Comunicado nº 61. Solidariedade com o centro social Escárnio e Maldizer. Fora a UIP de Compostela!

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Solidariedade com o centro social Escárnio e Maldizer

Fora a UIP de Compostela!

Na zona velha de Compostela há centenares de casas vazias, muitas delas em estado ruinoso. Utilizar prédios abandonados para converté-los em espaços abertos para atividades diversas, visadas para divulgar cultura e lezer sem subsídios nem ajudas institucionais, nom só é legítimo, é umha iniciativa positiva de auto-organizaçom popular que contribui para articular o tecido social e a frear um modelo de cidade que pretende converter as nossas ruas e praças num gigantesco parque temático para o turismo.

Mas o Capital nom permite o questionamento da propriedade privada, epicentro de um modelo socio-económico construído sobre a lógica da exploraçom e a desigualdade, fonte permanente de injustiças.

Embora Agora Galiza é mui crítica com a gestom do atual governo municipal e a morna oposiçom de Compostela Aberta a Santiago Villanueva -o chefe das forças policiais espanholas na Galiza-, na clausura e metodologia empregue no despejo do centro social Escárnio e Maldizer, também somos conscientes que as forças mais obscurantistas, os poderes mais reacionários da capital da Galiza, com apoio da Delegaçom do Governo espanhol, estám conjurados para desgastar o alcaide Martinho Noriega.

A campanha sistemática de injúrias e calúnias da imprensa canalha contra o coletivo que geria o espaço ocupado na rua da Algália de Baixo, som paradigma de até onde está disposto a chegar o PP e os meios de [des]informaçom que subsídia para recuperar o governo da cidade.

Com a clausura do CS Escárnio e Maldizer sem prévia comunicaçom ao Concelho, os poderes fáticos pretendem basicamente deslegitimar a autoridade do alcaide. Procuram criar umha artificial atmósfera de caos mediante o emprego da brutalidade e ocupaçom policial da cidade polas unidades de élite, especializadas na intimidaçom, repressom e violaçom dos mais elementares direitos individuais e coletivos à expressom e manifestaçom.

Assim o povo trabalhador compostelano levamos mais de dez dias padecendo umha campanha de mentiras por parte do PP e dos mal chamados meios de “comunicaçom” ao seu serviço. Sim, Agustín Hernández e o seu pitbull Alejandro Sánchez Brunete, em perfeita sincronizaçom com “El Correo Gallego” e “La Voz de Galicia”, manipulam a realidade do que aconteceu dia 30 de maio na Algália, intoxicam sobre os legítimos protestos e criminaliza quem defendemos umha Compostela viva, dinámica, auto-organizada, ao serviço da vizinhança.

É hora de chamar as cousas polo seu nome, sem eufemismos nem maquilhagens! Demetrio Peláez, Xurxo Melchor, Carlos Luis Rodriguez, Roberto Blanco Valdés, só por citar alguns nomes, nom som jornalistas!, som simples sinistros mercenários ao serviço do seu amo, especialistas em especular e deformar a realidade.

Nom esqueçamos que umha das peças essenciais do atual regime é o monopólio da [des]informaçom mediante umha ditadura mediática que exclui o pluralismo político e ideológico, que difama e combate sem trégua a luita operária, nacional e popular. A realidade da imprensa “galega” som empresas quebradas, que como “El Correo Gallego” endivida meses e meses de salários ao seu quadro de pessoal, com dívidas milionárias com bancos e proveedores, que simplesmente só continua aberto graças as “ajudas” institucionais do governo autonómico do PP.

Sem a injeçom de milhons de euros da Junta de Galiza ou da Deputaçom de Ourense possivelmente “La Voz de Galicia” ou a “La Región” também estariam fechados.

Alarmismo, exageraçom e burdas mentiras, definem os seus relatos, sempre do lado dos poderosos, dos que nos condenam ao desemprego, a salários e pensons de miséria, à precariedade laboral, a cortes e deterioramento da educaçom e a sanidade, à emigraçom.

Nengum destes meios informa que a imobiliária “La Rosaleda”, quem comprou a casa da Algália, é  umha construtora fraudulenta e especuladora, que adivida salários aos seus trabalhadores e milhares de euros a fornecedores.

Estes som os falsos paladins da liberdade de expressom. Os que convertem o que deviam ser jornais informativos em simples boletins policiais, em panfletos elaborados nos mais profundos sumidouros do regime postfranquista.

Quem sementa as ruas da cidade de violência, quem aterroriza à vizinhança, que impom a lei da impunidade e brutalidade policial, é a Delegaçom do Governo mediante a ocupaçom das ruas pola UIP.

Perante este cenário nom podemos ser neutrais. O governo municipal de Compostela nom estivo à altura da circunstáncias, deveria ter paralisado in situ o ilegal tapiado de portas e janelas do prédio ocupado. Martinho Noriega e os seus concelheir@s acompanhados pola polícia Municipal deveriam ter paralisado este atentado contra o património da cidade, pois nom conta com as autorizaçons administrativas pertinentes.


A indecisom e o timoratismo só reforça as forças reacionárias
. Condenar o legítimo direito ao exercício da autodefesa frente a violência policial, só contribui para legitimar a repressom policial. Compostela Aberta, mas também o BNG, som incapaces de superar as limitaçons genéticas da sua natureza pacifista pequeno-burguesa.

Os seus posicionamentos respeito à repressom policial contra as manifestaçons de apoio ao CS Escárnio e Maldizer fraco favor lhe fam à luita popular.

Só contribuem para reforçar as posiçons intoxicadoras e criminalizadoras do PP, do PSOE e da imprensa canalha, situadas na extrema-direita!

O PP, que mais que umha força política é umha organizaçom criminal, e as suas comparsas mal chamadas meios de [des]informaçom, pretendem aproveitar esta conjuntura para esmagar o direito ao protesto e à rebeliom, para impor o seu modelo social de falsa ordem inspirada no franquismo, para injetar medo na vizinhança, para disciplinar o movimento social. Mas por muito que se ensanhem connosco nom o lograrám!

Ilegalizaçom do PP!

A luita é o único caminho!

Rebeliom popular!

Direçom Nacional de Agora Galiza


Na Pátria, 8 de junho de 2017

Comunicado nº 60: Ence-Elnosa fora da ria de Ponte Vedra e da Galiza!

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Ence-Elnosa fora da ria de Ponte Vedra e da Galiza!

O complexo de Ence-Elnosa é o melhor paradigma do rol que a Galiza tem asignado polo imperialismo na divisom internacional do trabalho.

Para a UE e para Espanha a nosso país simplesmente é umha “regiom” onde instalar indústrias de enclave, portanto mui contaminantes e com o ciclo produtivo incompleto.

Assim a Galiza, ano após ano, caminha a converter-se num enorme eucaliptal para alimentar os dous monstros instalados no nosso território nacional: na ria de Ponte Vedra e em Návia, na comarca nororiental do Návia-Eu.

