Solidariedade Internacionalista. Denunciamos ameaças contra o preso político basco Patxi Ruiz

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SOLIDARIEDADE COM O PRESO POLÍTICO BASCO PATXI RUIZ

O preso político basco, Patxi Ruiz, perante as ameaças dos carcereiros da prisom Murcia II, exigindo melhores condiçons para os presos, iniciou há vários dias umha greve de fame e sede, cumprindo hoje o oitavo dia.

Perante o silêncio dos meios e partidos do regime, a esquerda revolucionária galega manifesta a solidariedade internacionalista com os patriotas e revolucionários bascos.

Denunciamos a cumplicidade do governo espanhol com a acossa e vulneraçom de direitos que sofrem os presos políticos na cadeia, e exigimos o fim das políticas terroristas de dispersom assim como a imediata posta em liberdade.

A solidariedade internacionalista é a ternura dos povos!
Amnistia total para todos os presos políticos!

Comunicado nº 140. UNIDADE ANTIFASCISTA PARA DESLEGITIMAR A FARSA ELEITORAL DE 12 DE JULHO

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UNIDADE ANTIFASCISTA PARA DESLEGITIMAR A FARSA ELEITORAL DE 12 DE JULHO

Hoje Alberto Nuñez Feijó, tal como já tinha manifestado nas últimas semanas, convocou eleiçons autonómicas para 12 de julho.

A decisom nom está consensuada com a oposiçom institucional, mas sim implicitamente avalada polo Governo espanhol, que contou com a abstençom do PP para aprovar a prórroga do Estado de Alarma vigorante em troques de facilitar a convocatória de eleiçons no País Basco e na Galiza.

A decisom adotada hoje polo chefe do PP na Galiza é umha “jogada mestra” politicamente falando. A oposiçom institucional leva toda a pandêmia em game over, e o PP é consciente desta conjuntura tam favorável.

Justifica a convocatória em plena crise sanitária, apelando a valores democráticos e de legitimidade. Com todo o cinismo e hipocrisia que o carateriza, Feijó manifesta que nom está disposto a seguir na presidência finalizado o prazo legal da legislatura.

E apresentando um conjunto de informes sanitários e jurídicos, que “avalam” a idoneidade da data, perante um provável rebrotamento da pandêmia derivada da avalancha de turistas espanhóis nas nossas costas no verao, logra que se convoquem eleiçons em pleno estado de shock social, sem garantir os já de por si enormes défices democráticos das convocatórias eleitorais burguesas.

Nom existem as condiçons mínimas sanitárias e democráticas para umha convocatória eleitoral.

A maquinária de [des]informaçom do PP autonómico logrou nestes tês meses de crise sanitária e socio-económica, incrementar o controlo absoluto dos meios de comunicaçom públicos [CRTVG] fundidos com o grupo “La Voz de Galicia”. A censura e manipulaçom goebbeliana situa a oposiçom institucional fora de jogo.

As luitas e demandas da classe trabalhadora no combate ao Covid-19, na denúncia das consequências de perda de postos de trabalho e abusos patronais, simplesmente nom existem para a censura.

A política timorata e acomplexada da oposiçom institucional no parlamentinho de cartom e das organizaçons sociais sob a sua influência, só tem facilitado entregar em bandeja de prata umha vitória eleitoral a Feijó ao estilo Fraga.

Nestas condiçons a única posiçom coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom participar na farsa eleitoral a que nos convoca hoje o amigo de narcos.

Apelamos para o conjunto das forças antifascistas galegas a nom avalar a trampa eleitoral com a que o PP pretende perpetuar-se. Um plante da oposiçom impossibilitaria as eleiçons de 12 de julho.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 18 de maio de 2020

Comunicado nº 139: ACORDO ENTRE GOVERNO ESPANHOL, PATRONATO E SINDICALISMO AMARELO PARA PROLONGAR OS ERTEs É UMHA ESTAFA

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ACORDO ENTRE GOVERNO ESPANHOL, PATRONATO E SINDICALISMO AMARELO PARA PROLONGAR OS ERTEs É UMHA ESTAFA

Após início da crise do coronavírus, o Governo espanhol anunciou a agilizaçom dos expedientes de regulaçom temporária de emprego [ERTEs] como umha medida de proteçom para os trabalhadores, mas a realidade é bem diferente.

Os ERTE som um resgate às empresas, permitindo-lhes aforrar custos deixando de pagar salários, enquanto os trabalhadores e trabalhadoras sofrem umha situaçom de desemprego temporária cobrando polo Estado umha prestaçom 30% inferior do seu salário.

18.000 milhons de euros foi destinada para os ERTE. Também devemos ter em conta 2.200 milhons de euros que o Estado nom percebeu em reduçons de quotas à Segurança Social dos empresários para os trabalhadores incluidos neste tipo de expediente.

