Declaraçom final da II Conferência Internacional. TECENDO A INSURGÊNCIA GLOBAL

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Declaraçom final da II Conferência Internacional

TECENDO A INSURGÊNCIA GLOBAL

No dia de hoje, 24 de julho de 2021, desenvolveu-se em Compostela [Galiza] a II Conferência Internacional, com a participaçom de delegados e delegadas de Agora Galiza-Unidade Popular, Herritar Batasuna e Nación Andaluza, assim como com a presença de ativistas das causas do povo trabalhador.

Durante o transcurso da II Conferência Internacional foi homenajeado o comandante guerrilheiro insurgente colombiano Jesús Santrich. acordando incorporá-lo a título póstumo como membro permanente do Comité Executivo da Conferência Internacional.

Os principais acordos e orientaçons emanadas do debate e reflexons realizadas na II Conferência Internacional som os seguintes:

Ratificar a necessidade de aprofundar na coordenaçom tática e estratégica das nossas respetivas organizaçons, para contribuir ao desenvolvimento da resistência e o combate contra a dominaçom imperialista.

Nos dous anos transcorridos entre a nossa fundaçom e a atualidade, constatamos como a crise estrutural do capitalismo agónico, tem agravado a depauperaçom e miséria da imensa maioria das massas proletárias.

O ‘caos’ controlado extende-se no conjunto da periferia do centro capitalista, provocando desolaçom e miséria, guerras de rapina e repressom, mas também golpeia cada vez com mais virulência entre o povo trabalhador das metrópoles capitalistas e imperialistas.

Esta fase imperialista do capitalismo está conducindo o Planeta a umha crise ecológica de incalculáveis consequências que pom em perigo a nossa espécie.

Perante a gravidade da crise estrutural do modo de produçom mais letal da história da humanidade, a burguesia opta por promover a alternativa terrorista de dominaçom. Medida dissuasória e preventiva ante as ainda tímidas luitas de resistência e de caráter ofensiva dos povos e as suas vanguardas obreiras e campesinhas. O fascismo é já umha realidade em boa parte do globo.

Seguem sendo um fiasco as variadas alternativas eleitorais promovidas polas diversas ‘esquerdas institucionais’. As suas reformas som incapaces de solucionar os desafios em curso, frear as agressons que padece a classe obreira e o conjunto do povo trabalhador, contribuíndo a gerar falsas ilusons entre os oprimidos, altamente funcionais para perpetuar a ditadura burguesa.

Frente os modismos impostos polos think tank do imperialismo, tentando substituir a contradiçom de classe pola de género, desviando a atençom com justas causas que ocultam a origem e as suas responsabilidades nas múltiplas dominaçons que padecemos, ratificamos que é a contradiçom Capital-Trabajo o eixo central que permitirá a genuína emancipaçom das mulheres trabalhadoras e dos povos submetidos.

Só as luitas obreiras, populares e de libertaçom nacional de orientaçom proletaria, logrará elevar o nível de consciência das massas, movimentar e luitar de forma organizada e unitária contra a exploraçom e as múltiplas dominaçons e opressons que padecemos polo modo de produçom capitalista.

A necessidade de reorganizar todas e cada umha das ferramentas de luita e combate que historicamente empregou a classe obreira e o conjunto do povo trabalhador e empobrecido, com as quais logrou as conquistas e direitos que o capitalismo tem desmantelado progressivamente nas últimas décadas, e com as que atingiu vitoriosas revoluçons de caráter anti-imperialista e socialista ao longo de todo o século XX.

As rebelions que durante este biénio tenhem protagonizado os povos trabalhadores e empobrecidos do Equador, Chile, Colômbia, as luitas do povo afroamericano contra o racismo no coraçom da besta ianque, a resistência do povo palestiniano e saaraui, marcam qual é o caminho a seguir.

O triunfo das rebelions populares, facilitando que podam transitar face processos insurrecionais, estám intrinsicamente vinculados à existência de vigorosas organizaçons revolucionárias de orientaçom socialista/comunista dotadas dumha estratégia subversiva, superadora da esterilizada e inofensiva açom teórico-prática que carateriza a imensa maioria dos partidos e organizaçons que se declaram inspirar na imensa obra teórica de Marx, Engels, Lenine e o Che.

No 150 aniversário da Comuna de Paris, -a primeira experiência de governo obreiro da Hstória-, a II Conferência Internacional manifesta:

A nossa solidariedade com o heroico povo cubano, o nosso incondicional apoio a sua soberanía e independência nacional, frente o endurecimento do bloqueio e a brutal arremetida que está padecendo polo imperialismo.

Continuar contribuíndo mediante a nossa revista teórica Insurgencia Global- Proletari a restaurar os fundamentos teórico-práticos do marxismo.

Proseguir sentando as bases que permitam promover umha nova Internacional Proletária, que aglutine o maior número de organizaçons, forças e partidos, cujo objetivo seja organizar a Revoluçom Socialista/Comunista nas suas específicas formaçons sociais, como parte indivisível da Revoluçom Socialista/Comunista mundial.

Compostela, Galiza, 24 de julho de 2021

Comunicado nº 163. SANTRICH VIVIRÁ ETERNAMENTE NO CORAÇOM INSURGENTE DOS POVOS

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SANTRICH VIVIRÁ ETERNAMENTE NO CORAÇOM INSURGENTE DOS POVOS

Com profunda dor, informamos ao povo trabalhador e empobrecido da Galiza, da triste notícia da morte do camarada Jesús Santrich.

Foi abatido quando percorria o seu amado território da mágica serrania do Perijá, entre árvores colossais, palmas, fentos, pumas, cóndores, vagalumes e colibris multicores, sempre traçando horizontes de liberdade e justiça social.

Comandos do regime narcoterrorista colombiano, violando a soberania nacional da Venezuela, seguindo instruçons da “Casa Branca”, emboscárom e executárom 17 de maio um dos mais destacados dirigentes da insurgência comunista colombiana e da Pátria Grande latino-americana e caribenha.

Desde a naçom de Rosalia de Castro, Benigno Álvarez, Henrique Líster e Moncho Reboiras, transmitimos ao povo trabalhador colombiano, que leva semanas nas ruas confrontando o regime oligárquico, as condolências da esquerda revolucionária galega.

O nosso mais sincero pésame aos seus camaradas de armas, aos familiares e amizades, ao conjunto das organizaçons revolucionárias colombianas por esta perda irreparável.

Nom som horas de lágrimas, nem de abatimento, som horas de combate. A melhor homenagem ao comandante guerrilheiro do Exército Popular de Marulanda, Jacobo Arenas e Alfonso Cano, ao brilhante pensador e teórico marxista, ao investigador e etnógrafo erudito, ao sublime debuxante, ao poeta, ao músico, ao fascinante conversador, ao estratega insurrecional, é continuarmos sem trégua a luita, até atingirmos a vitória sobre o imperialismo e as lumpemburguesias.

