Comunicado nº 97: Aboliçom da prostituiçom e direitos e liberdades para as prostitutas

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Aboliçom da prostituiçom e direitos e liberdades para as prostitutas

A prostituiçom é umha das atividades lucrativas mais importantes da economia de mercado. Capitalismo, escravagismo, exploraçom e violência sexual comformam um todo.

A prostituiçom é umha das piores lacras do patriarcado. Eis polo que a aboliçom é a única alternativa realmente emancipatória e libertadora perante a sua despreciável realidade. A sua prática nom teria cabimento numha sociedade socialista de mulheres e homens livres.

Estrategicamente Agora Galiza, como organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, defende a aboliçom da prostituiçom.

Porém, é necessário adotar umha série de medidas táticas até a sua consecuçom, que combatam o proxenetismo e as máfias que traficam com mulheres e nenas, e paliem a atual situaçom que padecem a maioria das mulheres obrigadas a prostituir-se.

Proteger os direitos das prostitutas nom equivale a pretender institucionalizar esta brutal forma de violência patriarcal contra as mulheres.

A imensa maioria das mulheres dos prostíbulos da Galiza som imigrantes sem papéis, provenientes de América Latina, leste europeu e África ocidental, das que umha boa parte padecem formas de dominaçom similares ao escravagismo.

Afastados das posiçons moralistas e das torres de marfim da esquerda “caviar”, e de quem as considera delinquentes e aposta por estigmatizá-las e reprimí-las, Agora Galiza considera que a sua complexidade exige adotar medidas contra o proxenetismo e nom contra as prostitutas, implementando a legislaçom que proibe esta prática, como a clausura dos burdeis, proibiçom da sua publicidade nos meios de comunicaçom convencionais, proibiçom das associaçons empresariais que representam o setor, denúncia e penalizaçom dos utentes que consideram os corpos das mulheres como simples objetos, pura mercadoria que se compra e vende, investigar os vínculos económicos deste multimilionário negócio com os partidos políticos do regime, mas também campanhas de conscientizaçom nos centros educativos.

Aliás, e até atingir a sua plena e real aboliçom, que nom se logra por decreto, deve ser implementado um conjunto de medidas visadas para superar o seu desamparo no horizonte de lograr a reinserçom do coletivo de mulheres que contra a sua vontade -en muitos casos literalmente sequestradas polas máfias-, som submetidas a prostituir-se.

É necessário proteger a integridade física e os direitos e liberdades básicas de quem deseja deixar de exercer a prostituiçom mediante um plano viável de ajuda, formaçom e integraçom laboral.

Medidas que devem ser acompanhadas da concessom e permisso de residência, ajudas estatais, assessoramento laboral e legal gratuíto, assistência sanitária gratuíta.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 22 de setembro de 2018

ZÉLTIA ENVENENOU DURANTE DÉCADAS COM LINDANO POVO TRABALHADOR DO VAL DA LOURINHA COM CUMPLICIDADE INSTITUCIONAL

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(Comunicado nº 2 de Agora Galiza da Lourinha)

ZÉLTIA ENVENENOU DURANTE DÉCADAS COM LINDANO POVO TRABALHADOR DO VAL DA LOURINHA COM CUMPLICIDADE INSTITUCIONAL

As instituiçons som o motel onde as empresas privadas e a casta política fam os seus suculentos negócios de costas ao povo.

O caso do lindano no Val da Lourinha é umha monstra de este proceder infame e criminal.
Há meses umhas obras desenterrárom parte do perigoso material tóxico, produzido durante décadas [1947-1964], na planta da empresa Zéltia, no polígono de Torneiros, em Porrinho.

Mais de 1.000 toneladas deste pesticida fôrom deliberadamente disseminadas na comarca, enterradas nuns terrenos municipais sobre os que foi construído em 1975 o polígono habitacional de vivendas sociais de Torneiros, e em 1990 um circuito de cicloturismo, tentando assim ocultar o gigatesco depósito de resíduos tóxicos.

A filtración do lindano nas águas também afecta o concelho de Mós.

A desinformaçom provocou que durante anos o lindano tenha sido confundido com caolim e portanto empregue na construçom de vivendas, e que mesmo o Concelho de Porrinho tenha asfaltado caminhos com este pesticida mortal.

Zéltia durante a ditadura fabricou o tóxico que se utilizou nos inseticidas que se comercializárom até praticamente finais da década de setenta, sendo posteriormente proibido o seu uso por ser cancerígeno por indicaçons da Organizaçom Mundial da Saúde [OMS].

É puro terrorismo do Capital ter construido vivendas de proteçom oficial desprezando a saúde do povo trabalhador e o meio ambiente.

Esta barbaridade leva condenando centos de trabalhadoras e trabalhadores que ali vivem à exposiçom de um produto cancerígeno dia após dia, provocando problemas muito graves de saúde. Há incluso famílias inteiras com doenças.

A lamentável situaçom em que vive a classe trabalhadora galega é um impedimento mais para muitos dos afectados na zona, que carecem dos meios económicos suficientes para poder abandonar o lugar e refazer a suas vidas.

Os alcaides Gonzalo Ordonhez Pérez e José Manuel Barros som responsáveis diretos por ter completado o traslado e soterramento deste veneno nos bairros operários do Porrinho e concelhos da contorna.

