Comunicado nº 117: Avaliaçom dos resultados eleitorais de 28 de abril

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Avaliaçom dos resultados eleitorais de 28 de abril

Novamente Agora Galiza-Unidade Popular fomos a única organizaçom política galega que apelamos publicamente a nom votar.

Como organizaçom revolucionária marxista nom defendemos nem exercemos umha doutrina abstencionista. A posiçom fixada para 28A deriva dumha leitura concreta da conjuntura concreta. Defendimos a abstençom consciente porque nom apresentamos candidatura própria, e porque nom existia nengumha candidatura que conjugasse dialeticamente um genuíno programa anticapitalista e patriótico galego.

Nom votar era e segue sendo a única opçom coerente como força revolucionária, até que haja melhores condiçons objetivas e subjetivas que recomendem reabrirmos esta frente de luita, nalgumha suas diversas variantes.

Eramos conscientes que na específica atmósfera deste processo, votar era a opçom hegemónica entre aqueles setores sociais do nosso contorno, entre os trabalhadores e trabalhadoras, a juventude, que participa ativamente na luita social e política de coordenadas antisistémicas.

Porém, nada devemos, nem nada queremos de ninguém, para termos que fazer méritos ou pagar favores. A independência de classe frente ao regime de 78, o Estado, a burguesia e os partidos sistémicos da pequena-burguesia, permitem adotar decisons táticas e manter umha linha estratégica coerente com o projeto sociopolítico do qual procedemos e reivindicamos como próprio, e que teimamos em reconstruir contra vento e maré.

Sabiamos que o temor ao auge do fascismo sem complexos representado por Vox, habilmente alimentado polos meios de [des]informaçom do social-liberalismo e polo PSOE, lograria um destacável incremento da participaçom.

Resultados na Galiza autonómica

Na Comunidade Autónoma aumentou 15.16 pontos, passando de 58.76% a 73.96%, sendo a mais elevada desde 1977. No conjunto do Estado espanhol aumentou perto de 10 pontos, passando de 66.48% a 75.75%, a quarta mais alta no postfranquismo, só superada nos eleiçons de 1977, 1982 e 1996.

Dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras galegas, assustadas pola ameaça fascista, optárom polo mal denominado voto “útil”, concentrando-o no PSOE para assim frear as expetativas dos inquéritos manipulados e maquilhados para gerar tendências eleitorais.

A nível autonómico, o grande vencedor destas eleiçons foi o PSOE da família Caballero, logrando um histórico sorpasso sobre o PP de Feijó e Casado, atingindo 524.844 votos [32.13%], mais 176.830 votos, embora ainda mui afastado do seu teito de 750 mil em 2008.

Agitando o fantasma do fascismo logrou ativar e concentrar destacados segmentos sociais, basicamente nas províncias de Ourense e Lugo onde, perante a impossibilidade das opçons socialdemocratas de atingir cadeira [Podemos, BNG, En Marea], aglutinou o voto contra as três organizaçons situadas no campo do fascismo.

O PP da corrupçom e o saqueio, do neoliberalismo selvagem, perdeu 200 mil votos, situando-se como segunda força com 447.562 votos [27.39%].

A deliberada autovoadura do fraudulento espaço conhecido até há umhas semanas como “nova política”, passou fatura entre o seu eleitorado. A candidatura da socialdemocracia espanholista apresentada sob a marca Unidas Podemos, com 236.746 votos [14.49%], segue sendo a terceira força política a nível autonómico galego, mas mui afastada do PSOE com o que em 2016 mantinha um “empate técnico”. Perdeu mais de 110 mil votos, 60% da sua representaçom, passando de 5 a 3 deputados.

O outro vencedor destas eleiçons é o neofalangismo laranja. C´s sumou 47 mil votos mais, ficando como quarta força política com 182.678 votos [11.18%].

O autonomismo socialdemocrata fracassou no seu objetivo de recuperar a presença institucional nas Cortes espanholas. Embora BNG duplicou apoios, passando dos 45.252 votos de 2016 aos atuais 93.810 [5.74%], ficou mui longe de atingir representaçom em Madrid.

O fascismo sem complexos representado por Vox fracassou parcialmente no nosso país. Com metade da percentagem de apoios logrado a nível estatal, os 86.126 votos [5.27%] fôrom insuficientes para atingir cadeiras. A relativa solidez das sólidas redes de clientelares e de dominaçom do PP autótono, evitárom umha maior fuga de votos, tal como foi a tendência a escala estatal.

O devacle da Marea constata os erros da estratégia que facilitou a recomposiçom do eurocomunismo espanhol na Galiza. A catástrofe nas urnas da marca eleitoral de Villares, com tam só 17.726 votos [1.08%], confirma que a experiência da mestizagem frentista que levamos denunciando sem trégua, só foi útil para as sucursais dos partidos socialdemocratas espanhóis.

