Comunicado nº 149: “LEI DA MEMÓRIA DEMOCRÁTICA”, NOVA ESTAFA DA “ESQUERDINHA” PARA LEGITIMAR O REGIME DE 78

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LEI DA MEMÓRIA DEMOCRÁTICA”, NOVA ESTAFA DA “ESQUERDINHA” PARA LEGITIMAR O REGIME DE 78

A aprovaçom 15 de setembro do “Anteprojeto de Lei da Memória Democrática” polo Conselho de Ministros do governo espanhol, tem provocado umha reaçom histriónica polas organizaçons situadas no campo do fascismo.

A desmesura retórica habitual empregue polos herdeiros do terrorismo falangista responsáveis polo holocausto galego nos mais de 40 anos de longa noite de pedra, contribui para maquilhar de “progressista” o atual governo social-liberal do PSOE e a sua associada incrustraçom social-democrata de Unidas-Podemos.

Assim devemos interpretar a disparatada sobreatuaçom mediante diversas declaraçons de Vox, denunciando a vulneraçom de direitos fundamentais, apelando para a defesa da “Santa Cruz do Val dos Caidos”, ameaçada por um governo “liderado polos comunistas que perdeu umha guerra civil após sequestrar e destruir a democracia”. Ou afirmando “Querem ganhar o que perdérom no campo de batalha”.

Em linha similar, há que entender as do general na reserva Juan Chicharro Ortega, atual presidente da fundaçom “Francisco Franco”, apelando demagogicamente ao “exercício da liberdade de expressom” verteu graves acusaçons contra o governo “comunista”.

Nestes cada dia menos anómalos parámetros que caraterizam a democracia burguesa postfranquista, devemos avaliar o “Anteprojeto de Lei da Memória Democrática”, como um tímido avanço respeito à Lei da Memória Histótrica vigorante [Lei 52/2007 publicada no BOE 310 de 27 de dezembro de 2007].

Porém, tal como caraterizou a esquerda independentista e socialista galega na altura, se a lei de Zapatero era “limitada, insuficiente e procura reforçar a lógica institucional do postfraquismo”, o atual anteprojeto segue hipotecado às limitadas margens dos pactos ignominiosos da arquitetura jurídica-política que vernizou o regime de 1936 na atual monarquia parlamentar.

Treze anos após a sua entrada em vigor, poucas cousas tenhem mudado. A simbologia fascista segue inçando os espaços públicos perante a calculada ambigüidade da sua redaçom, que nom obriga a sua retirada em determinados casos pontoais, aos que se acolhe o franquismo que particamente está presente em quase todos os partidos do arco institucional.

Milhares de compatriotas assassinados polo pistoleirismo franquista seguem em fossas comuns.

A apologia do franquismo em particular, e do fascismo em geral, segue permitida num Estado no que umha boa parte dos meios de [desinformaçom] realizam com total impunidade lavado de cara do fascismo.

Entidades fascistas, com destaque para as fundaçons Francisco Franco, José Antonio Primo de Rivera, Yagüe, Pro-Infancia Queipo de Llano, Blas Piñar, Serrano Suñer, Ramiro Ledesma Ramos, Las Hijas de Millan Astray y Capitán Cortés, seguem legalizadas, e mesmo subsidiadas e financiadas polas instituiçons do regime de 78.

Seguem funcionando nos quarteis de forma semiclandestina, organizaçons fascistas como a UME [Unión Militar Española], que logrou a adesom em 2018 de mais de 1.000 oficiais das Forças Armadas espanholas a um manifesto intitulado “Declaraçom de respeito e desagravo ao general Francisco Franco Bahamonde”.

Associaçons gremiais, incorretamente definidas como sindicais, de caráter fascista, som hegemónicas no seio das forças policiais e da Guarda Civil, corpos repressivos que nunca fôrom depurados, e muito menos dissolvidos nos pactos da “Transiçom”.

O partido fascista Vox, mas também vozes destacadas do PP e de C´s, tenhem apelado nos últimos meses, de forma implícita, mas também explícita, para o golpe de estado contra o governo de Pedro Sánchez, sem que tenha intervido a Fiscalia Geral do Estado. Há uns dias um mamarracho como Abascal, qualificou desde a tribuna das Cortes -e nom desde a prisom na que deveria estar encarcerado-, o governo de Pedro Sánchez como “o pior dos últimos 80 anos”. A sua obscena apologia do fascismo nom tivo consequências penais de tipo algum!

Nesta excecional conjuntura, onde a crise sanitária e económica derivada da Covid-19, mantém o povo trabalhador anestesiado e atemorizado pola pánico inoculado deliberadamente polos meios de comunicaçom burgueses, o governo PSOE/Unidas-Podemos, aprova o “Anteprojeto de Lei da Memória Democrática”.

À margem da clara intencionalidade de recuperar credibilidade “progressista” entre os cada vez maiores setores populares defraudados, tentar cortar ou polo menos reduzir a hemorragia de desafeçom pola sua polÍtica económica continuista ao serviço da oligarquia e dos monopólios, este anteprojeto ainda tem um longo percorrido no que padecerá amputaçons, até a sua publicaçom definitiva no BOE.

