Comunicado nº 45. 20N. O franquismo segue vivo. Desmascaremo-lo!

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20N. O franquismo segue vivo. Desmascaremo-lo!

Qualquer alternativa às forças tradicionais que monopolizam a gestom governativa do atual regime espanhol que nom questione a sua natureza e nom aposte na superaçom pola via da rutura, é simplesmente umha farsa.

41 anos depois da morte por causas naturais do ditador Franco, e 80 anos após o falecimento do icone do fascismo espanhol José Antonio Primo de Rivera, continua viva a ideologia autoritária, reacionária e espanholista sobre a que se vertebrárom os 40 anos do franquismo.

Nom só nom se produziu a mais mínima depuraçom do conjunto do aparelho do Estado franquista, a chefatura do atual Estado espanhol foi imposta por Franco em 1969 quando recupera a monarquia bourbónica como pedra angular do atual regime.

Sem umha emenda à totalidade à legitimidade desta falsa democracia liberal que padecemos nom é possível construir umha força política ruturista nem um movimento social de massas visado a sua superaçom.

Eis polo que o ilusionismo promovido pola pequena-burguesia de poder alterar a longa fase de governos anti-populares ao serviço dos monopólios e a banca, plasmados na denominada “nova política”, som umha via morta que está constatando a sua incapacidade para implementar mudança algumha na gestom dos espaços institucionais que hoje ocupa.

Nom é possível mudar nada sem luita, sem povo trabalhador organizado, sem mobilizaçom social e sem confrontaçom.

O bloco oligárquico espanhol tem ganhado a batalha ideológica que permite gerir a multicrise que arrasta o Estado espanhol sem preocupantes turbulências políticas e no meio da maior “pax social” das últimas duas décadas.

Pretender construir na Galiza umha alternativa socio-política aos diktados de Bruxelas e Berlim via Madrid está irremediavelmente condenada ao mais absoluto fracasso.

Afirmar querer mudá-lo todo sem a coragem de questionar a essência do sistema, com práticas conciliadoras, nem ter a mais mínima vontade de vertebrar um movimento popular anticapitalista e independentista é um monumental engano.

Ao igual que reduzir o epicentro da luita em deslocar PP das instituiçons burguesas, ocultando as responsabilidades das outras expressons políticas promovidas polo sistema para garantir a ditadura burguesa.

Sem lugar a dúvidas Feijó na Galiza e Rajói e Albert Rivera a nível estatal som as cabeças visíveis dos dous partidos herdeiros diretos do franquismo, líderes das duas únicas forças parlamentares que nom condenárom os crimes da ditadura fascista responsável polo holocausto galego e polo empobrecimento e atraso que padece a nossa naçom.

PP e C´s som forças neofranquistas e neofalangistas, mas nom som menos letais para a classe operária e o conjunto do povo trabalhador galego que os interesses que defende o aparelho do PSOE, atualmente intervido diretamente polo Ibex 35.

É completamente adversa a conjuntura da luita de classes a escala nacional e internacional. O refluxo do movimento operário é umha realidade inocultável. Eis polo que após esta fase de ilusionismo eleitoral da nova socialdemocarcai, que só tem contribuºido para desmovimentar e desarmar ideologicamente ainda mais o povo trabalhador, a frustraçom popular vai ser capitalizada pola extrema-direita.

O desencanto com as forças tradicionais burguesas e o questionamenteo da alternáncia eleitoral nom está sendo vertebrada pola esquerda revolucionária em parte algumha. O sentimento e voto antisistema é um fenómeno em pleno desenvolvimento canalizado pola extrema-direita em boa parte da Uniom Europeia.

O franquismo sem Franco que hoje continua controlando os principais resortes de poder no Estado espanhol tem edificado na última década um conjunto legislativo em matéria repressiva e de retrocessos nas liberdades individuais e coletivas básicas para impossibilitar a única via possível de podermos construir umha nova sociedade: a rebeliom popular.

Enquanto os setores mais avançados do nosso povo e da nossa classe nom se despreendam do ilusionismo eleitoral e continuem abduzidos polas estéreis alternativas reformistas, o fascismo continuará alimentando-se da profunda frustraçom com o modelo vigorante e do descrédito da casta política que o gere, até eclosionar como alternativa populista no seio do povo trabalhador.

A criminalizaçom dos núcleos que nom claudicamos nem arriamos a bandeira da Revoluçom Socialista é a constataçom empírica de qual é o verdadeiro inimigo para a burguesia e o imperialismo espanhol e europeio. Continuar com a tarefa de reconstruir a esquerda revolucionária independentista galega segue sendo a nossa principal prioridade.

Fascismo nunca mais!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 17 de novembro de 2016

Comunicado nº 44: Novamente Rajói presidirá um governo contra a maioria social e a naçom galega

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Novamente Rajói presidirá um governo contra a maioria social e a naçom galega

À terceira vai a vencida! A última hora da tarde de hoje, sábado 29 de outubro, Mariano Rajói logrou ser investido presidente do governo espanhol com o apoio do PP, de C´s e de três partidos da direita regionalista satélites do PP.

Mas foi a abstençom da imensa maioria dos deputad@s do PSOE atraiçoando o sentir e o desejo dos seus/suas votantes de evitar um novo governo do PP quem permitiu que os bandidos e corruptos voltem a governar o Estado espanhol.

