Comunicado nº 131: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Luita e mobilizaçom contra o fraudulento governo “progressista” e a ameaça fascista

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega

Luita e mobilizaçom contra o fraudulento governo “progressista” e a ameaça fascista

Um setor considerável da nossa classe optou, 10 de novembro passado, por exercer o voto para retirar os inquilinos da Moncloa. Porém, boa parte das trabalhadoras e trabalhadores que favorecérom um governo de coaligaçom alternativo ao PP, figérom-no sem entusiasmo.

A lógica do “mal menor”, que define o comportamento eleitoral do proletariado galego, e do conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, é consequência da dramática ausência

de umha força política classista com influência de massas, do estado de amorfismo, marasmo, resignaçom e desmobilizaçom que carateriza a classe obreira galega. Da carência de perspetivas e de dinámicas de luita, combate e mobilizaçom.

Ainda segue presente a errónea decisom de desconvocar a última hora, por puro taticismo elitoralista, a greve geral de 19 de junho de 2018, dando crédito, um cheque em branco, ao governo de Pedro Sánchez. Dous anos depois nom se materializárom nengumha das promessas do PSOE de revogar a reforma laboral, a lei mordaça e a LOMCE.

A esquerdinha segue instalada no eleitoralismo, hipotecada polo cretinismo parlamentar, obssesionada por gerir as migalhas institucionais que o sistema pemite, alimentando irresponsavelmente a falsa “normalidade democrática”, o interclassismo e cidadanismo que facilita a ofensiva burguesa contra nós, o povo trabalhador galego.

Sem forças genuinamente operárias na sua composiçom, linha discursiva, açom teórico-prática e orientaçom, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista.

Afortunadamente a memória histórica do mundo do Trabalho custódia e ratifica que todas as conquistas e avanços, sem exceçom, fôrom atingidos na luita nas fábricas, nos centros de trabalho e nas ruas. Som resultado do suor, das lágrimas e do sangue operário. Nada nos foi regalado em balde! Nom fôrom concessons gratuítas do nosso inimigo irreconciliável.

Nengum do grandes avanços históricos da classe operária e dos povos se atingírom defendendo remendinhos nos seus parlamentos. A institucionalizaçom dos direitos que agora estám sendo progressivamente desmantelados, foi consequência da nossa pressom, resultado da nossa mobilizaçom e firme vontade de construir um mundo novo sem exploraçom nem opressom.

Agora Galiza-Unidade Popular, perante o grau de desmobilizaçom da nossa classe, da situaçom de debilidade organizativa da esquerda revolucionária galega, nom considera tarefa prioritária participar nos processos eleitorais. 10 de novembro de 2019 optamos coerentemente pola abstençom.

A açom política do atual governo espanhol PSOE-Unidas Podemos, constata que mais alá de gestos e formas, é simplesmente mais do mesmo! É um governo social-liberal com incustraçons socialdemocartas, carente de ambiçom transformadora, dotado de um morninho programa neokeynesiano que já está incumprindo. Um governo obediente aos diktados da UE e submisso ao patronato, Ibex 35 e grande Capital.

Eis polo que 5 de abril, nem apoiamos nem participamos em nengumha das candidaturas que se apresentam.

É indiscutível a existência de umha aspiraçom socialmente compartilhada por um setor mui amplo do povo trabalhador da urgência de sacar o PP do governo da Junta da Galiza.

Embora descartamos apelar publicamente à abstençom, estamos conscientes que no caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se poda configurar nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo similar ao de PSOE e Unidas Podemos.

Nom podemos pois alimentar o ilusionismo eleitoral, nem falsas expetativas. As mudanças e profundas transformaçons que a classe trabalhadora galega demanda e a Galiza necessita, será resultado de um processo revolucionário, e nom derivará de aritméticas parlamentares do sistema eleitoral burguês. Nom é possível implementar políticas ao serviço do povo trabalhador sem tombar o regime postfranquista.

As tendências em curso de involuiçom política, de eclossom do fascismo sem complexos, só poderám ser freadas e derrotadas na rua.

Com o fascismo sem disfarces de Vox, com o neofalangismo de C´s, e com o viragem de extrema direita do PP, nem se se dialoga nem se negoceia. Simplesmente deve ser isolado, denunciado, ilegalizado e esmagado! Branqueá-lo com o jogo institucional burguès só contribui para reforçá-lo.

Neste 10 de Março nom só lembramos e honramos a luita operária de Ferrol de 1972, Daniel Niebla e Amador Rei, assassinados pola polícia por reivindicar direitos para o proletariado galego.

 

Neste Dia da Classe Obreira Galega também reivindicamos a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga “Piloto”, um dos últimos combatentes da resistência político-militar ao fascismo, vilmente abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada em 1965.

 

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate antifascista, na articulaçom do movimento popular que na década de setenta se desenvolvia sob um programa ruturista em prol dos direitos sociais e plenas liberdades sociais e nacionais.

   

Ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza-Unidade Popular tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para os setores mais avançados da classe operária e do povo trabalhador galego, a configurar um pólo classista e patriótico, que combata o fascismo e desmascare o fraudulento governo do tandem Pedro Sánchez/Pablo Iglesias.

Piloto, Amador, Daniel, a luita continua!

Viva a classe obreira galega!

Independência e Pátria Socialista!

Na Pátria, 7 de março de 2020

Comunicado nº 130: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Só o Socialismo garante a verdadeira emancipaçom das trabalhadoras

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Só o Socialismo garante a verdadeira emancipaçom das trabalhadoras

A específica marginalizaçom, opressom e dominaçom que padecem as mulheres trabalhadoras no capitalismo deve ser denunciada e combatida.

Só mediante a mobilizaçom, só empregando todo tipo de mecanismos e métodos de luita, se pode lograr avançar na conquista dos direitos que formalmente estám contemplados na legislaçom, mas que na realidade nom passam de umha quimera na vida diária da imensa maioria das mulheres trabalhadoras que vendem a sua força de Trabalho.

Porém, nom passa de umha falsa ilusom gerada polo feminismo pequeno-burguês e liberal-“progressista”, acreditar na viabilidade de construirmos umha sociedade igualitária de mulheres e homens na sociedade capitalista. Nada mais falso que acreditar que isto poda ser possível sob um sistema caraterizado pola acumulaçom individual de riqueza mediante a exploraçom da força de trabalho social.

O atual discurso hegemónico, e portanto a orientaçom do movimento feminista galego, só alimenta o amorfismo, marasmo e fragmentaçom do movimento popular.

Um discurso deliberadamente orientado a nom deslindar a luita das mulheres trabalhadoras, das que padecem nas suas carnes a exploraçom do Capìtal, as taxas mais elevadas de desemprego, de precariedade laboral, as que recebem um salário mui inferior realizando idêntico trabalho que os homens, das que devem realizar umha dupla ou tripla jornada laboral assumindo as tarefas do cuidado e manutençom das suas famílias, que nom podem exercer os seus direitos sexuais e reprodutivos, as liberdades, combater com eficácia a violência machista, daquelas mulheres da aristocracia operária e da pequena burguesia funcionarial.

Porque o género nom define a luita pola emancipaçom e a exploraçom capitalista. Porque as mulheres em abstrato nom som um sujeito potencialmente revolucionário. É a classe e portanto as mulheres trabalhadoras, o eixo e sujeito articulador do movimento pola plena emancipaçom das mulheres que vendem a sua força de Trabalho.