Mas o silêncio e ocultamento institucional continuou com os máximos responsáveis que ocupárom as Casas do Concelho, com estratagemas próprias de quem nom quere lidar com este problema. Tanto PP, como PSOE e BNG, mantivérom um cúmplice silêncio administrativo, umha prática de negaçom de informes e análises, de infravalorizar e subestimar a dimensom desta catástrofe.

A pataca quente do lindano é um problema que foi passando de corporaçom em corporaçom, e que por falta de valentia política ninguém se atreve a encarar.

Atualmente os respetivos governos municipais, no Porrinho encabeçado por Eva Garcia do PSOE, e em Mós por Nídia Arévalo do PP, nom só nom minimizam o problema, senom que incluso chegam a agravá-lo.

Há escasos dous meses voltou-se a repetir o mesmo sucesso no bairro de “O contrasto”, em Porrinho, quando as obras de saneamento efectuadas numha zona afectada destapárom o lindano, deixando-o ao ar livre, provocando a natural alarma na populaçom.

A alcaldesa solicitou desculpas assegurando que foi umha descoordenaçom do governo, como se isso fosse umha justificaçom suficiente quando está em perigo a saúde do povo trabalhador. Se tivesse um mínimo de decência Eva Garcia demitiria de imediato.

Nom estamos perante um simple despejo, é um envenenamento massivo feito com consciência por umha empresa que aplica a lógica perversa e depredadora do capital: procura do máximo lucro a custa de explorar a classe operária, desprezar a sua saúde e a das suas famílias, e destruir a natureza.

Nom há mais que lembrar o proceder destes criminais: movimento de camions aproveitando a noite, valados de vários metros para ocultá-lo, etc, e todo contando com a proteçom das instituiçons do regime postfranquista.

Este jeito de agir nom é exclusivo do Val da Lourinha, também está constatando que nom é um modo de proceder isolado.

A burguesia sempre encontra nas instituçons ajuda para socializar perdas, receber subsídios, usar terrenos públicos para facilitar os seus negócios, e em troques financiam os partidos sistémicos que agem como simples testaferros dos seus interesses de classe.

Atualmente é a vezinhança quem leva a iniciativa para que se adotem as medidas precisas e se arranje o grave problema de saúde que representa.

Tem que avaliar-se que consequências tivo para saúde dos afetados o contato direto com o pesticida, mas é urgente o encapsulado, retirada e limpeza de todas as zonas contaminadas, mas também determinar as responsabilidades politicas, jurídicas e económicas, evitando que se imponha a impunidade.

Agora Galiza respalda as reivindicaçons da vizinhança de Torneiros e do Contrasto, e exige que se depurem responsabilidades polílticas.

Nom só devemos movimentar-nos no terreno institucional com denúncias, as ruas som determinantes para evitar que a lousa do silêncio, do esquecimento e impunidade ganhe a batalha.

Os protestos populares devem ser protagonistas das luitas porque ja está demonstrado que a pressom é a única linguagem que entendem.

Agora Galiza da Lourinha

Na Lourinha, 28 de julho de 2018

INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

(Divulgamos discurso do camarada Carlos Morais no ato político convocado por Agora Galiza neste 25 de Julho, na praça 8 de Março, de Compostela.)

* * *

Por segundo ano consecutivo tenho a honra de intervir no Dia da Pátria convocado por Agora Galiza. Vou ser breve, mas muito claro!

Agora Galiza é a expressom organizativa de umha corrente sociopolítica cujas origens emamam das três derrotas concatenadas, padecidas nas últimas décadas, pola classe obreira e o conjunto do povo trabalhador.

Somos o resultado de três reveses consecutivos de caráter catastrófico, sem os quais nom é possível compreendermos a atual fase de refluxo e carência de perspetivas de vitória, que define a luita de classes que se desenvolve no nosso país e a escala internacional.

Fase de retrocesso e desmobilizaçom, de desarme ideológico, de abandono do imaginário simbólico, de incapacidade política para construir ferramentas de combate e defesa.

Derrota perante o fascismo em 1936. Na Galiza, no fatídico verao de há agora exatamente 82 anos, venceu o golpe militar promovido pola oligarquia e a Igreja católica com apoio das democracias liberais europeias. A causa da derrota foi a inaniçom e timoratismo das autoridades pequeno-burguesas republicanas, negando-se armar o proletariado e campesinhado por temor a que tomasse o poder. Com a queda da cidade de Tui no sul-ocidente, e da Gudinha no sul-oriente, a 27 de julho de 1936 Franco apodera-se da nossa naçom, dando início ao holocausto que eliminou fisicamente, ou forçou ao exílio, o melhor da nosa classe e do nosso povo.

A capitulaçom do reformismo perante a maquilhagem do franquismo na segunda metade da década de setenta, legitimando a monarquia bourbónica como pedra angular do novo regime, foi a segunda derrota que permite explicar boa parte dos acontecimentos em curso.

A definitiva implosom em 1991 da Uniom Soviética e simultánea vitória do imperialismo a escala mundial, foi a terceira severa grande derrota.

O triunfo do capitalismo na sua forma neoliberal, e o mundo unipolar da guerra permanente contra os povos, as mulheres e a classe trabalhadora, acelerou e radicalizou a ofensiva da burguesia contra os direitos, as conquistas e as liberdades, atingidas pola classe obreira em décadas de suor, sangue e lágrimas.

Obviar os letais efeitos das três derrotas consecutivas só nos conduz à derrota final.