Os resultados testemunhais atingidos polas candidaturas marxistas, similares aos que logravamos como NÓS-UP, constatam que na atual fase da luita de classes na Galiza a frente eleitoral nom serve para acumular forças visadas para umha estratégia revolucionária.

Resultados a nível estatal

PSOE concentrou o voto “útil” da esquerda social e política, somando 2 milhons mais de sufrágios com respeito a 2016. Com 7.480.755 votos [28.66%] passa de 85 a 123 deputados nas Cortes e logra por primeira vez maioria absoluta no Senado, convertendo-se assim no gestor absoluto do artigo 155 da constituiçom postfranquista.

Com 4.356.023 sufrágios [16.70%], o descalabro do PP de Casado e Aznar superou as piores expetativas. Perdeu mais de 3.600.000 votos, umha parte dos quais passásom a C´s e Vox.

C´s quase atinge o sorpasso sobre o PP. O neofalangismo logrou 4.136.600 votos [15.66%], perto de 1 milhom mais de apoios, procedentes da hemorragia do PP.

Aliança socialdemocrata entre IU e Podemos com outras organizaçons menores, passou a ser 4ª força política nas Cortes. A coaligaçom liderada por Pablo Iglesias atingiu 3.118.191 votos [11.96%], perdendo polo caminho mais de 1 milhom de votos.

A terceira expressom eleitoral do fascismo espanhol entra com força no Parlamento da III restauraçom bourbónica com 2.677.173 votos [10.26%], mas mui por baixo das falsas expetativas deliberadamente sementadas e divulgadas polo aparelho de desinformaçom do social-liberalismo e as forças socialdemocratas. Os 23 deputados de Vox encabeçados por Abascal, som resultado da hemorragia “casadista” e do desprestígio acumulado entre a base social reacionária pola corrupçom do PP.

Destacar os importantes éxitos eleitorais do independentismo pequeno-burguês e burguês catalám, [ERC e JxCat] e basco [EH Bildu e PNB] que incrementam a sua representaçom.

Balanço e perspetivas

A esquerda revolucionária galega compreende o alívio que amplos setores operários e populares sentírom na noite de domingo 28 de abril, quando a ameaça de umha maioria arítmética das três forças reacionárias e fascistas carecia da suficiente correlaçom de forças.

Porém, disentimos e nom compartilhamos a euforia polo devacle do PP, e as falsas expetativas novamente geradas sobre um governo “progressista” encabeçado polo PSOE.

A experiência histórica das cinco décadas de postfranquismo constatam e reafirmam, umha e outra vez, que o partido de Pedro Sánchez é umha força reacionária tingida de vermelho descorido.

Nada se deve aguardar do PSOE do 155, da reforma laboral, do submetimento ao Ibex 35, aos monopólios e multinacionais, do PSOE leal à NATO e UE, de apoio ao golpismo venezuelano, de alinhamento com o imperialismo, mais alá de gestos políticos aparentemente progressistas que nom questionem a hegemonia do Capital nem o chauvinismo espanhol.

É injustificado este entusiasmo e alegria, pois o “frentismo antifascista” da precampanha e campanha eleitoral foi umha fraudulenta, mas eficaz estratégia, para ganhar as eleiçons. Mecanismo exitoso para o PSOE, mas nom para a socialdemocracia que viu como 40% dos seus apoios eleitorais se fugárom para o partido de Pedro Sánchez e os Caballeros.

Todo indica que as duas opçons preferentes do PSOE som governar em solitário com os seus 123 deputad@s, mediante pactos geometricamente variáveis, ou bem um governo com grande estabilidade legislativa em coaligaçom com o o neofalangismo de Albert Rivera.

Ibex 35, CEOE e a troika terám a última palavra à hora de decidir que alternativa é a melhor para reforçar a exploraçom e a opressom, e estabilizar a multicrise do capitalismo espanhol.

A segunda opçom [governo PSOE com o neofalangismo] constataria o gigantesco engano que supujo concentrar votos no PSOE para derrotar o fascismo nas urnas.

A debilidade da socialdemocracia para condicionar o governo do PSOE, prognostica novamente quatro anos de medidas permanentes contra os direitos e liberdades do povo trabalhador. Na nova legislatura PSOE terá que implementar a agenda neoliberal que exige Bruxelas e o FMI, e cuja consequências serám mais dor, mais sofrimento e mais miséria para a classe operária e as camaras populares.


A estratégia d
o voto “útil” antifascista constata que nom estava suficientemente fundamentada, pois nom se pode desligar da luita anticapitalista o combate contra a forma terrorista que adota a ditadura burguesa.

Agora Galiza-Unidade Popular consideramos que a tarefa prioritária segue sendo erguer umha muralha antifascista, pois nom se pode subestimar a dimensom eleitoral/institucional das três forças fascistas.

