MAIS 4 ANOS DE DESFEITA

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MAIS 4 ANOS DE DESFEITA

A investidura de Nuñez Feijó como presidente da Junta da Galiza, é resultado da maioria absoluta do PP no parlamentinho autonómico.

Os discursos das duas forças da oposiçom institucional na Cámara do Hórreo fôrom mornos, timoratos, inçados de ofertas para atingir consensos e acordos “polo interesse do país”.

A alternativa de pleno desenvolvimento do Estatuto de Autonomia de 1981, de atingir o máximo teito competencial, é umha falsa e enganosa receita.

A única forma de evitar, de frearmos as políticas anti-populares e anti-galegas do governinho de Feijó, dependerá basicamente da capacidade de auto-organizaçom e luita unitária e contundente do povo trabalhador galego.

É nas ruas onde se pode derrotar a plena entrega da Galiza às multinacionais energéticas e mineiras.

É nas ruas onde lograremos frear e reverter o processo de privatizaçom da sanidade e do ensino.

É nas ruas onde conquistaremos mais direitos, melhores condiçons laborais, serviços públicos de qualidade.

É nas ruas onde lograremos fracassar a estratégia de desgaleguizaçom, de assimilaçom espanholista, de destruicom do nosso idioma e cultura.

É nas ruas onde pararemos a involuiçom reacionária, e esmagaremos o fascismo.

É nas ruas onde avançaremos em alargarmos espaços de soberania, em acumular forças visadas na necessidade de lograrmos umha Pátria livre e socialista.

O movimento popular galego deve confiar nas imensas potencialidades de um povo unido, consciente e mobilizado.

A luita e a rebeliom popular é o único caminho!

FASCISMO E FARSA DEMOCRÁTICA ESPANHOLA

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FASCISMO E FARSA DEMOCRÁTICA ESPANHOLA

Todos o ex-presidentes do Governo espanhol vivos, e ex-secretários gerais de COOO UGT, encaminhárom infames cartas públicas de apoio a Rodolfo Martín Villa.

Nom nos deve surpreender esta adesom incondicional a umha das peças chave da repressom fascista e postfascista contra a classe operária e os setores populares.

As principais figuras públicas da casta política e do sindicalismo amarelo, tentam evitar que prospere a querela argentina contra este criminal.

Felipe González, José María Aznar, José Luis Rodríguez Zapatero e Mariano Rajói por umha banda, e Nicolás Redondo, Cándido Méndez, Antonio Gutiérrez e José María Fidalgo, pola outra, exprimem assim a grande farsa sobre o caráter democrático do atual regime bourbónico.

PSOE e PP compartilham o apoio e defesa do regime de 78, tentando maquilhar de “democratas” aos criminais involucrados em delitos de lesa humanidade, apoiando a sua impunidade.

Defender ou tombar este regime é a linha divisória entre as forças antifascistas, republicanas, revolucionárias, democráticas, e as que simplesmente nom o som.

NEM UNIDADE “NACIONAL” NEM FALSOS CONSENSOS: LUITA OPERÁRIA CONTRA O CAPITAL

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NEM UNIDADE “NACIONAL” NEM FALSOS CONSENSOS: LUITA OPERÁRIA CONTRA O CAPITAL

Ontem, o presidente do governo espanhol cenificou a verdadeira linha política do falso governo “progre”.

Pedro Sánchez impartilhou a conferência ’España puede. Recuperación, transformación, resiliencia’, arroupado pola imensa maioria dos ministros do governo PSOE-Unidas Podemos, diante da “flor e nata” da oligarquia depredadora -Ana Botín [Santander], Carlos Torres [BBVA], Pablo Isla [Inditex], José María Álvarez-Pallete [Telefónica], Florentino Pérez [ACS], Antoni Brufau [Repsol], José Manuel Entrecanales [Acciona], Isidre Fainé [La Caixa], Ignacio Sánchez Galán [Iberdrola], José Ignacio Goirigolzarri [Bankia]-, do presidente da CEOE, dos capos do sindicalismo pactista, de artistas e inteletuais orgánicos, e diretores dos meios de [des]informaçom burgueses.

Pedro Sánchez, num discurso retórico, carente de medidas políticas concretas, tam só procurou margens de confiança ao seu governo polo grande capital.

Ontem ficou claro que a resposta à profunda crise económica e social agravada pola pandemia do Covid 19, será novamente paga polos de abaixo, polo povo trabalhador e empobrecido.

Nada se deve aguardar dos que hoje ocupam a Moncloa.

Som horas de preparar a luita unitária e organizada, para evitarmos a depauperaçom absoluta a que nos condena o grande capital e os seus capatazes.

O governo PSOE-Unidas Podemos é um governo ao serviço do capitalismo parasita, inimigo da classe trabalhadora.

 

Comunicado n° 148: A MORNA “OPOSIÇOM” DO REFORMISMO SÓ REFORÇA O FASCISMO

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A MORNA “OPOSIÇOM” DO REFORMISMO SÓ REFORÇA O FASCISMO

Desde a esquerda revolucionária galega vimos alertando de maneira sistemática que o avanço do fascismo no Estado espanhol nom é um fenómeno passageiro. Todo o contrário, se nom denunciamos e combatemos com contundência esta ameaça, tornará-se com maior ferocidade e perigosidade contra o movimiento operário.

A falta de medidas em defesa da classe trabalhadora do mal chamado governo progressista PSOE-Unidas Podemos perante a pandemia do Covid-19, está sendo aproveitada polo fascismo para incrementar a sua atividade e agir com total impunidade nas ruas.

Nestes últimos dias a acometida do fascismo contra os dirigentes reformistas do governo espanhol, constata a necessidade de combaté-lo em todos os frentes que sejam necessários, principalmente nas ruas.

