Comunicado nº 82: Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

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Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

A doutrina económica neoliberal galopa desbocada como o cavalo de Atila, arrasando todas as áreas socio-económicas susceptíveis de sustraer lucro.

A realidade que define a situaçom socio-laboral galega carateriza-se polo submetimento à disciplina capitalista da exploraçom, o deslocamento de setores produtivos, a precarizaçom dos que ficam maximizando os benefícios, a destruiçom dos direitos operários atingidos em décadas de luita protagonizadas polo conjunto d@s asalariad@s, a paulatina pauperizaçom que nos conduz a umha vida de miséria, a emigraçom maciça que expulsa da Galiza à juventude mais preparada, …

Este retrocesso histórico, fruto da desmovimentaçom da classe operária, significa que no dia a dia de umha parte cada vez mais ampla do povo trabalhador galego as dificuldades nom param de aumentar para pagar recibos da luz, do aquecimento, dos alugueres, dos impostos, etc. Condenam-nos a viver sem segurança laboral e sem perspetivas de futuro.

No Estado espanhol os governos do PP e PSOE som cúmplices e mans executoras desta doutrina. Responsáveis pola sua implementaçom em conivência com as elites económicas, os sindicatos e o conjunto dos partidos politicos com representaçom institucional, independentemente da descorida bandeira ideológica.

Cada corte cometido polo governo corrupto e mafioso de turno no Estado espanhol, nom é mais que um trasvasse de fundos do público às contas privadas da burguesia da Uniom Europeia.

Os 60.000 milhons de euros com os que contava a caixa das pensons nom tivérom distinto percorrido. O governo de M ponto Rajói vaziou-a através de engenheria financieira, com a autocompra de dívida pública.

A demagogia do neofascismo [PP e C´s] e dos seus acompanhantes do PSOE nom tem limites. Afirmam que nom há dinheiro para assegurar as pensons, porém, há recursos suficientes para salvar a banca, as autoestradas previamente privatizadas, para o incremento dos gastos militares, para manter a parasita Casa Real, para aumentar os obscenos salários da casta cleptrocrática e das forças repressivas.

Na Galiza, governados pola sucursal da organizaçom criminal sediada na rua madrilena de Génova 13, levamos décadas castigados polos planos económicos ditados desde os centros de poder do Ibex 35 e da UE.

Os governinhos submissos assomen com inteira complacência o desmantelamento de todos os setores produtivos e deslocamento das grandes empresas, facilitando com estas medidas que na Galiza tenhamos os salários e as pensons mais baixas do Estado espanhol, a taxa de temporalidade mais elevada, batamos recordes em sinistralidade num mercado laboral onde a precarizaçom é a nota dominante, forçando a emigraçom da juventude.

As conquistas do falso Estado de benestar é um dos doces caramelos nos que estas avespas insaciáveis querem incar o seu venenoso aguilhom.

A paulatina destruçom dos serviços públicos é ja um feito, o seu deterioramento é julgado com parámetros de empresa capitalista que nom da benefício, e por tanto há que fechá-los ou entregar a sua gestom a maos privadas.

O que até o de agora era a tábua de salvaçom económica de muitas famílias que contavam com as pensons dos seus maiores como umha contribuiçom para quadrar as contas mensais, estám padecendo um brutal ataque pola burguesia.

O coletivo de pensionistas ao longo de quase umha década tem visto mermar o seu limitado poder adquisitivo. Primeiro polo seu congelamento e o paralelo incremento dos preços de boa parte de bens de consumo de primeira necessidade: alimentaçom, medicamentos, eletricidade, combustíveis para o aquecimento, etc, provocando que chegar a fim de mês seja um desafio de ansiedade.

Na Galiza 300.000 pensionistas vivem por baixo do umbral da pobreza, 39,2% nem combinando as pensons laborais e de viudedade chegam aos 8.400€ anuais, cifra estimada como umbral da miséria.

As mulheres trabalhadoras som o coletivo mais castigado. 6 de cada 10 som mulheres, que nom chegam aos 639€ mensais, percebendo um complemento de 206€ congelado desde 2011 pola franquícia autonómica de Feijó.

A miséria a que somos empurradas por estes delincuentes a cara descuberta nom afeta só o ámbito estritamente económico.

É pisada a dignidade d@s pensionistas e reformad@s após trabalhar toda umha vida para enriquecer empresários. Aumenta o recurso à beneficiência, aos comedores populares, banco de alimentos, reduzir e mesmo deixar de tomar medicamentos, recurrir a métodos obsoletos para escorrentar o frio.

É o pior está ainda por chegar, se nom se fream estas políticas depredadoras perpetradas pola mais reacionária fraçom da burguesia -a financieira-, com o esvaciamento da caixa das pensons e a deliberada intençom de contratar planos privados.

Com esta operaçom entregará-se um suculento recurso de acumulaçom à fraçom mais parasita, saqueadora e carronheira do capital, que nom só condena o coletivo de pensionistas atuais, hipoteca o futuro das geraçons que hoje som condenadas a trabalho precário,salários de miséria e inestabilidade laboral.

Só a auto-organizaçom socio-política à margem dos partidos institucionais e dos sindicatos entreguistas, a luita organizada e constante, logrará parar os pés a estas políticas antipopulares e antioperárias.

Os direitos conquistados que nos querem substrair devem ter as ruas como principal suporte dos nossos reclamos.

Som o espaço prioritário e imprescindível para recuperarmos os nossos direitos como trabalhadores, estudantes, mulheres e pensionistas. Esta é umha luita de tod@s porque somos ou seremos reformad@s.

É necessária a convocatória dumha contundente e combativa greve geral que paralise todos os setores produtivos para defender as nossas pensions e os serviços públicos, umha greve geral que abra um novo ciclo de luitas, onde a classe operária demonstre a sua imensa força e capacidade para condicionar o presente e consquistar o futuro.