Deste jeito, após dez meses de interinidade, a Uniom Europeia, o grande capital articulado à volta do Ibex 35 e a Casa Real bourbónica logram configurar a tam desejada grande coaligaçom.

Hoje novamente nom houvo grandes surpresas. A renúncia à ata de deputado de Pedro Sánchez só deve ser interpretada como a estratégia adequada para situar-se no melhor posto de saída para voltar optar à secretário geral do PSOE.

Mas contrariamente à leitura de boa parte do reformismo este gesto nem situa Sánchez em parámetros de “esquerda”, nem facilita regenerar este partido, mais similar a umha grande corporaçom para fazer negócios que a umha força política situada no espaço socialdemocrata.

O discurso do reformismo populista considera que esta legislatura será curta e convulsa. Continuam a promover num cenário de adianto eleitoral a ilusom de um cada vez mais plausível governo alternativo o PP, configurado por um conjunto de forças dispares com o PSOE como peça imprescindível.

Mas todo indica que o PSOE de Felipe González e Susana Díaz, o PSOE de Abel Caballero e Carmela Silva, extendeu um cheque em branco a Rajói abrindo as portas para um apoio estável ao governo de bandidos e delinquentes , tal como exige Bruxelas, os monopólios e a Casa Real.

Lamentavelmente as mobilizaçons populares de hoje carecem de umha alternativa à margem do quadro sistémico e da lógica do turnismo eleitoral do regime da constituiçom de 78. Som umha simples válvula de escape para conter o malestar social e impossibilitar que transite face posiçons de rebeliom popular.

Galiza mais umha vez está fora de jogo porque simplesmente os interesses do nosso povo estám invisibilizados nas Cortes pola ausência da esquerda independentista. Nom porque o reformismo autótone careça de representaçom, nem tampouco polo rol de comparsa da Marea no seio do grupo parlementar de Podemos.

Agora Galiza lamenta que Mariano Rajói volte a presidir o Estado imperialista espanhol contra a vontade da imensa maioria social, mas também sabemos que a outra alternativa nom se diferenciaria muito do PP.

Todas as forças com representaçom nas Cortes som obedientes aos diktados da UE. Os diversos reformismos carecem da vontade política para superar o modelo, aspirando no melhor dos casos a implementar um conjunto de medidas meramente democraticistas e regeneracionistas, mas sem questionar o cerne do regime.

Perante este cenário tam adverso nom há mais caminho que o da luita. As políticas ultraliberais e assimilacionistas do PP-PSOE-C´s só poderám ser derrotadas na rua. Mas para lográ-lo é necessário reorganizar e implusionar o espaço da esquerda revolucionária e reiniciar um processo de mobilizaçom obreira, popular e nacional de caráter autónomo às estrategias eleitoralistas e pactistas dos dous reformismos hegemónicos na Galiza.

A nova reforma laboral, os brutais cortes que exige Bruxelas e Berlim e a alteraçom do sistema público de pensons só poderám ser derrotados nos centros de trabalho e nas ruas. O futuro dependerá da capacidade de luita e da combatividade do povo trabalhor.

PSOE-Podemos-C´s-PP a mesma merda é!

Até a vitória sempre!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 29 de outubro de 2016

Comunicado nº 43. Espanha, Estado bandido

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ESPANHA, UM ESTADO AUTORITÁRIO E BANDIDO

A situaçom política espanhola semelha complexa porque as forças do regime estám aplicando o guiom da doutrina do shock, umha terapia social que permite abrandar, domesticar e controlar umha sociedade empregando a desorientaçom que provoca umha catástrofe real ou neste caso umha traumática comoçom social artificialmente provocada.

A suposta deslizaçom face um estado geralizado de “caos” do Estado espanhol perante a incapacidade de conformar governo, agitando o “fantasma” dumhas terceiras eleiçons, facilita implementar o guiom pre-estabelecido, escrito ha muito tempo atrás pola troika e o Ibex 35.

Previamente impossibilitárom um governo alternativo a Rajói impondo o veto ao PSOE da única opçom viável, posteriormente forçárom um “golpe de estado” provocando a queda de Pedro Sánchez como secretário geral e a procura de articular umha maioria aritmética nas Cortes frente o binómio PP/C´s .

Agora o setor mais reacionário do PSOE vai facilitar a investidura de Mariano Rajói. À terceira vai a vencida!

No meio desta permanente turbulência alimentam empregando os seus meios de manipulaçom e controlo social mais inquietude e alarma social, um cenário visado a impor um estado de opiniom entre amplos setores populares favorável à necessidade de finalizar com “inestabilidade da interinidade” e a “urgência de um novo governo” para solucionar os problemas.

Deste jeito, entre filtraçons controladas de dados da investigaçom judicial “Púnica” contra a organizaçom de delinquentes promovida e conformada por dirigentes deste partido, pretendem facilitar a continuidade “natural” do governo bandido do PP que acelere umha nova reforma laboral, os brutais cortes que exige Bruxelas e Berlim e a alteraçom do sistema público de pensons.

