ANÁLISE E CARATERIZAÇOM DO PROGRAMA POLÍTICO DE VOX

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ANÁLISE E CARATERIZAÇOM DO PROGRAMA POLÍTICO DE VOX

Divulgamos um documento, inicialmente de caráter interno, elaborado em maio de 2019 pola Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

Naquela altura, a formaçom fascista liderada por Santiago Abascal, tinha apresentado um programa de 100 pontos com o que atingiu 12 deputados nas eleiçons autonómicas andaluzas de 2 de dezembro de 2018, e 24 nas eleiçons legislativas de 28 de abril de 2019 com 2.677.173 votos [10.26%], dos que 86.126 correspondem à Comunidade Autónoma Galega [5.27%].

Nas europeias de 26 de maio de 2019 lográrom 3 deputados com 1.388.681 votos [6.20%], dos que 37.335 [2.58%] fôrom na Galiza.

Deste jeito, promovido por umha fraçom da oligarquia e por interesses eleitorais do PSOE, logrou transitar da marginalidade política extraparlamentar a converter-se a escala estatal num sujeito importante no taboleiro político institucional e mediático.

https://www.voxespana.es/…/espana/2018m/gal_c2d72e181103013…

Vox -a diferença de outras forças europeias situadas no campo da extrema direita e o fascismo, como a francesa Agrupaçom Nacional de Marine Le Pen ou a italiana Liga Norte de Matteo Salvini, tem um programa genuinamente ultraliberal, que aposta na drástica reduçom do gasto público, reduçom de impostos, liberalizaçom dos mercados e serviços, sempre justificado sob o mantra da Escola de Chicago de eliminar o défice e reduzir a dívida.

Vox, como grupo de choque da burguesia, defende sem maquilhagens nem lipossuçons um programa depredador contra os direitos e as conquistas fundamentais, atingidas pola classe operária em décadas de luita, umha declaraçom de guerra contra o mundo do Trabalho.

Vox assome como próprio o programa de máximos da oligarquia, os monopólios, FMI, Banco Mundial e a troika, que elogia a reforma laboral do PP e define o sistema de proteçom por desemprego vigorante como “um dos mais generosos” e dos “mais prolongados dos países da UE e da OCDE”.

O programa económico de Vox, a diferença de outras organizaçons e partidos fascistas europeus que defendem um capitalismo de Estado e políticas neokeynesianas, é de neoliberalismo selvagem, pois “o Estado acionista deve desaparecer do panorama empresarial espanhol”.

Contrariamente às interpretaçons historiográficas clássicas, que identificam fascismo mussoliniano e nazismo, como modelos económicos estatalistas, a iniciativa privada era determinante neste modelo de capitalismo. As oligarquias industriais, financieiras, e no caso da Itália e do Estado espanhol, os latifundistas, apoiárom, financiárom e cumprírom um rol determinante na sua génese.

En geral, a crítica marxista às diferentes variantes keynesianas é válida para a crítica económica das experiências fascistas, ou acaso o Programa de Reinhardt ideado polo economista chefe dos nazis, Hjalmar Schacht, nom era umha réplica, um calco, do New Deal de Roosevelt?
Por outro banda, estám-se publicando estudos sobre as privatizaçons levadas a cabo polo regime nazi durante a década de 30 do século passado, como é o caso de Germà Bel com Against the Mainstream: Nazi privatization in 1930s Germany, que viriam a reverter esses consensos sobre as políticas fascistas”. Antonio Torres, “El fascismo como problema teórico y práctico”, Revista La Comuna, 22 de maio de 2019.
http://www.revistalacomuna.com/…/el-fascismo-como-problem…/…

No período fascista a burguesia atingiu umha das suas maiores acumulaçons por mor da sobre-exploraçom à que era submetido o proletariado industrial e rural, logrando fabulosas fortunas.

A maioria dos grandes grupos económicos e financieiros do Ibex 35 tenhem a sua origem no franquismo. “Todas as multinacionais espanholas presentes na América Latina som, em última instância, filhas do triunfo da insurreiçom fascista em Espanha de 1936. BBVA, Banco de Santander, Abengoa, Iberdrola ou Unión Fenosa compartilham este elemento fundacional. O cidadao médio apenas imagina que a maioia dos consôrcios que dominam a economia espanhola surgem do triunfo franquista na guerra civil“ [Oriol Malló Villaplana, “El cartel español. Historia crítica de la Reconquista de México y América Latina (1898-2008)”, Madrid, Akal 2011].

À margem de debates academicistas, @Agora Galiza-Unidade Popular considera Vox umha força indiscutivelmente fascista.