A luita é o único caminho!

Viva a luita da classe trabalhadora!

Na Pátria, 23 de março de 2018

7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela: COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

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7º comunicado conjunto do Manifiesto Internacionalista de Compostela

COM ANNA GABRIEL E O SEU INSUBORNÁVEL COMPROMISSO COM A CAUSA DA REPÚBLICA CATALANA

A via repressiva com a que o Estado espanhol pretende esmagar a justa e necessária causa da República Catalana, só se derrota com firmeza, dignidade e persistência.

A companheira Anna Gabriel encarna estes valores. Hoje teria que comparecer perante o aparelho judicial do postfranquismo. Decidiu nom ir a Madrid e desde a Suiça seguir internacionalizando a luita por umha Catalunha livre, socialista e feminista.

A solidariedade entre os Povos constitui um dos sinais mais importantes das forças revolucionárias.

Hoje Anna Gabriel nom só representa o sentir de milhons de mulheres e homens dos Países Catalans, hoje Anna também representa a milhons de vozes e coraçons de Andaluzia, de Castela, do País Basco, da Galiza, de Portugal, do conjunto dos povos do Estado espanhol, e do mundo, que sabemos que só umha estratégia política e social de rutura com o regime de 78 logrará levantar um muro antifascista frente a deriva autoritária da oligarquia espanhola.

Só com luita poderemos atingir umhas sociedades sem exploraçom nem opressons, a plena liberdade das nossas naçons, e contribuir assim a mudar o mundo.

As organizaçons promotoras do Manifesto Internacionalista de Compostela, queremos manifestar a nossa solidariedade com Anna Gabriel e a CUP numha luita que fazemos plenamente nossa.

Frente aos falsos consensos e as políticas de conciliaçom, a experiência histórica da luita das trabalhadoras e os povos contra o capitalismo e o imperialismo ensinou-nos que a luita é o único caminho. Bravo Anna!

Viva Catalunha livre!

Pola independência dos povos e um mundo socialista!

Tod@s somos Anna Gabriel!

21 de fevereiro de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]

BOLTXE [País Basco]

COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]

INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]

NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]

PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 79. Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

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Solidariedade com tod@s @s represaliad@s por exercer o legítimo direito à rebeldia e desobediência

As políticas ultraliberais implementadas na última década polos governos de Zapatero e de M ponto Rajói, seguindo as instruçons da oligarquia espanhola e os diktames da UE, nom só tenhem provocado a depauperaçom de amplos setores populares.

Tenhem ido acompanhadas por umha bateria de reformas legais visadas para incrementar a repressom, a censura e o corte das raquíticas liberdades e direitos conquistados na luita polo povo trabalhador.

As contínuas modificaçons do Código Penal, a “Lei de Segurança Cidadá”, popularmente conhecida como “lei mordaça”, a reediçom do velho “pacto antiterrorista” sob a nova denominaçom de “pacto antiyihadista”, a “Lei de enjuiçamento criminal”, a criminalizaçom dos conflitos e reivindicaçons operárias e populares polos meios de [des]informaçom burgueses, a cadeia perpétua disfarçada sob a fórmula eufemística de “prisom permamente revisável”, o rearme, incremento e modernizaçom do aparelho repressivo do Estado espanhol, o aumento dos gastos militares, a constante acusaçom de “delito de ódio” contra quem questiona o regime de 78, a conculcaçom permanente da sua legalidade, formam parte de um todo, som diversas peças da estratégia repressiva que procura combater toda forma de dissidência para impor a pax bourbónica e blindar o regime oligárquico.

Boa parte dos processos repressivos estám baseados em acusaçons falsas contra quem legitimamente protesta e exerce o direito à rebeldia, som montagens policiais que procuram esmagar os setores mais combativos com a finalidade de intimidar e provocar um efeito dissuasório.

Os resultados desta estratégia repressiva que acompanha a deriva fascistizante do postfranquismo, é evidente. O atual refluxo e desmovimentaçom é consequência da incorporaçom à lógica institucional de forças e setores populares que participavam ativamente a inícios da década no ciclo de luitas, mas também do temor à repressom derivado do endurecimento do regime e a aplicaçom destas leis de excepçom.

A justiça espanhola é basicamente umha justiça burguesa. Benévola com os ricos e poderosos, e brutal com as pobres e oprimidas.

Assim devemos entender as desproporcionadas e disparatadas solicitudes de prisom e multas contra as pessoas identificadas e detidas por exercerem solidariedade contra a repressom policial no despejo do centro social Escárnio e Maldizer, contra os 12 rapeiros do coletivo “A Insurgência”, contra Aida Vasques, ativista do centro social Gomes Gaioso, contra Emílio Cao, da organizaçom juvenil Xeira.

Só procuram a exemplaridade repressiva, para impor a resignaçom paralisante e lograr a plena domesticaçom do povo trabalhador galego.

Mas a única forma de combater com êxito a escalada autoritária e a legislaçom de excepçom que aplicam a quem defende os seus direitos individuais e também os coletivos, é precisamente incrementar os protestos e gerar condiçons para desbordar a maquinária repressiva da oligarquia espanhola.

Só mediante a auto-organizaçom operária, popular e nacional, promovendo umha estratégia de luita que desafie e desobedeça a ditadura burguesa espanhola nos centros de trabalho e ensino, utilizando a rua como espaço preferencial, poderemos avançar.

A luita é o único caminho!

Denantes mort@s que escrav@s!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 31 de janeiro de 2018

TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO

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TOMBAR O REGIME DE 78 PARA CONQUISTARMOS O FUTURO


A deriva autoritária da segunda restauraçom bourbónica é consequência direta do pacto da Transiçom entre as forças que sustentárom o franquismo, as organizaçons da esquerda reformista [PSOE PCE] e a burguesia nacionalista catalana e basca.


