GALIZA PRESENTE EM DEBATE INTERNACIONAL PROMOVIDO POLA VENEZUELA

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Ciclo Internacional A Nossa América nos Planos do Imperialismo.

A Classe Trabalhadora na Unidade Anti-imperialista.

6 e 7 de agosto.

PROGRAMA
Quinta-feira, 6 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1. Hino da Internacional.

2. Intervençons:
☆Geraldina Colloti. [Jornalista. Rede de Inteletuais. Itália].
☆Marcelo Abdala. [PIT-CNT. Uruguai].
☆Esteban Silva. [Partido Socialista Allendista. Chile].
☆Francisco Torrealba. [Vice-Presidente do
PSUV.Venezuela].

3. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Sexta-feira, 7 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1.Intervençons.
☆Martín Guerra. [Partido Esquerda Socialista. Peru].
☆Carlos Morais [Agora Galiza-Unidade Popular. Galiza].
☆Najeeb Amado. [Partido Comunista Paraguaio].
☆Jesús Faría. [Vice-Presidente de Economia do PSUV. Venezuela].

2. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Metodologia:
Cada relator realizará umha exposiçom de dez minutos um dos dous dias. Ao final de cada jornada abrirá-se um turno de palavra onde poderám intervir todos os relatores assim como os conferencistas que nos acompanhárom nas jornadas anteriores.

Comunicado nº 147. ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

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ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

Os resultados das eleiçons autonómicas de 12 de julho, constatam as trágicas carências estruturais que acompanham a realidade da imensa maioria do povo trabalhador galego.

A ausência de auto-organizaçom operária e popular, a desmobilizaçom, o amorfismo e marasmo do povo explorado e empobrecido, nom podem por arte de mágia gerar umha superaçom da alienaçom a que nos vemos submetidos.

Os discursos hegemónicos na “esquerdinha”, alimentando o ilusionismo eleitoral, a falta de coragem discursiva para por meio do debate ideológico quebrar as lógicas do consenso e a concilaçom, só contribuem para reforçar a lógica sistémica.

Os resultados de ontem, nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem para o futuro da nossa naçom.

A esquerda revolucionária galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom institucional, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

Mas tampouco estamos surpreendidos polo veredito das urnas. Levamos meses alertando que nom se davam as mais mínimas condiçons democráticas para poder realizar um processo eleitoral, que estava viciado. E agora, a dia 13, já é tarde para lamentar-nos. Simplesmente as forças que pretendiam derrrotar Feijó deveriam ter optado polo “plantom”, por forçar um adiamento eleitoral. O estado de shock derivado do postconfinamento e o medo ao Covid-19, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, impossibilitárom umhas eleiçons com as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês.

Tal como manifestamos umha e outra vez, eram umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que a partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A grandes rasgos os resultados de ontem constatam:

1- A contundente vitória de Feijó, logrando revalidar umha quarta maioria absoluta consecutiva do PP. Por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita reacionária, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado, recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa e mais que preparada. Tam só perdeu pouco mais de 50 mil votos, passando dos 676.676 atingidos em setembro de 2016 [47.53%], a 625.182 [47.98%].

2- O BNG nom só certificou a quebra da sua longa agonia e hemorragia eleitoral iniciada há dias décadas. Tal como já se tinha manifestado timidamente em novembro recuperando representaçom nas Cortes espanholas, concentrou o voto útil contra o PP, absorvendo e engolindo o desgastado espaço da desacreditada “nova política”. Logrou praticamente triplicar os 118.982 sufrágios [8.36%] de 2016. Os 310.137 votos [23.8%] som um recorde histórico numhas eleiçons autonómicas, logrando novamente o sorpasso sobre o PSOE atingido em 1997.

3- Um PSOE com candidato anodino, e sem vontade real de derrotar Feijó, mantém praticamente intato o seu quarto de milhom de apoios eleitorais, freando a curva descendente, retrocedendo tam só 2.000 sufrágios, passando dos 254.552 [17.88%] a 252.537 [19.38%].

4- “Galicia en Común”, a nova marca do espaço de “confluência” entre Anova com o postcarrilhismo e Podemos, fracassou estrepitosamente. A catastrófica fuga de mais de 220 mil votos, fecham um ciclo mais artificial que real no sistema político institucional galego. O canibalismo interno e as deserçons que tem caraterizado a legislatura, a carência de um liderado carismático e um projeto definido, dérom como resultado transitar dos 271.418 votos [19.07%] de 2016 a tam só atingir 51.223 [3.93%], ficando fora do parlamentinho de cartom.

5- Descalabro do matonismo fascista, perdendo mais do 75% dos apoios eleitorais atingidos nas eleiçons legislativas de 10 de novembro de 2019. Os exíguos 26.485 votos [2.03%] de Vox, constatam a enorme capacidade da maquinária do PP autonómico, e a carência de umha fraçom destacada da burguesia nacional interessada em alimentar a representaçom institucional do terrorismo fascista. As singularidades da estrutura de classes galega provoca que simplesmemte nom tenha a dia de hoje a mais mínima funcionalidade.

6- C´s passa dos 48.303 votos [3.38%] de apoios atingidos em 2016, a obter uns resultados residuais, nom atingindo os cinco dígitos, com tam só 9.719 votos [0.75%].

