A inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista

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Ciclo Internacional

A NOSSA AMÉRICA NOS PLANOS DO IMPERIALISMO

Os trabalhadores na unidade anti-imperialista

A inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista” [Relatório de Carlos Morais]

Galiza, 7 de agosto de 2020

Desde a Pátria de Rosalia de Castro, de Benigno Álvarez e de Moncho Reboiras, mui boa tarde camaradas!

Boa tarde companheiros e companheiras!

Saudaçom revolucionária da Galiza rebelde e combativa a todos os camaradas presentes, aos anfitrions deste importante encontro internacional, a Julio Chávez, a Fernando Rivero, a Ingrid Carmona, aos camaradas do Movimento de Científicos Sociais Simón Bolívar, do PSUV, a Carlos Casanueva, a Narciso Isa Conde, a Néstor Kohan, a Geraldinna Colloti, e ao conjunto das forças e organizaçons que participam nesta nova jornada de reflexom, e a quem acompanho agora neste debate, a Jesús Farías, Martín Guerra, Najeeb Amado e Eduardo Piñata.

É umha enorma satisfaçom poder dar voz à esquerda revolucionária galega, poder intervir desde umha naçom sem Estado, como habitante e militante da causa de um povo que padece a opressom e a dominaçom por parte do imperialismo espanhol, o mesmo que derrotou há mais de 200 anos Simón Bolívar

O apoio claro, sem matizes, nem condicionamentos por razons de estado, nem espúreos interesses táticos e conjunturais, à luita pola autodeterminaçom dos povos, contra toda forma de opressom nacional, contra toda forma de colonialismo, de semicolonialismo, em defesa da independência e a soberania nacional, deve ser um dos eixos centrais do programa internacionalista.

O respeito ao específico quadro nacional de luita, dos povos oprimidos, das naçons carentes de soberania, deve ser pois um dos ingredientes que caraterizem o que estamos promovendo coletivamente: a primeira internacional anti-imperialista do século XXI.

Saudamos e manifestamos a nossa satisfaçom por esta importante, e sobre todo imprescindível, e cada vez mais inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista.

Contrariamente ao que nos tentárom fazer-nos acreditar desde as universidades, as academias e os aparelhos de propaganda do inimigo, mas também desde as correntes populares que capitulárom, que cedérom às pressons, procurando acomodo e migalhas [migas], após a queda e implosom da URSS em 1991, o imperialismo segue vivo, segue sendo um monstruo que devora os recursos energéticos, minerais, as riquezas dos povos, explorando e dominando a força de trabalho das grandes maiorias sociais, utilizando os golpes de estado, as invasons, as guerras e o terrorismo para atingir os seus objetivos.

Promover umha nova Internacional é umha tarefa hercúlea e complexa. Mas nom partimos de zero.

A classe trabalhadora, os setores populares e empobrecidos, contamos com a experiência de mais de século e meio de espaços internacionalistas de debate, de coordenaçom, de impulso, de acumulaçom de forças e direçom de luitas contra toda forma de exploraçom capitalista e o acionar do imperialismo.

O ano passado comemoramos o cem aniversário da III Internacional, fundada em março de 1919 na Rússia bolchevique.

Mas nom é o único referente no que devemos inspirar-nos, que estudar e avaliar, no que apreender dos seus êxitos e fracassos.

A Tricontinental fundada em janeiro de 1966, e posteriormente a OLAS, também som dous referentes de primeira ordem que devemos incorporar na argamassa sobre a que edificar esta nova internacional anti-imperialista.

Assim como outros espaços mais modestos, e ideologicamente mais definidos, como o EIPCO [Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Obreiros], o Movimento Continental Bolivariano [MCB], ou a recem constituida Conferência Internacional Insurgência Global Proletari.

Contrariamente ao que Francis Fukuyama proclamou em 1992, nom estamos no fim da história. Errárom os teóricos postmodernos. O imperialismo é umha realidade mais brutal hoje que há 30 anos. A tese Toni Negri é um disparate monumental.

Nas jornadas que nos precedérom houvo camaradas que realizárom importantes achegas, acertados diagnósticos, rigurosas análises, sobre a crise estrutural do capitalismo. Estamos no epicentro de umha crise diferente às crises cíclicas que acompanham historicamente este modo de produçom, que fam parte da sua genética.

Esta crise é de caráter estrutural, muito mais profunda, e sobre todo é umha multicrise, nom só económica, é umha crise ecológica, energética, cultural, ideológica, umha crise na que está em perigo a própria supervivência da nossa espécie.

Eis polo que o capitalismo senil, o capitalismo crepuscular, reage de forma muito mais agressiva e depredadora. As elites oligárquicas mundiais e as lumpeburguesias regionais que aplicam obedientemente os seus diktados, estám diispostas a seguir gerando, promovendo um caos semicontrolado que só provoca desigualdades, depauperaçom, miséria, dor, para garantir e perpetuar a sua hegemonia.

Nom descartam recurrir à via fascista tal como se constata no auge da extrema-direita, de forças claramente fascistas, reacionárias e autoritárias. Os fenómenos de Bolsonaro no Brasil ou de Trump nos EUA, nom som versos soltos, exceçons, som altamente funcionais como reaçom desesperada da decadência do capitalismo.

Parte das medidas adotadas, justificadas, no combate à pandemia do Covid-19, cortes de liberdades, restriçom de direitos fundamentais, ataques às conquistas das trabalhadoras e trabalhadores, fam parte desta ofensiva reacionária da oligarquia para disciplinar-nos ainda mais e disuadir-nos de luitar.