Para lograr gerar um estado de opiniom de cansanço e desilusom social, de desmotivaçom popular, contam com o apoio absoluto dos meios de [des]informaçom. Com a imprensa canalha que manipula e minte. Os titulares de hoje dos jornais, assim como as últimas 24 horas de noticiários, crónicas, tertúlias televisivas e radiais, sobre o escracho numha universidade madrilena contra o senhor X dos GAL e o chefe do grupo PRISA, som um exemplo de absoluta manipulaçom mediática.

susana-diaz-felipe-gonzalez

Deste jeito desviam a atençom e/ou ocultam a gravidade da quebra a curto prazo da segurança social e portanto do sistema público de pensons, assim como a dimensom e implicaçons políticas do processo judicial da Gürtel onde se está demonstrando que o PP mediante umha rede mafiosa se financiava de forma ilegal, empregando os mesmos métodos que umha organizaçom criminal.

A inexistência dumha esquerda coerente e combativa com projeçom de massas, que denuncie de forma clara o que está acontecendo, que nom se pregue à ditadura mediática, emancipada da lógica do binómio eleitoralismo/parlamentarismo burguês, facilita o desenvolvimento da doutrina do shock.

A passividade, cobardia e os silêncios das forças da “esquerda” institucional permitem a mais absoluta impunidade dos que pretendem seguir eliminando as conquistas sociais, as liberdades e direitos, dos que querem acelerar a plena assimilaçom da Galiza destruindo a sua identidade nacional.

A alternativa populista da nova socialdemocracia espanhola articulada à volta de Podemos e as suas confluências está constatando a sua incapacidade para agir de muro de contençom da ofensiva reacionária do bloco oligárquico espanhol.

Até agora só logrou desativar a luita de massas, retirando o conflito social das ruas, neutralizando a imensa capacidade de luita da classe trabalhadora organizada e movimentada, substituindo-a polo estéril ilusionismo eleitoral.

O fracasso anunciado da alternativa populista nom só está extendendo o desencanto. O desolador panorama no que nos achamos abona e abre as portas do inferno, alimentando o monstro do fascismo que cresce por toda Europa.

Nestes tempos tam turbulentos e agitados, onde a confusom ideológica e o possibilismo político impedem a vertebraçom do espaço socialista, independentista e feminista galego, o cómodo e fácil é arriar as bandeiras e buscar acovilho entre o reformismo.

Porém, Agora Galiza mais umha vez manifesta a sua firme e insubornável determinaçom de continuarmos com paciência e persistência defendendo que a luita é o único caminho, que sem organizaçons revolucionárias estamos condenados irremediavelmente à nossa derrota como povo e como classse.

Antes mort@s que escrav@s!

Até a vitória sempre!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 20 de outubro de 2016

Comunicado nº 42: 12 de outubro. Nada que celebrarmos. O nosso futuro é a Galiza e em galego

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12 de outubro. Nada que celebrarmos

O nosso futuro é a Galiza e em galego

O “Dia da Raça” ou da “Hispanidade”, agora maquilhado como “Festa nacional de Espanha”, este ano tem lugar numha conjuntura política que constata o caráter ultrareacionário do regime postfranquista.

O golpe institucional com unánime suporte mediático contra a direçom do PSOE nom só responde às pressons do grande Capital articulado no Ibex 35 e da UE para a investidura de um novo governo do PP. A intransigente defesa da unidade do mercado denominado Espanha polo Estado derivado da Transiçom foi determinante na recente defenestraçom de Pedro Sánchez.

Está claro como no 23F, como no referendo da OTAN, como na entrada sem consultar na UE, ou na mais recente reforma express da sua constituiçom mudando o artigo 135 para impôr a “estabilidade orçamental” priorizando o pagamento da dívida externa, que os poderes económicos exercem de verdadeiro governo na sombra, tutelando e condicionando o inquilino da Moncloa, mas támbém a política dos partidos sistémicos.

Nas semanas prévias, o ex-secretário geral do PSOE estava tentando vertebar um governo alternativo ao do PP, operaçom para a que necessitava o apoio de forças soberanistas catalanas e bascas ideologicamente neoliberais. Mas nem lhe permitírom experimentar a alternáncia política que carateriza a ditadura democrática da burguesia espanhola.

Este golpe nom só foi um novo aviso a navegantes, a aqueles que seguem insistindo em que sim é possível mediante reformas emanadas de maiorias aritméticas parlamentares desmontar o regime de 78. É umha clara demonstraçom de que nom só pretendem manter o status quo da Espanha indivisível, som contrários a ensaiar qualquer malabarismo de federalismos virtuais.

Tal como deixa claro Juan Carlos de Bourbon numha entrevista de France 3 censurada em Espanha, Franco o dia anterior de morrer colheu a sua mao e dixo-lhe “alteza, o único que lhe solicito é que perserve a unidade de Espanha. E isso se o pensa um quer dizer muitas cousas. Nom me dixo fai isto, nom faças outra cousa. Nom, nom, a unidade de Espanha. Isso é todo”.

Estas declaraçons do “rei emérito” som suficientemente gráficas para entendermos qual é a forma que adota a luita de classes na Galiza e o caráter do inimigo que confrontamos na nossa luita. Sem libertaçom nacional, sem ferramentas de decisom próprias, sem independência e soberania nacional, toda declaraçom de mudar o regime é umha quimera.

Sem quebrar a unidade de Espanha nom é possível umha transformaçom social. Eis a imprescindível equaçom para vertebrar um movimento realmente ruturista e revolucionário Sem independência nacional nom se pode construir o Socialismo. Por sua vez o Socialismo é a garantia da independência e a soberania nacional da Galiza.