Hoje é um dia de luto para os povos do mundo que nom claudicamos, é um dia de pesar para a causa da Revoluçom Socialista Colombiana, a quem Jesús Santrich consagrou toda umha vida de talento e sacrifício pola redençom dos humildes e excluídos, pola soberania e plena independência frente Washington.

A nossa tristeza reconforta-se porque sabemos que seguirá sendo fonte de inspiraçom para que nom se resigna a viver eternamente de joelhos, para quem nom se conforma a padecer um presente de miséria e violência.

Camarada comandante Santrich das FARC-EP Segunda Marquetália, inclinamos as nossas bandeiras, a vermelha da classe obreira e a tricolor branca-azul-rubra republicana galega, fundida com as luminosas cores da bandeira bolivariana, pola tua inesperada partida.

Que a música celestial da frauta andina e o brilho dourado do saxofone te acompanhe eternamente.

Por méritos próprios, já formas parte do frontispício da emancipaçom desse imenso território que se extende do Rio Grande à Terra de Fogo, acompanhando Simón Bolívar, Farabundo Martí, César Augusto Sandino, Camilo Torres, Tánia, Che Guevara, Miguel Enríquez, Robi Santucho, Haydée Santamaría, Manuel Marulanda, Fidel, … entre tantos outros.

Até a vitória sempre camarada Trichi!

Honra e glória comandante!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 19 de maio de 2021

10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Piloto, Amador, Daniel assassinados polo fascismo que hoje nos ameaça

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega

Piloto, Amador, Daniel assassinados polo  fascismo que hoje nos ameaça

A classe trabalhadora galega estamos pagando as consequências da devastadora crise sanitária e económica provocada pola deliberada negligência na errática gestom da pandémia.

A burguesia está aproveitando a oportunidade que lhe brinda a pandemia global, para acelerar os seus planos depredadores contra a imensa maioria do povo trabalhador, para ir ensaiando o modelo de capitalismo do século XXI que sonha implantar.

Nom nos podemos deixar arrastar por nengum dos bandos da pugna caníbal entre as duas fraçons da burguesia, que pretendem impor o seu específico modelo de mais exploraçom e dominaçom. A queda da taxa de acumulaçom e lucro obriga a oligarquia no seu conjunto a adotar mudanças de fundo para salvar o sistema.

A crise estrutural do modo de produçom capitalista na sua fase senil, exige endurecer a exploraçom e dominaçom. “Globalistas” e “nacionalistas”, Biden ou Trump, Pedro Sánchez ou Santiago Abascal -como capatazes e papagaios de ambas fraçons, coincidem no essencial: há que assegurar a toda custa a perpetuaçom do sistema.

O Covid-19 tem facilitado a estratégia de caos controlado. O Capital necessita mediante o uso do medo, impor todo tipo de restriçons em liberdades e direitos, um povo trabalhador desvertebrado, confinado, incapaz de reagir perante as agressons a que se vé submetido.

Nestes últimos 365 dias temos assistido a um processo involucionista sem praticamente resistências, a um reforçamento do fascismo em todos os ámbitos.

Nem o reacionário governinho de Feijó, nem o fraudulento governo “progre” de PSOE-Unidas Podemos, nada tenhem feito para evitar que a crise sanitária e económica nom seja paga pola classe obreira e o conjunto do povo trabalhador.

Enquanto destacados segmentos da nossa classe seguem em ERTE permanente, enquanto se incrementa o desemprego e a precariedade laboral, enquanto se cortam direitos e liberdades básicas, enquanto se condena à ruína setores inteiros da economia, as grandes empresas do Ibex 35 nom param de acumular fortunas a custa da nossa miséria.

Os mais de 140 mil milhons de euros destinados pola UE ao Estado espanhol para “paliar” os efeitos da crise pandémica, vam ser absorvidos na sua imensa maioria polos monopólios e as grandes empresas. Nom vam ser investidos em ajudar os setores mais golpeados pola crise, para salvar empregos, para combater os efeitos demoledores da pobreza, exclusom social e depauperaçom em curso.

Chegarám migalhas disfarçadas de “ajudas”, simples políticas assistencialistas visadas para amortecer as contradiçons.

Mas Pedro Sánchez e Feijó entregarám fabulosas ajudas a Zara Inditex, Ence, Coren, Iberdrola, Acciona, Cepsa, Ferrovial, Naturgy, Telefónica, El Corte Inglés … reproducindo a operaçom de 2008 quando o governo de M. Rajói resgatou a banca.

Perante este cenário, é urgente e necessário vertebrar umha resposta ampla e unitária hegemonizada pola classe operária. Do contrário caminhamos inexoravelmente para um modelo de capitalismo altamente repressivo, onde logrem comodamente a plena voadura das conquistas laborais, dos direitos e liberdades.

NEM GOVERNO “PROGRE” NEM ALTERNATIVA FASCISTA, REVOLUÇOM SOCIALISTA

Após um ano de governo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, voltamos a constatar que nom se materializárom nengumha das promessas de revogar a reforma laboral, a lei mordaça e a LOMCE. Mais alá de gestos e formas, é simplesmente mais do mesmo! É um governo social-liberal com incustraçons socialdemócratas, carente de ambiçom transformadora, que incumpre o seu morninho programa neokeynesiano. Um governo obediente aos diktados da UE e submisso ao patronato, Ibex 35 e grande Capital.

Enquanto é detido Pablo Hasél por exercer a liberdade de expressom, enquanto as forças policiais repremem as mobilizaçons populares, enquanto o governo permite homenagens nazis e carta branca ao fascismo, o fugado bourbóm segue desfrutando em Abu Dhabi da colossal fortuna que roubou, e o seu filho mantem sepulcral silêncio perante as constantes apelos a encabeçar um golpe de estado, tal como lhe solicitam estamentos militares, políticos, judiciais e mediáticos.

Nada podemos aguardar das promessas das “esquerdinhas”, nada podemos esperar das ilusons eleitorais que só provocam frustraçon, desencanto e desmobilizaçom, facilitando o caldo de cultivo do fascismo. Dessas forças instaladas no eleitoralismo, hipotecadas polo cretinismo parlamentar, obssesionadas por gerir as migalhas institucionais que o sistema permite, alimentando irresponsavelmente a falsa “normalidade democrática”, o interclassismo e o cidadanismo que facilita a ofensiva burguesa contra nós, o povo trabalhador galego.

A LUITA OPERÁRIA E POPULAR É O ÚNICO CAMINHO

Neste 10 de Março, a esquerda revolucionária galega articulada em Agora Galiza-Unidade Popular, reafirma o apelo a constituir um Bloco Popular Antifascista de genuíno caráter anticapitalista e de libertaçom nacional. Necessitamos construir um pólo classista e patriótico para abrir um ciclo de luita que permita organizarmos a contraofensiva.

Sem forças genuinamente operárias na sua composiçom, linha discursiva, intervençom e orientaçom, a classe trabalhadora galega seguirá esterilizada para fazer frente à ofensiva do Capital, e à ameaça fascista. A dramática carência de umha força política operária com influência de massas, permit1e obreira galega.