Mas o capitalismo este nom vai cair por si só. Necessita ser tombado. E isto só se logra mediante a auto-organizaçom e mobilizaçom do único sujeito capaz de dirigir esta tarefa histórica: a classe trabalhadora.

A construçom de umha nova internacional anti-imperialista tem lugar nunha conjuntura concreta e específica, em que o imperialismo norteamericano, mas também o que representa a UE, pretendem evitar entre grandes contradiçons e convulsons, nom perder a sua atual hegemonia.

Mas a diferença talvez nesta ocasiom, é que a pugna pola hegemonia capitalista é contra umha aliança ainda nom suficientemente configurada de Estados emergentes que pretendem substituí-los como potências mundo.

Mas no que pretendo incidir, desde a nossa humilde opiniom nesta tam importante tribuna que se nos brinda, é apresentar umhas “pinceladas” sobre o caráter, perfil político e ideológico, modelo organizativo, que deve ter a ferramenta internacional que queremos contribuir modestamente para construir.

Acertadamente lembrava ontem o camarada Julio Chávez, o objetivo estratégico é o Socialismo, como horizonte sobre o que construir alianças, tecer amplas redes entre os povos oprimidos e as classes trabalhadoras.

Após o complexo período de euforia do Capital nos anos posteriores à catástrofe que provocou para a causa dos humildes e explorados a queda da Uniom Soviética, tivo lugar um processo de capitulaçons, de abandonos, que salpicárom praticamente o conjunto dos partidos comunistas e organizaçons revolucionárias que se reclamavam do marxismo.

Umha boa parte mudárom de nome, outras alterárom o seu ADN, outras renunciárom aos princípios, deixarom-se fagocitar, arriárom a bandeira vermelha que nos convoca, identifica e une.

O levantamento zapatista de 1 de janeiro de 1994 em Chiapas, contra o Tratado de Livre Comérco da América do Norte, foi o primeiro capítulo que quebrou a falsa estabilidade, a artificial leitura da realidade, que os vozeiros de Wal Street e das multinacionais, nos pretendiam impor.

O movimento antiglobalizaçom ou altermundista que se foi articulando à volta das contracimeiras dos organismos imperialistas [Banco Mundial, FMI, OMC] em Seattle, Génova, Barcelona, etc, logrou parcialmente vertebrar a oposiçom popular às novas formas que adotava o imperialismo no mundo unipolar postsoviético.

Mas era um movimento deliberadamente indefinido ideologicamente, que se movimentava sob a imprecisa palavra de ordem “um outro mundo é possível”, mas que carecia de um programa e basicamente de umha alternativa ao caos capitalista.

Nessa altura, foi basicamente a Cuba revolucionária liderada luzidamente por Fidel, quem mantinha em alto, de forma heroica e admirável, com orgulho e dignidade, a bandeira vermelha do Socialismo, negando-se a entrar no caminho do aggiornamento que lhe recomendavam os falsos amigos, e que como bem sabemos só conduz à derrota estratégica.

A insurgência colombiana, comandada polos legendários Manuel Marulanda e Jacobo Arenas, também fôrom umha das mais destacadas exceçons à hora de manter firme o leme [timón] na luita pola Pátria Grande e o Socialismo, da síntese criadora entre a doutrina bolivariana e o leninismo.

Mas foi o comandante Hugo Chávez, quem armado de coragem e audácia, nessa conjuntura de confusom, traiçons e renúncias, resituou o Socialismo no centro de gravidade das agendas populares, quebrando os planos do oportunismo, e injetando assim luz nos desmoralizados partidos operários e movimentos de libertaçom nacional.

Esta é a grande achega de Chávez e da Revoluçom Bolivariana à causa do amor e da beleza, a sua contribuiçom para a emancipaçom dos que nada temos que perder, a nom ser as nossas cadeias.

Nom devemos renunciar a aplicar criativamente neste século XXI a indivisível equaçom Independência/Socialismo como eixo central que caraterize a nova internacional.

Defendemos unidades amplas, dotadas de programas avançados, nom acordos estreitos como programas minimalistas e curtoprazistas.

Amplas unidades de açom que logrem tecer sólidas confluências, acordos, alianças e integraçons nas que o necessário pluralismo do campo operário e popular, nom questione o seu caráter indiscutivelmente:

ANTICAPITALISTA por tanto, ANTI-IMPERIALISTA, o que acarreta umha coerente açom teórico-prática ANTIFASCISTA, para defender a única alternativa válida para fazer frente à barbárie e ao caos do Capitalismo, a perspetiva do SOCIALISMO/COMUNISMO.

A batalha de ideias que acunhou Fidel, deve ser umha das principais prioridades. Deslindar com as falsas e adulteradas alternativas que só procuram remendar o capitalismo, que agem como muro de contençom das rebeldias populares, tem que ser umha tarefa permanente.

Nom podemos desdebuxar-nos, diluir-nos em vaguidades, seguir dispersando-nos na fragmentaçom de objetivos, abraçarmos os amórficos e grotescos modismos que promovem os laboratórios académicos e os think tank do imperialismo, maquilharmos os princípios. O rearme, o estudo e a formaçom ideológica deve ser umha das nossas prioridades.

O capitalismo nom se pode reformar, o imperialismo nom se pode suavizar nem superar mediante boas palavras e bons desejos. A insurgência global que devemos promover está intrinsicamente ligada à reivindicar a atualidade e plena vigência da via insurrecional, da rua como epicentro da luita, tal como nos ensinárom recentemente os povos trabalhadores do Equador, do Chile, da França, da Catalunha, dos Estados Unidos. A luita é o único caminho, camaradas!

