COMUNICADO Nº 74 da Direçom Nacional: 20N. ALERTA ANTIFASCISTA. Unidade, firmeza e coerência para derrotar o regime do 78

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20N. ALERTA ANTIFASCISTA

Unidade, firmeza e coerência para derrotar o regime do 78

O atual regime espanhol é herdeiro direto dos 40 anos de ditadura franquista emanados do golpe de estado militar fascista de 18 de julho de 1936.

O lifting do franquismo promovido polas principais fraçons da burguesa espanhola, tuteladas polo imperialismo, permitírom a implementaçom dumha reforma política conhecida como “Transiçom”, reinstaurando a ilegítima monarquia bourbónica, que tinha sido tombada polo povo trabalhador em abril de 1931.

Um pacto consistente num acordo entre os setores do bloco de classes oligárquico espanhol com as forças da esquerda reformista [PCE E PSOE], e os partidos nacionalistas burgueses da Catalunha e o País Basco [CiU e PNB].

A estratégia gatopardista de mudar algo para que todo siga igual, permitiu manter intata a acumulaçom de capital facilitada pola ditadura terrorista durante 4 longas décadas de sobreexploraçom da classe trabalhadora, das mulheres e das naçons oprimidas polo Estado espanhol.

Em troca da legalizaçom do PCE e de garantias de incorporaçom das suas elites e da burocracia sindical às migalhas institucionais, o carrilhismo renunciou à rutura, legitimou o rei nomeado por Franco e permitiu a lei de ponto final de 1977 [lei de “amnistia”] que impossibilitou julgar e condenar os crimes do franquismo. Nom houvo a mais mínima depuraçom dos aparelhos repressivos do regime [Exército, Guarda Civil, polícia, sistema carcelário, aparelho judicial], nem da sua mastodóntica administraçom.

O falangismo inicialmente mutou na UCD e Aliança Popular, tingindo de azul joseantoniano o PSOE. O resultado foi a perpetuaçom do franquismo sem Franco, agora sob a fachada de democracia pluripartidista.

Os pactos da Moncloa hipotecárom e domesticárom o movimento operário, e a limitada descentralizaçom administrativa do “Estado das Autonomias” neutralizou as luitas de libertaçom nacional da Galiza e das naçons oprimidas, incorporando assim as suas elites na distribuiçom da “tarta”.

A repressom foi um ingrediente imprescindível para consolidar o postfranquismo. Centenares de trabalhadores/as, de militantes das forças políticas e sociais que nom se incorporárom aos acordos, fôrom assassinados polos corpos policiais e polos grupos paramilitares.

A operaçom respaldada polos Estados Unidos e as principais potências da Uniom Europeia logrou umha incompleta consolidaçom entre permanentes turbulências, sempre questionada polas dissiências operárias e as esquerdas independentistas.

Porém, o desafio independentista catalám está sendo catalisador do endurecimento repressivo no que está instalado o Estado espanhol.

A possibilidade real de colapso a consequência da combinaçom de múltiplos factores que aceleram a sua multicrise estrutural, a oligarquia opta por agitar o fantasma do fascismo.

Perante o perigo que corre o regime, a oligarquia facilita a eclosom do franquismo sem máscara democrática-burguesa. A ditadura mediática e judicial tenhem gerado um clima social que facilita a involuçom em curso.

A ativaçom do artigo 155 contra a Catalunha dissolvendo a Generalitat, a detençom do Govern, e as ameaças de intervençom militar para esmagar o exercício do direito de autodeterminaçom, com apoio aberto do PP, C´s e PSOE, constatam a natureza autoritária do regime do 78.

O chauvinismo espanhol sobre o que se oculta a brutal ofensiva oligárquica contra os direitos laborais e sociais, que permite a implementaçom de leis de excepçom que recortam ou suprimem liberdades e direitos básicos, só é possível pola desvirtuaçom das forças populares e a sua incorporaçom à lógica sistémica.

O povo trabalhador leva praticamente umha década padecendo as duras consequências das políticas de austeridade e cortes, justificadas sob a coartada da crise capitalista. Temos sido nós, a classe trabalhadora e as camadas populares, as vítimas da ofensiva burguesa contra as conquistas e os direitos adquiridos pola luita organizada do movimento operário.

Porém, a letal combinaçom da dramática ausência de organizaçons revolucionárias com dimensom de massas, e a hegemonia dumha pseudoesquerda de salom, hipotecada no eleitoralismo, tenhem facilitado os planos depredadores da burguesia.

A frustraçom de amplos segmentos populares perante a impossibilidade de cumprimento das promessas derivadas do ilusionismo eleitoral, e a cumplicidade das suas elites com os pactos de Estado sobre os que se construiu o atual regime, facilitam a expansom do fascismo.

É pois necessário vertebrar um frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho. Mas nom para defender a democracia burguesa e sim para articular a alternativa socialista. O antifascismo deve ter um inequívoco componente anticapitalista.

Neste novo aniversário da morte de Franco e de José António Primo de Rivera, ícone do fascismo espanhol, a esquerda independentista e socialista galega apela à necessidade de darmos coletivamente passos tangíveis e coerentes para dotar ao povo trabalhador galego de um muro de contençom antifascista.

