Comunicado nº 64: Rebeliom contra a conculcaçom da liberdade de expressom em Compostela.

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Rebeliom contra a conculcaçom da liberdade de expressom em Compostela

Resulta inadmisível que o governo municipal da capital da Pátria reative umha ordenança municipal de indiscutível caráter represssivo que conculca o direito fundamental à liberdade de expressom.

Resulta inadmisível que, nas jornadas prévias ao Dia da Pátria, o alcaide de Compostela, Martinho Noriega, emita um bando municipal ameaçando com sançons económicas que oscilam entre os 1.501 e os 3.000€ à vizinhança que divulgue no coraçom da cidade [“a zona velha”] propaganda anunciando as jornadas patrióticas do 25 de Julho.

Embora a legislaçom vigorante é da etapa dos bipartidos do PSOE-BNG, é inadmisível que o governo de Compostela Aberta, que define à nossa capital como “cidade rebelde”, amague por implementar a política de ameaças e intimidaçons praticada por Conde Roa e o seu governo de delinquentes e fascistas.

Solicitamos a Martinho Noriega que reconsidere esta decisom antidemocrática, contrária aos valores que afirma defender, anulando este bando, evitando assim um artificial conflito com quem realmente amamos e defendemos o património da cidade histórica.

Lembramos ao governo de Compostela aberta que há umhas semanas podia ter evitado a agressom ao noso património histórico no edifício da Algália de Cima após o despejo do centro social Escárnio e Madizer, mas optou por deixar fazer.

Agora Galiza considera que dous anos de legislatura som mais que suficientes para ter derrogado esta ordenança que atenta contra os direios democráticos mais básicos, umha autêntica lei mordaça de ámbito municipal.

Agora Galiza, tal como a esquerda independentista e socialista galega tem historicamente feito perante as políticas repressivas dos governos de Bugalho e os bipartidos com o BNG, nom vai acatar nem submeter-se a esta vulneraçom de direitos democráticos.

Como o exercício de liberdade de expressom é um princípio indiscutível, apelamos a desobedecer o bando do governo municipal de Compostela Aberta, porque é legítimo o direito à rebeliom frente a decisons injustas.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 13 de julho de 2017

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A IGNOMÍNIA DO PARDO

PP, PS E SYRIZA APOIAM ATAQUE IMPERIALISTA CONTRA A SÍRIA

No franquista palácio madrileno de “El Pardo” tivo lugar 10 de abril a III Cimeira dos Estados do sul da Europa que formam parte da UE.

Mariano Rajói exerceu de anfitriom na reuniom à que assistírom os primeros ministros da Itália, Paolo Gentiloni; de Portugal, António Costa; da Grécia, Alexis Tsipras; de Malta, Joseph Muscat; mais o presidentes de Chipre, Nicos Anastasiades, e da França, François Hollande.

O encontro constatou a fraude da nova política à hora de defender umha Europa alternativa à dos monopólios, os Estados, a guerra, a xenofobia e o patriarcado.

 

Tanto Alexis Tsipras, líder da Syriza grega, como António Costa, o primeiro ministro do governo português do PS apoiado polo reformista PCP e a nova socialdemocracia do Bloco de Esquerda, fechárom fileiras com os mandatários mais ultraliberais.

Um dos acordos mais destacados da declaraçom conjunta foi o apoio implícito ao ataque imperialista ianque contra a Síria realizado na madrugada de 7 de abril.

O manifesto pactuado entre os sete mandatários afirma que “O uso reiterado de armas químicas na Síria, tanto por parte do regime de Asad desde 2013 como por parte do Daesh, constituem crimes de guerra”. Para dissipar qualquer dúvida do alinhamento com o imperialismo os sete Estados consideram que “O ataque lançado polos EUA contra a base de Al Shayrat, na Síria, tinha a intençom compreensível de impedir e evitar a distribuiçom e o uso de armas químicas e centrou-se neste objetivo”.

Mais umha razom para apostarmos sem ambiguidades pola independência da Galiza e a saída da UE, pola construçom dumha Europa socialista de povos livres e soberanos.

Comunicado nº 56: Condenamos agressom do imperialismo ianque contra a República Árabe Síria

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Condenamos agressom do imperialismo ianque contra a República Árabe Síria

Há umhas horas os EUA atacárom a base aérea síria de Shayrat, situada na província de Homs, destruindo boa parte das suas instalaçons.

Este ataque unilateral representa umha flagrante violaçom da soberania nacional da naçom árabe.