A reforma política implementada entre 1975 e 1982, dirigida e tutelada pola Casa Branca e as principais potências europeias, procurava basicamente blindar e perpetuar a acumulaçom de capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como manter intata a unidade e integridade territorial do Estado espanhol, o mercado de expansom e acumulaçom do bloco de classes oligárquico.


A aprovaçom da lei de ponto final, denominada eufemisticamente lei de amnistia [outubro de 1977], procurava a imunidade e impunidade de todos os responsáveis polas 4 décadas de ditadura, dos seus crimes e delitos: roubo e incautaçom ilegal das propriedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.


A monarquia bourbónica foi e é a pedra angular do novo regime emanado do ignominioso pacto que só maquilhou de “democrático” o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista, perpetuando assim a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar de abril de 1939.


No 40 aniversário desta metamorfose, perante o desafio promovido polo independentismo catalám, o regime optou por deixar cair parte da sua máscara “democrática”, monstrando sem eufemismos a sua natureza profundamente reacionária, abandonando as falsas, como eficaces políticas de consenso [simples pactos e muros de silêncio] que provocárom o fenómeno do desencanto e a desativaçom do movimento operário.


A multicrise que o regime de 78 arrasta desde há praticamente umha década pretende ser superada mediante um novo pacto entre as forças centrais do regime [PP, PSOE e C´s] consistente numha nova recentralizaçom.


Para a sua estabilizaçom é imprescindível evitar que a classe trabalhadora e os setores populares se organicem. Nada melhor que a ideologia chauvinista para desviar a atençom dos verdadeiros problemas e ocultar os responsáveis da situaçom de depauperaçom de amplos setores populares, da corrupçom geralizada dumha elite de bandidos e criminais, do saqueio dos fundos das pensons, para criar cortinas de fumo que permitam implementar as políticas de ajustamentos pendentes, que reclama a UE e o FMI.


O conjunto de reformas do Código Penal dos últimos anos e a “lei mordaça”, o uso da repressom contra toda forma de disidência, está sendo determinante para conter os protestos, para gerar um clima desmobilizador de autocensura, e disciplinar ainda mais a classe operária.


Estes fatores estám sendo determinantes para ir criando um clima reacionário, antesala do fascismo, atualmente a ideologia hegemónica nos meios de [des]informaçom burgueses e do poder judicial, que como núcleo duro do Estado franquista nom foi depurado.


A “normalidade democrática” que carateriza a prática diária das forças da “esquerda” institucional só contribui a reforçar o regime de 78. Nem o novo nem a velho reformismo pretendem, nem procuram, tombar o regime de 78, tam só no melhor dos casos realizar reformas democraticistas para situar as suas elites nas ilegítimas instituiçons emanadas do pacto da Transiçom, que a esquerda independentista e socialista galega nunca legitimou nem legitimará.


Perante a brutal ofensiva do Capital, envolvido na bandeira franquista e no supremacismo imperialista espanhol, é imprescindível construirmos um muro antifascista nos centros de trabalho e ensino, com a rua como centro de gravidade.


Levantarmos um antifascismo genuíno, de inequívoco componente anticapitalista e socialista, é umha tarefa prioritária. Mas nom para defender a “democracia burguesa” ameaçada, com o apoio do PSOE, polo PP franquista e o neofalangismo de C´s, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente esta ditadura burguesa em deriva autoritária.


Eis as razons polas que Agora Galiza apresenta a campanha central de 2018.

 

Comunicado nº 78. Agora Galiza deseja feliz 2018 e República Socialista Galega.

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Agora Galiza deseja feliz 2018 e República Socialista Galega

Lamentavelmente o balanço do ano que agora finaliza nom pode ser positivo para o nosso povo e para a nossa classe. Em 2017 assistimos mais umha vez, a umha bateria de agressons e retrocessos nas conquistas e direitos do povo trabalhador e empobrecido da Galiza. A ofensiva contra as bases materiais e imateriais da Naçom galega, promovidas polo Estado imperialista espanhol e a UE, fôrom umha constante nos 365 dias que nos precedem.

Paralelamente a estes golpes, o ano do que agora nos despedimos foi desaproveitado polo povo trabalhador galego para avançar na reorganizaçom operária e popular, sem a qual estamos hipotecados a seguir sendo vítimas desarmadas e reféns da burguesia, carne de canhom da oligarquia.

Até que a Galiza do Trabalho supere o estado de marasmo, até que o povo trabalhador galego nos despreendamos da abduçom coletiva que nos paralisa mediante o medo e os mais variados métodos invisíveis de alienaçom, e optemos por constituir verdadeiras ferramentas defensivas com vocaçom de vencer, seguiremos sofrendo um após outro, os golpes das depredadoras receitas neoliberais dos cortes e da austeridade, impostas polo capitalismo senil para que sigamos sendo nós, entre suor e sangue, quem paguemos a sua crise.

2017 reafirmou umha constataçom empírica, constatou que a via do ilusionismo eleitoral promovido polo reformismo no nosso país [Marea e BNG], visada para articular maiorias aritméticas ao PP, nom só é umha via morta. Cada vez gera menos entusiasmo, e tem imensas responsabilidades em contribuír a desmovimentar o povo trabalhador por retirar o conflito dos centros de trabalho e ensino, das ruas, substituindo o protagonismo dos setores populares pola delegaçom nos cargos institucionais hegemonizados pola pequena-burguesia.

Sem superarmos as limitaçons congénitas da via institucional e a renúncia permanente da “esquerda” eleitoral à batalha ideológica, que obstaculiza e freia podermos abrir um novo ciclo de organizaçom e mobilizaçom social, 2018 será no melhor dos casos um ano similar ao que agora finalizamos.

O desencanto e a frustraçom popular gerada polos governos da “nova política” por nom implementar medidas progressistas perante os enormes obtáculos objetivos, mas também pola sua covardia intrínseca, está facilitando o avanço das alternativas populistas de natureza fascista.