Galiza, 19 de novembro de 2017

Direçom Nacional de Agora Galiza

[COMUNICADO N° 5 do Manifesto Internacionalista de Compostela]. A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE MARCA-NOS O CAMINHO NA NECESSIDADE DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DA VIA REVOLUCIONÁRIA

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A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE MARCA-NOS O CAMINHO NA NECESSIDADE DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DA VIA REVOLUCIONÁRIA

A cem anos da Revoluçom de Outubro, a cinquenta anos do assassinato do Che Guevara, sem esquecer que há 150 anos se escreveu O Capital, queremos reafirmar-nos neste Lenine Eguna 2017 no nosso compromisso com a libertaçom dos povos e classes oprimidas, com a libertaçom das mulheres que sofrem a tripla opressom, com o ecologismo e com o internacionalismo proletário.

Passárom quatro meses desde que os coletivos que conformamos o Manifesto Internacionalista de Compostela figémos público o documento fundacional. Em ele afirmávamos que o capitalismo nom pode ser reformado, que as trabalhadoras e os povos nom temos futuro dentro dos Estados burgueses da Península, nem dentro de qualquer país capitalista, da Uniom Europeia ou da OTAN. Em ele afirmávamos também que a classe obreira deve caminhar ao frente do processo, superar as vias reformistas e eleitoralistas, e asumir a crueza do reto que tenhem por frente.

O nosso futuro encontra-se na autodeterminaçom dos povos para a construçom do socialismo, na posta em prática dumha ecologia que permita perdurar o ecosistema e na emancipaçom das mulheres acabando com o sistema patriarcal

Perante os avanços na exploraçom a que nos submete o capital reafirmamo-nos na necessidade e urgência destes objetivos.

Em estes últimos messes temos visto como em alguns ámbitos as luitas começam a se reativar, mesmo chegando a se desbordar. A luita do povo catalám, que tem desbordado as previsons da fraçom burguesa que dirige o processo, cara a sua independência, demonstra que quem tem maior interesse no exercício do direito de autodeterminaçom som as classes populares, o povo trabalhador catalám, e confirma ao mesmo tempo a atualidade da construçom da independência e o socialismo

Desde este manifesto queremos reconhecer nom só a República de Catalunha, senom também a luita do povo trabalhador catalám, os Comités de Defesa da República (CDR) e todas as organizaçons obreiras, estudantis e populares que estám a levar adiante a luita pola libertaçom de Catalunha. A sua luita é a nossa.

Por sua vez queremos denunciar todas essas “esquerdas” chauvinistas que preferírom defender o projeto imperialista espanhol por cima do necessário internacionalismo com o povo trabalhador catalám. Escolhérom defender os barrotes da cadeia de povos e das classes trabalhadoras em vez de ativar as luitas populares para acabar com o Estado bourbónico, que nom só nega os povos senom que espreme ao máximo os trabalhadores submetidos ao sistema de exploraçom capitalista

O Estado espanhol tem mostrado, novamente, a sua violenta natureza autoritária aplicando o artigo 155 na Catalunha, levando a cabo umha brutal repressom e reativando o fascismo para impedir que a Catalunha tome qualquer caminho que rompa com os interesses da oligarquia que impera no Estado espanhol, que fai parte dessa Uniom Europeia que defende os interesses do capitalismo. A mesma que vira as costas umha e outra vez aos povos e classes trabalhadoras para que nom disminua, nem um ápice, o seu benefício

Os povos e classes oprimidas já conheciamos e tinhamos sufrido a extrema violência dos Estados capitalistas, a existência durante décadas de presos e presas políticas, o uso da tortura, o feche de meios de comunicaçom e a ilegalizaçom de candidaturas populares… agora aplicam-se todos estes métodos de maneira mais intensiva para impedir a emancipaçom dos povos, primeiro do catalám, mas estando conscientes de que ao resto dos povos oprimidos polo Estado espanhol nos esperam as mesmas condiçons.

O nosso carinho é a solidariedade, a nossa exigência de amnistia para todas as presas e presos políticos, para os que se tenhem sumado nas últimas semanas, parte do Govern catalám, os detidos e condenados por publicar opinions em twiter, por participar nas greves, escrever raps e, já agora, para todos os e as militantes revolucionárias retaliadas que há décadas sofrem nas cadeias espanholas

Temos clara a necessidade de avançar na organizaçom internacionalista e ainda que estejamos nos primeiros passos, temos avançado na nossa coordenaçom e atividade. Reafirmamos o nosso compromisso na construçom deste novo espaço em que continuaremos a trabalhar.

Articular nas nossas respetivas naçons, formaçons sociais, alternativas ruturistas revolucionárias, de genuíno carater anticapitalista e socialista, antipatriarcais e ecologistas e com prespetiva internacionalista, é a tarefa em que estamos imersos e em ela temos de continuar.

Para terminar, a nossa homenagem a todas as trabalhadoras e trabalhadores que luitárom, nom só há cem anos, em qualquer etapa e em qualquer parte do mundo, para acabar com a exploraçom e conseguir a emancipaçom humana.

A luita é o único caminho

País Basco, 9 de novembro de 2017

Agora Galiza [Galiza]

Boltxe [País Basco]

Comunistas de Castilla [Castela]

CUP [Paisos Catalans]

Iniciativa Comunista [Estado espanhol]

Nación Andaluza [Andaluzia]

Platafoma Laboral e Popular [Portugal]

[COMUNICADO Nº 73 da Direçom Nacional]. ALERTA ANTIFASCISTA Legítimo Governo catalám detido polo regime oligárquico espanhol

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[COMUNICADO Nº 73 da Direçom Nacional]

ALERTA ANTIFASCISTA

Legítimo Governo catalám detido polo regime oligárquico espanhol

Há uns minutos um auto da juíza Carmen Lamela, do novo Tribunal de Ordem Público franquista, a “Audiência Nacional”, dava ordem de prisom para o vicepresidente Oriol Junqueras e outros 7 Consellers do legítimo Governo catalám dispersando-os em sete prisons madrilenas.

