Coerência discursiva para lograrmos a independência e o socialismo

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Coerência discursiva para lograrmos a independência e o socialismo

[Artigo de opinióm de Anjo Formoso Varela membro da DN de Agora Galiza-Unidade Popular]

A história da Galiza é inseparável da história da resistência patriótica que protagoniza boa parte dos setores populares da nossa naçom na contemporaneidade. Desde o Provincialismo derrotado política e militarmente em 1846, passando pola fase culturalista (o Rexurdimento), a etapa regionalista que gera as primeiras organizaçons galeguistas por volta de 1890, e o nacionalismo com a coordenaçom das Irmandades da Fala na Assembleia Nacionalista de Lugo (1918), ensaiando a via de dotar a Pátria de umha força política própria.

Mas nom será até 1931 quando se articule o primeiro projeto nacionalista -o Partido Galeguista- que nom duvida em definir a Galiza como umha naçom e a centrar a sua intervençomem lograr para o nosso país acadar maiores quotas de auto-governo. Porém, condicionado pola sua composiçom e orientaçom pequeno-burguesa, portanto timorato na reivindicaçom do horizonte de soberania e independência nacional.

A estas experiências devemos acrescentar as iniciativas genuinamente independentistas de aquém e além mar. Do Comité Arredista Galego da Havana, a Sociedade Nacionalista Pondal de Buenos Aires, até a Federaçom de Mocidades Nacionalistas resultantes da rutura das juventudes do PG em maio de 1936.

E fundamentalmente a posiçom claramente favorável à constituiçom de um partido comunista galego seguindo as teses leninistas e da III Internacional, que promoviam em pleno período republicano os bolcheviques de Ourense, dirigidos polo legendário Benigno Álvares. A primeira tentativa de articular umha força política sobre o binómio independência/socialismo.

Como podemos observar, o movimento de afirmaçom nacional foi superando as suas diversas fases. Sempre, após umha derrota política, os quadros refugiam-se no culturalismo. Logo, volta a começar com outro movimento político e assim sucessivamente. Esta deriva voltou a cenificar-se após a implossom da esquerda independentista em 2014/2015.

O movimento de afirmaçom nacional, existente e hegemónico a dia de hoje, está estancado entre a resignaçom, a disgregaçom e o amorfismo. O nacionalismo galego está dirigido pola pequena-burguesia, situado no amplo campo do reformismo, revisionismo e oportunismo. A claudicaçom do movimento popular, renunciando à luita e confrontaçom com o inimigo, substituindo-a polo vírus eleitoralista e o cretinismo parlamentar, é consequência da sua incoêrencia teórico-prática, que situado no campo da “esquerda” nom aplica os princípios sobre os que afirma estar inspirado.É umha força domesticada e esterilizada. Minte prometendo um futuro melhor sem os sacrifícios inerentes à coerente luita operária, nacional e popular. Nengumha das conquistas atingidas pola classe trabalhadora, polos povos oprimidos, foi gratuíta nem lograda facilmente. Todas estám tingidas de suor, lágrimas e sangue. Esta é a crua verdade. E dizer a verdade é sempre revolucionário. Nom é possível mudar nada sem luita, sem povo trabalhador organizado, sem mobilizaçom social e sem confrontaçom.

A Galiza vive a opressom espanhola que abafa e esmaga sem dissimulo de nengum tipo a nossa existência, reprimindo, perseguindo e encarcerando as galegas e galegos que erguem a bandeira da emancipaçom e a transformaçom social. Numha naçom oprimida como a nossa, submetida a um desenvolvimento económico e social dependente do poder alheio e onde as classes possuidoras fôrom incapazes de encabeçar um projeto nacional, únicamente o conjunto de classes populares, lideradas pola classe trabalhadora, podem dirigir o processo de libertaçom nacional. No nosso país, a opressom de classe e a opressom patriarcal dam-se através da opressom nacional. Esta opressom nacional é o principal mecanismo de veicular a exploraçom capitalista das classes trabalhadoras e da opressom patriarcal e machista sobre as mulheres.

Galiza nom é Espanha, e o nosso futuro como naçom, como povo e como classe, passa pola conquista da nossa independência nacional, pola saída da UE e das instituiçons internacionais imperialistas a que nos incorporou Espanha (NATO, FMI, Banco Mundial). Passa invitavelmente por avançar polos caminhos do Socialismo. Sem Socialismo nom é possível a soberania nacional.

