INTERVENÇONS DE PAULO VILA E CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2019

Mais um ano mais desde a esquerda revolucionária e patriótica galega organizamos este ato, na Praça 8 de Março, para reivindicar e luitar polo cumprimento dos nossos objetivos: A Independência Nacional e o Socialismo.

De Agora Galiza-Unidade Popular insistimos na necessidade de que tem que ser o povo trabalhador quem dirija a luita com o objetivo de construir umha Galiza antifascista, livre e vermelha.

A única alternativa a este Estado mafioso que vulnera constantemente os direitos e as liberdades democráticas mais elementares, é a República Socialista Galega.
Somos conscientes da nefasta situaçom na que se acha a esquerda revolucionária, nom só na Galiza, também no resto do Estado espanhol. A farsa do parlamentarismo burguês e o jogo institucional som mecanismos mui eficaces com os que a burguesia controla a populaçom e legitima o regime de 78.

O reformismo, espanholista e autonomista galego, é umha ferramenta burguesa altamente funcional para adormecer o povo trabalhador e eliminar toda consciência de classe. Sem o reformismo, à burguesia nom lhe seria tam fácil exercer a sua dominaçom e exploraçom sobre a classe trabalhadora.
A crise pola que atravessa o reformismo, tanto na Galiza como no resto do Estado espanhol, demonstra a ineficácia de estas forças políticas para defender os interesses da classe trabalhadora e lograr tombar o atual regime postfranquista.

É necessário reconstruir a esquerda revolucionária galega.

Umha esquerda para luitar e combater, umha esquerda sem complexos, afastada das práticas conciliadoras e pactistas.
Eis a razom pola que reafirmamos a nossa linha tática: Confrontar, deslindar, organizar e acumular.

Confrontar o sistema, mediante umha açom teórico-prática que permita deslindar com forças que só procuram reformar o Estado. Só assim poderemos organizar o povo trabalhador para acumular forças que nos permitam tomar o poder.

Descartamos a nossa integraçom nas frentes interclassistas. Essa mistura de forças chauvinistas espanholas, socialdemocratas, trotskistas, autonomistas galegas, é um auténtico fiasco.

As frentes como En Marea, articuladas num espaçom comum institucional, carentes de umha linha anticapitalista e de classe, nom só nom confrontárom o PP nem denunciáron a natureza reacionária do Estado, ademais maquilhárom o PSOE convertendo-o num aliado.

O PSOE, contrariamente ao que afirma a esquerda domesticada, nom é mais que direita revestida com umha carcaça progressista. Umha organizaçom afim aos interesses do IBEX 35 que efetuou privatizaçons, políticas contra a classe trabalhadora, nega o direito de autodeterminaçom, apoia invasons imperialistas e o terrorismo de estado.
Nom existe diferença substâncial entre o PSOE de Pedro Sánchez e o do terrorista Felipe González.

Seja o governo do PP ou do PSOE, a deriva reacionária do Estado continua. O avanço e impunidade do fascismo, o chauvinismo espanhol presente em todas as forças do regime, as políticas de cortes em direitos, a repressom contra o povo trabalhador ou as detençons, torturas e montagens policiais contra ativistas políticos som umha prova de todo isto.

Há uns meses o independentismo galego sofreu de novo a repressom por parte do Estado com novas detençons injustificadas sob o pretexto de pertença a umha organizaçom armada inexistente.

Eis polo que reclamamos mais um ano o fim do encadeamento d@s militantes independentistas galeg@s, o fim das políticas terroristas de dispersom e exigimos a sua imediata posta em liberdade.

A péssima situaçom na que vive a juventude galega, a emigraçom, o terrorismo machista, o desemprego, ou o saqueio dos nossos recursos, som conseqûencia da opressom que padece Galiza por parte do Estado Espanhol, pola UE e polo capitalismo.

Camaradas, companheiras e companheiros, nom podemos deixar-nos enganar polo fetichismo eleitoral, nem na via institucional que promove a esquerda domesticada. Estes partidos nom suponhem nengum perigo para o Estado, já que nom estám dispostos a quebrar com o atual quadro jurídico-político do regime de 78.

Perante esta situaçom também consideramos necessário o estabelecimento de relaçons com outras organizaçons anticapitalistas e revolucionárias para poder chegar a acordos e alianças táticas. A Conferência Internacional que ontem promovimos e à que assistirom várias das organizaçons aqui presentes, foi encaminhada a contribuir na tarefa de restaurar e de defender a causa dos fundamentos do marxismo e do anticapitalismo.

A saída nunca poderá chegar unicamente desde as instituçons burguesas, senom luitando nos nossos centros de trabalho e nas ruas. Nom está na reforma de esta cárcere de povos chamada Estado espanhol, nem em sacar do governo o PP ou o PSOE.

A alternativa está em derrubar a unidade de Espanha, unidade de mercado que só beneficia a oligarquia, oprimindo, saqueando e explorando os trabalhadores das diferentes naçons do Estado.

Desde a esquerda revolucionária galega defendemos a criaçom de um bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontar com contundência o fascismo e o regime postfranquista.

É necessário tombar este regime putrefacto e o sistema capitalista que o sustenta para podermos construir umha sociedade justa e igualitária para a classe trabalhadora galega.

A rebeliom popular é o caminho!
Viva Galiza antifascista, livre e vermelha!
Viva a República Socialista Galega!

INTERVENÇOM DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA


Dim que à terceira vai a vencida. Novamente, e vam já três ediçons!, este modesto destacamento militante da causa nacional e de classe, organizamos este ato político no Dia da Pátria desta milenária naçom trabalhadora chamada Galiza, para reivindicar sem matizes a Independência Nacional e o Socialismo.

Nom somos independentistas de fim de semana! Nom passeamos a estrela vermelha, a fouce e o martelo, símbolos imperecedeiros da emancipaçom operária, nas jornadas litúrgicas!

Agimos exatamente como o que somos e procuramos construir: umha Galiza antifascista, livre e vermelha!

Há exatamente 365 dias, deste esta mesma tribuna, afirmávamos que somos expressom organizativa de umha corrente sociopolítica cujas origens emamam das três derrotas concatenadas, padecidas nas últimas décadas, pola classe obreira e o conjunto do povo trabalhador.

Mas nem a derrota na guerra de classes de 1936-39 perante o fascismo. Nem a capitulaçom do reformismo perante a maquilhagem do franquismo na segunda metade da década de setenta, nem a definitiva implosom em 1991 da Uniom Soviética e simultánea vitória do imperialismo a escala mundial, nos conduzírom a arriar bandeiras, transitando face o amável e inofensivo espaço das patéticas “esquerdinhas” lights que tanto gosta o Ibex 35 e os donos do mundo.

Era a opçom mais fácil e cómoda!, mas temos princípios e ética revolucionária, polo que optamos polo que a consciência exigia, polo caminho tortuoso e minado, o único que nos conduz à emancipaçom e a libertaçom.

Afastados de derrotismos e claudicaçons, tam só queríamos, como seguimos querendo, transmitir com honradez a nossa leitura do presente. Nom queremos enganar o nosso povo, nem embelezar a realidade.