Também cursa ordem de busca e captura internacional [Ordem Europeia de Detençom e Entrega, OEDE] contra o Presidente Carles Puigdemont e os outros quatro Consellers que o acampanham em Bruxelas.

Com esta gravíssima decisom o regime oligárquico espanhol confirma a sua deriva fascistizante.

A involuiçom política que promove PP e C´s com o apoio do PSOE, e a complacência de Podemos e IU, permite um novo capítulo do golpe de Estado ao que deu luz a Casa Real imposta por Franco com o discurso de Felipe VI de 3 de outubro.

Vivimos momentos excecionais, nos que ou bem contestamos com unidade e contundência ao golpe reacionário contra o povo trabalhador da Catalunha, mas também contra o conjunto dos povos trabalhadores do Estado espanhol, e dobregamos os poderes fáticos que tutelam os partidos desta ditadura de fachada democrática, ou pereceremos numha nova “longa noite de pedra”.

A decisom da “Audiência Nacional” confirma as erróneas previsons e caraterizaçom do atual regime no que segue instalada a esquerda parlamentar, convencida que com umha gestom transparente e mais eficaz das instituiçons do regime do 78 se podem realizar transformaçons profundas. Espanha é simplesmente irreformável, e fará todo o possível para perpetuar-se.

Perante este cenário, urge a mobilizaçom social. Apelamos para a classe obreira e conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza a nom deixar-se enganar nem manipular polo discurso chauvinista da oligarquia que volatilizou os nossos direitos e liberdades, que permite que umha organizaçom criminal que só nos empobreceu e precarizou, siga governando em Madrid e na Junta da Galiza.

É hora de iniciar a construçom dum frente antifascista para defender-nos perante as embestidas que o bloco de classes oligárquicas espanholas está preparando.

Manifestamos a nossa solidariedade internacionalista com o legítimo Governo catalám e o conjunto dos presos políticos independentistas da Catalunha, para os que exigimos a sua imediata liberdade.

Visca a República catalá!

Espanha é a nossa ruína!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de novembro de 2017

 

Comunicado nº 72: Alerta nacional perante vaga incendiária. PP continua avançando na destruiçom planificada da Galiza.

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Alerta nacional perante vaga incendiária.

PP continua avançando na destruiçom planificada da Galiza.

As altas temperaturas derivadas da mudança climática global facilitam a propagaçom dos incêndios florestais e dificultam o seu combate.

Porém, as causas da vaga incendiária que arrasa milhares de hetáreas do nossa naçom, com destaque para as comarcas do sul, respondem às depredadodaras políticas aplicadas por Espanha e a Uniom Europeia nas últimas décadas.

A destruiçom do mundo rural derivada da entrada da Galiza na Europa dos mercaderes, imposta por Espanha, tem provocado o despovoamento, o êxodo e envelhecimento de imensas áreas geográficas.

A susbtituiçom da agricultura e gandaria por enormes plantaçons de pinheiros e eucaliptos, permite explicar as principais razons de porque levamos mais de 50 anos assistindo a devastadores incêndios que destroem o ecossistema, arrasam com a nossa riqueza etnográfica e arqueológica, perante a passividade criminal das autoridades.

Nom podemos desconsiderar que interesses madereiros e urbanísticos também som responsáveis dos incêndios. Porêm, para podermos explicar porque nos últimos dez dias ardem as joias naturais da Galiza, porque o lume consome o Jurês, os Ancares e o Caurel, nom podemos evitar denunciar a existência de um deliberado plano que pretende destruir os seus ecossistemas para assim fazer desaparecer os obstáculos legais que os protegem do assalto das empresas da minaria extrativa e das eólicas.

Se desaparece a riqueza ecológica a proteger, os terrenos podem ser requalificados e portanto instaladas minas, parques eólicos, plantaçons industriais de espécies pirófitas, para o enriquecimento das empresas, muitas delas vinculadas com a máfia do PP.

A Junta da Galiza que há umha semana despediu a vários centenares de brigadistas, fala de mais de oitenta incêndios, mas a realidade constata que som muitos mais os focos que nestes momentos geram angústia e pánico na área metropolitana de Vigo, nas aldeias da Límia, do Jurês e do Caurel, do Condado e a Paradanta, do Carvalinho e Chantada, de Sárria e da Terra de Lemos, nas estradas e vias de comunicaçom, pola destruiçom da natureza, de vivendas e propriedades, pondo em perigo a vida de centenares de vizinhas e vizinhos.

Perante esta situaçom a máfia pirómana instalada em Sam Caetano carece de um plano de contigência eficaz por falta de meios suficientes e basicamente de interesse. Os seus estreitos vínculos e cumplicidades com as empresas privadas que se lucram do combate aos incêndios, aos intereses dos complexos de pasta de papel de Ence-Elnosa, das empresas de aerogeradores, som determinantes nos acontecimentos em curso.

Agora Galiza transmite a sua solidariedade com todos aqueles compatriotas que nestes momentos estám sofrendo perante o avanço do lume, com as famílias e amizades das duas primeiras vítimas falecidas em Nigrám.

A esquerda independentista e socialista galega solicita a imediata demissom de Ángeles Vázquez Mejuto, a Conselheira De Meio Rural, assim como de Alberto Nuñez Feijó, pola suas indiscutíveisresponsabilidades nesta tragédia nacional.

Apelamos ao conjunto do povo trabalhador galego a secundar as mobilizaçons que amanhá se desenvolverám nos principais núcleos urbanos do país, sabendo que os que estes dias penduram em fachadas ou passeiam polas ruas a bandeira da ditadura espanhola, nom estarám denunciando aos responsáveis desta catástrofe nacional.

