Comunicado nº 116: Viva Euskal Herria independente e socialista! Solidariedade internacionalista galega

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Viva Euskal Herria independente e socialista!

Solidariedade internacionalista galega

A ampla coincidência à hora de avaliarmos como claramente insuficiente a via eleitoral-institucional no combate ao regime postfranquista, é mais um nexo de uniom, irmandade e camaradagem das nossas organizaçons.

Perante as condiçons adversas nas que agimos, como consequência de processos similares de implosom organizativa e claudicaçom ideológica dos movimentos dos que procedemos, descartamos participar no processo eleitoral da ditadura burguesa espanhola.

Herritar Batasuna e Agora Galiza-Unidade Popular, desde duas formaçons sociais concretas diferentes, atingimos similar posiçom frente o processo eleitoral de 28 de abril.

Isto foi possível porque ambas empregamos idêntica ferramente revolucionária de análise e interpretaçom da realidade. O marxismo forneceu-nos os mecanismos científicos ajeitados para descartar apoiarmos qualquer das candidaturas falsamente autosituadas, no campo da mal denominada “esquerda” e no soberanismo.

Nom alimentamos o ilusionismo eleitoral nem a trampa do voto útil para frear a involuiçom fascista. A experiência histórica do movimento operário com o que nos identificamos e reclamamos como parte intrínseca da nossa mochila de combate, sabe que o fascismo só se pdoe derrotar nas ruas com contundência e unidade.

A razom da nossa existência, nom é gerir “honestamente” as instituiçons burguesas e espanholas, nom é ocuparmos espaços do quadro jurídico-político vigorante visado para a sua regeneraçom.

A razom da nossa existência é construir duas forças políticas para contribuir a subversom do presente, para contribuir para organizarmos a Revoluçom Socialista basca e galega, como parte da Revoluçom Socialista mundial.

No ano do 100 aniversário da III Internacional, é fundamental reconstruir espaços unitários de análise, coordenaçom e luita a escala internacional, pois combatemos idêntico inimigo, o capitalismo monopolista na sua fase neoliberal.

Hoje, a luita anti-imperialista recobra máxima vigência e atualidade tal como a concebérom os bolcheviques quando refundárom em 1919 a Internacional, a Komintern.

Agora Galiza-Unidade Popular encaminha abraço fraterno à militáncia de Herritar Batasuna, saúda o Aberri Eguna de 2019, e transmite a solidariedade internacionalista da Galiza rebelde e combativa com a Euskal Herria que nom se ajoelha, que continua em pé com firmeza na luita pola independência e o Socialismo.

Gora Euskal Herria askatutá e sozialista!

Gora Euskal Iraultza Sozialista!

Denantes mortos que escravos! Venceremos!

Na Pátria, 21 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 115: Legislativas de 28 de abril. SEM LUITAR POUCO VALE VOTAR

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Legislativas de 28 de abril
SEM LUITAR POUCO VALE VOTAR

Estamos novamente inseridos num ciclo eleitoral. As eleiçons legislativas, municipais e europeias que se desenvolverám entre abril e maio, condicionam e hipotecam a atividade da prática totalidade das forças políticas.

Agora Galiza-Unidade Popular nem apresentará candidatura própria, nem se incoprorará a nengumha coaligaçom, nem solicitará voto para nengumha das forças que se apresentem.

Na atual conjuntura histórica, em pleno processo de reorganizaçom e reconfiguraçom da esquerda revolucionária galega, nom existem condiçons objetivas para darmos batalha na frente eleitoral das instituiçons do inimigo, com umhas condiçons mínimas e dignas.

Tampouco existe nengumha candidatura que defenda coerente e dialeticamente os interesses da classe trabalhadora e os da naçom galega.

Novamente a principal caraterística nas eleiçons de 28 de abril, é a ausência de umha alternativa eleitoral anticapitalista e patriótica galega, que conceba a intervençom nas instituiçons burguesas como umha tarefa meramente instrumental, para questionando o seu caráter antidemocrático exercer de caixa de resonáncia das luitas populares e das reivindicaçons operárias e da Naçom Galega.

O conjunto das forças situadas no espaço de “esquerda”, som candidaturas pequeno-burguesas, configuradas praticamente por setores intermédios: funcionariado, profissons liberais, pequenos empresários e comerciantes, burocracia partidária e sindical.

