Comunicado nº 133: BASTA DE AGRESSONS IMPERIALISTAS CONTRA A VENEZUELA

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BASTA DE AGRESSONS IMPERIALISTAS CONTRA A VENEZUELA

A pesar da crise internacional do coronavírus, a agressom e bloqueio imperialista contra a República Bolivariana de Venezuela nom só continua, padece um endurecimento e incremento.

O imperialismo norteamericano insiste umha vez mais em tentar submeter e dobregar a Venezuela para instaurar um governo vendepátrias ao serviço de Washingtom.

Sob a falsa justificaçom do combate ao narcotráfico, o governo terrorista dos EUA solicita a captura internacional do Presidente Nicolás Maduro, de Diosdado Cabello e outros altos dirigentes da Revoluçom Bolivariana.

Após o anúncio efetuado polo Departamento de Justiça Norteamericano, no que oferece 15 milhons de dólares aos que colaborem na sua captura, soma-se umha nova tentativa de golpe de estado promovida polo fascismo venezuelano.

A passada segunda- feira 23 de março, foi incautado pola polícia na Colômbia um arsenal de guerra. O ex-general das FANB retirado, atualmente opositor a Maduro, Clever Alcalá, involucrado nesta operaçom, confesou que se tratava de umha nova tentativa golpista com o apoio de Juan Guaidó, Leopoldo López e outros representantes da oligarquia, em colaboraçom com assesores norteamericanos.

O objetivo era atentar contra a vida de vários dirigentes para descabeçar o governo bolivariano.

A atitude de completa indiferença e passividade cúmplice do governo espanhol do PSOE/Unidas Podemos é mais que preocupante.

Espanha continuam refugiando na embaixada de Caracas o fascista Leopoldo López, implicado em várias açons golpistas e involucrado nesta nova tentativa terrorista.

O governo de Pedro Sánchez deve entregar este terrorista imediatamente às autoridades venezuelanas.

Perante a via insurecional e terrorista do governo de Trump, do narco-estado colombiano e da UE, cumpre exercer a solidariedade internacionalista com a Venezuela.

Defender a Revoluçom Bolivariana é defender a soberania nacional dos povos que luitam contra imperialismo na América Latina e no conjunto do planeta.

Agora Galiza-Unidade Popular transmite novamente o apoio ao governo legítimo da República Bolivariana de Venezuela presidido por Nicolás Maduro Moros.

Apelamos para o povo trabalhador galego a nom acreditar nas manipulaçons e falácias dos meios de des-informaçom do inimigo, estar alerta perante a agenda golpista que pretende a desestabilizaçom política e económica da Venezuela.

Exigimos ao governo espanhol que manifeste a sua solidariedade com a soberania nacional da Venezuela, condene rotundamente esta nova ameaça do imperialismo norteamericano, e abandone o bloqueio criminoso que padece a Pátria de Bólivar e Chávez.

Viva a Revoluçom Bolivariana!
Indepêndencia e Pátria Socialista!
Galiza-Venezuela, solidariedade!

Na Pátria, 31 de março de 2020

Comunicado nº 5 de Agora Galiza-Unidade Popular da Lourinha: NOM LIVRAMOS TODOS, FALTA UM!

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NOM LIVRAMOS TODOS, FALTA UM!

Agora Galiza-Unidade Popular da Lourinha manifesta o seu apoio ao companheiro investigado por agressons, e aos 20 vizinhos acusados de “desordem público”, polo acontecido no Multiusos das Poças de Mós, 24 de setembro de 2019.
Após os altercados e a cancelaçom do ato sobre o “Projeto da Cidade Desportiva do Celta”, organizado polo governo municipal do PP de Mós, Nidia Arévalo junto com a cumplicidade da Guarda Civil, Policía Local, e contratando com fundos públicos um advogado, denunciou quase umha veintena de vizinhos [2 deles militantes de Agora Galiza-Unidade Popular] por desordem pública e suposta agressom a um lacaio do Partido Popular.
A denúncia foi efetuada contra vizinhos que pertencem às diferentes associaçons e organizaçons políticas que rejeitam o projeto. O objetivo desta montagem é criminalizar e intimidar a populaçom mosense na luita pola defesa do monte comunal.
Posteriormente às declaraçons de todos os investigados, o julgado nº 2 do Porrinho rejeitou as acusaçons por desordem pública contra todos os vizinhos e vizinhas de Tameiga, mas continua a investigaçom contra um ativista desta luita popular ao considerar que pode existir um delito de agressom.
Ao conhecer-se a sentença, a “plataforma Auga é Vida” emitiu um comunicado, com o apoio da Comunidade de Montes de Tameiga e os partidos da oposiçom, celebrando o resultado da sentença, exigindo desculpas públicas da alcaldesa,mas sem manifestar nem o mínimo apoio a este vizinho que continua investigado.
Consideramos umha absoluta covardia e total falta de solidariedade isolar e silenciar a situaçom de um companheiro que sofre a repressom do fascismo mosense por luitar consequentemente.
Alguns dos membros investigados das associaçons e organizaçons da oposiçom que no dia dos altercados do 24 de setembro, fôrom mediar com os fascistas e que instárom a populaçom a nom assistir ao pleno organizado na seguinte semana por medo a que acontecesse o mesmo, som os que continuam sem dar explicaçons sobre o suposto envio de “faturas falsas” fortalecendo o PP, e que agora silenciam a repressom contra este ativista da luita popular.
Agora Galiza- Unidade Popular manifesta com total contundência o apoio a este vizinho acusado, sejam certas ou nom as imputaçons. Toda açom insolidária só contribui para reforçar a imagem de Nidia e do PP.
Também instamos o povo trabalhador mosense a denunciar e desmarcar-se de todos aqueles que “possando à esquerda”, aproveitando a sua posiçom tanto nas associaçons como organizaçons, realizam manobras que servem de utilidade aos fascistas e perjudicam a luita pola defesa do monte.