Mas a “esquerda” espanhola é profundamente jacobina, negadora dos direitos nacionais da Galiza e dos outros povos oprimidos, contrária por ativa ou por passiva ao exercício do direito de autodeterminaçom. Eis a linha vermelha diferenciadora entre a “esquerda” reformista e a revolucionária. Entre os que som aceitados e os que somos combatidos sem trégua.

O projeto político de Podemos perserva intato -com formas mais amáveis e mesmo às vezes aparentemente sedutoras-, o supremacismo espanhol.

Pablo Iglesias nom vai estar na Zarzuela nos atos de comemoraçom do genocídio espanhol, nem no desfile militar, por ser solidário com os direitos conculcados da Galiza e do resto de naçons oprimidas. Simplesmente nom vai estar porque Podemos tenta vertebrar um novo patriotismo espanhol superador do rançoso conceito franquista. Um renovado nacionalismo espanhol que logre a legitimaçom de amplos setores populares afastados do tradicional imaginário imperialista. Porém, o seu nacionalismo hispano é igual ou mais perigoso que o de Rajói, Felipe González, Feijó ou Abel Caballero.

Frente a este cenário tam adverso para a luita de classes e de libertaçom nacional já nom servem meias tintas, discursos ambíguos como os do BNG, a meio caminho entre a crítica radical do quadro autonómico e a reclamaçom formal da soberania nacional. Pois cada vez que cumpre exercer política e reforçar simbolicamente a oposiçom frontal aos alicerces do regime espanhol, optam por submeter-se a sua lógica. Como ontem quando o alcaide do seu Concelho estrela legitimava as forças armadas de ocupaçom participando em Ponte Vedra no ato de comemoraçom do 50 aniversário da BRILAT.

Neste 12 de outubro nada temos que comemorar e muito que denunciar. Agora Galiza transmite aos povos de América e das Caraíbas a solidariedade galega com a resistência indígena e a sua luita pola segunda e definitiva independência.

E ao nosso povo a exercermos com orgulho e sem complexos que somos e queremos sermos galegas e galegos, a repudiar esta data comemorativa do maior genocídio da história que favoreceu a expansom e consolidaçom do sistema capitalista que a dia de hoje pretende converter-nos novamente em escravos.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 10 de outubro de 2016

Comunicado nº 41 25S: Ganhou o PP de Feijó e perdeu o povo trabalhador galego

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25S: Ganhou o PP de Feijó e perdeu o povo trabalhador galego

  1. Os resultados das eleiçons autonómicas de 25 de setembro nom som positivos para o povo trabalhador e empobrecido da Galiza, nem a para o futuro da nossa naçom.

A esquerda independentista, feminista e socialista galega nom está satisfeita polo adverso panorama resultante, caraterizado pola vitória da reaçom, a recomposiçom da correlaçom eleitoral da oposiçom, e um parlamentinho carente de umha força revolucionária, sem um partido comprometido com a classe trabalhadora e a liberdade da Galiza, sem ataduras nem compromissos com o regime postfranquista.

  1. A contundente vitória do PP revalidando umha terceira maioria absoluta consecutiva, por surpreendente que poda parecer, nom foi um resultado inesperado. A conhecida, mas também a invisível maquinária de dominaçom da direita espanhola, empregou todos os meios possíveis para movimentar o eleitorado recurrindo a todos os mecanismos inimagínáveis. A sua maquinária estava perfeitamente operativa como constatam esses 676.676 votos atingidos [47.53%], mais de 1 ponto e médio e por volta de algo mais de 15.000 votos respeito a 2012.

  1. A Marea logrou ficar como principal força da oposiçom. Mas o empate em deputad@s com o PSOE está mui afastado do sorpasso que asseguravam atingir.

O “partido instrumental” continua perdendo apoios respeito às eleiçons de 20 de dezembro de 2015 e de 26 de junho deste ano, embora o espaço que representam avança respeito a experiência de AGE de 2012 quando a aliança entre Anova e IU logrou 200.828 votos [13.91%] e 9 deputad@s.

Os 271.418 votos da candidatura encabeçada por Luís Villares [19.07%]nem lográrom derrotar a maioria de Feijó, nem superar com claridom o PSOE, nem um grupo parlamentar mais afim à linha do beirismo. As diversas fraçons podemitas -hegemónicas entre os 14 representantes-, prognosticam um futuro similar ao de AGE na legislatura 2009-2012: permanente instabilidade e possíveis deserçons.

  1. O PSOE continua com a sua curva descendente, retrocedendo cerca de 50.000 votos, passando dos 297.584 [20.61%]de 2012 a 254.552 [17.88%]. A boicotagem do velho aparelho representado hoje polo cacique viguês Abel Caballero tem enormes responsabilidades na hemorragia de votos.

  1. O BNG também retrocede respeito a 2012, perdendo mais de 25.000 votos, embora fosse alterada a sensaçom subjetiva perante o panorama catastrofista dos inquéritos e a tendência face a marginalidade política derivada das últimas duas eleiçons às Cortes espanholas.

Com 118.982 sufrágios [8.36%]e 6 deputad@s o BNG logra manter grupo parlamentar assegurando a viabilidade económica que lhe permite manter a estrutura burocrática vital para sobreviver politicamente e perpetuar umha linha taticista, corresponsável pola crítica situaçom em que se acha o projeto nacional galego.

