COMUNICADO nº 66: AMEAÇAS ESPANHOLAS NOM LOGRARÁM FREAR A DECISOM DO POVO CATALÁM DE EXERCER O SEU DIREITO DE AUTODETERMINAÇOM.

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AMEAÇAS ESPANHOLAS NOM LOGRARÁM FREAR A DECISOM DO POVO CATALÁM DE EXERCER O SEU DIREITO DE AUTODETERMINAÇOM

Perante as ameaças de hoje do fiscal geral do Estado contra a Catalunha e o seu direito inalienável a exercer a autodeterminaçom, garantindo umha atuaçom “firme e enérgica” em defesa da “pátria comum e indivisível”, é necessário apoiar abertamente a independência da Catalunha, luitar na Galiza por idêntico objetivo, e dar umha resposta coordenada de todas aquelas forças independentistas e revolucionárias que promovemos a liberdade das naçons oprimidas para construirmos repúblicas socialistas e portanto a destruiçom do regime postfranquista.

Porém, em plena ofensiva fascista do Estado espanhol contra a Catalunha, e em menor medida com o resto das naçons oprimidas; em plena aceleraçom do processo de centralizaçom política, económica, cultural e simbólica de um Estado herdeiro direto da ditadura franquista, a posiçom da “esquerda” institucional na Galiza sobre a situaçom em curso, é simplesmente patética.

Nom nos surpreende à esquerda independentista e socialista galega que o PSOE feche fileiras com o Estado, nem que o seu líder defenda a unidade indivisível de Espanha, empregando formulaçons confusas e disparatadas como “naçom de naçons”. Em realidade coincidem com o PP na defesa da Espanha excluínte e uniformizadora, simples cárcere de povos. Necessitam “diferenciar-se” formalmente do PP por simples cálculos eleitorais.

Tampouco que o BNG siga aspirando a um “bom” encaixe da Galiza em Espanha e que inície o curso político reclamando umha comissom parlamentar para estudar como “superar o atual quadro autonómico” “escuitando à sociedade e o resto de propostas das outras forças políticas”. Puro exercício de metafísica em consonância com a sua tradicional linha autonomista acomplexada.

E nem falar e ainda menos reclamar a independência e soberania nacional como a única alternmativa viável para solucionar os problemas do povo trabalhador galego e evitar a nossa assimilaçom como naçom!

E ainda menos o triunfalismo de Anova proclamando a morte do “regime da Restauraçom Bourbónica e a sua fórmula autonómica”, a “descomposiçom definitiva dum regime construído desde cima” e lindezas similares, quando forma parte de um movimento político com pulsons e práticas unitaristas e claramente funcional na recomposiçom do regime que no ámbito retórico questiona. Falar nom tem cancelas!.

Agora Galiza manifesta novamente o seu apoio incondicional ao irmao povo trabalhador da Catalunha, e em particular aos setores mais rebeldes e combativos organizados na CUP, na sua decidida luita por recuperar a soberania conculcada pola monarquia bourbónica e o seu direito a proclamar unilateralmente a República Catalana.

A liberdade dos povos nom se negoceia, a rebeliom é um direito universal que só se atinge exercendo-o sem complexos e com coragem.

A melhor contribuiçom que desde a Galiza podemos fazer à luita pola independência da Catalunha é seguir avançando na reconstruçom do independentismo revolucionário de orientaçom socialista e e feminista.

Visca Catalunya lliure e socialista!

Viva Galiza ceive e socialista!

Na Pátria, 4 de setembro de 2017

INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA.

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA.


Neste 25 Julho, neste Dia da Pátria, a mocidade galega, mais que nunca, devemos sair às ruas para manifestarmos que queremos decidir por nós mesmas o nosso futuro, para reclamarmos que a independência nacional e a construçom da República Socialista Galega som a única saída a este sistema que nos condena a umha vida de precariedade e desemprego.

Padecemos nas nossas carnes a repressom desta cárcere de povos chamado Estado espanhol que nega a nossa identidade, que procura por todos os meios a nossa assimilaçom e eliminaçom, pois pretende destruir a nossa condiçom de naçom.

A juventude galega somos as vítimas prioritárias das nefastas políticas que se aplicam desde o governo, mediante cortes na educaçom, reduzindo os nossos direitos laborais, que só provocam emigraçom, desemprego, sofrermos a sobre-exploraçom em trabalhos que apenas alcançan para sobrevivermos.

Cada ano mais e mais jovens galegos tenhem maiores problemas para sair adiante e podermos melhorar as nossas vidas, tanto no ámbito laboral, académico ou incluso no ámbito pessoal. Por isso a importáncia de unir-nos para afrontarmos coletivamente o presente e procurarmos alternativas para melhorar as nossas vidas.

O capitalismo impom as suas reacionárias leis na educaçom, privatizando um direito, destruíndo o nosso idioma, a nossa cultura e identidade.

Atentam contra a liberdade das mulheres galegas impondo umha legislaçom patriarcal, restringindo leis como a do aborto que impedem que poidam decidir sobre o seu corpo e a sua vida. As mulleres trabalhadoras percebem um salário menor que os homens por fazer o mesmo trabalho, as jovens galegas padecem dumha maneira mais clara a precariedade laboral, o desemprego, a pobreza e a exclusom social. Som as mulheres trabalhadoras as que tenhem sido mais golpeadas pola crise estrutural do capitalismo.

O feminicídio e a violência estrutural do terrorismo machista continua a ser umha lacra pola ineficácia e o desinteresse do Estado espanhol para combaté-lo, que longe de diminuir aumenta pola falta de medidas concretas no ámbito laboral, educativo, cultural, social e político, e que golpeia basicamente às mulheres trabalhadoras.

