Comunicado nº 95: 1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos! Esmaguemos o fascismo

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1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos!

Esmaguemos o fascismo

Passárom 82 anos, mas as consequências do golpe de Estado fascista executado polo exército, e apoiado pola bloco oligárquico conformado pola burguesia industrial, financieira e terratenente, a aristocracia e a hierarquia católica, continuam pleamente vigentes na sociedade galega de 2018.

Na Galiza atual continuam governando os netos dos que promovérom o holocausto iniciado no verao de 1936, os que matárom perto de 10 mil compatriotas, os que violárom milhares de mulheres, vejárom e torturárom com sanha todo aquele que nom comungasse com o projeto totalitário franquista, incautárom bens para o seu enriquecimento pessoal, forçárom o exílio do melhor do nosso povo e da nossa classe, prendérom e encadeárom dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores inçando o país de prisons e campos de concentraçom, os que destruírom as tímidas conquistas, direitos e liberdades, os que sementárom fame, doenças, dor e emigraçom, os que provocárom um retrocesso de décadas no desenvolvimento económico e social do nosso país.

Na Galiza de 2018 continuam governando os mesmos que com sangue, balas, masmorras, óleo de ricino, incautaçom e repressom, cerceárom o processo de auto-organizaçom social e política do povo trabalhador galego.

Hoje, mutados em “democratas” de toda a vida, presentes em todos os partidos sistémicos do regime postfranquista, defendem a perpetuaçom dos idênticos interesses económicos que provocárom a guerra de classes de 1936-1939, que na Galiza foi umha autêntica guerra de extermínio, um genocídio.

A pedra angular do regime continuador de 18 de julho de 1936 é a monarquia bourbónica imposta por Franco em 1969. Primeiro na figura do neto do rei expulso polas massas em abril de 1931, e atualmente o filho do caçador de elefantes e multimilionário a custa da sua atividade criminal.

A absoluta impunidade da prática delitiva da família real espanhola é a metáfora mais nítida da ilegitimidade do atual regime, mas também da impossibilidade de transformá-lo empregando as cartas trucadas do cretinismo parlamentar e a conciliaçom institucional, inerente à pseudoesquerda hegemónica no movimento popular.

A cultura política falangista impregna a prática totalidade das forças com representaçom parlamentar de caráter estatal, na sua defesa intransigente do chauvinismo e supremacismo espanhol e o feroz combate ao direito de autodeterminaçom dos povos.

No 82 aniversário da infame vitória do terrorismo fascista, a esquerda revolucionária galega quer homenagear o povo trabalhador galego que nas cidades, aldeias e montanhas, desde os primeiros dias resistiu com as armas na mao o golpe, e que posteriormente, na luita clandestina em fábricas, campos e centros de trabalho, em combinaçom com a forma de luita guerrilheira, combateu sem trégua o fascismo.

Quem a partir da década de sessenta do século XX sentou as bases da reorganizaçom operária, nacional e popular, quem até a atualidade mantém ao vento que a luita é o único caminho, quem nom se deixa arrastar polas políticas conciliadoras e pactistas com os responsáveis da perpetuaçom do ilegítimo Reino de Espanha.

Agora Galiza nom pode deixar de homenagear quem desde o exílio mantivo incólume a dignidade e legitimidade da Naçom Galega durante décadas, sem capitular nem arriar bandeiras, sem conciliar com o inimigo.

Todas elas, todos eles, som exemplos heróicos e inexcusáveis referentes da luita pola Revoluçom Galega.

Hoje, quando a involuiçom reacionária avança no Estado espanhol, e o fascismo revive em média Europa, a luita antifascista de orientaçom anticapitalista e socialista recupera plena vigência e atualidade.

Xaque ao regime de 78!

República Socialista Galega!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 16 de julho de 2018

Comunicado 25J 2018: XAQUE AO REGIME DE 78. República Socialista Galega!

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XAQUE AO REGIME DE 78

República Socialista Galega!

A monarquia bourbónica é a pedra angular do atual regime espanhol. A monarquia foi imposta por Franco em 1969 para perpetuar a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar do fascismo em abril de 1939.

A monarquia foi posteriormente legitimada polos partidos sistémicos no ignominioso pacto da denominada “transiçom”, que maquilha entre 1975-1982 o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista.

A chamada “reforma política espanhola” nom foi legitimada polo povo trabalhador galego, que nom ratificou nem a constituiçom de 1978 nem posteriormente o Estatuto de Autonomia de 1981 que perpetua a nossa dependência nacional.

Na reforma promovida polo bloco de classes oligárquico foi blindada a acumulaçom de Capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como a unidade territorial “indivisível” do Estado espanhol.

Umha modificaçom legislativa em muitos casos meramente superficial e epidérmica, ratificou a metamorfose do franquismo, nesta “democracia” burguesa tutelada polos mesmos poderes fácticos que promovérom, apoiárom e se beneficiárom do regime fascista: a burguesia industrial, financieira e terratenente, a Igreja católica, a casta militar e a aristocracia parasita.