A esquerda revolucionária galega nom pode apoiar um anteprojeto que pretende instaurar 31 de outubro -data da aprovaçom da atual constituiçom postfranquista, como o “dia da lembrança e homenagem a todas as vítimas”. Estamos pois perante umha nova burla da farsa da “Transiçom”, promovida quatro décadas depois polas mesmas forças políticas [PSOE e PCE/IU] que atraiçoárom o combate contra o franquismo, que renunciárom a reinstaurar a lelgaidade republicana, pactuando com a oligarquia esta falsa democracia cujo cerne é a corruta e criminal monarquia bourbónica imposta por Franco.

É um deleznável insulto às geraçons de antifascistas que desde os centros de trabalho e as montanhas, durante décadas luitárom pola justiça social e a liberdade da Galiza. É umha mofa contra os perto de dez mil galegos vítimas da repressom, contra as dezenas de milhares de torturados e encarcerados, instaurar este dia como o da lembrança das vítimas.

A início de 2021, no melhor dos casos, constataremos se realmente se declararám nulas todas as condenas e sançons ditadas polo ilegítimo governo de Burgos e o franquismo; se a Administraçom Geral do Estado buscará os que seguem esquecidos em fossas comuns mediante exumaçons; se poderám ser consultados sem restriçons os arquivos públicos e privados, boa parte dos quais seguem “custodiados” polo Exército vencedor na guerra de 1936-39; se obrigará à eliminaçom de toda a iconografia da ditadura; se retirará os títulos, distinçons, nomeamentos, condecoraçons concedidos polo regime franquista; se proibirá a exaltaçom ou enaltecimento do golpe de estado de 18 de julho, da guerra civil e da posterior ditadura; se dissolverám as fundaçons franquistas; se dotará o sistema educativo de conteúdos antifascistas, …

Nom podemos depositar expetativas democratizadoras e antifascistas num Estado cujo ordenamento jurídico emana diretamente do franquismo. Estamos pois perante um novo episódio do confusionismo programado que só procura um lavado de cara da “esquerdinha” timorata e covarde, que apresenta como grandes avanços um tímido conjunto de medidas tendentes a estabilizar e legitimar a terceira restauraçom bourbónica.

Estamos perante um novo brinde ao sol, de atrativas declaraçons de intençons que nom se implementarám, perante a estafa da venda de água choca como água mineral de máxima qualidade.

O “caminho de justiça para os heróis e heroinas espanholas que luitárom pola nossa democracia”, sintetiza os limites metabólicos consubstanciais a umha legislaçom que nom poderá reparar, dignificar e honrar todas as vítimas do golpe fascista de 18 de julho de 1936 e da posterior ditadura franquista, sem umha rutura com o atual regime.

Agora Galiza-Unidade Popular continuará retirando a simbologia fascistas das nossas praças e ruas, continuaremos contribuíndo para vertebrar um movimento antifascista galego unitário e plural, seguiremos participando nas homenagens populares às vítimas do fascismo, com firmeza e coragem seguiremos fazendo frente à escória fascista, desmascarando os seus verdadeiros objetivos visados para disciplinar a classe obreira.

O fascismo deve ser combatido sem trégua até lograrmos esmagá-lo!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 18 de setembro de 2020

MAIS 4 ANOS DE DESFEITA

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MAIS 4 ANOS DE DESFEITA

A investidura de Nuñez Feijó como presidente da Junta da Galiza, é resultado da maioria absoluta do PP no parlamentinho autonómico.

Os discursos das duas forças da oposiçom institucional na Cámara do Hórreo fôrom mornos, timoratos, inçados de ofertas para atingir consensos e acordos “polo interesse do país”.

A alternativa de pleno desenvolvimento do Estatuto de Autonomia de 1981, de atingir o máximo teito competencial, é umha falsa e enganosa receita.

A única forma de evitar, de frearmos as políticas anti-populares e anti-galegas do governinho de Feijó, dependerá basicamente da capacidade de auto-organizaçom e luita unitária e contundente do povo trabalhador galego.

É nas ruas onde se pode derrotar a plena entrega da Galiza às multinacionais energéticas e mineiras.

É nas ruas onde lograremos frear e reverter o processo de privatizaçom da sanidade e do ensino.

É nas ruas onde conquistaremos mais direitos, melhores condiçons laborais, serviços públicos de qualidade.

É nas ruas onde lograremos fracassar a estratégia de desgaleguizaçom, de assimilaçom espanholista, de destruicom do nosso idioma e cultura.

É nas ruas onde pararemos a involuiçom reacionária, e esmagaremos o fascismo.

É nas ruas onde avançaremos em alargarmos espaços de soberania, em acumular forças visadas na necessidade de lograrmos umha Pátria livre e socialista.

O movimento popular galego deve confiar nas imensas potencialidades de um povo unido, consciente e mobilizado.

A luita e a rebeliom popular é o único caminho!

FASCISMO E FARSA DEMOCRÁTICA ESPANHOLA

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FASCISMO E FARSA DEMOCRÁTICA ESPANHOLA

Todos o ex-presidentes do Governo espanhol vivos, e ex-secretários gerais de COOO UGT, encaminhárom infames cartas públicas de apoio a Rodolfo Martín Villa.

Nom nos deve surpreender esta adesom incondicional a umha das peças chave da repressom fascista e postfascista contra a classe operária e os setores populares.

As principais figuras públicas da casta política e do sindicalismo amarelo, tentam evitar que prospere a querela argentina contra este criminal.