O perigo desta ameaça segue plenamente vigente, e mais quando PSOE carece realmente de vontade política para esmagá-los.


Agora Galiza-Unidade Popular realiza um apelo para o conjunto das forças, partidos e entidades antifascistas, a iniciar um processo de conversas para constituir um espaço galego antifascista.

Lamentamos que a Galiza siga fora de jogo pola carência de umha força que represente coerente e dignamente os interesses da sua classe obreira e da Naçom. A ausência nas Cortes do autonomismo socialdemocrata nom suplantaria esta dramática situaçom de invisibilidade derivada do processo de assimiliaçom em curso, pois só agiria de muletinha galeguista do PSOE, como já fai nas Deputaçons de Corunha e Ponte Vedra.

Só a presença de umha força revolucionária, dotada de um programa genuinamente anticapitalista e patriótico, poderia representar a Galiza do Trabalho, a Galiza dos oprimidos e excluídas, a Galiza rebelde e combativa, utilizando este altofalante institucional para denunciar o atraso e dominaçom a que nos submete a dupla pressom do capitalismo espanhol e da UE.

Nom há mais caminho que a auto-organizaçom operária e popular para luitar polo nosso futuro. A derrota real das forças reacionárias nom será nas urnas e sim nos centros de trabalho e ensino e nas ruas. Há que abandonar o fetichismo da aritmética eleitoral, superarmos a superstiçom de que se pode ganhar umhas eleiçons na “democracia” dos banqueiros e dos monopólios, na “democracia” postfranquista. Se confiamos na immensa força que temos como classe e naçom, em que somos mais que eles, na imensa potencialidade da nossa unidade e mobilizaçom, lograremos derrotá-los.


A rutura com o regime postfranquista só se vai produzir num processo socialista de libertaçom nacional. Simplesmente Espanha e o capitalismo é irreformável.


O seu sucesso require apostar na luita operária e popular, pola orientaçom e direçom classista, pola complementaçom de todos os métodos de luita, subordinando o institucional/eleitoral à luita de massas, por promover e organizar a conflituosidade nas ruas e centros de ensino e trabalho, por construir cultura rebelde.


Som tempos de combate ideológico, de deslindar e confrontar com as fraudes reformistas e populistas para assim podermos acumular forças revolucionárias.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de abril de 2019

74 aniversário da derrota da Alemanha nazi polo Exército Vermelho, e 44 aniversário da libertaçom do Vietnam pola FLN.

Comunicado nº 116: Viva Euskal Herria independente e socialista! Solidariedade internacionalista galega

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Viva Euskal Herria independente e socialista!

Solidariedade internacionalista galega

A ampla coincidência à hora de avaliarmos como claramente insuficiente a via eleitoral-institucional no combate ao regime postfranquista, é mais um nexo de uniom, irmandade e camaradagem das nossas organizaçons.

Perante as condiçons adversas nas que agimos, como consequência de processos similares de implosom organizativa e claudicaçom ideológica dos movimentos dos que procedemos, descartamos participar no processo eleitoral da ditadura burguesa espanhola.

Herritar Batasuna e Agora Galiza-Unidade Popular, desde duas formaçons sociais concretas diferentes, atingimos similar posiçom frente o processo eleitoral de 28 de abril.

Isto foi possível porque ambas empregamos idêntica ferramente revolucionária de análise e interpretaçom da realidade. O marxismo forneceu-nos os mecanismos científicos ajeitados para descartar apoiarmos qualquer das candidaturas falsamente autosituadas, no campo da mal denominada “esquerda” e no soberanismo.

Nom alimentamos o ilusionismo eleitoral nem a trampa do voto útil para frear a involuiçom fascista. A experiência histórica do movimento operário com o que nos identificamos e reclamamos como parte intrínseca da nossa mochila de combate, sabe que o fascismo só se pdoe derrotar nas ruas com contundência e unidade.

A razom da nossa existência, nom é gerir “honestamente” as instituiçons burguesas e espanholas, nom é ocuparmos espaços do quadro jurídico-político vigorante visado para a sua regeneraçom.

A razom da nossa existência é construir duas forças políticas para contribuir a subversom do presente, para contribuir para organizarmos a Revoluçom Socialista basca e galega, como parte da Revoluçom Socialista mundial.

No ano do 100 aniversário da III Internacional, é fundamental reconstruir espaços unitários de análise, coordenaçom e luita a escala internacional, pois combatemos idêntico inimigo, o capitalismo monopolista na sua fase neoliberal.

Hoje, a luita anti-imperialista recobra máxima vigência e atualidade tal como a concebérom os bolcheviques quando refundárom em 1919 a Internacional, a Komintern.

Agora Galiza-Unidade Popular encaminha abraço fraterno à militáncia de Herritar Batasuna, saúda o Aberri Eguna de 2019, e transmite a solidariedade internacionalista da Galiza rebelde e combativa com a Euskal Herria que nom se ajoelha, que continua em pé com firmeza na luita pola independência e o Socialismo.

