Comunicado nº 108: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. FEMINISMO DE CLASSE

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

FEMINISMO DE CLASSE

“Qual é o objetivo das feministas burguesas? Conseguir as mesmas vantagens, o mesmo poder, os mesmos direitos na sociedade capitalista que possuem agora os seus maridos, pais e irmaos.

Qual é o objetivo das operárias socialistas? Abolir todo tipo de privilêgios que derivem do nascimiento ou da riqueza. A mulher obreira é-lhe indiferente se o seu patrom é homem ou mulher”.

[Alexandra Kollontai]

Este breve fragmento da sólida obra teórico-prática da dirigente bolchevique, que ocupou a primeiro ministério da mulher da história, sintetiza perfeitamente qual deve ser a linha e a orientaçom política na luita pola emancipaçom das mulheres trabalhadoras galegas.

Paradoxalmente o relato do feminismo hegemónico na Galiza, que oculta e nega a luita de classes, apresentando às mulheres como um todo com idênticos interesses objetivos, convertendo a “contradiçom” de género no seu eixo, nom questiona os alicerces da dominaçom burguesa.

O feminismo hegemónico, tanto o liberal-progressista como o pequeno-burguês, está esterilizado para encabeçar e dirigir umha mudança genuinamente revolucionária visada para superar a exploraçom, opressom e dominaçom que padece o conjunto do povo trabalhador galego.

Eis polo que boa parte do seu programa é assumido por as forças políticas sistémicas, tanto as social-liberais como as socialdemocratas, pois nom tem como objetivo dar xaque mate ao capitalismo.

Eis polo que o seu discurso é divulgado por umha parte dos meios de [des]informaçom sistémicos, perfeitamente conhecedores da sua funcionalidade para amortecer a contradiçom antagónica entre Capital-Trabalho.

Mas frente a este feminismo que desvia a atençom das tarefas e prioridades da classe trabalhadora, as mulheres que vendemos a nossa força de trabalho, as mulheres trabalhadoras que somos exploradas polas mulheres da burguesia, nas suas fábricas, nos seus centros de trabalho, nas tarefas domésticas das suas casas, temos que hastear a bandeira do feminismo de classe, do feminismo socialista galego.

Enquanto facilite a presença no movimento de forças reacionárias como o PSOE; enquanto se centre em tecer um artificial e disfuncional “unitarismo” oco; enquanto se continue a alimentar a ilusom de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo, o patriarcado e a dependência nacional, o movimento feminista nom logrará organizar e movimentar as mulheres trabalhadoras, divulgar as suas reivindicaçons específicas no ámbito salarial, direitos sexuais e reprodutivos, liberdades, combater com eficácia a violência machista, incrementar a sua consciência, e tingir de lilás o conjunto da luita operária, popular e nacional.

Enquanto o movimento feminista continue ocultando as origens do 8 de Março, enquanto siga desvirtuando os objetivos desta jornada reivindicativa, tal como foi instaurada polas mulheres bolcheviques em 1910, em Copenhaga, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, nom se produzirám mais avanços, nem se consolidarám os já atingidos.

Do contrário nunca lograremos acumular forças rebeldes visadas a organizar a Revoluçom Galega, única alternativa viável para sentar as bases do enterro do patriarcado e da sua aliança simbiótica com o capitalismo.

Agora Galiza-Unidade Popular quer lembrar neste 8 de Março Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo contra o capitalismo.

Nom cansaremos de repetir que 8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita onde nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 1 de março de 2019

Comunicado nº 107: CONTRA A “MARCHA FASCISTA” SOBRE MADRID

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CONTRA A “MARCHA FASCISTA” SOBRE MADRID

Em outubro de 1922, dezenas de milhares de militantes fascistas, que reivindicavam o governo da Itália, realizam a “Marcha sobre Roma”. A manifestaçom encabeçada por Benito Mussolini tinha um evidente caráter de golpe de estado. Com esta mobilizaçom o fascismo logrou a ascensom ao poder do Partido Nacional Fascista e o fim da democracia liberal.

Obviamente as condiçons históricas e sociais do período de entreguerras na Europa som qualitativamente diferentes às atuais. Porém, o ascenso do fascismo é umha realidade inegável.

Marx aseverou que “A história repete-se, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

A manifestaçom convocada para amanhá, domingo 10 de fevereiro, polos partidos fascistas espanhóis, PP, C´s e Vox, que contam com o apoio do conjunto dos grupos e organizaçons da extrema direita e nazis, inspirada nas concentraçons franquistas da madrilena praça de Oriente, tem um induvitável aroma golpista.

Em base à monumental falácia de que o “ilegítimo” Governo do PSOE está “atraiçoando” a unidade do Estado espanhol polas suas “conscessons” ao independentismo catalám, a hidra fascista pretende ocultar as suas responsabilidades na destruiçom das conquistas laborais e sociais, na voadura das anémicas liberdades democráticas atingidas pola luita operária e popular.