Para blindá-la, nom só impugérom a atual Constituiçom e umha tímida descentralizaçom administrativa que nega o direito de autodeterminaçom dos povos, também aprovárom a lei de amnistia em outubro de 1977 [autêntica lei de ponto final] dotando de imunidade e impunidade todos os responsáveis de quatro décadas de crimes e delitos: roubos e incautaçom ilegal de propiedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.

Para poder lográ-lo contárom com a cumplicidade dos principais partidos da “esquerda” reformista [PSOE e PCE] e da burguesia basca e catalana [PNB e CiU].

Porém,o atual regime emanado do franquismo padece umha profunda multicrise no ámbito institucional, político e económico, que pretende ser superada mediante umha nova involuçom reacionária similar à imposta com o autogolpe de estado de 1981.

A Coroa é a chave do processo em curso que pretende impor umha nova recentralizaçom que derrote as reivindicaçons nacionais da Galiza e do resto de povos oprimidos, e domesticar a classe trabalhadora com um conjunto de medidas excecionais visadas para discipliná-la e anulá-la como sujeito histórico.

O discurso chauvinista que empapa o relato dos principais partidos sistémicos [PP, PSOE, Podemos/IU e Cs] contribui para desviar a atençom dos problemas reais e ocultar as causas e responsáveis da depauperaçom de amplos setores populares, o saqueio do fundo de pensons, e a preparaçom de um clima de desmobilizaçom social que permita implementar sem grandes resistências as novas reformas laborais e cortes em direitos e liberdades que reclama o Ibex 35, o FMI e a UE.

A corruçom geralizada que carateriza a elite de bandidos e criminais que nos governa alimenta o populismo reacionário, a repressom contra toda forma de disidência, geram o clima de involuçom política e social da antesala do fascismo.

Perante este cenário, a “normalidade democrática” com a que agem as forças da “esquerda” institucional [Mareas, BNG, Podemos/IU] só contribui para reforçar o regime de 78.

Mais alá da pura retórica sem praxe coerente, estas forças nom pretendem nem procuram tombar o regime de 78. Alimenta esse ilusionismo de que é factível reformar e regenerar o sistema mediante maiorias aritméticas eleitorais nas instituiçons burguesas.

A teimuda realidade constata e verifica que é intrascendente que PP ou PSOE, com ou sem os seus aliados, se responsabilicem de gerir o regime de 78.

Nom se trata de sacar o PP do governo para substituí-lo polo PSOE e aliados, sem tombarmos o regime de 78 todo seguirá sem variaçons substanciais e modificaçons tangíveis.

Perante este cenário tam adverso,é imprescindível avançar na reconstruçom da esquerda revolucionária galega.

Perante este cenário tam preocupante, é fundamental levantar um muro antifascista de inequívoco componente anticapitalista e socialista, nom para defender a “democracia ameaçada”, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente a esta ditadura burguesa em deriva autoritária capitaneada pola monarquia bourbónica.

Eis polo que Agora Galiza, sob a legenda XAQUE AO REGIME DE 78. República Socialista Galega!, convocamos vindouro 25 de Julho, no Dia da Pátria umha concentraçom e ato político.

Será às 13 horas na praça 8 de Março de Compostela.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de julho de 2018

Comunicado nº 92. Moçom de censura contra M ponto Rajói: manobra de distraçom sem percorrido transformador

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Comunicado nº 92

Moçom de censura contra M ponto Rajói: manobra de distraçom sem percorrido transformador

A anunciada moçom de censura contra o governo de M. Ponto Rajói, promovida polo PSOE, só facilitará a recomposiçom do regime.

O apoio anunciado por Podemos, e polos grupos parlamentares das organizaçons nacionais da Catalunha e do País Basco, asseguram o possível sucesso aritmético da iniciativa.

Porém, esta operaçom pretende gerar umha nova falsa ilusom entre a classe trabalhadora e o conjunto das camadas populares empobrecidas polas políticas ultraliberais do PP.

A alternáncia política da pseudemocracia bourbónica serve para reforçar o corrupto e criminal regime postfranquista, mas carece de percorrido algum para adotar as mais básicas medidas visadas para a sua transformaçom.

O novo governo carecerá de capacidade e vontade política, porque nom passará de aplicar simples retoques cosméticos que aparentarám mudanças para que todo continue igual.

O PSOE de Pedro Sánchez, Susana Díaz e Abel Caballero, é o mesmo partido que aprovou a reforma laboral contra o conjunto do povo trabalhador, que iniciou a privatizaçom da sanidade e da educaçom, que facilitou os cortes na proteçom social e a perda de poder aquisitivo das pensons, que apoia o artigo 155 que tem intervido o autogoverno catalám. O PSOE é um partido profundamente chauvinista espanhol e portanto negador do direito de autodeterminaçom da Galiza, que mais alá da retórica está cómodo com a lei mordaça, a criminalizaçom do movimento popular, os diktados macroeconómicos de Bruxelas e do FMI, as intervençons imperialistas da NATO.

PSOE é um partido do regime, submisso ao Ibex 35, incapacitado para promover nem a mais elementar “regeneraçom democrática”.