Estamos perante um cenário extremadamente alarmante para o movimento antifascista e mais quando a esquerda revolucionária das diferentes naçons do Estado nom conta ainda com a suficiente força e organizaçom.

O patetismo e cinismo do reformismo desarma totalmente ao movimento operário. Para além de nom enfrentar o fascismo nas instituiçons burguesas, criminalizam os setores antifascistas que o combatem contundentemente nas ruas, acreditando que isso reforça as suas posiçons, enquanto por luitar com consequência exponhem-se a repressom, sançons ou no pior dos casos, à cadeia.

Como se o fascismo fosse a desaparecer por sim só ou morrer por inaniçom, quando a oligarquia que o financia e fomenta continua intata.

E nom somente isso, também som responsáveis por lavar a imagem das instituiçons do postfranquismo. Normalizando a bandeira espanhola monárquica, defendendo a uniom territorial imposta, fechando fileiras com a monarquia bourbónica, permitindo a fugida do gángster Juan Carlos I, incrementando o salário às forças policiais e exército, democratizando os dirigentes de partidos fascistas como Vox, etc.

Agora que o fascismo ataca os cabeças visíveis, os reformistas manifestam a sua preocupaçom quando som em parte, responsáveis por outorgar-lhe espaços nas ruas e desmovimentar o antifascismo e setores populares.

Se a familia de dous dos ministros do governo espanhol, Pablo Iglesias e Irene Montero, tenhem que abandonar as suas férias polo acosso de Vox por que o serviço de segurança nom pode garantir totalmente a sua proteçom, que é o que lhe espera aos setores mais avançados e conscienciados da nossa classe perante o fascismo?

Que é o que lhe espera ao movimento operário que nom conta com ese tipo de proteçom?

Como pode continuar o setor social-democrata do governo espanhol acreditando nas instituiçons burguesas herdeiras da ditadura, no aparelho judicial ou policial, quando som cúmplices de informar dos seus movimentos ao fascismo?

Do mesmo modo acontece no panorama internacional, a “nova” social-democracia espanhola, demonstra umha vez mais a sua total submissom ao imperialismo, sem questionar nem o mais mínimo as posiçons injerencistas dos EUA, NATO, FMI e UE.

Eis no caso do apoio ao terrorismo fascista na agressom imperialista que sofre a Venezuela Bolivariana, ou fechando fileiras com a oposiçom e setores neonazis do “Euromaidan” bielorrusso, condenado cinicamente a “repressom” e questionando as eleiçons ganhadas polo legitimo governo de Lukashenko.

Além de nom denunciar e combater o fascismo no Estado espanhol, apoiam sem nengum pudor a oposiçom bielorrussa que porta bandeiras nazis e lança consignas fascistas contra o governo? Que classe de antifascismo é o da social-democracia espanhola?

Chega com lembrar a atitude do vice-presidente Pablo Iglesias de brincadeira com o dirigente de Vox, Iván Espinosa de los Monteros. Essa é a alerta antifascista que o líder de Unidas-Podemos defende?

Perante esta dramática situaçom, tanto a nivel internacional coma no Estado espanhol, Agora Galiza-Unidade Popular insiste na necessidade de organizarmos um bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontarmos o fascismo. Nom podemos, nem devemos esperar nada do reformismo nas suas diferentes formas, nem muito menos contar com a proteçom das instituiçons do Estado espanhol para defendernos perante a ameaça fascista.

Nom podemos subestimá-lo, quanto mais tardemos em agir de maneira eficaz e combativa, mais complicada será a situaçom para a nossa classe. Só o povo trabalhador com auto-organizaçom antifascista nas ruas pode enfrentar e frear o fascismo.

Urge vertebrar um muro antifascista e anticapitalista em defesa dos interesses do povo trabalhador galego!

O fascismo deve ser esmagado com combate sem trégua nas ruas!

Na Pátria, 27 de agosto de 2020

A inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista

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Ciclo Internacional

A NOSSA AMÉRICA NOS PLANOS DO IMPERIALISMO

Os trabalhadores na unidade anti-imperialista

A inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista” [Relatório de Carlos Morais]

Galiza, 7 de agosto de 2020

Desde a Pátria de Rosalia de Castro, de Benigno Álvarez e de Moncho Reboiras, mui boa tarde camaradas!

Boa tarde companheiros e companheiras!

Saudaçom revolucionária da Galiza rebelde e combativa a todos os camaradas presentes, aos anfitrions deste importante encontro internacional, a Julio Chávez, a Fernando Rivero, a Ingrid Carmona, aos camaradas do Movimento de Científicos Sociais Simón Bolívar, do PSUV, a Carlos Casanueva, a Narciso Isa Conde, a Néstor Kohan, a Geraldinna Colloti, e ao conjunto das forças e organizaçons que participam nesta nova jornada de reflexom, e a quem acompanho agora neste debate, a Jesús Farías, Martín Guerra, Najeeb Amado e Eduardo Piñata.

É umha enorma satisfaçom poder dar voz à esquerda revolucionária galega, poder intervir desde umha naçom sem Estado, como habitante e militante da causa de um povo que padece a opressom e a dominaçom por parte do imperialismo espanhol, o mesmo que derrotou há mais de 200 anos Simón Bolívar

O apoio claro, sem matizes, nem condicionamentos por razons de estado, nem espúreos interesses táticos e conjunturais, à luita pola autodeterminaçom dos povos, contra toda forma de opressom nacional, contra toda forma de colonialismo, de semicolonialismo, em defesa da independência e a soberania nacional, deve ser um dos eixos centrais do programa internacionalista.

O respeito ao específico quadro nacional de luita, dos povos oprimidos, das naçons carentes de soberania, deve ser pois um dos ingredientes que caraterizem o que estamos promovendo coletivamente: a primeira internacional anti-imperialista do século XXI.

