A inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista

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Ciclo Internacional

A NOSSA AMÉRICA NOS PLANOS DO IMPERIALISMO

Os trabalhadores na unidade anti-imperialista

A inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista” [Relatório de Carlos Morais]

Galiza, 7 de agosto de 2020

Desde a Pátria de Rosalia de Castro, de Benigno Álvarez e de Moncho Reboiras, mui boa tarde camaradas!

Boa tarde companheiros e companheiras!

Saudaçom revolucionária da Galiza rebelde e combativa a todos os camaradas presentes, aos anfitrions deste importante encontro internacional, a Julio Chávez, a Fernando Rivero, a Ingrid Carmona, aos camaradas do Movimento de Científicos Sociais Simón Bolívar, do PSUV, a Carlos Casanueva, a Narciso Isa Conde, a Néstor Kohan, a Geraldinna Colloti, e ao conjunto das forças e organizaçons que participam nesta nova jornada de reflexom, e a quem acompanho agora neste debate, a Jesús Farías, Martín Guerra, Najeeb Amado e Eduardo Piñata.

É umha enorma satisfaçom poder dar voz à esquerda revolucionária galega, poder intervir desde umha naçom sem Estado, como habitante e militante da causa de um povo que padece a opressom e a dominaçom por parte do imperialismo espanhol, o mesmo que derrotou há mais de 200 anos Simón Bolívar

O apoio claro, sem matizes, nem condicionamentos por razons de estado, nem espúreos interesses táticos e conjunturais, à luita pola autodeterminaçom dos povos, contra toda forma de opressom nacional, contra toda forma de colonialismo, de semicolonialismo, em defesa da independência e a soberania nacional, deve ser um dos eixos centrais do programa internacionalista.

O respeito ao específico quadro nacional de luita, dos povos oprimidos, das naçons carentes de soberania, deve ser pois um dos ingredientes que caraterizem o que estamos promovendo coletivamente: a primeira internacional anti-imperialista do século XXI.

Saudamos e manifestamos a nossa satisfaçom por esta importante, e sobre todo imprescindível, e cada vez mais inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista.

Contrariamente ao que nos tentárom fazer-nos acreditar desde as universidades, as academias e os aparelhos de propaganda do inimigo, mas também desde as correntes populares que capitulárom, que cedérom às pressons, procurando acomodo e migalhas [migas], após a queda e implosom da URSS em 1991, o imperialismo segue vivo, segue sendo um monstruo que devora os recursos energéticos, minerais, as riquezas dos povos, explorando e dominando a força de trabalho das grandes maiorias sociais, utilizando os golpes de estado, as invasons, as guerras e o terrorismo para atingir os seus objetivos.

Promover umha nova Internacional é umha tarefa hercúlea e complexa. Mas nom partimos de zero.

A classe trabalhadora, os setores populares e empobrecidos, contamos com a experiência de mais de século e meio de espaços internacionalistas de debate, de coordenaçom, de impulso, de acumulaçom de forças e direçom de luitas contra toda forma de exploraçom capitalista e o acionar do imperialismo.

O ano passado comemoramos o cem aniversário da III Internacional, fundada em março de 1919 na Rússia bolchevique.

Mas nom é o único referente no que devemos inspirar-nos, que estudar e avaliar, no que apreender dos seus êxitos e fracassos.

A Tricontinental fundada em janeiro de 1966, e posteriormente a OLAS, também som dous referentes de primeira ordem que devemos incorporar na argamassa sobre a que edificar esta nova internacional anti-imperialista.

Assim como outros espaços mais modestos, e ideologicamente mais definidos, como o EIPCO [Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Obreiros], o Movimento Continental Bolivariano [MCB], ou a recem constituida Conferência Internacional Insurgência Global Proletari.

Contrariamente ao que Francis Fukuyama proclamou em 1992, nom estamos no fim da história. Errárom os teóricos postmodernos. O imperialismo é umha realidade mais brutal hoje que há 30 anos. A tese Toni Negri é um disparate monumental.

Nas jornadas que nos precedérom houvo camaradas que realizárom importantes achegas, acertados diagnósticos, rigurosas análises, sobre a crise estrutural do capitalismo. Estamos no epicentro de umha crise diferente às crises cíclicas que acompanham historicamente este modo de produçom, que fam parte da sua genética.

Esta crise é de caráter estrutural, muito mais profunda, e sobre todo é umha multicrise, nom só económica, é umha crise ecológica, energética, cultural, ideológica, umha crise na que está em perigo a própria supervivência da nossa espécie.

Eis polo que o capitalismo senil, o capitalismo crepuscular, reage de forma muito mais agressiva e depredadora. As elites oligárquicas mundiais e as lumpeburguesias regionais que aplicam obedientemente os seus diktados, estám diispostas a seguir gerando, promovendo um caos semicontrolado que só provoca desigualdades, depauperaçom, miséria, dor, para garantir e perpetuar a sua hegemonia.

Nom descartam recurrir à via fascista tal como se constata no auge da extrema-direita, de forças claramente fascistas, reacionárias e autoritárias. Os fenómenos de Bolsonaro no Brasil ou de Trump nos EUA, nom som versos soltos, exceçons, som altamente funcionais como reaçom desesperada da decadência do capitalismo.

Parte das medidas adotadas, justificadas, no combate à pandemia do Covid-19, cortes de liberdades, restriçom de direitos fundamentais, ataques às conquistas das trabalhadoras e trabalhadores, fam parte desta ofensiva reacionária da oligarquia para disciplinar-nos ainda mais e disuadir-nos de luitar.

Mas o capitalismo este nom vai cair por si só. Necessita ser tombado. E isto só se logra mediante a auto-organizaçom e mobilizaçom do único sujeito capaz de dirigir esta tarefa histórica: a classe trabalhadora.

A construçom de umha nova internacional anti-imperialista tem lugar nunha conjuntura concreta e específica, em que o imperialismo norteamericano, mas também o que representa a UE, pretendem evitar entre grandes contradiçons e convulsons, nom perder a sua atual hegemonia.

Mas a diferença talvez nesta ocasiom, é que a pugna pola hegemonia capitalista é contra umha aliança ainda nom suficientemente configurada de Estados emergentes que pretendem substituí-los como potências mundo.

Mas no que pretendo incidir, desde a nossa humilde opiniom nesta tam importante tribuna que se nos brinda, é apresentar umhas “pinceladas” sobre o caráter, perfil político e ideológico, modelo organizativo, que deve ter a ferramenta internacional que queremos contribuir modestamente para construir.

Acertadamente lembrava ontem o camarada Julio Chávez, o objetivo estratégico é o Socialismo, como horizonte sobre o que construir alianças, tecer amplas redes entre os povos oprimidos e as classes trabalhadoras.