Toda luita na defesa do monte é legitima!
Stop à repressom!
Mós, 18 de março de 2020

Comunicado nº 132: MEDIDAS ANUNCIADAS POLO GOVERNO ESPANHOL NOM GARANTEM DIREITO AO TRABALHO NEM EVITARÁM DEPAUPERAÇOM DE AMPLAS MASSAS POPULARES

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MEDIDAS ANUNCIADAS POLO GOVERNO ESPANHOL NOM GARANTEM DIREITO AO TRABALHO NEM EVITARÁM DEPAUPERAÇOM DE AMPLAS MASSAS POPULARES

Há pouco mais de 72 horas afirmamos que sob o combate ao coronavírus, e com a declaraçom do estado de alarma, o governo espanhol de coaligaçom de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, aplicaria um pacote de medidas restritivas em direitos e liberdades básicas.

Que as medidas adotadas polo governo espanhol PSOE-Unidas Podemos, para combater o coronavírus, som insuficientes, ineficaces e improvisadas.

Afirmamos que assistiriamos a umha centralizaçom administrativa, e sobretodo à concentraçom de poderes bonapartistas em Pedro Sánchez e na sua camarilha de ministros.

A reaçom do Ibex 35 às medidas adotadas há umhas horas polo Conselho de Ministros, subindo um 6%, e o aplauso da CEOE e dos aparelhos sindicais amarelos, exprimem com nitidez quem beneficia primordialmente o pacote económico anunciado por Pedro Sánchez.

Num inapropriado tom “épico”, emulando ridiculamente momentos trascendentais da história contemporánea mundial, o presidente Sánchez evitou mais umha vez adotar as medidas execionais que a situaçom reclama.

O pacote de medidas por valor de 200.000 milhons de euros aprovado polo Conselho de Ministros, em realidade nom passa de umha série de migalhas para a classe trabalhadora e pensionistas, que nom evitará condenar à depauperaçom amplíssimos setores populares.

Nom se garante proibir a reduçom de salários, o incemento de horários laborais, a perda de direitos e o corte das conquistas adquiridas na luita operária e popular.

Mas sim, com estas medidas anunciadas, o governo de coaligaçom PSOE-Unidas Podemos agiliza os ERTE, assumindo o Estado os custos salariais dos despedimentos sem nengumha responsabilidade para o empresário.

Nom só renúncia a incrementar as taxas impositivas ao grande Capital, opta por facilitar-lhe mais de 150 mil milhons das arcas públicas sem contrapartida algumha.

Renunciou à incautaçom e nacionalizaçom do sistema sanitário privado para fazer frente com eficácia e sem “danos colaterais” ao coronavírus, e garantir assim a saúde do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, basicamente das suas fraçons mais vulneráveis.

Renunciou à incautaçom e nacionalizaçom de setores estratégicos da economia [sistema elétrico, água, gâs, transportes, telecomunicaçons, indústria farmaceútica] para assim poder fazer frente com eficácia ao vírus. Renunciou a apropriar-se de ingentes recursos em maos da oligarquia para garantir que o impacto económico recaia sobre o povo trabalhador e empobrecido.

É hora de exigir que a banca devolva os 70.000 mil milhons de euros injetados polo governo de turno para salvar a rapina ilimitada dos banqueiros que só provocam sofrimento e dor entre a maioria social.

Em vez de solicitar que a corruta monarquia bourbónica que continua parasitando e roubando, entregue os milhares de milhons acumulados em comisons e negócios ilegais, depositados em paraísos fiscais, Pedro Sánchez reitera o seu apoio incondicional à monarquia postfranquista.

Com este conjunto de medidas de choque visadas fundamentalmente para “tranquilizar” os ánimos, para amortecer as contradiçons de umha sociedade ainda dominada pola parálise e o shock que gera o medo e a incerteza, sobrebombardeada deliberadamente com notícias alarmantes, Pedro Sánchez também pretende ganhar tempo e basicamente satisfazer a natureza insaciavelmente depredadora da oligarquia.

Unicamente som dias duros para os que vendemos a nossa força de trabalho, para os que vivimos do nosso suor e esforço. Nom nos deixemos manipular nem enganar!

Perante este cenário tam adverso, apelamos para a classe operária galega, ao povo trabalhador e empobrecido, estar alerta perante as consequências negativas da crise sanitária e económica para a nossa classe e para a naçom galega.

É hora da unidade da nossa classe para defender as conquistas e direitos atingidos com suor, lágrimas e sangue em mais de 170 anos de luita obreira. O capitalismo nom só nom garante o direito à vida. Pretende que paguemos a sua negligência, improvisaçom e lógica depredadora.

Claro que o combate ao vírus entende de classes, territórios e ideologias. Eis polo que continua sem fechar Madrid, facilitando a expansom do contágio.