Por isso, mudar o discurso de emancipaçom nacional, por dotá-lo de um programa abertamente independentista e de classe, é umha necessidade histórica. Isto só o pode realizar a classe obreira, com umha linha e programa genuinamente proletário e umha política de alianças de unidade popular.

É hora de agirmos com audácia e coragem. Perante os salários de miséria e a precariedade laboral, os despejos, a emigraçom, a pobreza, o reforçamento do patriarcado, a assimilaçom lingüística e cultural, etc, é necessário vertebrar um amplo e plural pólo classista e patriótico sem exclusons e com vocaçom integradora, que sem timoratismos nem complexos, armado do programa avançado combata o fascismo e desmascare o fraudulento governo “progre”.

Que leve a iniciativa mobilizadora, ocupando as ruas e fazendo frente o espúrio e corrupto regime espanhol, para avançamos no caminho do nosso objetivo estratégico: lograrmos a independência nacional, o socialismo e umha Galiza sem patriarcado.

Vox é a ditadura terrorista do capital

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Vox é a ditadura terrorista do capital

[Artigo de opinióm de Paulo Peres Lago membro da DN de Agora Galiza-Unidade Popular]

O fascismo é o ás guardado na manga polas elites económicas dominantes numha altura da história determinada e num lugar concreto.

O desenvolvimento capitalista é desigual segundo as formaçons históricas sociais dos distintos países-naçons. As oligarquias dominantes ou fraçons promovem o nazi-fascismo quando periga a sua insaciável sede de acumulaçom, quando por mor das condiçons de reproduçom da vida material alviscam rebeldias, indignaçom e luitas organizadas contra as duras condiçons económico-materiais que nos querem impor ao povo trabalhador. Revestem nos distintos países formas diferentes segundo as suas particularidades nacionais, sociais e económicas.

O ascenso do fascismo ao poder nom é umha simples mudança de governo, nom é umha simples mudança de umha forma de governó burgués, senom a substituiçom de umha forma de dominaçom que combina consenso e violência por umha ditadura terrorista aberta.

É a bala na recámara que possui a elite económica dominante nessa altura, quando prognosticam no horizonte umha agudizaçom da luita de classes perante umha crise capitalista nom resolvida.

Os avisos e menssagens lançadas mesmo polos ideólogos burgueses, qualificam esta nova recessom a vista como mais grave, aniquiladora e destrutiva que o crack do 29. Eis polo que o fascismo começa a ser a alternativa superadora para a burguesia espanhola. Mas nom para toda. A burguesia vinculada ao PSOE nom está disposta a esta aventura. Mas nom devemos esquecer que todas as fraçons da burguesia -pequena, mediana e grande com as suas matizaçons-, som inimigas históricas e irreconciliáveis da classe obreira no quadro da sociedade de mercado.

É especialmente clarificador um tweet emtido em novembro de 2019 por Juan Carlos Girauta -ex-dirigente de C’S-, [Bueno, Ana Patricia, lo has conseguido, como sueles. !A vosotros no se os tose! Y ahora que Cs ya no es el problema, que tengáis suerte com Vox], para saber de boa mao quem aposta polo fascismo no Estado espanhol. Um destacado segmento da banca e do Ibex 35, a fraçom mais criminal, carronheira e sanguinária, o parasitismo da usura financieira.

É agora quando se torna realidade a definiçom adotada no VII Congrersso da na III Internacional [1935], “O fascismo é o poder do próprio capital financieiro”.

No plano político o fascismo é o ajustamento de contas organizado contra a classe obreira, contra as classes oprimidas e dominadas, contra a inteletualidade e o conhecimento superador da realidade burguesa.

A perseguiçom fanática e violenta dos e das comunistas, sindicalistas, a supressom da democracia, a repressom implacável de toda mostra de oposiçom, conculcaçom de direitos e liberdades, a barbárie étnica e misógina, a subordinaçom completa da classe obreira aos ditados do patronato, a posta em funcionamento e aceleraçom da maquinária repressiva e de extermínio de toda insurgência ou dissidência.

Os antecedentes histórico-económicos que servírom para impor o fascismo em tempos passados, tenhem em comum coincidências no contexto atual de crise económica, social, institucional, cultural e  ecológica. Mas também as possibilidades nestas condiçons de promover a via “golpista”, por isso o fascismo tem também um alto componhente contrainsurgente.

