Comunicado nº 46. Só a independência garante o nosso futuro

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Só a independência garante o nosso futuro

A imensa maioria dos problemas que nos afetam como classe e como povo derivam diretamente da carência de soberania nacional da Galiza.

A opressom, dominaçom e exploraçom à que naçom galega está submetida por Espanha é a causa do nosso atraso e dependência.

Sem um Estado galego, sem recuperarmos a independência política como passo imprescindível para atingir a soberania, nom temos hipótese algumha de alterar o rol que o imperialismo -tanto Espanha como a UE-, nos tem asignado na divisom internacional do trabalho. País periférico do que extrair matérias primas, energia e mao de obra barata, onde implantar indústrias de enclave altamente contaminantes.

O atual regime espanhol é simples continuidade natural do franquismo. A “reforma política” da segunda metade da década de setenta tam só legitimou o golpe fascista de 1936 e perpetuou mediante a monarquia bourbónica a exploraçom da classe trabalhadora, o saqueio e empobrecimento da nossa pátria.

Agora Galiza -seguindo a reivindicaçom histórica da corrente do independentismo socialista da que somos herdeiros-, manifestamos a nossa categórica oposiçom à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, estampatada na constituiçom do 78 e no posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

Nom esqueçamos que esta constituiçom ilegítima foi imposta ao nosso povo frente à vontade maioritária das galegas e dos galegos, pois no referendo da altura apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Eis polo que a reivindicaçom do movimento de libertaçom nacional galego nom deve ser nunca pretender reformar este instrumento legal que ano após ano comemoram a 6 de dezembro as forças políticas do regime que padecemos.

As diversas expressons do reformismo, tanto o autótone como espanhol, tam só pretendem fazer mudanças cosméticas do regime visadas para umha democratizaçom e regenaraçom que nom questiona a esência do sistema capitalista nem a específica forma que adota a dominaçom e exploraçom do povo trabalhador e da naçom galega.

Com diversos matizes mas coincidindo no cerne, tanto a estrategia do BNG, como a de Podemos/IU e as suas confluências, nom pretendem superar o sistema capitalista.

Só um processo de rutura revolucionária visado para a construçom dumha sociedade socialista permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A pequena-burguesia hegemónica nas direçons dos partidos reformistas carece da mínima vontade política para confrontar com este Estado terrorista, contra este Estado criminal. Mais alá da atrainte oca retórica que podam empregar praticam políticas conciliadoras e contemporizadoras com a burguesia espanhola e da UE.

Reduzem o conflito a deslocar o PP dos governos de Madrid como da sua sucursal na Galiza por meio da alternáncia política emanada do inofensivo e estéril jogo eleitoral burguês.

Eis polo que hoje a tarefa prioritária do povo trabalhador e empobrecido da Galiza e reconstruir as ferramentas revolucionárias de luita e combate, acompanhada de batalha ideológica que desmascare tanto farsante para podermos impulsionar umha estratégia de combate popular.

Neste 6 de dezembro nada temos que celebrar e muito que repudiar e condenar. E mais quando à medida que a crise sistémica do capitalismo senil se aprofunda o atual regime postfranquista acelera a sua deriva facistizante e mafiosa até extremos recente de eliminar sem pudor algum provas físicas da rede criminal e bandida na que se convertérom as elites dos dous principais partidos sistémicos.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 28 de novembro de 2016

Comunicado nº 44: Novamente Rajói presidirá um governo contra a maioria social e a naçom galega

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Novamente Rajói presidirá um governo contra a maioria social e a naçom galega

À terceira vai a vencida! A última hora da tarde de hoje, sábado 29 de outubro, Mariano Rajói logrou ser investido presidente do governo espanhol com o apoio do PP, de C´s e de três partidos da direita regionalista satélites do PP.

Mas foi a abstençom da imensa maioria dos deputad@s do PSOE atraiçoando o sentir e o desejo dos seus/suas votantes de evitar um novo governo do PP quem permitiu que os bandidos e corruptos voltem a governar o Estado espanhol.

Deste jeito, após dez meses de interinidade, a Uniom Europeia, o grande capital articulado à volta do Ibex 35 e a Casa Real bourbónica logram configurar a tam desejada grande coaligaçom.

Hoje novamente nom houvo grandes surpresas. A renúncia à ata de deputado de Pedro Sánchez só deve ser interpretada como a estratégia adequada para situar-se no melhor posto de saída para voltar optar à secretário geral do PSOE.

Mas contrariamente à leitura de boa parte do reformismo este gesto nem situa Sánchez em parámetros de “esquerda”, nem facilita regenerar este partido, mais similar a umha grande corporaçom para fazer negócios que a umha força política situada no espaço socialdemocrata.