Nom existe um nexo em comum entre os interesses objetivos de umha proletária do têxtil ou da conserva, com Marta Ortega, Ana Botín ou a “rainha” Letizia. Sim existem entre o proletariado feminino do setor da limpeza, do transporte ou da hotalaria com o proletariado masculino. É a classe e nom o género o núcleo vertebrador da luita contra a aliança simbiótica entre patriarcado e Capital.

Corresponde sem lugar a dúvidas às mulheres trabalhadoras dirgir o combate às contradiçons, ao machismo e ao patriarcado instalado no seio do conjunto da classe operária e do povo trabalhador e empobrecido, e nas suas organizaçons políticas e sociais.

Mas só umha sociedade superadora do capitalismo, umha sociedade Socialista, pode sentar as bases para erradicar o patriarcado das relaçons sociais, das mentalidades e das inércias de milhares de anos.

Mas o feminismo pequeno-burguês e liberal-“progressista”, que reproduz acriticamente o discurso postmoderno tam do gosto do Capital, que convoca inofensivas “greves gerais” apoiadas polas mulheres da burguesia e da oligarquia, que só distrai as mulheres trabalhadoras da contradiçom principal, está colaborando consciente ou inconscientemente com a desmobilizaçom, divisom e amorfismo no que está instalado o movimento operário.

8 de Março é o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, nom é o dia das mulheres, nem da mulher.

As origens do 8 de Março nom emanam das “sufragistas” burguesas, nem os seus objetivos se podem reduzir ao que brilhantemente descreveu Alexandra Kollontai. “Qual é o objetivo das feministas burguesas? Conseguir as mesmas vantagens, o mesmo poder, os mesmos direitos na sociedade capitalista que possuem agora os seus maridos, pais e irmaos.

Qual é o objetivo das operárias socialistas? Abolir todo tipo de privilêgios que derivem do nascimiento ou da riqueza. À mulher obreira é-lhe indiferente se o seu patrom é homem ou mulher”.

As origens do 8 de Março derivam da luita das mulheres bolcheviques. A data foi adotado em 1910 em Copenhaga, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas. Está insdisoluvelmente ligada a Clara Zetkin, a Rosa Luxembrugo, a Alexandra Kollontai, a Nadezhda Krupskaya, a Inessa Armand, todas elas pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo contra o capitalismo.

8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita onde nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista.

O feminismo hegemónico, tanto o liberal-“progressista” como o pequeno-burguês, nom questiona os alicerces da dominaçom burguesa, está esterilizado para encabeçar e dirigir umha mudança genuinamente revolucionária visada para superar a exploraçom, opressom e dominaçom que padece o conjunto do povo trabalhador galego.

Eis polo que boa parte do seu programa é assumido por as forças políticas sistémicas, tanto as social-liberais como as socialdemocratas, pois nom tem como objetivo dar xaque mate ao capitalismo.

Eis polo que o seu discurso é divulgado por umha parte dos meios de [des]informaçom sistémicos, perfeitamente conhecedores da sua funcionalidade para amortecer a contradiçom antagónica entre Capital-Trabalho.

Frente a este feminismo, as mulheres trabalhadoras que somos exploradas polas mulheres da burguesia, nas suas fábricas, nos seus centros de trabalho, nas tarefas domésticas das suas casas, temos que hastear a bandeira do feminismo de classe, do feminismo socialista galego.

Enquanto facilite a presença no movimento de forças reacionárias como o PSOE; enquanto se centre em tecer um artificial e disfuncional “unitarismo” oco; enquanto se continue a alimentar a ilusom de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo, o patriarcado e a dependência nacional, o movimento feminista nom logrará organizar e movimentar as mulheres trabalhadoras, incrementar a sua consciência.

Do contrário nunca lograremos acumular forças rebeldes visadas para organizar a Revoluçom Galega, única alternativa viável para sentar as bases do enterro do patriarcado e da sua aliança simbiótica com o capitalismo.

 Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

 Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

 Na Pátria, 2 de março de 2020

1870-2020. 150 aniversário do nascimento: LENINE, PROMOTOR DO COMUNISMO, A CAUSA DO AMOR E A BELEZA

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1870-2020. 150 aniversário do nascimento
LENINE
PROMOTOR DO COMUNISMO, A CAUSA DO AMOR E A BELEZA


Neste 150 aniversário do nascimento de Lenine, a esquerda revolucionária galega quer comemorar esta data, para continuar incidindo na imprescindível batalha de ideias que contribua a resgatar o projeto emancipador e libertador que representa o marxismo, do sequestro ao que está submetido polos diversos reformismos, no ámbito institucional e académico.
Reivindicamos Lenine nom desde postulados nostálgicos ou folclóricos. Sim desde o fragor da luita de classes e a insurgência socialista/comunista.
Lenine elaborou as leis fundamentais da Revoluçom Socialista, deslindando sem ambiguidades os objetivos e tarefas da classe operária.
Elaborou o modelo de partido de vanguarda. Plenamente vigente e mais necessário que nunca frente ao amorfismo cidadanista da nova socialdemocracia.
Lenine estudou em profundidade, e com rigor analítico caraterizou a atual fase imperialista do capitalismo crepuscular.
Lenine defendeu a independência de classe, a direçom operária e um programa genuinamente classista, frente os adulterados modelos interclassistas dirigidos pola pequena-burguesia, que transformárom os partidos comunistas em maquinárias eleitorais para desputar à burguesia a gestom do capitalismo. A classe operária e os seus aliados deve configurar umha força social própria com disposiçom subjetiva e consciente, visada estrategicamente ao confronto. “Todo é ilusom menos o poder!”
Lenine, e portanto o leninismo, demonstrou que os grandes problemas da vida dos povos só se resolvem pola força.
Lenine elaborou a intransigente defesa da autodeterminaçom dos povos, nom como um direito formal, mas sim como umha necessidade que deve ser exercitada frente ao imperialismo e chauvinismo.
Lenine resituou o internacionalismo no eixo da estratégia revolucionária do proletariado.
Lenine nom cansou de demonstrar que o Estado nom é neutral, combatendo a ingenuidade política de acreditar que defende a “todos por igual”, que Governo nom é sinónimo de poder, que nom há revoluçom possível sem mudar o regime social, sem confrontaçom para a tomada do poder.
Frente as grotescas tendências hegemónicas na esquerdinha: pacifismo, eleitoralismo, timoratismo, covardia, conforto institucionalista, pactismo, conciliaçom, unitarismo sem princípios, Lenine é o melhor antídoto para combater sem trégua a banalizaçom e esterilizaçom do projeto anticapitalista polo reformismo e o revisionismo que caraterizam as forças denominadas “comunistas”.
Para reconstruirmos e recuperarmos as bases fundacionais do marxismo, encontraremos em Lenine as ferramentas que nos permitem avançar nesta tarefa essencial.
A imensa obra teórico-prática de Vladímir Ilich Uliánov é o melhor antídoto contra a deturpaçom, os muros de contençom e a fraudulenta claudicaçom revestida de marxismo, que carateriza o agir da “esquerdinha”, essa prolongaçom “progressista” do pensamento burguês.
Lenine representa o mais aperfeiçoado conteúdo rebelde e subversivo do fio condutor e motor da História dos explorados e opimidas.

 

[Comunicado nº 120] Nom nos deixemos enganar nem manipular! A JORNADA MUNDIAL DE 27-S EM DEFESA DO CLIMA, É UMHA FARSA!

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Nom nos deixemos enganar nem manipular!