Ou bem som candidaturas com o centro de gravidade fora da Galiza, empapadas de chauvinismo espanhol, ou bem som forças galegas de caráter interclassista e mornamente “soberanistas”.

Salvo contadas exceçons, a totalidade das candidatutas que se apresentam na Galiza 28 de abril alimentam o ilusionismo eleitoral.

Perante este panorama nom vamos votar, conscientes que a ameaça dos partidos situados nos parámetros fascistas vai ativar o factor subjetivo do “medo à direita”, entre umha parte destacada dos setores mais avançados do povo trabalhador galego.

Tal como prognosticamos é claramente negativo o balanço do governo do PSOE. que foi apoiado por Podemos e IU, as suas confluências, as forças nacionalistas e independentistas catalanas e bascas.

Pedro Sánchez incumpriu as suas principais promessas de derogar a reforma laboral, a lei mordaça, a LOMCE, implementou umha política económica similar à do PP, aplicando os diktames de Bruxelas e Berlim, perpetuando a marginalizaçom e atraso da Galiza, negando-se a reconhecer o direito de autodeterminaçom, participando na agressom imperialista contra a Venezuela bolivariana.

Nom cansaremos de afirmar que os direitos e as conquistas só se logram com a luita nos locais de trabalho, nos centros de ensino, e na rua, sob umha linha classista e patriótica galega, orientadas numha estratégia revolucionária dirigida e ao serviço do povo trabalhador. Assim o tem demonstrado o movimento dos coletes amarelos na França.

Agora Galiza-Unidade Popular considera que nom existe neste momento nengumha alternativa eleitoral a qual votar, embora nom é indiferente o resultado de 28 de abril.

A principal tarefa da classe operária e do povo trabalhdor galego e contribuir para reconstruir a esquerda revolucionária galega, e levantar umha muralha de aço contra o fascismo, articulando um Bloco Popular Antifascista.

Na Pátria, 11 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº114: AMNISTIA TOTAL PARA TODAS AS PRESAS E PRESOS POLÍTICOS DA GALIZA E DO ESTADO ESPANHOL

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AMNISTIA TOTAL PARA TODAS AS PRESAS E PRESOS POLÍTICOS DA GALIZA E DO ESTADO ESPANHOL

O regime postfranquista junto a Turquia, som os Estados com o maior nível de repressom de toda Europa, e por tanto com um elevado número de presas e presos políticos nos seus cárceres.

No Estado espanhol as numerosas detençons e o aumento da repressom contra o movimento operário e popular em geral, contra o movimento de libertaçom nacional da Galiza e das outras naçons oprimidas, na última década, demonstram umha vez mais a deriva fascistizante da III restauraçom bourbónica.

As detençons dos líderes independêntistas por organizar o referendo de autodeterminaçom na Catalunha, ou a montagem policial contra a vizinhança de Altsasu no País Basco, som os casos mais recentes, mas nom som os únicos.

Com a aplicaçom da lei Mordaça, o número de ativistas, sindicalistas, artistas ou tuiteiros, condenados pola “Audiência Nacional” por exprimir-se ou ser políticamente ativos, aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Perante a falta de garantias democráticas e contínua repressom, vários ativistas políticos vem-se na obriga de empreender o caminho do exílio para evitar a cadeia, como já fizerom muitos antifascistas republicanos perante o golpe de estado de 1936.

Exemplos como os dos políticos independentistas cataláns ou o do rapeiro Valtonyc, condenado a vários anos de prisom polas letras da suas cançons, som sobradamente conhecidos.

Porém, há casos que som silenciados polos meios de [des]informaçom burgueses, casos que praticamente som “tabú” e que quase nengumha força política denúncia, como é o dos presos políticos detidos por militáncia revolucionária ou pertença a organizaçom armada.

A estes revolucionários consecuentes, que históricamente sempre entendérom a prisom coma um espaço de luita, furta-se-lhes o seu caráter político, convertendo-os ante à opiniom pública em presos “nom-políticos” ou simples criminais, na maioria dos casos pola utilizaçom da violência como método de luita.

A socialdemocracia em cumplicidade com os meios burgueses também faz esta distinçom dos presos políticos em relaçom a se empregárom ou nom a violência, criminalizando e qualificando de “terroristas ou lunáticos” militantes que arriscárom a sua vida pola causa operária, reconhecendo assim ao Estado o monopólio da violência.