O cerne da nossa linha discursiva contra as evidentes ameaças que representa o partido de Abascal nom tem como principal argumento ser umha força nostálgica da Espanha imperial e defensora do supremacismo espanholista, tampouco umha sesgada crítica das suas políticas homofóbicas e claramente machistas.

Como organizaçom socialista e revolucionária galega devemos denunciar que Vox representa o grupo de choque contra os direitos e conquistas da classe operária e do conjunto do povo trabalhador que necessita a burguesia na atual fase de agudizaçom da crise económica estrutural do capitalismo iniciada em 2008.

Pois segue plenamente vigente a interpretaçom e caraterizaçom marxista dos fascismos do período de entreguerras. Dimitrov no Relatório perante VII Congresso Mundial da Internacional Comunista, 2 de agosto de 1935, também conhecido como “A ofensiva do fascismo e as tarefas da Internacional na luita pola unidade da classe obreira contra o fascismo”, define o fascismo como a “ditadura terrorista aberta dos elementos mais reacionários, mais chovinistas e mais imperialistas do capital financieiro.

Também carateriza o fascismo como o “poder do próprio capital financieiro. É a organizaçom do ajustamento de contas terrorista com a classe obreira e o setor revolucionário dos camponeses e dos inteletuais”.

O Relatório precisa que “O desenvolvimento do fascismo e a própria ditadura fascista revestem nos distintos países formas diferentes, segundo as condiçons históricas, sociais e económicas, as particularidades nacionais e a posiçom internacional de cada país”.

O documento avança que “A subida do fascismo ao poder nom é umha simples mudança de um governo burguês por outro, senom a substituiçom de umha forma estatal da dominaçom de classe da burguesia -a democracia burguesa- por outra, pola ditadura terrorista aberta. Passar por alto esta diferença seria um erro grave, que impediria ao proletariado revolucionário movimentar as mais amplas camadas dos trabalhadores da cidade e do campo para luitar contra a ameaça da tomada do poder polos fascistas, assim como aproveitar as contradiçons existentes no campo da própria burguesia. Porém, nom menos grave e perigoso é o erro de nom apreciar suficientemente o significado que tenhem para a instauraçom da ditadura fascista as medidas reacionárias da burguesia que se intensificam atualmente nos países de democracia burguesa, medidas que reprimem as liberdades democráticas dos trabalhadores, restringem e falseam os direitos do Parlamento e agravam as medidas de repressom contra o movimento revolucionário”.
https://www.marxists.org/espanol/dimitrov/1935.htm

António Gramsci, fundador do PCI, sintetizou com lucidez e rigor os objetivos do fascismo: o fascismo é funcional à grande oligarquia; o fascismo dirige-se contra o movimento obreiro organizado e contra umha perspetiva revolucionária concreta ou potencial; e finalmente, o fascismo surge da crise, nom só meramente económica, senom da consequente crise política.

EIXOS CENTRAIS DO PROGRAMA DE VOX
A continuaçom debulhamos e sintetizamos as principais ideias força de Vox, como expressom mais desacomplexada do fascismo espanhol.

1- Política económica
-Apoio inquebrantável à propriedade privada, liberalizaçom e disminuiçom da intervençom do Estado na economia.
-Feche ou venda de todas as empresas públicas que gerem “perdas” e privatizaçom das participaçons do Estado em Rede Eléctrica, Indra, Enagás, etc.
-Privatizaçom das TV públicas autonómicas e locais.
-Privatizaçom plena de AENA e introduçom do setor privados na rede de transporte ferroviário de passageiros e mercadorias.
-Liberdade de contrataçons sem restriçons no mercado de alugueres, reforma da legislaçom das Socimis [Sociedades Anónimas Quotizadas de Inversom Imobiliária], absoluta facilidade nos despejos e poder absoluto de proprietários frente inquilinos.
-Conjunto de medidas de reforma fiscal em prol de beneficiar as rendas mais elevadas.
-Eliminaçom e reduçom de numerosos impostos deixando só dous tramos do IRPF frente os cinco atuais, um tipo único de 22% para rendas até 60.000 euros, frente 45% atual. Rebaixa fiscal profunda só beneficiará a burguesia.
-Reduçom dos impostos a Sociedades, passando do 25% atual a 12.5%.
-Utilizaçom do IVA para substituir as quotizaçons sociais.
-Reduçom do IBI [Imposto sobre Bens Imóbeis].
-Medidas de proteçom e melhoras laborais e económicas das forças repressivas: funcionariado de prisons, polícia, Guarda Civil. Neste âmbito, junto ao funcionariado de “justiça” e no mastondôntico setor da segurança privada, tem Vox umha boa parte do seus mais sólidos apoios.