O discurso do reformismo populista considera que esta legislatura será curta e convulsa. Continuam a promover num cenário de adianto eleitoral a ilusom de um cada vez mais plausível governo alternativo o PP, configurado por um conjunto de forças dispares com o PSOE como peça imprescindível.

Mas todo indica que o PSOE de Felipe González e Susana Díaz, o PSOE de Abel Caballero e Carmela Silva, extendeu um cheque em branco a Rajói abrindo as portas para um apoio estável ao governo de bandidos e delinquentes , tal como exige Bruxelas, os monopólios e a Casa Real.

Lamentavelmente as mobilizaçons populares de hoje carecem de umha alternativa à margem do quadro sistémico e da lógica do turnismo eleitoral do regime da constituiçom de 78. Som umha simples válvula de escape para conter o malestar social e impossibilitar que transite face posiçons de rebeliom popular.

Galiza mais umha vez está fora de jogo porque simplesmente os interesses do nosso povo estám invisibilizados nas Cortes pola ausência da esquerda independentista. Nom porque o reformismo autótone careça de representaçom, nem tampouco polo rol de comparsa da Marea no seio do grupo parlementar de Podemos.

Agora Galiza lamenta que Mariano Rajói volte a presidir o Estado imperialista espanhol contra a vontade da imensa maioria social, mas também sabemos que a outra alternativa nom se diferenciaria muito do PP.

Todas as forças com representaçom nas Cortes som obedientes aos diktados da UE. Os diversos reformismos carecem da vontade política para superar o modelo, aspirando no melhor dos casos a implementar um conjunto de medidas meramente democraticistas e regeneracionistas, mas sem questionar o cerne do regime.

Perante este cenário tam adverso nom há mais caminho que o da luita. As políticas ultraliberais e assimilacionistas do PP-PSOE-C´s só poderám ser derrotadas na rua. Mas para lográ-lo é necessário reorganizar e implusionar o espaço da esquerda revolucionária e reiniciar um processo de mobilizaçom obreira, popular e nacional de caráter autónomo às estrategias eleitoralistas e pactistas dos dous reformismos hegemónicos na Galiza.

A nova reforma laboral, os brutais cortes que exige Bruxelas e Berlim e a alteraçom do sistema público de pensons só poderám ser derrotados nos centros de trabalho e nas ruas. O futuro dependerá da capacidade de luita e da combatividade do povo trabalhor.

PSOE-Podemos-C´s-PP a mesma merda é!

Até a vitória sempre!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 29 de outubro de 2016

Comunicado nº 43. Espanha, Estado bandido

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ESPANHA, UM ESTADO AUTORITÁRIO E BANDIDO

A situaçom política espanhola semelha complexa porque as forças do regime estám aplicando o guiom da doutrina do shock, umha terapia social que permite abrandar, domesticar e controlar umha sociedade empregando a desorientaçom que provoca umha catástrofe real ou neste caso umha traumática comoçom social artificialmente provocada.

A suposta deslizaçom face um estado geralizado de “caos” do Estado espanhol perante a incapacidade de conformar governo, agitando o “fantasma” dumhas terceiras eleiçons, facilita implementar o guiom pre-estabelecido, escrito ha muito tempo atrás pola troika e o Ibex 35.

Previamente impossibilitárom um governo alternativo a Rajói impondo o veto ao PSOE da única opçom viável, posteriormente forçárom um “golpe de estado” provocando a queda de Pedro Sánchez como secretário geral e a procura de articular umha maioria aritmética nas Cortes frente o binómio PP/C´s .

Agora o setor mais reacionário do PSOE vai facilitar a investidura de Mariano Rajói. À terceira vai a vencida!

No meio desta permanente turbulência alimentam empregando os seus meios de manipulaçom e controlo social mais inquietude e alarma social, um cenário visado a impor um estado de opiniom entre amplos setores populares favorável à necessidade de finalizar com “inestabilidade da interinidade” e a “urgência de um novo governo” para solucionar os problemas.

Deste jeito, entre filtraçons controladas de dados da investigaçom judicial “Púnica” contra a organizaçom de delinquentes promovida e conformada por dirigentes deste partido, pretendem facilitar a continuidade “natural” do governo bandido do PP que acelere umha nova reforma laboral, os brutais cortes que exige Bruxelas e Berlim e a alteraçom do sistema público de pensons.