Felipe González, José María Aznar, José Luis Rodríguez Zapatero e Mariano Rajói por umha banda, e Nicolás Redondo, Cándido Méndez, Antonio Gutiérrez e José María Fidalgo, pola outra, exprimem assim a grande farsa sobre o caráter democrático do atual regime bourbónico.

PSOE e PP compartilham o apoio e defesa do regime de 78, tentando maquilhar de “democratas” aos criminais involucrados em delitos de lesa humanidade, apoiando a sua impunidade.

Defender ou tombar este regime é a linha divisória entre as forças antifascistas, republicanas, revolucionárias, democráticas, e as que simplesmente nom o som.

Comunicado n° 148: A MORNA “OPOSIÇOM” DO REFORMISMO SÓ REFORÇA O FASCISMO

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A MORNA “OPOSIÇOM” DO REFORMISMO SÓ REFORÇA O FASCISMO

Desde a esquerda revolucionária galega vimos alertando de maneira sistemática que o avanço do fascismo no Estado espanhol nom é um fenómeno passageiro. Todo o contrário, se nom denunciamos e combatemos com contundência esta ameaça, tornará-se com maior ferocidade e perigosidade contra o movimiento operário.

A falta de medidas em defesa da classe trabalhadora do mal chamado governo progressista PSOE-Unidas Podemos perante a pandemia do Covid-19, está sendo aproveitada polo fascismo para incrementar a sua atividade e agir com total impunidade nas ruas.

Nestes últimos dias a acometida do fascismo contra os dirigentes reformistas do governo espanhol, constata a necessidade de combaté-lo em todos os frentes que sejam necessários, principalmente nas ruas.

Estamos perante um cenário extremadamente alarmante para o movimento antifascista e mais quando a esquerda revolucionária das diferentes naçons do Estado nom conta ainda com a suficiente força e organizaçom.

O patetismo e cinismo do reformismo desarma totalmente ao movimento operário. Para além de nom enfrentar o fascismo nas instituiçons burguesas, criminalizam os setores antifascistas que o combatem contundentemente nas ruas, acreditando que isso reforça as suas posiçons, enquanto por luitar com consequência exponhem-se a repressom, sançons ou no pior dos casos, à cadeia.

Como se o fascismo fosse a desaparecer por sim só ou morrer por inaniçom, quando a oligarquia que o financia e fomenta continua intata.

E nom somente isso, também som responsáveis por lavar a imagem das instituiçons do postfranquismo. Normalizando a bandeira espanhola monárquica, defendendo a uniom territorial imposta, fechando fileiras com a monarquia bourbónica, permitindo a fugida do gángster Juan Carlos I, incrementando o salário às forças policiais e exército, democratizando os dirigentes de partidos fascistas como Vox, etc.

Agora que o fascismo ataca os cabeças visíveis, os reformistas manifestam a sua preocupaçom quando som em parte, responsáveis por outorgar-lhe espaços nas ruas e desmovimentar o antifascismo e setores populares.

Se a familia de dous dos ministros do governo espanhol, Pablo Iglesias e Irene Montero, tenhem que abandonar as suas férias polo acosso de Vox por que o serviço de segurança nom pode garantir totalmente a sua proteçom, que é o que lhe espera aos setores mais avançados e conscienciados da nossa classe perante o fascismo?

Que é o que lhe espera ao movimento operário que nom conta com ese tipo de proteçom?

Como pode continuar o setor social-democrata do governo espanhol acreditando nas instituiçons burguesas herdeiras da ditadura, no aparelho judicial ou policial, quando som cúmplices de informar dos seus movimentos ao fascismo?

Do mesmo modo acontece no panorama internacional, a “nova” social-democracia espanhola, demonstra umha vez mais a sua total submissom ao imperialismo, sem questionar nem o mais mínimo as posiçons injerencistas dos EUA, NATO, FMI e UE.

Eis no caso do apoio ao terrorismo fascista na agressom imperialista que sofre a Venezuela Bolivariana, ou fechando fileiras com a oposiçom e setores neonazis do “Euromaidan” bielorrusso, condenado cinicamente a “repressom” e questionando as eleiçons ganhadas polo legitimo governo de Lukashenko.

Além de nom denunciar e combater o fascismo no Estado espanhol, apoiam sem nengum pudor a oposiçom bielorrussa que porta bandeiras nazis e lança consignas fascistas contra o governo? Que classe de antifascismo é o da social-democracia espanhola?

Chega com lembrar a atitude do vice-presidente Pablo Iglesias de brincadeira com o dirigente de Vox, Iván Espinosa de los Monteros. Essa é a alerta antifascista que o líder de Unidas-Podemos defende?

Perante esta dramática situaçom, tanto a nivel internacional coma no Estado espanhol, Agora Galiza-Unidade Popular insiste na necessidade de organizarmos um bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontarmos o fascismo. Nom podemos, nem devemos esperar nada do reformismo nas suas diferentes formas, nem muito menos contar com a proteçom das instituiçons do Estado espanhol para defendernos perante a ameaça fascista.

Nom podemos subestimá-lo, quanto mais tardemos em agir de maneira eficaz e combativa, mais complicada será a situaçom para a nossa classe. Só o povo trabalhador com auto-organizaçom antifascista nas ruas pode enfrentar e frear o fascismo.

