Comunicado n° 106: ESPANHA GENUFLEXA COM TRUMP

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Comunicado n° 106]
ESPANHA GENUFLEXA COM TRUMP
Pedro Sánchez vem de anunciar que só reconhece o golpista Guaidó como presidente da Venezuela

O atual inquilino da Moncloa, simples capataz encarregado polo Ibex 35 para gerir conjunturalmente os interesses da oligarquia espanhola, acaba de confirmar que nom passa de ser um vil lacaio dos Estados Unidos e das três potências da UE [Alemanha, França e Gram Bretanha].

Com esta irresponsável decisom, Espanha exprime que nom é mais que um funcional e vulgar satélite do imperialismo, que pom em perigo e hipoteca os seus grandes interesses na Venezuela, para agradar os amos do mundo.

Com esta decisom, PSOE confirma que é o partido central do postfranquismo, e que as divergências com as forcas fascistas [PP, C’s e Vox] som artificiais, necessárias para alimentar a ilusom “pluralista” da terceira restauraçom bourbónica.

A esquerda revolucionária galega manifesta a sua solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela.

Agora Galiza-Unidade Popular só reconhece a Nicolás Maduro como único e legítimo presidente da Venezuela.

A República Socialista Galega pola que luitamos, estaria hoje apoiando a Venezuela que com firmeza defende a sua independência e soberania nacional frente o injerencismo das potências imperialistas que pretendem reinstaurar o colonialismo.

A Venezuela vencerá!
Independência e Pátria Socialista!

Comunicado nº 105: PATÉTICO SHOW DA NOVA SOCIALDEMOCRACIA

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PATÉTICO SHOW DA NOVA SOCIALDEMOCRACIA

A rutura interna cenificada em Podemos, coincidindo com o quinto aniversário da sua fundaçom, é o último episódio da crise orgánica estrutural que padece o novo reformismo espanhol.

Podemos apareceu na cena política como umha força ruturista que ia “mudá-lo todo”. Mas a realidade constata que é um partido convencional, altamente funcional para estabilizar e perpetuar o regime postfranquista espanhol.

Retirar a raiva e o conflito das ruas, canalizando-o pola via eleitoralista, renuncia paulatina ao seu programa político fundacional, apoio a UE do Capital e ao militarismo da NATO, ambiguidade calculada perante o golpe de estado em curso contra a Venezuela bolivariana, ou branqueio do PSOE, som umha pequena mostra da farsa que supóm a nova socialdemocracia para a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza.

A socialdemocracia podemita está cumprindo com o seu papel histórico de “pata esquerda da burguesia”, despojando o povo trabalhador de toda consciência de classe, só beneficiam os setores mais reacionários do Estado, som um caldo de cultivo para o fascismo.

O patético episódio protagonizado pola confrontaçom entre dous dos principais impulsores de Podemos, denota o caráter claramente oportunista dos diferentes setores que o encabeçam.

O II congresso em Vistalegre supujo a rutura definitiva entre eles. As recentes deserçons de destacados digirentes em Podemos, demonstram a inconsistência de umha força política ineficaz e estéril para defender os interesses da classe trabalhadora e quebrar o regime postfranquista.

A hipoteca eleitoralista e lógica institucional que fagocita as forças que carecem de umha linha combativa e operária, de umha direçom e composiçom maioritariamente classista, provocam que estas organizaçons realizem viragens de 180º, e renunciem ao que for por um punhado de votos e os privilégios atingidos polas suas elites.

Todas as manobras para perpetuar-se nos espaços de gestom institucional, somado aos fracassos eleitorais como o acontecido na Andaluzia, geram confusom e descontentamento entre a classe trabalhadora que com esperança, mas também com ingenuidade, considerava que era umha força nova sem ataduras, visada na transformaçom da terceira restauraçom bourbónica.

Na Galiza, as desputas internas entre o diferentes setores pequeno-burgueses no seio de “En Marea”, estám provocando umha reaçom mui semelhante entre o povo trabalhador galego.

As frentes interclassistas e as “mareas municipalistas”, caldeiradas ideológicas que aglutinan desde forças chauvinistas e populistas espanholas, socialdemocratas, trotskistas, eurocomunistas, centristas, até forças autonomistas galegas, som um auténtico fiasco.

Tal como a esquerda revolucionária galega vem denunciando, as “inovadoras” formas orgánicas e as ferramentas de participaçom “assembleares” e “democráticas”, promovidas pola “nova política”, resultam ser umha estafa que permitírom desativar o processo de radicalizaçom e desmobilizaçom das massas, e valeirar o conflito político e social das ruas.

A alternativa perante a falsa via que promovem e alimentam estas forças para paliar as aristas mais agressivas do capitalismo, da opressom nacional e da dominaçom patriarcal, tampouco a vamos encontrar no nacionalismo autonomista e interclassista do BNG, nem no independentismo essencialista, mero satélite do autonomismo.

A profunda crise de Podemos e da Marea, constata que os ensaios promovidos com regularidade em nome da mudança pola pequena-burguesia, som simples modas passageiras, que só reforçam a ditadura burguesa.

Perante a frustraçom e a desilusom que geram, a única alternativa é continuar com perserverância e paciência na reorganizaçom da esquerda revolucionária galega, na configuraçom de um movimento operário e popular dotado de um programa e umha linha de classe visado para a tomada do poder, na superaçom do sistema capitalista e da atual democracia burguesa. Um projeto socialista e feminista galego de libertaçom nacional.