2- Direitos e conquistas laborais
-Elógio da reforma laboral do PP, mas considera que é necessário acrescentar mais medidas visadas para o seu endurecimento.
-Defensa da limitaçom do direito a greve regulado em 1977. Propom umha “Lei de greve moderna”, pola que convocatória da greve exigirá o voto maioritário e secreto dos trabalhadores e trabalhadoras do setor [na atualidade podem acordá-la a maioria dos representates dos trabalhadores no Comité de Empresa]. @s trabalhadores/as que nom desejem somar-se, podem trabalhar com garantias [legalizaçom das esquirolagem].
-Atividade dos piquetes informativos só se poderia fazer no centro de trabalho. Comité convocante respostará perante a justiça dos danos físicos ou materiais.
-Possibilidade de rebaixar as condiçons dos convénios. Priorizam os convênios de empresa sobre os territoriais [autonómicos e provinciais].
“Os trabalhadores individuais devem de ter umha alternativa a qualquer convénio para acordar com o empresário a sua remuneraçom e condiçons de trabalho”. O empresário poderia subscrever no contrato do empregado condiçons laborais e salário menores que as garantizadas polo seu convênio.
-As indenizaçons por despedimento som elevadas, questiona o atual sistema de proteçom por desemprego e pretende reduzir as quotizaçons à segurança social.
-“Semi”privatizaçom do sistema pensions, perante a “avalancha de pensionistas”.
-Aumento da idade de jubilaçom e do número de anos quotizados para poder optar à pensom.

3- Demagogia, chauvinismo espanholista, centralizaçom política e reforma eleitoral
-Unidade de Espanha e defesa inquebrantável da unidade espanhola.
-Eliminaçom das Autonomias, com destaque para a suspensom imediata da Autonomia da Catalunha.
-Ilegalizaçom de partidos, associaçons e ONG´s que perseguem a “destruiçom da unidade territorial”, do quadro de acumulaçom e expansom de capital do bloco oligáquico espanhol.
-Dotaçom da máxima proteçom jurídica à sImbologia da naçom espanhola, especialmente a bandeira, hino e a Coroa.
-Agravamento das penas por “ofensas a Espanha” e aos seus símbolos.
-Eliminaçom do Senado.
-Conjunto de medidas claramente demagógicas e populista de cortes em gastos políticos, assesores, carros oficiais.
-Estabelecimento de um poder judicial de “ámbito nacional”.
-Fusom de concelhos e reduçom do número de representas locais.
-Reduçom dos sistema de financiamento autonómico com destaque para o Cupo Basco e o Concerto Navarro.
-Reforma do sistema eleitoral para que “os votos dos espanhóis sejam iguais e podam eleger os deputados num “distrito único nacional”.
-Supressom das quotas (por sexo) nas listagens eleitorais.

4- Código Penal e legislaçom repressiva
-Derrogaçom da lei de memoria histórica.
-Estabelecimento da cadeia perpetua sem possibilidade de revisom de prisom provisória ou de rebaixa da condena.
-Fim dos subsídios a partidos políticos, sindicatos, organizaçons que promovam “proselitismo ideológico”.
-Eliminaçom de privilêgios penitenciârios (salários, segurança social) a presos condenados por “terrorismo” e a imigrantes “ilegais”.
-Criaçom de um memorial de “vítimas do terrorismo”.
-Promover leis antiocupaçom. Autorizaçom a proprietários de “uso da força proporcional” para defender o “seu fogar” e propriedades. Alargará-se o conceito de legítima defesa.
-Eliminaçom do indulto, endurecimento das penas do Código Penal para “políticos corrutos” ou que “nom cumpram a legalidade”.

5- Sistema Sanitário
-Nom apostam num sistema sanitário universal.
-Advogam pola eliminaçom do acesso gratuíto à sanidade para imigrantes “ilegais” e copago para todos os imigrantes residentes que levem menos de 5 anos de permanência no Estado espanhol.
-Criaçom de um cartom sanitário único, um calendário de vacinaçom único e supressom da sanidade pública para intervençons quirúrgicas relacionadas com o aborto e mudança de sexo. A sanidade pública somente cubriria serviços de urgência.
-Dar de baixa todas as pessoas que apostem numha mútua privada.