Através a “Lei Mordaça”, as forças de ocupaçom espanholas, as forças repressivas, perseguem e criminalizam os protestos sociais, detendo a numerosos jovens nas mobilizaçons estudantis. O governo do PP desenvolve campanhas repressivas, como há umhas semanas contra o centro social compostelano “Escárnio e Maldizer”, que se tenhem saldado con multas desproporcionadas e detençons.

Reclamamos o fim do encadeamento d@s militantes independentistas para os que exigimos o fim da sua dispersom e a sua imediata posta em liberdade.

Companheiras e companheiros, somos un povo que nom se rende!!,
Apelamos à juventude trabalhadora galega que abandone a resignaçom e se some às filas da rebeliom.

Para a luita é de máxima importáncia a unidade popular, por isso a juventude galega devemos organizar-nos e mobilizar-nos. Mais nom sob unidades fetichistas que algumhas organizaçons proclamam constantemente para despois fazer todo o contrário.

Apostamos pola unidade da classe obreira galega à volta dos seus objectivos, pola unidade do conjunto do povo trabalhador galego na luita por superar o atual marco político e económico, para reclamar a nossa independência nacional, para criar umha nova Galiza, soberana e justa, para acabarmos com modelos antipopulares e fracasados, como o autonómico atualmente vigente e por fim a esta opressom e contínuo saqueio por parte do Estado espanhol.

A rebeliom popular é o caminho!

Espanha é a nossa ruína!

Viva Galiza ceive, feminista e socialista!

Saudaçons internacionais o 25 de julho Dia da Pátria.

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A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA É A TERNURA DOS POVOS

Reproduzimos integramente as mensagens de solidariedade e apoio à luita de libertaçom nacional da Galiza enviada por nove partidos e organizaçons amigas, que fôrom divulgadas na concentraçom-ato político do Dia da Pátria.

BRASIL

Camaradas da Organização Socialista e Feminista Galega de Libertação Nacional – Agora Galiza.

Camaradas galegos.

Recebam, em nome da organização comunista Cem Flores, do Brasil, uma saudação pelo dia de vossa Pátria, 25 de julho, o Dia da Pátria Galega.

Sentimos-nos parte de vossa luta pela independência e pela revolução socialista na Galiza. O imperialismo, sistema mundial de dominação capitalista, é o mesmo que domina a vossa Pátria e a nossa, que aprofunda a exploração de nossos povos, que impõe aos trabalhadores de todo o mundo a guerra, a miséria, a fome, a barbárie. A crise desse sistema é a expressão de sua putrefação, da necessidade de nos organizarmos em todo o mundo para derrubá-lo.

O nosso inimigo é o mesmo e os nossos objetivos também são os mesmos. A luta pela revolução proletária, pelo socialismo, é o objetivo que nos une. O caminho é a organização dos nossos povos, a retomada e o aprofundamento de nossa teoria e a construção de nossa ferramenta de combate, o Partido do Proletariado.

Essa luta não tem fronteiras. Somos um só povo, proletários de todo mundo, galegos e brasileiros, a construir juntos um novo futuro. A nossa unidade e solidariedade será a garantia de nossa vitória!

Viva o Dia da Pátria Galega!

REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA

Boas tardes irmaos e irmás de luitas, camaradas e patriotas todos. 

Recebam umha saudaçom revolucionária, bolivariana, latinoamericana  e caribenha da Pátria Grande. 

Hoje, 25 de Julho de 2017, quando se cumpre um novo aniversário do Dia da Pátria Galega, desde a Pátria de Bolívar e Chávez fazemo-nos presentes neste recinto para acompanhar o seu povo, a sua militáncia e a todos vocês camaradas.

A luita é longa mas ninguém dixo que isto ia ser fácil. Muitos companheiros ficárom ao longo do caminho, mas entendemos hoje que é parte da luita e da dignidade dos povos. 

Este povo dixo basta e tem posto a andar um processo de luita e de Independência que hoje estamos celebrando e comemorando. 

Luita que nos alimenta a todos os povos do mundo que luitamos pola libertaçom nacional e o Socialismo. 

Recebam um forte abraço de irmaos, de amigos, de camaradas, da Coordenadora Simón Bolívar.

Estamos do lado correto da história e assiste-nos a verdade e a razom.

Viva a Independência Galega!

Viva a luitas dos nossos Povos pola Libertaçom Nacional e o Socialismo!

Só a luita nos fará livres! 

Pola Coordenadora Simón Bolívar, o camarada Juan Contreras. 

Saúde camaradas!

REPÚBLICA DOMINICANA

Abraçamo-las, abraçamo-los no seu dia desde a Pátria de Caamaño, líder político-militar da Revoluçom Democrática-Popular e da guerra contra o invasor ianque em 1965, onde renascem as esperanças libertárias em forma dum imenso clamor verde contra o regime de corruçom e impunidade imperante.

Nom à opressom do Estado espanhol!

Nom às grotescas intervençons imperialistas!

Estamos com a luita pola soberania e autodeterminaçom dos povos oprimidos.

SOCIALISMO OU BARBÁRIE!

Narciso Isa Conde

Movimiento Caamañista-MC

Izquierda Revolucionaria-IR

18-07-2017, Santo Domingo, RD.

CHILE

Caros companheiros de Agora Galiza, recebam um fraternal e caluroso saúdo do Movimento Patriótico Manuel Rodríguez.

Apesar da distáncia sabemos das luitas que livra o Povo Galego por libertar-se das ataduras capitalistas-coloniais.

O 25 de Julho é umha data que lembra a luita de independentistas e revolucionári@s. Muito sangue dos que querem liberdade e emancipaçom tenhem corrido por essas terras. O assassinato e a morte dos seus melhores filhos e filhas foi o preço por opor-se ao fascismo.