Com esta iniciativa, promovida polo PP de Pablo Casado e Alberto Nuñez Feijó, apelando ao chauvinismo e supremacismo espanhol, ao ultrareacionário projeto assimilacionista e imperialista, pretende desviar a atençom, ocultar que é umha organizaçom criminal, umha imensa maquinária mafiosa especializada no saqueio e roubo, que só tem provocado miséria e desolaçom entre o povo trabalhador galego e do conjunto do Estado espanhol.

Umha poderosa fraçom da oligarquia e do Ibex 35, está promovendo e facilitando o rearme ideológico do franquismo, para assim poder disciplinar definitivamente o movimento operário, que facilite a adoçom de mais medidas visadas para a supressom de direitos e conquistas que permitam manter e incrementar a sua obscena taxa de ganho.

Perante este cenário tam perigoso e alarmante, as organizaçons sindicais e as forças políticas da esquerda institucional praticam um irresponsável autismo, nom passando no melhor dos casos de condenas formais do processo em curso.

A claudicaçom e cessom de Pedro Sánchez pola chantagem combinada da extrema-direita e dos setores mais chauvinistas e reacionários do PSOE, respeito ao processo de negociaçom com a Generalitat catalana, exprime a debilidade do social liberalismo e a vulnerabildade do governo espanhol, simple capataz amável do grande capital.

A estas alturas, PP, C´s e Vox, e o conjunto dos grupos e organizaçons da extrema direita e nazis, deveriam estar ilegalizados e os seus dirigentes em prisom.

Porém, perante a inaniçom da esquerda desnutrida e anémica, dos aparelhos institucionais e parlamentares, onde prevalece a covardia e o timoratismo da pequena-burguesia, o taboleiro político no Estado espanhol desliza-se paulatinamente perante um cenário similar ao de 18 de julho de 1936.

Antes de que seja demasiado tarde devemos dar passos tangíveis que nos permitam lograr as condiçons objetivas e subjetivas para poder esmagar a recomposiçom do fascismo.

Agora Galiza-Unidade Popular apela à configuraçom de um Bloco Popular Antifascista, que com firmeza e contundência despute nas ruas e nos centros de trabalho o avanço do fascismo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 9 de febereiro de 2019

 

 

Comunicado nº 104: GOLPISMO NOM PASSARÁ Solidariedade galega com a Venezuela Bolivariana

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GOLPISMO NOM PASSARÁ

Solidariedade galega com a Venezuela Bolivariana

Apoderar-se das imensas reservas de petróleo e dos recursos minerais da Venezuela, som as únicas razons polas que o imperialismo leva tentando permanentemente destruir o processo bolivariano iniciado em 1998 sob a direçom do comandante Hugo Chávez.

Nestas duas décadas, os USA e a UE tentárom infrutuosamente de reinstaurar em Caracas um governo títere ao serviço dos monopólios e as multinacionais.

O golpe de estado promovido em 2002, a guerra económica implementanda desde o exterior [acaparamento, sabotagem, bloqueio de importançon, restriçom da produçom industrial e limitaçom na distribuiçom e tránsito de mercadorias que provocam desabastecimento programado de bens de consumo essenciais], conta com o aval da oligarquia venezuelana, e dos partidos que representam os interesses das camadas intermédias e da grande burguesia.

Perante a estratégia insurrecional e o terrorismo, que pretende converter novamente numha colónia ianque a Pátria de Chávez e Bolívar, até agora a resposta do governo bolivariano tem sido morna.

É o momento de ativar em toda a sua dimensom o “Golpe de leme”, a reorientaçom socialista do processo que o Hugo Chávez propujo no último Conselho de Ministros a que assistiu em outubro de 2012.

O denominado “socialismo do século XXI” está incapacitado geneticamente para sentar as bases da construçom de umha sociedade superadora do capitalismo.

Só a classe obreira venezuelana e o povo trabalhador pode derrotar nas ruas o golpismo imperialista, só o povo em armas pode derrotar a invasom militar dos Estados Unidos.

A política imperialista sobre a Venezuela nom é produto de Trump. Em março de 2015 Obama emitiu umha “ordem executiva” em que qualificava a Revoluçom Bolivariana de “ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e para a política exterior dos Estados Unidos”.

Mas perante o golpe de estado promovido por Washington, perante o ultimato injerencista da UE e do governo do PSOE, a equerda revolucionária galega nom é neutral, nem pratica a equidistância.

Frente ao golpe de estado aplaudido polo fascismo espanhol [PP, C´s e Vox] e o social-liberalismo [PSOE], a esquerda independentista e socialista galega estamos induvitavelmente com o governo venezuelano presidido por Nicolás Maduro.

Perante o apoio ao títere de Guaidó, exprimido polo Brasil de Bolsonaro, polo governo oligárquico colombiano, pola Argentina de Macri, polo estado sionista de Israel, estamos com a Venezuela que com dignidade nom claudica nem se submete.

Frente a intoxicaçom e manipulaçom mediática dos meios de [des]informaçom da burguesia espanhola, Agora Galiza-Unidade Popular está com a Venezuela que se reafirma na sua soberania e independência nacional.