  1. O estrepitoso fracasso do neofalangismo representado por C´s é consequência da sua inutilidade na Galiza como partido dobradiça que facilite a governabilidade do PP, tal como foi concebido pola grande banca. 3.38% de apoios nas quatro circunscriçons eleitorais da Comunidade Autónoma representam 48.303 votos, um resultado que pola lei eleitoral fraguista impossibilita estar presente no parlamentinho do Hórreo.verdades-y-mentiras-del-debate-electoral-en-galicia

  2. A abstençom, opçom que Agora Galiza promoveu perante a impossibilidade de promover umha candidatura de esquerda ruptutrista com possibilidades reais de atingir um resultado digno, foi a opçom de 817.702 galegos e galegas. Este 36.25% é inferior substancialmente ao de 2012 quando a abstençom foi secundada por 45.09% do censo.

Consideramos que a opçom adotada foi e é a correta, pois apoiar o nacional-autonomismo impossibilita criar as condiçons subjetivas para dotar a Galiza e o seu povo trabalhador de umha alternativa revolucionária com apoio de massas.

  1. Os resultados constatam que o ilusionismo eleitoral alentado polas duas expressons do reformismo atuante na Galiza voltou a fracassar. Que as políticas da reaçom burguesa e do imperialismo espanhol nom se podem derrotar nas urnas. Constatam a incapacidade do conjunto da esquerda, tanto da reformista, como da revolucionária por ganhar o povo trabalhador.

  1. A “nova política” gerada nos laboratórios da burguesia do planalto hispano para evitar, ou polo menos atrasar umha crise institucional e política, para salvar o regime postfranquista, é responsável direta pola atual pax social, pola desmobilizaçom operária e popular, polo fetichismo parlamentar que penetrou entre a juventude galega, fatores importante à hora de compreender os acontecimentos em curso.

Esta campanha eleitoral foi expressom desta inoperante via institucional defendida polo reformismo: o narcopresidente e a sua camarilha gansteril realizárom umha campanha eleitoral sem praticamente serem alterados polos setores mais avançados e combativos da maioria social atingida polas suas políticas de precariedade laboral, perda de direitos, deterioramente e privatizaçom dos serviços públicos, miséria e exclusom social, emigraçom juvenil, destruiçom da nossa língua e cultura nacional.

  1. Feijó e o que representa só poderá ser derrotado na rua, após um processo de combate e formaçom ideológica, de auto-organizaçom operária e popular, que permitam iniciar um ciclo de luitas permanentes, de mobilizaçom constante e encadeada, sob umha estratégia de ruptura para a conquista do poder real.

Enquanto as castas que dominam as forças da esquerda maioritária continuem enganando ao povo com imaginárias vitórias eleitorais, partidos telemáticos, configurados para e pola pequena-burguesia, o Ibex 35 continuará implementado as suas políticas depredadoras contra nós e contra a nossa Pátria.

  1. Enquanto quem cobra um salário de miséria com jornadas laborais extenuantes, o que tem as suas filhas emigradas em Londres, Barcelona ou Berlim ou vendendo a sua força de trabalho aqui em condiçons decimonónicas, enquanto quem é desatendido na sanidade pública com um serviço deficiente, enquanto quem cobre umha pensiom que só atinge para chegar dignamente à metade do mês, siga sendo incapaz de discernir quem son os responsáveis diretos da sua situaçom, o PP na Galiza continuará a ter um poder eleitoral sobredimensionado.

  1. Agora Galiza, organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional, acreditamos no potencial revolucionário do nosso povo. Nem desprezamos nem muito menos culpabilizamos as camadas populares que continuem alimentando eleitoralmente a estrutura de dominaçom do PP mediante o seu respaldo eleitoral. Sabemos quais som as múltiplas razons que nos permitem explicar e entender os resultados de hoje.

  1. O atronador silêncio das ruas desertas na noite de ontem som a melhor fotografia de um País desafeto com a miserável política existente, de um povo resignado polo mal menor, carente de um projeto ilusionante que aglutine e ative as maiorias.

Esses mais de dous milhons e médio de galegas e galegos que ou bem optárom por votar nalgumha das mais de 20 forças que concorrérom onte, ou bem optárom pola abstençom, é a razom da existência de Agora Galiza. Construir a nova ferramenta de organizaçom, mobilizaçom e combate é a nossa razom de ser. Aqui estamos e aqui seguiremos.

Os resultados de ontem devem ser relativizados. O PP nom representa nem muito menos a maioria deste País. Só 1 de cada 4 galeg@s votárom Feijó: 676.676 de 2.701.837 compatriotas da Comunidade Autónoma com direito a voto.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 26 de setembro de 2016

Comunicado nº 40. PORQUE A “ESQUERDA” ELEITORAL NOM SOLICITA A ILEGALIZAÇOM DO PP?

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PORQUE A “ESQUERDA” ELEITORAL NOM SOLICITA A ILEGALIZAÇOM DO PP?

A baixa voluntária do PP de Rita Barberá após a sua imputaçom, coincide com a retirada da denúncia apresentada por Luís Barcenas contra o seu partido, por ter apagado os discos rígidos dos computadores onde estava registada a caixa B da contabilidade.

Perante esta situaçom a “esquerda” institucional coincide com os meios de [des]informaçom da ditadura mediática espanhola à hora de alimentar umha falsa polémica.

É secundário que a ex-alcaldesa de Valência conserve o seu escano no Senado. Mas ai é onde se concentra a crítica das forças políticas situadas no “eixo da esquerda”, de Podemos/Marea e do BNG.

