Comunicado nº 140. UNIDADE ANTIFASCISTA PARA DESLEGITIMAR A FARSA ELEITORAL DE 12 DE JULHO

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UNIDADE ANTIFASCISTA PARA DESLEGITIMAR A FARSA ELEITORAL DE 12 DE JULHO

Hoje Alberto Nuñez Feijó, tal como já tinha manifestado nas últimas semanas, convocou eleiçons autonómicas para 12 de julho.

A decisom nom está consensuada com a oposiçom institucional, mas sim implicitamente avalada polo Governo espanhol, que contou com a abstençom do PP para aprovar a prórroga do Estado de Alarma vigorante em troques de facilitar a convocatória de eleiçons no País Basco e na Galiza.

A decisom adotada hoje polo chefe do PP na Galiza é umha “jogada mestra” politicamente falando. A oposiçom institucional leva toda a pandêmia em game over, e o PP é consciente desta conjuntura tam favorável.

Justifica a convocatória em plena crise sanitária, apelando a valores democráticos e de legitimidade. Com todo o cinismo e hipocrisia que o carateriza, Feijó manifesta que nom está disposto a seguir na presidência finalizado o prazo legal da legislatura.

E apresentando um conjunto de informes sanitários e jurídicos, que “avalam” a idoneidade da data, perante um provável rebrotamento da pandêmia derivada da avalancha de turistas espanhóis nas nossas costas no verao, logra que se convoquem eleiçons em pleno estado de shock social, sem garantir os já de por si enormes défices democráticos das convocatórias eleitorais burguesas.

Nom existem as condiçons mínimas sanitárias e democráticas para umha convocatória eleitoral.

A maquinária de [des]informaçom do PP autonómico logrou nestes tês meses de crise sanitária e socio-económica, incrementar o controlo absoluto dos meios de comunicaçom públicos [CRTVG] fundidos com o grupo “La Voz de Galicia”. A censura e manipulaçom goebbeliana situa a oposiçom institucional fora de jogo.

As luitas e demandas da classe trabalhadora no combate ao Covid-19, na denúncia das consequências de perda de postos de trabalho e abusos patronais, simplesmente nom existem para a censura.

A política timorata e acomplexada da oposiçom institucional no parlamentinho de cartom e das organizaçons sociais sob a sua influência, só tem facilitado entregar em bandeja de prata umha vitória eleitoral a Feijó ao estilo Fraga.

Nestas condiçons a única posiçom coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom participar na farsa eleitoral a que nos convoca hoje o amigo de narcos.

Apelamos para o conjunto das forças antifascistas galegas a nom avalar a trampa eleitoral com a que o PP pretende perpetuar-se. Um plante da oposiçom impossibilitaria as eleiçons de 12 de julho.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 18 de maio de 2020

Comunicado nº 139: ACORDO ENTRE GOVERNO ESPANHOL, PATRONATO E SINDICALISMO AMARELO PARA PROLONGAR OS ERTEs É UMHA ESTAFA

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ACORDO ENTRE GOVERNO ESPANHOL, PATRONATO E SINDICALISMO AMARELO PARA PROLONGAR OS ERTEs É UMHA ESTAFA

Após início da crise do coronavírus, o Governo espanhol anunciou a agilizaçom dos expedientes de regulaçom temporária de emprego [ERTEs] como umha medida de proteçom para os trabalhadores, mas a realidade é bem diferente.

Os ERTE som um resgate às empresas, permitindo-lhes aforrar custos deixando de pagar salários, enquanto os trabalhadores e trabalhadoras sofrem umha situaçom de desemprego temporária cobrando polo Estado umha prestaçom 30% inferior do seu salário.

18.000 milhons de euros foi destinada para os ERTE. Também devemos ter em conta 2.200 milhons de euros que o Estado nom percebeu em reduçons de quotas à Segurança Social dos empresários para os trabalhadores incluidos neste tipo de expediente.

Um negócio redondo para as grandes empresas enquanto as arcas públicas se vaziam. No Estado espanhol o número de trabalhadores que sofrem um ERTE ascende a 4.5 milhons.

Com este novo acordo o governo de coaligaçom PSOE-Unidas Podemos demonstra mais umha vez a total submissom aos interesses do patronato [CEOE] e do capitalismo monopolista [Ibex35]. Umha série de medidas visadas para alargar o resgate às empresas e facilitar posteriormente endurecer ainda mais as graves condiçons que sofre o povo trabalhador.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, os vice-presidentes Pablo Iglesias e Nadia Calviño, a ministra de Trabalho, Yolanda Díaz, chefes do patronato CEOE e Cepyme, Antonio Garamendi e Gerardo Cuerva, e os secretários-gerais dos sindicatos amarelos CC.OO e UGT, Unai Sordo e Pepe Álvarez, cenificárom segunda-feira 11 de maio na Moncloa o acordo para prolongar os ERTEs derivado da pandemia do COVID19.

Quarta-feira, 13 de maio, foi publicado no BOE. Porém, a redaçom opaca e confusa pretende dificultar deliberadamente a sua compreensom, esconder as verdadeiras intençons que há trás o acordado: salvaguardar os privilêgios da classe exploradora a custa de expremer cada vez mais os direitos ao povo trabalhador.