O governo do PSOE qualifica de ilegítimo ao governo de Nicolás Maduro emanado das eleiçons de maio de 2018, mas justifica o rei espanhol e a monarquia bourbónica imposta polo fascismo.

Alertamos a classe trabalhadora galega a nom deixar-se manipular polas desinformaçom do inimigo, a estar alerta perante a agenda golpista que nas vindouros dias pretende aprofundar na desestabilizaçom económica e política da Venezuela.

O imperialismo nom permite que os povos do mundo nos autodeterminemos, decidamos o nosso futuro de forma soberana, sem tutelagens nem ingerências de Washington e Bruxelas. Mas o futuro é para quem luita!

Galiza-Venezuela solidariedade!

Independência e Pátria Socialista!

Galiza, 29 de janeiro de 2019

Comunicado n° 12 do Manifesto Internacionalista de Compostela: FORA AS MAOS IMPERIALISTAS DA VENEZUELA!

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FORA AS MAOS IMPERIALISTAS DA VENEZUELA!

Achamo-nos perante um ponto álgido da ofensiva imperialista contra a Venezuela. A autoproclamaçom de Juan Guaidó como presidente interino, o seu reconhecimento por parte de vários governos estrangeiros com os EUA à cabeça, as suas declaraçons alentando as Forças Armadas ao derrocamento do presidente Nicolás Maduro e a sublevaçom de um grupo de Guardas Nacionais, devem entender-se como umha autêntica tentativa golpista que tem o objetivo de acabar com a Revoluçom Bolivariana e entregar os ricos recursos naturais da Venezuela aos imperialistas.
Perante esta situaçom o Presidente Nicolás Maduro anunciou a rutura de relaçons diplomáticas com os EUA, num exercício de defesa da dignidade e a soberania do povo venezuelano.

Desde o Manifesto Internacionalista de Compostela consideramos que o dever de todas e de todos os revolucionários é defender sem ambagens a soberania nacional da Venezuela, a Revoluçom Bolivariana e o Presidente da República Bolivariana, Nicolás Maduro. O nosso dever é monstrar a nossa mais sincera e cálida solidariedade Internacionalista.

Sinalamos também que a defesa da Revoluçom Bolivariana significa defender a soberania nacional de todos os povos que resistem o imperialismo na América Latina, entre os que o povo venezuelano exerce hoje um papel dirigente.

Solidaridade com o povo venezuelano e o seu Presidente Nicolás Maduro!

Venezuela respeita-se!

Nom pasarám!

24 de janeiro de 2019

Comunicado nº 103: Denunciamos e condenamos qualquer agressom imperialista contra a Venezuela

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Denunciamos e condenamos qualquer agressom imperialista contra a Venezuela

O imperialismo norteamericano nom tolera que os povos exerzam a sua soberania nacional.

A doutrina Monroe, que guia desde 1823 a política exterior de Washington, está baseada na imposiçom dos seus interesses sobre as necessidades dos povos do continente.

Ao longo do século XIX combateu as luitas independentistas promovidas por Bolívar, Sucre, Martí, porque considera que a América Latina e o Caribe é o seu pátio traseiro.

Ao longo do século XX promoveu e participou diretamente em invasons, intervençons militares, golpes de estado, promoçom do terrorismo, bloqueios económicos, para derrocar governos baseados na defesa da soberania e a independência nacional, e na edificaçom de sociedades mais justas e igualitárias.

A listagem de ditaduras impostas polos Estados Unidos é mui longa. A sua política ao longo do século XXI mantem-se inalterável tentando submeter Cuba, Bolívia, Venezuela, Nicarágua, impulsionando intervençons e golpes de estado como o promovido contra o governo de Hugo Chávez 11 de abril de 2002.

A Revoluçom Bolivariana leva praticamente desde a vitória eleitoral do comandante Hugo Chávez em 1999 sendo um dos alvos prioritários do intervencionismo dos Estados Unidos. A perda do controlo das enormes reservas de petróleo e riquezas naturais estratégicas da Venezuela polas multinacionais ianques, é a razom fundamental pola que os Estados Unidos teimam em reinstaurar em Caracas um governo lacaio aos seus interesses.

À margem das profundas divergências que mantemos com o atual governo da Venezuela, e com a orientaçom do proceso bolivariano em curso, nom podemos ficar em silêncio, nom somos equidistantes, perante a nova agressom internacional que pretende criar condiçons visadas para facilitar umha intervençom militar contra a Venezuela, perante o fracasso das diversas estratégias implementadas nos últimos anos pola lumpemburguesia autótone.

Agora Galiza-Unidade Popular transmite a solidariedade da esquerda revolucionária galega, com o povo chavista da pátria de Bolívar e Chávez, com a defesa da sua soberania e independência nacional.

Agora Galiza-Unidade Popular condena toda ingerência e intervençom contra a Venezuela, tanto a exercida pola UE dos 28 Estados membros, como a amparada nas descaradas e cínicas teses do engendro imperialista denominado “Grupo de Lima”, quem seguindo as diretrizes norteamericanas nom reconhece a legitimidade do governo de Nicolás Maduro, que amanhá vai tomar posse, ser investido novamente Presidente da República Bolivariana da Veenzuela para o período 2019-2025.

