Comunicado nº 53: 10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Amador, Piloto, Daniel, a luita obreira é o único caminho

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10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega

Amador, Piloto, Daniel, a luita obreira é o único caminho

Paradoxalmente, a medida que a ofensiva do Capital contra o Trabalho se intensifica, as luitas operárias vam perdendo vigor, intensidade e combatividade. O ano 2016 finaliza com o menor número de greves e conflitos laborais das 4 últimas décadas. Eis a adversa realidade da radiografia da luita de classes na Galiza.

Mas esta situaçom tem umhas causas claras que convém determinar para corrigir o rumo atual que nos conduz inevitavelmente a umha severa derrota do proletariado, da classe obreira e do conjunto do povo trabalhador galego.

O sindicalismo hegemónico, tanto o de ámbito espanhol como o galego, carecem de vontade real para agir como ferramentas defensivas da classe operária. Converterom-se em mastodónticos aparelhos burocráticos financiados polo Estado burguês para promover e legitimar a conciliaçom e a “pax social”, imprescindível para aprofundar na exploraçom e disciplinar a classe obreira.

Os pronunciamentos realizados nas últimas semanas polas amarelas CCOO e UGT, mas também pola CIG, som meras declaraçons para galeria, simples posicionamentos administrativos, inofensivos amagos sem percorrido algum, dirigidos basicamente a manter “pressom” mediática para nom perder o seu privilegiado estatus como parte da maquinária do Estado postfranquista.

A ausência real de empenho por organizar e mobilizar a classe trabalhadora galega na defesa dos seus direitos laborais, sociais e políticos, sob umha estratégia de luita permanente e encadeada, é o pam de cada dia do sindicalismo maioritário.

Se a isto acrescentamos os vínculos diretos destas estruturas sindicais com os partidos reformistas e sistémicos que alimentam o ilusionismo eleitoral desta ditadura burguesa sob fachada democrática, compreenderemos melhor a carência por promover a conflituosidade laboral, por politizar e ideologizar a classe trabalhadora.

Conciliaçom de classes e ilusionismo eleitoral som as duas caras da mesma moeda. Som a estratégia que levam alimentando nas últimas quatro décadas os partidos e forças políticas da “esquerda” institucional. O seu fracasso é umha evidência impossível de maquilhar.

A “nova política” vaziou as ruas de protestos e liquidou o ascendente movimento de massas que entre contradiçons estava dando passos na sua radicalizaçom e politizaçom.

Hoje a classe operária galega tem menos direitos e liberdades que as atingidas na luita contundente nas fábricas, centros de trabalho e na rua pola geraçom proletária de Daniel e Amador.

Todas as conquistas e direitos que nos suprimírom e as que pretendem liquidar-nos som resultado da luita operária e popular. Nada nos foi entregue gratuitamente. A burguesia nunca concedeu nada de forma voluntária e pacífica. O pactismo e a conciliaçom som sinónimos de mais derrotas e mais retrocessos.

Estamos na antesala do novo pacote laboral que exige Bruxelas e Berlim ao governo espanhol. Mas perante o retrocesso nas pensons e nos salários, no incremento da precariedade laboral, da emigraçom, da pobreza e da exclusom social, o sindicalismo hegemónico nom passa de convocar mobilizaçons meramente rituais, processons para cubrir expediente e aparentar, às que obviamente só assiste umha parte do seu aparelho burocrático de liberados e militantes das forças políticas instaladas no cretinismo parlamentar.

Perante este adverso panorama cumpre ao proletariado galego recuperar a iniciativa e a centralidade discursiva, deslocar e depurar a pequena-burguesia da direçom do movimento obreiro, recompor o sindicalismo, promover ferramentas unitárias de defesa, resistência e combate obreiro.

A melhor contribuiçom para comemorarmos o 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique é visibilizar a imensa capacidade e potencialidade de luita da nossa classe, acreditar nas possibilidades reais de atingirmos vitórias parciais para acumularmos na forja do combate operário as forças necessárias para tomar o poder.

No 45 aniversário do assassinato em Ferrol pola polícia espanhola de Amador Niebla e Daniel Rei, no 52 aniversário da execuçom em Sam Fiz de Asma pola Guarda Civil do guerrilheiro comunista galego Luís Castro Veiga, “Piloto”, o socialismo independentista honra a sua memória e lembra que o seu sangue é semente da Revoluçom Galega.

Viva a classe obreira galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva Galiza ceive, socialista e feminista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 6 de março de 2017

Comunicado nº 52: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Só com feminismo de classe se logrará a emancipaçom

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Só com feminismo de classe se logrará a emancipaçom

Umha das expressons mais nocivas da abafante hegemonia pequeno-burguesa nos movimentos sociais é a permanente maquilhagem política e ocultaçom histórica que imprimem à memória coletiva da luita popular.

A luita pola emancipaçom da mulher trabalhadora da dominaçom, opressom e exploraçom que padece pola aliança simbiótica entre patriarcado e capitalismo é um dos exemplos desta falsificaçom.

Lamentavelmente a manipulaçom das origens de 8 de Março e a adulteraçom dos verdadeiros objetivos desta jornada mundial reivindicativa tem sido progressivamente assumida polo feminismo galego.

Primeiro suprimírom o seu conteúdo eminentemente de classe eliminando “trabalhadora” da designaçom da data, para agora desvirtuar a jornada reivindicativa pola postmoderna formulaçom “Dia da luita feminista”.

Sob o manto do unitarismo dotado de um programa minimalista que permite a cómoda presença de forças como o PSOE, contrárias à plena emancipaçom da mulher trabalhadora e responsável direto pola sua situaçom, o feminismo galego dirigido pola pequena burguesia mesocrática e funcionarial renuncia a definir com precisom a alternativa revolucionária, empregando eufemismos e malabarismos que alimentam o ilusionismo de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo e o patriarcado.

Eis polo que Agora Galiza, como organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, vemo-nos na obrigaçom de denunciar esta deturpaçom da jornada que o feminismo pequeno-burguês tem acunhado.

8 de Março foi proclamado como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em 1910 pola II Conferência Internacional de Muheres Socialistas reunida em Copenhague. A proposta da dirigente marxista Clara Zetkin foi apoiada unanimemente polas mais de cem mulheres que representavam 17 países.

