Comunicado nº 89 de Agora Galiza: 17 de Maio, Dia das Letras. Na Galiza SÓ em galego

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17 de Maio, Dia das Letras

Na Galiza SÓ em galego

O período compreendido entre 17 de Maio de 2017 e 2018 caraterizou-se polo agravamento das tendências assimilacionistas espanholas. A perda de galego-falantes -com destaque nas franxas etárias mais jovens-, e a quebra da transmissom intergeracional do idioma, é umha dramática realidade da língua própria da Galiza, o GALEGO.

A estratégia normalizadora promovida nas últimas quatro décadas polo movimento em defesa do galego nom tem atingido nengum dos objetivos marcados. Ano após ano retrocede o uso do idioma entre o nosso povo e o espanhol abafa-o todo.

Todos os acordos “normativos” e “ortográficos” assinados polas forças do nacionalismo galego com os inimigos da Pátria, e portanto da nossa única língua, nom só nom tenhem invertido o processo desgaleguizador, tenhem sido negativos para avançar na recuperaçom de falantes e utentes, para ganharmos espaços e alterarmos a estratégia desnacionalizadora que leva séculos promovendo o imperialismo espanhol.

A esquerda independentista galega leva denunciando incansavelmente que som basicamente duas as razons do fracasso das entidades “normalizadoras”.

Umha prática de isolacionismo linguístico que evita a confluência com o tronco comum, com o resto dos países do mundo que usam o galego-português. A negaçom da premissa de que somos um idioma internacional, que nom somos umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza, conduze-nos inevitavelmente à derrota.

O reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom a que o nosso idioma está submetido polo espanhol. O reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

A segunda causa som os complexos e timoratismos das forças políticas maioritárias de direçom galega, instaladas na simples reclamaçom teórica do direito de autodeterminaçom e na contraditória indecisom à hora defender com firmeza e factos constatáveis a soberania e independência nacional da Galiza.

O futuro do galego está indisoluvelmente ligado à conquista deum Estado galego plenamente independente e soberano.

Mas no seio do movimento normalizador aparecem novas ameaças. O reintegracionismo de vocaçom pinheirista e lóxica liberal, instalado no folclorismo ridiculista e na defesa do padrom de Lisboa, portanto contrário à forma autótone do galego reintegrado, vem de dar mais um erróneo passo.

A defesa do binormativismo que promove a direçom da AGAL, quer dizer,a procura da convivência entre o galego isolacionista e o português, evita deliberadamente abordar o cerne da ameaça em curso, a hegemonia do espanhol como arma de destruiçom maciça do idioma que nos define como povo e naçom.

O galego como parte do tronco comum galego-português possui umha norma própria, patriótica, que devemos conservar como sinal medular da nossa idiossincrasia nacional. Renunciar a ela é claudicar e facilitar o processo de espanholizaçom.

A pequena-burguesia empoleirada no que até há bem pouco era a academia galega reintegracionista, age em base aos mesquinhos interesses mercantis, seguindo as lógicas neoliberais e post, desagregando a luita pola normalizaçom do galego da opressom nacional da Galiza.

Claro que lograrám o aplauso, colaboraçom e prémio das forças espanholizadoras. Nom existem razons para que o PP e Feijó se oponham ao português na Galiza como língua opcional estrangeira no ensino, ou à difusom das TV portuguesas, pois nom questiona a hegemonia do espanhol e distrai a defesa do galego como idioma próprio da Galiza.

Agora Galiza, como organizaçom reintegracionista que segue a tradiçom e legado da esquerda independentista galega que nunca contemporizou nem colaborou com os inimigos do galego e da Galiza, nom se vai somar a nengumha nova manobra de confusom.

Nom vamos aplaudir iniciativas estéreis e absurdas nem participar em entroidadas que nada contribuem para normalizar e defender o idioma de Mendinho, Rosalia de Castro, Jorge Amado, Bento da Cruz, Luisa Vilalta e Mia Couto .

Estamos plenamente conscientes que até que as forças agrupadas à volta da entidade convocante da manifestaçom deste 17 de Maio nom abandonem a estratégia de procurar acordos institucionais que sabem vam ser incumpridos polas hipócritas forças espanholistas [PP, PSOE, C´s, Podemos, IU], caminharemos inexoravelmente face o nosso suicídio como povo com cultura e língua milenária.

Só um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaço sociais, fundamentado na defesa intransigente do monolinguísmo social e o reintegracionismo lingüístico, visado para a conquista da nossa plena emancipaçom nacional, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos dez mil castros e dos mil rios.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 11 de maio de 2018

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. Classe Obreira em Pé!

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Publicamos editorial do Rebeliom Popular n°4.

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

Classe Obreira em Pé!

O êxito eleitoral do novo reformismo tem contribuído para a desmobilizaçom popular. As ruas, as empresas e os centros de trabalho, voltárom a ficar em silêncio. A conflituosidade em ascenso da altura deu passo à pax social das promessas, declaraçons para a galeria sem percurso algum.

As grandes manifestaçons da mudança de década, estavam fraguando umha nova geraçom militante na luita de classes, movimentado amplos setores sociais na defesa dos direitos e conquistas atingidas, incrementando o nível de consciência socialmente compartilhado. O lento, mas tangível processo de radicalizaçom popular às políticas neoliberais do governo de Zapatero primeiro, e posteriormente de Rajói, foi substituido polo inofensivo parlamentarismo e os debates televisivos de sensacionalismo banal.

Porque o relato da “nova política” é um simples déjà vu, que sintetiza o mais adulterado discurso da socialdemocracia, fundido com as metafísicas modas imperantes post daquelas correntes de fachada esquerdista que negam os princípios medulares da causa obreira.

A classe trabalhadora como sujeito da transformaçom foi substituída polo inócuo e asséptico “cidadanismo” que nega a contradiçom antagónica entre proletariado/classe obreira/povo trabalhador e burguesia.