Um negócio redondo para as grandes empresas enquanto as arcas públicas se vaziam. No Estado espanhol o número de trabalhadores que sofrem um ERTE ascende a 4.5 milhons.

Com este novo acordo o governo de coaligaçom PSOE-Unidas Podemos demonstra mais umha vez a total submissom aos interesses do patronato [CEOE] e do capitalismo monopolista [Ibex35]. Umha série de medidas visadas para alargar o resgate às empresas e facilitar posteriormente endurecer ainda mais as graves condiçons que sofre o povo trabalhador.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, os vice-presidentes Pablo Iglesias e Nadia Calviño, a ministra de Trabalho, Yolanda Díaz, chefes do patronato CEOE e Cepyme, Antonio Garamendi e Gerardo Cuerva, e os secretários-gerais dos sindicatos amarelos CC.OO e UGT, Unai Sordo e Pepe Álvarez, cenificárom segunda-feira 11 de maio na Moncloa o acordo para prolongar os ERTEs derivado da pandemia do COVID19.

Quarta-feira, 13 de maio, foi publicado no BOE. Porém, a redaçom opaca e confusa pretende dificultar deliberadamente a sua compreensom, esconder as verdadeiras intençons que há trás o acordado: salvaguardar os privilêgios da classe exploradora a custa de expremer cada vez mais os direitos ao povo trabalhador.

Novo Pacto Social perjudicial para a classe trabalhadora
Quatro décadas de pactos sociais, entre os governos da burguesia [UCD, PSOE, PP], patronato e sindicalismo amarelo, só servirom para desmovimentar a classe obreira e impor retrocessos em direitos e conquistas.

O acordo assinado polo governo PSOE/Unidas-Podemos com o patronato e os sindicatos vendeobreiros, representa os prolegómenos da reediçom dos novos Pactos da Moncloa. O acordado é “flexibilizar” ainda mais os despedimentos.

O acordo permite extender até 30 de junho os ERTEs de força maior, seja por força maior total [sem reinício de atividade] ou parcial [recuperaçom de parte da atividade].

Este novo acordo é mais do mesmo! mantem vigentes as vantagens para as empresas. A regulaçom de março sobre ERTEs por força maior estabelece umha exençom das quotizaçons de 75% para as empresas que o 29 de fevereiro de este ano tivessem mais de 50 trabalhadores em alta na Segurança Social, e de 100% para as que tivessem menos de 50 trabalhadores.

Estas exençons continuarám em maio e junho para ERTEs de força maior total. No caso de ERTE de força maior parcial, a empresa beneficiaria-se dumha exençom de 85% polos trabalhadores que voltem à atividade, e de 70% em junho sempre que o 29 de fevereiro o seu quadro de pessoal fosse inferior a 50 trabalhadores. Se contava com mais de 50 na mesma data, a exençom alcançará 60% en maio e 45% em junho.

No caso dos trabalhadores que continuem com contratos suspensos desde a data a efectos da renúncia do ERTE, a exençom empresarial será do 60% em maio e de 45% em junho para empresas de menos de 50 trabalhadores, e de 45% en maio e do 30% em junho para as que tenhan mais de 50 empregados. Todas estas exençons poderám ser prorrogadas nos mesmos termos se o Conselho de Ministros decide ou ser extendidas a ERTEs baseados “em causas objetivas”.

O novo acordo permite às empresas finalizar os ERTE de forma progressiva, é dizer, reincorporar os trabalhadores quando a empresa os “necessite”. Com esta medida o patronato tem total liberdade à hora de “remodelar” o seu quadro de pessoal.

Também estabelece que as empresas com sede em paraísos fiscais nom poderam acolher-se a ERTEs de força maior. Mas só as empresas com “sede”, nom as que tenham filiais, ou seja todas as empresas do ibex35 menos 4, poderám perceber ajudas.

Se a situaçom já era grave com o acordado em março com o patronato, agora o Governo cede ainda mais. Além de agilizar os ERTEs, nom anulárom os despedimentos por causas de força maior, económicas, técnicas, organizativas ou produçom, simplesmente converterom-nos em improcedentes. É dizer só se encareceu o despedimento.

Com este novo acordo flexibiliza-se mais as condiçons para fazer despedimentos, principalmente nos setores com alta estacionalidade como a hotalaria ou turismo, do mesmo jeito acontece com as empresas que aleguem estar em situaçom de “quebra”.

A regulaçom de mediados de março vinculava as exoneraçons de quotas dos ERTEs com a condiçom de que as empresas mantivessem o emprego durante 6 meses desde a data de reanudaçom da atividade. Agora o governo ”valorizará o compromisso de mantimento do emprego em relaçom às caraterísticas específicas da empresa”.

O compromisso de nom despedir nos 6 meses seguintes ao ERTE, só se aplicará a ERTEs por força maior, nom por causas objetivas, os 6 meses começam a contar quando se reincorpora do ERTE a primeira pessoa, nom a última e permite-se a extinçom de contratos temporários.