Fôrom pois as mulheres comunistas como Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, além da própria Clara Zetkin, quem impulsionárom há mais de um século esta data fundamental no calendário reivindicativo da luita operária e popular contra o capitalismo.

É necessário recordar perante tanta amnésia imposta que foi durante a Revoluçom Bolchevique de 1917 quando por primeira vez na história as mulheres trabalhadoras atingírom plenos direitos e conquistas em todas os ámbitos: igual trabalho igual salário, divórcio, aborto, discriminalizaçom da homossexualidade e do adultério, cuidado e educaçom das crianças, etc.

8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita para exigir a plena igualdade de direitos em todos os espaços. Umha data com eminente conteúdo de classe pois som as mulheres trabalhadoras as que padecem no ámbito laboral, familiar, social a sobre-exploraçom e discriminaçom do capitalismo.

As mulheres trabalhadoras recebem 25% menos de salário que os homens por jornadas laborais idênticas. Som as mulheres trabalhadoras as que padecem com mais virulência a precariedade laboral, o desemprego, a pobreza e a exclusom social. Som as mulheres trabalhadoras as que recebem pensions mais baixas tendo que trabalhar 10 anos mais que um trabalhador para atingir similar reforma. Som as mulheres trabalhadoras as que tenhem sido mais golpeadas pola crise estrutural do capitalismo, polas contínuas reformas laborais promovida polo PSOE e o PP e as suas consequências à hora de relegá-las ao cuidado das crianças, de familiares doentes e pessoas idosas.

O feminicídio e a violência estrutural do terrorismo machista continua a ser umha lacra que longe de diminuir aumenta perante a falta de medidas concretas no ámbito laboral, educativo, cultural, social e político, e que golpeia basicamente as mulheres trabalhadoras.

Os direitos sexuais e reprodutivos como o aborto livre e gratuíto, a infomaçom sexual nos centros educativos, as revisons ginecológicas anuais na rede sanitária pública, o acesso gratuíto da juventude aos métodos anticonceptivos, etc nom se garantem no sistema capitalista.

O mesmo em matéria de erradicaçom da linguagem machista nos ámbitos públicos, nomeadamente nos meios de comunicaçom e no sistema educativo.

Eis polo que nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Eis polo que temos que construir um movimento feminista galego com umha composiçom e orientaçom claramente socialista e comprometido com a plena liberdade da nossa Pátria, a Galiza.

Corresponde pois às mulheres trabalhadoras resgatar o caráter de classe do 8 de Março, deslocar mediante a açom teórico-prática a hegemonia pequeno-burguesa do movimento feminista galego, tomar as ruas, mobilizar-se, confrontar com o machismo e o patriarcado.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional e Agora Galiza

Na Pátria, 3 de março de 2017

Comunicado nº 51. A independência nacional será resultado da luita popular sob direçom operária

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Perante o julgamento ao que estám sendo submetidos três altos responsáveis do anterior governo da Generalitat da Catalunha por terem organizado 9 de novembro de 2015 umha consulta soberanista, e os apelos à defesa da legalidade espanhola que utilizam na sua defesa no Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, Agora Galiza considera oportuno transmitir a posiçom do socialismo independentista galego sobre os acontecimentos em curso e as perspetivas que se divisam a curto/meio prazo.

O processo independentista catalám é a dia de hoje o elo fraco da cadeia da dominaçom do bloco oligárquico espanhol sobre a classe trabalhadora, as mulheres e as naçons submetidas polo imperialismo hispano.

O atual movimento independentista catalám atingiu umha dimensom de massas como consequência da combinaçom de um complexo conjunto de fatores. À prolongada e firme posiçom em defesa de um Estado catalám que tem caraterizado a açom teórico-prática da esquerda independentista nas últimas cinco décadas, há que acrescentar a linha plenamente soberanista de ERC, e basicamente a recente viragem independentista adotada por um setor destacado da grande burguesia catalana articulada no Partido Democrata Europeu Catalám [antiga CiU].

Som também diversas as razons polas quais a burguesia autonomista catalana -que durante o último século procurou mediante diversas fórmulas o encaixe da Catalunha em Espanha-, opta por quebrar o seu colaboracionismo e vocaçom de reformar/regenerar Espanha.

A necessidade de abrir novos mercados para os seus negócios sem a tutelagem de Madrid, o imobilismo e incumprimento das promessas polo governo de Zapatero de conceder maior autogoverno após nom aceitar o Novo Estatut plebiscitado e ratificado polo Parlament, a negativa de Mariano Rajói de reatualizar os acordos sobre financiamento autonómico [Pacto fiscal], o endurecimento centralizador do cada vez mais intolerante chauvinismo espanhol, som algumhas das causas que permitem entendermos porque um partido de ordem, profundamente burguês, opta por assumir aparentemente a sério a opçom independentista.

A profunda crise estrutural que sacude o capitalismo e as suas consequências sobre as maiorias trabalhadoras e populares combinada com a multricrise do regime espanhol [política, institucional, económica, identidade] tem facilitado que a esquerda independentista catalana atingisse na última década umha acumulaçom de forças no ámbito social e político cuja expressom mais espetacular é o êxito eleitoral plasmado na bancada parlamentar da CUP no Parlament e a presença municipal em centenares de concelhos.

O atual independentismo catalám é pois fruto da convergência destes três vetores. Como movimento transversal e interclassista, mas sob a hegemonia pequeno-burguesa e burguesa [destacado rol de Artur Mas e do pujolismo], obviamente arrasta um conjunto de contradiçons, mas até o momento semelha existir um acordo tácito sobre a estratégia da denominada “Via Catalana” estruturada sob a ambígua palavra de ordem do “direito a decidir”.

O discurso da “Via Catalana” assenta-se sobre conceitos claramente burgueses como “civilidade, concórdia e pacífica vontade de ser”. Segundo este relato a Catalunha demonstra com factos como logra superar o conflito nacional sem recurrir a medidas “antidemocráticas” pois a “Via Catalana” face a Independência passaria à história porque nom contempla a via insurrecional, apostando na “civilizada via das urnas e da palavra”.

Puro idealismo burguês que atualmente é um macroativador de vontades populares, mas como expressom do ilusionismo democraticista e parlamentarista é inviável de plasmar.