A memória histórica do mundo do Trabalho custódia e ratifica que todas as conquistas e avanços, sem exceçom, fôrom atingidos na luita nas fábricas, nos centros de trabalho e nas ruas. Som resultado do sacrifício, do suor, das lágrimas e do sangue operário. Nada nos foi regalado em balde! Nom fôrom concessons gratuítas do nosso inimigo irreconciliável.

Nom podemos pois alimentar o ilusionismo eleitoral, nem falsas expetativas. As mudanças e profundas transformaçons que a classe trabalhadora galega demanda, serám resultado de um processo revolucionário, e nom derivará de aritméticas parlamentares do sistema eleitoral burguês. Nom é possível implementar políticas ao serviço do povo trabalhador sem tombar o regime postfranquista e a ditadura do Capital.

RESGATAR A MEMÓRIA OPERÁRIA E ANTIFACISTA GALEGA

Neste 10 de Março nom só queremos lembrar e honrar a luita operária de Ferrol de 1972, Daniel Niebla e Amador Rei, assassinados pola polícia por reivindicar direitos para o proletariado galego.

Neste Dia da Classe Obreira Galega reivindicamos a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga, ícone do comunismo e do antifascismo combatente galego. “Piloto” -abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada em 1965-, representa a coerência e persistência da resistência político-militar ao fascismo.

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate anticapitalista e antifascista.

Ou bem renunciamos à luita, e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Nós temos claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Piloto, Amador, Daniel, a luita continua!

Viva a classe obreira galega!

Viva a Revoluçom Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Na Pátria, 10 de março de 2021

Comunicado nº 158: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. AS TRABALHADORAS DEVEMOS PROTAGONIZAR A NOSSA EMANCIPAÇOM

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As origens do 8 de Março nom emanam das “sufragistas” burguesas. 8 de Março nom é o “dia das mulheres”, nem o “dia da mulher”, é o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.

As suas origens derivam da luita das mulheres bolcheviques. Foi adotado em 1910 em Copenhaga, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas. Está indissoluvelmente ligado a Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, todas elas pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo contra o capitalismo.

8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita, onde nom se pode deslindar o combate pola emancipaçom das trabalhadoras da luita anticapitalista.

A atual adulteraçom da efeméride fai parte da desvirtuaçom e fagocitaçom que o pensamento burguês imprime nas luitas, para impossibilitar as transformaçons revolucionárias.

Tampouco os seus objetivos podem ser circunscritos ao que brilhantemente denunciou há mais de cem anos a primeira mulher ministra da História, Alexandra Kollontai. “Qual é o objetivo das feministas burguesas? Conseguir as mesmas vantagens, o mesmo poder, os mesmos direitos na sociedade capitalista que possuem agora os seus maridos, pais e irmaos.

Qual é o objetivo das operárias socialistas? Abolir todo tipo de privilêgios que derivem do nascimiento ou da riqueza. À mulher obreira é-lhe indiferente se o seu patrom é homem ou mulher”.

Foi precisamente a Revoluçom Bolchevique de 1917, quem após a tomada do poder implementou políticas visadas para atingir plenos direitos e liberdades para as mulheres trabalhadoras, suprimindo a legislaçom que os negava. Direitos que formalmente na atualidade estám contemplados no Estado espanhol, mas que na realidade nom passam de umha quimera na vida diária da imensa maioria das mulheres trabalhadoras que vendem a sua força de Trabalho.

Foi durante a Revoluçom Bolchevique quando se conquistou iguais jornadas laborais e salário entre trabalhadoras e trabalhadores. Quando se logra o direito de sufrágio, quando se mudam as relaçons sociais e de género, aprovando o aborto e o divórcio. Quando é abolida a ilegitimidade dos filhos, suprimindo disposiçons penais contra o incesto, o adultério e a homossexualidade.

Som aprovadas um conjunto de leis de proteçom da maternidade e da infância, instituindo a educaçom mista nas escolas. Por meio da nova legalidade revolucionária assistimos pois à via jurídica do início do processo de destruiçom do poder patriarcal

A conquista de benefícios sociais mediante salários de maternidade, jardins de infância, comedores, lavandarias, fogares para as crianças, possibilitárom um salto de gigante na emancipaçom real das trabalhadoras.

Do Primeiro Congresso Panrusso de Mulheres Trabalhadoras, de 1919 nasce o Zhenotdel [Departamento da Mulher], o primeiro organismo público estatal dedicado a promover a participaçom das mulheres na vida pública, projetos sociais como a erradicaçom do analfabetismo feminino. Fôrom criados os alicerces para o surgimento da mulher nova, livre e emancipada.

FEMINISMO FUNCIONAL PARA O CAPITALISMO

A apropriaçom polo capitalismo da reivindicaçom de “igualdade de direitos”, contrariamente à percepçom generalizada de que tem sido um grande passo pola libertaçom “das mulheres”, também tem sido letal para acumular forças rebeldes. Pois o único horizonte possível onde poderemos atingir como trabalhadoras a nossa plena e real emancipaçom é o Socialismo.

Eis polo que o seu discurso é divulgado polos meios de [des]informaçom sistémicos “progres”, perfeitamente conhecedores da sua funcionalidade para amortecer a contradiçom antagónica entre Capital-Trabalho.

O feminismo liberal e burguês, atualmente hegemónico no seio das organizaçons de mulheres, tem sido, e é, plenamente funcional para reforçar o amorfismo, o marasmo e a fragmentaçom nas luitas operárias e populares. Introduzindo o vetor da contradiçom de “género” completamente desligado da contradiçom Capital-Trabalho, só contribui para esterilizar as luitas.

Gerando a falsa ilusom da existência de interesses comuns entre o conjunto das mulheres, nega no seu acionar teórico-prático a contradiçom antagónica de classe.

Para este feminismo, existem similares interesses como mulheres entre Ana Botín -presidenta do Banco Santander-, e o proletariado feminino dumha conserveira da ria de Arouça, dumha operária têxtil do empório da família Ortega, ou dumha trabalhadora da limpeza.

O seu relato incide na contradiçom de género desligada da de classe, elaborando umha ilusom carente de qualquer fundamento: acreditar que o feminismo é em si mesmo umha alternativa emancipadora. Substituindo a luita de classes pola de género, nom só dividem a classe trabalhadora, quebram o potencial revolucionário anticapitalista do proletariado como classe social, objetivamente interessada em acabar com a exploraçom e dominaçom a que nos vemos submetidas como mulheres e homens.

Transformando os “homens” em inimigos, tecendo umha política de alianças com as mulheres burguesas, que só procuram paridade nas instituiçons capitalistas, nos conselhos de administraçom das empresas, em todos aqueles espaços públicos e privados que simplesmente devem ser derrubados pola Revoluçom Galega. Revoluçom que deve ser de caráter socialista, antipatriarcal e de libertaçom nacional.