E a pesudoesquerda institucional, tanto a espanhola como a autótone, praticam autismo político, pretendem agir com essa irresponsabilidade da mal denominada “normalidade institucional”.

Aparentam desconhecer essa realidade paralela onde som adotadas as decisons que afetam todo o referente às nossas vidas: os conselhos de administraçom, os jantares em reservados de luxo, os clubes secretos, as salas de bandeiras dos quartéis, as embaixadas das potências.

Decisons, que em forma de decretos-lei e resoluçons, som imediatamente implementadas polas cloacas, tanto as institucionais, como as opacas e ocultas.

Nom nos estranha, pois só pretendem situar as suas elites nos limitados espaços de gestom que lhe concede o sistema.

Na esquerda revolucionária galega estamos plenamente conscientes que nas três derrotas mencionadas, e na prática legalista e sistémica da mal chamada esquerda política e social, radicam as causas que facilitam a involuçom política que vivemos.

Camaradas, companheiras e companheiros: o panorama, nom o podemos negar, é dessolador.

Negá-lo, subestimá-lo ou coloreá-lo, é contrarevolucionário! Só contribui para impossibilitar encontrarmos os caminhos que facilitem criar as condiçons subjetivas que permitam a reorganizaçom, reconstruçom e rearme político e ideológico, sem o qual nom é possível superarmos o estado de amorfismo e disgregaçom do povo trabalhador e empobrecido da Galiza.

Nom nos podemos resignar a vivermos como escravos, nem a que nos roubem o nosso futuro e o das geraçons vindouras!

Todo o contrário, temos o dever e a necessidade de promovermos umha açom teórico-prática de insubmissom, de inconformismo e de rebeldia! Que ninguém se confunda. Nom arriamos as bandeiras, nom procuramos acomodo nem nos aggiornamos!!

A teoria marxista que nos guia, sempre em relaçom dialética com a experiência da luita de classes a escala global, esse fio vermelho condutor do que devemos apreender, tem-nos ensinando que nom existem atalhos.

A saída e as alternativas à perda permanente de direitos e liberdades, nom se acha em urnas e aritméticas parlamentares, em referendos e movimentos transversais interclassistas e pacifistas, incapaces de quebrar com o supersticioso respeito com a lógica liberal.

A saída nom a vamos encontrar na gestom das instituiçons do inimigo.

Tampouco a vamos encontrar em articular anémicos e desnutridos espaços de convergência de todas as expressons da nova socialdemocracia, do eurocomunismo e das diversas metafísicas post, tampouco em agir de satélites do reformismo autótone, circunflexo e incapaz de superar o minimalismo acomplexado do soberanismo de fim de semana.

A conquista do futuro passa pola tomada do poder. E este só se logra empregando, utilizando, ensaiando as vias que conduzirom aos avanços e saltos qualitativos da humanidade explorada e oprimida ao longo da história. Nada temos que inventar. Só necessitamos manter o rumo, agir com criatividade e firmeza ideológica.

Seguir transmitindo que é viável reformar este regime, que é possível regenerá-lo e democratizá-lo, é o melhor favor que lhe podemos fazer à oligarquia criminal, à máfia burguesa e aos seus testaferros políticos.

Identificar e reduzir o inimigo à organizaçom criminal denominada PP, é simplesmente enganar o povo trabalhador.

Gerar expetativas entre a classe obreira no governo de Pedro Sánchez é umha monumental estafa.

Gerar ilusons no governo do PSOE é continuar receitando analgésicos que só paliam momentaneamente a dor, mas nom permitem a cura.

Nestes dous meses de governo postPP, o PSOE deixou bem claro que é umha das colunas medulares do postfranquismo. Mais alá da retórica, dos gestos, do estilo, é um governo ao serviço do Ibex 35, da UE do Capital, do FMI, e pregado ao imperialismo ianque.

Pedro Sánchez submeteu-se perante Trump, comprometendo-se aumentar os gastos militares!

Pedro Sánchez pregou-se perante a oligarquia nom publicando a lista da amnistia fiscal!

Pedro Sánchez pregou-se perante o filho do caçador de elefantes, impossibilitando investigar um segredo a vozes. A fortuna dos Bourbons é resultado da depredadora praxe comisionista do conhecido cliente de lupanares de luxo.

Que importa que o número de ricas no conselho de ministros seja maior que o número de ricos?

Que importa a orientaçom sexual do novo chefe do aparelho da repressom?

A realidade é que Borrell colocou de embaixadores toda a equipa do Ministério de Assuntos Exteriores do PP, e que o PSOE vai proseguir com a política chauvinista e supremacista que só procura a plena assimilaçom da Galiza e das naçons oprimidas, porque aqui radica a chave da exploraçom e dominaçom capitalista no Estado espanhol.

Mas nada do que está acontecendo surpreende a esquerda socialista, feminista e patriótica galega.

Eis polo que denunciamos o grave erro de ter anulado a greve geral que o sindicalismo galego tinha convocada para 19 de junho.

Eis polo que nom confiamos o mais mínimo, nem damos margem algum a um governo que só vai aumentar a resignaçom, desencanto e frustraçom, ingredientes imprescindíveis para agir de caldo de cultivo do fascismo.

Sim, camaradas, companheiras e companheiros, amigas e amigos, o plano B que maneja o bloco de classes dominante espanhol é umha involuiçom reacionária, umha saída autoritária do regime perante a sua falta de legitimidade e a multicrise que o carcome.