Urge vertebrar um muro antifascista e anticapitalista em defesa dos interesses do povo trabalhador galego!

O fascismo deve ser esmagado com combate sem trégua nas ruas!

Na Pátria, 27 de agosto de 2020

A inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista

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Ciclo Internacional

A NOSSA AMÉRICA NOS PLANOS DO IMPERIALISMO

Os trabalhadores na unidade anti-imperialista

A inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista” [Relatório de Carlos Morais]

Galiza, 7 de agosto de 2020

Desde a Pátria de Rosalia de Castro, de Benigno Álvarez e de Moncho Reboiras, mui boa tarde camaradas!

Boa tarde companheiros e companheiras!

Saudaçom revolucionária da Galiza rebelde e combativa a todos os camaradas presentes, aos anfitrions deste importante encontro internacional, a Julio Chávez, a Fernando Rivero, a Ingrid Carmona, aos camaradas do Movimento de Científicos Sociais Simón Bolívar, do PSUV, a Carlos Casanueva, a Narciso Isa Conde, a Néstor Kohan, a Geraldinna Colloti, e ao conjunto das forças e organizaçons que participam nesta nova jornada de reflexom, e a quem acompanho agora neste debate, a Jesús Farías, Martín Guerra, Najeeb Amado e Eduardo Piñata.

É umha enorma satisfaçom poder dar voz à esquerda revolucionária galega, poder intervir desde umha naçom sem Estado, como habitante e militante da causa de um povo que padece a opressom e a dominaçom por parte do imperialismo espanhol, o mesmo que derrotou há mais de 200 anos Simón Bolívar

O apoio claro, sem matizes, nem condicionamentos por razons de estado, nem espúreos interesses táticos e conjunturais, à luita pola autodeterminaçom dos povos, contra toda forma de opressom nacional, contra toda forma de colonialismo, de semicolonialismo, em defesa da independência e a soberania nacional, deve ser um dos eixos centrais do programa internacionalista.

O respeito ao específico quadro nacional de luita, dos povos oprimidos, das naçons carentes de soberania, deve ser pois um dos ingredientes que caraterizem o que estamos promovendo coletivamente: a primeira internacional anti-imperialista do século XXI.

Saudamos e manifestamos a nossa satisfaçom por esta importante, e sobre todo imprescindível, e cada vez mais inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista.

Contrariamente ao que nos tentárom fazer-nos acreditar desde as universidades, as academias e os aparelhos de propaganda do inimigo, mas também desde as correntes populares que capitulárom, que cedérom às pressons, procurando acomodo e migalhas [migas], após a queda e implosom da URSS em 1991, o imperialismo segue vivo, segue sendo um monstruo que devora os recursos energéticos, minerais, as riquezas dos povos, explorando e dominando a força de trabalho das grandes maiorias sociais, utilizando os golpes de estado, as invasons, as guerras e o terrorismo para atingir os seus objetivos.

Promover umha nova Internacional é umha tarefa hercúlea e complexa. Mas nom partimos de zero.

A classe trabalhadora, os setores populares e empobrecidos, contamos com a experiência de mais de século e meio de espaços internacionalistas de debate, de coordenaçom, de impulso, de acumulaçom de forças e direçom de luitas contra toda forma de exploraçom capitalista e o acionar do imperialismo.

O ano passado comemoramos o cem aniversário da III Internacional, fundada em março de 1919 na Rússia bolchevique.

Mas nom é o único referente no que devemos inspirar-nos, que estudar e avaliar, no que apreender dos seus êxitos e fracassos.

A Tricontinental fundada em janeiro de 1966, e posteriormente a OLAS, também som dous referentes de primeira ordem que devemos incorporar na argamassa sobre a que edificar esta nova internacional anti-imperialista.

Assim como outros espaços mais modestos, e ideologicamente mais definidos, como o EIPCO [Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Obreiros], o Movimento Continental Bolivariano [MCB], ou a recem constituida Conferência Internacional Insurgência Global Proletari.

Contrariamente ao que Francis Fukuyama proclamou em 1992, nom estamos no fim da história. Errárom os teóricos postmodernos. O imperialismo é umha realidade mais brutal hoje que há 30 anos. A tese Toni Negri é um disparate monumental.

Nas jornadas que nos precedérom houvo camaradas que realizárom importantes achegas, acertados diagnósticos, rigurosas análises, sobre a crise estrutural do capitalismo. Estamos no epicentro de umha crise diferente às crises cíclicas que acompanham historicamente este modo de produçom, que fam parte da sua genética.

Esta crise é de caráter estrutural, muito mais profunda, e sobre todo é umha multicrise, nom só económica, é umha crise ecológica, energética, cultural, ideológica, umha crise na que está em perigo a própria supervivência da nossa espécie.

Eis polo que o capitalismo senil, o capitalismo crepuscular, reage de forma muito mais agressiva e depredadora. As elites oligárquicas mundiais e as lumpeburguesias regionais que aplicam obedientemente os seus diktados, estám diispostas a seguir gerando, promovendo um caos semicontrolado que só provoca desigualdades, depauperaçom, miséria, dor, para garantir e perpetuar a sua hegemonia.

Nom descartam recurrir à via fascista tal como se constata no auge da extrema-direita, de forças claramente fascistas, reacionárias e autoritárias. Os fenómenos de Bolsonaro no Brasil ou de Trump nos EUA, nom som versos soltos, exceçons, som altamente funcionais como reaçom desesperada da decadência do capitalismo.