Para lograr gerar um estado de opiniom de cansanço e desilusom social, de desmotivaçom popular, contam com o apoio absoluto dos meios de [des]informaçom. Com a imprensa canalha que manipula e minte. Os titulares de hoje dos jornais, assim como as últimas 24 horas de noticiários, crónicas, tertúlias televisivas e radiais, sobre o escracho numha universidade madrilena contra o senhor X dos GAL e o chefe do grupo PRISA, som um exemplo de absoluta manipulaçom mediática.

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Deste jeito desviam a atençom e/ou ocultam a gravidade da quebra a curto prazo da segurança social e portanto do sistema público de pensons, assim como a dimensom e implicaçons políticas do processo judicial da Gürtel onde se está demonstrando que o PP mediante umha rede mafiosa se financiava de forma ilegal, empregando os mesmos métodos que umha organizaçom criminal.

A inexistência dumha esquerda coerente e combativa com projeçom de massas, que denuncie de forma clara o que está acontecendo, que nom se pregue à ditadura mediática, emancipada da lógica do binómio eleitoralismo/parlamentarismo burguês, facilita o desenvolvimento da doutrina do shock.

A passividade, cobardia e os silêncios das forças da “esquerda” institucional permitem a mais absoluta impunidade dos que pretendem seguir eliminando as conquistas sociais, as liberdades e direitos, dos que querem acelerar a plena assimilaçom da Galiza destruindo a sua identidade nacional.

A alternativa populista da nova socialdemocracia espanhola articulada à volta de Podemos e as suas confluências está constatando a sua incapacidade para agir de muro de contençom da ofensiva reacionária do bloco oligárquico espanhol.

Até agora só logrou desativar a luita de massas, retirando o conflito social das ruas, neutralizando a imensa capacidade de luita da classe trabalhadora organizada e movimentada, substituindo-a polo estéril ilusionismo eleitoral.

O fracasso anunciado da alternativa populista nom só está extendendo o desencanto. O desolador panorama no que nos achamos abona e abre as portas do inferno, alimentando o monstro do fascismo que cresce por toda Europa.

Nestes tempos tam turbulentos e agitados, onde a confusom ideológica e o possibilismo político impedem a vertebraçom do espaço socialista, independentista e feminista galego, o cómodo e fácil é arriar as bandeiras e buscar acovilho entre o reformismo.

Porém, Agora Galiza mais umha vez manifesta a sua firme e insubornável determinaçom de continuarmos com paciência e persistência defendendo que a luita é o único caminho, que sem organizaçons revolucionárias estamos condenados irremediavelmente à nossa derrota como povo e como classse.

Antes mort@s que escrav@s!

Até a vitória sempre!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 20 de outubro de 2016

Comunicado nº 41 25S: Ganhou o PP de Feijó e perdeu o povo trabalhador galego

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25S: Ganhou o PP de Feijó e perdeu o povo trabalhador galego

  1. Os resultados das eleiçons autonómicas de 25 de setembro nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem a para o futuro da nossa naçom.

A esquerda independentista, feminista e socialista galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

  1. A contundente vitória do PP revalidando umha terceira maioria absoluta consecutiva, por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita espanhola, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa como constatam esses 676.676 votos atingidos [47.53%], mais de 1 ponto e médio e por volta de algo mais de 15.000 votos respeito a 2012.

  1. A Marea logrou ficar como principal força da oposiçom. Mas o empate em deputad@s com o PSOE está mui afastado do sorpasso que asseguravam atingir.

O “partido instrumental” continua perdendo apoios respeito às eleiçons de 20 de dezembro de 2015 e de 26 de junho deste ano, embora o espaço que representam avança respeito a experiência de AGE de 2012 quando a aliança entre Anova e IU logrou 200.828 votos [13.91%] e 9 deputad@s.

Os 271.418 votos da candidatura encabeçada por Luís Villares [19.07%]nem lográrom derrotar a maioria de Feijó, nem superar com claridom o PSOE, nem um grupo parlamentar mais afim à linha do beirismo. As diversas fraçons podemitas -hegemónicas entre os 14 representantes-, prognosticam um futuro similar ao de AGE na legislatura 2009-2012: permanente instabilidade e possíveis deserçons.

  1. O PSOE continua com a sua curva descendente, retrocedendo cerca de 50.000 votos, passando dos 297.584 [20.61%]de 2012 a 254.552 [17.88%]. A boicotagem do velho aparelho representado hoje polo cacique viguês Abel Caballero tem enormes responsabilidades na hemorragia de votos.

  1. O BNG também retrocede respeito a 2012, perdendo mais de 25.000 votos, embora fosse alterada a sensaçom subjetiva perante o panorama catastrofista dos inquéritos e a tendência face a marginalidade política derivada das últimas duas eleiçons às Cortes espanholas.