A JORNADA MUNDIAL DE 27-S EM DEFESA DO CLIMA, É UMHA FARSA!

A ilimitada voracidade do capitalismo na sua fase senil, está conducindo irreversivelmente à destruiçom planetária. A visom curto-prazista da burguesia de obter o máximo lucro a toda custa, também assume como efeito colateral a destruiçom da vida.

A crise climática que a esquerda revolucionária socialista/comunista, os movimentos ecologistas e a comunidade científica, levamos anos denunciando, já é umha realidade tangível. Embora ainda sigam existindo vozes destacadas instaladas no negacionismo, ano após ano constatamos as consequências letais sobre a vida, provocadas por um modo de produçom baseado no ganho mediante a exploraçom da classe trabalhadora e da natureza.

Esta agressom capitalista já foi analisada por Marx no “Capital” [1867] quando denunciava que “Todo progreso da agricultura capitalista nom é só um progresso na arte de reduzir ao obreiro, senom à vez na arte de esquilmar o solo; todo avanço no acrescentamento da fertilidade de um periodo dado, é um avanço no esgotamento das fontes duradeiras dessa fertilidade. A produçom capitalista, por conseguinte, nom desenvolve a técnica e a combinaçom do processo social de produçom senom socavando, ao mesmo tempo, os dous mananciais de toda riqueza: a terra e o trabalhador”.

Cada vez existe umha maior consciência popular sobre a gravísima situaçom meio-ambiental.

Perante a impossibilidade de ocultá-la a burguesia opta por implementar diversas estratégicas, todas elas visadas para impossibilitar, neutralizar ou atrasar a configuraçom de um amplo movimento popular que identifique capitalismo com destruiçom da vida.

1- As cimeiras e conferências internacionais promovidas pola ONU fracassam umha após outra, polos vetos e negativas das principais potências imperialistas em implementar medidas tendentes a reduzir a contaminaçom e iniciar mudanças estruturais no consumo e na produçom.

2- Umha legiom de ONG´s, promovidas e financiadas por multinacionais com discurso verde, pretendem fazer-nos acreditar que é possível combater a desflorestaçom ou contribuir a salvar o planeta, mediante a reciclagem individual, a reduçom do consumo energético, sem alterarmos os interesses da indústria e das multinacionais agro-gandeiras, sem mudarmos a divisom internacional do Trabalho que procura um Ocidente descontaminado a custa de sobre-explorar e destruir o Terceiro Mundo.

3- Promovendo mobilizaçons em defesa do clima e da natureza que nom questionam o capitalismo, centradas na forma de consumir, nunca na de produzir. Basicamente reivindicam mudanças cosméticas, inofensivas para o Capital, fazendo corrsponsável ao povo trabalhador da catástrofe à qual nos conduz o capitalismo.

A convocatória do dia 27 de setembro de umha greve mundial em defesa do clima, aparentemente é umha bem intencionada iniciativa espontánea fomentada por umha adolescente sueca. Mas está promovida polos responsáveis da destruiçom do planeta.

27-S, seguindo os Friday for future, tam só é umha manobra de distraçom para evitar/atrasar a configuraçom de um verdadeiro movimento que questione a catástrofe ecológica a que nos está conduzindo o capitalismo. Greta Thunberg é umha marioneta das trasnacionais, que a patrocinam e financiam.

A convocatória está sendo divulgada polos meios de comunicaçom sistémicos. E conta com o apoio de importantes lobbies capitalistas vinculados a multinacionais mineiras, agro-gandeiras, de fracking, e a grandes empresas que dia a dia destroem a terra, contaminam a água e envenenam o ar.

Nom som os campesinhos, nem os indígenas expulsos das suas terras, nem as povoaçons deslocadas pola indústria energético-mineira e agro-gandeira, quem promovem esta falsa jornada de “luita”, quem convocam o protesto. A iniciativa parte de um opaca convocatória que conta com o apoio da rede dos meios de [des]informaçom global. ALGO NOM ENCAIXA!

A convocatória carece de um programa coerente, nom questiona a mercantilizaçom e apropriaçom da natureza por umha ínfima minoria. Está inçada de boas palavras, declaraçons de intençons sem percorrido algum, brindes ao sol, medidas que nos culpabilizam do que o capitalismo mais voraz está fazendo com o planeta. Se estamos a ponto de perder um braço ou um olho nom se pode paliar com umha simples “tirita”!

E como se Ence-Elnosa concova umha jornada em defesa da ria de Ponte Vedra e contra o monocultivo do eucalito na Galiza; como se a Coren convoca unha jornada em defesa da água na Límia. Umha autêntica farsa!

APELO À JUVENTUDE TRABALHADORA GALEGA E AO PROFESSORADO
Apelamos à juventude trabalhadora galega, maioritária nos centros de ensino, a nom deixar-se instrumentalizar e manipular polos responsáveis da catástrofe que já se divisa com precisom no horizonte e que alterará a vida no planeta.

Apelamos à juventude trabalhadora galega, maioritária nos centros de ensino, a luitar contra a destruiçom meio-ambiental da Galiza, contra a monocultura de eucalitos e coníferas e a indústria do lume, contra a megamineria, a indústria agrotóxica e as macros exploraçons gandeiras que contaminam a terra e a água, em defesa do rural, a incorporar-se à luita anticapitalista e de libertaçom nacional.

Apelamos ao professorado de ensino primário a nom manipular as crianças, evitando somar-se a umha jornada farsa que só beneficia os interesses do que se afirma combater.

Menos papanatismo e mais leituras críticas da realidade!

SÓ A REVOLUÇOM SOCIALISTA EVITARÁ CONSUMAR A CATÁSTROFE EM CURSO
Nengumha classe opressora opta voluntariamente polo seu suicídio! A burguesia é consciente da situaçom, mas considera possuir mecanismos que lhe garantam nom ser arrastada pola catástrofe.

Nom manifesta a mais mínima vontade por alterar e/ou corrigir o modo de produçom hegemónico. A decandência do capitalismo em plena crise estrutural, converte-o em mais perigoso e lessivo para as maiorias sociais e a natureza.

Perante este cenário nom há mais alternativa que a luita organizada e unitária do povo trabalhador e pobre contra o Capital, em defesa de umha economia democráticamente planificada, ao serviço da imensa maioria social, que desenvolva novas tecnologias para a nossa emancipaçom e liberdade, que force umha mudança de modelo e paradigma, para evitar a destruiçom da natureza. E isto só é possível luitando polo Socialismo.

Marx, nos Manuscritos de 1844, refere-se ao comunismo como a “verdadeira soluçom do conflito que o homem sostem com a natureza e com o próprio homem… é a unidade essencial plena do homem com a natureza, a verdadeira resurreiçom da natureza, o naturalismo consumado do homem e o humanismo consumado da natureza”.

Agora Galiza-Unidade Popular nom se soma ao apoio oportunista a esta falsa jornada de luita, tal como fai a esquerdinha da Galiza, que por miseráveis cálculos eleitorais renúncia a desmascarar a jornada.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 19 de setembro de 2019

 

Intervençom de Carlos Morais na homenagem a Moncho Reboiras, no 44 aniversário do seu assassinato pola polícia espanhola.

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Intervençom de Carlos Morais na homenagem a Moncho Reboiras, no 44 aniversário do seu assassinato pola polícia espanhola.Cemitério de Sam Joám de Lainho, Imo [Dodro], 12 de agosto de 2019.