Esta “esquerda” está tam apodrecida como o regime vigorante no Estado espanhol. Os seus compromissos com a lógica do postfranquismo, com o sistema capitalista, e a composiçom de classe das suas elites, impossibilitam-na para agir com umha linha ruturista.

A prática da conciliaçom e a “responsabilidade” definem o seu ADN político-ideológico por muito palavrório “esquerdista” que às vezes é empregue para satisfazer parte da sua base social que logicamente reclama mais contundência.

A fotografia d@s cabeças de lista de BNG, Marea, PSOE e PP por Lugo para as autonómicas compartilhando entre sorrisos a bandeira autonómica galega, a que nega a nossa condiçom nacional e exprime a opressom que padecemos por Espanha, manifesta de forma gráfica a lógica sistémica da que esta “esquerda” nom quer nem pode despreender-se.

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Numha conjuntura como a atual, na que umha parte importante das elites do PP estám argüidas em centenares de casos de corruçom, no que está mais que demonstrado que o partido de Mariano Rajói e Alberto N. Feijó é umha organizaçom criminal, umha vulgar banda de delinquentes, é ineludível solicitar a ilegalizaçom do PP.

Mas nada disto fam. Alimentam a ilusom de articular no 25S um frente anti-PP, de ativar o voto dos setores que perante a carência de umha alternativa revolucionária no campo eleitoral optamos pola abstençom.

Nom querem derrotar o PP, só pretendem deslocá-lo do centro do tabuleiro institucional, exercendo assim a alternáncia eleitoral que permite a solidez da pseudemocracia do Ibex 35 e os monopólios.

Deste jeito reforçam a lógica “democrática” de um sistema irreformável ao que nom se podem aplicar remendos. Descartando a superaçom do sistema estám contribuindo para a legitimá-lo e salválo-lo.

No equador dumha campanha eleitoral tam anódina como carente da confrontaçom de projetos antagónicos tanto no ámbito de classe como nacional, a esquerda independentista e socialista galega vertebrada à volta de Agora Galiza este 25S apelamos para a abstençom ativa.

Nom nos resignamos a ser meros espetadores de umha farsa que só facilita o nosso empobrecimento e exploraçom como classe e povo, a paulatina destruiçom e assimilaçom da Galiza polo supremacismo espanhol.

É necessário um projeto revolucionário galego ao serviço do povo trabalhador, dirigido pola classe obreira, visado para recuperar a nossa independência e soberania nacional.

Nada disto aparece nem fai parte da prática de Podemos/Marea e do BNG. Eis polo que nom existem razons para emprestar mais umha vez o nosso voto.

25S nom temos porque escolher entre umha falsa disjuntiva. Por este motivo consideramos que nom temos porque optar entre apoiar partidos de bandidos nem forças que no melhor dos casos só prometem remendos.

Agora Galiza apela ao povo trabalhador galego a exercer sem complexos nem má consciência a abstençom ativa.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 16 de setembro de 2016

GALIZA COM O CHILE QUE LUITA POLA REVOLUÇOM SOCIALISTA.

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GALIZA COM O CHILE QUE LUITA POLA REVOLUÇOM SOCIALISTA

No 43 aniversário do golpe de estado de Pinochet contra o governo da Unidade Popular, Agora Galiza manifesta a sua solidariedade internacionalista com o povo trabalhador chileno.
11 de setembro de 1973 era liquidada a sangue e fogo a “via chilena ao socialismo”. O imperialismo norteamericano finalizava com a ilusom reformista de construir o Socialismo sem derruvar o Estado burguês, sem desmontar os seus poderosos mecanismos de dominaçom.
Ao igual que na Galiza de julho de 1936 no Chile de 1973 o legalismo e o fetichismo parlamentarista da esquerda reformista vacilou à hora de armar a classe operária para derrotar a ofensiva fascista, tal como solicitavam as organizaçons revolucionárias.
O presidente Salvador Allende decidiu execessivamente tarde resistir e defender com as armas na mao as conquistas, direitos e liberdades atingidas polo governo da Unidade Popular.

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A esquerda independentista galega transmite unha saudaçom revolucionária ao Chile insurgente e combativo, ao que nom arria as bandeiras de Manuel Rodríguez, Luis Emilio Recabarren e Miguel Enríquez.

A rebeliom nom só é um direito, é umha necessidade!
A luita é o único caminho!
Até a vitória sempre!

Comunicado nº 39. PORRINHO: 4 MORTOS E DÚZIAS DE FERID@S EM ACIDENTE FERROVIÁRIO

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PORRINHO: 4 MORTOS E DÚZIAS DE FERID@S EM ACIDENTE FERROVIÁRIO

Novamente um acidente de comboio sacude o nosso país. A tragédia de Angrois volta a converter-se numha realidade.

Hoje pola manhá tivo lugar o descarrilamento na estaçom do Porrinho do comboio que realiza o trajeto Vigo-Porto, provocando segundo reconto provisório quatro mortes e dúzias de pessoas feridas.

O abandono e deterioramanto dos caminhos de ferro e envelhecimento das carruagens e maquinária está na origem desta tragédia.

Agora Galiza transmite as condolências e solidariedade da esquerda independentista e socialista galega a familiares e amizades da vítimas.

De nada basta lamentos e declaraçons para a galeria. Sem medidas concretas todo é palha!