Gora Euskal Herria askatutá e sozialista!

Gora Euskal Iraultza Sozialista!

Denantes mortos que escravos! Venceremos!

Na Pátria, 21 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 115: Legislativas de 28 de abril. SEM LUITAR POUCO VALE VOTAR

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Legislativas de 28 de abril
SEM LUITAR POUCO VALE VOTAR

Estamos novamente inseridos num ciclo eleitoral. As eleiçons legislativas, municipais e europeias que se desenvolverám entre abril e maio, condicionam e hipotecam a atividade da prática totalidade das forças políticas.

Agora Galiza-Unidade Popular nem apresentará candidatura própria, nem se incoprorará a nengumha coaligaçom, nem solicitará voto para nengumha das forças que se apresentem.

Na atual conjuntura histórica, em pleno processo de reorganizaçom e reconfiguraçom da esquerda revolucionária galega, nom existem condiçons objetivas para darmos batalha na frente eleitoral das instituiçons do inimigo, com umhas condiçons mínimas e dignas.

Tampouco existe nengumha candidatura que defenda coerente e dialeticamente os interesses da classe trabalhadora e os da naçom galega.

Novamente a principal caraterística nas eleiçons de 28 de abril, é a ausência de umha alternativa eleitoral anticapitalista e patriótica galega, que conceba a intervençom nas instituiçons burguesas como umha tarefa meramente instrumental, para questionando o seu caráter antidemocrático exercer de caixa de resonáncia das luitas populares e das reivindicaçons operárias e da Naçom Galega.

O conjunto das forças situadas no espaço de “esquerda”, som candidaturas pequeno-burguesas, configuradas praticamente por setores intermédios: funcionariado, profissons liberais, pequenos empresários e comerciantes, burocracia partidária e sindical.

Ou bem som candidaturas com o centro de gravidade fora da Galiza, empapadas de chauvinismo espanhol, ou bem som forças galegas de caráter interclassista e mornamente “soberanistas”.

Salvo contadas exceçons, a totalidade das candidatutas que se apresentam na Galiza 28 de abril alimentam o ilusionismo eleitoral.

Perante este panorama nom vamos votar, conscientes que a ameaça dos partidos situados nos parámetros fascistas vai ativar o factor subjetivo do “medo à direita”, entre umha parte destacada dos setores mais avançados do povo trabalhador galego.

Tal como prognosticamos é claramente negativo o balanço do governo do PSOE. que foi apoiado por Podemos e IU, as suas confluências, as forças nacionalistas e independentistas catalanas e bascas.

Pedro Sánchez incumpriu as suas principais promessas de derogar a reforma laboral, a lei mordaça, a LOMCE, implementou umha política económica similar à do PP, aplicando os diktames de Bruxelas e Berlim, perpetuando a marginalizaçom e atraso da Galiza, negando-se a reconhecer o direito de autodeterminaçom, participando na agressom imperialista contra a Venezuela bolivariana.

Nom cansaremos de afirmar que os direitos e as conquistas só se logram com a luita nos locais de trabalho, nos centros de ensino, e na rua, sob umha linha classista e patriótica galega, orientadas numha estratégia revolucionária dirigida e ao serviço do povo trabalhador. Assim o tem demonstrado o movimento dos coletes amarelos na França.

Agora Galiza-Unidade Popular considera que nom existe neste momento nengumha alternativa eleitoral a qual votar, embora nom é indiferente o resultado de 28 de abril.

A principal tarefa da classe operária e do povo trabalhdor galego e contribuir para reconstruir a esquerda revolucionária galega, e levantar umha muralha de aço contra o fascismo, articulando um Bloco Popular Antifascista.

Na Pátria, 11 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº114: AMNISTIA TOTAL PARA TODAS AS PRESAS E PRESOS POLÍTICOS DA GALIZA E DO ESTADO ESPANHOL

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AMNISTIA TOTAL PARA TODAS AS PRESAS E PRESOS POLÍTICOS DA GALIZA E DO ESTADO ESPANHOL

O regime postfranquista junto a Turquia, som os Estados com o maior nível de repressom de toda Europa, e por tanto com um elevado número de presas e presos políticos nos seus cárceres.

No Estado espanhol as numerosas detençons e o aumento da repressom contra o movimento operário e popular em geral, contra o movimento de libertaçom nacional da Galiza e das outras naçons oprimidas, na última década, demonstram umha vez mais a deriva fascistizante da III restauraçom bourbónica.

As detençons dos líderes independêntistas por organizar o referendo de autodeterminaçom na Catalunha, ou a montagem policial contra a vizinhança de Altsasu no País Basco, som os casos mais recentes, mas nom som os únicos.

