Comunicado nº 59: 17 de Maio, Dia das Letras. Na Galiza SÓ em galego. LÍNGUA PROLETÁRIA DO MEU POVO

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17 de Maio, Dia das Letras

Na Galiza SÓ em galego

LÍNGUA PROLETÁRIA DO MEU POVO

Mais um 17 de Maio estamos obrigad@s a sair à rua a defender o nosso idioma, a denunciar a dramática situaçom na que se acha a língua da Galiza, o galego.

Fazemo-lo com um firme convencimento testado nos fracassos contínuos dos 40 anos de acordos “normativos” e “ortográficos” assinados polas forças do nacionalismo galego com os inimigos da Pátria, e portanto da língua galega.

Sim, as cousas claras! Nom funciona a estratégia normalizadora institucional pactuada entre as forças politicas com representaçom no parlamentinho autonómico. Ano após ano o galego perde falantes, basicamente nas franxas etárias mais jovens, sendo um facto mais que alarmante a quebra da transmissom intergeracional.

Mas tampouco funciona a estratégia promovida nestas últimas décadas polas plataformas hegemónicas no ámbito da defesa da língua de Mendinho, Rosalia de Castro, Jorge Amado, Bento da Cruz, Luisa Vilalta e Mia Couto.

Basicamente som duas as razons do fracasso das entidades “normalizadoras”: umha prática de isolacionismo linguístico que evita a confluência com o tronco comum, com o resto dos países do mundo que usam o galego-português. Somos um idioma internacional, nom somos umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza.

Cada dia que passa está mais claro que o reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom a que o nosso idioma está submetido pola abafante influência do espanhol. O reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

E obviamente a segunda causa som os complexos e timoratismos das forças políticas maioritárias com centro de gravidade na Galiza, instaladas na difusa demanda do direito de autodeterminaçom e na metafísica reivindicaçom com a boca fechada da soberania nacional.

Pois o futuro do galego está indisoluvelmente ligado à conquista da independência nacional para recuperarmos a soberania conculcada há 5 séculos, data do início do progressivo processo de espanholizaçom.

Só um Estado galego plenamente independente e soberano poderá normalizar o galego como a língua nacional da Galiza.

A abafante presença do espanhol nas nossas vidas fai com que mesmo a comunidade galego-falante padeça a hibridaçom da língua que emprega, com crescentes interferências nom já só no léxico e na morfo-sintaxe, senom também na prosódia e o sotaque, que coletivamente som cada vez menos galegas e mais espanholas, o que se pode comprovar com qualquer falante adulto ou idoso de que se conservem gravaçons da sua fala.

O galego reintegrado é a forma autótone do que internacionalmente se denomina português, mas nom é nem deve ser o padrom de Lisboa. Temos umha norma própria, patriótica, que devemos conservar como parte da nossa idiosincracia nacional.

Como já é umha nefasta tradiçom, nas jornadas prévias a este novo Dia das Letras voltaremos a assistir à habitual cerimónia da confusom. Da extrema-direta espanholista governante, disfarçada de regionalismo, até a “nova” social-democracia, praticamente todos falarám das vitudes da nossa língua “sem impossiçons”, e do galeguismo “bem entendido”.

Enquanto isto acontece o BNG e as suas entidades satélites seguem com o ritual de brindes ao sol, emprazando o PP a que se comprometa numha estratégia antagónica com os seus planos destrutivos e aniquiladores da língua proletária do nosso povo.

Porque contrariamente ao que afirma “Queremos Galego”, nom existem razons para que a “Junta de Feijó corresponda a dignidade que o povo mostra mantendo viva a sua lÍngua”.

A direçom da sucursal galega do PP tem abraçado as mais ultras teses do supremacismo espanhol, embora tente dissimulá-lo com declaraçons e campanhas tam estéreis como hipócritas.

Nom se producirám avanços quantitativos nem qualitativos na recuperaçom de falantes e de espaços do galego enquanto as forças agrupadas à volta dessa entidade nom apliquem a legenda da manifestaçom nacional do Dia das Letras que Agora Galiza apoia. Enquanto sigam pondo “limites ao galego” como língua internacional caminharemos inexoravelmente face ao nosso suicido como povo com cultura e língua milenária.

Só um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaço sociais, fundamentado na defesa intransigente do monolinguísmo social e o reintegracionismo lingüístico, visado na conquista da nossa plena emancipaçom nacional, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos castros e dos mil rios.

Estamos a tempo de evitar a desgaleguizaçom!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 17 de Maio de 2017

Comunicado nº 57: Só o povo trabalhador movimentado na rua pode provocar a queda do governo bandido do PP.

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Só o povo trabalhador movimentado na rua pode provocar a queda do governo bandido do PP

A moçom de censura contra o governo do PP anunciada por Podemos é umha manobra estéril de distraçom sem percorrido algum. A iniciativa promovida por Podemos e as suas “confluências” nom passa de puro show político, porque nom conta de antemao com os apoios necessários para forçar a queda do governo bandido de Mariano Rajói.

Nem o PSOE nem o neofalangismo representado por C´s vam apoiar a proposta anunciada hoje por Pablo Iglesias, porque ambas forças estám comprometidas a lume com a “estabilidade política” que exige Bruxelas, Berlim e o Ibex 35 para assegurar a implementaçom das novas agressons contra a o povo trabalhador em direitos e liberdades.