A fábrica do Louriçam foi imposta manu militari em 1956 frente à oposiçom popular quando o franquista Filgueira Valverde era presidente da Cámara de Ponte Vedra.

Ence leva pois mais de seis décadas provocando a destruiçom da ria, ameaçando a saúde e a segurança da populaçom de Marim e Ponte Vedra, gerando um impacto ambiental letal para a biodiversidade do que foi um paraíso natural, impossibilitando o desenvolvimento económico da comarca.

O complexo privatizado a início da década de 90 está atualmente em maos da oligarquia espanhola vinculada com o PP, facto que lhe permite incumprir boa parte das normativas medioambientais, lograr constantes prórrogas para a sua permanência na ria mediante a concesom de autorizaçons ambientais ilegais feitas à medida desta empresas poluente.

Perante este cenário segue sendo imprescindível a resistência e a luita popular para erradicar Ence de Ponte Vedra, para evitar mais agressons por parte dos planos predadores do capitalismo espanhol.

A esquerda independentista e socialista galega defende o integral desmantelamento deste complexo industrial contaminante, mas também a implementaçom e desenvolvimento dum plano de reindustrializaçom para a comarca, compatível com o respeito ambiental e que permita a recolocaçom dos quadros de pessoal de ENCE e ElNOSA.

Porém, somos conscientes que a luita por umha Pátria ecologicamente sustentável, respeituosa com a nossa riqueza, que free a degradaçom do País dos mil rios, deve enquadrar-se numha estratégia visada para a recuperaçom da independência e a soberania nacional.

Sem superarmos o quadro autonómico que permite o expólio dos recursos da Galiza e a sobre-exploraçom do povo trabalhador galego por Bruxelas e Madrid, nom lograremos acabar com as permanentes agressons ambientais que padecemos.

Mas também sem quebrarmos com a lógica destruidora e esbanjadora do capitalismo na sua fase mais avançada, nom será possível construirmos umha Galiza sem exploraçom e com justiça social.

A equaçom Independência-Socialismo deve ser o eixo estratégico do movimento popular que reclama e luita com persistência por umha Pátria sem contaminaçom.

Agora Galiza apoia a Marcha contra o complexo Ence-Elnosa que sábado 3 de junho partirá às 19.30h das alamedas de Ponte Vedra e Marim.

Espanha é a nossa ruína!

Desmantelamento de Ence-Elnosa!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Galiza, 24 de maio de 2017

Comunicado nº 59: 17 de Maio, Dia das Letras. Na Galiza SÓ em galego. LÍNGUA PROLETÁRIA DO MEU POVO

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17 de Maio, Dia das Letras

Na Galiza SÓ em galego

LÍNGUA PROLETÁRIA DO MEU POVO

Mais um 17 de Maio estamos obrigad@s a sair à rua a defender o nosso idioma, a denunciar a dramática situaçom na que se acha a língua da Galiza, o galego.

Fazemo-lo com um firme convencimento testado nos fracassos contínuos dos 40 anos de acordos “normativos” e “ortográficos” assinados polas forças do nacionalismo galego com os inimigos da Pátria, e portanto da língua galega.

Sim, as cousas claras! Nom funciona a estratégia normalizadora institucional pactuada entre as forças politicas com representaçom no parlamentinho autonómico. Ano após ano o galego perde falantes, basicamente nas franxas etárias mais jovens, sendo um facto mais que alarmante a quebra da transmissom intergeracional.

Mas tampouco funciona a estratégia promovida nestas últimas décadas polas plataformas hegemónicas no ámbito da defesa da língua de Mendinho, Rosalia de Castro, Jorge Amado, Bento da Cruz, Luisa Vilalta e Mia Couto.

Basicamente som duas as razons do fracasso das entidades “normalizadoras”: umha prática de isolacionismo linguístico que evita a confluência com o tronco comum, com o resto dos países do mundo que usam o galego-português. Somos um idioma internacional, nom somos umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza.

Cada dia que passa está mais claro que o reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom a que o nosso idioma está submetido pola abafante influência do espanhol. O reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

E obviamente a segunda causa som os complexos e timoratismos das forças políticas maioritárias com centro de gravidade na Galiza, instaladas na difusa demanda do direito de autodeterminaçom e na metafísica reivindicaçom com a boca fechada da soberania nacional.

Pois o futuro do galego está indisoluvelmente ligado à conquista da independência nacional para recuperarmos a soberania conculcada há 5 séculos, data do início do progressivo processo de espanholizaçom.

Só um Estado galego plenamente independente e soberano poderá normalizar o galego como a língua nacional da Galiza.

A abafante presença do espanhol nas nossas vidas fai com que mesmo a comunidade galego-falante padeça a hibridaçom da língua que emprega, com crescentes interferências nom já só no léxico e na morfo-sintaxe, senom também na prosódia e o sotaque, que coletivamente som cada vez menos galegas e mais espanholas, o que se pode comprovar com qualquer falante adulto ou idoso de que se conservem gravaçons da sua fala.

O galego reintegrado é a forma autótone do que internacionalmente se denomina português, mas nom é nem deve ser o padrom de Lisboa. Temos umha norma própria, patriótica, que devemos conservar como parte da nossa idiosincracia nacional.

Como já é umha nefasta tradiçom, nas jornadas prévias a este novo Dia das Letras voltaremos a assistir à habitual cerimónia da confusom. Da extrema-direta espanholista governante, disfarçada de regionalismo, até a “nova” social-democracia, praticamente todos falarám das vitudes da nossa língua “sem impossiçons”, e do galeguismo “bem entendido”.

Enquanto isto acontece o BNG e as suas entidades satélites seguem com o ritual de brindes ao sol, emprazando o PP a que se comprometa numha estratégia antagónica com os seus planos destrutivos e aniquiladores da língua proletária do nosso povo.

Porque contrariamente ao que afirma “Queremos Galego”, nom existem razons para que a “Junta de Feijó corresponda a dignidade que o povo mostra mantendo viva a sua lÍngua”.

A direçom da sucursal galega do PP tem abraçado as mais ultras teses do supremacismo espanhol, embora tente dissimulá-lo com declaraçons e campanhas tam estéreis como hipócritas.

Nom se producirám avanços quantitativos nem qualitativos na recuperaçom de falantes e de espaços do galego enquanto as forças agrupadas à volta dessa entidade nom apliquem a legenda da manifestaçom nacional do Dia das Letras que Agora Galiza apoia. Enquanto sigam pondo “limites ao galego” como língua internacional caminharemos inexoravelmente face ao nosso suicido como povo com cultura e língua milenária.

Só um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaço sociais, fundamentado na defesa intransigente do monolinguísmo social e o reintegracionismo lingüístico, visado na conquista da nossa plena emancipaçom nacional, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos castros e dos mil rios.