Publicada por Agora Galiza-Unidade Popular en Lunes, 12 de agosto de 2019

Cemitério de Sam Joám de Lainho, Imo [Dodro], 12 de agosto de 2019.

Comunicado nº 119: Luitamos para vencer. MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

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Luitamos para vencer

MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

No 44 aniversário do assassinato de Moncho Reboiras pola polícia espanhola, a esquerda revolucionária galega reivindica a sua figura, referente e inspiraçom da luita por umha Pátria Socialista.

José Ramom Reboiras Noia, “Ken Sabe”, “Licho”, “Pepe”, “Rianjo”, Moncho Reboiras, conformam um todo integral, representam as diversas etapas de umha vida consagrada à causa da Independência da Galiza e da Revoluçom Socialista. 

Em mangas de camisa atravessando um campo de milho, com bigode e peruca para evitar ser detetado polo inimigo, com pano vermelho combatente, Moncho fai parte das mais profundas entranhas do imaginário coletivo do povo trabalhador galego que nom se conforma nem se resigna.


Nom se pode segregar o jovem ativista cultural, o organizador operário e o guerrilheiro comunista que morreu em combate.


Neste 12 de agosto, a esquerda socialista e independentista galega, estaremos no cemitério de Sam Joám de Lainho, na paróquia de Imo, em Dodro, para honrar, homenagear e assumir integralmente, umha curta, mas intensa vida, dedicada à causa da classe trabalhadora e a liberdade da Galiza.

Nom iremos ao seu panteom em processom laica, porque Moncho nom é para nós um santinho, umha estampilha nem umha relíquia.

Afastados de leituras folclóricas, a sua figura rebelde, é inassumível polo status quo que mantem o seu povo na precariedade, pobreza e exploraçom, e a sua Pátria submetida e oprimida.

Nom estaremos de romaria, para num despreciável exercício de cinismo e hipocrisia, maquilhar o guerrilheiro comunista galego, mutando-o em simples ativista cultural e sindicalista.

Para Agora Galiza-Unidade Popular, Moncho Reboiras é o mais destacado emblema contemporáneo da luita de libertaçom nacional e social, um ícone nacional insurgente.

Estamos conscientes que posteriormente à nossa sincera homenagem diante dos seus restos, as esquerdinhas que se reclamam herdeiras do seu legado, a atual caricatura do partido no que militou, e umha das suas cissons, representarám a sua anual comédia.

Discursarám sem o mais mínimo pudor, reivindicarám sem rubor algum a sua luita. Ocultarám as suas tarefas e responsabilidades militantes, para assim justificar a sua atual prática, simplesmente antagónica com o Moncho abatido covardemente por disparos na rua da Terra de Ferrol naquele fatídico 12 de agosto de 1975.

Moncho Reboiras fazia parte dessa geraçom de jovens galegos e galegas que considerava necessário construir organizaçons revolucionárias dirigidas pola classe operária para orientar o movimento de libertaçom nacional no horizonte dumha Pátria Socialista, que sabiam que isto que hoje padecemos nom se muda com urnas e moçons parlamentares.

Hoje, os partidos e organizaçons que se reclamam genuínos continuadores do seu projeto, nom passam de mesquinhas e patéticas maquinárias eleitoralistas, enlamados em lavar com detergente progre a cara do postfranquismo.

A esquerda revolucionária galega reivindica o Moncho Reboiras cujo nome está cincelado em letras de aço proletário da melhor história contemporánea.


O Moncho rebelde e combativo, o Moncho insignia da nossa classe, o Moncho emblema, referente e orgulho do povo trabalhador.


Falamos do Moncho Reboiras que nom pode ser abduzido polo regime, que nom pode ser incorporado polo capitalismo espanhol, que nom pode ser integrado no patético relato dos claudicantes partidos da “esquerdinha” reformista, que nom pode ser fagocitado polo “politicamente correto” das misérias eleitorais e institucionais.


Moncho Reboiras representa a classe operária galega que nom arria as bandeiras da Revoluçom Socialista/Comunista, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza que nom se resigna nem se ajoelha.


MONCHO, com maiúsculas, representa o degrau mais elevado da espécie humana em palavras do Che. MONCHO REBOIRAS é um guerrilheiro comunista do nosso tempo.

Moncho Reboiras, a luita continua!

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Rebeliom popular!

Independência e Patria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de agosto de 2019

MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA

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MONCHO REBOIRAS, EMBLEMA DA GALIZA REBELDE E COMBATIVA


As trajetórias biográficas dos individuos nom som linhais. A madurez que habitualmente atingem com o passo do tempo, permite interpretar, entender e explicar as mudanças que se vam operando ao longo de vidas dilatas e intensas.


José Ramom Reboiras Noia, “Ken Sabe”, “Licho”, “Pepe”, “Rianjo”, Moncho Reboiras, conformam um todo. Representam as diversas etapas de umha vida consagrada à causa da Independência da Galiza e da Revoluçom Socialista.


Nom se pode segregar o jovem ativista cultural, o organizador operário e o guerrilheiro comunista que morreu em combate.


A esquerda revolucionária galega reivindica o Moncho Reboiras cujo nome está cincelado em letras de aço proletário da melhor história contemporánea.


O Moncho rebelde e combativo, o Moncho insignia da nossa classe, o Moncho emblema, referente e orgulho do povo trabalhador.


Falamos do Moncho Reboiras que nom pode ser abduzido polo regime, que nom pode ser incorporado polo capitalismo espanhol, que nom pode ser integrado no patético relato dos claudicantes partidos da “esquerdinha” reformista, que nom pode ser fagocitado polo “politicamente correto” das misérias eleitorais e institucionais.


Moncho Reboiras representa a classe operária galega que nom arria as bandeiras da Revoluçom Socialista/Comunista, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza que nom se resigna nem se ajoelha.


MONCHO, com maiúsculas, representa o degrau mais elevado da espécie humana em palavras do Che.

 

MONCHO REBOIRAS é um guerrilheiro comunista do nosso tempo.

 

INTERVENÇONS DE PAULO VILA E CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2019

Mais um ano mais desde a esquerda revolucionária e patriótica galega organizamos este ato, na Praça 8 de Março, para reivindicar e luitar polo cumprimento dos nossos objetivos: A Independência Nacional e o Socialismo.

De Agora Galiza-Unidade Popular insistimos na necessidade de que tem que ser o povo trabalhador quem dirija a luita com o objetivo de construir umha Galiza antifascista, livre e vermelha.

A única alternativa a este Estado mafioso que vulnera constantemente os direitos e as liberdades democráticas mais elementares, é a República Socialista Galega.
Somos conscientes da nefasta situaçom na que se acha a esquerda revolucionária, nom só na Galiza, também no resto do Estado espanhol. A farsa do parlamentarismo burguês e o jogo institucional som mecanismos mui eficaces com os que a burguesia controla a populaçom e legitima o regime de 78.

O reformismo, espanholista e autonomista galego, é umha ferramenta burguesa altamente funcional para adormecer o povo trabalhador e eliminar toda consciência de classe. Sem o reformismo, à burguesia nom lhe seria tam fácil exercer a sua dominaçom e exploraçom sobre a classe trabalhadora.
A crise pola que atravessa o reformismo, tanto na Galiza como no resto do Estado espanhol, demonstra a ineficácia de estas forças políticas para defender os interesses da classe trabalhadora e lograr tombar o atual regime postfranquista.

É necessário reconstruir a esquerda revolucionária galega.