Com a aplicaçom da lei Mordaça, o número de ativistas, sindicalistas, artistas ou tuiteiros, condenados pola “Audiência Nacional” por exprimir-se ou ser políticamente ativos, aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Perante a falta de garantias democráticas e contínua repressom, vários ativistas políticos vem-se na obriga de empreender o caminho do exílio para evitar a cadeia, como já fizerom muitos antifascistas republicanos perante o golpe de estado de 1936.

Exemplos como os dos políticos independentistas cataláns ou o do rapeiro Valtonyc, condenado a vários anos de prisom polas letras da suas cançons, som sobradamente conhecidos.

Porém, há casos que som silenciados polos meios de [des]informaçom burgueses, casos que praticamente som “tabú” e que quase nengumha força política denúncia, como é o dos presos políticos detidos por militáncia revolucionária ou pertença a organizaçom armada.

A estes revolucionários consecuentes, que históricamente sempre entendérom a prisom coma um espaço de luita, furta-se-lhes o seu caráter político, convertendo-os ante à opiniom pública em presos “nom-políticos” ou simples criminais, na maioria dos casos pola utilizaçom da violência como método de luita.

A socialdemocracia em cumplicidade com os meios burgueses também faz esta distinçom dos presos políticos em relaçom a se empregárom ou nom a violência, criminalizando e qualificando de “terroristas ou lunáticos” militantes que arriscárom a sua vida pola causa operária, reconhecendo assim ao Estado o monopólio da violência.

De um jeito mui semelhante acontece com os presos que ainda que nom empregassem a violência diretamente, militavam em organizaçons revolucionárias que fôrom ilegalizadas, por nom condenar a luita armada.

Isto somado às denuncias por torturas nas prisons, o Tribunal Europeio de Direitos Humanos de Estrasburgo condenou várias vezes o Estado espanhol por violar de maneira sistemática os direitos humanos. Em cárceres galegas, como a de Teixeiro, Lama, Corunha, vários funcionários fôrom denunciados por torturas de maneira sistemática aos presos nos últimos anos.

As políticas terroristas de dispersom efetuadas polo Estado espanhol contra os presos indepedentistas galegos e bascos som outro método mais para submeter e fazer sofrer nom só os presos e presas, também os seus familiares ao ter que deslocar-se centos de quilómetros para poder visitá-los, e mesmo em muitos casos denegándo-se-lhes a visita.

Sob aplicaçom do regime FIES, vulneram-se os direitos dos presos políticos piorando as condiçons de vida no cárcere, sofrendo isolamento, dispersom, aceso limitado a determinado tipo de atividades desportivas ou recreativas, intervençom das comunicaçons, desatençom médica e torturas, como já tenhem denunciado colectivos em apoio aos presos políticos independentistas ou ex-presos galegos.

Atualmente presos políticos sofrem doenças, que se nom se tratam corretamente podem correr o risco de morrer na prisom, algo que já aconteceu em 2014 com Isabel Aparicio.

A realidade é que as violaçons continuadas dos direitos humanos no Estado espanhol acontecem esteja quem esteja no governo espanhol, seja PP ou PSOE, governe quem governe, a natureza do regime segue sendo a mesma, umha natureza reacionária emanada do franquismo e que perdurou intata após a maquilhagem da transiçom.

É umha obrigaçom para qualquer organizaçom revolucionária reclamar a liberdade e denunciar a situaçom na que se acham as presas e os presos políticos, assim como também denunciar a cumplicidade do Estado e os seus corpos policiais com as organizaçons fascistas que agredem com total impunidade e permissividade.

Perante o silêncio das forças que se autodenominam de “esquerda”, Agora Galiza-Unidade Popular exige a amnistia total e a inmediata posta em liberdade para todos os presos políticos galegos e do Estado espanhol sem distinçom de nengum tipo.

Na Pátria, 9 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 113: AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR QUESTIONA A DECISOM DA JUNTA ELEITORAL CENTRAL DE ARQUIVAR DENÚNCIA POR USURPAÇOM DO NOME DA NOSSA ORGANIZAÇOM

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AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR QUESTIONA A DECISOM DA JUNTA ELEITORAL CENTRAL DE ARQUIVAR DENÚNCIA POR USURPAÇOM DO NOME DA NOSSA ORGANIZAÇOM

A decisom adotada pola Junta Eleitoral Central de arquivar a nossa denúncia contra o BNG por empregar o nome da nossa organizaçom na campanha eleitoral, nom justifica nem legitima a usurpaçom.

O organismo eleitoral do Estado espanhol considera que todo vale por nom estarmos ainda legalizados.

Nom é a primeira vez que o autonomismo socialdemocrata tenta apropriar-se do capital político e simbólico da corrente da que procedemos e reivindicamos como parte do que somos: NÓS-Unidade Popular.