A moçom de censura nom pode pois prosperar! Esta iniciativa estéril novamente nom passa de ser umha válvula de escape empregada polo populismo socialdemocrata que só fortalece a ilegítima institucionalidade da “democracia” espanhola.

Claro que o governo gansteril do PP tem que ser tombado! Mas a única possibilidade real de conseguir a sua queda será na rua.

O povo trabalhador movimentado e unido em defesa dumha nova ordem social empregando a rua como espaço de luita conseguirá o que nom se pode lograr nas Cortes espanholas nem nos gabinetes dos partidos comprometidos com a lógica da Constituiçom do 78.

Espanha caminha a ser um estado falhido, sob o controlo dumha oligarquia tam depredadora como corrupta que aplica receitas de destruiçom maciça contra a classe trabalhadora, contra a maioria social enquanto saqueia obscenamente, sem o mais mínimo pudor, as arcas públicas.

Os sucessos em curso nos que estám involucrados altos dirigentes do PP, do PSOE e da antiga CiU, ministros, secretários de Estado, alguns dos mais destacados oligarcas, banqueiros, diretivos dos meios de [des]informaçom, altos funcionários do poder judicial, em definitva o conjunto das elites do regime, som consequência direta da segunda restauraçom bourbónica que maquilhou o fascismo numha pseudademocracia burguesa.

Sem questionar pois os alicerces do regime e portanto sem umha estratégia visada para a sua transformaçom mediante umha política genuinamente rupturista todas as propostas regeneracionistas, reformistas, democraticistas, nom som mais que água de bacalhau.

Nom nos deixemos enganar polas apariências. O novo reformismo solicita comparecências parlamentares, explicaçons institucionais, mas nom se atreve nem tem vontade política para iniciar um ciclo de mobilizaçons populares visadas para vertebrar um movimento em prol de ilegalizar o PP e abrir um processo constituínte que abra umha fase de democratizaçom real onde os povos trabalhadores das naçons oprimidas decidamos livremente o nosso destino.

Agora Galiza denuncia a nova fraude podemita que só contribui para reforçar o regime. A multicrise que padece o Estado espanhol [económica, política, institucional] nom tem saída eleitoral. Só umha Revoluçom popular de orientaçom socialista poderá enviar ao lixo da História Rajói, Feijó, Felipe González, Susana Díaz, Albert Rivera, o clam Pujol, Rato, Blesa, Villar Mir, Amancio Ortega, Moix, à monarquia bourbónica, e abrir um processo de construçom dumha sociedade livre e igualitária.

Pois do contrário os partidos da “esquerda” institucional com os seus compromissos e ataduras com a lógica do regime estám favorecendo a criaçom das condiçons subjetivas para o eclosinar da alternativa fascista face à que se desliza cada vez mais setores da burguesia.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 27 de abril de 2017

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A IGNOMÍNIA DO PARDO

PP, PS E SYRIZA APOIAM ATAQUE IMPERIALISTA CONTRA A SÍRIA

No franquista palácio madrileno de “El Pardo” tivo lugar 10 de abril a III Cimeira dos Estados do sul da Europa que formam parte da UE.

Mariano Rajói exerceu de anfitriom na reuniom à que assistírom os primeros ministros da Itália, Paolo Gentiloni; de Portugal, António Costa; da Grécia, Alexis Tsipras; de Malta, Joseph Muscat; mais o presidentes de Chipre, Nicos Anastasiades, e da França, François Hollande.

O encontro constatou a fraude da nova política à hora de defender umha Europa alternativa à dos monopólios, os Estados, a guerra, a xenofobia e o patriarcado.

 

Tanto Alexis Tsipras, líder da Syriza grega, como António Costa, o primeiro ministro do governo português do PS apoiado polo reformista PCP e a nova socialdemocracia do Bloco de Esquerda, fechárom fileiras com os mandatários mais ultraliberais.

Um dos acordos mais destacados da declaraçom conjunta foi o apoio implícito ao ataque imperialista ianque contra a Síria realizado na madrugada de 7 de abril.

O manifesto pactuado entre os sete mandatários afirma que “O uso reiterado de armas químicas na Síria, tanto por parte do regime de Asad desde 2013 como por parte do Daesh, constituem crimes de guerra”. Para dissipar qualquer dúvida do alinhamento com o imperialismo os sete Estados consideram que “O ataque lançado polos EUA contra a base de Al Shayrat, na Síria, tinha a intençom compreensível de impedir e evitar a distribuiçom e o uso de armas químicas e centrou-se neste objetivo”.

Mais umha razom para apostarmos sem ambiguidades pola independência da Galiza e a saída da UE, pola construçom dumha Europa socialista de povos livres e soberanos.

Comunicado nº 55: 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. ORGULHO OPERÁRIO. Luitando há futuro.

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1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

ORGULHO OPERÁRIO

Luitando há futuro

A ofensiva da burguesia e do imperialismo contra a classe trabalhadora e os povos semelha nom ter fim.

Após quase umha década padecendo as consequências da crise global do capitalismo, as condiçons de trabalho e de vida da imensa maioria social que configuramos o povo trabalhador galego nom cessam de retroceder.

Aos elevados índices de desemprego crónico, de precariedade laboral, de baixos salários, de pensons de miséria, de perda de direitos laborais, de emigraçom, de sinistralidade laboral, devemos acrescentar o paulatino processo de deterioramento da sanidade, da educaçom pública, dos serviços sociais, por mor da sua privatizaçom.