6- Sistema Educativo
-Criaçom de um único sistema para todo o “território nacional”. Vox ataca duramente a educaçom pública, considerando-a umha farsa e “miragem”.
-Apostam porque as administraçons acheguem un cheque escolar às famílias com um importe equivalente “ao custe médio de um posto escolar num centro público”. O bono poderá-se convalidar tanto em centros concertados como privados.
-Defesa da lingua espanhola como veicular e obrigatória, enquanto as “co-oficiais”passem a ser estudadas como matérias optativas.
-Realizaçom de exames de controlo nos que se inclua a mediçom do conhecimento do espanhol.
-Limitaçom das ajudas do Estado a atividades culturais que nom fomentem o patriotismo espanhol.

7- Imigraçom
-Vox considera que qualquer imigrante que nom aceda ao Estado espanhol por vias legais seja incapacitado “de por vida”, e nom poda legalizar a sua situaçom, nem perceber qualquer tipo de ajuda da administraçom estatal.
-Deportaçom de imigrantes reincidentes que cometam delitos leves ou algum delito grave.
-Levantamento de “um muro infranqueável em Ceuta e Melilha”, e proporcionar à polícia e exército todo material e recursos necessários para vigiar as fronteiras e impossibilitar a entrada de imigrantes “ilegais”.

8- Violência machista, igualdade e direitos LGTBI
-Substituiçom da lei contra a violencia machista por “umha lei de violência doméstica” que nom julgue o sexo do agressor e nom facilite subsídios a associaçons feministas.
-Defesa da “vida” desde a concepçom até a morte natural. Reforma da lei de adoçom.
-Derrogaçom da lei de igualdade de género por “intervir totalitariamente na sociedade com o pretexto de promocionar as mulheres desde a premissa de que, senom se alcança um 50/50 em todos os ámbitos, é porque as mulheres som discriminadas”.
-Derrogaçom da lei LGTBI por considerar que contam com “privilêgios” e que estas associaçons “interfirem na educaçom, na administraçom e percebem subsídios”.
-Defesa da família tradicional e criaçom do “Ministêrio de Família”.
-Proibiçom dos ventres de aluguer e toda atividade que utilice como produto a compra e venda de seres humanos.
-Defesa da custôdia compartilhada como regra geral e proteçom do direito dos menores a relacionar-se con ambos progenitores.

9- Política internacional
-A diferença de outras organizaçons fascistas a nível europeu, Vox defende a continuaçom do Estado espanhol na UE.
-Considera necessário impulsionar um novo tratado europeu que aumente o peso do Estado espanhol na tomada de decisons dentro da UE.
-Intensidade e determinaçom nas açons diplomáticas para a devoluçom de Gibraltar.
-Apoio à entidade sionista.

10- Proteçom e promoçom da tauromaquia e da caça
-Impulsionar umha lei de proteçom que a considere como parte do “património cultural espanhol”.
-Sobre a caça estabelece como prioridade a sua proteçom como “umha atividade necessária e tradicional no mundo rural”. Promoçom de umha licença única e eliminaçom do sistema de licenças autonómicas.

11- Meio ambiente
-Mantimento das centrais nucleares “rentáveis”.

Comunicado nº 141. “PLANTOM” ANTIFASCISTA ÀS ELEIÇONS TRAMPA DE 12 DE JULHO

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“PLANTOM” ANTIFASCISTA ÀS ELEIÇONS TRAMPA DE 12 DE JULHO

Pola excepcionalidade que padecemos, nom existem as “mínimas condiçons democráticas” para realizar as eleiçons autonómicas, convocadas para 12 de julho por Alberto Nuñez Feijó.
Assim o manifestamos há duas semanas. Os posteriores movimentos do PP constatam e ratificam a necessidade de um “plantom”.

A crise sanitária em curso, os graves problemas socioeconómicos derivados dos ERTEs, dos despedimentos, do fechamento de grandes empresas como Alcoa, o estado de shock derivado do confinamento, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, unido à desestabilizaçom golpista que Feijó nom condena, impossibilita que a pre-campanha e a campanha eleitoral, se podam celebrar garantindo as “mínimas condiçons democráticas”, na lógica do parlamentarismo burguês.

Som umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que de partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

As propostas lançadas pola maquinária eleitoral do PP, restringindo o período e o modelo de campanha, solicitando o voto nos domicílios sem presença de interventores e apoderados, as dificuldades de movimento para aceder aos colégios eleitorais, nom só endurecem e adulteram as já de por si restritivas condiçons habituais, som a crónica de um “pucheiraço” anunciado.

As eleiçons de 12 de julho estám amanhadas. Serám umha monumental fraude que facilitarám 4 anos mais de políticas antipopulares e antigalegas por parte da camarilha fascista empoleirada no aparelho de dominaçom autonómico.