Após o complexo período de euforia do Capital nos anos posteriores à catástrofe que provocou para a causa dos humildes e explorados a queda da Uniom Soviética, tivo lugar um processo de capitulaçons, de abandonos, que salpicárom praticamente o conjunto dos partidos comunistas e organizaçons revolucionárias que se reclamavam do marxismo.

Umha boa parte mudárom de nome, outras alterárom o seu ADN, outras renunciárom aos princípios, deixarom-se fagocitar, arriárom a bandeira vermelha que nos convoca, identifica e une.

O levantamento zapatista de 1 de janeiro de 1994 em Chiapas, contra o Tratado de Livre Comérco da América do Norte, foi o primeiro capítulo que quebrou a falsa estabilidade, a artificial leitura da realidade, que os vozeiros de Wal Street e das multinacionais, nos pretendiam impor.

O movimento antiglobalizaçom ou altermundista que se foi articulando à volta das contracimeiras dos organismos imperialistas [Banco Mundial, FMI, OMC] em Seattle, Génova, Barcelona, etc, logrou parcialmente vertebrar a oposiçom popular às novas formas que adotava o imperialismo no mundo unipolar postsoviético.

Mas era um movimento deliberadamente indefinido ideologicamente, que se movimentava sob a imprecisa palavra de ordem “um outro mundo é possível”, mas que carecia de um programa e basicamente de umha alternativa ao caos capitalista.

Nessa altura, foi basicamente a Cuba revolucionária liderada luzidamente por Fidel, quem mantinha em alto, de forma heroica e admirável, com orgulho e dignidade, a bandeira vermelha do Socialismo, negando-se a entrar no caminho do aggiornamento que lhe recomendavam os falsos amigos, e que como bem sabemos só conduz à derrota estratégica.

A insurgência colombiana, comandada polos legendários Manuel Marulanda e Jacobo Arenas, também fôrom umha das mais destacadas exceçons à hora de manter firme o leme [timón] na luita pola Pátria Grande e o Socialismo, da síntese criadora entre a doutrina bolivariana e o leninismo.

Mas foi o comandante Hugo Chávez, quem armado de coragem e audácia, nessa conjuntura de confusom, traiçons e renúncias, resituou o Socialismo no centro de gravidade das agendas populares, quebrando os planos do oportunismo, e injetando assim luz nos desmoralizados partidos operários e movimentos de libertaçom nacional.

Esta é a grande achega de Chávez e da Revoluçom Bolivariana à causa do amor e da beleza, a sua contribuiçom para a emancipaçom dos que nada temos que perder, a nom ser as nossas cadeias.

Nom devemos renunciar a aplicar criativamente neste século XXI a indivisível equaçom Independência/Socialismo como eixo central que caraterize a nova internacional.

Defendemos unidades amplas, dotadas de programas avançados, nom acordos estreitos como programas minimalistas e curtoprazistas.

Amplas unidades de açom que logrem tecer sólidas confluências, acordos, alianças e integraçons nas que o necessário pluralismo do campo operário e popular, nom questione o seu caráter indiscutivelmente:

ANTICAPITALISTA por tanto, ANTI-IMPERIALISTA, o que acarreta umha coerente açom teórico-prática ANTIFASCISTA, para defender a única alternativa válida para fazer frente à barbárie e ao caos do Capitalismo, a perspetiva do SOCIALISMO/COMUNISMO.

A batalha de ideias que acunhou Fidel, deve ser umha das principais prioridades. Deslindar com as falsas e adulteradas alternativas que só procuram remendar o capitalismo, que agem como muro de contençom das rebeldias populares, tem que ser umha tarefa permanente.

Nom podemos desdebuxar-nos, diluir-nos em vaguidades, seguir dispersando-nos na fragmentaçom de objetivos, abraçarmos os amórficos e grotescos modismos que promovem os laboratórios académicos e os think tank do imperialismo, maquilharmos os princípios. O rearme, o estudo e a formaçom ideológica deve ser umha das nossas prioridades.

O capitalismo nom se pode reformar, o imperialismo nom se pode suavizar nem superar mediante boas palavras e bons desejos. A insurgência global que devemos promover está intrinsicamente ligada à reivindicar a atualidade e plena vigência da via insurrecional, da rua como epicentro da luita, tal como nos ensinárom recentemente os povos trabalhadores do Equador, do Chile, da França, da Catalunha, dos Estados Unidos. A luita é o único caminho, camaradas!

Na génese da nova internacional a firmeza nos princípios tem que ser umha das suas caraterísticas frente a outros espaços já existentes.

A nova internacional deve ter plena soberania frente aos Estados e governos, deve configurar umha imponente orquestra sinfónica, bem afinada e ensamblada, que incorpore harmonicamente a rica diversidade dos diversos instrumentos e melodias que procuram um mundo novo.

Nom pode estar subordinada aos legítimos interesses dos Estados e Governos vinculados a partidos e organizaçons integradas nos seu seio.

Apreendamos das leiçons históricas das internacionais vermelhas, de outras experiências posteriores e mais recentes, nom cometamos os mesmos erros.

Evitarmos ser basicamente umha superestrutura burocrática, com pouca agilidade, rapidez e operatividade, deve ser outra das nossas preocupaçons. Com as suas limitaçons de segurança, tal como agora estamos comprovando, as novas teconologias permitem resolver muitas das dificuldades logísticas e organizativas das internacionais que promovérom Marx, Lenine e o Che, mas também José Carlos Mariátegui, Miguel Enríquez ou Rober Santucho, com os quais nos identificamos, reclamamos e defendemos com insumos que devem estar sempre presentes na nossa mochila revolucionária de combate.

A defesa e legitimidade de todos os meios de luita deve ser outra da nossa identidade como Internacional Anti-imperialsita. A rebeliom é um direito e umha necessidade.

Para ir concluindo, um último apontamento. Cada dia que passa aproxima-se mais o cenário prognosticado por José Martí, em dezembro de 1891, “É a hora dos fornos, no que nom se há de ver mais que a luz”. Antecipemo-nos à fúria devastadora do imperialismo. Unamo-nos antes de que seja demasiado tarde!

Novamente obrigado, por esta oportunidade que nos permitiu realizar este conjunto de sugestons, esta modesta contribuiçom para edificar a Internacional Anti-Imperialista.

Novamente saudaçons revolucionárias galegas!

Enlace de youtube:https://youtu.be/1TrWOeqkgPc

Homenagem a Moncho Reboiras no 45 aniversário da sua queda em combate. Galeria de fotos e videos

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Homenagem a Moncho Reboiras no 45 aniversário da sua queda em combate.

12 de agosto de 2020 no cemitério de Sam Joam de Lainho, Imo.