Um novo tipo de fascismo que assegure a unidade territorial do mercado chamado Espanha, e discipline com maior rigor a força de trabalho.

A bandeira e o imaginário do nacionalismo espanhol é elemento destacado desta estratégia em que a Coroa é o eixo central.

Eis polo que a disjuntiva PP ou PSOE é um engano!, eis polo que converger com alternativas socialdemocratas 2.0, ou com forças pseudosoberanistas bem instaladas nas prebendas do sistema, está descartado por Agora Galiza.
Nom temos cordom umbilical com ninguém nem estamos dispostos a ser satélites de ninguém.

Somos umha força socialista e independentista, umha força que leva impregando no seu ADN a emancipaçom da mulher, nom como moda nem como elemento decorativo.

Queremos derruvar o regime de 78, construir na Galiza umha sociedade socialista de mulheres e homens livres e emancipados, um país sem machismo nem patriarcado, solidário com todos os povos do mundo.

É isto só é possível luitando em todos os ámbitos. No plano ideológico, no político, no social, no cultural e no simbólico.

Confrontar, deslindar, organizar e acumular som os nossos eixos. Poderemos demorar anos ou décadas, mas estamos convencidos que este é o único caminho.

Quem com sinceridade e honestidade esteja disposto a construir um espaço de luita visado para dar xaque ao regime de 78, levantando umha muralha antifascista, nom para defender a democracia liberal burguesa e sim a alternativa da República Socialista Galega, sabe que estamos prontos para contribuir a dar-lhe forma e conteúdo.

A ameaça laranja, a viragem de extrema-direita do PP, os desacomplexados e descarados movimentos táticos do franquismo hegemónico no aparelho judicial, do falangismo que domina o relato dos meios de [des]informaçom burgueses, das forças repressivas, da administraçom, do exército, é umha realidade incontestável.

Olhar para o lado, como se nada passasse, é umha irresponsabilidade que já pagamos muito cara na década dos anos trinta e quarenta.

Neste Dia da Pátria de 2018, com a imprescindível solenidade que a causa require, mas com toda a modéstia e humildade revolucionária, apelamos para sentar as bases para levantar um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista.

Até a vitória sempre!
Viva Galiza ceive!
Viva Galiza feminista!
Viva Galiza Socialista!
Viva a Revoluçom Galega!

INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

Divulgamos discurso do camarada Paulo Vila no ato político convocado por Agora Galiza neste 25 de Julho.

Um pracer ter a oportunidade de intervir de novo no ato político organizado por Agora Galiza no Dia da Pátria.

Desde a esquerda revolucionária galega articulada à volta de Agora Galiza, insistimos na necessidade de que tem que ser o povo trabalhador galego quem decida o seu futuro.

Deve ser o povo trabalhador qum dirija a luita pola independência nacional e a construçom da República Socialista Galega, como única alternativa a este Estado corruto que condena a inmensa maioria da populaçom à precariedade, miséria e exclusom.

O Estado espanhol -um Estado herdeiro do franquismo-, que mantivo a sua estrutura intata após a farsa da “transiçom”, nega de maneira sistemática os direitos mais básicos da maioria da populaçom, e protege a burguesia com a força da legislaçom e das armas, enquanto esta aumenta a sua riqueza a custa da nossa sobre-exploraçom.

O regime bourbónico aposta por umha deriva claramente reacionária por mor da profunda multicrise que padece. A continua repressom contra manifestantes, a impunidade da ultradereita, o discurso ultranacionalista espanhol presente em todas as forças do regime, ou as políticas de cortes em direitos e liberdades que se aplicam polo Governo do Estado espanhol -for do PP ou do PSOE-, que provocam desemprego, desesperaçom e pobreza, som umha mostra de todo isto.

As detençons e as montagens policiais contra aqueles que falam alto e claro som cada vez mais habituais.

Reclamamos o fim do encadeamento d@s militantes independentistas galeg@s, o fim das políticas terroristas de dispersom que provocam sofrimento nom só ao presos, também aos seus familiares, e exigimos a sua imediata posta em liberdade.

A juventude galega temos cada vez mais problemas para sair adiante tanto no ámbito laboral, académico ou incluso no ámbito pessoal.

Somos as vítimas prioritárias destas nefastas políticas, os cortes na educaçom, a reforma laboral e a brutal exploraçom, condena-nos a emigrar como alternativa para procurar um futuro minimamente digno.

A juventude devemos assumir responsabilidades no combate polos direitos que nos nega o capitalismo. É de máxima importáncia organizarmo-nos e mobilizar-nos para procurar alternativas a este sistema e assim poder melhorar as nossas vidas.

O terrorismo machista e a legislaçom patriarcal continua a ser um grave problema para as mulheres trabalhadoras. A impunidade com a que contam os violadores e maltratadores para cometer estes crimes nom seria tal se nom contassem com umha “justiça” patriarcal que consinte e absolve aos responsáveis.

Somado a isto, a legislaçom patriarcal provoca que as mulheres trabalhadores sofram dumha maneira mais clara a precariedade laboral, o desemprego, a pobreza e a exclusom social.

Companheiras e companheiros, nom podemos deixar-nos enganar polo fetichismo eleitoral, nem pola via institucional que promovem as forças reformistas e socialdemocratas. Estes partidos nom suponhem nengum perigo para o Estado já que nom estám dispostos a quebrar com o atual quadro jurídico-político do regime de 78.