Nom podemos permitir que os instintos suicidas instalados em segmentos detacados do nosso povo facilitem que a Galiza se converta num gigantesco monocultivo de ecucaliptos, numha mina a céu aberto, numha pilha de eólicos, que só provocarám a nossa miséria como povo.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 15 de outubro de 2017

Comunicado nº70: AGORA GALIZA AVALIA DISCURSO DO REI ESPANHOL

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AGORA GALIZA AVALIA DISCURSO DO REI ESPANHOL

O discurso telegráfico do regime, na voz do Bourbon, fecha qualquer possibilidade de negociaçom e empurra a acelerar a declaraçom de independência da Catalunha.

A coroa espanhola, seguindo a sua tradiçom contrária às liberdades e aos direitos dos povos e das maiorias trabalhadoras, nom reconheceu o direito de autodeterminaçom, nem condenou a brutal repressom policial contra o o povo catalám.

Nada se podia aguardar de quem foi escolhido a dedo “Chefe do Estado” pola sua consanguinidade com o anterior rei imposto por Franco.

O discurso de Felipe VI nom só é umha declaraçom de guerra disfarçada, exprime a profunda crise que abala o regime oligárquico do 78.

Viva a República catalana!
Viva a República Galega!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 3 de outubro de 2017

Comunicado nº 69: 50 aniversário do assassinato do Che. Até a vitória sempre!

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50 aniversário do assassinato do Che

Até a vitória sempre!

 

Há 50 anos na Bolívia foi assassinado Ernesto Guevara, popularmente conhecido como o Che. Após ser capturado ferido na Quebrada del Churo, no seu último combate contra as forças imperialistas, foi executado ao dia seguinte por ordens diretas de Washington.

Embora lhe cortassem as maos, e durante décadas os seus restos estivérom ocultos numha fossa comum, o seu exemplo rebelde segue vivo nas luitas da classe trabalhadora e dos povos pola sua emancipaçom e libertaçom.

O Che é um dos paradigmas do coerente militante revolucionário, do ser humano altruista e solidário, austeiro e humilde, leal e criativo, dos que nunca se arrugam perante adversidades e contratempos, entregado à causa da justiça social e da liberdade, referente do ser humano novo a construirmos para edificar o Socialismo.

Afastados da caricaturizaçom da sua figura polo imperialismo, da mercantilizaçom da sua imagem, da banalizaçom e inofensiva interpretaçom da sua trajetória polas posiçons conciliadoras e pactistas do reformismo, a esquerda revolucionária independentista e socialista galega queremos reivindicar o melhor da exemplar açom teórico-prática do Che, o “degrau mais elevado da espécie humana”.

A perserveráncia na luita e a pedagogia do exemplo, a superioridade da ética e da moral revolucionária, o intransigente apoio ao direito de autodeterminaçom dos povos, a defesa do socialismo, o amor à humanidade oprimida, o anti-imperialismo e a solidariedade internacionalista, a complementaçom criativa de todas as formas de luita para conquistar o poder, som algumhas das ensinanças do seu marxismo revolucionário, que Agora Galiza incorporou na sua mochila de combate para contribuir para a vitória da Revoluçom Galega.

O Che nom é alheio a Galiza, como a Galiza nom lhe foi alheia ao Che. Dúzias de galegas e galegos de geraçons anteriores combatérom com ele no vitorioso Exército Rebelde e no Movimento 26 de Julho na Cuba de Fidel, posteriormente centenares de compatriotas seguírom a estela do seu exemplo no DRIL de Pepe Velo e do comandante Soutomaior, nas guerrilhas das países latinoamericanos de acolhida como Vitor Fernandes Palmeiro, Fernando Hoyos ¨Comandante Carlos” ou Maria Seoane Toimil, nos combates por umha Pátria Socialista na Galiza postfranquista.

Sabemos que “o caminho é longo e está cheio de dificuldades”, mas quando estes dias estamos constatando a brutalidade do imperialismo espanhol para esmagar o direito de autodeterminaçom da Catalunha, quando padecemos as letais consequências das políticas ultraliberais assimilacionistas do governinho Feijó, a destruiçom planificada das bases materiais da naçom e do idioma com que Carme Árias também lhe falava a Ernesto Guevara, nos ratificamos em que “todos os dias há que luitar para que esse amor à humanidade vivinte se transforme em factos concretos, em atos que sirvam de exemplo, de mobilizaçom”.

Hoje, 50 anos após a fracassada tentativa do imperialismo por acalar o Che, o povo trabalhador galego explorado e empobrecido polo capitalismo e Espanha, a juventude operária e popular, tem a necessidade e o dever de levantar a sua bandeira e portar a adarga no braço para impulsionar a nossa luita e vencer. Eis a melhor homenagem que se lhe pode fazer neste 50 aniversário!!

A luita é o único caminho!

A rebeliom é um direito e umha necessidade!

Pátria Socialista ou morte! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 3 de outubro de 2017

Comunicado nº 68: Galiza com a Catalunha. DESOBEDIÊNCIA – INDEPENDÊNCIA

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Galiza com a Catalunha

DESOBEDIÊNCIA · INDEPENDÊNCIA


A medida que se aproxima a “hora dos fornos” o Estado espanhol monstra sem complexos a sua natureza autoritária e repressiva como regime continuador do franquismo. 

