Comunicado nº 90 de Agora Galiza: Assalto mineiro das multinacionais contra a Galiza

Padrão

Assalto mineiro das multinacionais contra a Galiza

A divisom internacional do trabalho, clasificaçom mundial dos países dentro do marco do sistema capitalista, segundo a sua produçom e especializaçom de determinados bens de consumo, tém como objeto especializar a Galiza numha ”regiom” [espanhola e europeia] fornecedora de matérias primas.

Madrid e Bruxelas fieis aos interesses da oligarquia permitem a constante sobre-exploraçom dos recursos e materias primas da nossa naçom. Um exemplo é a substituiçom descontrolada do bosque autótone por eucaliptos e outras espécies fóraneas. Mais de metade da madeira cortada no Estado espanhol provém do monte galego, o impacto sobre o ecossistema é tal, que nom é de extranhar que sejamos umha das naçons da Península Ibérica com maiores taxas de lumes.

O des-governo de Feijó, servil ao Capital espanhol e autótone, conta com total impunidade para reordenar o nosso território, destruir definitvamente os nossos setores produtivos, e mal-vender a nossa pátria.

A finais do ano 2017 o PP aprovou em solitário na Junta no parlamentinho a denominada “Lei de Fomento de Implantación de Iniciativas Empresariais -LFIIE-“, popularmente conhecida como “Lei de depredaçom da Galiza”, que deixa via livre às empresas estrangeiras para compra a um preço muito baixo matérias primas, através da desregulaçom ambiental e da desproteçom do património.

No referente à exploraçom da riqueza mineral do nosso solo, fornecemos umha parte importante do quartzo explorado por Espanha, situamo-nos como sexta potência mundial em exportaçom de granito e produzimos a maioria da lousa que se consome no mundo.

Nom é coincidência que desde a chegada do Partido Popular à Junta se tenham multiplicado os direitos mineiros outorgados, já que a sua intençom é permitir as exploraçons mineiras em qualquer tipo de solo do território galego, seja zona protegida, monte comunal ou exploraçom agrícola.

A megamineraçom provoca um grave impacto mediombiental como deflorestaçom, contaminaçom, alteraçom da água e destruçom do hábitat. Ademais, também nom devemos esquecer que neste plano de assalto com lógica colonial à Galiza permite-se o emprego de técnicas extractivas proibidas na própria UE, como é o caso do cianeto.

O despovoamento do rural é outras das causas contribui para a megamineraçom. A concentraçom populacional nas urbes e a desertizaçom demográfica facilita a instalaçom de novas exploraçons mineiras no rural, já que a resistência popular é menor nas áreas despovoadas. Perto de um milhar e meio de aldeias estám despovoadas na Galiza interior e muitas estám condenadas à desapariçom. A juventude vive de forma maioritária nas cidades.

Outro problema é a opacidade da atividade mineira na Galiza. A multinacionais interessadas em saqueiar os nossos recursos tenhem ao do seu lado a “democracia” burguesa que nega constantemente a participaçom popular nos assuntos fundamentais, como a planificaçom económica, territorial, cultural, etc…

Quem defende os interesses mineiros necessita manter o povo na ignoráncia, negar-lhe o seu direito à informaçom. Nom querem que saibamos que os últimos governos fôrom excessivamente permissivos com esta indústria polos “acordos” e “mordidas” aos que chegam com as empresas interessadas em explorar os recursos mineiros.

Um exemplo é o da multinacional canadiana Edgewater, quem teima em extraer ouro numha megamina em Corcoesto. A empresa multinacional, tras a negativa final do Governo da Junta, denunciou que um intermediário solicitou 1,5 milhons de euros a repartir entre Feijó e altos cargos em troques de que se lhe permitisse levar a cabo o macroprojeto.

Para justificar o saqueio também necessitam das falácias e da demagogia, um falso argumento que empregam tanto a indústria mineira como a Junta é o de que a megaminaçom cria postos de trabalho. Oferece-se como oportunidade económica às famílias e às mancomunidades de montes como alternativa ao desemprego, mas a megamineraçom privatiza o monte comunal e liquida amplas zonas agrícolas e pecuárias do nosso território.

Seguindo os dados ofrecidos pola empresa Edgewater para o projeto de Corcoesto, dos 277 empregos que prometiam criar, incluiam-se na sua maioria postos diretivos, restando só 100 postos operários. À criaçom destes poucos postos de trabalho, há que restar a destruiçom dos empregos da zona, coma as exploraçons agropecuárias.

Por outra parte, a transformaçom das matérias primas, que é a parte do processo produtivo que mais valor comercial e postos de trabalho cria, fica reservada a zonas de fora da Galiza. Estamos pois perante umha estratégia claramente colonial.

Agora Galiza manifesta o seu apoio a todas os movimentos populares que em diferentes lugares da nossa geografia nacional [Touro/O Pino, Corcoesto, A Límia, Terra Chá] se estám confrontando com as multinacioniasi mineiras e o governo bandido do PP, para defender o território, o meio ambiente e a saúde da populaçom das comarcas afectadas.