De um jeito mui semelhante acontece com os presos que ainda que nom empregassem a violência diretamente, militavam em organizaçons revolucionárias que fôrom ilegalizadas, por nom condenar a luita armada.

Isto somado às denuncias por torturas nas prisons, o Tribunal Europeio de Direitos Humanos de Estrasburgo condenou várias vezes o Estado espanhol por violar de maneira sistemática os direitos humanos. Em cárceres galegas, como a de Teixeiro, Lama, Corunha, vários funcionários fôrom denunciados por torturas de maneira sistemática aos presos nos últimos anos.

As políticas terroristas de dispersom efetuadas polo Estado espanhol contra os presos indepedentistas galegos e bascos som outro método mais para submeter e fazer sofrer nom só os presos e presas, também os seus familiares ao ter que deslocar-se centos de quilómetros para poder visitá-los, e mesmo em muitos casos denegándo-se-lhes a visita.

Sob aplicaçom do regime FIES, vulneram-se os direitos dos presos políticos piorando as condiçons de vida no cárcere, sofrendo isolamento, dispersom, aceso limitado a determinado tipo de atividades desportivas ou recreativas, intervençom das comunicaçons, desatençom médica e torturas, como já tenhem denunciado colectivos em apoio aos presos políticos independentistas ou ex-presos galegos.

Atualmente presos políticos sofrem doenças, que se nom se tratam corretamente podem correr o risco de morrer na prisom, algo que já aconteceu em 2014 com Isabel Aparicio.

A realidade é que as violaçons continuadas dos direitos humanos no Estado espanhol acontecem esteja quem esteja no governo espanhol, seja PP ou PSOE, governe quem governe, a natureza do regime segue sendo a mesma, umha natureza reacionária emanada do franquismo e que perdurou intata após a maquilhagem da transiçom.

É umha obrigaçom para qualquer organizaçom revolucionária reclamar a liberdade e denunciar a situaçom na que se acham as presas e os presos políticos, assim como também denunciar a cumplicidade do Estado e os seus corpos policiais com as organizaçons fascistas que agredem com total impunidade e permissividade.

Perante o silêncio das forças que se autodenominam de “esquerda”, Agora Galiza-Unidade Popular exige a amnistia total e a inmediata posta em liberdade para todos os presos políticos galegos e do Estado espanhol sem distinçom de nengum tipo.

Na Pátria, 9 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 112: “Caso Miramontes” confirma caráter criminal do PP

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Caso Miramontes” confirma caráter criminal do PP

As seis detençons realizadas em Compostela contra os responsáveis da rede de prostituiçom que operava na Galiza com mulheres paraguaias, constata a realidade de umha das expressons mais deleznáveis do capitalismo.

Porém, a gravidade desta operaçom é que um dos detidos é Juan Pérez Miramontes, ex-secretário geral de “Xóvenes Agricultores-ASAJA”, a organizaçom “agrária” do PP, dissolvida em 2016 por ordem judicial perante as dívidas contraídas e o impago aos seus trabalhadores, logo de anos e anos recebendo subsídios milionários pola Junta de Galiza, a administraçom estatal e a UE.

Miramontes, que está acusado de liderar a trama de exploraçom sexual, fazia parte, com Ana Pastor [Presidenta das Cortes espanholas], Xesús Palmou, [ex conselheiro de Justiça], e Rafael Louzao [ex-presidente da Deputaçom de Ponte Vedra], entre outros, do círculo mais próximo a M ponto Rajói na Galiza.

Miramontes era um dos habituais do seleto grupo de dirigentes da extrema direita autótone que acompanhava o ex-presidente do governo espanhol nas suas veladas veraniegas em Sam Genjo. O seu iate “La Peregrina” estava sempre a disposiçom do senhor de los “hilillos”.

Até o momento nom só nom se tenhem produzido declaraçons de repulsa, tampouco condenas, e muito menos demissons, por parte da cúpula do PP que desfrutava da luxuosa vida com o presumido proxeneta.

O atual presidente da Junta da Galiza manifestou que nom lhe “preocupa a detençom”. Mas por se nom fosse suficiente, Feijó “desejou sorte” a Miramontes até que se “aclarem possíveis suspeitas”.

Casado cala, como se a operaçom judicial e policial contra Miramontes nom tivesse relaçom algumha com o PP.