Justificado como represália por um presunto ataque químico da aviaçom síria produzido 4 de abril na cidade de Jan Shijún, mais de meio centenar de mísseis tomahawk fôrom disparados desde os portavions ianques no Mediterráneo oriental.

Novamente o imperialismo inventa pretextos para atacar Estados soberanos. Em 2003 o governo de Georges W. Bush atacou o Iraque para “destruir” as inexistentes armas de destruiçom maciça. Agora o governo de Donald Trump justifica o ataque à Síria para “evitar” umha nova utilizaçom de armamento químico proibido polo protocolo de Genebra de 1925.

Resulta paradoxal que o país que empregou milhons de produtos químicos no Vietname, o país aliado da entidade sionista que emprega armamento químico contra o povo palestiniano, o país que emprega armamento proibido em todas as suas agressons imperialistas, utilize este obsceno argumento para atacar a Síria.

A agressom norteamericana contra a Síria tem lugar quando os grupos terroristas criados polas potências ocidentais, financiados e armados polos EUA, a França, a Gram Bretanha, Israel, Turquia e as monarquias feudais do Golfo Pérsico, estám perdendo a guerra iniciada nos primeiros meses de 2011.

Sem lugar a dúvidas o ataque contra esta base aérea é a resposta do imperialismo ianque às decisivas vitórias atingidas no campo de batalha polo Exército Árabe Sírio contra o Daesh, Al-Qaeda e a constelaçom de grupos terroristas conformados por dezenas de milhares de mercenários de oriundos de dúzias de países.

Após a recuperaçom e libertaçom de importantes cidades e áreas estratégicas da Síria polo seu exército, polos países e forças aliadas ao legítimo governo de Damasco [Rússia, Irám, Hizbullah libanês, milícias iraquianas e palestinianas entre outras], os EUA pretendem reverter a situaçom, favorecendo o terrorismo internacional que cinicamente afirmam combater.

O imperialismo procura destruir é dividir a naçom árabe, para apropriar-se dos seus fabulosos jazigos de petróleo e gâs, dos seus minerais estratégicos, pretende controlar a rota que une o extremo Oriente com a Europa, pretende favorecer a perpetuaçom do estado terrorista de Israel.

Agora Galiza condena sem paliativos esta agressom imperialista, manifesta o seu apoio ao povo sírio que heroicamente leva mais dumha década luitando pola soberania do seu país e solicita ao governinho galego de Feijó, ao governo espanhol de Rajói, aos governos municipais da “nova política” umha condena pública da violaçom da soberania nacional da Síria polos EUA.

Frente as ambiguidades calculadas, os silêncios cúmplices, as neutralidades que só favorecem os interesses da rapina imperial de Washington, Paris, Londres, Ankara, Teal Aviv e Riad, Agora Galiza manifesta a solidariedade internacionalista da esquerda independentista e socialista galega com a Síria e o seu povo.

Agora Galiza apoia incondicionalmente a independência e a soberania nacional da Síria e alinhamo-nos com as forças que no campo de batallha estám procurando a vitória militar sobre a múltipla agressom imperialista e terrorista em curso.

Síria vencerá!

Contra o imperialismo, solidariedade internacionalista!

Viva a independência e a soberania nacional da República Árabe Síria!

Ianques assassinos!

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 7 de abril de 2017

Comunicado nº 54: Tod@s somos Cassandra!

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Tod@s somos Cassandra!

A condena a um ano de prisom e sete de inabilitaçom a umha jovem por “humilhaçom às vítimas do terrorismo” exprime o caráter fascistizante do atual regime espanhol.

Cassandra Vera publicou umha série de tuits sobre a execuçom do almirante Luís Carrero Blanco, presidente do governo franquista em 1973, considerados um delito polo tribunal de exceçom espanhol continuador do Tribunal de Ordem Pública [TOP], a “Audiência Nacional”.

Durante décadas a criatividade popular adatou músicas e letras mui conhecidas para apluadir a execuçom do continuador natural de Franco.

Mas agora a involuçom fascistizante em curso do regime postfranquista e a carência dumha oposiçom de massas de orientaçom revolucionária, permite que o poder judicial espanhol em conivência com os interesses do bloco oligárquico, condene à prisom o exercício da liberdade de expressom.

A “justiça” espanhola possui um indiscutível caráter de classe, é umha justiça” benévola com os que realizam apologia do fascismo, da xenofobia e o machismo, permissiva com os que saqueiam as arcas públicas, evadem fortunas nom tributando, benigna com a monarquia, magnates, banqueiros, oligarcas e com os políticos bandidos.