O capitalismo nom se pode reformar, nem na democracia burguesa é viável que as forças populares podam ganhar umhas eleiçons ou de lograr desenvolver o seu programa. Nom temos que retrotraer-nos a 1936 ou ao Chile de Salvador Allende. Os sucessos em curso nas Honduras assim o confirmam. A vigência desta lei da luita de classes a escala internacional continua intata, onde às mais mornas e inofensivas alternativas socialdemocratas nom se lhes permite gerir o capitalismo.

O espírito e as limitadas iniciativas das comemorçaons do 100 aniversário da Revoluçom bolchevique, assim como dos atos de homenagem ao Che a meio século do seu assassinato polo imperialsimo na Bolívia, verificam a derrota estratégica na qual nos achamos. É urgente e necessário superarmos as práticas erróneas que nos conduzírom ao atual estado de esterilizaçom do movimento operário e popular.

Só a Catalunha tem contribuído para abrir umha profunda fenda no regime postfranquista. A proclamaçom da República catalana tem servido para retirar a máscara democrática que maquilhou durante décadas a reforma do fascismo, e a sua substituiçom por esta ditadura democrática sob fachada de monarquia constitucional.

Mas também tem servido para constatar que a “nova” e velha “esquerda” espanhola está esterilizada para luitar contra o capitalismo, pois compartilha boa parte do seu ADN chauvinista. Umha “esquerda” “republicana” que condena a República catalana e defende a monarquia bourbónica imposta por Franco, resume com nitidez o panorama que facilita a recomposiçom política do regime à volta de 4 patas: os dous partidos centrais da oligarquia [PSOE e PP], mais Podemos e C´s como forças substitutas ou de apoio das suas versons progressista e reacionária.

Perante este cenário tam adverso, Agora Galiza tem claro que em 2018 seguiremos na travessia polo deserto, só com a companhia e o arroupe das bandeiras da rebeliom. Porém, seguiremos agindo com coerência tática, mas sem renunciarmos ao horizonte estratégico da Revoluçom Galega, ao projeto socialista e feminista de libertaçom nacional que é a essência da nossa constituiçom como força política em julho de 2015.

Em Agora Galiza estamos plenamente conscientes que só assim, sem arriar bandeiras nem aggiornar o nosso programa, será possível alicerçar bases sólidas que permitam reconstruir e reimpulsionar o independentismo socialista e feminista galego.

A firmeza ideológica permite-nos nom claudicar, seguirmos agindo como vagalumes nas noites sem lua. Sem este feixe de luz brilhante, embora ainda muito débil, nom poderíamos deslindar politicamente, preâmbulo para organizar povo trabalhador e acumular forças rebeldes.

Tal como acertadamente afirmavamos o ano passado, “neste contexto convulso de profunda crise do regime de 78, de crise estrutural do modo de produçom capitalista, de caos e guerra global imperialista, é onde vamos que ter que continuar a agir”.

O atual refluxo da luita de massas permite entender que sigamos contribuindo a fazer multimilionários os donos de Audasa mediante o saqueio das portagens na AP-9; permite compreender que as elétricas mantenham umha estratégia de incrementos permanentes das tarifas; que calemos perante a burla do “incremento” de 28.7€ do SMI; que nom incendiemos as ruas contra o desemprego e os salários de miséria, o aumento das taxas de precariedade, da pobreza, exclusom social e emigraçom juveni; que vivamos com “normalidade” termos as taxas de sinistralidade mais elevadas do Estado com umha vítima semanal; que nom radicalizemos os protestos contra o deterioramento da sanidade e educaçom, derivada da sua privatizaçom; que nos resignemos a seguir governados pola casta cleptocrática instalada na impunidade da corrupçom e do saqueio dos bens públicos; que nom nos rebelemos perante as informaçons nunca desmentidas de que o PP esvaziou as reservas das pensions e nom esteja garantido o seu pagamento a meio prazo; que o terrorismo machista siga agindo com impunidade; que os sinais medulares da Naçom sigam em queda livre com a perda de galegofalantes emanada da estratégia assimilacionista provocada pola dupla pressom do projeto imperialista espanhol e da UE contra a Galiza; que o nosso território se siga degradando polos incêndios florestais consubstancias à eucaliptizaçom e ao despovoamento do mundo rural traçado pola franquícia regional espanhola dirigida polo presidente Feijó; que nom nos rebelemos perante a perda de populaçom, o trágico galicídio que observamos mês a mês; que nom reajamos com contundência contra a involuiçom nos direitos e liberdades, frente o incremento da repressom, a censura, o controlo social e o avanço do estado policial e a ditadura mediática e judicial; que se permitam o luxo de informar que vam incrementar em mais de 80% os gastos militares, tal como solicita a NATO.

O golpe do 155 contra a Catalunha e as ameaças de intervençom financieira contra as mornas políticas keynesianas de governos municipais, evidência que ou bem há umha mudança radical de rumo, ou estamos facilitando que o reino da Espanha do ibex 35 e de Felipe VI se convirta na Turquia da Península Ibérica.

Mas perante este cenário de excepcionalidade, a “normalidade democrática” preside o agir das forças políticas da “esquerda” institucional, que seguem assistindo aos eventos, foros, entrega de prémios e homenagens, promovidas polos oligopólios, as grandes empresas, a imprensa fascista, ou bem polo próprio regime como o aniversário da constituiçom postfranquista, que cinicamente afirmam querer derrubar. Semelha que à política espetáculo pretende conviver sem grandes turbulências com a deriva autoritária da monarquia bourbónica .

A atual evoluiçom política estatal confirma que o regime do 78 pretende religitimar-se envolto nas cores vermelha e “gualda” da bandeira franquista, desse ultrareacionário relato chauvinista tam útil para disciplinar @s oprimid@s, desviando-@s das suas verdadeiras tarefas e prioridades, tam eficaz para confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos ao Estado espanhol, ocultando assim as práticas gansteris das elites políticas.

