Comunicado nº 95: 1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos! Esmaguemos o fascismo

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1936-2018, nem esquecemos nem perdoamos!

Esmaguemos o fascismo

Passárom 82 anos, mas as consequências do golpe de Estado fascista executado polo exército, e apoiado pola bloco oligárquico conformado pola burguesia industrial, financieira e terratenente, a aristocracia e a hierarquia católica, continuam pleamente vigentes na sociedade galega de 2018.

Na Galiza atual continuam governando os netos dos que promovérom o holocausto iniciado no verao de 1936, os que matárom perto de 10 mil compatriotas, os que violárom milhares de mulheres, vejárom e torturárom com sanha todo aquele que nom comungasse com o projeto totalitário franquista, incautárom bens para o seu enriquecimento pessoal, forçárom o exílio do melhor do nosso povo e da nossa classe, prendérom e encadeárom dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores inçando o país de prisons e campos de concentraçom, os que destruírom as tímidas conquistas, direitos e liberdades, os que sementárom fame, doenças, dor e emigraçom, os que provocárom um retrocesso de décadas no desenvolvimento económico e social do nosso país.

Na Galiza de 2018 continuam governando os mesmos que com sangue, balas, masmorras, óleo de ricino, incautaçom e repressom, cerceárom o processo de auto-organizaçom social e política do povo trabalhador galego.

Hoje, mutados em “democratas” de toda a vida, presentes em todos os partidos sistémicos do regime postfranquista, defendem a perpetuaçom dos idênticos interesses económicos que provocárom a guerra de classes de 1936-1939, que na Galiza foi umha autêntica guerra de extermínio, um genocídio.

A pedra angular do regime continuador de 18 de julho de 1936 é a monarquia bourbónica imposta por Franco em 1969. Primeiro na figura do neto do rei expulso polas massas em abril de 1931, e atualmente o filho do caçador de elefantes e multimilionário a custa da sua atividade criminal.

A absoluta impunidade da prática delitiva da família real espanhola é a metáfora mais nítida da ilegitimidade do atual regime, mas também da impossibilidade de transformá-lo empregando as cartas trucadas do cretinismo parlamentar e a conciliaçom institucional, inerente à pseudoesquerda hegemónica no movimento popular.

A cultura política falangista impregna a prática totalidade das forças com representaçom parlamentar de caráter estatal, na sua defesa intransigente do chauvinismo e supremacismo espanhol e o feroz combate ao direito de autodeterminaçom dos povos.

No 82 aniversário da infame vitória do terrorismo fascista, a esquerda revolucionária galega quer homenagear o povo trabalhador galego que nas cidades, aldeias e montanhas, desde os primeiros dias resistiu com as armas na mao o golpe, e que posteriormente, na luita clandestina em fábricas, campos e centros de trabalho, em combinaçom com a forma de luita guerrilheira, combateu sem trégua o fascismo.

Quem a partir da década de sessenta do século XX sentou as bases da reorganizaçom operária, nacional e popular, quem até a atualidade mantém ao vento que a luita é o único caminho, quem nom se deixa arrastar polas políticas conciliadoras e pactistas com os responsáveis da perpetuaçom do ilegítimo Reino de Espanha.

Agora Galiza nom pode deixar de homenagear quem desde o exílio mantivo incólume a dignidade e legitimidade da Naçom Galega durante décadas, sem capitular nem arriar bandeiras, sem conciliar com o inimigo.

Todas elas, todos eles, som exemplos heróicos e inexcusáveis referentes da luita pola Revoluçom Galega.

Hoje, quando a involuiçom reacionária avança no Estado espanhol, e o fascismo revive em média Europa, a luita antifascista de orientaçom anticapitalista e socialista recupera plena vigência e atualidade.

Xaque ao regime de 78!

República Socialista Galega!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 16 de julho de 2018

Comunicado nº 94: Supremacismo espanhol dificulta processo de legalizaçom de Agora Galiza

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Supremacismo espanhol dificulta processo de legalizaçom de Agora Galiza

Processo de legalizaçom de Agora Galiza como força política, está sendo dificultado polo regime de 78.

Ministério espanhol de Interior, concretamente a Subsecretaria Geral de Política Interior, tem bloqueada a tramitaçom do expediente no Registo de partidos políticos até que lhe remitamos a documentaçom traduzida para espanhol.

Ministério de Interior, atualmente dirigido polo juíz Grande-Marlaska, qualifica de “deficiência” cuja “subsanaçom é necessário realizar para continuar com a tramitaçom do expediente”, que tanto a ata notarial como os Estatutos de Agora Galiza estejam redigidos em idioma galego.