É umha “justiça” ao serviço do Estado imperialista visando atingir por todos os meios possíveis a plena assimilaçom da Galiza e do resto das naçons oprimidas.

Mas obviamente é umha justiça que criminaliza as reivindicaçons da trabalhadoras e os trabalhadores, implacável com o povo empobrecido, com os humildes, com @s que luitam e se rebelam contra todo tipo de injustiças e opressons, com @s que exercem o direito sagrado à liberdade de expressom.

A condena da Cassandra constata novamente o que a esquerda independentista galega leva décadas denunciando: a “Audiência Nacional” age como umha nova inquisiçom.

Agora Galiza transmite a Cassandra a solidariedade galega e manifesta que a execuçom de Carrero Blanco foi legítima porque os regimes totalitários devem ser combatidos por todos os meios.

A dissoluçom da “Audiência Nacional”, assim como a revogaçom de toda legislaçom especial como a Lei de Partidos e a Lei de “segurança cidadá” [Lei mordaça] é umha reivindicaçom prioritária no quadro de um programa minimamente democrático.

Direçom Nacional de Agora Galiza

Na Pátria, 29 de março de 2017

ATENTADOS: MANIPULAÇOM E INTOXICAÇOM MEDIÁTICA

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Atentados: Manipulaçom e intoxicaçom mediática

O recente atentado cometido em Londres está sendo novamente utilizado polos meios de [des]informaçom burgueses para gerar alarma social e confusom no povo.

A opacidade sobre os autores deste tipo de açons terroristas, contribuem a termos que analisá-los com enorme prudência pois nalguns casos todas as evidências provocam que tenhamos que caraterizá-los como de “falsa bandeira”, promovidos polos serviços de inteligência ocidentais por espúreos interesses políticos visados em injetar medo na sociedade e assim justificar mais cortes em direitos e liberdades.

As TVs, rádios e jornais que dedicam horas e horas em monstrar as imagens de Londres ocultam as brutais açons terroristas em Damasco, Bagdade ou Saná, nas cidades e povos da Síria, o Iraque e o Iemem, cometidas habitualmente polas mesmas organizaçons yihadistas.

A guerra de extermínio sionista contra o povo palestiniano também é habitualmente deformada e ocultada.
Ou é que vale mais a vida de um británico que a de umha síria ou umha iraquiana?

 Domingo 19 de março mais de 40 peregrinos iraquianos fôrom assassinados em Damasco num brutal atentado terrorista contra o seu autocarro. Nem umha só linha ou imagem nos meios que nos bombardeiam com as mortes em Londres, Paris ou Niza.

Quanto cinismo e hipocrisia!

 

CASO NÓOS: MAIS UM EXEMPLO DA IMPUNIDADE DAS ELITES NO ESTADO ESPANHOL

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A absolviçom da Infanta Cristina no caso Nóos define o atual regime bourbónico postfranquista.
A justiça espanhola nom é obviamente imparcial pola natureza burguesa do regime vigorante, mas para salvaguardar a toda custa a “família real” imposta por Franco nom guarda nem as formas.
A falsa democracia espanhola condena com sentenças duras de prisom e elevadas multas às trabalhadoras e trabalhadores que luitam para defender conquistas, direitos e liberdades.
Este mesmo sistema aplica penas benignas às elites que roubam e saqueiam para enriquecer-se ainda mais a custa da pobreza e miséria da maioria social.
A reaçom da maioria dos partidos do regime do 78 respeitando a sentença, e alavando a falsa divisom de poderes, constata que o atual sistema é irreformável e que a luita é o único caminho.

Rebeliom Popular!

GALIZA COM O CHILE QUE LUITA POLA REVOLUÇOM SOCIALISTA.

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GALIZA COM O CHILE QUE LUITA POLA REVOLUÇOM SOCIALISTA

No 43 aniversário do golpe de estado de Pinochet contra o governo da Unidade Popular, Agora Galiza manifesta a sua solidariedade internacionalista com o povo trabalhador chileno.
11 de setembro de 1973 era liquidada a sangue e fogo a “via chilena ao socialismo”. O imperialismo norteamericano finalizava com a ilusom reformista de construir o Socialismo sem derruvar o Estado burguês, sem desmontar os seus poderosos mecanismos de dominaçom.
Ao igual que na Galiza de julho de 1936 no Chile de 1973 o legalismo e o fetichismo parlamentarista da esquerda reformista vacilou à hora de armar a classe operária para derrotar a ofensiva fascista, tal como solicitavam as organizaçons revolucionárias.
O presidente Salvador Allende decidiu execessivamente tarde resistir e defender com as armas na mao as conquistas, direitos e liberdades atingidas polo governo da Unidade Popular.

mpmr-chile
A esquerda independentista galega transmite unha saudaçom revolucionária ao Chile insurgente e combativo, ao que nom arria as bandeiras de Manuel Rodríguez, Luis Emilio Recabarren e Miguel Enríquez.

A rebeliom nom só é um direito, é umha necessidade!
A luita é o único caminho!
Até a vitória sempre!

Comunicado nº 29. Agora Galiza condena a brutal repressom policial contra mestres de Oaxaca.

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Umha dúzia de mortos, centenares de ferid@s de bala, mais de 25 ativistas desaparecid@s, e dúzias de dirigentes sindicais detid@s, é o saldo provisório da repressom policial do governo mexicano contra a justa luita do professorado contra a neoliberal lei de educaçom.

As demandas do professorado mexicano sob a direçom da combativa Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educaçom (CNTE) som respondidas com chumbo, detençons e torturas por parte do criminal presidente Enrique Peña Nieto.

Um narcogoverno peom do imperialismo ianque que se permite o luxo de dar leiçons de democracia ao governo venezuelano enquanto mantém boa parte do seu povo na miséria, e emprega o exército e a polícia federal para afogar em sangue e fogo as reivindicaçons da classe trabalhadora e camadas populares do país de Emiliano Zapata.

Mais umha vez assistimos ao cinismo da ditadura mediática espanhola que oculta a repressom do governo mexicano, o que está contecendo em Oaxaca, manipulando os factos que provocam a luita popular, enquanto gera um globo mediático na guerra económica contra o povo trabalhador veenzuelano pola burguesia autótone dirigida por Washington.

Similar silêncio mantenhem os partidos do regime e os aspirantes a substituir o monopartidarismo bicéfalo da segunda transiçom bourbónica. No melhor dos casos nom passam de mornas condenas permitindo a impunidade repressiva contra o México rebelde. A loquacidade de Podemos neste caso nom passa de “observar com gravíssima preocupaçom e malestar os sucessos”.

A esquerda independentista e socialista galega transmite a sua solidariedade internacionalista ao professorado, ao povo trabalhador de Oaxaca e do conjunto do México, à CNTE e às forças revolucionárias e populares que participam na luita, e solicita ao governo espanhol a rutura de relaçons diplomáticas com o criminal e bandido narcogoverno de Peña Nieto.

A classe trabalhadora mexicana, como o proletariado francês, estám monstrando mais umha vez que a luita é o único caminho para frear a ofensiva do capitalismo, e que nada se pode conseguir grátis, que as conquistas e os direitos operários, populares e nacionais som fruto da luita e nom da delegaçom das urnas burguesas.

Na Pátria, 22 de junho de 2016

Direçom Nacional de Agora Galiza

COMUNICADO Nº 26. NA GALIZA SÓ EM GALEGO.

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NA GALIZA SÓ EM GALEGO

Gostaria que se utilizasse a grafia do português, conservando o nosso próprio idioma”

Manuel Maria

Mais um ano chegamos ao Dia das Letras numhas circunstáncias idênticas às que nos tenhem acompanhado desde que Espanha nos agasalhou com um grolinho do “café para todos” a inícios da década de 80.

O processo de substituiçom lingüistica continua reduzindo a comunidade de falantes, o galego perde espaço social e já está no ponto de passar de língua maioritária minorizada a língua minoritária minorizada, com o que o devalo é cada vez mais grave.

Nas semana prévia ao 17 assistiremos à habitual cerimónia da confusom, em que o espanholismo, da extrema-direita governante até a “nova” social-democracia falará das vitudes da nossa língua “sem impossiçons”, e do galeguismo “bem entendido”. Quando na realidade todas essas forças foráneas som distintas faces do minguante imperialismo espanhol, que desgraçadamente tem na nossa naçom os sucessos que lhe som negados nas outras naçons que oprime o nacionalismo espanhol.

No meio deste desesperançador panorama há iniciativas de futuro para o galego como as escolas de ensino em galego Semente, que nom deixam de medrar apesar das dificuldades.

Mas um dos perigos que ano após ano se revela mais letal para a nossa língua é a progressiva hibridaçom com a “língua teito”, o espanhol. Este processo, que é tam antigo como a secular imposiçom da língua mesetária, alcança nas últimas décadas, da mao dos mídia foráneos, um crescimento exponencial.