O fracasso da nova socialdemocracia espanhola, e os experimentos ensaiados na Galiza de falsas unidades populares e renúncia ao princípio de auto-organizaçom, constata que nom existem atalhos, nem fórmulas milagreiras visadas para superar o capitalismo e derruvar o regime oligárquico espanhol.

Sem auto-organizaçom operária e popular, sem mobilizaçom e luita permenente e encadeada, sob um programa tático de acumulaçom de forças rebeldes para configurar um governo galego de transiçom de caráter obreiro e popular, patriótico e feminista, todo o que os diversos reformismos prometem é umha monumental falácia.

A luita é o único caminho para a nossa emancipaçom como classe e para atingir a libertaçom nacional. Só a Revoluçom Socialista Galega logrará sentar as bases para construir umha sociedade igualitária, de mulheres e homens livres.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de janeiro de 2019

Comunicado nº 104: GOLPISMO NOM PASSARÁ Solidariedade galega com a Venezuela Bolivariana

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GOLPISMO NOM PASSARÁ

Solidariedade galega com a Venezuela Bolivariana

Apoderar-se das imensas reservas de petróleo e dos recursos minerais da Venezuela, som as únicas razons polas que o imperialismo leva tentando permanentemente destruir o processo bolivariano iniciado em 1998 sob a direçom do comandante Hugo Chávez.

Nestas duas décadas, os USA e a UE tentárom infrutuosamente de reinstaurar em Caracas um governo títere ao serviço dos monopólios e as multinacionais.

O golpe de estado promovido em 2002, a guerra económica implementanda desde o exterior [acaparamento, sabotagem, bloqueio de importançon, restriçom da produçom industrial e limitaçom na distribuiçom e tránsito de mercadorias que provocam desabastecimento programado de bens de consumo essenciais], conta com o aval da oligarquia venezuelana, e dos partidos que representam os interesses das camadas intermédias e da grande burguesia.

Perante a estratégia insurrecional e o terrorismo, que pretende converter novamente numha colónia ianque a Pátria de Chávez e Bolívar, até agora a resposta do governo bolivariano tem sido morna.

É o momento de ativar em toda a sua dimensom o “Golpe de leme”, a reorientaçom socialista do processo que o Hugo Chávez propujo no último Conselho de Ministros a que assistiu em outubro de 2012.

O denominado “socialismo do século XXI” está incapacitado geneticamente para sentar as bases da construçom de umha sociedade superadora do capitalismo.

Só a classe obreira venezuelana e o povo trabalhador pode derrotar nas ruas o golpismo imperialista, só o povo em armas pode derrotar a invasom militar dos Estados Unidos.

A política imperialista sobre a Venezuela nom é produto de Trump. Em março de 2015 Obama emitiu umha “ordem executiva” em que qualificava a Revoluçom Bolivariana de “ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e para a política exterior dos Estados Unidos”.

Mas perante o golpe de estado promovido por Washington, perante o ultimato injerencista da UE e do governo do PSOE, a equerda revolucionária galega nom é neutral, nem pratica a equidistância.

Frente ao golpe de estado aplaudido polo fascismo espanhol [PP, C´s e Vox] e o social-liberalismo [PSOE], a esquerda independentista e socialista galega estamos induvitavelmente com o governo venezuelano presidido por Nicolás Maduro.

Perante o apoio ao títere de Guaidó, exprimido polo Brasil de Bolsonaro, polo governo oligárquico colombiano, pola Argentina de Macri, polo estado sionista de Israel, estamos com a Venezuela que com dignidade nom claudica nem se submete.

Frente a intoxicaçom e manipulaçom mediática dos meios de [des]informaçom da burguesia espanhola, Agora Galiza-Unidade Popular está com a Venezuela que se reafirma na sua soberania e independência nacional.

O governo do PSOE qualifica de ilegítimo ao governo de Nicolás Maduro emanado das eleiçons de maio de 2018, mas justifica o rei espanhol e a monarquia bourbónica imposta polo fascismo.

Alertamos a classe trabalhadora galega a nom deixar-se manipular polas desinformaçom do inimigo, a estar alerta perante a agenda golpista que nas vindouros dias pretende aprofundar na desestabilizaçom económica e política da Venezuela.

O imperialismo nom permite que os povos do mundo nos autodeterminemos, decidamos o nosso futuro de forma soberana, sem tutelagens nem ingerências de Washington e Bruxelas. Mas o futuro é para quem luita!

Galiza-Venezuela solidariedade!

Independência e Pátria Socialista!

Galiza, 29 de janeiro de 2019

Comunicado n° 12 do Manifesto Internacionalista de Compostela: FORA AS MAOS IMPERIALISTAS DA VENEZUELA!

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FORA AS MAOS IMPERIALISTAS DA VENEZUELA!

Achamo-nos perante um ponto álgido da ofensiva imperialista contra a Venezuela. A autoproclamaçom de Juan Guaidó como presidente interino, o seu reconhecimento por parte de vários governos estrangeiros com os EUA à cabeça, as suas declaraçons alentando as Forças Armadas ao derrocamento do presidente Nicolás Maduro e a sublevaçom de um grupo de Guardas Nacionais, devem entender-se como umha autêntica tentativa golpista que tem o objetivo de acabar com a Revoluçom Bolivariana e entregar os ricos recursos naturais da Venezuela aos imperialistas.
Perante esta situaçom o Presidente Nicolás Maduro anunciou a rutura de relaçons diplomáticas com os EUA, num exercício de defesa da dignidade e a soberania do povo venezuelano.