7- Marea Galeguista assinou a sua ata de defunçom com 2.863 votos [0.22%], após umha grande projeçom mediática, e um investimento económico completamente desproporcionado para os resultados obtidos.

8- A abstençom subiu significativamente, passando de 817.702 [36.25%] em 2016 a 918.799 [41.12%], tendo em conta a queda de meio milhom de pessoas no censo, como resultado da sangria demográfica.

9- Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar facilmente nas urnas. A pax social, derivada da desmobilizaçom operária e popular, e do vírus do fetichismo parlamentar, som fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

10- Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permita iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real. Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando o povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

11- O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Os resultados devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 625.182 de 2.258.589 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

12- Agora Galiza-Unidade Popular, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuam alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

Seguir construíndo novas ferramentas de organizaçom, mobilizaçom e combate popular, é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos. Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare o povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital e que Feijó implementará de forma obediente.

Devemos prepararmos política, ideológica e psicologicamente a classe operária e o povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polas “esquerdinhas”, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a oligarquia.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 13 de julho de 2020

Comunicado nº 146. A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

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A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

A medida que se aproxima a dia 12 de julho, confirmam-se todos os prognósticos que levamos manifestando desde o mês de maio, quando Feijó impujo data das eleiçons autonómicas.

O processo eleitoral está adulterado desde o minuto zero. Som umhas eleiçons amanhadas pois carecem das exigíveis condiçons sanitárias e socio-económicas que permitam um processo com mínimas “garantias”.

O brote de Covid 19 na Marinha, e a resposta do aparelho de dominaçom do PP impondo de forma seródia um confinamento express de tam só 5 dias, limitando os direitos básicos dos habitantes de 14 concelhos da comarca norte-oriental da Galiza, confirma lamentavelmente a análise da esquerda revolucionária galega.

A Marinha reflite em estado puro o ”pucheiraço” que Feijó tem desenhado para assegurar por todos os meios possíveis a sua maioria absoluta.

Mas, perante este cenário, a resposta da oposiçom institucional dos partidos da “esquerdinha”, é vergonhenta, morna e claramente oportunista.

Denunciam o apagom informativo e o controlo goebbeliano da CRTVG, o lavado de maos de Feijó desatendendo as suas responsabilidades e cedendo as competências da Junta da Galiza aos Concelhos, a gravíssima perturbaçom democrática do processo eleitoral. Porém, carecem da coragem política para aplicar a única resposta democrática possível: forçar o adiamento eleitoral.

Os espúreos interesses dos aparelhos burocráticos de Galicia em Comum e do BNG, a indissimulada cumplicidade do PSOE à hora de facilitar a vitória de Feijó, prevalecem sobre os interesses objetivos do povo trabalhador galego. Afirmam querer sacar Feijó de Sam Caetano, mas facilitam que revalide a sua quarta maioria absoluta.

Denunciam o avanço do fascismo, mas branqueam a legitimam os criminais de Vox participando com absoluta normalidade em debates com os herdeiros do holocausto galego iniciado no verao de 1936.

As forças antifascistas nom podem seguir colaborando no lavado de cara do “pucheiraço” de Feijó. Inicialmente legitimárom a data, posteriormente renunciárom forçar um adiamento do processo eleitoral mediante um “plantom”, e agora -com dezenas de milhares de compatriotas com os seus direitos conculcados-, mantenhem com normalidade um processo eleitoral viciado, e sem as mínimas garantias exigíveis na lógica do parlamentarismo burguês.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas que também apresentam listagens, a retirar-se do processo eleitoral para forçar o adiamento das Autonómicas 2020.

Do contrário, todas candidaturas que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas.

Tal como já manifestamos, de nada servirám no 13 de julho os hipócritas lamentos, os cínicos diagnósticos, e a irrespeituosa desqualificaçom sobre os comportamentos eleitorais do nosso povo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 7 de julho de 2020

Reflexom eleitoral de Lenine

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Na brochura “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, Lenine questiona com sólidos argumentos, a estrategia dumha parte da Terceira Internacional, especialmente os camaradas ingleses e alemans, acusando-os de seguir umha desviaçom face posiçons de extrema esquerda, por defender como princípio o boicote aos processos eleitorais burgueses.

Como é natural, para os comunistas da Alemanha o parlamentarismo ‘caducou politicamente’; mas, trata-se exatamente de nom julgar que o caduco para nós tenha caducado para a classe, para a massa. Mais uma vez, constatamos que os “esquerdistas” nom sabem raciocinar, nom sabem conduzir-se como o partido da classe, como o partido das massas. Vosso dever consiste em nom descer ao nível das massas, ao nível dos setores atrasados da classe. Isso nom se discute. Tendes a obrigaçom de dizer-lhes a amarga verdade: dizer-lhes que suas ilusons democrático-burguesas e parlamentares nom passam disso: ilusons. Ao mesmo tempo, porém, deveis observar com serenidade o estado real de consciência e de preparaçom de toda a classe [e nom apenas de sua vanguarda comunista], de toda a massa trabalhadora [e não apenas dos seus elementos avançados]”.