Para assegurar o sucesso da moçom de censura já tem garantido os apoios de Podemos, ERC, PdCat e Compromís, e deve optar ou bem polos 5 votos do PNB, ou bem polos 2 de Bildu e o voto de Coaliçom Canária e Nueva Canarias, até atingir os 176.

Mas isto é intrascendente para os interesses da classe obreira, das mulheres trabalhadoras e da naçom galega. É simples política espectáculo para anestesiar a luita e deslocar o conflito das ruas.

Agora Galiza tem claro que esta operaçom novamente pretende continuar a adormecer o povo trabalhador, susbtituíndo a sua imensa capacidade de luita por umha saída “palaciana”, que procura recompor o agravamento da crise de legitimidade do regime perante as continuas detençons e condenas de dirigentes do PP polas suas práticas mafiosas e criminais.

Que nom nos enganem pretendendo fazer-nos acreditar que o problema é o PP, para assim proteger e salvar o regime de 78 e a sua monarquia ilegítima.

A profunda crise do postfranquismo carece de saída institucional. O plano estratégico da oligarquia contempla no seu horizonte imediato seguir aprofundando na viragem reacionária e autoritária.

A moçom de censura só servirá para ganhar tempo e adiar que o neofalangismo laranja ganhe as eleiçons, e portanto se imponha em Madrid um governo de indiscutível caráter ultrareacionário.

Porque a incapacidade e vontade para resolver a grave situaçom que atravesa o povo trabalhador no quadro do capitalismo, os compromissos do PSOE e em menor medida de Podemos com a “unidade indivisível” do espaço de acumulaçom e expansom de capital denominado Espanha, som foguetes sem pólvora, carregados de falsas expetativas que só provocarám mais deceçom e frustraçom, o caldo de cultivo perfeito para o crescimento de C´s.

Agora Galiza considera que só a luita de massas do povo trabalhador organizado, unido e movimentado sob um programa anticapitalista, feminista e de libertaçom nacional, poderá despreender-se da oligarquia e do seu regime.

A greve geral convocada pola CIG para vindouo 19 de junho é umha magnífica ocasiom para ensaiar a rebeliom obreira e popular que tombe o regime, abra um processo constituínte e instaure um governo obreiro e popular, patriótico e feminista.

Achamo-nos numha situaçom alarmante, no preámbuilo de um fascismo de novo cunho. É a alternativa nom som falsas unidades em defesa dos “direitos democráticos ameaçados”, e sim unidade de açom antifascista sob um programa revolucionário anticapitalista e socialista.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 25 de maio de 2018

Comunicado nº 89 de Agora Galiza: 17 de Maio, Dia das Letras. Na Galiza SÓ em galego

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17 de Maio, Dia das Letras

Na Galiza SÓ em galego

O período compreendido entre 17 de Maio de 2017 e 2018 caraterizou-se polo agravamento das tendências assimilacionistas espanholas. A perda de galego-falantes -com destaque nas franxas etárias mais jovens-, e a quebra da transmissom intergeracional do idioma, é umha dramática realidade da língua própria da Galiza, o GALEGO.

A estratégia normalizadora promovida nas últimas quatro décadas polo movimento em defesa do galego nom tem atingido nengum dos objetivos marcados. Ano após ano retrocede o uso do idioma entre o nosso povo e o espanhol abafa-o todo.

Todos os acordos “normativos” e “ortográficos” assinados polas forças do nacionalismo galego com os inimigos da Pátria, e portanto da nossa única língua, nom só nom tenhem invertido o processo desgaleguizador, tenhem sido negativos para avançar na recuperaçom de falantes e utentes, para ganharmos espaços e alterarmos a estratégia desnacionalizadora que leva séculos promovendo o imperialismo espanhol.

A esquerda independentista galega leva denunciando incansavelmente que som basicamente duas as razons do fracasso das entidades “normalizadoras”.

Umha prática de isolacionismo linguístico que evita a confluência com o tronco comum, com o resto dos países do mundo que usam o galego-português. A negaçom da premissa de que somos um idioma internacional, que nom somos umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza, conduze-nos inevitavelmente à derrota.

O reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom a que o nosso idioma está submetido polo espanhol. O reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

A segunda causa som os complexos e timoratismos das forças políticas maioritárias de direçom galega, instaladas na simples reclamaçom teórica do direito de autodeterminaçom e na contraditória indecisom à hora defender com firmeza e factos constatáveis a soberania e independência nacional da Galiza.

O futuro do galego está indisoluvelmente ligado à conquista deum Estado galego plenamente independente e soberano.

Mas no seio do movimento normalizador aparecem novas ameaças. O reintegracionismo de vocaçom pinheirista e lóxica liberal, instalado no folclorismo ridiculista e na defesa do padrom de Lisboa, portanto contrário à forma autótone do galego reintegrado, vem de dar mais um erróneo passo.

A defesa do binormativismo que promove a direçom da AGAL, quer dizer,a procura da convivência entre o galego isolacionista e o português, evita deliberadamente abordar o cerne da ameaça em curso, a hegemonia do espanhol como arma de destruiçom maciça do idioma que nos define como povo e naçom.