A organizaçom classista em espaços genuinamente operários e populares, foi substituída por falsas “unidades populares” que aglutinam as diversas fraçons das camadas intermédias e os aparelhos burocráticos desses microespaços políticos.

A estratégia a longo prazo de luita e confrontaçom com o inimigo, apoiada numha rede de estruturas que combinem o seu caráter aberto e de massas, com a existência de um partido revolucionário de vanguarda, foi substituída polo ilusionismo eleitoral que alimenta o imediatismo e a falsa normalidade democrática.

Porque embora tentem aparentar ser qualitativamente diferentes, tanto a nova política como o tradicional reformismo coincidem no essencial. Para ambos a mobilizaçom social é um mero recurso inserido numha estratégia de simples competência eleitoral que possibilite aceder à gestom das instituiçons burguesas e espanholas, para que as suas elites implementem umhas mornas políticas que remendem e paliem aquelas aristas mais agressivas do capitalismo. Simples alternáncia política sem questionar o quadro jurídico-político. Estratégia que só consolida a dominaçom e afasta a alternativa de ruptura com o regime de 78.

As consequências desta tendência tenhem sido nefastas para o povo trabalhador galego e para o projeto de libertaçom nacional da Galiza.

Debilidade do movimento operário

A crise do capitalismo senil, fundida com a multicrise do Estado espanhol, nom tem sido aproveitada como umha magnífica oportunidade polas organizaçons revolucionárias para alargarmos a nossa base de apoio, para crescer e desputarmos aos reformismos influência e hegemonias.

Mais bem todo o contrário, a crise tem golpeado a esquerda revolucionária galega, provocando o seu retrocesso até o residualismo atual. Negá-lo ou maquilhá-lo nom vai contribuir para a nossa recomposiçom e o processo de reconstruçom.

Somos conscientes que na Galiza de 2018 nom existe umha alternativa política anticapitalista de classe com capacidade de intervençom. Mas para avançar com êxito neste objetivo estratégico, cumpre evitar reproduzirmos alguns dos erros da nossa génesse há vinte anos, responsáveis pola posterior implosom.

Sabemos que nom existem atalhos, nem fórmulas mágicas. Devemos sermos um projeto genuinamente de classe, crescer entre o proletariado, as mulheres e a juventude operária e popular. Só alimentando-nos de classe operária, recrutando povo trabalhador para as nossas fileiras, estaremos em condiçons para evitarmos ser devorados polo vírus das políticas conciliadoras e pactistas que historicamente acompanham o desenvolvimento e intervençom do movimento obreiro.

Tarefas imediatas

Neste 1º de Maio temos que reafirmar sem complexos os princípios fundacionais do marxismo na aposta pola luita operária e popular como espaço prioritário de acumulaçom de forças, na alternativa socialista frente ao caos capitalista, na defesa intransigente do direito de autodeterminaçom.

Sem conquistarmos a República Galega, sem abandonarmos o Estado imperialista espanhol, sem um coerente feminismo de classe frente o poder patriarcal, nom é possível emancipar-nos, libertar-nos, sentar as bases para edificar umha nova sociedade.

Só a classe operária pode salvar-se a sim mesma. Organizada em forças políticas e sindicatos de classe. A nossa independência frente os difusos espaços interclassistas é umha necessidade indiscutível, umha reivindicaçom inegociável. Nom podemos delegar na pequena-burguesia “progressista”, nem nas suas castas burocráticas que levam décadas esterilizando o movimento popular galego em troques de perpetuar os seus privilégios.

Confrontar e deslindar com a “velha” e a “nova política” reformista é imprescindível para abrir caminho. A persistência e os princípios som as nossas melhores armas para inverter a resignaçom, o derrotismo e o marasmo da classe operária.

Até a vitória sempre!

Comunicado nº 85: AGORA GALIZA MANIFESTA O SEU TOTAL APOIO AO POVO SÍRIO E AO GOVERNO LEGÍTIMO E ANTI-IMPERIALISTA DE BASHAR AL-ASSAD

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AGORA GALIZA MANIFESTA O SEU TOTAL APOIO AO POVO SÍRIO E AO GOVERNO LEGÍTIMO E ANTI-IMPERIALISTA DE BASHAR AL-ASSAD

Nestes 7 anos de guerra na Síria as forças imperialistas, encabeçada polos USA, comprovárom como todos os seus planos para tombar o governo de Bashar Al Assad fracassárom. As eficazes operaçons militares efetuadas polo Exército Árabe Sirio, em colaboraçom com os seus aliados Rússia, Irám e Hezbollah, libertárom os territórios controlados polos “rebeldes moderados” -chamados assim polos meios de desinformaçom capitalistas-, que em realidade som grupos terroristas radicais islamistas próximis a Alqaeda e ao wahabismo saudi e qatari.

Após a tentativa de financiar os terroristas (Exército Livre Sírio, Al-Nusra, DAESH) para desestabilizar o país, o imperialismo optou por implementar umha brutal campanha de manipulaçom contra o governo de Al-Assad, umha campanha que embora fosse promovida no início do conflito, incrementou-se ao ver como o Governo sírio ganhava a guerra.

Há várias semanas o exército sírio junto aos seus aliados lançam umha operaçom militar para libertar a Ghouta Oriental, onde milhares de sírios e sírias levavam anos sequestradas polos terroristas. No transcurso da operaçom militar a inteligência russa e síria alertavam de que os terroristas preparavan un ataque químico para acusar Damasco de ser o responsável, e de que se tratava dumha manobra mais para legitimar umha invassom militar no país.