[VÍDEO]

RECLAMO A LIBERDADE PR’O MEU POVO

Os camaradas Anjo Formoso Varela e Luzia Vazquez, recitárom hoje, no ato organizado por Agora Galiza-Unidade Popular, no cemitério de Sam Joám de Lainho, o emblemático poema de Xosé Luis Méndez Ferrín “na memória de José Ramom Reboiras Noia”.

https://www.facebook.com/watch/?v=610584022932444

[VÍDEO]

Carlos Morais denúncia a “colaboraçom do governo espanhol na fuga do gângster que encabeça a organizaçom criminal chamada Bourbons”. O porta-voz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular manifestou no cemitério de Sam Joám de Lainho, que Moncho Reboiras foi um “grande combatente antifascista que morreu cumha arma na mao quando estava tentando criar umha frente armada em 1975”. Destacando que é um “dos grandes insumos da Revoluçom Galega”.

https://www.facebook.com/watch/?v=624219991802945

[VÍDEO]

Oferta floral no cemitério de Sam Joam de Lainho, no 45 aniversário da queda em combate de Moncho Reboiras.

https://www.facebook.com/watch/?v=357605561916740

GALERIA FOTOGRAFICA

 

 

GALIZA PRESENTE EM DEBATE INTERNACIONAL PROMOVIDO POLA VENEZUELA

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Ciclo Internacional A Nossa América nos Planos do Imperialismo.

A Classe Trabalhadora na Unidade Anti-imperialista.

6 e 7 de agosto.

PROGRAMA
Quinta-feira, 6 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1. Hino da Internacional.

2. Intervençons:
☆Geraldina Colloti. [Jornalista. Rede de Inteletuais. Itália].
☆Marcelo Abdala. [PIT-CNT. Uruguai].
☆Esteban Silva. [Partido Socialista Allendista. Chile].
☆Francisco Torrealba. [Vice-Presidente do
PSUV.Venezuela].

3. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Sexta-feira, 7 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1.Intervençons.
☆Martín Guerra. [Partido Esquerda Socialista. Peru].
☆Carlos Morais [Agora Galiza-Unidade Popular. Galiza].
☆Najeeb Amado. [Partido Comunista Paraguaio].
☆Jesús Faría. [Vice-Presidente de Economia do PSUV. Venezuela].

2. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Metodologia:
Cada relator realizará umha exposiçom de dez minutos um dos dous dias. Ao final de cada jornada abrirá-se um turno de palavra onde poderám intervir todos os relatores assim como os conferencistas que nos acompanhárom nas jornadas anteriores.

DISCURSO DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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DISCURSO DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

[Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2020]

Nunca nos daremos por vencidos! Nunca abandonaremos o compromisso e juramento adquirido quando logramos transitar da intuiçom juvenil à explicaçom e compreensom consciente das leis científicas da luita de classes; nom pregamos velas, jamais arriaremos as duas bandeiras que sintetizam o mundo que queremos conquistar e construir: a vermelha da classe obreira e a tricolor republicana galega; nunca atraiçoaremos os mais sublimes objetivos do ser humano, a beleza e o amor, sintetizados na sociedade de felicidade e plena harmonia chamada Comunismo.

Mas tampouco somos ingénuos! Somos plenamente conscientes das imensas dificuldades para reconstruir a esquerda revolucionária galega, para desenvolver organicamente a alternativa socialista e patriótica galega. Mas contra toda lógica mercantil e postmoderna, teimamos com perserverância continuarmos o caminho traçado há um quarto de século.

Ainda nom logramos atingir os objetivos da primeira fase da construçom do imprescindível e insubstituível destacamento militante da causa nacional e de classe que a Galiza necessita. Sabemo-lo bem!

Toneladas de entulho ideológico ocultam os carreiros abertos há mais de 150 anos por Marx, desenvolvidos magistralmente por Lenine e o Che, e aplicados de forma criativa por Benigno Álvares e Moncho Reboiras em duas etapas históricas determinadas, a terceira e sétima década do século XX.

À desmemória coletiva imposta polo Capital, devemos acrescentar a deliberada amnésia e transfuguismo dos que nalgum momento afirmavam querer edificar as ferramentas políticas e sociais galegas e de classe, visadas para desputar o cancro da hegemonia reformista no campo operário e popular.

Sempre guiados polas rubras estrelas que evitam cairmos na oscuridade e extraviar-nos nos caminhos, novamente aqui estamos! para proclamar que só a classe obreira salva a classe obreira. Da necessidade ineludível de dotar-se de espaços próprios de organizaçom, mobilizaçom e luita. O confinamento derivado do Covid-19 deixou bem claro quem mexe o mundo, quem o fai rodar, quem produz, quem salva as vidas, as infinitas potencialidades do mundo do Trabalho, o imenso poder da classe obreira, da sua invencibilidade.

Mas também, a importáncia do fator subjetivo, antídoto para vencer o letal vírus do amorfismo e a disgregaçom que carateriza o estado atual da nossa classe. Sem povo trabalhador organizado e movimentado nom há avanços, conquistas e vitórias.

Mais alá da retórica folclórica e das modas imperantes que venhem e vam, dos sucedáneos e das fraudulentas franquícias multicoloridas, das velhas políticas vernizadas de “novas”, o nosso é um combate acrisolado em décadas de reflexom e estudo, em décadas de aplicaçom teórico-prática, forjados em sensabores e contratempos permanentes, entre as amarguras das derrotas.

A diferença da casta política da “esquerdinha”, de tanto falabarato de feira, nós nom prometemos comodidades militantes, nem distribuímos postos bem remunerados, nem ofertamos fulgurantes avanços e vitórias.

Nom queremos enganar ninguém! A quem honestamente se queira enrrolar na causa da Galiza proletária, na causa da República Galega, na causa da Revoluçom Socialista, só podemos prometer suor, lágrimas e sangue. Agirmos coerentemente como militantes da causa do amor e da beleza paradoxalmente vai acompanhado polo fel e o ferro do isolamento e da incompreensom. Mas das mais fedorentas esterqueiras agromam as mais aromáticas roseiras.

O fácil é somar-se aos grandes espaços que aparentando querer mudar o presente, na realidade agem como muro de contençom, como via de escape das enormes potencialidades rebeldes e combativas que latentes na nossa classe, seguem ai esperando a sua erupçom.

Eis polo que nom formamos parte de espaços interclassistas sob as fórmulas de frente patriótico ou frente popular, e sim defendemos a necessidade de constituir amplas alianças de unidades populares, dotadas de programas avançados, de frentes únicas de composiçom, orientaçom e programa genuinamente obreiro.

Sem resituar no centro do tabuleiro político galego e internacional, a contradiçom Capital-Trabalho, seguiremos sendo incapazes de avançar, continuaremos enredados nos inofensivos e funcionais relatos cidadanistas e eleitoralistas.

Acreditamos no nosso povo, e somos conhecedores dos invisíveis e cada vez mais sofisticados mecanismos de alienaçom a que nos vemos submetidos polos que só pretendem mansedume e resignaçom.