Eis polo que longe dos discursos triunfalistas dos partidos sistémicos e das forças que tam só pretendem remendar o postfranquismo, colocando esparadrapo nas profundas desigualdades sociais e injustiças inerentes ao capitalismo, temos o dever revolucionário de reconhecer que novamente se divisa umha nova derrota no horizonte.

O regime de 78 tem logrado avançar na sua estabilizaçom política, incorporando à sua lógica sistémica boa parte das forças que aparentemente pretendiam a sua superaçom.

O elo fraco da sua principal contradiçom irresoluta, -a reivindicaçom de liberdade nacional- segue intacto. Porém, logrou domesticar os brios independentistas da burguesia catalana, quebrar o bloco pequeno-burguês falsamente ruturista, catapultar às suas instituiçons a umha força genuinamente fascista visada para ameaçar e dissuadir a reorganizaçom da classe operária, agir de muro de contençom deste cárcece de povos chamado Espanha, cujo pedra angular é a monarquia bourbónica imposta por Franco.

Atiçando a ameaça do fascismo, o principal partido do regime logrou conjunturalmente superar a sua crise interna que ciclicamente o situa num período de turbulências que facilita a alternância política com o PP, eixo desta falsa democracia.

Umha parte considerável do povo trabalhador galego voltou a deixar-se enganar, reforçando eleitoralmente o PSOE da família Caballero, vulgar sucursal e franquícia autótone da fraçom oligárquica espanhola que representa o fraudulento Pedro Sánchez e o aparelho de Ferraz.

O longo ciclo eleitoral no que seguimos instalados, é o mais útil e eficaz mecanismo da ditadura burguesa sob a forma de democracia parlamentar, para manter adormecidas as potencialidades revolucionárias da classe operária e do povo trabalhador.

Na atual fase da luita de classes e de libertaçom nacional da Galiza, a frente eleitoral nom é umha prioridade para a esquerda revolucionária galega. As nossas principais tarefas e reptos som combater a desmobilizaçom, o desarme ideológico, o abandono do imaginário simbólico, sem as quais nom é viável reconstruir as ferramentas de combate e defesa que a nossa classe e a nossa naçom necessitam, para evitarmos assim transitar inexoravelmente face à derrota final.

Quando em julho de 2015, após a implossom artificialmente inoculada polos que hoje som comparsinhas do autonomismo socialdemocrata, iniciamos a reconstruçom da esquerda independentista e socialista galega, sabíamos que era um objetivo mui difícil.

O punhado de militantes que nom claudicamos nem abraçamos a derrota, nem optamos polos cómodos refúgios do neopinheirismo reintegracionista, ou por susbtituir a contradiçom Capital-Trabalho polo disparatada confrontaçom de género promovida polos think tanks do imperialismo, sabíamos que era umha tarefa complexa, para a que era necesssário combinar doses de paciência, perserverância e habilidade. Figemos balanço autocrítico, mas também intervirmos com coragem e decisom, despreendendo-nos de falsos complexos.

A dia de hoje, podemos afirmar que estamos perto de lograrmos consolidar-nos como um modesto e coeso núcleo militante revolucionário, conseguindo basicamente atingir os dous objetivos prioritários que traçamos:

1-Situar-nos como um projeto socio-político revolucionário, autónomo e independente do regime, evitando sermos satélite ou apêndice de nengum dos dous pólos reformistas que pugnam pola hegemonia eleitoral da margem “esquerda” da partitocracia.

2- Avançarmos na depuraçom ideológica que com urgência necessita a esquerda que nos reclamamos do marxismo e pretendemos cumprir um rol destacado e protagónico na organizaçom e triunfo da Revoluçom Socialista/Comunista.

A Conferência Internacional que onte promovimos, para contribuirmos para a tarefa de restaurar os fundamentos basilares do anticapitalismo socialista/comunista, deve ser avaliada positivamente e analisada com perspetiva histórica.

Logramos um grau de elevado acordo com organizaçons amigas peninsulares sobre a necessidadade de expurgar a teoria científica alicerçada por Marx e Engels, das leituras amórficas e práticas antagónicas com o seu caráter subversivo.

Contamos com destacadas contribuiçons teóricas de camaradas da América Latina insurgente.

Avançamos na demostraçom de que é possível e necessário gerar pensamento próprio na Galiza, afastado do patético papanatismo e seguidismo mesetário de uns, e das parciais e inofensivas leituras identitárias de prática folclorizante que carateriza o acionar político da pequena-burguesia autonomista.

Reafirmamos que a nossa luita deve ser travada prioritária, mas nom exclusivamente, nesta trincheira que denominamos Galiza, mas sempre fazendo parte de umha causa a escala mundial. Somos umha força patriótica galega, mas também somos umha organizaçom genuinamente internacionalista. Nom o praticamos desde a abstraçom metafísica, e sim desde umha realidade material concreta e determinada.

Só combinando ambas concepçons poderemos contribuir para a causa que há agora 100 anos deu lugar à fundaçom em Moscovo da III Internacional, de cujo espírito profundamente insurrecional nos reclamamos e com orgulho reivindicamos.

* * *

Camaradas, companheiras e companheiros: aqui estamos e aqui seguimos!!

Frente à mal denominada “normalidade institucional” que carateriza o agir da “esquerdinha” covarde e acomplexada desta gigantesca cloaca denominada Estado espanhol, dessa “esquerdinha” que só aspira situar as suas elites nas instituiçons do inimigo, a razom da nossa existência é reorganizarmos a esquerda revolucionária galega, formar e enssamblar a nova geraçom militante que tem a responsabilidade histórica de conduzir com êxito a luita por umha Galiza livre e vermelha, onde o patriarcado seja plenamente abolido.

Somos conscientes das nossas limitaçons conjunturais, mas também sabemos que só é questom de tempo a eclosom das potencialidades de um projeto revolucionário como o nosso.

Eis polo que para superarmos o estado de amorfismo e disgregaçom no que se acha instalado o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, é necessário fugir de leituras acarameladas, de prometer soluçons fáceis, de alimentar ilusons, de falsas expetativas.

Todo o que as geraçons que nos precedérom lográrom, todas as conquistas atingidas em direitos e liberdades, fôrom resultado de suor, sangue e lágrimas, vertidas pola classe operária, os povos oprimidos e as mulheres trabalhadoras.

Sabemos bem que só tomando o poder lograremos ensaiar esse mundo novo que a imensa maioria da humanidade sonhou nalgum momento da sua vida. Essa sociedade presidida pola felicidade, harmonia e paz que hoje semelha ser umha utopia, mas que algum dia a espécie humana logrará fazé-la realidade.

E o caminho para lográ-lo nom o vamos achar nos parlamentinhos nem apresentando moçons, queixas e alternativas seguindo a perversa logica das instituiçons dos que nos oprimem e exploram.

Apreendemos as leiçons históricas, nom esquecemos que ao igual que na Rússia de 1917, na Cuba de 1959, no Portugal de 1974, na Nicarágua de 1979, ou na Venezuela de 1992, o céu só se toma por assalto.