Na génese da nova internacional a firmeza nos princípios tem que ser umha das suas caraterísticas frente a outros espaços já existentes.

A nova internacional deve ter plena soberania frente aos Estados e governos, deve configurar umha imponente orquestra sinfónica, bem afinada e ensamblada, que incorpore harmonicamente a rica diversidade dos diversos instrumentos e melodias que procuram um mundo novo.

Nom pode estar subordinada aos legítimos interesses dos Estados e Governos vinculados a partidos e organizaçons integradas nos seu seio.

Apreendamos das leiçons históricas das internacionais vermelhas, de outras experiências posteriores e mais recentes, nom cometamos os mesmos erros.

Evitarmos ser basicamente umha superestrutura burocrática, com pouca agilidade, rapidez e operatividade, deve ser outra das nossas preocupaçons. Com as suas limitaçons de segurança, tal como agora estamos comprovando, as novas teconologias permitem resolver muitas das dificuldades logísticas e organizativas das internacionais que promovérom Marx, Lenine e o Che, mas também José Carlos Mariátegui, Miguel Enríquez ou Rober Santucho, com os quais nos identificamos, reclamamos e defendemos com insumos que devem estar sempre presentes na nossa mochila revolucionária de combate.

A defesa e legitimidade de todos os meios de luita deve ser outra da nossa identidade como Internacional Anti-imperialsita. A rebeliom é um direito e umha necessidade.

Para ir concluindo, um último apontamento. Cada dia que passa aproxima-se mais o cenário prognosticado por José Martí, em dezembro de 1891, “É a hora dos fornos, no que nom se há de ver mais que a luz”. Antecipemo-nos à fúria devastadora do imperialismo. Unamo-nos antes de que seja demasiado tarde!

Novamente obrigado, por esta oportunidade que nos permitiu realizar este conjunto de sugestons, esta modesta contribuiçom para edificar a Internacional Anti-Imperialista.

Novamente saudaçons revolucionárias galegas!

Enlace de youtube:https://youtu.be/1TrWOeqkgPc

ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA REITEROU NO DIA DA PÁTRIA CONSTITUIR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA REITEROU NO DIA DA PÁTRIA CONSTITUIR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

Agora Galiza-Unidade Popular realizou por quarto ano consecutivo em Compostela umha concentraçom-ato político para comemorar o Dia da Pátria.

Desenvolvido na praça 8 de Março, entre um enorme despregamento policial, intervírom Paulo Vila e Carlos Morais.

Num contundente discurso, o camarada Paulo Vila manifestou que só a classe operária pode “dirigir a luita pola independência e o socialismo. Isto só e possível mediante a via revolucionária, mediante um partido de vanguarda que tenha como objetivo a toma do poder por assalto”.

Respeito ao incremento da atividade fascista, alertou que “Nom podemos olhar cara outro lado perante esta grave ameaça, o fascismo deve ser esmagado empregando qualquer método, inclusive a utilizaçom da violência se for necessário!”.

Sobre a nova maioria absoluta do PP nas eleiçons autonómicas, Carlos Morais afirmou que “após finalizar um processo eleitoral para escolher os deputados de um parlamentinho sem soberania, nom estamos nem em estado de shock, nem tampouco eufóricos. Consciente e inconscientemente, um considerável setor do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, ratificou o continuismo em Sam Caetano. Obviamente com este cenário, nom lançamos foguetes, mas tampouco estamos de luto”.

O porta-voz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular manifestou que “nom esqueçamos que as grandes conquistas nom se atingírom nunca nas instituiçons do inimigo, nos templos da falsa democracia burguesa. E no caso concreto da Galiza, a carência de soberania nacional por sermos um pais oprimido polo Estado imperialista espanhol e a UE, ter maioria aritmética no parlamentinho colonial do Hórreo, é como querer fazer umha grande viagem num automóvel sem combustível”.

Neste 25 de Julho a esquerda revolucionária galega insistiu na necessidade ineludível de situar a classe operária no tabuleiro político, de superar o amorfismo e a disgregaçom que impossibilita defender os seus direitos, descartando participar nas falsas alternativas interclassistas e cidadanistas.

Comunicado nº 147. ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

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ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

Os resultados das eleiçons autonómicas de 12 de julho, constatam as trágicas carências estruturais que acompanham a realidade da imensa maioria do povo trabalhador galego.

A ausência de auto-organizaçom operária e popular, a desmobilizaçom, o amorfismo e marasmo do povo explorado e empobrecido, nom podem por arte de mágia gerar umha superaçom da alienaçom a que nos vemos submetidos.

Os discursos hegemónicos na “esquerdinha”, alimentando o ilusionismo eleitoral, a falta de coragem discursiva para por meio do debate ideológico quebrar as lógicas do consenso e a concilaçom, só contribuem para reforçar a lógica sistémica.

Os resultados de ontem, nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem para o futuro da nossa naçom.

A esquerda revolucionária galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom institucional, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

Mas tampouco estamos surpreendidos polo veredito das urnas. Levamos meses alertando que nom se davam as mais mínimas condiçons democráticas para poder realizar um processo eleitoral, que estava viciado. E agora, a dia 13, já é tarde para lamentar-nos. Simplesmente as forças que pretendiam derrrotar Feijó deveriam ter optado polo “plantom”, por forçar um adiamento eleitoral. O estado de shock derivado do postconfinamento e o medo ao Covid-19, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, impossibilitárom umhas eleiçons com as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês.