Com 118.982 sufrágios [8.36%]e 6 deputad@s o BNG logra manter grupo parlamentar assegurando a viabilidade económica que lhe permite manter a estrutura burocrática vital para sobreviver politicamente e perpetuar umha linha taticista, corresponsável pola crítica situaçom em que se acha o projeto nacional galego.

  1. O estrepitoso fracasso do neofalangismo representado por C´s é consequência da sua inutilidade na Galiza como partido dobradiça que facilite a governabilidade do PP, tal como foi concebido pola grande banca. 3.38% de apoios nas quatro circunscriçons eleitorais da Comunidade Autónoma representam 48.303 votos, um resultado que pola lei eleitoral fraguista impossibilita estar presente no parlamentinho do Hórreo.verdades-y-mentiras-del-debate-electoral-en-galicia

  2. A abstençom, opçom que Agora Galiza promoveu perante a impossibilidade de promover umha candidatura de esquerda ruptutrista com possibilidades reais de atingir um resultado digno, foi a opçom de 817.702 galegos e galegas. Este 36.25% é inferior substancialmente ao de 2012 quando a abstençom foi secundada por 45.09% do censo.

Consideramos que a opçom adotada foi e é a correta, pois apoiar o nacional-autonomismo impossibilita criar as condiçons subjetivas para dotar a Galiza e o seu povo trabalhador de umha alternativa revolucionária com apoio de massas.

  1. Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar nas urnas. Constatam a incapacidade do conjunto da esquerda, tanto da reformista, como da revolucionária por ganhar o povo trabalhador.

  1. A “nova política” gerada nos laboratórios da burguesia do planalto hispano para evitar, ou polo menos atrasar umha crise institucional e política, para salvar o regime postfranquista, é responsável direta pola atual pax social, pola desmobilizaçom operária e popular, polo fetichismo parlamentar que penetrou entre a juventude galega, fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

Esta campanha eleitoral foi expressom desta inoperante via institucional defendida polo reformismo: o narcopresidente e a sua camarilha gansteril realizárom umha campanha eleitoral sem praticamente serem alterados polos setores mais avançados e combativos da maioria social atingida polas suas políticas de precariedade laboral, perda de direitos, deterioramente e privatizaçom dos serviços públicos, miséria e exclusom social, emigraçom juvenil, destruiçom da nossa língua e cultura nacional.

  1. Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permitam iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real.

Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando ao povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

  1. Enquanto quem cobra um salário de miséria com jornadas laborais extenuantes, o que tem as suas filhas emigradas em Londres, Barcelona ou Berlim ou vendendo a sua força de trabalho aqui em condiçons decimonónicas, enquanto quem é desatendido na sanidade pública com um serviço deficiente, enquanto quem cobre umha pensiom que só atinge para chegar dignamente à metade do mês, siga sendo incapaz de discernir quem son os responsáveis diretos da sua situaçom, o PP na Galiza continuará a ter um poder eleitoral sobredimensionado.

  1. Agora Galiza, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuem alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

  1. O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Esses mais de dous milhons e médio de galegas e galegos que ou bem optárom por votar nalgumha das mais de 20 forças que concorrérom onte, ou bem optárom pola abstençom, é a razom da existência de Agora Galiza. Construir a nova ferramenta de organizaçom, mobilizaçom e combate é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos.

Os resultados de ontem devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 676.676 de 2.701.837 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 26 de setembro de 2016

Comunicado nº 40. PORQUE A “ESQUERDA” ELEITORAL NOM SOLICITA A ILEGALIZAÇOM DO PP?

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PORQUE A “ESQUERDA” ELEITORAL NOM SOLICITA A ILEGALIZAÇOM DO PP?

A baixa voluntária do PP de Rita Barberá após a sua imputaçom, coincide com a retirada da denúncia apresentada por Luís Barcenas contra o seu partido, por ter apagado os discos rígidos dos computadores onde estava registada a caixa B da contabilidade.

Perante esta situaçom a “esquerda” institucional coincide com os meios de [des]informaçom da ditadura mediática espanhola à hora de alimentar umha falsa polémica.

É secundário que a ex-alcaldesa de Valência conserve o seu escano no Senado. Mas ai é onde se concentra a crítica das forças políticas situadas no “eixo da esquerda”, de Podemos/Marea e do BNG.

Esta “esquerda” está tam apodrecida como o regime vigorante no Estado espanhol. Os seus compromissos com a lógica do postfranquismo, com o sistema capitalista, e a composiçom de classe das suas elites, impossibilitam-na para agir com umha linha ruturista.