[LENINE “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”,1920]

Em base a umha análise concreta dumha situaçom concreta -a Galiza de 2020 após 12 anos de governos de Feijó-, a esquerda revolucionária galega organizada em Agora Galiza-Unidade Popular, nesta ocasiom “nem participa nem apoia nengumha das candidaturas, mas tampouco solicitamos exercer o legítimo direito de abstençom que tem definido nos últimos anos a nossa posiçom.

Compartilhamos os anelos e desejos da imensa maioria do povo trabalhador galego da urgência de retirar o PP do governo autonómico exercendo o seu voto 12 de julho.

Mas também sabemos que no hipotético caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se pudesse configurar, nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo de “cara amável”, similar ao de PSOE/Unidas Podemos, que incumprirá entre sorrisos e boas palavras os compromissos adquiridos.

A alternativa operária e popular, patriótica e socialista, que a Galiza necessita, só pode ser construída ao calor da luita unitária nas ruas, empregando as instituiçons burguesas como simples caixa de resonáncia, onde exercer pedagogia de massas para demonstrar a impossibilidade de legislar ao serviço das maiorias sem superarmos o capitalismo.

Portanto, a militáncia e simpatizantes de Agora Galiza-Unidade Popular, adotará a decisom mais coerente e consequente com a linha política revolucionária do projeto de classe e patriótico que com perserverança estamos construíndo”.

[MEMÓRIA ANTIFASCISTA] 88 aniversário da apresentaçom pública da organizaçom antifascista Antifaschistische Aktion

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[MEMÓRIA ANTIFASCISTA]

88 aniversário da apresentaçom pública da organizaçom antifascista promovida principalmente polo Partido Comunista Alemam (KPD) para evitar o avanço do fascismo.

26 de junho de 1932 Antifaschistische Aktion realiza um multitudinário mitim em Berlim.

Hoje, em pleno agravamento da crise estrutural do capitalismo senil, o fascismo “renovado” é umha das alternativas promovidas pola burguesia para garantir e perpetuar a sua supervivência, e dissuadir à classe operária de luitar pola Revoluçom Socialista/Comunista.

O fascismo nom é umha ameaça do passado, é umha realidade tangível na Europa e em outros pontos do globo.

É necessário vertebramos umha frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho. Mas nom para defender a democracia burguesa e sim para articular a alternativa socialista. O antifascismo deve ter um inequívoco componente anticapitalista.

Pola criaçom de um Bloco Popular Antifascista!

No 89 aniversário da proclamaçom da 1ª República galega publicamos texto “Os novos símbolos da nova galiza”

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27 de junho, 89 aniversário da proclamaçom da 1ª República galega

ANTIFASCISTA E OBREIRA

Na publicaçom antifascista “Nova Galiza”, dirigida por Rafael Dieste e publicada em Barcelona [Catalunha] entre 1937 e 1938, Castelao publica o texto “Os novos símbolos da nova Galiza”.

No texto editado no nº 6 da revista, de 1 de julho de 1937, o patriota galego apresenta o novo escudo nacional da Galiza. Um emblema popularmente conhecido hoje como “A Sereia”, de claro caráter laico e antifascista.

Eis o escudo do futuro Estado Galego.

OS NOVOS SÍMBOLOS DA NOVA GALIZA

[…]

O escudo tradicional deve trocar-se por outro. Seríamos parvos se acreditassemos que pode subsistir depois da guerra o escudo tradicional da Galiza com o seu emblema eucarístico, pois ainda que lhe atribuíssemos umha altíssima significaçom poética, identificando-o com o Santo Grial, nom seria respeitado polos supervivintes galegos depois do sacrílego proceder da Igreja católica no nosso país. Acatemos, pois, a realidade e criemos um novo escudo.

O debuxo que acompanha estas linhas pode aforrar toda explicaçom; mas nom estará de mais umha defesa antecipada deste projeto.

O emblema comunista -fouce e martelo cruzados- que representa a uniom dos obreiros e camponeses atrai a nossa atençom, porque quigeramos dar com um símbolo igualmente afortunado que represente a uniom dos labregos e marinheiros da Galiza.

Cruzar umha fouce cumha âncora? Seria um plágio desafortunado. Também se poderiam cruzar dous frutos do trabalho galego. Um peixe e umha espiga? Resulta antiartístico. Seria perferível recurrir aos emblemas tradicionais que lembrassem a grandeza espiritual ou social da Galiza.

Figem provas para combinar a estrela com umha concha e além de nom deixar-me satisfeito resultava umha rememoraçom das peregrinagens jacobeas e nom umha lembrança da nossa universalidade.

Se os nacionalistas alemans -por considerarem-se ários- nom roubáram para si a “ikurrinha” basca teríamos nós um emblema genuinamente galego: a esvástica de três braços curvos encerrados num círculo, ou trisquel, que representaria o sol -pai de toda fecundidade-.

A esvástica dos alemans, com os braços dobrados em ángulo reto, já nom é ária, senom adataçom dum velho emblema cruziforme ao cristianismo.

Na Europa só os bascos tinham direito a usar este símbolo -por ser tardicional no País Basco- e usaro-no muito antes que os alemans como distintivo nacionalista. A esvástica galega, que tam arreio aparece na época castreja e que por tanto celta, seria um magnífico emblema nacional para a Galiza. Os alemans roubárom a “ikurrinha” basca e figérom impossível o trisquel galaico.