Já nas eleiçons legislativas de 2015 empregou o carimbo NÓS, e agora além do nome de Agora Galiza, também utiliza o nome Voz Própria, nome do vozeiro nacional da desaparecida NÓS-UP.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta que continua avante com o processo de legalizaçom que tem sido obstruido polo Ministério do Interior, e luitando contra todos aqueles que pretendam ilegitimamente instrumentalizar a sigla de umha organizaçom criada para luitar contra o capitalismo e pola libertaçom nacional da Galiza, e nom para gerir as migalhas institucionais que o regime lhe concede.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 8 de abril de 2019

Comunicado nº 112: “Caso Miramontes” confirma caráter criminal do PP

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Caso Miramontes” confirma caráter criminal do PP

As seis detençons realizadas em Compostela contra os responsáveis da rede de prostituiçom que operava na Galiza com mulheres paraguaias, constata a realidade de umha das expressons mais deleznáveis do capitalismo.

Porém, a gravidade desta operaçom é que um dos detidos é Juan Pérez Miramontes, ex-secretário geral de “Xóvenes Agricultores-ASAJA”, a organizaçom “agrária” do PP, dissolvida em 2016 por ordem judicial perante as dívidas contraídas e o impago aos seus trabalhadores, logo de anos e anos recebendo subsídios milionários pola Junta de Galiza, a administraçom estatal e a UE.

Miramontes, que está acusado de liderar a trama de exploraçom sexual, fazia parte, com Ana Pastor [Presidenta das Cortes espanholas], Xesús Palmou, [ex conselheiro de Justiça], e Rafael Louzao [ex-presidente da Deputaçom de Ponte Vedra], entre outros, do círculo mais próximo a M ponto Rajói na Galiza.

Miramontes era um dos habituais do seleto grupo de dirigentes da extrema direita autótone que acompanhava o ex-presidente do governo espanhol nas suas veladas veraniegas em Sam Genjo. O seu iate “La Peregrina” estava sempre a disposiçom do senhor de los “hilillos”.

Até o momento nom só nom se tenhem produzido declaraçons de repulsa, tampouco condenas, e muito menos demissons, por parte da cúpula do PP que desfrutava da luxuosa vida com o presumido proxeneta.

O atual presidente da Junta da Galiza manifestou que nom lhe “preocupa a detençom”. Mas por se nom fosse suficiente, Feijó “desejou sorte” a Miramontes até que se “aclarem possíveis suspeitas”.

Casado cala, como se a operaçom judicial e policial contra Miramontes nom tivesse relaçom algumha com o PP.

Estamos pois, perante umha nova evidência do caráter criminal de umha organizaçom que deveria estar ilegalizada e umha boa parte da sua direçom e cargos públicos encarcerada.

Mas o caráter do regime da III restauraçom bourbónica com continuidade do franquismo, permite ao PP agir com impunidade. Por muita acumulaçom de delitos, por muito que engrosse a listagem de dirigentes do PP presos em todo tipo de operaçons judiciais por corrupçom, lavado de dinheiro, fuga de capitais, vínculos com o narcotráfico e o proxenetismo, nom se adota medida algumha visada para a sua dissoluçom.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita novamente a ilegalizaçom do PP de Casado e Feijó, e exige às forças denominadas de “esquerda” nom legitimar este aparelho mafioso situado em parámetros fascistas que pretende dar leiçons de “moral”.

Agir com “normalidade democrática” nas relaçons institucionais com o PP contribui para o lavado de cara deste sindicato do crime.

Na Pátria, 5 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 110: Agora Galiza-Unidade Popular exige ao BNG que retire a legenda das sua campanha eleitoral

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Comunicado nº 110

Agora Galiza-Unidade Popular exige ao BNG que retire a legenda das sua campanha eleitoral

Hoje o BNG divulgou a legenda da sua campanha eleitoral para as eleiçons legislativas de 28 de abril, as municipais e europeias de 26 de maio. Até aqui nada da nossa incumbência.

Porém, a legenda escolhida, Agora Galiza, coincide com o nome da nossa organizaçom.

Eis polo que Agora Galiza-Unidade Popular manifesta publicamente a sua contrariedade e indignaçom por umha decisom que usurpa o nome da esquerda revolucionária galega por parte de umha força política afastada dos nossos princípios ideológicos, objetivos e prática política.

Agora Galiza-Unidade Popular, tal como manifestou no comunicado nº 94, de 10 de julho de 2018, iniciou há perto de um ano o processo de legalizaçom como força política.

Processo que está sendo dificultado polo regime de 78. Inicialmente o Ministério espanhol de Interior, concretamente a Subsecretaria Geral de Política Interior, bloqueou a tramitaçom do expediente no Registo de partidos políticos até que lhe remitamos a documentaçom traduzida para espanhol, e posteriormente manifestou que o nome era similar à da organizaçom catalana “Ara”.