Queiramos ou nom, a luita popular contra a megamineraçom é essencialmente umha luita nacional anti-imperialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 13 de maio de 2018

Comunicado nº 89 de Agora Galiza: 17 de Maio, Dia das Letras. Na Galiza SÓ em galego

Padrão

17 de Maio, Dia das Letras

Na Galiza SÓ em galego

O período compreendido entre 17 de Maio de 2017 e 2018 caraterizou-se polo agravamento das tendências assimilacionistas espanholas. A perda de galego-falantes -com destaque nas franxas etárias mais jovens-, e a quebra da transmissom intergeracional do idioma, é umha dramática realidade da língua própria da Galiza, o GALEGO.

A estratégia normalizadora promovida nas últimas quatro décadas polo movimento em defesa do galego nom tem atingido nengum dos objetivos marcados. Ano após ano retrocede o uso do idioma entre o nosso povo e o espanhol abafa-o todo.

Todos os acordos “normativos” e “ortográficos” assinados polas forças do nacionalismo galego com os inimigos da Pátria, e portanto da nossa única língua, nom só nom tenhem invertido o processo desgaleguizador, tenhem sido negativos para avançar na recuperaçom de falantes e utentes, para ganharmos espaços e alterarmos a estratégia desnacionalizadora que leva séculos promovendo o imperialismo espanhol.

A esquerda independentista galega leva denunciando incansavelmente que som basicamente duas as razons do fracasso das entidades “normalizadoras”.

Umha prática de isolacionismo linguístico que evita a confluência com o tronco comum, com o resto dos países do mundo que usam o galego-português. A negaçom da premissa de que somos um idioma internacional, que nom somos umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza, conduze-nos inevitavelmente à derrota.

O reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom a que o nosso idioma está submetido polo espanhol. O reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

A segunda causa som os complexos e timoratismos das forças políticas maioritárias de direçom galega, instaladas na simples reclamaçom teórica do direito de autodeterminaçom e na contraditória indecisom à hora defender com firmeza e factos constatáveis a soberania e independência nacional da Galiza.

O futuro do galego está indisoluvelmente ligado à conquista deum Estado galego plenamente independente e soberano.

Mas no seio do movimento normalizador aparecem novas ameaças. O reintegracionismo de vocaçom pinheirista e lóxica liberal, instalado no folclorismo ridiculista e na defesa do padrom de Lisboa, portanto contrário à forma autótone do galego reintegrado, vem de dar mais um erróneo passo.

A defesa do binormativismo que promove a direçom da AGAL, quer dizer,a procura da convivência entre o galego isolacionista e o português, evita deliberadamente abordar o cerne da ameaça em curso, a hegemonia do espanhol como arma de destruiçom maciça do idioma que nos define como povo e naçom.

O galego como parte do tronco comum galego-português possui umha norma própria, patriótica, que devemos conservar como sinal medular da nossa idiossincrasia nacional. Renunciar a ela é claudicar e facilitar o processo de espanholizaçom.

A pequena-burguesia empoleirada no que até há bem pouco era a academia galega reintegracionista, age em base aos mesquinhos interesses mercantis, seguindo as lógicas neoliberais e post, desagregando a luita pola normalizaçom do galego da opressom nacional da Galiza.

Claro que lograrám o aplauso, colaboraçom e prémio das forças espanholizadoras. Nom existem razons para que o PP e Feijó se oponham ao português na Galiza como língua opcional estrangeira no ensino, ou à difusom das TV portuguesas, pois nom questiona a hegemonia do espanhol e distrai a defesa do galego como idioma próprio da Galiza.

Agora Galiza, como organizaçom reintegracionista que segue a tradiçom e legado da esquerda independentista galega que nunca contemporizou nem colaborou com os inimigos do galego e da Galiza, nom se vai somar a nengumha nova manobra de confusom.

Nom vamos aplaudir iniciativas estéreis e absurdas nem participar em entroidadas que nada contribuem para normalizar e defender o idioma de Mendinho, Rosalia de Castro, Jorge Amado, Bento da Cruz, Luisa Vilalta e Mia Couto .

Estamos plenamente conscientes que até que as forças agrupadas à volta da entidade convocante da manifestaçom deste 17 de Maio nom abandonem a estratégia de procurar acordos institucionais que sabem vam ser incumpridos polas hipócritas forças espanholistas [PP, PSOE, C´s, Podemos, IU], caminharemos inexoravelmente face o nosso suicídio como povo com cultura e língua milenária.

Só um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaço sociais, fundamentado na defesa intransigente do monolinguísmo social e o reintegracionismo lingüístico, visado para a conquista da nossa plena emancipaçom nacional, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos dez mil castros e dos mil rios.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 11 de maio de 2018

Comunicado nº 88 de Agora Galiza: Saudamos convocatória de greve geral para 19 de junho

Padrão

 

Saudamos convocatória de greve geral para 19 de junho

Agora Galiza quer manifestar a satisfaçom da esquerda independentista, socialista e feminista galega perante o anúncio realizado ontem pola CIG de convocar greve geral na Galiza para 19 de junho.

