessidades vitais dos assalariados e trabalhadores autónomos nos vindouros meses.

Lamentamos que os sindicatos chamados de classe nom apelem à greve geral na construçom e na indústria nom essencial, para garantir e preservar assim a vida de milhares de operários, e portanto a saúde da imensa maioria do povo trabalhador galego.

Para reincorporar-se aos postos de trabalho, é condiçom indispensável contar com as medidas de proteçom e contróis epidemiológicos que assegurem a nossa saúde. Sabemos que na imensa maioria das empresas nom é possível. Nom podemos resignar-nos, nem deixar-nos intimidar. Som horas de preparar-se para os grandes combates que se divisam no horizonte.

Agora Galiza-Unidade Popular apela à classe operária afectada a nom acudir ao seu posto de trabalho, acolhendo-se a um direito fundamental como a defesa da vida frente os que nos condenam a perecer porque só lhes importa a acumulaçom ilimitada de Capital a qualquer preço.

A luita é o único caminho!
Só a classe obreira salva à classe obreira!
Por umha saída operária e popular, patriótica e socialista!
Venceremos!

Na Pátria, 12 de abril de 2020

Comunicado nº 135. INCAUTAÇOM E NACIONALIZAÇOM DAS RESIDÊNCIAS PRIVADAS!

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Incautaçom e nacionalizaçom das residências privadas!

A crise sanitária do coronavírus destapa as péssimas condiçons e precariedade dos centros da terceira idade, sendo o principal foco de contágio na Galiza. Umha grave situaçom que já acontecia antes de que se decretasse o estado de alarma sanitária.

A falta de medidas e material de prevençom para fazer frente ao coronavírus, somado às lamentáveis condiçons já existentes, estám convertendo as residências, principalmente as de titularidade privada, em autênticos centros de extermínio.

A Junta da Galiza entregou a atençom das pessoas maiores às empresas privadas, destacando DomusVi e San Rosendo, esta última vinculada à Igreja Católica. No mês de abril do ano passado, dispunha de 21.179 vagas nos centros de maiores, 77,2% de gestom privada e 22,8% de gestom pública. A percentagem tam baixa situa a Galiza nos últimos postos do ranquing de atençom à terceira idade a escala estalal, e por baixo das recomedaçons da OMS, tanto no referido à prestaçom de serviços de caráter público, como em cifras totais. A Organizaçom Mundial da Saúde recomenda 5 vagas por cada 100 pessoas maiores de 65 anos. Atualmente na Galiza é de 3.1, das que tam só um terço som de gestom pública.

Nestes últimos anos, associaçons de familiares de residentes, organizaçons sindicais e forças políticas apresentárom denúncias e queijas perante a Conselharia de Política Social sobre a situaçom das residências, sem que nengumha fosse aceitada.

No mês de novembro de 2019, a conselheira Fabiola García comparecia no Parlamento defendendo o atual modelo assistencial de atençom à terceira idade, negando críticas, falta de meios materiais, aglomeraçons, precariedade laboral e recursos humanos nos centros.

No hegemónico setor privado, a cumplicidade da Junta com o patronato das residências é mais que evidente. O nível de cumplicidade do PP com os que concebem os cuidados dos maiores como simples mercadoria para obter lucro, chega até o ponto de que o patronato é advertido com anterioridade da visita das inspeçons para evitar sançons.

A taxa de benefícios empresariais junto com as ajudas e tarifas pagadas polos usuários, é mui elevada. Em Vigo os preços rodam entre os 1.950 e os 2.312 € em residências como a DomusVi-O Barreiro ou os 2.387 e os 4.358 € na de Sanitas. Som residências nas que nom se podem acolher pessoas procedentes das camadas populares.

Esta situaçom agrava-se pola pandemia do coronavírus. Hoje som mais de 110 o número de falecidos nas residências segundo os maquilhados dados oficiais.

A Junta olha cara outro lado perante as denúncias e tenta encobrir a sua responsabilidade e a do patronato na gestom da crise do coronavírus.

Paradigmático desta criminosa negligência é o caso da residência Domus-Vi, intervida recentemente pola Junta. Numha denúncia dos trabalhadores recolhe-se que os maiores saos partilham quarto com os enfermos, que faltam Equipas de Proteçom Individual (EPIs) ou medidas de segurança para evitar novos contágios.