Umha esquerda para luitar e combater, umha esquerda sem complexos, afastada das práticas conciliadoras e pactistas.
Eis a razom pola que reafirmamos a nossa linha tática: Confrontar, deslindar, organizar e acumular.

Confrontar o sistema, mediante umha açom teórico-prática que permita deslindar com forças que só procuram reformar o Estado. Só assim poderemos organizar o povo trabalhador para acumular forças que nos permitam tomar o poder.

Descartamos a nossa integraçom nas frentes interclassistas. Essa mistura de forças chauvinistas espanholas, socialdemocratas, trotskistas, autonomistas galegas, é um auténtico fiasco.

As frentes como En Marea, articuladas num espaçom comum institucional, carentes de umha linha anticapitalista e de classe, nom só nom confrontárom o PP nem denunciáron a natureza reacionária do Estado, ademais maquilhárom o PSOE convertendo-o num aliado.

O PSOE, contrariamente ao que afirma a esquerda domesticada, nom é mais que direita revestida com umha carcaça progressista. Umha organizaçom afim aos interesses do IBEX 35 que efetuou privatizaçons, políticas contra a classe trabalhadora, nega o direito de autodeterminaçom, apoia invasons imperialistas e o terrorismo de estado.
Nom existe diferença substâncial entre o PSOE de Pedro Sánchez e o do terrorista Felipe González.

Seja o governo do PP ou do PSOE, a deriva reacionária do Estado continua. O avanço e impunidade do fascismo, o chauvinismo espanhol presente em todas as forças do regime, as políticas de cortes em direitos, a repressom contra o povo trabalhador ou as detençons, torturas e montagens policiais contra ativistas políticos som umha prova de todo isto.

Há uns meses o independentismo galego sofreu de novo a repressom por parte do Estado com novas detençons injustificadas sob o pretexto de pertença a umha organizaçom armada inexistente.

Eis polo que reclamamos mais um ano o fim do encadeamento d@s militantes independentistas galeg@s, o fim das políticas terroristas de dispersom e exigimos a sua imediata posta em liberdade.

A péssima situaçom na que vive a juventude galega, a emigraçom, o terrorismo machista, o desemprego, ou o saqueio dos nossos recursos, som conseqûencia da opressom que padece Galiza por parte do Estado Espanhol, pola UE e polo capitalismo.

Camaradas, companheiras e companheiros, nom podemos deixar-nos enganar polo fetichismo eleitoral, nem na via institucional que promove a esquerda domesticada. Estes partidos nom suponhem nengum perigo para o Estado, já que nom estám dispostos a quebrar com o atual quadro jurídico-político do regime de 78.

Perante esta situaçom também consideramos necessário o estabelecimento de relaçons com outras organizaçons anticapitalistas e revolucionárias para poder chegar a acordos e alianças táticas. A Conferência Internacional que ontem promovimos e à que assistirom várias das organizaçons aqui presentes, foi encaminhada a contribuir na tarefa de restaurar e de defender a causa dos fundamentos do marxismo e do anticapitalismo.

A saída nunca poderá chegar unicamente desde as instituçons burguesas, senom luitando nos nossos centros de trabalho e nas ruas. Nom está na reforma de esta cárcere de povos chamada Estado espanhol, nem em sacar do governo o PP ou o PSOE.

A alternativa está em derrubar a unidade de Espanha, unidade de mercado que só beneficia a oligarquia, oprimindo, saqueando e explorando os trabalhadores das diferentes naçons do Estado.

Desde a esquerda revolucionária galega defendemos a criaçom de um bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontar com contundência o fascismo e o regime postfranquista.

É necessário tombar este regime putrefacto e o sistema capitalista que o sustenta para podermos construir umha sociedade justa e igualitária para a classe trabalhadora galega.

A rebeliom popular é o caminho!
Viva Galiza antifascista, livre e vermelha!
Viva a República Socialista Galega!

INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA


Dim que à terceira vai a vencida. Novamente, e vam já três ediçons!, este modesto destacamento militante da causa nacional e de classe, organizamos este ato político no Dia da Pátria desta milenária naçom trabalhadora chamada Galiza, para reivindicar sem matizes a Independência Nacional e o Socialismo.

Nom somos independentistas de fim de semana! Nom passeamos a estrela vermelha, a fouce e o martelo, símbolos imperecedeiros da emancipaçom operária, nas jornadas litúrgicas!

Agimos exatamente como o que somos e procuramos construir: umha Galiza antifascista, livre e vermelha!

Há exatamente 365 dias, deste esta mesma tribuna, afirmávamos que somos expressom organizativa de umha corrente sociopolítica cujas origens emamam das três derrotas concatenadas, padecidas nas últimas décadas, pola classe obreira e o conjunto do povo trabalhador.

Mas nem a derrota na guerra de classes de 1936-39 perante o fascismo. Nem a capitulaçom do reformismo perante a maquilhagem do franquismo na segunda metade da década de setenta, nem a definitiva implosom em 1991 da Uniom Soviética e simultánea vitória do imperialismo a escala mundial, nos conduzírom a arriar bandeiras, transitando face o amável e inofensivo espaço das patéticas “esquerdinhas” lights que tanto gosta o Ibex 35 e os donos do mundo.

Era a opçom mais fácil e cómoda!, mas temos princípios e ética revolucionária, polo que optamos polo que a consciência exigia, polo caminho tortuoso e minado, o único que nos conduz à emancipaçom e a libertaçom.

Afastados de derrotismos e claudicaçons, tam só queríamos, como seguimos querendo, transmitir com honradez a nossa leitura do presente. Nom queremos enganar o nosso povo, nem embelezar a realidade.

Eis polo que longe dos discursos triunfalistas dos partidos sistémicos e das forças que tam só pretendem remendar o postfranquismo, colocando esparadrapo nas profundas desigualdades sociais e injustiças inerentes ao capitalismo, temos o dever revolucionário de reconhecer que novamente se divisa umha nova derrota no horizonte.

O regime de 78 tem logrado avançar na sua estabilizaçom política, incorporando à sua lógica sistémica boa parte das forças que aparentemente pretendiam a sua superaçom.

O elo fraco da sua principal contradiçom irresoluta, -a reivindicaçom de liberdade nacional- segue intacto. Porém, logrou domesticar os brios independentistas da burguesia catalana, quebrar o bloco pequeno-burguês falsamente ruturista, catapultar às suas instituiçons a umha força genuinamente fascista visada para ameaçar e dissuadir a reorganizaçom da classe operária, agir de muro de contençom deste cárcece de povos chamado Espanha, cujo pedra angular é a monarquia bourbónica imposta por Franco.

Atiçando a ameaça do fascismo, o principal partido do regime logrou conjunturalmente superar a sua crise interna que ciclicamente o situa num período de turbulências que facilita a alternância política com o PP, eixo desta falsa democracia.

Umha parte considerável do povo trabalhador galego voltou a deixar-se enganar, reforçando eleitoralmente o PSOE da família Caballero, vulgar sucursal e franquícia autótone da fraçom oligárquica espanhola que representa o fraudulento Pedro Sánchez e o aparelho de Ferraz.

O longo ciclo eleitoral no que seguimos instalados, é o mais útil e eficaz mecanismo da ditadura burguesa sob a forma de democracia parlamentar, para manter adormecidas as potencialidades revolucionárias da classe operária e do povo trabalhador.