Os“Capazetes Brancos”, conhecidos também coma Proteçom Civil Síria e que atuam nas zonas controladas polos grupos “rebeldes” afíns a AlQaeda, anunciavam 8 de abril um suposto ataque químico na zona de Douma muito perto de Ghouta. Nesse momento ativou-se umha brutal campanha de histéria mediática nos meios de desinformaçom capitalistas na que começárom a difundir o comunicado dos Capacetes Brancos sem contrastá-lo.

O embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari, desmentiu o suposto ataque químico e afirmou que nom existe nengumha prova de que as tropas de Assad atacáram o seu povo com armas químicas, senom que se trata dumha falsa acusaçom para que os USA invadissem o país árabe. Nom tém nengum sentido que as tropas de Al Assad ataquem a sua populaçom com armas químicas após libertar esses territórios do controlo dos terroristas.

Assim mesmo o embaixador assegura que o ataque efetuado 14 de abril polas tropas dos USA, Reino Unido e a França foi em vingança pola derrota dos terroristas em Ghout. Também assegurou que esta agressom imperialista foi “umha mensagem dirigida aos terroristas para animá-los a que estes armacenem e utilizem armas químicas no futuro”.

Este suposto ataque químico por parte de Al-Assad lembra-nos as armas de destruçom maciça no Iraque que nunca aparecérom. Ao igual que aconteceu com o Iraque trata-se dumha falsa justificaçom para invadir, saquear e arrasar a Síria por parte do imperialismo.

A Síria nom será outro Iraque, nem outro Afeganistám!

Toda a nossa solidariedade com o povo sírio e com o governo de Al-Assad!

A Síria vencerá!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 15 de abril de 2018

Comunicado nº 82: Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

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Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

A doutrina económica neoliberal galopa desbocada como o cavalo de Atila, arrasando todas as áreas socio-económicas susceptíveis de sustraer lucro.

A realidade que define a situaçom socio-laboral galega carateriza-se polo submetimento à disciplina capitalista da exploraçom, o deslocamento de setores produtivos, a precarizaçom dos que ficam maximizando os benefícios, a destruiçom dos direitos operários atingidos em décadas de luita protagonizadas polo conjunto d@s asalariad@s, a paulatina pauperizaçom que nos conduz a umha vida de miséria, a emigraçom maciça que expulsa da Galiza à juventude mais preparada, …

Este retrocesso histórico, fruto da desmovimentaçom da classe operária, significa que no dia a dia de umha parte cada vez mais ampla do povo trabalhador galego as dificuldades nom param de aumentar para pagar recibos da luz, do aquecimento, dos alugueres, dos impostos, etc. Condenam-nos a viver sem segurança laboral e sem perspetivas de futuro.

No Estado espanhol os governos do PP e PSOE som cúmplices e mans executoras desta doutrina. Responsáveis pola sua implementaçom em conivência com as elites económicas, os sindicatos e o conjunto dos partidos politicos com representaçom institucional, independentemente da descorida bandeira ideológica.

Cada corte cometido polo governo corrupto e mafioso de turno no Estado espanhol, nom é mais que um trasvasse de fundos do público às contas privadas da burguesia da Uniom Europeia.

Os 60.000 milhons de euros com os que contava a caixa das pensons nom tivérom distinto percorrido. O governo de M ponto Rajói vaziou-a através de engenheria financieira, com a autocompra de dívida pública.

A demagogia do neofascismo [PP e C´s] e dos seus acompanhantes do PSOE nom tem limites. Afirmam que nom há dinheiro para assegurar as pensons, porém, há recursos suficientes para salvar a banca, as autoestradas previamente privatizadas, para o incremento dos gastos militares, para manter a parasita Casa Real, para aumentar os obscenos salários da casta cleptrocrática e das forças repressivas.

Na Galiza, governados pola sucursal da organizaçom criminal sediada na rua madrilena de Génova 13, levamos décadas castigados polos planos económicos ditados desde os centros de poder do Ibex 35 e da UE.

Os governinhos submissos assomen com inteira complacência o desmantelamento de todos os setores produtivos e deslocamento das grandes empresas, facilitando com estas medidas que na Galiza tenhamos os salários e as pensons mais baixas do Estado espanhol, a taxa de temporalidade mais elevada, batamos recordes em sinistralidade num mercado laboral onde a precarizaçom é a nota dominante, forçando a emigraçom da juventude.

As conquistas do falso Estado de benestar é um dos doces caramelos nos que estas avespas insaciáveis querem incar o seu venenoso aguilhom.

A paulatina destruçom dos serviços públicos é ja um feito, o seu deterioramento é julgado com parámetros de empresa capitalista que nom da benefício, e por tanto há que fechá-los ou entregar a sua gestom a maos privadas.

O que até o de agora era a tábua de salvaçom económica de muitas famílias que contavam com as pensons dos seus maiores como umha contribuiçom para quadrar as contas mensais, estám padecendo um brutal ataque pola burguesia.

O coletivo de pensionistas ao longo de quase umha década tem visto mermar o seu limitado poder adquisitivo. Primeiro polo seu congelamento e o paralelo incremento dos preços de boa parte de bens de consumo de primeira necessidade: alimentaçom, medicamentos, eletricidade, combustíveis para o aquecimento, etc, provocando que chegar a fim de mês seja um desafio de ansiedade.

Na Galiza 300.000 pensionistas vivem por baixo do umbral da pobreza, 39,2% nem combinando as pensons laborais e de viudedade chegam aos 8.400€ anuais, cifra estimada como umbral da miséria.

As mulheres trabalhadoras som o coletivo mais castigado. 6 de cada 10 som mulheres, que nom chegam aos 639€ mensais, percebendo um complemento de 206€ congelado desde 2011 pola franquícia autonómica de Feijó.

A miséria a que somos empurradas por estes delincuentes a cara descuberta nom afeta só o ámbito estritamente económico.