Parte das medidas adotadas, justificadas, no combate à pandemia do Covid-19, cortes de liberdades, restriçom de direitos fundamentais, ataques às conquistas das trabalhadoras e trabalhadores, fam parte desta ofensiva reacionária da oligarquia para disciplinar-nos ainda mais e disuadir-nos de luitar.

Mas o capitalismo este nom vai cair por si só. Necessita ser tombado. E isto só se logra mediante a auto-organizaçom e mobilizaçom do único sujeito capaz de dirigir esta tarefa histórica: a classe trabalhadora.

A construçom de umha nova internacional anti-imperialista tem lugar nunha conjuntura concreta e específica, em que o imperialismo norteamericano, mas também o que representa a UE, pretendem evitar entre grandes contradiçons e convulsons, nom perder a sua atual hegemonia.

Mas a diferença talvez nesta ocasiom, é que a pugna pola hegemonia capitalista é contra umha aliança ainda nom suficientemente configurada de Estados emergentes que pretendem substituí-los como potências mundo.

Mas no que pretendo incidir, desde a nossa humilde opiniom nesta tam importante tribuna que se nos brinda, é apresentar umhas “pinceladas” sobre o caráter, perfil político e ideológico, modelo organizativo, que deve ter a ferramenta internacional que queremos contribuir modestamente para construir.

Acertadamente lembrava ontem o camarada Julio Chávez, o objetivo estratégico é o Socialismo, como horizonte sobre o que construir alianças, tecer amplas redes entre os povos oprimidos e as classes trabalhadoras.

Após o complexo período de euforia do Capital nos anos posteriores à catástrofe que provocou para a causa dos humildes e explorados a queda da Uniom Soviética, tivo lugar um processo de capitulaçons, de abandonos, que salpicárom praticamente o conjunto dos partidos comunistas e organizaçons revolucionárias que se reclamavam do marxismo.

Umha boa parte mudárom de nome, outras alterárom o seu ADN, outras renunciárom aos princípios, deixarom-se fagocitar, arriárom a bandeira vermelha que nos convoca, identifica e une.

O levantamento zapatista de 1 de janeiro de 1994 em Chiapas, contra o Tratado de Livre Comérco da América do Norte, foi o primeiro capítulo que quebrou a falsa estabilidade, a artificial leitura da realidade, que os vozeiros de Wal Street e das multinacionais, nos pretendiam impor.

O movimento antiglobalizaçom ou altermundista que se foi articulando à volta das contracimeiras dos organismos imperialistas [Banco Mundial, FMI, OMC] em Seattle, Génova, Barcelona, etc, logrou parcialmente vertebrar a oposiçom popular às novas formas que adotava o imperialismo no mundo unipolar postsoviético.

Mas era um movimento deliberadamente indefinido ideologicamente, que se movimentava sob a imprecisa palavra de ordem “um outro mundo é possível”, mas que carecia de um programa e basicamente de umha alternativa ao caos capitalista.

Nessa altura, foi basicamente a Cuba revolucionária liderada luzidamente por Fidel, quem mantinha em alto, de forma heroica e admirável, com orgulho e dignidade, a bandeira vermelha do Socialismo, negando-se a entrar no caminho do aggiornamento que lhe recomendavam os falsos amigos, e que como bem sabemos só conduz à derrota estratégica.

A insurgência colombiana, comandada polos legendários Manuel Marulanda e Jacobo Arenas, também fôrom umha das mais destacadas exceçons à hora de manter firme o leme [timón] na luita pola Pátria Grande e o Socialismo, da síntese criadora entre a doutrina bolivariana e o leninismo.

Mas foi o comandante Hugo Chávez, quem armado de coragem e audácia, nessa conjuntura de confusom, traiçons e renúncias, resituou o Socialismo no centro de gravidade das agendas populares, quebrando os planos do oportunismo, e injetando assim luz nos desmoralizados partidos operários e movimentos de libertaçom nacional.

Esta é a grande achega de Chávez e da Revoluçom Bolivariana à causa do amor e da beleza, a sua contribuiçom para a emancipaçom dos que nada temos que perder, a nom ser as nossas cadeias.

Nom devemos renunciar a aplicar criativamente neste século XXI a indivisível equaçom Independência/Socialismo como eixo central que caraterize a nova internacional.

Defendemos unidades amplas, dotadas de programas avançados, nom acordos estreitos como programas minimalistas e curtoprazistas.

Amplas unidades de açom que logrem tecer sólidas confluências, acordos, alianças e integraçons nas que o necessário pluralismo do campo operário e popular, nom questione o seu caráter indiscutivelmente:

ANTICAPITALISTA por tanto, ANTI-IMPERIALISTA, o que acarreta umha coerente açom teórico-prática ANTIFASCISTA, para defender a única alternativa válida para fazer frente à barbárie e ao caos do Capitalismo, a perspetiva do SOCIALISMO/COMUNISMO.

A batalha de ideias que acunhou Fidel, deve ser umha das principais prioridades. Deslindar com as falsas e adulteradas alternativas que só procuram remendar o capitalismo, que agem como muro de contençom das rebeldias populares, tem que ser umha tarefa permanente.

