Solidariedade Internacionalista: LIBERDADE E AMNISTIA PARA @S PRISIONEIR@S POLÍTIC@S COLOMBIAN@S.

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[Solidariedade Internacionalista]

LIBERDADE E AMNISTIA PARA @S PRISIONEIR@S POLÍTIC@S COLOMBIAN@S

O flagrante incumprimento da libertaçom do conjunto das presas e presos políticos, tal como está acordado nos acordos de Havana, constata as enormes limitaçons do “processo de paz” em curso e a natureza terrorista do Estado colombiano.
Perante esta situaçom, o dia 26 de junho, 1.775 prisioneiros e prisioneiras políticas dos 2.577 encarcerados em 19 centros penitenciários, iniciárom umha greve para exigir a sua imediata liberdade.
A dia de hoje já som mais de 1.446 o número que decidírom aderir à greve de fame para exigir a sua amnistia.
Destacar que já som 45 o número de revolucionários que decidírom suturar a sua boca como medida de pressom.
Saudamos a greve de fame de apoio iniciada polo comandante Jesús Santrich, destacado membro do Estado Maior Central das FARC-EP que formou parte da delegaçom que negociou com o Estado colombiano em Havana.
Agora Galiza -organizaçom socialista e feminista galega de libertaçom nacional-, manifesta a solidariedade com o conjunto das revolucionárias e revolucionários colombianos encadeados para os que reclama a sua imediata liberdade.

Camaradas, forte abraço da Galiza rebelde e combativa!
A luita é o único caminho!

DIA DA PÁTRIA 2017. A esquerda independentista galega recupera a iniciativa no Dia da Pátria.

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DIA DA PÁTRIA 2017

A esquerda independentista galega recupera a iniciativa no Dia da Pátria.

Agora Galiza organiza o 25 de Julho umha concentraçom e ato político sob a legenda REBELIOM POPULAR. Independência e Pátria Socialista.


A iniciativa que se desenvolverá às 12 horas na praça 8 de Março de Compostela, vai precedida dumha intensa campanha de agitaçom e propaganda que se inícia hoje mesmo, concebida como ponto de partida para impulsionar o projeto revolucionário do socialismo independentista.


Nos vindouros dias iremos informando do formato concreto do ato polítco que contará com a presença de seis organizaçons e partidos independentistas e revolucionários que nos acompanharám presencialmente na emblemática praça da capital da Galiza.

Comunicado nº 62.: 27 de junho, 86 aniversário da República Galega. A POLA SEGUNDA!

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27 de junho, 86 aniversário da República Galega

A POLA SEGUNDA!

Há agora 86 anos umha greve geral de orientaçom revolucionária promovida polo proletariado galego, proclama em Compostela a 1ª República Galega. Uns dia antes na Póvoa de Seabra e em Ourense também se tinha produzido um movimento similar.

A paralisaçom das obras do caminho de ferro Corunha-Compostela-Ourense-Samora, polo recem estreado governo da II República espanhola, estava na origem da indignaçom popular que percorria a Galiza.

Porém, foi na capital galega na tarde do 27 de junho de 1931, paralisada por umha greve, quando umha multidom que tinha realizado um grande comício na Alameda ocupou a praça do Obradoiro e as instalaçons municipais do paço de Rajói para nomear Alonso Rios como presidente da Junta Revolucionária da República Galega.

Este facto ocultado pola historiografia oficial e praticamente desconhecido até nom há muitos anos polo nosso povo possui umha indiscutível releváncia histórica.

Embora a proclamaçom da nossa independência nacional foi efémera pola hábil decisom do governo republicano espanhol de reinicar as obras do ferrocarril, desativando assim o desenvolvimento do movimento insurrecional, trascende ser umha simples declaraçom simbólica.

A recuperaçom da nossa independência e soberania nacional é o cerne da luita de classes na Galiza. Sem recuperarmos a soberania conculcada por Espanha e a UE nom há a mais mínima possibilidade de implementar um programa de reformas visadas para melhorar as condiçons de vida, recuperar e alargar os direitos sociais e as liberdades do conjunto do povo trabalhador.

Simplesmente é impossível iniciar a edificaçom dumha sociedade socialista sem conquistarmos a independência nacional da Galiza.

Carece de percorrido algum toda aquela estratégia que, reivindicando mudanças e transformaçons sociais, nom se incardina na defesa intransigente dumha Pátria soberana. Sem proclamarmos a 2ª República Galega nom podemos construir um País com justiça social.

A defesa do direito de autodeterminaçom, sem condiçons nem restriçons, é o eixo de qualquer programa que se reivindique de esquerda.