Desde o Manifesto Internacionalista de Compostela consideramos que o dever de todas e de todos os revolucionários é defender sem ambagens a soberania nacional da Venezuela, a Revoluçom Bolivariana e o Presidente da República Bolivariana, Nicolás Maduro. O nosso dever é monstrar a nossa mais sincera e cálida solidariedade Internacionalista.

Sinalamos também que a defesa da Revoluçom Bolivariana significa defender a soberania nacional de todos os povos que resistem o imperialismo na América Latina, entre os que o povo venezuelano exerce hoje um papel dirigente.

Solidaridade com o povo venezuelano e o seu Presidente Nicolás Maduro!

Venezuela respeita-se!

Nom pasarám!

24 de janeiro de 2019

Comunicado nº 102: Feliz 2019! Só combatendo há vitórias

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Feliz 2019! Só combatendo há vitórias

Afastados do falso triunfalismo da “esquerda” sistémica, mais umha ano o balanço do ano que agora finaliza nom pode ser positivo para a nossa classe e a nossa naçom.

2018 foi um ano negativo para as condiçons de vida da maioria social, para povo trabalhador e empobrecido da Galiza. A ofensiva permanente contra as bases materiais e imateriais da Naçom galega caraterizárom o tratamento a que foi submetida polo Estado imperialista espanhol e a UE.

O ano do que agora nos despedimos, foi novamente desaproveitado pola classe trabalhadora galega, que desprovida de umha vanguarda tangível, com capacidade de direçom e intervençom, nom logra avançar na cada vez mais urgente e necessária reorganizaçom de um bloco operário e popular socialista, patriótico e feminista.

Até lograrmos este objetivo prioritário seguiremos sendo vítimas desarmadas e reféns da burguesia, carne de canhom da oligarquia.

Tal como afirmavamos há agora um ano, “até que a Galiza do Trabalho supere o estado de marasmo, até que o povo trabalhador galego nos despreendamos da abduçom coletiva que nos paralisa mediante o medo e os mais variados métodos invisíveis de alienaçom, e optemos por constituir verdadeiras ferramentas defensivas com vocaçom de vencer, seguiremos sofrendo um após outro, os golpes das depredadoras receitas neoliberais dos cortes e da austeridade, impostas polo capitalismo senil para que sigamos sendo nós, entre suor e sangue, quem paguemos a sua crise”.

Em 2018 constatamos o fracasso do ilusionismo eleitoral promovido polo reformismo no nosso país, visado para articular inofensivas maiorias aritméticas ao PP cujo eixo som políticas continuistas.

A implosom da Marea e o estancamento do BNG, abrem o caminho ao avanço do fascismo sem complexos, perante a sua incapacidade congénita e carência de vontade política de defender as aspiraçons do povo trabalhador.

Desprovidas do entusiasmo que gerárom conjunturalmente, na atualidade som simples e convencionais maquinárias eleitorais que contribuem para desmovimentar o povo trabalhador, alimentando o desencanto e a frustraçom que facilita o avanço da demagogia populista fascista.

Contribuírom para retirar o conflito dos centros de trabalho e ensino, das ruas, substituindo o protagonismo dos setores populares pola delegaçom nos cargos institucionais hegemonizados pola pequena-burguesia covarde e pactista. A anulaçom da greve geral convocada na Galiza no mês de junho é paradigma desta nefasta prática política.

Com este cenário prognosticamos que 2019 será no melhor dos casos um ano similar ao que agora finalizamos.

Na comemoraçom do 200 aniversário do natalício de Karl Marx, verificamos e denunciamos como no seu nome se implementam políticas antagónicas com o seu projeto revolucionário e genuinamente anticapitalista. Agora Galiza-Unidade Popular seguimos inspirados na sua tradiçom rebelde. A vigência do pensamento do barbudo de Tréveris guia o nosso agir.

Diga o que diga a esterilizada casta pequeno-burguesa empoleirada nas maquinárias eleitorais da esquerda” sistémica, o capitalismo nom se pode reformar, nem a via para conquistar a nossa emancipaçom é a democracia burguesa.

Sem umha coerente açom teórico-prática classista todos os conflitos estám condenados de antemao ao fracasso. O exemplo da “via catalana” é o melhor expoente dos movimentos populares sem direçom operária.

Na profunda crise do capitalismo senil a escala global e nas suas particularidades no Estado espanhol devemos procurar a derriva autoritária do postfranquismo.

Nom estamos assistindo à configuraçom do fascismo, estamos assistindo à sua recomposiçom.

Nas necessidades da oligarquia de endurecer a exploraçom de classe e opressom nacional das naçons oprimidas como a Galiza, para manter as suas taxas de ganho, devemos procurar as causas da promoçom do neofalangismo articulado em C´s, a viragem ultrareacionária do PP de Casado e Feijó, e agora no fascismo sem complexos representado por Vox.

A oligarquia espanhola da terceira restauraçom bourbónica, a UE e o FMI necessitam implementar umha nova volta de porca visada para seguir aplicando novas medidas para disciplinar o movimento operário.

O novo governo de Pedro Sánchez é umha paréntese imprevista. Mais alá da retórica e de mornas medidas neokeynesianas, incumpre as principais promesas que provocárom o êxito da moçom de censura contra M ponto Rajói no mês de junho.