É claro que hoje em dia a tomada do poder polos fascistas nom vai levar o mesmo caminho que no passado, mas vam precisar das mesmas ferramentas, de forças militares e repressivas, dos aparelhos judiciais, das igrejas, dos meios de comunicaçom. Com este aparelhos de dominaçom física, ideológica e cultural, aproximam umha parte do povo trabalhador mais despolitizado e setores da pequena burguesia “assustados”. Conseguindo certa legitimaçom política que o Estado burgués lhe outorga, após ter sido fertilizando o terreno com os cortes de direitos e liberdades, via reforma laboral, lei mordaça, perseguiçom policial e judicial do antifascismo, a total permissividade e proteçom dos fascistas.

Cada declaraçom de dirigentes de Vox ou dos seus acólitos deve por em estado de alarma todo aquele que se considere democrata. Com um discurso racista, misógino, anti-inmigrante, demagogo, extremadamente chauvinista espanhol, defensor a ultrança da familia “tradicional”, culto ao uniforme, à bandeira e a épica do sangue, defesa das tradiçons mais arcaicas e rançosas, dos valores mais ultracatólicos e reacionários, combinado com medidas de corte populista no plano politico-social.

Vox é umha expressom século XXI do nacional-catolicismo franquista, é a conexom política do exército, polícia, guarda civil, juizes, fiscais, órgaos da justiça e serviços privados de segurança, subsidiados por grandes grupos económicos e financieiros do Ibex 35, que tenhem a sua origem no franquismo, quando atingírom umha das épocas mais grandiosas de acumulaçom de lucro por mor da sobre-exploraçom e o escravagismo que caraterizava a ditadura.

O fascismo que eclosiona sem complexos, nom é um fenómeno novo. Sempre estivo ai ao longo das últimas quatro décadas. É resultado dos ignominiosos pactos da “transiçom”, que só maquilhárom o franquismo numha democracia parlamentar burguesa.

Porém, o seu novo imaginário coletivo hegemónico, articula-se à volta da bandeira bourbónica, da “estanqueira” dos vencedores na guerra de classes de 1936-1939.

Nom só devemos combater o seu discurso maniqueio e demagógico, devemos combater os seus símbolos, que representam e sintetizam o projeto oligárquico, antagónico com os interesses do conjunto das classes trabalhadadoras deste cárcere de povos chamada Espanha

Nom subestimemos, nom banalizemos, nem ridiculizemos o fascismo.

Deve ser combatido com tenacidade, unidade, firmeza e coragem.

Esta é a realidade que nos quererám impor e por isso cumpre organizar-se, nom valem meias tintas, olhemos o passado.

Comunicado nº 147. ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

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ESPERADA VITÓRIA ESMAGADORA DE FEIJÓ E RECOMPOSIÇOM ELEITORAL DA “ESQUERDINHA”

Os resultados das eleiçons autonómicas de 12 de julho, constatam as trágicas carências estruturais que acompanham a realidade da imensa maioria do povo trabalhador galego.

A ausência de auto-organizaçom operária e popular, a desmobilizaçom, o amorfismo e marasmo do povo explorado e empobrecido, nom podem por arte de mágia gerar umha superaçom da alienaçom a que nos vemos submetidos.

Os discursos hegemónicos na “esquerdinha”, alimentando o ilusionismo eleitoral, a falta de coragem discursiva para por meio do debate ideológico quebrar as lógicas do consenso e a concilaçom, só contribuem para reforçar a lógica sistémica.

Os resultados de ontem, nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem para o futuro da nossa naçom.

A esquerda revolucionária galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom institucional, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

Mas tampouco estamos surpreendidos polo veredito das urnas. Levamos meses alertando que nom se davam as mais mínimas condiçons democráticas para poder realizar um processo eleitoral, que estava viciado. E agora, a dia 13, já é tarde para lamentar-nos. Simplesmente as forças que pretendiam derrrotar Feijó deveriam ter optado polo “plantom”, por forçar um adiamento eleitoral. O estado de shock derivado do postconfinamento e o medo ao Covid-19, a férrea censura e manipulaçom goebbeliana, impossibilitárom umhas eleiçons com as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês.