Bem sabemos que nom podemos pretender que os que hoje convertérom o planeta num lugar apocalíptico para centenares de milhons de trabalhadores e trabalhadoras, nos abram amigavelmente as portas do seu particular paraíso e nos convidem hospitalariamente a compartilhar os seus privilégios, pois estes emanam diretamente da nossa miséria.

A III restauraçom bourbónica nom se pode reformar nem democratizar, este regime nom é possível regenerá-lo e democratizá-lo, o capitalismo nom se pode remendar. Há que construir um mundo novo sobre as cinzas do atual. Todo parto é doloroso. É pura lei de vida!

* * *

Camaradas, companheiras e companheiros:
Nunca cansaremos de repetir que nom podemos reduzir o inimigo às três expressons do tripartido reacionário e fascista representado polo PP, C´s e Vox.

O PSOE, contrariamente ao que afirma a sua casta burocrática, os sus meios de [des]informaçom, e basicamente polo aval que lhe concedem os partidos da “esquerdinha” sistémica, nom é umha força progressista. Aqui radica umha das falácias mais funcionais da arquitetura jurídico-política do postfranquismo: lavar a cara do PSOE, alimentar o seu falso perfil de partido de “esquerda”.

Gerar expetativas entre a classe obreira no novo governo de Pedro Sánchez, quando os nove meses na Moncloa fôrom continuidade do ciclo reacionário de M. Ponto Rajói, esmolar um governo de coaligaçom, é seguir alimentando o engano das últimas quatro décadas, receitando analgésicos que só paliam momentaneamente a dor, mas nom permitem a cura.

Tal como já prognosticamos no passado Dia da Pátria, mais alá da retórica, dos gestos, do estilo, o governo de Pedro Sánchez é um governo ao serviço do Ibex 35, da UE do Capital, do FMI, pregado ao imperialismo ianque.

Agora Galiza-Unidade Popular rejeita o frentismo anti-PP que só lava a cara do PSOE.

Agora Galiza-Unidade Popular defende a necessidade de constituir entre as forças de caráter operário um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista. Levantar umha muralha antifascista segue sendo a dia de hoje a principal prioridade da classe operária e do povo trabalhador galego.

Queremos derruvar o regime de 78, construir na Galiza umha sociedade socialista de mulheres e homens livres e emancipados, um país sem machismo nem patriarcado, solidário com todos os povos do mundo.

Até a vitória sempre!
Viva Galiza ceive e socialista!
Viva a Revoluçom Galega!

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL. Reconstruirmos a esquerda revolucionária para promover a Revoluçom Socialista/Comunista. Compostela, Galiza, 24 de julho de 2019

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CONFERÊNCIA INTERNACIONAL
Reconstruirmos a esquerda revolucionária para promover a Revoluçom Socialista/Comunista

Compostela, Galiza, 24 de julho de 2019

Coincidindo com o 100 aniversário da fundaçom da III Internacional, Agora Galiza-Unidade Popular, convoca umha Conferência Internacional de forças e partidos revolucionários socialistas e comunistas para analisarmos e refletirmos coletivamente sobre 3 temas.

1-OBJETIVOS

1º- Avaliar a situaçom internacional: agravamento da crise do capitalismo senil, incremento da ofensiva imperialista, retrocesso da luita de classes, avanço do fascismo e das alternativas autoritárias no quadro das democracias burgueses em plena involuiçom reacionária.

2º- Urgente necessidade de depurar o marxismo da grotesca desnaturalizaçom e contaminaçom que arrasta, desmascarando a hegemonia pequeno-burguesa nos partidos e organizaçons que se reclamam seguidoras de Marx e Lenine, causante de agirem como eficazes e funcionais muros de contençom das rebeldias, corresponsáveis das derrotas populares, da esterilizaçom e adulteraçom das revoluçons de inspiraçom socialista nos séculos XX e XXI.

Contribuir a detetar as origens, examinar e estudar as causas que provocam a impossibilidade de implementar a via revolucionária e socialista, porque a prática totalidade das forças revolucionárias renunciárom aos objetivos fundacionais, adatando-se à lógica parlamentar burguesa e à estratégia gradualista de remendos do capitalismo, provocando os demoledores estragos ideológicos do presente.

É necessário restaurar os fundamentos do anticapitalismo de inspiraçom socialista/comunista.

O marxismo deve ser expurgado das amórficas leituras e das deturpadas implementaçons das diversas formas de reformismo e revisioninismo que esvaziárom o seu conteúdo subversivo.

3º- Assentar as bases teórico-práticas que permitam contribuir à reconstruçom da esquerda revolucionária socialista/comunista nas nossas respetivas formaçons sociais, mas também a escala internacional.

Vigência e atualidade do internacionalismo proletário. Necessidade da coordenaçom internacionalista da luita obreira e do povos pola sua soberania e independência nacional, pola Revoluçom Socialista/Comunista.

2-DATA E HORÁRIOS

Quarta-feira 24 de julho

Sessom manhá: 11h a 14.30.
•Recesso para jantar 14.30 a 16.30.
•Sessom de tarde: 16.30 a 20.30.

3- METODOLOGIA

•Prazo máximo de apresentaçom de teses e comunicaçons: 14 de julho.

Devem ser encaminhadas a agoragaliza@gmail.com

Comunicado nº 118: Avaliaçom dos resultados das eleiçons municipais e europeias de 26 de maio

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Avaliaçom dos resultados das eleiçons municipais e europeias de 26 de maio

Na atual “democracia” burguesa postfranquista som quatro as grandes forças políticas que representam os interesses da oligarquia, os monopólios e as multinacionais: PSOE, PP, C´s e Vox.

Nom se sostém, carece da mais mínima credibilidade e rigor, a extendida caraterizaçom de demarcaçom do cada vez mais artificial e inconsistente eixo “esquerda-direita”, entre um trifachinho representado polo PP, C´s e Vox, e o “progressismo” do PSOE.

Umha análise de classe das formaçons políticas hegemónicas, deve caraterizar PSOE de Pedro Sánchez e da família Caballero, como um partido de centro-direita maquilhado de progressismo, funcional para alimentar o ilusionismo da alternância eleitoral por concentrar umha substancial parte do voto sociologicamente de “esquerda”. A experiência histórica das cinco décadas de postfranquismo constatam e reafirmam, umha e outra vez, que é umha força reacionária tingida de vermelho descorido.

Só a partir desta equaçom poderemos realizar umha leitura correta dos resultados eleitorais do passado domingo.

ELEIÇONS MUNICIPAIS

Sem lugar a dúvidas o grande vencedor foi o PSOE, que logrou um inequívoco avanço eleitoral em boa parte dos concelhos da Galiza, com destaque nos grandes núcleos urbanos, a custa de recuperar o espaço que em 2015 tinha ocupado a mal denominada “nova política”.

Aproveitando o vento de “cola” das legislativas conseguiu situar-se em termos absolutos como segunda força, com praticamente um empate técnico com o PP [9 mil votos menos], mas logrando revalidar umha esmagadora maioria absoluta em Vigo, e recuperando as alcaldias de Compostela, Corunha e Ferrol, e com possibilidades de governar Ourense, assim como as principais cabeceiras de comarca e grandes núcleos urbanos da Galiza ocidental.