A independência nacional da Galiza, e do resto das naçons oprimidas polo Estado imperialista espanhol, é a melhor contribuiçom das naçons e povos trabalhadores como o galego para o debilitamento do bloco de classes oligárquico, e portanto para o processo histórico que favorece também a conquista do poder polo proletariado espanhol.

Negar este direito básico desde postulados aparentemente “progressistas” é umha caraterística histórica das forças da denominada esquerda espanhola, hipotecadas para qualquer processo de ruptura com o regime postfranquista até se libertarem do seu chauvinismo, do seu compromisso com o paradigma burguês da indivisibilidade do mercado denominado Espanha.

Espanha naçom de naçons”, “Estado plurinacional”, “Federalismo” e similares formulaçons que atualmente defendem Podemos, IU e o PSOE, som simples enganos para neutralizar com promessas de reformas da Constituiçom de 1978 a vontade do povo catalám de decidir livremente o seu destino.

Com outra retórica e outras formas coincidem com o PP e o neofalangismo laranja de C´s na perpetuaçom da opressom nacional da Galiza, na negaçom dos nossos direitos como povo.

Frente a este cenário nom cabem meias tintas. Ou se está por manter o status quo imposto há quarenta anos nos pactos da Transiçom de converter a Naçom galega numha simples “Comunidade Autónoma” sem competências nem soberania real, ou se aposta sem complexos nem timoratismos na defesa da independência nacional.

O BNG por muito lifting que se faga continua instalado no autonomismo radical de verniz soberanista, que renúncia à conquista do Estado Galego, e portanto esterilizado para articular um movimento popular visado para a libertaçom nacional. Nom se trata de termos “voz própria” em Madrid para condicionar o governo espanhol e facilitar o encaixe da Galiza em Espanha, e sim de dotar-nos dumha institucionalidade plenamente soberana.

O “soberanismo” de Anova é similar ao do BNG, hipotecado pola sua aliança com o espanholismo e a renúncia ao princípio da auto-organizaçom caraterístico dumha política patriótica e de esquerda.

Neste 86 aniversário da proclamaçom da 1ª República Galega, Agora Galiza manifesta que só umha República Galega de caráter socialista pode abrir o caminho a umha nova Galiza com justiça social, liberdades e plenos direitos. A pola Segunda!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 24 de junho de 2017

Comunicado nº 61. Solidariedade com o centro social Escárnio e Maldizer. Fora a UIP de Compostela!

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Solidariedade com o centro social Escárnio e Maldizer

Fora a UIP de Compostela!

Na zona velha de Compostela há centenares de casas vazias, muitas delas em estado ruinoso. Utilizar prédios abandonados para converté-los em espaços abertos para atividades diversas, visadas para divulgar cultura e lezer sem subsídios nem ajudas institucionais, nom só é legítimo, é umha iniciativa positiva de auto-organizaçom popular que contribui para articular o tecido social e a frear um modelo de cidade que pretende converter as nossas ruas e praças num gigantesco parque temático para o turismo.

Mas o Capital nom permite o questionamento da propriedade privada, epicentro de um modelo socio-económico construído sobre a lógica da exploraçom e a desigualdade, fonte permanente de injustiças.

Embora Agora Galiza é mui crítica com a gestom do atual governo municipal e a morna oposiçom de Compostela Aberta a Santiago Villanueva -o chefe das forças policiais espanholas na Galiza-, na clausura e metodologia empregue no despejo do centro social Escárnio e Maldizer, também somos conscientes que as forças mais obscurantistas, os poderes mais reacionários da capital da Galiza, com apoio da Delegaçom do Governo espanhol, estám conjurados para desgastar o alcaide Martinho Noriega.

A campanha sistemática de injúrias e calúnias da imprensa canalha contra o coletivo que geria o espaço ocupado na rua da Algália de Baixo, som paradigma de até onde está disposto a chegar o PP e os meios de [des]informaçom que subsídia para recuperar o governo da cidade.

Com a clausura do CS Escárnio e Maldizer sem prévia comunicaçom ao Concelho, os poderes fáticos pretendem basicamente deslegitimar a autoridade do alcaide. Procuram criar umha artificial atmósfera de caos mediante o emprego da brutalidade e ocupaçom policial da cidade polas unidades de élite, especializadas na intimidaçom, repressom e violaçom dos mais elementares direitos individuais e coletivos à expressom e manifestaçom.

Assim o povo trabalhador compostelano levamos mais de dez dias padecendo umha campanha de mentiras por parte do PP e dos mal chamados meios de “comunicaçom” ao seu serviço. Sim, Agustín Hernández e o seu pitbull Alejandro Sánchez Brunete, em perfeita sincronizaçom com “El Correo Gallego” e “La Voz de Galicia”, manipulam a realidade do que aconteceu dia 30 de maio na Algália, intoxicam sobre os legítimos protestos e criminaliza quem defendemos umha Compostela viva, dinámica, auto-organizada, ao serviço da vizinhança.