Os governos da Colômbia, Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Peru, Paraguai, Panamá, Costa Rica, Honduras, Guatemala, Guiana e Santa Luzia, nom representam a maioria dos paises latinoamericanos e caribenhos, nem o sentir da maioria dos seus povos.

Resulta cómico que o Brasil de Bolsonaro, a Argentina de Macri ou as Honduras de Juan Orlando Hernández, pretendam dar leiçons de democracia a Nicolás Maduro.

Encaminhamos umha saudaçom revolucionária galega a todas as organizaçons e forças políticas, sindicais e sociais venezuelanas, implicadas ativamente na defesa de umha orientaçom socialista do processo bolivariano.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 9 de janeiro de 2019

COMUNICADO Nº 101 da Direçom Nacional: 6 de dezembro, contra a constituiçom postfranquista. Nem Autonomia, nem Estado federal. INDEPENDÊNCIA NACIONAL

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6 de dezembro, contra a constituiçom postfranquista

Nem Autonomia, nem Estado federal

INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Há quarenta anos era colocada a chave da bóveda da arquitetura jurídico-política vigente. Mediante umha fraudulenta operaçom cosmética, foi maquilhada a ditadura franquista imposta polo golpe de estado e posterior guerra promovida em 1936 polo bloco de classes oligárquicas.

A constituiçom de 1978 legitima o atual regime espanhol, que a maioria do povo trabalhador galego nom apoiou na altura. No referendo realizado há 4 décadas apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a ditadura capital, perpetuando o saqueio e exploraçom da classe trabalhadora.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a unidade de mercado denominada Espanha, perpetuando esta cárcece de povos, impossibilitando o exercício de autodeterminaçom da Galiza e combatendo sem trégua as legítimas aspiraçons de conquistar umha Pátria livre de mulheres e homens emancipados.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a continuidade do patriarcado, legitimando assim a dominaçom, opressom e sobre-exploraçom da maioria do povo trabalhador: as mulheres.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a terceira restauraçom bourbónica, um modelo de Estado medieval legitimado na consanguinidade.

Eis, polo que quatro décadas após a sua aprovaçom, nada temos que celebrar e sim muito que denunciar e reivindicar.

A relativa “estabilidade” política e institucional das primeiras três décadas deu passo a um ciclo de permanentes turbulências derivadas da convergência da profunda crise do capitalismo senil com a crise política e institucional do regime de 78.

As luitas populares e operárias em defesa da sanidade e educaçom públicas, do direito à vivenda, contra o desemprego e a precariedade laboral, por um futuro digno para a juventude, contra a discriminaçom das mulheres trabalhadoras, pola liberdade da Galiza, tenhem ido acompanhadas por um questionamento do postfranquismo.

Porém, a hegemonia pequeno-burguesa no movimento popular e a burocratizaçom do sindicalismo, tenhem impossibilitado avançar na convergência das luitas económicas e setoriais numha estratégia de rebeliom popular visada a tombar o corruto e criminal regime bourbónico.

Perante a profunda crise de legitimidade e as demandas do exercício do direito de autodeterminaçom do povo catalám, o regime monstrou a sua verdadeira face: emprego da repressom e violência, facilitando a eclosom do fascismo arroupado no caráter supremacista do discurso chauvinista espanhol.

Contrariamente ao que interessadamente transmitem os partidos do regime situados no falso eixo de “esquerda”, o auge do fascismo nom é um fenómeno novo nem se pode circunscrever a Vox, umha força política promovida polo capital finnacieiro para disciplinar ainda mais à classe operária, um partido funcional para o cenário de agravamento da crise capitalista.

PP e C´s som ideologicamente similares a Vox, mas com um discurso mais maquilhado. O franquismo nom foi derrotado na transiçom, mais bem foi quem pilotou a sua reconversom no regime monárquico.

A atual deriva autoritária tem por objetivo derrotar as luitas nacionais dos povos oprimidos polo Estado espanhol, pois a luita independentista segue sendo o elo fraco da cadeia da dominaçom capitalista no Estado espanhol.

Mas também criar as condiçons subjetivas que permitam aplicar umha nova bateria de agressons contras os já de por si mermados direitos e conquistas do povo trabalhador: nova reforma laboral, privatizaçom do sistema de pensons, reduçom dos custos salariais, tal como reclama o FMI, a troika, o Ibex 35 e o bloco de classes oligárquico espanhol.

A contundente luita do povo trabalhaor francês das últimas semanas contra o incremento dos combustíveis, gás e eletricidade, implementando a estratégia de rebeliom popular, empregando a rua como centro de gravidade, constatou que este é o único meio para derrotar os planos da burguesia.

Enquanto a “esquerda” hegemónica siga acovardada, atada à lógica parlamentar burguesa, apostando no eleitoralismo, e o sindicalismo financiado polo Estado burguês para frear a luita de classes, enquanto nom logremos reconstruir a esquerda revolucionária, seguiremos instalados num longo ciclo de retrocessos, involuiçom e derrotas.