Tal como manifestamos umha e outra vez, eram umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que a partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A grandes rasgos os resultados de ontem constatam:

1- A contundente vitória de Feijó, logrando revalidar umha quarta maioria absoluta consecutiva do PP. Por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita reacionária, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado, recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa e mais que preparada. Tam só perdeu pouco mais de 50 mil votos, passando dos 676.676 atingidos em setembro de 2016 [47.53%], a 625.182 [47.98%].

2- O BNG nom só certificou a quebra da sua longa agonia e hemorragia eleitoral iniciada há dias décadas. Tal como já se tinha manifestado timidamente em novembro recuperando representaçom nas Cortes espanholas, concentrou o voto útil contra o PP, absorvendo e engolindo o desgastado espaço da desacreditada “nova política”. Logrou praticamente triplicar os 118.982 sufrágios [8.36%] de 2016. Os 310.137 votos [23.8%] som um recorde histórico numhas eleiçons autonómicas, logrando novamente o sorpasso sobre o PSOE atingido em 1997.

3- Um PSOE com candidato anodino, e sem vontade real de derrotar Feijó, mantém praticamente intato o seu quarto de milhom de apoios eleitorais, freando a curva descendente, retrocedendo tam só 2.000 sufrágios, passando dos 254.552 [17.88%] a 252.537 [19.38%].

4- “Galicia en Común”, a nova marca do espaço de “confluência” entre Anova com o postcarrilhismo e Podemos, fracassou estrepitosamente. A catastrófica fuga de mais de 220 mil votos, fecham um ciclo mais artificial que real no sistema político institucional galego. O canibalismo interno e as deserçons que tem caraterizado a legislatura, a carência de um liderado carismático e um projeto definido, dérom como resultado transitar dos 271.418 votos [19.07%] de 2016 a tam só atingir 51.223 [3.93%], ficando fora do parlamentinho de cartom.

5- Descalabro do matonismo fascista, perdendo mais do 75% dos apoios eleitorais atingidos nas eleiçons legislativas de 10 de novembro de 2019. Os exíguos 26.485 votos [2.03%] de Vox, constatam a enorme capacidade da maquinária do PP autonómico, e a carência de umha fraçom destacada da burguesia nacional interessada em alimentar a representaçom institucional do terrorismo fascista. As singularidades da estrutura de classes galega provoca que simplesmemte nom tenha a dia de hoje a mais mínima funcionalidade.

6- C´s passa dos 48.303 votos [3.38%] de apoios atingidos em 2016, a obter uns resultados residuais, nom atingindo os cinco dígitos, com tam só 9.719 votos [0.75%].

7- Marea Galeguista assinou a sua ata de defunçom com 2.863 votos [0.22%], após umha grande projeçom mediática, e um investimento económico completamente desproporcionado para os resultados obtidos.

8- A abstençom subiu significativamente, passando de 817.702 [36.25%] em 2016 a 918.799 [41.12%], tendo em conta a queda de meio milhom de pessoas no censo, como resultado da sangria demográfica.

9- Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar facilmente nas urnas. A pax social, derivada da desmobilizaçom operária e popular, e do vírus do fetichismo parlamentar, som fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

10- Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permita iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real. Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando o povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

11- O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Os resultados devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 625.182 de 2.258.589 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

12- Agora Galiza-Unidade Popular, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuam alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

Seguir construíndo novas ferramentas de organizaçom, mobilizaçom e combate popular, é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos. Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare o povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital e que Feijó implementará de forma obediente.

Devemos prepararmos política, ideológica e psicologicamente a classe operária e o povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polas “esquerdinhas”, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a oligarquia.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 13 de julho de 2020

Comunicado nº 146. A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

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A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

A medida que se aproxima a dia 12 de julho, confirmam-se todos os prognósticos que levamos manifestando desde o mês de maio, quando Feijó impujo data das eleiçons autonómicas.

O processo eleitoral está adulterado desde o minuto zero. Som umhas eleiçons amanhadas pois carecem das exigíveis condiçons sanitárias e socio-económicas que permitam um processo com mínimas “garantias”.

O brote de Covid 19 na Marinha, e a resposta do aparelho de dominaçom do PP impondo de forma seródia um confinamento express de tam só 5 dias, limitando os direitos básicos dos habitantes de 14 concelhos da comarca norte-oriental da Galiza, confirma lamentavelmente a análise da esquerda revolucionária galega.

A Marinha reflite em estado puro o ”pucheiraço” que Feijó tem desenhado para assegurar por todos os meios possíveis a sua maioria absoluta.

Mas, perante este cenário, a resposta da oposiçom institucional dos partidos da “esquerdinha”, é vergonhenta, morna e claramente oportunista.

Denunciam o apagom informativo e o controlo goebbeliano da CRTVG, o lavado de maos de Feijó desatendendo as suas responsabilidades e cedendo as competências da Junta da Galiza aos Concelhos, a gravíssima perturbaçom democrática do processo eleitoral. Porém, carecem da coragem política para aplicar a única resposta democrática possível: forçar o adiamento eleitoral.

Os espúreos interesses dos aparelhos burocráticos de Galicia em Comum e do BNG, a indissimulada cumplicidade do PSOE à hora de facilitar a vitória de Feijó, prevalecem sobre os interesses objetivos do povo trabalhador galego. Afirmam querer sacar Feijó de Sam Caetano, mas facilitam que revalide a sua quarta maioria absoluta.