A “anunciada” falência da Segurança Social e portanto dos sistema público de pensons fai parte deste processo de saqueio do público pola irrefreável voracidade burguesa.

No quadro desta guerra sem quartel da burguesia contra a classe operária devemos entender as restriçons nas já de por si raquíticas liberdades e direitos, mais o incremento da repressom laboral, judicial e policial, assim como da manipulaçom e censura nos meios de [des]informaçom.

A recente condena a prisom dumha jovem tuiteira por exercer o direito à liberdade de expressom, opinando sobre a execuçom do presidente do governo espanhol de 1973, -tal como outras condenas parecidas por factos similares-, exprime a involuiçom reacionária e fascistizante do regime espanhol.

Luis Carrero Blanco era o número 2 do franquismo, umha ditadura terrorista imposta a sangue e fogo sobre o povo trabalhador galego como consequência da vitória militar derivada do golpe de Estado de 18 de julho de 1936.

A execuçom do almirante fascista foi justa e necessária, pois a rebeliom armada e a autodefesa é um direito legítimo da classe trabalhadora e dos povos perante regimes tiránicos.

Que a “Audiência Nacional” como continuadora do TOP [“Tribunal de Ordem Pública”] franquista considere que emitir opinions favoráveis à execuçom do hierarca fascista, 44 anos depois do seu voo ao inferno, é umha “humilhaçom às vítimas do terrorismo”, constata a natureza infame da segunda restauraçom bourbónica.

Mas perante esta situaçom tam dramática a nossa classe continua lamentavelmente delegando a nossa representaçom à pequena-burguesia e à burocracia sindical.

Neste 2017, ano do 50 aniversário do assassinato do Che na Bolívia e do 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique, devemos extrair leiçons históricas que nos permitam despreender-nos das hipotecas e inércias impostas polo reformismo que esterilizárom e adulterárom a luita obreira até o extremo de praticamente invisibilizá-la.

A nossa luita como classe tem como objetivos atingirmos melhoras salariais, melhoras das nossas condiçons laborais, assim como direitos sociais e liberdades, mas nom só.

A luita da classe trabalhadora galega deve estar encardinada a derrubarmos o capitalismo. Nom a contribuir para gerí-lo melhor pois este sistema intrinsecamente corrupto e depredador, baseado na exploraçom dumha minoria sobre a imensa maioria, de uns países imperialistas sobre o resto dos povos do mundo, simplesmemte nom é reformável.

A história da luita de classes tanto na Galiza como a escala mundial tem demonstrado de forma sistemática a impossibilidade de reformá-lo. Nom se pode mudar mediante aritméticas eleitorais, há que destruí-lo por meio dumha revoluçom. Eis a tarefa estratégica da classe trabalhadora e da sua vanguarda, o proletariado: acumular forças, organizar povo para desputar o poder, nom só o governo de turno.

Nom podemos esquecer que todos os direitos, sem exceçom, que até há uns anos “desfrutávamos” som fruto da nossa luita organizada como classe. Nada nos foi entregue gratuitamente, de forma voluntária e pacífica. Todo, completamente todo, foi logrado por meio da luita. É resultado de mais de um século de greves, manifestaçons, barricadas, combates de rua, revoltas, rebelions, revoluçons, sempre com a fábrica, o centro de trabalho e a rua como eixo central.

O 1º de Maio é umha data adequada para que a classe obreira galega reflita e avalie a funesta situaçom em que nos achamos, derivada da inexistência dumha linha genuína e coerentemente classista, da nossa fagocitaçom polas fraudulentas forças ”ruturistas”. Simples espaços interclassistas da “gente” e da “cidadania” que só defendem os interesses dos setores intermédios progressistas.

Sem recuperarmos a linha da confrontaçom, sem superarmos as práticas mornas e conciliadoras das organizaçons de “esquerda” hegemónicas, sem batalha ideológica, sem coragem e e audácia, tam só seguiremos caminhando face ao precipício.

É hora de quebrar com o pactismo do sindicalismo hegemónico, de abandonar o fetichismo eleitoral, o ilusionismo de que maiorias aritméticas parlamentares ao PP som a única via para recuperar o perdido e iniciar a contraofensiva popular.

Os continuistas governos municipais da nova e velha “esquerda”, o governo grego da Syriza, demonstram este erro que tanto nos custa admitir.

As políticas ultraliberais de cortes e austeridade só se derrotam na rua com um povo organizado e em luita, movimentado sob um programa operário, popular, patriótico e feminista, de rutura com o regime do 78, por organizar umha saída revolucionária à crise capitalista, visada para a recuperaçom da independência e a soberania nacional da nossa Pátria, a Galiza.

Só umha Revoluçom Socialista logrará que as nossas filhas e os nosso filhos, as nossas netas e os nossos netos nom tenham umhas condiçons de trabalho e de vida similares ou inclusive piores às que tinham os nossos pais e avôs.

Neste 1º de Maio de 2017, Agora Galiza transmite a sua solidariedade internacionalsita à classe operária de todo o mundo e aos povos como o venezuelano, sírio, palestiniano, iraquiano, iemenita, catalám, cubano, do Dombass que resistem e combatem as embestidas do imperialismo.

Viva a luita operária!

Viva a classe operária galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1º de Maio de 2017

Comunicado nº 54: Tod@s somos Cassandra!

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Tod@s somos Cassandra!

A condena a um ano de prisom e sete de inabilitaçom a umha jovem por “humilhaçom às vítimas do terrorismo” exprime o caráter fascistizante do atual regime espanhol.