Hoje quiçás nom som os melhores momentos para as forças revolucionárias que querem transformar de verdade a sociedade injusta e prisioneira, mas nom existe outro caminho que seguir luitando com todas as forças opressoras.

Nós desde aqui, luitando dia a dia, contra o mesmo inimigo queremos enviar-lhes este menssagem de alegria e de profunda conviçom, de confiança infinita num futuro melhor para os nossos povos.

Despedimo-nos cumha arenga dum dos nossos patriotas no seu despreço ao invasor espanhol:

Que parede nom tem colorado o sangue dos seus irmaos? Que rua nom tenhem barrido os seus corpos exánimes e ianda vivos?

Qual das vossas casas nom sinte umha privaçom, um desastre e cem milhares de negras injúrias? Ponde-o frente desta muralha nevada. Fazede-lhe abrir os olhos até onde atinge a vista. Representade-lhe que muitos dos vossos irmaos se nos separam pola redondez inteira de meio globo e o que mais imediato nos tende as maos ao outro lado de tam grossos montes. Se a sua suja indolência é maior que todo, se nada lhe conmove, deixade-o com despreço a fartar-se dessa porca vida entre os detestáveis ministros de sacrifícios tam imponentes. Por mim juro-vos que enquanto a minha pátria nom seja livre, que enquanto todos os meus irmaos nom se satisfagam condignamente, nom soltarei a pena nem a espada, com que ansioso “assejo” até a mais difícil ocasiom de vingança. Juro-vos que cada dia de demora se dobrará este desejo ardente para sacar dos profundos infernos o tiçom no que devem queimar-se os nossos tiranos e os seus infames, os seus vis sequaces”. (Manuel Rodríguez Erdoyza).

Direçom Nacional do Movimento Patriótico Manuel Rodríguez, Chile.

BRASIL

O PCB transmite sua solidariedade internacionalista ao povo trabalhador galego no seu Dia da Pátria.

Para os comunistas, a luta pela independência e a soberania nacional deve ser condicionada à estratégia da revolução socialista e conjugada às bandeiras e aspirações do proletariado.

Neste 25 de Julho, manifestamos o nosso apoio à reivindicação de uma Galiza soberana e socialista.

PCB (Partido Comunista Brasileiro)

Comissão Política Nacional

EQUADOR

Companheiros e companheiras de Agora Galiza.

Desde o Equador, a Unidade Popular manifesta a sua fraterna saudaçom polo Dia da Pátria Galega, que se comemora este 25 de Julho, de maneira especial o nosso reconhecimento para a organizaçom socialista, feminista e de libertaçom nacional Agora Galiza.

Unidade Popular, organizaçom da esquerda revolucionária do Equador, respalda a luita pola libertaçom nacional do povo galego, o seu incansável esforço por romper as cadeias que pretendem desconhecer a Pátria Galega e a resistência das suas organizaçons sociais e populares que nom abandonam o sonho independentista.

Atentamente,

Geovanni Atarihuana Ayala

Diretor NacionAL

ITÁLIA

Mensagem de saudaçom da Rete dei Comunisti da Itália

Com ocasiom do Dia da Pátria Galega enviamos a Agora Galiza e a todo o povo galego o nosso saúdo de solidariedade internacionalista. 

Hoje em dia a luita de libertaçom nacional dos povos, dentro do espaço europeu, adquire novos significados, porque já nom está confrontada só ao centralismo opressor dos Estados e à exploraçom capitalista, senom também a essa nova grande gaiola de povos e trabalhadores que se chama Uniom Europeia.

No nosso país, junto com outras forças de classe e progressistas, estamos desenvolvendo umha campanha politica, sindical e social chamada Eurostop. Nom poderemos avançar na construçom dumha sociedade mais livre, solidária e justa sem quebrar com a Uniom Europeia, com os seus tratados, com as imposiçons do Banco Central e da oligarquia continental que reduz democracia e direitos (sociais, civis e nacionais) à procura da sua hegemonia mundial em competência com outros pólos capitalistas e imperialistas.

Da mesma forma, nom poderemos luitar contra a guerra, o imperialismo e o colonialismo sem romper com a NATO e obstaculizar a criaçom dum Exército Européu.


Contra o inimigo comum os povos em luita, as classes populares e todos os explorados tenhem que unir-se e agir juntos. Enviamos-vos o nosso desejo que o povo galego poda pronto ser livre e começar a construir umha sociedade socialista contribuíndo assim para a libertaçom de todos os povos do continente.

Um abraço internacionalista desde a Itália.

PARAGUAI

Asunción, 20 de julho de 2017

Caros e caras camaradas,

Dirigimo-nos a vós, a todos os camaradas de Agora Galiza e a todo o povo da Pátria Galega aos efeitos de saudá-los no Dia da Pátria Galega.

A cem anos da Revoluçom bolchevique é importantíssimo lembrar ao mundo que as comunistas e os comunistas buscamos superar um sistema de despojo, de saqueio, de fame e de morte.

Forjar e tomar o poder, para construir juntas, juntos, a sociedade onde caibamos todas e todos com a garantia que as nossas potencialidades podam desenvolver-se e enriquecer-se permaneamente, é o mais belo desafio que podemos assumir as mulheres e os homens que pretendemos um mundo que garanta a vida, o pam e a paz ao que chegaremos construindo o socialismo e a sociedade comunista.

A intençom do Partido Comunista Paraguaio é promover, estimular, afortalar a imperiosa necessidade de desenvolver a integraçom das luitas populares cumha crescente orientaçom revolucionária. É por isso, que manifestamos a nossa mais profunda solidariedade com a luita do povo irmao galego.