A greve geral é umha poderosa ferramenta que a classe operária e o conjunto do povo trabalhador historicamente emprega para defender os seus interesses, para frear e neutralizar as agressons da burguesia, para tombar governos e para tomar o poder quando adota caráter insurrecional.

Porém, a greve geral nom deve ser concebida como umha morna e simples jornada de paro e mobilizaçom operária e popular, com fins claramente eleitoralistas, sob a ineficaz lógica do parlamentarismo burguês.

19 de junho nom pode concebir-se como umha jornada isolada carente de fio condutor, que só procure pressionar o governo de Feijó e favorecer as expetativas eleitorais da “oposiçom” no parlamentinho autonómico.

O povo trabalhador e empobrecido da Galiza continua a padecer nas suas condiçons de vida a dureza das receitas neoliberais, promovidas pola oligarquia espanhola seguindo os ditames da UE e do FMI, e aplicadas na Galiza pola franquícia local encabeçada por Feijó.

Sob a falsa justificaçom da “crise capitalista”, a burguesia espanhola e galega tem implementado um conjunto de reformas laborais, ataque ao sistema de pensons, cortes em direitos e liberdades, deterioramento e privatizaçom da sanidade, educaçom e serviços sociais, visadas para endurecer e disciplinar ainda mais o povo trabalhador.

Políticas que só procuram garantir e perpetuar os privilégios e acumulaçom de riqueza pola burguesia.

A desorganizaçom da classe obreira galega, as receitas pactistas e conciliadoras da “esquerda” institucional, o ilusionismo eleitoral e a carência de umha estratégia de luita permanente e encadeada de convergência de conflitos, greves e reivindicaçons, sob um programa anticapitalista, feminista e de libertaçom nacional, dificultam converter 19 de junho num clamor contra a ditadura burguesa e o criminal regime de 78.

A organizaçom convocante deve clarificar quais som os objetivos táticos e estratégicos da greve geral de 19 de junho, para gerar as condiçons subjetivas que permitam assegurar o seu respaldo e êxito.

Agora Galiza considera que na greve geral de 19 de junho devem fundir-se as reivindicaçons laborais, sociais e políticas.

A greve de 19 de junho deve contribuir para gerar um novo ciclo de luitas visadas para avançar na cristalizaçom da rebeliom popular, tendente à queda dos governos reacionários e neofascistas de M ponto Rajói e Feijó, e início da rutura com o regime postfranquista, abrindo um processo constituínte galego.

Só assim a classe operária e o conjunto das camadas populares e empobrecidas da Galiza começaremos a ver a luz do longo tunel reacionário em que estamos atrapad@s.

Só radicalizando a resistência popular, só avançando na imprescindível auto-organizaçom operária à margem dos partidos e sindicatos entreguistas, de unidade da classe obreira, de luita sem trégua, poderemos conquistar os direitos e as liberdades.

Que os ricos paguem a crise!

A luita obreira é o único caminho!

Por um governo obreiro e popular, patriótico e feminista!

Adiante com a greve geral de 19 de junho!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de maio de 2018

Comunicado nº 87 de Agora Galiza: Perante a sentença imposta a “La Manada”

Padrão

Perante a sentença imposta a “La Manada”

A Audiência de Nafarroa deu a conhecer hoje a ridícula sentença imposta a cinco integrantes de “La Manada”, acusados de violar umha jovem em julho de 2016.

Nom é qualquer surpresa que a justiça espanhola mostre sem ambages a estreita colaboraçom com o patriarcado que sempre tivo em casos similares, onde o grau de violência e a gravidade dos factos semelha estar determinada se a agressom acaba em assassinato.

Custa entender como se pode falar de “abuso” sem violência e intimidaçom perante umha agressom sexual cometida sem consentimento entre cinco homens num portal, resultando especialmente nojenta a cousificaçom que mais umha vez se fai do corpo das mulheres, como se foramos quem de suportar todo tipo de ataques e vejaçons, de permanecermos inertes e fazer que nom passa nada, ou de que o nosso corpo nom oponha resistência e que isso signifique consentimento.

É absolutamente intolerável que a responsabilidade das violaçons recaia sempre nas mulheres, em ser quem de nos proteger, em ter que submeter-nos para evitar males maiores.

Igualmente lamentável é o papel dos meios de comunicaçom do sistema e como a opiniom pública se encarregou nos últimos meses de questionar a veracidade da denúncia interposta pola jovem.

José Ángel Prenda, Ángel Boza Florido, Jesús Escudero Domínguez, Afonso Jesús Cabezuelo e Antonio Manuel Guerrero Escudero, entre os que há um soldado e um guarda civil, som apenas cinco das dúzias de violadores aos que lhes sae demasiado barato cometer agressons sexuais.