Nom nos ficava mais que a fouce de ouro sobre um fundo azul e a estrela vermelha, como emblemas do Trabalho e da Liberdade. Ourelando o escudo cumpria deixar patente o martírio da Galiza. E a sereia que pertence à heráldica galega, como símbolo marinho que fale do engado atlântico, origem das nossas aventuras.

Nada mais. E perdoade-me que aborde este tema com tanta antecipaçom. Quiçás seja esquecer as angústias presentes”.

Comunicado nº 145: POSIÇOM DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA PERANTE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DE 12 DE JULHO

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POSIÇOM DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA PERANTE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DE 12 DE JULHO

Parte das forças políticas que apresentam candidatura nas eleiçons autonómicas de 12 de julho, tenhem reconhecido de forma explícita e implícita, a inexistência de condiçons mínimas sanitárias e democráticas para umha convocatória eleitoral.

Porém, tanto as quatro forças da oposiçom com representaçom institucional no parlamentinho de cartom, como o resto dos partidos que formalizárom as suas candidaturas, descartárom realizar um “plantom”. A renúncia pública a apresentar candidatura teria contribuído para desmontar o engano destas eleiçons amanhadas polo PP, nas que à partida já está praticamente garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A renúncia a exercer um “plantom” de eminente caráter antifascista teria evitado as eleiçons trampa de 12 de julho, pois pola excepcionalidade que padecemos, nom existem as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês, para realizar as eleiçons autonómicas. Forçando assim o PP adiar as eleiçons, pactuando umha nova data, após superarmos o estado de shock no que segue instalado umha parte considerável do povo trabalhador polos efeitos da pandémia.

Nestas condiçons a única posiçom mais coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom alimentar a monumental fraude que facilitará 4 anos mais de políticas antipopulares e antigalegas por parte da camarilha fascista empoleirada no aparelho de dominaçom autonómico.

Todas as candidaturas, sem exceçom, que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas, absolutamente adulteradas, do “pucheiraço” de Feijó.

Agora Galiza-Unidade Popular nem participa nem apoia nengumha das candidaturas, mas tampouco solicitamos exercer o legítimo direito de abstençom que tem definido nos últimos anos a nossa posiçom.

Compartilhamos os anelos e desejos da imensa maioria do povo trabalhador galego da urgência de retirar o PP do governo autonómico exercendo o seu voto 12 de julho.

Mas também sabemos que no hipotético caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se pudesse configurar, nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo de “cara amável”, similar ao de PSOE/Unidas Podemos, que incumprirá entre sorrisos e boas palavras os compromissos adquiridos.

A alternativa operária e popular, patriótica e socialista, que a Galiza necessita, só pode ser construída ao calor da luita unitária nas ruas, empregando as instituiçons burguesas como simples caixa de resonáncia, onde exercer pedagogia de massas para demonstrar a impossibilidade de legislar ao serviço das maiorias sem superarmos o capitalismo.

Portanto, a militáncia e simpatizantes de Agora Galiza-Unidade Popular, adotará a decisom mais coerente e consequente com a linha política revolucionária do projeto de classe e patriótico que com perserverança estamos construíndo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 26 de junho de 2020

Comunicado nº 143. BENIGNO E MONCHO, INSEPARÁVEIS COMPANHEIROS E BÚSSOLAS DA REVOLUÇOM GALEGA

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BENIGNO E MONCHO, INSEPARÁVEIS COMPANHEIROS E BÚSSOLAS DA REVOLUÇOM GALEGA

Todo projeto político genuinamente transformador, portanto revolucionário, deve contar com um imaginário coletivo próprio.

A desputa pola hegemonia operária frente à burguesa, é umha batalha permanente a desenvolver em todos os ámbitos sociopolíticos, sem exceçons.

A construçom de umha organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, nom só necessita de um programa político tático flexível, de uns sólidos princípios ideológicos, de umha estratégia visada para a tomada do poder, de um discurso sedutor. Exige possuir umha cosmovisom cultural, antagónica à do inimigo de classe e do seu imperialista projeto nacional.

Mas também, no processo de edificaçom da força revolucionária, devemos emprestar recursos e energias a deslindar linha política, frente os diversos reformismos e oportunismos, com destaque para aqueles de fachada socialista, que exercem de muro de contençom da luita popular, inserindo calculadas doses anestesiantes e falsos tratamentos analgésicos.

Somos umha organizaçom marxista e revolucionária, polo que reivindicamos Marx e Lenine.

Somos um destacamento operário cujo específico quadro nacional de luita se desenvolve na periferia do centro capitalista. O nosso objetivo estratégico é contribuir para organizar a Revoluçom Socialista Galega como parte indissociável da Revoluçom Socialista mundial. Somos portanto umha organizaçom internacionalista. Eis polo que reivindicamos o Che Guevara.

Somos umha força patriótica e socialista galega. Luitamos por umha Galiza sem exploraçom capitalista, nem patriarcado, por umha Galiza dotada de um Estado operário plenamente soberano. Eis polo que bebemos da melhor tradiçom do marxismo autótono, do que tentou implementar umha açom teórico-prática desde a nossa singular morfologia de classes. Desse marxismo capaz de ver com olhos próprios o nosso país, de interpretar mediante a dilatética materialista a nossa história, de pensar com cabeça própria. Do marxismo sem adulteraçons, capaz de despreender-se das tutelagens assimilacionistas da metrópole madrilena, e das dependências sucursalistas.