Os comunistas paraguaios e as comunistas paraguaias estamos orgulhosos e orgulhosas do independentismo revolucionário de Agora Galiza e que o povo irmao da Pátria Galega se mantenha em pé de luita pola sua libertaçom nacional, levantando as bandeiras do socialismo e o feminismo revolucionários.

Comité Central do Partido Comunista Paraguaio

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Caras camaradas,

Enviamos esta saudaçom de solidariedade com o povo galego nesta data tam sinalada, como mostra do nosso apoio à vossa luita pola autodeterminaçom e libertaçom do opressivo Estado espanhol e também polos direitos das mulheres de todo o mundo.

Como leninistas, entendemos e apoiamos a luita de todos os povos e naçons, incluíndo a independência, que é um direito.

Entendemos também que no mundo em que vivemos em 2017, dominado polos EEUU, a Uniom Europeia e o imperialismo japonês, apenas há umha maneira para que a classe obreira das pequenas naçons ganhe a sua luita polo socialismo, a cooperaçom das trabalhadoras e trabalhadores de todo o mundo.

Tendo em conta todo isto enviamos a nossa mensagem a Agora Galiza e desejamos à sua militância muito sucesso, e também para as mulheres, trabalhadoras e o conjunto da populaçom galega na sua justa luita no Dia da Pátria.

Longa vida à solidariedade internacional da classe trabalhadora!

John Catalinotto and Berta Joubert-Ceci, International Dept. WWP/Mundo Obreiro

Comunicado nº 64: Rebeliom contra a conculcaçom da liberdade de expressom em Compostela.

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Rebeliom contra a conculcaçom da liberdade de expressom em Compostela

Resulta inadmisível que o governo municipal da capital da Pátria reative umha ordenança municipal de indiscutível caráter represssivo que conculca o direito fundamental à liberdade de expressom.

Resulta inadmisível que, nas jornadas prévias ao Dia da Pátria, o alcaide de Compostela, Martinho Noriega, emita um bando municipal ameaçando com sançons económicas que oscilam entre os 1.501 e os 3.000€ à vizinhança que divulgue no coraçom da cidade [“a zona velha”] propaganda anunciando as jornadas patrióticas do 25 de Julho.

Embora a legislaçom vigorante é da etapa dos bipartidos do PSOE-BNG, é inadmisível que o governo de Compostela Aberta, que define à nossa capital como “cidade rebelde”, amague por implementar a política de ameaças e intimidaçons praticada por Conde Roa e o seu governo de delinquentes e fascistas.

Solicitamos a Martinho Noriega que reconsidere esta decisom antidemocrática, contrária aos valores que afirma defender, anulando este bando, evitando assim um artificial conflito com quem realmente amamos e defendemos o património da cidade histórica.

Lembramos ao governo de Compostela aberta que há umhas semanas podia ter evitado a agressom ao noso património histórico no edifício da Algália de Cima após o despejo do centro social Escárnio e Madizer, mas optou por deixar fazer.

Agora Galiza considera que dous anos de legislatura som mais que suficientes para ter derrogado esta ordenança que atenta contra os direios democráticos mais básicos, umha autêntica lei mordaça de ámbito municipal.

Agora Galiza, tal como a esquerda independentista e socialista galega tem historicamente feito perante as políticas repressivas dos governos de Bugalho e os bipartidos com o BNG, nom vai acatar nem submeter-se a esta vulneraçom de direitos democráticos.

Como o exercício de liberdade de expressom é um princípio indiscutível, apelamos a desobedecer o bando do governo municipal de Compostela Aberta, porque é legítimo o direito à rebeliom frente a decisons injustas.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 13 de julho de 2017

COMUNICADO Nº 63: 25 de Julho, Dia da Pátria REBELIOM POPULAR. Independência e Pátria Socialista.

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25 de Julho, Dia da Pátria 
REBELIOM POPULAR
Independência e Pátria Socialista

Espanha é um Estado autoritário em deriva fascistizante. O capitalismo um sistema socioeconómico injusto que gera exploraçom, desigualdade e miséria. O patriarcado um sistema que perpetua a discriminaçom, dominaçom e opressom da maioria social, as mulheres.

Este quadro tam adverso só pode ser transformado mediante um processo revolucionário de orientaçom socialista dirigido pola classe trabalhadora. Sem a auto-organizaçom e a mobilizaçom permanente do povo trabalhador nom será viável a necessária ruptura.

Nem Espanha, nem o capitalismo, nem o patriarcado som reformáveis. Estes som os inimigos reais da nossa classe, da nossa naçom e das mulheres.

A alternativa populista à multicrise do regime espanhol postfranquista, que se agudiza de forma paralela à crise estrutural do capitalismo, só conduz à derrota porque as suas deficiências congénitas tendem à conciliaçom e o pacto e porque nom questiona o paradigma centralista do chauvinismo espanhol.

O aparente sucesso da via eleitoral tem anestesiado o movimento popular, tem desmobilizado à classe trabalhadora, tem constringido a luita de libertaçom nacional da Galiza, tem abduzido e esterilizado a capacidade combativa de importantes segmentos populares.

A alternativa ao regime bourbónico emanado do lifting franquista, nom emergerá de moçons de censura nem de maiorias aritméticas eleitorais. A rua é o espaço onde se forjará e reconfigurará a alternativa operária e popular frente este presente de miséria carente de um futuro melhor.

A crise capitalista nom só provocou a perda de direitos laborais, corte de liberdades, a assimilaçom e agudizaçom da opressom nacional, reforçamento do machismo e do patriarcado; a crise capitalista também provocou a implosom das forças revolucionárias galegas. E sem estas ferramentas nom é possível transitar da indignaçom à revolta, da luita espontánea ao combate organizado. Eis polo que a dia de hoje é tarefa prioritária reconstruí-las.