Neste 6 de dezembro, a esquerda revolucionária galega manifesta mais umha vez que Espanha e o atual regime oligárquico é irreformável. Nom existe possibilidade algumha de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

Agora Galiza-Unidade Popular apela aos setores mais avançados da nossa classe e do nosso povo a quebrar com as lógicas políticas sistémicase a dar passos firmes na articulaçom de um bloco popular antifascista, nom para defender e restaurar os fundamentos da democracia burguesa “ameaçada”, e sim para avançar na articulaçom de um movimento operário e popular com direçom e linha genuinamente ruturista e socialista.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta a categórica oposiçom à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, à constituiçom do 78 e posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

A recente histórica da Autonomia Galega tem demonstrado que a estratégia de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, é umha via morta.

É umha fraude continuar a defender a viabilidade de reformas da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Como também é reduzir a luita a mudar o modelo de estado monárquico por umha república federal que perpetua o projeto chauvinista espanhol.

Só a luita independentista sob direçom e orientaçom obreira e popular logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A luita é o único caminho!

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 5 de dezembro de 2018

COMUNICADO Nº 100 da Direçom Nacional: II Assembleia Nacional ratifica firme vontade de reconstruir a esquerda revolucionária galega

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II Assembleia Nacional ratifica firme vontade de reconstruir a esquerda revolucionária galega

Um amplo consenso e coesom caraterizou o desenvolvimento das análises, debates e acordos adotados na II Assembleia Nacional de Agora Galiza realizada hoje em Compostela sob a legenda Reconstruir ferramentas de combate.

As três teses [Organizativa, Ideológica e Política] fôrom aprovadas com um amplo respaldo da militáncia.

II Assembleia Nacional fecha o período de interinidade aberto após a Assembleia fundacional de 4 de julho de 2015. Até hoje Agora Galiza vinha-se regindo polos Estatutos de NÓS-UP, organizaçom da que procedemos e com orgulho reivindicamos como própria a sua trajetória e legado.

 
Principais acordos da II Assembleia Nacional

No plano organizativo Agora Galiza aprovou os seus Estatutos, passando a denominar-se Agora Galiza-Unidade Popular, reforçando assim o seu caráter de força política ampla, unitária, plural e com vocaçom de massas.

No ámbito ideológico reafirmamos o caráter de organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional. Adotamos o marxismo como método de análise e interpretaçom da realidade, como teoria revolucionária anticapitalista visada para a emancipaçom da classe trabalhadora.

Oito som as bases ideológicas sobre as que se assenta Agora Galiza-Unidade Popular: socialismo, independência nacional, feminismo e antipatriarcado, democracia socialista, anti-imperialismo, monolingüismo e reintegracionismo, cultura popular e ecologismo.

No plano político a II Assembleia Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular analisou a situaçom internacional onde a vitória do capitalismo na sua forma neoliberal e imposiçom de um mundo unipolar de guerrra permanente contra os povos, as mulheres e a classe trabalhadora, acelerou e radicalizou a ofensiva da burguesia contra os direitos, as conquistas e as liberdades, atingidas pola classe obreira em mais de cento cinquenta anos de suor, sangue e lágrimas.

Embora estemos no olho do furacám de grandes tempestades derivadas da crise crepuscular do capitalismo senil, a dramática ausência de ferramentas revolucionárias impossibilitam o incremento das condiçons subjetivas, essenciais para umha Revoluçom Socialista.

A profunda crise na Galiza do projeto emancipador e libertador da “esquerda” deriva de três derrotas estratégicas consecutivas: perante o fascismo em 1936, perante a maquilhagem do franquismo, reformado na atual monarquia bourbónica na segunda metade da década de setenta, e pola implosom da URSS em 1991.

A involuçom socio-política atual e as tendências fascistizantes em curso, derivam destas três derrotas concatenadas, e da pratica legalista e sistémica da “esquerda” hegemónica, instalada na resignaçom, a disgregaçom e o amorfismo.

O longo ciclo de refluxo e carência de perspetivas de vitória, condicionam o agir da esquerda revolucionária que nom capitula nem se deixa enredar pola lógica do ilusionismo eleitoral e o desmobilizador cretinismo parlamentar.

O desarme ideológico e incoerência teórico-prática da “esquerda”, o abandono do imaginário simbólico, mais a incapacidade e desinteresse para construir ferramentas de defesa e ofensiva contra a ditadura do Capital, som corresponsáveis pola dramática situaçom que padece a imensa maioria da humanidade trabalhadora e oprimida, e o povo trabalhador e empobrecido da Galiza.

Até lograrmos depurar o marxismo da contaminaçom e deturpaçom que padece pola hegemonia pequeno-burguesa entre as forças que se audodefinem de “esquerda”, até reinstaurar os seus fundamentos e princípios, até resgatá-lo da adulteraçom e esterilizaçom, recuperando a sua natureza subversiva, depurando-o da estafa do relato pacifista, pactista e eleitoralista que define a prática totalidade das organizaçons “marxistas”, nom será possível sentar as bases para superarmos o ciclo reacionário.