Afirma a administraçom espanhola que até remitirmos traduzida para espanhol a documentaçom da legalizaçom, nom é possível tramitá-la “já que nom poderemos saber se os estatutos contemplam todo” o conteúdo que exige a legislaçom

É umha autêntica burla, umha mostra da prepotência e despreço com a que age Espanha, manifestar incapacidade para traduzir e entender o idioma galego por carência de pessoal capacitado.

Estamos pois perante umha vulneraçom dos direitos coletivos do povo trabalhador galego, do direito a empregarmos o nosso idioma.

Esta expressom descarada do assimilacionismo espanhol constata o inerente caráter chauvinista e imperialista do projeto espanhol, a impossibilidade algumha de regenaraçom e democratizaçom de umha administraçom e de um Estado simples prolongaçom do regime franquista.

As políticas uniformizadoras visadas para destruir o idioma nacional da Galiza só podem ser derrotadas com coragem e firmeza política, mas também com habilidade para sortear os contratempos da maquinária burocrática de um Estado anacrónico que deve ser tombado se queremos ter oportunidade algumha de conquistarmos o futuro como povo e como classe.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 10 de julho de 2018

Comunicado 25J 2018: XAQUE AO REGIME DE 78. República Socialista Galega!

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XAQUE AO REGIME DE 78

República Socialista Galega!

A monarquia bourbónica é a pedra angular do atual regime espanhol. A monarquia foi imposta por Franco em 1969 para perpetuar a legitimidade da “legalidade” imposta pola vitória militar do fascismo em abril de 1939.

A monarquia foi posteriormente legitimada polos partidos sistémicos no ignominioso pacto da denominada “transiçom”, que maquilha entre 1975-1982 o quadro jurídico-político do totalitarismo franquista.

A chamada “reforma política espanhola” nom foi legitimada polo povo trabalhador galego, que nom ratificou nem a constituiçom de 1978 nem posteriormente o Estatuto de Autonomia de 1981 que perpetua a nossa dependência nacional.

Na reforma promovida polo bloco de classes oligárquico foi blindada a acumulaçom de Capital atingida no saqueio dos “40 anos de paz”, assim como a unidade territorial “indivisível” do Estado espanhol.

Umha modificaçom legislativa em muitos casos meramente superficial e epidérmica, ratificou a metamorfose do franquismo, nesta “democracia” burguesa tutelada polos mesmos poderes fácticos que promovérom, apoiárom e se beneficiárom do regime fascista: a burguesia industrial, financieira e terratenente, a Igreja católica, a casta militar e a aristocracia parasita.

Para blindá-la, nom só impugérom a atual Constituiçom e umha tímida descentralizaçom administrativa que nega o direito de autodeterminaçom dos povos, também aprovárom a lei de amnistia em outubro de 1977 [autêntica lei de ponto final] dotando de imunidade e impunidade todos os responsáveis de quatro décadas de crimes e delitos: roubos e incautaçom ilegal de propiedades individuais e coletivas, assassinatos, desapariçons, torturas, violaçom sistemática dos direitos humanos, etc.

Para poder lográ-lo contárom com a cumplicidade dos principais partidos da “esquerda” reformista [PSOE e PCE] e da burguesia basca e catalana [PNB e CiU].

Porém,o atual regime emanado do franquismo padece umha profunda multicrise no ámbito institucional, político e económico, que pretende ser superada mediante umha nova involuçom reacionária similar à imposta com o autogolpe de estado de 1981.

A Coroa é a chave do processo em curso que pretende impor umha nova recentralizaçom que derrote as reivindicaçons nacionais da Galiza e do resto de povos oprimidos, e domesticar a classe trabalhadora com um conjunto de medidas excecionais visadas para discipliná-la e anulá-la como sujeito histórico.

O discurso chauvinista que empapa o relato dos principais partidos sistémicos [PP, PSOE, Podemos/IU e Cs] contribui para desviar a atençom dos problemas reais e ocultar as causas e responsáveis da depauperaçom de amplos setores populares, o saqueio do fundo de pensons, e a preparaçom de um clima de desmobilizaçom social que permita implementar sem grandes resistências as novas reformas laborais e cortes em direitos e liberdades que reclama o Ibex 35, o FMI e a UE.

A corruçom geralizada que carateriza a elite de bandidos e criminais que nos governa alimenta o populismo reacionário, a repressom contra toda forma de disidência, geram o clima de involuçom política e social da antesala do fascismo.

Perante este cenário, a “normalidade democrática” com a que agem as forças da “esquerda” institucional [Mareas, BNG, Podemos/IU] só contribui para reforçar o regime de 78.

Mais alá da pura retórica sem praxe coerente, estas forças nom pretendem nem procuram tombar o regime de 78. Alimenta esse ilusionismo de que é factível reformar e regenerar o sistema mediante maiorias aritméticas eleitorais nas instituiçons burguesas.