Nom podemos desdebuxar-nos, diluir-nos em vaguidades, seguir dispersando-nos na fragmentaçom de objetivos, abraçarmos os amórficos e grotescos modismos que promovem os laboratórios académicos e os think tank do imperialismo, maquilharmos os princípios. O rearme, o estudo e a formaçom ideológica deve ser umha das nossas prioridades.

O capitalismo nom se pode reformar, o imperialismo nom se pode suavizar nem superar mediante boas palavras e bons desejos. A insurgência global que devemos promover está intrinsicamente ligada à reivindicar a atualidade e plena vigência da via insurrecional, da rua como epicentro da luita, tal como nos ensinárom recentemente os povos trabalhadores do Equador, do Chile, da França, da Catalunha, dos Estados Unidos. A luita é o único caminho, camaradas!

Na génese da nova internacional a firmeza nos princípios tem que ser umha das suas caraterísticas frente a outros espaços já existentes.

A nova internacional deve ter plena soberania frente aos Estados e governos, deve configurar umha imponente orquestra sinfónica, bem afinada e ensamblada, que incorpore harmonicamente a rica diversidade dos diversos instrumentos e melodias que procuram um mundo novo.

Nom pode estar subordinada aos legítimos interesses dos Estados e Governos vinculados a partidos e organizaçons integradas nos seu seio.

Apreendamos das leiçons históricas das internacionais vermelhas, de outras experiências posteriores e mais recentes, nom cometamos os mesmos erros.

Evitarmos ser basicamente umha superestrutura burocrática, com pouca agilidade, rapidez e operatividade, deve ser outra das nossas preocupaçons. Com as suas limitaçons de segurança, tal como agora estamos comprovando, as novas teconologias permitem resolver muitas das dificuldades logísticas e organizativas das internacionais que promovérom Marx, Lenine e o Che, mas também José Carlos Mariátegui, Miguel Enríquez ou Rober Santucho, com os quais nos identificamos, reclamamos e defendemos com insumos que devem estar sempre presentes na nossa mochila revolucionária de combate.

A defesa e legitimidade de todos os meios de luita deve ser outra da nossa identidade como Internacional Anti-imperialsita. A rebeliom é um direito e umha necessidade.

Para ir concluindo, um último apontamento. Cada dia que passa aproxima-se mais o cenário prognosticado por José Martí, em dezembro de 1891, “É a hora dos fornos, no que nom se há de ver mais que a luz”. Antecipemo-nos à fúria devastadora do imperialismo. Unamo-nos antes de que seja demasiado tarde!

Novamente obrigado, por esta oportunidade que nos permitiu realizar este conjunto de sugestons, esta modesta contribuiçom para edificar a Internacional Anti-Imperialista.

Novamente saudaçons revolucionárias galegas!

Enlace de youtube:https://youtu.be/1TrWOeqkgPc

Homenagem a Moncho Reboiras no 45 aniversário da sua queda em combate. Galeria de fotos e videos

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Homenagem a Moncho Reboiras no 45 aniversário da sua queda em combate.

12 de agosto de 2020 no cemitério de Sam Joam de Lainho, Imo.

[VÍDEO]

RECLAMO A LIBERDADE PR’O MEU POVO

Os camaradas Anjo Formoso Varela e Luzia Vazquez, recitárom hoje, no ato organizado por Agora Galiza-Unidade Popular, no cemitério de Sam Joám de Lainho, o emblemático poema de Xosé Luis Méndez Ferrín “na memória de José Ramom Reboiras Noia”.

https://www.facebook.com/watch/?v=610584022932444

[VÍDEO]

Carlos Morais denúncia a “colaboraçom do governo espanhol na fuga do gângster que encabeça a organizaçom criminal chamada Bourbons”. O porta-voz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular manifestou no cemitério de Sam Joám de Lainho, que Moncho Reboiras foi um “grande combatente antifascista que morreu cumha arma na mao quando estava tentando criar umha frente armada em 1975”. Destacando que é um “dos grandes insumos da Revoluçom Galega”.

https://www.facebook.com/watch/?v=624219991802945

[VÍDEO]

Oferta floral no cemitério de Sam Joam de Lainho, no 45 aniversário da queda em combate de Moncho Reboiras.

https://www.facebook.com/watch/?v=357605561916740

GALERIA FOTOGRAFICA

 

 

GALIZA PRESENTE EM DEBATE INTERNACIONAL PROMOVIDO POLA VENEZUELA

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Ciclo Internacional A Nossa América nos Planos do Imperialismo.

A Classe Trabalhadora na Unidade Anti-imperialista.

6 e 7 de agosto.

PROGRAMA
Quinta-feira, 6 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1. Hino da Internacional.

2. Intervençons:
☆Geraldina Colloti. [Jornalista. Rede de Inteletuais. Itália].
☆Marcelo Abdala. [PIT-CNT. Uruguai].
☆Esteban Silva. [Partido Socialista Allendista. Chile].
☆Francisco Torrealba. [Vice-Presidente do
PSUV.Venezuela].

3. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Sexta-feira, 7 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1.Intervençons.
☆Martín Guerra. [Partido Esquerda Socialista. Peru].
☆Carlos Morais [Agora Galiza-Unidade Popular. Galiza].
☆Najeeb Amado. [Partido Comunista Paraguaio].
☆Jesús Faría. [Vice-Presidente de Economia do PSUV. Venezuela].

2. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Metodologia:
Cada relator realizará umha exposiçom de dez minutos um dos dous dias. Ao final de cada jornada abrirá-se um turno de palavra onde poderám intervir todos os relatores assim como os conferencistas que nos acompanhárom nas jornadas anteriores.

Comunicado nº 147. ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

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ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

Os resultados das eleiçons autonómicas de 12 de julho, constatam as trágicas carências estruturais que acompanham a realidade da imensa maioria do povo trabalhador galego.

A ausência de auto-organizaçom operária e popular, a desmobilizaçom, o amorfismo e marasmo do povo explorado e empobrecido, nom podem por arte de mágia gerar umha superaçom da alienaçom a que nos vemos submetidos.

Os discursos hegemónicos na “esquerdinha”, alimentando o ilusionismo eleitoral, a falta de coragem discursiva para por meio do debate ideológico quebrar as lógicas do consenso e a concilaçom, só contribuem para reforçar a lógica sistémica.

Os resultados de ontem, nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem para o futuro da nossa naçom.

A esquerda revolucionária galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom institucional, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

Mas tampouco estamos surpreendidos polo veredito das urnas. Levamos meses alertando que nom se davam as mais mínimas condiçons democráticas para poder realizar um processo eleitoral, que estava viciado. E agora, a dia 13, já é tarde para lamentar-nos. Simplesmente as forças que pretendiam derrrotar Feijó deveriam ter optado polo “plantom”, por forçar um adiamento eleitoral. O estado de shock derivado do postconfinamento e o medo ao Covid-19, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, impossibilitárom umhas eleiçons com as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês.

Tal como manifestamos umha e outra vez, eram umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que a partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A grandes rasgos os resultados de ontem constatam:

1- A contundente vitória de Feijó, logrando revalidar umha quarta maioria absoluta consecutiva do PP. Por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita reacionária, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado, recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa e mais que preparada. Tam só perdeu pouco mais de 50 mil votos, passando dos 676.676 atingidos em setembro de 2016 [47.53%], a 625.182 [47.98%].

2- O BNG nom só certificou a quebra da sua longa agonia e hemorragia eleitoral iniciada há dias décadas. Tal como já se tinha manifestado timidamente em novembro recuperando representaçom nas Cortes espanholas, concentrou o voto útil contra o PP, absorvendo e engolindo o desgastado espaço da desacreditada “nova política”. Logrou praticamente triplicar os 118.982 sufrágios [8.36%] de 2016. Os 310.137 votos [23.8%] som um recorde histórico numhas eleiçons autonómicas, logrando novamente o sorpasso sobre o PSOE atingido em 1997.

3- Um PSOE com candidato anodino, e sem vontade real de derrotar Feijó, mantém praticamente intato o seu quarto de milhom de apoios eleitorais, freando a curva descendente, retrocedendo tam só 2.000 sufrágios, passando dos 254.552 [17.88%] a 252.537 [19.38%].

4- “Galicia en Común”, a nova marca do espaço de “confluência” entre Anova com o postcarrilhismo e Podemos, fracassou estrepitosamente. A catastrófica fuga de mais de 220 mil votos, fecham um ciclo mais artificial que real no sistema político institucional galego. O canibalismo interno e as deserçons que tem caraterizado a legislatura, a carência de um liderado carismático e um projeto definido, dérom como resultado transitar dos 271.418 votos [19.07%] de 2016 a tam só atingir 51.223 [3.93%], ficando fora do parlamentinho de cartom.

5- Descalabro do matonismo fascista, perdendo mais do 75% dos apoios eleitorais atingidos nas eleiçons legislativas de 10 de novembro de 2019. Os exíguos 26.485 votos [2.03%] de Vox, constatam a enorme capacidade da maquinária do PP autonómico, e a carência de umha fraçom destacada da burguesia nacional interessada em alimentar a representaçom institucional do terrorismo fascista. As singularidades da estrutura de classes galega provoca que simplesmemte nom tenha a dia de hoje a mais mínima funcionalidade.

6- C´s passa dos 48.303 votos [3.38%] de apoios atingidos em 2016, a obter uns resultados residuais, nom atingindo os cinco dígitos, com tam só 9.719 votos [0.75%].

7- Marea Galeguista assinou a sua ata de defunçom com 2.863 votos [0.22%], após umha grande projeçom mediática, e um investimento económico completamente desproporcionado para os resultados obtidos.

8- A abstençom subiu significativamente, passando de 817.702 [36.25%] em 2016 a 918.799 [41.12%], tendo em conta a queda de meio milhom de pessoas no censo, como resultado da sangria demográfica.

9- Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar facilmente nas urnas. A pax social, derivada da desmobilizaçom operária e popular, e do vírus do fetichismo parlamentar, som fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

10- Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permita iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real. Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando o povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

11- O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Os resultados devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 625.182 de 2.258.589 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

12- Agora Galiza-Unidade Popular, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuam alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

Seguir construíndo novas ferramentas de organizaçom, mobilizaçom e combate popular, é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos. Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare o povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital e que Feijó implementará de forma obediente.

Devemos prepararmos política, ideológica e psicologicamente a classe operária e o povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polas “esquerdinhas”, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a oligarquia.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 13 de julho de 2020

Comunicado nº 146. A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

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A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

A medida que se aproxima a dia 12 de julho, confirmam-se todos os prognósticos que levamos manifestando desde o mês de maio, quando Feijó impujo data das eleiçons autonómicas.