Na atual fase da luita de classes e de libertaçom nacional da Galiza, a frente eleitoral nom é umha prioridade para a esquerda revolucionária galega. As nossas principais tarefas e reptos som combater a desmobilizaçom, o desarme ideológico, o abandono do imaginário simbólico, sem as quais nom é viável reconstruir as ferramentas de combate e defesa que a nossa classe e a nossa naçom necessitam, para evitarmos assim transitar inexoravelmente face à derrota final.

Quando em julho de 2015, após a implossom artificialmente inoculada polos que hoje som comparsinhas do autonomismo socialdemocrata, iniciamos a reconstruçom da esquerda independentista e socialista galega, sabíamos que era um objetivo mui difícil.

O punhado de militantes que nom claudicamos nem abraçamos a derrota, nem optamos polos cómodos refúgios do neopinheirismo reintegracionista, ou por susbtituir a contradiçom Capital-Trabalho polo disparatada confrontaçom de género promovida polos think tanks do imperialismo, sabíamos que era umha tarefa complexa, para a que era necesssário combinar doses de paciência, perserverância e habilidade. Figemos balanço autocrítico, mas também intervirmos com coragem e decisom, despreendendo-nos de falsos complexos.

A dia de hoje, podemos afirmar que estamos perto de lograrmos consolidar-nos como um modesto e coeso núcleo militante revolucionário, conseguindo basicamente atingir os dous objetivos prioritários que traçamos:

1-Situar-nos como um projeto socio-político revolucionário, autónomo e independente do regime, evitando sermos satélite ou apêndice de nengum dos dous pólos reformistas que pugnam pola hegemonia eleitoral da margem “esquerda” da partitocracia.

2- Avançarmos na depuraçom ideológica que com urgência necessita a esquerda que nos reclamamos do marxismo e pretendemos cumprir um rol destacado e protagónico na organizaçom e triunfo da Revoluçom Socialista/Comunista.

A Conferência Internacional que onte promovimos, para contribuirmos para a tarefa de restaurar os fundamentos basilares do anticapitalismo socialista/comunista, deve ser avaliada positivamente e analisada com perspetiva histórica.

Logramos um grau de elevado acordo com organizaçons amigas peninsulares sobre a necessidadade de expurgar a teoria científica alicerçada por Marx e Engels, das leituras amórficas e práticas antagónicas com o seu caráter subversivo.

Contamos com destacadas contribuiçons teóricas de camaradas da América Latina insurgente.

Avançamos na demostraçom de que é possível e necessário gerar pensamento próprio na Galiza, afastado do patético papanatismo e seguidismo mesetário de uns, e das parciais e inofensivas leituras identitárias de prática folclorizante que carateriza o acionar político da pequena-burguesia autonomista.

Reafirmamos que a nossa luita deve ser travada prioritária, mas nom exclusivamente, nesta trincheira que denominamos Galiza, mas sempre fazendo parte de umha causa a escala mundial. Somos umha força patriótica galega, mas também somos umha organizaçom genuinamente internacionalista. Nom o praticamos desde a abstraçom metafísica, e sim desde umha realidade material concreta e determinada.

Só combinando ambas concepçons poderemos contribuir para a causa que há agora 100 anos deu lugar à fundaçom em Moscovo da III Internacional, de cujo espírito profundamente insurrecional nos reclamamos e com orgulho reivindicamos.

* * *

Camaradas, companheiras e companheiros: aqui estamos e aqui seguimos!!

Frente à mal denominada “normalidade institucional” que carateriza o agir da “esquerdinha” covarde e acomplexada desta gigantesca cloaca denominada Estado espanhol, dessa “esquerdinha” que só aspira situar as suas elites nas instituiçons do inimigo, a razom da nossa existência é reorganizarmos a esquerda revolucionária galega, formar e enssamblar a nova geraçom militante que tem a responsabilidade histórica de conduzir com êxito a luita por umha Galiza livre e vermelha, onde o patriarcado seja plenamente abolido.

Somos conscientes das nossas limitaçons conjunturais, mas também sabemos que só é questom de tempo a eclosom das potencialidades de um projeto revolucionário como o nosso.

Eis polo que para superarmos o estado de amorfismo e disgregaçom no que se acha instalado o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, é necessário fugir de leituras acarameladas, de prometer soluçons fáceis, de alimentar ilusons, de falsas expetativas.

Todo o que as geraçons que nos precedérom lográrom, todas as conquistas atingidas em direitos e liberdades, fôrom resultado de suor, sangue e lágrimas, vertidas pola classe operária, os povos oprimidos e as mulheres trabalhadoras.

Sabemos bem que só tomando o poder lograremos ensaiar esse mundo novo que a imensa maioria da humanidade sonhou nalgum momento da sua vida. Essa sociedade presidida pola felicidade, harmonia e paz que hoje semelha ser umha utopia, mas que algum dia a espécie humana logrará fazé-la realidade.

E o caminho para lográ-lo nom o vamos achar nos parlamentinhos nem apresentando moçons, queixas e alternativas seguindo a perversa logica das instituiçons dos que nos oprimem e exploram.

Apreendemos as leiçons históricas, nom esquecemos que ao igual que na Rússia de 1917, na Cuba de 1959, no Portugal de 1974, na Nicarágua de 1979, ou na Venezuela de 1992, o céu só se toma por assalto.

Bem sabemos que nom podemos pretender que os que hoje convertérom o planeta num lugar apocalíptico para centenares de milhons de trabalhadores e trabalhadoras, nos abram amigavelmente as portas do seu particular paraíso e nos convidem hospitalariamente a compartilhar os seus privilégios, pois estes emanam diretamente da nossa miséria.

A III restauraçom bourbónica nom se pode reformar nem democratizar, este regime nom é possível regenerá-lo e democratizá-lo, o capitalismo nom se pode remendar. Há que construir um mundo novo sobre as cinzas do atual. Todo parto é doloroso. É pura lei de vida!

* * *

Camaradas, companheiras e companheiros:
Nunca cansaremos de repetir que nom podemos reduzir o inimigo às três expressons do tripartido reacionário e fascista representado polo PP, C´s e Vox.

O PSOE, contrariamente ao que afirma a sua casta burocrática, os sus meios de [des]informaçom, e basicamente polo aval que lhe concedem os partidos da “esquerdinha” sistémica, nom é umha força progressista. Aqui radica umha das falácias mais funcionais da arquitetura jurídico-política do postfranquismo: lavar a cara do PSOE, alimentar o seu falso perfil de partido de “esquerda”.

Gerar expetativas entre a classe obreira no novo governo de Pedro Sánchez, quando os nove meses na Moncloa fôrom continuidade do ciclo reacionário de M. Ponto Rajói, esmolar um governo de coaligaçom, é seguir alimentando o engano das últimas quatro décadas, receitando analgésicos que só paliam momentaneamente a dor, mas nom permitem a cura.

Tal como já prognosticamos no passado Dia da Pátria, mais alá da retórica, dos gestos, do estilo, o governo de Pedro Sánchez é um governo ao serviço do Ibex 35, da UE do Capital, do FMI, pregado ao imperialismo ianque.

Agora Galiza-Unidade Popular rejeita o frentismo anti-PP que só lava a cara do PSOE.

Agora Galiza-Unidade Popular defende a necessidade de constituir entre as forças de caráter operário um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista. Levantar umha muralha antifascista segue sendo a dia de hoje a principal prioridade da classe operária e do povo trabalhador galego.