Novo Pacto Social perjudicial para a classe trabalhadora
Quatro décadas de pactos sociais, entre os governos da burguesia [UCD, PSOE, PP], patronato e sindicalismo amarelo, só servirom para desmovimentar a classe obreira e impor retrocessos em direitos e conquistas.

O acordo assinado polo governo PSOE/Unidas-Podemos com o patronato e os sindicatos vendeobreiros, representa os prolegómenos da reediçom dos novos Pactos da Moncloa. O acordado é “flexibilizar” ainda mais os despedimentos.

O acordo permite extender até 30 de junho os ERTEs de força maior, seja por força maior total [sem reinício de atividade] ou parcial [recuperaçom de parte da atividade].

Este novo acordo é mais do mesmo! mantem vigentes as vantagens para as empresas. A regulaçom de março sobre ERTEs por força maior estabelece umha exençom das quotizaçons de 75% para as empresas que o 29 de fevereiro de este ano tivessem mais de 50 trabalhadores em alta na Segurança Social, e de 100% para as que tivessem menos de 50 trabalhadores.

Estas exençons continuarám em maio e junho para ERTEs de força maior total. No caso de ERTE de força maior parcial, a empresa beneficiaria-se dumha exençom de 85% polos trabalhadores que voltem à atividade, e de 70% em junho sempre que o 29 de fevereiro o seu quadro de pessoal fosse inferior a 50 trabalhadores. Se contava com mais de 50 na mesma data, a exençom alcançará 60% en maio e 45% em junho.

No caso dos trabalhadores que continuem com contratos suspensos desde a data a efectos da renúncia do ERTE, a exençom empresarial será do 60% em maio e de 45% em junho para empresas de menos de 50 trabalhadores, e de 45% en maio e do 30% em junho para as que tenhan mais de 50 empregados. Todas estas exençons poderám ser prorrogadas nos mesmos termos se o Conselho de Ministros decide ou ser extendidas a ERTEs baseados “em causas objetivas”.

O novo acordo permite às empresas finalizar os ERTE de forma progressiva, é dizer, reincorporar os trabalhadores quando a empresa os “necessite”. Com esta medida o patronato tem total liberdade à hora de “remodelar” o seu quadro de pessoal.

Também estabelece que as empresas com sede em paraísos fiscais nom poderam acolher-se a ERTEs de força maior. Mas só as empresas com “sede”, nom as que tenham filiais, ou seja todas as empresas do ibex35 menos 4, poderám perceber ajudas.

Se a situaçom já era grave com o acordado em março com o patronato, agora o Governo cede ainda mais. Além de agilizar os ERTEs, nom anulárom os despedimentos por causas de força maior, económicas, técnicas, organizativas ou produçom, simplesmente converterom-nos em improcedentes. É dizer só se encareceu o despedimento.

Com este novo acordo flexibiliza-se mais as condiçons para fazer despedimentos, principalmente nos setores com alta estacionalidade como a hotalaria ou turismo, do mesmo jeito acontece com as empresas que aleguem estar em situaçom de “quebra”.

A regulaçom de mediados de março vinculava as exoneraçons de quotas dos ERTEs com a condiçom de que as empresas mantivessem o emprego durante 6 meses desde a data de reanudaçom da atividade. Agora o governo ”valorizará o compromisso de mantimento do emprego em relaçom às caraterísticas específicas da empresa”.

O compromisso de nom despedir nos 6 meses seguintes ao ERTE, só se aplicará a ERTEs por força maior, nom por causas objetivas, os 6 meses começam a contar quando se reincorpora do ERTE a primeira pessoa, nom a última e permite-se a extinçom de contratos temporários.

A elevada quantidade de despedimentos efetuados durante o confinamento, soma-se às denúncias de milhares de trabalhadores sobre o atraso do pagamento da prestaçom por desemprego. O Serviço Público de Emprego Estatal [SEPE] informou estes dias que muitos trabalhadores nom cobrarám até junho.

Junta da Galiza contra a classe obreira
Na Galiza as cifras nom param de medrar, ainda que os informes oficias seguem ocultando o número total de trabalhadores e trabalhadoras afectadas por um ERTE, superam já as 200.000. O SEPE situa o número total de pessoas desempregadas em 191.629, 17.148 mais que no mês de março.

Quase 400.000 trabalhadores, a terceira parte da populaçom ativa, está desempregada ou em ERTE após o incremento de 9,83% registrado nas cifras de desemprego o passado mês de abril. Se o prazo estabelecido pola administraçom do Estado espanhol à hora de tramitar os ERTES já é longo e nom o cumprem, o governo da Junta amplia-o ainda mais até duplicá-lo.

Nos vindouros meses segmentos da classe obreira e o conjunto do povo trabalhador galego veram-se arrastados à depauperaçom a medida que se vai restabelecendo a “normalidade económica”.

Perante este cenário já acontecerom as primeiras reaçons por parte dos trabalhadores. Comprovamos como nas primeras semanas organizarom-se greves, fábricas inteiras paravam a produçom perante a negativa dos operários a trabalhar sem EPIs.

A crise socio-económica e a depauperaçom das camadas populares vai incrementar o nível de protestos e luita nas ruas, eis polo que nom devemos ceder nas nossas reivindicaçons e desmascarar a farsa progressista. Nom podemos seguir instalados na resignaçom e no conformismo, as migalhas e medidas adotadas polo governo “progre” tenhem como objetivo atrasar e evitar o estalido social.