Cassandra Vera publicou umha série de tuits sobre a execuçom do almirante Luís Carrero Blanco, presidente do governo franquista em 1973, considerados um delito polo tribunal de exceçom espanhol continuador do Tribunal de Ordem Pública [TOP], a “Audiência Nacional”.

Durante décadas a criatividade popular adatou músicas e letras mui conhecidas para apluadir a execuçom do continuador natural de Franco.

Mas agora a involuçom fascistizante em curso do regime postfranquista e a carência dumha oposiçom de massas de orientaçom revolucionária, permite que o poder judicial espanhol em conivência com os interesses do bloco oligárquico, condene à prisom o exercício da liberdade de expressom.

A “justiça” espanhola possui um indiscutível caráter de classe, é umha justiça” benévola com os que realizam apologia do fascismo, da xenofobia e o machismo, permissiva com os que saqueiam as arcas públicas, evadem fortunas nom tributando, benigna com a monarquia, magnates, banqueiros, oligarcas e com os políticos bandidos.

É umha “justiça” ao serviço do Estado imperialista visando atingir por todos os meios possíveis a plena assimilaçom da Galiza e do resto das naçons oprimidas.

Mas obviamente é umha justiça que criminaliza as reivindicaçons da trabalhadoras e os trabalhadores, implacável com o povo empobrecido, com os humildes, com @s que luitam e se rebelam contra todo tipo de injustiças e opressons, com @s que exercem o direito sagrado à liberdade de expressom.

A condena da Cassandra constata novamente o que a esquerda independentista galega leva décadas denunciando: a “Audiência Nacional” age como umha nova inquisiçom.

Agora Galiza transmite a Cassandra a solidariedade galega e manifesta que a execuçom de Carrero Blanco foi legítima porque os regimes totalitários devem ser combatidos por todos os meios.

A dissoluçom da “Audiência Nacional”, assim como a revogaçom de toda legislaçom especial como a Lei de Partidos e a Lei de “segurança cidadá” [Lei mordaça] é umha reivindicaçom prioritária no quadro de um programa minimamente democrático.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 29 de março de 2017

ATENTADOS: MANIPULAÇOM E INTOXICAÇOM MEDIÁTICA

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Atentados: Manipulaçom e intoxicaçom mediática

O recente atentado cometido em Londres está sendo novamente utilizado polos meios de [des]informaçom burgueses para gerar alarma social e confusom no povo.

A opacidade sobre os autores deste tipo de açons terroristas, contribuem a termos que analisá-los com enorme prudência pois nalguns casos todas as evidências provocam que tenhamos que caraterizá-los como de “falsa bandeira”, promovidos polos serviços de inteligência ocidentais por espúreos interesses políticos visados em injetar medo na sociedade e assim justificar mais cortes em direitos e liberdades.

As TVs, rádios e jornais que dedicam horas e horas em monstrar as imagens de Londres ocultam as brutais açons terroristas em Damasco, Bagdade ou Saná, nas cidades e povos da Síria, o Iraque e o Iemem, cometidas habitualmente polas mesmas organizaçons yihadistas.

A guerra de extermínio sionista contra o povo palestiniano também é habitualmente deformada e ocultada.
Ou é que vale mais a vida de um británico que a de umha síria ou umha iraquiana?

 Domingo 19 de março mais de 40 peregrinos iraquianos fôrom assassinados em Damasco num brutal atentado terrorista contra o seu autocarro. Nem umha só linha ou imagem nos meios que nos bombardeiam com as mortes em Londres, Paris ou Niza.

Quanto cinismo e hipocrisia!

 

Comunicado nº 53: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Amador, Piloto, Daniel, a luita obreira é o único caminho

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega

Amador, Piloto, Daniel, a luita obreira é o único caminho

Paradoxalmente, a medida que a ofensiva do Capital contra o Trabalho se intensifica, as luitas operárias vam perdendo vigor, intensidade e combatividade. O ano 2016 finaliza com o menor número de greves e conflitos laborais das 4 últimas décadas. Eis a adversa realidade da radiografia da luita de classes na Galiza.

Mas esta situaçom tem umhas causas claras que convém determinar para corrigir o rumo atual que nos conduz inevitavelmente a umha severa derrota do proletariado, da classe obreira e do conjunto do povo trabalhador galego.

O sindicalismo hegemónico, tanto o de ámbito espanhol como o galego, carecem de vontade real para agir como ferramentas defensivas da classe operária. Converterom-se em mastodónticos aparelhos burocráticos financiados polo Estado burguês para promover e legitimar a conciliaçom e a “pax social”, imprescindível para aprofundar na exploraçom e disciplinar a classe obreira.

Os pronunciamentos realizados nas últimas semanas polas amarelas CCOO e UGT, mas também pola CIG, som meras declaraçons para galeria, simples posicionamentos administrativos, inofensivos amagos sem percorrido algum, dirigidos basicamente a manter “pressom” mediática para nom perder o seu privilegiado estatus como parte da maquinária do Estado postfranquista.

A ausência real de empenho por organizar e mobilizar a classe trabalhadora galega na defesa dos seus direitos laborais, sociais e políticos, sob umha estratégia de luita permanente e encadeada, é o pam de cada dia do sindicalismo maioritário.

Se a isto acrescentamos os vínculos diretos destas estruturas sindicais com os partidos reformistas e sistémicos que alimentam o ilusionismo eleitoral desta ditadura burguesa sob fachada democrática, compreenderemos melhor a carência por promover a conflituosidade laboral, por politizar e ideologizar a classe trabalhadora.