A mudança nunca poderá chegar unicamente desde as instituçons burguesas, senom luitando nos centros de trabalho e nas ruas.

A alternativa nom está na reforma dum Estado que nom se pode democratizar, nem em sacar do governo ao PP ou ao PSOE, a saída está em derrubar o Estado na sua totalidade.

Camaradas, devemos ir a raíz do problema, e luitar polo cumprimentos dos nossos objetivos.

De Agora Galiza apostamos pola unidade do conjunto do povo trabalhador galego na luita por quebrar o quadro político e económico, reclamar a nossa independência nacional, para criar umha nova Galiza, soberana e justa.

Devemos por fim dumha vez aos modelos antipopulares e fracassados, como o autonómico atualmente vigorante, que legitimam e permitem a opressom e contínuo saqueio por parte do Estado espanhol.

Queremos derrubar o regime de 78 e construír umha República socialista onde os homens e as mulheres sejamos livres, um país onde exista igualdade real, sem machismo nem patriarcado, um país que seja solidário com todos os povos do mundo.

A rebeliom popular é o caminho!

Abaixo o regime de 78!

Viva Galiza ceive, feminista e socialista!

Comunicado nº 95: 1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos! Esmaguemos o fascismo

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1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos!

Esmaguemos o fascismo

Passárom 82 anos, mas as consequências do golpe de Estado fascista executado polo exército, e apoiado pola bloco oligárquico conformado pola burguesia industrial, financieira e terratenente, a aristocracia e a hierarquia católica, continuam pleamente vigentes na sociedade galega de 2018.

Na Galiza atual continuam governando os netos dos que promovérom o holocausto iniciado no verao de 1936, os que matárom perto de 10 mil compatriotas, os que violárom milhares de mulheres, vejárom e torturárom com sanha todo aquele que nom comungasse com o projeto totalitário franquista, incautárom bens para o seu enriquecimento pessoal, forçárom o exílio do melhor do nosso povo e da nossa classe, prendérom e encadeárom dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores inçando o país de prisons e campos de concentraçom, os que destruírom as tímidas conquistas, direitos e liberdades, os que sementárom fame, doenças, dor e emigraçom, os que provocárom um retrocesso de décadas no desenvolvimento económico e social do nosso país.

Na Galiza de 2018 continuam governando os mesmos que com sangue, balas, masmorras, óleo de ricino, incautaçom e repressom, cerceárom o processo de auto-organizaçom social e política do povo trabalhador galego.

Hoje, mutados em “democratas” de toda a vida, presentes em todos os partidos sistémicos do regime postfranquista, defendem a perpetuaçom dos idênticos interesses económicos que provocárom a guerra de classes de 1936-1939, que na Galiza foi umha autêntica guerra de extermínio, um genocídio.

A pedra angular do regime continuador de 18 de julho de 1936 é a monarquia bourbónica imposta por Franco em 1969. Primeiro na figura do neto do rei expulso polas massas em abril de 1931, e atualmente o filho do caçador de elefantes e multimilionário a custa da sua atividade criminal.

A absoluta impunidade da prática delitiva da família real espanhola é a metáfora mais nítida da ilegitimidade do atual regime, mas também da impossibilidade de transformá-lo empregando as cartas trucadas do cretinismo parlamentar e a conciliaçom institucional, inerente à pseudoesquerda hegemónica no movimento popular.

A cultura política falangista impregna a prática totalidade das forças com representaçom parlamentar de caráter estatal, na sua defesa intransigente do chauvinismo e supremacismo espanhol e o feroz combate ao direito de autodeterminaçom dos povos.

No 82 aniversário da infame vitória do terrorismo fascista, a esquerda revolucionária galega quer homenagear o povo trabalhador galego que nas cidades, aldeias e montanhas, desde os primeiros dias resistiu com as armas na mao o golpe, e que posteriormente, na luita clandestina em fábricas, campos e centros de trabalho, em combinaçom com a forma de luita guerrilheira, combateu sem trégua o fascismo.

Quem a partir da década de sessenta do século XX sentou as bases da reorganizaçom operária, nacional e popular, quem até a atualidade mantém ao vento que a luita é o único caminho, quem nom se deixa arrastar polas políticas conciliadoras e pactistas com os responsáveis da perpetuaçom do ilegítimo Reino de Espanha.

Agora Galiza nom pode deixar de homenagear quem desde o exílio mantivo incólume a dignidade e legitimidade da Naçom Galega durante décadas, sem capitular nem arriar bandeiras, sem conciliar com o inimigo.

Todas elas, todos eles, som exemplos heróicos e inexcusáveis referentes da luita pola Revoluçom Galega.

Hoje, quando a involuiçom reacionária avança no Estado espanhol, e o fascismo revive em média Europa, a luita antifascista de orientaçom anticapitalista e socialista recupera plena vigência e atualidade.

Xaque ao regime de 78!

República Socialista Galega!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 16 de julho de 2018

Comunicado nº 94: Supremacismo espanhol dificulta processo de legalizaçom de Agora Galiza

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Supremacismo espanhol dificulta processo de legalizaçom de Agora Galiza

Processo de legalizaçom de Agora Galiza como força política, está sendo dificultado polo regime de 78.