O galego como parte do tronco comum galego-português possui umha norma própria, patriótica, que devemos conservar como sinal medular da nossa idiossincrasia nacional. Renunciar a ela é claudicar e facilitar o processo de espanholizaçom.

A pequena-burguesia empoleirada no que até há bem pouco era a academia galega reintegracionista, age em base aos mesquinhos interesses mercantis, seguindo as lógicas neoliberais e post, desagregando a luita pola normalizaçom do galego da opressom nacional da Galiza.

Claro que lograrám o aplauso, colaboraçom e prémio das forças espanholizadoras. Nom existem razons para que o PP e Feijó se oponham ao português na Galiza como língua opcional estrangeira no ensino, ou à difusom das TV portuguesas, pois nom questiona a hegemonia do espanhol e distrai a defesa do galego como idioma próprio da Galiza.

Agora Galiza, como organizaçom reintegracionista que segue a tradiçom e legado da esquerda independentista galega que nunca contemporizou nem colaborou com os inimigos do galego e da Galiza, nom se vai somar a nengumha nova manobra de confusom.

Nom vamos aplaudir iniciativas estéreis e absurdas nem participar em entroidadas que nada contribuem para normalizar e defender o idioma de Mendinho, Rosalia de Castro, Jorge Amado, Bento da Cruz, Luisa Vilalta e Mia Couto .

Estamos plenamente conscientes que até que as forças agrupadas à volta da entidade convocante da manifestaçom deste 17 de Maio nom abandonem a estratégia de procurar acordos institucionais que sabem vam ser incumpridos polas hipócritas forças espanholistas [PP, PSOE, C´s, Podemos, IU], caminharemos inexoravelmente face o nosso suicídio como povo com cultura e língua milenária.

Só um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaço sociais, fundamentado na defesa intransigente do monolinguísmo social e o reintegracionismo lingüístico, visado para a conquista da nossa plena emancipaçom nacional, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos dez mil castros e dos mil rios.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 11 de maio de 2018

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. Classe Obreira em Pé!

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Publicamos editorial do Rebeliom Popular n°4.

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

Classe Obreira em Pé!

O êxito eleitoral do novo reformismo tem contribuído para a desmobilizaçom popular. As ruas, as empresas e os centros de trabalho, voltárom a ficar em silêncio. A conflituosidade em ascenso da altura deu passo à pax social das promessas, declaraçons para a galeria sem percurso algum.

As grandes manifestaçons da mudança de década, estavam fraguando umha nova geraçom militante na luita de classes, movimentado amplos setores sociais na defesa dos direitos e conquistas atingidas, incrementando o nível de consciência socialmente compartilhado. O lento, mas tangível processo de radicalizaçom popular às políticas neoliberais do governo de Zapatero primeiro, e posteriormente de Rajói, foi substituido polo inofensivo parlamentarismo e os debates televisivos de sensacionalismo banal.

Porque o relato da “nova política” é um simples déjà vu, que sintetiza o mais adulterado discurso da socialdemocracia, fundido com as metafísicas modas imperantes post daquelas correntes de fachada esquerdista que negam os princípios medulares da causa obreira.

A classe trabalhadora como sujeito da transformaçom foi substituída polo inócuo e asséptico “cidadanismo” que nega a contradiçom antagónica entre proletariado/classe obreira/povo trabalhador e burguesia.

A organizaçom classista em espaços genuinamente operários e populares, foi substituída por falsas “unidades populares” que aglutinam as diversas fraçons das camadas intermédias e os aparelhos burocráticos desses microespaços políticos.

A estratégia a longo prazo de luita e confrontaçom com o inimigo, apoiada numha rede de estruturas que combinem o seu caráter aberto e de massas, com a existência de um partido revolucionário de vanguarda, foi substituída polo ilusionismo eleitoral que alimenta o imediatismo e a falsa normalidade democrática.

Porque embora tentem aparentar ser qualitativamente diferentes, tanto a nova política como o tradicional reformismo coincidem no essencial. Para ambos a mobilizaçom social é um mero recurso inserido numha estratégia de simples competência eleitoral que possibilite aceder à gestom das instituiçons burguesas e espanholas, para que as suas elites implementem umhas mornas políticas que remendem e paliem aquelas aristas mais agressivas do capitalismo. Simples alternáncia política sem questionar o quadro jurídico-político. Estratégia que só consolida a dominaçom e afasta a alternativa de ruptura com o regime de 78.

As consequências desta tendência tenhem sido nefastas para o povo trabalhador galego e para o projeto de libertaçom nacional da Galiza.

Debilidade do movimento operário

A crise do capitalismo senil, fundida com a multicrise do Estado espanhol, nom tem sido aproveitada como umha magnífica oportunidade polas organizaçons revolucionárias para alargarmos a nossa base de apoio, para crescer e desputarmos aos reformismos influência e hegemonias.

Mais bem todo o contrário, a crise tem golpeado a esquerda revolucionária galega, provocando o seu retrocesso até o residualismo atual. Negá-lo ou maquilhá-lo nom vai contribuir para a nossa recomposiçom e o processo de reconstruçom.

