2017 A REVOLUÇOM SOCIALISTA É A ÚNICA ALTERNATIVA. ATÉ A VITÓRIA SEMPRE!

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2017
A REVOLUÇOM SOCIALISTA É A ÚNICA ALTERNATIVA
ATÉ A VITÓRIA SEMPRE!

No novo ano que hoje inícia comemoramos duas efemérides de transcendência incomensurável para a luita revolucionária, a liberdade e a emancipaçom dos povos: o centenário da Revoluçom Bolchevique e o assassinato do comandante Che Guevara.

A Revoluçom de Outubro e o exemplo guevarista som fonte permanente de inspiraçom na luita de libertaçom nacional galega porque os seus objetivos e fins seguem mais vigentes que nunca neste século XXI.

Denantes mort@s que escrav@s!
Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza
Na Pátria, 1 de janeiro de 2017

Comunicado nº 49: Agora Galiza deseja feliz 2017 e próspera luita de classes.

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Agora Galiza deseja feliz 2017 e próspera luita de classes

De maneira algumha o balanço do ano que agora finaliza nom pode ser positivo para o nosso povo e a nossa classe.

Novamente os 365 dias que nos precedem estám carregados de agressons e retrocessos nas conquistas e direitos do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, de medidas visadas para impossibilitar a perdurabilidade da Naçom galega.

Lamentavelmente o ano 2016 nom foi aproveitado pola Galiza do Trabalho para reorganizar as ferramentas defensivas e de luita imprescindíveis para derrotar as políticas de cortes e austeridade impostas polo capitalismo para que exclusivamente os de baixo paguemos a sua crise.

O ilusionismo eleitoral que promovem as forças reformistas operantes no nosso país [Marea e BNG] constatou as suas inerentes limitaçons congénitas para abrir um novo ciclo de organizaçom e mobilizaçom social imprescindível para promover a mudança social.

Continuar a concentrarmos o combate no campo de batalha eleitoral só assegura perpetuar a nossa derrota como classe e como povo, pois as normas de jogo estám trucadas e no hipotético caso de perderem nom vam aceitar e muito menos permitir a nossa vitória.

A leiçom histórica do Chile de Salvador Allende assim o confirma. A vigência desta lei da luita de classes a escala internacional contuinua intata nas mais recentes experiências de governos progressistas, onde a muito mais mornas e inofensivas alternativas socialdemocratas nom se lhes permite gerir o capitalismo.

Nom só temos que retrotraer-nos à brutal repressom emanada do golpe de estado fascista de 18 de julho de 1936 que converteu a Galiza num imensa fossa comum e num gigantesco campo de concentraçom.

As atuais gestons municipais de algumhas das grandes cidades polas emergentes candidaturas socialdemocratas constatam que nom é viável empregar as instituiçons do regime postfranquista para dinamitá-lo. Os verdadeiros poderes fáticos do establishment nom permitem às confluências municipais entre o espanholismo progressista e as cissons do nacionalismo galego implementar o seu comedido e raquítico programa regeneracionista e democrático-burguês.

Semelha que o movimento popular esqueceu a leiçom de há 80 anos. Hoje o nosso povo numha conjuntura muito mais adversa, caraterizada pola carência de classe trabalhadora organizada e consciente, e sob exclusiva hegemonia dos setores intermédios, continua abduzido pola via institucional como caminho preferencial para alterar os planos depredadores de um capitalismo senil disposto a todo para alargar a sua lenta agonia.

A persistência e agravamento da atual derrota ideológica da esquerda só tem aprofundado no refluxo histórico no que nos achamos, onde as perspetivas claras de recuperaçom semelham ainda muito afastadas e complexas.

Na permanente renúncia do programa tático e estratégico polas políticas claudicantes derivadas da direçom pequeno-burguesa mutando os objetivos revolucionários pola “gestom democrática” do capitalismo, e a errónea leitura das causas da implosom da URSS há agora 25 anos, acharemos as principais causas do atual estado de esterelizaçom do movimento operário e popular.

Umha das leituras imprescindíveis para o caminhar no novo ano que agora iniciamos é sermos capaces de assimilar que a burguesia espanhola em 2016 saiu vitoriosa do[s] golpe[s] de estado que lhe permitiu recuperar a iniciativa.

Golpe mediático permanente contra a “nova política” e golpe institucional contra a reorientaçom de relativa autonomia do PSOE promovida por Pedro Sánchez.

O complexo processo que facilitou a segunda investidura de Mariano Rajói em 29 de outubro e a prévia terceira vitória eleitoral de Feijó derivam da imposiçom polo Ibex 35 e a troika ditatorial “europeia” de duas medidas excepcionais: quebrar o PSOE e iniciar o processo de rutura de Podemos.

Deste jeito o monopartidarismo bicéfalo senta novas bases para recuperar a centralidade no taboleiro político e desinchar a funcionalidade do balom mediático podemita, afastando-o de qualquer possibilidade de optar a gerir o governo espanhol.

O mesmo acontece com o neofalangismo do novo Rivera. A mesma banca que o promoveu também acabará desmontando-o como antes fijo com a UPyD, da qual já quase ninguém se lembra.

