Comunicado nº 108: 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. FEMINISMO DE CLASSE

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8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

FEMINISMO DE CLASSE

“Qual é o objetivo das feministas burguesas? Conseguir as mesmas vantagens, o mesmo poder, os mesmos direitos na sociedade capitalista que possuem agora os seus maridos, pais e irmaos.

Qual é o objetivo das operárias socialistas? Abolir todo tipo de privilêgios que derivem do nascimiento ou da riqueza. A mulher obreira é-lhe indiferente se o seu patrom é homem ou mulher”.

[Alexandra Kollontai]

Este breve fragmento da sólida obra teórico-prática da dirigente bolchevique, que ocupou a primeiro ministério da mulher da história, sintetiza perfeitamente qual deve ser a linha e a orientaçom política na luita pola emancipaçom das mulheres trabalhadoras galegas.

Paradoxalmente o relato do feminismo hegemónico na Galiza, que oculta e nega a luita de classes, apresentando às mulheres como um todo com idênticos interesses objetivos, convertendo a “contradiçom” de género no seu eixo, nom questiona os alicerces da dominaçom burguesa.

O feminismo hegemónico, tanto o liberal-progressista como o pequeno-burguês, está esterilizado para encabeçar e dirigir umha mudança genuinamente revolucionária visada para superar a exploraçom, opressom e dominaçom que padece o conjunto do povo trabalhador galego.

Eis polo que boa parte do seu programa é assumido por as forças políticas sistémicas, tanto as social-liberais como as socialdemocratas, pois nom tem como objetivo dar xaque mate ao capitalismo.

Eis polo que o seu discurso é divulgado por umha parte dos meios de [des]informaçom sistémicos, perfeitamente conhecedores da sua funcionalidade para amortecer a contradiçom antagónica entre Capital-Trabalho.

Mas frente a este feminismo que desvia a atençom das tarefas e prioridades da classe trabalhadora, as mulheres que vendemos a nossa força de trabalho, as mulheres trabalhadoras que somos exploradas polas mulheres da burguesia, nas suas fábricas, nos seus centros de trabalho, nas tarefas domésticas das suas casas, temos que hastear a bandeira do feminismo de classe, do feminismo socialista galego.

Enquanto facilite a presença no movimento de forças reacionárias como o PSOE; enquanto se centre em tecer um artificial e disfuncional “unitarismo” oco; enquanto se continue a alimentar a ilusom de poder atingir as reivindicaçons no marco do capitalismo, o patriarcado e a dependência nacional, o movimento feminista nom logrará organizar e movimentar as mulheres trabalhadoras, divulgar as suas reivindicaçons específicas no ámbito salarial, direitos sexuais e reprodutivos, liberdades, combater com eficácia a violência machista, incrementar a sua consciência, e tingir de lilás o conjunto da luita operária, popular e nacional.

Enquanto o movimento feminista continue ocultando as origens do 8 de Março, enquanto siga desvirtuando os objetivos desta jornada reivindicativa, tal como foi instaurada polas mulheres bolcheviques em 1910, em Copenhaga, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, nom se produzirám mais avanços, nem se consolidarám os já atingidos.

Do contrário nunca lograremos acumular forças rebeldes visadas a organizar a Revoluçom Galega, única alternativa viável para sentar as bases do enterro do patriarcado e da sua aliança simbiótica com o capitalismo.

Agora Galiza-Unidade Popular quer lembrar neste 8 de Março Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Alexandra Kollontai, Nadezhda Krupskaya, Inessa Armand, pioneiras no impulso desta data fundamental no calendário reivindicativo contra o capitalismo.

Nom cansaremos de repetir que 8 de Março é umha jornada reivindicativa e de luita onde nom se pode deslindar luita feminista da luita anticapitalista. Eis polo que devemos denunciar a institucionalizaçom da data, a sua assimilaçom polo sistema capitalista e patriarcal.

Por um feminismo de classe e galego!

Viva a luita das mulheres trabalhadoras galegas!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 1 de março de 2019

Comunicado nº 107: CONTRA A “MARCHA FASCISTA” SOBRE MADRID

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CONTRA A “MARCHA FASCISTA” SOBRE MADRID

Em outubro de 1922, dezenas de milhares de militantes fascistas, que reivindicavam o governo da Itália, realizam a “Marcha sobre Roma”. A manifestaçom encabeçada por Benito Mussolini tinha um evidente caráter de golpe de estado. Com esta mobilizaçom o fascismo logrou a ascensom ao poder do Partido Nacional Fascista e o fim da democracia liberal.

Obviamente as condiçons históricas e sociais do período de entreguerras na Europa som qualitativamente diferentes às atuais. Porém, o ascenso do fascismo é umha realidade inegável.

Marx aseverou que “A história repete-se, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

A manifestaçom convocada para amanhá, domingo 10 de fevereiro, polos partidos fascistas espanhóis, PP, C´s e Vox, que contam com o apoio do conjunto dos grupos e organizaçons da extrema direita e nazis, inspirada nas concentraçons franquistas da madrilena praça de Oriente, tem um induvitável aroma golpista.

Em base à monumental falácia de que o “ilegítimo” Governo do PSOE está “atraiçoando” a unidade do Estado espanhol polas suas “conscessons” ao independentismo catalám, a hidra fascista pretende ocultar as suas responsabilidades na destruiçom das conquistas laborais e sociais, na voadura das anémicas liberdades democráticas atingidas pola luita operária e popular.