A oligarquia espanhola pretende a curto prazo aproveitar esta conjuntura para acelerar o processo de recentralizaçom administrativa, recuperar boa parte das transferências cedidas às Autonomias, religitimar o seu projeto imperialista, continuar com o plano de ajustamentos e reformas laborais que solicita o FMI e o Banco Central Européu, esmagar a Catalunha rebelde, e domesticar definitivamente as forças enquadradas na “nova política”.

Frente a este dilema, nom cabe mais opçom que ou claudicar ou resistir. Nós, com toda modéstia revolucionária seguimos insistindo que a imensa maioria dos problemas que padecemos como povo trabalhador e empobrecido, derivam do atraso e dependência que o capitalismo nos tem asignado na divisom internacional do Trabalho.

Sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons.

E sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá desputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Nom queremos despedir 2017 sem denunciar e lembrar as três compatriotas brutalmente assassinadas polo terrorismo machista.

Queremos transmitir umha sincera saudaçom socialista e patriótica a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, familiares e amizades, tod@s @s represaliad@s pola lei mordaça, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2017 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo sírio, catalám, palestiniano, curdo, iraquiano, afgao, hondurenho, venezuelano, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

No novo ano que agora finaliza seguiremos construindo caminho na luita sob a estela e o legado da Revoluçom Bolchevique e do comandante Che Guevara. Para Agora Galiza a Revoluçom de Outubro e o exemplo guevarista som fonte permanente de inspiraçom na luita de libertaçom nacional galega porque os seus objetivos e fins seguem mais vigentes que nunca neste século XXI.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 29 de dezembro de 2017

6D. Contra a constituiçom postfranquista. INDEPENDÊNCIA PARA A GALIZA

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COMUNICADO Nº 76 da Direçom Nacional]

6 D. Contra a constituiçom postfranquista

INDEPENDÊNCIA PARA A GALIZA

O atual regime espanhol é umha maquilhagem da ditadura franquista imposta polo golpe de estado e posterior guerra promovida em 1936 polo bloco de classes oligárquicas.

A atual unidade de mercado que conhecemos como Espanha, é a pedra angular do capitalismo espanhol que nega o exercício de autodeterminaçom dos povos.

Após quatro décadas de relativa “estabilidade” política e institucional, onde a burguesia logrou fabulosas taxas de lucro endurecendo a exploraçom à que submete o povo trabalhador, as mulheres e as naçons oprimidas como a Galiza, a crise estrutural do capitalismo senil tem contribuido para desgastar e debilitar a II restauraçom bourbónica.

Perante este cenário de questionamento das políticas antipopulares promovidas polos governos de turno, o exercício do direito de autodeterminaçom do povo catalám foi contestado da única maneira que Espanha conhece, mediante o uso da repressom e a violência.

A luita independentista voltou a constatar que é o elo fraco da cadeia da dominaçom capitalista no Estado espanhol, mas também que sem direçom operária e orientaçom socialista está condenada a fracassar.

A determinaçom de construir umha República catalana facilitou que os partidos do Ibex 35 [PP, PSOE e C´S], assim como esse difuso espaço que pretende regenerar o discurso socialdemocrata [Podemos, IU, e as forças satelitais a escala nacional], tivessem que abandonar a careta. Todos, sem exceçom, com diversos ritmos e matizaçons, mas ao fim e ao cabo todos, defendem a unidade indivisível de Espanha, construída violando com a força das baionetas os direitos básicos das naçons oprimidas e vulnerando as conquistas dos povos trabalhadores.

O discurso chauvinista espanhol, de caráter supremacista, apoia-se na defesa dumha legalidade ilegítima plasmada na constituiçom do 78, que a maioria do povo galego nom apoiou, pois no referendo realizado há 4 décadas apenas 44% do recenseamento eleitora votou afirmativamente.

Só a independência garante o nosso futuro. A prática totalidade dos problemas e desafios que nos afetam como classe e como povo derivam diretamente da carência de soberania nacional da Galiza.

A opressom, dominaçom e exploraçom à que naçom galega está submetida por Espanha é a causa do nosso atraso e dependência. Sem um Estado galego de caráter operário, sem recuperarmos a independência política como passo imprescindível para atingir a soberania, seguiremos caminhando face o nosso suicídio como povo e naçom.

Para abandonarmos o rol ao que nos condenada o imperialismo país periférico do que extrair matérias primas, energia e mao de obra barata, onde implantar indústrias de enclave altamente contaminantes-, as luitas em defesa dos direitos laborais e sociais, contra a privatizaçom da sanidade e a educaçom, contra a assimilaçom cultural, tenhem inexoravelmente que conveger com a reivindicaçom de umha Pátria livre e soberana.

Agora Galiza manifesta a categórica oposiçom do independentismo socialista e feminista galego à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, à constituiçom do 78 e posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

A recente histórica da Autonomia Galega tem demonstrado que a estratégia de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, é umha via morta.

É umha fraude continuar a defender a viabilidade de reformas da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Simplesmente Espanha é irreformável. Só a luita independentista sob direçom e orientaçom obreira e popular logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

Neste ano que finaliza constatamos que a pequena-burguesia hegemónica nas direçons das forças da “esquerda” institucional [Marea, BNG, Podemos, IU], mais alá de retórica oca, carecem da mínima vontade política para confrontar com este Estado terrorista. Continuam instalados nas políticas conciliadoras e contemporizadoras com a burguesia espanhola e a UE. A presença dos seus líderes nos reacionários e antigalegos prémios Fernández Latorre, ou nos foros oligárquicos, demonstram que som forças esterilizadas para encabeçar a rebeliom popular.

Quando as gadoupas do fascismo eclosionam sem pudor no poder judicial e nos meios de [des]informaçom, nos discursos das forças políticas herdeiras do falangismo [PP e C´s], quando os grupos de extrema-direita e nazis agem com total impunidade nas ruas, é objetivo prioritário do povo trabalhador e empobrecido da Galiza reconstruir as ferramentas revolucionárias de luita e combate.