Eis polo que reivindicamos as figuras de Benigno Álvarez e de Moncho Reboiras, sem maquilhagens nem manipulaçons.

Ambos formam parte do mais aperfeiçoado frontispício metalúrgico da épica rebelde proletária. Fam fonte de inspiraçom que emana das mais profundas entranhas do povo oprimido que nunca se resignou a ser submisso e servil.

Benigno e Moncho, representam a mais elaborada vocaçom, a mais firme decisom de construírmos um movimento revolucionário galego, dirigido pola classe operária, com programa e direçom operária, sintetizando a luita pola emancipaçom de classe com a libertaçom nacional desta parte do universo chamada Galiza.

Ainda somos modestas crisálidas, porém, fazemos parte da semente da sua heroica entrega, da sua exemplar perserverância.

O mesmo flagelo fascista que agora volta a ameaçar-nos com a prepotência e a arrogância putrefacta da pior escória, fracassou em 1937 e 1975, quando pensou que mediante a sua perseguiçom e aniquilaçom física, lograriam estirpá-los da história e da memória coletiva.

O imenso latejar do coraçom de Benigno e de Moncho, a genial inteligência de Moncho e de Benigno, estam permanentemente vivos na nossa mochila de combate, flamejam nas nossas rubras bandeiras, bulem com intensidade nos nossos sonhos e anelos de conquistarmos um mundo novo.

Por muito que irritem às leituras canónicas da charlatanaria, que só pratica funambulismo eleitoralista e cretinismo parlamentar, desde hoje, os campos de milho de Maceda e de Imo, a serra de Sam Mamede e as veigas do Sar, ficam eternamente geminadas por Benigno e por Moncho, solenemente complementadas para forjar a vitória.

Honra e glória para ambos!

Independência e Pátria Socialista!

Antes mortos que escravos!

Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

8 de junho de 2020

Comunicado nº 142. SOLICITAMOS A TODAS AS FORÇAS ANTIFASCISTAS NOM COLABORAR COM O “PUCHEIRAÇO” DE FEIJÓ

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SOLICITAMOS A TODAS AS FORÇAS ANTIFASCISTAS NOM COLABORAR COM O “PUCHEIRAÇO” DE FEIJÓ

A medida que se aproxima a data de 12 de julho, som cada vez mais as vozes que denunciam que a convocatória eleitoral autonómica está amanhada.

Todo processo eleitoral burguês carece per se, das garantias mínimas que permitam às forças de caráter operário e popular concorrer em igualdade de condiçons. Os poderes económicos, mediante variados mecanismos, controlo dos meios de [des]informaçom burgueses, injeçons económicas e empréstitos beneficiosos dos bancos, impossibilitam umha campanha eleitoral limpa.

A esta situaçom estruturalmente desvantajosa da pseudodemocracia burguesa, devemos agregar -no caso concreto das anunciadas eleiçons da Comunidade Autónoma Galega, um conjunto de perversos truques visados para que o PP logre revalidar a maioria absoluta.

A decisom adotada pola “Junta Eleitoral Central”, permitindo o voto no domicílio, sem mais controlo que o funcionário de Correios responsabilizado de colher o envelope, é umha trampa que facilitará a continuidade de Feijó em Sam Caetano.

Resulta paradoxal que se denuncie esta estratagema eleitoral, mas nom apostar em forçar um adiamento do processo eleitoral, mediante um “plantom”.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas, a nom apresentar candidatura para desmontar o engano em curso.

Todas as candidaturas que concorram 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas, absolutamente adulteradas, carente das exigíveis condiçons sanitárias e socio-económicas, perturbadas pola pandemia em curso.

Em situaçons excecionais há que adotar decisons e medidas excecionais. Só o insaciável apetite de dividendos das burocracias e aparelhos políticos dos partidos da oposiçom institucional, justifica que colaborem no grande engano de Feijó. Vam a umha batalha que sabem de antemao estar inexoravelmente perdida.

É agora quando há que reagir, com coragem e audácia. De nada servirám no 13 de julho os hipócritas lamentos, os cínicos diagnósticos, e a irrespeituosa desqualificaçom sobre os comportamentos eleitorais do nosso povo.

Um “plante” da oposiçom, impossibilitaria as eleiçons na data habilmente escolhida pola reaçom, debilitaria Feijó, e permitiria contribuir a gerar umha atmósfera subjetiva visada para recuperar a iniciativa política operária e popular, abrindo um ciclo de mobilizaçom e luita.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 4 de junho de 2020

ANÁLISE E CARATERIZAÇOM DO PROGRAMA POLÍTICO DE VOX

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ANÁLISE E CARATERIZAÇOM DO PROGRAMA POLÍTICO DE VOX

Divulgamos um documento, inicialmente de caráter interno, elaborado em maio de 2019 pola Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

Naquela altura, a formaçom fascista liderada por Santiago Abascal, tinha apresentado um programa de 100 pontos com o que atingiu 12 deputados nas eleiçons autonómicas andaluzas de 2 de dezembro de 2018, e 24 nas eleiçons legislativas de 28 de abril de 2019 com 2.677.173 votos [10.26%], dos que 86.126 correspondem à Comunidade Autónoma Galega [5.27%].