De nada vale suspender campanha eleitoral, de nada servem as visitas de políticos à zona do acidente unicamente para tirar umha foto na procura e votos se nom se alteram as políticas que destruírom o transporte de ferrocarril interno primando o AVE.

Mais umha vez solicitamos um plano integral de investimento ferroviário que garanta a segurança, melhore este meio de transporte esencial para articular Galiza e comunicar-nos com o exterior, com Portugal e o resto da Europa.

É urgente modernizar, eletrificar e alargar os caminhos de ferro intercomunicando todas as cidades galegas entre si.

É necessário criar umha empresa nacional de transporte que dote a Galiza de umha companhia pública de caminhos de ferro que vertebre e dê coesom ao País com modernas e rápidas ligaçons de dupla via incrementando o número de destinos internos e frequências, e facilitando o acesso à Europa.

Galiza necessita potencializar o tráfego de mercadorias por comboio ligando os principais polígonos, zonas industriais e portos com os principais nós ferroviários.

Cumpre construir um metropolitano de superfície que ligue a articule a área metropolitana de Vigo, com um ramal específico com a fronteira portuguesa.


Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 9 de setembro de 2016

Comunicado nº 38. 25S Nem bandidos nem remendos. Abstençom

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25S Nem bandidos nem remendos. Abstençom

Por terceira vez em menos dum ano o povo galego é apelado para participar num processo eleitoral. Nesta ocasiom para o parlamentinho autonómico, umha instituiçom sem soberania, submetida à legislaçom espanhola e da UE, portanto desprovisto de atribuiçons em matérias fundamentais para defender os interesses do povo trabalhador e da naçom galega.

Novamente a abstençom ativa é a posiçom que adota a esquerda independentista, socialista e feminista galega articulada em Agora Galiza.

Tal como já manifestámos em dezembro de 2015 e junho de 2016, consideramos que na atual fase da luita de classes e de libertaçom nacional nom existem as mínimas condiçons para que a esquerda revolucionária participe nos processos eleitorais que legitimam a democracia burguesa espanhola.

Nom existem basicamente por duas razons:

1-O espaço sociopolítico em que nos enquadramos está desmembrado e nesta conjuntura a participaçom nas eleiçons nom é a via para reconfigurá-lo.

2- O ilusionismo eleitoral promovido pola fraudulenta “nova política” tem desmovimentado a classe operária e o conjunto do povo trabalhador, reforçando os mecanismos de alienaçom e legitimaçom de um regime caraterizado polo latrocínio e a sobreexploraçom de classe, decidido a aniquilar o projeto nacional galego.

O mercado eleitoral de 25 de setembro possibilita escolher basicamente entre dous campos.


1- O das
forças políticas tradicionais caraterizadas por defender o regime postfranquista e o capitalismo neoliberal. Tanto PP, PSOE como C´s som forças ultrareacionárias que só pretendem reforçar o status quo que tem conducido a amplos setores populares ao empobrecmento, precarizaçom e perda permamente de direitos e liberdades.

2- O das forças reformistas que com discursos similares -diferenciados no vetor nacional-, alimentam a possibilidade de mudar o curso dos acontecimentos introduzindo umha papeleta numha urna. Tanto Podemos/Marea como o BNG continuam nutrindo a ilusom de que é possível recuperar direitos, conquistas e liberdades mediante o trabalho parlamentar e institucional.

A realidade é teimuda e constata que estamos numha longa fase de refluxo operário, popular, feminista e nacional. Um ciclo em que particamente deaparecérom as mobilizaçons e luitas, única via para frear os planos da burguesia de impor um sistema de exploraçom de classe, similar ao de inícios do século XX.

Sabemos que a nossa posiçom é compartilhada por dezenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores, de jovens, de homens e mulheres empobrecidos e abafados polo capitalismo espanhol e a UE, mas que perante a possibilidade de “deslocar” o governinho bandido que ocupa a Junta da Galiza desde há oito anos, deixam-se arrastar pola esperança de tentá-lo mais umha vez empregando as normas trucadas de um sistema eleitoral elaborado para perpetuar a dominaçom dos partidos do regime de 78.

A todas e todos estes compatriotas solicitamos que analisem os resultados reais da via ensaiada polas forças reformistas após mais de quatro décadas.

Nom passa de umha ilusom acreditar que participar no processo eleitoral é o mecanismo ajeitado para derrotar o PP. Pois em caso de lográ-lo as experiências dos governos “alternativos” estám ai: mera gestom morna das diretrizes marcadas por Madrid, Bruxelas e Washington e incumprimento das promessas.

Apostar nas mornas políticas de remendos que prometem Podemos/Marea e o BNG é atrasar a recomposiçom de um bloco operário e popular, de dotá-lo dumha estratégia revolucionária que acumule forças para recuperar a soberania e a independência nacional da Galiza para sentar as bases da construçom do socialismo.

Nom existem atalhos nem fórmulas cómodas e fáceis para mudar o presente. Que nom nos enganem.

Só a luita organizada e combativa da classe operária e do povo trabalhador galego alicerçada na mobilizaçom permanente e encadeada logrará derrotar as políticas ultrareacionárias e antipopulares, as políticas autoritárias do amigo de Marcial Dorado, do dirigente do partido de Barcenas, Rato, Soria, da Gurtel e de muitos outros milhares de delinquentes.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 9 de setembro de 2016

Comunicado nº 37. Três farsinhas estivais da grande farsa da democracia burguesa espanhola

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Três farsinhas estivais da grande farsa da democracia burguesa espanhola.