Somos conscientes que na Galiza de 2018 nom existe umha alternativa política anticapitalista de classe com capacidade de intervençom. Mas para avançar com êxito neste objetivo estratégico, cumpre evitar reproduzirmos alguns dos erros da nossa génesse há vinte anos, responsáveis pola posterior implosom.

Sabemos que nom existem atalhos, nem fórmulas mágicas. Devemos sermos um projeto genuinamente de classe, crescer entre o proletariado, as mulheres e a juventude operária e popular. Só alimentando-nos de classe operária, recrutando povo trabalhador para as nossas fileiras, estaremos em condiçons para evitarmos ser devorados polo vírus das políticas conciliadoras e pactistas que historicamente acompanham o desenvolvimento e intervençom do movimento obreiro.

Tarefas imediatas

Neste 1º de Maio temos que reafirmar sem complexos os princípios fundacionais do marxismo na aposta pola luita operária e popular como espaço prioritário de acumulaçom de forças, na alternativa socialista frente ao caos capitalista, na defesa intransigente do direito de autodeterminaçom.

Sem conquistarmos a República Galega, sem abandonarmos o Estado imperialista espanhol, sem um coerente feminismo de classe frente o poder patriarcal, nom é possível emancipar-nos, libertar-nos, sentar as bases para edificar umha nova sociedade.

Só a classe operária pode salvar-se a sim mesma. Organizada em forças políticas e sindicatos de classe. A nossa independência frente os difusos espaços interclassistas é umha necessidade indiscutível, umha reivindicaçom inegociável. Nom podemos delegar na pequena-burguesia “progressista”, nem nas suas castas burocráticas que levam décadas esterilizando o movimento popular galego em troques de perpetuar os seus privilégios.

Confrontar e deslindar com a “velha” e a “nova política” reformista é imprescindível para abrir caminho. A persistência e os princípios som as nossas melhores armas para inverter a resignaçom, o derrotismo e o marasmo da classe operária.

Até a vitória sempre!

Comunicado nº 85: AGORA GALIZA MANIFESTA O SEU TOTAL APOIO AO POVO SÍRIO E AO GOVERNO LEGÍTIMO E ANTI-IMPERIALISTA DE BASHAR AL-ASSAD

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AGORA GALIZA MANIFESTA O SEU TOTAL APOIO AO POVO SÍRIO E AO GOVERNO LEGÍTIMO E ANTI-IMPERIALISTA DE BASHAR AL-ASSAD

Nestes 7 anos de guerra na Síria as forças imperialistas, encabeçada polos USA, comprovárom como todos os seus planos para tombar o governo de Bashar Al Assad fracassárom. As eficazes operaçons militares efetuadas polo Exército Árabe Sirio, em colaboraçom com os seus aliados Rússia, Irám e Hezbollah, libertárom os territórios controlados polos “rebeldes moderados” -chamados assim polos meios de desinformaçom capitalistas-, que em realidade som grupos terroristas radicais islamistas próximis a Alqaeda e ao wahabismo saudi e qatari.

Após a tentativa de financiar os terroristas (Exército Livre Sírio, Al-Nusra, DAESH) para desestabilizar o país, o imperialismo optou por implementar umha brutal campanha de manipulaçom contra o governo de Al-Assad, umha campanha que embora fosse promovida no início do conflito, incrementou-se ao ver como o Governo sírio ganhava a guerra.

Há várias semanas o exército sírio junto aos seus aliados lançam umha operaçom militar para libertar a Ghouta Oriental, onde milhares de sírios e sírias levavam anos sequestradas polos terroristas. No transcurso da operaçom militar a inteligência russa e síria alertavam de que os terroristas preparavan un ataque químico para acusar Damasco de ser o responsável, e de que se tratava dumha manobra mais para legitimar umha invassom militar no país.

Os“Capazetes Brancos”, conhecidos também coma Proteçom Civil Síria e que atuam nas zonas controladas polos grupos “rebeldes” afíns a AlQaeda, anunciavam 8 de abril um suposto ataque químico na zona de Douma muito perto de Ghouta. Nesse momento ativou-se umha brutal campanha de histéria mediática nos meios de desinformaçom capitalistas na que começárom a difundir o comunicado dos Capacetes Brancos sem contrastá-lo.

O embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari, desmentiu o suposto ataque químico e afirmou que nom existe nengumha prova de que as tropas de Assad atacáram o seu povo com armas químicas, senom que se trata dumha falsa acusaçom para que os USA invadissem o país árabe. Nom tém nengum sentido que as tropas de Al Assad ataquem a sua populaçom com armas químicas após libertar esses territórios do controlo dos terroristas.

Assim mesmo o embaixador assegura que o ataque efetuado 14 de abril polas tropas dos USA, Reino Unido e a França foi em vingança pola derrota dos terroristas em Ghout. Também assegurou que esta agressom imperialista foi “umha mensagem dirigida aos terroristas para animá-los a que estes armacenem e utilizem armas químicas no futuro”.