Estamos pois, perante umha nova evidência do caráter criminal de umha organizaçom que deveria estar ilegalizada e umha boa parte da sua direçom e cargos públicos encarcerada.

Mas o caráter do regime da III restauraçom bourbónica com continuidade do franquismo, permite ao PP agir com impunidade. Por muita acumulaçom de delitos, por muito que engrosse a listagem de dirigentes do PP presos em todo tipo de operaçons judiciais por corrupçom, lavado de dinheiro, fuga de capitais, vínculos com o narcotráfico e o proxenetismo, nom se adota medida algumha visada para a sua dissoluçom.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita novamente a ilegalizaçom do PP de Casado e Feijó, e exige às forças denominadas de “esquerda” nom legitimar este aparelho mafioso situado em parámetros fascistas que pretende dar leiçons de “moral”.

Agir com “normalidade democrática” nas relaçons institucionais com o PP contribui para o lavado de cara deste sindicato do crime.

Na Pátria, 5 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 109: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Piloto, Amador, Daniel, a luita continua! SÓ NAS RUAS FREAREMOS O FASCISMO

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega

Piloto, Amador, Daniel, a luita continua!

SÓ NAS RUAS FREAREMOS O FASCISMO

A ausência de umha força política classista com influência de massas e de um movimento obreiro com umha prática coerente e combativa, facilita que a burguesia continue endurecendo a dominaçom sobre a nossa classe.

O atual ciclo eleitoral desta ditadura burguesa erroneamente denominada “democracia”, facilita que o postfranquismo se legitime nas urnas.

As diversas candidaturas situadas no campo da “esquerda” que se vam apresentar, na sua imensa maioria nom passam de ser de falsas alternativas para fazer frente às contínuas agressons e perda de direitos e conquistas adquiridos em décadas de luita operária e popular.

Nada podemos aguardar do circo eleitoral que manterá entretida umha parte considerável do povo trabalhador galego, gerando falsas expetativas. A falsa “normalidade democrática”, o ilusionismo eleitoral e o cretinismo parlamentar, gera fraudulentas expetativas de poder conquistar direitos em base a remendar o capitalismo.

A memória histórica do mundo do Trabalho custódia que todas as conquistas e avanços, sem exceçom, fôrom atingidos na luita nas fábricas, nos centros de trabalho e nas ruas. Som resultado do suor, das lágrimas e do sangue operário. Nada nos foi regalado em balde! Nom fôrom concessons gratuítas do nosso inimigo irreconciliável.

A institucionalizaçom dos direitos que agora estám sendo progressivamente desmantelados, foi consequência da nossa pressom, resultado da nossa mobilizaçom e firme vontade de construir um mundo novo sem exploraçom nem opressom.

A desorganizaçom na que está instalada a classe trabalhadora e as tendências amórficas que promovem as práticas interclassistas e cidadanistas da “esquerda” institucional, facilitam a ofensiva burguesa contra nós, povo trabalhador galego.

Eis polo que Agora Galiza-Unidade Popular, perante o grau de desmobilizaçom da nossa classe, da situaçom de debilidade organizativa da esquerda revolucionária galega, nom considera tarefa prioritária participar nos processos eleitorais de abril e maio.

As tendências em curso de involuiçom política, de eclossom do fascismo sem complexos, só poderám ser freadas e derrotadas na rua.

Com o fascismo sem complexos de Vox, com o neofalangismo de C´s, e com o viragem de extrema direita do PP, nem se se dialoga nem se negoceia. Simplesmente deve ser isolado, denunciado, ilegalizado e esmagado! Branqueá-lo com o jogo institucional burguès só contribui para reforçá-lo.

A desconvocatória da greve geral que tinha sdo convocada na Galiza para 19 de junho passado, constata o erro estratégico do reformismo político e sindical de seguir depositando expetativas nos governos social-liberais do PSOE, umha força reacionária de fachada “pogressista”, ao serviço da oligarquia postfranquista.

Nos nove meses de governo de Pedro Sánchez nom se derogou a reforma laboral, nem a lei mordaça, nem a LOMCE, nom se sentárom as bases para reverter o deterioramento da sanidade e educaçom pública, a queda de salários e pensions, a perda de poder adquisitivo polo aumento do custo da vida, a sangria da emigraçom juvenil, o empobrecimento e a precarizaçom que carateriza as condiçons de vida e trabalho de boa parte da classe obreira e camadas populares galegas …

A política do governo do PSOE mantivo a essência da doutrina neoliberal marcada polo Ibex 35 e as diretrizes dos monopólios e a oligarquia. e continuou alimentando o relato reacionário e supremacista do chauvinismo espanhol.