Denunciam o avanço do fascismo, mas branqueam a legitimam os criminais de Vox participando com absoluta normalidade em debates com os herdeiros do holocausto galego iniciado no verao de 1936.

As forças antifascistas nom podem seguir colaborando no lavado de cara do “pucheiraço” de Feijó. Inicialmente legitimárom a data, posteriormente renunciárom forçar um adiamento do processo eleitoral mediante um “plantom”, e agora -com dezenas de milhares de compatriotas com os seus direitos conculcados-, mantenhem com normalidade um processo eleitoral viciado, e sem as mínimas garantias exigíveis na lógica do parlamentarismo burguês.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas que também apresentam listagens, a retirar-se do processo eleitoral para forçar o adiamento das Autonómicas 2020.

Do contrário, todas candidaturas que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas.

Tal como já manifestamos, de nada servirám no 13 de julho os hipócritas lamentos, os cínicos diagnósticos, e a irrespeituosa desqualificaçom sobre os comportamentos eleitorais do nosso povo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 7 de julho de 2020

DENUNCIAMOS A CUMPLICIDADE DO GOVERNO ESPANHOL COM O TERRORISMO NA VENEZUELA

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DENUNCIAMOS A CUMPLICIDADE DO GOVERNO ESPANHOL COM O TERRORISMO NA VENEZUELA

Após 2 meses da frustrada incursom marítima promovida polo governo terrorista dos EUA e o fascismo venezuelano, conhecida como “Operaçom Gedeón”, para sequestrar e assassinar o presidente da República Bolivariana de Venezuela, Nicolás Maduro, o jornal “The Wall Street Journal” publicou que Leopoldo López -terrorista venezuelano refugiado na embaixada espanhola em Caracas desde o 30 de Abril de 2019-, foi o principal responsável de dirigir esta tentativa golpista contra o governo bolivariano.

O passado 26 de junho, o Ministro de Comunicaçom da Venezuela, Jorge Rodríguez, assegurou que a planificaçom da incursom militar armada dirigida por Leopoldo López, realizou-se na embaixada do governo espanhol em Caracas.

O ministro exigiu responsabilidades tanto ao embaixador Jesús Silva, como ao governo espanhol, pola sua cumplicidade com os planos terroristas promovidos polo fascismo venezuelano à hora de permitir que na sua sede poida debater-se e preparar atentados para assassinar autoridades do governo bolivariano.

Leopoldo López foi condenado a quase 14 anos de prisom pola sua implicaçom na violência promovida polas “guarimbas” nas manifestaçons de 2014, saldadas com mortos, feridos e grandes destroços. Refugiou-se na Embaixada espanhola em Caracas após ser “libertado” do seu arresto domiciliário por forças dirigidas por Juan Guaidó, com o que participou numha tentativa de levantamento militar contra o governo bolivariano 30 de abril de 2019.

Como pode o mal chamado governo “progressista” de Pedro Sánchez proteger e permitir com total impunidade que o fascismo venezuelano debata e organize açons terroristas contra um governo legitimo?

Unidas Podemos e o vice-presidente Pablo Iglesias nom tenhem nada que dizer sobre isto?

Nicolás Maduro também anunciou esta segunda-feira a expulsom da embaixadora da Uniom Europeia, Isabel Brilhante, após as sançons decretadas por parte de Bruxelas a 11 dirigentes da Assembleia Nacional.

Desde a esquerda revolucionária galega manifestamos novamente a nossa solidariedade com a Revoluçom Bolivariana, condenamos rotundamente as açons desestabilizadoras e a tentativa golpista dos EUA e da UE contra o governo de Nicolás Maduro.

Exigimos ao governo espanhol que cesse a sua cumplicidade com o fascismo venezuelano, e entregue imediatamente ao terrorista Leopoldo López às autoridades venezuelanas.

Viva a Revoluçom Bolivariana!

Indepedência e Pátria Socialista!

Galiza-Venezuela, solidariedade!

27 de junho, 89 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega. ANTIFASCISTA E OBREIRA

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27 de junho, 89 aniversário da proclamaçom da Iª República Galega.

ANTIFASCISTA E OBREIRA

A menos de três meses da instauraçom do regime republicano -que no Estado espanhol susbtitui a corrupta e criminal monarquia bourbónica-, nom demorárom as novas autoridades em agravar a Galiza.

Umha onda de indignaçom operária e popular percorreu a coluna medular da Pátria. No Ourense de Jesusa Prado e António Fernández Carnicero, na Compostela de Carnero Valenzuela, Eduardo Puente “O Nécoras” e Pedro Campos Couceiro, o Carvalhinho de Ernesto Atanásio “O Corcheiro”, na Póvoa de Seabra, milhares de trabalhadores e trabalhadoras saírom as ruas perante a aldraje centralista que tinha paralisado as estratégicas e vitais obras do caminho de ferro Corunha-Compostela-Ourense-Samora.

Em Ourense foi dia 25, e na capital da Galiza dous dias depois -27 de junho de 1931-, quando umha greve geral de orientaçom revolucionária de inspiraçom proletária, proclama a 1ª República Galega.

Umha massa de homens e mulheres da Compostela do Trabalho, após terem assistido a um grande comício na Alameda, dirigem-se à praça do Obradoiro para posteriormente ocuparem as instalaçons municipais do paço de Rajói.

Antom Alonso Rios é nomeado primeiro presidente da Junta Revolucionária da República Galega numha jornada de indiscutível releváncia histórica, que a historiografia espanhola e autonomista deliberadamente continuam ocultando.