Saudamos e manifestamos a nossa satisfaçom por esta importante, e sobre todo imprescindível, e cada vez mais inaprazável necessidade de vertebrar umha nova internacional anticapitalista.

Contrariamente ao que nos tentárom fazer-nos acreditar desde as universidades, as academias e os aparelhos de propaganda do inimigo, mas também desde as correntes populares que capitulárom, que cedérom às pressons, procurando acomodo e migalhas [migas], após a queda e implosom da URSS em 1991, o imperialismo segue vivo, segue sendo um monstruo que devora os recursos energéticos, minerais, as riquezas dos povos, explorando e dominando a força de trabalho das grandes maiorias sociais, utilizando os golpes de estado, as invasons, as guerras e o terrorismo para atingir os seus objetivos.

Promover umha nova Internacional é umha tarefa hercúlea e complexa. Mas nom partimos de zero.

A classe trabalhadora, os setores populares e empobrecidos, contamos com a experiência de mais de século e meio de espaços internacionalistas de debate, de coordenaçom, de impulso, de acumulaçom de forças e direçom de luitas contra toda forma de exploraçom capitalista e o acionar do imperialismo.

O ano passado comemoramos o cem aniversário da III Internacional, fundada em março de 1919 na Rússia bolchevique.

Mas nom é o único referente no que devemos inspirar-nos, que estudar e avaliar, no que apreender dos seus êxitos e fracassos.

A Tricontinental fundada em janeiro de 1966, e posteriormente a OLAS, também som dous referentes de primeira ordem que devemos incorporar na argamassa sobre a que edificar esta nova internacional anti-imperialista.

Assim como outros espaços mais modestos, e ideologicamente mais definidos, como o EIPCO [Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Obreiros], o Movimento Continental Bolivariano [MCB], ou a recem constituida Conferência Internacional Insurgência Global Proletari.

Contrariamente ao que Francis Fukuyama proclamou em 1992, nom estamos no fim da história. Errárom os teóricos postmodernos. O imperialismo é umha realidade mais brutal hoje que há 30 anos. A tese Toni Negri é um disparate monumental.

Nas jornadas que nos precedérom houvo camaradas que realizárom importantes achegas, acertados diagnósticos, rigurosas análises, sobre a crise estrutural do capitalismo. Estamos no epicentro de umha crise diferente às crises cíclicas que acompanham historicamente este modo de produçom, que fam parte da sua genética.

Esta crise é de caráter estrutural, muito mais profunda, e sobre todo é umha multicrise, nom só económica, é umha crise ecológica, energética, cultural, ideológica, umha crise na que está em perigo a própria supervivência da nossa espécie.

Eis polo que o capitalismo senil, o capitalismo crepuscular, reage de forma muito mais agressiva e depredadora. As elites oligárquicas mundiais e as lumpeburguesias regionais que aplicam obedientemente os seus diktados, estám diispostas a seguir gerando, promovendo um caos semicontrolado que só provoca desigualdades, depauperaçom, miséria, dor, para garantir e perpetuar a sua hegemonia.

Nom descartam recurrir à via fascista tal como se constata no auge da extrema-direita, de forças claramente fascistas, reacionárias e autoritárias. Os fenómenos de Bolsonaro no Brasil ou de Trump nos EUA, nom som versos soltos, exceçons, som altamente funcionais como reaçom desesperada da decadência do capitalismo.

Parte das medidas adotadas, justificadas, no combate à pandemia do Covid-19, cortes de liberdades, restriçom de direitos fundamentais, ataques às conquistas das trabalhadoras e trabalhadores, fam parte desta ofensiva reacionária da oligarquia para disciplinar-nos ainda mais e disuadir-nos de luitar.

Mas o capitalismo este nom vai cair por si só. Necessita ser tombado. E isto só se logra mediante a auto-organizaçom e mobilizaçom do único sujeito capaz de dirigir esta tarefa histórica: a classe trabalhadora.

A construçom de umha nova internacional anti-imperialista tem lugar nunha conjuntura concreta e específica, em que o imperialismo norteamericano, mas também o que representa a UE, pretendem evitar entre grandes contradiçons e convulsons, nom perder a sua atual hegemonia.

Mas a diferença talvez nesta ocasiom, é que a pugna pola hegemonia capitalista é contra umha aliança ainda nom suficientemente configurada de Estados emergentes que pretendem substituí-los como potências mundo.

Mas no que pretendo incidir, desde a nossa humilde opiniom nesta tam importante tribuna que se nos brinda, é apresentar umhas “pinceladas” sobre o caráter, perfil político e ideológico, modelo organizativo, que deve ter a ferramenta internacional que queremos contribuir modestamente para construir.

Acertadamente lembrava ontem o camarada Julio Chávez, o objetivo estratégico é o Socialismo, como horizonte sobre o que construir alianças, tecer amplas redes entre os povos oprimidos e as classes trabalhadoras.

Após o complexo período de euforia do Capital nos anos posteriores à catástrofe que provocou para a causa dos humildes e explorados a queda da Uniom Soviética, tivo lugar um processo de capitulaçons, de abandonos, que salpicárom praticamente o conjunto dos partidos comunistas e organizaçons revolucionárias que se reclamavam do marxismo.

Umha boa parte mudárom de nome, outras alterárom o seu ADN, outras renunciárom aos princípios, deixarom-se fagocitar, arriárom a bandeira vermelha que nos convoca, identifica e une.

O levantamento zapatista de 1 de janeiro de 1994 em Chiapas, contra o Tratado de Livre Comérco da América do Norte, foi o primeiro capítulo que quebrou a falsa estabilidade, a artificial leitura da realidade, que os vozeiros de Wal Street e das multinacionais, nos pretendiam impor.