É pisada a dignidade d@s pensionistas e reformad@s após trabalhar toda umha vida para enriquecer empresários. Aumenta o recurso à beneficiência, aos comedores populares, banco de alimentos, reduzir e mesmo deixar de tomar medicamentos, recurrir a métodos obsoletos para escorrentar o frio.

É o pior está ainda por chegar, se nom se fream estas políticas depredadoras perpetradas pola mais reacionária fraçom da burguesia -a financieira-, com o esvaciamento da caixa das pensons e a deliberada intençom de contratar planos privados.

Com esta operaçom entregará-se um suculento recurso de acumulaçom à fraçom mais parasita, saqueadora e carronheira do capital, que nom só condena o coletivo de pensionistas atuais, hipoteca o futuro das geraçons que hoje som condenadas a trabalho precário,salários de miséria e inestabilidade laboral.

Só a auto-organizaçom socio-política à margem dos partidos institucionais e dos sindicatos entreguistas, a luita organizada e constante, logrará parar os pés a estas políticas antipopulares e antioperárias.

Os direitos conquistados que nos querem substrair devem ter as ruas como principal suporte dos nossos reclamos.

Som o espaço prioritário e imprescindível para recuperarmos os nossos direitos como trabalhadores, estudantes, mulheres e pensionistas. Esta é umha luita de tod@s porque somos ou seremos reformad@s.

É necessária a convocatória dumha contundente e combativa greve geral que paralise todos os setores produtivos para defender as nossas pensions e os serviços públicos, umha greve geral que abra um novo ciclo de luitas, onde a classe operária demonstre a sua imensa força e capacidade para condicionar o presente e consquistar o futuro.

A luita é o único caminho!

Viva a luita da classe trabalhadora!

Na Pátria, 23 de março de 2018

7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela: COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

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7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela

COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

A via repressiva com a que o Estado espanhol pretende esmagar a justa e necessária causa da República Catalana, só se derrota com firmeza, dignidade e persistência.

A companheira Anna Gabriel encarna estes valores. Hoje teria que comparecer perante o aparelho judicial do postfranquismo. Decidiu nom ir a Madrid e desde a Suiça seguir internacionalizando a luita por umha Catalunha livre, socialista e feminista.

A solidariedade entre os Povos constitui um dos sinais mais importantes das forças revolucionárias.

Hoje Anna Gabriel nom só representa o sentir de milhons de mulheres e homens dos Países Catalans, hoje Anna também representa a milhons de vozes e coraçons de Andaluzia, de Castela, do País Basco, da Galiza, de Portugal, do conjunto dos povos do Estado espanhol, e do mundo, que sabemos que só umha estratégia política e social de rutura com o regime de 78 logrará levantar um muro antifascista frente a deriva autoritária da oligarquia espanhola.

Só com luita poderemos atingir umhas sociedades sem exploraçom nem opressons, a plena liberdade das nossas naçons, e contribuir assim a mudar o mundo.

As organizaçons promotoras do Manifesto Internacionalista de Compostela, queremos manifestar a nossa solidariedade com Anna Gabriel e a CUP numha luita que fazemos plenamente nossa.

Frente aos falsos consensos e as políticas de conciliaçom, a experiência histórica da luita das trabalhadoras e os povos contra o capitalismo e o imperialismo ensinou-nos que a luita é o único caminho. Bravo Anna!

Viva Catalunha livre!

Pola independência dos povos e um mundo socialista!

Tod@s somos Anna Gabriel!

21 de fevereiro de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]

BOLTXE [País Basco]

COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]

NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 79. Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

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Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

As políticas ultraliberais implementadas na última década polos governos de Zapatero e de M ponto Rajói, seguindo as instruçons da oligarquia espanhola e os diktames da UE, nom só tenhem provocado a depauperaçom de amplos setores populares.

Tenhem ido acompanhadas por umha bateria de reformas legais visadas para incrementar a repressom, a censura e o corte das raquíticas liberdades e direitos conquistados na luita polo povo trabalhador.

As contínuas modificaçons do Código Penal, a “Lei de Segurança Cidadá”, popularmente conhecida como “lei mordaça”, a reediçom do velho “pacto antiterrorista” sob a nova denominaçom de “pacto antiyihadista”, a “Lei de enjuiçamento criminal”, a criminalizaçom dos conflitos e reivindicaçons operárias e populares polos meios de [des]informaçom burgueses, a cadeia perpétua disfarçada sob a fórmula eufemística de “prisom permamente revisável”, o rearme, incremento e modernizaçom do aparelho repressivo do Estado espanhol, o aumento dos gastos militares, a constante acusaçom de “delito de ódio” contra quem questiona o regime de 78, a conculcaçom permanente da sua legalidade, formam parte de um todo, som diversas peças da estratégia repressiva que procura combater toda forma de dissidência para impor a pax bourbónica e blindar o regime oligárquico.

Boa parte dos processos repressivos estám baseados em acusaçons falsas contra quem legitimamente protesta e exerce o direito à rebeldia, som montagens policiais que procuram esmagar os setores mais combativos com a finalidade de intimidar e provocar um efeito dissuasório.

Os resultados desta estratégia repressiva que acompanha a deriva fascistizante do postfranquismo, é evidente. O atual refluxo e desmovimentaçom é consequência da incorporaçom à lógica institucional de forças e setores populares que participavam ativamente a inícios da década no ciclo de luitas, mas também do temor à repressom derivado do endurecimento do regime e a aplicaçom destas leis de excepçom.

A justiça espanhola é basicamente umha justiça burguesa. Benévola com os ricos e poderosos, e brutal com as pobres e oprimidas.

Assim devemos entender as desproporcionadas e disparatadas solicitudes de prisom e multas contra as pessoas identificadas e detidas por exercerem solidariedade contra a repressom policial no despejo do centro social Escárnio e Maldizer, contra os 12 rapeiros do coletivo “A Insurgência”, contra Aida Vasques, ativista do centro social Gomes Gaioso, contra Emílio Cao, da organizaçom juvenil Xeira.