Com esta iniciativa, promovida polo PP de Pablo Casado e Alberto Nuñez Feijó, apelando ao chauvinismo e supremacismo espanhol, ao ultrareacionário projeto assimilacionista e imperialista, pretende desviar a atençom, ocultar que é umha organizaçom criminal, umha imensa maquinária mafiosa especializada no saqueio e roubo, que só tem provocado miséria e desolaçom entre o povo trabalhador galego e do conjunto do Estado espanhol.

Umha poderosa fraçom da oligarquia e do Ibex 35, está promovendo e facilitando o rearme ideológico do franquismo, para assim poder disciplinar definitivamente o movimento operário, que facilite a adoçom de mais medidas visadas para a supressom de direitos e conquistas que permitam manter e incrementar a sua obscena taxa de ganho.

Perante este cenário tam perigoso e alarmante, as organizaçons sindicais e as forças políticas da esquerda institucional praticam um irresponsável autismo, nom passando no melhor dos casos de condenas formais do processo em curso.

A claudicaçom e cessom de Pedro Sánchez pola chantagem combinada da extrema-direita e dos setores mais chauvinistas e reacionários do PSOE, respeito ao processo de negociaçom com a Generalitat catalana, exprime a debilidade do social liberalismo e a vulnerabildade do governo espanhol, simple capataz amável do grande capital.

A estas alturas, PP, C´s e Vox, e o conjunto dos grupos e organizaçons da extrema direita e nazis, deveriam estar ilegalizados e os seus dirigentes em prisom.

Porém, perante a inaniçom da esquerda desnutrida e anémica, dos aparelhos institucionais e parlamentares, onde prevalece a covardia e o timoratismo da pequena-burguesia, o taboleiro político no Estado espanhol desliza-se paulatinamente perante um cenário similar ao de 18 de julho de 1936.

Antes de que seja demasiado tarde devemos dar passos tangíveis que nos permitam lograr as condiçons objetivas e subjetivas para poder esmagar a recomposiçom do fascismo.

Agora Galiza-Unidade Popular apela à configuraçom de um Bloco Popular Antifascista, que com firmeza e contundência despute nas ruas e nos centros de trabalho o avanço do fascismo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 9 de febereiro de 2019

 

 

Comunicado n° 106: ESPANHA GENUFLEXA COM TRUMP

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Comunicado n° 106]
ESPANHA GENUFLEXA COM TRUMP
Pedro Sánchez vem de anunciar que só reconhece o golpista Guaidó como presidente da Venezuela

O atual inquilino da Moncloa, simples capataz encarregado polo Ibex 35 para gerir conjunturalmente os interesses da oligarquia espanhola, acaba de confirmar que nom passa de ser um vil lacaio dos Estados Unidos e das três potências da UE [Alemanha, França e Gram Bretanha].

Com esta irresponsável decisom, Espanha exprime que nom é mais que um funcional e vulgar satélite do imperialismo, que pom em perigo e hipoteca os seus grandes interesses na Venezuela, para agradar os amos do mundo.

Com esta decisom, PSOE confirma que é o partido central do postfranquismo, e que as divergências com as forcas fascistas [PP, C’s e Vox] som artificiais, necessárias para alimentar a ilusom “pluralista” da terceira restauraçom bourbónica.

A esquerda revolucionária galega manifesta a sua solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela.

Agora Galiza-Unidade Popular só reconhece a Nicolás Maduro como único e legítimo presidente da Venezuela.

A República Socialista Galega pola que luitamos, estaria hoje apoiando a Venezuela que com firmeza defende a sua independência e soberania nacional frente o injerencismo das potências imperialistas que pretendem reinstaurar o colonialismo.

A Venezuela vencerá!
Independência e Pátria Socialista!

Comunicado nº 105: PATÉTICO SHOW DA NOVA SOCIALDEMOCRACIA

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PATÉTICO SHOW DA NOVA SOCIALDEMOCRACIA

A rutura interna cenificada em Podemos, coincidindo com o quinto aniversário da sua fundaçom, é o último episódio da crise orgánica estrutural que padece o novo reformismo espanhol.

Podemos apareceu na cena política como umha força ruturista que ia “mudá-lo todo”. Mas a realidade constata que é um partido convencional, altamente funcional para estabilizar e perpetuar o regime postfranquista espanhol.

Retirar a raiva e o conflito das ruas, canalizando-o pola via eleitoralista, renuncia paulatina ao seu programa político fundacional, apoio a UE do Capital e ao militarismo da NATO, ambiguidade calculada perante o golpe de estado em curso contra a Venezuela bolivariana, ou branqueio do PSOE, som umha pequena mostra da farsa que supóm a nova socialdemocracia para a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza.

A socialdemocracia podemita está cumprindo com o seu papel histórico de “pata esquerda da burguesia”, despojando o povo trabalhador de toda consciência de classe, só beneficiam os setores mais reacionários do Estado, som um caldo de cultivo para o fascismo.

O patético episódio protagonizado pola confrontaçom entre dous dos principais impulsores de Podemos, denota o caráter claramente oportunista dos diferentes setores que o encabeçam.

O II congresso em Vistalegre supujo a rutura definitiva entre eles. As recentes deserçons de destacados digirentes em Podemos, demonstram a inconsistência de umha força política ineficaz e estéril para defender os interesses da classe trabalhadora e quebrar o regime postfranquista.

A hipoteca eleitoralista e lógica institucional que fagocita as forças que carecem de umha linha combativa e operária, de umha direçom e composiçom maioritariamente classista, provocam que estas organizaçons realizem viragens de 180º, e renunciem ao que for por um punhado de votos e os privilégios atingidos polas suas elites.