A implementaçom do estado de exceçom na Catalunha constata a enorme fraude alimentado nas últimas quatro décadas polo conjunto das forças políticas espanholas e polos partidos regionalistas e nacionalistas que representam os interesses das burguesias periféricas. A ausência de rutura e o ilusionismo democraticista que alimentárom e seguem alimentando os partidos de “esquerda” permite que agora se constate novamente que em 1975 todo ficou “atado e bem atado”.

Perante a firmeza do povo trabalhador catalám Espanha finalmente optou por aplicar de facto o artigo 155 da constituiçom postfranquista, elaborada seguindo os ditames do exército fascista emanado da vitória militar de 1936-39.

A intervençom económica da Generalitat, o controlo dos Mossos d’Esquadra por um alto oficial da Guarda Civil de passado falangista com denúnicas por torturas, a detençom de altos funcionários do governo autónomo, a censura de meios de comunicaçom, a manipulaçom dos meios de [des]informaçom, as ameaças e intimidaçom permanentes, a restriçom de direitos e liberdades fundamentais, a concentraçom de mais de 10 mil efetivos das forças repressivas, som o prelúdio da saída policial com que a oligarquia espanhola pretende impossibilitar o referendo de 1 de outubro e esmagar a vontade do povo trabalhador catalám de decidir livremente o seu futuro como povo e naçom.

Na Catalunha está-se produzindo umha revoluçom nacional-democrática que nom só logrará conquistar umha República independente e soberana, acelerará a profunda crise do regime do 78, gerando condiçons que poderám facilitar cenários favoráveis à libertaçom das naçons oprimidas como o galega, mas também à emancipaçom do conjunto da classe trabalhadora e do povo empobrecido.

Perante esta situaçom a “esquerda” espanhola, tanto a institucional como a de ámbito extraparlamentar, coincidem com o bloco de classes oligárquico na defesa da unidade do Estado espanhol.

Podemos e PCE/IU som incapaces de despreender-se do chauvinismo que carateriza o conjunto do progressismo hispano, situando-se de facto no mesmo lado que Confederaçom de Empresarios da Galiza [CEG], assim como do PP, PSOE e C´s, na intransigente defesa do paradigma espanhol.

Agora Galiza sauda que por primeira vez de forma nítida a classe operária catalana emerge com voz própria, desafiando as limitaçons de um processo legalista, carregado de enormes doses de ingenuidade, dirigido pola pequena e mediana burguesia catalana.

A decisom dos estivadores de nom colaborar com as forças de ocupaçom, e a greve geral convocada a partir de 3 de outubro polos sindicatos de classe cataláns, catalisarám umha nova fase acorde com a situaçom de inevitável confronto sem o qual nunca se poderá conquistar a independência nacional.

Espanha e a oligarquia que controla com mao de ferro o seu corrupto aparelho estatal nunca permitirá que a Catalunha e a Galiza conquistemos de forma pacífica e negociada a nosa liberdade.

Só o povo trabalhador catalám movimentado na rua derrotará a repressom do Estado espanhol. Só o povo trabalhador catalám movimentado na rua poderá exercer o direito de autodeterminaçom e declarar a independência. Só o povo trabalhador catalám em rebeldia e movimentado na rua logrará que a nova República esteja ao seu serviço, abrindo um processo constituinte para avançar face umha Catalunha soberana, socialista e feminista.

Agora Galiza apela ao povo trabalhador galego para manter umha solidariedade ativa com a luita catalana que fazemos nossa, a repudiar as falácias e manipulaçons sobre a causa catalana, mas também apelamos a comunidade galega na Catalunha a implicar-se no referendo do dia 1 de outubro e nas jornadas de luita posteriores.

Visca Catalunya lliure, socialista e feminista!

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

A solidariedade internacionalista é a ternura dos povos!

Venceremos!

Na Pátria, 27 de setembro de 2017

[42 aniversário dos últimos 5 combatentes fusilados polo franquismo]

COMUNICADO nº 66: AMEAÇAS ESPANHOLAS NOM LOGRARÁM FREAR A DECISOM DO POVO CATALÁM DE EXERCER O SEU DIREITO DE AUTODETERMINAÇOM.

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AMEAÇAS ESPANHOLAS NOM LOGRARÁM FREAR A DECISOM DO POVO CATALÁM DE EXERCER O SEU DIREITO DE AUTODETERMINAÇOM

Perante as ameaças de hoje do fiscal geral do Estado contra a Catalunha e o seu direito inalienável a exercer a autodeterminaçom, garantindo umha atuaçom “firme e enérgica” em defesa da “pátria comum e indivisível”, é necessário apoiar abertamente a independência da Catalunha, luitar na Galiza por idêntico objetivo, e dar umha resposta coordenada de todas aquelas forças independentistas e revolucionárias que promovemos a liberdade das naçons oprimidas para construirmos repúblicas socialistas e portanto a destruiçom do regime postfranquista.

Porém, em plena ofensiva fascista do Estado espanhol contra a Catalunha, e em menor medida com o resto das naçons oprimidas; em plena aceleraçom do processo de centralizaçom política, económica, cultural e simbólica de um Estado herdeiro direto da ditadura franquista, a posiçom da “esquerda” institucional na Galiza sobre a situaçom em curso, é simplesmente patética.

Nom nos surpreende à esquerda independentista e socialista galega que o PSOE feche fileiras com o Estado, nem que o seu líder defenda a unidade indivisível de Espanha, empregando formulaçons confusas e disparatadas como “naçom de naçons”. Em realidade coincidem com o PP na defesa da Espanha excluínte e uniformizadora, simples cárcere de povos. Necessitam “diferenciar-se” formalmente do PP por simples cálculos eleitorais.