Ainda assim continuamos tramitando a legalizaçom. Mas à margem desta questom legal, consideramos que a decissom adotada polo autonomismo socialdemocrata é umha agressom em toda regra por usurpar e apropriar-se do nome dumha força política fundada em julho de 2015.

Perante esta situaçom apresentaremos umha denúncia na Junta Eleitoral para exigir que o BNG retire esta legenda.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 22 de março de 2019

Comunicado nº 109: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Piloto, Amador, Daniel, a luita continua! SÓ NAS RUAS FREAREMOS O FASCISMO

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega

Piloto, Amador, Daniel, a luita continua!

SÓ NAS RUAS FREAREMOS O FASCISMO

A ausência de umha força política classista com influência de massas e de um movimento obreiro com umha prática coerente e combativa, facilita que a burguesia continue endurecendo a dominaçom sobre a nossa classe.

O atual ciclo eleitoral desta ditadura burguesa erroneamente denominada “democracia”, facilita que o postfranquismo se legitime nas urnas.

As diversas candidaturas situadas no campo da “esquerda” que se vam apresentar, na sua imensa maioria nom passam de ser de falsas alternativas para fazer frente às contínuas agressons e perda de direitos e conquistas adquiridos em décadas de luita operária e popular.

Nada podemos aguardar do circo eleitoral que manterá entretida umha parte considerável do povo trabalhador galego, gerando falsas expetativas. A falsa “normalidade democrática”, o ilusionismo eleitoral e o cretinismo parlamentar, gera fraudulentas expetativas de poder conquistar direitos em base a remendar o capitalismo.

A memória histórica do mundo do Trabalho custódia que todas as conquistas e avanços, sem exceçom, fôrom atingidos na luita nas fábricas, nos centros de trabalho e nas ruas. Som resultado do suor, das lágrimas e do sangue operário. Nada nos foi regalado em balde! Nom fôrom concessons gratuítas do nosso inimigo irreconciliável.

A institucionalizaçom dos direitos que agora estám sendo progressivamente desmantelados, foi consequência da nossa pressom, resultado da nossa mobilizaçom e firme vontade de construir um mundo novo sem exploraçom nem opressom.

A desorganizaçom na que está instalada a classe trabalhadora e as tendências amórficas que promovem as práticas interclassistas e cidadanistas da “esquerda” institucional, facilitam a ofensiva burguesa contra nós, povo trabalhador galego.

Eis polo que Agora Galiza-Unidade Popular, perante o grau de desmobilizaçom da nossa classe, da situaçom de debilidade organizativa da esquerda revolucionária galega, nom considera tarefa prioritária participar nos processos eleitorais de abril e maio.

As tendências em curso de involuiçom política, de eclossom do fascismo sem complexos, só poderám ser freadas e derrotadas na rua.

Com o fascismo sem complexos de Vox, com o neofalangismo de C´s, e com o viragem de extrema direita do PP, nem se se dialoga nem se negoceia. Simplesmente deve ser isolado, denunciado, ilegalizado e esmagado! Branqueá-lo com o jogo institucional burguès só contribui para reforçá-lo.

A desconvocatória da greve geral que tinha sdo convocada na Galiza para 19 de junho passado, constata o erro estratégico do reformismo político e sindical de seguir depositando expetativas nos governos social-liberais do PSOE, umha força reacionária de fachada “pogressista”, ao serviço da oligarquia postfranquista.

Nos nove meses de governo de Pedro Sánchez nom se derogou a reforma laboral, nem a lei mordaça, nem a LOMCE, nom se sentárom as bases para reverter o deterioramento da sanidade e educaçom pública, a queda de salários e pensions, a perda de poder adquisitivo polo aumento do custo da vida, a sangria da emigraçom juvenil, o empobrecimento e a precarizaçom que carateriza as condiçons de vida e trabalho de boa parte da classe obreira e camadas populares galegas …

A política do governo do PSOE mantivo a essência da doutrina neoliberal marcada polo Ibex 35 e as diretrizes dos monopólios e a oligarquia. e continuou alimentando o relato reacionário e supremacista do chauvinismo espanhol.

Neste 10 de Março nom só lembramos e honramos a luita operária de Ferrol de 1972, Daniel Niebla e Amador Rei, assassinados pola polícia por reivindicar direitos para o proletariado galego.

Neste Dia da Classe Obreira Galega também reivindicamos a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga “Piloto”, um dos últimos combatentes da resistência político-militar ao fascismo, vilmente abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada em 1965.

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate antifascista, na articulaçom do movimento popular que na década de setenta se desenvolvia sob um programa ruturista em prol dos direitos sociais e plenas liberdades sociais e nacionais.

Ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza-Unidade Popular tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Viva a classe obreira galega!

Independência e Pátria Socialista!

Venceremos!