PP, sendo a força mais votada com algo mais de meio milhom de votos, continua com a tendência à baixa. Embora conserva um indiscutível poder territorial na Galiza despovoada e subsidiada do rural, progressivamente também tem requado no seus feudos tradicionais.

Sendo a candidatura mais votada em Ferrol, porém, à partida nom vai gerir nengum dos Concelhos de núcleos urbanos de mais de 25.000 habitantes.

O espaço aglutinado à volta das Mareas, Podemos, IU e as confluências locais, foi o grande derrotado neste 26 de maio. Perdeu praticamente todo o poder territorial que tinha atingido em 2015, com destaque para as cidades de Compostela, Corunha e Ferrol. Salvo Sada e a Póvoa do Caraminhal, onde experimenta um destacado incremento de votos e representaçom, mais Teo e Val do Dubra com possíveis pactos, nom conservará mais alcaldias, retrocedendo em praticamente todos aqueles municípios nos que se apresentou sob diversas nomes, inclusive competindo entre si.

A socialdemocracia autonomista logrou um minúsculo incremento eleitoral plasmado no exíguo 0.5%, passando de 11.74 a 12.47%, tam só 14.059 votos mais, mui por baixo das expetativas.

BNG conservando similar poder territorial recuperou presença em Ourense e Vigo. Este facto, mais do ámbito simbólico, unido a terem duplicado votos nas eleiçons europeias, passando dos 80.000 a 179.000, é erronemante interpretado como umha mudança de ciclo. Mas nom desconsideremos que a candidatura europeia na que ia coaligado, aglutinou votos da solidariedade galega com o causa da República catalana.

Embora duplique o número de concelheiros, passando dos 16 em 2015 aos 33 atuais, com menos de trinta mil votos o neofalangismo laranja de C´s segue sendo a nível municipal umha força testemunhal, tam só com presença na Corunha, Lugo, Ourense e Ponte Vedra.

Também fracassárom estrepitosamente as 13 candidaturas do fascismo espanhol sem complexos. Vox na Galiza é um partido residual, nom logrou atingir os 10 mil votos, situando-se em menos de 2%, salvo em Baiona onde logrou 4%.

ELEIÇONS EUROPEIAS

A abstençom que propugnamos como Agora Galiza-UP, passou do 54.56% [1.249.010 votos] de 2015 a 34.66%, mais de 777.000 galegas e galegos. A coincidência eleitoral com as municipais provocou um importante incremento da participaçom.

O grande vencedor foi o PSOE com 507.690 votos [35.05%], seguido do PP com 431.782 [29.81%].

BNG-Agora Repúblicas atingiu 171.500 [11.84%] e Podemos/IU 117.592 [8.12%].

As forças situadas no campo do neofalangismo e fascismo sem complexos, lográrom um resultado percentualmente mui superior ao que tinham logrado em 2015, e do colheitado nas municipais, onde por carecer de implantaçom organizativa territorial, nom conseguírom confecionar suficientes candidaturas eleitorais.

Deste jeito C´s passou de 1.62% de 2015 a 6.67% [96.590 votos] e Vox de 0.77% a 2.58% [37.335 votos].

BALANÇO E PERSPETIVAS

Ciclo eleitoral de abril-maio confirma a progressiva tendência à recuperaçom do monobipartidarismo PSOE/PP com as suas peculariedades.

Agudizaçom da crise de representaçom da nova socialdemocracia, que passou de pretender “tomar o céu por assalto” mediante um sonhado e irreal sorpasso ao PSOE, a querer ser parceiro no governo de Pedro Sánchez, para agora unicamente tentar influir na sua política.

A debilidade eleitoral de Podemos e a vontade do PSOE de procurar acordos com C´s, seguindo os ditados da oligarquia e recomendaçons do Ibex 35, situa os de Pablo Iglesias à beira do fora de jogo do taboleiro institucional do III restauraçom bourbónica.

Tal como na Comunidade Autónoma Galega a imprensa regionalista galega leva meses promovendo, o sócio “natural” do PSOE para configurar governos alternativos aos do PP, é reeditar os bipartidos urbanos PSOE/BNG, ensaiados com “êxito” nas Deputaçons. Esta é a opçom pola que se inclinam os poderes fácticos, que frente à beligerância extrema exibida contra os governos municipais das Mareas, mantivérom umha outra atitude com os alcaides do BNG.

O quadro nacional de luita nestas eleiçons municipais voltou a confirmar-se, pois ao contrário que em Espanha, aqui C´s é umha força marginal, e Vox umha organizaçom residual, de momento sem capacidade real de inicidência.

O descalabro eleitoral da nova política, a incapacidade da socialdemocracia autonomista para recuperar o corpo eleitoral e institucional perdido, a carência de ambas de vontade política para agir como um movimento ruturista, os resultados testemunhais das candidaturas de organizaçons revolucionárias e anticapitalistas, reafirma a posiçom adotada por Agora Galiza-UP. No atual ciclo histórico, de avanço da reaçom e da contrarrevoluçom a escala mundial, a frente eleitoral nom é prioritária para contribuir à reconstruçom da esquerda revolucionária.

Como organizaçom marxista, socialista e revolucionária galega nom defendemos umha doutrina abstencionista, mas consideramos que as tarefas prioritárias som a dia de hoje continuar com a batalha ideológica para deslindar campos frente às fraudes reformistas e populistas, e procurar acordos que permitam unir energias contra o principal inimigo que atualmente temos que combater: o rearme político, ideológico e social do fascismo.

Agora Galiza-Unidade Popular consideramos que a tarefa prioritária segue sendo erguer umha muralha antifascista, pois nom se pode subestimar a dimensom eleitoral/institucional das forças da extrema direita e fascistas.

Nos vindouros meses a classe operária e o povo trabalhador vai ter que ativar-se novamente para fazer frente à nova reforma laboral e medidas involucionistas que vai implementar o governo de Pedro Sánchez.

Apostarmos pola luita operária e popular, de orientaçom e direçom classista, pola complementaçom de todos os métodos de luita, subordinando o institucional/eleitoral à luita de massas, por promover e organizar a conflituosidade nas ruas e centros de ensino e trabalho, por construir cultura rebelde, segue sendo o melhor antídoto contra o avanço da reaçom e para sentar bases sólidias visadas para construir um movimento socialista de libertaçom nacional.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 28 de maio de 2019

Comunicado nº 117: Avaliaçom dos resultados eleitorais de 28 de abril

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Avaliaçom dos resultados eleitorais de 28 de abril

Novamente Agora Galiza-Unidade Popular fomos a única organizaçom política galega que apelamos publicamente a nom votar.

Como organizaçom revolucionária marxista nom defendemos nem exercemos umha doutrina abstencionista. A posiçom fixada para 28A deriva dumha leitura concreta da conjuntura concreta. Defendimos a abstençom consciente porque nom apresentamos candidatura própria, e porque nom existia nengumha candidatura que conjugasse dialeticamente um genuíno programa anticapitalista e patriótico galego.