É hora de chamar as cousas polo seu nome, sem eufemismos nem maquilhagens! Demetrio Peláez, Xurxo Melchor, Carlos Luis Rodriguez, Roberto Blanco Valdés, só por citar alguns nomes, nom som jornalistas!, som simples sinistros mercenários ao serviço do seu amo, especialistas em especular e deformar a realidade.

Nom esqueçamos que umha das peças essenciais do atual regime é o monopólio da [des]informaçom mediante umha ditadura mediática que exclui o pluralismo político e ideológico, que difama e combate sem trégua a luita operária, nacional e popular. A realidade da imprensa “galega” som empresas quebradas, que como “El Correo Gallego” endivida meses e meses de salários ao seu quadro de pessoal, com dívidas milionárias com bancos e proveedores, que simplesmente só continua aberto graças as “ajudas” institucionais do governo autonómico do PP.

Sem a injeçom de milhons de euros da Junta de Galiza ou da Deputaçom de Ourense possivelmente “La Voz de Galicia” ou a “La Región” também estariam fechados.

Alarmismo, exageraçom e burdas mentiras, definem os seus relatos, sempre do lado dos poderosos, dos que nos condenam ao desemprego, a salários e pensons de miséria, à precariedade laboral, a cortes e deterioramento da educaçom e a sanidade, à emigraçom.

Nengum destes meios informa que a imobiliária “La Rosaleda”, quem comprou a casa da Algália, é  umha construtora fraudulenta e especuladora, que adivida salários aos seus trabalhadores e milhares de euros a fornecedores.

Estes som os falsos paladins da liberdade de expressom. Os que convertem o que deviam ser jornais informativos em simples boletins policiais, em panfletos elaborados nos mais profundos sumidouros do regime postfranquista.

Quem sementa as ruas da cidade de violência, quem aterroriza à vizinhança, que impom a lei da impunidade e brutalidade policial, é a Delegaçom do Governo mediante a ocupaçom das ruas pola UIP.

Perante este cenário nom podemos ser neutrais. O governo municipal de Compostela nom estivo à altura da circunstáncias, deveria ter paralisado in situ o ilegal tapiado de portas e janelas do prédio ocupado. Martinho Noriega e os seus concelheir@s acompanhados pola polícia Municipal deveriam ter paralisado este atentado contra o património da cidade, pois nom conta com as autorizaçons administrativas pertinentes.


A indecisom e o timoratismo só reforça as forças reacionárias
. Condenar o legítimo direito ao exercício da autodefesa frente a violência policial, só contribui para legitimar a repressom policial. Compostela Aberta, mas também o BNG, som incapaces de superar as limitaçons genéticas da sua natureza pacifista pequeno-burguesa.

Os seus posicionamentos respeito à repressom policial contra as manifestaçons de apoio ao CS Escárnio e Maldizer fraco favor lhe fam à luita popular.

Só contribuem para reforçar as posiçons intoxicadoras e criminalizadoras do PP, do PSOE e da imprensa canalha, situadas na extrema-direita!

O PP, que mais que umha força política é umha organizaçom criminal, e as suas comparsas mal chamadas meios de [des]informaçom, pretendem aproveitar esta conjuntura para esmagar o direito ao protesto e à rebeliom, para impor o seu modelo social de falsa ordem inspirada no franquismo, para injetar medo na vizinhança, para disciplinar o movimento social. Mas por muito que se ensanhem connosco nom o lograrám!

Ilegalizaçom do PP!

A luita é o único caminho!

Rebeliom popular!

Direçom Nacional de Agora Galiza


Na Pátria, 8 de junho de 2017

Comunicado nº 60: Ence-Elnosa fora da ria de Ponte Vedra e da Galiza!

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Ence-Elnosa fora da ria de Ponte Vedra e da Galiza!

O complexo de Ence-Elnosa é o melhor paradigma do rol que a Galiza tem asignado polo imperialismo na divisom internacional do trabalho.

Para a UE e para Espanha a nosso país simplesmente é umha “regiom” onde instalar indústrias de enclave, portanto mui contaminantes e com o ciclo produtivo incompleto.

Assim a Galiza, ano após ano, caminha a converter-se num enorme eucaliptal para alimentar os dous monstros instalados no nosso território nacional: na ria de Ponte Vedra e em Návia, na comarca nororiental do Návia-Eu.

A fábrica do Louriçam foi imposta manu militari em 1956 frente à oposiçom popular quando o franquista Filgueira Valverde era presidente da Cámara de Ponte Vedra.