O feminsimo burguês desvia a atençom, fende a comum luita entre mulheres e homens trabalhadores. Paradoxalmente a sua cosmovisom é altamente eficaz para perpetuar este sistema patriarcal. Razom pola que boa parte do seu programa é assumido polas forças políticas sistémicas, tanto as social-liberais como as social-democratas, pois nom tem como objetivo dar xaque mate ao capitalismo.

A esquerda revolucionária galega tem sido pioneira na luita pola específica marginalizaçom, opressom e dominaçom que padecem as mulheres trabalhadoras no capitalismo. Quando praticamente ninguém assumia esta luita, nós mantinhamos com firmeza a necessidade de introduzir a reivindicaçom antipatriarcal nas luitas operárias e populares.

POR UM MOVIMENTO CLASSISTA DE MULHERES TRABALHADORAS CONTRA O CAPITAL E O PATRIARCADO

Frente ao politicamente correto e inofensivo discurso “feminista” do pensamento progressista, é imprescindível sentar as bases para construir um movimento de trabalhadoras, de estudantes e jovens de extraçom operária e popular, que o desmascare mediante a luita ideológica e umha coerente açom teórico-prática.

Só mediante a mobilizaçom, só empregando todo tipo de mecanismos e métodos de luita, se pode lograr avançar na conquista de direitos laborais e sociais realmente inexistentes.

Cumpre combater com contundência a falsa ilusom de acreditar na viabilidade de construirmos umha sociedade igualitária de mulheres e homens na sociedade capitalista.

Só avançaremos na nossa emancipaçom deslindando a luita das mulheres trabalhadoras daquelas mulheres da aristocracia operária e da pequena burguesia funcionarial.

Somos nós, as mulheres do poivo trabalhador galego quem padecemos nas nossas carnes a exploraçom do Capìtal, as taxas mais elevadas de desemprego, de precariedade laboral, as que recebemos um salário mui inferior realizando idêntico trabalho que os homens, as que devemos realizar umha dupla ou tripla jornada laboral assumindo as tarefas do cuidado e manutençom das nossas famílias, as que nom podemos exercer plenamente os direitos sexuais e reprodutivos, as liberdades, as que sofremos a violência machista.

O género nom define a luita pola emancipaçom e a exploraçom capitalista. Porque as mulheres em abstrato nom somos um sujeito potencialmente revolucionário. É a classe, e portanto as mulheres trabalhadoras, o eixo e sujeito articulador do movimento pola plena emancipaçom das mulheres que vendem a sua força de Trabalho.

Corresponde às mulheres trabalhadoras dirigirmos o combate às contradiçons, ao machismo e ao patriarcado instalado no seio do conjunto do povo trabalhador e empobrecido, e nas suas organizaçons políticas e sociais.

Mas só umha sociedade superadora do capitalismo, umha sociedade Socialista, pode sentar as bases para erradicar o patriarcado das relaçons sociais, das mentalidades e das inércias de milhares de anos.

Nom apoiamos o feminismo pequeno-burguês e liberal-“progressista”, que reproduz acriticamente o discurso postmoderno tam do gosto do Capital, que convoca inofensivas “greves gerais” interclassistas, apoiadas polas mulheres da burguesia e da oligarquia, que só distrai as mulheres trabalhadoras da contradiçom principal, colaborando consciente ou inconscientemente com a desmobilizaçom, divisom e amorfismo no que está instalado o movimento operário.

Frente a este feminismo, as mulheres trabalhadoras que somos exploradas polas mulheres da burguesia, nas suas fábricas, nos seus centros de trabalho, nas tarefas domésticas das suas casas e mansions, temos que hastear a bandeira da emancipaçom de classe.

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Viva a luita pola emancipaçom das mulheres trabalhadoras galegas!

Na Pátria, 8 de março de 2021

ILEGALIZAR VOX

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ILEGALIZAR VOX

A formaçom fascista espanhola promovida por umha fraçom da oligarquia, mas também taticamente polos interesses eleitorais do PSOE, a partir de 2019 logrou transitar da marginalidade política extraparlamentar, a converter-se a escala estatal num sujeito importante no taboleiro político institucional e mediático.

Vox tem um programa genuinamente ultraliberal, que aposta na drástica reduçom do gasto público e dos impostos para os ricos, pola liberalizaçom dos mercados e serviços.

Baixo grossas camadas de maquilhagem populista, e doses da pior demagogia goebbeliana, empregando o falaz mantra da Escola de Chicago, justifica estas medidas para eliminar o défice e reduzir a dívida.

A realidade é que Vox, como grupo de choque da burguesia, defende sem maquilhagens nem lipossucçons um programa depredador contra os direitos e as conquistas fundamentais atingidas pola classe operária em décadas de luita. O seu acionar político e social é umha declaraçom de guerra contra o mundo do Trabalho.

Vox assume como próprio o programa de máximos da oligarquia, dos monopólios, elogia as reforma laborais, definindo o sistema de proteçom por desemprego vigorante como “um dos mais generosos” e dos “mais prolongados dos países da UE e da OCDE”.

O programa económico de Vox é de neoliberalismo selvagem, pois “o Estado acionista há de desaparecer do panorama empresarial espanhol”.

VOX, BRAÇO TERRORISTA DA OLIGARQUIA

Vox é o instrumento da grande burguesia que durante os quarenta anos de franquismo atingiu umha das suas maiores acumulaçons da sua história. Da criminal élite económica que por mor da sobre-exploraçom à que era submetido o proletariado industrial e rural, logrou fabulosas fortunas.

Vox é fruto das necessidades da voraz oligarquia que tutela a atual ditadura burguesa espanhola, que dirige na sombra a imensa maioria dessas forças políticas institucionais que som simples capatazes dos seus interesses de classe. Para compreendermos o que está acontecendo devemos partir do seguinte axioma: o regime de 78 é filho legítimo do regime de 36.

Vox enquadra-se na fraçom chauvinista e protecionista da burguesia mundial que disputa a hegemonia do capitalismo à fraçom globalista.

Representa o grupo de choque contra os direitos e as conquistas da classe operária, e do conjunto do povo trabalhador, que necessita a burguesia na atual fase de agudizaçom da crise económica estrutural do capitalismo senil iniciada em 2008.

É altamente funcional para desviar a atençom, para confundir amplos setores da classe obreira e das camadas populares, de quem som os verdadeiros e únicos responsáveis da cada vez maior depauperaçom e miséria que padecemos.

Alimentando o mais agressivo e supremacista chauvinismo espanhol, oculta com manipulaçons, demagogia e mentiras, o seu verdadeiro objetivo de defender exclusivamente os interesses dos ricos e poderosos, da insaciável oligarquia que nesta pandemia incrementa os seus obscenos lucros.

O seu discurso asenta-se sobre dous eixos fundamentais. Defesa da unidade de Espanha e oposiçom radical aos fluxos migratórios.