Perante este cenário tama adverso só cabem duas vias:

Ou bem deixar-se arrastar polo desencanto e o derrotismo que provocou a implosom da nova esquerda independentista galega há ano e meio, refugiando-se na via do “pinheirismo” culturalista reintegracionista, abraçando o amorfismo e oportunismo do unitarismo setorial carente de projeto estratégico revolucionário. Ou bem perserverar na defesa intransigente dos objetivos estratégicos da Revoluçom Galega, do projeto socialista e feminista de libertaçom nacional que é a essência da nossa constituiçom como força política em julho de 2015.

Em Agora Galiza somos plenamente conscientes que a nossa opçom de evitarmos atraiçoar o nosso insubornável compromisso com a luita de libertaçom nacional e social, que a decisom histórica de evitarmos arriar as bandeiras do projeto da classe operária e do conjunto do povo trabalhador e empobrecido, da Galiza humilde e negada, conlevava irremediavelmente iniciar um longo percorrido em solitário, essencial para reconstruir bases sólidas que permitam reimpulsionar o socialismo independentista.

O tsunami ideológico do capitalismo que tem arrasado com praticamente a totalidade das forças políticas e sociais revolucionárias galegas, mas também a escala planetária, nom é um processo eterno. Eis polo que a nossa linha tática gravite no confrontaçom ideológica que facilite deslindar politicamente para organizar povo trabalhador e acumular forças rebeldes.

Em 2016 nom logramos mais que sentar algumhas bases para estarmos em melhores condiçons de implementar com êxito a linha do independentismo socialista galego.

Um projeto genuinamente de classe, afastado do independentismo etnicista, pois nom temos vocaçom algumha de ser um apêndice “radicalizado” do nacionalismo identitário e interclassista.

Neste contexto convulso de profunda crise do regime de 78, de crise estrutural do modo de produçom capitalista, de caos e guerra global imperialista, é onde vamos que ter que continuar a agir.

O fracasso em curso das “novas” forças políticas eleitorais que pretendiam representar e canalizar o descontentamento e a indignaçom popular perante as políticas reacionárias implementadas polos governos do PSOE e do PP só tem agudizado o atual refluxo da luita de massas.

A realidade constata a correçom dos nossos prognósticos quando descartámos e desmascarámos a fraude que representa a “nova política” e alertámos que só os povos organizados e mobilizados, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, poderám desputar ao Capital a conquista do seu futuro.

A imensa dor que atravessam cada vez maiores segmentos da nossa classe provocada polas lacras do desemprego, da precariedade, da pobreza e da emigraçom, poderiam ser aliviadas momentanemanete com “governos keynesianos”, mas só serám meros parénteses ao nom questionarem os alicerces da exploraçom e da dominaçom que padecemos como povo trabalhador e como naçom oprimida.

Lamentavelmente temos que repetir para o ano que finaliza similar diagnóstico do anterior. 2016 foi um ano nefasto para o conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, que padeceu nas suas carnes o incremento do desemprego, da precariedade laboral, da queda do poder aquisitivo de salários e pensions, o aumento da pobreza e da exclusom social, da emigraçom juvenil, mas também a perda de populaçom, um autêntico galicídio, consequência letal da estratégia assimilacionista da dupla pressom do projeto imperialista espanhol e da UE contra a Galiza.

2016 foi um ano de retrocesso do nosso idioma, de avanço da espanholizaçom do País em todos os ámbitos.

Meia dúzia de mulheres fôrom assassinadas polo terrorismo machista. O feminicídio foi umha constante perante a carência de medidas de choque para evitá-lo, salvo cínicos comunicados de condenas por parte das instituiçons.

Em 2016 o regime implementou todas e cada umha da legislaçom excepcional para restringir liberdades e aumentar o controlo social.

Mais umha vez manifestamos que a imensa maioria dos problemas que padecemos como povo trabalhador e empobrecido, derivam do atraso e dependência que o capitalismo nos tem asignado na divisom internacional do Trabalho. Sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons.

Nom queremos despedir 2016 sem lembrar o mais universal filho desta Pátria, o comandante Fidel Castro, falecido a 25 de novembro na ilha rebelde de Cuba. A sua trajetória de combatente pola Revoluçom Socialista e incansável defensor da soberania dos povos frente o imperialismo, é fonte de inspiraçom para Agora Galiza.

Também manifestar a nosa satisfaçom pola libertaçom de Alepo e a contundente vitória do Exército Árabe Sírio e forças aliadas sobre o terrorismo yihadista promovido, financiado e armado pola NATO e as monarquias feudais do Golfo.

Queremos transmitir umha sincera saudaçom socialista e patriótica a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, familiares e amizades, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2016 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo sírio, palestiniano, curdo, iraquiano, afgao, colombiano, venezuelano, catalám, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

No novo ano que agora inícia comemoraremos duas efemérides de transcendência incomensurável para a luita revolucionária, a liberdade e a emancipaçom dos povos: o centenário da Revoluçom Bolchevique e o assassinato do comandante Che. A Revoluçom de Outubro e o exemplo guevarista som fonte permanente de inspiraçom na luita de libertaçom nacional galega porque os seus objetivos e fins seguem mais vigentes que nunca neste século XXI.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 30 de dezembro de 2016

Comunicado nº48. Posiçom de Agora Galiza sobre o discurso de natal do rei espanhol. 13 minutos de tópicos imobilistas inçados de ausências, manipulaçons e falsidades.