Só procuram a exemplaridade repressiva, para impor a resignaçom paralisante e lograr a plena domesticaçom do povo trabalhador galego.

Mas a única forma de combater com êxito a escalada autoritária e a legislaçom de excepçom que aplicam a quem defende os seus direitos individuais e também os coletivos, é precisamente incrementar os protestos e gerar condiçons para desbordar a maquinária repressiva da oligarquia espanhola.

Só mediante a auto-organizaçom operária, popular e nacional, promovendo umha estratégia de luita que desafie e desobedeça a ditadura burguesa espanhola nos centros de trabalho e ensino, utilizando a rua como espaço preferencial, poderemos avançar.

A luita é o único caminho!

Denantes mort@s que escrav@s!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 31 de janeiro de 2018

TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO

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TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO


A deriva autoritária da segunda restauraçom bourbónica é consequência direta do pacto da Transiçom entre as forças que sustentárom o franquismo, as organizaçons da esquerda reformista [PSOE PCE] e a burguesia nacionalista catalana e basca.


A reforma política implementada entre 1975 e 1982, dirigida e tutelada pola Casa Branca e as principais potências europeias, procurava basicamente blindar e perpetuar a acumulaçom de capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como manter intata a unidade e integridade territorial do Estado espanhol, o mercado de expansom e acumulaçom do bloco de classes oligárquico.


A aprovaçom da lei de ponto final, denominada eufemisticamente lei de amnistia [outubro de 1977], procurava a imunidade e impunidade de todos os responsáveis polas 4 décadas de ditadura, dos seus crimes e delitos: roubo e incautaçom ilegal das propriedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.


A monarquia bourbónica foi e é a pedra angular do novo regime emanado do ignominioso pacto que só maquilhou de “democrático” o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista, perpetuando assim a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar de abril de 1939.


No 40 aniversário desta metamorfose, perante o desafio promovido polo independentismo catalám, o regime optou por deixar cair parte da sua máscara “democrática”, monstrando sem eufemismos a sua natureza profundamente reacionária, abandonando as falsas, como eficaces políticas de consenso [simples pactos e muros de silêncio] que provocárom o fenómeno do desencanto e a desativaçom do movimento operário.


A multicrise que o regime de 78 arrasta desde há praticamente umha década pretende ser superada mediante um novo pacto entre as forças centrais do regime [PP, PSOE e C´s] consistente numha nova recentralizaçom.


Para a sua estabilizaçom é imprescindível evitar que a classe trabalhadora e os setores populares se organicem. Nada melhor que a ideologia chauvinista para desviar a atençom dos verdadeiros problemas e ocultar os responsáveis da situaçom de depauperaçom de amplos setores populares, da corrupçom geralizada dumha elite de bandidos e criminais, do saqueio dos fundos das pensons, para criar cortinas de fumo que permitam implementar as políticas de ajustamentos pendentes, que reclama a UE e o FMI.


O conjunto de reformas do Código Penal dos últimos anos e a “lei mordaça”, o uso da repressom contra toda forma de disidência, está sendo determinante para conter os protestos, para gerar um clima desmobilizador de autocensura, e disciplinar ainda mais a classe operária.


Estes fatores estám sendo determinantes para ir criando um clima reacionário, antesala do fascismo, atualmente a ideologia hegemónica nos meios de [des]informaçom burgueses e do poder judicial, que como núcleo duro do Estado franquista nom foi depurado.


A “normalidade democrática” que carateriza a prática diária das forças da “esquerda” institucional só contribui a reforçar o regime de 78. Nem o novo nem a velho reformismo pretendem, nem procuram, tombar o regime de 78, tam só no melhor dos casos realizar reformas democraticistas para situar as suas elites nas ilegítimas instituiçons emanadas do pacto da Transiçom, que a esquerda independentista e socialista galega nunca legitimou nem legitimará.


Perante a brutal ofensiva do Capital, envolvido na bandeira franquista e no supremacismo imperialista espanhol, é imprescindível construirmos um muro antifascista nos centros de trabalho e ensino, com a rua como centro de gravidade.


Levantarmos um antifascismo genuíno, de inequívoco componente anticapitalista e socialista, é umha tarefa prioritária. Mas nom para defender a “democracia burguesa” ameaçada, com o apoio do PSOE, polo PP franquista e o neofalangismo de C´s, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente esta ditadura burguesa em deriva autoritária.


Eis as razons polas que Agora Galiza apresenta a campanha central de 2018.

 

Comunicado nº 78. Agora Galiza deseja feliz 2018 e República Socialista Galega.

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Agora Galiza deseja feliz 2018 e República Socialista Galega

Lamentavelmente o balanço do ano que agora finaliza nom pode ser positivo para o nosso povo e para a nossa classe. Em 2017 assistimos mais umha vez, a umha bateria de agressons e retrocessos nas conquistas e direitos do povo trabalhador e empobrecido da Galiza. A ofensiva contra as bases materiais e imateriais da Naçom galega, promovidas polo Estado imperialista espanhol e a UE, fôrom umha constante nos 365 dias que nos precedem.

Paralelamente a estes golpes, o ano do que agora nos despedimos foi desaproveitado polo povo trabalhador galego para avançar na reorganizaçom operária e popular, sem a qual estamos hipotecados a seguir sendo vítimas desarmadas e reféns da burguesia, carne de canhom da oligarquia.

Até que a Galiza do Trabalho supere o estado de marasmo, até que o povo trabalhador galego nos despreendamos da abduçom coletiva que nos paralisa mediante o medo e os mais variados métodos invisíveis de alienaçom, e optemos por constituir verdadeiras ferramentas defensivas com vocaçom de vencer, seguiremos sofrendo um após outro, os golpes das depredadoras receitas neoliberais dos cortes e da austeridade, impostas polo capitalismo senil para que sigamos sendo nós, entre suor e sangue, quem paguemos a sua crise.