Estamos a tempo de evitar a desgaleguizaçom!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 17 de Maio de 2017

Comunicado nº 58: O inimigo do povo trabalhador som todas as burguesias. Posiçom de Agora Galiza frente aos orçamentos do Estado espanhol de 2017.

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O inimigo do povo trabalhador som todas as burguesias

Posiçom de Agora Galiza frente aos orçamentos do Estado espanhol de 2017

Tal como vem realizando nos últimos 150 anos a burguesia nacionalista basca acaba de pactuar com a oligarquia espanhola a estabilidade do regime em troca de 4.000 milhons de euros visados para financiar a construçom de infraestruturas estratégicas.

Assim os cinco deputados do Partido Nacionalista Basco [PNB] nas Cortes espanholas salvárom o governo de Rajói tombando todas as emendas à totalidade na primeira tramitaçom parlamentar prévia à aprovaçom dos “Orçamentos Gerais do Estado”. É a contrapartida à abstençom da seçom regional do PP na votaçom no parlamento bascongado que possibilitou em março a aprovaçom dos orçamentos da Comunidade Autónoma Basca, garantindo assim a estabilidade económica que reclamava o regionalismo.

O acordo anunciado entre a burguesia basca e espanhola é quantificável em cerca de 6.000 milhons de euros, consistente numha substancial rebaixa do “cupo”, a devoluçom de 1.400 milhons de euros e 4.000 milhons adicionais para financiar basicamente grandes obras de infraestruturas, excluindo assim as necessidades e reivindicaçons em matéria social e laboral do povo trabalhador basco.

Concretamente o governo do PP rebaixará a tarifa elétrica das empresas, apoia a construçom de plataformas logísticas, umha terminal intermodal conetada com os portos, além dum compromisso de calendário para concluir o comboio de alta velocidade.

Mas também, entre outros temas, o reforçamento do aparelho repressivo regionalista mediante o incremento do quadro de pessoal da Ertzaintza e facilitar a sua incorporaçom nas estruturas policiais europeias.

Este acordo é o balom de oxigênio que Mariano Rajói neccesitava para respirar perante a sua debilidade pola corrupçom geralizada que o converte no presidente de um governo bandido. É um quid pro quo entre a mesma classe, embora de formaçons sociais diferentes!

A burguesia nacionalista basca salva assim o governo do PP da ferida de morte que poderia provocar a sua queda se nom lograsse aprovar os orçamentos.

Nada do acontecido resulta surpreendente, como tampouco a posiçom do nacionalismo galego laiando-se de que a carência dum grupo parlamentar galego nas Cortes espanholas explica o agravo e a marginalizaçom da Galiza nos orçamentos estatais que ve reduzido o investimento em 442 milhons de euros.

Assim o BNG “contrasta o resultado de ter um Governo que exerce para defender os seus interesses, -Euskadi-, e un Feijó “marioneta” de Rajói”. Desta delirante posiçom do BNG deriva-se que estaria disposto a apoiar os orçamentos do governo anti-popular, anti-operário e anti-galego de Rajói em troques de incrementar os orçamentos do Estado espanhol na Galiza.

Que estaria disposto a alongar o calvário que padece a maioria social pola aplicaçom das duríssimas receitas económicas de cortes, “austeridade”, reformas laborais, repressom e involuiçom em direitos e liberdades que aplica o PP seguindo os diktados do Ibex 35 e da Uniom Europeia.

Novamente se constata que a classe operária e o conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza necessita dotar-se de ferramentas próprias para defender os seus interesses.

Novamente se constata que nas forças nacionalistas das naçons oprimidas polo imperialismo espanhol, incluindo as que se reivindicam de “esquerda”, prevalece a defesa dos interesses das suas respetivas burguesias e elites.

Novamente se constata a necessidade de construir um projeto revolucionário galego autónomo, equidistante do chauvinismo da “esquerda” espanhola com centro de gravidade em Madrid que nega o quadro galego da luita de classes, e do nacionalismo étnico e essencialista carente de um projeto coerente ao serviço do povo trabalhador.

Um projeto visado para a ruptura com o capitalismo, o patriarcado e a opressom nacional, um projeto socialista e feminista de libertaçom nacional, dirigido por e para o povo trabalhador, com a rua e os centros de trabalho como espaço preferencial de luita.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 4 de maio de 2017

Comunicado nº 57: Só o povo trabalhador movimentado na rua pode provocar a queda do governo bandido do PP.

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Só o povo trabalhador movimentado na rua pode provocar a queda do governo bandido do PP

A moçom de censura contra o governo do PP anunciada por Podemos é umha manobra estéril de distraçom sem percorrido algum. A iniciativa promovida por Podemos e as suas “confluências” nom passa de puro show político, porque nom conta de antemao com os apoios necessários para forçar a queda do governo bandido de Mariano Rajói.

Nem o PSOE nem o neofalangismo representado por C´s vam apoiar a proposta anunciada hoje por Pablo Iglesias, porque ambas forças estám comprometidas a lume com a “estabilidade política” que exige Bruxelas, Berlim e o Ibex 35 para assegurar a implementaçom das novas agressons contra a o povo trabalhador em direitos e liberdades.

A moçom de censura nom pode pois prosperar! Esta iniciativa estéril novamente nom passa de ser umha válvula de escape empregada polo populismo socialdemocrata que só fortalece a ilegítima institucionalidade da “democracia” espanhola.

Claro que o governo gansteril do PP tem que ser tombado! Mas a única possibilidade real de conseguir a sua queda será na rua.

O povo trabalhador movimentado e unido em defesa dumha nova ordem social empregando a rua como espaço de luita conseguirá o que nom se pode lograr nas Cortes espanholas nem nos gabinetes dos partidos comprometidos com a lógica da Constituiçom do 78.

Espanha caminha a ser um estado falhido, sob o controlo dumha oligarquia tam depredadora como corrupta que aplica receitas de destruiçom maciça contra a classe trabalhadora, contra a maioria social enquanto saqueia obscenamente, sem o mais mínimo pudor, as arcas públicas.

Os sucessos em curso nos que estám involucrados altos dirigentes do PP, do PSOE e da antiga CiU, ministros, secretários de Estado, alguns dos mais destacados oligarcas, banqueiros, diretivos dos meios de [des]informaçom, altos funcionários do poder judicial, em definitva o conjunto das elites do regime, som consequência direta da segunda restauraçom bourbónica que maquilhou o fascismo numha pseudademocracia burguesa.

Sem questionar pois os alicerces do regime e portanto sem umha estratégia visada para a sua transformaçom mediante umha política genuinamente rupturista todas as propostas regeneracionistas, reformistas, democraticistas, nom som mais que água de bacalhau.