Nom podemos permitir que a demagogia fascista tente capitalizar o legítimo e necessário descontentamento popular contra a perda de conquistas e direitos laborais.

Após o desconfinamento chega a hora da luita sem trégua, sem concessons. Os direitos nom fôrom nunca outorgados gratuitamente polo nosso inimigo de classe, atingirom-se com organizaçom, unidade, luita e combatividade!

Nem governo progre, nem alternativa fascista! Revoluçom socialista!
Só o povo trabalhador salva o povo trabalhador!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 15 de maio de 2020

Quatro décadas de isolacionismo

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[OPINIOM]

Quatro décadas de isolacionismo

Divulgamos artigo de opiniom do camarada Anjo Formoso Varela, membro da Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

A fala da Galiza, o português de Portugal, o português de Brasil, e os outros português dos distintos territórios lusófonos formam um único diassistema lingüístico, conhecido entre nós popularmente como galego e internacionalmente como português”. [Ricardo Carvalho Calero]

Mais um ano vemo-nos na obriga de defender o nosso idioma perante a dramática situaçom na que se acha a língua da Galiza, o galego. Defender o galego como o que é, um idioma internacional. Nom é umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza.

Quarenta anos de acordos normativos e ortográficos, redigidos desde o isolacionismo e impulsionados desde o poder político espanhol, onde tivérom no ILG, entidade estremamente setária e anti-reintegracionista, o seu máximo representante.

Após quarenta anos da imposiçom do modelo lingüístico-cultural isolacionista, os dados objetivos falam de umha grave deterioraçom do idioma e dos seus respetivos falantes. A imposiçom de um modelo lingüístico e cultural a partir do espanhol nom serviu nem serve para favorecer a implantaçom do galego nem a identificaçom do nosso povo com o mesmo.

Ao contrário, cada vez mais galegos e galegas se instalam na espanholidade. Enquanto sigam pondo límites ao galego como língua internacional, caminharemos inexoravelmente cara ao nosso suicídio como povo com cultura e língua milenária.

A dia de hoje, observamos o confronto entre duas cosmovisons completamente antagónicas: a progressiva assimilaçom ao projeto nacional espanhol ou a construçom de um projeto nacional próprio.

Neste confronto, a sociedade galega tem que pôr todos os meios para umha planificaçom da normalizaçom do idioma em todos os ámbitos, e o rol das forças sociais e políticas comprometidas com a Naçom galega deve ser determinante.

É necessário traçar umha clara linha divisória com o projeto cultural espanhol para reforçarmos o projeto de soberania cultural e recuperarmos a memória e identidade históricas.

Para isso, achamos que tornarmos o reintegracionismo em ferramenta normalizadora é de primeira necessidade, confluirmos com o tronco comum com o resto de países do mundo que usam o galego-português. O reintegracionismo defende que o hoje em dia definido como galego fai parte de um único diassistema lingüístico, conhecido internacionalmente como português.

A fala da Galiza, o português de Portugal, do Brasil, e os outros português, som variantes de umha mesma língua. O reintegracionismo nom quer que mudes o galego que falas para falar português, senom que o galego que estás a falar agora mesmo, sem mudar absolutamente nada, é a mesma língua que falam no Porto ou no Rio de Janeiro, cada umhacom as suas variantes lógicas e normais.

As cousas claras. Nom funciona o modelo “normalizador” institucional pactuado entre todas as forças com representaçom no Parlamento Autonómico. A estratégia do nacionalismo galego no ámbito político e social nom tem dado resultados tangíveis nestas quatro décadas. O trágico balanço é de perda progressiva de galegofalantes e paulatina espanholizaçom da sociedade galega, especialmente entre a juventude e o povo trabalhador.

Cada dia que passa, está mais claro que o reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom à qual o nosso idioma está submetido pola abafante influência do espanhol. Pola experiência de muitos centros sociais e associaçons culturais espalhadas por todo o nosso país (que lográrom tecer umha ampla rede na defesa do galego internacional), afirmamos que o reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da intoxicaçom e crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

O facto de tornar-se reintegracionista fai que muita gente se preocupe pola suposta “perda da galeguidade”. Porém, achamos que ganhamos em consciência nacional e que o reintegracionismo luita pola conservaçom da nossa língua e do nosso povo.

A recuperaçom do galego por parte do povo trabalhador está indissoluvelmente ligado à conquista da independência nacional para recuperarmos a soberania. Só um Estado galego plenamente independente e soberano poderá normalizar o galego como a língua nacional da Galiza e de fazer frente às agressons do projeto espanhol na sua estratégia de se instalar de vez na nossa terra.

Um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaços sociais, fundamentado na defesa intransigente do reintegracionismo lingüístico e do monolingüismo social, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos castros e mil rios.

Galiza, 14 de maio de 2020

17 de Maio, Dia das Letras. NA GALIZA SÓ EM GALEGO

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17 de Maio

Dia das Letras

NA GALIZA SÓ EM GALEGO

“Consideramos desacertada umha política preocupada por defender o galego da influência do português. A conversom do galego em língua moderna supom o contacto com o ramo mais afortuando do ibero românico ocidental, que pode fornecer ao galego ancorado e dialectizado as soluçons ajeitas para a sua actualizaçons naqueles aspectos da sua estructura que ficarom desfasados pola pressom do castelhano.