Tampouco que o BNG siga aspirando a um “bom” encaixe da Galiza em Espanha e que inície o curso político reclamando umha comissom parlamentar para estudar como “superar o atual quadro autonómico” “escuitando à sociedade e o resto de propostas das outras forças políticas”. Puro exercício de metafísica em consonância com a sua tradicional linha autonomista acomplexada.

E nem falar e ainda menos reclamar a independência e soberania nacional como a única alternmativa viável para solucionar os problemas do povo trabalhador galego e evitar a nossa assimilaçom como naçom!

E ainda menos o triunfalismo de Anova proclamando a morte do “regime da Restauraçom Bourbónica e a sua fórmula autonómica”, a “descomposiçom definitiva dum regime construído desde cima” e lindezas similares, quando forma parte de um movimento político com pulsons e práticas unitaristas e claramente funcional na recomposiçom do regime que no ámbito retórico questiona. Falar nom tem cancelas!.

Agora Galiza manifesta novamente o seu apoio incondicional ao irmao povo trabalhador da Catalunha, e em particular aos setores mais rebeldes e combativos organizados na CUP, na sua decidida luita por recuperar a soberania conculcada pola monarquia bourbónica e o seu direito a proclamar unilateralmente a República Catalana.

A liberdade dos povos nom se negoceia, a rebeliom é um direito universal que só se atinge exercendo-o sem complexos e com coragem.

A melhor contribuiçom que desde a Galiza podemos fazer à luita pola independência da Catalunha é seguir avançando na reconstruçom do independentismo revolucionário de orientaçom socialista e e feminista.

Visca Catalunya lliure e socialista!

Viva Galiza ceive e socialista!

Na Pátria, 4 de setembro de 2017

INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA.

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA.


Neste 25 Julho, neste Dia da Pátria, a mocidade galega, mais que nunca, devemos sair às ruas para manifestarmos que queremos decidir por nós mesmas o nosso futuro, para reclamarmos que a independência nacional e a construçom da República Socialista Galega som a única saída a este sistema que nos condena a umha vida de precariedade e desemprego.

Padecemos nas nossas carnes a repressom desta cárcere de povos chamado Estado espanhol que nega a nossa identidade, que procura por todos os meios a nossa assimilaçom e eliminaçom, pois pretende destruir a nossa condiçom de naçom.

A juventude galega somos as vítimas prioritárias das nefastas políticas que se aplicam desde o governo, mediante cortes na educaçom, reduzindo os nossos direitos laborais, que só provocam emigraçom, desemprego, sofrermos a sobre-exploraçom em trabalhos que apenas alcançan para sobrevivermos.

Cada ano mais e mais jovens galegos tenhem maiores problemas para sair adiante e podermos melhorar as nossas vidas, tanto no ámbito laboral, académico ou incluso no ámbito pessoal. Por isso a importáncia de unir-nos para afrontarmos coletivamente o presente e procurarmos alternativas para melhorar as nossas vidas.

O capitalismo impom as suas reacionárias leis na educaçom, privatizando um direito, destruíndo o nosso idioma, a nossa cultura e identidade.

Atentam contra a liberdade das mulheres galegas impondo umha legislaçom patriarcal, restringindo leis como a do aborto que impedem que poidam decidir sobre o seu corpo e a sua vida. As mulleres trabalhadoras percebem um salário menor que os homens por fazer o mesmo trabalho, as jovens galegas padecem dumha maneira mais clara a precariedade laboral, o desemprego, a pobreza e a exclusom social. Som as mulheres trabalhadoras as que tenhem sido mais golpeadas pola crise estrutural do capitalismo.

O feminicídio e a violência estrutural do terrorismo machista continua a ser umha lacra pola ineficácia e o desinteresse do Estado espanhol para combaté-lo, que longe de diminuir aumenta pola falta de medidas concretas no ámbito laboral, educativo, cultural, social e político, e que golpeia basicamente às mulheres trabalhadoras.

Através a “Lei Mordaça”, as forças de ocupaçom espanholas, as forças repressivas, perseguem e criminalizam os protestos sociais, detendo a numerosos jovens nas mobilizaçons estudantis. O governo do PP desenvolve campanhas repressivas, como há umhas semanas contra o centro social compostelano “Escárnio e Maldizer”, que se tenhem saldado con multas desproporcionadas e detençons.

Reclamamos o fim do encadeamento d@s militantes independentistas para os que exigimos o fim da sua dispersom e a sua imediata posta em liberdade.

Companheiras e companheiros, somos un povo que nom se rende!!,
Apelamos à juventude trabalhadora galega que abandone a resignaçom e se some às filas da rebeliom.

Para a luita é de máxima importáncia a unidade popular, por isso a juventude galega devemos organizar-nos e mobilizar-nos. Mais nom sob unidades fetichistas que algumhas organizaçons proclamam constantemente para despois fazer todo o contrário.

Apostamos pola unidade da classe obreira galega à volta dos seus objectivos, pola unidade do conjunto do povo trabalhador galego na luita por superar o atual marco político e económico, para reclamar a nossa independência nacional, para criar umha nova Galiza, soberana e justa, para acabarmos com modelos antipopulares e fracasados, como o autonómico atualmente vigente e por fim a esta opressom e contínuo saqueio por parte do Estado espanhol.

A rebeliom popular é o caminho!

Espanha é a nossa ruína!

Viva Galiza ceive, feminista e socialista!

Saudaçons internacionais o 25 de julho Dia da Pátria.