Os ricos salvaram-se, enquanto os pobres no momento em que colapse um sistema sanitário mui afastado da realidade idílica que nos apresentam, seremos submetidos ao darwinismo social. A classe operária segue sendo obrigada a assistir às fabricas, talheres, obras, empregos, para assegurar o ganho do Capital.

A burguesia está praticando puro terrorismo ao desprezar a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras e pretendendo fazer-nos pagar esta crise sanitária global.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita que Galiza deve ser blindada de imediato por terra, mar e ar, paralisando o seu transporte com o exterior, e impondo o feche da indústria e setores produtivos que nestes momentos nom tenhem relevância estratégica.

Solicitamos a retirada imediata do exército espanhol das nossas ruas e a sua reclusom nos quartéis.

Alertamos o povo trabalhador e empobrecido da Galiza a nom deixar-se manipular e instrumentalizar, a cuidar do mais prezado que temos, a nossa saúde, a exercer a solidariedade de classe, nom deixar-se arrastar polos boatos e a psicose coletiva promovida polos meios de [des]informaçom da oligarquia, mas também preparar-se para defender com firmeza e contundência as conquistas, direitos e liberdades que tentarám suprimir e reduzir. Nom podemos deixar-nos fumigar polas falaces justificaçons de que todos deveremos colaborar na “recuperaçom económica”.

Quando se controle a pandemia virám tempos ainda mais turbulentos, onde só a nossa luita organizada e unida poderá inclinar a balança para o nosso campo e nom para os responsáveis desta catástrofe social.

Unidos venceremos, divididos pereceremos!
Viva o povo trabalhador galego!
Viva o país dos mil rios e dos dez mil castros!
Até a vitória sempre!

Na Pátria, 17 de março de 2020 [no terceiro dia do estado de alarma]

Comunicado nº 131: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Luita e mobilizaçom contra o fraudulento governo “progressista” e a ameaça fascista

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega

Luita e mobilizaçom contra o fraudulento governo “progressista” e a ameaça fascista

Um setor considerável da nossa classe optou, 10 de novembro passado, por exercer o voto para retirar os inquilinos da Moncloa. Porém, boa parte das trabalhadoras e trabalhadores que favorecérom um governo de coaligaçom alternativo ao PP, figérom-no sem entusiasmo.

A lógica do “mal menor”, que define o comportamento eleitoral do proletariado galego, e do conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, é consequência da dramática ausência

de umha força política classista com influência de massas, do estado de amorfismo, marasmo, resignaçom e desmobilizaçom que carateriza a classe obreira galega. Da carência de perspetivas e de dinámicas de luita, combate e mobilizaçom.

Ainda segue presente a errónea decisom de desconvocar a última hora, por puro taticismo elitoralista, a greve geral de 19 de junho de 2018, dando crédito, um cheque em branco, ao governo de Pedro Sánchez. Dous anos depois nom se materializárom nengumha das promessas do PSOE de revogar a reforma laboral, a lei mordaça e a LOMCE.

A esquerdinha segue instalada no eleitoralismo, hipotecada polo cretinismo parlamentar, obssesionada por gerir as migalhas institucionais que o sistema pemite, alimentando irresponsavelmente a falsa “normalidade democrática”, o interclassismo e cidadanismo que facilita a ofensiva burguesa contra nós, o povo trabalhador galego.

Sem forças genuinamente operárias na sua composiçom, linha discursiva, açom teórico-prática e orientaçom, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista.

Afortunadamente a memória histórica do mundo do Trabalho custódia e ratifica que todas as conquistas e avanços, sem exceçom, fôrom atingidos na luita nas fábricas, nos centros de trabalho e nas ruas. Som resultado do suor, das lágrimas e do sangue operário. Nada nos foi regalado em balde! Nom fôrom concessons gratuítas do nosso inimigo irreconciliável.

Nengum do grandes avanços históricos da classe operária e dos povos se atingírom defendendo remendinhos nos seus parlamentos. A institucionalizaçom dos direitos que agora estám sendo progressivamente desmantelados, foi consequência da nossa pressom, resultado da nossa mobilizaçom e firme vontade de construir um mundo novo sem exploraçom nem opressom.

Agora Galiza-Unidade Popular, perante o grau de desmobilizaçom da nossa classe, da situaçom de debilidade organizativa da esquerda revolucionária galega, nom considera tarefa prioritária participar nos processos eleitorais. 10 de novembro de 2019 optamos coerentemente pola abstençom.

A açom política do atual governo espanhol PSOE-Unidas Podemos, constata que mais alá de gestos e formas, é simplesmente mais do mesmo! É um governo social-liberal com incustraçons socialdemocartas, carente de ambiçom transformadora, dotado de um morninho programa neokeynesiano que já está incumprindo. Um governo obediente aos diktados da UE e submisso ao patronato, Ibex 35 e grande Capital.

Eis polo que 5 de abril, nem apoiamos nem participamos em nengumha das candidaturas que se apresentam.

É indiscutível a existência de umha aspiraçom socialmente compartilhada por um setor mui amplo do povo trabalhador da urgência de sacar o PP do governo da Junta da Galiza.

Embora descartamos apelar publicamente à abstençom, estamos conscientes que no caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se poda configurar nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo similar ao de PSOE e Unidas Podemos.