A elevada quantidade de despedimentos efetuados durante o confinamento, soma-se às denúncias de milhares de trabalhadores sobre o atraso do pagamento da prestaçom por desemprego. O Serviço Público de Emprego Estatal [SEPE] informou estes dias que muitos trabalhadores nom cobrarám até junho.

Junta da Galiza contra a classe obreira
Na Galiza as cifras nom param de medrar, ainda que os informes oficias seguem ocultando o número total de trabalhadores e trabalhadoras afectadas por um ERTE, superam já as 200.000. O SEPE situa o número total de pessoas desempregadas em 191.629, 17.148 mais que no mês de março.

Quase 400.000 trabalhadores, a terceira parte da populaçom ativa, está desempregada ou em ERTE após o incremento de 9,83% registrado nas cifras de desemprego o passado mês de abril. Se o prazo estabelecido pola administraçom do Estado espanhol à hora de tramitar os ERTES já é longo e nom o cumprem, o governo da Junta amplia-o ainda mais até duplicá-lo.

Nos vindouros meses segmentos da classe obreira e o conjunto do povo trabalhador galego veram-se arrastados à depauperaçom a medida que se vai restabelecendo a “normalidade económica”.

Perante este cenário já acontecerom as primeiras reaçons por parte dos trabalhadores. Comprovamos como nas primeras semanas organizarom-se greves, fábricas inteiras paravam a produçom perante a negativa dos operários a trabalhar sem EPIs.

A crise socio-económica e a depauperaçom das camadas populares vai incrementar o nível de protestos e luita nas ruas, eis polo que nom devemos ceder nas nossas reivindicaçons e desmascarar a farsa progressista. Nom podemos seguir instalados na resignaçom e no conformismo, as migalhas e medidas adotadas polo governo “progre” tenhem como objetivo atrasar e evitar o estalido social.

Nom podemos permitir que a demagogia fascista tente capitalizar o legítimo e necessário descontentamento popular contra a perda de conquistas e direitos laborais.

Após o desconfinamento chega a hora da luita sem trégua, sem concessons. Os direitos nom fôrom nunca outorgados gratuitamente polo nosso inimigo de classe, atingirom-se com organizaçom, unidade, luita e combatividade!

Nem governo progre, nem alternativa fascista! Revoluçom socialista!
Só o povo trabalhador salva o povo trabalhador!

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 15 de maio de 2020

Quatro décadas de isolacionismo

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[OPINIOM]

Quatro décadas de isolacionismo

Divulgamos artigo de opiniom do camarada Anjo Formoso Varela, membro da Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

A fala da Galiza, o português de Portugal, o português de Brasil, e os outros português dos distintos territórios lusófonos formam um único diassistema lingüístico, conhecido entre nós popularmente como galego e internacionalmente como português”. [Ricardo Carvalho Calero]

Mais um ano vemo-nos na obriga de defender o nosso idioma perante a dramática situaçom na que se acha a língua da Galiza, o galego. Defender o galego como o que é, um idioma internacional. Nom é umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza.

Quarenta anos de acordos normativos e ortográficos, redigidos desde o isolacionismo e impulsionados desde o poder político espanhol, onde tivérom no ILG, entidade estremamente setária e anti-reintegracionista, o seu máximo representante.

Após quarenta anos da imposiçom do modelo lingüístico-cultural isolacionista, os dados objetivos falam de umha grave deterioraçom do idioma e dos seus respetivos falantes. A imposiçom de um modelo lingüístico e cultural a partir do espanhol nom serviu nem serve para favorecer a implantaçom do galego nem a identificaçom do nosso povo com o mesmo.

Ao contrário, cada vez mais galegos e galegas se instalam na espanholidade. Enquanto sigam pondo límites ao galego como língua internacional, caminharemos inexoravelmente cara ao nosso suicídio como povo com cultura e língua milenária.

A dia de hoje, observamos o confronto entre duas cosmovisons completamente antagónicas: a progressiva assimilaçom ao projeto nacional espanhol ou a construçom de um projeto nacional próprio.

Neste confronto, a sociedade galega tem que pôr todos os meios para umha planificaçom da normalizaçom do idioma em todos os ámbitos, e o rol das forças sociais e políticas comprometidas com a Naçom galega deve ser determinante.

É necessário traçar umha clara linha divisória com o projeto cultural espanhol para reforçarmos o projeto de soberania cultural e recuperarmos a memória e identidade históricas.

Para isso, achamos que tornarmos o reintegracionismo em ferramenta normalizadora é de primeira necessidade, confluirmos com o tronco comum com o resto de países do mundo que usam o galego-português. O reintegracionismo defende que o hoje em dia definido como galego fai parte de um único diassistema lingüístico, conhecido internacionalmente como português.