Este suposto ataque químico por parte de Al-Assad lembra-nos as armas de destruçom maciça no Iraque que nunca aparecérom. Ao igual que aconteceu com o Iraque trata-se dumha falsa justificaçom para invadir, saquear e arrasar a Síria por parte do imperialismo.

A Síria nom será outro Iraque, nem outro Afeganistám!

Toda a nossa solidariedade com o povo sírio e com o governo de Al-Assad!

A Síria vencerá!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 15 de abril de 2018

Comunicado nº 82: Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

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Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

A doutrina económica neoliberal galopa desbocada como o cavalo de Atila, arrasando todas as áreas socio-económicas susceptíveis de sustraer lucro.

A realidade que define a situaçom socio-laboral galega carateriza-se polo submetimento à disciplina capitalista da exploraçom, o deslocamento de setores produtivos, a precarizaçom dos que ficam maximizando os benefícios, a destruiçom dos direitos operários atingidos em décadas de luita protagonizadas polo conjunto d@s asalariad@s, a paulatina pauperizaçom que nos conduz a umha vida de miséria, a emigraçom maciça que expulsa da Galiza à juventude mais preparada, …

Este retrocesso histórico, fruto da desmovimentaçom da classe operária, significa que no dia a dia de umha parte cada vez mais ampla do povo trabalhador galego as dificuldades nom param de aumentar para pagar recibos da luz, do aquecimento, dos alugueres, dos impostos, etc. Condenam-nos a viver sem segurança laboral e sem perspetivas de futuro.

No Estado espanhol os governos do PP e PSOE som cúmplices e mans executoras desta doutrina. Responsáveis pola sua implementaçom em conivência com as elites económicas, os sindicatos e o conjunto dos partidos politicos com representaçom institucional, independentemente da descorida bandeira ideológica.

Cada corte cometido polo governo corrupto e mafioso de turno no Estado espanhol, nom é mais que um trasvasse de fundos do público às contas privadas da burguesia da Uniom Europeia.

Os 60.000 milhons de euros com os que contava a caixa das pensons nom tivérom distinto percorrido. O governo de M ponto Rajói vaziou-a através de engenheria financieira, com a autocompra de dívida pública.

A demagogia do neofascismo [PP e C´s] e dos seus acompanhantes do PSOE nom tem limites. Afirmam que nom há dinheiro para assegurar as pensons, porém, há recursos suficientes para salvar a banca, as autoestradas previamente privatizadas, para o incremento dos gastos militares, para manter a parasita Casa Real, para aumentar os obscenos salários da casta cleptrocrática e das forças repressivas.

Na Galiza, governados pola sucursal da organizaçom criminal sediada na rua madrilena de Génova 13, levamos décadas castigados polos planos económicos ditados desde os centros de poder do Ibex 35 e da UE.

Os governinhos submissos assomen com inteira complacência o desmantelamento de todos os setores produtivos e deslocamento das grandes empresas, facilitando com estas medidas que na Galiza tenhamos os salários e as pensons mais baixas do Estado espanhol, a taxa de temporalidade mais elevada, batamos recordes em sinistralidade num mercado laboral onde a precarizaçom é a nota dominante, forçando a emigraçom da juventude.

As conquistas do falso Estado de benestar é um dos doces caramelos nos que estas avespas insaciáveis querem incar o seu venenoso aguilhom.

A paulatina destruçom dos serviços públicos é ja um feito, o seu deterioramento é julgado com parámetros de empresa capitalista que nom da benefício, e por tanto há que fechá-los ou entregar a sua gestom a maos privadas.

O que até o de agora era a tábua de salvaçom económica de muitas famílias que contavam com as pensons dos seus maiores como umha contribuiçom para quadrar as contas mensais, estám padecendo um brutal ataque pola burguesia.

O coletivo de pensionistas ao longo de quase umha década tem visto mermar o seu limitado poder adquisitivo. Primeiro polo seu congelamento e o paralelo incremento dos preços de boa parte de bens de consumo de primeira necessidade: alimentaçom, medicamentos, eletricidade, combustíveis para o aquecimento, etc, provocando que chegar a fim de mês seja um desafio de ansiedade.

Na Galiza 300.000 pensionistas vivem por baixo do umbral da pobreza, 39,2% nem combinando as pensons laborais e de viudedade chegam aos 8.400€ anuais, cifra estimada como umbral da miséria.

As mulheres trabalhadoras som o coletivo mais castigado. 6 de cada 10 som mulheres, que nom chegam aos 639€ mensais, percebendo um complemento de 206€ congelado desde 2011 pola franquícia autonómica de Feijó.

A miséria a que somos empurradas por estes delincuentes a cara descuberta nom afeta só o ámbito estritamente económico.

É pisada a dignidade d@s pensionistas e reformad@s após trabalhar toda umha vida para enriquecer empresários. Aumenta o recurso à beneficiência, aos comedores populares, banco de alimentos, reduzir e mesmo deixar de tomar medicamentos, recurrir a métodos obsoletos para escorrentar o frio.