Mas umha hábil e veloz manobra do governo espanhol, reiniciando as obras do ferrocarril, desativa o desenvolvimento do movimento insurrecional.

Embora a proclamaçom da nossa independência nacional foi efémera, 27 de Junho deve ser umha data fundamental do calendário galego, que trascende a simples declaraçom simbólica e anedótica.

Hoje, quando o fascismo age com impunidade, é umha fraude qualquer programa que desde o campo da “esquerda” defenda umha sociedade justa e livre, sem renúncia a tombar o regime de 78 e favorecer o exercício do direito de autodeterminaçom, sem condiçons nem restriçons.

Depositar esperanças e expetativas no governo “progre” de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, nom passa de meras ilusons, que só provocarám frustraçom e desmobilizaçom popular.

Sem recuperarmos a soberania conculcada por Espanha e a UE, nom há a mais mínima possibilidade de implementar um programa de reformas visadas para melhorar as condiçons de vida, recuperar e alargar os direitos sociais e as liberdades do conjunto do povo trabalhador galego.

Carece de percorrido algum toda aquela estratégia que, reivindicando mudanças e transformaçons sociais, nom se incardina na defesa intransigente dumha Pátria soberana. Sem proclamarmos a 2ª República Galega nom podemos construir um País com justiça social.

Só umha República Galega de caráter socialista pode abrir o caminho a umha nova Galiza com justiça social, liberdades e plenos direitos. A pola Segunda!

Comunicado nº 144. Nem Juan Carlos nem Felipe VI, pola II República Galega

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Nem Juan Carlos nem Felipe VI, pola II República Galega

A constituiçom postfranquista de 1978, e o conjunto da arquitetura jurídica vigorante, procurou deixar todoatado y bien atado”, tal como sinalou o ditador meses antes de morrer na cama de um hospital.

A Lei de Amnistia impossibilita julgar os crimes do franquismo, e o execrável artigo 56 da Constituiçom, concede “inviolabilidade jurídica” aos Borbons.

Juan Carlos I amassou umha imensa fortuna de mais de 2.000 milhons de dólares segundo a revista Forbes, mediante cobro ilegal de comissons, presentes de magnates e grandes empresas, operaçons financieiras de fundaçons opacas e sociedades ‘off shore’ como Lucum e Zagatka, e todo tipo de negócios ilícitos. A maioria deste património está a nome de testaferros [amigos íntimos e familiares como o seu primo Álvaro de Orleans] em paraísos fiscais ou em contas no estrangeiro, com destaque para a Suiça.

Desde 2014, o Estado espanhol asignou-lhe umha obscena pensom vitalícia de 187.356 euros anuais, em qualidade de “rei emérito”.

Com a sua abdicaçom forçada em junho de 2014, o regime pretendeu aparentar que implementava mudanças “democráticas” visadas para estabilizar a profunda crise de legitimidade, e evitar que a indignaçom transsitasse face a rebeliom.

Juan Carlos de Bourbom perdeu a imunidade da que goçou durante décadas. Mas também a sua impunidade e negócios criminais começárom a ser deliberada e parcialmente conhecidos e divulgados. Ensujar Juan Carlos I para branquera Felipe VI. Eis a arriscada equaçom sobre a que gira a estratégia do regime.

As “provas” que possui um fiscal suiço, dos delitos fiscais e branqueio de capitais, poderiam abrir um inédito processo de investigaçom contra a peça chave da bóveda do regime postfranquista.

Centos de milhons de dólares cobrados em comissons polas obras do Ave na Arábia Saudita, poderiam provocar o seu julgamento. Porém, os delitos tivérom lugar em 2008 quando ainda gozava da proteçom e impunidade constitucional.

Mas nom prescreveu a obrigaçom do pagamento de impostos polas milionárias somas, nem a o seu branqueamento e corruçom mediante as transaçons comerciais internacionais da burguesia que pagou comissons para lograr a ajudicaçom das obras públicas com o governo feudal saudita.

Só calculados interesses de “Estado” facilitarám que o “Tribunal Supremo” espanhol investigue o caçador de elefantes por branqueio e delito fiscal. A Fiscalia da Suiça indaga uma “doaçom” de 100 milhons de dólares a uma fundaçom panamenha cujo primeiro beneficiário é Juan Carlos, realizada 8 de agosto de 2008 polo rei saudita Abdullah bin Abdulaziz Al Saud.

Um consórcio de empresas espanholas [ADIF, Renfe Operadora, INECO, Talgo, Cobra, Consultrans, Copasa, Dimetronic, Inabensa-Abengoa, Imathia, Indra e OHL], e sauditas [Al Shoula Group e Al Rosan Contracting] lográrom, mediante umha rebaixa de 30% do custo da oferta, o concurso da construçom do Ave de Medina à Meca frente aos ferrocarris estatais franceses [SNCF] e à multinacional Alstom.

Operaçom para salvar a monarquia postfranquista

A prioridade da operaçom de Estado em curso, procura salvar Felipe VI a custa de sacrificar ao seu pai, mediante umha soluçom que evite o julgamento e condena, e um apanho mediante um exílio dourado na República Dominicana que facilite retirá-lo “discretamente” do cenário.

Para evitar um maior desligitimaçom da monarquia, quando se divulgou na imprensa internacional os negócios sujos dos Borbons, 15 de março Felipe VI usou umha argúcia sobre os seus vínculos económicos com o seu pai: emitiu um comunicado renunciando à herdança. Mas segundo a legislaçom espanhola vigorante, toda renúncia é nula até o falecimento de Juan Carlos I.