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13 minutos de tópicos imobilistas inçados de ausências, manipulaçons e falsidades.

A tradicional mensagem de Natal do “chefe do Estado espanhol” imposto por Franco é novamente um insulto bourbónico ao povo trabalhador e empobrecido, à Naçom galega e às mulheres.

Felipe VI desde as luxosas instalaçons do palácio da Zarzuela de Madrid ignorou boa parte dos principais problemas que padecemos as imensas maiorias.

O monarca que representa os interesses depredadores do Ibex 35, das multinacionais e da troika, nom realizou a mais mínima mençom às receitas de austeridade e cortes das que se despreendem os baixos salários, as dificuldades para chegar a fim de mês, os contratos precários e eventuais, o desemprego, a emigraçom, as pensons de miséria, a privatizaçom e deterioramento da sanidade da educaçom públicas, dos serviços sociais, o aumento da pobreza e exclusom social.

Nem um só gesto com as vítimas do terrorismo machista, da violência patriarcal.

Nem umha só palavra sobre a corrupçom geralizada que carateriza esta segunda restauraçom bourbónica, sobre a rapina do capitalismo mafioso e gansteril que nacionaliza bancos e negócios falhidos como as autoestradas para -após “resgatá-los”-, vendê-los a preço de saldos à casta de bandidos com vínculos familiares ou de amizade com as camarilhas políticas.

O rei espanhol tam só reproduziu os mantras do falaz discurso da burguesia sobre a “recuperaçom económica”, a recuperaçom da “estabilidade política e a tranquilidade social” derivada da imposiçom do segundo governo Rajói após quebrar o PSOE mediante o golpe institucional de finais de setembro.

Felipe VI reproduziu o desgastado relato do consenso postfranquista, da “coesom social” como gerador de “progresso e benestar”.

Centrou boa parte do seu discurso na defesa intransigente da unidade de Espanha, do quadro de acumulaçom e expansom de capital chamado Espanha, mediante veladas ameaças contra os movimentos de libertaçom nacional e os setores sociais que na Galiza e outras naçons oprimidas defendemos a alternativa independentista.

A coroa espanhola -depositária do pior chauvinismo espanhol-, seguindo a sua tradiçom reacionária de intoleráncia e exclusom, da negaçom do outro, contrária a qualquer convivência, respeito e consideraçom polo diverso, lançou umha clara mensagem de intimidaçom às aspiraçons de liberdade nacional como mecanismo para a mudança social.

Eis o aviso que do seu gabinete de marfim o vozeiro do grande capital arrojou aos que considera os seus súbditos: “vulnerar as normas que garantam a nossa democracia e liberdade só leva a tensons e confrontos estéreis que nada resolvem”.

O filho do caçador de elefantes e amigo da criminal família real saudita dedicou boa parte dos 13 minutos a enfantizar que “nom som tempos para fraturas, para divisons internas” e sim de por o “acento no que nos une”.

Numha indiscutível monstra do empobrecimento moral da arcaica e antidemocrática instituiçom que encabeça, Felipe VI nom só exigiu respeito às leis do capitalismo espanhol, solicitando que “ninguém agite velhos rancores ou abra feridas fechadas”, insultou as dezenas de milhares de famílias cujos seres queridos fôrom reprimidos por defender a legalidade republicana e posteriormente as liberdades cercenadas polo fascismo.

Ao independentismo socialista galego nom nos surprendem as avaliaçons aduladoras dos tradicionais partidos sistémicos [PP e PSOE], nem do novo neofalangismo [C´s], como tampouco as banais e mornas críticas do novo populismo chauvinista socialdemocrata [Podemos].

Assim mesmo nom nos surpreendem a acomplexada e anacrónica defesa da plurinacionalidade do Estado espanhol realizada pola Marea e o BNG. Novamente os reformismos operantes na Galiza optam pola centralidade na sua crítica do regime, renunciando à reivindicaçom e defesa da independência nacional, a única alternativa viável par conquistarmos um futuro digno e derrubarmos este cárcere de povos chamado Espanha.

Unicamente umha estratégia político-social ruturista de caráter anticapitalista cujo eixo gravite na defesa da independência e o socialismo poderá lançar à história este regime e este sistema.

Galiza nom tem rei!

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 26 de dezembro de 2016

Comunicado nº 47. Nem Autonomia nem Estado federal: independência nacional

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Nem Autonomia nem Estado federal: independência nacional

Um dia como hoje de 1980 -coincidindo com a entrada do solstício de inverno no hemisfério norte-, tinha lugar na Comunidade Autónoma Galega um referendo organizado polo Estado espanhol para legitimar a opressom nacional da nossa Pátria.

O conhecido como referendo do Estatuto Autonomia nom foi apoiado pola imensa maioria do povo trabalhador galego que optou por nom participar na consulta.