Neste 10 de Março nom só lembramos e honramos a luita operária de Ferrol de 1972, Daniel Niebla e Amador Rei, assassinados pola polícia por reivindicar direitos para o proletariado galego.

Neste Dia da Classe Obreira Galega também reivindicamos a figura e a vigência da causa de José Castro Veiga “Piloto”, um dos últimos combatentes da resistência político-militar ao fascismo, vilmente abatido a traiçom pola Guarda Civil a carom do regato das Andorinhas, em Chantada em 1965.

Neste novo 10 de Março cumpre recuperar o rol dirigente do proletariado galego no combate antifascista, na articulaçom do movimento popular que na década de setenta se desenvolvia sob um programa ruturista em prol dos direitos sociais e plenas liberdades sociais e nacionais.

Ou bem renunciamos à luita e portanto assumimos submissamente a depauperaçom, ou bem optamos pola rebeliom. Nom existem caminhos intermédios. Agora Galiza-Unidade Popular tem claro qual é a resposta a esta disjuntiva: a luita é o único caminho.

Viva a classe obreira galega!

Independência e Pátria Socialista!

Venceremos!

Na Pátria, 9 de março de 2019

Comunicado nº 108: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. FEMINISMO DE CLASSE

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

FEMINISMO DE CLASSE

“Qual é o objetivo das feministas burguesas? Conseguir as mesmas vantagens, o mesmo poder, os mesmos direitos na sociedade capitalista que possuem agora os seus maridos, pais e irmaos.

Qual é o objetivo das operárias socialistas? Abolir todo tipo de privilêgios que derivem do nascimiento ou da riqueza. A mulher obreira é-lhe indiferente se o seu patrom é homem ou mulher”.

[Alexandra Kollontai]

Este breve fragmento da sólida obra teórico-prática da dirigente bolchevique, que ocupou a primeiro ministério da mulher da história, sintetiza perfeitamente qual deve ser a linha e a orientaçom política na luita pola emancipaçom das mulheres trabalhadoras galegas.

Paradoxalmente o relato do feminismo hegemónico na Galiza, que oculta e nega a luita de classes, apresentando às mulheres como um todo com idênticos interesses objetivos, convertendo a “contradiçom” de género no seu eixo, nom questiona os alicerces da dominaçom burguesa.

O feminismo hegemónico, tanto o liberal-progressista como o pequeno-burguês, está esterilizado para encabeçar e dirigir umha mudança genuinamente revolucionária visada para superar a exploraçom, opressom e dominaçom que padece o conjunto do povo trabalhador galego.

Eis polo que boa parte do seu programa é assumido por as forças políticas sistémicas, tanto as social-liberais como as socialdemocratas, pois nom tem como objetivo dar xaque mate ao capitalismo.

Eis polo que o seu discurso é divulgado por umha parte dos meios de [des]informaçom sistémicos, perfeitamente conhecedores da sua funcionalidade para amortecer a contradiçom antagónica entre Capital-Trabalho.

Mas frente a este feminismo que desvia a atençom das tarefas e prioridades da classe trabalhadora, as mulheres que vendemos a nossa força de trabalho, as mulheres trabalhadoras que somos exploradas polas mulheres da burguesia, nas suas fábricas, nos seus centros de trabalho, nas tarefas domésticas das suas casas, temos que hastear a bandeira do feminismo de classe, do feminismo socialista galego.

Enquanto facilite a presença no movimento de forças reacionárias como o PSOE; enquanto se centre em tecer um artificial e disfuncional “unitarismo” oco; enquanto se continue a alimentar a ilusom de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo, o patriarcado e a dependência nacional, o movimento feminista nom logrará organizar e movimentar as mulheres trabalhadoras, divulgar as suas reivindicaçons específicas no ámbito salarial, direitos sexuais e reprodutivos, liberdades, combater com eficácia a violência machista, incrementar a sua consciência, e tingir de lilás o conjunto da luita operária, popular e nacional.

Enquanto o movimento feminista continue ocultando as origens do 8 de Março, enquanto siga desvirtuando os objetivos desta jornada reivindicativa, tal como foi instaurada polas mulheres bolcheviques em 1910, em Copenhaga, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, nom se produzirám mais avanços, nem se consolidarám os já atingidos.