Nom podemos pois alimentar o ilusionismo eleitoral, nem falsas expetativas. As mudanças e profundas transformaçons que a classe trabalhadora galega demanda e a Galiza necessita, será resultado de um processo revolucionário, e nom derivará de aritméticas parlamentares do sistema eleitoral burguês. Nom é possível implementar políticas ao serviço do povo trabalhador sem tombar o regime postfranquista.

As tendências em curso de involuiçom política, de eclossom do fascismo sem complexos, só poderám ser freadas e derrotadas na rua.

Com o fascismo sem disfarces de Vox, com o neofalangismo de C´s, e com o viragem de extrema direita do PP, nem se se dialoga nem se negoceia. Simplesmente deve ser isolado, denunciado, ilegalizado e esmagado! Branqueá-lo com o jogo institucional burguès só contribui para reforçá-lo.

Neste 10 de Março nom só lembramos e honramos a luita operária de Ferrol de 1972, Daniel Niebla e Amador Rei, assassinados pola polícia por reivindicar direitos para o proletariado galego.

 

Neste Dia da Classe Obreira Galega também reivindicamos a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga “Piloto”, um dos últimos combatentes da resistência político-militar ao fascismo, vilmente abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada em 1965.

 

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate antifascista, na articulaçom do movimento popular que na década de setenta se desenvolvia sob um programa ruturista em prol dos direitos sociais e plenas liberdades sociais e nacionais.

   

Ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza-Unidade Popular tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para os setores mais avançados da classe operária e do povo trabalhador galego, a configurar um pólo classista e patriótico, que combata o fascismo e desmascare o fraudulento governo do tandem Pedro Sánchez/Pablo Iglesias.

Piloto, Amador, Daniel, a luita continua!

Viva a classe obreira galega!

Independência e Pátria Socialista!

Na Pátria, 7 de março de 2020

Comunicado nº 130: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Só o Socialismo garante a verdadeira emancipaçom das trabalhadoras

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Só o Socialismo garante a verdadeira emancipaçom das trabalhadoras

A específica marginalizaçom, opressom e dominaçom que padecem as mulheres trabalhadoras no capitalismo deve ser denunciada e combatida.

Só mediante a mobilizaçom, só empregando todo tipo de mecanismos e métodos de luita, se pode lograr avançar na conquista dos direitos que formalmente estám contemplados na legislaçom, mas que na realidade nom passam de umha quimera na vida diária da imensa maioria das mulheres trabalhadoras que vendem a sua força de Trabalho.

Porém, nom passa de umha falsa ilusom gerada polo feminismo pequeno-burguês e liberal-“progressista”, acreditar na viabilidade de construirmos umha sociedade igualitária de mulheres e homens na sociedade capitalista. Nada mais falso que acreditar que isto poda ser possível sob um sistema caraterizado pola acumulaçom individual de riqueza mediante a exploraçom da força de trabalho social.

O atual discurso hegemónico, e portanto a orientaçom do movimento feminista galego, só alimenta o amorfismo, marasmo e fragmentaçom do movimento popular.

Um discurso deliberadamente orientado a nom deslindar a luita das mulheres trabalhadoras, das que padecem nas suas carnes a exploraçom do Capìtal, as taxas mais elevadas de desemprego, de precariedade laboral, as que recebem um salário mui inferior realizando idêntico trabalho que os homens, das que devem realizar umha dupla ou tripla jornada laboral assumindo as tarefas do cuidado e manutençom das suas famílias, que nom podem exercer os seus direitos sexuais e reprodutivos, as liberdades, combater com eficácia a violência machista, daquelas mulheres da aristocracia operária e da pequena burguesia funcionarial.

Porque o género nom define a luita pola emancipaçom e a exploraçom capitalista. Porque as mulheres em abstrato nom som um sujeito potencialmente revolucionário. É a classe e portanto as mulheres trabalhadoras, o eixo e sujeito articulador do movimento pola plena emancipaçom das mulheres que vendem a sua força de Trabalho.

Nom existe um nexo em comum entre os interesses objetivos de umha proletária do têxtil ou da conserva, com Marta Ortega, Ana Botín ou a “rainha” Letizia. Sim existem entre o proletariado feminino do setor da limpeza, do transporte ou da hotalaria com o proletariado masculino. É a classe e nom o género o núcleo vertebrador da luita contra a aliança simbiótica entre patriarcado e Capital.

Corresponde sem lugar a dúvidas às mulheres trabalhadoras dirgir o combate às contradiçons, ao machismo e ao patriarcado instalado no seio do conjunto da classe operária e do povo trabalhador e empobrecido, e nas suas organizaçons políticas e sociais.

Mas só umha sociedade superadora do capitalismo, umha sociedade Socialista, pode sentar as bases para erradicar o patriarcado das relaçons sociais, das mentalidades e das inércias de milhares de anos.

Mas o feminismo pequeno-burguês e liberal-“progressista”, que reproduz acriticamente o discurso postmoderno tam do gosto do Capital, que convoca inofensivas “greves gerais” apoiadas polas mulheres da burguesia e da oligarquia, que só distrai as mulheres trabalhadoras da contradiçom principal, está colaborando consciente ou inconscientemente com a desmobilizaçom, divisom e amorfismo no que está instalado o movimento operário.

8 de Março é o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, nom é o dia das mulheres, nem da mulher.

As origens do 8 de Março nom emanam das “sufragistas” burguesas, nem os seus objetivos se podem reduzir ao que brilhantemente descreveu Alexandra Kollontai. “Qual é o objetivo das feministas burguesas? Conseguir as mesmas vantagens, o mesmo poder, os mesmos direitos na sociedade capitalista que possuem agora os seus maridos, pais e irmaos.

