Comunicado nº6. SIMBOLOGIA FASCISTA FORA DA GALIZA

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Agora Galiza inícia campanha contra a simbologia fascista

Seguindo o legado da esquerda independentista organizada em NÓS-Unidade Popular implementamos a campanha “Simbologia fascista fora da Galiza”.

Quarenta anos depois da morte do ditador Franco milhares de simbolos honrando a sua memória ainda inçam espaços públicos e privados do nosso País.

Agora Galiza solicitará mediante moçons municipais que os Concelhos e as Deputaçons apliquem a “Lei da memória histórica” de 2007 e comuniquem a particulares ou entidades como a Igreja católica que suprimam os símbolos da infámia de fachadas.

Nesta ordem também solicitaremos mediante outra moçom que os Concelhos e as Deputaçons realizem atos institucionais de reconhecimento a toda a vizinhança repressaliada polo franquismo, homenageando com ruas, praças ou noes de instalaçons municipais todas e todos aqueles que fôrom assassinados por defender o povo trabalhador e a Galiza.

Também realizaremos requerimentos a centros públicos e religiosos exigindo que se cumpra a legalidade.

Ao longo do mês de novembro realizaremos diversas atividades para limpar Galiza do lixo fascista.

40 anos de infámia

Simbologia fascista fora da Galiza

Contrariamente ao que afirmam como um mantra, o franquismo nom desapareceu com a morte do ditador em 1975.

O regime continuador da sua reforma maquilhada, plasmada na atual constituiçom espanhola de 1978, carece de vontade política para suprimir dos espaços públicos da Galiza a simbologia que lembra quatro décadas de terror que esmagárom a democracia republicana, destruindo as conquistas sociais, nacionais, de género e democráticas do povo trabalhador galego.

Quarenta anos após a morte de Franco milhares de placas, escudos, emblemas, e diversos monumentos em forma de estátuas, monólitos e bustos continuam presentes nas ruas, praças, edifícios, e nas mais variadas instalaçons públicas, como fontes ou lavadoiros, espaços privados e religiosos.

A amnésia coletiva imposta no pacto da Transiçom nom logrou fazer esquecer entre o nosso povo os crimes e os seus responsáveis, que eliminárom fisicamente milhares de galeg@s, condenando ao exílio e ao empobrecimento amplos setores populares.

Na presença desta simbologia nom se podem obviar as indiscutíveis responsabilidades da “esquerda” espanhola (PSOE e IU) e da esquerda nacionalista naqueles concelhos em que governa.

A morna “lei da memória histórica” de 2007 continua sem ser aplicada em boa parte dos Concelhos da Galiza. A cruz fascista do monte Castro de Vigo é um dos paradigmas desta simbologia que o PSOE teima em justificar evitando a sua retirada.

Se a Galiza de hoje tem menos simbologia fascista que nunca é pola açom direta que a esquerda independentista articulada à volta da desaparecida NÓS-UP implementou nos últimos dez anos.

A poucos dias do quarenta aniversário da morte de Franco, Agora Galiza solicita aos concelhos, às Deputaçons e à Junta da Galiza a retirada de todo o lixo fascista que inça as nossas ruas e praças.

Sabendo que a maioria dos responsáveis municipais carecem da coragem necessária para aplicar a legalidade vigorante, e muito menos para fazer justiça democrática, é necessário recuperar a açom direta popular.

Previamente, ao longo do mês de novembro apresentaremos moçons municipais, requerimentos em centros públicos e religiosos, exigindo que se cumpra a legalidade.

Perante o silêncio e a inibiçom institucional, Agora Galiza retirará de forma organizada os vestígios de tanta humilhaçom e insulto às vítimas do franquismo e solicita ao nosso povo que colabore ativamente nesta tarefa. Nom podemos esperar  à proclamaçom da República Galega para solventarmos isto!

Na Pátria, novembro 2015