Todas as manobras para perpetuar-se nos espaços de gestom institucional, somado aos fracassos eleitorais como o acontecido na Andaluzia, geram confusom e descontentamento entre a classe trabalhadora que com esperança, mas também com ingenuidade, considerava que era umha força nova sem ataduras, visada na transformaçom da terceira restauraçom bourbónica.

Na Galiza, as desputas internas entre o diferentes setores pequeno-burgueses no seio de “En Marea”, estám provocando umha reaçom mui semelhante entre o povo trabalhador galego.

As frentes interclassistas e as “mareas municipalistas”, caldeiradas ideológicas que aglutinan desde forças chauvinistas e populistas espanholas, socialdemocratas, trotskistas, eurocomunistas, centristas, até forças autonomistas galegas, som um auténtico fiasco.

Tal como a esquerda revolucionária galega vem denunciando, as “inovadoras” formas orgánicas e as ferramentas de participaçom “assembleares” e “democráticas”, promovidas pola “nova política”, resultam ser umha estafa que permitírom desativar o processo de radicalizaçom e desmobilizaçom das massas, e valeirar o conflito político e social das ruas.

A alternativa perante a falsa via que promovem e alimentam estas forças para paliar as aristas mais agressivas do capitalismo, da opressom nacional e da dominaçom patriarcal, tampouco a vamos encontrar no nacionalismo autonomista e interclassista do BNG, nem no independentismo essencialista, mero satélite do autonomismo.

A profunda crise de Podemos e da Marea, constata que os ensaios promovidos com regularidade em nome da mudança pola pequena-burguesia, som simples modas passageiras, que só reforçam a ditadura burguesa.

Perante a frustraçom e a desilusom que geram, a única alternativa é continuar com perserverância e paciência na reorganizaçom da esquerda revolucionária galega, na configuraçom de um movimento operário e popular dotado de um programa e umha linha de classe visado para a tomada do poder, na superaçom do sistema capitalista e da atual democracia burguesa. Um projeto socialista e feminista galego de libertaçom nacional.

O fracasso da nova socialdemocracia espanhola, e os experimentos ensaiados na Galiza de falsas unidades populares e renúncia ao princípio de auto-organizaçom, constata que nom existem atalhos, nem fórmulas milagreiras visadas para superar o capitalismo e derruvar o regime oligárquico espanhol.

Sem auto-organizaçom operária e popular, sem mobilizaçom e luita permenente e encadeada, sob um programa tático de acumulaçom de forças rebeldes para configurar um governo galego de transiçom de caráter obreiro e popular, patriótico e feminista, todo o que os diversos reformismos prometem é umha monumental falácia.

A luita é o único caminho para a nossa emancipaçom como classe e para atingir a libertaçom nacional. Só a Revoluçom Socialista Galega logrará sentar as bases para construir umha sociedade igualitária, de mulheres e homens livres.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de janeiro de 2019

Comunicado nº 104: GOLPISMO NOM PASSARÁ Solidariedade galega com a Venezuela Bolivariana

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GOLPISMO NOM PASSARÁ

Solidariedade galega com a Venezuela Bolivariana

Apoderar-se das imensas reservas de petróleo e dos recursos minerais da Venezuela, som as únicas razons polas que o imperialismo leva tentando permanentemente destruir o processo bolivariano iniciado em 1998 sob a direçom do comandante Hugo Chávez.

Nestas duas décadas, os USA e a UE tentárom infrutuosamente de reinstaurar em Caracas um governo títere ao serviço dos monopólios e as multinacionais.

O golpe de estado promovido em 2002, a guerra económica implementanda desde o exterior [acaparamento, sabotagem, bloqueio de importançon, restriçom da produçom industrial e limitaçom na distribuiçom e tránsito de mercadorias que provocam desabastecimento programado de bens de consumo essenciais], conta com o aval da oligarquia venezuelana, e dos partidos que representam os interesses das camadas intermédias e da grande burguesia.

Perante a estratégia insurrecional e o terrorismo, que pretende converter novamente numha colónia ianque a Pátria de Chávez e Bolívar, até agora a resposta do governo bolivariano tem sido morna.

É o momento de ativar em toda a sua dimensom o “Golpe de leme”, a reorientaçom socialista do processo que o Hugo Chávez propujo no último Conselho de Ministros a que assistiu em outubro de 2012.

O denominado “socialismo do século XXI” está incapacitado geneticamente para sentar as bases da construçom de umha sociedade superadora do capitalismo.

Só a classe obreira venezuelana e o povo trabalhador pode derrotar nas ruas o golpismo imperialista, só o povo em armas pode derrotar a invasom militar dos Estados Unidos.

A política imperialista sobre a Venezuela nom é produto de Trump. Em março de 2015 Obama emitiu umha “ordem executiva” em que qualificava a Revoluçom Bolivariana de “ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e para a política exterior dos Estados Unidos”.

Mas perante o golpe de estado promovido por Washington, perante o ultimato injerencista da UE e do governo do PSOE, a equerda revolucionária galega nom é neutral, nem pratica a equidistância.

Frente ao golpe de estado aplaudido polo fascismo espanhol [PP, C´s e Vox] e o social-liberalismo [PSOE], a esquerda independentista e socialista galega estamos induvitavelmente com o governo venezuelano presidido por Nicolás Maduro.