Ence leva pois mais de seis décadas provocando a destruiçom da ria, ameaçando a saúde e a segurança da populaçom de Marim e Ponte Vedra, gerando um impacto ambiental letal para a biodiversidade do que foi um paraíso natural, impossibilitando o desenvolvimento económico da comarca.

O complexo privatizado a início da década de 90 está atualmente em maos da oligarquia espanhola vinculada com o PP, facto que lhe permite incumprir boa parte das normativas medioambientais, lograr constantes prórrogas para a sua permanência na ria mediante a concesom de autorizaçons ambientais ilegais feitas à medida desta empresas poluente.

Perante este cenário segue sendo imprescindível a resistência e a luita popular para erradicar Ence de Ponte Vedra, para evitar mais agressons por parte dos planos predadores do capitalismo espanhol.

A esquerda independentista e socialista galega defende o integral desmantelamento deste complexo industrial contaminante, mas também a implementaçom e desenvolvimento dum plano de reindustrializaçom para a comarca, compatível com o respeito ambiental e que permita a recolocaçom dos quadros de pessoal de ENCE e ElNOSA.

Porém, somos conscientes que a luita por umha Pátria ecologicamente sustentável, respeituosa com a nossa riqueza, que free a degradaçom do País dos mil rios, deve enquadrar-se numha estratégia visada para a recuperaçom da independência e a soberania nacional.

Sem superarmos o quadro autonómico que permite o expólio dos recursos da Galiza e a sobre-exploraçom do povo trabalhador galego por Bruxelas e Madrid, nom lograremos acabar com as permanentes agressons ambientais que padecemos.

Mas também sem quebrarmos com a lógica destruidora e esbanjadora do capitalismo na sua fase mais avançada, nom será possível construirmos umha Galiza sem exploraçom e com justiça social.

A equaçom Independência-Socialismo deve ser o eixo estratégico do movimento popular que reclama e luita com persistência por umha Pátria sem contaminaçom.

Agora Galiza apoia a Marcha contra o complexo Ence-Elnosa que sábado 3 de junho partirá às 19.30h das alamedas de Ponte Vedra e Marim.

Espanha é a nossa ruína!

Desmantelamento de Ence-Elnosa!

A luita é o único caminho!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Galiza, 24 de maio de 2017

Comunicado nº 59: 17 de Maio, Dia das Letras. Na Galiza SÓ em galego. LÍNGUA PROLETÁRIA DO MEU POVO

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17 de Maio, Dia das Letras

Na Galiza SÓ em galego

LÍNGUA PROLETÁRIA DO MEU POVO

Mais um 17 de Maio estamos obrigad@s a sair à rua a defender o nosso idioma, a denunciar a dramática situaçom na que se acha a língua da Galiza, o galego.

Fazemo-lo com um firme convencimento testado nos fracassos contínuos dos 40 anos de acordos “normativos” e “ortográficos” assinados polas forças do nacionalismo galego com os inimigos da Pátria, e portanto da língua galega.

Sim, as cousas claras! Nom funciona a estratégia normalizadora institucional pactuada entre as forças politicas com representaçom no parlamentinho autonómico. Ano após ano o galego perde falantes, basicamente nas franxas etárias mais jovens, sendo um facto mais que alarmante a quebra da transmissom intergeracional.

Mas tampouco funciona a estratégia promovida nestas últimas décadas polas plataformas hegemónicas no ámbito da defesa da língua de Mendinho, Rosalia de Castro, Jorge Amado, Bento da Cruz, Luisa Vilalta e Mia Couto.

Basicamente som duas as razons do fracasso das entidades “normalizadoras”: umha prática de isolacionismo linguístico que evita a confluência com o tronco comum, com o resto dos países do mundo que usam o galego-português. Somos um idioma internacional, nom somos umha língua que só se emprega dentro das fronteiras da Galiza.

Cada dia que passa está mais claro que o reintegracionismo é a única possibilidade de evitarmos a hibridaçom a que o nosso idioma está submetido pola abafante influência do espanhol. O reintegracionismo é a única hipótese de alargar o número de falantes, de recuperar o seu uso, de prestigiar o galego, de depurá-lo da crioulizaçom que padecemos a comunidade galego-falante pola contaminaçom léxica, fonética, morfosintática do espanhol.

E obviamente a segunda causa som os complexos e timoratismos das forças políticas maioritárias com centro de gravidade na Galiza, instaladas na difusa demanda do direito de autodeterminaçom e na metafísica reivindicaçom com a boca fechada da soberania nacional.

Pois o futuro do galego está indisoluvelmente ligado à conquista da independência nacional para recuperarmos a soberania conculcada há 5 séculos, data do início do progressivo processo de espanholizaçom.