Conciliaçom de classes e ilusionismo eleitoral som as duas caras da mesma moeda. Som a estratégia que levam alimentando nas últimas quatro décadas os partidos e forças políticas da “esquerda” institucional. O seu fracasso é umha evidência impossível de maquilhar.

A “nova política” vaziou as ruas de protestos e liquidou o ascendente movimento de massas que entre contradiçons estava dando passos na sua radicalizaçom e politizaçom.

Hoje a classe operária galega tem menos direitos e liberdades que as atingidas na luita contundente nas fábricas, centros de trabalho e na rua pola geraçom proletária de Daniel e Amador.

Todas as conquistas e direitos que nos suprimírom e as que pretendem liquidar-nos som resultado da luita operária e popular. Nada nos foi entregue gratuitamente. A burguesia nunca concedeu nada de forma voluntária e pacífica. O pactismo e a conciliaçom som sinónimos de mais derrotas e mais retrocessos.

Estamos na antesala do novo pacote laboral que exige Bruxelas e Berlim ao governo espanhol. Mas perante o retrocesso nas pensons e nos salários, no incremento da precariedade laboral, da emigraçom, da pobreza e da exclusom social, o sindicalismo hegemónico nom passa de convocar mobilizaçons meramente rituais, processons para cubrir expediente e aparentar, às que obviamente só assiste umha parte do seu aparelho burocrático de liberados e militantes das forças políticas instaladas no cretinismo parlamentar.

Perante este adverso panorama cumpre ao proletariado galego recuperar a iniciativa e a centralidade discursiva, deslocar e depurar a pequena-burguesia da direçom do movimento obreiro, recompor o sindicalismo, promover ferramentas unitárias de defesa, resistência e combate obreiro.

A melhor contribuiçom para comemorarmos o 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique é visibilizar a imensa capacidade e potencialidade de luita da nossa classe, acreditar nas possibilidades reais de atingirmos vitórias parciais para acumularmos na forja do combate operário as forças necessárias para tomar o poder.

No 45 aniversário do assassinato em Ferrol pola polícia espanhola de Amador Niebla e Daniel Rei, no 52 aniversário da execuçom em Sam Fiz de Asma pola Guarda Civil do guerrilheiro comunista galego Luís Castro Veiga, “Piloto”, o socialismo independentista honra a sua memória e lembra que o seu sangue é semente da Revoluçom Galega.

Viva a classe obreira galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 6 de março de 2017

Comunicado nº 52: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Só com feminismo de classe se logrará a emancipaçom

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Só com feminismo de classe se logrará a emancipaçom

Umha das expressons mais nocivas da abafante hegemonia pequeno-burguesa nos movimentos sociais é a permanente maquilhagem política e ocultaçom histórica que imprimem à memória coletiva da luita popular.

A luita pola emancipaçom da mulher trabalhadora da dominaçom, opressom e exploraçom que padece pola aliança simbiótica entre patriarcado e capitalismo é um dos exemplos desta falsificaçom.

Lamentavelmente a manipulaçom das origens de 8 de Março e a adulteraçom dos verdadeiros objetivos desta jornada mundial reivindicativa tem sido progressivamente assumida polo feminismo galego.

Primeiro suprimírom o seu conteúdo eminentemente de classe eliminando “trabalhadora” da designaçom da data, para agora desvirtuar a jornada reivindicativa pola postmoderna formulaçom “Dia da luita feminista”.

Sob o manto do unitarismo dotado de um programa minimalista que permite a cómoda presença de forças como o PSOE, contrárias à plena emancipaçom da mulher trabalhadora e responsável direto pola sua situaçom, o feminismo galego dirigido pola pequena burguesia mesocrática e funcionarial renuncia a definir com precisom a alternativa revolucionária, empregando eufemismos e malabarismos que alimentam o ilusionismo de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo e o patriarcado.

Eis polo que Agora Galiza, como organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, vemo-nos na obrigaçom de denunciar esta deturpaçom da jornada que o feminismo pequeno-burguês tem acunhado.

8 de Março foi proclamado como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em 1910 pola II Conferência Internacional de Muheres Socialistas reunida em Copenhague. A proposta da dirigente marxista Clara Zetkin foi apoiada unanimemente polas mais de cem mulheres que representavam 17 países.

Fôrom pois as mulheres comunistas como Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, além da própria Clara Zetkin, quem impulsionárom há mais de um século esta data fundamental no calendário reivindicativo da luita operária e popular contra o capitalismo.

É necessário recordar perante tanta amnésia imposta que foi durante a Revoluçom Bolchevique de 1917 quando por primeira vez na história as mulheres trabalhadoras atingírom plenos direitos e conquistas em todas os ámbitos: igual trabalho igual salário, divórcio, aborto, discriminalizaçom da homossexualidade e do adultério, cuidado e educaçom das crianças, etc.

8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita para exigir a plena igualdade de direitos em todos os espaços. Umha data com eminente conteúdo de classe pois som as mulheres trabalhadoras as que padecem no ámbito laboral, familiar, social a sobre-exploraçom e discriminaçom do capitalismo.