Perante o apoio ao títere de Guaidó, exprimido polo Brasil de Bolsonaro, polo governo oligárquico colombiano, pola Argentina de Macri, polo estado sionista de Israel, estamos com a Venezuela que com dignidade nom claudica nem se submete.

Frente a intoxicaçom e manipulaçom mediática dos meios de [des]informaçom da burguesia espanhola, Agora Galiza-Unidade Popular está com a Venezuela que se reafirma na sua soberania e independência nacional.

O governo do PSOE qualifica de ilegítimo ao governo de Nicolás Maduro emanado das eleiçons de maio de 2018, mas justifica o rei espanhol e a monarquia bourbónica imposta polo fascismo.

Alertamos a classe trabalhadora galega a nom deixar-se manipular polas desinformaçom do inimigo, a estar alerta perante a agenda golpista que nas vindouros dias pretende aprofundar na desestabilizaçom económica e política da Venezuela.

O imperialismo nom permite que os povos do mundo nos autodeterminemos, decidamos o nosso futuro de forma soberana, sem tutelagens nem ingerências de Washington e Bruxelas. Mas o futuro é para quem luita!

Galiza-Venezuela solidariedade!

Independência e Pátria Socialista!

Galiza, 29 de janeiro de 2019

Comunicado n° 12 do Manifesto Internacionalista de Compostela: FORA AS MAOS IMPERIALISTAS DA VENEZUELA!

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FORA AS MAOS IMPERIALISTAS DA VENEZUELA!

Achamo-nos perante um ponto álgido da ofensiva imperialista contra a Venezuela. A autoproclamaçom de Juan Guaidó como presidente interino, o seu reconhecimento por parte de vários governos estrangeiros com os EUA à cabeça, as suas declaraçons alentando as Forças Armadas ao derrocamento do presidente Nicolás Maduro e a sublevaçom de um grupo de Guardas Nacionais, devem entender-se como umha autêntica tentativa golpista que tem o objetivo de acabar com a Revoluçom Bolivariana e entregar os ricos recursos naturais da Venezuela aos imperialistas.
Perante esta situaçom o Presidente Nicolás Maduro anunciou a rutura de relaçons diplomáticas com os EUA, num exercício de defesa da dignidade e a soberania do povo venezuelano.

Desde o Manifesto Internacionalista de Compostela consideramos que o dever de todas e de todos os revolucionários é defender sem ambagens a soberania nacional da Venezuela, a Revoluçom Bolivariana e o Presidente da República Bolivariana, Nicolás Maduro. O nosso dever é monstrar a nossa mais sincera e cálida solidariedade Internacionalista.

Sinalamos também que a defesa da Revoluçom Bolivariana significa defender a soberania nacional de todos os povos que resistem o imperialismo na América Latina, entre os que o povo venezuelano exerce hoje um papel dirigente.

Solidaridade com o povo venezuelano e o seu Presidente Nicolás Maduro!

Venezuela respeita-se!

Nom pasarám!

24 de janeiro de 2019

Comunicado nº 103: Denunciamos e condenamos qualquer agressom imperialista contra a Venezuela

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Denunciamos e condenamos qualquer agressom imperialista contra a Venezuela

O imperialismo norteamericano nom tolera que os povos exerzam a sua soberania nacional.

A doutrina Monroe, que guia desde 1823 a política exterior de Washington, está baseada na imposiçom dos seus interesses sobre as necessidades dos povos do continente.

Ao longo do século XIX combateu as luitas independentistas promovidas por Bolívar, Sucre, Martí, porque considera que a América Latina e o Caribe é o seu pátio traseiro.

Ao longo do século XX promoveu e participou diretamente em invasons, intervençons militares, golpes de estado, promoçom do terrorismo, bloqueios económicos, para derrocar governos baseados na defesa da soberania e a independência nacional, e na edificaçom de sociedades mais justas e igualitárias.

A listagem de ditaduras impostas polos Estados Unidos é mui longa. A sua política ao longo do século XXI mantem-se inalterável tentando submeter Cuba, Bolívia, Venezuela, Nicarágua, impulsionando intervençons e golpes de estado como o promovido contra o governo de Hugo Chávez 11 de abril de 2002.

A Revoluçom Bolivariana leva praticamente desde a vitória eleitoral do comandante Hugo Chávez em 1999 sendo um dos alvos prioritários do intervencionismo dos Estados Unidos. A perda do controlo das enormes reservas de petróleo e riquezas naturais estratégicas da Venezuela polas multinacionais ianques, é a razom fundamental pola que os Estados Unidos teimam em reinstaurar em Caracas um governo lacaio aos seus interesses.

À margem das profundas divergências que mantemos com o atual governo da Venezuela, e com a orientaçom do proceso bolivariano em curso, nom podemos ficar em silêncio, nom somos equidistantes, perante a nova agressom internacional que pretende criar condiçons visadas para facilitar umha intervençom militar contra a Venezuela, perante o fracasso das diversas estratégias implementadas nos últimos anos pola lumpemburguesia autótone.

Agora Galiza-Unidade Popular transmite a solidariedade da esquerda revolucionária galega, com o povo chavista da pátria de Bolívar e Chávez, com a defesa da sua soberania e independência nacional.

Agora Galiza-Unidade Popular condena toda ingerência e intervençom contra a Venezuela, tanto a exercida pola UE dos 28 Estados membros, como a amparada nas descaradas e cínicas teses do engendro imperialista denominado “Grupo de Lima”, quem seguindo as diretrizes norteamericanas nom reconhece a legitimidade do governo de Nicolás Maduro, que amanhá vai tomar posse, ser investido novamente Presidente da República Bolivariana da Veenzuela para o período 2019-2025.