As lamentáveis condiçons e gravíssimas irregularidades dalguns centros é tal, que a Junta perante esta situaçom nom tem mais remédio que fechá-los. Eis o caso de A Fonsagrada [comarca de Burom], após comprovar-se que 29 ancians tinham síntomas de maltrato.

As associaçons de familiares de maiores residentes também denunciam a falta de transparência e informaçom no tratamento do COVID-19 nas residências. Asseguram que podem chegar a transcorrer vários dias sem conhecer a situaçom dos residentes, nem contatar os seus familiares. Sostenhem que os dados publicados pola Conselharia de Política Social nom som exatos.

A Conselharía de Sanidade publica um informe diário com o cómputo de pessoas contagiadas, hospitalizadas ou em cofinamento, dos falecimentos ou dos ingressos nas UCIs. Enquanto a de Política Social fai o próprio respeito ao número de contagiados nas residências de maiores ou pessoas dependentes.

Isto provoca desajustes en fatores como a mortalidade, enquanto o Sergas só soma no seu informe diário os falecimentos nos hospitais,sem contar com os centros de maiores.

Perante esta grave situaçom, Agora Galiza- Unidade Popular exige que todos os responsáveis desta devastadora catástrofe humanitária entre os setores mais vulneráveis, o patronato e o governo da Junta, a conselheira Fabiola García e o presidente Feijóo, sejam julgados por presunta conduta criminal e vulneraçom dos direitos humanos.

Também exigimos o fortalecimento dos serviços públicos e a imediata nacionalizaçom dos centros sanitários e sociosanitários (residências de maiores, pessoas dependentes ou menores) e dotaçom ao pessoal sanitário e trabalhadores dos centros dos EPIs e material necessário para realizar as tarefas de desinfeçom e atençom.

A saúde da maioría da populaçom nom pode converter-se num negócio para a burguesia!

Na Pátria 11 de abril de 2020

MEDIDAS TÁTICAS DE CHOQUE CONTRA A CRISE CAPITALISTA DO CORONAVÍRUS. SÓ O POVO TRABALHADOR SALVA O POVO TRABALHADOR!

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MEDIDAS TÁTICAS DE CHOQUE CONTRA A CRISE CAPITALISTA DO CORONAVÍRUS

1. Blindagem da Galiza por terra, mar e ar, paralisando integramente as comunicaçons com o exterior, e impondo o feche de toda a indústria e setores produtivossem relevância estratégica para combater a pandêmia.

2. Proibiçom dos despedimentos, da reduçom salarial e do aumento da jornada laboral.

3. Controlo estrito dos setores ativos e clausura dos centros que incumpram a normativa de prevençom, segurança, higiene e saúde laboral.

4. Incautaçom dos laboratórios privados e nacionalizaçom do sistema sanitário e das residências privadas, para fazer frente à grave crise sanitária e garantir a saúde dos setores mais vulneráveis do povo trabalhador.

5. Nacionalizaçom de setores estratégicos da economia: companhias elétricas, água, gâs, transportes, telecomunicaçons, indústria farmaceútica, AP 9.

6. Fortalecimento dos serviços públicos. Dotar o pessoal sanitário, de limpeza, bombeiros e proteçom civil com os meios, EPIs e material necessário, para realizar tarefas de desinfeçom, acondicionamento e atençom dos enfermos.

7. Imposto progressivo aos benefícios empresariais. Incremento impositivo à burguesia com ingressos superiores a 50.000 euros ao ano.

8. Salário universal para garantir as necessidades básicas dos trabalhadores assalariados e trabalhadores autonómos que perdérom o seu posto de trabalho.

9. Proibiçom de ERTE nas empresas de mais de 10 empregados.

10. Cancelaçom do pagamento das hipotecas e alugueres durante a crise sanitária aos trabalhadores e trabalhadoras com problemas económicos.

11.Combate o acaparamento e especulaçom. Proibiçom do incremento dos preços dos alimentos, medicamentos, material sanitário, luz, água, gâs e combustíveis.

12. Exigir às entidades financieiras a devoluçom dos 65.000 milhóns de euros do rescate bancário.

13. Garantir proteçom e alojamento às mulheres que sofrem violência machista.

14. Retirada imediata do exército espanhol das nossas ruas e a sua reclusom nos quartéis e denúncia sem dos trégua abusos policiais.