O palácio da Zarzuela mentiu descaradamente. A pandemia do Covid 19 e os meios de [de]informaçom de massas, contribuírom temporariamente a amortecer o engano.

Polas características criminais do Estado espanhol, todo pode ficar resolvido mediante umha grotesca e estrambólica sentença dos tribunais inçados de fascistas, combinadas cumhas hipócritas declaraçons televisivas entre falsas lágrimas de arrependimento. “Lo siento, me he equivocado y no volverá a ocurrir”.

A imensa maioria dos partidos com representaçom institucional nas Cortes espanholas, tanto os “progressistas” como as fascistas, farám todo o possível por salvar Juan Carlos I e Felipe VI. Por salvar aos parásitos e corrutos Bourbons.

A classe obreira galega e o conjunto do povo trabalhador deve ligar a luita polas conquistas sociais e os direitos laborais que nos querem arrebatar, à mudança de regime e de sistema.

Nom é possível conquistarmos um país com justiça social e amplas liberdades, sem tombar o regime de 78, e portanto sem a queda da monarquia bourbónica e o sistema capitalista.

Seguirmos instalados no ilusionismo eleitoral, no amorfismo, só perpetua o sofrimento, depauperaçom e miséria à que nos condena o bloco de classes oligárquico espanhol, profundamente monárquico e franquista.

Basta de conformismo e resignaçom, basta de acreditarmos em falsas promessas e esperanças, som horas de organizaçom,mobilizaçom e luita.

Só a classe obreira salva a clase obreira!

Unidos venceremos, divididos pereceremos!

Viva o povo trabalhador galego!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 10 de junho de 2020

Comunicado nº 142. SOLICITAMOS A TODAS AS FORÇAS ANTIFASCISTAS NOM COLABORAR COM O “PUCHEIRAÇO” DE FEIJÓ

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SOLICITAMOS A TODAS AS FORÇAS ANTIFASCISTAS NOM COLABORAR COM O “PUCHEIRAÇO” DE FEIJÓ

A medida que se aproxima a data de 12 de julho, som cada vez mais as vozes que denunciam que a convocatória eleitoral autonómica está amanhada.

Todo processo eleitoral burguês carece per se, das garantias mínimas que permitam às forças de caráter operário e popular concorrer em igualdade de condiçons. Os poderes económicos, mediante variados mecanismos, controlo dos meios de [des]informaçom burgueses, injeçons económicas e empréstitos beneficiosos dos bancos, impossibilitam umha campanha eleitoral limpa.

A esta situaçom estruturalmente desvantajosa da pseudodemocracia burguesa, devemos agregar -no caso concreto das anunciadas eleiçons da Comunidade Autónoma Galega, um conjunto de perversos truques visados para que o PP logre revalidar a maioria absoluta.

A decisom adotada pola “Junta Eleitoral Central”, permitindo o voto no domicílio, sem mais controlo que o funcionário de Correios responsabilizado de colher o envelope, é umha trampa que facilitará a continuidade de Feijó em Sam Caetano.

Resulta paradoxal que se denuncie esta estratagema eleitoral, mas nom apostar em forçar um adiamento do processo eleitoral, mediante um “plantom”.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas, a nom apresentar candidatura para desmontar o engano em curso.

Todas as candidaturas que concorram 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas, absolutamente adulteradas, carente das exigíveis condiçons sanitárias e socio-económicas, perturbadas pola pandemia em curso.

Em situaçons excecionais há que adotar decisons e medidas excecionais. Só o insaciável apetite de dividendos das burocracias e aparelhos políticos dos partidos da oposiçom institucional, justifica que colaborem no grande engano de Feijó. Vam a umha batalha que sabem de antemao estar inexoravelmente perdida.

É agora quando há que reagir, com coragem e audácia. De nada servirám no 13 de julho os hipócritas lamentos, os cínicos diagnósticos, e a irrespeituosa desqualificaçom sobre os comportamentos eleitorais do nosso povo.

Um “plante” da oposiçom, impossibilitaria as eleiçons na data habilmente escolhida pola reaçom, debilitaria Feijó, e permitiria contribuir a gerar umha atmósfera subjetiva visada para recuperar a iniciativa política operária e popular, abrindo um ciclo de mobilizaçom e luita.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 4 de junho de 2020

Comunicado nº 141. “PLANTOM” ANTIFASCISTA ÀS ELEIÇONS TRAMPA DE 12 DE JULHO

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“PLANTOM” ANTIFASCISTA ÀS ELEIÇONS TRAMPA DE 12 DE JULHO

Pola excepcionalidade que padecemos, nom existem as “mínimas condiçons democráticas” para realizar as eleiçons autonómicas, convocadas para 12 de julho por Alberto Nuñez Feijó.
Assim o manifestamos há duas semanas. Os posteriores movimentos do PP constatam e ratificam a necessidade de um “plantom”.

A crise sanitária em curso, os graves problemas socioeconómicos derivados dos ERTEs, dos despedimentos, do fechamento de grandes empresas como Alcoa, o estado de shock derivado do confinamento, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, unido à desestabilizaçom golpista que Feijó nom condena, impossibilita que a pre-campanha e a campanha eleitoral, se podam celebrar garantindo as “mínimas condiçons democráticas”, na lógica do parlamentarismo burguês.

Som umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que de partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

As propostas lançadas pola maquinária eleitoral do PP, restringindo o período e o modelo de campanha, solicitando o voto nos domicílios sem presença de interventores e apoderados, as dificuldades de movimento para aceder aos colégios eleitorais, nom só endurecem e adulteram as já de por si restritivas condiçons habituais, som a crónica de um “pucheiraço” anunciado.