Ministério espanhol de Interior, concretamente a Subsecretaria Geral de Política Interior, tem bloqueada a tramitaçom do expediente no Registo de partidos políticos até que lhe remitamos a documentaçom traduzida para espanhol.

Ministério de Interior, atualmente dirigido polo juíz Grande-Marlaska, qualifica de “deficiência” cuja “subsanaçom é necessário realizar para continuar com a tramitaçom do expediente”, que tanto a ata notarial como os Estatutos de Agora Galiza estejam redigidos em idioma galego.

Afirma a administraçom espanhola que até remitirmos traduzida para espanhol a documentaçom da legalizaçom, nom é possível tramitá-la “já que nom poderemos saber se os estatutos contemplam todo” o conteúdo que exige a legislaçom

É umha autêntica burla, umha mostra da prepotência e despreço com a que age Espanha, manifestar incapacidade para traduzir e entender o idioma galego por carência de pessoal capacitado.

Estamos pois perante umha vulneraçom dos direitos coletivos do povo trabalhador galego, do direito a empregarmos o nosso idioma.

Esta expressom descarada do assimilacionismo espanhol constata o inerente caráter chauvinista e imperialista do projeto espanhol, a impossibilidade algumha de regenaraçom e democratizaçom de umha administraçom e de um Estado simples prolongaçom do regime franquista.

As políticas uniformizadoras visadas para destruir o idioma nacional da Galiza só podem ser derrotadas com coragem e firmeza política, mas também com habilidade para sortear os contratempos da maquinária burocrática de um Estado anacrónico que deve ser tombado se queremos ter oportunidade algumha de conquistarmos o futuro como povo e como classe.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 10 de julho de 2018

Comunicado 25J 2018: XAQUE AO REGIME DE 78. República Socialista Galega!

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XAQUE AO REGIME DE 78

República Socialista Galega!

A monarquia bourbónica é a pedra angular do atual regime espanhol. A monarquia foi imposta por Franco em 1969 para perpetuar a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar do fascismo em abril de 1939.

A monarquia foi posteriormente legitimada polos partidos sistémicos no ignominioso pacto da denominada “transiçom”, que maquilha entre 1975-1982 o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista.

A chamada “reforma política espanhola” nom foi legitimada polo povo trabalhador galego, que nom ratificou nem a constituiçom de 1978 nem posteriormente o Estatuto de Autonomia de 1981 que perpetua a nossa dependência nacional.

Na reforma promovida polo bloco de classes oligárquico foi blindada a acumulaçom de Capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como a unidade territorial “indivisível” do Estado espanhol.

Umha modificaçom legislativa em muitos casos meramente superficial e epidérmica, ratificou a metamorfose do franquismo, nesta “democracia” burguesa tutelada polos mesmos poderes fácticos que promovérom, apoiárom e se beneficiárom do regime fascista: a burguesia industrial, financieira e terratenente, a Igreja católica, a casta militar e a aristocracia parasita.

Para blindá-la, nom só impugérom a atual Constituiçom e umha tímida descentralizaçom administrativa que nega o direito de autodeterminaçom dos povos, também aprovárom a lei de amnistia em outubro de 1977 [autêntica lei de ponto final] dotando de imunidade e impunidade todos os responsáveis de quatro décadas de crimes e delitos: roubos e incautaçom ilegal de propiedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.

Para poder lográ-lo contárom com a cumplicidade dos principais partidos da “esquerda” reformista [PSOE e PCE] e da burguesia basca e catalana [PNB e CiU].

Porém,o atual regime emanado do franquismo padece umha profunda multicrise no ámbito institucional, político e económico, que pretende ser superada mediante umha nova involuçom reacionária similar à imposta com o autogolpe de estado de 1981.

A Coroa é a chave do processo em curso que pretende impor umha nova recentralizaçom que derrote as reivindicaçons nacionais da Galiza e do resto de povos oprimidos, e domesticar a classe trabalhadora com um conjunto de medidas excecionais visadas para discipliná-la e anulá-la como sujeito histórico.

O discurso chauvinista que empapa o relato dos principais partidos sistémicos [PP, PSOE, Podemos/IU e Cs] contribui para desviar a atençom dos problemas reais e ocultar as causas e responsáveis da depauperaçom de amplos setores populares, o saqueio do fundo de pensons, e a preparaçom de um clima de desmobilizaçom social que permita implementar sem grandes resistências as novas reformas laborais e cortes em direitos e liberdades que reclama o Ibex 35, o FMI e a UE.

A corruçom geralizada que carateriza a elite de bandidos e criminais que nos governa alimenta o populismo reacionário, a repressom contra toda forma de disidência, geram o clima de involuçom política e social da antesala do fascismo.

Perante este cenário, a “normalidade democrática” com a que agem as forças da “esquerda” institucional [Mareas, BNG, Podemos/IU] só contribui para reforçar o regime de 78.

Mais alá da pura retórica sem praxe coerente, estas forças nom pretendem nem procuram tombar o regime de 78. Alimenta esse ilusionismo de que é factível reformar e regenerar o sistema mediante maiorias aritméticas eleitorais nas instituiçons burguesas.

A teimuda realidade constata e verifica que é intrascendente que PP ou PSOE, com ou sem os seus aliados, se responsabilicem de gerir o regime de 78.

Nom se trata de sacar o PP do governo para substituí-lo polo PSOE e aliados, sem tombarmos o regime de 78 todo seguirá sem variaçons substanciais e modificaçons tangíveis.