Agora Galiza-Unidade Popular é plenamente consciente da indigência organizativa da esquerda revolucionária galega, mas nom renuncia à tarefa titánica da sua reconstruçom.

A nossa prioridade é reconfigurar e refundar a esquerda anticapitalista galega que nom se submete à lógica do Capital nem se conforma com gerir as migalhas da Autonomia que nos concede a Espanha da oligarquia postfranquista.

Apostamos na edificaçom de umha organizaçom genuinamente antisistémica, com o centro de gravidade na Galiza, afastado da política espetáculo burguesa, da analgésica lógica da alternância parlamentar da terceira restauraçom bourbónica, umha força política-movimento social eminentemente obreira e popular pola sua composiçom, ideologia, natureza e doutrina.

Apostamos pola mobilizaçom e confrontaçom social, pola luita organizada de um povo trabalhador unido e movimentado sob umha estratégia insurrecional.

Contrariamente ao falso relato das forças autoqualificadas “ruturistas”, nom é possível iniciar um processo de transformaçons profundas sem um processo de auto-organizaçom operária e popular com orientaçom e prática classista, que desloque a pequena burguesia da direçom dos partidos de “esquerda”.

Sem a implementaçom de umha coerente estratégia de mobilizaçom operária e popular permanente e encadeada, seguiremos retrocedendo, perdendo direitos, conquistas e liberdades, ao ritmo que nos impom a oligarquia espanhola e as diretrizes da UE.

Mediante a estratégia de confrontar, deslindar, organizar e acumular definimos e marcamos como tarefas e objetivos táticos no horizonte estratégico da Revoluçom Galega:

1- Deslindar e confrontar com as falsas alternativas reformistas, para criar as condiçons subjetivas que nos permitam acumular para luitar com eficácia pola única saída possível para mudar o atual estado de cousas: a rutura com o status quo.

2- Gerar factos políticos, intervir, participar nos conflitos, ganhar referencialidade, elaborar alternativas táticas, acumular forças.

3- Desenvolver umha denúncia permanente do fascismo, contribuíndo para a criaçom de um Bloco Popular Antifascista.

4- Atualizar e divulgar o PTRP [Programa Tático para a Rebeliom Popular], esse meio milhar de medidas que permitam transformar a resignaçom e a indignaçom numha alternativa de governo que supere as falsas esperanças da saída eleitoral, segue sendo o nosso gps para a construçom de espaços tangíveis de poder popular.

5- Todos os parámetros e indicadores constatam que taticamente nom existem condiçons mínimas para seguir ensaiando a nossa concorrência eleitoral. Sem descartarmos participar em processos eleitorais a nossa prioridade é contribuir para a convergência das luitas sociais e locais, promovendo espaços de encontro e mobilizaçom.

6- A crise do projeto político da Naçom galega exige concentrar-nos na difusom do discurso genuinamente patriótico de ótica socialista. Sem Pátria nom há Revoluçom Galega. Sem soberania nom se pode construir o Socialismo, e o Socialismo é a garantia para preservar a independência e a soberania nacional. Pátria Socialista deve ser umha das nossas palavras de ordem prioritárias.

7- À equaçom Independência e Socialismo devemos dialeticamente acrescentar a superaçom do específica opressom, dominaçom e exploraçom que padece mais de metade da força de Trabalho, as mulheres, com um discurso e prática feminista. Desenvolver a açom teórico-prática do feminismo galego de classe é um dos nossos objetivos para o vindouro biénio.

8- Manter umha política de alianças assimétrica em base à coincidência programática a escala setorial e no quadro nacional de luita. Somos partidári@s de amplas alianças em base a programas avançados.

9- Divulgaçom da estratégia de Rebeliom Popular como método que permita ensaiar a ruptura com o regime de 78.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Galiza, 1 de dezembro de 2018

COMUNICADO Nº 99 da Direçom Nacional: 25-N, Dia contra a violência machista. Menos declaraçons e condenas. MAIS MEDIDAS EFICAZES CONTRA O TERRORISMO PATRIARCAL

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25-N, Dia contra a violência machista

Menos declaraçons e condenas

MAIS MEDIDAS EFICAZES CONTRA O TERRORISMO PATRIARCAL

Novamente, durante umhas semanas, as instituiçons do regime postfranquista tingem de epidérmico lilás o seu relato. Pretendem aparentar que estám implicadas no combate à violência machista, preocupadas em paliar as suas consequências.

Porém, nom som mais que boas e bonitas palavras que nom se plasmam em factos tangívies, visadas para reduzir e erradicar umhas práticas e comportamentos que formam parte do ADN do patriarcado.

As campanhas institucionais nom logram mais que ativar mornamente e durante uns poucos dias, a denúncia da violência que as mulheres trabalhadoras padecem nesta sociedade, mas nom passam de ai. Posteriormente nom se aplica um conjunto de medidas de choque no ámbito educativo, familiar, laboral, comunicativo, nem se aplicam os protocolos institucionais em caso de denúncias por violência.