Nom votar era e segue sendo a única opçom coerente como força revolucionária, até que haja melhores condiçons objetivas e subjetivas que recomendem reabrirmos esta frente de luita, nalgumha suas diversas variantes.

Eramos conscientes que na específica atmósfera deste processo, votar era a opçom hegemónica entre aqueles setores sociais do nosso contorno, entre os trabalhadores e trabalhadoras, a juventude, que participa ativamente na luita social e política de coordenadas antisistémicas.

Porém, nada devemos, nem nada queremos de ninguém, para termos que fazer méritos ou pagar favores. A independência de classe frente ao regime de 78, o Estado, a burguesia e os partidos sistémicos da pequena-burguesia, permitem adotar decisons táticas e manter umha linha estratégica coerente com o projeto sociopolítico do qual procedemos e reivindicamos como próprio, e que teimamos em reconstruir contra vento e maré.

Sabiamos que o temor ao auge do fascismo sem complexos representado por Vox, habilmente alimentado polos meios de [des]informaçom do social-liberalismo e polo PSOE, lograria um destacável incremento da participaçom.

Resultados na Galiza autonómica

Na Comunidade Autónoma aumentou 15.16 pontos, passando de 58.76% a 73.96%, sendo a mais elevada desde 1977. No conjunto do Estado espanhol aumentou perto de 10 pontos, passando de 66.48% a 75.75%, a quarta mais alta no postfranquismo, só superada nos eleiçons de 1977, 1982 e 1996.

Dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras galegas, assustadas pola ameaça fascista, optárom polo mal denominado voto “útil”, concentrando-o no PSOE para assim frear as expetativas dos inquéritos manipulados e maquilhados para gerar tendências eleitorais.

A nível autonómico, o grande vencedor destas eleiçons foi o PSOE da família Caballero, logrando um histórico sorpasso sobre o PP de Feijó e Casado, atingindo 524.844 votos [32.13%], mais 176.830 votos, embora ainda mui afastado do seu teito de 750 mil em 2008.

Agitando o fantasma do fascismo logrou ativar e concentrar destacados segmentos sociais, basicamente nas províncias de Ourense e Lugo onde, perante a impossibilidade das opçons socialdemocratas de atingir cadeira [Podemos, BNG, En Marea], aglutinou o voto contra as três organizaçons situadas no campo do fascismo.

O PP da corrupçom e o saqueio, do neoliberalismo selvagem, perdeu 200 mil votos, situando-se como segunda força com 447.562 votos [27.39%].

A deliberada autovoadura do fraudulento espaço conhecido até há umhas semanas como “nova política”, passou fatura entre o seu eleitorado. A candidatura da socialdemocracia espanholista apresentada sob a marca Unidas Podemos, com 236.746 votos [14.49%], segue sendo a terceira força política a nível autonómico galego, mas mui afastada do PSOE com o que em 2016 mantinha um “empate técnico”. Perdeu mais de 110 mil votos, 60% da sua representaçom, passando de 5 a 3 deputados.

O outro vencedor destas eleiçons é o neofalangismo laranja. C´s sumou 47 mil votos mais, ficando como quarta força política com 182.678 votos [11.18%].

O autonomismo socialdemocrata fracassou no seu objetivo de recuperar a presença institucional nas Cortes espanholas. Embora BNG duplicou apoios, passando dos 45.252 votos de 2016 aos atuais 93.810 [5.74%], ficou mui longe de atingir representaçom em Madrid.

O fascismo sem complexos representado por Vox fracassou parcialmente no nosso país. Com metade da percentagem de apoios logrado a nível estatal, os 86.126 votos [5.27%] fôrom insuficientes para atingir cadeiras. A relativa solidez das sólidas redes de clientelares e de dominaçom do PP autótono, evitárom umha maior fuga de votos, tal como foi a tendência a escala estatal.

O devacle da Marea constata os erros da estratégia que facilitou a recomposiçom do eurocomunismo espanhol na Galiza. A catástrofe nas urnas da marca eleitoral de Villares, com tam só 17.726 votos [1.08%], confirma que a experiência da mestizagem frentista que levamos denunciando sem trégua, só foi útil para as sucursais dos partidos socialdemocratas espanhóis.

Os resultados testemunhais atingidos polas candidaturas marxistas, similares aos que logravamos como NÓS-UP, constatam que na atual fase da luita de classes na Galiza a frente eleitoral nom serve para acumular forças visadas para umha estratégia revolucionária.

Resultados a nível estatal

PSOE concentrou o voto “útil” da esquerda social e política, somando 2 milhons mais de sufrágios com respeito a 2016. Com 7.480.755 votos [28.66%] passa de 85 a 123 deputados nas Cortes e logra por primeira vez maioria absoluta no Senado, convertendo-se assim no gestor absoluto do artigo 155 da constituiçom postfranquista.

Com 4.356.023 sufrágios [16.70%], o descalabro do PP de Casado e Aznar superou as piores expetativas. Perdeu mais de 3.600.000 votos, umha parte dos quais passásom a C´s e Vox.

C´s quase atinge o sorpasso sobre o PP. O neofalangismo logrou 4.136.600 votos [15.66%], perto de 1 milhom mais de apoios, procedentes da hemorragia do PP.

Aliança socialdemocrata entre IU e Podemos com outras organizaçons menores, passou a ser 4ª força política nas Cortes. A coaligaçom liderada por Pablo Iglesias atingiu 3.118.191 votos [11.96%], perdendo polo caminho mais de 1 milhom de votos.

A terceira expressom eleitoral do fascismo espanhol entra com força no Parlamento da III restauraçom bourbónica com 2.677.173 votos [10.26%], mas mui por baixo das falsas expetativas deliberadamente sementadas e divulgadas polo aparelho de desinformaçom do social-liberalismo e as forças socialdemocratas. Os 23 deputados de Vox encabeçados por Abascal, som resultado da hemorragia “casadista” e do desprestígio acumulado entre a base social reacionária pola corrupçom do PP.

Destacar os importantes éxitos eleitorais do independentismo pequeno-burguês e burguês catalám, [ERC e JxCat] e basco [EH Bildu e PNB] que incrementam a sua representaçom.

Balanço e perspetivas

A esquerda revolucionária galega compreende o alívio que amplos setores operários e populares sentírom na noite de domingo 28 de abril, quando a ameaça de umha maioria arítmética das três forças reacionárias e fascistas carecia da suficiente correlaçom de forças.

Porém, disentimos e nom compartilhamos a euforia polo devacle do PP, e as falsas expetativas novamente geradas sobre um governo “progressista” encabeçado polo PSOE.

A experiência histórica das cinco décadas de postfranquismo constatam e reafirmam, umha e outra vez, que o partido de Pedro Sánchez é umha força reacionária tingida de vermelho descorido.

Nada se deve aguardar do PSOE do 155, da reforma laboral, do submetimento ao Ibex 35, aos monopólios e multinacionais, do PSOE leal à NATO e UE, de apoio ao golpismo venezuelano, de alinhamento com o imperialismo, mais alá de gestos políticos aparentemente progressistas que nom questionem a hegemonia do Capital nem o chauvinismo espanhol.