Participar nesta farsa é sinónimo de entregar em bandeja de prata a Feijó a perpetuaçom do seu projeto reacionário.

Agora Galiza-Unidade Popular apela à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas, a nom apresentar candidatura para desmontar o engano em curso.

Nestas condiçons, a única posiçom coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom participar nesta trampa eleitoral.

Apelamos ao conjunto das forças antifascistas galegas a nom avalar a trampa eleitoral com a que o PP pretende perpetuar-se. Um “plante” da oposiçom impossibilitaria as eleiçons de 12 de julho.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

Na Pátria, 29 de maio de 2020

CHAMAMENTO PERANTE A EMERGÊNCIA SANITÁRIA INTERNACIONAL Covid-19

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Agora Galiza-Unidade Popular suscreve documento que denúncia os bloqueios e as guerras imperialistas. 

Galiza representada no manifesto internacional assinado por dúzias de partidos comunistas e operários de todo o mundo.

CHAMAMENTO PERANTE A EMERGÊNCIA SANITÁRIA INTERNACIONAL Covid-19

Os Partidos Comunistas e Obreiros que subscrevemos este CHAMAMENTO dizemos:

O agravamento da situaçom internacional, derivada da imparável crise capitalista mundial, que hoje se expressa no colapso dos sistemas sanitários que se extende polos distintos países, require de umha decidida acçom política e social que sitúe no primeiro plano as necessidades da classe obreira internacional e dos distintos povos, as necessidades da Humanidade no seu conjunto.

Os insuficientes recursos científicos disponíveis, e o espólio dos sistemas sanitários nos países capitalistas, como consequência da aplicaçom das políticas neoliberais de ajustamento em interesse do grande capital mundial, que aplicam FMI, BM, UE, etc., fam mais difíceis as necessárias e urgentes medidas para defender a saúde e a vida da classe obreira e dos povos.

A mesma degradaçom das sociedades capitalistas, que se sustentam nos valores do individualismo, o consumismo e o darwinismo social, acrescenta ainda maiores dificuldades para gerir esta crise sanitária, que require de valores de solidariedade, reparto e justiça social, que sim som valores que caraterizam os nossos projetos políticos revolucionários cujos objetivos som o socialismo-comunismo.

O capitalismo apresta-se nestes dias a utilizar esta crise sanitária internacional como coartada para lançar um novo ataque contra a classe obreira e contra os povos, fortalecendo o capital financeiro e os monopólios, e reduzindo os salários e os direitos da classe obreira. As pugnas inter-imperialistas geram umha dinâmica de violência e depredaçom social, que terminam pagando os povos e os trabalhadores.

A classe obreira internacional e os povos tenhem que reagir perante esta situaçom, hoje hegemonizada por umha oligarquia mundial, porque a emergência sanitária terá consequências terríveis a curto prazo. Fai-se necessário deixar em evidência o esgotamento histórico da formaçom capitalista na sua fase imperialista, e a necessidade urgente da construçom socialista para, assim, confrentar o início de umha nova etapa histórica, que o extraordinário desenvolvimento das forças produtivas está exigindo com força.

Por todo isso fazemos um CHAMAMENTO a pôr em marcha quantas iniviativas sejam possíveis para que a classe obreira e os povos levantem as bandeiras de luita:

Polo cessamento imediato de todos os bloqueios impostos polo imperialismo e o sionismo, a Cuba, Venezuela, República Popular Democrática de Coreia, Irám, Palestina, Líbano, Nicarágua.

Polo cesamemto das agressons militares imperialistas e sionistas contra Afeganistám, Síria, Yemen, Mali, Irám, Iraque, Líbia.

Polo cessamento das ocupaçons e pola recuperaçom da soberania nacional dos territórios da República Árabe Saaraui Democrática, Palestina, Porto Rico.

Polo cessamento imediato da repressom das mobilizaçons populares que se estám dando no Chile, Bolívia, Colômbia, Honduras.

Polo direito da classe obreira e o povo trabalhador da cidade e do campo ao pleno exercício da liberdade e a organizaçom sindical, à negociaçom coletiva, à greve, a estabilidade laboral e salários suficientes para viver dignamente.

Pola socializaçom dos grandes e estratégicos meios de produçom, financeiros e de serviços essenciais para a sociedade, com exercício do controlo social obreiro, campesinho e popular.