Na Pátria, 9 de março de 2019

Comunicado nº 108: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. FEMINISMO DE CLASSE

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

FEMINISMO DE CLASSE

“Qual é o objetivo das feministas burguesas? Conseguir as mesmas vantagens, o mesmo poder, os mesmos direitos na sociedade capitalista que possuem agora os seus maridos, pais e irmaos.

Qual é o objetivo das operárias socialistas? Abolir todo tipo de privilêgios que derivem do nascimiento ou da riqueza. A mulher obreira é-lhe indiferente se o seu patrom é homem ou mulher”.

[Alexandra Kollontai]

Este breve fragmento da sólida obra teórico-prática da dirigente bolchevique, que ocupou a primeiro ministério da mulher da história, sintetiza perfeitamente qual deve ser a linha e a orientaçom política na luita pola emancipaçom das mulheres trabalhadoras galegas.

Paradoxalmente o relato do feminismo hegemónico na Galiza, que oculta e nega a luita de classes, apresentando às mulheres como um todo com idênticos interesses objetivos, convertendo a “contradiçom” de género no seu eixo, nom questiona os alicerces da dominaçom burguesa.

O feminismo hegemónico, tanto o liberal-progressista como o pequeno-burguês, está esterilizado para encabeçar e dirigir umha mudança genuinamente revolucionária visada para superar a exploraçom, opressom e dominaçom que padece o conjunto do povo trabalhador galego.

Eis polo que boa parte do seu programa é assumido por as forças políticas sistémicas, tanto as social-liberais como as socialdemocratas, pois nom tem como objetivo dar xaque mate ao capitalismo.

Eis polo que o seu discurso é divulgado por umha parte dos meios de [des]informaçom sistémicos, perfeitamente conhecedores da sua funcionalidade para amortecer a contradiçom antagónica entre Capital-Trabalho.

Mas frente a este feminismo que desvia a atençom das tarefas e prioridades da classe trabalhadora, as mulheres que vendemos a nossa força de trabalho, as mulheres trabalhadoras que somos exploradas polas mulheres da burguesia, nas suas fábricas, nos seus centros de trabalho, nas tarefas domésticas das suas casas, temos que hastear a bandeira do feminismo de classe, do feminismo socialista galego.

Enquanto facilite a presença no movimento de forças reacionárias como o PSOE; enquanto se centre em tecer um artificial e disfuncional “unitarismo” oco; enquanto se continue a alimentar a ilusom de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo, o patriarcado e a dependência nacional, o movimento feminista nom logrará organizar e movimentar as mulheres trabalhadoras, divulgar as suas reivindicaçons específicas no ámbito salarial, direitos sexuais e reprodutivos, liberdades, combater com eficácia a violência machista, incrementar a sua consciência, e tingir de lilás o conjunto da luita operária, popular e nacional.

Enquanto o movimento feminista continue ocultando as origens do 8 de Março, enquanto siga desvirtuando os objetivos desta jornada reivindicativa, tal como foi instaurada polas mulheres bolcheviques em 1910, em Copenhaga, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, nom se produzirám mais avanços, nem se consolidarám os já atingidos.

Do contrário nunca lograremos acumular forças rebeldes visadas a organizar a Revoluçom Galega, única alternativa viável para sentar as bases do enterro do patriarcado e da sua aliança simbiótica com o capitalismo.

Agora Galiza-Unidade Popular quer lembrar neste 8 de Março Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo contra o capitalismo.

Nom cansaremos de repetir que 8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita onde nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 1 de março de 2019

Comunicado n° 106: ESPANHA GENUFLEXA COM TRUMP

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Comunicado n° 106]
ESPANHA GENUFLEXA COM TRUMP
Pedro Sánchez vem de anunciar que só reconhece o golpista Guaidó como presidente da Venezuela

O atual inquilino da Moncloa, simples capataz encarregado polo Ibex 35 para gerir conjunturalmente os interesses da oligarquia espanhola, acaba de confirmar que nom passa de ser um vil lacaio dos Estados Unidos e das três potências da UE [Alemanha, França e Gram Bretanha].

Com esta irresponsável decisom, Espanha exprime que nom é mais que um funcional e vulgar satélite do imperialismo, que pom em perigo e hipoteca os seus grandes interesses na Venezuela, para agradar os amos do mundo.

Com esta decisom, PSOE confirma que é o partido central do postfranquismo, e que as divergências com as forcas fascistas [PP, C’s e Vox] som artificiais, necessárias para alimentar a ilusom “pluralista” da terceira restauraçom bourbónica.

A esquerda revolucionária galega manifesta a sua solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela.

Agora Galiza-Unidade Popular só reconhece a Nicolás Maduro como único e legítimo presidente da Venezuela.

A República Socialista Galega pola que luitamos, estaria hoje apoiando a Venezuela que com firmeza defende a sua independência e soberania nacional frente o injerencismo das potências imperialistas que pretendem reinstaurar o colonialismo.

A Venezuela vencerá!
Independência e Pátria Socialista!