Frente às inofensivas caldeiradas supeditadas à metrópole disfarçadadas de unidades populares, frente ao nacionalismo autonomista de fino verniz soberanista, frente ao independentismo sucursalista, Agora Galiza tem a firme determinaçom de seguir reconstruindo passo a passo a esquerda independentista, socialista e feminista galega. Nom claudicamos, nom repregamos nem arriamos as bandeiras.

Consideramos essencial dotar à classe trabalhadora, à Pátria e às mulheres dumha força política e social para luitar. Para combatermos eficazmente contra o sistema e o regime, nom só contra umha das suas expressons, o PP. Fazemo-lo afastados do fetichismo da alternáncia eleitoral, da política espetáculo, da charlatanaria caudilhista, do quadro autonómico, das instituiçons burgueses.

40 anos de “democracia burguesa espanhola” constatam a necessidade de dinamitar os alicerces do sistema e do regime, e a impossibilidade de regenerá-lo.

Fazemo-lo sem solicitarmos autorizaçom a ninguém, afastados das inércias e as comodidades, armad@s de audácia e ambiçom revolucionária, legitimad@s pola nossa indiscutível trajetória de combate, avalados por décadas ao serviço do povo trabalhador galego. Eis polo que apelamos a quem queira contribuir com o seu talento e força de vontade, com o seu suor e energia, a reforçar as nossas fileiras, que tem as portas abertas. Nada prometemos nem nada damos em troca, salvo fé na vitória popular e na Revoluçom Socialista, e a satisfaçom do dever cumprido.

O direito à rebeliom deve ser o eixo e a guia da prática do movimento de libertaçom nacional galego e a equaçom Independência/Socialismo a centralidade tática e estratégica do nosso horizonte, seguindo os exemplos da Revoluçom Bolchevique e do Che Guevara.

Neste Dia da Pátria manifestamos o nosso compromisso para libertar à Galiza da opressom nacional que padece por Espanha e a UE, tarefa inexoravelmente ligada à superaçom do capitalismo, mediante a construçom dumha sociedade socialista.

A luita é o único caminho!
Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Comunicado nº 62.: 27 de junho, 86 aniversário da República Galega. A POLA SEGUNDA!

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27 de junho, 86 aniversário da República Galega

A POLA SEGUNDA!

Há agora 86 anos umha greve geral de orientaçom revolucionária promovida polo proletariado galego, proclama em Compostela a 1ª República Galega. Uns dia antes na Póvoa de Seabra e em Ourense também se tinha produzido um movimento similar.

A paralisaçom das obras do caminho de ferro Corunha-Compostela-Ourense-Samora, polo recem estreado governo da II República espanhola, estava na origem da indignaçom popular que percorria a Galiza.

Porém, foi na capital galega na tarde do 27 de junho de 1931, paralisada por umha greve, quando umha multidom que tinha realizado um grande comício na Alameda ocupou a praça do Obradoiro e as instalaçons municipais do paço de Rajói para nomear Alonso Rios como presidente da Junta Revolucionária da República Galega.

Este facto ocultado pola historiografia oficial e praticamente desconhecido até nom há muitos anos polo nosso povo possui umha indiscutível releváncia histórica.

Embora a proclamaçom da nossa independência nacional foi efémera pola hábil decisom do governo republicano espanhol de reinicar as obras do ferrocarril, desativando assim o desenvolvimento do movimento insurrecional, trascende ser umha simples declaraçom simbólica.

A recuperaçom da nossa independência e soberania nacional é o cerne da luita de classes na Galiza. Sem recuperarmos a soberania conculcada por Espanha e a UE nom há a mais mínima possibilidade de implementar um programa de reformas visadas para melhorar as condiçons de vida, recuperar e alargar os direitos sociais e as liberdades do conjunto do povo trabalhador.

Simplesmente é impossível iniciar a edificaçom dumha sociedade socialista sem conquistarmos a independência nacional da Galiza.

Carece de percorrido algum toda aquela estratégia que, reivindicando mudanças e transformaçons sociais, nom se incardina na defesa intransigente dumha Pátria soberana. Sem proclamarmos a 2ª República Galega nom podemos construir um País com justiça social.

A defesa do direito de autodeterminaçom, sem condiçons nem restriçons, é o eixo de qualquer programa que se reivindique de esquerda.

A independência nacional da Galiza, e do resto das naçons oprimidas polo Estado imperialista espanhol, é a melhor contribuiçom das naçons e povos trabalhadores como o galego para o debilitamento do bloco de classes oligárquico, e portanto para o processo histórico que favorece também a conquista do poder polo proletariado espanhol.

Negar este direito básico desde postulados aparentemente “progressistas” é umha caraterística histórica das forças da denominada esquerda espanhola, hipotecadas para qualquer processo de ruptura com o regime postfranquista até se libertarem do seu chauvinismo, do seu compromisso com o paradigma burguês da indivisibilidade do mercado denominado Espanha.

Espanha naçom de naçons”, “Estado plurinacional”, “Federalismo” e similares formulaçons que atualmente defendem Podemos, IU e o PSOE, som simples enganos para neutralizar com promessas de reformas da Constituiçom de 1978 a vontade do povo catalám de decidir livremente o seu destino.

Com outra retórica e outras formas coincidem com o PP e o neofalangismo laranja de C´s na perpetuaçom da opressom nacional da Galiza, na negaçom dos nossos direitos como povo.

Frente a este cenário nom cabem meias tintas. Ou se está por manter o status quo imposto há quarenta anos nos pactos da Transiçom de converter a Naçom galega numha simples “Comunidade Autónoma” sem competências nem soberania real, ou se aposta sem complexos nem timoratismos na defesa da independência nacional.