A democracia nom é um conceito abstracto à margem da luita de classes tal como transmite a retórica do independentismo catalám. Nas democracias burguesas, ou melhor dito na ditadura da burguesia sob fachada democrática, nom é possível que as maiorias logrem atingir as suas reivindicaçons sem confrontamento quando questionam a hegemonia do inimigo.

Nem é viável pactuar a rutura de Espanha com a camarilha gansteril que hoje a dirige, nem se pode depositar a conquista da independência nacional à autorizaçom de facto da potência ocupante. A medida que se aproxima a data da consulta afastam-se pois as probabilidades de atingir este objetivo porque a estratégia é simplesmente errónea e nom está dirigida pola classe obreira.

Nom só mui poucos povos lográrom conquistar a independência nacional sem confrontar com a sua metrópole, no caso concreto da naçom opressora nom podemos obviar que o profundo caráter ultrareacionário do projeto imperialista espanhol e a sua atual deriva autoritária efascistizante impossibilita a implementaçom da “Via Catalana”.

Som basicamente três os cenários plausíveis para desativar a acumulaçom de forças visadas para ganhar um plebiscito que necessita a “autorizaçom” de facto da potência ocupante:

1- A burguesia catalana pactua com Madrid umha saída honrosa emanada da chantagem e ameaças à que pode ser submetido o clam Pujol, como paradigma do ladrocínio que a carateriza.

2- Se o process data o dia da consulta, nas duas hipótses: fazendo-a coincidir com um adianto das eleiçons autonómicas ou umha consulta específica, a atual arquitetura jurídica do postfranquismo possui suficientes mecanismos para impossibilitar a sua realizaçom. Mediante a aplicaçom do artigo 155 da constituiçom de 1978 a autonomia catalana ficaria automaticamente sob o controlo de funcionários do Estado espanhol.
Aplicando os artigos de “sediçom” e “rebeliom” contemplados no Código Penal que vam muito mais alá de ameaçar com expedientes de perda do seu posto de trabalho a todo o funcionariado público que colabore na organizaçom da consulta. A rebeliom está penada com até 30 anos de prisom e castiga “o alçamento público e violento para declarar a independência dumha parte do território nacional”.
A sediçom castiga com até 15 anos de cárcere a quem que “se alce pública e tumultuariamente para impedir, pola força ou fora das vias legais, a aplicaçom das leis ou qualquer autoridade, corporaçom oficial ou funcionário público, o legítimo exercício das suas funçons ou o cumprimento dos seus acordos, ou das resoluçons administrativas ou judiciais”.

3- Se a vontade em prol da desobediência e o confronto se explicita com a determinaçom de realizar a toda a custa a consulta, porque nom é viável contemplar que Espanha volte a ocupar militarmente Catalunha como em fevereiro de 1939? Porque a Uniom Europeia vai frear as pulsons militaristas sobre as que se tem construido historicamente o imperialismo espanhol, gravadas a sangue e fogo na sua genética? Confiar em que Bruxelas e Berlim nom vai permitir que Espanha saque os tanques é umha lamentável ingenuidade temerária, similar a acreditar que nom ia construir umha muralha infranqueável nas suas fronteiras metendo em campos de concentraçons aos refugiados das guerras imperialistas que alimenta.

Lamentavelmente o legalismo e o fetichismo democraticista burguês empapa o conjunto do movimento independentista catalám unificado à volta do “Direito a decidir”.

De facto nem a esquerda independentista catalana parece contemplar um cenário alternativo à “Via Catalana”, nom tem preparado um plano alternativo que faga frente à repressom a que vai ser submetida a coluna vertebral do movimento soberanista, e muito menos a necessidade de articular as estruturas de contrapoder e mecanismos de acumulaçom insurgente consubstanciais a umha disputa de hegemonias que só se resolve pola força.

Porém, seja qual for o cenário resultante, com referendo ou sem ele, as contradiçons do próprio regime espanhol vam continuar crescendo, polo que o papel da esquerda independentista é chave para a elevaçom da consciência nacional e de classe e a conseguinte mobilizaçom das camadas populares nas ruas.

Há uns dias umha das vozes mais autorizadas do unitarismo espanhol na Catalunha, o ex-eurodeputado do PP Alejo Vidal-Quadras afirmava num tuit que “Fora do marco do Estado de Direito, os conflitos resolvem-se pola força. Som conscientes disso os separatistas?”.

Sem lugar a dúvidas nas vindouras semanas vamos assistir ou bem ao refluxo da acumulaçom de forças da “Via Catalana” ou a constatar o verdadeiro rosto do supremacismo imperialista espanhol que nom duvidará em empregar toda a força que necessite para evitar que o povo da Catalunha opte por conquistar e construir o seu futuro à margem desta cárcere de povos chamada Espanha.

Com toda probabilidade nesse momento o movimento desinflará porque nem a pequena-burguesia, e muito menos a burguesia, está disposta a por em perigo a sua estabilidade e privilégios.

Agora Galiza saúda, como leva fazendo desde a sua constituiçom, o movimento independentista catalám, a quem deseja que logre conquistar a tam desejada liberdade, mas considera que perante o discurso único sobre a via que hoje implementa, e guiad@s pola nossa solidariedade internacionalista e afastad@s de qualquer tentaçom ingerencista, achamos oportuno transmitir as nossas reflexons como organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional.

Visca Catalunya lliure i socialista!
Viva Galiza ceive e socialista!
O internacionalismo proletário e a ternura dos povos!

Direçom Nacional de Agora Galiza
Na Pátria, 10 de fevereiro de 2017

Comunicado nº 50. Políticos bandidos governam para empresas depredadoras.  Nacionalizaçom das companhias elétricas

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Políticos bandidos governam para empresas depredadoras

Nacionalizaçom das companhias elétricas

O disparatado incremento da energia elétrica em mais de 30% em plena vaga de frio ártico exprime a determinaçom da burguesia por incrementar obscenamente as suas taxas de ganho a custa de depauperar o povo trabalhador.

Temos a energia elétrica mais cara de toda a OCDE [Organizaçom para a Cooperaçom e o Desenvolvimento Económico] porque o governo bandido de Rajói, Feijó e a sua camarilha, está ao serviço de magnates e oligarcas.