Eis polo que após finalizar um processo eleitoral para escolher os deputados de um parlamentinho sem soberania, nom estamos nem em estado de shock, nem tampouco eufóricos. Consciente e inconscientemente, um considerável setor do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, ratificou o continuismo em Sam Caetano. Obviamente com este cenário, nom lançamos foguetes, mas tampouco estamos de luto.

Nesta conjuntura nunca acreditamos na tangibilidade de derrotarmos nas urnas o capataz que eficazmente melhor representa os poderes do Capital no nosso país.

E nom viamos possível este anelo, compartilhado com a maioria do povo trabalhador da Galiza, porque tenhamos umha varinha mágica, nem umha bola de cristal. Figemo-lo guiados polo método científico de análise e interpretaçom da realidade que nos proporciona o marxismo. Polo conhecimento profundo do grau de praticamente absoluta carência de consciência de umha parte significativa dos setores populares e empobrecidos da Galiza. Pola ausência de um projeto e um liderato capaz de ativar a resignaçom e a ausência de perspetivas, na que está instalada umha parte considerável dos centenares de milhares de mulheres e homens que subsistem entre a precariedade, os baixos salários e as ajudas institucionais.

Porque ia despertar do seu longo letargo um povo desorganizado, carente de ferramentas defensivas, de espaços comunitários de sociabilidade mais alá do desporto espetáculo, das festas patronais desenhadas polas grandes empresas do embrutecimento?

Mais alá de creenças metafísicas, de bons desejos, de inspiraçons divinas, de ilusons infundadas e promessas fraudulentas, lamentavelmente na Galiza de 2020 nom é possível, sem umha mudança profunda de rumo das forças situadas no campo do antifascismo, lograrmos o bye bye Feijó.

As possibilidades de atingí-lo eram mínimas, e basicamente a alternativa de um “tripartito” entre os partidos que governam Madrid e a socialdemocracia autonomista, carece das mais mínimas margens para alterar a golpe de DOG as tendências aniquiladoras do nosso povo e da nossa terra, que o imperialismo tem perfeitamente desenhado na divisom internacional do Trabalho.

Os resultados nom fôrom tam diferentes ao que prognosticamos. Umha nova maioria absoluta de Feijó –exemplar maioral de Ence, Iberdrola, Zara-Inditex, das multinacionais mineiras-, nom significa mecanicamente que já nom existam possibilidades nem margens reais para frear as políticas ultraliberais de privatizaçons, corte de direitos e supressom das conquistas da classe trabalhadora, a aniquilaçom da nossa identidade e cultura, o expólio das nossas riquezas naturais, da nossa diversidade meio-ambiental.

Camaradas, nom esqueçamos que as grandes conquistas nom se atingírom nunca nas instituiçons do inimigo, nos templos da falsa democracia burguesa. E no caso concreto da Galiza, a carência de soberania nacional por sermos um pais oprimido polo Estado imperialista espanhol e a UE, ter maioria aritmética no parlamentinho colonial do Hórreo, é como querer fazer umha grande viagem num automóvel sem motor nem combustível.

Até lograrmos alterar a correlaçom de forças no campo da causa popular e nacional, seguiremos hipotecados polo cancro do eleitoralismo. Estes dias diversas plataformas comarcais em defesa da sanidade pública “dececionadas” perante a vitória do PP nas suas zonas de atuaçom, acordárom dissolver-se! Que grande disparate e incapacidade de compreensom da complexa -mas nom por isso irreal-, dicotomia existente entre apoio popular a umha reivindicaçom concreta e opçom eleitoral.

Nom somos um país “anormal”, nem os galegos somos “burros” e “ignorantes”, um povo reacionário, conservador, ou temos o que nos merecemos! Nom, camaradas!!

Nom podemos justificar nem apoiar esta falta de respeito contra o nosso povo. Este tipo de leituras profundamente reacionárias é fruto da frustraçom e incapacidade da pequena-burguesia “progre” para entender a luita de classes. Do desconhecimento e profundo desprezo polo povo galego e a nossa Pátria, por esses poços sépticos de tertulianos e comentaristas de pacotilha da metrópole, mas também por essa casta política da velha e nova política.

Galiza nom é um país mais conservador ou mais reacionário que o País Basco, a Catalunha, Andaluzia ou qualquer dos territórios espanhóis. Ou pensades que Urkullu, Torra, García Page ou Lambán, som menos reacionários que Feijó ou Baltar?

Nom nos deixemos arrastar polos tópicos elaborados polo supremacismo espanhol, polas tendências fabricadas no Ground zero de todas as pandemias e vírus que levam séculos sementando de desgraças, pragas e devastaçom, a nossa Pátria.

A maioria absoluta atingida há menos de 15 dias polo PP autótone, é, em termos absolutos, completamente relativa. Feijó só logrou revalidar o apoio de 1 de cada 4 galegos com direito a exercer o seu voto. Nem mais nem menos!!!

Concebemos a frente eleitoral como um mecanismo tático num processo de acumulaçom de forças estratégicas para a tomada do poder, nom para demonstrarmos que podemos gerir com mais eficácia e honradez o capitalismo, para decretar remendinhos mal cossidos, que se bem podem aliviar temporariamente as graves condiçons de vida dos setores populares mais vulneráveis, habitualmente nom servem para organizá-los, para elevar o seu nível de consciência, nem para ir aligeirando os profundos mecanismos de alienaçom.

Só um povo trabalhador organizado e movimentado, que despute no campo da cultura e a ideologia a hegemonia reacionária, que nom aceite o monopólio da violência do Estado burguês, convencido e orgulhoso da sua causa, tem capacidades de conquistar o futuro.

A luita é o único caminho! O resto som farrapos de gaita, simples palha!, palavras tam bonitas como infundadas. A luita de classes e de libertaçom nacional nom depende de análises idealistas, nem de bons desejos, depende da capacidade e vontade, livre e conscientemente decidida de desputar a dominaçom burguesa por parte dos de baixo, dos que pouco ou nada tenhem que perder a nom ser as suas cadeias. E para poder atingir este estado de cousas, é imprescindível centrar a maioria dos recursos e energias na formaçom, no combate ideológico. É necessário abandonar o cancro das práticas conciliadoras e pactistas.

Este modesto destacamento militante da causa nacional e de classe chamado Agora Galiza-Unidade Popular, sabe perfeitamente que sem derrubar o regime de 78 articulado à volta da monarquia nomeada por Franco, sem quebrar o Ibex 35, sem confiscar o império do senhor de Arteijo, sem esmagar a ameaça fascista que umha fraçom da oligarquia alimenta e apoia como grupo de choque perante as grandes convulsons sociais que se divisam no horizonte, seguiremos enlamados em batalhas cujo destino é a derrota da classe trabalhadora e a plena assimilaçom da Galiza polo projeto supremacista da oligarquia espanhola.