A fala da Galiza, o português de Portugal, do Brasil, e os outros português, som variantes de umha mesma língua. O reintegracionismo nom quer que mudes o galego que falas para falar português, senom que o galego que estás a falar agora mesmo, sem mudar absolutamente nada, é a mesma língua que falam no Porto ou no Rio de Janeiro, cada umhacom as suas variantes lógicas e normais.

As cousas claras. Nom funciona o modelo “normalizador” institucional pactuado entre todas as forças com representaçom no Parlamento Autonómico. A estratégia do nacionalismo galego no ámbito político e social nom tem dado resultados tangíveis nestas quatro décadas. O trágico balanço é de perda progressiva de galegofalantes e paulatina espanholizaçom da sociedade galega, especialmente entre a juventude e o povo trabalhador.

Cada dia que passa, está mais claro que o reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom à qual o nosso idioma está submetido pola abafante influência do espanhol. Pola experiência de muitos centros sociais e associaçons culturais espalhadas por todo o nosso país (que lográrom tecer umha ampla rede na defesa do galego internacional), afirmamos que o reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da intoxicaçom e crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

O facto de tornar-se reintegracionista fai que muita gente se preocupe pola suposta “perda da galeguidade”. Porém, achamos que ganhamos em consciência nacional e que o reintegracionismo luita pola conservaçom da nossa língua e do nosso povo.

A recuperaçom do galego por parte do povo trabalhador está indissoluvelmente ligado à conquista da independência nacional para recuperarmos a soberania. Só um Estado galego plenamente independente e soberano poderá normalizar o galego como a língua nacional da Galiza e de fazer frente às agressons do projeto espanhol na sua estratégia de se instalar de vez na nossa terra.

Um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaços sociais, fundamentado na defesa intransigente do reintegracionismo lingüístico e do monolingüismo social, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos castros e mil rios.

Galiza, 14 de maio de 2020

17 de Maio, Dia das Letras. NA GALIZA SÓ EM GALEGO

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17 de Maio

Dia das Letras

NA GALIZA SÓ EM GALEGO

“Consideramos desacertada umha política preocupada por defender o galego da influência do português. A conversom do galego em língua moderna supom o contacto com o ramo mais afortuando do ibero românico ocidental, que pode fornecer ao galego ancorado e dialectizado as soluçons ajeitas para a sua actualizaçons naqueles aspectos da sua estructura que ficarom desfasados pola pressom do castelhano.

Ao meu juízo, esta reintegraçom dentro do seu sistema originário do galego, nom tem por que supor a susbtituiçom das suas formas peculiares polas do português normativo.

“Sem prejuízo de que a ósmose natural exerça o seu imprevisível papel, devemos partir de que a unidade lingüística galego-portugues nom supom a uniformidade burocrática. Temos traços fonológicos e morfológicos que nom podem ser reprimidos, a reserva do seu destino no livre jogo do intercâmbio cultural. Mas na medida do possível e sempre que por circunstância socio-históricas nom se ponha em perigo a autenticidade das realizaçons, umha ortografia coordenada deve cobrir a representaçom escrita da língua comum, como ocorre no caso das demais línguas de cultura”.

[Ricardo Carvalho Calero,´Sobre a situaçom do galego´, 1986]

 

Comunicado nº 6 da Conferência Internacional. NO 75 ANIVERÁRIO DA VITÓRIA CONTRA O NAZIFASCISMO. VOLTAREMOS A FAZÉ-LO!

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NO 75 ANIVERÁRIO DA VITÓRIA CONTRA O NAZIFASCISMO
VOLTAREMOS A FAZÉ-LO!

Entom,de que serve dizer a verdade sobre o fascismo que se condenas e nom se di nada contra o capitalismo que o origina?”
Bertolt Brecht

9 de maio de 1945 o III Reich nazi, que segundo Adolf Hitler ia durar mil anos, rendia-se incondicionalmente aos representantes do Exército Vermelho. O próximo sábado celebraremos o 75 aniversário desta esmagadora vitória antifascista, fruto do esforço dos Povos Trabalhadores de todas as naçons da Uniom Soviética, e mui especialmente do proletariado soviético. Nom podemos esquecer o esforço e os enormes sacrifícios do resto dos Povos Trabalhadores da coaligaçom antifascista, especialmente os da martirizada Europa oriental, que sufreu toda a fúria racista e genocida dos nazis.

A derrota militar do III Reich nom foi fruto da luita do soldado Ryan, como a maquinária de guerra para a propaganda imperialista que se chama Hollywood nos quer fazer acreditar. Os factos objetivos monstram-nos que foi o Exército Vermelho quem derrotou o criminal e genocida exército nazi, e assumiu o enorme sacrifício em vidas humanas e material.