2017 reafirmou umha constataçom empírica, constatou que a via do ilusionismo eleitoral promovido polo reformismo no nosso país [Marea e BNG], visada para articular maiorias aritméticas ao PP, nom só é umha via morta. Cada vez gera menos entusiasmo, e tem imensas responsabilidades em contribuír a desmovimentar o povo trabalhador por retirar o conflito dos centros de trabalho e ensino, das ruas, substituindo o protagonismo dos setores populares pola delegaçom nos cargos institucionais hegemonizados pola pequena-burguesia.

Sem superarmos as limitaçons congénitas da via institucional e a renúncia permanente da “esquerda” eleitoral à batalha ideológica, que obstaculiza e freia podermos abrir um novo ciclo de organizaçom e mobilizaçom social, 2018 será no melhor dos casos um ano similar ao que agora finalizamos.

O desencanto e a frustraçom popular gerada polos governos da “nova política” por nom implementar medidas progressistas perante os enormes obtáculos objetivos, mas também pola sua covardia intrínseca, está facilitando o avanço das alternativas populistas de natureza fascista.

O capitalismo nom se pode reformar, nem na democracia burguesa é viável que as forças populares podam ganhar umhas eleiçons ou de lograr desenvolver o seu programa. Nom temos que retrotraer-nos a 1936 ou ao Chile de Salvador Allende. Os sucessos em curso nas Honduras assim o confirmam. A vigência desta lei da luita de classes a escala internacional continua intata, onde às mais mornas e inofensivas alternativas socialdemocratas nom se lhes permite gerir o capitalismo.

O espírito e as limitadas iniciativas das comemorçaons do 100 aniversário da Revoluçom bolchevique, assim como dos atos de homenagem ao Che a meio século do seu assassinato polo imperialsimo na Bolívia, verificam a derrota estratégica na qual nos achamos. É urgente e necessário superarmos as práticas erróneas que nos conduzírom ao atual estado de esterilizaçom do movimento operário e popular.

Só a Catalunha tem contribuído para abrir umha profunda fenda no regime postfranquista. A proclamaçom da República catalana tem servido para retirar a máscara democrática que maquilhou durante décadas a reforma do fascismo, e a sua substituiçom por esta ditadura democrática sob fachada de monarquia constitucional.

Mas também tem servido para constatar que a “nova” e velha “esquerda” espanhola está esterilizada para luitar contra o capitalismo, pois compartilha boa parte do seu ADN chauvinista. Umha “esquerda” “republicana” que condena a República catalana e defende a monarquia bourbónica imposta por Franco, resume com nitidez o panorama que facilita a recomposiçom política do regime à volta de 4 patas: os dous partidos centrais da oligarquia [PSOE e PP], mais Podemos e C´s como forças substitutas ou de apoio das suas versons progressista e reacionária.

Perante este cenário tam adverso, Agora Galiza tem claro que em 2018 seguiremos na travessia polo deserto, só com a companhia e o arroupe das bandeiras da rebeliom. Porém, seguiremos agindo com coerência tática, mas sem renunciarmos ao horizonte estratégico da Revoluçom Galega, ao projeto socialista e feminista de libertaçom nacional que é a essência da nossa constituiçom como força política em julho de 2015.

Em Agora Galiza estamos plenamente conscientes que só assim, sem arriar bandeiras nem aggiornar o nosso programa, será possível alicerçar bases sólidas que permitam reconstruir e reimpulsionar o independentismo socialista e feminista galego.

A firmeza ideológica permite-nos nom claudicar, seguirmos agindo como vagalumes nas noites sem lua. Sem este feixe de luz brilhante, embora ainda muito débil, nom poderíamos deslindar politicamente, preâmbulo para organizar povo trabalhador e acumular forças rebeldes.

Tal como acertadamente afirmavamos o ano passado, “neste contexto convulso de profunda crise do regime de 78, de crise estrutural do modo de produçom capitalista, de caos e guerra global imperialista, é onde vamos que ter que continuar a agir”.

O atual refluxo da luita de massas permite entender que sigamos contribuindo a fazer multimilionários os donos de Audasa mediante o saqueio das portagens na AP-9; permite compreender que as elétricas mantenham umha estratégia de incrementos permanentes das tarifas; que calemos perante a burla do “incremento” de 28.7€ do SMI; que nom incendiemos as ruas contra o desemprego e os salários de miséria, o aumento das taxas de precariedade, da pobreza, exclusom social e emigraçom juveni; que vivamos com “normalidade” termos as taxas de sinistralidade mais elevadas do Estado com umha vítima semanal; que nom radicalizemos os protestos contra o deterioramento da sanidade e educaçom, derivada da sua privatizaçom; que nos resignemos a seguir governados pola casta cleptocrática instalada na impunidade da corrupçom e do saqueio dos bens públicos; que nom nos rebelemos perante as informaçons nunca desmentidas de que o PP esvaziou as reservas das pensions e nom esteja garantido o seu pagamento a meio prazo; que o terrorismo machista siga agindo com impunidade; que os sinais medulares da Naçom sigam em queda livre com a perda de galegofalantes emanada da estratégia assimilacionista provocada pola dupla pressom do projeto imperialista espanhol e da UE contra a Galiza; que o nosso território se siga degradando polos incêndios florestais consubstancias à eucaliptizaçom e ao despovoamento do mundo rural traçado pola franquícia regional espanhola dirigida polo presidente Feijó; que nom nos rebelemos perante a perda de populaçom, o trágico galicídio que observamos mês a mês; que nom reajamos com contundência contra a involuiçom nos direitos e liberdades, frente o incremento da repressom, a censura, o controlo social e o avanço do estado policial e a ditadura mediática e judicial; que se permitam o luxo de informar que vam incrementar em mais de 80% os gastos militares, tal como solicita a NATO.