D@s 2.172.898 galegas e galegos tinham direito a votar, só participárom 614.218, d@s quais 450.556 votárom a favor.

A abstençom atingiu 71.7%. Menos do 21% do recenseamento da altura apoiou o Estatuto que nega a nossa condiçom nacional e o exercício do direito de autodeterminaçom.

Hoje, 37 anos depois desta imposiçom a situaçom da Galiza e da sua imensa maioria social só tem piorado.

A dependência e o atraso da nosso País tenhem-se agravado; os sinais medulares da naçom estám à beira de superar o ponto de nom retorno perante o êxito do processo espanholizador; a dramática queda de populaçom pom em perigo a nossa perdurabilidade como povo diferenciado; as condiçons de vida da classe trabalhadora, das camadas populares tenhem retrocedido; a precariedade laboral e a emigraçom som as únicas alternativas de futuro que o Estado espanhol e a Uniom Europeia oferece à nossa juventude.

Hoje constatamos o fracaso da via estatutária que boa parte do nacionalismo galego de forma ativa ou complexada apoiou e ambiguamente ainda continua a apoiar.

Hoje constatamos o êxito da arquitetura institucional do imperialismo espanhol na Galiza, do modelo vigorante que nega a nosa liberdade nacional e nos converte numha naçom oprimida e negada que impossibilita que a nossa Pátria decida o seu futuro e o nosso povo tenha umha vida digna.

Galiza nom é Espanha, e o nosso futuro como naçom e como povo passa pola conquista da nossa independência nacional, pola saída da UE e das instituiçons internacionais imperialistas a que nos incorporou Espanha [NATO, FMI, Banco Mundial].

Hoje Agora Galiza nada tem que celebrar. Nom reconhecemos a legalidade vigorante espanhola e neste aniversário da negaçom da Naçom Galega consideramos que a melhor contribuiçom para conquistarmos a liberdade nacional sem a qual nom é possível a mudança social passa inelutavelmente por reconstruir o independentismo socialista.

A classe trabalhadora galega, o povo explorado e empobrecido, deve dotar-se das ferramentas de luita e combate sem a quais nem poderemos recuperarmos as conquistas laborais e sociais perdidas, nem muito menos dotarmos-nos dos instrumentos que nos permitam decidirmos por nós mesm@s -sem entraves nem imposiçons-, um futuro de justiça social, liberdade e paz.

A luita pola independência nacional é a única forma de combater coerentemente o regime postfranquista, de acumular forças rebeldes para acabar com este Estado bandido, dirigido por umha casta de delinquentes que só nos impom miséria, repressom e dor.

A alternativa nom passa por reformar a constituiçom espanhola, por mais descentralizaçom administrativa, por solicitar mais competências, por um encaixe da Galiza em Espanha, a única alternativa verdadeiramente de esquerda, ao serviço da imensa maioria social, é a conquista da independência nacional para construirmos umha sociedade socialista.

A auto-organizaçom nacional do povo trabalhador é condiçom sine qua non para incrementar a consciência nacional e reconstruir um movimento de libertaçom nacional sob a direçom da classe obreira, única garantia de vencermos.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 21 de dezembro de 2016

Comunicado nº 46. Só a independência garante o nosso futuro

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Só a independência garante o nosso futuro

A imensa maioria dos problemas que nos afetam como classe e como povo derivam diretamente da carência de soberania nacional da Galiza.

A opressom, dominaçom e exploraçom à que naçom galega está submetida por Espanha é a causa do nosso atraso e dependência.

Sem um Estado galego, sem recuperarmos a independência política como passo imprescindível para atingir a soberania, nom temos hipótese algumha de alterar o rol que o imperialismo -tanto Espanha como a UE-, nos tem asignado na divisom internacional do trabalho. País periférico do que extrair matérias primas, energia e mao de obra barata, onde implantar indústrias de enclave altamente contaminantes.

O atual regime espanhol é simples continuidade natural do franquismo. A “reforma política” da segunda metade da década de setenta tam só legitimou o golpe fascista de 1936 e perpetuou mediante a monarquia bourbónica a exploraçom da classe trabalhadora, o saqueio e empobrecimento da nossa pátria.

Agora Galiza -seguindo a reivindicaçom histórica da corrente do independentismo socialista da que somos herdeiros-, manifestamos a nossa categórica oposiçom à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, estampatada na constituiçom do 78 e no posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

Nom esqueçamos que esta constituiçom ilegítima foi imposta ao nosso povo frente à vontade maioritária das galegas e dos galegos, pois no referendo da altura apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Eis polo que a reivindicaçom do movimento de libertaçom nacional galego nom deve ser nunca pretender reformar este instrumento legal que ano após ano comemoram a 6 de dezembro as forças políticas do regime que padecemos.

As diversas expressons do reformismo, tanto o autótone como espanhol, tam só pretendem fazer mudanças cosméticas do regime visadas para umha democratizaçom e regenaraçom que nom questiona a esência do sistema capitalista nem a específica forma que adota a dominaçom e exploraçom do povo trabalhador e da naçom galega.

Com diversos matizes mas coincidindo no cerne, tanto a estrategia do BNG, como a de Podemos/IU e as suas confluências, nom pretendem superar o sistema capitalista.