Configurar um bloco popular antifascista é tarefa prioritária da classe trabalhadora galega. O fascismo deve ser denunciado e combatido sem contemplaçons nem panos quentes, com unidade, coragem, firmeza e determinaçom.

SEGUIMOS NA LUITA

Agora Galiza-Unidade Popular tem claro que em 2019, seguiremos na travessia polo deserto, só com a companhia e o arroupe das bandeiras da rebeliom. Porém, seguiremos agindo com coerência tática, mas sem renunciarmos ao horizonte estratégico da Revoluçom Galega, ao projeto socialista e feminista de libertaçom nacional.

A II Assembleia Nacional realizada 1 de dezembro fecha a etapa de interinidade após a nossa constituiçom como força política em julho de 2015, abre umha nova etapa que facilita reconstruir e reimpulsionar a esquerda revolucionária galega, o independentismo socialista e feminista.

A involuiçom política vai continuar sob a forma do endurecimento chauvinsta tam funcional para desviar a atençom das massas, facilitando assim a superaçom da profunda crise de legitimidade que arrasta o regime do 78. Confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos polo Estado espanhol, oculta as práticas gansteris das elites políticas.

A oligarquia espanhola necessita acelerar o processo de recentralizaçom administrativa, recuperar boa parte das transferências cedidas às Autonomias, religitimar o seu projeto imperialista, continuar com o plano de ajustamentos e reformas laborais que solicita o FMI e o Banco Central Européu, esmagar a cada vez mais debilitada Catalunha rebelde, e domesticar definitivamente as forças enquadradas na “nova política”.

Frente a este cenário ou claudicamos ou resistimos. Agora Galiza-Unidade Popular nom duvida qual é a única alternativa. Eis polo que apelamos à juventude trabalhadora galega a implicar-se ativamente na tarefa histórica de reconstruir as ferramentas de combate e vitória que necessita a nossa classe e a nossa naçom.

Somos consciente que a imensa maioria dos problemas que padecemos como povo trabalhador e empobrecido, derivam do atraso e dependência que o capitalismo nos tem asignado na divisom internacional do Trabalho.

Sabemos que sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons, que sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social permanente e encadeada, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá disputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Nom queremos despedir 2018 sem denunciar e lembrar as três compatriotas brutalmente assassinadas polo terrorismo machista.

Queremos transmitir umha sincera saudaçom socialista e patriótica a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza-Unidade Popular representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, tod@s @s represaliad@s, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2018 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo sírio, catalám, palestiniano, colombiano, iraquiano, afgao, venezuelano, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

Em 2019 ratificaremos e necessidade e a vigência da luita internacionalista. No ano no que se comemora a fundaçom da III Internacional, Agora Galiza-Unidade Popular apela ao conjunto das organizaçons anticapitalistas e revolucionárias do conjunto do palneta, a dar passos na direçom de construir espaços internacionalistas de reflexom, debate, coordenaçom e promoçom de luitas contra o imperialismo e o capitalismo.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de dezembro de 2018

COMUNICADO Nº 101 da Direçom Nacional: 6 de dezembro, contra a constituiçom postfranquista. Nem Autonomia, nem Estado federal. INDEPENDÊNCIA NACIONAL

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6 de dezembro, contra a constituiçom postfranquista

Nem Autonomia, nem Estado federal

INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Há quarenta anos era colocada a chave da bóveda da arquitetura jurídico-política vigente. Mediante umha fraudulenta operaçom cosmética, foi maquilhada a ditadura franquista imposta polo golpe de estado e posterior guerra promovida em 1936 polo bloco de classes oligárquicas.

A constituiçom de 1978 legitima o atual regime espanhol, que a maioria do povo trabalhador galego nom apoiou na altura. No referendo realizado há 4 décadas apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a ditadura capital, perpetuando o saqueio e exploraçom da classe trabalhadora.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a unidade de mercado denominada Espanha, perpetuando esta cárcece de povos, impossibilitando o exercício de autodeterminaçom da Galiza e combatendo sem trégua as legítimas aspiraçons de conquistar umha Pátria livre de mulheres e homens emancipados.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a continuidade do patriarcado, legitimando assim a dominaçom, opressom e sobre-exploraçom da maioria do povo trabalhador: as mulheres.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a terceira restauraçom bourbónica, um modelo de Estado medieval legitimado na consanguinidade.

Eis, polo que quatro décadas após a sua aprovaçom, nada temos que celebrar e sim muito que denunciar e reivindicar.

A relativa “estabilidade” política e institucional das primeiras três décadas deu passo a um ciclo de permanentes turbulências derivadas da convergência da profunda crise do capitalismo senil com a crise política e institucional do regime de 78.

As luitas populares e operárias em defesa da sanidade e educaçom públicas, do direito à vivenda, contra o desemprego e a precariedade laboral, por um futuro digno para a juventude, contra a discriminaçom das mulheres trabalhadoras, pola liberdade da Galiza, tenhem ido acompanhadas por um questionamento do postfranquismo.

Porém, a hegemonia pequeno-burguesa no movimento popular e a burocratizaçom do sindicalismo, tenhem impossibilitado avançar na convergência das luitas económicas e setoriais numha estratégia de rebeliom popular visada a tombar o corruto e criminal regime bourbónico.

Perante a profunda crise de legitimidade e as demandas do exercício do direito de autodeterminaçom do povo catalám, o regime monstrou a sua verdadeira face: emprego da repressom e violência, facilitando a eclosom do fascismo arroupado no caráter supremacista do discurso chauvinista espanhol.