As mulheres trabalhadoras recebem 25% menos de salário que os homens por jornadas laborais idênticas. Som as mulheres trabalhadoras as que padecem com mais virulência a precariedade laboral, o desemprego, a pobreza e a exclusom social. Som as mulheres trabalhadoras as que recebem pensions mais baixas tendo que trabalhar 10 anos mais que um trabalhador para atingir similar reforma. Som as mulheres trabalhadoras as que tenhem sido mais golpeadas pola crise estrutural do capitalismo, polas contínuas reformas laborais promovida polo PSOE e o PP e as suas consequências à hora de relegá-las ao cuidado das crianças, de familiares doentes e pessoas idosas.

O feminicídio e a violência estrutural do terrorismo machista continua a ser umha lacra que longe de diminuir aumenta perante a falta de medidas concretas no ámbito laboral, educativo, cultural, social e político, e que golpeia basicamente as mulheres trabalhadoras.

Os direitos sexuais e reprodutivos como o aborto livre e gratuíto, a infomaçom sexual nos centros educativos, as revisons ginecológicas anuais na rede sanitária pública, o acesso gratuíto da juventude aos métodos anticonceptivos, etc nom se garantem no sistema capitalista.

O mesmo em matéria de erradicaçom da linguagem machista nos ámbitos públicos, nomeadamente nos meios de comunicaçom e no sistema educativo.

Eis polo que nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Eis polo que temos que construir um movimento feminista galego com umha composiçom e orientaçom claramente socialista e comprometido com a plena liberdade da nossa Pátria, a Galiza.

Corresponde pois às mulheres trabalhadoras resgatar o caráter de classe do 8 de Março, deslocar mediante a açom teórico-prática a hegemonia pequeno-burguesa do movimento feminista galego, tomar as ruas, mobilizar-se, confrontar com o machismo e o patriarcado.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional e Agora Galiza

Na Pátria, 3 de março de 2017

Comunicado nº 51. A independência nacional será resultado da luita popular sob direçom operária

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Perante o julgamento ao que estám sendo submetidos três altos responsáveis do anterior governo da Generalitat da Catalunha por terem organizado 9 de novembro de 2015 umha consulta soberanista, e os apelos à defesa da legalidade espanhola que utilizam na sua defesa no Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, Agora Galiza considera oportuno transmitir a posiçom do socialismo independentista galego sobre os acontecimentos em curso e as perspetivas que se divisam a curto/meio prazo.

O processo independentista catalám é a dia de hoje o elo fraco da cadeia da dominaçom do bloco oligárquico espanhol sobre a classe trabalhadora, as mulheres e as naçons submetidas polo imperialismo hispano.

O atual movimento independentista catalám atingiu umha dimensom de massas como consequência da combinaçom de um complexo conjunto de fatores. À prolongada e firme posiçom em defesa de um Estado catalám que tem caraterizado a açom teórico-prática da esquerda independentista nas últimas cinco décadas, há que acrescentar a linha plenamente soberanista de ERC, e basicamente a recente viragem independentista adotada por um setor destacado da grande burguesia catalana articulada no Partido Democrata Europeu Catalám [antiga CiU].

Som também diversas as razons polas quais a burguesia autonomista catalana -que durante o último século procurou mediante diversas fórmulas o encaixe da Catalunha em Espanha-, opta por quebrar o seu colaboracionismo e vocaçom de reformar/regenerar Espanha.

A necessidade de abrir novos mercados para os seus negócios sem a tutelagem de Madrid, o imobilismo e incumprimento das promessas polo governo de Zapatero de conceder maior autogoverno após nom aceitar o Novo Estatut plebiscitado e ratificado polo Parlament, a negativa de Mariano Rajói de reatualizar os acordos sobre financiamento autonómico [Pacto fiscal], o endurecimento centralizador do cada vez mais intolerante chauvinismo espanhol, som algumhas das causas que permitem entendermos porque um partido de ordem, profundamente burguês, opta por assumir aparentemente a sério a opçom independentista.

A profunda crise estrutural que sacude o capitalismo e as suas consequências sobre as maiorias trabalhadoras e populares combinada com a multricrise do regime espanhol [política, institucional, económica, identidade] tem facilitado que a esquerda independentista catalana atingisse na última década umha acumulaçom de forças no ámbito social e político cuja expressom mais espetacular é o êxito eleitoral plasmado na bancada parlamentar da CUP no Parlament e a presença municipal em centenares de concelhos.

O atual independentismo catalám é pois fruto da convergência destes três vetores. Como movimento transversal e interclassista, mas sob a hegemonia pequeno-burguesa e burguesa [destacado rol de Artur Mas e do pujolismo], obviamente arrasta um conjunto de contradiçons, mas até o momento semelha existir um acordo tácito sobre a estratégia da denominada “Via Catalana” estruturada sob a ambígua palavra de ordem do “direito a decidir”.

O discurso da “Via Catalana” assenta-se sobre conceitos claramente burgueses como “civilidade, concórdia e pacífica vontade de ser”. Segundo este relato a Catalunha demonstra com factos como logra superar o conflito nacional sem recurrir a medidas “antidemocráticas” pois a “Via Catalana” face a Independência passaria à história porque nom contempla a via insurrecional, apostando na “civilizada via das urnas e da palavra”.

Puro idealismo burguês que atualmente é um macroativador de vontades populares, mas como expressom do ilusionismo democraticista e parlamentarista é inviável de plasmar.

A democracia nom é um conceito abstracto à margem da luita de classes tal como transmite a retórica do independentismo catalám. Nas democracias burguesas, ou melhor dito na ditadura da burguesia sob fachada democrática, nom é possível que as maiorias logrem atingir as suas reivindicaçons sem confrontamento quando questionam a hegemonia do inimigo.