Só um processo de rutura revolucionária visado para a construçom dumha sociedade socialista permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A pequena-burguesia hegemónica nas direçons dos partidos reformistas carece da mínima vontade política para confrontar com este Estado terrorista, contra este Estado criminal. Mais alá da atrainte oca retórica que podam empregar praticam políticas conciliadoras e contemporizadoras com a burguesia espanhola e da UE.

Reduzem o conflito a deslocar o PP dos governos de Madrid como da sua sucursal na Galiza por meio da alternáncia política emanada do inofensivo e estéril jogo eleitoral burguês.

Eis polo que hoje a tarefa prioritária do povo trabalhador e empobrecido da Galiza e reconstruir as ferramentas revolucionárias de luita e combate, acompanhada de batalha ideológica que desmascare tanto farsante para podermos impulsionar umha estratégia de combate popular.

Neste 6 de dezembro nada temos que celebrar e muito que repudiar e condenar. E mais quando à medida que a crise sistémica do capitalismo senil se aprofunda o atual regime postfranquista acelera a sua deriva facistizante e mafiosa até extremos recente de eliminar sem pudor algum provas físicas da rede criminal e bandida na que se convertérom as elites dos dous principais partidos sistémicos.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 28 de novembro de 2016

Comunicado nº 44: Novamente Rajói presidirá um governo contra a maioria social e a naçom galega

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Novamente Rajói presidirá um governo contra a maioria social e a naçom galega

À terceira vai a vencida! A última hora da tarde de hoje, sábado 29 de outubro, Mariano Rajói logrou ser investido presidente do governo espanhol com o apoio do PP, de C´s e de três partidos da direita regionalista satélites do PP.

Mas foi a abstençom da imensa maioria dos deputad@s do PSOE atraiçoando o sentir e o desejo dos seus/suas votantes de evitar um novo governo do PP quem permitiu que os bandidos e corruptos voltem a governar o Estado espanhol.

Deste jeito, após dez meses de interinidade, a Uniom Europeia, o grande capital articulado à volta do Ibex 35 e a Casa Real bourbónica logram configurar a tam desejada grande coaligaçom.

Hoje novamente nom houvo grandes surpresas. A renúncia à ata de deputado de Pedro Sánchez só deve ser interpretada como a estratégia adequada para situar-se no melhor posto de saída para voltar optar à secretário geral do PSOE.

Mas contrariamente à leitura de boa parte do reformismo este gesto nem situa Sánchez em parámetros de “esquerda”, nem facilita regenerar este partido, mais similar a umha grande corporaçom para fazer negócios que a umha força política situada no espaço socialdemocrata.

O discurso do reformismo populista considera que esta legislatura será curta e convulsa. Continuam a promover num cenário de adianto eleitoral a ilusom de um cada vez mais plausível governo alternativo o PP, configurado por um conjunto de forças dispares com o PSOE como peça imprescindível.

Mas todo indica que o PSOE de Felipe González e Susana Díaz, o PSOE de Abel Caballero e Carmela Silva, extendeu um cheque em branco a Rajói abrindo as portas para um apoio estável ao governo de bandidos e delinquentes , tal como exige Bruxelas, os monopólios e a Casa Real.

Lamentavelmente as mobilizaçons populares de hoje carecem de umha alternativa à margem do quadro sistémico e da lógica do turnismo eleitoral do regime da constituiçom de 78. Som umha simples válvula de escape para conter o malestar social e impossibilitar que transite face posiçons de rebeliom popular.

Galiza mais umha vez está fora de jogo porque simplesmente os interesses do nosso povo estám invisibilizados nas Cortes pola ausência da esquerda independentista. Nom porque o reformismo autótone careça de representaçom, nem tampouco polo rol de comparsa da Marea no seio do grupo parlementar de Podemos.

Agora Galiza lamenta que Mariano Rajói volte a presidir o Estado imperialista espanhol contra a vontade da imensa maioria social, mas também sabemos que a outra alternativa nom se diferenciaria muito do PP.

Todas as forças com representaçom nas Cortes som obedientes aos diktados da UE. Os diversos reformismos carecem da vontade política para superar o modelo, aspirando no melhor dos casos a implementar um conjunto de medidas meramente democraticistas e regeneracionistas, mas sem questionar o cerne do regime.

Perante este cenário tam adverso nom há mais caminho que o da luita. As políticas ultraliberais e assimilacionistas do PP-PSOE-C´s só poderám ser derrotadas na rua. Mas para lográ-lo é necessário reorganizar e implusionar o espaço da esquerda revolucionária e reiniciar um processo de mobilizaçom obreira, popular e nacional de caráter autónomo às estrategias eleitoralistas e pactistas dos dous reformismos hegemónicos na Galiza.

A nova reforma laboral, os brutais cortes que exige Bruxelas e Berlim e a alteraçom do sistema público de pensons só poderám ser derrotados nos centros de trabalho e nas ruas. O futuro dependerá da capacidade de luita e da combatividade do povo trabalhor.

PSOE-Podemos-C´s-PP a mesma merda é!