Falha a prevençom, falham os procedimentos e também falham as soluçons. Nom existe praticamente educaçom afetivo-sexual nas escolas, nom se ensina aos filhos a nom dar por feito que o corpo das mulheres é da sua propriedade, nom interessa entender que para muitos a sexualidade está baseada no que aprendem vendo porno, nom se tomam medidas porque as instituiçons nom querem que se faga.

As feministas nom ficaremos caladas, sairemos à rua para denunciar este novo ataque à nossa liberdade e inadmisível cumplicidade institucional. Só um feminismo organizado e de classe será quem de mudar a estratégia e começar a transformar este sistema patriarco-burguês.

Agora Galiza, no dia de hoje, apelam a participar nas concentraçons convocadas polo movimento feminista galego em várias vilas e cidades do país.

Avante a luita feminista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. Classe Obreira em Pé!

Padrão

Publicamos editorial do Rebeliom Popular n°4.

1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

Classe Obreira em Pé!

O êxito eleitoral do novo reformismo tem contribuído para a desmobilizaçom popular. As ruas, as empresas e os centros de trabalho, voltárom a ficar em silêncio. A conflituosidade em ascenso da altura deu passo à pax social das promessas, declaraçons para a galeria sem percurso algum.

As grandes manifestaçons da mudança de década, estavam fraguando umha nova geraçom militante na luita de classes, movimentado amplos setores sociais na defesa dos direitos e conquistas atingidas, incrementando o nível de consciência socialmente compartilhado. O lento, mas tangível processo de radicalizaçom popular às políticas neoliberais do governo de Zapatero primeiro, e posteriormente de Rajói, foi substituido polo inofensivo parlamentarismo e os debates televisivos de sensacionalismo banal.

Porque o relato da “nova política” é um simples déjà vu, que sintetiza o mais adulterado discurso da socialdemocracia, fundido com as metafísicas modas imperantes post daquelas correntes de fachada esquerdista que negam os princípios medulares da causa obreira.

A classe trabalhadora como sujeito da transformaçom foi substituída polo inócuo e asséptico “cidadanismo” que nega a contradiçom antagónica entre proletariado/classe obreira/povo trabalhador e burguesia.

A organizaçom classista em espaços genuinamente operários e populares, foi substituída por falsas “unidades populares” que aglutinam as diversas fraçons das camadas intermédias e os aparelhos burocráticos desses microespaços políticos.

A estratégia a longo prazo de luita e confrontaçom com o inimigo, apoiada numha rede de estruturas que combinem o seu caráter aberto e de massas, com a existência de um partido revolucionário de vanguarda, foi substituída polo ilusionismo eleitoral que alimenta o imediatismo e a falsa normalidade democrática.

Porque embora tentem aparentar ser qualitativamente diferentes, tanto a nova política como o tradicional reformismo coincidem no essencial. Para ambos a mobilizaçom social é um mero recurso inserido numha estratégia de simples competência eleitoral que possibilite aceder à gestom das instituiçons burguesas e espanholas, para que as suas elites implementem umhas mornas políticas que remendem e paliem aquelas aristas mais agressivas do capitalismo. Simples alternáncia política sem questionar o quadro jurídico-político. Estratégia que só consolida a dominaçom e afasta a alternativa de ruptura com o regime de 78.

As consequências desta tendência tenhem sido nefastas para o povo trabalhador galego e para o projeto de libertaçom nacional da Galiza.

Debilidade do movimento operário

A crise do capitalismo senil, fundida com a multicrise do Estado espanhol, nom tem sido aproveitada como umha magnífica oportunidade polas organizaçons revolucionárias para alargarmos a nossa base de apoio, para crescer e desputarmos aos reformismos influência e hegemonias.

Mais bem todo o contrário, a crise tem golpeado a esquerda revolucionária galega, provocando o seu retrocesso até o residualismo atual. Negá-lo ou maquilhá-lo nom vai contribuir para a nossa recomposiçom e o processo de reconstruçom.

Somos conscientes que na Galiza de 2018 nom existe umha alternativa política anticapitalista de classe com capacidade de intervençom. Mas para avançar com êxito neste objetivo estratégico, cumpre evitar reproduzirmos alguns dos erros da nossa génesse há vinte anos, responsáveis pola posterior implosom.

Sabemos que nom existem atalhos, nem fórmulas mágicas. Devemos sermos um projeto genuinamente de classe, crescer entre o proletariado, as mulheres e a juventude operária e popular. Só alimentando-nos de classe operária, recrutando povo trabalhador para as nossas fileiras, estaremos em condiçons para evitarmos ser devorados polo vírus das políticas conciliadoras e pactistas que historicamente acompanham o desenvolvimento e intervençom do movimento obreiro.

Tarefas imediatas

Neste 1º de Maio temos que reafirmar sem complexos os princípios fundacionais do marxismo na aposta pola luita operária e popular como espaço prioritário de acumulaçom de forças, na alternativa socialista frente ao caos capitalista, na defesa intransigente do direito de autodeterminaçom.

