Saudamos convocatória de greve geral para 19 de junho
Agora Galiza quer manifestar a satisfaçom da esquerda independentista, socialista e feminista galega perante o anúncio realizado ontem pola CIG de convocar greve geral na Galiza para 19 de junho.
A greve geral é umha poderosa ferramenta que a classe operária e o conjunto do povo trabalhador historicamente emprega para defender os seus interesses, para frear e neutralizar as agressons da burguesia, para tombar governos e para tomar o poder quando adota caráter insurrecional.
Porém, a greve geral nom deve ser concebida como umha morna e simples jornada de paro e mobilizaçom operária e popular, com fins claramente eleitoralistas, sob a ineficaz lógica do parlamentarismo burguês.
19 de junho nom pode concebir-se como umha jornada isolada carente de fio condutor, que só procure pressionar o governo de Feijó e favorecer as expetativas eleitorais da “oposiçom” no parlamentinho autonómico.
O povo trabalhador e empobrecido da Galiza continua a padecer nas suas condiçons de vida a dureza das receitas neoliberais, promovidas pola oligarquia espanhola seguindo os ditames da UE e do FMI, e aplicadas na Galiza pola franquícia local encabeçada por Feijó.
Sob a falsa justificaçom da “crise capitalista”, a burguesia espanhola e galega tem implementado um conjunto de reformas laborais, ataque ao sistema de pensons, cortes em direitos e liberdades, deterioramento e privatizaçom da sanidade, educaçom e serviços sociais, visadas para endurecer e disciplinar ainda mais o povo trabalhador.
Políticas que só procuram garantir e perpetuar os privilégios e acumulaçom de riqueza pola burguesia.
A desorganizaçom da classe obreira galega, as receitas pactistas e conciliadoras da “esquerda” institucional, o ilusionismo eleitoral e a carência de umha estratégia de luita permanente e encadeada de convergência de conflitos, greves e reivindicaçons, sob um programa anticapitalista, feminista e de libertaçom nacional, dificultam converter 19 de junho num clamor contra a ditadura burguesa e o criminal regime de 78.
A organizaçom convocante deve clarificar quais som os objetivos táticos e estratégicos da greve geral de 19 de junho, para gerar as condiçons subjetivas que permitam assegurar o seu respaldo e êxito.
Agora Galiza considera que na greve geral de 19 de junho devem fundir-se as reivindicaçons laborais, sociais e políticas.
A greve de 19 de junho deve contribuir para gerar um novo ciclo de luitas visadas para avançar na cristalizaçom da rebeliom popular, tendente à queda dos governos reacionários e neofascistas de M ponto Rajói e Feijó, e início da rutura com o regime postfranquista, abrindo um processo constituínte galego.
Só assim a classe operária e o conjunto das camadas populares e empobrecidas da Galiza começaremos a ver a luz do longo tunel reacionário em que estamos atrapad@s.
Só radicalizando a resistência popular, só avançando na imprescindível auto-organizaçom operária à margem dos partidos e sindicatos entreguistas, de unidade da classe obreira, de luita sem trégua, poderemos conquistar os direitos e as liberdades.
Que os ricos paguem a crise!
A luita obreira é o único caminho!
Por um governo obreiro e popular, patriótico e feminista!
Adiante com a greve geral de 19 de junho!
Direçom Nacional de Agora Galiza
Na Pátria, 2 de maio de 2018