Finalmente fazemos um CHAMAMENTO a avançar na coordenaçom de todas as luitas e forças obreiras, campesinhas e populares anti-imperialistas numha ampla frente mundial, que organice a mobilizaçom social e política para a defesa da soberania dos povos perante a crise imperialista e os bloqueios, e por umha ordem social e económica internacional para a maioria social, para toda a Humanidade, nas condiçons do atual desenvolvimento das forças produtivas que som capaces de dar soluçom às grandes demandas de hoje.

As organizaçons que subscrevemos estes CHAMAMENTOS trabalharemos para somar as nossas forças e avançar nos objetivos aqui enunciados.

POLA HUMANIDADE, POLA CLASSE TRABALHADORA!
POLA PAZ E A JUSTIÇA SOCIAL!
POLO SOCIALISMO-COMUNISMO!

PP, VOX e C´s FLERTEAM COM O GOLPE DE ESTADO

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PP, VOX e C´s FLERTEAM COM O GOLPE DE ESTADO

O cessamento do coronel da Guarda Civil, Pérez de los Cobos-, por parte do governo “pogre”, chega tarde e está sendo implementado de forma chafalheira e sem a mais mínima firmeza.
Marlaska nega “relaçom” entre o seu fulminante cessamento a e manipulaçom de testemunhas no informe interno elaborado por Pérez de los Cobos, para apoiar o relato reacionário de que as manifestaçons do 8M em Madrid fôrom um dos principais focos do contágio do Covid 19.
Hoje, nas Cortes espanholas, as três forças fascistas, cruzárom as raias vermelhas do parlamentarismo burguês, apelando à rebeliom dos seguidores do Duque de Ahumada, e portanto o golpe de estado, modelo lawfare.
A resposta dos partidos do governo foi tam morninha e comedida, que dava lástima!
PSOE e Unidas Podemos levam semanas jogando com lume, permitindo que o fascismo se salte o Estado de alarma, e com absoluta impunidade implemente a atmósfera golpista que já temos denunciado.
A estratégia de Marlaska, Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, para enfriar o ambiente golpista das Casas Quartéis e das Salas de bandeiras, foi dar luz verde ao infame incremento de 20% dos salários das forças repressivas, previamente acordado polo PP. É infame tentar neutralizar assim os movimentos desestabilizadores golpistas, enquanto umha parte importante da classe trabalhadora está em ERTE, ameaçada de perder o seu emprego. Um guarda civil ganhará 720€ mais mensalmente, e um polícia 521€!! E os fascistas questionam o claramente insuficiente aumento do SMI e a aprovaçom do ingresso mínimo vital para paliar as elevadas taxas de pobreza e miséria.

Lavando a cara do corpo militar ao que pertenciam Tejero e o general Galindo, pretendem legitimar e dar credibilidade “democrática” a mais de um século e meio dedicado à reprimir a sangue e lume as demandas e luitas da classe trabalhadora e dos setores populares.

PÉREZ DE LOS COBOS; UMHA BIOGRAFIA FASCISTA
O cessado coronel da guarda civil, nom é um funcionário exemplar e honrado, dedicado à causa pública, como falsamente pretendem fazer-nos acreditar PP, Vox e C´s. Diego Pérez de los Cobos tem um intenso currículo dedicado à causa da reaçom. De camisa azul, com tam só 17 anos, apresentou-se como voluntário no quartel da Benemérita de Yeclas, no autogolpe de estado do 23 F de 1981. Posteriormente, na década dos noventa, já no seio da Guarda Civil, foi acusado de torturas a militantes bascos. Mais recentemente, foi comissionado polo governo de Mariano Rajói para impossibilitar o referendo de 1 de outubro de 2017 na Catalunha.
Embora tinha cumprido tarefas de livre designaçom e altas responsabilidades nos governos de Felipe González, Aznar, Zapatero e Mariano Rajói, estamos perante umha das peças chave da reaçom profascista no seio da Guarda Civil.

URGENTE UNIDADE ANTIFASCISTA
O fascismo só se pode combater com firmeza e coragem. As atitudes pusilánimes e permissivas do governo espanhol de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, só os está envalentonando cada vez mais.
PP, Vox e C´s, som três organizaçons criminais que deveriam estar ilegalizadas e as suas direçons julgadas e condenadas por apologia do fascismo.
Só a classe operária, organizada e movimentada, poderá derrotar a ameaça fascista.

Combate o fascismo e a sua bandeira

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Combate o fascismo e a sua bandeira

O fascismo que eclosiona sem complexos, nom é um fenómeno novo. Sempre estivo ai ao longo das últimas quatro décadas. É resultado dos ignominiosos pactos da “transiçom”, que só maquilhárom o franquismo numha democracia parlamentar burguesa.