Nas europeias de 26 de maio de 2019 lográrom 3 deputados com 1.388.681 votos [6.20%], dos que 37.335 [2.58%] fôrom na Galiza.

Deste jeito, promovido por umha fraçom da oligarquia e por interesses eleitorais do PSOE, logrou transitar da marginalidade política extraparlamentar a converter-se a escala estatal num sujeito importante no taboleiro político institucional e mediático.

https://www.voxespana.es/…/espana/2018m/gal_c2d72e181103013…

Vox -a diferença de outras forças europeias situadas no campo da extrema direita e o fascismo, como a francesa Agrupaçom Nacional de Marine Le Pen ou a italiana Liga Norte de Matteo Salvini, tem um programa genuinamente ultraliberal, que aposta na drástica reduçom do gasto público, reduçom de impostos, liberalizaçom dos mercados e serviços, sempre justificado sob o mantra da Escola de Chicago de eliminar o défice e reduzir a dívida.

Vox, como grupo de choque da burguesia, defende sem maquilhagens nem lipossuçons um programa depredador contra os direitos e as conquistas fundamentais, atingidas pola classe operária em décadas de luita, umha declaraçom de guerra contra o mundo do Trabalho.

Vox assome como próprio o programa de máximos da oligarquia, os monopólios, FMI, Banco Mundial e a troika, que elogia a reforma laboral do PP e define o sistema de proteçom por desemprego vigorante como “um dos mais generosos” e dos “mais prolongados dos países da UE e da OCDE”.

O programa económico de Vox, a diferença de outras organizaçons e partidos fascistas europeus que defendem um capitalismo de Estado e políticas neokeynesianas, é de neoliberalismo selvagem, pois “o Estado acionista deve desaparecer do panorama empresarial espanhol”.

Contrariamente às interpretaçons historiográficas clássicas, que identificam fascismo mussoliniano e nazismo, como modelos económicos estatalistas, a iniciativa privada era determinante neste modelo de capitalismo. As oligarquias industriais, financieiras, e no caso da Itália e do Estado espanhol, os latifundistas, apoiárom, financiárom e cumprírom um rol determinante na sua génese.

En geral, a crítica marxista às diferentes variantes keynesianas é válida para a crítica económica das experiências fascistas, ou acaso o Programa de Reinhardt ideado polo economista chefe dos nazis, Hjalmar Schacht, nom era umha réplica, um calco, do New Deal de Roosevelt?
Por outro banda, estám-se publicando estudos sobre as privatizaçons levadas a cabo polo regime nazi durante a década de 30 do século passado, como é o caso de Germà Bel com Against the Mainstream: Nazi privatization in 1930s Germany, que viriam a reverter esses consensos sobre as políticas fascistas”. Antonio Torres, “El fascismo como problema teórico y práctico”, Revista La Comuna, 22 de maio de 2019.
http://www.revistalacomuna.com/…/el-fascismo-como-problem…/…

No período fascista a burguesia atingiu umha das suas maiores acumulaçons por mor da sobre-exploraçom à que era submetido o proletariado industrial e rural, logrando fabulosas fortunas.

A maioria dos grandes grupos económicos e financieiros do Ibex 35 tenhem a sua origem no franquismo. “Todas as multinacionais espanholas presentes na América Latina som, em última instância, filhas do triunfo da insurreiçom fascista em Espanha de 1936. BBVA, Banco de Santander, Abengoa, Iberdrola ou Unión Fenosa compartilham este elemento fundacional. O cidadao médio apenas imagina que a maioia dos consôrcios que dominam a economia espanhola surgem do triunfo franquista na guerra civil“ [Oriol Malló Villaplana, “El cartel español. Historia crítica de la Reconquista de México y América Latina (1898-2008)”, Madrid, Akal 2011].

À margem de debates academicistas, @Agora Galiza-Unidade Popular considera Vox umha força indiscutivelmente fascista.

O cerne da nossa linha discursiva contra as evidentes ameaças que representa o partido de Abascal nom tem como principal argumento ser umha força nostálgica da Espanha imperial e defensora do supremacismo espanholista, tampouco umha sesgada crítica das suas políticas homofóbicas e claramente machistas.

Como organizaçom socialista e revolucionária galega devemos denunciar que Vox representa o grupo de choque contra os direitos e conquistas da classe operária e do conjunto do povo trabalhador que necessita a burguesia na atual fase de agudizaçom da crise económica estrutural do capitalismo iniciada em 2008.

Pois segue plenamente vigente a interpretaçom e caraterizaçom marxista dos fascismos do período de entreguerras. Dimitrov no Relatório perante VII Congresso Mundial da Internacional Comunista, 2 de agosto de 1935, também conhecido como “A ofensiva do fascismo e as tarefas da Internacional na luita pola unidade da classe obreira contra o fascismo”, define o fascismo como a “ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, mais chovinistas e mais imperialistas do capital financieiro.

Também carateriza o fascismo como o “poder do próprio capital financieiro. É a organizaçom do ajustamento de contas terrorista com a classe obreira e o setor revolucionário dos camponeses e dos inteletuais”.

O Relatório precisa que “O desenvolvimento do fascismo e a própria ditadura fascista revestem nos distintos países formas diferentes, segundo as condiçons históricas, sociais e económicas, as particularidades nacionais e a posiçom internacional de cada país”.