Ao meu juízo, esta reintegraçom dentro do seu sistema originário do galego, nom tem por que supor a susbtituiçom das suas formas peculiares polas do português normativo.

“Sem prejuízo de que a ósmose natural exerça o seu imprevisível papel, devemos partir de que a unidade lingüística galego-portugues nom supom a uniformidade burocrática. Temos traços fonológicos e morfológicos que nom podem ser reprimidos, a reserva do seu destino no livre jogo do intercâmbio cultural. Mas na medida do possível e sempre que por circunstância socio-históricas nom se ponha em perigo a autenticidade das realizaçons, umha ortografia coordenada deve cobrir a representaçom escrita da língua comum, como ocorre no caso das demais línguas de cultura”.

[Ricardo Carvalho Calero,´Sobre a situaçom do galego´, 1986]

 

Comunicado nº 6 da Conferência Internacional. NO 75 ANIVERÁRIO DA VITÓRIA CONTRA O NAZIFASCISMO. VOLTAREMOS A FAZÉ-LO!

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NO 75 ANIVERÁRIO DA VITÓRIA CONTRA O NAZIFASCISMO
VOLTAREMOS A FAZÉ-LO!

Entom,de que serve dizer a verdade sobre o fascismo que se condenas e nom se di nada contra o capitalismo que o origina?”
Bertolt Brecht

9 de maio de 1945 o III Reich nazi, que segundo Adolf Hitler ia durar mil anos, rendia-se incondicionalmente aos representantes do Exército Vermelho. O próximo sábado celebraremos o 75 aniversário desta esmagadora vitória antifascista, fruto do esforço dos Povos Trabalhadores de todas as naçons da Uniom Soviética, e mui especialmente do proletariado soviético. Nom podemos esquecer o esforço e os enormes sacrifícios do resto dos Povos Trabalhadores da coaligaçom antifascista, especialmente os da martirizada Europa oriental, que sufreu toda a fúria racista e genocida dos nazis.

A derrota militar do III Reich nom foi fruto da luita do soldado Ryan, como a maquinária de guerra para a propaganda imperialista que se chama Hollywood nos quer fazer acreditar. Os factos objetivos monstram-nos que foi o Exército Vermelho quem derrotou o criminal e genocida exército nazi, e assumiu o enorme sacrifício em vidas humanas e material.

Só a URSS foi capaz de derrotar o nazifascismo nos campos de batalha. A batalha das Ardenas demonstrou que umha força reduzida da Wehrmacht, apenas umha fraçom minúscula do seu esforço bélico na Frente do Leste, era capaz de romper a frente do soldado Ryan e os seus generais. O Imperialismo ianque quer fazer-nos acreditar que  o fim do III Reich começou com o desembarco da Normandia. Nada mais falso e ridículo. A verdade é outra, mui diferente.

A Revoluçom Socialista de Outubro de 1917 abriu as portas à construçom do Socialismo, e aterrou todas as burguesias do planeta. As democracias burguesas, liberais e capitalistas, imperialistas, tinham a esperança de que o nazifascismo destruisse a URSS grátis para eles. Nisso esforçarom-se, até que se dérom conta que o monstro que tinham contribuído a criar para destruir a Revoluçom Proletária tinha os seus próprios interesses e a sua própria agenda de dominaçom mundial. Havia que desviar os golpes da besta parda…

Por isso atraiçoárom e abandonárom a II República espanhola, agredida polo fascismo internacional, especialmente polo fascismo “esquecido e ocultado”, o nacional-catolicismo, forma específica que adotou o fascismo clerical fabricado polo Vaticano e que foi a sua versom maioritária: Portugal, Espanha, Croácia, Eslováquia, Bélgica, Libano e Austria antes da anexom dos nazis. Sem esquecer o fascismo italiano, o primeiro em chegar ao poder, de forte componente católico e que foi apoiado com entusiasmo polo “antifascista” de brincadeira e anticomunista furibundo, Winston Churchill e o fascismo romeno, de tendência cristá ortodoxa.

A burguesia queria utilizar o fascismo e o nazismo para que lhes figessem o trabalho sujo de esmagar a classe obreira e a Revoluçom socialista. Por isso também atraiçoárom e abandonárom a República de Checoslováquia e pactuárom com Hitler e Mussolini em Munique, em 1938, com a ideia de desviar a maquinária de guerra nazi contra a URSS.

Nom vamos alongar-nos mais. Todos os dados som de mui fácil acesso. A crise profunda na que se tem sumergido o capitalismo agónico, última fase do seu desenvolvimento imperialista, tem aberto a porta ao resurgimento de novos fascismos e nazismos em todo o mundo, e mui especialmente na Europa. A pandemia do COVID19 nom tem feito mais que acelerar ainda mais o processo de fascistizaçom do sistema capitalista. Vamos face um novo tipo de fascismo, que vai conservar formas parlamentares para melhor enganar e adormecer à classe obreira.

A única forma de acabar dumha vez por todas com o fascismo é destruir para siempre el Capitalismo, e iniciar a construçom do Socialismo, no processo de transiçom cara um modo de produçom superior, onde nom existam nem as classes sociais, nem o estado, nem o patriarcado. Este modo de producción chama-se, desde o Manifiesto de 1848 de Karl Marx e Friedrich Engels, Comunismo.