Os governos da Colômbia, Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Peru, Paraguai, Panamá, Costa Rica, Honduras, Guatemala, Guiana e Santa Luzia, nom representam a maioria dos paises latinoamericanos e caribenhos, nem o sentir da maioria dos seus povos.

Resulta cómico que o Brasil de Bolsonaro, a Argentina de Macri ou as Honduras de Juan Orlando Hernández, pretendam dar leiçons de democracia a Nicolás Maduro.

Encaminhamos umha saudaçom revolucionária galega a todas as organizaçons e forças políticas, sindicais e sociais venezuelanas, implicadas ativamente na defesa de umha orientaçom socialista do processo bolivariano.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 9 de janeiro de 2019

Comunicado nº 102: Feliz 2019! Só combatendo há vitórias

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Feliz 2019! Só combatendo há vitórias

Afastados do falso triunfalismo da “esquerda” sistémica, mais umha ano o balanço do ano que agora finaliza nom pode ser positivo para a nossa classe e a nossa naçom.

2018 foi um ano negativo para as condiçons de vida da maioria social, para povo trabalhador e empobrecido da Galiza. A ofensiva permanente contra as bases materiais e imateriais da Naçom galega caraterizárom o tratamento a que foi submetida polo Estado imperialista espanhol e a UE.

O ano do que agora nos despedimos, foi novamente desaproveitado pola classe trabalhadora galega, que desprovida de umha vanguarda tangível, com capacidade de direçom e intervençom, nom logra avançar na cada vez mais urgente e necessária reorganizaçom de um bloco operário e popular socialista, patriótico e feminista.

Até lograrmos este objetivo prioritário seguiremos sendo vítimas desarmadas e reféns da burguesia, carne de canhom da oligarquia.

Tal como afirmavamos há agora um ano, “até que a Galiza do Trabalho supere o estado de marasmo, até que o povo trabalhador galego nos despreendamos da abduçom coletiva que nos paralisa mediante o medo e os mais variados métodos invisíveis de alienaçom, e optemos por constituir verdadeiras ferramentas defensivas com vocaçom de vencer, seguiremos sofrendo um após outro, os golpes das depredadoras receitas neoliberais dos cortes e da austeridade, impostas polo capitalismo senil para que sigamos sendo nós, entre suor e sangue, quem paguemos a sua crise”.

Em 2018 constatamos o fracasso do ilusionismo eleitoral promovido polo reformismo no nosso país, visado para articular inofensivas maiorias aritméticas ao PP cujo eixo som políticas continuistas.

A implosom da Marea e o estancamento do BNG, abrem o caminho ao avanço do fascismo sem complexos, perante a sua incapacidade congénita e carência de vontade política de defender as aspiraçons do povo trabalhador.

Desprovidas do entusiasmo que gerárom conjunturalmente, na atualidade som simples e convencionais maquinárias eleitorais que contribuem para desmovimentar o povo trabalhador, alimentando o desencanto e a frustraçom que facilita o avanço da demagogia populista fascista.

Contribuírom para retirar o conflito dos centros de trabalho e ensino, das ruas, substituindo o protagonismo dos setores populares pola delegaçom nos cargos institucionais hegemonizados pola pequena-burguesia covarde e pactista. A anulaçom da greve geral convocada na Galiza no mês de junho é paradigma desta nefasta prática política.

Com este cenário prognosticamos que 2019 será no melhor dos casos um ano similar ao que agora finalizamos.

Na comemoraçom do 200 aniversário do natalício de Karl Marx, verificamos e denunciamos como no seu nome se implementam políticas antagónicas com o seu projeto revolucionário e genuinamente anticapitalista. Agora Galiza-Unidade Popular seguimos inspirados na sua tradiçom rebelde. A vigência do pensamento do barbudo de Tréveris guia o nosso agir.

Diga o que diga a esterilizada casta pequeno-burguesa empoleirada nas maquinárias eleitorais da esquerda” sistémica, o capitalismo nom se pode reformar, nem a via para conquistar a nossa emancipaçom é a democracia burguesa.

Sem umha coerente açom teórico-prática classista todos os conflitos estám condenados de antemao ao fracasso. O exemplo da “via catalana” é o melhor expoente dos movimentos populares sem direçom operária.

Na profunda crise do capitalismo senil a escala global e nas suas particularidades no Estado espanhol devemos procurar a derriva autoritária do postfranquismo.

Nom estamos assistindo à configuraçom do fascismo, estamos assistindo à sua recomposiçom.

Nas necessidades da oligarquia de endurecer a exploraçom de classe e opressom nacional das naçons oprimidas como a Galiza, para manter as suas taxas de ganho, devemos procurar as causas da promoçom do neofalangismo articulado em C´s, a viragem ultrareacionária do PP de Casado e Feijó, e agora no fascismo sem complexos representado por Vox.

A oligarquia espanhola da terceira restauraçom bourbónica, a UE e o FMI necessitam implementar umha nova volta de porca visada para seguir aplicando novas medidas para disciplinar o movimento operário.

O novo governo de Pedro Sánchez é umha paréntese imprevista. Mais alá da retórica e de mornas medidas neokeynesianas, incumpre as principais promesas que provocárom o êxito da moçom de censura contra M ponto Rajói no mês de junho.

Configurar um bloco popular antifascista é tarefa prioritária da classe trabalhadora galega. O fascismo deve ser denunciado e combatido sem contemplaçons nem panos quentes, com unidade, coragem, firmeza e determinaçom.