As falsas ilusons de atingir a independência mediante maciças mobilizaçons cívicas e pacíficas, dotadas de um discurso interclassista e “europeista”; as falsas ilusons de conquistar o céu por assalto, promovidas pola nova socialdemocracia, já vimos como finalizárom.

Tanto as forças independentistas que governam a Generalitat, como o governo “progre” de Madrid, fôrom domesticados e disciplinados pola lógica do Capital que realmente nunca questionárom.

Camaradas! nascimos, reformulamo-nos, agimos, luitamos, para organizar a Revoluçom Galega. Eis a razom da nossa existência.

Sabemos que a tarefa é imensa, mas nom por isso procuramos falsos atalhos que só conduzem nengures. A Espanha bourbónica nom se pode reformar nem democratizar, nom é possível regenerá-la ou democratizá-la. O capitalismo tampouco se pode remendar. A construçom de um mundo novo só é possível sobre as cinzas do atual. Todo parto é doloroso. É pura lei de vida!

Tal como já manifestamos aqui, há agora exatamente 365 dias, sabemos que esta viagem necessita de configurar umha gigantesca caravana bem pertrechada, com expertos chóferes e mecánicos. Nós só somos umha minúscula parte mais de um complexo e diverso conjunto de peças que devem ser ensambladas.

Ainda que o nosso país seja o único território do Estado espanhol onde o matonismo fascista nom logrou entrar nas instituiçons burguesas, nom podemos nem devemos baixar a guarda.

A necessidade de constituir entre as forças de caráter operário um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista, segue sendo a dia de hoje a principal prioridade da classe operária e do povo trabalhador galego.

Até a vitória sempre!

Antes mortos que escravos!

Viva Galiza ceive e socialista!

Viva a Revoluçom Galega!

INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

[Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2020]

A esquerda revolucionária galega organizada em Agora Galiza Unidade Popular, organiza mais um ano este ato, na Praça 8 de Março, para reivindicar e luitar polos nossos objetivos: A Independência Nacional e o Socialismo.

Perante a pandemia de coronavírus, o mal chamado governo progresista PSOE-Unidas Podemos nom implementou medidas para proteger o povo trabalhador. As medidas fôrom adotadas seguindo instruçons da CEOE e Ibex35.

Implementárom os ERTEs, nom proibirom os despedimentos, nom nacionalizárom setores estratégicos, nom exigírom à banca a devoluçom dos 65 mil milhons de euros, nem impostos progressivos às grandes empresas, a renda mínima nom passa de ser migalhas insuficientes. A falta de medidas piora as condiçons para a classe trabalhadora.

Na Galiza, a pandemia desmascara as desigualdades entre ricos e pobres. O governo da Junta encabeçado por Feijóo, além da sua lamentável gestom, logrou manter a maioria absoluta na farsa eleitoral do 12 de julho, deixando fora de jogo a oposiçom.

Por muito que melhorasse o resultado eleitoral do autonomismo (BNG), segue sendo umha força encabeçada por umha direçom de burócratas pequeno-burgueses incapaces de ir mais longe que de “reclamar” maiores competências para Galiza. O reformismo autonomista nom está disposto a quebrar regime de 78.

O reformismo, seja autonomista ou umha sucursal do progressismo espanholista nom pode defender o povo trabalhador galego. É incapaz de quebrar com a lógica do parlamentarismo burgués, a falta de confrontaçom deixa indefesa a classe trabalhadora perante a acometida do fascismo que ocupa cada vez mais espaços nas ruas.

A péssima situaçom na que vive a juventude galega, a emigraçom, o terrorismo machista, o desemprego, ou o saqueio dos nossos recursos, nom se revertérom com o governo de coaligaçom do PSOE- UP. Nem está, nem se o espera!

Todos estes problemas som conseqûencia da opressom que padece Galiza por parte do Estado espanhol, pola UE e polo capitalismo.

Eis polo que inssistimos na necessidade de que tem que ser o povo trabalhador quem dirija a luita pola independência e o socialismo. Isto só é possível mediante a via revolucionária, mediante um partido de vangarda que tenha como objetivo a toma do poder por assalto.

Somos conhecedores da debilidade da esquerda revolucionária na Galiza e resto do Estado, mas nom claudicamos. Sabemos que as nossas conviçons revolucionárias som a única alternativa, eis polo que mantemos e defendemos com firmeza os nossos princípios seja qual for a situaçom!

Continuamos com a tarefa de reconstruirmos umha organizaçom revolucionária para luitar e combater contra a burguesia, afastada das tendências pacifistas e conciliadoras.

A corrupçom da monarquia postfranquista, o chauvinismo espanhol promovido por VOX, PP e C´s, presente no aparelho judicial, aparelho repressivo e no éxercito, os assassinatos e torturas da forças policiais nas prisons, as privatizaçons, a exploraçom, o paro, a miséria, a continua vulneraçom de direitos e liberdades, ou a impunidade do fascismo que avança, só se podem reverter com luita e combate nas ruas.

Denunciamos a situaçom que muitos dos presos políticos revolucionários sofrem nas prisons, eis polo que exigimos mais um ano, a amnistia e liberdade dos presos políticos na Galiza e no Estado espanhol, seja qual for o método de luita empregado.

Desde a esquerda revolucionária galega inssistimos na criaçom dum bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontar com contundência o fascismo. O terrorismo fascista devem ser combatido sem negum tipo de remordimento, deve ser combatido com contundència e sem trégua.

Nom podemos olhar cara outro lado perante esta grave ameaça, o fascismo deve ser esmagado empregando qualquer método, inclusive a utilizaçom da violência se for necessário!

Eis polo que devemos manternos firmes na reconstruçom da esquerda revolucionária, so assim lograremos tombar este regime e o sistema capitalista que o sustenta para lograr plena independência e emancipaçom da nossa naçom e a nossa classe.

A única alternativa a este sistema e Estado terrorista é a proclamaçom da República Socialista Galega.

O fascismo combate-se nas ruas!

Viva Galiza Ceive e socialista!

Viva a República Socialista Galega!

 

ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA REITEROU NO DIA DA PÁTRIA CONSTITUIR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA REITEROU NO DIA DA PÁTRIA CONSTITUIR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

Agora Galiza-Unidade Popular realizou por quarto ano consecutivo em Compostela umha concentraçom-ato político para comemorar o Dia da Pátria.

Desenvolvido na praça 8 de Março, entre um enorme despregamento policial, intervírom Paulo Vila e Carlos Morais.

Num contundente discurso, o camarada Paulo Vila manifestou que só a classe operária pode “dirigir a luita pola independência e o socialismo. Isto só e possível mediante a via revolucionária, mediante um partido de vanguarda que tenha como objetivo a toma do poder por assalto”.