O processo eleitoral está adulterado desde o minuto zero. Som umhas eleiçons amanhadas pois carecem das exigíveis condiçons sanitárias e socio-económicas que permitam um processo com mínimas “garantias”.

O brote de Covid 19 na Marinha, e a resposta do aparelho de dominaçom do PP impondo de forma seródia um confinamento express de tam só 5 dias, limitando os direitos básicos dos habitantes de 14 concelhos da comarca norte-oriental da Galiza, confirma lamentavelmente a análise da esquerda revolucionária galega.

A Marinha reflite em estado puro o ”pucheiraço” que Feijó tem desenhado para assegurar por todos os meios possíveis a sua maioria absoluta.

Mas, perante este cenário, a resposta da oposiçom institucional dos partidos da “esquerdinha”, é vergonhenta, morna e claramente oportunista.

Denunciam o apagom informativo e o controlo goebbeliano da CRTVG, o lavado de maos de Feijó desatendendo as suas responsabilidades e cedendo as competências da Junta da Galiza aos Concelhos, a gravíssima perturbaçom democrática do processo eleitoral. Porém, carecem da coragem política para aplicar a única resposta democrática possível: forçar o adiamento eleitoral.

Os espúreos interesses dos aparelhos burocráticos de Galicia em Comum e do BNG, a indissimulada cumplicidade do PSOE à hora de facilitar a vitória de Feijó, prevalecem sobre os interesses objetivos do povo trabalhador galego. Afirmam querer sacar Feijó de Sam Caetano, mas facilitam que revalide a sua quarta maioria absoluta.

Denunciam o avanço do fascismo, mas branqueam a legitimam os criminais de Vox participando com absoluta normalidade em debates com os herdeiros do holocausto galego iniciado no verao de 1936.

As forças antifascistas nom podem seguir colaborando no lavado de cara do “pucheiraço” de Feijó. Inicialmente legitimárom a data, posteriormente renunciárom forçar um adiamento do processo eleitoral mediante um “plantom”, e agora -com dezenas de milhares de compatriotas com os seus direitos conculcados-, mantenhem com normalidade um processo eleitoral viciado, e sem as mínimas garantias exigíveis na lógica do parlamentarismo burguês.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas que também apresentam listagens, a retirar-se do processo eleitoral para forçar o adiamento das Autonómicas 2020.

Do contrário, todas candidaturas que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas.

Tal como já manifestamos, de nada servirám no 13 de julho os hipócritas lamentos, os cínicos diagnósticos, e a irrespeituosa desqualificaçom sobre os comportamentos eleitorais do nosso povo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 7 de julho de 2020

Reflexom eleitoral de Lenine

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Na brochura “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, Lenine questiona com sólidos argumentos, a estrategia dumha parte da Terceira Internacional, especialmente os camaradas ingleses e alemans, acusando-os de seguir umha desviaçom face posiçons de extrema esquerda, por defender como princípio o boicote aos processos eleitorais burgueses.

Como é natural, para os comunistas da Alemanha o parlamentarismo ‘caducou politicamente’; mas, trata-se exatamente de nom julgar que o caduco para nós tenha caducado para a classe, para a massa. Mais uma vez, constatamos que os “esquerdistas” nom sabem raciocinar, nom sabem conduzir-se como o partido da classe, como o partido das massas. Vosso dever consiste em nom descer ao nível das massas, ao nível dos setores atrasados da classe. Isso nom se discute. Tendes a obrigaçom de dizer-lhes a amarga verdade: dizer-lhes que suas ilusons democrático-burguesas e parlamentares nom passam disso: ilusons. Ao mesmo tempo, porém, deveis observar com serenidade o estado real de consciência e de preparaçom de toda a classe [e nom apenas de sua vanguarda comunista], de toda a massa trabalhadora [e não apenas dos seus elementos avançados]”.

[LENINE “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”,1920]

Em base a umha análise concreta dumha situaçom concreta -a Galiza de 2020 após 12 anos de governos de Feijó-, a esquerda revolucionária galega organizada em Agora Galiza-Unidade Popular, nesta ocasiom “nem participa nem apoia nengumha das candidaturas, mas tampouco solicitamos exercer o legítimo direito de abstençom que tem definido nos últimos anos a nossa posiçom.

Compartilhamos os anelos e desejos da imensa maioria do povo trabalhador galego da urgência de retirar o PP do governo autonómico exercendo o seu voto 12 de julho.

Mas também sabemos que no hipotético caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se pudesse configurar, nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo de “cara amável”, similar ao de PSOE/Unidas Podemos, que incumprirá entre sorrisos e boas palavras os compromissos adquiridos.

A alternativa operária e popular, patriótica e socialista, que a Galiza necessita, só pode ser construída ao calor da luita unitária nas ruas, empregando as instituiçons burguesas como simples caixa de resonáncia, onde exercer pedagogia de massas para demonstrar a impossibilidade de legislar ao serviço das maiorias sem superarmos o capitalismo.

Portanto, a militáncia e simpatizantes de Agora Galiza-Unidade Popular, adotará a decisom mais coerente e consequente com a linha política revolucionária do projeto de classe e patriótico que com perserverança estamos construíndo”.