É injustificado este entusiasmo e alegria, pois o “frentismo antifascista” da precampanha e campanha eleitoral foi umha fraudulenta, mas eficaz estratégia, para ganhar as eleiçons. Mecanismo exitoso para o PSOE, mas nom para a socialdemocracia que viu como 40% dos seus apoios eleitorais se fugárom para o partido de Pedro Sánchez e os Caballeros.

Todo indica que as duas opçons preferentes do PSOE som governar em solitário com os seus 123 deputad@s, mediante pactos geometricamente variáveis, ou bem um governo com grande estabilidade legislativa em coaligaçom com o o neofalangismo de Albert Rivera.

Ibex 35, CEOE e a troika terám a última palavra à hora de decidir que alternativa é a melhor para reforçar a exploraçom e a opressom, e estabilizar a multicrise do capitalismo espanhol.

A segunda opçom [governo PSOE com o neofalangismo] constataria o gigantesco engano que supujo concentrar votos no PSOE para derrotar o fascismo nas urnas.

A debilidade da socialdemocracia para condicionar o governo do PSOE, prognostica novamente quatro anos de medidas permanentes contra os direitos e liberdades do povo trabalhador. Na nova legislatura PSOE terá que implementar a agenda neoliberal que exige Bruxelas e o FMI, e cuja consequências serám mais dor, mais sofrimento e mais miséria para a classe operária e as camaras populares.


A estratégia d
o voto “útil” antifascista constata que nom estava suficientemente fundamentada, pois nom se pode desligar da luita anticapitalista o combate contra a forma terrorista que adota a ditadura burguesa.

Agora Galiza-Unidade Popular consideramos que a tarefa prioritária segue sendo erguer umha muralha antifascista, pois nom se pode subestimar a dimensom eleitoral/institucional das três forças fascistas.

O perigo desta ameaça segue plenamente vigente, e mais quando PSOE carece realmente de vontade política para esmagá-los.


Agora Galiza-Unidade Popular realiza um apelo para o conjunto das forças, partidos e entidades antifascistas, a iniciar um processo de conversas para constituir um espaço galego antifascista.

Lamentamos que a Galiza siga fora de jogo pola carência de umha força que represente coerente e dignamente os interesses da sua classe obreira e da Naçom. A ausência nas Cortes do autonomismo socialdemocrata nom suplantaria esta dramática situaçom de invisibilidade derivada do processo de assimiliaçom em curso, pois só agiria de muletinha galeguista do PSOE, como já fai nas Deputaçons de Corunha e Ponte Vedra.

Só a presença de umha força revolucionária, dotada de um programa genuinamente anticapitalista e patriótico, poderia representar a Galiza do Trabalho, a Galiza dos oprimidos e excluídas, a Galiza rebelde e combativa, utilizando este altofalante institucional para denunciar o atraso e dominaçom a que nos submete a dupla pressom do capitalismo espanhol e da UE.

Nom há mais caminho que a auto-organizaçom operária e popular para luitar polo nosso futuro. A derrota real das forças reacionárias nom será nas urnas e sim nos centros de trabalho e ensino e nas ruas. Há que abandonar o fetichismo da aritmética eleitoral, superarmos a superstiçom de que se pode ganhar umhas eleiçons na “democracia” dos banqueiros e dos monopólios, na “democracia” postfranquista. Se confiamos na immensa força que temos como classe e naçom, em que somos mais que eles, na imensa potencialidade da nossa unidade e mobilizaçom, lograremos derrotá-los.


A rutura com o regime postfranquista só se vai produzir num processo socialista de libertaçom nacional. Simplesmente Espanha e o capitalismo é irreformável.


O seu sucesso require apostar na luita operária e popular, pola orientaçom e direçom classista, pola complementaçom de todos os métodos de luita, subordinando o institucional/eleitoral à luita de massas, por promover e organizar a conflituosidade nas ruas e centros de ensino e trabalho, por construir cultura rebelde.


Som tempos de combate ideológico, de deslindar e confrontar com as fraudes reformistas e populistas para assim podermos acumular forças revolucionárias.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de abril de 2019

74 aniversário da derrota da Alemanha nazi polo Exército Vermelho, e 44 aniversário da libertaçom do Vietnam pola FLN.

Comunicado nº 116: Viva Euskal Herria independente e socialista! Solidariedade internacionalista galega

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Viva Euskal Herria independente e socialista!

Solidariedade internacionalista galega

A ampla coincidência à hora de avaliarmos como claramente insuficiente a via eleitoral-institucional no combate ao regime postfranquista, é mais um nexo de uniom, irmandade e camaradagem das nossas organizaçons.

Perante as condiçons adversas nas que agimos, como consequência de processos similares de implosom organizativa e claudicaçom ideológica dos movimentos dos que procedemos, descartamos participar no processo eleitoral da ditadura burguesa espanhola.

Herritar Batasuna e Agora Galiza-Unidade Popular, desde duas formaçons sociais concretas diferentes, atingimos similar posiçom frente o processo eleitoral de 28 de abril.

Isto foi possível porque ambas empregamos idêntica ferramente revolucionária de análise e interpretaçom da realidade. O marxismo forneceu-nos os mecanismos científicos ajeitados para descartar apoiarmos qualquer das candidaturas falsamente autosituadas, no campo da mal denominada “esquerda” e no soberanismo.

Nom alimentamos o ilusionismo eleitoral nem a trampa do voto útil para frear a involuiçom fascista. A experiência histórica do movimento operário com o que nos identificamos e reclamamos como parte intrínseca da nossa mochila de combate, sabe que o fascismo só se pdoe derrotar nas ruas com contundência e unidade.

A razom da nossa existência, nom é gerir “honestamente” as instituiçons burguesas e espanholas, nom é ocuparmos espaços do quadro jurídico-político vigorante visado para a sua regeneraçom.

A razom da nossa existência é construir duas forças políticas para contribuir a subversom do presente, para contribuir para organizarmos a Revoluçom Socialista basca e galega, como parte da Revoluçom Socialista mundial.

No ano do 100 aniversário da III Internacional, é fundamental reconstruir espaços unitários de análise, coordenaçom e luita a escala internacional, pois combatemos idêntico inimigo, o capitalismo monopolista na sua fase neoliberal.

Hoje, a luita anti-imperialista recobra máxima vigência e atualidade tal como a concebérom os bolcheviques quando refundárom em 1919 a Internacional, a Komintern.

Agora Galiza-Unidade Popular encaminha abraço fraterno à militáncia de Herritar Batasuna, saúda o Aberri Eguna de 2019, e transmite a solidariedade internacionalista da Galiza rebelde e combativa com a Euskal Herria que nom se ajoelha, que continua em pé com firmeza na luita pola independência e o Socialismo.

Gora Euskal Herria askatutá e sozialista!

Gora Euskal Iraultza Sozialista!

Denantes mortos que escravos! Venceremos!

Na Pátria, 21 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 115: Legislativas de 28 de abril. SEM LUITAR POUCO VALE VOTAR

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Legislativas de 28 de abril
SEM LUITAR POUCO VALE VOTAR

Estamos novamente inseridos num ciclo eleitoral. As eleiçons legislativas, municipais e europeias que se desenvolverám entre abril e maio, condicionam e hipotecam a atividade da prática totalidade das forças políticas.