15. Solicitar ajuda sanitária aos países com maior experiência na luita contra o coronavírus, con destaque para Cuba e China.

SÓ O POVO TRABALHADOR SALVA O POVO TRABALHADOR!

Comunicado nº 133: BASTA DE AGRESSONS IMPERIALISTAS CONTRA A VENEZUELA

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BASTA DE AGRESSONS IMPERIALISTAS CONTRA A VENEZUELA

A pesar da crise internacional do coronavírus, a agressom e bloqueio imperialista contra a República Bolivariana de Venezuela nom só continua, padece um endurecimento e incremento.

O imperialismo norteamericano insiste umha vez mais em tentar submeter e dobregar a Venezuela para instaurar um governo vendepátrias ao serviço de Washingtom.

Sob a falsa justificaçom do combate ao narcotráfico, o governo terrorista dos EUA solicita a captura internacional do Presidente Nicolás Maduro, de Diosdado Cabello e outros altos dirigentes da Revoluçom Bolivariana.

Após o anúncio efetuado polo Departamento de Justiça Norteamericano, no que oferece 15 milhons de dólares aos que colaborem na sua captura, soma-se umha nova tentativa de golpe de estado promovida polo fascismo venezuelano.

A passada segunda- feira 23 de março, foi incautado pola polícia na Colômbia um arsenal de guerra. O ex-general das FANB retirado, atualmente opositor a Maduro, Clever Alcalá, involucrado nesta operaçom, confesou que se tratava de umha nova tentativa golpista com o apoio de Juan Guaidó, Leopoldo López e outros representantes da oligarquia, em colaboraçom com assesores norteamericanos.

O objetivo era atentar contra a vida de vários dirigentes para descabeçar o governo bolivariano.

A atitude de completa indiferença e passividade cúmplice do governo espanhol do PSOE/Unidas Podemos é mais que preocupante.

Espanha continuam refugiando na embaixada de Caracas o fascista Leopoldo López, implicado em várias açons golpistas e involucrado nesta nova tentativa terrorista.

O governo de Pedro Sánchez deve entregar este terrorista imediatamente às autoridades venezuelanas.

Perante a via insurecional e terrorista do governo de Trump, do narco-estado colombiano e da UE, cumpre exercer a solidariedade internacionalista com a Venezuela.

Defender a Revoluçom Bolivariana é defender a soberania nacional dos povos que luitam contra imperialismo na América Latina e no conjunto do planeta.

Agora Galiza-Unidade Popular transmite novamente o apoio ao governo legítimo da República Bolivariana de Venezuela presidido por Nicolás Maduro Moros.

Apelamos para o povo trabalhador galego a nom acreditar nas manipulaçons e falácias dos meios de des-informaçom do inimigo, estar alerta perante a agenda golpista que pretende a desestabilizaçom política e económica da Venezuela.

Exigimos ao governo espanhol que manifeste a sua solidariedade com a soberania nacional da Venezuela, condene rotundamente esta nova ameaça do imperialismo norteamericano, e abandone o bloqueio criminoso que padece a Pátria de Bólivar e Chávez.

Viva a Revoluçom Bolivariana!
Indepêndencia e Pátria Socialista!
Galiza-Venezuela, solidariedade!

Na Pátria, 31 de março de 2020

Comunicado nº 5 de Agora Galiza-Unidade Popular da Lourinha: NOM LIVRAMOS TODOS, FALTA UM!

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NOM LIVRAMOS TODOS, FALTA UM!