O movimento antiglobalizaçom ou altermundista que se foi articulando à volta das contracimeiras dos organismos imperialistas [Banco Mundial, FMI, OMC] em Seattle, Génova, Barcelona, etc, logrou parcialmente vertebrar a oposiçom popular às novas formas que adotava o imperialismo no mundo unipolar postsoviético.

Mas era um movimento deliberadamente indefinido ideologicamente, que se movimentava sob a imprecisa palavra de ordem “um outro mundo é possível”, mas que carecia de um programa e basicamente de umha alternativa ao caos capitalista.

Nessa altura, foi basicamente a Cuba revolucionária liderada luzidamente por Fidel, quem mantinha em alto, de forma heroica e admirável, com orgulho e dignidade, a bandeira vermelha do Socialismo, negando-se a entrar no caminho do aggiornamento que lhe recomendavam os falsos amigos, e que como bem sabemos só conduz à derrota estratégica.

A insurgência colombiana, comandada polos legendários Manuel Marulanda e Jacobo Arenas, também fôrom umha das mais destacadas exceçons à hora de manter firme o leme [timón] na luita pola Pátria Grande e o Socialismo, da síntese criadora entre a doutrina bolivariana e o leninismo.

Mas foi o comandante Hugo Chávez, quem armado de coragem e audácia, nessa conjuntura de confusom, traiçons e renúncias, resituou o Socialismo no centro de gravidade das agendas populares, quebrando os planos do oportunismo, e injetando assim luz nos desmoralizados partidos operários e movimentos de libertaçom nacional.

Esta é a grande achega de Chávez e da Revoluçom Bolivariana à causa do amor e da beleza, a sua contribuiçom para a emancipaçom dos que nada temos que perder, a nom ser as nossas cadeias.

Nom devemos renunciar a aplicar criativamente neste século XXI a indivisível equaçom Independência/Socialismo como eixo central que caraterize a nova internacional.

Defendemos unidades amplas, dotadas de programas avançados, nom acordos estreitos como programas minimalistas e curtoprazistas.

Amplas unidades de açom que logrem tecer sólidas confluências, acordos, alianças e integraçons nas que o necessário pluralismo do campo operário e popular, nom questione o seu caráter indiscutivelmente:

ANTICAPITALISTA por tanto, ANTI-IMPERIALISTA, o que acarreta umha coerente açom teórico-prática ANTIFASCISTA, para defender a única alternativa válida para fazer frente à barbárie e ao caos do Capitalismo, a perspetiva do SOCIALISMO/COMUNISMO.

A batalha de ideias que acunhou Fidel, deve ser umha das principais prioridades. Deslindar com as falsas e adulteradas alternativas que só procuram remendar o capitalismo, que agem como muro de contençom das rebeldias populares, tem que ser umha tarefa permanente.

Nom podemos desdebuxar-nos, diluir-nos em vaguidades, seguir dispersando-nos na fragmentaçom de objetivos, abraçarmos os amórficos e grotescos modismos que promovem os laboratórios académicos e os think tank do imperialismo, maquilharmos os princípios. O rearme, o estudo e a formaçom ideológica deve ser umha das nossas prioridades.

O capitalismo nom se pode reformar, o imperialismo nom se pode suavizar nem superar mediante boas palavras e bons desejos. A insurgência global que devemos promover está intrinsicamente ligada à reivindicar a atualidade e plena vigência da via insurrecional, da rua como epicentro da luita, tal como nos ensinárom recentemente os povos trabalhadores do Equador, do Chile, da França, da Catalunha, dos Estados Unidos. A luita é o único caminho, camaradas!

Na génese da nova internacional a firmeza nos princípios tem que ser umha das suas caraterísticas frente a outros espaços já existentes.

A nova internacional deve ter plena soberania frente aos Estados e governos, deve configurar umha imponente orquestra sinfónica, bem afinada e ensamblada, que incorpore harmonicamente a rica diversidade dos diversos instrumentos e melodias que procuram um mundo novo.

Nom pode estar subordinada aos legítimos interesses dos Estados e Governos vinculados a partidos e organizaçons integradas nos seu seio.

Apreendamos das leiçons históricas das internacionais vermelhas, de outras experiências posteriores e mais recentes, nom cometamos os mesmos erros.

Evitarmos ser basicamente umha superestrutura burocrática, com pouca agilidade, rapidez e operatividade, deve ser outra das nossas preocupaçons. Com as suas limitaçons de segurança, tal como agora estamos comprovando, as novas teconologias permitem resolver muitas das dificuldades logísticas e organizativas das internacionais que promovérom Marx, Lenine e o Che, mas também José Carlos Mariátegui, Miguel Enríquez ou Rober Santucho, com os quais nos identificamos, reclamamos e defendemos com insumos que devem estar sempre presentes na nossa mochila revolucionária de combate.

A defesa e legitimidade de todos os meios de luita deve ser outra da nossa identidade como Internacional Anti-imperialsita. A rebeliom é um direito e umha necessidade.

Para ir concluindo, um último apontamento. Cada dia que passa aproxima-se mais o cenário prognosticado por José Martí, em dezembro de 1891, “É a hora dos fornos, no que nom se há de ver mais que a luz”. Antecipemo-nos à fúria devastadora do imperialismo. Unamo-nos antes de que seja demasiado tarde!

Novamente obrigado, por esta oportunidade que nos permitiu realizar este conjunto de sugestons, esta modesta contribuiçom para edificar a Internacional Anti-Imperialista.

Novamente saudaçons revolucionárias galegas!