Nom nos deixemos enganar polas apariências. O novo reformismo solicita comparecências parlamentares, explicaçons institucionais, mas nom se atreve nem tem vontade política para iniciar um ciclo de mobilizaçons populares visadas para vertebrar um movimento em prol de ilegalizar o PP e abrir um processo constituínte que abra umha fase de democratizaçom real onde os povos trabalhadores das naçons oprimidas decidamos livremente o nosso destino.

Agora Galiza denuncia a nova fraude podemita que só contribui para reforçar o regime. A multicrise que padece o Estado espanhol [económica, política, institucional] nom tem saída eleitoral. Só umha Revoluçom popular de orientaçom socialista poderá enviar ao lixo da História Rajói, Feijó, Felipe González, Susana Díaz, Albert Rivera, o clam Pujol, Rato, Blesa, Villar Mir, Amancio Ortega, Moix, à monarquia bourbónica, e abrir um processo de construçom dumha sociedade livre e igualitária.

Pois do contrário os partidos da “esquerda” institucional com os seus compromissos e ataduras com a lógica do regime estám favorecendo a criaçom das condiçons subjetivas para o eclosinar da alternativa fascista face à que se desliza cada vez mais setores da burguesia.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 27 de abril de 2017

Comunicado nº 53: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Amador, Piloto, Daniel, a luita obreira é o único caminho

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega

Amador, Piloto, Daniel, a luita obreira é o único caminho

Paradoxalmente, a medida que a ofensiva do Capital contra o Trabalho se intensifica, as luitas operárias vam perdendo vigor, intensidade e combatividade. O ano 2016 finaliza com o menor número de greves e conflitos laborais das 4 últimas décadas. Eis a adversa realidade da radiografia da luita de classes na Galiza.

Mas esta situaçom tem umhas causas claras que convém determinar para corrigir o rumo atual que nos conduz inevitavelmente a umha severa derrota do proletariado, da classe obreira e do conjunto do povo trabalhador galego.

O sindicalismo hegemónico, tanto o de ámbito espanhol como o galego, carecem de vontade real para agir como ferramentas defensivas da classe operária. Converterom-se em mastodónticos aparelhos burocráticos financiados polo Estado burguês para promover e legitimar a conciliaçom e a “pax social”, imprescindível para aprofundar na exploraçom e disciplinar a classe obreira.

Os pronunciamentos realizados nas últimas semanas polas amarelas CCOO e UGT, mas também pola CIG, som meras declaraçons para galeria, simples posicionamentos administrativos, inofensivos amagos sem percorrido algum, dirigidos basicamente a manter “pressom” mediática para nom perder o seu privilegiado estatus como parte da maquinária do Estado postfranquista.

A ausência real de empenho por organizar e mobilizar a classe trabalhadora galega na defesa dos seus direitos laborais, sociais e políticos, sob umha estratégia de luita permanente e encadeada, é o pam de cada dia do sindicalismo maioritário.

Se a isto acrescentamos os vínculos diretos destas estruturas sindicais com os partidos reformistas e sistémicos que alimentam o ilusionismo eleitoral desta ditadura burguesa sob fachada democrática, compreenderemos melhor a carência por promover a conflituosidade laboral, por politizar e ideologizar a classe trabalhadora.

Conciliaçom de classes e ilusionismo eleitoral som as duas caras da mesma moeda. Som a estratégia que levam alimentando nas últimas quatro décadas os partidos e forças políticas da “esquerda” institucional. O seu fracasso é umha evidência impossível de maquilhar.

A “nova política” vaziou as ruas de protestos e liquidou o ascendente movimento de massas que entre contradiçons estava dando passos na sua radicalizaçom e politizaçom.

Hoje a classe operária galega tem menos direitos e liberdades que as atingidas na luita contundente nas fábricas, centros de trabalho e na rua pola geraçom proletária de Daniel e Amador.

Todas as conquistas e direitos que nos suprimírom e as que pretendem liquidar-nos som resultado da luita operária e popular. Nada nos foi entregue gratuitamente. A burguesia nunca concedeu nada de forma voluntária e pacífica. O pactismo e a conciliaçom som sinónimos de mais derrotas e mais retrocessos.

Estamos na antesala do novo pacote laboral que exige Bruxelas e Berlim ao governo espanhol. Mas perante o retrocesso nas pensons e nos salários, no incremento da precariedade laboral, da emigraçom, da pobreza e da exclusom social, o sindicalismo hegemónico nom passa de convocar mobilizaçons meramente rituais, processons para cubrir expediente e aparentar, às que obviamente só assiste umha parte do seu aparelho burocrático de liberados e militantes das forças políticas instaladas no cretinismo parlamentar.

Perante este adverso panorama cumpre ao proletariado galego recuperar a iniciativa e a centralidade discursiva, deslocar e depurar a pequena-burguesia da direçom do movimento obreiro, recompor o sindicalismo, promover ferramentas unitárias de defesa, resistência e combate obreiro.

A melhor contribuiçom para comemorarmos o 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique é visibilizar a imensa capacidade e potencialidade de luita da nossa classe, acreditar nas possibilidades reais de atingirmos vitórias parciais para acumularmos na forja do combate operário as forças necessárias para tomar o poder.

No 45 aniversário do assassinato em Ferrol pola polícia espanhola de Amador Niebla e Daniel Rei, no 52 aniversário da execuçom em Sam Fiz de Asma pola Guarda Civil do guerrilheiro comunista galego Luís Castro Veiga, “Piloto”, o socialismo independentista honra a sua memória e lembra que o seu sangue é semente da Revoluçom Galega.

Viva a classe obreira galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 6 de março de 2017

Comunicado nº 52: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Só com feminismo de classe se logrará a emancipaçom

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Só com feminismo de classe se logrará a emancipaçom

Umha das expressons mais nocivas da abafante hegemonia pequeno-burguesa nos movimentos sociais é a permanente maquilhagem política e ocultaçom histórica que imprimem à memória coletiva da luita popular.

A luita pola emancipaçom da mulher trabalhadora da dominaçom, opressom e exploraçom que padece pola aliança simbiótica entre patriarcado e capitalismo é um dos exemplos desta falsificaçom.

Lamentavelmente a manipulaçom das origens de 8 de Março e a adulteraçom dos verdadeiros objetivos desta jornada mundial reivindicativa tem sido progressivamente assumida polo feminismo galego.

Primeiro suprimírom o seu conteúdo eminentemente de classe eliminando “trabalhadora” da designaçom da data, para agora desvirtuar a jornada reivindicativa pola postmoderna formulaçom “Dia da luita feminista”.

Sob o manto do unitarismo dotado de um programa minimalista que permite a cómoda presença de forças como o PSOE, contrárias à plena emancipaçom da mulher trabalhadora e responsável direto pola sua situaçom, o feminismo galego dirigido pola pequena burguesia mesocrática e funcionarial renuncia a definir com precisom a alternativa revolucionária, empregando eufemismos e malabarismos que alimentam o ilusionismo de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo e o patriarcado.