Agora Galiza-Unidade Popular da Lourinha manifesta o seu apoio ao companheiro investigado por agressons, e aos 20 vizinhos acusados de “desordem público”, polo acontecido no Multiusos das Poças de Mós, 24 de setembro de 2019.
Após os altercados e a cancelaçom do ato sobre o “Projeto da Cidade Desportiva do Celta”, organizado polo governo municipal do PP de Mós, Nidia Arévalo junto com a cumplicidade da Guarda Civil, Policía Local, e contratando com fundos públicos um advogado, denunciou quase umha veintena de vizinhos [2 deles militantes de Agora Galiza-Unidade Popular] por desordem pública e suposta agressom a um lacaio do Partido Popular.
A denúncia foi efetuada contra vizinhos que pertencem às diferentes associaçons e organizaçons políticas que rejeitam o projeto. O objetivo desta montagem é criminalizar e intimidar a populaçom mosense na luita pola defesa do monte comunal.
Posteriormente às declaraçons de todos os investigados, o julgado nº 2 do Porrinho rejeitou as acusaçons por desordem pública contra todos os vizinhos e vizinhas de Tameiga, mas continua a investigaçom contra um ativista desta luita popular ao considerar que pode existir um delito de agressom.
Ao conhecer-se a sentença, a “plataforma Auga é Vida” emitiu um comunicado, com o apoio da Comunidade de Montes de Tameiga e os partidos da oposiçom, celebrando o resultado da sentença, exigindo desculpas públicas da alcaldesa,mas sem manifestar nem o mínimo apoio a este vizinho que continua investigado.
Consideramos umha absoluta covardia e total falta de solidariedade isolar e silenciar a situaçom de um companheiro que sofre a repressom do fascismo mosense por luitar consequentemente.
Alguns dos membros investigados das associaçons e organizaçons da oposiçom que no dia dos altercados do 24 de setembro, fôrom mediar com os fascistas e que instárom a populaçom a nom assistir ao pleno organizado na seguinte semana por medo a que acontecesse o mesmo, som os que continuam sem dar explicaçons sobre o suposto envio de “faturas falsas” fortalecendo o PP, e que agora silenciam a repressom contra este ativista da luita popular.
Agora Galiza- Unidade Popular manifesta com total contundência o apoio a este vizinho acusado, sejam certas ou nom as imputaçons. Toda açom insolidária só contribui para reforçar a imagem de Nidia e do PP.
Também instamos o povo trabalhador mosense a denunciar e desmarcar-se de todos aqueles que “possando à esquerda”, aproveitando a sua posiçom tanto nas associaçons como organizaçons, realizam manobras que servem de utilidade aos fascistas e perjudicam a luita pola defesa do monte.

Toda luita na defesa do monte é legitima!
Stop à repressom!
Mós, 18 de março de 2020

Comunicado nº 132: MEDIDAS ANUNCIADAS POLO GOVERNO ESPANHOL NOM GARANTEM DIREITO AO TRABALHO NEM EVITARÁM DEPAUPERAÇOM DE AMPLAS MASSAS POPULARES

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MEDIDAS ANUNCIADAS POLO GOVERNO ESPANHOL NOM GARANTEM DIREITO AO TRABALHO NEM EVITARÁM DEPAUPERAÇOM DE AMPLAS MASSAS POPULARES

Há pouco mais de 72 horas afirmamos que sob o combate ao coronavírus, e com a declaraçom do estado de alarma, o governo espanhol de coaligaçom de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, aplicaria um pacote de medidas restritivas em direitos e liberdades básicas.

Que as medidas adotadas polo governo espanhol PSOE-Unidas Podemos, para combater o coronavírus, som insuficientes, ineficaces e improvisadas.

Afirmamos que assistiriamos a umha centralizaçom administrativa, e sobretodo à concentraçom de poderes bonapartistas em Pedro Sánchez e na sua camarilha de ministros.

A reaçom do Ibex 35 às medidas adotadas há umhas horas polo Conselho de Ministros, subindo um 6%, e o aplauso da CEOE e dos aparelhos sindicais amarelos, exprimem com nitidez quem beneficia primordialmente o pacote económico anunciado por Pedro Sánchez.

Num inapropriado tom “épico”, emulando ridiculamente momentos trascendentais da história contemporánea mundial, o presidente Sánchez evitou mais umha vez adotar as medidas execionais que a situaçom reclama.

O pacote de medidas por valor de 200.000 milhons de euros aprovado polo Conselho de Ministros, em realidade nom passa de umha série de migalhas para a classe trabalhadora e pensionistas, que nom evitará condenar à depauperaçom amplíssimos setores populares.

Nom se garante proibir a reduçom de salários, o incemento de horários laborais, a perda de direitos e o corte das conquistas adquiridas na luita operária e popular.

Mas sim, com estas medidas anunciadas, o governo de coaligaçom PSOE-Unidas Podemos agiliza os ERTE, assumindo o Estado os custos salariais dos despedimentos sem nengumha responsabilidade para o empresário.