As eleiçons de 12 de julho estám amanhadas. Serám umha monumental fraude que facilitarám 4 anos mais de políticas antipopulares e antigalegas por parte da camarilha fascista empoleirada no aparelho de dominaçom autonómico.

Participar nesta farsa é sinónimo de entregar em bandeja de prata a Feijó a perpetuaçom do seu projeto reacionário.

Agora Galiza-Unidade Popular apela à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas, a nom apresentar candidatura para desmontar o engano em curso.

Nestas condiçons, a única posiçom coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom participar nesta trampa eleitoral.

Apelamos ao conjunto das forças antifascistas galegas a nom avalar a trampa eleitoral com a que o PP pretende perpetuar-se. Um “plante” da oposiçom impossibilitaria as eleiçons de 12 de julho.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

Na Pátria, 29 de maio de 2020

CHAMAMENTO PERANTE A EMERGÊNCIA SANITÁRIA INTERNACIONAL Covid-19

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Agora Galiza-Unidade Popular suscreve documento que denúncia os bloqueios e as guerras imperialistas. 

Galiza representada no manifesto internacional assinado por dúzias de partidos comunistas e operários de todo o mundo.

CHAMAMENTO PERANTE A EMERGÊNCIA SANITÁRIA INTERNACIONAL Covid-19

Os Partidos Comunistas e Obreiros que subscrevemos este CHAMAMENTO dizemos:

O agravamento da situaçom internacional, derivada da imparável crise capitalista mundial, que hoje se expressa no colapso dos sistemas sanitários que se extende polos distintos países, require de umha decidida acçom política e social que sitúe no primeiro plano as necessidades da classe obreira internacional e dos distintos povos, as necessidades da Humanidade no seu conjunto.

Os insuficientes recursos científicos disponíveis, e o espólio dos sistemas sanitários nos países capitalistas, como consequência da aplicaçom das políticas neoliberais de ajustamento em interesse do grande capital mundial, que aplicam FMI, BM, UE, etc., fam mais difíceis as necessárias e urgentes medidas para defender a saúde e a vida da classe obreira e dos povos.

A mesma degradaçom das sociedades capitalistas, que se sustentam nos valores do individualismo, o consumismo e o darwinismo social, acrescenta ainda maiores dificuldades para gerir esta crise sanitária, que require de valores de solidariedade, reparto e justiça social, que sim som valores que caraterizam os nossos projetos políticos revolucionários cujos objetivos som o socialismo-comunismo.

O capitalismo apresta-se nestes dias a utilizar esta crise sanitária internacional como coartada para lançar um novo ataque contra a classe obreira e contra os povos, fortalecendo o capital financeiro e os monopólios, e reduzindo os salários e os direitos da classe obreira. As pugnas inter-imperialistas geram umha dinâmica de violência e depredaçom social, que terminam pagando os povos e os trabalhadores.

A classe obreira internacional e os povos tenhem que reagir perante esta situaçom, hoje hegemonizada por umha oligarquia mundial, porque a emergência sanitária terá consequências terríveis a curto prazo. Fai-se necessário deixar em evidência o esgotamento histórico da formaçom capitalista na sua fase imperialista, e a necessidade urgente da construçom socialista para, assim, confrentar o início de umha nova etapa histórica, que o extraordinário desenvolvimento das forças produtivas está exigindo com força.

Por todo isso fazemos um CHAMAMENTO a pôr em marcha quantas iniviativas sejam possíveis para que a classe obreira e os povos levantem as bandeiras de luita:

Polo cessamento imediato de todos os bloqueios impostos polo imperialismo e o sionismo, a Cuba, Venezuela, República Popular Democrática de Coreia, Irám, Palestina, Líbano, Nicarágua.

Polo cesamemto das agressons militares imperialistas e sionistas contra Afeganistám, Síria, Yemen, Mali, Irám, Iraque, Líbia.

Polo cessamento das ocupaçons e pola recuperaçom da soberania nacional dos territórios da República Árabe Saaraui Democrática, Palestina, Porto Rico.

Polo cessamento imediato da repressom das mobilizaçons populares que se estám dando no Chile, Bolívia, Colômbia, Honduras.

Polo direito da classe obreira e o povo trabalhador da cidade e do campo ao pleno exercício da liberdade e a organizaçom sindical, à negociaçom coletiva, à greve, a estabilidade laboral e salários suficientes para viver dignamente.

Pola socializaçom dos grandes e estratégicos meios de produçom, financeiros e de serviços essenciais para a sociedade, com exercício do controlo social obreiro, campesinho e popular.

Finalmente fazemos um CHAMAMENTO a avançar na coordenaçom de todas as luitas e forças obreiras, campesinhas e populares anti-imperialistas numha ampla frente mundial, que organice a mobilizaçom social e política para a defesa da soberania dos povos perante a crise imperialista e os bloqueios, e por umha ordem social e económica internacional para a maioria social, para toda a Humanidade, nas condiçons do atual desenvolvimento das forças produtivas que som capaces de dar soluçom às grandes demandas de hoje.

As organizaçons que subscrevemos estes CHAMAMENTOS trabalharemos para somar as nossas forças e avançar nos objetivos aqui enunciados.

POLA HUMANIDADE, POLA CLASSE TRABALHADORA!
POLA PAZ E A JUSTIÇA SOCIAL!
POLO SOCIALISMO-COMUNISMO!