Perante este cenário tam adverso,é imprescindível avançar na reconstruçom da esquerda revolucionária galega.

Perante este cenário tam preocupante, é fundamental levantar um muro antifascista de inequívoco componente anticapitalista e socialista, nom para defender a “democracia ameaçada”, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente a esta ditadura burguesa em deriva autoritária capitaneada pola monarquia bourbónica.

Eis polo que Agora Galiza, sob a legenda XAQUE AO REGIME DE 78. República Socialista Galega!, convocamos vindouro 25 de Julho, no Dia da Pátria umha concentraçom e ato político.

Será às 13 horas na praça 8 de Março de Compostela.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de julho de 2018

COMUNICADO nº 93 de Agora Galiza: 27 de junho, 87 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega. VERMELHA E SOBERANA

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27 de junho, 87 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega
VERMELHA E SOBERANA

A menos de três meses da instauraçom do regime republicano -que no Estado espanhol susbtitui a corrupta e criminal monarquia bourbónica-, nom demorárom as novas autoridades em agravar a Galiza.

Umha onda de indignaçom operária e popular percorreu a coluna medular da Pátria. A Póvoa de Seabra, o Ourense de Jesusa Prado e António Fernández Carnicero, a Compostela de Carnero Valenzuela, Eduardo Puente “O Nécoras” e Pedro Campos Couceiro, o Carvalhinho de Ernesto Atanásio “O Corcheiro”, saírom as ruas perante a aldraje centralista que tinha paralisado as estratégicas e vitais obras do caminho de ferro Corunha-Compostela-Ourense-Samora.

Era 27 de junho de 1931, quando na capital da Galiza umha greve geral de orientaçom revolucionária promovida polo proletariado galego, proclama a 1ª República Galega.

Umha massa de homens e mulheres da Compostela do Trabalho, após terem assistido a um grande comício na Alameda, dirigem-se à praça do Obradoiro para posteriormente ocuparem as instalaçons municipais do paço de Rajói.

Antom Alonso Rios é nomeado primeiro presidente da Junta Revolucionária da República Galega numha jornada de indiscutível releváncia histórica, que a historiografia espanhola e autonomista deliberadamente continuam ocultando.

Mas umha hábil e veloz manobra do governo espanhol, reiniciando as obras do ferrocarril, desativa o desenvolvimento do movimento insurrecional.

Embora a proclamaçom da nossa independência nacional foi efémera, 27 de Junho deve ser umha data fundamental do calendário galego, que trascende a simples declaraçom simbólica e anedótica.

Hoje, quando o postfranquismo procura a sua estabilizaçom e legitimaçom mediante a aplicaçom da alternância política do “bipartidarismo a quatro”, é umha fraude qualquer programa que desde o campo da “esquerda” defenda umha sociedade justa e livre, se renúncia a tombar o regime de 78 e favorecer o exercício do direito de autodeterminaçom, sem condiçons nem restriçons.

Para os interesses da classe trabalhadora, das mulheres e da juventude, para o futuro da Naçom galega, é pouco mais que irrelevante que PP ou PSOE ocupem o palácio da Moncloa.

O Conselho de Ministros do novo governo espanhol do PSOE está configurado à medida dos interesses do Grande Capital e das políticas reacionárias e antipopulares da UE.

Vai manter similares políticas às aplicadas por M ponto Rajói, embora maquilhadas com umha retórica “progre”.

Depositar esperanças e expetativas no governo neoliberal e chauvinista de Pedro Sánchez nom passa de meras ilusons, que só provocarám frustraçom e desmobilizaçom popular, facilitando assim a chegada do neofalangismo representado por C´s.

Sem recuperarmos a soberania conculcada por Espanha e a UE, nom há a mais mínima possibilidade de implementar um programa de reformas visadas para melhorar as condiçons de vida, recuperar e alargar os direitos sociais e as liberdades do conjunto do povo trabalhador galego.

Carece de percorrido algum toda aquela estratégia que, reivindicando mudanças e transformaçons sociais, nom se incardina na defesa intransigente dumha Pátria soberana. Sem proclamarmos a 2ª República Galega nom podemos construir um País com justiça social.

Neste 87 aniversário da proclamaçom da 1ª República Galega, Agora Galiza quer contribuir para dignificar a figura de Antom Alonso Rios [Silheda 1887-Buenos Aires 1980], primeiro presidente republicano galego e último presidente do Conselho da Galiza, o nosso legítimo governo no exílio durante a “longa noite de pedra”.

Antom Alonso Rios representa a coerência e resistência nacional, a luita antifascista, a Galiza rebelde, republicana e combativa, que nom claudica nem capitula.

Só umha República Galega de caráter socialista e feminista pode abrir o caminho a umha nova Galiza com justiça social, liberdades e plenos direitos. A pola Segunda!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 23 de junho de 2018

10º comunicado do Manifesto Internacionalista de Compostela: ANDALUZIA ACOLHEU 2º PLENÁRIO DO MIC

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ANDALUZIA ACOLHEU 2º PLENÁRIO DO MIC

Reafirmar e reforçar o Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC], como espaço de articulaçom internacional de forças, coletivos e partidos políticos anticapitalistas e revolucionários, é umhas das principais decisons adotadas no Plenário realizado sábado 9 de junho em Andaluzia.