Os oligopólios elétricos [Gás Natural Fenosa, Iberdrola, Endesa, Rede Elétrica de Espanha, Abengoa, Acciona, etc] tenhem vínculos diretos com as principais forças burguesas que defendem nas instituiçons os seus interesses em troca da posterior incorporaçom dos seus dirigentes aos seus conselhos de administraçom.

A casta política cleptocrática do PSOE, PP, PNV, PCDE [ex CiU] permite este saqueio contra a maioria social pois Felipe González, Aznar, Josep Borrell, Rodolfo Martín Villa, Elena Salgado, Pedro Solbes, Angel Acebes, Javier Solana, Miguel Roca, Josu Jon Imaz, Ana Palacio, Marcelino Oreja, etc, formam parte das diretivas dos oligopólios ganhando centenares de milhares de euros anuais. Ainda ontem foi anunciada a incorporaçom de Fernández de Mesa, ex-Diretor Geral da Guardia Civil, ao conselho de administraçom de Rede Elétrica de Espanha com um salário de mais de 150 mil euros.

A proibiçom do autogeraçom de energia solar exprime claramente qual é a natureza política do atual regime: empobrecer o povo trabalhador para enriquecer as suas elites. Assim na Galiza só 2% da populaçom possui um património superior a mais da metade dos habitantes do País.

O aumento do preço da energia unido ao da botija de gás e da gasolina constata a grande fraude da ditadura da burguesia: nas campanhas eleitorais nem umha só palavra sobre o incremento de preços de serviços básicos.

Galiza leva mais de meio século sendo assolada polas políticas de inspiraçom neocolonial da burguesia espanhola inçando a nossa Pátria de barragens que só acelerárom a destruiçom de comarcas inteiras provocando a sua inviabilidade económica e emigraçom.

Mais de meio centenar de barragens salpicam o conjunto da geografia nacional que destruiu rios e vales fazendo da Galiza um país excedentário em produçom elétrica, mas cujo preço da luz no mercado é superior o da média espanhola. Eis a política de economia de enclave que Espanha e a UE nos impom.

Paralelemanente o chefe da franquícia de Madrid no nosso país, Alberto Nuñez Feijó, inaugura o alargamento do complexo hidroelétrico dos Peares num passo mais da devastaçom económica e meio-ambiental provocada por Iberdrola na bacia do Minho-Sil.

Novos projetos como umha linha de alta tensom atravessando as fragas de Catasós [Deça] ou a ligaçom mediante umha macrocanalizaçom subterránea entre os encoros das Conchas e o Salas [parque natural da Baixa Límia] confirmam o desprezo polos habitantes e a biodiversidade da Galiza polos oligopólios elétricos, neste caso por Gás Natural Fenosa.

A Galiza já pagou com creces a portagem imposta por Madrid e Bruxelas de um modelo de pseudodesenvolvimento esbanjador dos nossos recursos que só nos trouxo pobreza, contaminaçom e despovoamento. Um modelo contra a imensa maioria do povo trabalhador que só enriquece os oligopólios e a casta política de bandidos e corruptos.


Tombar estas políticas antipopulares nom se decide nas urnas, com pactistas e inofensivas cortesias parlamentares e estrategias eleitoralistas. Levamos 40 anos votando e o saldo som 4 décadas de perda paulatina de conquistas e direitos.


Só na rua a classe trabalhadora organizada e movimentada logrará conquistar o nosso futuro. Em fevereiro de 2013 caiu o governo húngaro por um incremento do preço da luz mui inferior ao implementado estes dias polas elétricas espanholas.

Sem umha estratégia de mobilizaçom operária e popular promovida pola auto-organizaçom do povo trabalhador galego seguiremos retrocedendoo em diretos e conquistas sociais e laborais.

Mas aqui a “esquerda” institucional e o sindicalismo pactista e burocrático carecem da mais mínima vontade para quebrar o processo de resignaçom e desmobilizaçom social que as estratégias eleitoralistas provocárom, e só proponhem medidas superficiais que paliem as agressons em curso.

A tarifa elétrica galega, a reduçom do IVA de 21 a 4%, subsídios e moratórias no pagamento das tarifas elétricas polas famílias mais pobres ou supressom dos obstáculos legais ao autoconsumo, que defendem a Marea e o BNG, som simples remendos momentáneos se nom se aposta pola nacionalizaçom das companhias elétricas e um novo modelo de desenvolvimento.

Embora esta medida é fatível no quadro da dependência nacional e da economia de mercado nom se vai a produzir porque a “esquerda” institucional carece de vontade e coragem política pois as suas elites pequeno-burguesas estám cómodas gerindo as migalhas que o sistema permite.

Só lograremos superar este longo ciclo de agressons permanentes contra as nossas condiçons de vida articulando o bloco histórico operário e popular sob umha estratégia de luita visada para recuperar a independência nacional e construir umha sociedade socialista.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1 de fevereiro de 2017

2017 A REVOLUÇOM SOCIALISTA É A ÚNICA ALTERNATIVA. ATÉ A VITÓRIA SEMPRE!

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2017
A REVOLUÇOM SOCIALISTA É A ÚNICA ALTERNATIVA
ATÉ A VITÓRIA SEMPRE!

No novo ano que hoje inícia comemoramos duas efemérides de transcendência incomensurável para a luita revolucionária, a liberdade e a emancipaçom dos povos: o centenário da Revoluçom Bolchevique e o assassinato do comandante Che Guevara.

A Revoluçom de Outubro e o exemplo guevarista som fonte permanente de inspiraçom na luita de libertaçom nacional galega porque os seus objetivos e fins seguem mais vigentes que nunca neste século XXI.

Denantes mort@s que escrav@s!
Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza
Na Pátria, 1 de janeiro de 2017

Comunicado nº 49: Agora Galiza deseja feliz 2017 e próspera luita de classes.

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Agora Galiza deseja feliz 2017 e próspera luita de classes

De maneira algumha o balanço do ano que agora finaliza nom pode ser positivo para o nosso povo e a nossa classe.

Novamente os 365 dias que nos precedem estám carregados de agressons e retrocessos nas conquistas e direitos do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, de medidas visadas para impossibilitar a perdurabilidade da Naçom galega.