Só um Estado galego plenamente independente e soberano poderá normalizar o galego como a língua nacional da Galiza.

A abafante presença do espanhol nas nossas vidas fai com que mesmo a comunidade galego-falante padeça a hibridaçom da língua que emprega, com crescentes interferências nom já só no léxico e na morfo-sintaxe, senom também na prosódia e o sotaque, que coletivamente som cada vez menos galegas e mais espanholas, o que se pode comprovar com qualquer falante adulto ou idoso de que se conservem gravaçons da sua fala.

O galego reintegrado é a forma autótone do que internacionalmente se denomina português, mas nom é nem deve ser o padrom de Lisboa. Temos umha norma própria, patriótica, que devemos conservar como parte da nossa idiosincracia nacional.

Como já é umha nefasta tradiçom, nas jornadas prévias a este novo Dia das Letras voltaremos a assistir à habitual cerimónia da confusom. Da extrema-direta espanholista governante, disfarçada de regionalismo, até a “nova” social-democracia, praticamente todos falarám das vitudes da nossa língua “sem impossiçons”, e do galeguismo “bem entendido”.

Enquanto isto acontece o BNG e as suas entidades satélites seguem com o ritual de brindes ao sol, emprazando o PP a que se comprometa numha estratégia antagónica com os seus planos destrutivos e aniquiladores da língua proletária do nosso povo.

Porque contrariamente ao que afirma “Queremos Galego”, nom existem razons para que a “Junta de Feijó corresponda a dignidade que o povo mostra mantendo viva a sua lÍngua”.

A direçom da sucursal galega do PP tem abraçado as mais ultras teses do supremacismo espanhol, embora tente dissimulá-lo com declaraçons e campanhas tam estéreis como hipócritas.

Nom se producirám avanços quantitativos nem qualitativos na recuperaçom de falantes e de espaços do galego enquanto as forças agrupadas à volta dessa entidade nom apliquem a legenda da manifestaçom nacional do Dia das Letras que Agora Galiza apoia. Enquanto sigam pondo “limites ao galego” como língua internacional caminharemos inexoravelmente face ao nosso suicido como povo com cultura e língua milenária.

Só um amplo movimento popular de base em todos os ámbitos e espaço sociais, fundamentado na defesa intransigente do monolinguísmo social e o reintegracionismo lingüístico, visado na conquista da nossa plena emancipaçom nacional, logrará evitarmos o que Espanha e a UE tenhem traçado para aniquilar a língua e cultura do país dos castros e dos mil rios.

Estamos a tempo de evitar a desgaleguizaçom!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 17 de Maio de 2017

Comunicado nº 58: O inimigo do povo trabalhador som todas as burguesias. Posiçom de Agora Galiza frente aos orçamentos do Estado espanhol de 2017.

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O inimigo do povo trabalhador som todas as burguesias

Posiçom de Agora Galiza frente aos orçamentos do Estado espanhol de 2017

Tal como vem realizando nos últimos 150 anos a burguesia nacionalista basca acaba de pactuar com a oligarquia espanhola a estabilidade do regime em troca de 4.000 milhons de euros visados para financiar a construçom de infraestruturas estratégicas.

Assim os cinco deputados do Partido Nacionalista Basco [PNB] nas Cortes espanholas salvárom o governo de Rajói tombando todas as emendas à totalidade na primeira tramitaçom parlamentar prévia à aprovaçom dos “Orçamentos Gerais do Estado”. É a contrapartida à abstençom da seçom regional do PP na votaçom no parlamento bascongado que possibilitou em março a aprovaçom dos orçamentos da Comunidade Autónoma Basca, garantindo assim a estabilidade económica que reclamava o regionalismo.

O acordo anunciado entre a burguesia basca e espanhola é quantificável em cerca de 6.000 milhons de euros, consistente numha substancial rebaixa do “cupo”, a devoluçom de 1.400 milhons de euros e 4.000 milhons adicionais para financiar basicamente grandes obras de infraestruturas, excluindo assim as necessidades e reivindicaçons em matéria social e laboral do povo trabalhador basco.

Concretamente o governo do PP rebaixará a tarifa elétrica das empresas, apoia a construçom de plataformas logísticas, umha terminal intermodal conetada com os portos, além dum compromisso de calendário para concluir o comboio de alta velocidade.

Mas também, entre outros temas, o reforçamento do aparelho repressivo regionalista mediante o incremento do quadro de pessoal da Ertzaintza e facilitar a sua incorporaçom nas estruturas policiais europeias.