Qual é o objetivo das operárias socialistas? Abolir todo tipo de privilêgios que derivem do nascimiento ou da riqueza. À mulher obreira é-lhe indiferente se o seu patrom é homem ou mulher”.

As origens do 8 de Março derivam da luita das mulheres bolcheviques. A data foi adotado em 1910 em Copenhaga, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas. Está insdisoluvelmente ligada a Clara Zetkin, a Rosa Luxembrugo, a Alexandra Kollontai, a Nadezhda Krupskaya, a Inessa Armand, todas elas pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo contra o capitalismo.

8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita onde nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista.

O feminismo hegemónico, tanto o liberal-“progressista” como o pequeno-burguês, nom questiona os alicerces da dominaçom burguesa, está esterilizado para encabeçar e dirigir umha mudança genuinamente revolucionária visada para superar a exploraçom, opressom e dominaçom que padece o conjunto do povo trabalhador galego.

Eis polo que boa parte do seu programa é assumido por as forças políticas sistémicas, tanto as social-liberais como as socialdemocratas, pois nom tem como objetivo dar xaque mate ao capitalismo.

Eis polo que o seu discurso é divulgado por umha parte dos meios de [des]informaçom sistémicos, perfeitamente conhecedores da sua funcionalidade para amortecer a contradiçom antagónica entre Capital-Trabalho.

Frente a este feminismo, as mulheres trabalhadoras que somos exploradas polas mulheres da burguesia, nas suas fábricas, nos seus centros de trabalho, nas tarefas domésticas das suas casas, temos que hastear a bandeira do feminismo de classe, do feminismo socialista galego.

Enquanto facilite a presença no movimento de forças reacionárias como o PSOE; enquanto se centre em tecer um artificial e disfuncional “unitarismo” oco; enquanto se continue a alimentar a ilusom de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo, o patriarcado e a dependência nacional, o movimento feminista nom logrará organizar e movimentar as mulheres trabalhadoras, incrementar a sua consciência.

Do contrário nunca lograremos acumular forças rebeldes visadas para organizar a Revoluçom Galega, única alternativa viável para sentar as bases do enterro do patriarcado e da sua aliança simbiótica com o capitalismo.

 Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

 Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

 Na Pátria, 2 de março de 2020

1870-2020. 150 aniversário do nascimento: LENINE, PROMOTOR DO COMUNISMO, A CAUSA DO AMOR E A BELEZA

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1870-2020. 150 aniversário do nascimento
LENINE
PROMOTOR DO COMUNISMO, A CAUSA DO AMOR E A BELEZA


Neste 150 aniversário do nascimento de Lenine, a esquerda revolucionária galega quer comemorar esta data, para continuar incidindo na imprescindível batalha de ideias que contribua a resgatar o projeto emancipador e libertador que representa o marxismo, do sequestro ao que está submetido polos diversos reformismos, no ámbito institucional e académico.
Reivindicamos Lenine nom desde postulados nostálgicos ou folclóricos. Sim desde o fragor da luita de classes e a insurgência socialista/comunista.
Lenine elaborou as leis fundamentais da Revoluçom Socialista, deslindando sem ambiguidades os objetivos e tarefas da classe operária.
Elaborou o modelo de partido de vanguarda. Plenamente vigente e mais necessário que nunca frente ao amorfismo cidadanista da nova socialdemocracia.
Lenine estudou em profundidade, e com rigor analítico caraterizou a atual fase imperialista do capitalismo crepuscular.
Lenine defendeu a independência de classe, a direçom operária e um programa genuinamente classista, frente os adulterados modelos interclassistas dirigidos pola pequena-burguesia, que transformárom os partidos comunistas em maquinárias eleitorais para desputar à burguesia a gestom do capitalismo. A classe operária e os seus aliados deve configurar umha força social própria com disposiçom subjetiva e consciente, visada estrategicamente ao confronto. “Todo é ilusom menos o poder!”
Lenine, e portanto o leninismo, demonstrou que os grandes problemas da vida dos povos só se resolvem pola força.
Lenine elaborou a intransigente defesa da autodeterminaçom dos povos, nom como um direito formal, mas sim como umha necessidade que deve ser exercitada frente ao imperialismo e chauvinismo.
Lenine resituou o internacionalismo no eixo da estratégia revolucionária do proletariado.
Lenine nom cansou de demonstrar que o Estado nom é neutral, combatendo a ingenuidade política de acreditar que defende a “todos por igual”, que Governo nom é sinónimo de poder, que nom há revoluçom possível sem mudar o regime social, sem confrontaçom para a tomada do poder.
Frente as grotescas tendências hegemónicas na esquerdinha: pacifismo, eleitoralismo, timoratismo, covardia, conforto institucionalista, pactismo, conciliaçom, unitarismo sem princípios, Lenine é o melhor antídoto para combater sem trégua a banalizaçom e esterilizaçom do projeto anticapitalista polo reformismo e o revisionismo que caraterizam as forças denominadas “comunistas”.
Para reconstruirmos e recuperarmos as bases fundacionais do marxismo, encontraremos em Lenine as ferramentas que nos permitem avançar nesta tarefa essencial.
A imensa obra teórico-prática de Vladímir Ilich Uliánov é o melhor antídoto contra a deturpaçom, os muros de contençom e a fraudulenta claudicaçom revestida de marxismo, que carateriza o agir da “esquerdinha”, essa prolongaçom “progressista” do pensamento burguês.
Lenine representa o mais aperfeiçoado conteúdo rebelde e subversivo do fio condutor e motor da História dos explorados e opimidas.