Respeito ao incremento da atividade fascista, alertou que “Nom podemos olhar cara outro lado perante esta grave ameaça, o fascismo deve ser esmagado empregando qualquer método, inclusive a utilizaçom da violência se for necessário!”.

Sobre a nova maioria absoluta do PP nas eleiçons autonómicas, Carlos Morais afirmou que “após finalizar um processo eleitoral para escolher os deputados de um parlamentinho sem soberania, nom estamos nem em estado de shock, nem tampouco eufóricos. Consciente e inconscientemente, um considerável setor do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, ratificou o continuismo em Sam Caetano. Obviamente com este cenário, nom lançamos foguetes, mas tampouco estamos de luto”.

O porta-voz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular manifestou que “nom esqueçamos que as grandes conquistas nom se atingírom nunca nas instituiçons do inimigo, nos templos da falsa democracia burguesa. E no caso concreto da Galiza, a carência de soberania nacional por sermos um pais oprimido polo Estado imperialista espanhol e a UE, ter maioria aritmética no parlamentinho colonial do Hórreo, é como querer fazer umha grande viagem num automóvel sem combustível”.

Neste 25 de Julho a esquerda revolucionária galega insistiu na necessidade ineludível de situar a classe operária no tabuleiro político, de superar o amorfismo e a disgregaçom que impossibilita defender os seus direitos, descartando participar nas falsas alternativas interclassistas e cidadanistas.

Coerência discursiva para lograrmos a independência e o socialismo

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Coerência discursiva para lograrmos a independência e o socialismo

[Artigo de opinióm de Anjo Formoso Varela membro da DN de Agora Galiza-Unidade Popular]

A história da Galiza é inseparável da história da resistência patriótica que protagoniza boa parte dos setores populares da nossa naçom na contemporaneidade. Desde o Provincialismo derrotado política e militarmente em 1846, passando pola fase culturalista (o Rexurdimento), a etapa regionalista que gera as primeiras organizaçons galeguistas por volta de 1890, e o nacionalismo com a coordenaçom das Irmandades da Fala na Assembleia Nacionalista de Lugo (1918), ensaiando a via de dotar a Pátria de umha força política própria.

Mas nom será até 1931 quando se articule o primeiro projeto nacionalista -o Partido Galeguista- que nom duvida em definir a Galiza como umha naçom e a centrar a sua intervençomem lograr para o nosso país acadar maiores quotas de auto-governo. Porém, condicionado pola sua composiçom e orientaçom pequeno-burguesa, portanto timorato na reivindicaçom do horizonte de soberania e independência nacional.

A estas experiências devemos acrescentar as iniciativas genuinamente independentistas de aquém e além mar. Do Comité Arredista Galego da Havana, a Sociedade Nacionalista Pondal de Buenos Aires, até a Federaçom de Mocidades Nacionalistas resultantes da rutura das juventudes do PG em maio de 1936.

E fundamentalmente a posiçom claramente favorável à constituiçom de um partido comunista galego seguindo as teses leninistas e da III Internacional, que promoviam em pleno período republicano os bolcheviques de Ourense, dirigidos polo legendário Benigno Álvares. A primeira tentativa de articular umha força política sobre o binómio independência/socialismo.

Como podemos observar, o movimento de afirmaçom nacional foi superando as suas diversas fases. Sempre, após umha derrota política, os quadros refugiam-se no culturalismo. Logo, volta a começar com outro movimento político e assim sucessivamente. Esta deriva voltou a cenificar-se após a implossom da esquerda independentista em 2014/2015.

O movimento de afirmaçom nacional, existente e hegemónico a dia de hoje, está estancado entre a resignaçom, a disgregaçom e o amorfismo. O nacionalismo galego está dirigido pola pequena-burguesia, situado no amplo campo do reformismo, revisionismo e oportunismo. A claudicaçom do movimento popular, renunciando à luita e confrontaçom com o inimigo, substituindo-a polo vírus eleitoralista e o cretinismo parlamentar, é consequência da sua incoêrencia teórico-prática, que situado no campo da “esquerda” nom aplica os princípios sobre os que afirma estar inspirado.É umha força domesticada e esterilizada. Minte prometendo um futuro melhor sem os sacrifícios inerentes à coerente luita operária, nacional e popular. Nengumha das conquistas atingidas pola classe trabalhadora, polos povos oprimidos, foi gratuíta nem lograda facilmente. Todas estám tingidas de suor, lágrimas e sangue. Esta é a crua verdade. E dizer a verdade é sempre revolucionário. Nom é possível mudar nada sem luita, sem povo trabalhador organizado, sem mobilizaçom social e sem confrontaçom.

A Galiza vive a opressom espanhola que abafa e esmaga sem dissimulo de nengum tipo a nossa existência, reprimindo, perseguindo e encarcerando as galegas e galegos que erguem a bandeira da emancipaçom e a transformaçom social. Numha naçom oprimida como a nossa, submetida a um desenvolvimento económico e social dependente do poder alheio e onde as classes possuidoras fôrom incapazes de encabeçar um projeto nacional, únicamente o conjunto de classes populares, lideradas pola classe trabalhadora, podem dirigir o processo de libertaçom nacional. No nosso país, a opressom de classe e a opressom patriarcal dam-se através da opressom nacional. Esta opressom nacional é o principal mecanismo de veicular a exploraçom capitalista das classes trabalhadoras e da opressom patriarcal e machista sobre as mulheres.

Galiza nom é Espanha, e o nosso futuro como naçom, como povo e como classe, passa pola conquista da nossa independência nacional, pola saída da UE e das instituiçons internacionais imperialistas a que nos incorporou Espanha (NATO, FMI, Banco Mundial). Passa invitavelmente por avançar polos caminhos do Socialismo. Sem Socialismo nom é possível a soberania nacional.

Por isso, mudar o discurso de emancipaçom nacional, por dotá-lo de um programa abertamente independentista e de classe, é umha necessidade histórica. Isto só o pode realizar a classe obreira, com umha linha e programa genuinamente proletário e umha política de alianças de unidade popular.

É hora de agirmos com audácia e coragem. Perante os salários de miséria e a precariedade laboral, os despejos, a emigraçom, a pobreza, o reforçamento do patriarcado, a assimilaçom lingüística e cultural, etc, é necessário vertebrar um amplo e plural pólo classista e patriótico sem exclusons e com vocaçom integradora, que sem timoratismos nem complexos, armado do programa avançado combata o fascismo e desmascare o fraudulento governo “progre”.

Que leve a iniciativa mobilizadora, ocupando as ruas e fazendo frente o espúrio e corrupto regime espanhol, para avançamos no caminho do nosso objetivo estratégico: lograrmos a independência nacional, o socialismo e umha Galiza sem patriarcado.