Este acordo é o balom de oxigênio que Mariano Rajói neccesitava para respirar perante a sua debilidade pola corrupçom geralizada que o converte no presidente de um governo bandido. É um quid pro quo entre a mesma classe, embora de formaçons sociais diferentes!

A burguesia nacionalista basca salva assim o governo do PP da ferida de morte que poderia provocar a sua queda se nom lograsse aprovar os orçamentos.

Nada do acontecido resulta surpreendente, como tampouco a posiçom do nacionalismo galego laiando-se de que a carência dum grupo parlamentar galego nas Cortes espanholas explica o agravo e a marginalizaçom da Galiza nos orçamentos estatais que ve reduzido o investimento em 442 milhons de euros.

Assim o BNG “contrasta o resultado de ter um Governo que exerce para defender os seus interesses, -Euskadi-, e un Feijó “marioneta” de Rajói”. Desta delirante posiçom do BNG deriva-se que estaria disposto a apoiar os orçamentos do governo anti-popular, anti-operário e anti-galego de Rajói em troques de incrementar os orçamentos do Estado espanhol na Galiza.

Que estaria disposto a alongar o calvário que padece a maioria social pola aplicaçom das duríssimas receitas económicas de cortes, “austeridade”, reformas laborais, repressom e involuiçom em direitos e liberdades que aplica o PP seguindo os diktados do Ibex 35 e da Uniom Europeia.

Novamente se constata que a classe operária e o conjunto do povo trabalhador e empobrecido da Galiza necessita dotar-se de ferramentas próprias para defender os seus interesses.

Novamente se constata que nas forças nacionalistas das naçons oprimidas polo imperialismo espanhol, incluindo as que se reivindicam de “esquerda”, prevalece a defesa dos interesses das suas respetivas burguesias e elites.

Novamente se constata a necessidade de construir um projeto revolucionário galego autónomo, equidistante do chauvinismo da “esquerda” espanhola com centro de gravidade em Madrid que nega o quadro galego da luita de classes, e do nacionalismo étnico e essencialista carente de um projeto coerente ao serviço do povo trabalhador.

Um projeto visado para a ruptura com o capitalismo, o patriarcado e a opressom nacional, um projeto socialista e feminista de libertaçom nacional, dirigido por e para o povo trabalhador, com a rua e os centros de trabalho como espaço preferencial de luita.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 4 de maio de 2017

Comunicado nº 57: Só o povo trabalhador movimentado na rua pode provocar a queda do governo bandido do PP.

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Só o povo trabalhador movimentado na rua pode provocar a queda do governo bandido do PP

A moçom de censura contra o governo do PP anunciada por Podemos é umha manobra estéril de distraçom sem percorrido algum. A iniciativa promovida por Podemos e as suas “confluências” nom passa de puro show político, porque nom conta de antemao com os apoios necessários para forçar a queda do governo bandido de Mariano Rajói.

Nem o PSOE nem o neofalangismo representado por C´s vam apoiar a proposta anunciada hoje por Pablo Iglesias, porque ambas forças estám comprometidas a lume com a “estabilidade política” que exige Bruxelas, Berlim e o Ibex 35 para assegurar a implementaçom das novas agressons contra a o povo trabalhador em direitos e liberdades.

A moçom de censura nom pode pois prosperar! Esta iniciativa estéril novamente nom passa de ser umha válvula de escape empregada polo populismo socialdemocrata que só fortalece a ilegítima institucionalidade da “democracia” espanhola.

Claro que o governo gansteril do PP tem que ser tombado! Mas a única possibilidade real de conseguir a sua queda será na rua.

O povo trabalhador movimentado e unido em defesa dumha nova ordem social empregando a rua como espaço de luita conseguirá o que nom se pode lograr nas Cortes espanholas nem nos gabinetes dos partidos comprometidos com a lógica da Constituiçom do 78.

Espanha caminha a ser um estado falhido, sob o controlo dumha oligarquia tam depredadora como corrupta que aplica receitas de destruiçom maciça contra a classe trabalhadora, contra a maioria social enquanto saqueia obscenamente, sem o mais mínimo pudor, as arcas públicas.

Os sucessos em curso nos que estám involucrados altos dirigentes do PP, do PSOE e da antiga CiU, ministros, secretários de Estado, alguns dos mais destacados oligarcas, banqueiros, diretivos dos meios de [des]informaçom, altos funcionários do poder judicial, em definitva o conjunto das elites do regime, som consequência direta da segunda restauraçom bourbónica que maquilhou o fascismo numha pseudademocracia burguesa.

Sem questionar pois os alicerces do regime e portanto sem umha estratégia visada para a sua transformaçom mediante umha política genuinamente rupturista todas as propostas regeneracionistas, reformistas, democraticistas, nom som mais que água de bacalhau.