Eis polo que Agora Galiza, como organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, vemo-nos na obrigaçom de denunciar esta deturpaçom da jornada que o feminismo pequeno-burguês tem acunhado.

8 de Março foi proclamado como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em 1910 pola II Conferência Internacional de Muheres Socialistas reunida em Copenhague. A proposta da dirigente marxista Clara Zetkin foi apoiada unanimemente polas mais de cem mulheres que representavam 17 países.

Fôrom pois as mulheres comunistas como Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, além da própria Clara Zetkin, quem impulsionárom há mais de um século esta data fundamental no calendário reivindicativo da luita operária e popular contra o capitalismo.

É necessário recordar perante tanta amnésia imposta que foi durante a Revoluçom Bolchevique de 1917 quando por primeira vez na história as mulheres trabalhadoras atingírom plenos direitos e conquistas em todas os ámbitos: igual trabalho igual salário, divórcio, aborto, discriminalizaçom da homossexualidade e do adultério, cuidado e educaçom das crianças, etc.

8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita para exigir a plena igualdade de direitos em todos os espaços. Umha data com eminente conteúdo de classe pois som as mulheres trabalhadoras as que padecem no ámbito laboral, familiar, social a sobre-exploraçom e discriminaçom do capitalismo.

As mulheres trabalhadoras recebem 25% menos de salário que os homens por jornadas laborais idênticas. Som as mulheres trabalhadoras as que padecem com mais virulência a precariedade laboral, o desemprego, a pobreza e a exclusom social. Som as mulheres trabalhadoras as que recebem pensions mais baixas tendo que trabalhar 10 anos mais que um trabalhador para atingir similar reforma. Som as mulheres trabalhadoras as que tenhem sido mais golpeadas pola crise estrutural do capitalismo, polas contínuas reformas laborais promovida polo PSOE e o PP e as suas consequências à hora de relegá-las ao cuidado das crianças, de familiares doentes e pessoas idosas.

O feminicídio e a violência estrutural do terrorismo machista continua a ser umha lacra que longe de diminuir aumenta perante a falta de medidas concretas no ámbito laboral, educativo, cultural, social e político, e que golpeia basicamente as mulheres trabalhadoras.

Os direitos sexuais e reprodutivos como o aborto livre e gratuíto, a infomaçom sexual nos centros educativos, as revisons ginecológicas anuais na rede sanitária pública, o acesso gratuíto da juventude aos métodos anticonceptivos, etc nom se garantem no sistema capitalista.

O mesmo em matéria de erradicaçom da linguagem machista nos ámbitos públicos, nomeadamente nos meios de comunicaçom e no sistema educativo.

Eis polo que nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Eis polo que temos que construir um movimento feminista galego com umha composiçom e orientaçom claramente socialista e comprometido com a plena liberdade da nossa Pátria, a Galiza.

Corresponde pois às mulheres trabalhadoras resgatar o caráter de classe do 8 de Março, deslocar mediante a açom teórico-prática a hegemonia pequeno-burguesa do movimento feminista galego, tomar as ruas, mobilizar-se, confrontar com o machismo e o patriarcado.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional e Agora Galiza

Na Pátria, 3 de março de 2017

Comunicado nº 51. A independência nacional será resultado da luita popular sob direçom operária

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Perante o julgamento ao que estám sendo submetidos três altos responsáveis do anterior governo da Generalitat da Catalunha por terem organizado 9 de novembro de 2015 umha consulta soberanista, e os apelos à defesa da legalidade espanhola que utilizam na sua defesa no Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, Agora Galiza considera oportuno transmitir a posiçom do socialismo independentista galego sobre os acontecimentos em curso e as perspetivas que se divisam a curto/meio prazo.

O processo independentista catalám é a dia de hoje o elo fraco da cadeia da dominaçom do bloco oligárquico espanhol sobre a classe trabalhadora, as mulheres e as naçons submetidas polo imperialismo hispano.

O atual movimento independentista catalám atingiu umha dimensom de massas como consequência da combinaçom de um complexo conjunto de fatores. À prolongada e firme posiçom em defesa de um Estado catalám que tem caraterizado a açom teórico-prática da esquerda independentista nas últimas cinco décadas, há que acrescentar a linha plenamente soberanista de ERC, e basicamente a recente viragem independentista adotada por um setor destacado da grande burguesia catalana articulada no Partido Democrata Europeu Catalám [antiga CiU].

Som também diversas as razons polas quais a burguesia autonomista catalana -que durante o último século procurou mediante diversas fórmulas o encaixe da Catalunha em Espanha-, opta por quebrar o seu colaboracionismo e vocaçom de reformar/regenerar Espanha.

A necessidade de abrir novos mercados para os seus negócios sem a tutelagem de Madrid, o imobilismo e incumprimento das promessas polo governo de Zapatero de conceder maior autogoverno após nom aceitar o Novo Estatut plebiscitado e ratificado polo Parlament, a negativa de Mariano Rajói de reatualizar os acordos sobre financiamento autonómico [Pacto fiscal], o endurecimento centralizador do cada vez mais intolerante chauvinismo espanhol, som algumhas das causas que permitem entendermos porque um partido de ordem, profundamente burguês, opta por assumir aparentemente a sério a opçom independentista.

A profunda crise estrutural que sacude o capitalismo e as suas consequências sobre as maiorias trabalhadoras e populares combinada com a multricrise do regime espanhol [política, institucional, económica, identidade] tem facilitado que a esquerda independentista catalana atingisse na última década umha acumulaçom de forças no ámbito social e político cuja expressom mais espetacular é o êxito eleitoral plasmado na bancada parlamentar da CUP no Parlament e a presença municipal em centenares de concelhos.

O atual independentismo catalám é pois fruto da convergência destes três vetores. Como movimento transversal e interclassista, mas sob a hegemonia pequeno-burguesa e burguesa [destacado rol de Artur Mas e do pujolismo], obviamente arrasta um conjunto de contradiçons, mas até o momento semelha existir um acordo tácito sobre a estratégia da denominada “Via Catalana” estruturada sob a ambígua palavra de ordem do “direito a decidir”.

O discurso da “Via Catalana” assenta-se sobre conceitos claramente burgueses como “civilidade, concórdia e pacífica vontade de ser”. Segundo este relato a Catalunha demonstra com factos como logra superar o conflito nacional sem recurrir a medidas “antidemocráticas” pois a “Via Catalana” face a Independência passaria à história porque nom contempla a via insurrecional, apostando na “civilizada via das urnas e da palavra”.

Puro idealismo burguês que atualmente é um macroativador de vontades populares, mas como expressom do ilusionismo democraticista e parlamentarista é inviável de plasmar.