Tal como manifestamos umha e outra vez, eram umhas eleiçons amanhadas polo PP, nas que a partida já está garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A grandes rasgos os resultados de ontem constatam:

1- A contundente vitória de Feijó, logrando revalidar umha quarta maioria absoluta consecutiva do PP. Por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita reacionária, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado, recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa e mais que preparada. Tam só perdeu pouco mais de 50 mil votos, passando dos 676.676 atingidos em setembro de 2016 [47.53%], a 625.182 [47.98%].

2- O BNG nom só certificou a quebra da sua longa agonia e hemorragia eleitoral iniciada há dias décadas. Tal como já se tinha manifestado timidamente em novembro recuperando representaçom nas Cortes espanholas, concentrou o voto útil contra o PP, absorvendo e engolindo o desgastado espaço da desacreditada “nova política”. Logrou praticamente triplicar os 118.982 sufrágios [8.36%] de 2016. Os 310.137 votos [23.8%] som um recorde histórico numhas eleiçons autonómicas, logrando novamente o sorpasso sobre o PSOE atingido em 1997.

3- Um PSOE com candidato anodino, e sem vontade real de derrotar Feijó, mantém praticamente intato o seu quarto de milhom de apoios eleitorais, freando a curva descendente, retrocedendo tam só 2.000 sufrágios, passando dos 254.552 [17.88%] a 252.537 [19.38%].

4- “Galicia en Común”, a nova marca do espaço de “confluência” entre Anova com o postcarrilhismo e Podemos, fracassou estrepitosamente. A catastrófica fuga de mais de 220 mil votos, fecham um ciclo mais artificial que real no sistema político institucional galego. O canibalismo interno e as deserçons que tem caraterizado a legislatura, a carência de um liderado carismático e um projeto definido, dérom como resultado transitar dos 271.418 votos [19.07%] de 2016 a tam só atingir 51.223 [3.93%], ficando fora do parlamentinho de cartom.

5- Descalabro do matonismo fascista, perdendo mais do 75% dos apoios eleitorais atingidos nas eleiçons legislativas de 10 de novembro de 2019. Os exíguos 26.485 votos [2.03%] de Vox, constatam a enorme capacidade da maquinária do PP autonómico, e a carência de umha fraçom destacada da burguesia nacional interessada em alimentar a representaçom institucional do terrorismo fascista. As singularidades da estrutura de classes galega provoca que simplesmemte nom tenha a dia de hoje a mais mínima funcionalidade.

6- C´s passa dos 48.303 votos [3.38%] de apoios atingidos em 2016, a obter uns resultados residuais, nom atingindo os cinco dígitos, com tam só 9.719 votos [0.75%].

7- Marea Galeguista assinou a sua ata de defunçom com 2.863 votos [0.22%], após umha grande projeçom mediática, e um investimento económico completamente desproporcionado para os resultados obtidos.

8- A abstençom subiu significativamente, passando de 817.702 [36.25%] em 2016 a 918.799 [41.12%], tendo em conta a queda de meio milhom de pessoas no censo, como resultado da sangria demográfica.

9- Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar facilmente nas urnas. A pax social, derivada da desmobilizaçom operária e popular, e do vírus do fetichismo parlamentar, som fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

10- Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permita iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real. Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando o povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

11- O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Os resultados devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 625.182 de 2.258.589 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

12- Agora Galiza-Unidade Popular, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuam alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

Seguir construíndo novas ferramentas de organizaçom, mobilizaçom e combate popular, é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos. Som tempos de tecer umha muralha antifascista que prepare o povo trabalhador para um cenário de endurecimento da exploraçom e dominaçom que tem desenhada a folha de rota do Capital e que Feijó implementará de forma obediente.

Devemos prepararmos política, ideológica e psicologicamente a classe operária e o povo trabalhador e empobrecido para a confrontaçom. Os tempos serám duros. É necessário agir com persistência, coragem e coerência para resistir e vencer.

Contrariamente à falácia difundida polas “esquerdinhas”, é nas ruas, nom nas instituiçons, com o povo trabalhador mobilizado e unido sob um programa genuinamente antifascista de caráter anticapitalista, como se pode derrotar a oligarquia.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 13 de julho de 2020

Comunicado nº 146. A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

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A SITUAÇOM DA MARINHA CONFIRMA QUE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DEVEM SER ADIADAS

A medida que se aproxima a dia 12 de julho, confirmam-se todos os prognósticos que levamos manifestando desde o mês de maio, quando Feijó impujo data das eleiçons autonómicas.