Só a URSS foi capaz de derrotar o nazifascismo nos campos de batalha. A batalha das Ardenas demonstrou que umha força reduzida da Wehrmacht, apenas umha fraçom minúscula do seu esforço bélico na Frente do Leste, era capaz de romper a frente do soldado Ryan e os seus generais. O Imperialismo ianque quer fazer-nos acreditar que  o fim do III Reich começou com o desembarco da Normandia. Nada mais falso e ridículo. A verdade é outra, mui diferente.

A Revoluçom Socialista de Outubro de 1917 abriu as portas à construçom do Socialismo, e aterrou todas as burguesias do planeta. As democracias burguesas, liberais e capitalistas, imperialistas, tinham a esperança de que o nazifascismo destruisse a URSS grátis para eles. Nisso esforçarom-se, até que se dérom conta que o monstro que tinham contribuído a criar para destruir a Revoluçom Proletária tinha os seus próprios interesses e a sua própria agenda de dominaçom mundial. Havia que desviar os golpes da besta parda…

Por isso atraiçoárom e abandonárom a II República espanhola, agredida polo fascismo internacional, especialmente polo fascismo “esquecido e ocultado”, o nacional-catolicismo, forma específica que adotou o fascismo clerical fabricado polo Vaticano e que foi a sua versom maioritária: Portugal, Espanha, Croácia, Eslováquia, Bélgica, Libano e Austria antes da anexom dos nazis. Sem esquecer o fascismo italiano, o primeiro em chegar ao poder, de forte componente católico e que foi apoiado com entusiasmo polo “antifascista” de brincadeira e anticomunista furibundo, Winston Churchill e o fascismo romeno, de tendência cristá ortodoxa.

A burguesia queria utilizar o fascismo e o nazismo para que lhes figessem o trabalho sujo de esmagar a classe obreira e a Revoluçom socialista. Por isso também atraiçoárom e abandonárom a República de Checoslováquia e pactuárom com Hitler e Mussolini em Munique, em 1938, com a ideia de desviar a maquinária de guerra nazi contra a URSS.

Nom vamos alongar-nos mais. Todos os dados som de mui fácil acesso. A crise profunda na que se tem sumergido o capitalismo agónico, última fase do seu desenvolvimento imperialista, tem aberto a porta ao resurgimento de novos fascismos e nazismos em todo o mundo, e mui especialmente na Europa. A pandemia do COVID19 nom tem feito mais que acelerar ainda mais o processo de fascistizaçom do sistema capitalista. Vamos face um novo tipo de fascismo, que vai conservar formas parlamentares para melhor enganar e adormecer à classe obreira.

A única forma de acabar dumha vez por todas com o fascismo é destruir para siempre el Capitalismo, e iniciar a construçom do Socialismo, no processo de transiçom cara um modo de produçom superior, onde nom existam nem as classes sociais, nem o estado, nem o patriarcado. Este modo de producción chama-se, desde o Manifiesto de 1848 de Karl Marx e Friedrich Engels, Comunismo.

Neste 75 aniversário da vitória contra o nazismo do Exército Vermelho, as organizaçons da Conferência Internacional, Agora Galiza, Nación Andaluza e Herritar Batasuna fazemos um apelo a todos os Povos Trabalhadores do mundo e especialmente às suas classes obreiras para intensificar em todas as frentes o combate antifascista, que nom é outro neste momento que o combate anti-imperialista e anticapitalista.

Em todo o mundo o fascismo avança. De Brasil com Jair Bolsonaro, à Índia com N. Mohdi pasando polos EUA com D. Trump, os Estado espanhol e francês Front National francês, com Vox, PP e C´s ou na Hungria com Fidesz.

Contra o fascismo, Revoluçom Socialista!

Unide-vos, Irmaos Proletários! “UHP!”

Nom passarám!

É demasiado cedo para cantar vitória: ainda é fecundo o ventre do que surge a besta imunda.”
Bertolt Brecht

9 de maio de 2020

BILLY “EL NIÑO” É O ESPELHO DO ATUAL REGIME ESPANHOL

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BILLY “EL NIÑO” É O ESPELHO DO ATUAL REGIME ESPANHOL


Hoje tivemos conhecimento do falecimento de um dos mais destacados torturadores franquistas.
Antonio González Pacheco, mais conhecido como “Billy el Niño”, formou parte do brutal e sanguinário aparelho repressor franquista.

Nom nos podemos alegrar que este polícia tenha sido vítima do coronavírus, e portanto, que tenha morto na cama, sem ter sido julgado e condenado polos seus crimes.

Nom nos podemos alegrar que tenha desfrutado até o seu último alento das honras, reconhecimentos, medalhas e da avultada pensiom, por toda umha vida do combate o movimento obreiro e às organizaçons de libertaçom nacional, utilizando os mais depidiadados métodos de tortura.

Estamos novamente perante a crua realidade do regime da III restauraçom bourbónica, simples maquilhagem do franquismo.

A fraudulenta “lei de amnistia” de 1977 facilita que um criminal como Antonio González Pacheco, primeiro na Brigada Político Social [BPS] como inspetor do Corpo Superior de Polícia, posteriormente integrado na Brigada Central de Informaçom, nova designaçom que adota a políca secreta que substitui a BPS, e a partir da década dos 80 com altas responsabilidades na segurança de empresas privadas, nom tenha pago polos seus delitos.

A ausência de qualquer depuraçom nos corpos repressivos franquistas [polícia, Guarda Civil, aparelho judicial e prisional, administraçom ministerial] permite entendermos a sua impunidade e proteçom polo regime vigorante.

Seguiu desfrutando do incremento do 50% da sua pensom polos serviços emprestados no combate o antifraquismo organizado. A primeira medalha de distintivo vermelho recibida polo governo de Franco em 1972, estava pensionada com um aumento de 10% do salário. A medalha de Prata ao Mérito Policial concedida por Rodolfo Martín Villa em 1977, aumenta a pensom em 15%. En 1980 obtem outra similar. Em 1982 recebe a medalha de ouro, reportando um plus de 20% en su atribución.


As tímidas e mornas tentativas de retirada fôrom negadas pola “justiça, que em 2010 reconheceu os seus “direitos”. Eis a democracia espanhola!

Em 2018 trascendeu que assistiu como convidado à celebraçom do patrom da Polícia Nacional na esquadra policial madrilena de Ciudad Lineal.,

Estamos pois assistindo ao que significárom os ignominiosos pactos da Transiçom, que agora o governo “progre” do PSOE e Unidas Podemos querem reeditar com as forças fascistas.

O atual regime nom se pode reformar, deve ser tombado mediante um processo revolucionário.

202 ANIVERSÁRIO DE KARL MARX

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202 ANIVERSÁRIO DE KARL MARX
5 de maio de 1818 nascia Marx em Tréveris.

A sua obra teórico-prática é imprescindível para a emancipaçom da classe trabalhadora e do conjunto de oprimid@s.

Recuperarmos as suas bases fundacionais é umha das tarefas prioritárias no processo de reconstruçom da esquerda revolucionária a escala nacional e internacional.

O marxismo deve ser depurado de todas as contaminaçons que padece pola manipulaçom a que o seu projeto revolucionário está submetido polos diversos oportunismos.

Só com um programa genuinamente classista, sob hegemonia da classe obreira, atingiremos umha Galiza socialista, umha Pátria livre e soberana, com plena igualdade entre trabalhadores e trabalhadoras.

Viva Marx e o marxismo no seu 202 aniversário!

VIGÊNCIA DA ESTRATÉGIA INSURRECIONAL DE LENINE.

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[OPINIOM]
No ano que comemoramos o 150 aniversário do nascimento de Lenine, divulgamos artigo de opiniom do camarada Paulo Vila, membro da Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular.

VIGÊNCIA DA ESTRATÉGIA INSURRECIONAL DE LENINE

A democracia na sociedade capitalista nunca pode ser mais do que umha democracia truncada, miserável, falsa, umha democracia apenas para os ricos, para as minorias”.

Neste 150 aniversário do nascimento de Lenine,a esquerda revolucionária galega reivindica o exemplo, legado e total vigência do seu pensamento, imprescindível na luita pola causa da emancipaçom do proletariado e libertaçom dos povos oprimidos.

Perante a situaçom de crise sanitária e de confinamento, cumpre ter mui presente as leiçons do indobregável bolchevique, líder da Revoluçom Russa. Nas suas teorias e prática insurrecional estám as ferramentas para podermos combater os problemas existentes na sociedade capitalista e organizarmos a alternativa revolucionária para a tomada do poder.

Defensor do partido de vanguarda sob direçom e programa operário, Lenine demonstrou que nom existe a neutralidade política, nengum Estado, nem governo na história, foi ou é neutral.

Toda infraestrutura governamental, legalidade e instituiçons estám feitas a imagem e semelhança da classe que está no poder, ou servem a burguesia ou o proletariado.

O Estado capitalista pola sua natureza, só serve para administrar os negócios da burguesia. Eis polo que no capitalismo a burguesia nom permite realizar concessons que fagam perigar os seus privilégios pola via pacífica, por muito jogo parlamentar e eleiçons que se ganhem.

Lenine, e portanto o leninismo, demonstrou que os grandes problemas que sofrem os oprimidos e explorados só se podem resolver pola força, mediante a queda violentado regime burguês.Um regime sustentado sob a exploraçom, saqueio, brutal violência e repressom contra a maioria da populaçom.

No Estado espanhol perante a pandemia de coronavírus, o governo de coaligaçom PSOE-Unidas Podemos nom implementou medidas para proteger mínimamente a maioria da populaçom e povo trabalhador. As medidas fôrom adotadas seguindo instruçons do patronato(CEOE) e do capitalismo monopolista representado no Ibex35.