A prática da conciliaçom e a “responsabilidade” definem o seu ADN político-ideológico por muito palavrório “esquerdista” que às vezes é empregue para satisfazer parte da sua base social que logicamente reclama mais contundência.

A fotografia d@s cabeças de lista de BNG, Marea, PSOE e PP por Lugo para as autonómicas compartilhando entre sorrisos a bandeira autonómica galega, a que nega a nossa condiçom nacional e exprime a opressom que padecemos por Espanha, manifesta de forma gráfica a lógica sistémica da que esta “esquerda” nom quer nem pode despreender-se.

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Numha conjuntura como a atual, na que umha parte importante das elites do PP estám argüidas em centenares de casos de corruçom, no que está mais que demonstrado que o partido de Mariano Rajói e Alberto N. Feijó é umha organizaçom criminal, umha vulgar banda de delinquentes, é ineludível solicitar a ilegalizaçom do PP.

Mas nada disto fam. Alimentam a ilusom de articular no 25S um frente anti-PP, de ativar o voto dos setores que perante a carência de umha alternativa revolucionária no campo eleitoral optamos pola abstençom.

Nom querem derrotar o PP, só pretendem deslocá-lo do centro do tabuleiro institucional, exercendo assim a alternáncia eleitoral que permite a solidez da pseudemocracia do Ibex 35 e os monopólios.

Deste jeito reforçam a lógica “democrática” de um sistema irreformável ao que nom se podem aplicar remendos. Descartando a superaçom do sistema estám contribuindo para a legitimá-lo e salválo-lo.

No equador dumha campanha eleitoral tam anódina como carente da confrontaçom de projetos antagónicos tanto no ámbito de classe como nacional, a esquerda independentista e socialista galega vertebrada à volta de Agora Galiza este 25S apelamos para a abstençom ativa.

Nom nos resignamos a ser meros espetadores de umha farsa que só facilita o nosso empobrecimento e exploraçom como classe e povo, a paulatina destruiçom e assimilaçom da Galiza polo supremacismo espanhol.

É necessário um projeto revolucionário galego ao serviço do povo trabalhador, dirigido pola classe obreira, visado para recuperar a nossa independência e soberania nacional.

Nada disto aparece nem fai parte da prática de Podemos/Marea e do BNG. Eis polo que nom existem razons para emprestar mais umha vez o nosso voto.

25S nom temos porque escolher entre umha falsa disjuntiva. Por este motivo consideramos que nom temos porque optar entre apoiar partidos de bandidos nem forças que no melhor dos casos só prometem remendos.

Agora Galiza apela ao povo trabalhador galego a exercer sem complexos nem má consciência a abstençom ativa.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 16 de setembro de 2016

GALIZA COM O CHILE QUE LUITA POLA REVOLUÇOM SOCIALISTA.

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GALIZA COM O CHILE QUE LUITA POLA REVOLUÇOM SOCIALISTA

No 43 aniversário do golpe de estado de Pinochet contra o governo da Unidade Popular, Agora Galiza manifesta a sua solidariedade internacionalista com o povo trabalhador chileno.
11 de setembro de 1973 era liquidada a sangue e fogo a “via chilena ao socialismo”. O imperialismo norteamericano finalizava com a ilusom reformista de construir o Socialismo sem derruvar o Estado burguês, sem desmontar os seus poderosos mecanismos de dominaçom.
Ao igual que na Galiza de julho de 1936 no Chile de 1973 o legalismo e o fetichismo parlamentarista da esquerda reformista vacilou à hora de armar a classe operária para derrotar a ofensiva fascista, tal como solicitavam as organizaçons revolucionárias.
O presidente Salvador Allende decidiu execessivamente tarde resistir e defender com as armas na mao as conquistas, direitos e liberdades atingidas polo governo da Unidade Popular.

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A esquerda independentista galega transmite unha saudaçom revolucionária ao Chile insurgente e combativo, ao que nom arria as bandeiras de Manuel Rodríguez, Luis Emilio Recabarren e Miguel Enríquez.

A rebeliom nom só é um direito, é umha necessidade!
A luita é o único caminho!
Até a vitória sempre!

Comunicado nº 37. Três farsinhas estivais da grande farsa da democracia burguesa espanhola

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Três farsinhas estivais da grande farsa da democracia burguesa espanhola.

Entre o desinteresse popular finaliza um atípico mês de agosto condicionado polas eleiçons autonómicas de 27 de setembro e os pactos de investidura para conformar o governo espanhol.