Até a vitória sempre!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 29 de outubro de 2016

Comunicado nº 43. Espanha, Estado bandido

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ESPANHA, UM ESTADO AUTORITÁRIO E BANDIDO

A situaçom política espanhola semelha complexa porque as forças do regime estám aplicando o guiom da doutrina do shock, umha terapia social que permite abrandar, domesticar e controlar umha sociedade empregando a desorientaçom que provoca umha catástrofe real ou neste caso umha traumática comoçom social artificialmente provocada.

A suposta deslizaçom face um estado geralizado de “caos” do Estado espanhol perante a incapacidade de conformar governo, agitando o “fantasma” dumhas terceiras eleiçons, facilita implementar o guiom pre-estabelecido, escrito ha muito tempo atrás pola troika e o Ibex 35.

Previamente impossibilitárom um governo alternativo a Rajói impondo o veto ao PSOE da única opçom viável, posteriormente forçárom um “golpe de estado” provocando a queda de Pedro Sánchez como secretário geral e a procura de articular umha maioria aritmética nas Cortes frente o binómio PP/C´s .

Agora o setor mais reacionário do PSOE vai facilitar a investidura de Mariano Rajói. À terceira vai a vencida!

No meio desta permanente turbulência alimentam empregando os seus meios de manipulaçom e controlo social mais inquietude e alarma social, um cenário visado a impor um estado de opiniom entre amplos setores populares favorável à necessidade de finalizar com “inestabilidade da interinidade” e a “urgência de um novo governo” para solucionar os problemas.

Deste jeito, entre filtraçons controladas de dados da investigaçom judicial “Púnica” contra a organizaçom de delinquentes promovida e conformada por dirigentes deste partido, pretendem facilitar a continuidade “natural” do governo bandido do PP que acelere umha nova reforma laboral, os brutais cortes que exige Bruxelas e Berlim e a alteraçom do sistema público de pensons.

Para lograr gerar um estado de opiniom de cansanço e desilusom social, de desmotivaçom popular, contam com o apoio absoluto dos meios de [des]informaçom. Com a imprensa canalha que manipula e minte. Os titulares de hoje dos jornais, assim como as últimas 24 horas de noticiários, crónicas, tertúlias televisivas e radiais, sobre o escracho numha universidade madrilena contra o senhor X dos GAL e o chefe do grupo PRISA, som um exemplo de absoluta manipulaçom mediática.

susana-diaz-felipe-gonzalez

Deste jeito desviam a atençom e/ou ocultam a gravidade da quebra a curto prazo da segurança social e portanto do sistema público de pensons, assim como a dimensom e implicaçons políticas do processo judicial da Gürtel onde se está demonstrando que o PP mediante umha rede mafiosa se financiava de forma ilegal, empregando os mesmos métodos que umha organizaçom criminal.

A inexistência dumha esquerda coerente e combativa com projeçom de massas, que denuncie de forma clara o que está acontecendo, que nom se pregue à ditadura mediática, emancipada da lógica do binómio eleitoralismo/parlamentarismo burguês, facilita o desenvolvimento da doutrina do shock.

A passividade, cobardia e os silêncios das forças da “esquerda” institucional permitem a mais absoluta impunidade dos que pretendem seguir eliminando as conquistas sociais, as liberdades e direitos, dos que querem acelerar a plena assimilaçom da Galiza destruindo a sua identidade nacional.

A alternativa populista da nova socialdemocracia espanhola articulada à volta de Podemos e as suas confluências está constatando a sua incapacidade para agir de muro de contençom da ofensiva reacionária do bloco oligárquico espanhol.

Até agora só logrou desativar a luita de massas, retirando o conflito social das ruas, neutralizando a imensa capacidade de luita da classe trabalhadora organizada e movimentada, substituindo-a polo estéril ilusionismo eleitoral.

O fracasso anunciado da alternativa populista nom só está extendendo o desencanto. O desolador panorama no que nos achamos abona e abre as portas do inferno, alimentando o monstro do fascismo que cresce por toda Europa.

Nestes tempos tam turbulentos e agitados, onde a confusom ideológica e o possibilismo político impedem a vertebraçom do espaço socialista, independentista e feminista galego, o cómodo e fácil é arriar as bandeiras e buscar acovilho entre o reformismo.

Porém, Agora Galiza mais umha vez manifesta a sua firme e insubornável determinaçom de continuarmos com paciência e persistência defendendo que a luita é o único caminho, que sem organizaçons revolucionárias estamos condenados irremediavelmente à nossa derrota como povo e como classse.

Antes mort@s que escrav@s!

Até a vitória sempre!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 20 de outubro de 2016

Comunicado nº 41 25S: Ganhou o PP de Feijó e perdeu o povo trabalhador galego

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25S: Ganhou o PP de Feijó e perdeu o povo trabalhador galego

  1. Os resultados das eleiçons autonómicas de 25 de setembro nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem a para o futuro da nossa naçom.

A esquerda independentista, feminista e socialista galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

  1. A contundente vitória do PP revalidando umha terceira maioria absoluta consecutiva, por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita espanhola, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa como constatam esses 676.676 votos atingidos [47.53%], mais de 1 ponto e médio e por volta de algo mais de 15.000 votos respeito a 2012.