Nom nos deixemos enganar polas apariências. O novo reformismo solicita comparecências parlamentares, explicaçons institucionais, mas nom se atreve nem tem vontade política para iniciar um ciclo de mobilizaçons populares visadas para vertebrar um movimento em prol de ilegalizar o PP e abrir um processo constituínte que abra umha fase de democratizaçom real onde os povos trabalhadores das naçons oprimidas decidamos livremente o nosso destino.

Agora Galiza denuncia a nova fraude podemita que só contribui para reforçar o regime. A multicrise que padece o Estado espanhol [económica, política, institucional] nom tem saída eleitoral. Só umha Revoluçom popular de orientaçom socialista poderá enviar ao lixo da História Rajói, Feijó, Felipe González, Susana Díaz, Albert Rivera, o clam Pujol, Rato, Blesa, Villar Mir, Amancio Ortega, Moix, à monarquia bourbónica, e abrir um processo de construçom dumha sociedade livre e igualitária.

Pois do contrário os partidos da “esquerda” institucional com os seus compromissos e ataduras com a lógica do regime estám favorecendo a criaçom das condiçons subjetivas para o eclosinar da alternativa fascista face à que se desliza cada vez mais setores da burguesia.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 27 de abril de 2017

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A IGNOMÍNIA DO PARDO

PP, PS E SYRIZA APOIAM ATAQUE IMPERIALISTA CONTRA A SÍRIA

No franquista palácio madrileno de “El Pardo” tivo lugar 10 de abril a III Cimeira dos Estados do sul da Europa que formam parte da UE.

Mariano Rajói exerceu de anfitriom na reuniom à que assistírom os primeros ministros da Itália, Paolo Gentiloni; de Portugal, António Costa; da Grécia, Alexis Tsipras; de Malta, Joseph Muscat; mais o presidentes de Chipre, Nicos Anastasiades, e da França, François Hollande.

O encontro constatou a fraude da nova política à hora de defender umha Europa alternativa à dos monopólios, os Estados, a guerra, a xenofobia e o patriarcado.

 

Tanto Alexis Tsipras, líder da Syriza grega, como António Costa, o primeiro ministro do governo português do PS apoiado polo reformista PCP e a nova socialdemocracia do Bloco de Esquerda, fechárom fileiras com os mandatários mais ultraliberais.

Um dos acordos mais destacados da declaraçom conjunta foi o apoio implícito ao ataque imperialista ianque contra a Síria realizado na madrugada de 7 de abril.

O manifesto pactuado entre os sete mandatários afirma que “O uso reiterado de armas químicas na Síria, tanto por parte do regime de Asad desde 2013 como por parte do Daesh, constituem crimes de guerra”. Para dissipar qualquer dúvida do alinhamento com o imperialismo os sete Estados consideram que “O ataque lançado polos EUA contra a base de Al Shayrat, na Síria, tinha a intençom compreensível de impedir e evitar a distribuiçom e o uso de armas químicas e centrou-se neste objetivo”.

Mais umha razom para apostarmos sem ambiguidades pola independência da Galiza e a saída da UE, pola construçom dumha Europa socialista de povos livres e soberanos.

Comunicado nº 55: 1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário. ORGULHO OPERÁRIO. Luitando há futuro.

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1º de Maio, Dia do Internacionalismo Proletário

ORGULHO OPERÁRIO

Luitando há futuro

A ofensiva da burguesia e do imperialismo contra a classe trabalhadora e os povos semelha nom ter fim.

Após quase umha década padecendo as consequências da crise global do capitalismo, as condiçons de trabalho e de vida da imensa maioria social que configuramos o povo trabalhador galego nom cessam de retroceder.

Aos elevados índices de desemprego crónico, de precariedade laboral, de baixos salários, de pensons de miséria, de perda de direitos laborais, de emigraçom, de sinistralidade laboral, devemos acrescentar o paulatino processo de deterioramento da sanidade, da educaçom pública, dos serviços sociais, por mor da sua privatizaçom.

A “anunciada” falência da Segurança Social e portanto dos sistema público de pensons fai parte deste processo de saqueio do público pola irrefreável voracidade burguesa.

No quadro desta guerra sem quartel da burguesia contra a classe operária devemos entender as restriçons nas já de por si raquíticas liberdades e direitos, mais o incremento da repressom laboral, judicial e policial, assim como da manipulaçom e censura nos meios de [des]informaçom.

A recente condena a prisom dumha jovem tuiteira por exercer o direito à liberdade de expressom, opinando sobre a execuçom do presidente do governo espanhol de 1973, -tal como outras condenas parecidas por factos similares-, exprime a involuiçom reacionária e fascistizante do regime espanhol.