SEGUIMOS NA LUITA

Agora Galiza-Unidade Popular tem claro que em 2019, seguiremos na travessia polo deserto, só com a companhia e o arroupe das bandeiras da rebeliom. Porém, seguiremos agindo com coerência tática, mas sem renunciarmos ao horizonte estratégico da Revoluçom Galega, ao projeto socialista e feminista de libertaçom nacional.

A II Assembleia Nacional realizada 1 de dezembro fecha a etapa de interinidade após a nossa constituiçom como força política em julho de 2015, abre umha nova etapa que facilita reconstruir e reimpulsionar a esquerda revolucionária galega, o independentismo socialista e feminista.

A involuiçom política vai continuar sob a forma do endurecimento chauvinsta tam funcional para desviar a atençom das massas, facilitando assim a superaçom da profunda crise de legitimidade que arrasta o regime do 78. Confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos polo Estado espanhol, oculta as práticas gansteris das elites políticas.

A oligarquia espanhola necessita acelerar o processo de recentralizaçom administrativa, recuperar boa parte das transferências cedidas às Autonomias, religitimar o seu projeto imperialista, continuar com o plano de ajustamentos e reformas laborais que solicita o FMI e o Banco Central Européu, esmagar a cada vez mais debilitada Catalunha rebelde, e domesticar definitivamente as forças enquadradas na “nova política”.

Frente a este cenário ou claudicamos ou resistimos. Agora Galiza-Unidade Popular nom duvida qual é a única alternativa. Eis polo que apelamos à juventude trabalhadora galega a implicar-se ativamente na tarefa histórica de reconstruir as ferramentas de combate e vitória que necessita a nossa classe e a nossa naçom.

Somos consciente que a imensa maioria dos problemas que padecemos como povo trabalhador e empobrecido, derivam do atraso e dependência que o capitalismo nos tem asignado na divisom internacional do Trabalho.

Sabemos que sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons, que sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social permanente e encadeada, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá disputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Nom queremos despedir 2018 sem denunciar e lembrar as três compatriotas brutalmente assassinadas polo terrorismo machista.

Queremos transmitir umha sincera saudaçom socialista e patriótica a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza-Unidade Popular representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido que participou nas luitas para conquistar um futuro mehor.

Saudar os presos e presas políticas galegas, tod@s @s represaliad@s, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2018 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povo sírio, catalám, palestiniano, colombiano, iraquiano, afgao, venezuelano, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

Em 2019 ratificaremos e necessidade e a vigência da luita internacionalista. No ano no que se comemora a fundaçom da III Internacional, Agora Galiza-Unidade Popular apela ao conjunto das organizaçons anticapitalistas e revolucionárias do conjunto do palneta, a dar passos na direçom de construir espaços internacionalistas de reflexom, debate, coordenaçom e promoçom de luitas contra o imperialismo e o capitalismo.

Até a vitória sempre!

Denantes mort@s que escrav@s!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de dezembro de 2018

COMUNICADO Nº 101 da Direçom Nacional: 6 de dezembro, contra a constituiçom postfranquista. Nem Autonomia, nem Estado federal. INDEPENDÊNCIA NACIONAL

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6 de dezembro, contra a constituiçom postfranquista

Nem Autonomia, nem Estado federal

INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Há quarenta anos era colocada a chave da bóveda da arquitetura jurídico-política vigente. Mediante umha fraudulenta operaçom cosmética, foi maquilhada a ditadura franquista imposta polo golpe de estado e posterior guerra promovida em 1936 polo bloco de classes oligárquicas.

A constituiçom de 1978 legitima o atual regime espanhol, que a maioria do povo trabalhador galego nom apoiou na altura. No referendo realizado há 4 décadas apenas 44% do recenseamento eleitoral votou afirmativamente.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a ditadura capital, perpetuando o saqueio e exploraçom da classe trabalhadora.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a unidade de mercado denominada Espanha, perpetuando esta cárcece de povos, impossibilitando o exercício de autodeterminaçom da Galiza e combatendo sem trégua as legítimas aspiraçons de conquistar umha Pátria livre de mulheres e homens emancipados.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a continuidade do patriarcado, legitimando assim a dominaçom, opressom e sobre-exploraçom da maioria do povo trabalhador: as mulheres.

Com esta constituiçom a oligarquia impujo a terceira restauraçom bourbónica, um modelo de Estado medieval legitimado na consanguinidade.

Eis, polo que quatro décadas após a sua aprovaçom, nada temos que celebrar e sim muito que denunciar e reivindicar.

A relativa “estabilidade” política e institucional das primeiras três décadas deu passo a um ciclo de permanentes turbulências derivadas da convergência da profunda crise do capitalismo senil com a crise política e institucional do regime de 78.

As luitas populares e operárias em defesa da sanidade e educaçom públicas, do direito à vivenda, contra o desemprego e a precariedade laboral, por um futuro digno para a juventude, contra a discriminaçom das mulheres trabalhadoras, pola liberdade da Galiza, tenhem ido acompanhadas por um questionamento do postfranquismo.

Porém, a hegemonia pequeno-burguesa no movimento popular e a burocratizaçom do sindicalismo, tenhem impossibilitado avançar na convergência das luitas económicas e setoriais numha estratégia de rebeliom popular visada a tombar o corruto e criminal regime bourbónico.