O golpe do 155 contra a Catalunha e as ameaças de intervençom financieira contra as mornas políticas keynesianas de governos municipais, evidência que ou bem há umha mudança radical de rumo, ou estamos facilitando que o reino da Espanha do ibex 35 e de Felipe VI se convirta na Turquia da Península Ibérica.

Mas perante este cenário de excepcionalidade, a “normalidade democrática” preside o agir das forças políticas da “esquerda” institucional, que seguem assistindo aos eventos, foros, entrega de prémios e homenagens, promovidas polos oligopólios, as grandes empresas, a imprensa fascista, ou bem polo próprio regime como o aniversário da constituiçom postfranquista, que cinicamente afirmam querer derrubar. Semelha que à política espetáculo pretende conviver sem grandes turbulências com a deriva autoritária da monarquia bourbónica .

A atual evoluiçom política estatal confirma que o regime do 78 pretende religitimar-se envolto nas cores vermelha e “gualda” da bandeira franquista, desse ultrareacionário relato chauvinista tam útil para disciplinar @s oprimid@s, desviando-@s das suas verdadeiras tarefas e prioridades, tam eficaz para confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos ao Estado espanhol, ocultando assim as práticas gansteris das elites políticas.

A oligarquia espanhola pretende a curto prazo aproveitar esta conjuntura para acelerar o processo de recentralizaçom administrativa, recuperar boa parte das transferências cedidas às Autonomias, religitimar o seu projeto imperialista, continuar com o plano de ajustamentos e reformas laborais que solicita o FMI e o Banco Central Européu, esmagar a Catalunha rebelde, e domesticar definitivamente as forças enquadradas na “nova política”.

Frente a este dilema, nom cabe mais opçom que ou claudicar ou resistir. Nós, com toda modéstia revolucionária seguimos insistindo que a imensa maioria dos problemas que padecemos como povo trabalhador e empobrecido, derivam do atraso e dependência que o capitalismo nos tem asignado na divisom internacional do Trabalho.

Sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons.

E sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá desputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Nom queremos despedir 2017 sem denunciar e lembrar as três compatriotas brutalmente assassinadas polo terrorismo machista.

Queremos transmitir umha sincera saudaçom socialista e patriótica a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, familiares e amizades, tod@s @s represaliad@s pola lei mordaça, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2017 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo sírio, catalám, palestiniano, curdo, iraquiano, afgao, hondurenho, venezuelano, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

No novo ano que agora finaliza seguiremos construindo caminho na luita sob a estela e o legado da Revoluçom Bolchevique e do comandante Che Guevara. Para Agora Galiza a Revoluçom de Outubro e o exemplo guevarista som fonte permanente de inspiraçom na luita de libertaçom nacional galega porque os seus objetivos e fins seguem mais vigentes que nunca neste século XXI.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 29 de dezembro de 2017

6D. Contra a constituiçom postfranquista. INDEPENDÊNCIA PARA A GALIZA

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COMUNICADO Nº 76 da Direçom Nacional]

6 D. Contra a constituiçom postfranquista

INDEPENDÊNCIA PARA A GALIZA

O atual regime espanhol é umha maquilhagem da ditadura franquista imposta polo golpe de estado e posterior guerra promovida em 1936 polo bloco de classes oligárquicas.

A atual unidade de mercado que conhecemos como Espanha, é a pedra angular do capitalismo espanhol que nega o exercício de autodeterminaçom dos povos.

Após quatro décadas de relativa “estabilidade” política e institucional, onde a burguesia logrou fabulosas taxas de lucro endurecendo a exploraçom à que submete o povo trabalhador, as mulheres e as naçons oprimidas como a Galiza, a crise estrutural do capitalismo senil tem contribuido para desgastar e debilitar a II restauraçom bourbónica.

Perante este cenário de questionamento das políticas antipopulares promovidas polos governos de turno, o exercício do direito de autodeterminaçom do povo catalám foi contestado da única maneira que Espanha conhece, mediante o uso da repressom e a violência.

A luita independentista voltou a constatar que é o elo fraco da cadeia da dominaçom capitalista no Estado espanhol, mas também que sem direçom operária e orientaçom socialista está condenada a fracassar.

A determinaçom de construir umha República catalana facilitou que os partidos do Ibex 35 [PP, PSOE e C´S], assim como esse difuso espaço que pretende regenerar o discurso socialdemocrata [Podemos, IU, e as forças satelitais a escala nacional], tivessem que abandonar a careta. Todos, sem exceçom, com diversos ritmos e matizaçons, mas ao fim e ao cabo todos, defendem a unidade indivisível de Espanha, construída violando com a força das baionetas os direitos básicos das naçons oprimidas e vulnerando as conquistas dos povos trabalhadores.

O discurso chauvinista espanhol, de caráter supremacista, apoia-se na defesa dumha legalidade ilegítima plasmada na constituiçom do 78, que a maioria do povo galego nom apoiou, pois no referendo realizado há 4 décadas apenas 44% do recenseamento eleitora votou afirmativamente.

Só a independência garante o nosso futuro. A prática totalidade dos problemas e desafios que nos afetam como classe e como povo derivam diretamente da carência de soberania nacional da Galiza.

A opressom, dominaçom e exploraçom à que naçom galega está submetida por Espanha é a causa do nosso atraso e dependência. Sem um Estado galego de caráter operário, sem recuperarmos a independência política como passo imprescindível para atingir a soberania, seguiremos caminhando face o nosso suicídio como povo e naçom.