Vox é a ditadura terrorista do capital

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Vox é a ditadura terrorista do capital

[Artigo de opinióm de Paulo Peres Lago membro da DN de Agora Galiza-Unidade Popular]

O fascismo é o ás guardado na manga polas elites económicas dominantes numha altura da história determinada e num lugar concreto.

O desenvolvimento capitalista é desigual segundo as formaçons históricas sociais dos distintos países-naçons. As oligarquias dominantes ou fraçons promovem o nazi-fascismo quando periga a sua insaciável sede de acumulaçom, quando por mor das condiçons de reproduçom da vida material alviscam rebeldias, indignaçom e luitas organizadas contra as duras condiçons económico-materiais que nos querem impor ao povo trabalhador. Revestem nos distintos países formas diferentes segundo as suas particularidades nacionais, sociais e económicas.

O ascenso do fascismo ao poder nom é umha simples mudança de governo, nom é umha simples mudança de umha forma de governó burgués, senom a substituiçom de umha forma de dominaçom que combina consenso e violência por umha ditadura terrorista aberta.

É a bala na recámara que possui a elite económica dominante nessa altura, quando prognosticam no horizonte umha agudizaçom da luita de classes perante umha crise capitalista nom resolvida.

Os avisos e menssagens lançadas mesmo polos ideólogos burgueses, qualificam esta nova recessom a vista como mais grave, aniquiladora e destrutiva que o crack do 29. Eis polo que o fascismo começa a ser a alternativa superadora para a burguesia espanhola. Mas nom para toda. A burguesia vinculada ao PSOE nom está disposta a esta aventura. Mas nom devemos esquecer que todas as fraçons da burguesia -pequena, mediana e grande com as suas matizaçons-, som inimigas históricas e irreconciliáveis da classe obreira no quadro da sociedade de mercado.

É especialmente clarificador um tweet emtido em novembro de 2019 por Juan Carlos Girauta -ex-dirigente de C’S-, [Bueno, Ana Patricia, lo has conseguido, como sueles. !A vosotros no se os tose! Y ahora que Cs ya no es el problema, que tengáis suerte com Vox], para saber de boa mao quem aposta polo fascismo no Estado espanhol. Um destacado segmento da banca e do Ibex 35, a fraçom mais criminal, carronheira e sanguinária, o parasitismo da usura financieira.

É agora quando se torna realidade a definiçom adotada no VII Congrersso da na III Internacional [1935], “O fascismo é o poder do próprio capital financieiro”.

No plano político o fascismo é o ajustamento de contas organizado contra a classe obreira, contra as classes oprimidas e dominadas, contra a inteletualidade e o conhecimento superador da realidade burguesa.

A perseguiçom fanática e violenta dos e das comunistas, sindicalistas, a supressom da democracia, a repressom implacável de toda mostra de oposiçom, conculcaçom de direitos e liberdades, a barbárie étnica e misógina, a subordinaçom completa da classe obreira aos ditados do patronato, a posta em funcionamento e aceleraçom da maquinária repressiva e de extermínio de toda insurgência ou dissidência.

Os antecedentes histórico-económicos que servírom para impor o fascismo em tempos passados, tenhem em comum coincidências no contexto atual de crise económica, social, institucional, cultural e  ecológica. Mas também as possibilidades nestas condiçons de promover a via “golpista”, por isso o fascismo tem também um alto componhente contrainsurgente.

É claro que hoje em dia a tomada do poder polos fascistas nom vai levar o mesmo caminho que no passado, mas vam precisar das mesmas ferramentas, de forças militares e repressivas, dos aparelhos judiciais, das igrejas, dos meios de comunicaçom. Com este aparelhos de dominaçom física, ideológica e cultural, aproximam umha parte do povo trabalhador mais despolitizado e setores da pequena burguesia “assustados”. Conseguindo certa legitimaçom política que o Estado burgués lhe outorga, após ter sido fertilizando o terreno com os cortes de direitos e liberdades, via reforma laboral, lei mordaça, perseguiçom policial e judicial do antifascismo, a total permissividade e proteçom dos fascistas.

Cada declaraçom de dirigentes de Vox ou dos seus acólitos deve por em estado de alarma todo aquele que se considere democrata. Com um discurso racista, misógino, anti-inmigrante, demagogo, extremadamente chauvinista espanhol, defensor a ultrança da familia “tradicional”, culto ao uniforme, à bandeira e a épica do sangue, defesa das tradiçons mais arcaicas e rançosas, dos valores mais ultracatólicos e reacionários, combinado com medidas de corte populista no plano politico-social.

Vox é umha expressom século XXI do nacional-catolicismo franquista, é a conexom política do exército, polícia, guarda civil, juizes, fiscais, órgaos da justiça e serviços privados de segurança, subsidiados por grandes grupos económicos e financieiros do Ibex 35, que tenhem a sua origem no franquismo, quando atingírom umha das épocas mais grandiosas de acumulaçom de lucro por mor da sobre-exploraçom e o escravagismo que caraterizava a ditadura.

O fascismo que eclosiona sem complexos, nom é um fenómeno novo. Sempre estivo ai ao longo das últimas quatro décadas. É resultado dos ignominiosos pactos da “transiçom”, que só maquilhárom o franquismo numha democracia parlamentar burguesa.

Porém, o seu novo imaginário coletivo hegemónico, articula-se à volta da bandeira bourbónica, da “estanqueira” dos vencedores na guerra de classes de 1936-1939.

Nom só devemos combater o seu discurso maniqueio e demagógico, devemos combater os seus símbolos, que representam e sintetizam o projeto oligárquico, antagónico com os interesses do conjunto das classes trabalhadadoras deste cárcere de povos chamada Espanha

Nom subestimemos, nom banalizemos, nem ridiculizemos o fascismo.

Deve ser combatido com tenacidade, unidade, firmeza e coragem.

Esta é a realidade que nos quererám impor e por isso cumpre organizar-se, nom valem meias tintas, olhemos o passado.

Comunicado nº 147. ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

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ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

Os resultados das eleiçons autonómicas de 12 de julho, constatam as trágicas carências estruturais que acompanham a realidade da imensa maioria do povo trabalhador galego.

A ausência de auto-organizaçom operária e popular, a desmobilizaçom, o amorfismo e marasmo do povo explorado e empobrecido, nom podem por arte de mágia gerar umha superaçom da alienaçom a que nos vemos submetidos.

Os discursos hegemónicos na “esquerdinha”, alimentando o ilusionismo eleitoral, a falta de coragem discursiva para por meio do debate ideológico quebrar as lógicas do consenso e a concilaçom, só contribuem para reforçar a lógica sistémica.

Os resultados de ontem, nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem para o futuro da nossa naçom.