É o pior está ainda por chegar, se nom se fream estas políticas depredadoras perpetradas pola mais reacionária fraçom da burguesia -a financieira-, com o esvaciamento da caixa das pensons e a deliberada intençom de contratar planos privados.

Com esta operaçom entregará-se um suculento recurso de acumulaçom à fraçom mais parasita, saqueadora e carronheira do capital, que nom só condena o coletivo de pensionistas atuais, hipoteca o futuro das geraçons que hoje som condenadas a trabalho precário,salários de miséria e inestabilidade laboral.

Só a auto-organizaçom socio-política à margem dos partidos institucionais e dos sindicatos entreguistas, a luita organizada e constante, logrará parar os pés a estas políticas antipopulares e antioperárias.

Os direitos conquistados que nos querem substrair devem ter as ruas como principal suporte dos nossos reclamos.

Som o espaço prioritário e imprescindível para recuperarmos os nossos direitos como trabalhadores, estudantes, mulheres e pensionistas. Esta é umha luita de tod@s porque somos ou seremos reformad@s.

É necessária a convocatória dumha contundente e combativa greve geral que paralise todos os setores produtivos para defender as nossas pensions e os serviços públicos, umha greve geral que abra um novo ciclo de luitas, onde a classe operária demonstre a sua imensa força e capacidade para condicionar o presente e consquistar o futuro.

A luita é o único caminho!

Viva a luita da classe trabalhadora!

Na Pátria, 23 de março de 2018

7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela: COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

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7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela

COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

A via repressiva com a que o Estado espanhol pretende esmagar a justa e necessária causa da República Catalana, só se derrota com firmeza, dignidade e persistência.

A companheira Anna Gabriel encarna estes valores. Hoje teria que comparecer perante o aparelho judicial do postfranquismo. Decidiu nom ir a Madrid e desde a Suiça seguir internacionalizando a luita por umha Catalunha livre, socialista e feminista.

A solidariedade entre os Povos constitui um dos sinais mais importantes das forças revolucionárias.

Hoje Anna Gabriel nom só representa o sentir de milhons de mulheres e homens dos Países Catalans, hoje Anna também representa a milhons de vozes e coraçons de Andaluzia, de Castela, do País Basco, da Galiza, de Portugal, do conjunto dos povos do Estado espanhol, e do mundo, que sabemos que só umha estratégia política e social de rutura com o regime de 78 logrará levantar um muro antifascista frente a deriva autoritária da oligarquia espanhola.

Só com luita poderemos atingir umhas sociedades sem exploraçom nem opressons, a plena liberdade das nossas naçons, e contribuir assim a mudar o mundo.

As organizaçons promotoras do Manifesto Internacionalista de Compostela, queremos manifestar a nossa solidariedade com Anna Gabriel e a CUP numha luita que fazemos plenamente nossa.

Frente aos falsos consensos e as políticas de conciliaçom, a experiência histórica da luita das trabalhadoras e os povos contra o capitalismo e o imperialismo ensinou-nos que a luita é o único caminho. Bravo Anna!

Viva Catalunha livre!

Pola independência dos povos e um mundo socialista!

Tod@s somos Anna Gabriel!

21 de fevereiro de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]

BOLTXE [País Basco]

COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]

NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 79. Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

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Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

As políticas ultraliberais implementadas na última década polos governos de Zapatero e de M ponto Rajói, seguindo as instruçons da oligarquia espanhola e os diktames da UE, nom só tenhem provocado a depauperaçom de amplos setores populares.

Tenhem ido acompanhadas por umha bateria de reformas legais visadas para incrementar a repressom, a censura e o corte das raquíticas liberdades e direitos conquistados na luita polo povo trabalhador.

As contínuas modificaçons do Código Penal, a “Lei de Segurança Cidadá”, popularmente conhecida como “lei mordaça”, a reediçom do velho “pacto antiterrorista” sob a nova denominaçom de “pacto antiyihadista”, a “Lei de enjuiçamento criminal”, a criminalizaçom dos conflitos e reivindicaçons operárias e populares polos meios de [des]informaçom burgueses, a cadeia perpétua disfarçada sob a fórmula eufemística de “prisom permamente revisável”, o rearme, incremento e modernizaçom do aparelho repressivo do Estado espanhol, o aumento dos gastos militares, a constante acusaçom de “delito de ódio” contra quem questiona o regime de 78, a conculcaçom permanente da sua legalidade, formam parte de um todo, som diversas peças da estratégia repressiva que procura combater toda forma de dissidência para impor a pax bourbónica e blindar o regime oligárquico.

Boa parte dos processos repressivos estám baseados em acusaçons falsas contra quem legitimamente protesta e exerce o direito à rebeldia, som montagens policiais que procuram esmagar os setores mais combativos com a finalidade de intimidar e provocar um efeito dissuasório.

Os resultados desta estratégia repressiva que acompanha a deriva fascistizante do postfranquismo, é evidente. O atual refluxo e desmovimentaçom é consequência da incorporaçom à lógica institucional de forças e setores populares que participavam ativamente a inícios da década no ciclo de luitas, mas também do temor à repressom derivado do endurecimento do regime e a aplicaçom destas leis de excepçom.