Padrão

A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA É A TERNURA DOS POVOS

Reproduzimos integramente as mensagens de solidariedade e apoio à luita de libertaçom nacional da Galiza enviada por nove partidos e organizaçons amigas, que fôrom divulgadas na concentraçom-ato político do Dia da Pátria.

BRASIL

Camaradas da Organização Socialista e Feminista Galega de Libertação Nacional – Agora Galiza.

Camaradas galegos.

Recebam, em nome da organização comunista Cem Flores, do Brasil, uma saudação pelo dia de vossa Pátria, 25 de julho, o Dia da Pátria Galega.

Sentimos-nos parte de vossa luta pela independência e pela revolução socialista na Galiza. O imperialismo, sistema mundial de dominação capitalista, é o mesmo que domina a vossa Pátria e a nossa, que aprofunda a exploração de nossos povos, que impõe aos trabalhadores de todo o mundo a guerra, a miséria, a fome, a barbárie. A crise desse sistema é a expressão de sua putrefação, da necessidade de nos organizarmos em todo o mundo para derrubá-lo.

O nosso inimigo é o mesmo e os nossos objetivos também são os mesmos. A luta pela revolução proletária, pelo socialismo, é o objetivo que nos une. O caminho é a organização dos nossos povos, a retomada e o aprofundamento de nossa teoria e a construção de nossa ferramenta de combate, o Partido do Proletariado.

Essa luta não tem fronteiras. Somos um só povo, proletários de todo mundo, galegos e brasileiros, a construir juntos um novo futuro. A nossa unidade e solidariedade será a garantia de nossa vitória!

Viva o Dia da Pátria Galega!

REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA

Boas tardes irmaos e irmás de luitas, camaradas e patriotas todos. 

Recebam umha saudaçom revolucionária, bolivariana, latinoamericana  e caribenha da Pátria Grande. 

Hoje, 25 de Julho de 2017, quando se cumpre um novo aniversário do Dia da Pátria Galega, desde a Pátria de Bolívar e Chávez fazemo-nos presentes neste recinto para acompanhar o seu povo, a sua militáncia e a todos vocês camaradas.

A luita é longa mas ninguém dixo que isto ia ser fácil. Muitos companheiros ficárom ao longo do caminho, mas entendemos hoje que é parte da luita e da dignidade dos povos. 

Este povo dixo basta e tem posto a andar um processo de luita e de Independência que hoje estamos celebrando e comemorando. 

Luita que nos alimenta a todos os povos do mundo que luitamos pola libertaçom nacional e o Socialismo. 

Recebam um forte abraço de irmaos, de amigos, de camaradas, da Coordenadora Simón Bolívar.

Estamos do lado correto da história e assiste-nos a verdade e a razom.

Viva a Independência Galega!

Viva a luitas dos nossos Povos pola Libertaçom Nacional e o Socialismo!

Só a luita nos fará livres! 

Pola Coordenadora Simón Bolívar, o camarada Juan Contreras. 

Saúde camaradas!

REPÚBLICA DOMINICANA

Abraçamo-las, abraçamo-los no seu dia desde a Pátria de Caamaño, líder político-militar da Revoluçom Democrática-Popular e da guerra contra o invasor ianque em 1965, onde renascem as esperanças libertárias em forma dum imenso clamor verde contra o regime de corruçom e impunidade imperante.

Nom à opressom do Estado espanhol!

Nom às grotescas intervençons imperialistas!

Estamos com a luita pola soberania e autodeterminaçom dos povos oprimidos.

SOCIALISMO OU BARBÁRIE!

Narciso Isa Conde

Movimiento Caamañista-MC

Izquierda Revolucionaria-IR

18-07-2017, Santo Domingo, RD.

CHILE

Caros companheiros de Agora Galiza, recebam um fraternal e caluroso saúdo do Movimento Patriótico Manuel Rodríguez.

Apesar da distáncia sabemos das luitas que livra o Povo Galego por libertar-se das ataduras capitalistas-coloniais.

O 25 de Julho é umha data que lembra a luita de independentistas e revolucionári@s. Muito sangue dos que querem liberdade e emancipaçom tenhem corrido por essas terras. O assassinato e a morte dos seus melhores filhos e filhas foi o preço por opor-se ao fascismo.

Hoje quiçás nom som os melhores momentos para as forças revolucionárias que querem transformar de verdade a sociedade injusta e prisioneira, mas nom existe outro caminho que seguir luitando com todas as forças opressoras.

Nós desde aqui, luitando dia a dia, contra o mesmo inimigo queremos enviar-lhes este menssagem de alegria e de profunda conviçom, de confiança infinita num futuro melhor para os nossos povos.

Despedimo-nos cumha arenga dum dos nossos patriotas no seu despreço ao invasor espanhol:

Que parede nom tem colorado o sangue dos seus irmaos? Que rua nom tenhem barrido os seus corpos exánimes e ianda vivos?

Qual das vossas casas nom sinte umha privaçom, um desastre e cem milhares de negras injúrias? Ponde-o frente desta muralha nevada. Fazede-lhe abrir os olhos até onde atinge a vista. Representade-lhe que muitos dos vossos irmaos se nos separam pola redondez inteira de meio globo e o que mais imediato nos tende as maos ao outro lado de tam grossos montes. Se a sua suja indolência é maior que todo, se nada lhe conmove, deixade-o com despreço a fartar-se dessa porca vida entre os detestáveis ministros de sacrifícios tam imponentes. Por mim juro-vos que enquanto a minha pátria nom seja livre, que enquanto todos os meus irmaos nom se satisfagam condignamente, nom soltarei a pena nem a espada, com que ansioso “assejo” até a mais difícil ocasiom de vingança. Juro-vos que cada dia de demora se dobrará este desejo ardente para sacar dos profundos infernos o tiçom no que devem queimar-se os nossos tiranos e os seus infames, os seus vis sequaces”. (Manuel Rodríguez Erdoyza).