Aponta demagogicamente contra os trabalhadores imigrantes e as reivindicaçons de liberdade nacional, como responsáveis e causantes das cada vez maiores taxas de desemprego, precarizaçom laboral, empobrecimento e miséria, a que nos condena o capitalismo crepuscular.

Ao longo do ano 2020, Vox, como expressom política do fascismo hegemónico em boa parte dos aparelhos repressivos do Estado, nas forças armadas, nas castas judiciais, nas direçons das grandes corporaçons de [des]informaçom de massas, na hierarquia católica, nos conselhos de administraçom das empresas do Ibex 35, defende e promove diversas fórmulas golpistas.

Age com absoluta impunidade nas suas declaraçons na defesa do terrorismo, na apologia, exaltaçom e justificaçom do franquismo.

MEMÓRIA E FUTURO

Como temos memória, sabemos como se desenvolveu na década dos anos trinta do passado século o fascismo, das analogias com o presente.

Cumpre nom esquecer e sim lembrar as origens do franquismo, como a oligarquia mediante um despiadado golpe de estado e guerra civil logrou derrotar as aspiraçons da classe trabalhadora e de liberdade nacional da Galiza, impondo durante mais de quatro décadas umha criminal ditadura militar.

Agora Galiza-Unidade Popular

considera Vox umha força indiscutivelmente fascista, similar ao pistoleirismo falangista, ao esquadrismo joseantoniano.

Frente à amnésia que seguem impondo-nos, sabemos que ao fascismo nom se lhe pode fazer a mais mínima concessom.

Que o fascismo deve ser combatido sem trégua nas ruas, nos centros de trabalho e ensino. Que na atual conjuntura nacional e internacional esta tarefa é umha prioridade para a classe trabalhadora.

VONTADE E DECISOM PARA ESMAGAR O FASCISMO

As “esquerdinhas” carecem de vontade e valentia real para confrontá-lo, mais alá de intermitentes e inofensivas declaraçons retóricas.

O branqueamento do fascismo chega a obscenidade quando 3 de fevereiro, Pedro Sánchez afirmou sem pudor que Santiago Abascal, “mostra mais responsabilidade de Estado que o líder da oposiçom” -o presidente do PP, Pablo Casado-, pola abstençom de Vox na votaçom que permitiu a convalidaçom do decreto sobre os fundos europeus que dotarám a oligarquia espanhola de 140.000 milhons de euros para “fazer frente à pandemia”. Com estas declaraçons o PSOE lava-lhe a cara, normalizando-o como mais um partido homologável ao resto das forças institucionais, facilitando o seu desenvolvimento.

Cumpre combater Vox com determinaçom e coragem, tecendo amplas unidades à volta de um programa nitidamente anticapitalista e de libertaçom nacional.

A esquerda revolucionária galega nom combatemos Vox para defender as já de por si tímidas liberdades e direitos ameaçados polos principais partidos da burguesia “democrática”.

Agora Galiza-Unidade Popular combate Vox como umha das principais expressons do terrorismo fascista, consciente que a alternativa frente o fascismo é a Revoluçom Socialista.

Sabemos que só a unidade, a mobilizaçom e luita tenaz e organizada da classe trabalhadora logrará derrotá-lo.

DESERÇOM DO MINISTRO ILLA, EXEMPLO DE TERRORISMO BURGUÊS

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DESERÇOM DO MINISTRO ILLA, EXEMPLO DE TERRORISMO BURGUÊS


À burguesia nunca lhe interessou a saúde da classe trabalhadora.
O atual estado de abandono e precarizaçom que padece a rede sanitária pública na Galiza e no conjunto do Estado espanhol, exemplifica, em plena pandemia, o absoluto desprezo da oligarquia pola vida do povo trabalhador e empobrecido.
Após 11 meses de pandemia, em plena devastadora terceira onda, o máximo responsável político no combate ao Covid-19, abandona o barco porque aspira a presidir a Generalitat da Catalunha.
Como qualificar esta injustificável deserçom?
O fraudulento governo “progressista” espanhol, ao igual que a Junta da Galiza presidida polo reacionário Alberto N. Feijó, leva quase um ano aparentando adotar medidas eficaces para controlar a pandemia. Mas a realidade desmascara as autoridades sanitárias e a casta política que gire o capitalismo no Estado espanhol.
Perto de 2.000 vítimas mortais na Galiza e mais de 80 mil no conjunto estatal, som o balanço provisório da ausência de medidas reais para reduzir a letalidade do Covid.
Na Galiza, mais de 20.000 desempregados, dezenas de milhares de trabalhadores em ERTE recebendo só 70% dos já de por si baixos salários, umha parte considerável de autónomos e microempresas à beira da ruína, e o ministro Salvador Illa abandona o barco?
Nom podemos deixar-nos arrastar pola resignaçom e o derrotismo.

Nem Governo “progre”, nem alternativa fascista: Revoluçom Socialista!

Só a classe trabalhadora salva a classe trabalhadora!

Comunicado nº 155: 6 de dezembro. Abaixo o Regime de 78. INDEPENDÊNCIA E SOCIALISMO

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6 de dezembro . Abaixo o Regime de 78

INDEPENDÊNCIA E SOCIALISMO

Novamente o ruído de sabres acompanha o nefasto aniversário da constituiçom espanhola de 1978.

O “venerado” texto que cristalizou a claudicaçom do “eurocomunismo” e da social-democracia espanhola perante os partidos herdeiros do “Movimiento Nacional” franquista, entrega poderes excepcionais às forças armadas emanadas do golpe de fascista de 1936.

Do artigo 2º que manifesta a “indisolúvel unidade da Naçom espanhola, pátria comum e indivisível”, deriva o artigo 8º, que sem rubor algum afirma que “as Forças Armadas, constituídas polo Exército de Terra, a Armada e o Exército de Ar, tenhem como missom garantir a soberania e independência de Espanha, defender a sua integridade territorial e o ordenamento constitucional”.

Embora nom nos surpreendam, som alarmantes as cartas deliberadamente filtradas com opinions sobre a situaçom política, de generais e coroneis destas forças armadas, que até há nom muito tempo comandavam divisons.

Os apelos a fusilar metade da populaçom do Estado espanhol, a bombardear Barcelona, a solicitar a Felipe VI que encabece um golpe de estado contra o atual governo de Pedro Sánchez, som consequência dos ignominiosos pactos da Transiçom e da maquilhagem do fascismo, que mantivo intacto o aparelho estatal franquista, e nom depurou os corpos repressivos.

A delirante caraterizaçom que realiza o fascismo civil ou militar sobre o atual governo social-liberal com inscrustraçons social-democratas, só contribui para deformar a sua verdadeira natureza, e mascarar o falso governo “progre”.

Governo que até o momento, perante a gravidade das declaraçons militares, só tem optado por “sacar ferro” ao assunto, por nom adotar medidas contundentes, por seguir incementando os gastos em armamemto e os privilégios da casta militar.

Nom só Vox aplaude os apelos ao golpe de estado e o fusilamento de milhons de trabalhadores e trabalhadoras.