O BNG por muito lifting que se faga continua instalado no autonomismo radical de verniz soberanista, que renúncia à conquista do Estado Galego, e portanto esterilizado para articular um movimento popular visado para a libertaçom nacional. Nom se trata de termos “voz própria” em Madrid para condicionar o governo espanhol e facilitar o encaixe da Galiza em Espanha, e sim de dotar-nos dumha institucionalidade plenamente soberana.

O “soberanismo” de Anova é similar ao do BNG, hipotecado pola sua aliança com o espanholismo e a renúncia ao princípio da auto-organizaçom caraterístico dumha política patriótica e de esquerda.

Neste 86 aniversário da proclamaçom da 1ª República Galega, Agora Galiza manifesta que só umha República Galega de caráter socialista pode abrir o caminho a umha nova Galiza com justiça social, liberdades e plenos direitos. A pola Segunda!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 24 de junho de 2017

Comunicado nº 59: 17 de Maio, Dia das Letras. Na Galiza SÓ em galego. LÍNGUA PROLETÁRIA DO MEU POVO

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17 de Maio, Dia das Letras

Na Galiza SÓ em galego

LÍNGUA PROLETÁRIA DO MEU POVO

Mais um 17 de Maio estamos obrigad@s a sair à rua a defender o nosso idioma, a denunciar a dramática situaçom na que se acha a língua da Galiza, o galego.

Fazemo-lo com um firme convencimento testado nos fracassos contínuos dos 40 anos de acordos “normativos” e “ortográficos” assinados polas forças do nacionalismo galego com os inimigos da Pátria, e portanto da língua galega.

Sim, as cousas claras! Nom funciona a estratégia normalizadora institucional pactuada entre as forças politicas com representaçom no parlamentinho autonómico. Ano após ano o galego perde falantes, basicamente nas franxas etárias mais jovens, sendo um facto mais que alarmante a quebra da transmissom intergeracional.

Mas tampouco funciona a estratégia promovida nestas últimas décadas polas plataformas hegemónicas no ámbito da defesa da língua de Mendinho, Rosalia de Castro, Jorge Amado, Bento da Cruz, Luisa Vilalta e Mia Couto.

Basicamente som duas as razons do fracasso das entidades “normalizadoras”: umha prática de isolacionismo linguístico que evita a confluência com o tronco comum, com o resto dos países do mundo que usam o galego-português. Somos um idioma internacional, nom somos umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza.

Cada dia que passa está mais claro que o reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom a que o nosso idioma está submetido pola abafante influência do espanhol. O reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

E obviamente a segunda causa som os complexos e timoratismos das forças políticas maioritárias com centro de gravidade na Galiza, instaladas na difusa demanda do direito de autodeterminaçom e na metafísica reivindicaçom com a boca fechada da soberania nacional.

Pois o futuro do galego está indisoluvelmente ligado à conquista da independência nacional para recuperarmos a soberania conculcada há 5 séculos, data do início do progressivo processo de espanholizaçom.

Só um Estado galego plenamente independente e soberano poderá normalizar o galego como a língua nacional da Galiza.

A abafante presença do espanhol nas nossas vidas fai com que mesmo a comunidade galego-falante padeça a hibridaçom da língua que emprega, com crescentes interferências nom já só no léxico e na morfo-sintaxe, senom também na prosódia e o sotaque, que coletivamente som cada vez menos galegas e mais espanholas, o que se pode comprovar com qualquer falante adulto ou idoso de que se conservem gravaçons da sua fala.

O galego reintegrado é a forma autótone do que internacionalmente se denomina português, mas nom é nem deve ser o padrom de Lisboa. Temos umha norma própria, patriótica, que devemos conservar como parte da nossa idiosincracia nacional.

Como já é umha nefasta tradiçom, nas jornadas prévias a este novo Dia das Letras voltaremos a assistir à habitual cerimónia da confusom. Da extrema-direta espanholista governante, disfarçada de regionalismo, até a “nova” social-democracia, praticamente todos falarám das vitudes da nossa língua “sem impossiçons”, e do galeguismo “bem entendido”.

Enquanto isto acontece o BNG e as suas entidades satélites seguem com o ritual de brindes ao sol, emprazando o PP a que se comprometa numha estratégia antagónica com os seus planos destrutivos e aniquiladores da língua proletária do nosso povo.

Porque contrariamente ao que afirma “Queremos Galego”, nom existem razons para que a “Junta de Feijó corresponda a dignidade que o povo mostra mantendo viva a sua lÍngua”.

A direçom da sucursal galega do PP tem abraçado as mais ultras teses do supremacismo espanhol, embora tente dissimulá-lo com declaraçons e campanhas tam estéreis como hipócritas.

Nom se producirám avanços quantitativos nem qualitativos na recuperaçom de falantes e de espaços do galego enquanto as forças agrupadas à volta dessa entidade nom apliquem a legenda da manifestaçom nacional do Dia das Letras que Agora Galiza apoia. Enquanto sigam pondo “limites ao galego” como língua internacional caminharemos inexoravelmente face ao nosso suicido como povo com cultura e língua milenária.

Só um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaço sociais, fundamentado na defesa intransigente do monolinguísmo social e o reintegracionismo lingüístico, visado na conquista da nossa plena emancipaçom nacional, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos castros e dos mil rios.

Estamos a tempo de evitar a desgaleguizaçom!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 17 de Maio de 2017

Comunicado nº 57: Só o povo trabalhador movimentado na rua pode provocar a queda do governo bandido do PP.