Contrariamente ao que interessadamente transmitem os partidos do regime situados no falso eixo de “esquerda”, o auge do fascismo nom é um fenómeno novo nem se pode circunscrever a Vox, umha força política promovida polo capital finnacieiro para disciplinar ainda mais à classe operária, um partido funcional para o cenário de agravamento da crise capitalista.

PP e C´s som ideologicamente similares a Vox, mas com um discurso mais maquilhado. O franquismo nom foi derrotado na transiçom, mais bem foi quem pilotou a sua reconversom no regime monárquico.

A atual deriva autoritária tem por objetivo derrotar as luitas nacionais dos povos oprimidos polo Estado espanhol, pois a luita independentista segue sendo o elo fraco da cadeia da dominaçom capitalista no Estado espanhol.

Mas também criar as condiçons subjetivas que permitam aplicar umha nova bateria de agressons contras os já de por si mermados direitos e conquistas do povo trabalhador: nova reforma laboral, privatizaçom do sistema de pensons, reduçom dos custos salariais, tal como reclama o FMI, a troika, o Ibex 35 e o bloco de classes oligárquico espanhol.

A contundente luita do povo trabalhaor francês das últimas semanas contra o incremento dos combustíveis, gás e eletricidade, implementando a estratégia de rebeliom popular, empregando a rua como centro de gravidade, constatou que este é o único meio para derrotar os planos da burguesia.

Enquanto a “esquerda” hegemónica siga acovardada, atada à lógica parlamentar burguesa, apostando no eleitoralismo, e o sindicalismo financiado polo Estado burguês para frear a luita de classes, enquanto nom logremos reconstruir a esquerda revolucionária, seguiremos instalados num longo ciclo de retrocessos, involuiçom e derrotas.

Neste 6 de dezembro, a esquerda revolucionária galega manifesta mais umha vez que Espanha e o atual regime oligárquico é irreformável. Nom existe possibilidade algumha de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

Agora Galiza-Unidade Popular apela aos setores mais avançados da nossa classe e do nosso povo a quebrar com as lógicas políticas sistémicase a dar passos firmes na articulaçom de um bloco popular antifascista, nom para defender e restaurar os fundamentos da democracia burguesa “ameaçada”, e sim para avançar na articulaçom de um movimento operário e popular com direçom e linha genuinamente ruturista e socialista.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta a categórica oposiçom à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, à constituiçom do 78 e posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

A recente histórica da Autonomia Galega tem demonstrado que a estratégia de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, é umha via morta.

É umha fraude continuar a defender a viabilidade de reformas da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Como também é reduzir a luita a mudar o modelo de estado monárquico por umha república federal que perpetua o projeto chauvinista espanhol.

Só a luita independentista sob direçom e orientaçom obreira e popular logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A luita é o único caminho!

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 5 de dezembro de 2018

COMUNICADO Nº 100 da Direçom Nacional: II Assembleia Nacional ratifica firme vontade de reconstruir a esquerda revolucionária galega

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II Assembleia Nacional ratifica firme vontade de reconstruir a esquerda revolucionária galega

Um amplo consenso e coesom caraterizou o desenvolvimento das análises, debates e acordos adotados na II Assembleia Nacional de Agora Galiza realizada hoje em Compostela sob a legenda Reconstruir ferramentas de combate.

As três teses [Organizativa, Ideológica e Política] fôrom aprovadas com um amplo respaldo da militáncia.

II Assembleia Nacional fecha o período de interinidade aberto após a Assembleia fundacional de 4 de julho de 2015. Até hoje Agora Galiza vinha-se regindo polos Estatutos de NÓS-UP, organizaçom da que procedemos e com orgulho reivindicamos como própria a sua trajetória e legado.

 
Principais acordos da II Assembleia Nacional

No plano organizativo Agora Galiza aprovou os seus Estatutos, passando a denominar-se Agora Galiza-Unidade Popular, reforçando assim o seu caráter de força política ampla, unitária, plural e com vocaçom de massas.

No ámbito ideológico reafirmamos o caráter de organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional. Adotamos o marxismo como método de análise e interpretaçom da realidade, como teoria revolucionária anticapitalista visada para a emancipaçom da classe trabalhadora.

Oito som as bases ideológicas sobre as que se assenta Agora Galiza-Unidade Popular: socialismo, independência nacional, feminismo e antipatriarcado, democracia socialista, anti-imperialismo, monolingüismo e reintegracionismo, cultura popular e ecologismo.

No plano político a II Assembleia Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular analisou a situaçom internacional onde a vitória do capitalismo na sua forma neoliberal e imposiçom de um mundo unipolar de guerrra permanente contra os povos, as mulheres e a classe trabalhadora, acelerou e radicalizou a ofensiva da burguesia contra os direitos, as conquistas e as liberdades, atingidas pola classe obreira em mais de cento cinquenta anos de suor, sangue e lágrimas.

Embora estemos no olho do furacám de grandes tempestades derivadas da crise crepuscular do capitalismo senil, a dramática ausência de ferramentas revolucionárias impossibilitam o incremento das condiçons subjetivas, essenciais para umha Revoluçom Socialista.

A profunda crise na Galiza do projeto emancipador e libertador da “esquerda” deriva de três derrotas estratégicas consecutivas: perante o fascismo em 1936, perante a maquilhagem do franquismo, reformado na atual monarquia bourbónica na segunda metade da década de setenta, e pola implosom da URSS em 1991.