A democracia nom é um conceito abstracto à margem da luita de classes tal como transmite a retórica do independentismo catalám. Nas democracias burguesas, ou melhor dito na ditadura da burguesia sob fachada democrática, nom é possível que as maiorias logrem atingir as suas reivindicaçons sem confrontamento quando questionam a hegemonia do inimigo.

Nem é viável pactuar a rutura de Espanha com a camarilha gansteril que hoje a dirige, nem se pode depositar a conquista da independência nacional à autorizaçom de facto da potência ocupante. A medida que se aproxima a data da consulta afastam-se pois as probabilidades de atingir este objetivo porque a estratégia é simplesmente errónea e nom está dirigida pola classe obreira.

Nom só mui poucos povos lográrom conquistar a independência nacional sem confrontar com a sua metrópole, no caso concreto da naçom opressora nom podemos obviar que o profundo caráter ultrareacionário do projeto imperialista espanhol e a sua atual deriva autoritária efascistizante impossibilita a implementaçom da “Via Catalana”.

Som basicamente três os cenários plausíveis para desativar a acumulaçom de forças visadas para ganhar um plebiscito que necessita a “autorizaçom” de facto da potência ocupante:

1- A burguesia catalana pactua com Madrid umha saída honrosa emanada da chantagem e ameaças à que pode ser submetido o clam Pujol, como paradigma do ladrocínio que a carateriza.

2- Se o process data o dia da consulta, nas duas hipótses: fazendo-a coincidir com um adianto das eleiçons autonómicas ou umha consulta específica, a atual arquitetura jurídica do postfranquismo possui suficientes mecanismos para impossibilitar a sua realizaçom. Mediante a aplicaçom do artigo 155 da constituiçom de 1978 a autonomia catalana ficaria automaticamente sob o controlo de funcionários do Estado espanhol.
Aplicando os artigos de “sediçom” e “rebeliom” contemplados no Código Penal que vam muito mais alá de ameaçar com expedientes de perda do seu posto de trabalho a todo o funcionariado público que colabore na organizaçom da consulta. A rebeliom está penada com até 30 anos de prisom e castiga “o alçamento público e violento para declarar a independência dumha parte do território nacional”.
A sediçom castiga com até 15 anos de cárcere a quem que “se alce pública e tumultuariamente para impedir, pola força ou fora das vias legais, a aplicaçom das leis ou qualquer autoridade, corporaçom oficial ou funcionário público, o legítimo exercício das suas funçons ou o cumprimento dos seus acordos, ou das resoluçons administrativas ou judiciais”.

3- Se a vontade em prol da desobediência e o confronto se explicita com a determinaçom de realizar a toda a custa a consulta, porque nom é viável contemplar que Espanha volte a ocupar militarmente Catalunha como em fevereiro de 1939? Porque a Uniom Europeia vai frear as pulsons militaristas sobre as que se tem construido historicamente o imperialismo espanhol, gravadas a sangue e fogo na sua genética? Confiar em que Bruxelas e Berlim nom vai permitir que Espanha saque os tanques é umha lamentável ingenuidade temerária, similar a acreditar que nom ia construir umha muralha infranqueável nas suas fronteiras metendo em campos de concentraçons aos refugiados das guerras imperialistas que alimenta.

Lamentavelmente o legalismo e o fetichismo democraticista burguês empapa o conjunto do movimento independentista catalám unificado à volta do “Direito a decidir”.

De facto nem a esquerda independentista catalana parece contemplar um cenário alternativo à “Via Catalana”, nom tem preparado um plano alternativo que faga frente à repressom a que vai ser submetida a coluna vertebral do movimento soberanista, e muito menos a necessidade de articular as estruturas de contrapoder e mecanismos de acumulaçom insurgente consubstanciais a umha disputa de hegemonias que só se resolve pola força.

Porém, seja qual for o cenário resultante, com referendo ou sem ele, as contradiçons do próprio regime espanhol vam continuar crescendo, polo que o papel da esquerda independentista é chave para a elevaçom da consciência nacional e de classe e a conseguinte mobilizaçom das camadas populares nas ruas.

Há uns dias umha das vozes mais autorizadas do unitarismo espanhol na Catalunha, o ex-eurodeputado do PP Alejo Vidal-Quadras afirmava num tuit que “Fora do marco do Estado de Direito, os conflitos resolvem-se pola força. Som conscientes disso os separatistas?”.

Sem lugar a dúvidas nas vindouras semanas vamos assistir ou bem ao refluxo da acumulaçom de forças da “Via Catalana” ou a constatar o verdadeiro rosto do supremacismo imperialista espanhol que nom duvidará em empregar toda a força que necessite para evitar que o povo da Catalunha opte por conquistar e construir o seu futuro à margem desta cárcere de povos chamada Espanha.

Com toda probabilidade nesse momento o movimento desinflará porque nem a pequena-burguesia, e muito menos a burguesia, está disposta a por em perigo a sua estabilidade e privilégios.

Agora Galiza saúda, como leva fazendo desde a sua constituiçom, o movimento independentista catalám, a quem deseja que logre conquistar a tam desejada liberdade, mas considera que perante o discurso único sobre a via que hoje implementa, e guiad@s pola nossa solidariedade internacionalista e afastad@s de qualquer tentaçom ingerencista, achamos oportuno transmitir as nossas reflexons como organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional.

Visca Catalunya lliure i socialista!
Viva Galiza ceive e socialista!
O internacionalismo proletário e a ternura dos povos!

Direçom Nacional de Agora Galiza
Na Pátria, 10 de fevereiro de 2017

Comunicado nº 50. Políticos bandidos governam para empresas depredadoras.  Nacionalizaçom das companhias elétricas

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Políticos bandidos governam para empresas depredadoras

Nacionalizaçom das companhias elétricas

O disparatado incremento da energia elétrica em mais de 30% em plena vaga de frio ártico exprime a determinaçom da burguesia por incrementar obscenamente as suas taxas de ganho a custa de depauperar o povo trabalhador.

Temos a energia elétrica mais cara de toda a OCDE [Organizaçom para a Cooperaçom e o Desenvolvimento Económico] porque o governo bandido de Rajói, Feijó e a sua camarilha, está ao serviço de magnates e oligarcas.

Os oligopólios elétricos [Gás Natural Fenosa, Iberdrola, Endesa, Rede Elétrica de Espanha, Abengoa, Acciona, etc] tenhem vínculos diretos com as principais forças burguesas que defendem nas instituiçons os seus interesses em troca da posterior incorporaçom dos seus dirigentes aos seus conselhos de administraçom.