Do contrário nunca lograremos acumular forças rebeldes visadas a organizar a Revoluçom Galega, única alternativa viável para sentar as bases do enterro do patriarcado e da sua aliança simbiótica com o capitalismo.

Agora Galiza-Unidade Popular quer lembrar neste 8 de Março Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo contra o capitalismo.

Nom cansaremos de repetir que 8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita onde nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 1 de março de 2019

Comunicado nº 107: CONTRA A “MARCHA FASCISTA” SOBRE MADRID

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CONTRA A “MARCHA FASCISTA” SOBRE MADRID

Em outubro de 1922, dezenas de milhares de militantes fascistas, que reivindicavam o governo da Itália, realizam a “Marcha sobre Roma”. A manifestaçom encabeçada por Benito Mussolini tinha um evidente caráter de golpe de estado. Com esta mobilizaçom o fascismo logrou a ascensom ao poder do Partido Nacional Fascista e o fim da democracia liberal.

Obviamente as condiçons históricas e sociais do período de entreguerras na Europa som qualitativamente diferentes às atuais. Porém, o ascenso do fascismo é umha realidade inegável.

Marx aseverou que “A história repete-se, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

A manifestaçom convocada para amanhá, domingo 10 de fevereiro, polos partidos fascistas espanhóis, PP, C´s e Vox, que contam com o apoio do conjunto dos grupos e organizaçons da extrema direita e nazis, inspirada nas concentraçons franquistas da madrilena praça de Oriente, tem um induvitável aroma golpista.

Em base à monumental falácia de que o “ilegítimo” Governo do PSOE está “atraiçoando” a unidade do Estado espanhol polas suas “conscessons” ao independentismo catalám, a hidra fascista pretende ocultar as suas responsabilidades na destruiçom das conquistas laborais e sociais, na voadura das anémicas liberdades democráticas atingidas pola luita operária e popular.

Com esta iniciativa, promovida polo PP de Pablo Casado e Alberto Nuñez Feijó, apelando ao chauvinismo e supremacismo espanhol, ao ultrareacionário projeto assimilacionista e imperialista, pretende desviar a atençom, ocultar que é umha organizaçom criminal, umha imensa maquinária mafiosa especializada no saqueio e roubo, que só tem provocado miséria e desolaçom entre o povo trabalhador galego e do conjunto do Estado espanhol.

Umha poderosa fraçom da oligarquia e do Ibex 35, está promovendo e facilitando o rearme ideológico do franquismo, para assim poder disciplinar definitivamente o movimento operário, que facilite a adoçom de mais medidas visadas para a supressom de direitos e conquistas que permitam manter e incrementar a sua obscena taxa de ganho.

Perante este cenário tam perigoso e alarmante, as organizaçons sindicais e as forças políticas da esquerda institucional praticam um irresponsável autismo, nom passando no melhor dos casos de condenas formais do processo em curso.

A claudicaçom e cessom de Pedro Sánchez pola chantagem combinada da extrema-direita e dos setores mais chauvinistas e reacionários do PSOE, respeito ao processo de negociaçom com a Generalitat catalana, exprime a debilidade do social liberalismo e a vulnerabildade do governo espanhol, simple capataz amável do grande capital.

A estas alturas, PP, C´s e Vox, e o conjunto dos grupos e organizaçons da extrema direita e nazis, deveriam estar ilegalizados e os seus dirigentes em prisom.

Porém, perante a inaniçom da esquerda desnutrida e anémica, dos aparelhos institucionais e parlamentares, onde prevalece a covardia e o timoratismo da pequena-burguesia, o taboleiro político no Estado espanhol desliza-se paulatinamente perante um cenário similar ao de 18 de julho de 1936.

Antes de que seja demasiado tarde devemos dar passos tangíveis que nos permitam lograr as condiçons objetivas e subjetivas para poder esmagar a recomposiçom do fascismo.

Agora Galiza-Unidade Popular apela à configuraçom de um Bloco Popular Antifascista, que com firmeza e contundência despute nas ruas e nos centros de trabalho o avanço do fascismo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 9 de febereiro de 2019

 

 

Comunicado nº 104: GOLPISMO NOM PASSARÁ Solidariedade galega com a Venezuela Bolivariana

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GOLPISMO NOM PASSARÁ

Solidariedade galega com a Venezuela Bolivariana

Apoderar-se das imensas reservas de petróleo e dos recursos minerais da Venezuela, som as únicas razons polas que o imperialismo leva tentando permanentemente destruir o processo bolivariano iniciado em 1998 sob a direçom do comandante Hugo Chávez.