Luis Carrero Blanco era o número 2 do franquismo, umha ditadura terrorista imposta a sangue e fogo sobre o povo trabalhador galego como consequência da vitória militar derivada do golpe de Estado de 18 de julho de 1936.

A execuçom do almirante fascista foi justa e necessária, pois a rebeliom armada e a autodefesa é um direito legítimo da classe trabalhadora e dos povos perante regimes tiránicos.

Que a “Audiência Nacional” como continuadora do TOP [“Tribunal de Ordem Pública”] franquista considere que emitir opinions favoráveis à execuçom do hierarca fascista, 44 anos depois do seu voo ao inferno, é umha “humilhaçom às vítimas do terrorismo”, constata a natureza infame da segunda restauraçom bourbónica.

Mas perante esta situaçom tam dramática a nossa classe continua lamentavelmente delegando a nossa representaçom à pequena-burguesia e à burocracia sindical.

Neste 2017, ano do 50 aniversário do assassinato do Che na Bolívia e do 100 aniversário da Revoluçom Bolchevique, devemos extrair leiçons históricas que nos permitam despreender-nos das hipotecas e inércias impostas polo reformismo que esterilizárom e adulterárom a luita obreira até o extremo de praticamente invisibilizá-la.

A nossa luita como classe tem como objetivos atingirmos melhoras salariais, melhoras das nossas condiçons laborais, assim como direitos sociais e liberdades, mas nom só.

A luita da classe trabalhadora galega deve estar encardinada a derrubarmos o capitalismo. Nom a contribuir para gerí-lo melhor pois este sistema intrinsecamente corrupto e depredador, baseado na exploraçom dumha minoria sobre a imensa maioria, de uns países imperialistas sobre o resto dos povos do mundo, simplesmemte nom é reformável.

A história da luita de classes tanto na Galiza como a escala mundial tem demonstrado de forma sistemática a impossibilidade de reformá-lo. Nom se pode mudar mediante aritméticas eleitorais, há que destruí-lo por meio dumha revoluçom. Eis a tarefa estratégica da classe trabalhadora e da sua vanguarda, o proletariado: acumular forças, organizar povo para desputar o poder, nom só o governo de turno.

Nom podemos esquecer que todos os direitos, sem exceçom, que até há uns anos “desfrutávamos” som fruto da nossa luita organizada como classe. Nada nos foi entregue gratuitamente, de forma voluntária e pacífica. Todo, completamente todo, foi logrado por meio da luita. É resultado de mais de um século de greves, manifestaçons, barricadas, combates de rua, revoltas, rebelions, revoluçons, sempre com a fábrica, o centro de trabalho e a rua como eixo central.

O 1º de Maio é umha data adequada para que a classe obreira galega reflita e avalie a funesta situaçom em que nos achamos, derivada da inexistência dumha linha genuína e coerentemente classista, da nossa fagocitaçom polas fraudulentas forças ”ruturistas”. Simples espaços interclassistas da “gente” e da “cidadania” que só defendem os interesses dos setores intermédios progressistas.

Sem recuperarmos a linha da confrontaçom, sem superarmos as práticas mornas e conciliadoras das organizaçons de “esquerda” hegemónicas, sem batalha ideológica, sem coragem e e audácia, tam só seguiremos caminhando face ao precipício.

É hora de quebrar com o pactismo do sindicalismo hegemónico, de abandonar o fetichismo eleitoral, o ilusionismo de que maiorias aritméticas parlamentares ao PP som a única via para recuperar o perdido e iniciar a contraofensiva popular.

Os continuistas governos municipais da nova e velha “esquerda”, o governo grego da Syriza, demonstram este erro que tanto nos custa admitir.

As políticas ultraliberais de cortes e austeridade só se derrotam na rua com um povo organizado e em luita, movimentado sob um programa operário, popular, patriótico e feminista, de rutura com o regime do 78, por organizar umha saída revolucionária à crise capitalista, visada para a recuperaçom da independência e a soberania nacional da nossa Pátria, a Galiza.

Só umha Revoluçom Socialista logrará que as nossas filhas e os nosso filhos, as nossas netas e os nossos netos nom tenham umhas condiçons de trabalho e de vida similares ou inclusive piores às que tinham os nossos pais e avôs.

Neste 1º de Maio de 2017, Agora Galiza transmite a sua solidariedade internacionalsita à classe operária de todo o mundo e aos povos como o venezuelano, sírio, palestiniano, iraquiano, iemenita, catalám, cubano, do Dombass que resistem e combatem as embestidas do imperialismo.

Viva a luita operária!

Viva a classe operária galega!

Viva o internacionalismo proletário!

Independência e Pátria Socialista!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 1º de Maio de 2017