A corruta e ilegítima monarquia bourbónica imposta por Franco em 1969 segue instalada no silêncio cúmplice. Quem cala outorga Felipe?

Mas, até que ponto estamos perante umha operaçom perfeitamente calculada para relegitimar, como no 23F de 1981, a cada vez mais desprestigiada monarquia?

Neste cenário recobra máxima atualidade e vigência, a necessidade de tecer a grande aliança antifascista que vimos teimudamente defendendo.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para os setores mais avançados da nossa classe e do nosso povo a quebrar com as lógicas políticas sistémicas e a dar passos firmes na articulaçom de um bloco popular antifascista, nom para defender e restaurar os fundamentos da democracia burguesa “ameaçada”, e sim para avançar na articulaçom de um movimento operário e popular com direçom e linha genuinamente ruturista e socialista.

A ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA NADA TEM QUE CELEBRAR ESTE 6D

A constituiçom espanhola e burguesa de 1978 é ilegítima, pois nom foi aprovada nem muito menos, pola maioria do povo trabalhador galego. No referendo realizado há 4 décadas, apenas 44.70% do recenseamento eleitoral galego votou afirmativamente numha consulta na que a abstençom atingiu 49.79%.

Espanha e o atual regime oligárquico é irreformável. Nom existe possibilidade algumha de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

Portanto, qualquer proposta de reformar a chave da abóbada da arquitetura jurídico-política vigente, ou releituras constitucionais “progressistas” perante a “ameaça fascista”, está inevitavelmente condenada a reforçar o sistema.

Em plena involuiçom e deriva reacionária do regime de 78, perante as ilusons sobre o falso governo “progressista”, perante o avanço do fascismo, é necessário e urgente construir ferramentas defensivas e combativas, articuladas à volta de umha alternativa estratégica, que só é possível fora de Espanha, da UE e da NATO.

Tanto a estratégia que promove o autonomismo socialdemocrata galego de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, como mudar o modelo de estado monárquico por umha república federal que perpetua o projeto chauvinista espanhol, é simplesmente umha via morta.

Só a luita independentista e socialista, sob direçom e orientaçom obreira e popular, logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 5 de dezembro de 2020

Comunicado nº 154 É LUITA DE CLASSES. Nom é confinamento.

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É LUITA DE CLASSES. Nom é confinamento.

Ao novo confinamento adotado esta semana polo governo bipartido espanhol, impondo um toque de recolher entre as 23 e 6h até a primavera, une-se-lhem os confinamentos perimetrais das sete grandes cidades da Galiza e parte das suas áreas metropolitanas, que entrárom em vigor às 15h de hoje, 30 de novembro de 2020.

Ambas decisons nom respondem a critérios científicos e epidemiológicos, som basicamente decisons políticas que aparentam vontade de querer combater e vencer a pandemia do Covid-19.

Nom se permitem reunions de mais de seis pessoas convivintes, nem interatuarmos nas ruas e nos centros de ócio, mas as crianças sim podem assistir a aulas com dúzias de nenos. A classe operária e o conjunto do povo trabalhador aos seus centros de trabalho, compartilhando espaços com dúzias, centenares e milhares de companheiros. Deslocando-nos no transporte público ateigado, que incumpre todas as recomendaçons e a cada vez mais asfixiante regulamentaçom.

Estamos quiçás assistindo ao maior experimento de controlo social de massas da História da humanidade.

Nem os sonhos distópicos mais aberrantes se atreveriam a atingir um cenário como o que atualmente estám logrando impor, sem praticamente oposiçom. De forma voluntária, sem uso da violência física, sem resistência organizada, estám logrando que bairros e cidades, que praticamente a totalidade da populaçom operária e popular respeite as restrinçons de mobilidade.

Após meses inoculando o medo paralisante mediante a manipulaçom informativa, as meias verdades, a demagogia populista, que facilita malear ao seu antolho umha sociedade desorganizada, conseguírom um elevado grau de autodisciplina social, inimaginável há umhas décadas.

As consequências psico-sociais da doutrina do shock para fazer frente a um inimigo invisível que falsamente afetaria todos, à margem da classe social e país, segue condicionando a carência de umha reaçom coletiva perante o corte e restriçons de liberdades fundamentais.

A gravidade do que estamos padecendo é que estám sentando as bases para adoutrinar as novas geraçons mediante o aparelho educativo -as atuais crianças e adolescentes-, na normalizaçom da obediência cega, no endurecimento do conformismo alienante e da resignaçom. Discrepar, criticar, disentir, pensar sem limitaçons, nom só está mal visto, está-se criminalizando.

Após fechar a hotalaria e a cultura mediante umha campanha de intoxicaçom deliberadamente planificada, passárom a criminalizar a juventude, apresentando as “festas” em incontrolados focos de contágio.

Pretendem converter cada indivíduo num polícia e num delator, em depositar na “responsabilidade individual” a garantia da saúde coletiva.

A covarde posiçom adotada polas esquerdinhas -seguidistas do discurso hegemónico polo seu já de por si medo congénito, agravado pola capitulaçom ideológica-, só contribui para o branqueamento dos planos da oligarquia para perpetuar o capitalismo crepuscular.

Nestes nove meses, na Galiza, a oligarquia e os seus capatazes nada figérom por investir e melhorar o sistema público de saúde e os geriátricos. Todo segue praticamente igual que em março. Privatizaçons encobertas, falta de recursos humanos e materiais, carência de meios, desproteçom do pessoal sanitário, ausência de planificaçom. Eis a realidade dos hospitais e centros de saúde geridos polo SERGAS. Nestes momentos nom só nom existe atençom médica primária, nom há nem suficientes vacinas para fazer frente à gripe estacionária.

As elites nom só incumprem as medidas impostas, tal como vimos há uns dias na gala do jornal reacionário “El Español”. Em pleno início do toque de recolher, mais de 150 membros da oligarquia e os dirigentes das suas fraçons de apoio, assistem a umha luxuosa festa.

Estes nove meses constatam que o capitalismo nom tem vontade real para combater e derrotar a pandemia em curso. Que as suas erráticas e negligentes decisons tenhem provocado na Galiza mais de 1.000 mortes, na sua imensa maioria claramente evitáveis.

Todos os indicadores ratificam que estám dilatando deliberadamente o final dumha pandemia da que nem explicam as suas origens, nem os seus vínculos com a crise ecológica derivada do depredador modo de produçom capitalista.

A burguesia pretende controlar a multicrise do capitalismo impondo um caos controlado global.

O cenário previamente desenhado, e que agora achou umha oportunidade imelhorável para implementar sem grandes resistências os planos que garantam a acumulaçom e expansom de capital, contemplam a depauperaçom acelerada de amplíssimos segmentos operários e populares, mas também de grandes contingentes pequeno-burgueses. Mas sem restriçons, amputaçons, cortes e eliminaçom de liberdades básicas e direitos laborais, nom seria possível.