A teimuda realidade constata e verifica que é intrascendente que PP ou PSOE, com ou sem os seus aliados, se responsabilicem de gerir o regime de 78.

Nom se trata de sacar o PP do governo para substituí-lo polo PSOE e aliados, sem tombarmos o regime de 78 todo seguirá sem variaçons substanciais e modificaçons tangíveis.

Perante este cenário tam adverso,é imprescindível avançar na reconstruçom da esquerda revolucionária galega.

Perante este cenário tam preocupante, é fundamental levantar um muro antifascista de inequívoco componente anticapitalista e socialista, nom para defender a “democracia ameaçada”, e sim para vertebrarmos umha alternativa revolucionária frente a esta ditadura burguesa em deriva autoritária capitaneada pola monarquia bourbónica.

Eis polo que Agora Galiza, sob a legenda XAQUE AO REGIME DE 78. República Socialista Galega!, convocamos vindouro 25 de Julho, no Dia da Pátria umha concentraçom e ato político.

Será às 13 horas na praça 8 de Março de Compostela.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de julho de 2018

COMUNICADO nº 93 de Agora Galiza: 27 de junho, 87 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega. VERMELHA E SOBERANA

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27 de junho, 87 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega
VERMELHA E SOBERANA

A menos de três meses da instauraçom do regime republicano -que no Estado espanhol susbtitui a corrupta e criminal monarquia bourbónica-, nom demorárom as novas autoridades em agravar a Galiza.

Umha onda de indignaçom operária e popular percorreu a coluna medular da Pátria. A Póvoa de Seabra, o Ourense de Jesusa Prado e António Fernández Carnicero, a Compostela de Carnero Valenzuela, Eduardo Puente “O Nécoras” e Pedro Campos Couceiro, o Carvalhinho de Ernesto Atanásio “O Corcheiro”, saírom as ruas perante a aldraje centralista que tinha paralisado as estratégicas e vitais obras do caminho de ferro Corunha-Compostela-Ourense-Samora.

Era 27 de junho de 1931, quando na capital da Galiza umha greve geral de orientaçom revolucionária promovida polo proletariado galego, proclama a 1ª República Galega.

Umha massa de homens e mulheres da Compostela do Trabalho, após terem assistido a um grande comício na Alameda, dirigem-se à praça do Obradoiro para posteriormente ocuparem as instalaçons municipais do paço de Rajói.

Antom Alonso Rios é nomeado primeiro presidente da Junta Revolucionária da República Galega numha jornada de indiscutível releváncia histórica, que a historiografia espanhola e autonomista deliberadamente continuam ocultando.

Mas umha hábil e veloz manobra do governo espanhol, reiniciando as obras do ferrocarril, desativa o desenvolvimento do movimento insurrecional.

Embora a proclamaçom da nossa independência nacional foi efémera, 27 de Junho deve ser umha data fundamental do calendário galego, que trascende a simples declaraçom simbólica e anedótica.

Hoje, quando o postfranquismo procura a sua estabilizaçom e legitimaçom mediante a aplicaçom da alternância política do “bipartidarismo a quatro”, é umha fraude qualquer programa que desde o campo da “esquerda” defenda umha sociedade justa e livre, se renúncia a tombar o regime de 78 e favorecer o exercício do direito de autodeterminaçom, sem condiçons nem restriçons.

Para os interesses da classe trabalhadora, das mulheres e da juventude, para o futuro da Naçom galega, é pouco mais que irrelevante que PP ou PSOE ocupem o palácio da Moncloa.

O Conselho de Ministros do novo governo espanhol do PSOE está configurado à medida dos interesses do Grande Capital e das políticas reacionárias e antipopulares da UE.

Vai manter similares políticas às aplicadas por M ponto Rajói, embora maquilhadas com umha retórica “progre”.

Depositar esperanças e expetativas no governo neoliberal e chauvinista de Pedro Sánchez nom passa de meras ilusons, que só provocarám frustraçom e desmobilizaçom popular, facilitando assim a chegada do neofalangismo representado por C´s.

Sem recuperarmos a soberania conculcada por Espanha e a UE, nom há a mais mínima possibilidade de implementar um programa de reformas visadas para melhorar as condiçons de vida, recuperar e alargar os direitos sociais e as liberdades do conjunto do povo trabalhador galego.

Carece de percorrido algum toda aquela estratégia que, reivindicando mudanças e transformaçons sociais, nom se incardina na defesa intransigente dumha Pátria soberana. Sem proclamarmos a 2ª República Galega nom podemos construir um País com justiça social.