O documento avança que “A subida do fascismo ao poder nom é umha simples mudança de um governo burguês por outro, senom a substituiçom de umha forma estatal da dominaçom de classe da burguesia -a democracia burguesa- por outra, pola ditadura terrorista aberta. Passar por alto esta diferença seria um erro grave, que impediria ao proletariado revolucionário movimentar as mais amplas camadas dos trabalhadores da cidade e do campo para luitar contra a ameaça da tomada do poder polos fascistas, assim como aproveitar as contradiçons existentes no campo da própria burguesia. Porém, nom menos grave e perigoso é o erro de nom apreciar suficientemente o significado que tenhem para a instauraçom da ditadura fascista as medidas reacionárias da burguesia que se intensificam atualmente nos países de democracia burguesa, medidas que reprimem as liberdades democráticas dos trabalhadores, restringem e falseam os direitos do Parlamento e agravam as medidas de repressom contra o movimento revolucionário”.
https://www.marxists.org/espanol/dimitrov/1935.htm

António Gramsci, fundador do PCI, sintetizou com lucidez e rigor os objetivos do fascismo: o fascismo é funcional à grande oligarquia; o fascismo dirige-se contra o movimento obreiro organizado e contra umha perspetiva revolucionária concreta ou potencial; e finalmente, o fascismo surge da crise, nom só meramente económica, senom da consequente crise política.

EIXOS CENTRAIS DO PROGRAMA DE VOX
A continuaçom debulhamos e sintetizamos as principais ideias força de Vox, como expressom mais desacomplexada do fascismo espanhol.

1- Política económica
-Apoio inquebrantável à propriedade privada, liberalizaçom e disminuiçom da intervençom do Estado na economia.
-Feche ou venda de todas as empresas públicas que gerem “perdas” e privatizaçom das participaçons do Estado em Rede Eléctrica, Indra, Enagás, etc.
-Privatizaçom das TV públicas autonómicas e locais.
-Privatizaçom plena de AENA e introduçom do setor privados na rede de transporte ferroviário de passageiros e mercadorias.
-Liberdade de contrataçons sem restriçons no mercado de alugueres, reforma da legislaçom das Socimis [Sociedades Anónimas Quotizadas de Inversom Imobiliária], absoluta facilidade nos despejos e poder absoluto de proprietários frente inquilinos.
-Conjunto de medidas de reforma fiscal em prol de beneficiar as rendas mais elevadas.
-Eliminaçom e reduçom de numerosos impostos deixando só dous tramos do IRPF frente os cinco atuais, um tipo único de 22% para rendas até 60.000 euros, frente 45% atual. Rebaixa fiscal profunda só beneficiará a burguesia.
-Reduçom dos impostos a Sociedades, passando do 25% atual a 12.5%.
-Utilizaçom do IVA para substituir as quotizaçons sociais.
-Reduçom do IBI [Imposto sobre Bens Imóbeis].
-Medidas de proteçom e melhoras laborais e económicas das forças repressivas: funcionariado de prisons, polícia, Guarda Civil. Neste âmbito, junto ao funcionariado de “justiça” e no mastondôntico setor da segurança privada, tem Vox umha boa parte do seus mais sólidos apoios.

2- Direitos e conquistas laborais
-Elógio da reforma laboral do PP, mas considera que é necessário acrescentar mais medidas visadas para o seu endurecimento.
-Defensa da limitaçom do direito a greve regulado em 1977. Propom umha “Lei de greve moderna”, pola que convocatória da greve exigirá o voto maioritário e secreto dos trabalhadores e trabalhadoras do setor [na atualidade podem acordá-la a maioria dos representates dos trabalhadores no Comité de Empresa]. @s trabalhadores/as que nom desejem somar-se, podem trabalhar com garantias [legalizaçom das esquirolagem].
-Atividade dos piquetes informativos só se poderia fazer no centro de trabalho. Comité convocante respostará perante a justiça dos danos físicos ou materiais.
-Possibilidade de rebaixar as condiçons dos convénios. Priorizam os convênios de empresa sobre os territoriais [autonómicos e provinciais].
“Os trabalhadores individuais devem de ter umha alternativa a qualquer convénio para acordar com o empresário a sua remuneraçom e condiçons de trabalho”. O empresário poderia subscrever no contrato do empregado condiçons laborais e salário menores que as garantizadas polo seu convênio.
-As indenizaçons por despedimento som elevadas, questiona o atual sistema de proteçom por desemprego e pretende reduzir as quotizaçons à segurança social.
-“Semi”privatizaçom do sistema pensions, perante a “avalancha de pensionistas”.
-Aumento da idade de jubilaçom e do número de anos quotizados para poder optar à pensom.