Lamentavelmente o ano 2016 nom foi aproveitado pola Galiza do Trabalho para reorganizar as ferramentas defensivas e de luita imprescindíveis para derrotar as políticas de cortes e austeridade impostas polo capitalismo para que exclusivamente os de baixo paguemos a sua crise.

O ilusionismo eleitoral que promovem as forças reformistas operantes no nosso país [Marea e BNG] constatou as suas inerentes limitaçons congénitas para abrir um novo ciclo de organizaçom e mobilizaçom social imprescindível para promover a mudança social.

Continuar a concentrarmos o combate no campo de batalha eleitoral só assegura perpetuar a nossa derrota como classe e como povo, pois as normas de jogo estám trucadas e no hipotético caso de perderem nom vam aceitar e muito menos permitir a nossa vitória.

A leiçom histórica do Chile de Salvador Allende assim o confirma. A vigência desta lei da luita de classes a escala internacional contuinua intata nas mais recentes experiências de governos progressistas, onde a muito mais mornas e inofensivas alternativas socialdemocratas nom se lhes permite gerir o capitalismo.

Nom só temos que retrotraer-nos à brutal repressom emanada do golpe de estado fascista de 18 de julho de 1936 que converteu a Galiza num imensa fossa comum e num gigantesco campo de concentraçom.

As atuais gestons municipais de algumhas das grandes cidades polas emergentes candidaturas socialdemocratas constatam que nom é viável empregar as instituiçons do regime postfranquista para dinamitá-lo. Os verdadeiros poderes fáticos do establishment nom permitem às confluências municipais entre o espanholismo progressista e as cissons do nacionalismo galego implementar o seu comedido e raquítico programa regeneracionista e democrático-burguês.

Semelha que o movimento popular esqueceu a leiçom de há 80 anos. Hoje o nosso povo numha conjuntura muito mais adversa, caraterizada pola carência de classe trabalhadora organizada e consciente, e sob exclusiva hegemonia dos setores intermédios, continua abduzido pola via institucional como caminho preferencial para alterar os planos depredadores de um capitalismo senil disposto a todo para alargar a sua lenta agonia.

A persistência e agravamento da atual derrota ideológica da esquerda só tem aprofundado no refluxo histórico no que nos achamos, onde as perspetivas claras de recuperaçom semelham ainda muito afastadas e complexas.

Na permanente renúncia do programa tático e estratégico polas políticas claudicantes derivadas da direçom pequeno-burguesa mutando os objetivos revolucionários pola “gestom democrática” do capitalismo, e a errónea leitura das causas da implosom da URSS há agora 25 anos, acharemos as principais causas do atual estado de esterelizaçom do movimento operário e popular.

Umha das leituras imprescindíveis para o caminhar no novo ano que agora iniciamos é sermos capaces de assimilar que a burguesia espanhola em 2016 saiu vitoriosa do[s] golpe[s] de estado que lhe permitiu recuperar a iniciativa.

Golpe mediático permanente contra a “nova política” e golpe institucional contra a reorientaçom de relativa autonomia do PSOE promovida por Pedro Sánchez.

O complexo processo que facilitou a segunda investidura de Mariano Rajói em 29 de outubro e a prévia terceira vitória eleitoral de Feijó derivam da imposiçom polo Ibex 35 e a troika ditatorial “europeia” de duas medidas excepcionais: quebrar o PSOE e iniciar o processo de rutura de Podemos.

Deste jeito o monopartidarismo bicéfalo senta novas bases para recuperar a centralidade no taboleiro político e desinchar a funcionalidade do balom mediático podemita, afastando-o de qualquer possibilidade de optar a gerir o governo espanhol.

O mesmo acontece com o neofalangismo do novo Rivera. A mesma banca que o promoveu também acabará desmontando-o como antes fijo com a UPyD, da qual já quase ninguém se lembra.

Perante este cenário tama adverso só cabem duas vias:

Ou bem deixar-se arrastar polo desencanto e o derrotismo que provocou a implosom da nova esquerda independentista galega há ano e meio, refugiando-se na via do “pinheirismo” culturalista reintegracionista, abraçando o amorfismo e oportunismo do unitarismo setorial carente de projeto estratégico revolucionário. Ou bem perserverar na defesa intransigente dos objetivos estratégicos da Revoluçom Galega, do projeto socialista e feminista de libertaçom nacional que é a essência da nossa constituiçom como força política em julho de 2015.

Em Agora Galiza somos plenamente conscientes que a nossa opçom de evitarmos atraiçoar o nosso insubornável compromisso com a luita de libertaçom nacional e social, que a decisom histórica de evitarmos arriar as bandeiras do projeto da classe operária e do conjunto do povo trabalhador e empobrecido, da Galiza humilde e negada, conlevava irremediavelmente iniciar um longo percorrido em solitário, essencial para reconstruir bases sólidas que permitam reimpulsionar o socialismo independentista.

O tsunami ideológico do capitalismo que tem arrasado com praticamente a totalidade das forças políticas e sociais revolucionárias galegas, mas também a escala planetária, nom é um processo eterno. Eis polo que a nossa linha tática gravite no confrontaçom ideológica que facilite deslindar politicamente para organizar povo trabalhador e acumular forças rebeldes.

Em 2016 nom logramos mais que sentar algumhas bases para estarmos em melhores condiçons de implementar com êxito a linha do independentismo socialista galego.

Um projeto genuinamente de classe, afastado do independentismo etnicista, pois nom temos vocaçom algumha de ser um apêndice “radicalizado” do nacionalismo identitário e interclassista.

Neste contexto convulso de profunda crise do regime de 78, de crise estrutural do modo de produçom capitalista, de caos e guerra global imperialista, é onde vamos que ter que continuar a agir.

O fracasso em curso das “novas” forças políticas eleitorais que pretendiam representar e canalizar o descontentamento e a indignaçom popular perante as políticas reacionárias implementadas polos governos do PSOE e do PP só tem agudizado o atual refluxo da luita de massas.

A realidade constata a correçom dos nossos prognósticos quando descartámos e desmascarámos a fraude que representa a “nova política” e alertámos que só os povos organizados e mobilizados, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, poderám desputar ao Capital a conquista do seu futuro.