  1. Resultaria esperpéntico, de nom ser mais umha mostra do profundo desprezo da oligarquia espanhola polo povo trabalhador, o processo de negociaçom entre PP e C´s para atingir os apoios que facilitem a continuidade de Rajói na Moncloa. É um insulto à inteligência “negociar” um pacto de “regeneraçom democrática e combate à corruçom” quando na equipa de negociaçom do PP há arguídos e este partido é umha organizaçom para delinquir. É como se os lobbys incendiários negociassem um acordo de combate aos lumes ou dous restaurantes veganos negociassem umha ementa em base a carnes.

Umha autêntica fraude dumha casta política sem escrúpulos que pretende perpetuar um governo bandido tutelado pola troika.

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  1. A inexistente oposiçom real ao governo Rajói alimenta esta primeira farsinha.

O PSOE de Pedro Sánchez carece da força suficiente para garantir que nom vai ceder às pressons económicas, institucionais e mediáticas para que facilite mediante a abstençom a investidura do registador da propriedade, natural de Ponte Vedra, que lhe solicita Bruxelas, Berlim e Washington.

Podemos estivo praticamente de férias em agosto, mais preocupado com ver como evitar ser relegado a umha posiçom subsidiária pola Marea a nível autonómico galego, que em articular umha maioria alternativa ao PP de Rajói.

  1. O espetáculo do PSOE supera o patetismo no caso da sua seçom galega. O aparelho que perdeu as primárias, mais os interesses caciquis do alcaide de Vigo estám rebentando literalmente a precampanha de Joaquim Leiceaga. Ao ex-dirigente da UPG nom lhe dam trégua pola composiçom final das candidaturas que deixam fora as vacas sagradas do pacovazquismo e dos posteriores aparelhos. Dia sim e dia também nom ganha para desgostos. Mendez Romeu é responsável pola guerra civil que devora qualquer expetativa sensata de ensombrecer umha doce vitória ao amigo de Marcial Dorado.

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O invento galaico do “partido instrumental” denominado Marea, após meses de tensom permanente entre a “alma nacionalista galega” e a franquícia local da castinha da Complutense, sobre a fórmula de apresentaçom eleitoral que ocultava a distribuiçom de escanos, saldou-se com umhas primárias sobre as que pesam irregularidades onde o grande vencedor foi Podemos.

Em todo este show ninguém apresentou um debate de ideias e/ou projetos diferentes.

@s candidatos do partido mais jacobinista do espanholismo defenestrárom literalmente o beirismo após lograr com cumplicidades internas sacá-lo bruscamente da pista de saída a candidato à Junta.

As diversas fraçons do podemismo provocaróm umha derrota sem paliativos das candidaturas de Anova e IU.

O panorama do futuro grupo parlamentar nom deveria facilitar o sono de Villares, um anódino candidato hipotecado pola sua formaçom e compromisso institucional com a lógica do regime que a retórica da Marea afirmava quere mudar.

ponto

O BNG continua enredado entre o que sempre foi, alguns querem ingenuamente que seja, e o que em realidade é.

O discurso da sua candidata depende do dia da semana. Um domingo pode reclamar prudentemente a soberania nacional como única forma de solucionar os problemas da maioria social, como ao dia seguinte falar de autogoverno. Continua enredado no taticismo eleitoralista para procurar umha soluçom a tantos estómagos agradecidos que temem perder os seus postinhos se continuam em queda livre.

A segunda farsinha do PSOE, Marea e BNG facilita que cada vez Feijó tenha mais fácil continuar ocupando a casa do Monte Pio.

  1. Com este desolador panorama a terceira farsinha que alimenta o negligente e entreguista Feijó e o seu poderoso aparelho de propaganda e rede clientelar, permite que a dia de hoje nom haja muitas possibilidades de desputar a maioria absoluta de que desfruta o PP.

  1. Novamente voltarám os apelos a votar para afastar o PP da Junta. Mas tal como manifestámos em dezembro de 2015 e em junho deste ano, nada variou para que a esquerda independentista, socialista e feminista galega modifique a sua linha abstencionista e apoie a eleitoralmente qualquer das candidaturas que se apresentam.

A classe operária e as camadas populares, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza carece da imprescindível ferramenta defensiva e de luita que as circunstâncias objetivas demandam.

A forma de construí-la nom é a da política espectáculo, a da falsa mestizagem e permanente metamorfose que converteu o BNG e a Marea em instrumentos inservíveis para avançar no caminho de recuperar direitos, conquistas e liberdades.

Necessitamos umha esquerda combativa e com coragem, sem servidumes nem ataduras. Que nom alimente a grande farsa do ilusionismo eleitoral desta falsa democracia.