Para garantir o seu sucesso esta tarefa deve ir acompanhada de batalha ideológica que desmascare tanto farsante para podermos impulsionar umha estratégia de combate popular. Neste 6 de dezembro nada temos que celebrar e sim muito que denunciar e reivindicar.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1 de dezembro de 2017

25-N. Combate o terrorismo machista SEM FEMINISMO DE CLASSE O PATRIARCADO AVANÇA

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(COMUNICADO Nº 75 da Direçom Nacional)

25-N. Combate o terrorismo machista

SEM FEMINISMO DE CLASSE O PATRIARCADO AVANÇA

Termos presentes as protagonistas da Revoluçom de Outubro é um dever de qualquer revolucionária e revolucionário que pretenda transformar o mundo dumha ótica feminista e marxista.

É preciso lembrar todos os logros atingidos naquela altura, conhecer o seu pensamento, o seu discurso, muito adiantado ao seu tempo tendo em conta os posteriores debates que dérom as feministas radicais dos anos 60 do passado século.

Entre outras muitas cousas elas conseguírom eliminar o casamento religioso, acadárom um modelo de divórcio de mútuo acordo, suprimírom a pátria potestade do homem sobre a mulher, eliminando a imposiçom de apelido, nacionalidade ou domicílio, conseguírom o direito ao aborto, a ilegitimidade dos filhos foi abolida, suprimirom-se a disposiçons penais contra o adultério e a homossexualidade, foi instaurada a educaçom mista nas escolas … As bolcheviques fôrom mulheres convencidas de que nengumha mudança profunda é possivel sem transformaçons materiais estruturais, e assim o demonstrárom com a sua prática.

Hoje, 100 anos mais tarde e num contexto completamente diferente, achamos que as mulheres trabalhadoras galegas temos na agenda demasiadas questons pendentes em todos os ámbitos em que nos movemos. Nas ruas, nos centros de trabalho, nas escolas e já agora no seio das organizaçons em que militamos, sem esquecer o próprio movimento feminista.

As campanhas institucionais e o colaboracionismo que as mais das vezes se fai desde a suposta alternativa feminista do país serve de exemplo da precária situaçom que vivemos na atualidade. De nada servem as batukadas, as manifestaçons lúdico-festivas ou os minutos de silêncio que enchem as ruas e as praças das nossas vilas e cidades de hipocrisia, quando umha de nós é assassinada. Nom acreditamos em pactos estatais com o inimigo, nom nos aliamos com quem direta ou indiretamente contribuiu ou contribui para a nossa perda de direitos ou apoia posicionamentos contrários aos nossos interesses.

Nom achamos oportuno tecer alianças com quem nom chama as cousas polo seu nome ou quem simplesmente incorpora a etiqueta de feminismo aos seus programas com fins eleitorais.

Só um feminismo de classe e combativo será quem de guiar a nossa revoluçom e fazer frente à barbarie patriarco-capitalista que nos oprime. Só assim seremos quem de atingir a nossa liberdade e conquistar os nossos direitos; os perdidos, e os que ainda ficam por conseguir.

Nom podemos contuinuar a dar por válidos os discursos baseados no lamento e nom na soluçom. Precisamos conscientizar, estar no lugar onde nos corresponde, tomar a iniciativa e afastar-nos do feminismo burguês e institucionalizado.

É necessária a auto-organizaçom das mulheres com consciência de classe, mas também que as organizaçons da esquerda galega que se declara feminista fagamos autocrítica, questionemos os privilêgios dos militantes e tomemos medidas reais para que nom se reproduzam determinados comportamentos que também som um problema e um grave impedimento à hora de avançar na luita antipatriarcal.

Neste 25 de novembro -Dia internacional contra a violência machista-, lembramos todas as mulheres assassinadas polo terrorismo machista neste 2017, mas também queremos lembrar aquelas que estivérom na vanguarda da luita na sua época: Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand ou Alexandra Kollontai. E como afirmou esta última: as mulheres temos que ser livres económica, psicológica e sentimentalmente.

Nem cúmplices nem indiferentes!

Avante o feminismo galego de classe!

Na Pátria, 25 de novembro de 2017

COMUNICADO Nº 74 da Direçom Nacional: 20N. ALERTA ANTIFASCISTA. Unidade, firmeza e coerência para derrotar o regime do 78

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20N. ALERTA ANTIFASCISTA

Unidade, firmeza e coerência para derrotar o regime do 78

O atual regime espanhol é herdeiro direto dos 40 anos de ditadura franquista emanados do golpe de estado militar fascista de 18 de julho de 1936.

O lifting do franquismo promovido polas principais fraçons da burguesa espanhola, tuteladas polo imperialismo, permitírom a implementaçom dumha reforma política conhecida como “Transiçom”, reinstaurando a ilegítima monarquia bourbónica, que tinha sido tombada polo povo trabalhador em abril de 1931.

Um pacto consistente num acordo entre os setores do bloco de classes oligárquico espanhol com as forças da esquerda reformista [PCE E PSOE], e os partidos nacionalistas burgueses da Catalunha e o País Basco [CiU e PNB].

A estratégia gatopardista de mudar algo para que todo siga igual, permitiu manter intata a acumulaçom de capital facilitada pola ditadura terrorista durante 4 longas décadas de sobreexploraçom da classe trabalhadora, das mulheres e das naçons oprimidas polo Estado espanhol.

Em troca da legalizaçom do PCE e de garantias de incorporaçom das suas elites e da burocracia sindical às migalhas institucionais, o carrilhismo renunciou à rutura, legitimou o rei nomeado por Franco e permitiu a lei de ponto final de 1977 [lei de “amnistia”] que impossibilitou julgar e condenar os crimes do franquismo. Nom houvo a mais mínima depuraçom dos aparelhos repressivos do regime [Exército, Guarda Civil, polícia, sistema carcelário, aparelho judicial], nem da sua mastodóntica administraçom.