Neste 87 aniversário da proclamaçom da 1ª República Galega, Agora Galiza quer contribuir para dignificar a figura de Antom Alonso Rios [Silheda 1887-Buenos Aires 1980], primeiro presidente republicano galego e último presidente do Conselho da Galiza, o nosso legítimo governo no exílio durante a “longa noite de pedra”.

Antom Alonso Rios representa a coerência e resistência nacional, a luita antifascista, a Galiza rebelde, republicana e combativa, que nom claudica nem capitula.

Só umha República Galega de caráter socialista e feminista pode abrir o caminho a umha nova Galiza com justiça social, liberdades e plenos direitos. A pola Segunda!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 23 de junho de 2018

10º comunicado do Manifesto Internacionalista de Compostela: ANDALUZIA ACOLHEU 2º PLENÁRIO DO MIC

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ANDALUZIA ACOLHEU 2º PLENÁRIO DO MIC

Reafirmar e reforçar o Manifesto Internacionalista de Compostela [MIC], como espaço de articulaçom internacional de forças, coletivos e partidos políticos anticapitalistas e revolucionários, é umhas das principais decisons adotadas no Plenário realizado sábado 9 de junho em Andaluzia.

O Centro Andaluz do Povo Blas Infante de Granada acolheu o segundo Plenário do MIC, no que se ratificárom as ideias força de que “só umha estratégia de luita operária, popular e nacional de caráter ruturista, encaminhada à tomada do poder, poderá assegurar cumprir as reivindicaçons e demandas da maioria social e dos povos”.

Na reuniom foi realizado um balanço do 11 meses de andaina e aprovado um protocolo organizativo.

Com a aprovaçom dos Estatutos, o Plenário o MIC dotou-se de um Comité Executivo que a partir de agora tem encomendadas as tarefas de dinamizar e coordenar as atividades e iniciativas conjuntas.

Nos próximos dias o MIC dotará-se de meios de comunicaçom próprios na rede, para divulgar o espaço internacionalista que representamos, e iniciará um conjunto de contatos políticos para alargá-lo com a integraçom de novas organizaçons.


11 de junho de 2018

Comunicado nº 92. Moçom de censura contra M ponto Rajói: manobra de distraçom sem percorrido transformador

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Comunicado nº 92

Moçom de censura contra M ponto Rajói: manobra de distraçom sem percorrido transformador

A anunciada moçom de censura contra o governo de M. Ponto Rajói, promovida polo PSOE, só facilitará a recomposiçom do regime.

O apoio anunciado por Podemos, e polos grupos parlamentares das organizaçons nacionais da Catalunha e do País Basco, asseguram o possível sucesso aritmético da iniciativa.

Porém, esta operaçom pretende gerar umha nova falsa ilusom entre a classe trabalhadora e o conjunto das camadas populares empobrecidas polas políticas ultraliberais do PP.

A alternáncia política da pseudemocracia bourbónica serve para reforçar o corrupto e criminal regime postfranquista, mas carece de percorrido algum para adotar as mais básicas medidas visadas para a sua transformaçom.

O novo governo carecerá de capacidade e vontade política, porque nom passará de aplicar simples retoques cosméticos que aparentarám mudanças para que todo continue igual.

O PSOE de Pedro Sánchez, Susana Díaz e Abel Caballero, é o mesmo partido que aprovou a reforma laboral contra o conjunto do povo trabalhador, que iniciou a privatizaçom da sanidade e da educaçom, que facilitou os cortes na proteçom social e a perda de poder aquisitivo das pensons, que apoia o artigo 155 que tem intervido o autogoverno catalám. O PSOE é um partido profundamente chauvinista espanhol e portanto negador do direito de autodeterminaçom da Galiza, que mais alá da retórica está cómodo com a lei mordaça, a criminalizaçom do movimento popular, os diktados macroeconómicos de Bruxelas e do FMI, as intervençons imperialistas da NATO.

PSOE é um partido do regime, submisso ao Ibex 35, incapacitado para promover nem a mais elementar “regeneraçom democrática”.

Para assegurar o sucesso da moçom de censura já tem garantido os apoios de Podemos, ERC, PdCat e Compromís, e deve optar ou bem polos 5 votos do PNB, ou bem polos 2 de Bildu e o voto de Coaliçom Canária e Nueva Canarias, até atingir os 176.

Mas isto é intrascendente para os interesses da classe obreira, das mulheres trabalhadoras e da naçom galega. É simples política espectáculo para anestesiar a luita e deslocar o conflito das ruas.

Agora Galiza tem claro que esta operaçom novamente pretende continuar a adormecer o povo trabalhador, susbtituíndo a sua imensa capacidade de luita por umha saída “palaciana”, que procura recompor o agravamento da crise de legitimidade do regime perante as continuas detençons e condenas de dirigentes do PP polas suas práticas mafiosas e criminais.