Sem quebrar com o regime de 78 e iniciar um processo constituinte galego visado para a recuperaçom da soberania e a independência nacional que nos permita sentar as bases do Socialismo nom há alternativa ao neoliberalismo selvagem [PP, PSOE, C´s] ou neoliberalismo suave [Podemos/Marea e BNG].

Construí-la é a prioridade do movimento operário e popular.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 26 de agosto de 2016

 

Esquerda independentista e socialista galega homenageou Moncho Reboiras

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Moncho Reboiras foi homenageado em Imo, no cemitério de Sam Joám de Lainho, por Agora Galiza no 41 aniversário do seu assassinato pola polícia espanhola em Ferrol.

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Na tarde de 12 de agosto a esquerda independentista galega realizou umha oferta floral ao combatente galego. Tal como se sinalou nas intervençons a homenagem de Agora Galiza estava afastada das leituras folclóricas e nostálgicas dos diversos projetos reformistas pois Moncho Reboiras nom é integrável polo curtoprazismo eleitoral nem nas alternativas que só pretendem remendar o capitalismo.

Carlos Morais reivindicou em nome de Agora Galiza o Moncho Reboiras insurgente.

A nossa melhor homenagem é nom capitular, resistir e levantar cada vez que caimos as bandeiras da libertaçom nacional e a emancipaçom de classe e de género.

MONCHO REBOIRAS Referente da Galiza rebelde e combativa.

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MONCHO REBOIRAS

Referente da Galiza rebelde e combativa

Coincidindo com 41 aniversário da morte em combate de José Ramom Reboiras Noia consideramos necessário atualizar o imaginário do revolucionário galego.


Moncho foi um militante comunista e independentista integral. Reduzir a sua figura a simples dinamizador do associacionismo cultural e promotor dos germes do sindicalismo galego tem sido um engano constante do reformismo.


As diversas expressons do nacionalismo galego tenhem deliberadamente ocultado as responsabilidades políticas que provocárom o fatídico desenlace daquele 12 de agosto de 1975.
Moncho morreu com as armas na mao. Cercado por um impressionante dispositivo das forças policiais espanholas foi assassinado polas costas.


A sua prematura morte facilitou umha viragem progressiva na orientaçom do nacionalismo que permite compreendermos a sua atual linha timorata e acomplexada.


A esquerda independentista e socialista galega sempre denunciou a maquilhagem e manipulaçom que os diferentes reformismos tenhem feito e continuam a fazer do que representava, do projeto polo que entregou com coragem a sua vida.


Hoje, nesta fase de refluxo e confusom na que se acha a luita de classes e de libertaçom nacional, queremos modestamente contribuir a resgatar o Moncho genuíno, alicerce da luita pola Independência e a Pátria Socialista galega.

Comunicado nº 34. 1936-2016 80 aniversário do holocausto galego. Fascismo nunca mais!

Padrão

1936-2016

80 aniversário do holocausto galego

Fascismo nunca mais!

Rutura democrática galega contra o regime postfranquista

Hoje, há exatamente oito décadas, iniciava nas colónias espanholas de África o golpe de estado de caráter fascista contra o governo da segunda república espanhola visado para cortar o processo de emancipaçom operária e de género, a conquista de direitos e liberdades populares, e impossibilitar o exercicío da autodeterminaçom da Galiza e naçons oprimidas.

A vitória da sublevaçom militar promovida polo grande capital industrial e financeiro, a Igreja católica, a aristocracia e os latifundiários triunfou graças aos apoios internacionais, fundamentalmente da Alemanha nazi e a Itália musoliniana.

Na Galiza nom houvo propriamente guerra pola indecisom e negativa das autoridades republicanas a armar os sindicatos de classe e os partidos operários, favorecendo assim a queda e controlo do país polo franquismo, que iniciou de imediato umha selvagem repressom, ainda oitenta anos depois sem umha evaluaçom quantitativa final.

Na Galiza nom só assassinárom mais de 7.000 militantes, quadros e ativistas de esquerda e do nacionalismo galego, detivérom dezenas de milhares de homens e mulheres comprometidos com a causa da liberdade e a justiça social, e a Pátria foi transformada num gigantesco campo de concentraçom.

De Lenin Moreda assassinado na Porta do Sol de Vigo em 20 de julho de 1936 até Humbero Baena e José Luís Sánches Bravo fusilados em 27 de setembro de 1975, o povo trabalhador galego pagou com sangue a sua aposta pola liberdade.