Agilizárom ERTEs, nom proibirom os despedimentos, só se encarecérom, nom nacionalizárom setores estratégicos e incautárom laboratórios, hospitais e clícinas privadas, nom exigírom à banca a devoluçom dos 65 mil milhons de euros, nem impostos progressivos aos lucros das grandes empresas e fortunas, etcétera. A insuficiente renda mínima nom passam de ser migalhas para aliviar os graves problemas económicos dos setores mais vulneráveis do povo trabalhador.

Na Galiza, a crise do coronavírus desmascara as desigualdades entre ricos e pobres. A lamentável gestom e ineficácia da Junta de Galiza, só contribuiu para empiorar a situaçom das camadas populares.

Além das graves negligências cometidas, o governo da Junta encabeçado por Feijó, tem possibilidades de sair reforçado nas vindouras e leiçons autonómicas, mantendo a maioria absoluta ao nom existir umha oposiçom forte à hora de fazer-lhe frente nas instituiçons e nas ruas.

Todo isto agrava-se mais com a nova crise socio-económica em curso. O mal chamado governo progressista de Pedro Sánchez, vai implementar medidas económicas para salvaguardar e reforçar os privilégios da oligarquia, como assim o constata o projeto dos novos “Pactos da Moncloa”. Sob este cenário o Estado espanhol opta por implementar medidas visadas para aumentar a repressom, como maior controlo das redes sociais, telecomunicaçons ou reforçamento do aparelho policial, consciente das futuras luitas operárias.

Como acertadamente apontou Lenine, o Estado sempre prioriza por acima os interesses da classe que controla o poder. A oligarquia aproveita a crise do coronavírus para estabelecer medidas visadas para enducerecer a exploraçom, dominaçom, aumentar o controlo sobre as masas e blindar os seus privilêgios.

Serve-se dos diferentes partidos burgueses sob o falso jogo e amalgama “do parlamentarismo democrático” para embaucar os obreiros. Eis da plena vigência e importância do partido de vanguarda de Lenine sempre sob direçom e programa operário para garantir defesa dos interesses da nossa classe perante as acometidas da burguesia.

As reformas som demasiado importantes como para deixá-las nasmaos dos reformistas”.

Lenine ensinou-nos que o reformismo ainda que seja sincero nom é mais que um instrumento da burguesia para adormecer os obreirose evitar que virem cara posiçons revolucionárias. A própria natureza do reformismo impossibilita atingir reformas que sem questionar o quadro jurídico-político do Estado burgués, melhorem as condiçons de vida da classe operária.

Só aspiram, guardando pleitesia e ajoelhando-se perante a burguesia, a conseguir simples migalhas que nom afetam nem o mais mínimo o poder, como é a insignificante renda mínima estabelecida polo governo espanhol, impulsionada principalmente polo setor social-democrata, por Unidas-Podemos.

O seu respeito à legalidade e “normalidade” institucional só desarma a nossa classe, fazendo-os retroceder nas reivindicaçons e reforçando o fascismo sem complexos, que se proclama como primeira força de choque sem achar a resistencia exigível.

Inclusivepara atingir reformas é necessária a via revolucionária. A organizaçom, confrontaçom e combate nas ruas sem trégua até forçar a burguesia a ceder continua sendo a única alternativa eficaz.

No seio da esquerda também existe luita de classes, por isso seguindo o exemplo leninista devemos deslindarmos e confrontar como oportunismo, e com todacorrentepequeno-burguesa e interclassista. O reformismo,seja autonomista galego ou umha mera sucursal espanholista, é inimigo dos nossos interesses de classe.

Desmascara-lo é um dos principais objetivos que devemos realizar para podermos construir umha alternativa revolucionária e patriótica galega com bases e projeçom de massas.

Com o exemplo de Lenine também apreendimos que nom há que renunciar a luita de classes sob nengum conceito.
Sob o pretexto da alerta sanitária, o reformismo está colaborando ativamente com os partidos burgueses, fazendo crer à populaçom que o primeiro é superar a pandemia e que é necessário deixar as “diferenças ideológicas”. Do mesmo jeito aplaude, em vez de combater, a nojenta filantropia do patronato.

A lógica interclassista e antimarxista do reformismo, negando a luita de classes, democratiza e lava a imagem do inimigo ao inimigo. Nestas situaçons comprovam-se as carências dos partidos burgueses, do governo, e o próprio Estado capitalista em geral à hora de defender os interesses operários.

A vía revolucionária constata que nom devemos renunciar nunca à defesa dos interesses de classe por mui difícil e complexo que seja o contexto e situaçom, ao contrário, devemos ser mais firmes e intransigentes com o inimigo.