A imensa dor que atravessam cada vez maiores segmentos da nossa classe provocada polas lacras do desemprego, da precariedade, da pobreza e da emigraçom, poderiam ser aliviadas momentanemanete com “governos keynesianos”, mas só serám meros parénteses ao nom questionarem os alicerces da exploraçom e da dominaçom que padecemos como povo trabalhador e como naçom oprimida.

Lamentavelmente temos que repetir para o ano que finaliza similar diagnóstico do anterior. 2016 foi um ano nefasto para o conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, que padeceu nas suas carnes o incremento do desemprego, da precariedade laboral, da queda do poder aquisitivo de salários e pensions, o aumento da pobreza e da exclusom social, da emigraçom juvenil, mas também a perda de populaçom, um autêntico galicídio, consequência letal da estratégia assimilacionista da dupla pressom do projeto imperialista espanhol e da UE contra a Galiza.

2016 foi um ano de retrocesso do nosso idioma, de avanço da espanholizaçom do País em todos os ámbitos.

Meia dúzia de mulheres fôrom assassinadas polo terrorismo machista. O feminicídio foi umha constante perante a carência de medidas de choque para evitá-lo, salvo cínicos comunicados de condenas por parte das instituiçons.

Em 2016 o regime implementou todas e cada umha da legislaçom excepcional para restringir liberdades e aumentar o controlo social.

Mais umha vez manifestamos que a imensa maioria dos problemas que padecemos como povo trabalhador e empobrecido, derivam do atraso e dependência que o capitalismo nos tem asignado na divisom internacional do Trabalho. Sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons.

Nom queremos despedir 2016 sem lembrar o mais universal filho desta Pátria, o comandante Fidel Castro, falecido a 25 de novembro na ilha rebelde de Cuba. A sua trajetória de combatente pola Revoluçom Socialista e incansável defensor da soberania dos povos frente o imperialismo, é fonte de inspiraçom para Agora Galiza.

Também manifestar a nosa satisfaçom pola libertaçom de Alepo e a contundente vitória do Exército Árabe Sírio e forças aliadas sobre o terrorismo yihadista promovido, financiado e armado pola NATO e as monarquias feudais do Golfo.

Queremos transmitir umha sincera saudaçom socialista e patriótica a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, familiares e amizades, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2016 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo sírio, palestiniano, curdo, iraquiano, afgao, colombiano, venezuelano, catalám, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

No novo ano que agora inícia comemoraremos duas efemérides de transcendência incomensurável para a luita revolucionária, a liberdade e a emancipaçom dos povos: o centenário da Revoluçom Bolchevique e o assassinato do comandante Che. A Revoluçom de Outubro e o exemplo guevarista som fonte permanente de inspiraçom na luita de libertaçom nacional galega porque os seus objetivos e fins seguem mais vigentes que nunca neste século XXI.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 30 de dezembro de 2016

Comunicado nº48. Posiçom de Agora Galiza sobre o discurso de natal do rei espanhol. 13 minutos de tópicos imobilistas inçados de ausências, manipulaçons e falsidades.

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13 minutos de tópicos imobilistas inçados de ausências, manipulaçons e falsidades.

A tradicional mensagem de Natal do “chefe do Estado espanhol” imposto por Franco é novamente um insulto bourbónico ao povo trabalhador e empobrecido, à Naçom galega e às mulheres.

Felipe VI desde as luxosas instalaçons do palácio da Zarzuela de Madrid ignorou boa parte dos principais problemas que padecemos as imensas maiorias.

O monarca que representa os interesses depredadores do Ibex 35, das multinacionais e da troika, nom realizou a mais mínima mençom às receitas de austeridade e cortes das que se despreendem os baixos salários, as dificuldades para chegar a fim de mês, os contratos precários e eventuais, o desemprego, a emigraçom, as pensons de miséria, a privatizaçom e deterioramento da sanidade da educaçom públicas, dos serviços sociais, o aumento da pobreza e exclusom social.

Nem um só gesto com as vítimas do terrorismo machista, da violência patriarcal.

Nem umha só palavra sobre a corrupçom geralizada que carateriza esta segunda restauraçom bourbónica, sobre a rapina do capitalismo mafioso e gansteril que nacionaliza bancos e negócios falhidos como as autoestradas para -após “resgatá-los”-, vendê-los a preço de saldos à casta de bandidos com vínculos familiares ou de amizade com as camarilhas políticas.

O rei espanhol tam só reproduziu os mantras do falaz discurso da burguesia sobre a “recuperaçom económica”, a recuperaçom da “estabilidade política e a tranquilidade social” derivada da imposiçom do segundo governo Rajói após quebrar o PSOE mediante o golpe institucional de finais de setembro.

Felipe VI reproduziu o desgastado relato do consenso postfranquista, da “coesom social” como gerador de “progresso e benestar”.

Centrou boa parte do seu discurso na defesa intransigente da unidade de Espanha, do quadro de acumulaçom e expansom de capital chamado Espanha, mediante veladas ameaças contra os movimentos de libertaçom nacional e os setores sociais que na Galiza e outras naçons oprimidas defendemos a alternativa independentista.

A coroa espanhola -depositária do pior chauvinismo espanhol-, seguindo a sua tradiçom reacionária de intoleráncia e exclusom, da negaçom do outro, contrária a qualquer convivência, respeito e consideraçom polo diverso, lançou umha clara mensagem de intimidaçom às aspiraçons de liberdade nacional como mecanismo para a mudança social.

Eis o aviso que do seu gabinete de marfim o vozeiro do grande capital arrojou aos que considera os seus súbditos: “vulnerar as normas que garantam a nossa democracia e liberdade só leva a tensons e confrontos estéreis que nada resolvem”.

O filho do caçador de elefantes e amigo da criminal família real saudita dedicou boa parte dos 13 minutos a enfantizar que “nom som tempos para fraturas, para divisons internas” e sim de por o “acento no que nos une”.

Numha indiscutível monstra do empobrecimento moral da arcaica e antidemocrática instituiçom que encabeça, Felipe VI nom só exigiu respeito às leis do capitalismo espanhol, solicitando que “ninguém agite velhos rancores ou abra feridas fechadas”, insultou as dezenas de milhares de famílias cujos seres queridos fôrom reprimidos por defender a legalidade republicana e posteriormente as liberdades cercenadas polo fascismo.

Ao independentismo socialista galego nom nos surprendem as avaliaçons aduladoras dos tradicionais partidos sistémicos [PP e PSOE], nem do novo neofalangismo [C´s], como tampouco as banais e mornas críticas do novo populismo chauvinista socialdemocrata [Podemos].

Assim mesmo nom nos surpreendem a acomplexada e anacrónica defesa da plurinacionalidade do Estado espanhol realizada pola Marea e o BNG. Novamente os reformismos operantes na Galiza optam pola centralidade na sua crítica do regime, renunciando à reivindicaçom e defesa da independência nacional, a única alternativa viável par conquistarmos um futuro digno e derrubarmos este cárcere de povos chamado Espanha.

Unicamente umha estratégia político-social ruturista de caráter anticapitalista cujo eixo gravite na defesa da independência e o socialismo poderá lançar à história este regime e este sistema.

Galiza nom tem rei!

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 26 de dezembro de 2016

Comunicado nº 47. Nem Autonomia nem Estado federal: independência nacional

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Nem Autonomia nem Estado federal: independência nacional

Um dia como hoje de 1980 -coincidindo com a entrada do solstício de inverno no hemisfério norte-, tinha lugar na Comunidade Autónoma Galega um referendo organizado polo Estado espanhol para legitimar a opressom nacional da nossa Pátria.

O conhecido como referendo do Estatuto Autonomia nom foi apoiado pola imensa maioria do povo trabalhador galego que optou por nom participar na consulta.

D@s 2.172.898 galegas e galegos tinham direito a votar, só participárom 614.218, d@s quais 450.556 votárom a favor.

A abstençom atingiu 71.7%. Menos do 21% do recenseamento da altura apoiou o Estatuto que nega a nossa condiçom nacional e o exercício do direito de autodeterminaçom.

Hoje, 37 anos depois desta imposiçom a situaçom da Galiza e da sua imensa maioria social só tem piorado.

A dependência e o atraso da nosso País tenhem-se agravado; os sinais medulares da naçom estám à beira de superar o ponto de nom retorno perante o êxito do processo espanholizador; a dramática queda de populaçom pom em perigo a nossa perdurabilidade como povo diferenciado; as condiçons de vida da classe trabalhadora, das camadas populares tenhem retrocedido; a precariedade laboral e a emigraçom som as únicas alternativas de futuro que o Estado espanhol e a Uniom Europeia oferece à nossa juventude.

Hoje constatamos o fracaso da via estatutária que boa parte do nacionalismo galego de forma ativa ou complexada apoiou e ambiguamente ainda continua a apoiar.

Hoje constatamos o êxito da arquitetura institucional do imperialismo espanhol na Galiza, do modelo vigorante que nega a nosa liberdade nacional e nos converte numha naçom oprimida e negada que impossibilita que a nossa Pátria decida o seu futuro e o nosso povo tenha umha vida digna.

Galiza nom é Espanha, e o nosso futuro como naçom e como povo passa pola conquista da nossa independência nacional, pola saída da UE e das instituiçons internacionais imperialistas a que nos incorporou Espanha [NATO, FMI, Banco Mundial].

Hoje Agora Galiza nada tem que celebrar. Nom reconhecemos a legalidade vigorante espanhola e neste aniversário da negaçom da Naçom Galega consideramos que a melhor contribuiçom para conquistarmos a liberdade nacional sem a qual nom é possível a mudança social passa inelutavelmente por reconstruir o independentismo socialista.

A classe trabalhadora galega, o povo explorado e empobrecido, deve dotar-se das ferramentas de luita e combate sem a quais nem poderemos recuperarmos as conquistas laborais e sociais perdidas, nem muito menos dotarmos-nos dos instrumentos que nos permitam decidirmos por nós mesm@s -sem entraves nem imposiçons-, um futuro de justiça social, liberdade e paz.

A luita pola independência nacional é a única forma de combater coerentemente o regime postfranquista, de acumular forças rebeldes para acabar com este Estado bandido, dirigido por umha casta de delinquentes que só nos impom miséria, repressom e dor.

A alternativa nom passa por reformar a constituiçom espanhola, por mais descentralizaçom administrativa, por solicitar mais competências, por um encaixe da Galiza em Espanha, a única alternativa verdadeiramente de esquerda, ao serviço da imensa maioria social, é a conquista da independência nacional para construirmos umha sociedade socialista.

A auto-organizaçom nacional do povo trabalhador é condiçom sine qua non para incrementar a consciência nacional e reconstruir um movimento de libertaçom nacional sob a direçom da classe obreira, única garantia de vencermos.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 21 de dezembro de 2016

Comunicado nº 46. Só a independência garante o nosso futuro

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Só a independência garante o nosso futuro

A imensa maioria dos problemas que nos afetam como classe e como povo derivam diretamente da carência de soberania nacional da Galiza.

A opressom, dominaçom e exploraçom à que naçom galega está submetida por Espanha é a causa do nosso atraso e dependência.

Sem um Estado galego, sem recuperarmos a independência política como passo imprescindível para atingir a soberania, nom temos hipótese algumha de alterar o rol que o imperialismo -tanto Espanha como a UE-, nos tem asignado na divisom internacional do trabalho. País periférico do que extrair matérias primas, energia e mao de obra barata, onde implantar indústrias de enclave altamente contaminantes.

O atual regime espanhol é simples continuidade natural do franquismo. A “reforma política” da segunda metade da década de setenta tam só legitimou o golpe fascista de 1936 e perpetuou mediante a monarquia bourbónica a exploraçom da classe trabalhadora, o saqueio e empobrecimento da nossa pátria.

Agora Galiza -seguindo a reivindicaçom histórica da corrente do independentismo socialista da que somos herdeiros-, manifestamos a nossa categórica oposiçom à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, estampatada na constituiçom do 78 e no posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

Nom esqueçamos que esta constituiçom ilegítima foi imposta ao nosso povo frente à vontade maioritária das galegas e dos galegos, pois no referendo da altura apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Eis polo que a reivindicaçom do movimento de libertaçom nacional galego nom deve ser nunca pretender reformar este instrumento legal que ano após ano comemoram a 6 de dezembro as forças políticas do regime que padecemos.