A casta política cleptocrática do PSOE, PP, PNV, PCDE [ex CiU] permite este saqueio contra a maioria social pois Felipe González, Aznar, Josep Borrell, Rodolfo Martín Villa, Elena Salgado, Pedro Solbes, Angel Acebes, Javier Solana, Miguel Roca, Josu Jon Imaz, Ana Palacio, Marcelino Oreja, etc, formam parte das diretivas dos oligopólios ganhando centenares de milhares de euros anuais. Ainda ontem foi anunciada a incorporaçom de Fernández de Mesa, ex-Diretor Geral da Guardia Civil, ao conselho de administraçom de Rede Elétrica de Espanha com um salário de mais de 150 mil euros.

A proibiçom do autogeraçom de energia solar exprime claramente qual é a natureza política do atual regime: empobrecer o povo trabalhador para enriquecer as suas elites. Assim na Galiza só 2% da populaçom possui um património superior a mais da metade dos habitantes do País.

O aumento do preço da energia unido ao da botija de gás e da gasolina constata a grande fraude da ditadura da burguesia: nas campanhas eleitorais nem umha só palavra sobre o incremento de preços de serviços básicos.

Galiza leva mais de meio século sendo assolada polas políticas de inspiraçom neocolonial da burguesia espanhola inçando a nossa Pátria de barragens que só acelerárom a destruiçom de comarcas inteiras provocando a sua inviabilidade económica e emigraçom.

Mais de meio centenar de barragens salpicam o conjunto da geografia nacional que destruiu rios e vales fazendo da Galiza um país excedentário em produçom elétrica, mas cujo preço da luz no mercado é superior o da média espanhola. Eis a política de economia de enclave que Espanha e a UE nos impom.

Paralelemanente o chefe da franquícia de Madrid no nosso país, Alberto Nuñez Feijó, inaugura o alargamento do complexo hidroelétrico dos Peares num passo mais da devastaçom económica e meio-ambiental provocada por Iberdrola na bacia do Minho-Sil.

Novos projetos como umha linha de alta tensom atravessando as fragas de Catasós [Deça] ou a ligaçom mediante umha macrocanalizaçom subterránea entre os encoros das Conchas e o Salas [parque natural da Baixa Límia] confirmam o desprezo polos habitantes e a biodiversidade da Galiza polos oligopólios elétricos, neste caso por Gás Natural Fenosa.

A Galiza já pagou com creces a portagem imposta por Madrid e Bruxelas de um modelo de pseudodesenvolvimento esbanjador dos nossos recursos que só nos trouxo pobreza, contaminaçom e despovoamento. Um modelo contra a imensa maioria do povo trabalhador que só enriquece os oligopólios e a casta política de bandidos e corruptos.


Tombar estas políticas antipopulares nom se decide nas urnas, com pactistas e inofensivas cortesias parlamentares e estrategias eleitoralistas. Levamos 40 anos votando e o saldo som 4 décadas de perda paulatina de conquistas e direitos.


Só na rua a classe trabalhadora organizada e movimentada logrará conquistar o nosso futuro. Em fevereiro de 2013 caiu o governo húngaro por um incremento do preço da luz mui inferior ao implementado estes dias polas elétricas espanholas.

Sem umha estratégia de mobilizaçom operária e popular promovida pola auto-organizaçom do povo trabalhador galego seguiremos retrocedendoo em diretos e conquistas sociais e laborais.

Mas aqui a “esquerda” institucional e o sindicalismo pactista e burocrático carecem da mais mínima vontade para quebrar o processo de resignaçom e desmobilizaçom social que as estratégias eleitoralistas provocárom, e só proponhem medidas superficiais que paliem as agressons em curso.

A tarifa elétrica galega, a reduçom do IVA de 21 a 4%, subsídios e moratórias no pagamento das tarifas elétricas polas famílias mais pobres ou supressom dos obstáculos legais ao autoconsumo, que defendem a Marea e o BNG, som simples remendos momentáneos se nom se aposta pola nacionalizaçom das companhias elétricas e um novo modelo de desenvolvimento.

Embora esta medida é fatível no quadro da dependência nacional e da economia de mercado nom se vai a produzir porque a “esquerda” institucional carece de vontade e coragem política pois as suas elites pequeno-burguesas estám cómodas gerindo as migalhas que o sistema permite.

Só lograremos superar este longo ciclo de agressons permanentes contra as nossas condiçons de vida articulando o bloco histórico operário e popular sob umha estratégia de luita visada para recuperar a independência nacional e construir umha sociedade socialista.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1 de fevereiro de 2017

Comunicado nº 49: Agora Galiza deseja feliz 2017 e próspera luita de classes.

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Agora Galiza deseja feliz 2017 e próspera luita de classes

De maneira algumha o balanço do ano que agora finaliza nom pode ser positivo para o nosso povo e a nossa classe.

Novamente os 365 dias que nos precedem estám carregados de agressons e retrocessos nas conquistas e direitos do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, de medidas visadas para impossibilitar a perdurabilidade da Naçom galega.

Lamentavelmente o ano 2016 nom foi aproveitado pola Galiza do Trabalho para reorganizar as ferramentas defensivas e de luita imprescindíveis para derrotar as políticas de cortes e austeridade impostas polo capitalismo para que exclusivamente os de baixo paguemos a sua crise.

O ilusionismo eleitoral que promovem as forças reformistas operantes no nosso país [Marea e BNG] constatou as suas inerentes limitaçons congénitas para abrir um novo ciclo de organizaçom e mobilizaçom social imprescindível para promover a mudança social.

Continuar a concentrarmos o combate no campo de batalha eleitoral só assegura perpetuar a nossa derrota como classe e como povo, pois as normas de jogo estám trucadas e no hipotético caso de perderem nom vam aceitar e muito menos permitir a nossa vitória.

A leiçom histórica do Chile de Salvador Allende assim o confirma. A vigência desta lei da luita de classes a escala internacional contuinua intata nas mais recentes experiências de governos progressistas, onde a muito mais mornas e inofensivas alternativas socialdemocratas nom se lhes permite gerir o capitalismo.

Nom só temos que retrotraer-nos à brutal repressom emanada do golpe de estado fascista de 18 de julho de 1936 que converteu a Galiza num imensa fossa comum e num gigantesco campo de concentraçom.

As atuais gestons municipais de algumhas das grandes cidades polas emergentes candidaturas socialdemocratas constatam que nom é viável empregar as instituiçons do regime postfranquista para dinamitá-lo. Os verdadeiros poderes fáticos do establishment nom permitem às confluências municipais entre o espanholismo progressista e as cissons do nacionalismo galego implementar o seu comedido e raquítico programa regeneracionista e democrático-burguês.

Semelha que o movimento popular esqueceu a leiçom de há 80 anos. Hoje o nosso povo numha conjuntura muito mais adversa, caraterizada pola carência de classe trabalhadora organizada e consciente, e sob exclusiva hegemonia dos setores intermédios, continua abduzido pola via institucional como caminho preferencial para alterar os planos depredadores de um capitalismo senil disposto a todo para alargar a sua lenta agonia.