3- Demagogia, chauvinismo espanholista, centralizaçom política e reforma eleitoral
-Unidade de Espanha e defesa inquebrantável da unidade espanhola.
-Eliminaçom das Autonomias, com destaque para a suspensom imediata da Autonomia da Catalunha.
-Ilegalizaçom de partidos, associaçons e ONG´s que perseguem a “destruiçom da unidade territorial”, do quadro de acumulaçom e expansom de capital do bloco oligáquico espanhol.
-Dotaçom da máxima proteçom jurídica à sImbologia da naçom espanhola, especialmente a bandeira, hino e a Coroa.
-Agravamento das penas por “ofensas a Espanha” e aos seus símbolos.
-Eliminaçom do Senado.
-Conjunto de medidas claramente demagógicas e populista de cortes em gastos políticos, assesores, carros oficiais.
-Estabelecimento de um poder judicial de “ámbito nacional”.
-Fusom de concelhos e reduçom do número de representas locais.
-Reduçom dos sistema de financiamento autonómico com destaque para o Cupo Basco e o Concerto Navarro.
-Reforma do sistema eleitoral para que “os votos dos espanhóis sejam iguais e podam eleger os deputados num “distrito único nacional”.
-Supressom das quotas (por sexo) nas listagens eleitorais.

4- Código Penal e legislaçom repressiva
-Derrogaçom da lei de memoria histórica.
-Estabelecimento da cadeia perpetua sem possibilidade de revisom de prisom provisória ou de rebaixa da condena.
-Fim dos subsídios a partidos políticos, sindicatos, organizaçons que promovam “proselitismo ideológico”.
-Eliminaçom de privilêgios penitenciârios (salários, segurança social) a presos condenados por “terrorismo” e a imigrantes “ilegais”.
-Criaçom de um memorial de “vítimas do terrorismo”.
-Promover leis antiocupaçom. Autorizaçom a proprietários de “uso da força proporcional” para defender o “seu fogar” e propriedades. Alargará-se o conceito de legítima defesa.
-Eliminaçom do indulto, endurecimento das penas do Código Penal para “políticos corrutos” ou que “nom cumpram a legalidade”.

5- Sistema Sanitário
-Nom apostam num sistema sanitário universal.
-Advogam pola eliminaçom do acesso gratuíto à sanidade para imigrantes “ilegais” e copago para todos os imigrantes residentes que levem menos de 5 anos de permanência no Estado espanhol.
-Criaçom de um cartom sanitário único, um calendário de vacinaçom único e supressom da sanidade pública para intervençons quirúrgicas relacionadas com o aborto e mudança de sexo. A sanidade pública somente cubriria serviços de urgência.
-Dar de baixa todas as pessoas que apostem numha mútua privada.

6- Sistema Educativo
-Criaçom de um único sistema para todo o “território nacional”. Vox ataca duramente a educaçom pública, considerando-a umha farsa e “miragem”.
-Apostam porque as administraçons acheguem un cheque escolar às famílias com um importe equivalente “ao custe médio de um posto escolar num centro público”. O bono poderá-se convalidar tanto em centros concertados como privados.
-Defesa da lingua espanhola como veicular e obrigatória, enquanto as “co-oficiais”passem a ser estudadas como matérias optativas.
-Realizaçom de exames de controlo nos que se inclua a mediçom do conhecimento do espanhol.
-Limitaçom das ajudas do Estado a atividades culturais que nom fomentem o patriotismo espanhol.

7- Imigraçom
-Vox considera que qualquer imigrante que nom aceda ao Estado espanhol por vias legais seja incapacitado “de por vida”, e nom poda legalizar a sua situaçom, nem perceber qualquer tipo de ajuda da administraçom estatal.
-Deportaçom de imigrantes reincidentes que cometam delitos leves ou algum delito grave.
-Levantamento de “um muro infranqueável em Ceuta e Melilha”, e proporcionar à polícia e exército todo material e recursos necessários para vigiar as fronteiras e impossibilitar a entrada de imigrantes “ilegais”.

8- Violência machista, igualdade e direitos LGTBI
-Substituiçom da lei contra a violencia machista por “umha lei de violência doméstica” que nom julgue o sexo do agressor e nom facilite subsídios a associaçons feministas.
-Defesa da “vida” desde a concepçom até a morte natural. Reforma da lei de adoçom.
-Derrogaçom da lei de igualdade de género por “intervir totalitariamente na sociedade com o pretexto de promocionar as mulheres desde a premissa de que, senom se alcança um 50/50 em todos os ámbitos, é porque as mulheres som discriminadas”.
-Derrogaçom da lei LGTBI por considerar que contam com “privilêgios” e que estas associaçons “interfirem na educaçom, na administraçom e percebem subsídios”.
-Defesa da família tradicional e criaçom do “Ministêrio de Família”.
-Proibiçom dos ventres de aluguer e toda atividade que utilice como produto a compra e venda de seres humanos.
-Defesa da custôdia compartilhada como regra geral e proteçom do direito dos menores a relacionar-se con ambos progenitores.

9- Política internacional
-A diferença de outras organizaçons fascistas a nível europeu, Vox defende a continuaçom do Estado espanhol na UE.
-Considera necessário impulsionar um novo tratado europeu que aumente o peso do Estado espanhol na tomada de decisons dentro da UE.
-Intensidade e determinaçom nas açons diplomáticas para a devoluçom de Gibraltar.
-Apoio à entidade sionista.

10- Proteçom e promoçom da tauromaquia e da caça
-Impulsionar umha lei de proteçom que a considere como parte do “património cultural espanhol”.
-Sobre a caça estabelece como prioridade a sua proteçom como “umha atividade necessária e tradicional no mundo rural”. Promoçom de umha licença única e eliminaçom do sistema de licenças autonómicas.

11- Meio ambiente
-Mantimento das centrais nucleares “rentáveis”.