Para abandonarmos o rol ao que nos condenada o imperialismo país periférico do que extrair matérias primas, energia e mao de obra barata, onde implantar indústrias de enclave altamente contaminantes-, as luitas em defesa dos direitos laborais e sociais, contra a privatizaçom da sanidade e a educaçom, contra a assimilaçom cultural, tenhem inexoravelmente que conveger com a reivindicaçom de umha Pátria livre e soberana.

Agora Galiza manifesta a categórica oposiçom do independentismo socialista e feminista galego à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, à constituiçom do 78 e posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

A recente histórica da Autonomia Galega tem demonstrado que a estratégia de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, é umha via morta.

É umha fraude continuar a defender a viabilidade de reformas da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Simplesmente Espanha é irreformável. Só a luita independentista sob direçom e orientaçom obreira e popular logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

Neste ano que finaliza constatamos que a pequena-burguesia hegemónica nas direçons das forças da “esquerda” institucional [Marea, BNG, Podemos, IU], mais alá de retórica oca, carecem da mínima vontade política para confrontar com este Estado terrorista. Continuam instalados nas políticas conciliadoras e contemporizadoras com a burguesia espanhola e a UE. A presença dos seus líderes nos reacionários e antigalegos prémios Fernández Latorre, ou nos foros oligárquicos, demonstram que som forças esterilizadas para encabeçar a rebeliom popular.

Quando as gadoupas do fascismo eclosionam sem pudor no poder judicial e nos meios de [des]informaçom, nos discursos das forças políticas herdeiras do falangismo [PP e C´s], quando os grupos de extrema-direita e nazis agem com total impunidade nas ruas, é objetivo prioritário do povo trabalhador e empobrecido da Galiza reconstruir as ferramentas revolucionárias de luita e combate.

Para garantir o seu sucesso esta tarefa deve ir acompanhada de batalha ideológica que desmascare tanto farsante para podermos impulsionar umha estratégia de combate popular. Neste 6 de dezembro nada temos que celebrar e sim muito que denunciar e reivindicar.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1 de dezembro de 2017

25-N. Combate o terrorismo machista SEM FEMINISMO DE CLASSE O PATRIARCADO AVANÇA

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(COMUNICADO Nº 75 da Direçom Nacional)

25-N. Combate o terrorismo machista

SEM FEMINISMO DE CLASSE O PATRIARCADO AVANÇA

Termos presentes as protagonistas da Revoluçom de Outubro é um dever de qualquer revolucionária e revolucionário que pretenda transformar o mundo dumha ótica feminista e marxista.

É preciso lembrar todos os logros atingidos naquela altura, conhecer o seu pensamento, o seu discurso, muito adiantado ao seu tempo tendo em conta os posteriores debates que dérom as feministas radicais dos anos 60 do passado século.

Entre outras muitas cousas elas conseguírom eliminar o casamento religioso, acadárom um modelo de divórcio de mútuo acordo, suprimírom a pátria potestade do homem sobre a mulher, eliminando a imposiçom de apelido, nacionalidade ou domicílio, conseguírom o direito ao aborto, a ilegitimidade dos filhos foi abolida, suprimirom-se a disposiçons penais contra o adultério e a homossexualidade, foi instaurada a educaçom mista nas escolas … As bolcheviques fôrom mulheres convencidas de que nengumha mudança profunda é possivel sem transformaçons materiais estruturais, e assim o demonstrárom com a sua prática.

Hoje, 100 anos mais tarde e num contexto completamente diferente, achamos que as mulheres trabalhadoras galegas temos na agenda demasiadas questons pendentes em todos os ámbitos em que nos movemos. Nas ruas, nos centros de trabalho, nas escolas e já agora no seio das organizaçons em que militamos, sem esquecer o próprio movimento feminista.

As campanhas institucionais e o colaboracionismo que as mais das vezes se fai desde a suposta alternativa feminista do país serve de exemplo da precária situaçom que vivemos na atualidade. De nada servem as batukadas, as manifestaçons lúdico-festivas ou os minutos de silêncio que enchem as ruas e as praças das nossas vilas e cidades de hipocrisia, quando umha de nós é assassinada. Nom acreditamos em pactos estatais com o inimigo, nom nos aliamos com quem direta ou indiretamente contribuiu ou contribui para a nossa perda de direitos ou apoia posicionamentos contrários aos nossos interesses.

Nom achamos oportuno tecer alianças com quem nom chama as cousas polo seu nome ou quem simplesmente incorpora a etiqueta de feminismo aos seus programas com fins eleitorais.

Só um feminismo de classe e combativo será quem de guiar a nossa revoluçom e fazer frente à barbarie patriarco-capitalista que nos oprime. Só assim seremos quem de atingir a nossa liberdade e conquistar os nossos direitos; os perdidos, e os que ainda ficam por conseguir.

Nom podemos contuinuar a dar por válidos os discursos baseados no lamento e nom na soluçom. Precisamos conscientizar, estar no lugar onde nos corresponde, tomar a iniciativa e afastar-nos do feminismo burguês e institucionalizado.

É necessária a auto-organizaçom das mulheres com consciência de classe, mas também que as organizaçons da esquerda galega que se declara feminista fagamos autocrítica, questionemos os privilêgios dos militantes e tomemos medidas reais para que nom se reproduzam determinados comportamentos que também som um problema e um grave impedimento à hora de avançar na luita antipatriarcal.

Neste 25 de novembro -Dia internacional contra a violência machista-, lembramos todas as mulheres assassinadas polo terrorismo machista neste 2017, mas também queremos lembrar aquelas que estivérom na vanguarda da luita na sua época: Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand ou Alexandra Kollontai. E como afirmou esta última: as mulheres temos que ser livres económica, psicológica e sentimentalmente.

Nem cúmplices nem indiferentes!

Avante o feminismo galego de classe!

Na Pátria, 25 de novembro de 2017