Agora Galiza-Unidade Popular nem apresentará candidatura própria, nem se incoprorará a nengumha coaligaçom, nem solicitará voto para nengumha das forças que se apresentem.

Na atual conjuntura histórica, em pleno processo de reorganizaçom e reconfiguraçom da esquerda revolucionária galega, nom existem condiçons objetivas para darmos batalha na frente eleitoral das instituiçons do inimigo, com umhas condiçons mínimas e dignas.

Tampouco existe nengumha candidatura que defenda coerente e dialeticamente os interesses da classe trabalhadora e os da naçom galega.

Novamente a principal caraterística nas eleiçons de 28 de abril, é a ausência de umha alternativa eleitoral anticapitalista e patriótica galega, que conceba a intervençom nas instituiçons burguesas como umha tarefa meramente instrumental, para questionando o seu caráter antidemocrático exercer de caixa de resonáncia das luitas populares e das reivindicaçons operárias e da Naçom Galega.

O conjunto das forças situadas no espaço de “esquerda”, som candidaturas pequeno-burguesas, configuradas praticamente por setores intermédios: funcionariado, profissons liberais, pequenos empresários e comerciantes, burocracia partidária e sindical.

Ou bem som candidaturas com o centro de gravidade fora da Galiza, empapadas de chauvinismo espanhol, ou bem som forças galegas de caráter interclassista e mornamente “soberanistas”.

Salvo contadas exceçons, a totalidade das candidatutas que se apresentam na Galiza 28 de abril alimentam o ilusionismo eleitoral.

Perante este panorama nom vamos votar, conscientes que a ameaça dos partidos situados nos parámetros fascistas vai ativar o factor subjetivo do “medo à direita”, entre umha parte destacada dos setores mais avançados do povo trabalhador galego.

Tal como prognosticamos é claramente negativo o balanço do governo do PSOE. que foi apoiado por Podemos e IU, as suas confluências, as forças nacionalistas e independentistas catalanas e bascas.

Pedro Sánchez incumpriu as suas principais promessas de derogar a reforma laboral, a lei mordaça, a LOMCE, implementou umha política económica similar à do PP, aplicando os diktames de Bruxelas e Berlim, perpetuando a marginalizaçom e atraso da Galiza, negando-se a reconhecer o direito de autodeterminaçom, participando na agressom imperialista contra a Venezuela bolivariana.

Nom cansaremos de afirmar que os direitos e as conquistas só se logram com a luita nos locais de trabalho, nos centros de ensino, e na rua, sob umha linha classista e patriótica galega, orientadas numha estratégia revolucionária dirigida e ao serviço do povo trabalhador. Assim o tem demonstrado o movimento dos coletes amarelos na França.

Agora Galiza-Unidade Popular considera que nom existe neste momento nengumha alternativa eleitoral a qual votar, embora nom é indiferente o resultado de 28 de abril.

A principal tarefa da classe operária e do povo trabalhdor galego e contribuir para reconstruir a esquerda revolucionária galega, e levantar umha muralha de aço contra o fascismo, articulando um Bloco Popular Antifascista.

Na Pátria, 11 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº114: AMNISTIA TOTAL PARA TODAS AS PRESAS E PRESOS POLÍTICOS DA GALIZA E DO ESTADO ESPANHOL

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AMNISTIA TOTAL PARA TODAS AS PRESAS E PRESOS POLÍTICOS DA GALIZA E DO ESTADO ESPANHOL

O regime postfranquista junto a Turquia, som os Estados com o maior nível de repressom de toda Europa, e por tanto com um elevado número de presas e presos políticos nos seus cárceres.

No Estado espanhol as numerosas detençons e o aumento da repressom contra o movimento operário e popular em geral, contra o movimento de libertaçom nacional da Galiza e das outras naçons oprimidas, na última década, demonstram umha vez mais a deriva fascistizante da III restauraçom bourbónica.

As detençons dos líderes independêntistas por organizar o referendo de autodeterminaçom na Catalunha, ou a montagem policial contra a vizinhança de Altsasu no País Basco, som os casos mais recentes, mas nom som os únicos.

Com a aplicaçom da lei Mordaça, o número de ativistas, sindicalistas, artistas ou tuiteiros, condenados pola “Audiência Nacional” por exprimir-se ou ser políticamente ativos, aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Perante a falta de garantias democráticas e contínua repressom, vários ativistas políticos vem-se na obriga de empreender o caminho do exílio para evitar a cadeia, como já fizerom muitos antifascistas republicanos perante o golpe de estado de 1936.

Exemplos como os dos políticos independentistas cataláns ou o do rapeiro Valtonyc, condenado a vários anos de prisom polas letras da suas cançons, som sobradamente conhecidos.

Porém, há casos que som silenciados polos meios de [des]informaçom burgueses, casos que praticamente som “tabú” e que quase nengumha força política denúncia, como é o dos presos políticos detidos por militáncia revolucionária ou pertença a organizaçom armada.

A estes revolucionários consecuentes, que históricamente sempre entendérom a prisom coma um espaço de luita, furta-se-lhes o seu caráter político, convertendo-os ante à opiniom pública em presos “nom-políticos” ou simples criminais, na maioria dos casos pola utilizaçom da violência como método de luita.

A socialdemocracia em cumplicidade com os meios burgueses também faz esta distinçom dos presos políticos em relaçom a se empregárom ou nom a violência, criminalizando e qualificando de “terroristas ou lunáticos” militantes que arriscárom a sua vida pola causa operária, reconhecendo assim ao Estado o monopólio da violência.

De um jeito mui semelhante acontece com os presos que ainda que nom empregassem a violência diretamente, militavam em organizaçons revolucionárias que fôrom ilegalizadas, por nom condenar a luita armada.

Isto somado às denuncias por torturas nas prisons, o Tribunal Europeio de Direitos Humanos de Estrasburgo condenou várias vezes o Estado espanhol por violar de maneira sistemática os direitos humanos. Em cárceres galegas, como a de Teixeiro, Lama, Corunha, vários funcionários fôrom denunciados por torturas de maneira sistemática aos presos nos últimos anos.

As políticas terroristas de dispersom efetuadas polo Estado espanhol contra os presos indepedentistas galegos e bascos som outro método mais para submeter e fazer sofrer nom só os presos e presas, também os seus familiares ao ter que deslocar-se centos de quilómetros para poder visitá-los, e mesmo em muitos casos denegándo-se-lhes a visita.

Sob aplicaçom do regime FIES, vulneram-se os direitos dos presos políticos piorando as condiçons de vida no cárcere, sofrendo isolamento, dispersom, aceso limitado a determinado tipo de atividades desportivas ou recreativas, intervençom das comunicaçons, desatençom médica e torturas, como já tenhem denunciado colectivos em apoio aos presos políticos independentistas ou ex-presos galegos.

Atualmente presos políticos sofrem doenças, que se nom se tratam corretamente podem correr o risco de morrer na prisom, algo que já aconteceu em 2014 com Isabel Aparicio.