Nestas duas décadas, os USA e a UE tentárom infrutuosamente de reinstaurar em Caracas um governo títere ao serviço dos monopólios e as multinacionais.

O golpe de estado promovido em 2002, a guerra económica implementanda desde o exterior [acaparamento, sabotagem, bloqueio de importançon, restriçom da produçom industrial e limitaçom na distribuiçom e tránsito de mercadorias que provocam desabastecimento programado de bens de consumo essenciais], conta com o aval da oligarquia venezuelana, e dos partidos que representam os interesses das camadas intermédias e da grande burguesia.

Perante a estratégia insurrecional e o terrorismo, que pretende converter novamente numha colónia ianque a Pátria de Chávez e Bolívar, até agora a resposta do governo bolivariano tem sido morna.

É o momento de ativar em toda a sua dimensom o “Golpe de leme”, a reorientaçom socialista do processo que o Hugo Chávez propujo no último Conselho de Ministros a que assistiu em outubro de 2012.

O denominado “socialismo do século XXI” está incapacitado geneticamente para sentar as bases da construçom de umha sociedade superadora do capitalismo.

Só a classe obreira venezuelana e o povo trabalhador pode derrotar nas ruas o golpismo imperialista, só o povo em armas pode derrotar a invasom militar dos Estados Unidos.

A política imperialista sobre a Venezuela nom é produto de Trump. Em março de 2015 Obama emitiu umha “ordem executiva” em que qualificava a Revoluçom Bolivariana de “ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e para a política exterior dos Estados Unidos”.

Mas perante o golpe de estado promovido por Washington, perante o ultimato injerencista da UE e do governo do PSOE, a equerda revolucionária galega nom é neutral, nem pratica a equidistância.

Frente ao golpe de estado aplaudido polo fascismo espanhol [PP, C´s e Vox] e o social-liberalismo [PSOE], a esquerda independentista e socialista galega estamos induvitavelmente com o governo venezuelano presidido por Nicolás Maduro.

Perante o apoio ao títere de Guaidó, exprimido polo Brasil de Bolsonaro, polo governo oligárquico colombiano, pola Argentina de Macri, polo estado sionista de Israel, estamos com a Venezuela que com dignidade nom claudica nem se submete.

Frente a intoxicaçom e manipulaçom mediática dos meios de [des]informaçom da burguesia espanhola, Agora Galiza-Unidade Popular está com a Venezuela que se reafirma na sua soberania e independência nacional.

O governo do PSOE qualifica de ilegítimo ao governo de Nicolás Maduro emanado das eleiçons de maio de 2018, mas justifica o rei espanhol e a monarquia bourbónica imposta polo fascismo.

Alertamos a classe trabalhadora galega a nom deixar-se manipular polas desinformaçom do inimigo, a estar alerta perante a agenda golpista que nas vindouros dias pretende aprofundar na desestabilizaçom económica e política da Venezuela.

O imperialismo nom permite que os povos do mundo nos autodeterminemos, decidamos o nosso futuro de forma soberana, sem tutelagens nem ingerências de Washington e Bruxelas. Mas o futuro é para quem luita!

Galiza-Venezuela solidariedade!

Independência e Pátria Socialista!

Galiza, 29 de janeiro de 2019

Comunicado n° 12 do Manifesto Internacionalista de Compostela: FORA AS MAOS IMPERIALISTAS DA VENEZUELA!

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FORA AS MAOS IMPERIALISTAS DA VENEZUELA!

Achamo-nos perante um ponto álgido da ofensiva imperialista contra a Venezuela. A autoproclamaçom de Juan Guaidó como presidente interino, o seu reconhecimento por parte de vários governos estrangeiros com os EUA à cabeça, as suas declaraçons alentando as Forças Armadas ao derrocamento do presidente Nicolás Maduro e a sublevaçom de um grupo de Guardas Nacionais, devem entender-se como umha autêntica tentativa golpista que tem o objetivo de acabar com a Revoluçom Bolivariana e entregar os ricos recursos naturais da Venezuela aos imperialistas.
Perante esta situaçom o Presidente Nicolás Maduro anunciou a rutura de relaçons diplomáticas com os EUA, num exercício de defesa da dignidade e a soberania do povo venezuelano.