Havia décadas que nom se apresentávam tam magníficas condiçons para facilitar de forma encoberta o endurecimento da ditadura da burguesia.

A nova fase do capitalismo senil alicerzará-se sobre o binómio mais exploraçom/menos liberdades.

Perante este cenário tam adverso para a causa do Trabalho e a emancipaçom da classe operária e dos povos, e tam ótimo para o desenvolvimento e avanço do fascismo, cumpre passar à ofensiva.

Nom podemos deixar que mexem por nós e dizer que chove! Há que reagir!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de outubro de 2020

Comunicado nº 153: Novo estado de alarma e toque de recolher, novo engano para salvaguadar a reproduçom do Capital sacrificando a saúde e o futuro do povo trabalhador

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Novo estado de alarma e toque de recolher, novo engano para salvaguadar a reproduçom do Capital sacrificando a saúde e o futuro do povo trabalhador

Após oito meses de pandemia, o capitalismo espanhol opta por declarar um novo “estado de alarma”, aplicando um toque de recolher noturno.

Assistimos a mais de meio ano perdido para adotar as medidas imprescindíveis para fazer frente com êxito ao Covid-19.

Após a desescalada precipitada de junho, promovida polo governo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, imposta pola pressom do Ibex 35 e das forças fascistas e de extrema dereita, o resultado som cerca de 1.000 pessoas falecidas na Galiza, e 50.000 no conjunto do Estado espanhol.

Nom só estamos perante a incompetência e negligência da Junta da Galiza e do governo espanhol, estamos perante a lógica perversa e criminosa da ecomomia de mercado, que sacrifica vidas para salvar os interesses do Capital.

Novamente para frear a expansom da pandemia opta-se por restringir e cortar liberdades e direitos básicos, por militarizar as ruas.

Mais de meio ano perdido para reforçar o sistema público de saúde e de residências geriátricas. Todo segue igual e mesmo pior que no mês de março.

Privatizaçons encubertas, deterioramento do sistema, carência de pessoal sanitário, de hospìtais e centros de saúde, de meios, …

O governo “progre” do PSOE-Unidas Podemos opta mais umha vez por repetir os erros da passada primavera, por facilitar o incremento da reproduçom do Capital, nom age em base a critérios epidemiológicos e sanitários. A suas decisons som as que demanda o Ibex 35 e o capitalismo monopolista.

Voltamos a lembrar que durante o estado de alarma vigorante entre março e maio, as 23 maiores fortunas do Estado espanhol incrementárom obscenamente a su riqueza em 14.000 milhons de euros.

As novas medidas adotadas serám devastadoras para o setor da hotalaria, sacrificando na Galiza milhares de postos de trabalho diretos e indiretos. Aparentando que se adotam medidas para frear o desenvolvimento da pandemia, o governo espanhol e o autonómico utilizam este setor como simples cabeça de turco.

Nem umha só medida para evitar contágios no transporte público, nas grandes fatorias, nos centros de trabalho.

A estratégia do medo pretende disciplinar-nos ainda mais, criminalizar a juventude e evitar a toda custa paralisar o incremento dos lucros do capital.

Pretende responsabilizar os individuos no combate à pandemia, de confrontar o povo trabalhador entre si, quando nom se adotam as medidas imprescindíveis para controlar o Covid-19.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita à Junta da Galiza e ao governo espanhol:

  1. Imediata blindagem da Galiza, restringindo a mobilidade nas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, do nosso país.

  2. Paralisaçom imediata de todos os setores económicos prescindíveis, carentes de releváncia estratégica, até atingirmos os rátios de contágio de 25 infetados por cada 100.000 pessoas.

  3. Proibiçom e substituiçom dos ERTEs por umha prestaçom universal do Estado que cubra 100% do salário das trabalhadoras e trabalhadores.

  4. Congelamento do pagamento dos serviços básicos [eletricidade, água, gâs, telefonia] para todas as famílias com membros em ERTE.

  5. Imposto progressivo às grandes fortunas. Os ricos devem pagar a crise.

  6. Plano integral de resgate do setor serviços, para garantir os postos de trabalho de asalariados e autónomos, proibindo despedimentos e reduçom salarial.

  7. Cancelaçom do pagamento das hipotecas e alugueres durante a crise sanitária, a todos os trabalhadores e trabalhadoras com dificuldades económicas.

  8. Aplicaçom dos protocolos de aforos e desinfeçom no transporte público para garantir a saúde das trabalhadoras e trabalhadores. Controlo estrito e clausura dos centros de trabalho que incumpram a normativa de prevençom, segurança, higiene e saúde laboral.

  9. Reforçamento da vigiláncia e controlo da inspeçom de Trabalho para evitar a implementaçom fraudulenta de ERTEs.

  10. Prestaçom de desemprego a todos os trabalhadores e trabalhadoras que perdérom os seus postos de trabalho pola crise sanitária e económica vigorante.

  11. Fortalecimento dos serviçps públicos. Dotar o pessoal sanitário, de limpeza, bombeiros e proteçom civil com os meios, EPIs e material necessário para realizar tarefas de desinfeçom e atençom de enfermos.

  12. Incautaçom dos laboratórios privados e nacionalizaçpm do sistema sanitário e das residências privadas, para fazer frente à crise sanitária e garantir a saúde dos setores mais vulneráveis do povo trabalhador.

  13. Nacionalizaçom de setores estratégicos da economia: companhias elétricas, água, gâs, transportes, telecomunicaçons, indústria farmaceútica, AP-9.

    A classe obreira galega e o conjunto do povo trabalhador e empobrecido deve luitar polos nossos direitos, por evitar que em base a demagógicas e falsas alternativas para superarmos a pandemia, se conculquem e suprimam.

    Unidos venceremos, divididos pereceremos!

    Viva o povo trabalhador galego!

    Só a clase obreira salva a classe obreira!

    Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

    Na Pátria, 26 de outubro de 2020


Comunicado nº 151: ALICERÇAR O REGIME DE 78 É A MELHOR ESTRATÉGIA PARA AFORTALAR O FASCISMO

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ALICERÇAR O REGIME DE 78 É A MELHOR ESTRATÉGIA PARA AFORTALAR O FASCISMO

É umha evidência que a moçom de censura promovida por Vox contra o governo espanhol carece de percorrido tático, pois nom conta com os apoios suficientes para tombar a coaligaçom PSOE-Unidas Podemos.

Porém, do ponto de vista estratégico, é um movimento eficaz para afortalar o processo de acumulaçom de forças no novo fascismo. Para ganhar adeptos mediante um delirante relato tam aparente como falsamente “antisistémico”, que vai calando entre setores pequeno-burgueses e camadas populares asustadas polo acelerado processo de depauperaçom e empobrecimento.

Desviando as responsabilidades diretas das políticas económicas desenhadas polo capitalismo monopolista espanhol e a UE, desqualificando estridentemente as mais retóricas que reais políticas “progressistas” do governo de Pedro Sánchez/Pablo Iglesias, o fascismo a cara descuberta que hoje representa a escória de Vox, vai calando entre um povo trabalhador tam desestruturado organicamente como frustrado polas falsas expetativas e promessas governamentais.