A realidade é que as violaçons continuadas dos direitos humanos no Estado espanhol acontecem esteja quem esteja no governo espanhol, seja PP ou PSOE, governe quem governe, a natureza do regime segue sendo a mesma, umha natureza reacionária emanada do franquismo e que perdurou intata após a maquilhagem da transiçom.

É umha obrigaçom para qualquer organizaçom revolucionária reclamar a liberdade e denunciar a situaçom na que se acham as presas e os presos políticos, assim como também denunciar a cumplicidade do Estado e os seus corpos policiais com as organizaçons fascistas que agredem com total impunidade e permissividade.

Perante o silêncio das forças que se autodenominam de “esquerda”, Agora Galiza-Unidade Popular exige a amnistia total e a inmediata posta em liberdade para todos os presos políticos galegos e do Estado espanhol sem distinçom de nengum tipo.

Na Pátria, 9 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 113: AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR QUESTIONA A DECISOM DA JUNTA ELEITORAL CENTRAL DE ARQUIVAR DENÚNCIA POR USURPAÇOM DO NOME DA NOSSA ORGANIZAÇOM

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AGORA GALIZA-UNIDADE POPULAR QUESTIONA A DECISOM DA JUNTA ELEITORAL CENTRAL DE ARQUIVAR DENÚNCIA POR USURPAÇOM DO NOME DA NOSSA ORGANIZAÇOM

A decisom adotada pola Junta Eleitoral Central de arquivar a nossa denúncia contra o BNG por empregar o nome da nossa organizaçom na campanha eleitoral, nom justifica nem legitima a usurpaçom.

O organismo eleitoral do Estado espanhol considera que todo vale por nom estarmos ainda legalizados.

Nom é a primeira vez que o autonomismo socialdemocrata tenta apropriar-se do capital político e simbólico da corrente da que procedemos e reivindicamos como parte do que somos: NÓS-Unidade Popular.

Já nas eleiçons legislativas de 2015 empregou o carimbo NÓS, e agora além do nome de Agora Galiza, também utiliza o nome Voz Própria, nome do vozeiro nacional da desaparecida NÓS-UP.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta que continua avante com o processo de legalizaçom que tem sido obstruido polo Ministério do Interior, e luitando contra todos aqueles que pretendam ilegitimamente instrumentalizar a sigla de umha organizaçom criada para luitar contra o capitalismo e pola libertaçom nacional da Galiza, e nom para gerir as migalhas institucionais que o regime lhe concede.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 8 de abril de 2019

Comunicado nº 112: “Caso Miramontes” confirma caráter criminal do PP

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Caso Miramontes” confirma caráter criminal do PP

As seis detençons realizadas em Compostela contra os responsáveis da rede de prostituiçom que operava na Galiza com mulheres paraguaias, constata a realidade de umha das expressons mais deleznáveis do capitalismo.

Porém, a gravidade desta operaçom é que um dos detidos é Juan Pérez Miramontes, ex-secretário geral de “Xóvenes Agricultores-ASAJA”, a organizaçom “agrária” do PP, dissolvida em 2016 por ordem judicial perante as dívidas contraídas e o impago aos seus trabalhadores, logo de anos e anos recebendo subsídios milionários pola Junta de Galiza, a administraçom estatal e a UE.

Miramontes, que está acusado de liderar a trama de exploraçom sexual, fazia parte, com Ana Pastor [Presidenta das Cortes espanholas], Xesús Palmou, [ex conselheiro de Justiça], e Rafael Louzao [ex-presidente da Deputaçom de Ponte Vedra], entre outros, do círculo mais próximo a M ponto Rajói na Galiza.

Miramontes era um dos habituais do seleto grupo de dirigentes da extrema direita autótone que acompanhava o ex-presidente do governo espanhol nas suas veladas veraniegas em Sam Genjo. O seu iate “La Peregrina” estava sempre a disposiçom do senhor de los “hilillos”.

Até o momento nom só nom se tenhem produzido declaraçons de repulsa, tampouco condenas, e muito menos demissons, por parte da cúpula do PP que desfrutava da luxuosa vida com o presumido proxeneta.

O atual presidente da Junta da Galiza manifestou que nom lhe “preocupa a detençom”. Mas por se nom fosse suficiente, Feijó “desejou sorte” a Miramontes até que se “aclarem possíveis suspeitas”.

Casado cala, como se a operaçom judicial e policial contra Miramontes nom tivesse relaçom algumha com o PP.

Estamos pois, perante umha nova evidência do caráter criminal de umha organizaçom que deveria estar ilegalizada e umha boa parte da sua direçom e cargos públicos encarcerada.

Mas o caráter do regime da III restauraçom bourbónica com continuidade do franquismo, permite ao PP agir com impunidade. Por muita acumulaçom de delitos, por muito que engrosse a listagem de dirigentes do PP presos em todo tipo de operaçons judiciais por corrupçom, lavado de dinheiro, fuga de capitais, vínculos com o narcotráfico e o proxenetismo, nom se adota medida algumha visada para a sua dissoluçom.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita novamente a ilegalizaçom do PP de Casado e Feijó, e exige às forças denominadas de “esquerda” nom legitimar este aparelho mafioso situado em parámetros fascistas que pretende dar leiçons de “moral”.

Agir com “normalidade democrática” nas relaçons institucionais com o PP contribui para o lavado de cara deste sindicato do crime.

Na Pátria, 5 de abril de 2019

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Comunicado nº 110: Agora Galiza-Unidade Popular exige ao BNG que retire a legenda das sua campanha eleitoral

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Comunicado nº 110

Agora Galiza-Unidade Popular exige ao BNG que retire a legenda das sua campanha eleitoral

Hoje o BNG divulgou a legenda da sua campanha eleitoral para as eleiçons legislativas de 28 de abril, as municipais e europeias de 26 de maio. Até aqui nada da nossa incumbência.

Porém, a legenda escolhida, Agora Galiza, coincide com o nome da nossa organizaçom.

Eis polo que Agora Galiza-Unidade Popular manifesta publicamente a sua contrariedade e indignaçom por umha decisom que usurpa o nome da esquerda revolucionária galega por parte de umha força política afastada dos nossos princípios ideológicos, objetivos e prática política.

Agora Galiza-Unidade Popular, tal como manifestou no comunicado nº 94, de 10 de julho de 2018, iniciou há perto de um ano o processo de legalizaçom como força política.

Processo que está sendo dificultado polo regime de 78. Inicialmente o Ministério espanhol de Interior, concretamente a Subsecretaria Geral de Política Interior, bloqueou a tramitaçom do expediente no Registo de partidos políticos até que lhe remitamos a documentaçom traduzida para espanhol, e posteriormente manifestou que o nome era similar à da organizaçom catalana “Ara”.

Ainda assim continuamos tramitando a legalizaçom. Mas à margem desta questom legal, consideramos que a decissom adotada polo autonomismo socialdemocrata é umha agressom em toda regra por usurpar e apropriar-se do nome dumha força política fundada em julho de 2015.

Perante esta situaçom apresentaremos umha denúncia na Junta Eleitoral para exigir que o BNG retire esta legenda.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 22 de março de 2019