 

INAUGURADO ENCONTRO ANTI-IMPERIALISTA DE CARACAS

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INAUGURADO ENCONTRO ANTI-IMPERIALISTA DE CARACAS


Paralelamente à cimeira terrorista de Bogotá, na que o lacaio de Guaidó foi receber instruçons de Mike Pompeo para continuar desestabilizando a Venezuela Bolivariana, e da cimeira de Davos [Suiça], onde a oligarquia mundial traça os seus planos para agudizar a exploraçom e dominaçom das imensas maiorias, em Caracas foi inaugurado o Encontro Mundial contra o imperialismo.
Centenares de delegad@s dos cinco continentes, ateigárom as instalaçons do hotel Alba para manifestar a solidariedade internacionalista com a Revoluçom Bolivariana, e debater sobre a peremptória necessidade de articular umha ampla aliança anti-imperialista.


A esquerda revolucionária galega está participando ativamente no Encontro, divulgando a causa independentista galega e a necessidade de construir umha insurgência global de caráter e programa socialista.


Carlos Morais, portavoz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular, participou em diversos foros, mantivo reunions e contatos com forças políticas e sociais, e foi entrevistado por vários meios de comunicaçom.

Comunicado nº 127: Feliz 2020! Luitando há vitórias

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Feliz 2020!

Luitando há vitórias

Os resultados dos diversos processos eleitorais que sucedérom ao longo do ano que finaliza, constatam a grave situaçom de desmobilizaçom operária e popular, e os avanços na recomposiçom do regime de 78.

Contrariamente ao falso triunfalismo da “esquerda” sistémica, o cenário de um provável governo encabeçado polo PSOE com ministros da nova socialdemocracia, nom vai mudar substancialmente as condiçons de vida da nossa classe, nem reverter a crise estratégica que padece o projeto nacional galego.

2019 foi novamente um ano negativo para as condiçons de vida da maioria social, para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza. Afirmarmos o contrário seria falsear a realidade. E a verdade sempre é revolucionária!

Mas 2019 também foi um ano de retrocessos das cada vez mais precárias bases materiais e imateriais da Naçom galega, submetida polo Estado imperialista espanhol e a UE.

Lamentavelmente o ano no que comemoramos o centenário da fundaçom da III Internacional, foi mais umha vez desaproveitado pola classe trabalhadora galega, para articular um bloco operário e popular socialista, patriótico e feminista.

Carentes de umha vanguarda consistente e preparada, com capacidade de liderato, direçom e intervençom, seguiremos desarmados e instalados na derrota.

Sem darmos passos tangíveis para avançarmos na reorganizaçom da esquerda revolucionária galega nom poderemos fazer frente à ofensiva do Capital e do projeto imperialista da oligarquia espanhola. É pois urgente e necessário proseguir nesta tarefa.

O ilusionismo eleitoral promovido polo reformismo autótone e o foráneo, só contribui para reforçar o postfranquismo e a bloquear a imprescindível ofensiva de luita sem a qual só seguiremos retrocedendo em direitos, conquistas e liberdades.

Seguir acreditando em inofensivas maiorias aritméticas ao PP, depositar esperanças em governos alternativos a Feijó, é a mais eficaz receita para esterilizar as imensas potencialidades e capacidade de combate e vitória da classe operária.

Governe quem governe, ocupe quem ocupe a Moncloa ou Sam Caetano, apliquem políticas mais reacionárias ou mais progressistas, só derruvando o regime de 78 se podem sentar as bases da emancipaçom.

Nada pois devemos aguardar do tandem PSOE-Podemos, mais alá de remendinhos, maquilhagens, atrativas declaraçons, brindes ao sol e gestos para a galeria desprovistos de conteúdo. No cerne, seguirám as políticas continuistas das últimas quatro décadas, agravadas pola ausência de ferramentas defensivas e pola plena claudicaçom da esquerdinha sistémica.

Frente aos silêncios cúmplices e os calculados oportunismos, prognosticamos que o possível Governo PSOE-Podemos, vai ser umha estafa, um monumental engano.

A carência de entusiasmo popular exprime o que se pode aspirar de umha falsa alternativa às políticas do PP. Mais alá da retórica e de mornas medidas neokeynesianas, nom derrogará a reforma laboral, a lei mordaça, a LOMCE, nom cessará no reforçamento do chauvinismo espanhol frente ao legítimo e necessário exercício da autodeterminaçom.

Sob formas e estilos mais suaves, implementarám sob discurso progre aquelas medidas exigidas polo Ibex 35 e a UE para dar novas voltas de porca visadas para disciplinar o movimento operário.

Aqui encontramos a chave que nos permite compreender o avanço e recomposiçom do fascismo sem complexos, cada dia mais reforçado, e portanto mais perigoso. Em vez de fazer frente a esta ameaça, a “esquerdinha” opta por branqueá-lo, por alternar com ele.

Deste jeito reforça o confusionismo que facilita o desencanto e a frustraçom, caldo de cultivo do avanço da demagogia populista fascista.