O falangismo inicialmente mutou na UCD e Aliança Popular, tingindo de azul joseantoniano o PSOE. O resultado foi a perpetuaçom do franquismo sem Franco, agora sob a fachada de democracia pluripartidista.

Os pactos da Moncloa hipotecárom e domesticárom o movimento operário, e a limitada descentralizaçom administrativa do “Estado das Autonomias” neutralizou as luitas de libertaçom nacional da Galiza e das naçons oprimidas, incorporando assim as suas elites na distribuiçom da “tarta”.

A repressom foi um ingrediente imprescindível para consolidar o postfranquismo. Centenares de trabalhadores/as, de militantes das forças políticas e sociais que nom se incorporárom aos acordos, fôrom assassinados polos corpos policiais e polos grupos paramilitares.

A operaçom respaldada polos Estados Unidos e as principais potências da Uniom Europeia logrou umha incompleta consolidaçom entre permanentes turbulências, sempre questionada polas dissiências operárias e as esquerdas independentistas.

Porém, o desafio independentista catalám está sendo catalisador do endurecimento repressivo no que está instalado o Estado espanhol.

A possibilidade real de colapso a consequência da combinaçom de múltiplos factores que aceleram a sua multicrise estrutural, a oligarquia opta por agitar o fantasma do fascismo.

Perante o perigo que corre o regime, a oligarquia facilita a eclosom do franquismo sem máscara democrática-burguesa. A ditadura mediática e judicial tenhem gerado um clima social que facilita a involuçom em curso.

A ativaçom do artigo 155 contra a Catalunha dissolvendo a Generalitat, a detençom do Govern, e as ameaças de intervençom militar para esmagar o exercício do direito de autodeterminaçom, com apoio aberto do PP, C´s e PSOE, constatam a natureza autoritária do regime do 78.

O chauvinismo espanhol sobre o que se oculta a brutal ofensiva oligárquica contra os direitos laborais e sociais, que permite a implementaçom de leis de excepçom que recortam ou suprimem liberdades e direitos básicos, só é possível pola desvirtuaçom das forças populares e a sua incorporaçom à lógica sistémica.

O povo trabalhador leva praticamente umha década padecendo as duras consequências das políticas de austeridade e cortes, justificadas sob a coartada da crise capitalista. Temos sido nós, a classe trabalhadora e as camadas populares, as vítimas da ofensiva burguesa contra as conquistas e os direitos adquiridos pola luita organizada do movimento operário.

Porém, a letal combinaçom da dramática ausência de organizaçons revolucionárias com dimensom de massas, e a hegemonia dumha pseudoesquerda de salom, hipotecada no eleitoralismo, tenhem facilitado os planos depredadores da burguesia.

A frustraçom de amplos segmentos populares perante a impossibilidade de cumprimento das promessas derivadas do ilusionismo eleitoral, e a cumplicidade das suas elites com os pactos de Estado sobre os que se construiu o atual regime, facilitam a expansom do fascismo.

É pois necessário vertebrar um frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho. Mas nom para defender a democracia burguesa e sim para articular a alternativa socialista. O antifascismo deve ter um inequívoco componente anticapitalista.

Neste novo aniversário da morte de Franco e de José António Primo de Rivera, ícone do fascismo espanhol, a esquerda independentista e socialista galega apela à necessidade de darmos coletivamente passos tangíveis e coerentes para dotar ao povo trabalhador galego de um muro de contençom antifascista.

Galiza, 19 de novembro de 2017

Direçom Nacional de Agora Galiza

[COMUNICADO N° 5 do Manifesto Internacionalista de Compostela]. A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE MARCA-NOS O CAMINHO NA NECESSIDADE DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DA VIA REVOLUCIONÁRIA

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A REVOLUÇOM BOLCHEVIQUE MARCA-NOS O CAMINHO NA NECESSIDADE DO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DA VIA REVOLUCIONÁRIA

A cem anos da Revoluçom de Outubro, a cinquenta anos do assassinato do Che Guevara, sem esquecer que há 150 anos se escreveu O Capital, queremos reafirmar-nos neste Lenine Eguna 2017 no nosso compromisso com a libertaçom dos povos e classes oprimidas, com a libertaçom das mulheres que sofrem a tripla opressom, com o ecologismo e com o internacionalismo proletário.

Passárom quatro meses desde que os coletivos que conformamos o Manifesto Internacionalista de Compostela figémos público o documento fundacional. Em ele afirmávamos que o capitalismo nom pode ser reformado, que as trabalhadoras e os povos nom temos futuro dentro dos Estados burgueses da Península, nem dentro de qualquer país capitalista, da Uniom Europeia ou da OTAN. Em ele afirmávamos também que a classe obreira deve caminhar ao frente do processo, superar as vias reformistas e eleitoralistas, e asumir a crueza do reto que tenhem por frente.

O nosso futuro encontra-se na autodeterminaçom dos povos para a construçom do socialismo, na posta em prática dumha ecologia que permita perdurar o ecosistema e na emancipaçom das mulheres acabando com o sistema patriarcal

Perante os avanços na exploraçom a que nos submete o capital reafirmamo-nos na necessidade e urgência destes objetivos.

Em estes últimos messes temos visto como em alguns ámbitos as luitas começam a se reativar, mesmo chegando a se desbordar. A luita do povo catalám, que tem desbordado as previsons da fraçom burguesa que dirige o processo, cara a sua independência, demonstra que quem tem maior interesse no exercício do direito de autodeterminaçom som as classes populares, o povo trabalhador catalám, e confirma ao mesmo tempo a atualidade da construçom da independência e o socialismo

Desde este manifesto queremos reconhecer nom só a República de Catalunha, senom também a luita do povo trabalhador catalám, os Comités de Defesa da República (CDR) e todas as organizaçons obreiras, estudantis e populares que estám a levar adiante a luita pola libertaçom de Catalunha. A sua luita é a nossa.