O próprio movimento feminista galego, sob umha orientaçom cada vez mais institucional e pequeno-burguesa, é incapaz de adotar umha prática coerente, que confronte com factos tangíveis a violência simbólica e real que todos os dias padecem centenares de milhares de galegas.

As batukadas, as manifestaçons lúdico-festivas ,ou os minutos de silêncio, que enchem as ruas e as praças das nossas vilas e cidades de hipocrisia, perante assassinatos, ou nas datas do calendário reivindicativo “feminista”, som simplesmente ineficaces e mesmo contraproducentes.

Enquanto se apostar em procurar pactos estatais com o inimigo, a realidade da violência patriarcal contras as mulheres vai seguir sendo o pam de cada dia.

Enquanto se permita o lavado de acra, a maquilhagem cínica de quem direta ou indiretamente contribuiu ou contribui para a perda de direitos e conquistas, ou apoia posicionamentos contrários aos interesses das mulheres trabalhadoras, todo seguirá como até agora.

É necessário construir um movimento feminista galego com inequívoco caráter de classe, que quebre a errónea politica de alianças com quem nom chama as cousas polo seu nome, ou com quem simplesmente incorporou a cada vez mais devaluada e ambígua etiqueta “feminista” com fins estritamente eleitorais.

De Agora Galiza nom cansaremos de manifestar que unicamente um feminismo de classe e combativo será quem de guiar a revoluçom feminista e socialista, e fazer frente à barbárie patriarco-capitalista. Só assim seremos quem de atingir a liberdade e conquistar os nossos direitos, os perdidos, e os que ainda ficam por conseguir.

O discurso do lamento e das condenas, a linha hegemonica do unitarismo “feminista”, de lavado de cara dos partidos patriarcalistas, facilitando a sua cínica participaçom nas denúncias da expressom mais brutal da violência machista, nom só é ineficaz, impossibilita a radical mudança de rumo para combater a aliança criminal do patriarcado com o capitalismo.

É necessária a auto-organizaçom das mulheres trabalhadoras, injetar consciência de feminismo de classe, porque a violência machista tem um claro componente classista.

Som as mulheres trabalhadoras as que padecem com maior rigor as suas consequências, as que carecem de mecanismos e ferramentas defensivas, as mais vulneráveis a secumbir polo terrorismo patriarcal.

Magdalena Moreira, [Porrinho, 18 de junho], Maria Judite Martins Alves [Corunha, 18 de julho] e Ana Belem Varela [Cabana de Bergantinhos, 19 de agosto] som as três vítimas mortais na Galiza de 2018 desta lacra que ano após ano vai incrementado a lista de mulheres assassinadas.

Mais um 25 de novembro -Dia internacional contra a violência machista-, lembramos a todas as mulheres assassinadas polo terrorismo machista, mas também queremos honrar aquelas que estivérom na vanguarda da luita na sua época: Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand ou Alexandra Kollontai, pois fôrom elas as que alicerçarom as bases da libertaçom feminista, as que marcárom o caminho da liberdade económica, psicológica e sentimental, objetivo só possível numha sociedade Socialista.

Na Pátria, 25 de novembro de 2018

Comunicado nº 3 de Agora Galiza da Lourinha: Só luitando pararemos a Cidade desportiva do Celta

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Só luitando pararemos a Cidade desportiva do Celta

A doutrina económica neoliberal por boca do Concelho e os representantes em Mós da cloaca política que representa o PP, expressam umha vez mais a sua face mais perversa e o seu predador comportamento. Contam com a cumplicidade da Junta de Galiza.

A franquícia corruPPta de Génova 13, com o narco-presidente Feijó à sua cabeça estám decididos a cometer mais umha vez, via lei express, um atentado aos direitos do povo sobre um espaço gerido pola vizinhança, uns montes em mao comum polos que houvo que luitar judicialmente, e que agora a “falsa licenciada” ruína do concelho de Mós quer fazer entrega a um especulador imobiliario e ao capital financieiro que o respalda.

O descomunal despropósito que significa dar via livre à construçom do macro-projeto da “Cidade desportiva do Celta” fica descrito polo enorme movimento de terras previsto, a construçom de 10 campos de futebol e um centro comercial, que na boca do presidente do Celta será vendido a fundos inversores umha vez rematado.

A obra afetaria os mananciais que nutrem de água a populaçom vicinal do contorno do macro-projeto, significaria umha desfeita ecológica com a destruçom de monte em exploraçom madereira de gestom vizinal, contaminaçom com residuos derivados da construçom …

As ingentes quantidades de fundos públicos no investimento de acessos [estradas], iluminaçom, águas residuais, linhas de transporte público subsidiadas, etc… fam de este projeto um enorme insulto à inteligência dos comuneiros e aos beneficiários das trazidas de água.