Neste 75 aniversário da vitória contra o nazismo do Exército Vermelho, as organizaçons da Conferência Internacional, Agora Galiza, Nación Andaluza e Herritar Batasuna fazemos um apelo a todos os Povos Trabalhadores do mundo e especialmente às suas classes obreiras para intensificar em todas as frentes o combate antifascista, que nom é outro neste momento que o combate anti-imperialista e anticapitalista.

Em todo o mundo o fascismo avança. De Brasil com Jair Bolsonaro, à Índia com N. Mohdi pasando polos EUA com D. Trump, os Estado espanhol e francês Front National francês, com Vox, PP e C´s ou na Hungria com Fidesz.

Contra o fascismo, Revoluçom Socialista!

Unide-vos, Irmaos Proletários! “UHP!”

Nom passarám!

É demasiado cedo para cantar vitória: ainda é fecundo o ventre do que surge a besta imunda.”
Bertolt Brecht

9 de maio de 2020

202 ANIVERSÁRIO DE KARL MARX

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202 ANIVERSÁRIO DE KARL MARX
5 de maio de 1818 nascia Marx em Tréveris.

A sua obra teórico-prática é imprescindível para a emancipaçom da classe trabalhadora e do conjunto de oprimid@s.

Recuperarmos as suas bases fundacionais é umha das tarefas prioritárias no processo de reconstruçom da esquerda revolucionária a escala nacional e internacional.

O marxismo deve ser depurado de todas as contaminaçons que padece pola manipulaçom a que o seu projeto revolucionário está submetido polos diversos oportunismos.

Só com um programa genuinamente classista, sob hegemonia da classe obreira, atingiremos umha Galiza socialista, umha Pátria livre e soberana, com plena igualdade entre trabalhadores e trabalhadoras.

Viva Marx e o marxismo no seu 202 aniversário!

Comunicado nº 138: 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. Nom aos novos “Pactos da Moncloa”. SÓ A CLASSE OBREIRA SALVA A CLASSE OBREIRA

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1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

Nom aos novos “Pactos da Moncloa”

SÓ A CLASSE OBREIRA SALVA A CLASSE OBREIRA

A efeméride internacional da nossa classe tem lugar numha conjuntura terrivelmente adversa para a maioria do povo trabalhador. A pandemia global do coronavírus está facilitando a implementaçom acelerada dos planos mais abjetos e depredadores da burguesia.

Os gansters da CEOE e o conjunto da oligarquia, querem aproveitar o confinamento ao que está submetido umha parte do proletariado e do povo trabalhador, para realizar despedimentos massivos, fechar empresas, reduzir salários, precarizar as condiçons laborais, para disciplinar ainda mais a nossa classe, endurecendo a exploraçom a que nos vemos submetidos polo Capital.

A pandemia está demonstrando que é só a classe trabalhadora quem produz e portanto quem gera riqueza, que somos nós quem fazemos funcionar o país. A burguesia só se apropria da maisvalia da venda da nossa força de trabalho.

É a classe trabalhadora nos hospitais quem está contribuindo para salvar vidas; é a classe trabalhadora quem sementa e recolhe da terra o que comemos; é a classe trabalhadora quem transporta e distribui os alimentos que consumimos nos supermercados.

Neste estado de shock, a burguesia só quer incrementar ainda mais os obscenos lucros que obtém da exploraçom e dominaçom à que estamos submetidos como classe.

Nestas semanas de confinamento, muitas companheiras e companheiros, constatárom como aos ricos, aos patrons, à burguesia em definitiva, a nossa saúde literalmente nom lhes importa nada. O sistema sanitário público, extenuado polas políticas do PSOE e do PP, de cortes e deterioramento das suas infraestruturas, carente de suficiente pessoal, submetido a baixos salários e contratos precários, estivo à beira do colapso e sem meios para impossibilitar centenares de mortes evitáveis.

Nestas semanas de confinamento constatamos como o lucro prevalece sobre a saúde e a vida da classe obreira. Eis polo que seguindo as diretrizes do Ibex 35, o governo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias obrigou o proletariado daqueles setores nom essenciais, ir trabalhar sem meios de proteçom, arriscando as suas vidas e as das suas famílias.

Mas se somos os únicos que fazemos funcionar as fábricas, os portos, a construçom civil, o comércio, o conjunto do setor serviços, o transporte de mercadorias e de trabalhadores, significa que temos umha enorme potencialidade e capacidade para conquistarmos o poder político que os donos do Capital usurpam sob a forma de “democracia parlamentar”.

EVITEMOS CAIR NOVAMENTE NOS HABITUAIS ENGANOS

Os novos “Pactos da Moncloa” que PSOE/Unidas Podemos oferta às social-democracias soberanistas [ERC, EH-Bildu, BNG], às burguesias do PNB e de JxC, mas também às três forças fascistas [PP, Vox e C´s], só pretendem ganhar tempo para estabilizar o regime postfranquista, salvar a monarquia, injetar oxigênio à falsa “normalidade democrática”, consensuar mecanismos eficaces para anestesiar a imensa capacidade de luita operária. A oligarquia quer que a classe trabalhadora paguemos as devastadoras consequências da crise económica e da crise sanitária.