Porém, o seu novo imaginário coletivo hegemónico, articula-se à volta da bandeira bourbónica, da “estanqueira” dos vencedores na guerra de classes de 1936-1939.

Nom só devemos combater o seu discurso maniqueio e demagógico, devemos combater os seus símbolos, que representam e sintetizam o projeto oligárquico, antagónico com os interesses do conjunto das classes trabalhadadoras deste cárcere de povos chamada Espanha.

LEIÇOM DE MANUAL DA LUITA DE CLASSES

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LEIÇOM DE MANUAL DA LUITA DE CLASSES

Bastou umha simples chamada telefónica dos que realmente detentam o poder, para quebrar o acordo de derrogar de imediato a reforma laboral de 2012. A euforia de Bildu polos termos do pactuado e assinado com os dous partidos do governo “progre”, durou poucas horas.

O acontecido ontem é umha esclarecedora leiçom da luita de classes.

  • A pratica totalidade da castapolítica só gere e salvaguarda os interesses do grande capital financieiro e industrial, dos latifundiários, das multinacionais. Do bloco oligárquico que detenta o poder real no Estado espanhol desde o século XIX.
  • As instituiçons burgueses carecem portanto de verdadeira soberania e capacidade de decissom.
  • Tem mais poder Amancio Ortega, Ana Botín ou Juan Roig, que os 120 deputados do PSOE, os 35 de Unidas Podemos e os 5 de Bildu no seu conjunto, que teoricamente representam a milhons de pessoas que os apoiárom nas urnas.
  • É praticamente impossível implementar políticas efetivas ao serviço do povo trabalhador no quadro da ditadura burguesa de fachada democrática.
  • O ilusionismo eleitoral e o cretinismo parlamentar, que promovem as forças da “esquerdinha”, é altamente funcional para distraer à classe obreira das sua tarefa histórica.
  • É umha ingenuidade seguir alimentando esta fraude chamada “democracia”.
  • A luita é o único caminho para a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como povo e naçom.
  • Sem partido revolucionário nom é viável exercermos a hegemonia, e conquistar o poder político. A sua construçom é umha das prioridades da classe obreira

10 MEDIDAS POLÍTICAS ANTIFASCISTAS

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10 MEDIDAS POLÍTICAS ANTIFASCISTAS

1- Desfascistizar a Galiza
Eliminaçom dos espaços públicos até o último vestígio simbólico e iconográfico da ditadura.

2- Nacionalizaçom de todo o património da família Franco
Resultado do acumulado no saqueio e incautaçom praticada na ditadura.
Devoluçom a entidades, associaçons e particulares.

3- Ilegalizaçom de todas os partidos e organizaçons franquistas
De todas as entidades que nom condenam o franquismo e reivindicam a ditadura: PP, C´s, Vox, as diversas Falanges, as fundaçons Francisco Franco, José Antonio Primo de Rivera, Yagüe, Pro-Infancia Queipo de Llano, Blas Piñar, Serrano Súñer, Ramiro Ledesma Ramos, Millán Astray, a UME [Uniom Militar Espanhola], etc.

4- Proibiçom da exibiçom de qualquer simbologia fascista

5- Clausura de todas as publicaçons, editoras e meios de “comunicaçom” [emissoras de rádio e TV] que realizam apologia do franquismo

6- Anulaçom da amnistia de 1977
Lei de ponto final que garante a impunidade a todos aqueles que participárom ativamente na repressom franquista.
Depuraçom integral da administraçom, exército e corpos repressivos.

7- Anulaçom das condenas e juízos realizados durante o período 1936-1977
Reparaçom das vítimas e familiares.

8- Criaçom de um Instituto Nacional de Recuperaçom da Memória Histórica
Dotado de recursos económicos necessários, centrado no estudo da opressom do Povo Galego ao longo da história, visado para reabilitar e dignificar todas as vítimas dessa repressom, começando polas vítimas da guerra de classes de 1936-39 e o franquismo.

9- Exigência à Igreja católica de condena pública pola participaçom no golpe fascista e posterior legitimaçom do franquismo

10- Derrogaçom de todas as leis que perseguem e limitam a liberdade de expressom
Assim como aqueles artigos do Código Penal que colidem frontalmente com os princípios democráticos básicos, concretamente o de humilhaçom [artigo 578] reformado pola LO 2/2015, e o de ódio (artigo 510), aprovado pola LO 1/2015, ambas de 30 de março.

ALERTA ANTIFASCISTA NA GALIZA!

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ALERTA ANTIFASCISTA NA GALIZA!