Enlace de youtube:https://youtu.be/1TrWOeqkgPc

Homenagem a Moncho Reboiras no 45 aniversário da sua queda em combate. Galeria de fotos e videos

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Homenagem a Moncho Reboiras no 45 aniversário da sua queda em combate.

12 de agosto de 2020 no cemitério de Sam Joam de Lainho, Imo.

[VÍDEO]

RECLAMO A LIBERDADE PR’O MEU POVO

Os camaradas Anjo Formoso Varela e Luzia Vazquez, recitárom hoje, no ato organizado por Agora Galiza-Unidade Popular, no cemitério de Sam Joám de Lainho, o emblemático poema de Xosé Luis Méndez Ferrín “na memória de José Ramom Reboiras Noia”.

https://www.facebook.com/watch/?v=610584022932444

[VÍDEO]

Carlos Morais denúncia a “colaboraçom do governo espanhol na fuga do gângster que encabeça a organizaçom criminal chamada Bourbons”. O porta-voz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular manifestou no cemitério de Sam Joám de Lainho, que Moncho Reboiras foi um “grande combatente antifascista que morreu cumha arma na mao quando estava tentando criar umha frente armada em 1975”. Destacando que é um “dos grandes insumos da Revoluçom Galega”.

https://www.facebook.com/watch/?v=624219991802945

[VÍDEO]

Oferta floral no cemitério de Sam Joam de Lainho, no 45 aniversário da queda em combate de Moncho Reboiras.

https://www.facebook.com/watch/?v=357605561916740

GALERIA FOTOGRAFICA

 

 

GALIZA PRESENTE EM DEBATE INTERNACIONAL PROMOVIDO POLA VENEZUELA

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Ciclo Internacional A Nossa América nos Planos do Imperialismo.

A Classe Trabalhadora na Unidade Anti-imperialista.

6 e 7 de agosto.

PROGRAMA
Quinta-feira, 6 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1. Hino da Internacional.

2. Intervençons:
☆Geraldina Colloti. [Jornalista. Rede de Inteletuais. Itália].
☆Marcelo Abdala. [PIT-CNT. Uruguai].
☆Esteban Silva. [Partido Socialista Allendista. Chile].
☆Francisco Torrealba. [Vice-Presidente do
PSUV.Venezuela].

3. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Sexta-feira, 7 de agosto de 2020. Hora da Venezuela: 2:00 p.m.

1.Intervençons.
☆Martín Guerra. [Partido Esquerda Socialista. Peru].
☆Carlos Morais [Agora Galiza-Unidade Popular. Galiza].
☆Najeeb Amado. [Partido Comunista Paraguaio].
☆Jesús Faría. [Vice-Presidente de Economia do PSUV. Venezuela].

2. Ronda de achegas. Perguntas e respostas.

Metodologia:
Cada relator realizará umha exposiçom de dez minutos um dos dous dias. Ao final de cada jornada abrirá-se um turno de palavra onde poderám intervir todos os relatores assim como os conferencistas que nos acompanhárom nas jornadas anteriores.

DISCURSO DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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DISCURSO DE CARLOS MORAIS NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

[Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2020]

Nunca nos daremos por vencidos! Nunca abandonaremos o compromisso e juramento adquirido quando logramos transitar da intuiçom juvenil à explicaçom e compreensom consciente das leis científicas da luita de classes; nom pregamos velas, jamais arriaremos as duas bandeiras que sintetizam o mundo que queremos conquistar e construir: a vermelha da classe obreira e a tricolor republicana galega; nunca atraiçoaremos os mais sublimes objetivos do ser humano, a beleza e o amor, sintetizados na sociedade de felicidade e plena harmonia chamada Comunismo.

Mas tampouco somos ingénuos! Somos plenamente conscientes das imensas dificuldades para reconstruir a esquerda revolucionária galega, para desenvolver organicamente a alternativa socialista e patriótica galega. Mas contra toda lógica mercantil e postmoderna, teimamos com perserverância continuarmos o caminho traçado há um quarto de século.

Ainda nom logramos atingir os objetivos da primeira fase da construçom do imprescindível e insubstituível destacamento militante da causa nacional e de classe que a Galiza necessita. Sabemo-lo bem!

Toneladas de entulho ideológico ocultam os carreiros abertos há mais de 150 anos por Marx, desenvolvidos magistralmente por Lenine e o Che, e aplicados de forma criativa por Benigno Álvares e Moncho Reboiras em duas etapas históricas determinadas, a terceira e sétima década do século XX.

À desmemória coletiva imposta polo Capital, devemos acrescentar a deliberada amnésia e transfuguismo dos que nalgum momento afirmavam querer edificar as ferramentas políticas e sociais galegas e de classe, visadas para desputar o cancro da hegemonia reformista no campo operário e popular.

Sempre guiados polas rubras estrelas que evitam cairmos na oscuridade e extraviar-nos nos caminhos, novamente aqui estamos! para proclamar que só a classe obreira salva a classe obreira. Da necessidade ineludível de dotar-se de espaços próprios de organizaçom, mobilizaçom e luita. O confinamento derivado do Covid-19 deixou bem claro quem mexe o mundo, quem o fai rodar, quem produz, quem salva as vidas, as infinitas potencialidades do mundo do Trabalho, o imenso poder da classe obreira, da sua invencibilidade.

Mas também, a importáncia do fator subjetivo, antídoto para vencer o letal vírus do amorfismo e a disgregaçom que carateriza o estado atual da nossa classe. Sem povo trabalhador organizado e movimentado nom há avanços, conquistas e vitórias.

Mais alá da retórica folclórica e das modas imperantes que venhem e vam, dos sucedáneos e das fraudulentas franquícias multicoloridas, das velhas políticas vernizadas de “novas”, o nosso é um combate acrisolado em décadas de reflexom e estudo, em décadas de aplicaçom teórico-prática, forjados em sensabores e contratempos permanentes, entre as amarguras das derrotas.