Nidia Arévalo, lacaia dos poderes económicos [empresários, especuladores imobiliarios, etc…] que pretendem ocupar Mós como finca privada da que extrair lucro com as suas práticas devastadoras, nom gere o Concelho para a vizinhança.

A alcaldesa, como já fixo com o PGOM, está ao serviço de quem explora e precariza, de quem se enriquece com informaçom privilegiada, de quem se lucra com a privatizaçom dos serviços públicos.

A servicial sipaia das elites económicas que pretendem apoderar-se de Mós com intençons bem conhecidas, usou todas as artimanhas para convencer as Comunidades afetadas [compra de vontades com prebendas, promessas de postos de trabalho, reunions a costas dos afetados, propaganda e desinformaçom nos meios com todo tipo de mentiras, maquilhados e falsos informes meio-ambientais, ameaças soterradas …].

Os partidos institucionais da oposiçom [GañaMós, PSOE e BNG] monstram a sua inutilidade nas luitas populares. Instalados nas poltroninhas do Concelho, limitam toda oposiçom ao projeto com umha morninha negativa, limitando-se a levantar o dedo.

Só o povo trabalhador auto-organizado em Mós nas associaçons das trazidas de águas ou os comuneiros, saem à rua em protesto por tamanha barbaridade meio-ambiental, para monstrar o rejeitamento, para dizer nom e parar os pés ao Sr Mourinho e a sua cúmplice servicial Nidia Arévalo.

Só a unidade popular de quem rejeitamos este macro-projeto, protestando e luitando com firmeza nas ruas, conseguirá parar tamanho crime que queremimpor-nos. Como a história popular tem demonstrado foi, é e será nas ruas onde se logram as vitórias.

Se Mós di NOM, será NOM!

A luita é o único caminho!

Na Lourinha, 23 de novembro de 2018

BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA: 10 MEDIDAS ANTIFASCISTAS

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BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

Estes últimos dias comprovamos como o fascismo age com absoluta impunidade no Estado espanhol.
Constatamos como as organizaçons fascistas reivindicam a ditadura franquista, e a terrível repressom contra o povo trabalhador durante quatro décadas.
Como ocupam as ruas e os espaços públicos as bandeiras do pistoleirismo falangista, das entidades e grupos da extrema-direita, responsáveis diretos das perto de 10.000 execuçons contra o melhor do povo galego entre julho de 1936 e 1977.

Perante o avanço da hidra fascista, a esquerda revolucionária galega reitera a necessidade histórica de construir um espaço de luita visado para dar xaque ao regime de 78, levantando umha muralha antifascista, nom para defender a democracia liberal burguesa e sim a alternativa socialista.

Olhar para o lado, como se nada passasse, é umha irresponsabilidade que já pagamos muito cara na década dos anos trinta e quarenta.

É necessário constituir um bloco popular antifascista dotado de um programa de classe e um acionar de denúncia e mobilizaçom, com a rua como centro de gravidade, para frear o avanço das diversas variantes da reaçom.

Vertebremos um frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho.

10 MEDIDAS ANTIFASCISTAS


1- Desfascistizar a Galiza. Eliminar dos espaços públicos até o último vestígio simbólico e iconográfico da ditadura.


2-
Nacionalizaçom de todo o património da família Franco, resultado do acumulado no saqueio praticado na ditadura, e devoluçom do património incautado a entidades, associaçons e particulares.

3- Ilegalizaçom de todas os partidos e organizaçons que nom condenam o franquismo e reivindicam a ditadura: PP, C´s, Vox, as diversas Falanges, as fundaçons Francisco Franco, José Antonio Primo de Rivera, Yagüe, Pro-Infancia Queipo de Llano, Blas Piñar, Serrano Súñer, Ramiro Ledesma Ramos, Millán Astray, a UME [Uniom Militar Espanhola], etc.

4- Proibiçom da exibiçom de qualquer simbologia fascista.

5- Clausura de todas as publicaçons, editoras e meios de “comunicaçom” [emissoras de rádio e TV] que realizam apologia do franquismo.

6- Anulaçom da amnistia de 1977 que permite a impunidade a todos aqueles que participárom no franquismo e depuraçom integral da administraçom, exército e corpos repressivos.

7- Anulaçom de todas as condenas e juízos realizados durante o período 1936-1977 e reparaçom das vítimas e familiares.

8- Criaçom de um Instituto Nacional de Recuperaçom da Memória Histórica, dotado de recursos económicos necessários, centrado no estudo da opressom do Povo Galego ao longo da história, visada para reabilitar e dignificar todas as vítimas dessa repressom, começando polas vítimas da guerra de classes de 1936-39 e o franquismo.

9- Exigência à Igreja católica dumha condena pública da sua participaçom no golpe fascista e posterior legitimaçom do franquismo.

10- Derrogaçom de todas as leis que perseguem e limitam a liberdade de expressom, assim como aqueles artigos do Código Penal que colidem frontalmente com os princípios democráticos básicos, concretamente o de humilhaçom [artigo 578] reformado pola LO 2/2015, e o de ódio (artigo 510), aprovado pola LO 1/2015, ambas de 30 de março.