Perante a profunda crise de legitimidade e as demandas do exercício do direito de autodeterminaçom do povo catalám, o regime monstrou a sua verdadeira face: emprego da repressom e violência, facilitando a eclosom do fascismo arroupado no caráter supremacista do discurso chauvinista espanhol.

Contrariamente ao que interessadamente transmitem os partidos do regime situados no falso eixo de “esquerda”, o auge do fascismo nom é um fenómeno novo nem se pode circunscrever a Vox, umha força política promovida polo capital finnacieiro para disciplinar ainda mais à classe operária, um partido funcional para o cenário de agravamento da crise capitalista.

PP e C´s som ideologicamente similares a Vox, mas com um discurso mais maquilhado. O franquismo nom foi derrotado na transiçom, mais bem foi quem pilotou a sua reconversom no regime monárquico.

A atual deriva autoritária tem por objetivo derrotar as luitas nacionais dos povos oprimidos polo Estado espanhol, pois a luita independentista segue sendo o elo fraco da cadeia da dominaçom capitalista no Estado espanhol.

Mas também criar as condiçons subjetivas que permitam aplicar umha nova bateria de agressons contras os já de por si mermados direitos e conquistas do povo trabalhador: nova reforma laboral, privatizaçom do sistema de pensons, reduçom dos custos salariais, tal como reclama o FMI, a troika, o Ibex 35 e o bloco de classes oligárquico espanhol.

A contundente luita do povo trabalhaor francês das últimas semanas contra o incremento dos combustíveis, gás e eletricidade, implementando a estratégia de rebeliom popular, empregando a rua como centro de gravidade, constatou que este é o único meio para derrotar os planos da burguesia.

Enquanto a “esquerda” hegemónica siga acovardada, atada à lógica parlamentar burguesa, apostando no eleitoralismo, e o sindicalismo financiado polo Estado burguês para frear a luita de classes, enquanto nom logremos reconstruir a esquerda revolucionária, seguiremos instalados num longo ciclo de retrocessos, involuiçom e derrotas.

Neste 6 de dezembro, a esquerda revolucionária galega manifesta mais umha vez que Espanha e o atual regime oligárquico é irreformável. Nom existe possibilidade algumha de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

Agora Galiza-Unidade Popular apela aos setores mais avançados da nossa classe e do nosso povo a quebrar com as lógicas políticas sistémicase a dar passos firmes na articulaçom de um bloco popular antifascista, nom para defender e restaurar os fundamentos da democracia burguesa “ameaçada”, e sim para avançar na articulaçom de um movimento operário e popular com direçom e linha genuinamente ruturista e socialista.

Agora Galiza-Unidade Popular manifesta a categórica oposiçom à arquitetura jurídico-política do postfranquismo, à constituiçom do 78 e posterior Estatuto de Autonomia de 1981.

A recente histórica da Autonomia Galega tem demonstrado que a estratégia de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, é umha via morta.

É umha fraude continuar a defender a viabilidade de reformas da constituiçom burguesa, espanhola e patriarcal de 1978.

Como também é reduzir a luita a mudar o modelo de estado monárquico por umha república federal que perpetua o projeto chauvinista espanhol.

Só a luita independentista sob direçom e orientaçom obreira e popular logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A luita é o único caminho!

Viva a República Galega!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 5 de dezembro de 2018

COMUNICADO Nº 100 da Direçom Nacional: II Assembleia Nacional ratifica firme vontade de reconstruir a esquerda revolucionária galega

Padrão

II Assembleia Nacional ratifica firme vontade de reconstruir a esquerda revolucionária galega

Um amplo consenso e coesom caraterizou o desenvolvimento das análises, debates e acordos adotados na II Assembleia Nacional de Agora Galiza realizada hoje em Compostela sob a legenda Reconstruir ferramentas de combate.

As três teses [Organizativa, Ideológica e Política] fôrom aprovadas com um amplo respaldo da militáncia.

II Assembleia Nacional fecha o período de interinidade aberto após a Assembleia fundacional de 4 de julho de 2015. Até hoje Agora Galiza vinha-se regindo polos Estatutos de NÓS-UP, organizaçom da que procedemos e com orgulho reivindicamos como própria a sua trajetória e legado.

 
Principais acordos da II Assembleia Nacional

No plano organizativo Agora Galiza aprovou os seus Estatutos, passando a denominar-se Agora Galiza-Unidade Popular, reforçando assim o seu caráter de força política ampla, unitária, plural e com vocaçom de massas.

No ámbito ideológico reafirmamos o caráter de organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional. Adotamos o marxismo como método de análise e interpretaçom da realidade, como teoria revolucionária anticapitalista visada para a emancipaçom da classe trabalhadora.

Oito som as bases ideológicas sobre as que se assenta Agora Galiza-Unidade Popular: socialismo, independência nacional, feminismo e antipatriarcado, democracia socialista, anti-imperialismo, monolingüismo e reintegracionismo, cultura popular e ecologismo.

No plano político a II Assembleia Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular analisou a situaçom internacional onde a vitória do capitalismo na sua forma neoliberal e imposiçom de um mundo unipolar de guerrra permanente contra os povos, as mulheres e a classe trabalhadora, acelerou e radicalizou a ofensiva da burguesia contra os direitos, as conquistas e as liberdades, atingidas pola classe obreira em mais de cento cinquenta anos de suor, sangue e lágrimas.

Embora estemos no olho do furacám de grandes tempestades derivadas da crise crepuscular do capitalismo senil, a dramática ausência de ferramentas revolucionárias impossibilitam o incremento das condiçons subjetivas, essenciais para umha Revoluçom Socialista.