Subestimar os efeitos reais da iniciativa promovida por Abascal, só contribui para alimentar a suicida prática autista na que está instalada a “esquerdinha”.

Vox segue implementando a sua folha de rota visada para desputar a hegemonia “ideológica” a umhas forças progressistas e reformistas cada dia mais timoratas e acovardadas, uns partidos incapazes de despreender-se desse discurso politicamente correto inçado de eufemismos e malabarismos, do conforto institucional que hoje desfrutam.

Seguirmos de braços cruzados, infravalorizando o avanço fascista no ámbito social, na configuraçom de umha rede de entidades visadas para desputar a supremacia à direita liberal, que movimenta nas ruas cada vez setores mais amplos das camadas intermédias, que envenena com discursos demagógicos e populistas o povo trabalhador mais precarizado e empobrecido, só nos conduz diretamente à derrota frente a involuiçom reacionária.

Resulta indecente o comunicado conjunto assinado por dez forças políticas com representaçom nas Cortes espanholas.

O “Manifesto em favor da democracia” exemplifica a claudicaçom ideológica da “esquerda” institucional.

É um lavado de cara do Regime de 78, que emana diretamente do golpe fascista de 18J de 1936, umha maquilhagem da deleznável restauraçom monárquica imposta polo franquismo e das mudanças cosméticas da institucionalidade franquista travestida em democracia burguesa.

Perante o avanço do fascismo, a socialdemocracia espanhola e as socialdemocracias das naçons oprimidas, assinam um grotesco manifesto conjunto com forças reacionárias e liberais, cuja centralidade discursiva radica na defesa da democracia ameaçada pola “extrema-direita”.

A desmemória histórica carateriza um texto carregado de eufemismos. A renúncia a aplicar dialeticamente as leiçons emanadas da República de Weimar, “tentando” conter o avanço da barbárie nazista conciliando com as forças burguesas “moderadas” que o promoviam, renunciando portanto a tecer umha sólida aliança entre as organizaçons operárias, define a filosofia de um documento sucrito por três espaços políticos afins -BNG, CUP, e EH Bildu- por um lado, ERC, Compromís, Más Pais e Podemos por outro-, mais PNB, JxC e PSOE.

Todos unidos em “amor e companhia” denunciando que os “discursos racistas, xenófobos, machistas que temos escuitado no que vai de legislatura por parte da extrema-direita e a direita extrema som incompatíveis com os valores próprios de um sistema democrático e suponhem um perigo para a convivência”.

Rejeitamento à “extrema-direita, especialmente quando afete a governabilidade das instituiçons, já for por ativa ou passiva”.

O documento evita denunciar que o fenómeno em curso é consequência direta dos ignominiosos acordos da “Transiçom”. Que a fascistizaçom é promovida diretamente por umha fraçom do bloco de classes oligárquico, empregando os aparelhos de Estado que nom fôrom depurados, alimentada por essa imensa cloaca que configura as Salas de bandeiras militares, as organizaçons gremiais policiais, o poder judicial, os meios de [des]informaçom, a hierarquia católica, boa parte da Administraçom.

O auge do fascismo que mostra sem rubor as suas gadoupas, emana diretamente da atual “democracia” bourbónica. Nom é um fenómeno alheio, nom é um corpo estranho ao entramado institucional do Estado espanhol.

Ao uso das modas imperantes postmodernas, a crítica ao discurso de Vox plasmado no manifesto evita questionar o cerne que justifica a sua existência.

Vox e o conjunto do fascismo orgánico inerente ao aparelho estatal, está promovido polos banqueiros e os magnates do Ibex 35, polos grandes monopólios, basicamente para disciplinar a classe trabalhadora, para agir de eficaz ariete e grupo de choque contra as luitas que derivarám da crise económica do capitalismo senil, multiplicada pola pandemia em curso.

Vox e as forças aliadas que organicamente ainda continuam no PP e C´s, tem como principal tarefa reativar e alimentar o chauvinismo espanhol. Mediante este demagógico instrumento populista do nacionalismo espanhol logram desviar a atençom das massas trabalhadoras, fragmentando-as e confrontando-as, assegurando assim manter a unidade de mercado denominada Espanha, sem a qual o bloco oligárquico nom poderá perpetuar a acumulaçom e expansom de capital blindada polos pactos plasmados na Constituiçom de 1978.

O fascismo é a ditadura terrorista do Capital. Aparece e age nas etapas de profundas crises sistémicas para disciplinar ainda mais a classe trabalhadora. É a ferramenta empregue pola burguesia para dissuadir as luitas do movimento operário e derrotar as demandas do povo trabalhador e empobrecido.

Reduzir a ameaça de Vox ao simplista discurso do “ódio”, que alimenta o racismo, a xenofobia e o machismo, é desenfocar o verdadeiro caráter de classe do fascismo. É concentrar-se nos órgaos prescindíveis e nom disparar ao coraçom.

Alimentando esta falsa “normalidade democrática”, lavando a cara ao PSOE como principal peça da bóveda postfranquista, ocultando as suas responsabilidades diretas no terrorismo de Estado e articulaçom dos grupos parapoliciais, no infame amparo e proteçom do fascismo invernado durante mais de três décadas, as esquerdinhas socialdemocratas seguem facilitando o seu desenvolvimento. Alicerçar o Regime de 78 é a melhor estratégia para afortalar o fascismo.

A Vox, os fascistas do PP e C´s, a toda a laia fascista presente nos diversos estamentos estatais, nom se lhe combate com manifestos ligths, com inofensivas posses estéticas em defesa do regime de 78!

O fascismo só pode ser derrotado com contundência, firmeza e coragem, desenvolvendo um “cordom sanitário” real. Isolando-o, nom flertando com ele, expulsando-o das mobilizaçons populares, negando-se a debater com normalidade com os seus vozeiros. Mas basicamente combatendo-o sem trégua, expulsando-os das ruas e dos centros de trabalho e ensino.

A unidade antifascista é umha necessidade urgente. O conjunto das forças políticas e sociais antifascistas temos o dever histórico de construir um muro infranqueável que derrote esta ameaça, mas nom para defendermos as tímidas e cada vez mais raquíticas liberdades e direitos da reforma postfranquista que o neoliberalismo leva progressivamente aniquilando.

Há que combaté-lo e derrotá-lo desde posiçons anticapitalistas, porque o fascismo é umha expressom política extrema que emprega a burguesia nas etapas de crise, nom é um fenómeno alheio à ditadura burguesa denominada democracia liberal.

Cumpre avançar na configuraçom de Bloco Popular Antifascista alicerçado na unidade e no pluralismo, afastado do falso dilema democracia burguesa versus fascismo.

O dilema é Socialismo versus barbárie fascista.

Na Pátria, 22 de outubro de 2020

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular