Comunicado n° 157: ELEIÇONS CATALANAS CONFIRMAM POLARIZAÇOM DE “BLOCOS” E RESTAURAÇOM DA ESTABILIDADE POLÍTICA

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ELEIÇONS CATALANAS CONFIRMAM POLARIZAÇOM DE “BLOCOS” E RESTAURAÇOM DA ESTABILIDADE POLÍTICA

Os resultados das eleiçons autonómicas catalanas de 14 de fevereiro de 2021, confirmam um leve incremento da hegemonia das forças políticas independentistas e republicanas catalanas sobre as que -com diversos matizes e linhas discursivas-, defendem a unidade e a monarquia espanhola.

Porém, a baixa participaçom no processo, com um incremento da abstençom de 25 pontos, eclipsa os resultados do bloco independentista.

Mais de 2.488.000 cataláns e catalanas com direito a votar[46.45%], optárom por nom participar no processo eleitoral. A excepcional conjuntura social derivada da pandemia, é o principal factor para compreendermos a significativa queda na participaçom.

Todas as forças políticas que tinham representaçom parlamentar, salvo o PSC, perdem apoio. A franquícia do PSOE na Catalunha é a única força que incrementa votos, cerca de 50 mil.

MODERADA VITÓRIA DO BLOCO INDEPENDENTISTA E REPUBLICANO CATALÁM

A soma de ERC, JxC, CUP e PdCAT representa 1.435.876 sufrágios, frente o 1.134.768 votos atingidos polo PSC, Vox, C´s e PP.

ERC perde 333.000 votos, JxC 380.000, e a CUP praticamente mantém intatos os mais de 190 sufrágios colheitados em 2017.

Finalmente ERC logrou impor-se na pugna pola hegemonia entre o independentismo conservador e o social-demócrata. Os 76 mil votos do PDdCAT [2.72%] furtárom aos de Puigdemont seguir sendo a primeira força no campo dos partidos de obediência catalana.

O destacado incremento da CUP em deputados, passando de 4 a 9, está ligado a que concentrou o voto antisistema e mais mais genuinamente antifascista. Passou do 4.46% a 6.68%, com umha queda de pouco mais de 7 mil votos.

BLOCO ESPANHOLISTA E MONÁRQUICO

A recomposiçom do voto mais anti-independentista, tem lugar com a concentraçom no PSC de parte do eleitorado “progressista” que em 2017 apoiou C’s para frear as declaraçons de independência.

O segmento mais ultra e conservador que tinha votado C’s, patologicamente contrário ao exercício de autodeterminaçom, optou por facilitar com contundência o sorpasso de Vox sobre o partido neofalangista laranja e o PP.

As urnas defenestrárom a formaçom da Arrimadas. Com tam só 157.529 sufrágios, perde 950 mil votos, passando do 25.35% a 5.57%.

O partido de Casado sofre umha devacle, ficando como a última força com representaçom no Parlament, com tam só 3 deputados, Perde algo mais de 75 mil votos, passando do 4.24% a 3.85%. Segundo a lei eleitoral galega imposta polo fraguismo seria umha força extraparlamentar.

O mais preocupante é a irrupçom do fascismo voxiano, com um discurso profundamente reacionário e agressivo, atingindo 7.69% dos apoios. Os 217.371 votos logrados nas quatro províncias catalanas, representam 11 deputados. A sua entrada fai saltar polos ares a antidialética interpretaçom dos partidos social-demócratas nacionalistas sobre a imunidade da “Galeusca” sobre o fascismo.

A “NOVA POLÍTICA”

A marca podemita logrou “salvar os móveis”. A franquícia catalana de Pablo Iglesias e o póscarrilhismo, com 194.111 apoios, perde 132 mil votos, passando de 7.46% ao 6.86%, logrando assim conservar os seus 8 deputados.

PERSPETIVAS

Embora a direçom de ERC nom descartasse priorizar um tripartidto com o PSC e o espaço podemita, a atmósfera pós-eleitoral nom vai facilitar esta alternativa.

Todo indica que se repetirá um bipartido com JxC encabeçado por ERC, com turbulento apoio parlamentar da CUP.

Porém, estamos a um passo mais da progressiva restauraçom da “normalidade democrática” na Catalunha após a capitulaçom dos dous principais partidos que dirigírom o procés.

Paradoxalmente, o 50.77% de apoios eleitorais atingido polas forças “soberanistas” catalanas -umbral sobre o que afirmavam estar legitimidados para declarar unilateralmente a República-, afasta a Catalunha do processo independentista de massas que viviu entre 2015 e 2019.

A pequena burguesia e a burguesia catalana já nom está por promover iniciativas aventureiristas. Carece de vontade política para um confronto aberto com um Estado disposto a usar novamente a força do artigo 155 e o que mais necessite, para manter a toda custa a unidade territorial espanhola.

Na atual conjuntura política e social já nom é viável reeditar o ingénuo e infantilizado entusiasmo independentista do procés.

ERC nom está por desenvolver um confronto aberto com o regime de 78, optando por reduzir as suas demandas a lograr a amnistia dos dirigentes políticos presos, e solicitar ao PSOE, já mais no campo retórico que no da política real, a convocatória dumha inviável consulta autodeterminsita “legal”.

PSC e ERC som as duas peças chaves do taboleirio político institucional catalám. Ambos coincidem na parcial restauraçom ordeira da normalidade democrática e do parlamentarismo burguês. A governabilidade do Estado depende da Catalunha, e Pedro Sánchez necessita conceder um indulto aos presos para garantir três anos de cómoda legislatura.

Pedro Sánchez, o esquadrismo facsista de Abascal e a política vaticana de Oriol Junqueras som os grandes vencedores na noite eleitoral do 14 de fevereiro.

Casado, Arrimadas e Puigdemont som os grandes perdedores. Pois os rivais do seu próprio campo lográrom superá-los.

A ausência de umha força política revolucionária catalana de massas, impossibilita alterar a curto prazo este empate técnico de blocos. Sem um partido operário patriótico catalám, a classe trabalhadora e empobrecida da Catalunha seguirá assistindo a umha perda progressiva de direitos e liberdades. O factor emocional e identitário adultera e deforma a luita de classes, provocando erróneas políticas de alianças.

Só umha Revoluçom Socialista que instaure umha República de trabalhadores e trabalhadoras pode garantir a plena independência e soberania nacional para assim poder construir umha nova sociedade superadora das injustiças e exploraçom capitalista. E nom é pola via das urnas burguesas como se atinge.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 15 de fevereiro de 2021

55 RAZONS PARA ILEGALIZAR VOX

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55 RAZONS PARA ILEGALIZAR VOX

Apresentamos sinteticamente um argumentário de 55 razons, dividido em oito epígrafes, para defender e postularmos a ilegalizaçom de Vox.

1- INIMIGO DA CLASSE OBREIRA

-Endurecimento da reforma laboral do PP que reduziu a indenizaçom por despedimento improcedente dos contratos indefinidos de 45 a 33 dias por ano trabalhado, com um máximo de 24 mensualidades [antes da reforma eram 42].

-Limitaçom do direito a greve e legalizaçom da esquirolagem.

-Restriçom da atividade dos piquetes informativos.

-Questionamento dos convénios coletivos, legalizando que a patronal subscreva no contrato com o trabalhador condiçons laborais e salário inferiores às garantidas polo seu convênio.

-Reduçom de indenizaçons por despedimento e da proteçom por desemprego.

-Reduçom das quotizaçons à segurança social.

-“Semi” privatizaçom do sistema pensions.

-Aumento da idade de jubilaçom e anos quotizados para poder optar à pensom.

-Promove divisom e confrontaçom entre a classe trabalhadora “autóctone” e a imigrante.

-Criminalizaçom da imigraçom.

-Aumento dos gastos militares.

2- DEFENSOR DA OLIGARQUIA

-Apoio inquebrantável à propriedade privada, liberalizaçom e disminuiçom da intervençom do Estado na economia.

-Privatizaçom das empresas públicas.

-Absoluta facilidade nos despejos e poder absoluto de proprietários frente inquilinos.

-Reforma fiscal em prol de beneficiar as rendas mais elevadas.

-Reduçom dos impostos a Sociedades.

-Reduçom do IBI [Imposto sobre Bens Imóbeis].

-Defesa da especulaçom urbanística mediante a plena liberalizaçom do solo.

3- INIMIGO DA GALIZA

-Plano de plena espanholizaçom, combate sem trégua ao idioma e cultura galega.

-Unidade de Espanha e defesa inquebrantável da unidade espanhola.

-Eliminaçom da Autonomia Galega.

-Ilegalizaçom de partidos e associaçons galegas que defendemos a libertaçom e independência nacional da Galiza.

-Dotaçom da máxima proteçom jurídica à sImbologia da naçom espanhola, especialmente a bandeira, hino e coroa.

-Defensa a ultrança da monarquia reinstaurada polo franquismo.

-Reforma do sistema eleitoral para que “os votos dos espanhóis sejam iguais e podam eleger os deputados num “distrito único nacional”.

-Realizaçom de exames de controlo de mediçom do conhecimento do espanhol.

-Imposiçom de eventos carentes de arraigo no nosso país como as touradas.

4- DEFENSOR DA REPRESSOM E DA SUPRESSOM DE LIBERDADES BÁSICAS

-Endurecimento da “Lei mordaça”.

-Cadeia perpetua sem possibilidade de revisom de prisom provisória ou de rebaixa da condena.

-Eliminaçom de privilêgios penitenciârios [salários, segurança social] a presos condenados por “terrorismo” e a imigrantes “ilegais”.

-Promover leis “antiocupaçom”. Autorizaçom a proprietários de “uso da força proporcional” para defender o “seu fogar” e propriedades. Alargará-se o conceito de legítima defesa.

-Eliminaçom do indulto.

-Derrogaçom da Lei de Memória Histórica.

-Legitimaçom da ditadura franquista.

-Agravamento das penas por “ofensas e ultragens a Espanha” e aos seus símbolos.

-Proteçom e melhoras laborais e económicas das forças repressivas: funcionariado de prisons, polícia, Guarda Civil.

5- CONTRÁRIO À EDUCAÇOM E SANIDADE PÚBLICA

-Defesa dos privilégios e financiamento público da educaçom privada.

-Aniquilaçom do sistema sanitário universal.

-Supressom da sanidade pública para intervençons quirúrgicas relacionadas com o aborto e mudança de sexo.

-Limitaçom das ajudas do Estado a atividades culturais que nom fomentem o patriotismo espanhol.

-Plano educativo de promoçom do imperialismo espanhol.

6- CRIMINALIZA A IMIGRAÇOM

-Incapacitaçom “de por vida” da legalizaçom e ajuda da administraçom estatal a todo trabalhador imigrante que nom aceda ao Estado espanhol por vias legais.

-Eliminaçom do acesso gratuíto à sanidade para trabalhadores imigrantes “ilegais”, e copago para todos os imigrantes residentes que levem menos de 5 anos de permanência no Estado espanhol.

-Deportaçom de imigrantes reincidentes que cometam delitos leves ou algum delito grave.

-Perda de nacionalidade a quem milite em organizaçons independentistas e revolucionárias.

-Levantamento de “um muro infranqueável em Ceuta e Melilha”, proporcionando à polícia e ao exército de recursos necessários para “vigiar” as fronteiras e impossibilitar a entrada de imigrantes “ilegais”.

7- JUSTIFICA A VIOLÊNCIA MACHISTA E NEGA OS DIREITOS SEXUAIS

-Substituiçom da lei contra a violencia machista por “umha lei de violência doméstica” que nom julgue o sexo do agressor.

-Oposiçom ao direito ao aborto.

-Derrogaçom dos direitos LGTBI.

-Defesa da família tradicional e criaçom do “Ministério de Família”.

8- POLÍTICA INTERNACIONAL

-Intensificaçom da participaçom do Estado espanhol nas intervençons militares do imperialismo.

-Defesa da OTAN e da UE.

-Apoio incondicional à entidade terrorista sionista.

-Construçom de “um muro infranqueável” nas colónias espanholas de Ceuta e Melilha.

-Reconstruçom do espaço político-económico da “Hispanidade”.

ILEGALIZAR VOX

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ILEGALIZAR VOX

A formaçom fascista espanhola promovida por umha fraçom da oligarquia, mas também taticamente polos interesses eleitorais do PSOE, a partir de 2019 logrou transitar da marginalidade política extraparlamentar, a converter-se a escala estatal num sujeito importante no taboleiro político institucional e mediático.

Vox tem um programa genuinamente ultraliberal, que aposta na drástica reduçom do gasto público e dos impostos para os ricos, pola liberalizaçom dos mercados e serviços.

Baixo grossas camadas de maquilhagem populista, e doses da pior demagogia goebbeliana, empregando o falaz mantra da Escola de Chicago, justifica estas medidas para eliminar o défice e reduzir a dívida.

A realidade é que Vox, como grupo de choque da burguesia, defende sem maquilhagens nem lipossucçons um programa depredador contra os direitos e as conquistas fundamentais atingidas pola classe operária em décadas de luita. O seu acionar político e social é umha declaraçom de guerra contra o mundo do Trabalho.

Vox assume como próprio o programa de máximos da oligarquia, dos monopólios, elogia as reforma laborais, definindo o sistema de proteçom por desemprego vigorante como “um dos mais generosos” e dos “mais prolongados dos países da UE e da OCDE”.

O programa económico de Vox é de neoliberalismo selvagem, pois “o Estado acionista há de desaparecer do panorama empresarial espanhol”.

VOX, BRAÇO TERRORISTA DA OLIGARQUIA

Vox é o instrumento da grande burguesia que durante os quarenta anos de franquismo atingiu umha das suas maiores acumulaçons da sua história. Da criminal élite económica que por mor da sobre-exploraçom à que era submetido o proletariado industrial e rural, logrou fabulosas fortunas.

Vox é fruto das necessidades da voraz oligarquia que tutela a atual ditadura burguesa espanhola, que dirige na sombra a imensa maioria dessas forças políticas institucionais que som simples capatazes dos seus interesses de classe. Para compreendermos o que está acontecendo devemos partir do seguinte axioma: o regime de 78 é filho legítimo do regime de 36.

Vox enquadra-se na fraçom chauvinista e protecionista da burguesia mundial que disputa a hegemonia do capitalismo à fraçom globalista.

Representa o grupo de choque contra os direitos e as conquistas da classe operária, e do conjunto do povo trabalhador, que necessita a burguesia na atual fase de agudizaçom da crise económica estrutural do capitalismo senil iniciada em 2008.

É altamente funcional para desviar a atençom, para confundir amplos setores da classe obreira e das camadas populares, de quem som os verdadeiros e únicos responsáveis da cada vez maior depauperaçom e miséria que padecemos.

Alimentando o mais agressivo e supremacista chauvinismo espanhol, oculta com manipulaçons, demagogia e mentiras, o seu verdadeiro objetivo de defender exclusivamente os interesses dos ricos e poderosos, da insaciável oligarquia que nesta pandemia incrementa os seus obscenos lucros.

O seu discurso asenta-se sobre dous eixos fundamentais. Defesa da unidade de Espanha e oposiçom radical aos fluxos migratórios.

Aponta demagogicamente contra os trabalhadores imigrantes e as reivindicaçons de liberdade nacional, como responsáveis e causantes das cada vez maiores taxas de desemprego, precarizaçom laboral, empobrecimento e miséria, a que nos condena o capitalismo crepuscular.

Ao longo do ano 2020, Vox, como expressom política do fascismo hegemónico em boa parte dos aparelhos repressivos do Estado, nas forças armadas, nas castas judiciais, nas direçons das grandes corporaçons de [des]informaçom de massas, na hierarquia católica, nos conselhos de administraçom das empresas do Ibex 35, defende e promove diversas fórmulas golpistas.

Age com absoluta impunidade nas suas declaraçons na defesa do terrorismo, na apologia, exaltaçom e justificaçom do franquismo.

MEMÓRIA E FUTURO

Como temos memória, sabemos como se desenvolveu na década dos anos trinta do passado século o fascismo, das analogias com o presente.

Cumpre nom esquecer e sim lembrar as origens do franquismo, como a oligarquia mediante um despiadado golpe de estado e guerra civil logrou derrotar as aspiraçons da classe trabalhadora e de liberdade nacional da Galiza, impondo durante mais de quatro décadas umha criminal ditadura militar.

Agora Galiza-Unidade Popular

considera Vox umha força indiscutivelmente fascista, similar ao pistoleirismo falangista, ao esquadrismo joseantoniano.

Frente à amnésia que seguem impondo-nos, sabemos que ao fascismo nom se lhe pode fazer a mais mínima concessom.

Que o fascismo deve ser combatido sem trégua nas ruas, nos centros de trabalho e ensino. Que na atual conjuntura nacional e internacional esta tarefa é umha prioridade para a classe trabalhadora.

VONTADE E DECISOM PARA ESMAGAR O FASCISMO

As “esquerdinhas” carecem de vontade e valentia real para confrontá-lo, mais alá de intermitentes e inofensivas declaraçons retóricas.

O branqueamento do fascismo chega a obscenidade quando 3 de fevereiro, Pedro Sánchez afirmou sem pudor que Santiago Abascal, “mostra mais responsabilidade de Estado que o líder da oposiçom” -o presidente do PP, Pablo Casado-, pola abstençom de Vox na votaçom que permitiu a convalidaçom do decreto sobre os fundos europeus que dotarám a oligarquia espanhola de 140.000 milhons de euros para “fazer frente à pandemia”. Com estas declaraçons o PSOE lava-lhe a cara, normalizando-o como mais um partido homologável ao resto das forças institucionais, facilitando o seu desenvolvimento.

Cumpre combater Vox com determinaçom e coragem, tecendo amplas unidades à volta de um programa nitidamente anticapitalista e de libertaçom nacional.

A esquerda revolucionária galega nom combatemos Vox para defender as já de por si tímidas liberdades e direitos ameaçados polos principais partidos da burguesia “democrática”.

Agora Galiza-Unidade Popular combate Vox como umha das principais expressons do terrorismo fascista, consciente que a alternativa frente o fascismo é a Revoluçom Socialista.

Sabemos que só a unidade, a mobilizaçom e luita tenaz e organizada da classe trabalhadora logrará derrotá-lo.

DESERÇOM DO MINISTRO ILLA, EXEMPLO DE TERRORISMO BURGUÊS

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DESERÇOM DO MINISTRO ILLA, EXEMPLO DE TERRORISMO BURGUÊS


À burguesia nunca lhe interessou a saúde da classe trabalhadora.
O atual estado de abandono e precarizaçom que padece a rede sanitária pública na Galiza e no conjunto do Estado espanhol, exemplifica, em plena pandemia, o absoluto desprezo da oligarquia pola vida do povo trabalhador e empobrecido.
Após 11 meses de pandemia, em plena devastadora terceira onda, o máximo responsável político no combate ao Covid-19, abandona o barco porque aspira a presidir a Generalitat da Catalunha.
Como qualificar esta injustificável deserçom?
O fraudulento governo “progressista” espanhol, ao igual que a Junta da Galiza presidida polo reacionário Alberto N. Feijó, leva quase um ano aparentando adotar medidas eficaces para controlar a pandemia. Mas a realidade desmascara as autoridades sanitárias e a casta política que gire o capitalismo no Estado espanhol.
Perto de 2.000 vítimas mortais na Galiza e mais de 80 mil no conjunto estatal, som o balanço provisório da ausência de medidas reais para reduzir a letalidade do Covid.
Na Galiza, mais de 20.000 desempregados, dezenas de milhares de trabalhadores em ERTE recebendo só 70% dos já de por si baixos salários, umha parte considerável de autónomos e microempresas à beira da ruína, e o ministro Salvador Illa abandona o barco?
Nom podemos deixar-nos arrastar pola resignaçom e o derrotismo.

Nem Governo “progre”, nem alternativa fascista: Revoluçom Socialista!

Só a classe trabalhadora salva a classe trabalhadora!

UM ANO MAIS DE POLÍTICAS LIBERAIS E CHAUVINISTAS

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UM ANO MAIS DE POLÍTICAS LIBERAIS E CHAUVINISTAS

Nom estamos defraudados porque nada aguardavamos do governo “progre”.

Há agora um ano era investido Pedro Sánchez como presidente do governo espanhol, após um acordo de coaligaçom com a nova social-democracia, e graças aos votos de todas as “esquerdinhas” periféricas, mais dos partidos independentistas e nacionalistas bascos e catalans.

Um ano de promessas incumpridas, de um acionar de governo condicionado pola pandemia, mas basicamente sob o diktado das receitas ultraliberais do Ibex 35 e dos monopólios.

A fachada e o relato “progre” de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias chocam com a realidade do seu verdadeiro acionar, contrário aos interesses e necessidades da classe obreira e do conjunto do povo trabalhador.

Nom nos podemos deixar confundir nem enganar, nom podemos perder a perspetiva pola ofensiva fascista contra este governo. As ameaças golpistas obedecem à disputa entre as fraçons oligárquicas como consequência da multicrise estrutural do capitalismo senil.

O governo tem manifestado por ativa e por passiva que renuncia confrontar com o franquismo instalado no aparelho de estado do regime de 78. Carece de coragem e vontade política para depurar o Exército, as forças repressivas, o poder judicial, por facilitar a queda da monarquia bourbónica.

Nada justifica que tenhamos que apoiar um governo continuista das políticas neoliberais e chauvinistas que caraterizam todos os governos da terceira restauraçom bourbónica.

A esquerda revolucionária galega nem apoia nem alinha com os “progres” nem com os fascistas.

Só constituíndo um ampla unidade operária e popular, de inequívoco caráter antifascista e anticapitalista, poderemos fazer frente às agressons laborais, corte de direitos sociais e liberdades, que com “boas formas” e cínicos sorrisos aplicam o tandem Sánchez-Iglesias.

Só com organizaçom, mobilizaçom e luita, frearemos a ameaça involucionista da escória voxista e dos seus aliados, que os “progres” continuam subestimando.

O ASSALTO AO CAPITÓLIO E O DESACERTO DE BANALIZARMOS O FASCISMO

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O ASSALTO AO CAPITÓLIO

O assalto ao Capitólio dos Estados Unidos por manifestantes da extrema-direita em plena proclamaçom de Biden, é mais umha expressom do declive do império ianque.

Estamos perante umha desesperada manobra do trumpismo para continuar na presidência. Este golpe de estado em pleno desenvolvimento é um aviso a navegantes e cépticos da nossa “esquerdinha” a respeito do fascismo que age com absoluta impunidade no Estado espanhol.

O fascismo é umha realidade tangível a escala global. Só pode ser contido, derrotado e esmagado com unidade, firmeza e contundência.

 

O DESACERTO DE BANALIZARMOS O FASCISMO

A tendência a trivializar o fascismo, a categorizar como ignorantes e brutos aos seus seguidores, é um grave erro que devemos combater no seio do movimento antifascista.

A demagogia populista que carateriza o relato da ditadura terrorista do capital, sempre tivo enorme capacidade de acomodar e integrar setores populares e empobrecidos do povo trabalhador.

O imaginário coletivo que alimenta o fascismo, procura engarçar com as tradiçons do seu nacionalismo etnicista fundacional, com a épica criminal dos seus projetos imperialistas.

O trumpismo e o voxismo compartilham similares modelos supremacistas, altamente funcionais para os interesses da oligarquia e o Capital.

Comunicado nº 156. POR UM 2021 DE OFENSIVA REPUBLICANA E ANTIFASCISTA!

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POR UM 2021 DE OFENSIVA REPUBLICANA E ANTIFASCISTA!

A pandemia global mudou radicalmente o ano que finaliza, alterando as agendas políticas de governos e do conjunto do movimento operário e popular.

O Covid-19 tem-se convertido na grande oportunidade histórica, que habilmente está aproveitando a burguesia para implementar a aceleraçom das medidas previstas de endurecimento das condiçons de trabalho, de restriçom de direitos e amputaçom de liberdades, imprescindíveis para manter e perpetuar a sua taxa de lucro, e alongar a vida do capitalismo crepuscular.

Está logrando aplicá-las sem praticamente resistência e oposiçom. A estratégia desinformativa gerada à volta do vírus tem provocado resignaçom e desmobilizaçom geral, inclusive entre as forças políticas e sindicais operárias e de libertaçom nacional.

O medo -sistemática e deliberadamente inoculado nestes dez longos meses-, tem paralisado as capacidades e potencialidades de luita da nossa classe e do nosso povo. Mediante manobras de distraçom tenhem contribuído para desviar a atençom sobre as tarefas e necessidades, dividir-nos ainda mais, incidindo em preocupaçons banais, supérfluas e intrascendentes que nos fam mais vulneráveis.

O caldo de cultivo provocado deste estado shock que ainda nom superamos, o medo gerado pola crise sanitária e social em curso, tem favorecido o incremento e desenvolvimento do fenómemo do fascismo.

Os confinamentos, as medidas excecionais adotadas polo Governo espanhol e a Junta da Galiza -sempre justificadas no combate à pandemia-, tenhem restringido e cortado liberdades básicas, direitos essenciais, favorecendo umha atmófera visada para aceitar submissamente o cercenamento “voluntário” das conquistas atingidas com suor, lágrimas e sangue em décadas e décadas de luita e confronto organizado.

O isolamento imposto impediu durante meses a organizaçom operária e popular perante a impossibilidade de exercer o direito de livre circulaçom. Atualmente segue vigorante polas medidas governamentais e pola “autodisciplina” que penetrou no conjunto do povo trabalhador.

A falsa disjuntiva governo “progressista” vs oposiçom fascista

Nesta conjuntura tam adversa, o fraudulento Governo “progressista” do PSOE-Unidas Podemos tem logrado um magnífico aliado. As forças fascistas e reacionárias [PP, Vox e C´s] tenhem desfigurado a sua correta caraterizaçom de simples governo burguês ao serviço dos planos do Capital e submetido aos ditados imperialismo. Por muita fachada e relato “progre” do que se dotem alguns dos seus ministros, por muitos remendinhos que fagam e sobre todo prometam, nom é mais que um Governo que procura defender os interesses da oligarquia.

O eixo de gravidade “político-ideológico” está tam escorado para a extrema-direita, que mais um governo neoliberal do posfranquismo é apresentado sem pudor algum como o “mais progressista da história de Espanha”.

Que um conjunto de morninhas reformas visadas para amortecer a luita de classes, para estabilizar a crise estrutural da III restauraçom bourbónica, contem com o apoio explícito e implícito do conjunto das “esquerdinhas” social-demócratas periféricas, nom só manifesta o seu oportunismo genético, e exprime a profunda crise de identidade e perspetiva. É também resultado da dramática carência de ferramentas defensivas operárias e populares na atual fase da luita de classes e de libertaçom nacional.

Por muito que o fascismo mediático, militar e orgánico, o definida como um “governo social-comunista-bolivariano”, a esquerda revolucionária galega segue-o caraterizando como um governo social-liberal com incrustraçons social-demócratas no que nom depositamos as mais mínimas expetativas e confiança.

Há exatamente um ano, prognosticamos que frente aos silêncios cúmplices e os calculados oportunismos, o Governo PSOE-Podemos, ia ser umha estafa, um monumental engano. 365 dias depois temos comprovado a acertada análise.

Neste ano constatamos que mais alá da retórica e de mornas medidas neokeynesianas, nom derrogárom a reforma laboral, nem a lei mordaça, seguem instalados no chauvinismo espanhol negador do legítimo e necessário exercício da autodeterminaçom. Pactuárom com o Ibex 35 o “botim” do resgate “europeio”, que novamente vai ser absorvido polas grandes empresas a custa de alongar os ERTE, incrementar o desemprego, a precariedade laboral, a pobreza e a miséria de um povo trabalhador desorganizado e desarmado ideologicamente, portanto vítima da demagogia populista fascista.

Confrontar a monarquia e o fascismo

Nestes dez meses de pandemia, o vírus fascista tem-se extendido sem limitaçons. A desligitimaçom “democrática” do governo segundo os parámetros burgueses, tem justificado permanentes apelos ao golpe de estado. O franquismo, bem instalado nos aparelhos estatais do regime, age com absoluta impunidade porque bem sabe que Pedro Sánchez e Pablo Iglesias carecem de coragem.

Juízes, generais, diretores de meios de [des]informaçom, líderes políticos, organizaçons gremiais policiais, bispos, aristócratas, e resto da escória social franquista, levam meses criando um estado de opiniom visado para justificar umha nova involuçom política.

O núcleo mais poderoso do bloco oligárquico do Ibex 35, rearticulado e consolidado pola vitória do golpe de estado de 1936, nom atura que simples capataces estejam gerindo os seus interesses desde a Moncloa. Pretende suprimir intermediários.

E os capataces carecem de firmeza e decisom política para confrontar o fascismo e o grande Capital, optando por morninhas e inofensivas condenas, que só envalentonam ainda mais os seguidores da monarquia imposta por Franco.

A peça angular do regime emanado da maquilhagem franquista som os inquilinos do palácio da Zarzuela.

Juan Carlos I e Felipe VI representam a continuidade institucional do genocida regime militar imposto a sangue e fogo. Nem o capitalismo se pode reformar, nem a monarquia pode ser “democratizada”. Ambas som falazes ilusons dos falabaratos da “esquerdinha”, que só desviam a atençom de setores operários e populares na tarefa principal: tombar o regime de 78.

A sua queda nom derivará de maiorias artitméticas parlamentares, nem de acordos de cúpulas, será resultado da luita unitária e organizada da classe operária e o conjunto do povo trabalhador.

Nada podemos aguardar da “esquerdinha” que branquea e alterna com os partidos fascistas, que legitima o aparelho estatal posfranquista.

Frente o desencanto e a frustraçom devemos continuar configurando um bloco popular antifascista e republicano, hegemonizado pola classe trabalhadora. Eis a nossa tarefa principal na alvorada do novo ano que já se divisa no imediato horizonte.

2020, novamente um ano negativo para a classe obreira galega e a Galiza

O ano que acaba tem sido novamente nocivo para as condiçons de vida da maioria social, para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza.

Tem sido também um ano de retrocessos das cada vez mais precárias bases materiais e imateriais da Naçom galega, submetida a umha opressom nacional de rasgos coloniais polo Estado imperialista espanhol e a UE.

Um ano no que as “esquerdinhas” se deixárom arrastar pola emboscada eleitoral de julho, bem calculada e desenhada por Feijó. Embora a maioria do povo trabalhador galego nom participamos no processo eleitoral, optando pola abstençom, a prevista relativa maioria absoluta revalidada polo PP só pode ser combatida nas ruas e nos centos de trabalho.

A oposiçom nom só está desaparecida no parlamentinho de cartom, tanto BNG como PSOE nom param de propor-lhe acordos ao PP. Com esta política conciliadora e pactista a rua recobra a sua trascendência.

A luita é o único caminho

Nom existe mais alternativa que luitar fora das instituiçons do regime de 78. A luita é pois o único caminho, tal como o constatou o proletariado de Alcoa na sua exemplar defesa dos postos de trabalho e continuidade da fábrica da Marinha, frente a decisom de desmantelamento promovida pola multinacional ianque.

Só mediante o confronto e a luita lograremos reverter a ofensiva do Capital, assim o entende o proletariado de Siemens Gamesa em Somoças.

Sem luita contundente seguiremos retrocedendo em direitos, conquistas e liberdades. Depositarmos esperanças em espetrais governos “alternativos” ao PP, em oportunistas operaçons políticas cujo estrepitoso fracasso ainda ecoa, é a mais eficaz receita para esterilizar as imensas potencialidades e capacidade de combate e vitória da classe operária.

Deslindar e confrontar com os discursos edulcorados dos “partidos de esquerda” pequeno-burgueses e as organizaçons satelitais, mas também promovendo alianças amplas em base a programas avançados derivados de acordos poliédricos, segue sendo hoje a folha de rota sobre a que devemos avançar na reconstruçom da esquerda revolucionária galega.

A conquista da nossa emancipaçom como classe, povo e naçom, só se atingira com o triundo da Revoluçom Socialista Galega, a nossa contribuiçom à Revoluçom mundial.

Mas esta nom será resultado de urnas, de post, de tuiters ou ingeniosos relatos, de exercer normalidade democrática. As grandes transformaçons no século XXI seguirám sendo resultado das barricadas, dos confrontos diretos com as forças repressivas do Capital, de insurreiçons e rebelions populares, do exercício do poder operário e popular, da expropriaçom dos meios de produçom, do lume purificador … da luita organizada e unitária do povo trabalhador e empobrecido. De lograrmos organizar com êxito a Revoluçom Socialista.

Apelos e desejos

Agora Galiza-Unidade Popular temos claro que em 2021, sempre arroupados e guiados polas bandeiras vermelhas da rebeliom, agindo com a firmeza dos princípios, a independência de classe e o optimismo da vontade, seguiremos avançando.

Continuaremos tecendo e participando nos espaços de coordenaçom e unidade da insurgência global, promovendo o internacionalismo prolétário, combatendo sem trégua toda tentativa de confrontar as classes trabalhadoras dos diferentes povos submetidos polo Estado espanhol mediante discursos chauvinistas.

Apelamos à juventude trabalhadora e estudantil galega, mas também à militáncia veterana que fruto do desencanto e a frustraçom optou polo repregamento, implicar-se ativamente na tarefa histórica de reconstruir as ferramentas de combate e vitória que necessita a nossa classe e a nossa naçom.

Sabemos que sem conquistarmos a independência e a soberania nacional nom é possível construir umha Galiza sem exploraçons nem opressons, que sem umha estratégia política de organizaçom e mobilizaçom social permanente e encadeada, empregando a rua e a combinaçom de todas as formas le luita, nunca se poderá disputar ao Capital a conquista do futuro que nos nega.

Saúdos a quem luita e a quem sem sabélo ainda tem que luitar para nom perecer

Nom queremos despedir-nos sem transmitir umha sincera saudaçom revolucionária a todas as pessoas que com diferentes graus de implicaçom e compromisso tenhem permitido avançar na reconstruçom do projeto revolucionário da esquerda independentista que Agora Galiza-Unidade Popular representa.

Também queremos saudar o conjunto da Galiza que acredita no povo galego, a classe obreira, a juventude, as mulheres trabalhadoras, o povo empobrecido e depauperado que participou nas luitas para conquistar um futuro melhor.

Saudar os presos e presas políticas galegas e do conjunto do Estado espanhol, tod@s @s represaliad@s, as organizaçons galegas e estrangeiras amigas, o movimento popular galego e os povos que em 2020 nom cedérom perante os embates do imperialismo, com destaque para o povos saraui, sírio, palestiniano, colombiano, venezuelano, iraquiano, afgao, iemeni, do Dombass … a todos eles a nossa solidariedade internacionalista.

Até a vitória sempre!

Denantes mortos que escravos!

Só a classe operária salva a classe operária!

Independência e Pátria Socialista! Venceremos!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de dezembro de 2020

Comunicado nº 155: 6 de dezembro. Abaixo o Regime de 78. INDEPENDÊNCIA E SOCIALISMO

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6 de dezembro . Abaixo o Regime de 78

INDEPENDÊNCIA E SOCIALISMO

Novamente o ruído de sabres acompanha o nefasto aniversário da constituiçom espanhola de 1978.

O “venerado” texto que cristalizou a claudicaçom do “eurocomunismo” e da social-democracia espanhola perante os partidos herdeiros do “Movimiento Nacional” franquista, entrega poderes excepcionais às forças armadas emanadas do golpe de fascista de 1936.

Do artigo 2º que manifesta a “indisolúvel unidade da Naçom espanhola, pátria comum e indivisível”, deriva o artigo 8º, que sem rubor algum afirma que “as Forças Armadas, constituídas polo Exército de Terra, a Armada e o Exército de Ar, tenhem como missom garantir a soberania e independência de Espanha, defender a sua integridade territorial e o ordenamento constitucional”.

Embora nom nos surpreendam, som alarmantes as cartas deliberadamente filtradas com opinions sobre a situaçom política, de generais e coroneis destas forças armadas, que até há nom muito tempo comandavam divisons.

Os apelos a fusilar metade da populaçom do Estado espanhol, a bombardear Barcelona, a solicitar a Felipe VI que encabece um golpe de estado contra o atual governo de Pedro Sánchez, som consequência dos ignominiosos pactos da Transiçom e da maquilhagem do fascismo, que mantivo intacto o aparelho estatal franquista, e nom depurou os corpos repressivos.

A delirante caraterizaçom que realiza o fascismo civil ou militar sobre o atual governo social-liberal com inscrustraçons social-democratas, só contribui para deformar a sua verdadeira natureza, e mascarar o falso governo “progre”.

Governo que até o momento, perante a gravidade das declaraçons militares, só tem optado por “sacar ferro” ao assunto, por nom adotar medidas contundentes, por seguir incementando os gastos em armamemto e os privilégios da casta militar.

Nom só Vox aplaude os apelos ao golpe de estado e o fusilamento de milhons de trabalhadores e trabalhadoras.

A corruta e ilegítima monarquia bourbónica imposta por Franco em 1969 segue instalada no silêncio cúmplice. Quem cala outorga Felipe?

Mas, até que ponto estamos perante umha operaçom perfeitamente calculada para relegitimar, como no 23F de 1981, a cada vez mais desprestigiada monarquia?

Neste cenário recobra máxima atualidade e vigência, a necessidade de tecer a grande aliança antifascista que vimos teimudamente defendendo.

Agora Galiza-Unidade Popular apela para os setores mais avançados da nossa classe e do nosso povo a quebrar com as lógicas políticas sistémicas e a dar passos firmes na articulaçom de um bloco popular antifascista, nom para defender e restaurar os fundamentos da democracia burguesa “ameaçada”, e sim para avançar na articulaçom de um movimento operário e popular com direçom e linha genuinamente ruturista e socialista.

A ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA NADA TEM QUE CELEBRAR ESTE 6D

A constituiçom espanhola e burguesa de 1978 é ilegítima, pois nom foi aprovada nem muito menos, pola maioria do povo trabalhador galego. No referendo realizado há 4 décadas, apenas 44.70% do recenseamento eleitoral galego votou afirmativamente numha consulta na que a abstençom atingiu 49.79%.

Espanha e o atual regime oligárquico é irreformável. Nom existe possibilidade algumha de mudá-lo. Só pode ser transformado pola via revolucionária.

Portanto, qualquer proposta de reformar a chave da abóbada da arquitetura jurídico-política vigente, ou releituras constitucionais “progressistas” perante a “ameaça fascista”, está inevitavelmente condenada a reforçar o sistema.

Em plena involuiçom e deriva reacionária do regime de 78, perante as ilusons sobre o falso governo “progressista”, perante o avanço do fascismo, é necessário e urgente construir ferramentas defensivas e combativas, articuladas à volta de umha alternativa estratégica, que só é possível fora de Espanha, da UE e da NATO.

Tanto a estratégia que promove o autonomismo socialdemocrata galego de conquistar mais transferências, de tentar mudar o sistema de financiamento autonómico, mediante negociaçons com Espanha, como mudar o modelo de estado monárquico por umha república federal que perpetua o projeto chauvinista espanhol, é simplesmente umha via morta.

Só a luita independentista e socialista, sob direçom e orientaçom obreira e popular, logrará a imprescindível rutura do regime postfranquista que permitirá a nossa emancipaçom como classe e libertaçom como naçom.

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 5 de dezembro de 2020

Comunicado nº 154 É LUITA DE CLASSES. Nom é confinamento.

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É LUITA DE CLASSES. Nom é confinamento.

Ao novo confinamento adotado esta semana polo governo bipartido espanhol, impondo um toque de recolher entre as 23 e 6h até a primavera, une-se-lhem os confinamentos perimetrais das sete grandes cidades da Galiza e parte das suas áreas metropolitanas, que entrárom em vigor às 15h de hoje, 30 de novembro de 2020.

Ambas decisons nom respondem a critérios científicos e epidemiológicos, som basicamente decisons políticas que aparentam vontade de querer combater e vencer a pandemia do Covid-19.

Nom se permitem reunions de mais de seis pessoas convivintes, nem interatuarmos nas ruas e nos centros de ócio, mas as crianças sim podem assistir a aulas com dúzias de nenos. A classe operária e o conjunto do povo trabalhador aos seus centros de trabalho, compartilhando espaços com dúzias, centenares e milhares de companheiros. Deslocando-nos no transporte público ateigado, que incumpre todas as recomendaçons e a cada vez mais asfixiante regulamentaçom.

Estamos quiçás assistindo ao maior experimento de controlo social de massas da História da humanidade.

Nem os sonhos distópicos mais aberrantes se atreveriam a atingir um cenário como o que atualmente estám logrando impor, sem praticamente oposiçom. De forma voluntária, sem uso da violência física, sem resistência organizada, estám logrando que bairros e cidades, que praticamente a totalidade da populaçom operária e popular respeite as restrinçons de mobilidade.

Após meses inoculando o medo paralisante mediante a manipulaçom informativa, as meias verdades, a demagogia populista, que facilita malear ao seu antolho umha sociedade desorganizada, conseguírom um elevado grau de autodisciplina social, inimaginável há umhas décadas.

As consequências psico-sociais da doutrina do shock para fazer frente a um inimigo invisível que falsamente afetaria todos, à margem da classe social e país, segue condicionando a carência de umha reaçom coletiva perante o corte e restriçons de liberdades fundamentais.

A gravidade do que estamos padecendo é que estám sentando as bases para adoutrinar as novas geraçons mediante o aparelho educativo -as atuais crianças e adolescentes-, na normalizaçom da obediência cega, no endurecimento do conformismo alienante e da resignaçom. Discrepar, criticar, disentir, pensar sem limitaçons, nom só está mal visto, está-se criminalizando.

Após fechar a hotalaria e a cultura mediante umha campanha de intoxicaçom deliberadamente planificada, passárom a criminalizar a juventude, apresentando as “festas” em incontrolados focos de contágio.

Pretendem converter cada indivíduo num polícia e num delator, em depositar na “responsabilidade individual” a garantia da saúde coletiva.

A covarde posiçom adotada polas esquerdinhas -seguidistas do discurso hegemónico polo seu já de por si medo congénito, agravado pola capitulaçom ideológica-, só contribui para o branqueamento dos planos da oligarquia para perpetuar o capitalismo crepuscular.

Nestes nove meses, na Galiza, a oligarquia e os seus capatazes nada figérom por investir e melhorar o sistema público de saúde e os geriátricos. Todo segue praticamente igual que em março. Privatizaçons encobertas, falta de recursos humanos e materiais, carência de meios, desproteçom do pessoal sanitário, ausência de planificaçom. Eis a realidade dos hospitais e centros de saúde geridos polo SERGAS. Nestes momentos nom só nom existe atençom médica primária, nom há nem suficientes vacinas para fazer frente à gripe estacionária.

As elites nom só incumprem as medidas impostas, tal como vimos há uns dias na gala do jornal reacionário “El Español”. Em pleno início do toque de recolher, mais de 150 membros da oligarquia e os dirigentes das suas fraçons de apoio, assistem a umha luxuosa festa.

Estes nove meses constatam que o capitalismo nom tem vontade real para combater e derrotar a pandemia em curso. Que as suas erráticas e negligentes decisons tenhem provocado na Galiza mais de 1.000 mortes, na sua imensa maioria claramente evitáveis.

Todos os indicadores ratificam que estám dilatando deliberadamente o final dumha pandemia da que nem explicam as suas origens, nem os seus vínculos com a crise ecológica derivada do depredador modo de produçom capitalista.

A burguesia pretende controlar a multicrise do capitalismo impondo um caos controlado global.

O cenário previamente desenhado, e que agora achou umha oportunidade imelhorável para implementar sem grandes resistências os planos que garantam a acumulaçom e expansom de capital, contemplam a depauperaçom acelerada de amplíssimos segmentos operários e populares, mas também de grandes contingentes pequeno-burgueses. Mas sem restriçons, amputaçons, cortes e eliminaçom de liberdades básicas e direitos laborais, nom seria possível.

Havia décadas que nom se apresentávam tam magníficas condiçons para facilitar de forma encoberta o endurecimento da ditadura da burguesia.

A nova fase do capitalismo senil alicerzará-se sobre o binómio mais exploraçom/menos liberdades.

Perante este cenário tam adverso para a causa do Trabalho e a emancipaçom da classe operária e dos povos, e tam ótimo para o desenvolvimento e avanço do fascismo, cumpre passar à ofensiva.

Nom podemos deixar que mexem por nós e dizer que chove! Há que reagir!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 30 de outubro de 2020

Comunicado nº 153: Novo estado de alarma e toque de recolher, novo engano para salvaguadar a reproduçom do Capital sacrificando a saúde e o futuro do povo trabalhador

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Novo estado de alarma e toque de recolher, novo engano para salvaguadar a reproduçom do Capital sacrificando a saúde e o futuro do povo trabalhador

Após oito meses de pandemia, o capitalismo espanhol opta por declarar um novo “estado de alarma”, aplicando um toque de recolher noturno.

Assistimos a mais de meio ano perdido para adotar as medidas imprescindíveis para fazer frente com êxito ao Covid-19.

Após a desescalada precipitada de junho, promovida polo governo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias, imposta pola pressom do Ibex 35 e das forças fascistas e de extrema dereita, o resultado som cerca de 1.000 pessoas falecidas na Galiza, e 50.000 no conjunto do Estado espanhol.

Nom só estamos perante a incompetência e negligência da Junta da Galiza e do governo espanhol, estamos perante a lógica perversa e criminosa da ecomomia de mercado, que sacrifica vidas para salvar os interesses do Capital.

Novamente para frear a expansom da pandemia opta-se por restringir e cortar liberdades e direitos básicos, por militarizar as ruas.

Mais de meio ano perdido para reforçar o sistema público de saúde e de residências geriátricas. Todo segue igual e mesmo pior que no mês de março.

Privatizaçons encubertas, deterioramento do sistema, carência de pessoal sanitário, de hospìtais e centros de saúde, de meios, …

O governo “progre” do PSOE-Unidas Podemos opta mais umha vez por repetir os erros da passada primavera, por facilitar o incremento da reproduçom do Capital, nom age em base a critérios epidemiológicos e sanitários. A suas decisons som as que demanda o Ibex 35 e o capitalismo monopolista.

Voltamos a lembrar que durante o estado de alarma vigorante entre março e maio, as 23 maiores fortunas do Estado espanhol incrementárom obscenamente a su riqueza em 14.000 milhons de euros.

As novas medidas adotadas serám devastadoras para o setor da hotalaria, sacrificando na Galiza milhares de postos de trabalho diretos e indiretos. Aparentando que se adotam medidas para frear o desenvolvimento da pandemia, o governo espanhol e o autonómico utilizam este setor como simples cabeça de turco.

Nem umha só medida para evitar contágios no transporte público, nas grandes fatorias, nos centros de trabalho.

A estratégia do medo pretende disciplinar-nos ainda mais, criminalizar a juventude e evitar a toda custa paralisar o incremento dos lucros do capital.

Pretende responsabilizar os individuos no combate à pandemia, de confrontar o povo trabalhador entre si, quando nom se adotam as medidas imprescindíveis para controlar o Covid-19.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita à Junta da Galiza e ao governo espanhol:

  1. Imediata blindagem da Galiza, restringindo a mobilidade nas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, do nosso país.

  2. Paralisaçom imediata de todos os setores económicos prescindíveis, carentes de releváncia estratégica, até atingirmos os rátios de contágio de 25 infetados por cada 100.000 pessoas.

  3. Proibiçom e substituiçom dos ERTEs por umha prestaçom universal do Estado que cubra 100% do salário das trabalhadoras e trabalhadores.

  4. Congelamento do pagamento dos serviços básicos [eletricidade, água, gâs, telefonia] para todas as famílias com membros em ERTE.

  5. Imposto progressivo às grandes fortunas. Os ricos devem pagar a crise.

  6. Plano integral de resgate do setor serviços, para garantir os postos de trabalho de asalariados e autónomos, proibindo despedimentos e reduçom salarial.

  7. Cancelaçom do pagamento das hipotecas e alugueres durante a crise sanitária, a todos os trabalhadores e trabalhadoras com dificuldades económicas.

  8. Aplicaçom dos protocolos de aforos e desinfeçom no transporte público para garantir a saúde das trabalhadoras e trabalhadores. Controlo estrito e clausura dos centros de trabalho que incumpram a normativa de prevençom, segurança, higiene e saúde laboral.

  9. Reforçamento da vigiláncia e controlo da inspeçom de Trabalho para evitar a implementaçom fraudulenta de ERTEs.

  10. Prestaçom de desemprego a todos os trabalhadores e trabalhadoras que perdérom os seus postos de trabalho pola crise sanitária e económica vigorante.

  11. Fortalecimento dos serviçps públicos. Dotar o pessoal sanitário, de limpeza, bombeiros e proteçom civil com os meios, EPIs e material necessário para realizar tarefas de desinfeçom e atençom de enfermos.

  12. Incautaçom dos laboratórios privados e nacionalizaçpm do sistema sanitário e das residências privadas, para fazer frente à crise sanitária e garantir a saúde dos setores mais vulneráveis do povo trabalhador.

  13. Nacionalizaçom de setores estratégicos da economia: companhias elétricas, água, gâs, transportes, telecomunicaçons, indústria farmaceútica, AP-9.

    A classe obreira galega e o conjunto do povo trabalhador e empobrecido deve luitar polos nossos direitos, por evitar que em base a demagógicas e falsas alternativas para superarmos a pandemia, se conculquem e suprimam.

    Unidos venceremos, divididos pereceremos!

    Viva o povo trabalhador galego!

    Só a clase obreira salva a classe obreira!

    Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

    Na Pátria, 26 de outubro de 2020