O Centro Andaluz do Povo Blas Infante de Granada acolheu o segundo Plenário do MIC, no que se ratificárom as ideias força de que “só umha estratégia de luita operária, popular e nacional de caráter ruturista, encaminhada à tomada do poder, poderá assegurar cumprir as reivindicaçons e demandas da maioria social e dos povos”.

Na reuniom foi realizado um balanço do 11 meses de andaina e aprovado um protocolo organizativo.

Com a aprovaçom dos Estatutos, o Plenário o MIC dotou-se de um Comité Executivo que a partir de agora tem encomendadas as tarefas de dinamizar e coordenar as atividades e iniciativas conjuntas.

Nos próximos dias o MIC dotará-se de meios de comunicaçom próprios na rede, para divulgar o espaço internacionalista que representamos, e iniciará um conjunto de contatos políticos para alargá-lo com a integraçom de novas organizaçons.


11 de junho de 2018

Comunicado nº 92. Moçom de censura contra M ponto Rajói: manobra de distraçom sem percorrido transformador

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Comunicado nº 92

Moçom de censura contra M ponto Rajói: manobra de distraçom sem percorrido transformador

A anunciada moçom de censura contra o governo de M. Ponto Rajói, promovida polo PSOE, só facilitará a recomposiçom do regime.

O apoio anunciado por Podemos, e polos grupos parlamentares das organizaçons nacionais da Catalunha e do País Basco, asseguram o possível sucesso aritmético da iniciativa.

Porém, esta operaçom pretende gerar umha nova falsa ilusom entre a classe trabalhadora e o conjunto das camadas populares empobrecidas polas políticas ultraliberais do PP.

A alternáncia política da pseudemocracia bourbónica serve para reforçar o corrupto e criminal regime postfranquista, mas carece de percorrido algum para adotar as mais básicas medidas visadas para a sua transformaçom.

O novo governo carecerá de capacidade e vontade política, porque nom passará de aplicar simples retoques cosméticos que aparentarám mudanças para que todo continue igual.

O PSOE de Pedro Sánchez, Susana Díaz e Abel Caballero, é o mesmo partido que aprovou a reforma laboral contra o conjunto do povo trabalhador, que iniciou a privatizaçom da sanidade e da educaçom, que facilitou os cortes na proteçom social e a perda de poder aquisitivo das pensons, que apoia o artigo 155 que tem intervido o autogoverno catalám. O PSOE é um partido profundamente chauvinista espanhol e portanto negador do direito de autodeterminaçom da Galiza, que mais alá da retórica está cómodo com a lei mordaça, a criminalizaçom do movimento popular, os diktados macroeconómicos de Bruxelas e do FMI, as intervençons imperialistas da NATO.

PSOE é um partido do regime, submisso ao Ibex 35, incapacitado para promover nem a mais elementar “regeneraçom democrática”.

Para assegurar o sucesso da moçom de censura já tem garantido os apoios de Podemos, ERC, PdCat e Compromís, e deve optar ou bem polos 5 votos do PNB, ou bem polos 2 de Bildu e o voto de Coaliçom Canária e Nueva Canarias, até atingir os 176.

Mas isto é intrascendente para os interesses da classe obreira, das mulheres trabalhadoras e da naçom galega. É simples política espectáculo para anestesiar a luita e deslocar o conflito das ruas.

Agora Galiza tem claro que esta operaçom novamente pretende continuar a adormecer o povo trabalhador, susbtituíndo a sua imensa capacidade de luita por umha saída “palaciana”, que procura recompor o agravamento da crise de legitimidade do regime perante as continuas detençons e condenas de dirigentes do PP polas suas práticas mafiosas e criminais.

Que nom nos enganem pretendendo fazer-nos acreditar que o problema é o PP, para assim proteger e salvar o regime de 78 e a sua monarquia ilegítima.

A profunda crise do postfranquismo carece de saída institucional. O plano estratégico da oligarquia contempla no seu horizonte imediato seguir aprofundando na viragem reacionária e autoritária.

A moçom de censura só servirá para ganhar tempo e adiar que o neofalangismo laranja ganhe as eleiçons, e portanto se imponha em Madrid um governo de indiscutível caráter ultrareacionário.

Porque a incapacidade e vontade para resolver a grave situaçom que atravesa o povo trabalhador no quadro do capitalismo, os compromissos do PSOE e em menor medida de Podemos com a “unidade indivisível” do espaço de acumulaçom e expansom de capital denominado Espanha, som foguetes sem pólvora, carregados de falsas expetativas que só provocarám mais deceçom e frustraçom, o caldo de cultivo perfeito para o crescimento de C´s.

Agora Galiza considera que só a luita de massas do povo trabalhador organizado, unido e movimentado sob um programa anticapitalista, feminista e de libertaçom nacional, poderá despreender-se da oligarquia e do seu regime.

A greve geral convocada pola CIG para vindouo 19 de junho é umha magnífica ocasiom para ensaiar a rebeliom obreira e popular que tombe o regime, abra um processo constituínte e instaure um governo obreiro e popular, patriótico e feminista.

Achamo-nos numha situaçom alarmante, no preámbuilo de um fascismo de novo cunho. É a alternativa nom som falsas unidades em defesa dos “direitos democráticos ameaçados”, e sim unidade de açom antifascista sob um programa revolucionário anticapitalista e socialista.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 25 de maio de 2018