Sem conquistarmos a República Galega, sem abandonarmos o Estado imperialista espanhol, sem um coerente feminismo de classe frente o poder patriarcal, nom é possível emancipar-nos, libertar-nos, sentar as bases para edificar umha nova sociedade.

Só a classe operária pode salvar-se a sim mesma. Organizada em forças políticas e sindicatos de classe. A nossa independência frente os difusos espaços interclassistas é umha necessidade indiscutível, umha reivindicaçom inegociável. Nom podemos delegar na pequena-burguesia “progressista”, nem nas suas castas burocráticas que levam décadas esterilizando o movimento popular galego em troques de perpetuar os seus privilégios.

Confrontar e deslindar com a “velha” e a “nova política” reformista é imprescindível para abrir caminho. A persistência e os princípios som as nossas melhores armas para inverter a resignaçom, o derrotismo e o marasmo da classe operária.

Até a vitória sempre!

Comunicado nº 86 de Agora Galiza: 1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário. Classe obreira em pé!

Padrão

 

1º de Maio, Dia do internacionalismo proletário Classe obreira em pé!

A passividade perante as agressons em curso e perante as novas medidas ultraliberais de cortes e austeridade anunciadas, possibilita que ano após ano, perdamos direitos e liberdades.

A “crise” capitalista tem sido aproveitada pola burguesia para lançar a maior ofensiva contra o mundo do Trabalho nas últimas décadas, tem sido aproveitada para amassar grandes fortunas a custo da miséria e o empobrecimento de amplos setores do povo trabalhador.

O desenho final da involuiçom que promove o Capital pretende impor um cenário sociolaboral similar ao da primeira revoluçom industrial.

Enquanto a classe obreira galega siga acreditando nas possibilidades de mudar o rumo dos acontecimentos mediante o simples apoio eleitoral aos partidos interclassistas e pactistas, que se autodefinem como de “esquerda”, “progressistas”, e mesmo “ruturistas”, a derrota está assegurada.

Enquanto a classe obreira e o povo empobrecido da Galiza continuemos apoiando sindicatos amarelos e sigamos delegando a defesa dos nossos interesses nas burocracias sindicais, a derrota está assegurada.

Enquanto a classe obreira galega acreditemos que só com procissons laicas poderemos parar a ofensiva do inimigo, a derrota definitiva é mera questom de tempo.

Sem reagirmos, sem implicar-nos ativamente na defesa dos nossos direitos, das nossas liberdades, sem luitarmos de forma organizada e coletiva por recuperarmos o perdido e melhorar a nossa situaçom, cada ano recuaremos mais.

A luita concreta por manter o poder aquisitivo, por melhores salários, por umhas pensons de qualidade, por emprego estável, na defesa da sanidade e educaçom pública, contra a emigraçom, deve estar enquadrada na superaçom do sistema capitalista e em tombar o regime de 78.

Estamos numha conjuntura em que o fascismo mostra sem rubor as suas gadoupas. Nos meios de [des]informaçom, no aparelho judicial, na podre e corruta casta política empoleirada nas instituiçons, dia a dia constatamos como o fascismo emerge mediante a conculcaçom dos mais elementares direitos democráticos, na perseguiçom da liberdade de expressom, na censura, na criminalizaçom permamente de quem luita.

Nom podemos continuar assim, sem reagir, acreditando em falsas saídas eleitorais, nas remudas de partidos que promove a oligarquia para fortalecer mediante a alternáncia esta ditadura burguesa disfarçada de democracia.

Seguir incidindo em que todo se arranja deslocando o PP da Moncloa e de Monte Pio é outro engano mais.

A classe obreira tem o dever histórico e a necessidade presente de dirigir o movimento popular, de focá-lo na deslegitimaçom e superaçom do regime postfranquista, em procurar a convergência das luitas sociais, em implementar umha estratégia de luita permanente e encadeada.

Só umha Revoluçom Socialista de caráter antipatriarcal assegura o nosso futuro. E a construçom dumha sociedade socialista na Galiza só é possível dotando-nos de um Estado próprio, de caráter operário, recuperando a independência e a soberania nacional conculcada por Espanha.

A greve geral é umha ferramenta eficaz se está concebida como ponto de inflexom para abrir umha nova fase na luita, mas se é unicamente empregue com finalidade eleitoralista, simplesmente é mais um engano dos partidos oportunistas à classe obreira.

Neste 1º de Maio de 2018, Agora Galiza transmite a sua solidariedade internacionalista à classe operária de todo o mundo e aos povos como o sírio, palestiniano, iraquiano, iemenita, catalám, cubano, venezuelano, do Dombass que resistem e combatem as embestidas do imperialismo.

Viva a luita operária!

Viva a classe operária galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Independência e Pátria Socialista!

Alerta antifascista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Galiza, 19 de abril de 2018

Comunicado nº 83: Prisom permanente revisável, mais umha medida para reforçar a deriva autoritária do Estado espanhol

Padrão

Prisom permanente revisável, mais umha medida para reforçar a deriva autoritária do Estado espanhol

Após o assassinato de Gabriel Cruz, gerou-se nas redes sociais e nos meios de [des]informaçom burgueses muito ruído mediático à volta da aplicaçom da cadeia perpétua para crimes deste calibre.