Levamos décadas comprovando empiricamente como os pactos sociais, a política de concessons, de “negociaçons”, “consensos”, e acordos entre as cúpulas burocráticas do sindicalismo entreguista, o patronato e os governos de turno, só se tem traduzido em mais derrotas, mais retrocessos, mais perdas de direitos, liberdades e condiçons laborais.

Nom podemos voltar a permitir o que lográrom em 1977, nom podemos mansamente deixar que os desalmados Amancios Ortegas, Anas Botins, toda essa canalhada sem escrúpulos, de vampiros e sanguesugas, multipliquem ainda mais as suas indecentes fortunas, a custa do nosso suor, das nossas lágrimas e do nosso sangue.

Com o fascismo sem disfarces de Vox, com o neofalangismo de C´s, e com a extrema direita do PP, nada há que dialogar e ainda menos negociar. Simplesmente deve ser isolado, denunciado, ilegalizado e esmagado! Branqueá-lo com o jogo institucional burguês só contribui para reforçá-lo.

A IMENSA FORÇA DA CLASSE OBREIRA

Sem forças genuinamente operárias na sua composiçom, linha discursiva, açom teórico-prática e orientaçom, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista.

Afortunadamente a memória histórica do mundo do Trabalho custódia e ratifica que todas as conquistas e avanços, sem exceçom, fôrom atingidos na luita nas fábricas, nos centros de trabalho e nas ruas. Nengum dos grandes avanços históricos da classe operária e dos povos se atingírom defendendo remendinhos nos parlamentos burgueses.

Só vertebrando iniciativas operárias, classistas, poderemos evitar que a indignaçom, o descontentamento, os protestos, as explosons sociais, sejam capitalizadas pola demagogia fascista.

Só promovendo espaços de unidade e luita classista, estaremos em condiçons de pressionar, de evitar mais retrocessos, de frear a anunciada ofensiva do Capital.

Nos vindouros meses um setor mui importante da classe obreira galega, dos setores intermédios, veram-se irremediavelmente arrastados face a depauperaçom relativa e/ou absoluta. A miséria e a fame voltará a ser umha realidade tangível na Galiza de Feijó.

A crise sanitária do coronavírus constata a urgente necessidade de superar o paradigma do modo de produçom capitalista, de abandonar as políticas de remendinhos, das falsas alternativas do “capitalismo humanista” e outros farrapos de gaita similares, nos que segue instalada a “esquerdinha”.

O Socialismo/Comunismo é a única alternativa frente ao caos ao que nos conduz a acumulaçom ilimitada de lucro burguesa. A revoluçom Socialista é umha necessidade ineludível se nom queremos perecer no colapso ecológico ao que transitamos a curto prazo.

HORAS DE LUITAR

Nom podemos seguir instalados na resignaçom e no conformismo. Nom podemos acreditar ingenuamente nas falsas promessas da casta política assalariada da oligarquia, dos capatazes das multinacionais, a banca e o capitalismo monopolista.

Nom podemos confiar, e muito menos conformar-nos, com as insuficientes e curtoprazistas medidas adotadas polo governo “progre”. Nom passam de migalhas concedidas para amortecer as contradiçons entre Capital-Trabalho para atrasar e evitar o estalido social.

Basta de aplausos teledirigidos, basta de seguidismo alienante, basta de participarmos em domesticadas válvulas de escape para reduzir as enormes tensons e ansiedade perante um futuro incerto, acumuladas em semanas de confinamento. Basta de aplaudir os cans que numhas semanas vam malhar-nos nas ruas quando reclamemos trabalho, pam e liberdades.

Som horas de sacudir o marasmo, som horas de despreender-se do amorfismo, som horas de erguer o punho, som horas de alçar a voz, som horas de reclamar, som horas de de exigir, de organizar luitas e batalhas para conquistarmos o futuro e evitarmos que novamente nos imponham o passado. Nom nos podemos deixar enganar. Só a classe trabalhadora salva a classe trabalhadora!

Após o desconfinamento chegou a hora de luitar de verdade, sem concessons, nem timoratismos. As trabalhadoras e trabalhadores que 10 de novembro passado, sem entusiasmo algum, mas alarmados pola ameaçante besta fascista, favorecérom um governo de coaligaçom alternativo ao PP/Vox/C´s, sabem que o crédito no governo “porgre” já está praticamente amortizado, ja está à beira de finalizar.

O apoio a Pedro Sánchez e Pablo Iglesias deriva do pánico que gera a “alternativa” de psicópatas empoleirados nos aparelhos do Estado postfranquista, dos nostálgicos do pistoleirismo falangista, da possibilidade de padecermos um sincrético governo azul, verde e laranja, com incrustraçons magentas.

Temos que preparar-nos para participar ativamente, sem delegaçons nem tutelagens nas imprescindíveis dinámicas de luita, combate e mobilizaçom, para evitarmos caminhar como ovelhas face o confinamento permanente de direitos e liberdades. Nada nos foi regalado em balde! Os direitos nom fôrom concessons gratuítas do nosso inimigo irreconciliável.

SÓ A CLASSE OBREIRA PODE VENCER

Sem forças operárias na sua composiçom, sem um movimeto popular com linha discursiva, assentado numha açom teórico-prática classista, cumha orientaçom operária, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista.