  1. A Marea logrou ficar como principal força da oposiçom. Mas o empate em deputad@s com o PSOE está mui afastado do sorpasso que asseguravam atingir.

O “partido instrumental” continua perdendo apoios respeito às eleiçons de 20 de dezembro de 2015 e de 26 de junho deste ano, embora o espaço que representam avança respeito a experiência de AGE de 2012 quando a aliança entre Anova e IU logrou 200.828 votos [13.91%] e 9 deputad@s.

Os 271.418 votos da candidatura encabeçada por Luís Villares [19.07%]nem lográrom derrotar a maioria de Feijó, nem superar com claridom o PSOE, nem um grupo parlamentar mais afim à linha do beirismo. As diversas fraçons podemitas -hegemónicas entre os 14 representantes-, prognosticam um futuro similar ao de AGE na legislatura 2009-2012: permanente instabilidade e possíveis deserçons.

  1. O PSOE continua com a sua curva descendente, retrocedendo cerca de 50.000 votos, passando dos 297.584 [20.61%]de 2012 a 254.552 [17.88%]. A boicotagem do velho aparelho representado hoje polo cacique viguês Abel Caballero tem enormes responsabilidades na hemorragia de votos.

  1. O BNG também retrocede respeito a 2012, perdendo mais de 25.000 votos, embora fosse alterada a sensaçom subjetiva perante o panorama catastrofista dos inquéritos e a tendência face a marginalidade política derivada das últimas duas eleiçons às Cortes espanholas.

Com 118.982 sufrágios [8.36%]e 6 deputad@s o BNG logra manter grupo parlamentar assegurando a viabilidade económica que lhe permite manter a estrutura burocrática vital para sobreviver politicamente e perpetuar umha linha taticista, corresponsável pola crítica situaçom em que se acha o projeto nacional galego.

  1. O estrepitoso fracasso do neofalangismo representado por C´s é consequência da sua inutilidade na Galiza como partido dobradiça que facilite a governabilidade do PP, tal como foi concebido pola grande banca. 3.38% de apoios nas quatro circunscriçons eleitorais da Comunidade Autónoma representam 48.303 votos, um resultado que pola lei eleitoral fraguista impossibilita estar presente no parlamentinho do Hórreo.verdades-y-mentiras-del-debate-electoral-en-galicia

  2. A abstençom, opçom que Agora Galiza promoveu perante a impossibilidade de promover umha candidatura de esquerda ruptutrista com possibilidades reais de atingir um resultado digno, foi a opçom de 817.702 galegos e galegas. Este 36.25% é inferior substancialmente ao de 2012 quando a abstençom foi secundada por 45.09% do censo.

Consideramos que a opçom adotada foi e é a correta, pois apoiar o nacional-autonomismo impossibilita criar as condiçons subjetivas para dotar a Galiza e o seu povo trabalhador de umha alternativa revolucionária com apoio de massas.

  1. Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar nas urnas. Constatam a incapacidade do conjunto da esquerda, tanto da reformista, como da revolucionária por ganhar o povo trabalhador.

  1. A “nova política” gerada nos laboratórios da burguesia do planalto hispano para evitar, ou polo menos atrasar umha crise institucional e política, para salvar o regime postfranquista, é responsável direta pola atual pax social, pola desmobilizaçom operária e popular, polo fetichismo parlamentar que penetrou entre a juventude galega, fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

Esta campanha eleitoral foi expressom desta inoperante via institucional defendida polo reformismo: o narcopresidente e a sua camarilha gansteril realizárom umha campanha eleitoral sem praticamente serem alterados polos setores mais avançados e combativos da maioria social atingida polas suas políticas de precariedade laboral, perda de direitos, deterioramente e privatizaçom dos serviços públicos, miséria e exclusom social, emigraçom juvenil, destruiçom da nossa língua e cultura nacional.

  1. Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permitam iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real.

Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando ao povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

  1. Enquanto quem cobra um salário de miséria com jornadas laborais extenuantes, o que tem as suas filhas emigradas em Londres, Barcelona ou Berlim ou vendendo a sua força de trabalho aqui em condiçons decimonónicas, enquanto quem é desatendido na sanidade pública com um serviço deficiente, enquanto quem cobre umha pensiom que só atinge para chegar dignamente à metade do mês, siga sendo incapaz de discernir quem son os responsáveis diretos da sua situaçom, o PP na Galiza continuará a ter um poder eleitoral sobredimensionado.

  1. Agora Galiza, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuem alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

  1. O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Esses mais de dous milhons e médio de galegas e galegos que ou bem optárom por votar nalgumha das mais de 20 forças que concorrérom onte, ou bem optárom pola abstençom, é a razom da existência de Agora Galiza. Construir a nova ferramenta de organizaçom, mobilizaçom e combate é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos.

Os resultados de ontem devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 676.676 de 2.701.837 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 26 de setembro de 2016

Comunicado nº 40. PORQUE A “ESQUERDA” ELEITORAL NOM SOLICITA A ILEGALIZAÇOM DO PP?