Nem é viável pactuar a rutura de Espanha com a camarilha gansteril que hoje a dirige, nem se pode depositar a conquista da independência nacional à autorizaçom de facto da potência ocupante. A medida que se aproxima a data da consulta afastam-se pois as probabilidades de atingir este objetivo porque a estratégia é simplesmente errónea e nom está dirigida pola classe obreira.

Nom só mui poucos povos lográrom conquistar a independência nacional sem confrontar com a sua metrópole, no caso concreto da naçom opressora nom podemos obviar que o profundo caráter ultrareacionário do projeto imperialista espanhol e a sua atual deriva autoritária efascistizante impossibilita a implementaçom da “Via Catalana”.

Som basicamente três os cenários plausíveis para desativar a acumulaçom de forças visadas para ganhar um plebiscito que necessita a “autorizaçom” de facto da potência ocupante:

1- A burguesia catalana pactua com Madrid umha saída honrosa emanada da chantagem e ameaças à que pode ser submetido o clam Pujol, como paradigma do ladrocínio que a carateriza.

2- Se o process data o dia da consulta, nas duas hipótses: fazendo-a coincidir com um adianto das eleiçons autonómicas ou umha consulta específica, a atual arquitetura jurídica do postfranquismo possui suficientes mecanismos para impossibilitar a sua realizaçom. Mediante a aplicaçom do artigo 155 da constituiçom de 1978 a autonomia catalana ficaria automaticamente sob o controlo de funcionários do Estado espanhol.
Aplicando os artigos de “sediçom” e “rebeliom” contemplados no Código Penal que vam muito mais alá de ameaçar com expedientes de perda do seu posto de trabalho a todo o funcionariado público que colabore na organizaçom da consulta. A rebeliom está penada com até 30 anos de prisom e castiga “o alçamento público e violento para declarar a independência dumha parte do território nacional”.
A sediçom castiga com até 15 anos de cárcere a quem que “se alce pública e tumultuariamente para impedir, pola força ou fora das vias legais, a aplicaçom das leis ou qualquer autoridade, corporaçom oficial ou funcionário público, o legítimo exercício das suas funçons ou o cumprimento dos seus acordos, ou das resoluçons administrativas ou judiciais”.

3- Se a vontade em prol da desobediência e o confronto se explicita com a determinaçom de realizar a toda a custa a consulta, porque nom é viável contemplar que Espanha volte a ocupar militarmente Catalunha como em fevereiro de 1939? Porque a Uniom Europeia vai frear as pulsons militaristas sobre as que se tem construido historicamente o imperialismo espanhol, gravadas a sangue e fogo na sua genética? Confiar em que Bruxelas e Berlim nom vai permitir que Espanha saque os tanques é umha lamentável ingenuidade temerária, similar a acreditar que nom ia construir umha muralha infranqueável nas suas fronteiras metendo em campos de concentraçons aos refugiados das guerras imperialistas que alimenta.

Lamentavelmente o legalismo e o fetichismo democraticista burguês empapa o conjunto do movimento independentista catalám unificado à volta do “Direito a decidir”.

De facto nem a esquerda independentista catalana parece contemplar um cenário alternativo à “Via Catalana”, nom tem preparado um plano alternativo que faga frente à repressom a que vai ser submetida a coluna vertebral do movimento soberanista, e muito menos a necessidade de articular as estruturas de contrapoder e mecanismos de acumulaçom insurgente consubstanciais a umha disputa de hegemonias que só se resolve pola força.

Porém, seja qual for o cenário resultante, com referendo ou sem ele, as contradiçons do próprio regime espanhol vam continuar crescendo, polo que o papel da esquerda independentista é chave para a elevaçom da consciência nacional e de classe e a conseguinte mobilizaçom das camadas populares nas ruas.

Há uns dias umha das vozes mais autorizadas do unitarismo espanhol na Catalunha, o ex-eurodeputado do PP Alejo Vidal-Quadras afirmava num tuit que “Fora do marco do Estado de Direito, os conflitos resolvem-se pola força. Som conscientes disso os separatistas?”.

Sem lugar a dúvidas nas vindouras semanas vamos assistir ou bem ao refluxo da acumulaçom de forças da “Via Catalana” ou a constatar o verdadeiro rosto do supremacismo imperialista espanhol que nom duvidará em empregar toda a força que necessite para evitar que o povo da Catalunha opte por conquistar e construir o seu futuro à margem desta cárcere de povos chamada Espanha.

Com toda probabilidade nesse momento o movimento desinflará porque nem a pequena-burguesia, e muito menos a burguesia, está disposta a por em perigo a sua estabilidade e privilégios.

Agora Galiza saúda, como leva fazendo desde a sua constituiçom, o movimento independentista catalám, a quem deseja que logre conquistar a tam desejada liberdade, mas considera que perante o discurso único sobre a via que hoje implementa, e guiad@s pola nossa solidariedade internacionalista e afastad@s de qualquer tentaçom ingerencista, achamos oportuno transmitir as nossas reflexons como organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional.

Visca Catalunya lliure i socialista!
Viva Galiza ceive e socialista!
O internacionalismo proletário e a ternura dos povos!

