Legislativas de 28 de abril
SEM LUITAR POUCO VALE VOTAR
Estamos novamente inseridos num ciclo eleitoral. As eleiçons legislativas, municipais e europeias que se desenvolverám entre abril e maio, condicionam e hipotecam a atividade da prática totalidade das forças políticas.
Agora Galiza-Unidade Popular nem apresentará candidatura própria, nem se incoprorará a nengumha coaligaçom, nem solicitará voto para nengumha das forças que se apresentem.
Na atual conjuntura histórica, em pleno processo de reorganizaçom e reconfiguraçom da esquerda revolucionária galega, nom existem condiçons objetivas para darmos batalha na frente eleitoral das instituiçons do inimigo, com umhas condiçons mínimas e dignas.
Tampouco existe nengumha candidatura que defenda coerente e dialeticamente os interesses da classe trabalhadora e os da naçom galega.
Novamente a principal caraterística nas eleiçons de 28 de abril, é a ausência de umha alternativa eleitoral anticapitalista e patriótica galega, que conceba a intervençom nas instituiçons burguesas como umha tarefa meramente instrumental, para questionando o seu caráter antidemocrático exercer de caixa de resonáncia das luitas populares e das reivindicaçons operárias e da Naçom Galega.
O conjunto das forças situadas no espaço de “esquerda”, som candidaturas pequeno-burguesas, configuradas praticamente por setores intermédios: funcionariado, profissons liberais, pequenos empresários e comerciantes, burocracia partidária e sindical.
Ou bem som candidaturas com o centro de gravidade fora da Galiza, empapadas de chauvinismo espanhol, ou bem som forças galegas de caráter interclassista e mornamente “soberanistas”.
Salvo contadas exceçons, a totalidade das candidatutas que se apresentam na Galiza 28 de abril alimentam o ilusionismo eleitoral.
Perante este panorama nom vamos votar, conscientes que a ameaça dos partidos situados nos parámetros fascistas vai ativar o factor subjetivo do “medo à direita”, entre umha parte destacada dos setores mais avançados do povo trabalhador galego.
Tal como prognosticamos é claramente negativo o balanço do governo do PSOE. que foi apoiado por Podemos e IU, as suas confluências, as forças nacionalistas e independentistas catalanas e bascas.
Pedro Sánchez incumpriu as suas principais promessas de derogar a reforma laboral, a lei mordaça, a LOMCE, implementou umha política económica similar à do PP, aplicando os diktames de Bruxelas e Berlim, perpetuando a marginalizaçom e atraso da Galiza, negando-se a reconhecer o direito de autodeterminaçom, participando na agressom imperialista contra a Venezuela bolivariana.
Nom cansaremos de afirmar que os direitos e as conquistas só se logram com a luita nos locais de trabalho, nos centros de ensino, e na rua, sob umha linha classista e patriótica galega, orientadas numha estratégia revolucionária dirigida e ao serviço do povo trabalhador. Assim o tem demonstrado o movimento dos coletes amarelos na França.
Agora Galiza-Unidade Popular considera que nom existe neste momento nengumha alternativa eleitoral a qual votar, embora nom é indiferente o resultado de 28 de abril.
A principal tarefa da classe operária e do povo trabalhdor galego e contribuir para reconstruir a esquerda revolucionária galega, e levantar umha muralha de aço contra o fascismo, articulando um Bloco Popular Antifascista.
Na Pátria, 11 de abril de 2019
Direçom Nacional de Agora Galiza-Unidade Popular