O processo eleitoral está adulterado desde o minuto zero. Som umhas eleiçons amanhadas pois carecem das exigíveis condiçons sanitárias e socio-económicas que permitam um processo com mínimas “garantias”.

O brote de Covid 19 na Marinha, e a resposta do aparelho de dominaçom do PP impondo de forma seródia um confinamento express de tam só 5 dias, limitando os direitos básicos dos habitantes de 14 concelhos da comarca norte-oriental da Galiza, confirma lamentavelmente a análise da esquerda revolucionária galega.

A Marinha reflite em estado puro o ”pucheiraço” que Feijó tem desenhado para assegurar por todos os meios possíveis a sua maioria absoluta.

Mas, perante este cenário, a resposta da oposiçom institucional dos partidos da “esquerdinha”, é vergonhenta, morna e claramente oportunista.

Denunciam o apagom informativo e o controlo goebbeliano da CRTVG, o lavado de maos de Feijó desatendendo as suas responsabilidades e cedendo as competências da Junta da Galiza aos Concelhos, a gravíssima perturbaçom democrática do processo eleitoral. Porém, carecem da coragem política para aplicar a única resposta democrática possível: forçar o adiamento eleitoral.

Os espúreos interesses dos aparelhos burocráticos de Galicia em Comum e do BNG, a indissimulada cumplicidade do PSOE à hora de facilitar a vitória de Feijó, prevalecem sobre os interesses objetivos do povo trabalhador galego. Afirmam querer sacar Feijó de Sam Caetano, mas facilitam que revalide a sua quarta maioria absoluta.

Denunciam o avanço do fascismo, mas branqueam a legitimam os criminais de Vox participando com absoluta normalidade em debates com os herdeiros do holocausto galego iniciado no verao de 1936.

As forças antifascistas nom podem seguir colaborando no lavado de cara do “pucheiraço” de Feijó. Inicialmente legitimárom a data, posteriormente renunciárom forçar um adiamento do processo eleitoral mediante um “plantom”, e agora -com dezenas de milhares de compatriotas com os seus direitos conculcados-, mantenhem com normalidade um processo eleitoral viciado, e sem as mínimas garantias exigíveis na lógica do parlamentarismo burguês.

Agora Galiza-Unidade Popular solicita à oposiçom institucional e o conjunto das forças antifascistas que também apresentam listagens, a retirar-se do processo eleitoral para forçar o adiamento das Autonómicas 2020.

Do contrário, todas candidaturas que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas.

Tal como já manifestamos, de nada servirám no 13 de julho os hipócritas lamentos, os cínicos diagnósticos, e a irrespeituosa desqualificaçom sobre os comportamentos eleitorais do nosso povo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 7 de julho de 2020

Reflexom eleitoral de Lenine

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Na brochura “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”, Lenine questiona com sólidos argumentos, a estrategia dumha parte da Terceira Internacional, especialmente os camaradas ingleses e alemans, acusando-os de seguir umha desviaçom face posiçons de extrema esquerda, por defender como princípio o boicote aos processos eleitorais burgueses.

Como é natural, para os comunistas da Alemanha o parlamentarismo ‘caducou politicamente’; mas, trata-se exatamente de nom julgar que o caduco para nós tenha caducado para a classe, para a massa. Mais uma vez, constatamos que os “esquerdistas” nom sabem raciocinar, nom sabem conduzir-se como o partido da classe, como o partido das massas. Vosso dever consiste em nom descer ao nível das massas, ao nível dos setores atrasados da classe. Isso nom se discute. Tendes a obrigaçom de dizer-lhes a amarga verdade: dizer-lhes que suas ilusons democrático-burguesas e parlamentares nom passam disso: ilusons. Ao mesmo tempo, porém, deveis observar com serenidade o estado real de consciência e de preparaçom de toda a classe [e nom apenas de sua vanguarda comunista], de toda a massa trabalhadora [e não apenas dos seus elementos avançados]”.

[LENINE “Esquerdismo, doença infantil do comunismo”,1920]

Em base a umha análise concreta dumha situaçom concreta -a Galiza de 2020 após 12 anos de governos de Feijó-, a esquerda revolucionária galega organizada em Agora Galiza-Unidade Popular, nesta ocasiom “nem participa nem apoia nengumha das candidaturas, mas tampouco solicitamos exercer o legítimo direito de abstençom que tem definido nos últimos anos a nossa posiçom.