A profunda crise na Galiza do projeto emancipador e libertador da “esquerda” deriva de três derrotas estratégicas consecutivas: perante o fascismo em 1936, perante a maquilhagem do franquismo, reformado na atual monarquia bourbónica na segunda metade da década de setenta, e pola implosom da URSS em 1991.

A involuçom socio-política atual e as tendências fascistizantes em curso, derivam destas três derrotas concatenadas, e da pratica legalista e sistémica da “esquerda” hegemónica, instalada na resignaçom, a disgregaçom e o amorfismo.

O longo ciclo de refluxo e carência de perspetivas de vitória, condicionam o agir da esquerda revolucionária que nom capitula nem se deixa enredar pola lógica do ilusionismo eleitoral e o desmobilizador cretinismo parlamentar.

O desarme ideológico e incoerência teórico-prática da “esquerda”, o abandono do imaginário simbólico, mais a incapacidade e desinteresse para construir ferramentas de defesa e ofensiva contra a ditadura do Capital, som corresponsáveis pola dramática situaçom que padece a imensa maioria da humanidade trabalhadora e oprimida, e o povo trabalhador e empobrecido da Galiza.

Até lograrmos depurar o marxismo da contaminaçom e deturpaçom que padece pola hegemonia pequeno-burguesa entre as forças que se audodefinem de “esquerda”, até reinstaurar os seus fundamentos e princípios, até resgatá-lo da adulteraçom e esterilizaçom, recuperando a sua natureza subversiva, depurando-o da estafa do relato pacifista, pactista e eleitoralista que define a prática totalidade das organizaçons “marxistas”, nom será possível sentar as bases para superarmos o ciclo reacionário.

Agora Galiza-Unidade Popular é plenamente consciente da indigência organizativa da esquerda revolucionária galega, mas nom renuncia à tarefa titánica da sua reconstruçom.

A nossa prioridade é reconfigurar e refundar a esquerda anticapitalista galega que nom se submete à lógica do Capital nem se conforma com gerir as migalhas da Autonomia que nos concede a Espanha da oligarquia postfranquista.

Apostamos na edificaçom de umha organizaçom genuinamente antisistémica, com o centro de gravidade na Galiza, afastado da política espetáculo burguesa, da analgésica lógica da alternância parlamentar da terceira restauraçom bourbónica, umha força política-movimento social eminentemente obreira e popular pola sua composiçom, ideologia, natureza e doutrina.

Apostamos pola mobilizaçom e confrontaçom social, pola luita organizada de um povo trabalhador unido e movimentado sob umha estratégia insurrecional.

Contrariamente ao falso relato das forças autoqualificadas “ruturistas”, nom é possível iniciar um processo de transformaçons profundas sem um processo de auto-organizaçom operária e popular com orientaçom e prática classista, que desloque a pequena burguesia da direçom dos partidos de “esquerda”.

Sem a implementaçom de umha coerente estratégia de mobilizaçom operária e popular permanente e encadeada, seguiremos retrocedendo, perdendo direitos, conquistas e liberdades, ao ritmo que nos impom a oligarquia espanhola e as diretrizes da UE.

Mediante a estratégia de confrontar, deslindar, organizar e acumular definimos e marcamos como tarefas e objetivos táticos no horizonte estratégico da Revoluçom Galega:

1- Deslindar e confrontar com as falsas alternativas reformistas, para criar as condiçons subjetivas que nos permitam acumular para luitar com eficácia pola única saída possível para mudar o atual estado de cousas: a rutura com o status quo.

2- Gerar factos políticos, intervir, participar nos conflitos, ganhar referencialidade, elaborar alternativas táticas, acumular forças.

3- Desenvolver umha denúncia permanente do fascismo, contribuíndo para a criaçom de um Bloco Popular Antifascista.

4- Atualizar e divulgar o PTRP [Programa Tático para a Rebeliom Popular], esse meio milhar de medidas que permitam transformar a resignaçom e a indignaçom numha alternativa de governo que supere as falsas esperanças da saída eleitoral, segue sendo o nosso gps para a construçom de espaços tangíveis de poder popular.

5- Todos os parámetros e indicadores constatam que taticamente nom existem condiçons mínimas para seguir ensaiando a nossa concorrência eleitoral. Sem descartarmos participar em processos eleitorais a nossa prioridade é contribuir para a convergência das luitas sociais e locais, promovendo espaços de encontro e mobilizaçom.

6- A crise do projeto político da Naçom galega exige concentrar-nos na difusom do discurso genuinamente patriótico de ótica socialista. Sem Pátria nom há Revoluçom Galega. Sem soberania nom se pode construir o Socialismo, e o Socialismo é a garantia para preservar a independência e a soberania nacional. Pátria Socialista deve ser umha das nossas palavras de ordem prioritárias.

7- À equaçom Independência e Socialismo devemos dialeticamente acrescentar a superaçom do específica opressom, dominaçom e exploraçom que padece mais de metade da força de Trabalho, as mulheres, com um discurso e prática feminista. Desenvolver a açom teórico-prática do feminismo galego de classe é um dos nossos objetivos para o vindouro biénio.

8- Manter umha política de alianças assimétrica em base à coincidência programática a escala setorial e no quadro nacional de luita. Somos partidári@s de amplas alianças em base a programas avançados.

9- Divulgaçom da estratégia de Rebeliom Popular como método que permita ensaiar a ruptura com o regime de 78.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Galiza, 1 de dezembro de 2018