Entre o desinteresse popular finaliza um atípico mês de agosto condicionado polas eleiçons autonómicas de 27 de setembro e os pactos de investidura para conformar o governo espanhol.

  1. Resultaria esperpéntico, de nom ser mais umha mostra do profundo desprezo da oligarquia espanhola polo povo trabalhador, o processo de negociaçom entre PP e C´s para atingir os apoios que facilitem a continuidade de Rajói na Moncloa. É um insulto à inteligência “negociar” um pacto de “regeneraçom democrática e combate à corruçom” quando na equipa de negociaçom do PP há arguídos e este partido é umha organizaçom para delinquir. É como se os lobbys incendiários negociassem um acordo de combate aos lumes ou dous restaurantes veganos negociassem umha ementa em base a carnes.

Umha autêntica fraude dumha casta política sem escrúpulos que pretende perpetuar um governo bandido tutelado pola troika.

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  1. A inexistente oposiçom real ao governo Rajói alimenta esta primeira farsinha.

O PSOE de Pedro Sánchez carece da força suficiente para garantir que nom vai ceder às pressons económicas, institucionais e mediáticas para que facilite mediante a abstençom a investidura do registador da propriedade, natural de Ponte Vedra, que lhe solicita Bruxelas, Berlim e Washington.

Podemos estivo praticamente de férias em agosto, mais preocupado com ver como evitar ser relegado a umha posiçom subsidiária pola Marea a nível autonómico galego, que em articular umha maioria alternativa ao PP de Rajói.

  1. O espetáculo do PSOE supera o patetismo no caso da sua seçom galega. O aparelho que perdeu as primárias, mais os interesses caciquis do alcaide de Vigo estám rebentando literalmente a precampanha de Joaquim Leiceaga. Ao ex-dirigente da UPG nom lhe dam trégua pola composiçom final das candidaturas que deixam fora as vacas sagradas do pacovazquismo e dos posteriores aparelhos. Dia sim e dia também nom ganha para desgostos. Mendez Romeu é responsável pola guerra civil que devora qualquer expetativa sensata de ensombrecer umha doce vitória ao amigo de Marcial Dorado.

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O invento galaico do “partido instrumental” denominado Marea, após meses de tensom permanente entre a “alma nacionalista galega” e a franquícia local da castinha da Complutense, sobre a fórmula de apresentaçom eleitoral que ocultava a distribuiçom de escanos, saldou-se com umhas primárias sobre as que pesam irregularidades onde o grande vencedor foi Podemos.

Em todo este show ninguém apresentou um debate de ideias e/ou projetos diferentes.

@s candidatos do partido mais jacobinista do espanholismo defenestrárom literalmente o beirismo após lograr com cumplicidades internas sacá-lo bruscamente da pista de saída a candidato à Junta.

As diversas fraçons do podemismo provocaróm umha derrota sem paliativos das candidaturas de Anova e IU.

O panorama do futuro grupo parlamentar nom deveria facilitar o sono de Villares, um anódino candidato hipotecado pola sua formaçom e compromisso institucional com a lógica do regime que a retórica da Marea afirmava quere mudar.

ponto

O BNG continua enredado entre o que sempre foi, alguns querem ingenuamente que seja, e o que em realidade é.

O discurso da sua candidata depende do dia da semana. Um domingo pode reclamar prudentemente a soberania nacional como única forma de solucionar os problemas da maioria social, como ao dia seguinte falar de autogoverno. Continua enredado no taticismo eleitoralista para procurar umha soluçom a tantos estómagos agradecidos que temem perder os seus postinhos se continuam em queda livre.

A segunda farsinha do PSOE, Marea e BNG facilita que cada vez Feijó tenha mais fácil continuar ocupando a casa do Monte Pio.

  1. Com este desolador panorama a terceira farsinha que alimenta o negligente e entreguista Feijó e o seu poderoso aparelho de propaganda e rede clientelar, permite que a dia de hoje nom haja muitas possibilidades de desputar a maioria absoluta de que desfruta o PP.

  1. Novamente voltarám os apelos a votar para afastar o PP da Junta. Mas tal como manifestámos em dezembro de 2015 e em junho deste ano, nada variou para que a esquerda independentista, socialista e feminista galega modifique a sua linha abstencionista e apoie a eleitoralmente qualquer das candidaturas que se apresentam.

A classe operária e as camadas populares, o povo trabalhador e empobrecido da Galiza carece da imprescindível ferramenta defensiva e de luita que as circunstâncias objetivas demandam.

A forma de construí-la nom é a da política espectáculo, a da falsa mestizagem e permanente metamorfose que converteu o BNG e a Marea em instrumentos inservíveis para avançar no caminho de recuperar direitos, conquistas e liberdades.

Necessitamos umha esquerda combativa e com coragem, sem servidumes nem ataduras. Que nom alimente a grande farsa do ilusionismo eleitoral desta falsa democracia.

Sem quebrar com o regime de 78 e iniciar um processo constituinte galego visado para a recuperaçom da soberania e a independência nacional que nos permita sentar as bases do Socialismo nom há alternativa ao neoliberalismo selvagem [PP, PSOE, C´s] ou neoliberalismo suave [Podemos/Marea e BNG].

Construí-la é a prioridade do movimento operário e popular.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 26 de agosto de 2016