Compartilhamos os anelos e desejos da imensa maioria do povo trabalhador galego da urgência de retirar o PP do governo autonómico exercendo o seu voto 12 de julho.

Mas também sabemos que no hipotético caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se pudesse configurar, nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo de “cara amável”, similar ao de PSOE/Unidas Podemos, que incumprirá entre sorrisos e boas palavras os compromissos adquiridos.

A alternativa operária e popular, patriótica e socialista, que a Galiza necessita, só pode ser construída ao calor da luita unitária nas ruas, empregando as instituiçons burguesas como simples caixa de resonáncia, onde exercer pedagogia de massas para demonstrar a impossibilidade de legislar ao serviço das maiorias sem superarmos o capitalismo.

Portanto, a militáncia e simpatizantes de Agora Galiza-Unidade Popular, adotará a decisom mais coerente e consequente com a linha política revolucionária do projeto de classe e patriótico que com perserverança estamos construíndo”.

DENUNCIAMOS A CUMPLICIDADE DO GOVERNO ESPANHOL COM O TERRORISMO NA VENEZUELA

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DENUNCIAMOS A CUMPLICIDADE DO GOVERNO ESPANHOL COM O TERRORISMO NA VENEZUELA

Após 2 meses da frustrada incursom marítima promovida polo governo terrorista dos EUA e o fascismo venezuelano, conhecida como “Operaçom Gedeón”, para sequestrar e assassinar o presidente da República Bolivariana de Venezuela, Nicolás Maduro, o jornal “The Wall Street Journal” publicou que Leopoldo López -terrorista venezuelano refugiado na embaixada espanhola em Caracas desde o 30 de Abril de 2019-, foi o principal responsável de dirigir esta tentativa golpista contra o governo bolivariano.

O passado 26 de junho, o Ministro de Comunicaçom da Venezuela, Jorge Rodríguez, assegurou que a planificaçom da incursom militar armada dirigida por Leopoldo López, realizou-se na embaixada do governo espanhol em Caracas.

O ministro exigiu responsabilidades tanto ao embaixador Jesús Silva, como ao governo espanhol, pola sua cumplicidade com os planos terroristas promovidos polo fascismo venezuelano à hora de permitir que na sua sede poida debater-se e preparar atentados para assassinar autoridades do governo bolivariano.

Leopoldo López foi condenado a quase 14 anos de prisom pola sua implicaçom na violência promovida polas “guarimbas” nas manifestaçons de 2014, saldadas com mortos, feridos e grandes destroços. Refugiou-se na Embaixada espanhola em Caracas após ser “libertado” do seu arresto domiciliário por forças dirigidas por Juan Guaidó, com o que participou numha tentativa de levantamento militar contra o governo bolivariano 30 de abril de 2019.

Como pode o mal chamado governo “progressista” de Pedro Sánchez proteger e permitir com total impunidade que o fascismo venezuelano debata e organize açons terroristas contra um governo legitimo?

Unidas Podemos e o vice-presidente Pablo Iglesias nom tenhem nada que dizer sobre isto?

Nicolás Maduro também anunciou esta segunda-feira a expulsom da embaixadora da Uniom Europeia, Isabel Brilhante, após as sançons decretadas por parte de Bruxelas a 11 dirigentes da Assembleia Nacional.

Desde a esquerda revolucionária galega manifestamos novamente a nossa solidariedade com a Revoluçom Bolivariana, condenamos rotundamente as açons desestabilizadoras e a tentativa golpista dos EUA e da UE contra o governo de Nicolás Maduro.

Exigimos ao governo espanhol que cesse a sua cumplicidade com o fascismo venezuelano, e entregue imediatamente ao terrorista Leopoldo López às autoridades venezuelanas.

Viva a Revoluçom Bolivariana!

Indepedência e Pátria Socialista!

Galiza-Venezuela, solidariedade!

28 DE JUNHO -DIA INTERNACIONAL DA LUITA POLA EMANCIPAÇOM LGTBI

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28 DE JUNHO -DIA INTERNACIONAL DA LUITA POLA EMANCIPAÇOM LGTBI

Neste 28 de junho queremos reivindicar com orgulho, que foi a bandeira vermelha do primeiro Estado obreiro da história, quem implementou umha boa parte das reivindicaçons e demandas de liberdade sexual, que hoje se reclamam aplicar nas legislaçons dos países capitalistas.