A persistência e agravamento da atual derrota ideológica da esquerda só tem aprofundado no refluxo histórico no que nos achamos, onde as perspetivas claras de recuperaçom semelham ainda muito afastadas e complexas.

Na permanente renúncia do programa tático e estratégico polas políticas claudicantes derivadas da direçom pequeno-burguesa mutando os objetivos revolucionários pola “gestom democrática” do capitalismo, e a errónea leitura das causas da implosom da URSS há agora 25 anos, acharemos as principais causas do atual estado de esterelizaçom do movimento operário e popular.

Umha das leituras imprescindíveis para o caminhar no novo ano que agora iniciamos é sermos capaces de assimilar que a burguesia espanhola em 2016 saiu vitoriosa do[s] golpe[s] de estado que lhe permitiu recuperar a iniciativa.

Golpe mediático permanente contra a “nova política” e golpe institucional contra a reorientaçom de relativa autonomia do PSOE promovida por Pedro Sánchez.

O complexo processo que facilitou a segunda investidura de Mariano Rajói em 29 de outubro e a prévia terceira vitória eleitoral de Feijó derivam da imposiçom polo Ibex 35 e a troika ditatorial “europeia” de duas medidas excepcionais: quebrar o PSOE e iniciar o processo de rutura de Podemos.

Deste jeito o monopartidarismo bicéfalo senta novas bases para recuperar a centralidade no taboleiro político e desinchar a funcionalidade do balom mediático podemita, afastando-o de qualquer possibilidade de optar a gerir o governo espanhol.

O mesmo acontece com o neofalangismo do novo Rivera. A mesma banca que o promoveu também acabará desmontando-o como antes fijo com a UPyD, da qual já quase ninguém se lembra.

Perante este cenário tama adverso só cabem duas vias:

Ou bem deixar-se arrastar polo desencanto e o derrotismo que provocou a implosom da nova esquerda independentista galega há ano e meio, refugiando-se na via do “pinheirismo” culturalista reintegracionista, abraçando o amorfismo e oportunismo do unitarismo setorial carente de projeto estratégico revolucionário. Ou bem perserverar na defesa intransigente dos objetivos estratégicos da Revoluçom Galega, do projeto socialista e feminista de libertaçom nacional que é a essência da nossa constituiçom como força política em julho de 2015.

Em Agora Galiza somos plenamente conscientes que a nossa opçom de evitarmos atraiçoar o nosso insubornável compromisso com a luita de libertaçom nacional e social, que a decisom histórica de evitarmos arriar as bandeiras do projeto da classe operária e do conjunto do povo trabalhador e empobrecido, da Galiza humilde e negada, conlevava irremediavelmente iniciar um longo percorrido em solitário, essencial para reconstruir bases sólidas que permitam reimpulsionar o socialismo independentista.

O tsunami ideológico do capitalismo que tem arrasado com praticamente a totalidade das forças políticas e sociais revolucionárias galegas, mas também a escala planetária, nom é um processo eterno. Eis polo que a nossa linha tática gravite no confrontaçom ideológica que facilite deslindar politicamente para organizar povo trabalhador e acumular forças rebeldes.

Em 2016 nom logramos mais que sentar algumhas bases para estarmos em melhores condiçons de implementar com êxito a linha do independentismo socialista galego.

Um projeto genuinamente de classe, afastado do independentismo etnicista, pois nom temos vocaçom algumha de ser um apêndice “radicalizado” do nacionalismo identitário e interclassista.

Neste contexto convulso de profunda crise do regime de 78, de crise estrutural do modo de produçom capitalista, de caos e guerra global imperialista, é onde vamos que ter que continuar a agir.

O fracasso em curso das “novas” forças políticas eleitorais que pretendiam representar e canalizar o descontentamento e a indignaçom popular perante as políticas reacionárias implementadas polos governos do PSOE e do PP só tem agudizado o atual refluxo da luita de massas.

A realidade constata a correçom dos nossos prognósticos quando descartámos e desmascarámos a fraude que representa a “nova política” e alertámos que só os povos organizados e mobilizados, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, poderám desputar ao Capital a conquista do seu futuro.

A imensa dor que atravessam cada vez maiores segmentos da nossa classe provocada polas lacras do desemprego, da precariedade, da pobreza e da emigraçom, poderiam ser aliviadas momentanemanete com “governos keynesianos”, mas só serám meros parénteses ao nom questionarem os alicerces da exploraçom e da dominaçom que padecemos como povo trabalhador e como naçom oprimida.

Lamentavelmente temos que repetir para o ano que finaliza similar diagnóstico do anterior. 2016 foi um ano nefasto para o conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, que padeceu nas suas carnes o incremento do desemprego, da precariedade laboral, da queda do poder aquisitivo de salários e pensions, o aumento da pobreza e da exclusom social, da emigraçom juvenil, mas também a perda de populaçom, um autêntico galicídio, consequência letal da estratégia assimilacionista da dupla pressom do projeto imperialista espanhol e da UE contra a Galiza.

2016 foi um ano de retrocesso do nosso idioma, de avanço da espanholizaçom do País em todos os ámbitos.

Meia dúzia de mulheres fôrom assassinadas polo terrorismo machista. O feminicídio foi umha constante perante a carência de medidas de choque para evitá-lo, salvo cínicos comunicados de condenas por parte das instituiçons.

Em 2016 o regime implementou todas e cada umha da legislaçom excepcional para restringir liberdades e aumentar o controlo social.

Mais umha vez manifestamos que a imensa maioria dos problemas que padecemos como povo trabalhador e empobrecido, derivam do atraso e dependência que o capitalismo nos tem asignado na divisom internacional do Trabalho. Sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons.

Nom queremos despedir 2016 sem lembrar o mais universal filho desta Pátria, o comandante Fidel Castro, falecido a 25 de novembro na ilha rebelde de Cuba. A sua trajetória de combatente pola Revoluçom Socialista e incansável defensor da soberania dos povos frente o imperialismo, é fonte de inspiraçom para Agora Galiza.

Também manifestar a nosa satisfaçom pola libertaçom de Alepo e a contundente vitória do Exército Árabe Sírio e forças aliadas sobre o terrorismo yihadista promovido, financiado e armado pola NATO e as monarquias feudais do Golfo.

Queremos transmitir umha sincera saudaçom socialista e patriótica a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, familiares e amizades, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2016 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo sírio, palestiniano, curdo, iraquiano, afgao, colombiano, venezuelano, catalám, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

No novo ano que agora inícia comemoraremos duas efemérides de transcendência incomensurável para a luita revolucionária, a liberdade e a emancipaçom dos povos: o centenário da Revoluçom Bolchevique e o assassinato do comandante Che. A Revoluçom de Outubro e o exemplo guevarista som fonte permanente de inspiraçom na luita de libertaçom nacional galega porque os seus objetivos e fins seguem mais vigentes que nunca neste século XXI.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 30 de dezembro de 2016