Direçom Nacional do Movimento Patriótico Manuel Rodríguez, Chile.

BRASIL

O PCB transmite sua solidariedade internacionalista ao povo trabalhador galego no seu Dia da Pátria.

Para os comunistas, a luta pela independência e a soberania nacional deve ser condicionada à estratégia da revolução socialista e conjugada às bandeiras e aspirações do proletariado.

Neste 25 de Julho, manifestamos o nosso apoio à reivindicação de uma Galiza soberana e socialista.

PCB (Partido Comunista Brasileiro)

Comissão Política Nacional

EQUADOR

Companheiros e companheiras de Agora Galiza.

Desde o Equador, a Unidade Popular manifesta a sua fraterna saudaçom polo Dia da Pátria Galega, que se comemora este 25 de Julho, de maneira especial o nosso reconhecimento para a organizaçom socialista, feminista e de libertaçom nacional Agora Galiza.

Unidade Popular, organizaçom da esquerda revolucionária do Equador, respalda a luita pola libertaçom nacional do povo galego, o seu incansável esforço por romper as cadeias que pretendem desconhecer a Pátria Galega e a resistência das suas organizaçons sociais e populares que nom abandonam o sonho independentista.

Atentamente,

Geovanni Atarihuana Ayala

Diretor NacionAL

ITÁLIA

Mensagem de saudaçom da Rete dei Comunisti da Itália

Com ocasiom do Dia da Pátria Galega enviamos a Agora Galiza e a todo o povo galego o nosso saúdo de solidariedade internacionalista. 

Hoje em dia a luita de libertaçom nacional dos povos, dentro do espaço europeu, adquire novos significados, porque já nom está confrontada só ao centralismo opressor dos Estados e à exploraçom capitalista, senom também a essa nova grande gaiola de povos e trabalhadores que se chama Uniom Europeia.

No nosso país, junto com outras forças de classe e progressistas, estamos desenvolvendo umha campanha politica, sindical e social chamada Eurostop. Nom poderemos avançar na construçom dumha sociedade mais livre, solidária e justa sem quebrar com a Uniom Europeia, com os seus tratados, com as imposiçons do Banco Central e da oligarquia continental que reduz democracia e direitos (sociais, civis e nacionais) à procura da sua hegemonia mundial em competência com outros pólos capitalistas e imperialistas.

Da mesma forma, nom poderemos luitar contra a guerra, o imperialismo e o colonialismo sem romper com a NATO e obstaculizar a criaçom dum Exército Européu.


Contra o inimigo comum os povos em luita, as classes populares e todos os explorados tenhem que unir-se e agir juntos. Enviamos-vos o nosso desejo que o povo galego poda pronto ser livre e começar a construir umha sociedade socialista contribuíndo assim para a libertaçom de todos os povos do continente.

Um abraço internacionalista desde a Itália.

PARAGUAI

Asunción, 20 de julho de 2017

Caros e caras camaradas,

Dirigimo-nos a vós, a todos os camaradas de Agora Galiza e a todo o povo da Pátria Galega aos efeitos de saudá-los no Dia da Pátria Galega.

A cem anos da Revoluçom bolchevique é importantíssimo lembrar ao mundo que as comunistas e os comunistas buscamos superar um sistema de despojo, de saqueio, de fame e de morte.

Forjar e tomar o poder, para construir juntas, juntos, a sociedade onde caibamos todas e todos com a garantia que as nossas potencialidades podam desenvolver-se e enriquecer-se permaneamente, é o mais belo desafio que podemos assumir as mulheres e os homens que pretendemos um mundo que garanta a vida, o pam e a paz ao que chegaremos construindo o socialismo e a sociedade comunista.

A intençom do Partido Comunista Paraguaio é promover, estimular, afortalar a imperiosa necessidade de desenvolver a integraçom das luitas populares cumha crescente orientaçom revolucionária. É por isso, que manifestamos a nossa mais profunda solidariedade com a luita do povo irmao galego.

Os comunistas paraguaios e as comunistas paraguaias estamos orgulhosos e orgulhosas do independentismo revolucionário de Agora Galiza e que o povo irmao da Pátria Galega se mantenha em pé de luita pola sua libertaçom nacional, levantando as bandeiras do socialismo e o feminismo revolucionários.

Comité Central do Partido Comunista Paraguaio

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Caras camaradas,

Enviamos esta saudaçom de solidariedade com o povo galego nesta data tam sinalada, como mostra do nosso apoio à vossa luita pola autodeterminaçom e libertaçom do opressivo Estado espanhol e também polos direitos das mulheres de todo o mundo.

Como leninistas, entendemos e apoiamos a luita de todos os povos e naçons, incluíndo a independência, que é um direito.

Entendemos também que no mundo em que vivemos em 2017, dominado polos EEUU, a Uniom Europeia e o imperialismo japonês, apenas há umha maneira para que a classe obreira das pequenas naçons ganhe a sua luita polo socialismo, a cooperaçom das trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo.

Tendo em conta todo isto enviamos a nossa mensagem a Agora Galiza e desejamos à sua militância muito sucesso, e também para as mulheres, trabalhadoras e o conjunto da populaçom galega na sua justa luita no Dia da Pátria.

Longa vida à solidariedade internacional da classe trabalhadora!

John Catalinotto and Berta Joubert-Ceci, International Dept. WWP/Mundo Obreiro