Que nom nos enganem pretendendo fazer-nos acreditar que o problema é o PP, para assim proteger e salvar o regime de 78 e a sua monarquia ilegítima.

A profunda crise do postfranquismo carece de saída institucional. O plano estratégico da oligarquia contempla no seu horizonte imediato seguir aprofundando na viragem reacionária e autoritária.

A moçom de censura só servirá para ganhar tempo e adiar que o neofalangismo laranja ganhe as eleiçons, e portanto se imponha em Madrid um governo de indiscutível caráter ultrareacionário.

Porque a incapacidade e vontade para resolver a grave situaçom que atravesa o povo trabalhador no quadro do capitalismo, os compromissos do PSOE e em menor medida de Podemos com a “unidade indivisível” do espaço de acumulaçom e expansom de capital denominado Espanha, som foguetes sem pólvora, carregados de falsas expetativas que só provocarám mais deceçom e frustraçom, o caldo de cultivo perfeito para o crescimento de C´s.

Agora Galiza considera que só a luita de massas do povo trabalhador organizado, unido e movimentado sob um programa anticapitalista, feminista e de libertaçom nacional, poderá despreender-se da oligarquia e do seu regime.

A greve geral convocada pola CIG para vindouo 19 de junho é umha magnífica ocasiom para ensaiar a rebeliom obreira e popular que tombe o regime, abra um processo constituínte e instaure um governo obreiro e popular, patriótico e feminista.

Achamo-nos numha situaçom alarmante, no preámbuilo de um fascismo de novo cunho. É a alternativa nom som falsas unidades em defesa dos “direitos democráticos ameaçados”, e sim unidade de açom antifascista sob um programa revolucionário anticapitalista e socialista.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 25 de maio de 2018

Comunicado nº 91 de Agora Galiza: Sentença da Gürtel confirma caráter criminal do PP e do regime bourbónico

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Sentença da Gürtel confirma caráter criminal do PP e do regime bourbónico

A condena a prisom de 19 altos responsáveis do PP e empresários, promotores da trama de financiamento ilegal mediante ajudicaçons de contratos por comissons, confirma umha evidência inquestionável: o partido de Rajói e Feijó é umha organizaçom criminal.

Porém, Agora Galiza nom se soma ao coro de apluasos. Com esta sentença -aparentemente exemplar, a “Audiência Nacional” procura basicamente dous objetivos:

1º- Legitimar o regime da segunda restauraçom bourbónica perante a profunda crise de legitimidade que arrasta.

A superestrutura do Estado espanhol pretende com estas operaçons de marqueting transmitir a falaz existência de divisom de poderes e a ”independência” do poder judicial do poder político.

2º- Acelerar o recâmbio do PP por Ciudadanos. As fraçons hegemónicas da oligarquia necessitam com celeridade substituir o desgastado e desacreditado PP polo novo falangismo de Albert Rivera. Esta sentença contribui para dinamitar o PP e promover o travasse de quadros para o partido laranja.

Os meios de [des]informaçom da burguesia -tanto os claramente reacionários comos os pseudoprogressistas-, insistem no caráter exemplar da condena. Mas a realidade é bem distinta do que nos pretende transmitir.

As “duras” penas que nalguns casos superam o meio século, ficarám em pouco mais de dez anos para a prática totalidade dos 19 condenad@s.

A política de indultos e reduçom de condenas para os ricos e fraçons de apoio, fai parte do caráter intrinsicamente classista da justiça que padecemos: umha justiça burguesa, patriarcal e chauvinista espanhola.

A sentença confirma a existência da caixa B de financiamento do PP, reconhece o seu caráter criminal, mas deliberadamente evita iniciar o processo de ilegalizaçom do PP.

A sentença vem precedida pola detençom de Eduardo Zaplana  -ex-porta-voz do PP nas Cortes espanholas, ex-ministro do Governo de Aznar e ex-presidente da Generalitat Valenciana-, e pola detençom de familares diretos de Juan Cotino, ex-diretor da Polícia espanhola, quem também está sendo investigado na trama de branqueio de capitais.

A intencionalidade da sentença pretende exculpar o regime da corrupçom geralizada desta cloaca chamada Espanha, busca proteger as elites económicas, financieiras e políticas do postfranquismo, basicamente a Casa Real, para ganhar tempo que permita a consolidaçom da recomposiçom reacionária em curso.

Com a aprovaçom ontem dos orçamentos gerais do Estado polos votos do Partido Nacionalista Basco [PNB], M ponto Rajói e o seu governo de bandidos tem margens para continuar.

Nem Espanha nem o capitalismo se podem reformar. As forças da esquerda institucional continuam hipotecadas polo eleitoralismo e o cretinismo parlamentar, alimentando a falsa alternativa de termos que escolher entre PP/C´s ou PSOE/Podemos.