Desde o Manifesto Internacionalista de Compostela consideramos que o dever de todas e de todos os revolucionários é defender sem ambagens a soberania nacional da Venezuela, a Revoluçom Bolivariana e o Presidente da República Bolivariana, Nicolás Maduro. O nosso dever é monstrar a nossa mais sincera e cálida solidariedade Internacionalista.

Sinalamos também que a defesa da Revoluçom Bolivariana significa defender a soberania nacional de todos os povos que resistem o imperialismo na América Latina, entre os que o povo venezuelano exerce hoje um papel dirigente.

Solidaridade com o povo venezuelano e o seu Presidente Nicolás Maduro!

Venezuela respeita-se!

Nom pasarám!

24 de janeiro de 2019

Comunicado nº 103: Denunciamos e condenamos qualquer agressom imperialista contra a Venezuela

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Denunciamos e condenamos qualquer agressom imperialista contra a Venezuela

O imperialismo norteamericano nom tolera que os povos exerzam a sua soberania nacional.

A doutrina Monroe, que guia desde 1823 a política exterior de Washington, está baseada na imposiçom dos seus interesses sobre as necessidades dos povos do continente.

Ao longo do século XIX combateu as luitas independentistas promovidas por Bolívar, Sucre, Martí, porque considera que a América Latina e o Caribe é o seu pátio traseiro.

Ao longo do século XX promoveu e participou diretamente em invasons, intervençons militares, golpes de estado, promoçom do terrorismo, bloqueios económicos, para derrocar governos baseados na defesa da soberania e a independência nacional, e na edificaçom de sociedades mais justas e igualitárias.

A listagem de ditaduras impostas polos Estados Unidos é mui longa. A sua política ao longo do século XXI mantem-se inalterável tentando submeter Cuba, Bolívia, Venezuela, Nicarágua, impulsionando intervençons e golpes de estado como o promovido contra o governo de Hugo Chávez 11 de abril de 2002.

A Revoluçom Bolivariana leva praticamente desde a vitória eleitoral do comandante Hugo Chávez em 1999 sendo um dos alvos prioritários do intervencionismo dos Estados Unidos. A perda do controlo das enormes reservas de petróleo e riquezas naturais estratégicas da Venezuela polas multinacionais ianques, é a razom fundamental pola que os Estados Unidos teimam em reinstaurar em Caracas um governo lacaio aos seus interesses.

À margem das profundas divergências que mantemos com o atual governo da Venezuela, e com a orientaçom do proceso bolivariano em curso, nom podemos ficar em silêncio, nom somos equidistantes, perante a nova agressom internacional que pretende criar condiçons visadas para facilitar umha intervençom militar contra a Venezuela, perante o fracasso das diversas estratégias implementadas nos últimos anos pola lumpemburguesia autótone.

Agora Galiza-Unidade Popular transmite a solidariedade da esquerda revolucionária galega, com o povo chavista da pátria de Bolívar e Chávez, com a defesa da sua soberania e independência nacional.

Agora Galiza-Unidade Popular condena toda ingerência e intervençom contra a Venezuela, tanto a exercida pola UE dos 28 Estados membros, como a amparada nas descaradas e cínicas teses do engendro imperialista denominado “Grupo de Lima”, quem seguindo as diretrizes norteamericanas nom reconhece a legitimidade do governo de Nicolás Maduro, que amanhá vai tomar posse, ser investido novamente Presidente da República Bolivariana da Veenzuela para o período 2019-2025.

Os governos da Colômbia, Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Peru, Paraguai, Panamá, Costa Rica, Honduras, Guatemala, Guiana e Santa Luzia, nom representam a maioria dos paises latinoamericanos e caribenhos, nem o sentir da maioria dos seus povos.

Resulta cómico que o Brasil de Bolsonaro, a Argentina de Macri ou as Honduras de Juan Orlando Hernández, pretendam dar leiçons de democracia a Nicolás Maduro.

Encaminhamos umha saudaçom revolucionária galega a todas as organizaçons e forças políticas, sindicais e sociais venezuelanas, implicadas ativamente na defesa de umha orientaçom socialista do processo bolivariano.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 9 de janeiro de 2019