Ademais, pudo-se comprovar como a ultradireita além da cadeia perpétua, solicita inclusive a pena de morte, convertendo este tema numha das principais reivindicaçons das posiçons mais reacionárias no Estado espanhol.

No Congresso dos Deputados debateu-se a derrogaçom da cadeia perpétua (prisom permanente revisável) aprovada em solitário polo governo reacionário e mafioso do PP.

Neste debate o partido de M ponto Rajói, junto ao neofalangismo de C´s, posicionavam-se em contra da sua derrogaçom, aproveitando o sofrimento e a dor dos familiares de Gabriel e de outras vítimas, para tirar rédito político e assim justificar a sua implantaçom.

A burguesia espanhola para justificar a deriva repressiva e autoritária que está tomando o Estado contra o povo trabalhador, apoia-se nos meios de comunicaçom, utilizando casos como o de Gabriel, para criar alarma social, essa falsa sensaçom na populaçom de que é necessário aumentar as penas e mao dura, convertendo a repressom num fetiche e criminalizando quem se oponha.

A cadeia perpétua nom serve para evitar crimes, nem ajuda tampouco a que estes disminuam. O impacto que tem o endurecimento das penas neste tipo de delitos é praticamente nulo. Nos Estados onde existe pena de morte, o índice de criminalidade nom diminui, como no caso dos Estados Unidos.

Chega com analisar a história penal espanhola: nem a aboliçom da cadeia perpétua na ditadura de Primo de Rivera, nem a da pena de morte após a constituiçom de 1978, tivérom impato algum no incremento de delitos violentos.

O Estado espanhol é um dos Estados da UE com maior número de presos e presas a pesar de nom ter as taxas de criminalidade mais altas, polo que a aplicaçom da cadeia perpétua nom só seria ineficaz para resolver este problema, tampouco ajudaria a prever estes delitos.

A cadeia perpétua é umha medida para reforçar aínda mais o poder da burguesia espanhola. Como em todo Estado burguês as leis som em benefício da classe que está no poder, a burguesia, e em contra da classe oprimida e explorada, a classe operária.

Os partidos burgueses nom vam apoiar nengumha lei que suponha umha ameaça para os seus interesses. Se assim fosse, Aznar, Zapatero ou o ex-Chefe do Estado Maior de Defesa, Julio Rodríguez, seriam condenados a cadeia perpétua por crimes de guerra, já que um dos casos nos que se pode aplicar esta lei é por delitos de lesa humanidade, genocidio ou por em perigo a vida de chefes de Estado de outros países.

O maior perigo é, que a causa da manipulaçom e intoxicaçom promovida polos meios de comunicaçom da burguesia, o povo trabalhador acabe por acreditar que nom há mais alternativa ao crime que a reaçom. O pior que podemos fazer, pior inclusive que perder a batalha, seria renunciar a dá-la.

Contra a deriva autoritaria do régime do 78 a luita é o unico caminho!

Viva a luita da classe trabalhadora!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 28 de março de 2018

Comunicado nº 82: Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

Padrão

Só luitando nas ruas evitaremos a destruiçom das pensons

A doutrina económica neoliberal galopa desbocada como o cavalo de Atila, arrasando todas as áreas socio-económicas susceptíveis de sustraer lucro.

A realidade que define a situaçom socio-laboral galega carateriza-se polo submetimento à disciplina capitalista da exploraçom, o deslocamento de setores produtivos, a precarizaçom dos que ficam maximizando os benefícios, a destruiçom dos direitos operários atingidos em décadas de luita protagonizadas polo conjunto d@s asalariad@s, a paulatina pauperizaçom que nos conduz a umha vida de miséria, a emigraçom maciça que expulsa da Galiza à juventude mais preparada, …

Este retrocesso histórico, fruto da desmovimentaçom da classe operária, significa que no dia a dia de umha parte cada vez mais ampla do povo trabalhador galego as dificuldades nom param de aumentar para pagar recibos da luz, do aquecimento, dos alugueres, dos impostos, etc. Condenam-nos a viver sem segurança laboral e sem perspetivas de futuro.

No Estado espanhol os governos do PP e PSOE som cúmplices e mans executoras desta doutrina. Responsáveis pola sua implementaçom em conivência com as elites económicas, os sindicatos e o conjunto dos partidos politicos com representaçom institucional, independentemente da descorida bandeira ideológica.

Cada corte cometido polo governo corrupto e mafioso de turno no Estado espanhol, nom é mais que um trasvasse de fundos do público às contas privadas da burguesia da Uniom Europeia.

Os 60.000 milhons de euros com os que contava a caixa das pensons nom tivérom distinto percorrido. O governo de M ponto Rajói vaziou-a através de engenheria financieira, com a autocompra de dívida pública.

A demagogia do neofascismo [PP e C´s] e dos seus acompanhantes do PSOE nom tem limites. Afirmam que nom há dinheiro para assegurar as pensons, porém, há recursos suficientes para salvar a banca, as autoestradas previamente privatizadas, para o incremento dos gastos militares, para manter a parasita Casa Real, para aumentar os obscenos salários da casta cleptrocrática e das forças repressivas.

Na Galiza, governados pola sucursal da organizaçom criminal sediada na rua madrilena de Génova 13, levamos décadas castigados polos planos económicos ditados desde os centros de poder do Ibex 35 e da UE.

Os governinhos submissos assomen com inteira complacência o desmantelamento de todos os setores produtivos e deslocamento das grandes empresas, facilitando com estas medidas que na Galiza tenhamos os salários e as pensons mais baixas do Estado espanhol, a taxa de temporalidade mais elevada, batamos recordes em sinistralidade num mercado laboral onde a precarizaçom é a nota dominante, forçando a emigraçom da juventude.

As conquistas do falso Estado de benestar é um dos doces caramelos nos que estas avespas insaciáveis querem incar o seu venenoso aguilhom.

A paulatina destruçom dos serviços públicos é ja um feito, o seu deterioramento é julgado com parámetros de empresa capitalista que nom da benefício, e por tanto há que fechá-los ou entregar a sua gestom a maos privadas.

O que até o de agora era a tábua de salvaçom económica de muitas famílias que contavam com as pensons dos seus maiores como umha contribuiçom para quadrar as contas mensais, estám padecendo um brutal ataque pola burguesia.

O coletivo de pensionistas ao longo de quase umha década tem visto mermar o seu limitado poder adquisitivo. Primeiro polo seu congelamento e o paralelo incremento dos preços de boa parte de bens de consumo de primeira necessidade: alimentaçom, medicamentos, eletricidade, combustíveis para o aquecimento, etc, provocando que chegar a fim de mês seja um desafio de ansiedade.

Na Galiza 300.000 pensionistas vivem por baixo do umbral da pobreza, 39,2% nem combinando as pensons laborais e de viudedade chegam aos 8.400€ anuais, cifra estimada como umbral da miséria.

As mulheres trabalhadoras som o coletivo mais castigado. 6 de cada 10 som mulheres, que nom chegam aos 639€ mensais, percebendo um complemento de 206€ congelado desde 2011 pola franquícia autonómica de Feijó.

A miséria a que somos empurradas por estes delincuentes a cara descuberta nom afeta só o ámbito estritamente económico.

É pisada a dignidade d@s pensionistas e reformad@s após trabalhar toda umha vida para enriquecer empresários. Aumenta o recurso à beneficiência, aos comedores populares, banco de alimentos, reduzir e mesmo deixar de tomar medicamentos, recurrir a métodos obsoletos para escorrentar o frio.

É o pior está ainda por chegar, se nom se fream estas políticas depredadoras perpetradas pola mais reacionária fraçom da burguesia -a financieira-, com o esvaciamento da caixa das pensons e a deliberada intençom de contratar planos privados.

Com esta operaçom entregará-se um suculento recurso de acumulaçom à fraçom mais parasita, saqueadora e carronheira do capital, que nom só condena o coletivo de pensionistas atuais, hipoteca o futuro das geraçons que hoje som condenadas a trabalho precário,salários de miséria e inestabilidade laboral.

Só a auto-organizaçom socio-política à margem dos partidos institucionais e dos sindicatos entreguistas, a luita organizada e constante, logrará parar os pés a estas políticas antipopulares e antioperárias.

Os direitos conquistados que nos querem substrair devem ter as ruas como principal suporte dos nossos reclamos.

Som o espaço prioritário e imprescindível para recuperarmos os nossos direitos como trabalhadores, estudantes, mulheres e pensionistas. Esta é umha luita de tod@s porque somos ou seremos reformad@s.

É necessária a convocatória dumha contundente e combativa greve geral que paralise todos os setores produtivos para defender as nossas pensions e os serviços públicos, umha greve geral que abra um novo ciclo de luitas, onde a classe operária demonstre a sua imensa força e capacidade para condicionar o presente e consquistar o futuro.

A luita é o único caminho!

Viva a luita da classe trabalhadora!

Na Pátria, 23 de março de 2018

8º Comunicado conjunto do Manifesto Internacionalista de Compostela: SOLIDARIEDADE ACTIVA COM OS TRABALHADORES DO DOURO

Padrão

[8º Comunicado conjunto do Manifesto Internacionalista de Compostela]

SOLIDARIEDADE ACTIVA COM OS TRABALHADORES DO DOURO

No dia 15 de dezembro, no Porto, um grupo de trabalhadoras e trabalhadores do turismo fluvial do rio Douro tomaram firme a decisom de criar umha ferramenta de luita no seu setor. Avançarom decididos a romper com o reformismo e o oportunismo reinante, e anunciam agora a criaçom da Comissom de Trabalhadores do Turismo Fluvial do rio Douro (CT-TFD).