Essa estratégia só contribui para gerar falsas ilusons entre a classe obreira e o povo trabalhador, em acreditar que se podem realizar transformaçons ocupando as instituiçons do inimigo, e mediante um processo de mudanças paulatinas democratizar o regime e implemantar políticas ao serviço das maiorias.

A segunda restauraçom bourbónica só pode ser derruvada desde o exterior das suas entranhas, com um povo trabalhador organizado, ativo, unido e movimentado, mediante umha estratégia de confrontaçom e convergência assentada na luita operária, nacional e feminista.

A greve geral do vindouro 19 de junho é umha magnífica ocasiom para gerar espaços de luita, para realizar um treino de massas que permita superar o amorfismo da classe obreira, iniciar a sua recomposiçom, a recuperaçom do seu protagonismo e direçom, deslocando as políticas timoratas e acomplexadas que caraterizam as orientaçons hegemónicas da esquerda institucional.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 24 de maio de 2018

Comunicado nº 90 de Agora Galiza: Assalto mineiro das multinacionais contra a Galiza

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Assalto mineiro das multinacionais contra a Galiza

A divisom internacional do trabalho, clasificaçom mundial dos países dentro do marco do sistema capitalista, segundo a sua produçom e especializaçom de determinados bens de consumo, tém como objeto especializar a Galiza numha ”regiom” [espanhola e europeia] fornecedora de matérias primas.

Madrid e Bruxelas fieis aos interesses da oligarquia permitem a constante sobre-exploraçom dos recursos e materias primas da nossa naçom. Um exemplo é a substituiçom descontrolada do bosque autótone por eucaliptos e outras espécies fóraneas. Mais de metade da madeira cortada no Estado espanhol provém do monte galego, o impacto sobre o ecossistema é tal, que nom é de extranhar que sejamos umha das naçons da Península Ibérica com maiores taxas de lumes.

O des-governo de Feijó, servil ao Capital espanhol e autótone, conta com total impunidade para reordenar o nosso território, destruir definitvamente os nossos setores produtivos, e mal-vender a nossa pátria.

A finais do ano 2017 o PP aprovou em solitário na Junta no parlamentinho a denominada “Lei de Fomento de Implantación de Iniciativas Empresariais -LFIIE-“, popularmente conhecida como “Lei de depredaçom da Galiza”, que deixa via livre às empresas estrangeiras para compra a um preço muito baixo matérias primas, através da desregulaçom ambiental e da desproteçom do património.

No referente à exploraçom da riqueza mineral do nosso solo, fornecemos umha parte importante do quartzo explorado por Espanha, situamo-nos como sexta potência mundial em exportaçom de granito e produzimos a maioria da lousa que se consome no mundo.

Nom é coincidência que desde a chegada do Partido Popular à Junta se tenham multiplicado os direitos mineiros outorgados, já que a sua intençom é permitir as exploraçons mineiras em qualquer tipo de solo do território galego, seja zona protegida, monte comunal ou exploraçom agrícola.

A megamineraçom provoca um grave impacto mediombiental como deflorestaçom, contaminaçom, alteraçom da água e destruçom do hábitat. Ademais, também nom devemos esquecer que neste plano de assalto com lógica colonial à Galiza permite-se o emprego de técnicas extractivas proibidas na própria UE, como é o caso do cianeto.

O despovoamento do rural é outras das causas contribui para a megamineraçom. A concentraçom populacional nas urbes e a desertizaçom demográfica facilita a instalaçom de novas exploraçons mineiras no rural, já que a resistência popular é menor nas áreas despovoadas. Perto de um milhar e meio de aldeias estám despovoadas na Galiza interior e muitas estám condenadas à desapariçom. A juventude vive de forma maioritária nas cidades.

Outro problema é a opacidade da atividade mineira na Galiza. A multinacionais interessadas em saqueiar os nossos recursos tenhem ao do seu lado a “democracia” burguesa que nega constantemente a participaçom popular nos assuntos fundamentais, como a planificaçom económica, territorial, cultural, etc…

Quem defende os interesses mineiros necessita manter o povo na ignoráncia, negar-lhe o seu direito à informaçom. Nom querem que saibamos que os últimos governos fôrom excessivamente permissivos com esta indústria polos “acordos” e “mordidas” aos que chegam com as empresas interessadas em explorar os recursos mineiros.

Um exemplo é o da multinacional canadiana Edgewater, quem teima em extraer ouro numha megamina em Corcoesto. A empresa multinacional, tras a negativa final do Governo da Junta, denunciou que um intermediário solicitou 1,5 milhons de euros a repartir entre Feijó e altos cargos em troques de que se lhe permitisse levar a cabo o macroprojeto.