A diferença da casta política da “esquerdinha”, de tanto falabarato de feira, nós nom prometemos comodidades militantes, nem distribuímos postos bem remunerados, nem ofertamos fulgurantes avanços e vitórias.

Nom queremos enganar ninguém! A quem honestamente se queira enrrolar na causa da Galiza proletária, na causa da República Galega, na causa da Revoluçom Socialista, só podemos prometer suor, lágrimas e sangue. Agirmos coerentemente como militantes da causa do amor e da beleza paradoxalmente vai acompanhado polo fel e o ferro do isolamento e da incompreensom. Mas das mais fedorentas esterqueiras agromam as mais aromáticas roseiras.

O fácil é somar-se aos grandes espaços que aparentando querer mudar o presente, na realidade agem como muro de contençom, como via de escape das enormes potencialidades rebeldes e combativas que latentes na nossa classe, seguem ai esperando a sua erupçom.

Eis polo que nom formamos parte de espaços interclassistas sob as fórmulas de frente patriótico ou frente popular, e sim defendemos a necessidade de constituir amplas alianças de unidades populares, dotadas de programas avançados, de frentes únicas de composiçom, orientaçom e programa genuinamente obreiro.

Sem resituar no centro do tabuleiro político galego e internacional, a contradiçom Capital-Trabalho, seguiremos sendo incapazes de avançar, continuaremos enredados nos inofensivos e funcionais relatos cidadanistas e eleitoralistas.

Acreditamos no nosso povo, e somos conhecedores dos invisíveis e cada vez mais sofisticados mecanismos de alienaçom a que nos vemos submetidos polos que só pretendem mansedume e resignaçom.

Eis polo que após finalizar um processo eleitoral para escolher os deputados de um parlamentinho sem soberania, nom estamos nem em estado de shock, nem tampouco eufóricos. Consciente e inconscientemente, um considerável setor do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, ratificou o continuismo em Sam Caetano. Obviamente com este cenário, nom lançamos foguetes, mas tampouco estamos de luto.

Nesta conjuntura nunca acreditamos na tangibilidade de derrotarmos nas urnas o capataz que eficazmente melhor representa os poderes do Capital no nosso país.

E nom viamos possível este anelo, compartilhado com a maioria do povo trabalhador da Galiza, porque tenhamos umha varinha mágica, nem umha bola de cristal. Figemo-lo guiados polo método científico de análise e interpretaçom da realidade que nos proporciona o marxismo. Polo conhecimento profundo do grau de praticamente absoluta carência de consciência de umha parte significativa dos setores populares e empobrecidos da Galiza. Pola ausência de um projeto e um liderato capaz de ativar a resignaçom e a ausência de perspetivas, na que está instalada umha parte considerável dos centenares de milhares de mulheres e homens que subsistem entre a precariedade, os baixos salários e as ajudas institucionais.

Porque ia despertar do seu longo letargo um povo desorganizado, carente de ferramentas defensivas, de espaços comunitários de sociabilidade mais alá do desporto espetáculo, das festas patronais desenhadas polas grandes empresas do embrutecimento?

Mais alá de creenças metafísicas, de bons desejos, de inspiraçons divinas, de ilusons infundadas e promessas fraudulentas, lamentavelmente na Galiza de 2020 nom é possível, sem umha mudança profunda de rumo das forças situadas no campo do antifascismo, lograrmos o bye bye Feijó.

As possibilidades de atingí-lo eram mínimas, e basicamente a alternativa de um “tripartito” entre os partidos que governam Madrid e a socialdemocracia autonomista, carece das mais mínimas margens para alterar a golpe de DOG as tendências aniquiladoras do nosso povo e da nossa terra, que o imperialismo tem perfeitamente desenhado na divisom internacional do Trabalho.

Os resultados nom fôrom tam diferentes ao que prognosticamos. Umha nova maioria absoluta de Feijó –exemplar maioral de Ence, Iberdrola, Zara-Inditex, das multinacionais mineiras-, nom significa mecanicamente que já nom existam possibilidades nem margens reais para frear as políticas ultraliberais de privatizaçons, corte de direitos e supressom das conquistas da classe trabalhadora, a aniquilaçom da nossa identidade e cultura, o expólio das nossas riquezas naturais, da nossa diversidade meio-ambiental.

Camaradas, nom esqueçamos que as grandes conquistas nom se atingírom nunca nas instituiçons do inimigo, nos templos da falsa democracia burguesa. E no caso concreto da Galiza, a carência de soberania nacional por sermos um pais oprimido polo Estado imperialista espanhol e a UE, ter maioria aritmética no parlamentinho colonial do Hórreo, é como querer fazer umha grande viagem num automóvel sem motor nem combustível.

Até lograrmos alterar a correlaçom de forças no campo da causa popular e nacional, seguiremos hipotecados polo cancro do eleitoralismo. Estes dias diversas plataformas comarcais em defesa da sanidade pública “dececionadas” perante a vitória do PP nas suas zonas de atuaçom, acordárom dissolver-se! Que grande disparate e incapacidade de compreensom da complexa -mas nom por isso irreal-, dicotomia existente entre apoio popular a umha reivindicaçom concreta e opçom eleitoral.

Nom somos um país “anormal”, nem os galegos somos “burros” e “ignorantes”, um povo reacionário, conservador, ou temos o que nos merecemos! Nom, camaradas!!

Nom podemos justificar nem apoiar esta falta de respeito contra o nosso povo. Este tipo de leituras profundamente reacionárias é fruto da frustraçom e incapacidade da pequena-burguesia “progre” para entender a luita de classes. Do desconhecimento e profundo desprezo polo povo galego e a nossa Pátria, por esses poços sépticos de tertulianos e comentaristas de pacotilha da metrópole, mas também por essa casta política da velha e nova política.