Queremos derruvar o regime de 78, construir na Galiza umha sociedade socialista de mulheres e homens livres e emancipados, um país sem machismo nem patriarcado, solidário com todos os povos do mundo.

Até a vitória sempre!
Viva Galiza ceive e socialista!
Viva a Revoluçom Galega!

Comunicado nº 117: Avaliaçom dos resultados eleitorais de 28 de abril

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Avaliaçom dos resultados eleitorais de 28 de abril

Novamente Agora Galiza-Unidade Popular fomos a única organizaçom política galega que apelamos publicamente a nom votar.

Como organizaçom revolucionária marxista nom defendemos nem exercemos umha doutrina abstencionista. A posiçom fixada para 28A deriva dumha leitura concreta da conjuntura concreta. Defendimos a abstençom consciente porque nom apresentamos candidatura própria, e porque nom existia nengumha candidatura que conjugasse dialeticamente um genuíno programa anticapitalista e patriótico galego.

Nom votar era e segue sendo a única opçom coerente como força revolucionária, até que haja melhores condiçons objetivas e subjetivas que recomendem reabrirmos esta frente de luita, nalgumha suas diversas variantes.

Eramos conscientes que na específica atmósfera deste processo, votar era a opçom hegemónica entre aqueles setores sociais do nosso contorno, entre os trabalhadores e trabalhadoras, a juventude, que participa ativamente na luita social e política de coordenadas antisistémicas.

Porém, nada devemos, nem nada queremos de ninguém, para termos que fazer méritos ou pagar favores. A independência de classe frente ao regime de 78, o Estado, a burguesia e os partidos sistémicos da pequena-burguesia, permitem adotar decisons táticas e manter umha linha estratégica coerente com o projeto sociopolítico do qual procedemos e reivindicamos como próprio, e que teimamos em reconstruir contra vento e maré.

Sabiamos que o temor ao auge do fascismo sem complexos representado por Vox, habilmente alimentado polos meios de [des]informaçom do social-liberalismo e polo PSOE, lograria um destacável incremento da participaçom.

Resultados na Galiza autonómica

Na Comunidade Autónoma aumentou 15.16 pontos, passando de 58.76% a 73.96%, sendo a mais elevada desde 1977. No conjunto do Estado espanhol aumentou perto de 10 pontos, passando de 66.48% a 75.75%, a quarta mais alta no postfranquismo, só superada nos eleiçons de 1977, 1982 e 1996.

Dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras galegas, assustadas pola ameaça fascista, optárom polo mal denominado voto “útil”, concentrando-o no PSOE para assim frear as expetativas dos inquéritos manipulados e maquilhados para gerar tendências eleitorais.

A nível autonómico, o grande vencedor destas eleiçons foi o PSOE da família Caballero, logrando um histórico sorpasso sobre o PP de Feijó e Casado, atingindo 524.844 votos [32.13%], mais 176.830 votos, embora ainda mui afastado do seu teito de 750 mil em 2008.

Agitando o fantasma do fascismo logrou ativar e concentrar destacados segmentos sociais, basicamente nas províncias de Ourense e Lugo onde, perante a impossibilidade das opçons socialdemocratas de atingir cadeira [Podemos, BNG, En Marea], aglutinou o voto contra as três organizaçons situadas no campo do fascismo.

O PP da corrupçom e o saqueio, do neoliberalismo selvagem, perdeu 200 mil votos, situando-se como segunda força com 447.562 votos [27.39%].

A deliberada autovoadura do fraudulento espaço conhecido até há umhas semanas como “nova política”, passou fatura entre o seu eleitorado. A candidatura da socialdemocracia espanholista apresentada sob a marca Unidas Podemos, com 236.746 votos [14.49%], segue sendo a terceira força política a nível autonómico galego, mas mui afastada do PSOE com o que em 2016 mantinha um “empate técnico”. Perdeu mais de 110 mil votos, 60% da sua representaçom, passando de 5 a 3 deputados.

O outro vencedor destas eleiçons é o neofalangismo laranja. C´s sumou 47 mil votos mais, ficando como quarta força política com 182.678 votos [11.18%].

O autonomismo socialdemocrata fracassou no seu objetivo de recuperar a presença institucional nas Cortes espanholas. Embora BNG duplicou apoios, passando dos 45.252 votos de 2016 aos atuais 93.810 [5.74%], ficou mui longe de atingir representaçom em Madrid.

O fascismo sem complexos representado por Vox fracassou parcialmente no nosso país. Com metade da percentagem de apoios logrado a nível estatal, os 86.126 votos [5.27%] fôrom insuficientes para atingir cadeiras. A relativa solidez das sólidas redes de clientelares e de dominaçom do PP autótono, evitárom umha maior fuga de votos, tal como foi a tendência a escala estatal.

O devacle da Marea constata os erros da estratégia que facilitou a recomposiçom do eurocomunismo espanhol na Galiza. A catástrofe nas urnas da marca eleitoral de Villares, com tam só 17.726 votos [1.08%], confirma que a experiência da mestizagem frentista que levamos denunciando sem trégua, só foi útil para as sucursais dos partidos socialdemocratas espanhóis.

Os resultados testemunhais atingidos polas candidaturas marxistas, similares aos que logravamos como NÓS-UP, constatam que na atual fase da luita de classes na Galiza a frente eleitoral nom serve para acumular forças visadas para umha estratégia revolucionária.

Resultados a nível estatal

PSOE concentrou o voto “útil” da esquerda social e política, somando 2 milhons mais de sufrágios com respeito a 2016. Com 7.480.755 votos [28.66%] passa de 85 a 123 deputados nas Cortes e logra por primeira vez maioria absoluta no Senado, convertendo-se assim no gestor absoluto do artigo 155 da constituiçom postfranquista.

Com 4.356.023 sufrágios [16.70%], o descalabro do PP de Casado e Aznar superou as piores expetativas. Perdeu mais de 3.600.000 votos, umha parte dos quais passásom a C´s e Vox.

C´s quase atinge o sorpasso sobre o PP. O neofalangismo logrou 4.136.600 votos [15.66%], perto de 1 milhom mais de apoios, procedentes da hemorragia do PP.

Aliança socialdemocrata entre IU e Podemos com outras organizaçons menores, passou a ser 4ª força política nas Cortes. A coaligaçom liderada por Pablo Iglesias atingiu 3.118.191 votos [11.96%], perdendo polo caminho mais de 1 milhom de votos.

A terceira expressom eleitoral do fascismo espanhol entra com força no Parlamento da III restauraçom bourbónica com 2.677.173 votos [10.26%], mas mui por baixo das falsas expetativas deliberadamente sementadas e divulgadas polo aparelho de desinformaçom do social-liberalismo e as forças socialdemocratas. Os 23 deputados de Vox encabeçados por Abascal, som resultado da hemorragia “casadista” e do desprestígio acumulado entre a base social reacionária pola corrupçom do PP.

Destacar os importantes éxitos eleitorais do independentismo pequeno-burguês e burguês catalám, [ERC e JxCat] e basco [EH Bildu e PNB] que incrementam a sua representaçom.

Balanço e perspetivas

A esquerda revolucionária galega compreende o alívio que amplos setores operários e populares sentírom na noite de domingo 28 de abril, quando a ameaça de umha maioria arítmética das três forças reacionárias e fascistas carecia da suficiente correlaçom de forças.

Porém, disentimos e nom compartilhamos a euforia polo devacle do PP, e as falsas expetativas novamente geradas sobre um governo “progressista” encabeçado polo PSOE.

