Novamente Rajói presidirá um governo contra a maioria social e a naçom galega
À terceira vai a vencida! A última hora da tarde de hoje, sábado 29 de outubro, Mariano Rajói logrou ser investido presidente do governo espanhol com o apoio do PP, de C´s e de três partidos da direita regionalista satélites do PP.
Mas foi a abstençom da imensa maioria dos deputad@s do PSOE atraiçoando o sentir e o desejo dos seus/suas votantes de evitar um novo governo do PP quem permitiu que os bandidos e corruptos voltem a governar o Estado espanhol.
Deste jeito, após dez meses de interinidade, a Uniom Europeia, o grande capital articulado à volta do Ibex 35 e a Casa Real bourbónica logram configurar a tam desejada grande coaligaçom.
Hoje novamente nom houvo grandes surpresas. A renúncia à ata de deputado de Pedro Sánchez só deve ser interpretada como a estratégia adequada para situar-se no melhor posto de saída para voltar optar à secretário geral do PSOE.
Mas contrariamente à leitura de boa parte do reformismo este gesto nem situa Sánchez em parámetros de “esquerda”, nem facilita regenerar este partido, mais similar a umha grande corporaçom para fazer negócios que a umha força política situada no espaço socialdemocrata.
O discurso do reformismo populista considera que esta legislatura será curta e convulsa. Continuam a promover num cenário de adianto eleitoral a ilusom de um cada vez mais plausível governo alternativo o PP, configurado por um conjunto de forças dispares com o PSOE como peça imprescindível.
Mas todo indica que o PSOE de Felipe González e Susana Díaz, o PSOE de Abel Caballero e Carmela Silva, extendeu um cheque em branco a Rajói abrindo as portas para um apoio estável ao governo de bandidos e delinquentes , tal como exige Bruxelas, os monopólios e a Casa Real.
Lamentavelmente as mobilizaçons populares de hoje carecem de umha alternativa à margem do quadro sistémico e da lógica do turnismo eleitoral do regime da constituiçom de 78. Som umha simples válvula de escape para conter o malestar social e impossibilitar que transite face posiçons de rebeliom popular.
Galiza mais umha vez está fora de jogo porque simplesmente os interesses do nosso povo estám invisibilizados nas Cortes pola ausência da esquerda independentista. Nom porque o reformismo autótone careça de representaçom, nem tampouco polo rol de comparsa da Marea no seio do grupo parlementar de Podemos.
Agora Galiza lamenta que Mariano Rajói volte a presidir o Estado imperialista espanhol contra a vontade da imensa maioria social, mas também sabemos que a outra alternativa nom se diferenciaria muito do PP.
Todas as forças com representaçom nas Cortes som obedientes aos diktados da UE. Os diversos reformismos carecem da vontade política para superar o modelo, aspirando no melhor dos casos a implementar um conjunto de medidas meramente democraticistas e regeneracionistas, mas sem questionar o cerne do regime.
Perante este cenário tam adverso nom há mais caminho que o da luita. As políticas ultraliberais e assimilacionistas do PP-PSOE-C´s só poderám ser derrotadas na rua. Mas para lográ-lo é necessário reorganizar e implusionar o espaço da esquerda revolucionária e reiniciar um processo de mobilizaçom obreira, popular e nacional de caráter autónomo às estrategias eleitoralistas e pactistas dos dous reformismos hegemónicos na Galiza.
A nova reforma laboral, os brutais cortes que exige Bruxelas e Berlim e a alteraçom do sistema público de pensons só poderám ser derrotados nos centros de trabalho e nas ruas. O futuro dependerá da capacidade de luita e da combatividade do povo trabalhor.
PSOE-Podemos-C´s-PP a mesma merda é!
Até a vitória sempre!
Direçom Nacional de Agora Galiza
Na Pátria, 29 de outubro de 2016