Direçom Nacional de Agora Galiza
Na Pátria, 10 de fevereiro de 2017

Comunicado nº 50. Políticos bandidos governam para empresas depredadoras.  Nacionalizaçom das companhias elétricas

Padrão

Políticos bandidos governam para empresas depredadoras

Nacionalizaçom das companhias elétricas

O disparatado incremento da energia elétrica em mais de 30% em plena vaga de frio ártico exprime a determinaçom da burguesia por incrementar obscenamente as suas taxas de ganho a custa de depauperar o povo trabalhador.

Temos a energia elétrica mais cara de toda a OCDE [Organizaçom para a Cooperaçom e o Desenvolvimento Económico] porque o governo bandido de Rajói, Feijó e a sua camarilha, está ao serviço de magnates e oligarcas.

Os oligopólios elétricos [Gás Natural Fenosa, Iberdrola, Endesa, Rede Elétrica de Espanha, Abengoa, Acciona, etc] tenhem vínculos diretos com as principais forças burguesas que defendem nas instituiçons os seus interesses em troca da posterior incorporaçom dos seus dirigentes aos seus conselhos de administraçom.

A casta política cleptocrática do PSOE, PP, PNV, PCDE [ex CiU] permite este saqueio contra a maioria social pois Felipe González, Aznar, Josep Borrell, Rodolfo Martín Villa, Elena Salgado, Pedro Solbes, Angel Acebes, Javier Solana, Miguel Roca, Josu Jon Imaz, Ana Palacio, Marcelino Oreja, etc, formam parte das diretivas dos oligopólios ganhando centenares de milhares de euros anuais. Ainda ontem foi anunciada a incorporaçom de Fernández de Mesa, ex-Diretor Geral da Guardia Civil, ao conselho de administraçom de Rede Elétrica de Espanha com um salário de mais de 150 mil euros.

A proibiçom do autogeraçom de energia solar exprime claramente qual é a natureza política do atual regime: empobrecer o povo trabalhador para enriquecer as suas elites. Assim na Galiza só 2% da populaçom possui um património superior a mais da metade dos habitantes do País.

O aumento do preço da energia unido ao da botija de gás e da gasolina constata a grande fraude da ditadura da burguesia: nas campanhas eleitorais nem umha só palavra sobre o incremento de preços de serviços básicos.

Galiza leva mais de meio século sendo assolada polas políticas de inspiraçom neocolonial da burguesia espanhola inçando a nossa Pátria de barragens que só acelerárom a destruiçom de comarcas inteiras provocando a sua inviabilidade económica e emigraçom.

Mais de meio centenar de barragens salpicam o conjunto da geografia nacional que destruiu rios e vales fazendo da Galiza um país excedentário em produçom elétrica, mas cujo preço da luz no mercado é superior o da média espanhola. Eis a política de economia de enclave que Espanha e a UE nos impom.

Paralelemanente o chefe da franquícia de Madrid no nosso país, Alberto Nuñez Feijó, inaugura o alargamento do complexo hidroelétrico dos Peares num passo mais da devastaçom económica e meio-ambiental provocada por Iberdrola na bacia do Minho-Sil.

Novos projetos como umha linha de alta tensom atravessando as fragas de Catasós [Deça] ou a ligaçom mediante umha macrocanalizaçom subterránea entre os encoros das Conchas e o Salas [parque natural da Baixa Límia] confirmam o desprezo polos habitantes e a biodiversidade da Galiza polos oligopólios elétricos, neste caso por Gás Natural Fenosa.

A Galiza já pagou com creces a portagem imposta por Madrid e Bruxelas de um modelo de pseudodesenvolvimento esbanjador dos nossos recursos que só nos trouxo pobreza, contaminaçom e despovoamento. Um modelo contra a imensa maioria do povo trabalhador que só enriquece os oligopólios e a casta política de bandidos e corruptos.


Tombar estas políticas antipopulares nom se decide nas urnas, com pactistas e inofensivas cortesias parlamentares e estrategias eleitoralistas. Levamos 40 anos votando e o saldo som 4 décadas de perda paulatina de conquistas e direitos.


Só na rua a classe trabalhadora organizada e movimentada logrará conquistar o nosso futuro. Em fevereiro de 2013 caiu o governo húngaro por um incremento do preço da luz mui inferior ao implementado estes dias polas elétricas espanholas.

Sem umha estratégia de mobilizaçom operária e popular promovida pola auto-organizaçom do povo trabalhador galego seguiremos retrocedendoo em diretos e conquistas sociais e laborais.

Mas aqui a “esquerda” institucional e o sindicalismo pactista e burocrático carecem da mais mínima vontade para quebrar o processo de resignaçom e desmobilizaçom social que as estratégias eleitoralistas provocárom, e só proponhem medidas superficiais que paliem as agressons em curso.

A tarifa elétrica galega, a reduçom do IVA de 21 a 4%, subsídios e moratórias no pagamento das tarifas elétricas polas famílias mais pobres ou supressom dos obstáculos legais ao autoconsumo, que defendem a Marea e o BNG, som simples remendos momentáneos se nom se aposta pola nacionalizaçom das companhias elétricas e um novo modelo de desenvolvimento.

Embora esta medida é fatível no quadro da dependência nacional e da economia de mercado nom se vai a produzir porque a “esquerda” institucional carece de vontade e coragem política pois as suas elites pequeno-burguesas estám cómodas gerindo as migalhas que o sistema permite.

Só lograremos superar este longo ciclo de agressons permanentes contra as nossas condiçons de vida articulando o bloco histórico operário e popular sob umha estratégia de luita visada para recuperar a independência nacional e construir umha sociedade socialista.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1 de fevereiro de 2017