No ano que comemoramos o 150 aniversário do nascimento de Lenine, devemos aplicar as suas ensinanças históricas. Só venceremos se agimos sob as premissas da independência de classe, a direçom operária e um programa genuinamente classista.

Ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza-Unidade Popular tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho. Há que desconfinar a rebeldia. A rebeliom nom só é um direito, é umha necessidade.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para os setores mais avançados da classe operária e do povo trabalhador galego, a configurar um pólo classista e patriótico, que combata o fascismo e desmascare o fraudulento governo do tandem Pedro Sánchez/Pablo Iglesias.

QUE FAZERMOS NESTE 1ª DE MAIO?

Sob a justificaçom de assegurar a saúde da populaçom, o governo conculca o direito de manifestaçom.


No Dia Internacional da nossa classe nom podemos ficar calados, nem passivos. Temos que denunciar as agressons em curso e as que estám preparando contra os nossos direitos básicos.

Eis polo que Agora Galiza-Unidade Popular, conjuntamente com as organizaçons irmás Herritar Batasuna e Nación Andaluza, solicitamos à classe trabalhadora da Galiza, do País Basco e da Andaluzia, engalanar janelas e varandas com a bandeira vermelha, símbolo internacional do proletariado, e às 12 horas do 1º de Maio, fazer soar a Internacional.

Viva a classe obreira galega!

Viva o proletariado mundial!

Independência e Pátria Socialista!

Na Pátria, 26 de abril de 2020

[174 aniversário da Revoluçom Galega de 1846]

174 ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇOM GALEGA DE ABRIL

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174 ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇOM GALEGA DE ABRIL

Derrrotado o exército galego 23 de abril de 1846 na batalha de Cacheiras, as tropas repregárom para resistir nas ruas de Compostela.
Perante a desfavorável correlaçom de forças, o Estado Maior refugiado em Sam Martinho Pinário, optou pola rendiçom.

A Revoluçom Galega de Abril 1846 era esmagada sem compaixom pola monarquia bourbónica de Isabel II.

Dia 26 sobrevinha o trágico desenlace com o fusilamento em Carral do marechal Miguel Solis e os oficiais leais, e o caminho do exilio e o desterro para evitar a pena capital.

A Revoluçom Galega de 1846 foi a cenificaçom do choque entre as forças transformadoras dos setores sociais que atesouravam no seu seio potencial revolucionário polas suas condiçons materiais ou por diferenças ideológicas manifestas, e os estamentos privilegiados do regime monárquico e centralista espanhol, que representavam a reaçom.

No 174 aniversário da Revoluçom Galega de 1846 reivindicamos desta heroica experiência combativa do nosso povo a importáncia, vigência e necessidade do direito à rebeliom, mas também como um referente, semente do que posteriormente foi o desenvolvimento do movimento de libertaçom nacional galego.

Hoje, neste abril de 2020, levantamos a espada insurreta do marechal Miguel Solis e a pena sublevada de Antolim Faraldo, para mais umha vez proclamar e atualizar a declaraçom revolucionária de 1846 de que nom estamos dispost@s, 174 anos depois, a que a Galiza caminhe inexoravelmente face a sua assimilaçom polo imperialismo espanhol e o da UE.

Só um povo trabalhador unido, organizado e insurreto evitará a nossa derrota como naçom e como classe.

A luita é o único caminho!
Independência e Pátria Socialista!
Venceremos!

MANIFESTO DA “INTERNACIONAL FASCISTA”

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MANIFESTO DA “INTERNACIONAL FASCISTA”

Um dos setores mais selvagem, reacionário, chauvinista e terrorista do capital internacional, aproveita o estado de alarma decretado pola pandemia do Covid 19, para fomentar o auge do fascismo, e avançar posiçons perante a posterior crise socio-económica e as luitas obreiras e populares que se avezinham.

Destacados líderes e representantes do fascismo internacional como Jose María Aznar, Mario Vargas Llosa, Álvaro Uribe ou Maurício Macri, grandes empresários, economistas e jornalistas, assinam um manifesto conjunto denunciando as medidas adotadas por vários países e governos anti-imperialistas. Hitler, Mussolini, Ante Pavelić, Franco, Batista, Trujillo, Pinochet, Videla, entre outros, rubricariam esta declaraçom de guerra contra a classe obreira.

No manifesto condenam e qualificam de ditadura a Venezuela, Cuba e Nicaragua, mas também expresam a sua “preocupaçom” por países como México, Argentina ou pola situaçom do Estado espanhol perantea crise sanitária.
Também denunciam o exceso de poder “suspendendo o estado de direito, a democracia e o sistema de justiça”e alertam do “estatismo, intervencionismo e o populismo” que fai perigar “a democracia liberal e a economia de mercado”.

Se tam preocupados estám pola vulneraçom de direitos e liberdades como é que nom dim absolutamente nada do número de mortes e da grave situaçom que sofre a classe trabalhadora dos EUA, totalmente desamparada polas instituiçons norteamericanas dirigidas polo psicópata Trump?

Mas os revolucionários nom esquecemos! Quando governavam, empregárom a repressom contra as reclamaçons legítimas do povo trabalhador. Nom duvidárom na utilizaçom da tortura brutal, da violência policial, do paramilitarismo, das próprias forças armadas estatais, para liquidar fisicamente a quem nas ruas luitava pola vida e o futuro com dignidade.