A involuçom socio-política atual e as tendências fascistizantes em curso, derivam destas três derrotas concatenadas, e da pratica legalista e sistémica da “esquerda” hegemónica, instalada na resignaçom, a disgregaçom e o amorfismo.

O longo ciclo de refluxo e carência de perspetivas de vitória, condicionam o agir da esquerda revolucionária que nom capitula nem se deixa enredar pola lógica do ilusionismo eleitoral e o desmobilizador cretinismo parlamentar.

O desarme ideológico e incoerência teórico-prática da “esquerda”, o abandono do imaginário simbólico, mais a incapacidade e desinteresse para construir ferramentas de defesa e ofensiva contra a ditadura do Capital, som corresponsáveis pola dramática situaçom que padece a imensa maioria da humanidade trabalhadora e oprimida, e o povo trabalhador e empobrecido da Galiza.

Até lograrmos depurar o marxismo da contaminaçom e deturpaçom que padece pola hegemonia pequeno-burguesa entre as forças que se audodefinem de “esquerda”, até reinstaurar os seus fundamentos e princípios, até resgatá-lo da adulteraçom e esterilizaçom, recuperando a sua natureza subversiva, depurando-o da estafa do relato pacifista, pactista e eleitoralista que define a prática totalidade das organizaçons “marxistas”, nom será possível sentar as bases para superarmos o ciclo reacionário.

Agora Galiza-Unidade Popular é plenamente consciente da indigência organizativa da esquerda revolucionária galega, mas nom renuncia à tarefa titánica da sua reconstruçom.

A nossa prioridade é reconfigurar e refundar a esquerda anticapitalista galega que nom se submete à lógica do Capital nem se conforma com gerir as migalhas da Autonomia que nos concede a Espanha da oligarquia postfranquista.

Apostamos na edificaçom de umha organizaçom genuinamente antisistémica, com o centro de gravidade na Galiza, afastado da política espetáculo burguesa, da analgésica lógica da alternância parlamentar da terceira restauraçom bourbónica, umha força política-movimento social eminentemente obreira e popular pola sua composiçom, ideologia, natureza e doutrina.

Apostamos pola mobilizaçom e confrontaçom social, pola luita organizada de um povo trabalhador unido e movimentado sob umha estratégia insurrecional.

Contrariamente ao falso relato das forças autoqualificadas “ruturistas”, nom é possível iniciar um processo de transformaçons profundas sem um processo de auto-organizaçom operária e popular com orientaçom e prática classista, que desloque a pequena burguesia da direçom dos partidos de “esquerda”.

Sem a implementaçom de umha coerente estratégia de mobilizaçom operária e popular permanente e encadeada, seguiremos retrocedendo, perdendo direitos, conquistas e liberdades, ao ritmo que nos impom a oligarquia espanhola e as diretrizes da UE.

Mediante a estratégia de confrontar, deslindar, organizar e acumular definimos e marcamos como tarefas e objetivos táticos no horizonte estratégico da Revoluçom Galega:

1- Deslindar e confrontar com as falsas alternativas reformistas, para criar as condiçons subjetivas que nos permitam acumular para luitar com eficácia pola única saída possível para mudar o atual estado de cousas: a rutura com o status quo.

2- Gerar factos políticos, intervir, participar nos conflitos, ganhar referencialidade, elaborar alternativas táticas, acumular forças.

3- Desenvolver umha denúncia permanente do fascismo, contribuíndo para a criaçom de um Bloco Popular Antifascista.

4- Atualizar e divulgar o PTRP [Programa Tático para a Rebeliom Popular], esse meio milhar de medidas que permitam transformar a resignaçom e a indignaçom numha alternativa de governo que supere as falsas esperanças da saída eleitoral, segue sendo o nosso gps para a construçom de espaços tangíveis de poder popular.

5- Todos os parámetros e indicadores constatam que taticamente nom existem condiçons mínimas para seguir ensaiando a nossa concorrência eleitoral. Sem descartarmos participar em processos eleitorais a nossa prioridade é contribuir para a convergência das luitas sociais e locais, promovendo espaços de encontro e mobilizaçom.

6- A crise do projeto político da Naçom galega exige concentrar-nos na difusom do discurso genuinamente patriótico de ótica socialista. Sem Pátria nom há Revoluçom Galega. Sem soberania nom se pode construir o Socialismo, e o Socialismo é a garantia para preservar a independência e a soberania nacional. Pátria Socialista deve ser umha das nossas palavras de ordem prioritárias.

7- À equaçom Independência e Socialismo devemos dialeticamente acrescentar a superaçom do específica opressom, dominaçom e exploraçom que padece mais de metade da força de Trabalho, as mulheres, com um discurso e prática feminista. Desenvolver a açom teórico-prática do feminismo galego de classe é um dos nossos objetivos para o vindouro biénio.

8- Manter umha política de alianças assimétrica em base à coincidência programática a escala setorial e no quadro nacional de luita. Somos partidári@s de amplas alianças em base a programas avançados.