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PORQUE A “ESQUERDA” ELEITORAL NOM SOLICITA A ILEGALIZAÇOM DO PP?

A baixa voluntária do PP de Rita Barberá após a sua imputaçom, coincide com a retirada da denúncia apresentada por Luís Barcenas contra o seu partido, por ter apagado os discos rígidos dos computadores onde estava registada a caixa B da contabilidade.

Perante esta situaçom a “esquerda” institucional coincide com os meios de [des]informaçom da ditadura mediática espanhola à hora de alimentar umha falsa polémica.

É secundário que a ex-alcaldesa de Valência conserve o seu escano no Senado. Mas ai é onde se concentra a crítica das forças políticas situadas no “eixo da esquerda”, de Podemos/Marea e do BNG.

Esta “esquerda” está tam apodrecida como o regime vigorante no Estado espanhol. Os seus compromissos com a lógica do postfranquismo, com o sistema capitalista, e a composiçom de classe das suas elites, impossibilitam-na para agir com umha linha ruturista.

A prática da conciliaçom e a “responsabilidade” definem o seu ADN político-ideológico por muito palavrório “esquerdista” que às vezes é empregue para satisfazer parte da sua base social que logicamente reclama mais contundência.

A fotografia d@s cabeças de lista de BNG, Marea, PSOE e PP por Lugo para as autonómicas compartilhando entre sorrisos a bandeira autonómica galega, a que nega a nossa condiçom nacional e exprime a opressom que padecemos por Espanha, manifesta de forma gráfica a lógica sistémica da que esta “esquerda” nom quer nem pode despreender-se.

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Numha conjuntura como a atual, na que umha parte importante das elites do PP estám argüidas em centenares de casos de corruçom, no que está mais que demonstrado que o partido de Mariano Rajói e Alberto N. Feijó é umha organizaçom criminal, umha vulgar banda de delinquentes, é ineludível solicitar a ilegalizaçom do PP.

Mas nada disto fam. Alimentam a ilusom de articular no 25S um frente anti-PP, de ativar o voto dos setores que perante a carência de umha alternativa revolucionária no campo eleitoral optamos pola abstençom.

Nom querem derrotar o PP, só pretendem deslocá-lo do centro do tabuleiro institucional, exercendo assim a alternáncia eleitoral que permite a solidez da pseudemocracia do Ibex 35 e os monopólios.

Deste jeito reforçam a lógica “democrática” de um sistema irreformável ao que nom se podem aplicar remendos. Descartando a superaçom do sistema estám contribuindo para a legitimá-lo e salválo-lo.

No equador dumha campanha eleitoral tam anódina como carente da confrontaçom de projetos antagónicos tanto no ámbito de classe como nacional, a esquerda independentista e socialista galega vertebrada à volta de Agora Galiza este 25S apelamos para a abstençom ativa.

Nom nos resignamos a ser meros espetadores de umha farsa que só facilita o nosso empobrecimento e exploraçom como classe e povo, a paulatina destruiçom e assimilaçom da Galiza polo supremacismo espanhol.

É necessário um projeto revolucionário galego ao serviço do povo trabalhador, dirigido pola classe obreira, visado para recuperar a nossa independência e soberania nacional.

Nada disto aparece nem fai parte da prática de Podemos/Marea e do BNG. Eis polo que nom existem razons para emprestar mais umha vez o nosso voto.

25S nom temos porque escolher entre umha falsa disjuntiva. Por este motivo consideramos que nom temos porque optar entre apoiar partidos de bandidos nem forças que no melhor dos casos só prometem remendos.

Agora Galiza apela ao povo trabalhador galego a exercer sem complexos nem má consciência a abstençom ativa.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 16 de setembro de 2016

GALIZA COM O CHILE QUE LUITA POLA REVOLUÇOM SOCIALISTA.

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GALIZA COM O CHILE QUE LUITA POLA REVOLUÇOM SOCIALISTA

No 43 aniversário do golpe de estado de Pinochet contra o governo da Unidade Popular, Agora Galiza manifesta a sua solidariedade internacionalista com o povo trabalhador chileno.
11 de setembro de 1973 era liquidada a sangue e fogo a “via chilena ao socialismo”. O imperialismo norteamericano finalizava com a ilusom reformista de construir o Socialismo sem derruvar o Estado burguês, sem desmontar os seus poderosos mecanismos de dominaçom.
Ao igual que na Galiza de julho de 1936 no Chile de 1973 o legalismo e o fetichismo parlamentarista da esquerda reformista vacilou à hora de armar a classe operária para derrotar a ofensiva fascista, tal como solicitavam as organizaçons revolucionárias.
O presidente Salvador Allende decidiu execessivamente tarde resistir e defender com as armas na mao as conquistas, direitos e liberdades atingidas polo governo da Unidade Popular.

mpmr-chile
A esquerda independentista galega transmite unha saudaçom revolucionária ao Chile insurgente e combativo, ao que nom arria as bandeiras de Manuel Rodríguez, Luis Emilio Recabarren e Miguel Enríquez.

A rebeliom nom só é um direito, é umha necessidade!
A luita é o único caminho!
Até a vitória sempre!