Nom só renúncia a incrementar as taxas impositivas ao grande Capital, opta por facilitar-lhe mais de 150 mil milhons das arcas públicas sem contrapartida algumha.

Renunciou à incautaçom e nacionalizaçom do sistema sanitário privado para fazer frente com eficácia e sem “danos colaterais” ao coronavírus, e garantir assim a saúde do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, basicamente das suas fraçons mais vulneráveis.

Renunciou à incautaçom e nacionalizaçom de setores estratégicos da economia [sistema elétrico, água, gâs, transportes, telecomunicaçons, indústria farmaceútica] para assim poder fazer frente com eficácia ao vírus. Renunciou a apropriar-se de ingentes recursos em maos da oligarquia para garantir que o impacto económico recaia sobre o povo trabalhador e empobrecido.

É hora de exigir que a banca devolva os 70.000 mil milhons de euros injetados polo governo de turno para salvar a rapina ilimitada dos banqueiros que só provocam sofrimento e dor entre a maioria social.

Em vez de solicitar que a corruta monarquia bourbónica que continua parasitando e roubando, entregue os milhares de milhons acumulados em comisons e negócios ilegais, depositados em paraísos fiscais, Pedro Sánchez reitera o seu apoio incondicional à monarquia postfranquista.

Com este conjunto de medidas de choque visadas fundamentalmente para “tranquilizar” os ánimos, para amortecer as contradiçons de umha sociedade ainda dominada pola parálise e o shock que gera o medo e a incerteza, sobrebombardeada deliberadamente com notícias alarmantes, Pedro Sánchez também pretende ganhar tempo e basicamente satisfazer a natureza insaciavelmente depredadora da oligarquia.

Unicamente som dias duros para os que vendemos a nossa força de trabalho, para os que vivimos do nosso suor e esforço. Nom nos deixemos manipular nem enganar!

Perante este cenário tam adverso, apelamos para a classe operária galega, ao povo trabalhador e empobrecido, estar alerta perante as consequências negativas da crise sanitária e económica para a nossa classe e para a naçom galega.

É hora da unidade da nossa classe para defender as conquistas e direitos atingidos com suor, lágrimas e sangue em mais de 170 anos de luita obreira. O capitalismo nom só nom garante o direito à vida. Pretende que paguemos a sua negligência, improvisaçom e lógica depredadora.

Claro que o combate ao vírus entende de classes, territórios e ideologias. Eis polo que continua sem fechar Madrid, facilitando a expansom do contágio.

Os ricos salvaram-se, enquanto os pobres no momento em que colapse um sistema sanitário mui afastado da realidade idílica que nos apresentam, seremos submetidos ao darwinismo social. A classe operária segue sendo obrigada a assistir às fabricas, talheres, obras, empregos, para assegurar o ganho do Capital.

A burguesia está praticando puro terrorismo ao desprezar a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras e pretendendo fazer-nos pagar esta crise sanitária global.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita que Galiza deve ser blindada de imediato por terra, mar e ar, paralisando o seu transporte com o exterior, e impondo o feche da indústria e setores produtivos que nestes momentos nom tenhem relevância estratégica.

Solicitamos a retirada imediata do exército espanhol das nossas ruas e a sua reclusom nos quartéis.

Alertamos o povo trabalhador e empobrecido da Galiza a nom deixar-se manipular e instrumentalizar, a cuidar do mais prezado que temos, a nossa saúde, a exercer a solidariedade de classe, nom deixar-se arrastar polos boatos e a psicose coletiva promovida polos meios de [des]informaçom da oligarquia, mas também preparar-se para defender com firmeza e contundência as conquistas, direitos e liberdades que tentarám suprimir e reduzir. Nom podemos deixar-nos fumigar polas falaces justificaçons de que todos deveremos colaborar na “recuperaçom económica”.

Quando se controle a pandemia virám tempos ainda mais turbulentos, onde só a nossa luita organizada e unida poderá inclinar a balança para o nosso campo e nom para os responsáveis desta catástrofe social.

Unidos venceremos, divididos pereceremos!
Viva o povo trabalhador galego!
Viva o país dos mil rios e dos dez mil castros!
Até a vitória sempre!

Na Pátria, 17 de março de 2020 [no terceiro dia do estado de alarma]