A justiça espanhola é basicamente umha justiça burguesa. Benévola com os ricos e poderosos, e brutal com as pobres e oprimidas.

Assim devemos entender as desproporcionadas e disparatadas solicitudes de prisom e multas contra as pessoas identificadas e detidas por exercerem solidariedade contra a repressom policial no despejo do centro social Escárnio e Maldizer, contra os 12 rapeiros do coletivo “A Insurgência”, contra Aida Vasques, ativista do centro social Gomes Gaioso, contra Emílio Cao, da organizaçom juvenil Xeira.

Só procuram a exemplaridade repressiva, para impor a resignaçom paralisante e lograr a plena domesticaçom do povo trabalhador galego.

Mas a única forma de combater com êxito a escalada autoritária e a legislaçom de excepçom que aplicam a quem defende os seus direitos individuais e também os coletivos, é precisamente incrementar os protestos e gerar condiçons para desbordar a maquinária repressiva da oligarquia espanhola.

Só mediante a auto-organizaçom operária, popular e nacional, promovendo umha estratégia de luita que desafie e desobedeça a ditadura burguesa espanhola nos centros de trabalho e ensino, utilizando a rua como espaço preferencial, poderemos avançar.

A luita é o único caminho!

Denantes mort@s que escrav@s!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 31 de janeiro de 2018

TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO

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TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO


A deriva autoritária da segunda restauraçom bourbónica é consequência direta do pacto da Transiçom entre as forças que sustentárom o franquismo, as organizaçons da esquerda reformista [PSOE PCE] e a burguesia nacionalista catalana e basca.


A reforma política implementada entre 1975 e 1982, dirigida e tutelada pola Casa Branca e as principais potências europeias, procurava basicamente blindar e perpetuar a acumulaçom de capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como manter intata a unidade e integridade territorial do Estado espanhol, o mercado de expansom e acumulaçom do bloco de classes oligárquico.


A aprovaçom da lei de ponto final, denominada eufemisticamente lei de amnistia [outubro de 1977], procurava a imunidade e impunidade de todos os responsáveis polas 4 décadas de ditadura, dos seus crimes e delitos: roubo e incautaçom ilegal das propriedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.


A monarquia bourbónica foi e é a pedra angular do novo regime emanado do ignominioso pacto que só maquilhou de “democrático” o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista, perpetuando assim a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar de abril de 1939.


No 40 aniversário desta metamorfose, perante o desafio promovido polo independentismo catalám, o regime optou por deixar cair parte da sua máscara “democrática”, monstrando sem eufemismos a sua natureza profundamente reacionária, abandonando as falsas, como eficaces políticas de consenso [simples pactos e muros de silêncio] que provocárom o fenómeno do desencanto e a desativaçom do movimento operário.


A multicrise que o regime de 78 arrasta desde há praticamente umha década pretende ser superada mediante um novo pacto entre as forças centrais do regime [PP, PSOE e C´s] consistente numha nova recentralizaçom.


Para a sua estabilizaçom é imprescindível evitar que a classe trabalhadora e os setores populares se organicem. Nada melhor que a ideologia chauvinista para desviar a atençom dos verdadeiros problemas e ocultar os responsáveis da situaçom de depauperaçom de amplos setores populares, da corrupçom geralizada dumha elite de bandidos e criminais, do saqueio dos fundos das pensons, para criar cortinas de fumo que permitam implementar as políticas de ajustamentos pendentes, que reclama a UE e o FMI.


O conjunto de reformas do Código Penal dos últimos anos e a “lei mordaça”, o uso da repressom contra toda forma de disidência, está sendo determinante para conter os protestos, para gerar um clima desmobilizador de autocensura, e disciplinar ainda mais a classe operária.


Estes fatores estám sendo determinantes para ir criando um clima reacionário, antesala do fascismo, atualmente a ideologia hegemónica nos meios de [des]informaçom burgueses e do poder judicial, que como núcleo duro do Estado franquista nom foi depurado.


A “normalidade democrática” que carateriza a prática diária das forças da “esquerda” institucional só contribui a reforçar o regime de 78. Nem o novo nem a velho reformismo pretendem, nem procuram, tombar o regime de 78, tam só no melhor dos casos realizar reformas democraticistas para situar as suas elites nas ilegítimas instituiçons emanadas do pacto da Transiçom, que a esquerda independentista e socialista galega nunca legitimou nem legitimará.


Perante a brutal ofensiva do Capital, envolvido na bandeira franquista e no supremacismo imperialista espanhol, é imprescindível construirmos um muro antifascista nos centros de trabalho e ensino, com a rua como centro de gravidade.


Levantarmos um antifascismo genuíno, de inequívoco componente anticapitalista e socialista, é umha tarefa prioritária. Mas nom para defender a “democracia burguesa” ameaçada, com o apoio do PSOE, polo PP franquista e o neofalangismo de C´s, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente esta ditadura burguesa em deriva autoritária.


Eis as razons polas que Agora Galiza apresenta a campanha central de 2018.