A pequena-burguesia covarde e pactista, empoleirada na direçom da pseudoesquerdinha, segue alimentando expetativas sobre a falsa via para conquistarmos a nossa emancipaçom.

Mas o capitalismo nom se pode reformar, nem a democracia burguesa serve para poder sentar as bases de umha nova sociedade, presidida pola igualdade e a liberdade.

Mas frente às alternativas promovidas polo sistema, frente o capitalismo verde e o capitalismo lilás, a única alternativa ao caos no que estamos instalados, e à cada vez mais imediata catástrofe ecológica a que nos conduz a depredaçom da burguesia, só há umha saída: a Revoluçom Socialista.

Mas esta nom será resultado de urnas, de post, de tuiters ou relatos edulcorados e politicamente corretos, de exercer normalidade democrática. As grandes transformaçons no século XXI serám resultado das barricadas, dos confrontos diretos com as forças repressivas do Capital, de insurreiçons e rebelions populares, do exercício do poder operário e popular, da expropriaçom dos meios de produçom, do lume purificador … da luita organizada e unitária do povo trabalhador e empobrecido.

A segunda metade de 2019 mostrou-nos no Equador, no Chile, na Catalunha, na França a sua viabilidade, e o terror que provoca nos poderosos. Mas também novamente os sucessos da Bolívia nos ensinárom a incapacidade da via progressista para poder consolidar avanços e conquistas, e qual é o verdadeiro rostro do terror imperialista.

Conscientes das dificuldades e do cenário adverso nom nos resignamos nem claudicamos

Em Agora Galiza-Unidade Popular temos claro que em 2020, continuaremos a travessia polo deserto, com escasas margens de manobra e intervençom, sem aliados nem perspetivas de avanços destacados.

Só contamos com a companhia e o arroupe das bandeiras da rebeliom, com a firmeza nos princípios e o optimismo da vontade. Porém, seguiremos estando presentes nas luitas e batalhas da nossa classe, defendendo com coragem e decisom que a única alternativa frente a tanto falabarato, é o horizonte estratégico da Revoluçom Socialista Galega.

A independência de classe e a firmeza ideológica som os únicos antídotos para evitar desviaçons e mutaçons em difusos apêndices ou triviais satélites do reformismo.

Com todas as dificuldades inimagináveis, seguiremos trabalhando na configuraçom de um bloco popular antifascista. Porque tal como nos ensina a memória da luita de classes, o fascismo deve ser denunciado e combatido sem contemplaçons nem panos quentes, com unidade, coragem, firmeza e determinaçom.

Continuaremos defendendo a necessidade de organizar a insurgência global, de promover o internacionalismo prolétário, combatendo sem trégua toda tentativa de confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos polo Estado espanhol.

Frente a este cenário ou claudicamos ou resistimos. Agora Galiza-Unidade Popular nom duvida qual é a única alternativa. Eis polo que apelamos à juventude trabalhadora galega a implicar-se ativamente na tarefa histórica de reconstruir as ferramentas de combate e vitória que necessita a nossa classe e a nossa naçom.

Sabemos que sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons, que sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social permanente e encadeada, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá disputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Queremos ser como aqueles vagalumes que ainda resistem nos muros. Embora mermados e cada vez mais difíceis de encontar, seguem emanando luz entre a oscuridade.

Nom queremos despedir-nos sem transmitir umha sincera saudaçom revolucionária a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza-Unidade Popular representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, tod@s @s represaliad@s, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2019 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo equatoriano, chileno, sírio, catalám, palestiniano, colombiano, iraquiano, afgao, venezuelano, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de dezembro de 2019

Comunicado nº 126: O SHOW DA CIMEIRA CLIMÁTICA FRACASSA UMHA APÓS OUTRA

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O SHOW DA CIMEIRA CLIMÁTICA FRACASSA UMHA APÓS OUTRA

A 25º ediçom da última conferência da ONU sobre a mudança climática 2019 (COP25), celebrou-se em Madrid, capital do Estado espanhol. Perante os contundentes protestos e mobilizaçons promovidas polo povo trabalhador contra o reacionário e terrorista governo de Piñera no Chile, as élites políticas optárom por trasladá-la.

Nesta nova cimeira, organizada entre o dia 3 ao 13 de dezembro, constatou-se de novo a falta de vontade das grandes potências económicas mundiais para estabelecer medidas contundentes para frear a mudança climática e a cada vez mais visível catástrofe ecológica cara a que caminha o planeta.

Mas em todas as cimeiras e conferências promovidas pola ONU, nom há interesse em denunciar o principal responsável da mudança climática e da destruçom do planeta, o capitalismo.

Estes shows internacionais promovidos polo imperialismo, limitan-se a fazer mornas declaraçons, tecer inconsistentes acordos e estabelecer medidas de caráter superficial, que nom afeta nem o mais mínimo à raíz do problema. Desviam a questom, culpando e responsabilizando a maioria da populaçom, de sermos cúmplices da situaçom na que está sumida o planeta, como se adotando medidas de caráter individual no ámbito de consumo, sem questionar os paradigmas e mudar o sistema e o modo de produçom, fosse suficiente.

Esta última conferência sobre a mudança climática, na que estivo presente Greta Thunberg, títere do capitalismo verde, e na que participárom mais de 200 países, de novo contou com a cobertura maciça dos méios de des-informaçom burgueses, interessados em dar a este tipo de atos a maior repercussom social.