Para justificar o saqueio também necessitam das falácias e da demagogia, um falso argumento que empregam tanto a indústria mineira como a Junta é o de que a megaminaçom cria postos de trabalho. Oferece-se como oportunidade económica às famílias e às mancomunidades de montes como alternativa ao desemprego, mas a megamineraçom privatiza o monte comunal e liquida amplas zonas agrícolas e pecuárias do nosso território.

Seguindo os dados ofrecidos pola empresa Edgewater para o projeto de Corcoesto, dos 277 empregos que prometiam criar, incluiam-se na sua maioria postos diretivos, restando só 100 postos operários. À criaçom destes poucos postos de trabalho, há que restar a destruiçom dos empregos da zona, coma as exploraçons agropecuárias.

Por outra parte, a transformaçom das matérias primas, que é a parte do processo produtivo que mais valor comercial e postos de trabalho cria, fica reservada a zonas de fora da Galiza. Estamos pois perante umha estratégia claramente colonial.

Agora Galiza manifesta o seu apoio a todas os movimentos populares que em diferentes lugares da nossa geografia nacional [Touro/O Pino, Corcoesto, A Límia, Terra Chá] se estám confrontando com as multinacioniasi mineiras e o governo bandido do PP, para defender o território, o meio ambiente e a saúde da populaçom das comarcas afectadas.

Queiramos ou nom, a luita popular contra a megamineraçom é essencialmente umha luita nacional anti-imperialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 13 de maio de 2018

Comunicado nº 89 de Agora Galiza: 17 de Maio, Dia das Letras. Na Galiza SÓ em galego

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17 de Maio, Dia das Letras

Na Galiza SÓ em galego

O período compreendido entre 17 de Maio de 2017 e 2018 caraterizou-se polo agravamento das tendências assimilacionistas espanholas. A perda de galego-falantes -com destaque nas franxas etárias mais jovens-, e a quebra da transmissom intergeracional do idioma, é umha dramática realidade da língua própria da Galiza, o GALEGO.

A estratégia normalizadora promovida nas últimas quatro décadas polo movimento em defesa do galego nom tem atingido nengum dos objetivos marcados. Ano após ano retrocede o uso do idioma entre o nosso povo e o espanhol abafa-o todo.

Todos os acordos “normativos” e “ortográficos” assinados polas forças do nacionalismo galego com os inimigos da Pátria, e portanto da nossa única língua, nom só nom tenhem invertido o processo desgaleguizador, tenhem sido negativos para avançar na recuperaçom de falantes e utentes, para ganharmos espaços e alterarmos a estratégia desnacionalizadora que leva séculos promovendo o imperialismo espanhol.

A esquerda independentista galega leva denunciando incansavelmente que som basicamente duas as razons do fracasso das entidades “normalizadoras”.

Umha prática de isolacionismo linguístico que evita a confluência com o tronco comum, com o resto dos países do mundo que usam o galego-português. A negaçom da premissa de que somos um idioma internacional, que nom somos umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza, conduze-nos inevitavelmente à derrota.

O reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom a que o nosso idioma está submetido polo espanhol. O reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

A segunda causa som os complexos e timoratismos das forças políticas maioritárias de direçom galega, instaladas na simples reclamaçom teórica do direito de autodeterminaçom e na contraditória indecisom à hora defender com firmeza e factos constatáveis a soberania e independência nacional da Galiza.

O futuro do galego está indisoluvelmente ligado à conquista deum Estado galego plenamente independente e soberano.

Mas no seio do movimento normalizador aparecem novas ameaças. O reintegracionismo de vocaçom pinheirista e lóxica liberal, instalado no folclorismo ridiculista e na defesa do padrom de Lisboa, portanto contrário à forma autótone do galego reintegrado, vem de dar mais um erróneo passo.

A defesa do binormativismo que promove a direçom da AGAL, quer dizer,a procura da convivência entre o galego isolacionista e o português, evita deliberadamente abordar o cerne da ameaça em curso, a hegemonia do espanhol como arma de destruiçom maciça do idioma que nos define como povo e naçom.

O galego como parte do tronco comum galego-português possui umha norma própria, patriótica, que devemos conservar como sinal medular da nossa idiossincrasia nacional. Renunciar a ela é claudicar e facilitar o processo de espanholizaçom.

A pequena-burguesia empoleirada no que até há bem pouco era a academia galega reintegracionista, age em base aos mesquinhos interesses mercantis, seguindo as lógicas neoliberais e post, desagregando a luita pola normalizaçom do galego da opressom nacional da Galiza.