Por sua vez queremos denunciar todas essas “esquerdas” chauvinistas que preferírom defender o projeto imperialista espanhol por cima do necessário internacionalismo com o povo trabalhador catalám. Escolhérom defender os barrotes da cadeia de povos e das classes trabalhadoras em vez de ativar as luitas populares para acabar com o Estado bourbónico, que nom só nega os povos senom que espreme ao máximo os trabalhadores submetidos ao sistema de exploraçom capitalista

O Estado espanhol tem mostrado, novamente, a sua violenta natureza autoritária aplicando o artigo 155 na Catalunha, levando a cabo umha brutal repressom e reativando o fascismo para impedir que a Catalunha tome qualquer caminho que rompa com os interesses da oligarquia que impera no Estado espanhol, que fai parte dessa Uniom Europeia que defende os interesses do capitalismo. A mesma que vira as costas umha e outra vez aos povos e classes trabalhadoras para que nom disminua, nem um ápice, o seu benefício

Os povos e classes oprimidas já conheciamos e tinhamos sufrido a extrema violência dos Estados capitalistas, a existência durante décadas de presos e presas políticas, o uso da tortura, o feche de meios de comunicaçom e a ilegalizaçom de candidaturas populares… agora aplicam-se todos estes métodos de maneira mais intensiva para impedir a emancipaçom dos povos, primeiro do catalám, mas estando conscientes de que ao resto dos povos oprimidos polo Estado espanhol nos esperam as mesmas condiçons.

O nosso carinho é a solidariedade, a nossa exigência de amnistia para todas as presas e presos políticos, para os que se tenhem sumado nas últimas semanas, parte do Govern catalám, os detidos e condenados por publicar opinions em twiter, por participar nas greves, escrever raps e, já agora, para todos os e as militantes revolucionárias retaliadas que há décadas sofrem nas cadeias espanholas

Temos clara a necessidade de avançar na organizaçom internacionalista e ainda que estejamos nos primeiros passos, temos avançado na nossa coordenaçom e atividade. Reafirmamos o nosso compromisso na construçom deste novo espaço em que continuaremos a trabalhar.

Articular nas nossas respetivas naçons, formaçons sociais, alternativas ruturistas revolucionárias, de genuíno carater anticapitalista e socialista, antipatriarcais e ecologistas e com prespetiva internacionalista, é a tarefa em que estamos imersos e em ela temos de continuar.

Para terminar, a nossa homenagem a todas as trabalhadoras e trabalhadores que luitárom, nom só há cem anos, em qualquer etapa e em qualquer parte do mundo, para acabar com a exploraçom e conseguir a emancipaçom humana.

A luita é o único caminho

País Basco, 9 de novembro de 2017

Agora Galiza [Galiza]

Boltxe [País Basco]

Comunistas de Castilla [Castela]

CUP [Paisos Catalans]

Iniciativa Comunista [Estado espanhol]

Nación Andaluza [Andaluzia]

Platafoma Laboral e Popular [Portugal]

[COMUNICADO Nº 73 da Direçom Nacional]. ALERTA ANTIFASCISTA Legítimo Governo catalám detido polo regime oligárquico espanhol

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[COMUNICADO Nº 73 da Direçom Nacional]

ALERTA ANTIFASCISTA

Legítimo Governo catalám detido polo regime oligárquico espanhol

Há uns minutos um auto da juíza Carmen Lamela, do novo Tribunal de Ordem Público franquista, a “Audiência Nacional”, dava ordem de prisom para o vicepresidente Oriol Junqueras e outros 7 Consellers do legítimo Governo catalám dispersando-os em sete prisons madrilenas.

Também cursa ordem de busca e captura internacional [Ordem Europeia de Detençom e Entrega, OEDE] contra o Presidente Carles Puigdemont e os outros quatro Consellers que o acampanham em Bruxelas.

Com esta gravíssima decisom o regime oligárquico espanhol confirma a sua deriva fascistizante.

A involuiçom política que promove PP e C´s com o apoio do PSOE, e a complacência de Podemos e IU, permite um novo capítulo do golpe de Estado ao que deu luz a Casa Real imposta por Franco com o discurso de Felipe VI de 3 de outubro.

Vivimos momentos excecionais, nos que ou bem contestamos com unidade e contundência ao golpe reacionário contra o povo trabalhador da Catalunha, mas também contra o conjunto dos povos trabalhadores do Estado espanhol, e dobregamos os poderes fáticos que tutelam os partidos desta ditadura de fachada democrática, ou pereceremos numha nova “longa noite de pedra”.

A decisom da “Audiência Nacional” confirma as erróneas previsons e caraterizaçom do atual regime no que segue instalada a esquerda parlamentar, convencida que com umha gestom transparente e mais eficaz das instituiçons do regime do 78 se podem realizar transformaçons profundas. Espanha é simplesmente irreformável, e fará todo o possível para perpetuar-se.

Perante este cenário, urge a mobilizaçom social. Apelamos para a classe obreira e conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza a nom deixar-se enganar nem manipular polo discurso chauvinista da oligarquia que volatilizou os nossos direitos e liberdades, que permite que umha organizaçom criminal que só nos empobreceu e precarizou, siga governando em Madrid e na Junta da Galiza.

É hora de iniciar a construçom dum frente antifascista para defender-nos perante as embestidas que o bloco de classes oligárquicas espanholas está preparando.

Manifestamos a nossa solidariedade internacionalista com o legítimo Governo catalám e o conjunto dos presos políticos independentistas da Catalunha, para os que exigimos a sua imediata liberdade.

Visca a República catalá!

Espanha é a nossa ruína!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de novembro de 2017