A Delegaçom do Governo espanhol autorizou a convocatória de manifestaçons fascistas nas principais cidades da Galiza, sábado 23 de maio, às 12 h. Semanas antes o Tribunal Superior de Justiça e o Tribunal Constitucional posteriormente, proibiu a caravana de veiculos convocada pola CUT em Vigo para comemorar 1º de Maio.

A cumplicidade do Governo “progre” com o fascismo é evidente. Enquanto enchem de polícias e militares os bairros, proibem manifestaçons e concentraçons de caráter operário, exercem a repressom ou detenhem trabalhadores de maneira totalmente injustificada, a passividade e confraternizaçom das unidades policiais adscritas ao ministério de Grande-Marlaska perante os protestos fascistas é mais que preocupante.

A permissividade do Governo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias é o caldo de cultivo perfeito para o fascismo. A escória reacionária age com total impunidade, violando o estado de alerta sanitária para ocupar as ruas, fomentar o ódio e fazer apologia do terrorismo fascista sem nengum tipo de consequências legais.

Perante este intolerável cenário, a esquerda revolucionária galega apela os setores e organizaçons antifascistas a denunciar a presença do fascismo nos espaços públicos e plantar cara às hordas de reacionários que estes dias invadem as nossas ruas.

Nom podemos olhar cara outro lado como se nada acontecesse, o fascismo deve ser combatido de frente com organizaçom e contundência!

Nom passarám!

BNG E PSOE COMPRAM PERIGOSAS PISTOLAS ELÉTRICAS PARA A POLÍCIA MUNICIPAL

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BNG E PSOE COMPRAM PERIGOSAS PISTOLAS ELÉTRICAS PARA A POLÍCIA MUNICIPAL

Há umhas semanas denunciávamos que o Governo espanhol implementou, perante a crise sanitária, várias medidas visadas para aumentar o controlo da populaçom como a geolocalizaçom de dispositivos ou o reforçamento do aparelho repressivo para reprimir futuras luitas e protestos.

Ao enorme e desproporcionado dispositivo policial e militar despregado nestes dias, sob a justificaçom de “garantir a segurança da populaçom”, há que somar a decisom do Ministério de Interior dirigido por Grande-Marlaska, de anunciar perante a reclamaçom das forças policiais, a adquisiçom de 1.200 pistolas elétricas.

Estas medidas começam já a implementar-se em vários Concelhos da Galiza.

Em Moanha ou Carvalho, a policía municipal já estava dotada de pistolas elétricas. No caso do Concelho de Moanha desde fevereiro, e em Carvalho, a policía já as tinha o ano passado, e já fôrom utilizadas.

Ambos municípios estám governados por Leticia Santos [Moanha] e Evencio Ferrero [Carvalho], ambos filiados do reformismo autonomista [BNG].

Também o governo municipal da capital da Pátria acava de comprar este armamento para a sua polícia municipal, tal como informa o alcaide Sánchez Bugalho

Os própios fabricantes, como a companhia texana Taser, advertem sobre os severos danos que podem chegar a causar destas armas, alertando do grave perigo que implica a sua utilizaçom.

É intoléravel a cumplicidade por parte dos concelhos governados polo BNG à hora de adquirir este tipo de armamento, inecessário perante as baixíssimos índices de criminalidade. Em realidade este tipo pistolas só serve para reprimir a populaçom!

A esquerda revolucionária galega rejeita contundemente a sua adquisiçom e utilizaçom. Denunciamos a contribuiçom dos governos muncipais do PSOE e do BNG no reforçamento e militarizaçom das forças policiais visadas exclusivamente para exercer repressom sobre o povo trabalhador galego.

Solidariedade Internacionalista. Denunciamos ameaças contra o preso político basco Patxi Ruiz

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SOLIDARIEDADE COM O PRESO POLÍTICO BASCO PATXI RUIZ

O preso político basco, Patxi Ruiz, perante as ameaças dos carcereiros da prisom Murcia II, exigindo melhores condiçons para os presos, iniciou há vários dias umha greve de fame e sede, cumprindo hoje o oitavo dia.

Perante o silêncio dos meios e partidos do regime, a esquerda revolucionária galega manifesta a solidariedade internacionalista com os patriotas e revolucionários bascos.

Denunciamos a cumplicidade do governo espanhol com a acossa e vulneraçom de direitos que sofrem os presos políticos na cadeia, e exigimos o fim das políticas terroristas de dispersom assim como a imediata posta em liberdade.

A solidariedade internacionalista é a ternura dos povos!
Amnistia total para todos os presos políticos!