As diversas expressons do reformismo, tanto o autótone como espanhol, tam só pretendem fazer mudanças cosméticas do regime visadas para umha democratizaçom e regenaraçom que nom questiona a esência do sistema capitalista nem a específica forma que adota a dominaçom e exploraçom do povo trabalhador e da naçom galega.

Com diversos matizes mas coincidindo no cerne, tanto a estrategia do BNG, como a de Podemos/IU e as suas confluências, nom pretendem superar o sistema capitalista.

Só um processo de rutura revolucionária visado para a construçom dumha sociedade socialista permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A pequena-burguesia hegemónica nas direçons dos partidos reformistas carece da mínima vontade política para confrontar com este Estado terrorista, contra este Estado criminal. Mais alá da atrainte oca retórica que podam empregar praticam políticas conciliadoras e contemporizadoras com a burguesia espanhola e da UE.

Reduzem o conflito a deslocar o PP dos governos de Madrid como da sua sucursal na Galiza por meio da alternáncia política emanada do inofensivo e estéril jogo eleitoral burguês.

Eis polo que hoje a tarefa prioritária do povo trabalhador e empobrecido da Galiza e reconstruir as ferramentas revolucionárias de luita e combate, acompanhada de batalha ideológica que desmascare tanto farsante para podermos impulsionar umha estratégia de combate popular.

Neste 6 de dezembro nada temos que celebrar e muito que repudiar e condenar. E mais quando à medida que a crise sistémica do capitalismo senil se aprofunda o atual regime postfranquista acelera a sua deriva facistizante e mafiosa até extremos recente de eliminar sem pudor algum provas físicas da rede criminal e bandida na que se convertérom as elites dos dous principais partidos sistémicos.

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 28 de novembro de 2016

Comunicado nº 45. 20N. O franquismo segue vivo. Desmascaremo-lo!

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20N. O franquismo segue vivo. Desmascaremo-lo!

Qualquer alternativa às forças tradicionais que monopolizam a gestom governativa do atual regime espanhol que nom questione a sua natureza e nom aposte na superaçom pola via da rutura, é simplesmente umha farsa.

41 anos depois da morte por causas naturais do ditador Franco, e 80 anos após o falecimento do icone do fascismo espanhol José Antonio Primo de Rivera, continua viva a ideologia autoritária, reacionária e espanholista sobre a que se vertebrárom os 40 anos do franquismo.

Nom só nom se produziu a mais mínima depuraçom do conjunto do aparelho do Estado franquista, a chefatura do atual Estado espanhol foi imposta por Franco em 1969 quando recupera a monarquia bourbónica como pedra angular do atual regime.

Sem umha emenda à totalidade à legitimidade desta falsa democracia liberal que padecemos nom é possível construir umha força política ruturista nem um movimento social de massas visado a sua superaçom.

Eis polo que o ilusionismo promovido pola pequena-burguesia de poder alterar a longa fase de governos anti-populares ao serviço dos monopólios e a banca, plasmados na denominada “nova política”, som umha via morta que está constatando a sua incapacidade para implementar mudança algumha na gestom dos espaços institucionais que hoje ocupa.

Nom é possível mudar nada sem luita, sem povo trabalhador organizado, sem mobilizaçom social e sem confrontaçom.

O bloco oligárquico espanhol tem ganhado a batalha ideológica que permite gerir a multicrise que arrasta o Estado espanhol sem preocupantes turbulências políticas e no meio da maior “pax social” das últimas duas décadas.

Pretender construir na Galiza umha alternativa socio-política aos diktados de Bruxelas e Berlim via Madrid está irremediavelmente condenada ao mais absoluto fracasso.

Afirmar querer mudá-lo todo sem a coragem de questionar a essência do sistema, com práticas conciliadoras, nem ter a mais mínima vontade de vertebrar um movimento popular anticapitalista e independentista é um monumental engano.

Ao igual que reduzir o epicentro da luita em deslocar PP das instituiçons burguesas, ocultando as responsabilidades das outras expressons políticas promovidas polo sistema para garantir a ditadura burguesa.

Sem lugar a dúvidas Feijó na Galiza e Rajói e Albert Rivera a nível estatal som as cabeças visíveis dos dous partidos herdeiros diretos do franquismo, líderes das duas únicas forças parlamentares que nom condenárom os crimes da ditadura fascista responsável polo holocausto galego e polo empobrecimento e atraso que padece a nossa naçom.

PP e C´s som forças neofranquistas e neofalangistas, mas nom som menos letais para a classe operária e o conjunto do povo trabalhador galego que os interesses que defende o aparelho do PSOE, atualmente intervido diretamente polo Ibex 35.

É completamente adversa a conjuntura da luita de classes a escala nacional e internacional. O refluxo do movimento operário é umha realidade inocultável. Eis polo que após esta fase de ilusionismo eleitoral da nova socialdemocarcai, que só tem contribuºido para desmovimentar e desarmar ideologicamente ainda mais o povo trabalhador, a frustraçom popular vai ser capitalizada pola extrema-direita.

O desencanto com as forças tradicionais burguesas e o questionamenteo da alternáncia eleitoral nom está sendo vertebrada pola esquerda revolucionária em parte algumha. O sentimento e voto antisistema é um fenómeno em pleno desenvolvimento canalizado pola extrema-direita em boa parte da Uniom Europeia.

O franquismo sem Franco que hoje continua controlando os principais resortes de poder no Estado espanhol tem edificado na última década um conjunto legislativo em matéria repressiva e de retrocessos nas liberdades individuais e coletivas básicas para impossibilitar a única via possível de podermos construir umha nova sociedade: a rebeliom popular.

Enquanto os setores mais avançados do nosso povo e da nossa classe nom se despreendam do ilusionismo eleitoral e continuem abduzidos polas estéreis alternativas reformistas, o fascismo continuará alimentando-se da profunda frustraçom com o modelo vigorante e do descrédito da casta política que o gere, até eclosionar como alternativa populista no seio do povo trabalhador.

A criminalizaçom dos núcleos que nom claudicamos nem arriamos a bandeira da Revoluçom Socialista é a constataçom empírica de qual é o verdadeiro inimigo para a burguesia e o imperialismo espanhol e europeio. Continuar com a tarefa de reconstruir a esquerda revolucionária independentista galega segue sendo a nossa principal prioridade.

Fascismo nunca mais!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 17 de novembro de 2016