Frente tanta amnésia deliberadamente imposta, frente tanta trivializaçom, devemos lembrar que foi a Revoluçom bolchevique de 1917 o primeiro Estado que legislou em prol da livre liberdade sexual de mulheres e homens.

A mercantiliaçom e banalizaçom que define o atual movimento gay oculta este facto histórico, pois está hegemonizado polo pensamento burguês e nom questiona o modo de produçom capitalista.

Só no Socialismo se sentarám as bases para atingir a plena liberdade e emancipaçom sexual.

[MEMÓRIA ANTIFASCISTA] 88 aniversário da apresentaçom pública da organizaçom antifascista Antifaschistische Aktion

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[MEMÓRIA ANTIFASCISTA]

88 aniversário da apresentaçom pública da organizaçom antifascista promovida principalmente polo Partido Comunista Alemam (KPD) para evitar o avanço do fascismo.

26 de junho de 1932 Antifaschistische Aktion realiza um multitudinário mitim em Berlim.

Hoje, em pleno agravamento da crise estrutural do capitalismo senil, o fascismo “renovado” é umha das alternativas promovidas pola burguesia para garantir e perpetuar a sua supervivência, e dissuadir à classe operária de luitar pola Revoluçom Socialista/Comunista.

O fascismo nom é umha ameaça do passado, é umha realidade tangível na Europa e em outros pontos do globo.

É necessário vertebramos umha frente antifascista que resista a embestida da oligarquia e derrote a ditadura do capital nas ruas e centros de trabalho. Mas nom para defender a democracia burguesa e sim para articular a alternativa socialista. O antifascismo deve ter um inequívoco componente anticapitalista.

Pola criaçom de um Bloco Popular Antifascista!

No 89 aniversário da proclamaçom da 1ª República galega publicamos texto “Os novos símbolos da nova galiza”

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27 de junho, 89 aniversário da proclamaçom da 1ª República galega

ANTIFASCISTA E OBREIRA

Na publicaçom antifascista “Nova Galiza”, dirigida por Rafael Dieste e publicada em Barcelona [Catalunha] entre 1937 e 1938, Castelao publica o texto “Os novos símbolos da nova Galiza”.

No texto editado no nº 6 da revista, de 1 de julho de 1937, o patriota galego apresenta o novo escudo nacional da Galiza. Um emblema popularmente conhecido hoje como “A Sereia”, de claro caráter laico e antifascista.

Eis o escudo do futuro Estado Galego.

OS NOVOS SÍMBOLOS DA NOVA GALIZA

[…]

O escudo tradicional deve trocar-se por outro. Seríamos parvos se acreditassemos que pode subsistir depois da guerra o escudo tradicional da Galiza com o seu emblema eucarístico, pois ainda que lhe atribuíssemos umha altíssima significaçom poética, identificando-o com o Santo Grial, nom seria respeitado polos supervivintes galegos depois do sacrílego proceder da Igreja católica no nosso país. Acatemos, pois, a realidade e criemos um novo escudo.

O debuxo que acompanha estas linhas pode aforrar toda explicaçom; mas nom estará de mais umha defesa antecipada deste projeto.

O emblema comunista -fouce e martelo cruzados- que representa a uniom dos obreiros e camponeses atrai a nossa atençom, porque quigeramos dar com um símbolo igualmente afortunado que represente a uniom dos labregos e marinheiros da Galiza.

Cruzar umha fouce cumha âncora? Seria um plágio desafortunado. Também se poderiam cruzar dous frutos do trabalho galego. Um peixe e umha espiga? Resulta antiartístico. Seria perferível recurrir aos emblemas tradicionais que lembrassem a grandeza espiritual ou social da Galiza.

Figem provas para combinar a estrela com umha concha e além de nom deixar-me satisfeito resultava umha rememoraçom das peregrinagens jacobeas e nom umha lembrança da nossa universalidade.

Se os nacionalistas alemans -por considerarem-se ários- nom roubáram para si a “ikurrinha” basca teríamos nós um emblema genuinamente galego: a esvástica de três braços curvos encerrados num círculo, ou trisquel, que representaria o sol -pai de toda fecundidade-.