Habituados a umha vida de mentiras, manipulaçom, falsedades, demagogia, representam a mais fedorenta fossa séptica do capitalismo das últimas décadas.

O fascismo serve-se da grave situaçom de emergência sanitária e a crise global do capitalismo, para aumentar a sua ofensiva contra o povo trabalhador, empregando um falaz discurso em defesa dos “direitos e as liberdades”, misturando o medo e o chauvinismo mais exarcebado, apresentando-se perante a populaçom e setores do povo trabalhador mais golpeados e menos conscienciados, como a única alternativa viável.
Estamos assistindo a umha das maiores ofensivas reacionárias da burguesia contra a classe trabalhadora e os povos.

É imprescindível construir na Galiza um bloco popular antifascista e levantar umha inexpugnável muralha de aceiro internacional para frear e esmagar a barbárie fascista que se divisa no horizonte.

Há que esmagar ao fascismo sem comtemplaçons! So poderemos vencé-lo com luita e organizaçom nas ruas!

Unidos venceremos! Divididos pereceremos!

22 de abril de 1870-2020. 150 aniversário do nascimento de Lenine. PROMOTOR DO COMUNISMO, A CAUSA DO AMOR E A BELEZA

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22 de abril de 1870-2020. 150 aniversário do nascimento de Lenine

PROMOTOR DO COMUNISMO, A CAUSA DO AMOR E A BELEZA

Neste 150 aniversário do nascimento de Lenine, a esquerda revolucionária galega quer comemorar esta data, para continuar incidindo na imprescindível batalha de ideias que contribua para resgatar o projeto emancipador e libertador que representa o marxismo, do sequestro ao que está submetido polos diversos reformismos, no ámbito institucional e académico.

Reivindicamos Lenine nom desde postulados nostálgicos ou folclóricos. Sim desde o fragor da luita de classes e a insurgência socialista/comunista.

Lenine elaborou as leis fundamentais da Revoluçom Socialista, deslindando sem ambiguidades os objetivos e tarefas da classe operária.

Artífice do modelo de partido de vanguarda. Plenamente vigente e mais necessário que nunca frente ao amorfismo cidadanista da nova socialdemocracia.

Lenine estudou em profundidade, e com rigor analítico caraterizou a atual fase imperialista do capitalismo crepuscular.

Lenine defendeu a independência de classe, a direçom operária e um programa genuinamente classista, frente os adulterados modelos interclassistas dirigidos pola pequena-burguesia, que transformárom os partidos comunistas em maquinárias eleitorais para desputar à burguesia a gestom do capitalismo. A classe operária e os seus aliados deve configurar umha força social própria com disposiçom subjetiva e consciente, visada estrategicamente ao confronto. “Todo é ilusom menos o poder!”

Lenine, e portanto o leninismo, demonstrou que os grandes problemas da vida dos povos só se resolvem pola força.

Lenine elaborou a intransigente defesa da autodeterminaçom dos povos, nom como um direito formal, mas sim como umha necessidade que deve ser exercitada frente ao imperialismo e chauvinismo.

Lenine resituou o internacionalismo no eixo da estratégia revolucionária do proletariado.

Lenine nom cansou de demonstrar que o Estado nom é neutral, combatendo a ingenuidade política de acreditar que defende “todos por igual”, que Governo nom é sinónimo de poder, que nom há revoluçom possível sem mudar o regime social, sem confrontaçom para a tomada do poder.

Frente as grotescas tendências hegemónicas na esquerdinha: pacifismo, eleitoralismo, timoratismo, covardia, conforto institucionalista, pactismo, conciliaçom, unitarismo sem princípios, Lenine é o melhor antídoto para combater sem trégua a banalizaçom e esterilizaçom do projeto anticapitalista polo reformismo e o revisionismo que caraterizam as forças denominadas “comunistas”.

Para reconstruirmos e recuperarmos as bases fundacionais do marxismo, encontraremos em Lenine as ferramentas que nos permitem avançar nesta tarefa essencial.

A imensa obra teórico-prática de Vladímir Ilich Uliánov é o melhor antídoto contra a deturpaçom, os muros de contençom e a fraudulenta claudicaçom revestida de marxismo, que carateriza o agir da “esquerdinha”, essa prolongaçom “progressista” do pensamento burguês.

Lenine representa o mais aperfeiçoado conteúdo rebelde e subversivo do fio condutor e motor da História dos explorados e opimidas.

Lenine Logrou fazer tangível o sonho que percorre, geraçom após geraçom, a história da humanidade: iniciar a construçom de um mundo novo sobre as cinzas do presente.

É insumo imprescindível para a luita contra o capitalismo, em prol da Revoluçom Socialista/Comunista.

Segue vivo em todas as luitas contra os que nos oprimem e dominam.

Diga o que diga a burguesia, digam o que digam os que claudicárom e desertárom das fileiras revolucionárias, optando por integrar-se no jogo parlamentar da ditadura burguesa,

Lenine emerge intermitentemente nos océanos das multidons, a sua fragáncia subversiva desliza-se com os ventos das greves, das rebelions e insurreiçons. Acompanha-nos invisível na maioiria dos casos. Noutros, com o orgulho, a raiva e a dignidade da consciência dos que nom se ajoelham nem se resignam.

Levamo-lo na nossa mochila de combate por umha Pátria Socialista.