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Só o povo trabalhador movimentado na rua pode provocar a queda do governo bandido do PP

A moçom de censura contra o governo do PP anunciada por Podemos é umha manobra estéril de distraçom sem percorrido algum. A iniciativa promovida por Podemos e as suas “confluências” nom passa de puro show político, porque nom conta de antemao com os apoios necessários para forçar a queda do governo bandido de Mariano Rajói.

Nem o PSOE nem o neofalangismo representado por C´s vam apoiar a proposta anunciada hoje por Pablo Iglesias, porque ambas forças estám comprometidas a lume com a “estabilidade política” que exige Bruxelas, Berlim e o Ibex 35 para assegurar a implementaçom das novas agressons contra a o povo trabalhador em direitos e liberdades.

A moçom de censura nom pode pois prosperar! Esta iniciativa estéril novamente nom passa de ser umha válvula de escape empregada polo populismo socialdemocrata que só fortalece a ilegítima institucionalidade da “democracia” espanhola.

Claro que o governo gansteril do PP tem que ser tombado! Mas a única possibilidade real de conseguir a sua queda será na rua.

O povo trabalhador movimentado e unido em defesa dumha nova ordem social empregando a rua como espaço de luita conseguirá o que nom se pode lograr nas Cortes espanholas nem nos gabinetes dos partidos comprometidos com a lógica da Constituiçom do 78.

Espanha caminha a ser um estado falhido, sob o controlo dumha oligarquia tam depredadora como corrupta que aplica receitas de destruiçom maciça contra a classe trabalhadora, contra a maioria social enquanto saqueia obscenamente, sem o mais mínimo pudor, as arcas públicas.

Os sucessos em curso nos que estám involucrados altos dirigentes do PP, do PSOE e da antiga CiU, ministros, secretários de Estado, alguns dos mais destacados oligarcas, banqueiros, diretivos dos meios de [des]informaçom, altos funcionários do poder judicial, em definitva o conjunto das elites do regime, som consequência direta da segunda restauraçom bourbónica que maquilhou o fascismo numha pseudademocracia burguesa.

Sem questionar pois os alicerces do regime e portanto sem umha estratégia visada para a sua transformaçom mediante umha política genuinamente rupturista todas as propostas regeneracionistas, reformistas, democraticistas, nom som mais que água de bacalhau.

Nom nos deixemos enganar polas apariências. O novo reformismo solicita comparecências parlamentares, explicaçons institucionais, mas nom se atreve nem tem vontade política para iniciar um ciclo de mobilizaçons populares visadas para vertebrar um movimento em prol de ilegalizar o PP e abrir um processo constituínte que abra umha fase de democratizaçom real onde os povos trabalhadores das naçons oprimidas decidamos livremente o nosso destino.

Agora Galiza denuncia a nova fraude podemita que só contribui para reforçar o regime. A multicrise que padece o Estado espanhol [económica, política, institucional] nom tem saída eleitoral. Só umha Revoluçom popular de orientaçom socialista poderá enviar ao lixo da História Rajói, Feijó, Felipe González, Susana Díaz, Albert Rivera, o clam Pujol, Rato, Blesa, Villar Mir, Amancio Ortega, Moix, à monarquia bourbónica, e abrir um processo de construçom dumha sociedade livre e igualitária.

Pois do contrário os partidos da “esquerda” institucional com os seus compromissos e ataduras com a lógica do regime estám favorecendo a criaçom das condiçons subjetivas para o eclosinar da alternativa fascista face à que se desliza cada vez mais setores da burguesia.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 27 de abril de 2017

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A IGNOMÍNIA DO PARDO

PP, PS E SYRIZA APOIAM ATAQUE IMPERIALISTA CONTRA A SÍRIA

No franquista palácio madrileno de “El Pardo” tivo lugar 10 de abril a III Cimeira dos Estados do sul da Europa que formam parte da UE.

Mariano Rajói exerceu de anfitriom na reuniom à que assistírom os primeros ministros da Itália, Paolo Gentiloni; de Portugal, António Costa; da Grécia, Alexis Tsipras; de Malta, Joseph Muscat; mais o presidentes de Chipre, Nicos Anastasiades, e da França, François Hollande.

O encontro constatou a fraude da nova política à hora de defender umha Europa alternativa à dos monopólios, os Estados, a guerra, a xenofobia e o patriarcado.

 

Tanto Alexis Tsipras, líder da Syriza grega, como António Costa, o primeiro ministro do governo português do PS apoiado polo reformista PCP e a nova socialdemocracia do Bloco de Esquerda, fechárom fileiras com os mandatários mais ultraliberais.

Um dos acordos mais destacados da declaraçom conjunta foi o apoio implícito ao ataque imperialista ianque contra a Síria realizado na madrugada de 7 de abril.

O manifesto pactuado entre os sete mandatários afirma que “O uso reiterado de armas químicas na Síria, tanto por parte do regime de Asad desde 2013 como por parte do Daesh, constituem crimes de guerra”. Para dissipar qualquer dúvida do alinhamento com o imperialismo os sete Estados consideram que “O ataque lançado polos EUA contra a base de Al Shayrat, na Síria, tinha a intençom compreensível de impedir e evitar a distribuiçom e o uso de armas químicas e centrou-se neste objetivo”.

Mais umha razom para apostarmos sem ambiguidades pola independência da Galiza e a saída da UE, pola construçom dumha Europa socialista de povos livres e soberanos.

Comunicado nº 55: 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. ORGULHO OPERÁRIO. Luitando há futuro.

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1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

ORGULHO OPERÁRIO

Luitando há futuro

A ofensiva da burguesia e do imperialismo contra a classe trabalhadora e os povos semelha nom ter fim.