Outras dezenas de milhares tivérom que exilar para evitarem a sua detençom e execuçom alegal, paralegal e ou legal, polos esquadrons da morte falangistas, os corpos repressivos e os tribunais da nova ordem legitimada na vitória militar.

O franquismo causou a ruína da economia nacional provocando um retrocesso de décadas nas condiçons de vida da imensa maioria social, perpetuando o atraso, a dependência e o rol periférico da Galiza na divisom internacional do trabalho imposta polo capitalismo.

Os alicerces do atual regime da constituiçom espanhol de 78 procedem deste golpe fascista e dos posteriores quarenta anos de ditadura.

O atual Estado espanhol foi forjado numha guerra de extermínio que nom só torturou, violou, assassinou, também incautou o património dumha parte dos habitantes do nosso país facilitando asim o enriquecimento das elites aditas ao franquismo.

Boa parte das empresas do Ibex 35 e grandes fortunas tenhem as suas origens neste processo de saque e expólio dos vencidos.

Hoje, neste oitenta aniversário queremos recuperar a memória ocultada e maquilhada na transiçom pactuada por setores do fraquismo e o PCE e o PSOE sob tutelagem de Washington e as potências europeias. Um processo político que legitima o golpe de 36, aminsitia os golpistas e legitima o estado levantado sob terror e devastaçom.

Negamo-nos a aderir ao coro da amnésia, ao pacto de silêncio em que ainda oitenta anos depois continua sendo incómodo remexer para a nova socialdemocracia espanhola.

Hoje, oitenta anos depois, continuamos governad@s polos vencedores, por um partido que se nega a condenar o golpe de 36, que nega o holocausto e que está conformado por milhares de familiares diretos dos carrascos falangistas e dirigentes franquistas.

Com orgulho reivindicamos a Galiza vencida em 1936, a que heroicamente resistiu nas cidades e montanhas até ao início da década de cinquenta implementando umha eficaz guerra de guerrilhas, a que nunca se submeteu, a que após a queda voltou a se erguer umha e outra vez, a que se reconfigura à volta de Moncho Reboiras e Abelardo Colaço, a da luita e resistência.

Neste oitenta aniversário do início do holocausto galego Agora Galiza solicita às forças políticas galegas com representaçom institucional que se condene sem paliativos o golpe de estado de 1936 e o ilegítimo regime franquista mediante moçom institucional no parlamentinho do Hórreo, Deputaçons provinciais e Concelhos que inclua os seguintes requisitos:

  1. Que se retire dumha vez a simbologia que comemora o fascismo, ainda presente nas ruas da Galiza.

  1. Anulaçom da amnistia de 1977 que permite a impunidade a todos aqueles que participárom no franquismo para assim poder realizar a imprescindível depuraçom democrática integral da administraçom, exército e corpos repressivos.

  1. A devoluçom do património incautado a entidades, associaçons e particulares.

  1. Exigir da Igreja católica umha condena pública da sua participaçom no golpe fascista e posterior legitimaçom do franquismo.

  1. Anulaçom de todas as condenas e juízos realizados durante o período 1936-1977 e reparaçom das vítimas e familiares.

  1. Dotaçom de recursos económicos necessários para finalizar o estudo da repressom franquista para que as novas geraçons nom esqueçam a sua brutalidade.

Sabemos perfeitamente que nada disto vai ser feito pola negativa do PP e Cs a condenar o franquismo, mas também pola cobardia da esquerda institucional tanto a de ámbito autonómico como a espanhola.

Sabemos que só mediante um processo de rutura democrática com a Espanha franquista, com o regime da segunda restauraçom bourbónica, lograremos restarurar a memória da melhor Galiza assassinada, exilada e condenada ao ostracismo, a mais genuína semente da nova Pátria livre e soberana que temos firme vontade de conquistarmos.

Rutura que nom se vai a produzir pola via institucional nem polas urnas da burguesia e sim mediante a luita da nossa classe e do nosso povo nas ruas.

Hoje o fascismo nom é umha ameaça do passado, é umha realidade tangível na Europa. Um fenómeno latente na nossa sociedade perante a desmobilizaçom e frustraçom provocada polas promessas dos oportunistas populistas que alimentam a via morta do eleitoralismo para solucionar a perda de direitos, conquistas e liberdades.

Sabemos que os processos históricos tenhem os seus ritmos e leis, mas também sabemos da importáncia da organizaçom e luita operária, nacional e popular para conquistar o futuro.

Eis polo que perante tanta claudicaçom e timoratismo dos partidos progressistas light é imprescindível reconfigurar a esquerda revolucionária que na Galiza só pode ser a independentista, socialista e feminista.

Na Pátria, 18 de julho de 1936