Claro que lograrám o aplauso, colaboraçom e prémio das forças espanholizadoras. Nom existem razons para que o PP e Feijó se oponham ao português na Galiza como língua opcional estrangeira no ensino, ou à difusom das TV portuguesas, pois nom questiona a hegemonia do espanhol e distrai a defesa do galego como idioma próprio da Galiza.

Agora Galiza, como organizaçom reintegracionista que segue a tradiçom e legado da esquerda independentista galega que nunca contemporizou nem colaborou com os inimigos do galego e da Galiza, nom se vai somar a nengumha nova manobra de confusom.

Nom vamos aplaudir iniciativas estéreis e absurdas nem participar em entroidadas que nada contribuem para normalizar e defender o idioma de Mendinho, Rosalia de Castro, Jorge Amado, Bento da Cruz, Luisa Vilalta e Mia Couto .

Estamos plenamente conscientes que até que as forças agrupadas à volta da entidade convocante da manifestaçom deste 17 de Maio nom abandonem a estratégia de procurar acordos institucionais que sabem vam ser incumpridos polas hipócritas forças espanholistas [PP, PSOE, C´s, Podemos, IU], caminharemos inexoravelmente face o nosso suicídio como povo com cultura e língua milenária.

Só um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaço sociais, fundamentado na defesa intransigente do monolinguísmo social e o reintegracionismo lingüístico, visado para a conquista da nossa plena emancipaçom nacional, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos dez mil castros e dos mil rios.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 11 de maio de 2018

Comunicado nº 88 de Agora Galiza: Saudamos convocatória de greve geral para 19 de junho

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Saudamos convocatória de greve geral para 19 de junho

Agora Galiza quer manifestar a satisfaçom da esquerda independentista, socialista e feminista galega perante o anúncio realizado ontem pola CIG de convocar greve geral na Galiza para 19 de junho.

A greve geral é umha poderosa ferramenta que a classe operária e o conjunto do povo trabalhador historicamente emprega para defender os seus interesses, para frear e neutralizar as agressons da burguesia, para tombar governos e para tomar o poder quando adota caráter insurrecional.

Porém, a greve geral nom deve ser concebida como umha morna e simples jornada de paro e mobilizaçom operária e popular, com fins claramente eleitoralistas, sob a ineficaz lógica do parlamentarismo burguês.

19 de junho nom pode concebir-se como umha jornada isolada carente de fio condutor, que só procure pressionar o governo de Feijó e favorecer as expetativas eleitorais da “oposiçom” no parlamentinho autonómico.

O povo trabalhador e empobrecido da Galiza continua a padecer nas suas condiçons de vida a dureza das receitas neoliberais, promovidas pola oligarquia espanhola seguindo os ditames da UE e do FMI, e aplicadas na Galiza pola franquícia local encabeçada por Feijó.

Sob a falsa justificaçom da “crise capitalista”, a burguesia espanhola e galega tem implementado um conjunto de reformas laborais, ataque ao sistema de pensons, cortes em direitos e liberdades, deterioramento e privatizaçom da sanidade, educaçom e serviços sociais, visadas para endurecer e disciplinar ainda mais o povo trabalhador.

Políticas que só procuram garantir e perpetuar os privilégios e acumulaçom de riqueza pola burguesia.

A desorganizaçom da classe obreira galega, as receitas pactistas e conciliadoras da “esquerda” institucional, o ilusionismo eleitoral e a carência de umha estratégia de luita permanente e encadeada de convergência de conflitos, greves e reivindicaçons, sob um programa anticapitalista, feminista e de libertaçom nacional, dificultam converter 19 de junho num clamor contra a ditadura burguesa e o criminal regime de 78.

A organizaçom convocante deve clarificar quais som os objetivos táticos e estratégicos da greve geral de 19 de junho, para gerar as condiçons subjetivas que permitam assegurar o seu respaldo e êxito.

Agora Galiza considera que na greve geral de 19 de junho devem fundir-se as reivindicaçons laborais, sociais e políticas.

A greve de 19 de junho deve contribuir para gerar um novo ciclo de luitas visadas para avançar na cristalizaçom da rebeliom popular, tendente à queda dos governos reacionários e neofascistas de M ponto Rajói e Feijó, e início da rutura com o regime postfranquista, abrindo um processo constituínte galego.

Só assim a classe operária e o conjunto das camadas populares e empobrecidas da Galiza começaremos a ver a luz do longo tunel reacionário em que estamos atrapad@s.

Só radicalizando a resistência popular, só avançando na imprescindível auto-organizaçom operária à margem dos partidos e sindicatos entreguistas, de unidade da classe obreira, de luita sem trégua, poderemos conquistar os direitos e as liberdades.

Que os ricos paguem a crise!

A luita obreira é o único caminho!

Por um governo obreiro e popular, patriótico e feminista!

Adiante com a greve geral de 19 de junho!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 2 de maio de 2018