Se queremos enterdermos o que significa a autodeterminaçom das naçons, sem jogar a definiçons jurídicas nem “inventar” definiçons abstratas, mas sim examinando as condiçons históricas e económicas dos movimentos nacionais, chegaremos inevitavelmente à conclusom seguinte: por autodeterminaçom das naçons entende-se a sua separaçom estatal das coletividades de outra naçom, entende-se a formaçom de um Estado nacional independente”.

Queremos reivindicar o Lenine internacionalista, defensor do direito de autodeterminaçom das naçons oprimidas. Lenine ligou dialeticamente os princípios do internacionalismo proletário e do direito dos povos submetidos o domínio e opressom nacional.

O reconhecimento por parte do proletariado da naçom opressora dos direitos nacionais do proletariado da naçom oprimida é indispensável para a uniom de ambos na luita contra o capitalismo.

A unidade de Espanha junto com a monarquía bourbónica som as pedras angulares do Estado espanhol. A uniom territorial imposta com a força das armas,nom é mais que umha“unidade” de mercado funcional aos ricos, visada para permitir à burguesi a lucrar-se dos recursos e explorar a classe trabalhadora das diferentes naçons oprimidas.

Fomentam o chauvinismo e o supremacismo espanhol como objetivo nom só de negar a luita de classes, também posicionar o movimento operário contra o independentismo das diferentes naçons na legitima luita pola autodeterminaçom e soberania, alinhando-se com a classe exploradora e naçom opressora.

Os aplausos às forças repressivas, as arengas reacionárias dos militares nas comparecências públicas ou o hiper-centralismo do Estado limitando, suspendendo e apropriando-se das competências transferidas as Comunidades Autónomas, demonstram que a burguesia também aproveita a alerta sanitária para combater e silenciar os conflitos nacionais, para avançar no proceso de assimilaçom.

Eis polo que seguindo o exemplo leninista, e tendo em conta as caraterísticas concretas da nossa naçom, entendemos que unicamente poderemos lograr a plena emancipaçom do povo trabalhador galego, ligando a luita pola libertaçom nacional com o socialismo.

Só mediante a reconstruçom da esquerda revolucionária galega sob posicionamentos e programa operário, deslindando e confrontando as tendências reformistas e autonomistas pequeno burguesas, inspirados nas ensinanças, linha estratégica e tática de Lenine para fazer a revoluçom socialista, poderemos conquistarmos a indepêndencia e proclamar a República Socialista Galega.

Galiza, 4 de maio de 2020

CORONAVÍRUS E LUITA DE CLASSES

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CORONAVÍRUS E LUITA DE CLASSES

Ontem nom permitírom na Galiza comemorar na rua o 1° de Maio.

Porém, simultaneamente em Madrid, as autoridades fascistas que governam a Comunidade Autónoma e o Concelho, montárom um esperpéntico show de marqueting eleitoral, incumprindo todas as regras e medidas de segurança vigorantes.

Foi umha decisom deliberada, nada foi fruto do azar nem do espontaneísmo, todo estava previamente bem calculado, previsto e atado.

Respondia exlusivamente o desenfreado apetite eleitoral dos partidos fascistas, que hipocritamente condenam a ineficácia e negligência do “governo socialcomunista”, mas acumulam às suas costas o maior número de mortes do Estado.

Assim, mil pessoas assistem ontem o macro “party” para anunciar o encerramento do fraudulento “hospital de campanha” do Ifema, um dos grandes fracassos da Ayuso e do Almeida.

As forças policiais que multam e intimidam sem contemplaçons a trabalhadores que se dirigem o seu centro de trabalho, ou transitam a comprar alimentos e medicamentos, facilitárom esse obsceno circo de aparentemente pessoal sanitário exercendo de majorettes.

Procuravam simular um banho de massas. Assim permítirom selfis, abraços, beijos, umha festa rachada!

Foi a nojenta expressom da banalizaçom e do cinismo que carateriza o discurso fascista. O falaz relato dos aplausos e das “honenagens” a médicos e enfermeiras, as lágrimas fingidas com rímel corrido, para as cámaras, estám exclusivamente visadas a manipular emocionalmente os setores mais atrasados das massas.

Enquanto a propaganda goebbeliana do fascismo espanhol sobreatua, seguem implementando com absoluta opacidade o plano de privatizaçom e deterioramento da sanidade pública. Fontes sindicais calculam em perto de 10.000 o número de trabalhadoras e trabalhadores despedidas pola Comunidade de Madrid.

A saúde e a vida da classe trabalhadora nom lhes preocupa. O único que lhes interessa é garantir e perpetuar o lucro do capitalismo monopolista que representam politicamente.

Os perversos corvos e abutres de garavatas pretas, de rigoroso luto, luvas incluidas, distribuiam numha food truck, entre risos, bocadilhos de calamares, como se estivessem numha verbena.

Som umha grave ameaça para o nosso futuro como classe e como povo. Há que freá-los e esmagá-los. Vencé-los ou perecer!