Ao igual que aconteceu nas 24 ediçons anteriores, esta nova conferência voltou a fracassar. Os continuos vetos e negativas promovidos polas principais potências imperialistas à hora de implementar medidas tendentes a reduzir a contaminaçom e iniciar mudanças estruturais no consumo e na produçom, impossibilitárom atingir acordos concretos e tangíveis para fazer frente à ameaça climática que tanto a esquerda revolucionária, como os movimentos ecologistas ou a comunidade científica, levamos anos denunciando.

O fracasso pom de manifesto a pugna e conflituosidade que há trás cada cimeira climática: os interesses das duas classes históricamente antagónicas. O interesse da classe trabalhadora e dos povos que sofrem todas as consequências da mudança climática em contraposiçom com os privilêgios da burguesia, grandes corporaçons empresariais e políticos lacaios. Como é evidente, prevalecem os interesses dos segundos, principais responsavéis pola contaminaçom, destruçom da natureza e do planeta.

Estas hipócritas iniciativas internacionais, que fracassam umha após outra, nom manifestam nem a mais mínima vontade por alterar e mudar o depredador modo de produçom capitalista. A decandência do sistema capitalista em plena etapa de crise estrutural é, para as maiorias sociais e povos, o inimigo mais perigoso.

A oligarquia nom está interessada em abordar de maneira eficaz o problema da emergência climática já que afetaria diretamente os seus privilêgios, aos que nom estám dispostos a renunciar.

É consciente da gravidade da situaçom, consideram necessário promover eventos e conferências com a finalidade de desviar a atençom do verdadeiro problema que desencadeia a castástrofe climática, gerando umha falsa consciência e inquietude na populaçom. Mas também necessita de determinadas ferramentas e mecanismos que lhe permitam manter-se no poder e garantir a sua hegemonia mundial.

Desde a esquerda revolucionária galega acreditamos na luita organizada e unitária do povo trabalhador, oprimido e explorado contra o Capital, em defesa de um sistema político, social e económico onde os méios de produçom nom estejam controlados pola burguesia, nem ao serviço desta, senom ao serviço da imensa maioria social.

Isto só se pode lograr mediante a revoluçom socialista. A única alternativa é a luita polo socialismo e a toma do poder, só assim a classe trabalhadora poderá implementar medidas eficazes para construir umha sociedade igualitária e justa, frear a nossa dessapariçom como espécie, e reverter a destruçom da natureza e do planeta.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 21 de dezembro de 2019

Comunicado nº 125: 6 de dezembro. Nem Espanha nem UE. REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA

Padrão

6 de dezembro
Nem Espanha nem UE
REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA

A constituiçom espanhola de 1978 representa a cristalizaçom institucional do postfranquismo.

Considerada durante décadas como um texto sagrado, irreformável, de obrigada veneraçom, foi resultado da claudicaçom do eurocomunismo e da socialdemocracia espanhola perante os partidos derivados da dissoluçom do “Movimiento Nacional”.

Porém, foi modificada de forma express, com noturnidade e alevosia, quando foi necessário adatá-la às imposiçons marcadas polos organismos imperialistas aos que está aderido o Estado espanhol.

Em 1992 os partidos do regime de 78 [PSOE, PP, IU/PCE, CiU, PNB e outras forças autonomistas e regionalistas] adatarom-na às necessidades do Tratado de Maastricht. Mais recentemente, em 2011, os dous partidos centrais da III restauraçom bourbónica, mudárom-na para submeter-se à ditadura orçamental de Bruxelas.

A esquerda revolucionária galega nada tem que celebrar dia 6 de dezembro. Rejeitamos este texto que consagra a exploraçom capitalista, a opressom nacional da Galiza, a monarquia, o patriarcado.

A constituiçom de 1978 é ilegítima, pois a maioria do povo trabalhador galego nom a apoiou no referendo realizado há 4 décadas, quando apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Contrariamente ao que difundem as diversas “esquerdinhas, é umha fraude continuar a defender a viabilidade de mudanças “progressistas” da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Espanha e o atual regime oligárquico é irreformável. Nom existe possibilidade algumha de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

Portanto, qualquer proposta de reformar a chave da bóveda da arquitetura jurídico-política vigente, ou releituras de “esquerda” perante a “ameaça fascista”, está inevitavelmente condenada a reforçar o sistema.

Em plena involuiçom e deriva reacionária, perante as ilusons de um falso governo “progressista”, perante o avanço do fascismo sem complexos, cumpre apostar em construir ferramentas defensivas e combativas, articuladas à volta de umha alternativa estratégica, que só é possível fora de Espanha e da UE, construindo umha República Socialista Galega.

Tal como vimos teimudamente defendendo, Agora Galiza-Unidade Popular apela aos setores mais avançados da nossa classe e do nosso povo a quebrar com as lógicas políticas sistémicas e a dar passos firmes na articulaçom de um bloco popular antifascista, nom para defender e restaurar os fundamentos da democracia burguesa “ameaçada”, e sim para avançar na articulaçom de um movimento operário e popular com direçom e linha genuinamente anticapitalista e socialista.

Tanto a estratégia que promove o autonomismo socialdemocrata galego de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, como mudar o modelo de estado monárquico por umha república federal que perpetua o projeto chauvinista espanhol, é simplesmente umha via morta.

Só a luita independentista e socialista, sob direçom e orientaçom obreira e popular, logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A luita é o único caminho!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 5 de dezembro de 2019