Galiza nom é um país mais conservador ou mais reacionário que o País Basco, a Catalunha, Andaluzia ou qualquer dos territórios espanhóis. Ou pensades que Urkullu, Torra, García Page ou Lambán, som menos reacionários que Feijó ou Baltar?

Nom nos deixemos arrastar polos tópicos elaborados polo supremacismo espanhol, polas tendências fabricadas no Ground zero de todas as pandemias e vírus que levam séculos sementando de desgraças, pragas e devastaçom, a nossa Pátria.

A maioria absoluta atingida há menos de 15 dias polo PP autótone, é, em termos absolutos, completamente relativa. Feijó só logrou revalidar o apoio de 1 de cada 4 galegos com direito a exercer o seu voto. Nem mais nem menos!!!

Concebemos a frente eleitoral como um mecanismo tático num processo de acumulaçom de forças estratégicas para a tomada do poder, nom para demonstrarmos que podemos gerir com mais eficácia e honradez o capitalismo, para decretar remendinhos mal cossidos, que se bem podem aliviar temporariamente as graves condiçons de vida dos setores populares mais vulneráveis, habitualmente nom servem para organizá-los, para elevar o seu nível de consciência, nem para ir aligeirando os profundos mecanismos de alienaçom.

Só um povo trabalhador organizado e movimentado, que despute no campo da cultura e a ideologia a hegemonia reacionária, que nom aceite o monopólio da violência do Estado burguês, convencido e orgulhoso da sua causa, tem capacidades de conquistar o futuro.

A luita é o único caminho! O resto som farrapos de gaita, simples palha!, palavras tam bonitas como infundadas. A luita de classes e de libertaçom nacional nom depende de análises idealistas, nem de bons desejos, depende da capacidade e vontade, livre e conscientemente decidida de desputar a dominaçom burguesa por parte dos de baixo, dos que pouco ou nada tenhem que perder a nom ser as suas cadeias. E para poder atingir este estado de cousas, é imprescindível centrar a maioria dos recursos e energias na formaçom, no combate ideológico. É necessário abandonar o cancro das práticas conciliadoras e pactistas.

Este modesto destacamento militante da causa nacional e de classe chamado Agora Galiza-Unidade Popular, sabe perfeitamente que sem derrubar o regime de 78 articulado à volta da monarquia nomeada por Franco, sem quebrar o Ibex 35, sem confiscar o império do senhor de Arteijo, sem esmagar a ameaça fascista que umha fraçom da oligarquia alimenta e apoia como grupo de choque perante as grandes convulsons sociais que se divisam no horizonte, seguiremos enlamados em batalhas cujo destino é a derrota da classe trabalhadora e a plena assimilaçom da Galiza polo projeto supremacista da oligarquia espanhola.

As falsas ilusons de atingir a independência mediante maciças mobilizaçons cívicas e pacíficas, dotadas de um discurso interclassista e “europeista”; as falsas ilusons de conquistar o céu por assalto, promovidas pola nova socialdemocracia, já vimos como finalizárom.

Tanto as forças independentistas que governam a Generalitat, como o governo “progre” de Madrid, fôrom domesticados e disciplinados pola lógica do Capital que realmente nunca questionárom.

Camaradas! nascimos, reformulamo-nos, agimos, luitamos, para organizar a Revoluçom Galega. Eis a razom da nossa existência.

Sabemos que a tarefa é imensa, mas nom por isso procuramos falsos atalhos que só conduzem nengures. A Espanha bourbónica nom se pode reformar nem democratizar, nom é possível regenerá-la ou democratizá-la. O capitalismo tampouco se pode remendar. A construçom de um mundo novo só é possível sobre as cinzas do atual. Todo parto é doloroso. É pura lei de vida!

Tal como já manifestamos aqui, há agora exatamente 365 dias, sabemos que esta viagem necessita de configurar umha gigantesca caravana bem pertrechada, com expertos chóferes e mecánicos. Nós só somos umha minúscula parte mais de um complexo e diverso conjunto de peças que devem ser ensambladas.

Ainda que o nosso país seja o único território do Estado espanhol onde o matonismo fascista nom logrou entrar nas instituiçons burguesas, nom podemos nem devemos baixar a guarda.

A necessidade de constituir entre as forças de caráter operário um bloco popular antifascista, dotado de um programa anticapitalista e anti-imperialista, segue sendo a dia de hoje a principal prioridade da classe operária e do povo trabalhador galego.

Até a vitória sempre!

Antes mortos que escravos!

Viva Galiza ceive e socialista!

Viva a Revoluçom Galega!

INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

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INTERVENÇOM DE PAULO VILA NO ATO POLÍTICO DO DIA DA PÁTRIA

[Praça 8 de Março, Compostela, Galiza, 25 de Julho de 2020]

A esquerda revolucionária galega organizada em Agora Galiza Unidade Popular, organiza mais um ano este ato, na Praça 8 de Março, para reivindicar e luitar polos nossos objetivos: A Independência Nacional e o Socialismo.

Perante a pandemia de coronavírus, o mal chamado governo progresista PSOE-Unidas Podemos nom implementou medidas para proteger o povo trabalhador. As medidas fôrom adotadas seguindo instruçons da CEOE e Ibex35.

Implementárom os ERTEs, nom proibirom os despedimentos, nom nacionalizárom setores estratégicos, nom exigírom à banca a devoluçom dos 65 mil milhons de euros, nem impostos progressivos às grandes empresas, a renda mínima nom passa de ser migalhas insuficientes. A falta de medidas piora as condiçons para a classe trabalhadora.