9- Divulgaçom da estratégia de Rebeliom Popular como método que permita ensaiar a ruptura com o regime de 78.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Galiza, 1 de dezembro de 2018

COMUNICADO Nº 99 da Direçom Nacional: 25-N, Dia contra a violência machista. Menos declaraçons e condenas. MAIS MEDIDAS EFICAZES CONTRA O TERRORISMO PATRIARCAL

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25-N, Dia contra a violência machista

Menos declaraçons e condenas

MAIS MEDIDAS EFICAZES CONTRA O TERRORISMO PATRIARCAL

Novamente, durante umhas semanas, as instituiçons do regime postfranquista tingem de epidérmico lilás o seu relato. Pretendem aparentar que estám implicadas no combate à violência machista, preocupadas em paliar as suas consequências.

Porém, nom som mais que boas e bonitas palavras que nom se plasmam em factos tangívies, visadas para reduzir e erradicar umhas práticas e comportamentos que formam parte do ADN do patriarcado.

As campanhas institucionais nom logram mais que ativar mornamente e durante uns poucos dias, a denúncia da violência que as mulheres trabalhadoras padecem nesta sociedade, mas nom passam de ai. Posteriormente nom se aplica um conjunto de medidas de choque no ámbito educativo, familiar, laboral, comunicativo, nem se aplicam os protocolos institucionais em caso de denúncias por violência.

O próprio movimento feminista galego, sob umha orientaçom cada vez mais institucional e pequeno-burguesa, é incapaz de adotar umha prática coerente, que confronte com factos tangíveis a violência simbólica e real que todos os dias padecem centenares de milhares de galegas.

As batukadas, as manifestaçons lúdico-festivas ,ou os minutos de silêncio, que enchem as ruas e as praças das nossas vilas e cidades de hipocrisia, perante assassinatos, ou nas datas do calendário reivindicativo “feminista”, som simplesmente ineficaces e mesmo contraproducentes.

Enquanto se apostar em procurar pactos estatais com o inimigo, a realidade da violência patriarcal contras as mulheres vai seguir sendo o pam de cada dia.

Enquanto se permita o lavado de acra, a maquilhagem cínica de quem direta ou indiretamente contribuiu ou contribui para a perda de direitos e conquistas, ou apoia posicionamentos contrários aos interesses das mulheres trabalhadoras, todo seguirá como até agora.

É necessário construir um movimento feminista galego com inequívoco caráter de classe, que quebre a errónea politica de alianças com quem nom chama as cousas polo seu nome, ou com quem simplesmente incorporou a cada vez mais devaluada e ambígua etiqueta “feminista” com fins estritamente eleitorais.

De Agora Galiza nom cansaremos de manifestar que unicamente um feminismo de classe e combativo será quem de guiar a revoluçom feminista e socialista, e fazer frente à barbárie patriarco-capitalista. Só assim seremos quem de atingir a liberdade e conquistar os nossos direitos, os perdidos, e os que ainda ficam por conseguir.

O discurso do lamento e das condenas, a linha hegemonica do unitarismo “feminista”, de lavado de cara dos partidos patriarcalistas, facilitando a sua cínica participaçom nas denúncias da expressom mais brutal da violência machista, nom só é ineficaz, impossibilita a radical mudança de rumo para combater a aliança criminal do patriarcado com o capitalismo.

É necessária a auto-organizaçom das mulheres trabalhadoras, injetar consciência de feminismo de classe, porque a violência machista tem um claro componente classista.

Som as mulheres trabalhadoras as que padecem com maior rigor as suas consequências, as que carecem de mecanismos e ferramentas defensivas, as mais vulneráveis a secumbir polo terrorismo patriarcal.

Magdalena Moreira, [Porrinho, 18 de junho], Maria Judite Martins Alves [Corunha, 18 de julho] e Ana Belem Varela [Cabana de Bergantinhos, 19 de agosto] som as três vítimas mortais na Galiza de 2018 desta lacra que ano após ano vai incrementado a lista de mulheres assassinadas.

Mais um 25 de novembro -Dia internacional contra a violência machista-, lembramos a todas as mulheres assassinadas polo terrorismo machista, mas também queremos honrar aquelas que estivérom na vanguarda da luita na sua época: Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand ou Alexandra Kollontai, pois fôrom elas as que alicerçarom as bases da libertaçom feminista, as que marcárom o caminho da liberdade económica, psicológica e sentimental, objetivo só possível numha sociedade Socialista.

Na Pátria, 25 de novembro de 2018

Comunicado nº 3 de Agora Galiza da Lourinha: Só luitando pararemos a Cidade desportiva do Celta

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Só luitando pararemos a Cidade desportiva do Celta

A doutrina económica neoliberal por boca do Concelho e os representantes em Mós da cloaca política que representa o PP, expressam umha vez mais a sua face mais perversa e o seu predador comportamento. Contam com a cumplicidade da Junta de Galiza.

A franquícia corruPPta de Génova 13, com o narco-presidente Feijó à sua cabeça estám decididos a cometer mais umha vez, via lei express, um atentado aos direitos do povo sobre um espaço gerido pola vizinhança, uns montes em mao comum polos que houvo que luitar judicialmente, e que agora a “falsa licenciada” ruína do concelho de Mós quer fazer entrega a um especulador imobiliario e ao capital financieiro que o respalda.

O descomunal despropósito que significa dar via livre à construçom do macro-projeto da “Cidade desportiva do Celta” fica descrito polo enorme movimento de terras previsto, a construçom de 10 campos de futebol e um centro comercial, que na boca do presidente do Celta será vendido a fundos inversores umha vez rematado.