Após quase umha década padecendo as consequências da crise global do capitalismo, as condiçons de trabalho e de vida da imensa maioria social que configuramos o povo trabalhador galego nom cessam de retroceder.

Aos elevados índices de desemprego crónico, de precariedade laboral, de baixos salários, de pensons de miséria, de perda de direitos laborais, de emigraçom, de sinistralidade laboral, devemos acrescentar o paulatino processo de deterioramento da sanidade, da educaçom pública, dos serviços sociais, por mor da sua privatizaçom.

A “anunciada” falência da Segurança Social e portanto dos sistema público de pensons fai parte deste processo de saqueio do público pola irrefreável voracidade burguesa.

No quadro desta guerra sem quartel da burguesia contra a classe operária devemos entender as restriçons nas já de por si raquíticas liberdades e direitos, mais o incremento da repressom laboral, judicial e policial, assim como da manipulaçom e censura nos meios de [des]informaçom.

A recente condena a prisom dumha jovem tuiteira por exercer o direito à liberdade de expressom, opinando sobre a execuçom do presidente do governo espanhol de 1973, -tal como outras condenas parecidas por factos similares-, exprime a involuiçom reacionária e fascistizante do regime espanhol.

Luis Carrero Blanco era o número 2 do franquismo, umha ditadura terrorista imposta a sangue e fogo sobre o povo trabalhador galego como consequência da vitória militar derivada do golpe de Estado de 18 de julho de 1936.

A execuçom do almirante fascista foi justa e necessária, pois a rebeliom armada e a autodefesa é um direito legítimo da classe trabalhadora e dos povos perante regimes tiránicos.

Que a “Audiência Nacional” como continuadora do TOP [“Tribunal de Ordem Pública”] franquista considere que emitir opinions favoráveis à execuçom do hierarca fascista, 44 anos depois do seu voo ao inferno, é umha “humilhaçom às vítimas do terrorismo”, constata a natureza infame da segunda restauraçom bourbónica.

Mas perante esta situaçom tam dramática a nossa classe continua lamentavelmente delegando a nossa representaçom à pequena-burguesia e à burocracia sindical.

Neste 2017, ano do 50 aniversário do assassinato do Che na Bolívia e do 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique, devemos extrair leiçons históricas que nos permitam despreender-nos das hipotecas e inércias impostas polo reformismo que esterilizárom e adulterárom a luita obreira até o extremo de praticamente invisibilizá-la.

A nossa luita como classe tem como objetivos atingirmos melhoras salariais, melhoras das nossas condiçons laborais, assim como direitos sociais e liberdades, mas nom só.

A luita da classe trabalhadora galega deve estar encardinada a derrubarmos o capitalismo. Nom a contribuir para gerí-lo melhor pois este sistema intrinsecamente corrupto e depredador, baseado na exploraçom dumha minoria sobre a imensa maioria, de uns países imperialistas sobre o resto dos povos do mundo, simplesmemte nom é reformável.

A história da luita de classes tanto na Galiza como a escala mundial tem demonstrado de forma sistemática a impossibilidade de reformá-lo. Nom se pode mudar mediante aritméticas eleitorais, há que destruí-lo por meio dumha revoluçom. Eis a tarefa estratégica da classe trabalhadora e da sua vanguarda, o proletariado: acumular forças, organizar povo para desputar o poder, nom só o governo de turno.

Nom podemos esquecer que todos os direitos, sem exceçom, que até há uns anos “desfrutávamos” som fruto da nossa luita organizada como classe. Nada nos foi entregue gratuitamente, de forma voluntária e pacífica. Todo, completamente todo, foi logrado por meio da luita. É resultado de mais de um século de greves, manifestaçons, barricadas, combates de rua, revoltas, rebelions, revoluçons, sempre com a fábrica, o centro de trabalho e a rua como eixo central.

O 1º de Maio é umha data adequada para que a classe obreira galega reflita e avalie a funesta situaçom em que nos achamos, derivada da inexistência dumha linha genuína e coerentemente classista, da nossa fagocitaçom polas fraudulentas forças ”ruturistas”. Simples espaços interclassistas da “gente” e da “cidadania” que só defendem os interesses dos setores intermédios progressistas.

Sem recuperarmos a linha da confrontaçom, sem superarmos as práticas mornas e conciliadoras das organizaçons de “esquerda” hegemónicas, sem batalha ideológica, sem coragem e e audácia, tam só seguiremos caminhando face ao precipício.

É hora de quebrar com o pactismo do sindicalismo hegemónico, de abandonar o fetichismo eleitoral, o ilusionismo de que maiorias aritméticas parlamentares ao PP som a única via para recuperar o perdido e iniciar a contraofensiva popular.

Os continuistas governos municipais da nova e velha “esquerda”, o governo grego da Syriza, demonstram este erro que tanto nos custa admitir.

As políticas ultraliberais de cortes e austeridade só se derrotam na rua com um povo organizado e em luita, movimentado sob um programa operário, popular, patriótico e feminista, de rutura com o regime do 78, por organizar umha saída revolucionária à crise capitalista, visada para a recuperaçom da independência e a soberania nacional da nossa Pátria, a Galiza.

Só umha Revoluçom Socialista logrará que as nossas filhas e os nosso filhos, as nossas netas e os nossos netos nom tenham umhas condiçons de trabalho e de vida similares ou inclusive piores às que tinham os nossos pais e avôs.

Neste 1º de Maio de 2017, Agora Galiza transmite a sua solidariedade internacionalsita à classe operária de todo o mundo e aos povos como o venezuelano, sírio, palestiniano, iraquiano, iemenita, catalám, cubano, do Dombass que resistem e combatem as embestidas do imperialismo.

Viva a luita operária!

Viva a classe operária galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1º de Maio de 2017