Na Galiza, a pandemia desmascara as desigualdades entre ricos e pobres. O governo da Junta encabeçado por Feijóo, além da sua lamentável gestom, logrou manter a maioria absoluta na farsa eleitoral do 12 de julho, deixando fora de jogo a oposiçom.

Por muito que melhorasse o resultado eleitoral do autonomismo (BNG), segue sendo umha força encabeçada por umha direçom de burócratas pequeno-burgueses incapaces de ir mais longe que de “reclamar” maiores competências para Galiza. O reformismo autonomista nom está disposto a quebrar regime de 78.

O reformismo, seja autonomista ou umha sucursal do progressismo espanholista nom pode defender o povo trabalhador galego. É incapaz de quebrar com a lógica do parlamentarismo burgués, a falta de confrontaçom deixa indefesa a classe trabalhadora perante a acometida do fascismo que ocupa cada vez mais espaços nas ruas.

A péssima situaçom na que vive a juventude galega, a emigraçom, o terrorismo machista, o desemprego, ou o saqueio dos nossos recursos, nom se revertérom com o governo de coaligaçom do PSOE- UP. Nem está, nem se o espera!

Todos estes problemas som conseqûencia da opressom que padece Galiza por parte do Estado espanhol, pola UE e polo capitalismo.

Eis polo que inssistimos na necessidade de que tem que ser o povo trabalhador quem dirija a luita pola independência e o socialismo. Isto só é possível mediante a via revolucionária, mediante um partido de vangarda que tenha como objetivo a toma do poder por assalto.

Somos conhecedores da debilidade da esquerda revolucionária na Galiza e resto do Estado, mas nom claudicamos. Sabemos que as nossas conviçons revolucionárias som a única alternativa, eis polo que mantemos e defendemos com firmeza os nossos princípios seja qual for a situaçom!

Continuamos com a tarefa de reconstruirmos umha organizaçom revolucionária para luitar e combater contra a burguesia, afastada das tendências pacifistas e conciliadoras.

A corrupçom da monarquia postfranquista, o chauvinismo espanhol promovido por VOX, PP e C´s, presente no aparelho judicial, aparelho repressivo e no éxercito, os assassinatos e torturas da forças policiais nas prisons, as privatizaçons, a exploraçom, o paro, a miséria, a continua vulneraçom de direitos e liberdades, ou a impunidade do fascismo que avança, só se podem reverter com luita e combate nas ruas.

Denunciamos a situaçom que muitos dos presos políticos revolucionários sofrem nas prisons, eis polo que exigimos mais um ano, a amnistia e liberdade dos presos políticos na Galiza e no Estado espanhol, seja qual for o método de luita empregado.

Desde a esquerda revolucionária galega inssistimos na criaçom dum bloco popular antifascista e anticapitalista para confrontar com contundência o fascismo. O terrorismo fascista devem ser combatido sem negum tipo de remordimento, deve ser combatido com contundència e sem trégua.

Nom podemos olhar cara outro lado perante esta grave ameaça, o fascismo deve ser esmagado empregando qualquer método, inclusive a utilizaçom da violência se for necessário!

Eis polo que devemos manternos firmes na reconstruçom da esquerda revolucionária, so assim lograremos tombar este regime e o sistema capitalista que o sustenta para lograr plena independência e emancipaçom da nossa naçom e a nossa classe.

A única alternativa a este sistema e Estado terrorista é a proclamaçom da República Socialista Galega.

O fascismo combate-se nas ruas!

Viva Galiza Ceive e socialista!

Viva a República Socialista Galega!

 

ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA REITEROU NO DIA DA PÁTRIA CONSTITUIR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

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ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA REITEROU NO DIA DA PÁTRIA CONSTITUIR UM BLOCO POPULAR ANTIFASCISTA

Agora Galiza-Unidade Popular realizou por quarto ano consecutivo em Compostela umha concentraçom-ato político para comemorar o Dia da Pátria.

Desenvolvido na praça 8 de Março, entre um enorme despregamento policial, intervírom Paulo Vila e Carlos Morais.

Num contundente discurso, o camarada Paulo Vila manifestou que só a classe operária pode “dirigir a luita pola independência e o socialismo. Isto só e possível mediante a via revolucionária, mediante um partido de vanguarda que tenha como objetivo a toma do poder por assalto”.

Respeito ao incremento da atividade fascista, alertou que “Nom podemos olhar cara outro lado perante esta grave ameaça, o fascismo deve ser esmagado empregando qualquer método, inclusive a utilizaçom da violência se for necessário!”.

Sobre a nova maioria absoluta do PP nas eleiçons autonómicas, Carlos Morais afirmou que “após finalizar um processo eleitoral para escolher os deputados de um parlamentinho sem soberania, nom estamos nem em estado de shock, nem tampouco eufóricos. Consciente e inconscientemente, um considerável setor do povo trabalhador e empobrecido da Galiza, ratificou o continuismo em Sam Caetano. Obviamente com este cenário, nom lançamos foguetes, mas tampouco estamos de luto”.

O porta-voz nacional de Agora Galiza-Unidade Popular manifestou que “nom esqueçamos que as grandes conquistas nom se atingírom nunca nas instituiçons do inimigo, nos templos da falsa democracia burguesa. E no caso concreto da Galiza, a carência de soberania nacional por sermos um pais oprimido polo Estado imperialista espanhol e a UE, ter maioria aritmética no parlamentinho colonial do Hórreo, é como querer fazer umha grande viagem num automóvel sem combustível”.

Neste 25 de Julho a esquerda revolucionária galega insistiu na necessidade ineludível de situar a classe operária no tabuleiro político, de superar o amorfismo e a disgregaçom que impossibilita defender os seus direitos, descartando participar nas falsas alternativas interclassistas e cidadanistas.