As organizaçons abaixo-assinadas afirmam o seu compromisso de apoiar a luita das trabalhadoras e trabalhadores do turismo fluvial do rio Douro.

Afirmamos ainda a nossa solidariedade com o camarada Gonçalo, a braços com três processos em tribunal pola justa luita que tem levado a cabo. A solidariedade de classe é imparável – estas tentativas de intimidaçom nom passarám!

Força Gonçalo! Nem um passo atrás!
Viva a luita dos trabalhadores e trabalhadoras do Douro!


8 de março de 2018

AGORA GALIZA [Galiza]
BOLTXE [País Basco]
COMUNISTAS DE CASTILLA [Castela]
CUP [Países Cataláns]
INICIATIVA COMUNISTA [Estado espanhol]
NACIÓN ANDALUZA [Andaluzia]
PLATAFORMA LABORAL E POPULAR [Portugal]

Comunicado nº 81 da Direçom Nacional: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega Piloto, Amador, Daniel presentes! A LUITA ANTIFASCISTA CONTINUA

Padrão

10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega
Piloto, Amador, Daniel presentes!

A LUITA ANTIFASCISTA CONTINUA

O regime herdeiro do franquismo, governado pola mesma oligarquia que em 1965 assassinou o Piloto, e posteriormente em 1972 matou Daniel Niebla e Amador Rei, é responsável direto polo empobrecimento e a precarizaçom que carateriza as condiçons de vida e trabalho da maioria da classe obreira e camadas populares galegas.

Neste Dia da Classe Obreira Galega é necessário reivindicar a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga “Piloto”, um dos últimos combatentes da resistência político-militar ao fascismo, vilmente abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada.

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate antifascista, na articulaçom do movimento popular que na década de setenta se desenvolvia sob um programa ruturista em prol dos direitos sociais e plenas liberdades sociais e nacionais.

Lamentavelmente a desorganizaçom na que está instalada a classe trabalhadora e as tendências amórficas que promovem as práticas interclassistas e cidadanistas, facilitam a ofensiva burguesa contra nós, povo trabalhador galego.

As reformas laborais, o deterioramento da sanidade e educaçom pública, a queda de salários e pensions, a perda de poder adquisitivo polo aumento do custo da vida, a emigraçom juvenil, nom se podem deslindar do corte de direitos e liberdades, do incremento da censura e da repressom.

Hoje opinar criticamente no Reino de Espanha é um delito que se castiga com penas de prisom e com censura.

Que lho perguntem aos rapeiros da “Insurgência” condenados pola “Audiência Nacional”, a Valtònyc por cantar umha verdade como punhos: “Os bourbons som uns ladrons”, a Carlos Santiago por um pregom satírico e transgressor no entrudo compostelano, a Anna Gabriel por defender com firmeza a liberdade da Catalunha, a Nacho Carretero, o autor do livro “Farinha” sequestrado por ordem judicial, a Santiago Sierra cuja exposiçom fotográfica em ARCO foi retirada por denunciar a existência de pres@s polític@s no Estado espanhol …

Hoje protestar e reivindicar está sancionado pola lei mordaça e polo Código Penal em reforma permanente. Que lho perguntem aos sindicalistas vigueses Carlos e Serafim, às dúzias de pessoas identificadas por protestar contra o despejo do centro social compostelano Escárnio e Maldizer, a Aida, a Emílio Cao, …

Mas a deriva autoritária do regime bourbónico nom é responsabilidade do PP. É umha decisom adotada polo grande capital visada para anestesiar o povo trabalhador e dissuadir os setores mais combativos da classe trabalhadora da impossibilidade de mudar o sistema, para poder seguir endurecendo a exploraçom e disciplinando a classe obreira.

Os chamados poderes fáticos tenhem decidido que o neofalangista C´s substitua o desprestigiado partido de M ponto Rajói para ocupar o governo desta ditadura de fachada democrática. Os tempos que venhem serám ainda mais difíceis e perigosos!

Perante este cenário as forças que se autodefinem de “esquerda” seguem instaladas na falsa “normalidade democrática”, alimentando o ilusionismo eleitoral e o cretinismo parlamentar, gerando fraudulentas expetativas de poder conquistar direitos em base a um programa de remendos do capitalismo.

Enquanto a “esquerda” acovardada e timorata renúncia a organizar e luitar, o franquismo eclosiona sem complexos. Arroupado sob o mais reacionário e supremacista chauvinismo espanhol, a oligarquia e os partidos ao seu serviço, pretendem desviar a atençom e preocupaçons do povo explorado e empobrecido com guerras de bandeira, com demagógicos discursos contra a justa luita pola independência das naçons oprimidas.

Resulta paradoxal que a medida se aprofunda a ofensiva burguesa o sindicalismo se instala no amarelismo e na pior prática conciliadora e pactista.

Perante este estado de cousas, ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Viva a classe obreira galega!
Independência e Pátria Socialista!
Venceremos!

Na Pátria, 7 de março de 2018