Nom é já o léxico galego o que está cada vez mais deturpado na fala e na escrita, o processo de hibridaçom, e por tanto espanholizaçom, alcança a prosódia, o sotaque, e as estruturas morfosintáticas mais genuínas da nossa fala. Esta hibridaçom aparece tanto em falantes primários como neofalantes. Na fala e na escrita da geralidade das pessoas falantes como em publicaçons, rádio e televisom em galego e filmes dobrados. E mesmo tanto em falantes anónimos como em pessoas comprometidas com a normalizaçom e a cultura.

Eis o presente dumha língua que nom só desaparece passeninhamente, senom que ao tempo se torna cada vez menos galego e mais espanhol.

É tempo de tornarmos-nos falantes conscientes e preocupad@s com a qualidade da língua que falamos, porque as percentagens de galego-falantes que aparecem nos inquéritos incluem grandes percentagens de falantes dum crioulo a meio caminho entre a nossa língua e o espanhol.

Estamos cert@s que o reintegracionismo é a opçom necessária para invertermos esta tendência. Necessária, mas nom suficiente. Sem umha decidida vontade coletiva de depurar a nossa língua, tanto escrita como falada, da contaminaçom que a abafante presença do espanhol tem poluído o galego, podemos igualmente acabar num dialeto regional do castelhano escrito com nh.

Outros povos com línguas minorizadas, que ao tempo, como no caso galego, som línguas nacionais plenamente normalizadas noutros países, já optárom nesta ineludível via há tempo com absoluto sucesso e conseguindo a desejada normalizaçom e plenitude de usos. É claro: faz falta vontade coletiva.

Perante o absoluto fracasso da estratégia de normalizaçom lingüística promovida polo nacionalismo galego nas últimas quatro décadas, é imprescindível um novo acordo alicerçado no reintegracionimo lingüístico e no monolinguismo social.

Porém, Agora Galiza é consciente que a plena normalizaçom do nosso idioma só será posível quando a Galiza conquiste a sua independência e soberania nacional.

Na Pátria, 17 de Maio de 2016

Comunicado nº 21. A austeridade capitalista mata!

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A austeridade capitalista mata!

Nom é necessário que a Fiscalia dé a razom às denúncias apresentadas polos familiares das pessoas falecidas pola negativa ou demora de tratamento contra a hepatite C por parte do SERGAS.

As receitas neoliberais impostas pola sucursal administrativa espanhola na Galiza contra o nosso povo, nom só provocárom sete mortes pola falta de atençom das autoridades sanitárias a fornecer Sovaldi, um dos medicamentos imprescindíveis para salvar estas vidas, som responsáveis de muitas mais vítimas polo deterioramento e privatizaçom do sistema sanitário, polo aumento dos suicídos perante a carência de futuro, polo incremento da sinistralidade laboral.

Muit@s doentes nom som tratados adequadamente, som enviados para casa, pois a filosofia que prima nas autoridades sanitárias é reduzir custos, nom salvar vidas, nem garantir a saúde do povo trabalhador galego.

O colapso das urgências na maioria de hospitais, a carência de camas, de pessoal, de material, tem sido denunciada polos profissionais da saúde, e tem provocado multitudinárias mobilizaçons populares, sendo paradigmática a situaçom do complexo hospitalar Álvaro Cunqueiro de Vigo.

As declaraçons de Alberto Nuñez Feijó qualificando de “disparate” a denúncia em curso contra o SERGAS –”por dous ou três doentes, nom me parece lógico relacionar essas denúncias com a austeridade”- exprimem a catadura moral de quem preside a Junta da Galiza.

Só um canalha sem escrúpulos é capaz de manifestar este absoluto despreço pola vida dos seus compatriotas, esta intolerável falta de respeito polas sete vítimas, polos seus familiares e amizades. Nom só estamos governados por bandidos, estamos governados por criminais.

Agora Galiza exige a imediata renúncia de Feijó, do conselheiro de Sanidade Jesus Vázquez Almuinha e das autoridades sanitárias do PP, responsáveis pola aplicaçom dos cortes e políticas austericidas no Serviço Galego de Saúde. É indigno que esta gentalha nos governe.

Nom só há que botá-los, há que julgá-los e condená-los polos seus crimes contra o povo galego. Estes homicídios nom podem ficar impunes!

Na Pátria, 19 de abril de 2016

Direçom Nacional de Agora Galiza