A obra afetaria os mananciais que nutrem de água a populaçom vicinal do contorno do macro-projeto, significaria umha desfeita ecológica com a destruçom de monte em exploraçom madereira de gestom vizinal, contaminaçom com residuos derivados da construçom …

As ingentes quantidades de fundos públicos no investimento de acessos [estradas], iluminaçom, águas residuais, linhas de transporte público subsidiadas, etc… fam de este projeto um enorme insulto à inteligência dos comuneiros e aos beneficiários das trazidas de água.

Nidia Arévalo, lacaia dos poderes económicos [empresários, especuladores imobiliarios, etc…] que pretendem ocupar Mós como finca privada da que extrair lucro com as suas práticas devastadoras, nom gere o Concelho para a vizinhança.

A alcaldesa, como já fixo com o PGOM, está ao serviço de quem explora e precariza, de quem se enriquece com informaçom privilegiada, de quem se lucra com a privatizaçom dos serviços públicos.

A servicial sipaia das elites económicas que pretendem apoderar-se de Mós com intençons bem conhecidas, usou todas as artimanhas para convencer as Comunidades afetadas [compra de vontades com prebendas, promessas de postos de trabalho, reunions a costas dos afetados, propaganda e desinformaçom nos meios com todo tipo de mentiras, maquilhados e falsos informes meio-ambientais, ameaças soterradas …].

Os partidos institucionais da oposiçom [GañaMós, PSOE e BNG] monstram a sua inutilidade nas luitas populares. Instalados nas poltroninhas do Concelho, limitam toda oposiçom ao projeto com umha morninha negativa, limitando-se a levantar o dedo.

Só o povo trabalhador auto-organizado em Mós nas associaçons das trazidas de águas ou os comuneiros, saem à rua em protesto por tamanha barbaridade meio-ambiental, para monstrar o rejeitamento, para dizer nom e parar os pés ao Sr Mourinho e a sua cúmplice servicial Nidia Arévalo.

Só a unidade popular de quem rejeitamos este macro-projeto, protestando e luitando com firmeza nas ruas, conseguirá parar tamanho crime que queremimpor-nos. Como a história popular tem demonstrado foi, é e será nas ruas onde se logram as vitórias.

Se Mós di NOM, será NOM!

A luita é o único caminho!

Na Lourinha, 23 de novembro de 2018

BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA: 10 MEDIDAS ANTIFASCISTAS

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BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

Estes últimos dias comprovamos como o fascismo age com absoluta impunidade no Estado espanhol.
Constatamos como as organizaçons fascistas reivindicam a ditadura franquista, e a terrível repressom contra o povo trabalhador durante quatro décadas.
Como ocupam as ruas e os espaços públicos as bandeiras do pistoleirismo falangista, das entidades e grupos da extrema-direita, responsáveis diretos das perto de 10.000 execuçons contra o melhor do povo galego entre julho de 1936 e 1977.

Perante o avanço da hidra fascista, a esquerda revolucionária galega reitera a necessidade histórica de construir um espaço de luita visado para dar xaque ao regime de 78, levantando umha muralha antifascista, nom para defender a democracia liberal burguesa e sim a alternativa socialista.

Olhar para o lado, como se nada passasse, é umha irresponsabilidade que já pagamos muito cara na década dos anos trinta e quarenta.

É necessário constituir um bloco popular antifascista dotado de um programa de classe e um acionar de denúncia e mobilizaçom, com a rua como centro de gravidade, para frear o avanço das diversas variantes da reaçom.

Vertebremos um frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho.

10 MEDIDAS ANTIFASCISTAS


1- Desfascistizar a Galiza. Eliminar dos espaços públicos até o último vestígio simbólico e iconográfico da ditadura.


2-
Nacionalizaçom de todo o património da família Franco, resultado do acumulado no saqueio praticado na ditadura, e devoluçom do património incautado a entidades, associaçons e particulares.

3- Ilegalizaçom de todas os partidos e organizaçons que nom condenam o franquismo e reivindicam a ditadura: PP, C´s, Vox, as diversas Falanges, as fundaçons Francisco Franco, José Antonio Primo de Rivera, Yagüe, Pro-Infancia Queipo de Llano, Blas Piñar, Serrano Súñer, Ramiro Ledesma Ramos, Millán Astray, a UME [Uniom Militar Espanhola], etc.

4- Proibiçom da exibiçom de qualquer simbologia fascista.

5- Clausura de todas as publicaçons, editoras e meios de “comunicaçom” [emissoras de rádio e TV] que realizam apologia do franquismo.

6- Anulaçom da amnistia de 1977 que permite a impunidade a todos aqueles que participárom no franquismo e depuraçom integral da administraçom, exército e corpos repressivos.

7- Anulaçom de todas as condenas e juízos realizados durante o período 1936-1977 e reparaçom das vítimas e familiares.

8- Criaçom de um Instituto Nacional de Recuperaçom da Memória Histórica, dotado de recursos económicos necessários, centrado no estudo da opressom do Povo Galego ao longo da história, visada para reabilitar e dignificar todas as vítimas dessa repressom, começando polas vítimas da guerra de classes de 1936-39 e o franquismo.

9- Exigência à Igreja católica dumha condena pública da sua participaçom no golpe fascista e posterior legitimaçom do franquismo.

10- Derrogaçom de todas as leis que perseguem e limitam a liberdade de expressom, assim como aqueles artigos do Código Penal que colidem frontalmente com os princípios democráticos básicos, concretamente o de humilhaçom [artigo 578] reformado pola LO 2/2015, e o de ódio (artigo 510), aprovado pola LO 1/2015, ambas de 30 de março.