A esquerda revolucionária galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom institucional, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

Mas tampouco estamos surpreendidos polo veredito das urnas. Levamos meses alertando que nom se davam as mais mínimas condiçons democráticas para poder realizar um processo eleitoral, que estava viciado. E agora, a dia 13, já é tarde para lamentar-nos. Simplesmente as forças que pretendiam derrrotar Feijó deveriam ter optado polo “plantom”, por forçar um adiamento eleitoral. O estado de shock derivado do postconfinamento e o medo ao Covid-19, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, impossibilitárom umhas eleiçons com as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês.

Tal como manifestamos umha e outra vez, eram umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que a partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A grandes rasgos os resultados de ontem constatam:

1- A contundente vitória de Feijó, logrando revalidar umha quarta maioria absoluta consecutiva do PP. Por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita reacionária, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado, recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa e mais que preparada. Tam só perdeu pouco mais de 50 mil votos, passando dos 676.676 atingidos em setembro de 2016 [47.53%], a 625.182 [47.98%].

2- O BNG nom só certificou a quebra da sua longa agonia e hemorragia eleitoral iniciada há dias décadas. Tal como já se tinha manifestado timidamente em novembro recuperando representaçom nas Cortes espanholas, concentrou o voto útil contra o PP, absorvendo e engolindo o desgastado espaço da desacreditada “nova política”. Logrou praticamente triplicar os 118.982 sufrágios [8.36%] de 2016. Os 310.137 votos [23.8%] som um recorde histórico numhas eleiçons autonómicas, logrando novamente o sorpasso sobre o PSOE atingido em 1997.

3- Um PSOE com candidato anodino, e sem vontade real de derrotar Feijó, mantém praticamente intato o seu quarto de milhom de apoios eleitorais, freando a curva descendente, retrocedendo tam só 2.000 sufrágios, passando dos 254.552 [17.88%] a 252.537 [19.38%].

4- “Galicia en Común”, a nova marca do espaço de “confluência” entre Anova com o postcarrilhismo e Podemos, fracassou estrepitosamente. A catastrófica fuga de mais de 220 mil votos, fecham um ciclo mais artificial que real no sistema político institucional galego. O canibalismo interno e as deserçons que tem caraterizado a legislatura, a carência de um liderado carismático e um projeto definido, dérom como resultado transitar dos 271.418 votos [19.07%] de 2016 a tam só atingir 51.223 [3.93%], ficando fora do parlamentinho de cartom.

5- Descalabro do matonismo fascista, perdendo mais do 75% dos apoios eleitorais atingidos nas eleiçons legislativas de 10 de novembro de 2019. Os exíguos 26.485 votos [2.03%] de Vox, constatam a enorme capacidade da maquinária do PP autonómico, e a carência de umha fraçom destacada da burguesia nacional interessada em alimentar a representaçom institucional do terrorismo fascista. As singularidades da estrutura de classes galega provoca que simplesmemte nom tenha a dia de hoje a mais mínima funcionalidade.

6- C´s passa dos 48.303 votos [3.38%] de apoios atingidos em 2016, a obter uns resultados residuais, nom atingindo os cinco dígitos, com tam só 9.719 votos [0.75%].

7- Marea Galeguista assinou a sua ata de defunçom com 2.863 votos [0.22%], após umha grande projeçom mediática, e um investimento económico completamente desproporcionado para os resultados obtidos.

8- A abstençom subiu significativamente, passando de 817.702 [36.25%] em 2016 a 918.799 [41.12%], tendo em conta a queda de meio milhom de pessoas no censo, como resultado da sangria demográfica.

9- Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar facilmente nas urnas. A pax social, derivada da desmobilizaçom operária e popular, e do vírus do fetichismo parlamentar, som fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

10- Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permita iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real. Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando o povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

11- O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Os resultados devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 625.182 de 2.258.589 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

12- Agora Galiza-Unidade Popular, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuam alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

Seguir construíndo novas ferramentas de organizaçom, mobilizaçom e combate popular, é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos. Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare o povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital e que Feijó implementará de forma obediente.

Devemos prepararmos política, ideológica e psicologicamente a classe operária e o povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polas “esquerdinhas”, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a oligarquia.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 13 de julho de 2020

Comunicado nº 146. A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

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A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

A medida que se aproxima a dia 12 de julho, confirmam-se todos os prognósticos que levamos manifestando desde o mês de maio, quando Feijó impujo data das eleiçons autonómicas.

O processo eleitoral está adulterado desde o minuto zero. Som umhas eleiçons amanhadas pois carecem das exigíveis condiçons sanitárias e socio-económicas que permitam um processo com mínimas “garantias”.

O brote de Covid 19 na Marinha, e a resposta do aparelho de dominaçom do PP impondo de forma seródia um confinamento express de tam só 5 dias, limitando os direitos básicos dos habitantes de 14 concelhos da comarca norte-oriental da Galiza, confirma lamentavelmente a análise da esquerda revolucionária galega.

A Marinha reflite em estado puro o ”pucheiraço” que Feijó tem desenhado para assegurar por todos os meios possíveis a sua maioria absoluta.

Mas, perante este cenário, a resposta da oposiçom institucional dos partidos da “esquerdinha”, é vergonhenta, morna e claramente oportunista.

Denunciam o apagom informativo e o controlo goebbeliano da CRTVG, o lavado de maos de Feijó desatendendo as suas responsabilidades e cedendo as competências da Junta da Galiza aos Concelhos, a gravíssima perturbaçom democrática do processo eleitoral. Porém, carecem da coragem política para aplicar a única resposta democrática possível: forçar o adiamento eleitoral.

Os espúreos interesses dos aparelhos burocráticos de Galicia em Comum e do BNG, a indissimulada cumplicidade do PSOE à hora de facilitar a vitória de Feijó, prevalecem sobre os interesses objetivos do povo trabalhador galego. Afirmam querer sacar Feijó de Sam Caetano, mas facilitam que revalide a sua quarta maioria absoluta.

Denunciam o avanço do fascismo, mas branqueam a legitimam os criminais de Vox participando com absoluta normalidade em debates com os herdeiros do holocausto galego iniciado no verao de 1936.

As forças antifascistas nom podem seguir colaborando no lavado de cara do “pucheiraço” de Feijó. Inicialmente legitimárom a data, posteriormente renunciárom forçar um adiamento do processo eleitoral mediante um “plantom”, e agora -com dezenas de milhares de compatriotas com os seus direitos conculcados-, mantenhem com normalidade um processo eleitoral viciado, e sem as mínimas garantias exigíveis na lógica do parlamentarismo burguês.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas que também apresentam listagens, a retirar-se do processo eleitoral para forçar o adiamento das Autonómicas 2020.

Do contrário, todas candidaturas que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas.

Tal como já manifestamos, de nada servirám no 13 de julho os hipócritas lamentos, os cínicos diagnósticos, e a irrespeituosa desqualificaçom sobre os comportamentos eleitorais do nosso povo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 7 de julho de 2020