A esvástica dos alemans, com os braços dobrados em ángulo reto, já nom é ária, senom adataçom dum velho emblema cruziforme ao cristianismo.

Na Europa só os bascos tinham direito a usar este símbolo -por ser tardicional no País Basco- e usaro-no muito antes que os alemans como distintivo nacionalista. A esvástica galega, que tam arreio aparece na época castreja e que por tanto celta, seria um magnífico emblema nacional para a Galiza. Os alemans roubárom a “ikurrinha” basca e figérom impossível o trisquel galaico.

Nom nos ficava mais que a fouce de ouro sobre um fundo azul e a estrela vermelha, como emblemas do Trabalho e da Liberdade. Ourelando o escudo cumpria deixar patente o martírio da Galiza. E a sereia que pertence à heráldica galega, como símbolo marinho que fale do engado atlântico, origem das nossas aventuras.

Nada mais. E perdoade-me que aborde este tema com tanta antecipaçom. Quiçás seja esquecer as angústias presentes”.

Comunicado nº 145: POSIÇOM DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA PERANTE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DE 12 DE JULHO

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POSIÇOM DA ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA GALEGA PERANTE AS ELEIÇONS AUTONÓMICAS DE 12 DE JULHO

Parte das forças políticas que apresentam candidatura nas eleiçons autonómicas de 12 de julho, tenhem reconhecido de forma explícita e implícita, a inexistência de condiçons mínimas sanitárias e democráticas para umha convocatória eleitoral.

Porém, tanto as quatro forças da oposiçom com representaçom institucional no parlamentinho de cartom, como o resto dos partidos que formalizárom as suas candidaturas, descartárom realizar um “plantom”. A renúncia pública a apresentar candidatura teria contribuído para desmontar o engano destas eleiçons amanhadas polo PP, nas que à partida já está praticamente garantido que Feijó revalidará a maioria absoluta atual.

A renúncia a exercer um “plantom” de eminente caráter antifascista teria evitado as eleiçons trampa de 12 de julho, pois pola excepcionalidade que padecemos, nom existem as “mínimas condiçons democráticas” na lógica do parlamentarismo burguês, para realizar as eleiçons autonómicas. Forçando assim o PP adiar as eleiçons, pactuando umha nova data, após superarmos o estado de shock no que segue instalado umha parte considerável do povo trabalhador polos efeitos da pandémia.

Nestas condiçons a única posiçom mais coerente para evitarmos mais quatro anos de desfeita socio-laboral, económica, meio-ambiental e cultural, de privatizaçons e perda de conquistas e direitos, é nom alimentar a monumental fraude que facilitará 4 anos mais de políticas antipopulares e antigalegas por parte da camarilha fascista empoleirada no aparelho de dominaçom autonómico.

Todas as candidaturas, sem exceçom, que concorrem 12 de julho, serám cúmplices destas eleiçons amanhadas, absolutamente adulteradas, do “pucheiraço” de Feijó.

Agora Galiza-Unidade Popular nem participa nem apoia nengumha das candidaturas, mas tampouco solicitamos exercer o legítimo direito de abstençom que tem definido nos últimos anos a nossa posiçom.

Compartilhamos os anelos e desejos da imensa maioria do povo trabalhador galego da urgência de retirar o PP do governo autonómico exercendo o seu voto 12 de julho.

Mas também sabemos que no hipotético caso de Feijó perder a maioria absoluta, o governo alternativo que se pudesse configurar, nom aplicará políticas estruturalmente diferentes às do PP. Será um governo de “cara amável”, similar ao de PSOE/Unidas Podemos, que incumprirá entre sorrisos e boas palavras os compromissos adquiridos.

A alternativa operária e popular, patriótica e socialista, que a Galiza necessita, só pode ser construída ao calor da luita unitária nas ruas, empregando as instituiçons burguesas como simples caixa de resonáncia, onde exercer pedagogia de massas para demonstrar a impossibilidade de legislar ao serviço das maiorias sem superarmos o capitalismo.

Portanto, a militáncia e simpatizantes de Agora Galiza-Unidade Popular, adotará a decisom mais coerente e consequente com a linha política revolucionária do projeto de classe e patriótico que com perserverança estamos construíndo.

Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular

Na Pátria, 26 de junho de 2020