A experiência histórica das cinco décadas de postfranquismo constatam e reafirmam, umha e outra vez, que o partido de Pedro Sánchez é umha força reacionária tingida de vermelho descorido.

Nada se deve aguardar do PSOE do 155, da reforma laboral, do submetimento ao Ibex 35, aos monopólios e multinacionais, do PSOE leal à NATO e UE, de apoio ao golpismo venezuelano, de alinhamento com o imperialismo, mais alá de gestos políticos aparentemente progressistas que nom questionem a hegemonia do Capital nem o chauvinismo espanhol.

É injustificado este entusiasmo e alegria, pois o “frentismo antifascista” da precampanha e campanha eleitoral foi umha fraudulenta, mas eficaz estratégia, para ganhar as eleiçons. Mecanismo exitoso para o PSOE, mas nom para a socialdemocracia que viu como 40% dos seus apoios eleitorais se fugárom para o partido de Pedro Sánchez e os Caballeros.

Todo indica que as duas opçons preferentes do PSOE som governar em solitário com os seus 123 deputad@s, mediante pactos geometricamente variáveis, ou bem um governo com grande estabilidade legislativa em coaligaçom com o o neofalangismo de Albert Rivera.

Ibex 35, CEOE e a troika terám a última palavra à hora de decidir que alternativa é a melhor para reforçar a exploraçom e a opressom, e estabilizar a multicrise do capitalismo espanhol.

A segunda opçom [governo PSOE com o neofalangismo] constataria o gigantesco engano que supujo concentrar votos no PSOE para derrotar o fascismo nas urnas.

A debilidade da socialdemocracia para condicionar o governo do PSOE, prognostica novamente quatro anos de medidas permanentes contra os direitos e liberdades do povo trabalhador. Na nova legislatura PSOE terá que implementar a agenda neoliberal que exige Bruxelas e o FMI, e cuja consequências serám mais dor, mais sofrimento e mais miséria para a classe operária e as camaras populares.


A estratégia d
o voto “útil” antifascista constata que nom estava suficientemente fundamentada, pois nom se pode desligar da luita anticapitalista o combate contra a forma terrorista que adota a ditadura burguesa.

Agora Galiza-Unidade Popular consideramos que a tarefa prioritária segue sendo erguer umha muralha antifascista, pois nom se pode subestimar a dimensom eleitoral/institucional das três forças fascistas.

O perigo desta ameaça segue plenamente vigente, e mais quando PSOE carece realmente de vontade política para esmagá-los.


Agora Galiza-Unidade Popular realiza um apelo para o conjunto das forças, partidos e entidades antifascistas, a iniciar um processo de conversas para constituir um espaço galego antifascista.

Lamentamos que a Galiza siga fora de jogo pola carência de umha força que represente coerente e dignamente os interesses da sua classe obreira e da Naçom. A ausência nas Cortes do autonomismo socialdemocrata nom suplantaria esta dramática situaçom de invisibilidade derivada do processo de assimiliaçom em curso, pois só agiria de muletinha galeguista do PSOE, como já fai nas Deputaçons de Corunha e Ponte Vedra.

Só a presença de umha força revolucionária, dotada de um programa genuinamente anticapitalista e patriótico, poderia representar a Galiza do Trabalho, a Galiza dos oprimidos e excluídas, a Galiza rebelde e combativa, utilizando este altofalante institucional para denunciar o atraso e dominaçom a que nos submete a dupla pressom do capitalismo espanhol e da UE.

Nom há mais caminho que a auto-organizaçom operária e popular para luitar polo nosso futuro. A derrota real das forças reacionárias nom será nas urnas e sim nos centros de trabalho e ensino e nas ruas. Há que abandonar o fetichismo da aritmética eleitoral, superarmos a superstiçom de que se pode ganhar umhas eleiçons na “democracia” dos banqueiros e dos monopólios, na “democracia” postfranquista. Se confiamos na immensa força que temos como classe e naçom, em que somos mais que eles, na imensa potencialidade da nossa unidade e mobilizaçom, lograremos derrotá-los.


A rutura com o regime postfranquista só se vai produzir num processo socialista de libertaçom nacional. Simplesmente Espanha e o capitalismo é irreformável.


O seu sucesso require apostar na luita operária e popular, pola orientaçom e direçom classista, pola complementaçom de todos os métodos de luita, subordinando o institucional/eleitoral à luita de massas, por promover e organizar a conflituosidade nas ruas e centros de ensino e trabalho, por construir cultura rebelde.


Som tempos de combate ideológico, de deslindar e confrontar com as fraudes reformistas e populistas para assim podermos acumular forças revolucionárias.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de abril de 2019

74 aniversário da derrota da Alemanha nazi polo Exército Vermelho, e 44 aniversário da libertaçom do Vietnam pola FLN.

Comunicado nº 116: Viva Euskal Herria independente e socialista! Solidariedade internacionalista galega

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Viva Euskal Herria independente e socialista!

Solidariedade internacionalista galega

A ampla coincidência à hora de avaliarmos como claramente insuficiente a via eleitoral-institucional no combate ao regime postfranquista, é mais um nexo de uniom, irmandade e camaradagem das nossas organizaçons.

Perante as condiçons adversas nas que agimos, como consequência de processos similares de implosom organizativa e claudicaçom ideológica dos movimentos dos que procedemos, descartamos participar no processo eleitoral da ditadura burguesa espanhola.

Herritar Batasuna e Agora Galiza-Unidade Popular, desde duas formaçons sociais concretas diferentes, atingimos similar posiçom frente o processo eleitoral de 28 de abril.

Isto foi possível porque ambas empregamos idêntica ferramente revolucionária de análise e interpretaçom da realidade. O marxismo forneceu-nos os mecanismos científicos ajeitados para descartar apoiarmos qualquer das candidaturas falsamente autosituadas, no campo da mal denominada “esquerda” e no soberanismo.

Nom alimentamos o ilusionismo eleitoral nem a trampa do voto útil para frear a involuiçom fascista. A experiência histórica do movimento operário com o que nos identificamos e reclamamos como parte intrínseca da nossa mochila de combate, sabe que o fascismo só se pdoe derrotar nas ruas com contundência e unidade.

A razom da nossa existência, nom é gerir “honestamente” as instituiçons burguesas e espanholas, nom é ocuparmos espaços do quadro jurídico-político vigorante visado para a sua regeneraçom.

A razom da nossa existência é construir duas forças políticas para contribuir a subversom do presente, para contribuir para organizarmos a Revoluçom Socialista basca e galega, como parte da Revoluçom Socialista mundial.

No ano do 100 aniversário da III Internacional, é fundamental reconstruir espaços unitários de análise, coordenaçom e luita a escala internacional, pois combatemos idêntico inimigo, o capitalismo monopolista na sua fase neoliberal.

Hoje, a luita anti-imperialista recobra máxima vigência e atualidade tal como a concebérom os bolcheviques quando refundárom em 1919 a Internacional, a Komintern.

Agora Galiza-Unidade Popular encaminha abraço fraterno à militáncia de Herritar Batasuna, saúda o Aberri Eguna de 2019, e transmite a solidariedade internacionalista da Galiza rebelde e combativa com a Euskal Herria que nom se ajoelha, que continua em pé com firmeza na luita pola independência e o Socialismo.

Gora Euskal Herria askatutá e sozialista!

Gora Euskal Iraultza Sozialista!

Denantes mortos que escravos! Venceremos!

Na Pátria, 21 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular